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DIREITO PROCESSUAL 
CIVIL
Procedimentos Especiais em 
Legislação Extravagante
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
250901248320
 
ALINE OLIVEIRA
Advogada. Analista do MP-SP. Pós-graduada em Direito Público (UCAM), Advocacia 
Pública (UERJ), Direito Tributário (UCAM) e Direito e Processo Civil (UNIFTEC). Aprovada 
em concursos de analista (MP-SP e PGE-RJ) e advocacia pública. Professora de alguns 
cursos jurídicos.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Procedimentos Especiais em Legislação Extravagante 
Aline Oliveira
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Procedimentos Especiais em Legislação Extravagante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Juizados Especiais, Cíveis, Federais e da Fazenda Pública . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
Juizados Especiais Cíveis (JEC) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
Juizado Especial de Fazenda Pública . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Mandado de Segurança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
Procedimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
Habeas Corpus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
Habeas Data . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
Mandado de Injunção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
Ação Popular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
Procedimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
Ação Civil Pública . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
Procedimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
Lei n. 8.245/1991 (Locações de Imóveis Urbanos) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
Ação de Alimentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
Lei de Registros Públicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
Ação de Usucapião Especial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
Questões de concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71
Gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72
 
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Procedimentos Especiais em Legislação Extravagante 
Aline Oliveira
aPrEsENtaÇÃoaPrEsENtaÇÃo
Olá, futuro(a) advogado(a)!
Tudo bem? Firme nos estudos? Para quem ainda não me conhece, meu nome é Aline de 
Oliveira Cabral. Atualmente sou advogada, analista do MP-SP, mas já fui assessora no MP-RJ. 
Sou pós-graduada em Direito Público pela EU-RJ e pela UC-AM, em Direito Tributário pela 
UC-AM e em Direito Civil e Processo Civil pela UNIFTEC e faço parte do GRAN CONCURSOS.
Eu fui residente jurídico tanto da PGE-RJ quanto da PGM-RJ, já fui aprovada em alguns 
concursos de advocacia pública (ex.: Procurador da UNICAMP, advogado da IMBEL, Procurador 
de São José dos Campos) e em dois concursos de analista (PGE-RJ e MPSP). Também já 
fui aprovada no concurso de Procurador do Ministério Público junto ao TCE-RJ, cuja prova 
oral foi realizada pela banca CEBRASPE. Está vendo? Sou prova de que é possível SIM ser 
aprovado(a) tanto na OAB quanto em concursos públicos. Continuo prestando concursos 
de advocacia pública, ou seja, entendo o perrengue que é a vida de concurso e estou aqui 
para facilitar a vida de vocês.
Eu e toda a equipe do GRAN estamos aqui para te dar o máximo de dicas, teorias, 
exercícios, respondendo questões de provas anteriores e criando questões inéditas para 
que você surpreenda a Banca examinadora e não, o contrário.
Registro que estou muito feliz em estar aqui escrevendo esse livro digital para você 
atingir o sucesso na aprovação na OAB. Galera, não deixe de fazer muitas questões. Não 
tem como você conseguir a aprovação na 1ª fase da OAB sem realizar a leitura da lei seca, 
da jurisprudência e resolver o máximo de questões que você conseguir. O caminho é esse!
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Então, fica ligado 
no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno!
Vamos começar?
Aline Oliveira
@prof_alineoliveira
 
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Procedimentos Especiais em Legislação Extravagante 
Aline Oliveira
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS EM LEGISLAÇÃO PROCEDIMENTOS ESPECIAIS EM LEGISLAÇÃO 
EXTRAVAGANTEEXTRAVAGANTE
iNtroDuÇÃoiNtroDuÇÃo
São esses os tópicos do Edital que vamos analisar na aula de hoje:
• 35. Procedimentos especiais em legislação extravagante.
− 35.1. Juizados Especiais, Cíveis, Federais e da Fazenda Pública.
− 35.2. Mandado de segurança, Habeas corpus, Habeas data, Mandado de injunção, 
Ação popular e Ação civil pública.
− 35.3. Lei n. 8.078/1990.
− 35.4. Estatuto da Criança e do Adolescente.
− 35.5. Execução Fiscal.
− 35.6. Locações e seus procedimentos especiais.
− 35.7. Desapropriação.
− 35.8. Alienação fiduciária em garantia.
− 35.9.corpus, quando o coator ou paciente for qualquer das pessoas mencionadas 
na alínea a, ou quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição, Ministro de Estado ou 
Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, ressalvada a competência da Justiça 
Eleitoral; (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 23, de 1999) […]
II – julgar, em recurso ordinário:
a) os habeas corpus decididos em única ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais ou 
pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando a decisão for denegatória;
TRF
Art. 108. Compete aos Tribunais Regionais Federais:
I – processar e julgar, originariamente: […]
d) os habeas corpus, quando a autoridade coatora for juiz federal;
II – julgar, em grau de recurso, as causas decididas pelos juízes federais e pelos juízes estaduais 
no exercício da competência federal da área de sua jurisdição.
JUIZ 
FEDERAL
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: […]
VII – os habeas corpus, em matéria criminal de sua competência ou quando o constrangimento 
provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente sujeitos a outra jurisdição;
JUSTIÇA DO 
TRABALHO
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: (Redação dada pela Emenda 
Constitucional n. 45, de 2004) (Vide ADIN 3392) (Vide ADIN 3432) […]
IV – os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato questionado 
envolver matéria sujeita à sua jurisdição; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 45, de 2004)
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HaBEas DataHaBEas Data
Apenas uma questão cobrada em processo civil e 3 questões cobradas em direito 
constitucional.
Encontra previsão no art. 5º, LXXII, da Constituição Federal e é regulamentada pela Lei 
n. 9.507/1997.
LXXII – conceder-se-á “habeas-data”:
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes 
de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou 
administrativo;
A Lei n. 9.507/1997 trouxe ainda outra hipótese no art. 7º, III.
Art. 7º Conceder-se-á habeas data:
I – para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes 
de registro ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público; – pegadinha 
comum mencionar informações de terceiros. Nesse caso, caberá – se for direito líquido e 
certo – mandado de segurança.
II – para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou 
administrativo;
III – para a anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre 
dado verdadeiro mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável.
Importante alertar que para o STJ, sociedades de economia mista se enquadram no 
conceito de entidade governamental.
JURISPRUDÊNCIA
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO? HABEAS DATA? SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA? 
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA? ENTIDADE GOVERNAMENTAL? CABIMENTO? REGISTRO 
PESSOAL? DOCUMENTO PARA INSTRUIR PROCESSO DE REINTEGRAÇÃO DE PERSEGUIDO 
POLÍTICO.
1. Hipótese em que o particular impetrou habeas data contra a Petrobras, para que 
essa apresentasse documento interno com informações pessoais, que comprovariam 
as razões eminentemente políticas para seu afastamento do quadro de funcionários 
da sociedade de economia mista ocorrida durante o Regime Militar.
2. As sociedades de economia mista integram a Administração Pública Indireta 
como ‘entidade governamental’, para fins do disposto no art. 7º, inc. I, da Lei n. 
9.507/1997.
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3. A informação pleiteada pelo impetrante não é mera comunicação interna da empresa, 
mas se refere a registro pessoal, inegavelmente, do seu interesse.
4. Recurso especial não provido. (REsp n. 1.096.552/RJ, relatora Ministra Eliana Calmon, 
Segunda Turma, julgado em 25/8/2009, DJe de 14/9/2009.)
Você não pode confundir habeas data com o direito de obter certidão, todos esses encontram 
amparo na Constituição Federal.
Habeas data Direito de obter certidão
Art. 5º […]
LXXII – conceder-se-á “habeas-data”:
a) para assegurar o conhecimento de informações 
relativas à pessoa do impetrante, constantes 
de registros ou bancos de dados de entidades 
governamentais ou de caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se 
prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou 
administrativo;
Art. 5º […]
XXXIII – todos têm direito a receber dos 
órgãos públicos informações de seu interesse 
particular, ou de interesse coletivo ou geral, que 
serão prestadas no prazo da lei, sob pena de 
responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo 
seja imprescindível à segurança da sociedade e 
do Estado; (Regulamento) (Vide Lei n. 12.527, 
de 2011)
É regulamentado pela Lei n. 9.507/1997. É regulamentado pela Lei n. 12.527/2011.
A Lei n. 9.507/1997 prevê duas fases para o habeas data: administrativa e a judicial. A 
fase administrativa em que se apresenta um requerimento ao órgão ou entidade depositária 
do registro ou banco de dados que poderá deferir ou indeferir no período de 48 horas. 
E a decisão será comunicada ao requerente em vinte e quatro horas (art. 2º). Vejamos o 
procedimento:
Art. 4º Constatada a inexatidão de qualquer dado a seu respeito, o interessado, em petição 
acompanhada de documentos comprobatórios, poderá requerer sua retificação.
§ 1º Feita a retificação em, no máximo, dez dias após a entrada do requerimento, a entidade ou 
órgão depositário do registro ou da informação dará ciência ao interessado.
§ 2º Ainda que não se constate a inexatidão do dado, se o interessado apresentar explicação ou 
contestação sobre o mesmo, justificando possível pendência sobre o fato objeto do dado, tal 
explicação será anotada no cadastro do interessado.
Para recorrer ao Poder Judiciário (a segunda fase prevista na Lei n. 9.507/1997), exige-
se que se tenha a recusa ou a demora na resposta.
Art. 8º A petição inicial, que deverá preencher os requisitos dos arts. 282 a 285 do Código de 
Processo Civil, será apresentada em duas vias, e os documentos que instruírem a primeira serão 
reproduzidos por cópia na segunda.
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Parágrafo único. A petição inicial deverá ser instruída com prova:
I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso de mais de dez dias sem decisão;
II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de mais de quinze dias, sem decisão; ou
III – da recusa em fazer-se a anotação a que se refere o § 2º do art. 4º ou do decurso de mais 
de quinze dias sem decisão.
Esquematizando para facilitar a sua visualização:
Recusa ao acesso às informações Recusa em realizar a retificação ou a anotação
Mais de 10 dias Mais de15 dias.
A autoridade coatora terá o prazo de 10 dias para prestar as informações que achar 
pertinentes. E o Ministério Público se manifestará como fiscal do ordenamento jurídico. 
Vejamos os dispositivos legais:
Art. 9º Ao despachar a inicial, o juiz ordenará que se notifique o coator do conteúdo da petição, 
entregando-lhe a segunda via apresentada pelo impetrante, com as cópias dos documentos, a 
fim de que, no prazo de dez dias, preste as informações que julgar necessárias. […]
Art. 12. Findo o prazo a que se refere o art. 9º, e ouvido o representante do Ministério Público 
dentro de cinco dias, os autos serão conclusos ao juiz para decisão a ser proferida em cinco dias.
Apesar de não trazer previsão legal sobre a possibilidade de liminar, a doutrina entende 
ser cabível e deve seguir o disposto no CPC para a sua concessão.
Vamos aos dispositivos importantes sobre sentença dessa lei:
Art. 13. Na decisão, se julgar procedente o pedido, o juiz marcará data e horário para que o coator:
I – apresente ao impetrante as informações a seu respeito, constantes de registros ou bancos 
de dadas; ou
II – apresente em juízo a prova da retificação ou da anotação feita nos assentamentos do 
impetrante.
Art. 14. A decisão será comunicada ao coator, por correio, com aviso de recebimento, ou por 
telegrama, radiograma ou telefonema, conforme o requerer o impetrante.
Parágrafo único. Os originais, no caso de transmissão telegráfica, radiofônica ou telefônica 
deverão ser apresentados à agência expedidora, com a firma do juiz devidamente reconhecida.
Art. 15. Da sentença que conceder ou negar o habeas data cabe apelação.
Parágrafo único. Quando a sentença conceder o habeas data, o recurso terá efeito meramente 
devolutivo.
A título de aprofundamento e pensando em uma prova mais complexa, citamos os 
ensinamentos do Guilherme Barros:
Questão interessante a respeito do habeas data é referente à forma de cumprimento da sentença 
concessiva de ordem. Procedente o pedido para exibição de informações, se estas estiverem 
incorretas ou desejar o demandante apresentar contestação ou explicação, há necessidade de 
propositura de nova ação?
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Em doutrina, colhe-se o entendimento de que não é preciso propor nova demanda. O cumprimento 
de sentença para retificação ou apontamento nos assentamentos deve ser feita nos próprios 
autos, dentro da mesma relação processual. Trata-se de hipótese cumulação de pedidos, embora 
sucessivos no tempo.
O STJ, porém, já se manifestou em sentido diverso, ao entender pela impossibilidade 
de execução imediata da ratificação diante da ausência de prova pré-constituída.
A nosso ver, está com melhor razão a posição doutrinária, por dar maior efetividade ao processo 
e realizar mais plenamente o direito material do demandante.
#alertapegadinha
Não confunda mandado de segurança com habeas data.
Mandado de segurança Habeas data
Obtenção de informações de interesse público, informações gerais 
que irão proteger o interesse da sociedade como um todo, em razão 
do princípio da transparência e da publicidade é possível a impetração 
de mandado de segurança, desde que presentes os demais requisitos 
do mandado de segurança.
Obtenção de informações 
próprias, pessoais do 
impetrante.
MaNDaDo DE iNJuNÇÃoMaNDaDo DE iNJuNÇÃo
Em processo civil foi encontrada apenas 1 questão. Já em direito constitucional foram 
encontradas 7 questões durante todos os exames de ordem.
Encontra previsão no art. 5º, LXXI, da Constituição Federal e foi regulamentado na Lei 
n. 13.300/2016.
LXXI – conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora 
torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes 
à nacionalidade, à soberania e à cidadania;
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Você não pode confundir ação direta de inconstitucionalidade por omissão (ADO) com 
o mandado de injunção.
ADO Mandado de injunção
Tutela objetiva Tutela subjetiva
Os legitimados constam do art. 103 da Constituição, 
mas a tutela é objetiva.
Art. 103. […]
VIII – partido político com representação no Congresso 
Nacional;
IX – confederação sindical ou entidade de classe de 
âmbito nacional.
É possível ter legitimado coletivo em busca de uma 
tutela subjetiva (partido político, organização sindical, 
entidade de classe, associação, desde que esta esteja 
legalmente constituída há mais de um ano). – Art. 12 
da Lei n. 13.300/2016.
Legitimados:
Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucio-
nalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: 
(Redação dada pela Emenda Constitucional n. 45, de 
2004) (Vide Lei n. 13.105, de 2015) (Vigência)
I – o Presidente da República;
II – a Mesa do Senado Federal;
III – a Mesa da Câmara dos Deputados;
IV – a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara 
Legislativa do Distrito Federal; (Redação dada pela 
Emenda Constitucional n. 45, de 2004)
V – o Governador de Estado ou do Distrito Federal; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional n. 45, de 
2004)
VI – o Procurador-Geral da República;
VII – o Conselho Federal da Ordem dos Advogados 
do Brasil;
VIII – partido político com representação no Congresso 
Nacional;
IX – confederação sindical ou entidade de classe de 
âmbito nacional.
Legitimados:
Individual – Qualquer um
Coletivo – legitimados do art. 12
Art. 12. O mandado de injunção coletivo pode ser 
promovido:
I – pelo Ministério Público, quando a tutela requerida 
for especialmente relevante para a defesa da ordem 
jurídica, do regime democrático ou dos interesses 
sociais ou individuais indisponíveis;
II – por partido político com representação no Con-
gresso Nacional, para assegurar o exercício de direitos, 
liberdades e prerrogativas de seus integrantes ou 
relacionados com a finalidade partidária;
III – por organização sindical, entidade de classe ou 
associação legalmente constituída e em funciona-
mento há pelo menos 1 (um) ano, para assegurar o 
exercício de direitos, liberdades e prerrogativas em 
favor da totalidade ou de parte de seus membros 
ou associados, na forma de seus estatutos e desde 
que pertinentes a suas finalidades, dispensada, para 
tanto, autorização especial;
IV – pela Defensoria Pública, quando a tutela requeri-
da for especialmente relevante para a promoção dos 
direitos humanos e a defesa dos direitos individuais e 
coletivos dos necessitados, na forma do inciso LXXIV 
do art. 5º da Constituição Federal.
Parágrafo único. Os direitos, as liberdades e as prerro-
gativas protegidos por mandado de injunção coletivo 
são os pertencentes, indistintamente, a uma coletivi-
dade indeterminada de pessoas ou determinada por 
grupo, classe ou categoria.
Competência do STF Pode ser ajuizada no STF, STJ e no TJ quando tiver 
previsão na Constituição estadual.
Controle concentrado Controle difuso
Efeito da decisão é erga omnes Efeito da decisão inter partes, em regra.
Procedimento regido pela Lei n. 9.868/1999. Procedimento regido pela Lei n. 13.300/2016
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Vamos para mais uma tabela, dessa vez extraída do livro do Guilherme Barros, e que 
sintetiza a questão da competência no mandado de injunção:
Quadro extraído do livro do Guilherme Barros
Órgão 
competente
Autoridade responsável pela elaboração 
da norma
Base legal e observações
Supremo 
Tribunal Federal
• Presidente da República;
• Congresso Nacional;
• Câmara dos Deputados;
• Senado Federal;
• Mesas de uma dessas Casas Legisla-
tivas;
• Tribunal de Contas da União;
• Tribunais Superiores;
• próprio Supremo Tribunal Federal.
• Art. 102, I, “q”;
• competência originária do STF;
• em grau de recurso, compete ao STF 
julgar o recurso ordinário do MI decidi-
do em única instância pelos Tribunais 
Superiores, em caso de denegação da 
decisão (art. 102, II, “a”).
Superior Tribunal 
de Justiça
• órgão, entidade ou autoridade federal, 
da administração direta ou indireta;
• exceção: casos de competência do Su-
premo Tribunal Federal e dos órgãos 
da Justiça Militar, da Justiça Eleitoral, 
da Justiça do Trabalho e da Justiça 
Federal.
• art. 105, I, “h”;
• competência originária do STJ;
• atenção para a exceção contida na pró-
pria Constituição para a competência 
da Justiça Federal.
Justiça Federal
• órgãos e entidades federais, inclusive 
autarquias.
• construção jurisprudencial;
• exemplos:
• Contran (STJ – MI 193/DF)
• Bacen (STFMI 571/ SP)
• Anatel (STJ – MI 174/DF)
• CADE (STJ -AgRg no MI 185/df)
Tribunal de 
Justiça
• órgãos ou entidades estaduais ou 
municipais
• é preciso verificar Constituição do 
Estado-membro.
Outro ponto que vale a pena destacarmos é extraído do art. 3º dessa lei, ou seja, quais 
são os legitimados ativos e passivos.
Legitimidade ativa
Art. 3º São legitimados para o mandado de injunção, como impetrantes, as pessoas 
naturais ou jurídicas que se afirmam titulares dos direitos, das liberdades ou das 
prerrogativas referidos no art. 2º e, como impetrado, o Poder, o órgão ou a autoridade 
com atribuição para editar a norma regulamentadora.
Legitimidade 
passiva
Art. 3º São legitimados para o mandado de injunção, como impetrantes, as pessoas 
naturais ou jurídicas que se afirmam titulares dos direitos, das liberdades ou das 
prerrogativas referidos no art. 2º e, como impetrado, o Poder, o órgão ou a autoridade 
com atribuição para editar a norma regulamentadora.
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DirEito ProcEssuaL civiL 
Procedimentos Especiais em Legislação Extravagante 
Aline Oliveira
A petição inicial deverá preencher os requisitos estabelecidos pela lei processual e indicará, 
além do órgão impetrado, a pessoa jurídica que ele integra ou aquela a que está vinculado. 
Quando não for transmitida por meio eletrônico, a petição inicial e os documentos que a 
instruem serão acompanhados de tantas vias quantos forem os impetrados.
Semelhante ao que ocorre no mandado de segurança, quando o documento necessário 
à prova do alegado encontrar-se em repartição ou estabelecimento público, em poder 
de autoridade ou de terceiro, havendo recusa em fornecê-lo por certidão, no original, ou 
em cópia autêntica, será ordenada, a pedido do impetrante, a exibição do documento no 
prazo de 10 (dez) dias, devendo, nesse caso, ser juntada cópia à segunda via da petição. 
E se a recusa em fornecer o documento for do impetrado, a ordem será feita no próprio 
instrumento da notificação (art. 4º da Lei n. 13.300/2016 e art. 6 da Lei n. 12.016/2009).
Recebida a 
petição inicial
notificação do 
impetrado
Art. 5º, I
informações em 
10 dias
ciência ao órgão 
de representação 
judicial
Art. 5º, II
Art. 5º Recebida a petição inicial, será ordenada:
I – a notificação do impetrado sobre o conteúdo da petição inicial, devendo-lhe ser enviada a 
segunda via apresentada com as cópias dos documentos, a fim de que, no prazo de 10 (dez) 
dias, preste informações;
II – a ciência do ajuizamento da ação ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica 
interessada, devendo-lhe ser enviada cópia da petição inicial, para que, querendo, ingresse no 
feito.
Após o prazo de apresentação de informações, o Ministério Público será ouvido em 10 dias.
Art. 7º Findo o prazo para apresentação das informações, será ouvido o Ministério Público, que 
opinará em 10 (dez) dias, após o que, com ou sem parecer, os autos serão conclusos para decisão.
Reconhecido o estado de mora legislativa, será deferida a injunção para: determinar 
prazo razoável para que o impetrado promova a edição da norma regulamentadora, salvo 
se comprovado que o impetrado já deixou de atender em mandado de injunção anterior o 
prazo lá estabelecido; estabelecer as condições em que se dará o exercício dos direitos, das 
liberdades ou das prerrogativas reclamados ou, se for o caso, as condições em que poderá 
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o interessado promover ação própria visando a exercê-los, caso não seja suprida a mora 
legislativa no prazo determinado.
Por fim, você deve ter em mente quais são os efeitos da decisão em mandado de injunção. 
Para isso, citamos o dispositivo legal pertinente:
Art. 9º A decisão terá eficácia subjetiva limitada às partes e produzirá efeitos até o advento da 
norma regulamentadora.
§ 1º Poderá ser conferida eficácia ultra partes ou erga omnes à decisão, quando isso for inerente 
ou indispensável ao exercício do direito, da liberdade ou da prerrogativa objeto da impetração.
§ 2º Transitada em julgado a decisão, seus efeitos poderão ser estendidos aos casos análogos 
por decisão monocrática do relator.
§ 3º O indeferimento do pedido por insuficiência de prova não impede a renovação da impetração 
fundada em outros elementos probatórios.
aÇÃo PoPuLaraÇÃo PoPuLar
É um tema que possui 6 questões na parte de processo civil e 4 questões na parte de 
direito constitucional da OAB.
Encontra previsão no art. 5º, LXXIII, da Constituição Federal e regulamentado pela Lei 
n. 4.717/1965.
LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo 
ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao 
meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, 
isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
Uma pegadinha bem comum é o examinador mencionar que a ação popular pode ser 
proposta por qualquer pessoa. Isso está ERRADO. Vimos que é um instrumento que pode 
ser utilizado por qualquer CIDADÃO. Exige-se, portanto, que a pessoa esteja em gozo dos 
seus direitos políticos. Dessa forma, pessoa jurídica não tem legitimidade para ajuizar 
ação popular. É o teor da súmula 365 do STF.
Em relação à legitimidade passiva, temos que ela corresponde a todos que participaram 
do ato lesivo e dele se beneficiaram, na forma do art. 6º.
Art. 6º A ação será proposta contra as pessoas públicas ou privadas e as entidades referidas no art. 
1º, contra as autoridades, funcionários ou administradores que houverem autorizado, aprovado, 
ratificado ou praticado o ato impugnado, ou que, por omissas, tiverem dado oportunidade à 
lesão, e contraos beneficiários diretos do mesmo.
Importante ressaltar que a pessoa jurídica interessada pode agir de três formas: atuar 
no polo passivo; abster de contestar o pedido; atuar no polo ativo.
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Art. 6º […]
§ 3º A pessoas jurídica de direito público ou de direito privado, cujo ato seja objeto de impugnação, 
poderá abster-se de contestar o pedido, ou poderá atuar ao lado do autor, desde que isso se 
afigure útil ao interesse público, a juízo do respectivo representante legal ou dirigente.
É oportuno alertar que é possível mudança do polo no decorrer do processo. Trata-
se de uma exceção ao princípio da estabilização da demanda. Denomina-se legitimidade 
pendular, legitimidade bifronte ou intervenção móvel. Excelente questionamento para uma 
questão discursiva, não é mesmo?
Art. 17. É sempre permitida às pessoas ou entidades referidas no art. 1º, ainda que hajam 
contestado a ação, promover, em qualquer tempo, e no que as beneficiar a execução da sentença 
contra os demais réus.
Guilherme Barros alerta para as diferenças existentes entre mandado de segurança, 
ação popular e ação de improbidade administrativa.
Há significativas diferenças entre a ação popular e o mandado de segurança. Este último, tutela 
direito líquido e certo de qualquer pessoa frente à ocorrência de ilegalidade ou abuso de poder 
pela autoridade pública. No âmbito do mandado de segurança coletivo, tutelam-se direitos 
coletivos lato sensu, desde que líquidos e certos – requisito não exigido na ação popular e na 
ação de improbidade administrativa, que permitem ampla fase probatória. Além disso, o rol de 
legitimados dessas ações é distinto. […]
O confronto entre a ação popular e a ação de improbidade administrativa também indica 
características distintas entre ambas. Primeiro, em virtude de seus procedimentos, que estão 
previstos em leis distintas (ação popular, Lei n. 4.717/1965; ação de improbidade administrativa, 
Lei n. 8.429/1992). Segundo, diante do rol de legitimados distintos, pois a ação popular tem 
como legitimado o cidadão, ao passo em que a ação de improbidade administrativa pode ser 
proposta pelo Ministério Público e pela pessoa jurídica de direito público interessada. Por fim, 
a ação popular visa exclusivamente à anulação do ato lesivo e o ressarcimento do desfalque 
patrimonial sofrido, ao passo em que a ação de improbidade administrativa alcança a punição 
do agente público, através da suspensão dos direitos políticos, da perda da função pública, da 
proibição de contratar com o Poder Público e da aplicação de multa.
O papel do Ministério Público na ação popular é de custos legis. Não pode iniciar uma 
ação popular como membro do Ministério Público, mas pode assumir a condução do processo 
em caso de desistência do autor. É um caso de legitimidade ativa subsidiária previsto no 
art. 9 da Lei n. 12.016/2009.
Art. 6º […]
§ 4º O Ministério Público acompanhará a ação, cabendo-lhe apressar a produção da prova e 
promover a responsabilidade, civil ou criminal, dos que nela incidirem, sendo-lhe vedado, em 
qualquer hipótese, assumir a defesa do ato impugnado ou dos seus autores.
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Art. 9º Se o autor desistir da ação ou der motiva à absolvição da instância, serão publicados 
editais nos prazos e condições previstos no art. 7º, inciso II, ficando assegurado a qualquer 
cidadão, bem como ao representante do Ministério Público, dentro do prazo de 90 (noventa) 
dias da última publicação feita, promover o prosseguimento da ação.
Guilherme Barros alerta que o prazo para a propositura da ação não se confunde com 
o prazo para ressarcimento dos prejuízos. Vejamos:
O artigo 21 da Lei n. 4.717/1965 estabelece o prazo de 5 anos para a propositura da ação popular. 
Vale dizer, o ato a ser impugnado deve ter ocorrido no máximo 5 anos antes da ação.
O prazo de propositura não se confunde com o prazo para ressarcimento dos prejuízos. Esse 
último é imprescritível nos casos de ato doloso tipificado na Lei de Improbidade Administrativa.
ProcEDiMENtoProcEDiMENto
Vamos agora destacar alguns pontos considerados relevantes e referentes ao procedimento 
da ação popular.
• Prazo para a defesa – 20 dias prorrogável por mais 20 dias, a critério do juízo, em razão 
da dificuldade da produção da prova documental (art. 7, IV). Esse prazo é comum, 
ou seja, não há prerrogativa para a Fazenda Pública nem contagem em dobro para 
os litisconsortes com diferentes advogados.
• Admite-se a concessão de tutela provisória, com base no CPC. E há previsão na Lei n. 
4.717/1965 da possibilidade de suspensão liminar do objeto impugnado.
• Prazo para alegações finais – 10 dias (art. 7, V).
• A sentença incluirá sempre, na condenação dos réus, o pagamento, ao autor, das 
custas e demais despesas, judiciais e extrajudiciais, diretamente relacionadas com 
a ação e comprovadas, bem como o dos honorários de advogado. Art. 12
• A sentença que, apreciando o fundamento de direito do pedido, julgar a lide 
manifestamente temerária, condenará o autor ao pagamento do décuplo das custas. 
Art. 13
• Remessa necessária – quando tiver extinção sem resolução do mérito ou sentença 
de improcedência do mérito.
• Legitimidade recursal – autor, réu, qualquer outro cidadão e Ministério Público.
Art. 16. Caso decorridos 60 (sessenta) dias da publicação da sentença condenatória de segunda 
instância, sem que o autor ou terceiro promova a respectiva execução. o representante do 
Ministério Público a promoverá nos 30 (trinta) dias seguintes, sob pena de falta grave.
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aÇÃo civiL PÚBLicaaÇÃo civiL PÚBLica
Foram encontradas 10 questões em processo civil sobre o tema.
A ação civil pública é uma das funções institucionais do Ministério Público elencadas 
no art. 129 da Constituição Federal e é regulamentada pela Lei n. 7.347/1985. Também 
encontra fundamento na súmula 329 do STJ.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 329 STJ O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública 
em defesa do patrimônio público.
Trata-se de uma lei que regula ações de responsabilidade civil por danos morais e 
patrimoniais causados ao meio ambiente; ao consumidor; a bens e direitos de valor artístico, 
estético, histórico, turístico e paisagístico; a qualquer outro interesse difuso ou coletivo; por 
infração da ordem econômica; à ordem urbanística; à honra e à dignidade de grupos raciais, 
étnicos ou religiosos; ao patrimônio público e social. E não há prejuízo a ação popular. É o 
teor do art. 1º, caput, dessa lei. E o rol do art. 1º é meramente exemplificativo.
Não será cabível ação civil pública para veicular pretensões que envolvam tributos, 
contribuições previdenciárias, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS ou outros 
fundos de naturezainstitucional cujos beneficiários podem ser individualmente determinados. 
Encontra previsão no art. 1º, Parágrafo único, dessa lei. Os examinadores adoram cobrar 
esse ponto.
A competência para processar e julgar ação civil pública é absoluta e se dá em função do 
local onde ocorreu o dano (art. 2º e AgRg nos EDcl no CC 113788-DF). Além disso, a propositura 
da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações posteriormente intentadas que 
possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto (art. 2, Parágrafo único).
São legitimados para propor a ação principal e a cautelar: o Ministério Público; a Defensoria 
Pública; a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; a autarquia, empresa pública, 
fundação ou sociedade de economia mista; a associação que, concomitantemente: esteja 
constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil; inclua, entre suas finalidades 
institucionais, a proteção ao patrimônio público e social, ao meio ambiente, ao consumidor, 
à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos 
ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.
Quando o MP não atuar como parte, atuará como fiscal da lei (art. 5º, § 1). Fica facultado 
ao Poder Público e a outras associações legitimadas nos termos deste artigo habilitar-se 
como litisconsortes de qualquer das partes (art. 5º, § 2). Em caso de desistência infundada 
ou abandono da ação por associação legitimada, o Ministério Público ou outro legitimado 
assumirá a titularidade ativa (art. 5º, § 3).
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Nesse ponto, cumpre mencionar que o STJ entende que quando uma decisão judicial 
dissolve a associação autora da ação civil pública é admitida a substituição pelo Ministério 
Público (AgInt no REsp 1.582.243-SP, julgado em 14/2/2023). Além disso, se a ação tiver 
sido proposta na Justiça Estadual, com a dissolução da associação a legitimidade é do MP 
estadual, ainda que o processo esteja em curso no STJ (REsp 1678925-MG, julgado em 
14/2/2023).
Além disso, a própria lei admite que o requisito da pré-constituição poderá ser dispensado 
pelo juiz, quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica 
do dano, ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido.
ProcEDiMENtoProcEDiMENto
• Para instruir a inicial, o interessado poderá requerer às autoridades competentes 
as certidões e informações que julgar necessárias, a serem fornecidas no prazo de 
15 dias.
• O Ministério Público poderá instaurar, sob sua presidência, inquérito civil, ou requisitar, 
de qualquer organismo público ou particular, certidões, informações, exames ou 
perícias, no prazo que assinalar, o qual não poderá ser inferior a 10 dias úteis.
• Admite-se emenda à inicial de ação civil pública, em face da existência de pedido 
genérico, ainda que já tenha sido apresentada a contestação. REsp 1279586-PR.
• Se o órgão do Ministério Público, esgotadas todas as diligências, se convencer da 
inexistência de fundamento para a propositura da ação civil, promoverá o arquivamento 
dos autos do inquérito civil ou das peças informativas, fazendo-o fundamentadamente.
• Os autos do inquérito civil ou das peças de informação arquivadas serão remetidos, 
sob pena de se incorrer em falta grave, no prazo de 3 dias, ao Conselho Superior do 
Ministério Público.
• O juiz poderá conferir efeito suspensivo aos recursos, para evitar dano irreparável 
à parte.
• Decorridos 60 dias do trânsito em julgado da sentença condenatória, sem que a 
associação autora lhe promova a execução, deverá fazê-lo o Ministério Público, 
facultada igual iniciativa aos demais legitimados.
I – É inconstitucional o art. 16 da Lei n. 7.347/1985, alterada pela Lei n. 9.494/1997.
II – Em se tratando de ação civil pública de efeitos nacionais ou regionais, a competência 
deve observar o art. 93, II, da Lei n. 8.078/1990.
Ajuizadas múltiplas ações civis públicas de âmbito nacional ou regional, firma-se a prevenção 
do juízo que primeiro conheceu de uma delas, para o julgamento de todas as demandas 
conexas. STF. RE 1101937 (repercussão geral)
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• Em caso de litigância de má-fé, a associação autora e os diretores responsáveis pela 
propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios 
e ao décuplo das custas, sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 643-STF: O Ministério Público tem legitimidade para promover ação civil 
pública cujo fundamento seja a ilegalidade de reajuste de mensalidades escolares.
Súmula n. 329-STJ: O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública 
em defesa do patrimônio público.
Súmula n. 489-STJ: Reconhecida a continência, devem ser reunidas na Justiça Federal 
as ações civis públicas propostas nesta e na Justiça estadual.
Súmula n. 601-STJ: O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na defesa 
de direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos dos consumidores, ainda que 
decorrentes da prestação de serviço público
LEI N. 8.245/1991 (LOCAÇÕES DE IMÓVEIS URBANOS)LEI N. 8.245/1991 (LOCAÇÕES DE IMÓVEIS URBANOS)
Foram encontradas 27 questões da OAB sobre esse tema em legislação civil e processual 
civil especial.
Considerando que a lei é muito extensa (possui 90 artigos) e que ela não vem sendo 
muito cobrada pela OAB recentemente (de 2021 para cá só tivemos 3 questões), escolhemos 
selecionar alguns pontos considerados importantes e colacionar os dispositivos legais 
pertinentes, indicando o que já foi cobrado no exame de ordem.
Lei n. 8.245/1991
Denúncia do contrato
Art. 8º Se o imóvel for alienado durante a locação, o adquirente poderá denunciar 
o contrato, com o prazo de noventa dias para a desocupação, salvo se a locação 
for por tempo determinado e o contrato contiver cláusula de vigência em 
caso de alienação e estiver averbado junto à matrícula do imóvel. (FGV/2022 
– Nacional Unificado (OAB)/XXXV Exame)
§ 1º Idêntico direito terá o promissário comprador e o promissário cessionário, 
em caráter irrevogável, com imissão na posse do imóvel e título registrado 
junto à matrícula do mesmo.
§ 2º A denúncia deverá ser exercitada no prazo de noventa dias contados do 
registro da venda ou do compromisso, presumindo – se, após esse prazo, a 
concordância na manutenção da locação.
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Lei n. 8.245/1991
Requerimento de 
expedição do mandado 
de despejo
Art. 63. Julgada procedente a ação de despejo, o juiz determinará a expedição de 
mandado de despejo, que conterá o prazo de 30 (trinta) dias para a desocupação 
voluntária, ressalvado o disposto nos parágrafos seguintes. (Redação dada pela 
Lei n. 12.112, de 2009) (FGV/2022 – Nacional Unificado (OAB)/XXXVI Exame)
Efeitomeramente 
devolutivo do recurso
Art. 58. Ressalvados os casos previstos no parágrafo único do art. 1º, nas ações 
de despejo, consignação em pagamento de aluguel e acessório da locação, 
revisionais de aluguel e renovatórias de locação, observar – se – á o seguinte: […]
V – os recursos interpostos contra as sentenças terão efeito somente devolutivo. 
(FGV/2022 – Nacional Unificado (OAB)/XXXVI Exame)
Ação renovatória
Art. 51. […]
§ 5º Do direito a renovação decai aquele que não propuser a ação no interregno de 
um ano, no máximo, até seis meses, no mínimo, anteriores à data da finalização 
do prazo do contrato em vigor. FGV/2021 – Nacional Unificado (OAB)/XXXIII 
Exame
Sub-rogação
Art. 51. […]
§ 3º Dissolvida a sociedade comercial por morte de um dos sócios, o sócio 
sobrevivente fica sub – rogado no direito a renovação, desde que continue no 
mesmo ramo. FGV/2021 – Nacional Unificado (OAB)/XXXIII Exame
Liminar para 
desocupação
Art. 59. Com as modificações constantes deste capítulo, as ações de despejo 
terão o rito ordinário. FGV/2017 – Nacional Unificado (OAB)/XXII Exame
§ 1º Conceder – se – á liminar para desocupação em quinze dias, 
independentemente da audiência da parte contrária e desde que prestada a 
caução no valor equivalente a três meses de aluguel, nas ações que tiverem 
por fundamento exclusivo:
I – o descumprimento do mútuo acordo (art. 9º, inciso I), celebrado por escrito 
e assinado pelas partes e por duas testemunhas, no qual tenha sido ajustado 
o prazo mínimo de seis meses para desocupação, contado da assinatura do 
instrumento;
II – o disposto no inciso II do art. 47, havendo prova escrita da rescisão do 
contrato de trabalho ou sendo ela demonstrada em audiência prévia;
III – o término do prazo da locação para temporada, tendo sido proposta a ação 
de despejo em até trinta dias após o vencimento do contrato;
IV – a morte do locatário sem deixar sucessor legítimo na locação, de acordo 
com o referido no inciso I do art. 11, permanecendo no imóvel pessoas não 
autorizadas por lei;
V – a permanência do sublocatário no imóvel, extinta a locação, celebrada com 
o locatário.
VI – o disposto no inciso IV do art. 9º, havendo a necessidade de se produzir 
reparações urgentes no imóvel, determinadas pelo poder público, que não 
possam ser normalmente executadas com a permanência do locatário, ou, 
podendo, ele se recuse a consenti-las; (Incluído pela Lei n. 12.112, de 2009)
VII – o término do prazo notificatório previsto no parágrafo único do art. 40, 
sem apresentação de nova garantia apta a manter a segurança inaugural do 
contrato; (Incluído pela Lei n. 12.112, de 2009)
VIII – o término do prazo da locação não residencial, tendo sido proposta a ação 
em até 30 (trinta) dias do termo ou do cumprimento de notificação comunicando 
o intento de retomada; (Incluído pela Lei n. 12.112, de 2009)
IX – a falta de pagamento de aluguel e acessórios da locação no vencimento, 
estando o contrato desprovido de qualquer das garantias previstas no art. 37, 
por não ter sido contratada ou em caso de extinção ou pedido de exoneração 
dela, independentemente de motivo. (Incluído pela Lei n. 12.112, de 2009)
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Lei n. 8.245/1991
Desfazimento da 
desocupação
Art. 9º A locação também poderá ser desfeita: FGV/2017 – Nacional Unificado 
(OAB)/XXII Exame
I – por mútuo acordo;
II – em decorrência da prática de infração legal ou contratual;
III – em decorrência da falta de pagamento do aluguel e demais encargos;
IV – para a realização de reparações urgentes determinadas pelo Poder Público, 
que não possam ser normalmente executadas com a permanência do locatário 
no imóvel ou, podendo, ele se recuse a consenti-las.
Denúncia da locação por 
prazo indeterminado
Art. 6º O locatário poderá denunciar a locação por prazo indeterminado mediante 
aviso por escrito ao locador, com antecedência mínima de trinta dias.
Parágrafo único. Na ausência do aviso, o locador poderá exigir quantia 
correspondente a um mês de aluguel e encargos, vigentes quando da resilição.
Extinção de usufruto
Art. 7º Nos casos de extinção de usufruto ou de fideicomisso, a locação celebrada 
pelo usufrutuário ou fiduciário poderá ser denunciada, com o prazo de trinta dias 
para a desocupação, salvo se tiver havido aquiescência escrita do nuproprietário 
ou do fideicomissário, ou se a propriedade estiver consolidada em mãos do 
usufrutuário ou do fiduciário.
Parágrafo único. A denúncia deverá ser exercitada no prazo de noventa dias 
contados da extinção do fideicomisso ou da averbação da extinção do usufruto, 
presumindo – se, após esse prazo, a concordância na manutenção da locação.
Sublocação
Art. 14. Aplicam-se às sublocações, no que couber, as disposições relativas às 
locações.
Art. 15. Rescindida ou finda a locação, qualquer que seja sua causa, resolvem – 
se as sublocações, assegurado o direito de indenização do sublocatário contra 
o sublocador.
Art. 16. O sublocatário responde subsidiariamente ao locador pela importância 
que dever ao sublocador, quando este for demandado e, ainda, pelos aluguéis 
que se vencerem durante a lide.
Direito de preferência
Art. 27. No caso de venda, promessa de venda, cessão ou promessa de cessão 
de direitos ou dação em pagamento, o locatário tem preferência para adquirir 
o imóvel locado, em igualdade de condições com terceiros, devendo o locador 
dar – lhe conhecimento do negócio mediante notificação judicial, extrajudicial 
ou outro meio de ciência inequívoca.
Parágrafo único. A comunicação deverá conter todas as condições do negócio 
e, em especial, o preço, a forma de pagamento, a existência de ônus reais, bem 
como o local e horário em que pode ser examinada a documentação pertinente.
Art. 28. O direito de preferência do locatário caducará se não manifestada, de 
maneira inequívoca, sua aceitação integral à proposta, no prazo de trinta dias.
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Procedimentos Especiais em Legislação Extravagante 
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aÇÃo DE aLiMENtosaÇÃo DE aLiMENtos
Foram encontradas 5 questões. Tema que não é abordado na OAB desde 2015. Vejamos 
a última questão que caiu sobre o assunto:
001. 001. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XVII EXAME/2015) Em ação de alimentos promovida 
por Yolanda em face de Aurélio, o Juiz determinou que Aurélio deveria arcar, na condição 
de futuro pai, com os valores devidos à gestante durante a gravidez, destinados a cobrir 
as despesas adicionais decorrentes da gestação, fixando para tal a quantia “x”. A legislação 
atinente ao tema dá a Aurélio a possibilidade de defesa.
Assinale a opção que indica os termos em que a defesa será exercida.
a) Além dos alimentos gravídicos, o Juiz designará a data para a realização da audiência, que 
será considerada o termo a quo para o curso do prazo de cinco dias para a defesa do réu.
b) O réu deverá ser informado da fixação dos alimentos gravídicos, de modo que o prazo de 
cinco dias será contado a partir da juntada do mandado de citação devidamente cumprido.
c) O momento para apresentação da defesa do réu, nesse caso, será a audiência de instrução 
e julgamento, que terá a data determinada na decisão que fixa os alimentos provisórios.
d) O prazo de 15 dias para o oferecimento de defesa terá início no dia da juntada do mandado 
que fixou e determinouo pagamento de alimentos gravídicos.
A questão exigiu o conhecimento dos artigos 7 e 11 da Lei n. 11.804/2008.
De fato, o prazo para apresentação de resposta é de 5 dias e ele é contado a partir da 
juntada aos autos do mandado de citação cumprido.
Art. 7º O réu será citado para apresentar resposta em 5 (cinco) dias.
Art. 11. Aplicam-se supletivamente nos processos regulados por esta Lei as disposições das Leis 
nos 5.478, de 25 de julho de 1968, e 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil.
Como temos a aplicação supletiva do CPC, aplicamos o art. 231 para saber sobre o início 
de sua contagem.
Art. 231. Salvo disposição em sentido diverso, considera-se dia do começo do prazo:
I – a data de juntada aos autos do aviso de recebimento, quando a citação ou a intimação for 
pelo correio;
II – a data de juntada aos autos do mandado cumprido, quando a citação ou a intimação for por 
oficial de justiça;
Letra b.
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Sistematizando pontos relevantes sobre o tema:
Alimentos gravídicos
Conceito: Os alimentos compreenderão os valores suficientes para cobrir as despesas adicionais do período 
de gravidez e que sejam dela decorrentes, da concepção ao parto, inclusive as referentes a alimentação 
especial, assistência médica e psicológica, exames complementares, internações, parto, medicamentos e 
demais prescrições preventivas e terapêuticas indispensáveis, a juízo do médico, além de outras que o juiz 
considere pertinentes.
Custeio: Os alimentos referem-se à parte das despesas que deverá ser custeada pelo futuro pai, considerando-
se a contribuição que também deverá ser dada pela mulher grávida, na proporção dos recursos de ambos.
Conversão: Após o nascimento com vida, os alimentos gravídicos ficam convertidos em pensão alimentícia 
em favor do menor até que uma das partes solicite a sua revisão.
Prazo para defesa: 5 dias contado a partir da juntada aos autos do mandado de citação cumprido.
LEi DE rEGistros PÚBLicosLEi DE rEGistros PÚBLicos
Foram encontradas apenas 2 questões sobre o tema.
Trata-se de uma lei com quase 300 artigos e que só caiu duas vezes na OAB. A última 
vez foi em 2023 com a seguinte questão:
002. 002. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XXXVIII EXAME/2023) Joana, conhecida durante 
toda a sua vida em sua cidade natal pelo prenome Giovanna, começa a enfrentar uma série 
de embaraços e constrangimentos ao ser chamada em órgãos públicos por seu prenome 
registral, constante de seus documentos de identificação civil.
Diante disso, Joana, de 19 anos de idade, consulta você, como advogado(a), buscando 
descobrir a viabilidade jurídica de alterar o seu prenome e os eventuais requisitos jurídicos 
que deveriam ser observados caso seja possível a mudança.
Sobre a pretensão de Joana, assinale a afirmativa correta.
a) Poderá alterar seu prenome para Giovanna, bastando realizar solicitação, por escrito e 
fundamentada, diante do oficial do Registro Civil, dependendo, no entanto, de sentença judicial.
b) Não poderá alterar seu prenome para Giovanna, pois vigora no Direito Brasileiro o princípio 
da imutabilidade do nome.
c) Poderá alterar seu prenome para Giovanna, mediante requerimento pessoal e 
imotivadamente, independentemente de decisão judicial.
d) Não poderá alterar seu prenome registral, mas poderá incluir o nome Giovanna, por ser 
este apelido público e notório.
A questão cobrou o conhecimento do art. 56 da lei 6.015/1973. Admite-se que o maior de 
idade consiga alterar o seu prenome, mediante requerimento pessoal e sem precisar de 
decisão judicial.
Letra c.
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Poxa, professora, qual a importância para isso numa prova de oaB?Poxa, professora, qual a importância para isso numa prova de oaB?
Caro aluno, muito provavelmente isso caiu, pois foi uma alteração realizada em 2022 
e veja que a questão foi cobrada logo em seguida, ou seja, em 2023. Leia o dispositivo que 
fundamenta a nossa resposta para essa questão.
Art. 56. A pessoa registrada poderá, após ter atingido a maioridade civil, requerer pessoalmente 
e imotivadamente a alteração de seu prenome, independentemente de decisão judicial, e a 
alteração será averbada e publicada em meio eletrônico. (Redação dada pela Lei n. 14.382, de 
2022) – não precisa apresentar motivação e nem precisa recorrer ao Poder Judiciário.
§ 1º A alteração imotivada de prenome poderá ser feita na via extrajudicial apenas 1 (uma) vez, 
e sua desconstituição dependerá de sentença judicial. (Incluído pela Lei n. 14.382, de 2022)
§ 2º A averbação de alteração de prenome conterá, obrigatoriamente, o prenome anterior, os 
números de documento de identidade, de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) da 
Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, de passaporte e de título de eleitor do registrado, 
dados esses que deverão constar expressamente de todas as certidões solicitadas. (Incluído 
pela Lei n. 14.382, de 2022)
§ 3º Finalizado o procedimento de alteração no assento, o ofício de registro civil de pessoas naturais 
no qual se processou a alteração, a expensas do requerente, comunicará o ato oficialmente aos 
órgãos expedidores do documento de identidade, do CPF e do passaporte, bem como ao Tribunal 
Superior Eleitoral, preferencialmente por meio eletrônico. (Incluído pela Lei n. 14.382, de 2022)
§ 4º Se suspeitar de fraude, falsidade, má-fé, vício de vontade ou simulação quanto à real intenção 
da pessoa requerente, o oficial de registro civil fundamentadamente recusará a retificação. 
(Incluído pela Lei n. 14.382, de 2022)
Seguem algumas apostas:
Art. 29, § 6º Os ofícios de registro civil das pessoas naturais poderão, ainda, emitir certificado de 
vida, de estado civil e de domicílio, físico e eletrônico, da pessoa natural, e deverá ser realizada 
comunicação imediata e eletrônica da prova de vida para a instituição interessada, se for o caso, 
a partir da celebração de convênio. (Incluído pela Lei n. 14.711, de 2023)
Art. 46, § 6º Os órgãos do Poder Executivo e do Poder Judiciário detentores de bases biométricas 
poderão franquear ao oficial de registro civil de pessoas naturais acesso às bases para fins de 
conferência por ocasião do registro tardio de nascimento. (Incluído pela Lei n. 14.382, de 2022)
Art. 55. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome, 
observado que ao prenome serão acrescidos os sobrenomes dos genitores ou de seus ascendentes, 
em qualquer ordem e, na hipótese de acréscimo de sobrenome de ascendente que não conste 
das certidões apresentadas, deverão ser apresentadas as certidões necessárias para comprovar 
a linha ascendente. (Redação dada pela Lei n. 14.382, de 2022)
§ 1º O oficial de registro civil não registrará prenomes suscetíveis de expor ao ridículo os seus 
portadores, observado que, quando os genitores não se conformarem com a recusa do oficial, 
este submeterá por escrito o caso à decisão do juiz competente, independentemente da cobrança 
de quaisquer emolumentos. (Incluído pela Lei n. 14.382, de 2022)
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§ 2º Quando o declarante não indicar o nome completo, o oficial de registro lançará adiante do 
prenome escolhido ao menos um sobrenome de cada um dos genitores, na ordem que julgar 
mais conveniente para evitar homonímias. (Incluído pela Lei n. 14.382, de 2022)
§ 3º O oficial de registro orientará os pais acerca da conveniência de acrescer sobrenomes, a fim 
de se evitar prejuízos à pessoa em razão da homonímia. (Incluído pela Lei n. 14.382, de 2022)
§ 4º Em até 15 (quinze) dias após o registro, qualquer dos genitores poderá apresentar, perante 
o registro civil onde foi lavrado o assento de nascimento, oposição fundamentada ao prenome 
e sobrenomes indicados pelo declarante, observado que, se houver manifestação consensual 
dos genitores, será realizado o procedimento de retificação administrativa do registro, mas, se 
não houver consenso, a oposição será encaminhada ao juiz competente para decisão. (Incluído 
pela Lei n. 14.382, de 2022)
Art. 57. A alteração posterior de sobrenomes poderá ser requerida pessoalmente perante o 
oficial de registro civil, com a apresentação de certidões e de documentos necessários, e será 
averbada nos assentos de nascimento e casamento, independentemente de autorização judicial, 
a fim de: (Redação dada pela Lei n. 14.382, de 2022)
I – inclusão de sobrenomes familiares; (Incluído pela Lei n. 14.382, de 2022)
II – inclusão ou exclusão de sobrenome do cônjuge, na constância do casamento; (Incluído pela 
Lei n. 14.382, de 2022)
III – exclusão de sobrenome do ex-cônjuge, após a dissolução da sociedade conjugal, por qualquer 
de suas causas; (Incluído pela Lei n. 14.382, de 2022)
IV – inclusão e exclusão de sobrenomes em razão de alteração das relações de filiação, inclusive 
para os descendentes, cônjuge ou companheiro da pessoa que teve seu estado alterado. (Incluído 
pela Lei n. 14.382, de 2022)
§ 1º Poderá, também, ser averbado, nos mesmos termos, o nome abreviado, usado como firma 
comercial registrada ou em qualquer atividade profissional. (Incluído pela Lei n. 6.216, de 1975).
§ 2º Os conviventes em união estável devidamente registrada no registro civil de pessoas naturais 
poderão requerer a inclusão de sobrenome de seu companheiro, a qualquer tempo, bem como 
alterar seus sobrenomes nas mesmas hipóteses previstas para as pessoas casadas. (Redação 
dada pela Lei n. 14.382, de 2022)
§ 3º (Revogado). (Redação dada pela Lei n. 14.382, de 2022)
§ 3º-A O retorno ao nome de solteiro ou de solteira do companheiro ou da companheira será 
realizado por meio da averbação da extinção de união estável em seu registro. (Incluído pela Lei 
n. 14.382, de 2022)
§ 4º (Revogado). (Redação dada pela Lei n. 14.382, de 2022)
§ 5º (Revogado). (Redação dada pela Lei n. 14.382, de 2022)
§ 6º (Revogado). (Redação dada pela Lei n. 14.382, de 2022)
§ 7º Quando a alteração de nome for concedida em razão de fundada coação ou ameaça decorrente 
de colaboração com a apuração de crime, o juiz competente determinará que haja a averbação no 
registro de origem de menção da existência de sentença concessiva da alteração, sem a averbação 
do nome alterado, que somente poderá ser procedida mediante determinação posterior, que 
levará em consideração a cessação da coação ou ameaça que deu causa à alteração. (Incluído 
pela Lei n. 9.807, de 1999)
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§ 8º O enteado ou a enteada, se houver motivo justificável, poderá requerer ao oficial de registro 
civil que, nos registros de nascimento e de casamento, seja averbado o nome de família de seu 
padrasto ou de sua madrasta, desde que haja expressa concordância destes, sem prejuízo de 
seus sobrenomes de família. (Redação dada pela Lei n. 14.382, de 2022)
Por fim, cumpre trazer dois artigos do Código Civil que costumam ser cobrados em prova 
e que possuem relação com registros públicos. Farei uma tabela para facilitar a memorização.
Registrado em registro público Averbado em registro público
Art. 9º Serão registrados em registro público:
I – os nascimentos, casamentos e óbitos;
II – a emancipação por outorga dos pais ou 
por sentença do juiz;
III – a interdição por incapacidade absoluta 
ou relativa;
IV – a sentença declaratória de ausência e 
de morte presumida.
Art. 10. Far-se-á averbação em registro público:
I – das sentenças que decretarem a nulidade ou anulação do 
casamento, o divórcio, a separação judicial e o restabelecimento 
da sociedade conjugal;
II – dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reco-
nhecerem a filiação;
III – (Revogado pela Lei n. 12.010, de 2009)
aÇÃo DE usucaPiÃo EsPEciaLaÇÃo DE usucaPiÃo EsPEciaL
Apenas uma questão encontrada e datada de 2007. A usucapião especial de imóvel 
urbano encontra previsão na Lei n. 10.257/2001. Essa lei é o denominado estatuto da cidade, 
responsável por regulamentar os artigos 182 e 183 da Constituição Federal. Vejamos:
Art. 182. A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público municipal, conforme 
diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções 
sociais da cidade e garantir o bem- estar de seus habitantes. (Regulamento) (Vide Lei n. 13.311, 
de 11 de julho de 2016)
§ 1º O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades com mais de vinte 
mil habitantes, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana.
§ 2º A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais 
de ordenação da cidade expressas no plano diretor.
§ 3º As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização em 
dinheiro.
§ 4º É facultado ao Poder Público municipal, mediante lei específica para área incluída no plano 
diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado 
ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de:
I – parcelamento ou edificação compulsórios;
II – imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo;
III – desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente 
aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais 
e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais.
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Art. 183. Aquele que possuir como sua área urbana de até duzentos e cinquenta metros quadrados, 
por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua 
família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou 
rural. (Regulamento)
§ 1º O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a 
ambos, independentemente do estado civil.
§ 2º Esse direito não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez.
§ 3º Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.
• Requisitos para usucapiãoespecial urbana: possuir como sua área ou edificação de 
até 250 m2; 5 anos ininterruptos; sem oposição de terceiros; destinada a sua moradia 
ou de sua família; não ser proprietário de outro imóvel seja urbano seja rural.
• Requisitos para usucapião especial urbana coletiva: núcleos urbanos informais; 
sem oposição de terceiros; por mais de 5 anos; área total dividida pelo número de 
possuidores seja inferior a 250 m2 por possuidor; possuidores não sejam proprietários 
de outro imóvel seja urbano seja rural.
• Rito processual adotado na ação de usucapião especial urbana -> segundo o 
estatuto da cidade é o rito sumário. Ocorre que o CPC/2015 acabou com o rito sumário. 
Como fica então? O próprio CPC estabeleceu que, nesse caso, seguirá as regras do 
procedimento comum (art. 1.049, Parágrafo único do CPC).
É obrigatória a intervenção do MP (art. 12, § 1, do Estatuto da Cidade). E o autor terá 
os benefícios da justiça e da assistência judiciária gratuita, inclusive perante o cartório de 
registro de imóveis (art. 12, § 2, do Estatuto da Cidade).
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RESUMORESUMO
Os principais pontos que você deve lembrar dessa aula são os seguintes:
JuiZaDos EsPEciais
Juizado Especial Cível Juizado Especial Federal Juizado Especial Fazendário
Até 40 salários mínimos Até 60 salários mínimos Até 60 salários mínimos
Competência não é absoluta Competência é absoluta Competência é absoluta
Não cabe REsp, mas cabe RE Não cabe REsp, mas cabe RE Não cabe REsp, mas cabe RE
Não cabe uniformização de 
jurisprudência
Cabe uniformização de 
jurisprudência
Cabe uniformização de 
jurisprudência
Competência:
Art. 3º O Juizado Especial Cível 
tem competência para concilia-
ção, processo e julgamento das 
causas cíveis de menor comple-
xidade, assim consideradas:
I – as causas cujo valor não ex-
ceda a quarenta vezes o salário 
mínimo;
II – as enumeradas no art. 275, in-
ciso II, do Código de Processo Civil;
III – a ação de despejo para uso 
próprio;
IV – as ações possessórias sobre 
bens imóveis de valor não exce-
dente ao fixado no inciso I deste 
artigo.
§ 1º Compete ao Juizado Especial 
promover a execução:
I – dos seus julgados;
II – dos títulos executivos extra-
judiciais, no valor de até quarenta 
vezes o salário mínimo, observa-
do o disposto no § 1º do art. 8º 
desta Lei.
§ 2º Ficam excluídas da com-
petência do Juizado Especial as 
causas de natureza alimentar, 
falimentar, fiscal e de interesse 
da Fazenda Pública, e também as 
relativas a acidentes de trabalho, 
a resíduos e ao estado e capaci-
dade das pessoas, ainda que de 
cunho patrimonial.
§ 3º A opção pelo procedimento 
previsto nesta Lei importará em 
renúncia ao crédito excedente ao 
limite estabelecido neste artigo, 
excetuada a hipótese de conci-
liação.
Competência:
Art. 3º Compete ao Juizado Espe-
cial Federal Cível processar, conciliar 
e julgar causas de competência da 
Justiça Federal até o valor de ses-
senta salários mínimos, bem como 
executar as suas sentenças.
§ 1º Não se incluem na competência 
do Juizado Especial Cível as causas:
I – referidas no art. 109, incisos II, 
III e XI, da Constituição Federal, as 
ações de mandado de segurança, de 
desapropriação, de divisão e demar-
cação, populares, execuções fiscais e 
por improbidade administrativa e as 
demandas sobre direitos ou interes-
ses difusos, coletivos ou individuais 
homogêneos;
II – sobre bens imóveis da União, 
autarquias e fundações públicas 
federais;
III – para a anulação ou cancelamen-
to de ato administrativo federal, 
salvo o de natureza previdenciária 
e o de lançamento fiscal;
IV – que tenham como objeto a im-
pugnação da pena de demissão im-
posta a servidores públicos civis ou 
de sanções disciplinares aplicadas 
a militares.
§ 2º Quando a pretensão versar so-
bre obrigações vincendas, para fins 
de competência do Juizado Especial, 
a soma de doze parcelas não poderá 
exceder o valor referido no art. 3º, 
caput.
§ 3º No foro onde estiver instala-
da Vara do Juizado Especial, a sua 
competência é absoluta.
Competência:
Art. 2º É de competência dos Jui-
zados Especiais da Fazenda Pública 
processar, conciliar e julgar causas 
cíveis de interesse dos Estados, do 
Distrito Federal, dos Territórios e 
dos Municípios, até o valor de 60 
(sessenta) salários mínimos.
§ 1º Não se incluem na competên-
cia do Juizado Especial da Fazenda 
Pública:
I – as ações de mandado de seguran-
ça, de desapropriação, de divisão e 
demarcação, populares, por impro-
bidade administrativa, execuções 
fiscais e as demandas sobre direitos 
ou interesses difusos e coletivos;
II – as causas sobre bens imóveis dos 
Estados, Distrito Federal, Territórios 
e Municípios, autarquias e funda-
ções públicas a eles vinculadas;
III – as causas que tenham como 
objeto a impugnação da pena de 
demissão imposta a servidores pú-
blicos civis ou sanções disciplinares 
aplicadas a militares.
§ 2º Quando a pretensão versar so-
bre obrigações vincendas, para fins 
de competência do Juizado Espe-
cial, a soma de 12 (doze) parcelas 
vincendas e de eventuais parcelas 
vencidas não poderá exceder o va-
lor referido no caput deste artigo.
§ 3º (VETADO)
§ 4º No foro onde estiver instalado 
Juizado Especial da Fazenda Pública, 
a sua competência é absoluta.
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Juizado Especial Cível Juizado Especial Federal Juizado Especial Fazendário
Pessoa jurídica de direito públi-
co não pode ser parte.
Art. 8º Não poderão ser partes, 
no processo instituído por esta 
Lei, o incapaz, o preso, as pessoas 
jurídicas de direito público, as em-
presas públicas da União, a massa 
falida e o insolvente civil.
§ 1º Somente serão admitidas a 
propor ação perante o Juizado 
Especial: (Redação dada pela Lei 
n. 12.126, de 2009)
I – as pessoas físicas capazes, ex-
cluídos os cessionários de direi-
to de pessoas jurídicas; (Incluído 
pela Lei n. 12.126, de 2009)
II – as pessoas enquadradas como 
microempreendedores individu-
ais, microempresas e empresas 
de pequeno porte na forma da 
Lei Complementar n. 123, de 14 
de dezembro de 2006; (Redação 
dada pela Lei Complementar n. 
147, de 2014)
III – as pessoas jurídicas qualifi-
cadas como Organização da So-
ciedade Civil de Interesse Público, 
nos termos da Lei no 9.790, de 23 
de março de 1999; (Incluído pela 
Lei n. 12.126, de 2009)
IV – as sociedades de crédito ao 
microempreendedor, nos termos 
do art. 1º da Lei no 10.194, de 14 
de fevereiro de 2001. (Incluído 
pela Lei n. 12.126, de 2009)
Pessoa jurídica de direito público 
pode ser parte ré.
Art. 6º Podem ser partes no Juizado 
Especial Federal Cível:
I – como autores, as pessoas físicas 
e as microempresas e empresas de 
pequeno porte, assim definidas na 
Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 
1996;
II – como rés, a União, autarquias, 
fundações e empresas públicas fe-
derais.
Pessoa jurídica de direito público 
pode ser parte ré.
Art. 5º Podem ser partes no Juizado 
Especial da Fazenda Pública:
I – como autores, as pessoas físicas 
e as microempresas e empresas de 
pequeno porte, assim definidas na 
Lei Complementar n. 123, de 14 de 
dezembro de 2006;
II – como réus, os Estados, o Distrito 
Federal, os Territórios e os Municí-
pios, bem como autarquias, fun-
dações e empresas públicasa eles 
vinculadas.
Não aplicável, pois não há pes-
soa jurídica de direito público.
Art. 9º Não haverá prazo diferen-
ciado para a prática de qualquer ato 
processual pelas pessoas jurídicas de 
direito público, inclusive a interposi-
ção de recursos, devendo a citação 
para audiência de conciliação ser 
efetuada com antecedência mínima 
de trinta dias.
Art. 7º Não haverá prazo diferen-
ciado para a prática de qualquer ato 
processual pelas pessoas jurídicas de 
direito público, inclusive a interposi-
ção de recursos, devendo a citação 
para a audiência de conciliação ser 
efetuada com antecedência mínima 
de 30 (trinta) dias.
MaNDaDo DE sEGuraNÇa
• Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não 
amparado por “habeas-corpus” ou “habeas-data”, quando o responsável pela ilegalidade 
ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício 
de atribuições do Poder Público;
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Direito líquido e certo -> aquele amparado por prova pré-constituída, dispensando 
dilação probatória. A certeza diz respeito ao fato e não ao direito!
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 625 do STF Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão 
de mandado de segurança.
Se a documentação não estiver com o impetrante e sim com o ente público temos uma 
exceção a necessidade de apresentação da documentação junto à inicial.
• Não se aplica mandado de segurança contra atos de gestão.
Art. 5º Não se concederá mandado de segurança quando se tratar:
I – de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de 
caução;
II – de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo;
III – de decisão judicial transitada em julgado.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 430 do STF – o pedido de reconsideração na via administrativa não interrompe 
o prazo para o mandado de segurança.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula vinculante 21 – É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento 
prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo
• A petição é apresentada em duas vias, com a prova documental (uma forma os autos; 
a outra é encaminhada a autoridade coatora). Uma terceira via é enviada ao órgão 
de representação da pessoa jurídica interessada.
• O prazo para a autoridade coatora prestar informações é de 10 dias (art. 7º, I) e sua 
contagem segue o CPC, ou seja, juntada aos autos da notificação cumprida. Não há 
prazo na Lei n. 12.016/2009 para a apresentação da defesa. Entretanto, Guilherme 
Barros alerta que a não apresentação de defesa não gera a presunção de veracidade 
em favor do impetrante.
• São requisitos para a concessão de liminar: fundamento relevante (parecido com 
probabilidade do direito lá do CPC, lembra?) e possibilidade de ineficácia da medida 
(semelhante ao perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo).
• Não cabe condenação de honorários advocatícios em sentença de mandado de 
segurança. Isso não afasta a possível condenação em litigância de má- fé.
• Se a decisão não examinar o mérito, a parte pode ajuizar a ação própria ou impetrar 
novo mandado de segurança (se ainda estiver dentro do prazo decadencial).
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Recursos
Decisão interlocutória
Agravo de instrumento (art. 7º, I)
Agravo interno (quando a decisão é do relator – Art. 
16, Parágrafo único)
Sentença de 1º grau Apelação (art. 14)
Sentença do mandado de segurança 
originário de tribunal
Improcedente -> recurso ordinário- não se aplica a 
fungibilidade recursal2
Acórdão favorável ao impetrante -> impetrado pode 
se valer do RE e/ou do REsp
São incabíveis honorários advocatícios, mesmo que na fase recursal. RMS 52.024/RJ e ADI n. 4.296.
STJ entende que é aplicável a técnica de ampliação do colegiado (art. 942 do CPC) ao mandado de 
segurança. REsp 1868072/RS.
Contagem dos prazos
Impetrante -> publicação no diário oficial
Impetrado -> intimação pessoal prevista no CPC para a advocacia pública.
HaBEas corPus
• Conceder-se-á “habeas-corpus” sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de 
sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso 
de poder;
• São gratuitas as ações de “habeas-corpus” e “habeas-data”, e, na forma da lei, os 
atos necessários ao exercício da cidadania.
• Aquele que impetra o habeas corpus é denominado de impetrante e pode ser qualquer 
pessoa física ou jurídica. Aquele em favor de quem se impetra o habeas corpus é 
denominado de paciente e ele somente pode ser pessoa física, uma vez que a pessoa 
jurídica não se locomove.
• A impetração de habeas corpus não exige a assistência por advogado e pode ser 
impetrado em favor próprio ou de terceiros. É possível a expedição, de ofício, de 
ordem de habeas corpus.
• Trata-se de ação regularmente utilizada para trancamento de ações penais e inquéritos 
policiais, mas não pode ser utilizada para impedir o prosseguimento de processos 
administrativos.
• A autoridade coatora terá o prazo de 10 dias para prestar as informações que achar 
pertinentes. E o Ministério Público se manifestará como fiscal do ordenamento jurídico.
2 Súmula 272 do STF – Não se admite como ordinário recurso extraordinário de decisão denegatória de mandado de 
segurança.
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HaBEas Data
• Segundo a Constituição utiliza-se: a) para assegurar o conhecimento de informações 
relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de 
entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, 
quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;
 Obs.: A Lei n. 9.507/1997 trouxe mais uma situação -> para a anotação nos assentamentos 
do interessado, de contestação ou explicação sobre dado verdadeiro mas justificável 
e que esteja sob pendência judicial ou amigável.
Para o STJ, sociedades de economia mista se enquadram no conceito de entidade 
governamental.
• Você não pode confundir habeas data com o direito de obter certidão, todos esses 
encontram amparo na Constituição Federal.
Habeas data Direito de obter certidão
Art. 5º […]
LXXII – conceder-se-á “habeas-data”:
a) para assegurar o conhecimento 
de informações relativas à pessoa do 
impetrante, constantes de registros 
ou bancos de dados de entidades 
governamentais ou de caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não 
se prefira fazê-lo por processo sigiloso, 
judicial ou administrativo;
Art. 5º […]
XXXIII – todos têm direito a receber dos órgãos públicos 
informações de seu interesse particular, ou de interesse 
coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, 
sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo 
sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e 
do Estado; (Regulamento) (VideAção de Alimentos.
− 35.10. Ação de separação e de divórcio.
− 35.11. Registros Públicos. Lei n. 14.382.
− 35.12. Lei n. 11.340/2006.
− 35.13. Estatuto da Igualdade Racial.
− 35.14. Estatuto da Pessoa com Deficiência – Lei n. 13.146/2015.
− 35.15. Lei do Direito de Resposta ou da Retificação do Ofendido.
− 35.16. Estatuto do Idoso.
− 35.17. Ações de usucapião especial.
• 36. Processo coletivo.
− 36.1. Microssistema processual coletivo.
− 36.2. Situações jurídicas coletivas.
− 36.3. Normas fundamentais.
− 36.4. Aspectos procedimentais específicos.
− 36.5. Processo estrutural.
− 36.6. Coisa julgada.
− 36.7. Liquidação e execução.
− 36.8. Processo coletivo passivo.
Seguindo a nossa ideia de abordar com mais ênfase as matérias que possuem mais 
chance de cobrança, nessa aula de hoje, faz-se necessário um recorte. Alguns desses tópicos 
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não serão abordados, seja porque ainda não temos cobrança sobre o tema, seja porque 
a cobrança é verificada em outras disciplinas (ex.: empresarial, penal e processo penal).
Pontos que não serão analisados
Lei n. 8.078/1990 (Código de Defesa do Consumidor)
Nesse ponto específico remetemos às aulas de direito do consumidor, já que as questões dessa lei 
não costumam ser cobradas em Direito Processual Civil, conforme pesquisa no Tec Concursos.
Lei n. 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente)
Nesse ponto específico remetemos às aulas de direito da criança e do adolescente, já que as 
questões dessa lei não costumam ser cobradas em Direito Processual Civil, conforme pesquisa 
no Tec Concursos.
Lei n. 6.830/1980 (Execução fiscal)
Nesse ponto específico remetemos às aulas de direito tributário, já que as questões dessa lei não 
costumam ser cobradas em Direito Processual Civil, conforme pesquisa no Tec Concursos.
Desapropriação
Foram encontradas 28 questões sobre o tema, mas elas não caíram em direito processual civil e 
sim em direito administrativo. Recomenda-se o estudo pelas aulas de direito administrativo.
Alienação fiduciária em garantia
Foram encontradas 5 questões cobradas e em direito empresarial.
Ação de separação e divórcio
Não localizei questões no Tec Concursos sobre o tema.
Lei n. 11.340/2006 (Lei de violência doméstica)
Não localizei questões sobre o tema em processo civil por se tratar de tema mais afeto ao direito 
penal e processual penal.
Lei n. 12.288/2010 (Estatuto da Igualdade Racial)
Encontrei apenas 1 questão na OAB. Tema mais afeto à disciplina direitos humanos.
Lei n. 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência)
Encontrei apenas 2 questões na OAB. Tema mais afeto à disciplina direitos humanos.
Lei n. 13.188/2015 (Lei de direito de resposta e de retificação do ofendido)
Não localizei questões sobre o tema.
Lei n. 10.741/2003 (Estatuto do idoso)
Tema mais afeto à disciplina de direitos humanos e penal/processo penal. De qualquer forma, 
apenas 2 questões sobre o tema.
Passamos, então, aos temas que serão estudados hoje… Lembrando que como são 
diversos assuntos, a abordagem será um pouco mais resumida para que a aula não fique 
tão extensa.
 Obs.: A parte de processo coletivo na OAB, segundo o Tec Concursos, é cobrada dentro 
de ação civil pública, ação popular e direitos individuais homogêneos, coletivos e 
difusos. Foram encontradas apenas 3 questões.
Sobre a análise das questões foi feito um filtro que engloba questões da OAB sem 
delimitar os anos. Agora sim, vamos começar com o conteúdo!
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JuiZaDos EsPEciais, cÍvEis, FEDErais E Da FaZENDa JuiZaDos EsPEciais, cÍvEis, FEDErais E Da FaZENDa 
PÚBLicaPÚBLica
Foram encontradas 19 questões cobradas na OAB, desde a época em que o certame 
não era unificado e até mesmo de diversas bancas que o elaboraram.
JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS (JEC)JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS (JEC)
Encontram previsão na Lei n. 9.099/1995. Nessa lei também há previsão dos juizados 
especiais criminais, mas estes não serão objeto de nosso estudo, pois entra em matéria de 
direito e processo penal (não constam nem do nosso edital de processo civil).
Os seguintes critérios orientam o processo nos juizados especiais cíveis: oralidade, 
simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que 
possível, a conciliação ou a transação.
A competência do JEC é para conciliação, processo e julgamento de causas cíveis de 
menor complexidade e que estão listadas no art. 3º:
Art. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das 
causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas:
I – as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo;
II – as enumeradas no art. 275, inciso II, do Código de Processo Civil; – referência ao CPC de 1973
CPC/1973
Art. 275
II – nas causas, qualquer que seja o valor:
a) de arrendamento rural e de parceria agrícola; (Redação dada pela Lei n. 9.245, de 26.12.1995)
b) de cobrança ao condômino de quaisquer quantias devidas ao condomínio; (Redação dada 
pela Lei n. 9.245, de 26.12.1995)
c) de ressarcimento por danos em prédio urbano ou rústico; (Redação dada pela Lei n. 9.245, 
de 26.12.1995)
d) de ressarcimento por danos causados em acidente de veículo de via terrestre; (Redação dada 
pela Lei n. 9.245, de 26.12.1995)
e) de cobrança de seguro, relativamente aos danos causados em acidente de veículo, ressalvados 
os casos de processo de execução; (Redação dada pela Lei n. 9.245, de 26.12.1995)
f) de cobrança de honorários dos profissionais liberais, ressalvado o disposto em legislação 
especial; (Redação dada pela Lei n. 9.245, de 26.12.1995)
g) que versem sobre revogação de doação; (Redação dada pela Lei n. 12.122, de 2009).
h) nos demais casos previstos em lei. (Incluído pela Lei n. 12.122, de 2009).
E o que fala o CPC/2015?
Art. 1.063. Até a edição de lei específica, os juizados especiais cíveis previstos na Lei n. 9.099, 
de 26 de setembro de 1995, continuam competentes para o processamento e julgamento 
das causas previstas no art. 275, inciso II, da Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973.
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Art. 1.063. Os juizados especiais cíveis previstos na Lei n. 9.099, de 26 de setembro de 1995, 
continuam competentes para o processamento e o julgamento das causas previstas no inciso II 
do art. 275 da Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973. (Redação dada pela Lei n. 14.976, de 2024)
III – a ação de despejo para uso próprio;
IV – as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao fixado no inciso I deste 
artigo. (40 salários mínimos)
O valor da causa, segundo a Lei n. 9.099/1995, é de até 40 salários-mínimos, entretanto, 
a assistência por advogado apenas é obrigatória nas causas acima de 20 salários mínimos.
Art. 9º Nas causas de valor até vinte salários mínimos, as partes comparecerãoLei n. 12.527, de 2011)
É regulamentado pela Lei n. 9.507/1997. É regulamentado pela Lei n. 12.527/2011.
• A Lei n. 9.507/1997 prevê duas fases para o habeas data: administrativa e a judicial. 
A fase administrativa em que se apresenta um requerimento ao órgão ou entidade 
depositária do registro ou banco de dados que poderá deferir ou indeferir no período 
de 48 horas. E a decisão será comunicada ao requerente em vinte e quatro horas 
(art. 2º).
• Para recorrer ao Poder Judiciário (a segunda fase prevista na Lei n. 9.507/1997), 
exige-se que se tenha a recusa ou a demora na resposta.
Art. 8º […]
Parágrafo único. A petição inicial deverá ser instruída com prova:
I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso de mais de dez dias sem decisão;
II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de mais de quinze dias, sem decisão; ou
III – da recusa em fazer-se a anotação a que se refere o § 2º do art. 4º ou do decurso de mais 
de quinze dias sem decisão.
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• A autoridade coatora terá o prazo de 10 dias para prestar as informações que achar 
pertinentes. E o Ministério Público se manifestará como fiscal do ordenamento jurídico.
MaNDaDo DE iNJuNÇÃo
• conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora 
torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas 
inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania;
ADO Mandado de injunção
Tutela objetiva Tutela subjetiva
Os legitimados constam do art. 103 da Constituição, 
mas a tutela é objetiva.
Art. 103. […]
VIII – partido político com representação no Congresso 
Nacional;
IX – confederação sindical ou entidade de classe de 
âmbito nacional.
É possível ter legitimado coletivo em busca de uma 
tutela subjetiva (partido político, organização sindical, 
entidade de classe, associação, desde que esta esteja 
legalmente constituída há mais de um ano). – Art. 12 
da Lei n. 13.300/2016.
Legitimados:
Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucio-
nalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: 
(Redação dada pela Emenda Constitucional n. 45, de 
2004) (Vide Lei n. 13.105, de 2015) (Vigência)
I – o Presidente da República;
II – a Mesa do Senado Federal;
III – a Mesa da Câmara dos Deputados;
IV – a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara 
Legislativa do Distrito Federal; (Redação dada pela 
Emenda Constitucional n. 45, de 2004)
V – o Governador de Estado ou do Distrito Federal; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional n. 45, de 
2004)
VI – o Procurador-Geral da República;
VII – o Conselho Federal da Ordem dos Advogados 
do Brasil;
VIII – partido político com representação no Congresso 
Nacional;
IX – confederação sindical ou entidade de classe de 
âmbito nacional.
Legitimados:
Individual – Qualquer um
Coletivo – legitimados do art. 12
Art. 12. O mandado de injunção coletivo pode ser 
promovido:
I – pelo Ministério Público, quando a tutela requerida 
for especialmente relevante para a defesa da ordem 
jurídica, do regime democrático ou dos interesses 
sociais ou individuais indisponíveis;
II – por partido político com representação no Con-
gresso Nacional, para assegurar o exercício de direitos, 
liberdades e prerrogativas de seus integrantes ou 
relacionados com a finalidade partidária;
III – por organização sindical, entidade de classe ou 
associação legalmente constituída e em funciona-
mento há pelo menos 1 (um) ano, para assegurar o 
exercício de direitos, liberdades e prerrogativas em 
favor da totalidade ou de parte de seus membros 
ou associados, na forma de seus estatutos e desde 
que pertinentes a suas finalidades, dispensada, para 
tanto, autorização especial;
IV – pela Defensoria Pública, quando a tutela requeri-
da for especialmente relevante para a promoção dos 
direitos humanos e a defesa dos direitos individuais e 
coletivos dos necessitados, na forma do inciso LXXIV 
do art. 5º da Constituição Federal.
Parágrafo único. Os direitos, as liberdades e as prerro-
gativas protegidos por mandado de injunção coletivo 
são os pertencentes, indistintamente, a uma coletivi-
dade indeterminada de pessoas ou determinada por 
grupo, classe ou categoria.
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Competência do STF Pode ser ajuizada no STF, STJ e no TJ quando tiver 
previsão na Constituição estadual.
Controle concentrado Controle difuso
Efeito da decisão é erga omnes Efeito da decisão inter partes, em regra.
Procedimento regido pela Lei n. 9.868/1999. Procedimento regido pela Lei n. 13.300/2016
Legitimidade ativa
Art. 3º São legitimados para o mandado de injunção, como impetrantes, as pessoas 
naturais ou jurídicas que se afirmam titulares dos direitos, das liberdades ou das 
prerrogativas referidos no art. 2º e, como impetrado, o Poder, o órgão ou a autoridade 
com atribuição para editar a norma regulamentadora.
Legitimidade 
passiva
Art. 3º São legitimados para o mandado de injunção, como impetrantes, as pessoas 
naturais ou jurídicas que se afirmam titulares dos direitos, das liberdades ou das 
prerrogativas referidos no art. 2º e, como impetrado, o Poder, o órgão ou a autoridade 
com atribuição para editar a norma regulamentadora.
Semelhante ao que ocorre no mandado de segurança, quando o documento necessário 
à prova do alegado encontrar-se em repartição ou estabelecimento público, em poder 
de autoridade ou de terceiro, havendo recusa em fornecê-lo por certidão, no original, ou 
em cópia autêntica, será ordenada, a pedido do impetrante, a exibição do documento no 
prazo de 10 (dez) dias, devendo, nesse caso, ser juntada cópia à segunda via da petição. 
E se a recusa em fornecer o documento for do impetrado, a ordem será feita no próprio 
instrumento da notificação (art. 4 da Lei n. 13.300/2016 e art. 6 da Lei n. 12.016/2009).
Recebida a 
petição inicial
notificação do 
impetrado
Art. 5º, I
informações em 
10 dias
ciência ao órgão 
de representação 
judicial
Art. 5º, II
• Após o prazo de apresentação de informações, o Ministério Público será ouvido em 
10 dias.
• Reconhecido o estado de mora legislativa, será deferida a injunção para: determinar 
prazo razoável para que o impetrado promova a edição da norma regulamentadora, 
salvo se comprovado que o impetrado já deixou de atender em mandado de injunção 
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anterior o prazo lá estabelecido; estabelecer as condições em que se dará o exercício 
dos direitos, das liberdades ou das prerrogativas reclamados ou, se for o caso, as 
condições em que poderá o interessado promover ação própria visando a exercê-los, 
caso não seja suprida a mora legislativa no prazo determinado.
aÇÃo PoPuLar
• Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato 
lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, àmoralidade 
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o 
autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
• Pessoa jurídica não tem legitimidade para ajuizar ação popular.
• Legitimidade passiva:
Art. 6º A ação será proposta contra as pessoas públicas ou privadas e as entidades referidas no art. 
1º, contra as autoridades, funcionários ou administradores que houverem autorizado, aprovado, 
ratificado ou praticado o ato impugnado, ou que, por omissas, tiverem dado oportunidade à 
lesão, e contra os beneficiários diretos do mesmo.
• A pessoa jurídica interessada pode agir de três formas: atuar no polo passivo; abster 
de contestar o pedido; atuar no polo ativo.
• É possível mudança do polo no decorrer do processo. Trata-se de uma exceção ao 
princípio da estabilização da demanda.
Art. 17. É sempre permitida às pessoas ou entidades referidas no art. 1º, ainda que hajam 
contestado a ação, promover, em qualquer tempo, e no que as beneficiar a execução da sentença 
contra os demais réus.
• O papel do Ministério Público na ação popular é de custos legis. Não pode iniciar uma 
ação popular como membro do Ministério Público, mas pode assumir a condução do 
processo em caso de desistência do autor. É um caso de legitimidade ativa subsidiária 
previsto no art. 9 da Lei n. 12.016/2009.
• Prazo para a propositura da ação popular: 5 anos (art. 21).
ProcEDiMENto
• Prazo para a defesa – 20 dias prorrogável por mais 20 dias, a critério do juízo, em razão 
da dificuldade da produção da prova documental (art. 7, IV). Esse prazo é comum, 
ou seja, não há prerrogativa para a Fazenda Pública nem contagem em dobro para 
os litisconsortes com diferentes advogados.
• Admite-se a concessão de tutela provisória, com base no CPC. E há previsão na Lei n. 
4.717/1965 da possibilidade de suspensão liminar do objeto impugnado.
• Prazo para alegações finais – 10 dias (art. 7, V).
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Procedimentos Especiais em Legislação Extravagante 
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• A sentença incluirá sempre, na condenação dos réus, o pagamento, ao autor, das 
custas e demais despesas, judiciais e extrajudiciais, diretamente relacionadas com 
a ação e comprovadas, bem como o dos honorários de advogado. Art. 12
• A sentença que, apreciando o fundamento de direito do pedido, julgar a lide 
manifestamente temerária, condenará o autor ao pagamento do décuplo das custas. 
Art. 13
• Remessa necessária – quando tiver extinção sem resolução do mérito ou sentença 
de improcedência do mérito.
• Legitimidade recursal – autor, réu, qualquer outro cidadão e Ministério Público.
Art. 16. Caso decorridos 60 (sessenta) dias da publicação da sentença condenatória de segunda 
instância, sem que o autor ou terceiro promova a respectiva execução. o representante do 
Ministério Público a promoverá nos 30 (trinta) dias seguintes, sob pena de falta grave.
aÇÃo civiL PÚBLica
• Trata-se de uma lei que regula ações de responsabilidade civil por danos morais e 
patrimoniais causados ao meio-ambiente; ao consumidor; a bens e direitos de valor 
artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; a qualquer outro interesse 
difuso ou coletivo; por infração da ordem econômica; à ordem urbanística; à honra 
e à dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos; ao patrimônio público e social. 
E não há prejuízo a ação popular. É o teor do art. 1º, caput, dessa lei. E o rol do art. 
1º é meramente exemplificativo.
• Não será cabível ação civil pública para veicular pretensões que envolvam tributos, 
contribuições previdenciárias, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS ou 
outros fundos de natureza institucional cujos beneficiários podem ser individualmente 
determinados. Encontra previsão no art. 1, Parágrafo único, dessa lei.
• A competência para processar e julgar ação civil pública é absoluta e se dá em função 
do local onde ocorreu o dano.
• São legitimados para propor a ação principal e a cautelar: o Ministério Público; a 
Defensoria Pública; a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; a autarquia, 
empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista; a associação que, 
concomitantemente: esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei 
civil; inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao patrimônio público e 
social, ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos 
direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, 
histórico, turístico e paisagístico.
• Quando o MP não atuar como parte, atuará como fiscal da lei (art. 5º, § 1).
• Em caso de desistência infundada ou abandono da ação por associação legitimada, 
o Ministério Público ou outro legitimado assumirá a titularidade ativa.
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ProcEDiMENto
• Para instruir a inicial, o interessado poderá requerer às autoridades competentes 
as certidões e informações que julgar necessárias, a serem fornecidas no prazo de 
15 dias.
• O Ministério Público poderá instaurar, sob sua presidência, inquérito civil, ou requisitar, 
de qualquer organismo público ou particular, certidões, informações, exames ou 
perícias, no prazo que assinalar, o qual não poderá ser inferior a 10 dias úteis.
• Admite-se emenda à inicial de ação civil pública, em face da existência de pedido 
genérico, ainda que já tenha sido apresentada a contestação. REsp 1279586-PR.
• Se o órgão do Ministério Público, esgotadas todas as diligências, se convencer da 
inexistência de fundamento para a propositura da ação civil, promoverá o arquivamento 
dos autos do inquérito civil ou das peças informativas, fazendo-o fundamentadamente.
• Os autos do inquérito civil ou das peças de informação arquivadas serão remetidos, 
sob pena de se incorrer em falta grave, no prazo de 3 dias, ao Conselho Superior do 
Ministério Público.
• O juiz poderá conferir efeito suspensivo aos recursos, para evitar dano irreparável 
à parte.
• Decorridos 60 dias do trânsito em julgado da sentença condenatória, sem que a 
associação autora lhe promova a execução, deverá fazê-lo o Ministério Público, 
facultada igual iniciativa aos demais legitimados.
I – É inconstitucional o art. 16 da Lei n. 7.347/1985, alterada pela Lei n. 9.494/1997.
II – Em se tratando de ação civil pública de efeitos nacionais ou regionais, a competência 
deve observar o art. 93, II, da Lei n. 8.078/1990.
III – Ajuizadas múltiplas ações civis públicas de âmbito nacional ou regional, firma-se a 
prevenção do juízo que primeiro conheceu de uma delas, para o julgamento de todas as 
demandas conexas. STF. RE 1101937 (repercussão geral)
• Em caso de litigância de má-fé, a associação autora e os diretores responsáveis pela 
propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios 
e ao décuplo das custas, sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 643-STF: O Ministério Público tem legitimidade para promover ação civil 
pública cujo fundamento seja a ilegalidade de reajuste de mensalidades escolares.
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Súmula n. 329-STJ: O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública 
em defesa do patrimônio público.
Súmula n. 489-STJ: Reconhecida a continência, devem ser reunidas na Justiça Federal 
as ações civis públicas propostas nesta e na Justiça estadual.
Súmula n. 601-STJ: O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na defesa 
de direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos dos consumidores, ainda que 
decorrentes da prestação de serviço público
aLiMENtos
Tema que não costuma cair na prova da OAB. Última vez que caiu foi em 2015 e cobrou 
uma questão sobre alimentos gravídicos.
Alimentos gravídicos
Conceito: Os alimentos compreenderão os valores suficientes para cobrir as despesas adicionais do 
período de gravidez e que sejam dela decorrentes, da concepção ao parto, inclusive as referentes 
a alimentação especial, assistência médica e psicológica, exames complementares, internações, 
parto, medicamentos e demais prescrições preventivas e terapêuticas indispensáveis, a juízo do 
médico, além de outras que o juiz considere pertinentes.
Custeio: Os alimentos referem-se à parte das despesas que deverá ser custeada pelo futuro pai, 
considerando-se a contribuição que também deverá ser dada pela mulher grávida, na proporção 
dos recursos de ambos.
Conversão: Após o nascimento com vida, os alimentos gravídicos ficam convertidos em pensão 
alimentícia em favor do menor até que uma das partes solicite a sua revisão.
Prazo para defesa: 5 dias contado a partir da juntada aos autos do mandado de citação cumprido.
rEGistro PÚBLico
• A pessoa registrada poderá, após ter atingido a maioridade civil, requerer 
pessoalmente e imotivadamente a alteração de seu prenome, independentemente 
de decisão judicial, e a alteração será averbada e publicada em meio eletrônico.
• A alteração imotivada de prenome poderá ser feita na via extrajudicial apenas 1 (uma) 
vez, e sua desconstituição dependerá de sentença judicial.
• Se suspeitar de fraude, falsidade, má-fé, vício de vontade ou simulação quanto à 
real intenção da pessoa requerente, o oficial de registro civil fundamentadamente 
recusará a retificação.
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Registrado em registro público Averbado em registro público
Art. 9º Serão registrados em registro público:
I – os nascimentos, casamentos e óbitos;
II – a emancipação por outorga dos pais ou 
por sentença do juiz;
III – a interdição por incapacidade absoluta 
ou relativa;
IV – a sentença declaratória de ausência e 
de morte presumida.
Art. 10. Far-se-á averbação em registro público:
I – das sentenças que decretarem a nulidade ou anulação do 
casamento, o divórcio, a separação judicial e o restabelecimento 
da sociedade conjugal;
II – dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou 
reconhecerem a filiação;
III – (Revogado pela Lei n. 12.010, de 2009)
usucaPiÃo EsPEciaL urBaNa
• Requisitos para usucapião especial urbana: possuir como sua área ou edificação de 
até 250 m2; 5 anos ininterruptos; sem oposição de terceiros; destinada a sua moradia 
ou de sua família; não ser proprietário de outro imóvel seja urbano seja rural.
• Requisitos para usucapião especial urbana coletiva: núcleos urbanos informais; 
sem oposição de terceiros; por mais de 5 anos; área total dividida pelo número de 
possuidores seja inferior a 250 m2 por possuidor; possuidores não sejam proprietários 
de outro imóvel seja urbano seja rural.
• Rito processual adotado na ação de usucapião especial urbana -> segundo o estatuto 
da cidade é o rito sumário. Ocorre que o CPC/2015 acabou com o rito sumário. 
Como fica então? O próprio CPC estabeleceu que, nesse caso, seguirá as regras do 
procedimento comum (art. 1.049, Parágrafo único do CPC).
• É obrigatória a intervenção do MP (art. 12, § 1, do Estatuto da Cidade). E o autor 
terá os benefícios da justiça e da assistência judiciária gratuita, inclusive perante o 
cartório de registro de imóveis (art. 12, § 2, do Estatuto da Cidade).
LEI N. 8.245/1991 (LOCAÇÕES DE IMÓVEIS URBANOS)
Lei n. 8.245/1991
Denúncia do contrato
Art. 8º Se o imóvel for alienado durante a locação, o adquirente poderá denunciar 
o contrato, com o prazo de noventa dias para a desocupação, salvo se a locação 
for por tempo determinado e o contrato contiver cláusula de vigência em 
caso de alienação e estiver averbado junto à matrícula do imóvel. (FGV/2022 
– Nacional Unificado (OAB)/XXXV Exame)
§ 1º Idêntico direito terá o promissário comprador e o promissário cessionário, 
em caráter irrevogável, com imissão na posse do imóvel e título registrado 
junto à matrícula do mesmo.
§ 2º A denúncia deverá ser exercitada no prazo de noventa dias contados do 
registro da venda ou do compromisso, presumindo – se, após esse prazo, a 
concordância na manutenção da locação.
Requerimento de 
expedição do mandado de 
despejo
Art. 63. Julgada procedente a ação de despejo, o juiz determinará a expedição de 
mandado de despejo, que conterá o prazo de 30 (trinta) dias para a desocupação 
voluntária, ressalvado o disposto nos parágrafos seguintes. (Redação dada pela 
Lei n. 12.112, de 2009) (FGV/2022 – Nacional Unificado (OAB)/XXXVI Exame)
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Lei n. 8.245/1991
Efeito meramente 
devolutivo do recurso
Art. 58. Ressalvados os casos previstos no parágrafo único do art. 1º, nas ações 
de despejo, consignação em pagamento de aluguel e acessório da locação, 
revisionais de aluguel e renovatórias de locação, observar – se – á o seguinte: […]
V – os recursos interpostos contra as sentenças terão efeito somente devolutivo. 
(FGV/2022 – Nacional Unificado (OAB)/XXXVI Exame)
Ação renovatória
Art. 51. […]
§ 5º Do direito a renovação decai aquele que não propuser a ação no interregno 
de um ano, no máximo, até seis meses, no mínimo, anteriores à data da 
finalização do prazo do contrato em vigor. FGV/2021 – Nacional Unificado 
(OAB)/XXXIII Exame
Sub-rogação
Art. 51. […]
§ 3º Dissolvida a sociedade comercial por morte de um dos sócios, o sócio 
sobrevivente fica sub – rogado no direito a renovação, desde que continue no 
mesmo ramo. FGV/2021 – Nacional Unificado (OAB)/XXXIII Exame
Liminar para desocupação
Art. 59. Com as modificações constantes deste capítulo, as ações de despejo 
terão o rito ordinário. FGV/2017 – Nacional Unificado (OAB)/XXII Exame
§ 1º Conceder – se – á liminar para desocupação em quinze dias, 
independentemente da audiência da parte contrária e desde que prestada a 
caução no valor equivalente a três meses de aluguel, nas ações que tiverem 
por fundamento exclusivo:
I – o descumprimento do mútuo acordo (art. 9º, inciso I), celebrado por escrito 
e assinado pelas partes e por duas testemunhas, no qual tenha sido ajustado 
o prazo mínimo de seis meses para desocupação, contado da assinatura do 
instrumento;
II – o disposto no inciso II do art. 47, havendo prova escrita da rescisão do 
contrato de trabalho ou sendo ela demonstrada em audiênciaprévia;
III – o término do prazo da locação para temporada, tendo sido proposta a ação 
de despejo em até trinta dias após o vencimento do contrato;
IV – a morte do locatário sem deixar sucessor legítimo na locação, de acordo 
com o referido no inciso I do art. 11, permanecendo no imóvel pessoas não 
autorizadas por lei;
V – a permanência do sublocatário no imóvel, extinta a locação, celebrada 
com o locatário.
VI – o disposto no inciso IV do art. 9º, havendo a necessidade de se produzir 
reparações urgentes no imóvel, determinadas pelo poder público, que não 
possam ser normalmente executadas com a permanência do locatário, ou, 
podendo, ele se recuse a consenti-las; (Incluído pela Lei n. 12.112, de 2009)
VII – o término do prazo notificatório previsto no parágrafo único do art. 40, 
sem apresentação de nova garantia apta a manter a segurança inaugural do 
contrato; (Incluído pela Lei n. 12.112, de 2009)
VIII – o término do prazo da locação não residencial, tendo sido proposta a 
ação em até 30 (trinta) dias do termo ou do cumprimento de notificação 
comunicando o intento de retomada; (Incluído pela Lei n. 12.112, de 2009)
IX – a falta de pagamento de aluguel e acessórios da locação no vencimento, 
estando o contrato desprovido de qualquer das garantias previstas no art. 37, 
por não ter sido contratada ou em caso de extinção ou pedido de exoneração 
dela, independentemente de motivo. (Incluído pela Lei n. 12.112, de 2009)
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Lei n. 8.245/1991
Desfazimento da 
desocupação
Art. 9º A locação também poderá ser desfeita: FGV/2017 – Nacional Unificado 
(OAB)/XXII Exame
I – por mútuo acordo;
II – em decorrência da prática de infração legal ou contratual;
III – em decorrência da falta de pagamento do aluguel e demais encargos;
IV – para a realização de reparações urgentes determinadas pelo Poder Público, 
que não possam ser normalmente executadas com a permanência do locatário 
no imóvel ou, podendo, ele se recuse a consenti-las.
Denúncia da locação por 
prazo indeterminado
Art. 6º O locatário poderá denunciar a locação por prazo indeterminado 
mediante aviso por escrito ao locador, com antecedência mínima de trinta dias.
Parágrafo único. Na ausência do aviso, o locador poderá exigir quantia 
correspondente a um mês de aluguel e encargos, vigentes quando da resilição.
Extinção de usufruto
Art. 7º Nos casos de extinção de usufruto ou de fideicomisso, a locação 
celebrada pelo usufrutuário ou fiduciário poderá ser denunciada, com o prazo 
de trinta dias para a desocupação, salvo se tiver havido aquiescência escrita do 
nuproprietário ou do fideicomissário, ou se a propriedade estiver consolidada 
em mãos do usufrutuário ou do fiduciário.
Parágrafo único. A denúncia deverá ser exercitada no prazo de noventa dias 
contados da extinção do fideicomisso ou da averbação da extinção do usufruto, 
presumindo – se, após esse prazo, a concordância na manutenção da locação.
Sublocação
Art. 14. Aplicam-se às sublocações, no que couber, as disposições relativas 
às locações.
Art. 15. Rescindida ou finda a locação, qualquer que seja sua causa, resolvem – 
se as sublocações, assegurado o direito de indenização do sublocatário contra 
o sublocador.
Art. 16. O sublocatário responde subsidiariamente ao locador pela importância 
que dever ao sublocador, quando este for demandado e, ainda, pelos aluguéis 
que se vencerem durante a lide.
Direito de preferência
Art. 27. No caso de venda, promessa de venda, cessão ou promessa de cessão 
de direitos ou dação em pagamento, o locatário tem preferência para adquirir 
o imóvel locado, em igualdade de condições com terceiros, devendo o locador 
dar – lhe conhecimento do negócio mediante notificação judicial, extrajudicial 
ou outro meio de ciência inequívoca.
Parágrafo único. A comunicação deverá conter todas as condições do negócio 
e, em especial, o preço, a forma de pagamento, a existência de ônus reais, bem 
como o local e horário em que pode ser examinada a documentação pertinente.
Art. 28. O direito de preferência do locatário caducará se não manifestada, de 
maneira inequívoca, sua aceitação integral à proposta, no prazo de trinta dias.
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (OAB 44 EXAME/2025) Pedro, locatário de um imóvel, ingressa com ação de consignação 
em pagamento após a locadora, Ana, recusar-se a receber o aluguel, o que foi comprovado 
pela juntada de documentos, nos quais Ana se recusa, expressamente, a receber a quantia. 
Atendendo a requerimento de Pedro, o Juiz determinou o depósito do valor em juízo, o que 
foi tempestivamente cumprido pelo autor. Ato contínuo, Ana é citada, mas não ofereceu 
contestação. Em tal hipótese, assinale a opção que apresenta, corretamente, a providência 
que o(a) advogado(a) deverá requerer ao Juízo. 
a) A intimação das partes para que especifiquem as provas que pretendem produzir. 
b) A decretação da revelia de Ana e a fixação de multa pela prática de ato atentatório à 
dignidade da justiça. 
c) A determinação de devolução do montante depositado e a extinção do processo sem 
resolução do mérito em razão de se tratar de pedido incontroverso.
d) O julgamento pela procedência do pedido da ação de consignação em pagamento, 
declarando extinta a obrigação e condenando Ana ao pagamento de custas e honorários 
advocatícios.
002. 002. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/41º EXAME/2024) Maria Joana tem contrato de 
locação firmado com Mariana há muitos anos. A relação contratual entre elas é tranquila, 
e Maria Joana nunca atrasou o pagamento do aluguel. Além disso, mantém o imóvel de 
Mariana em perfeito estado de conservação. O contrato estipula os casos de rescisão.
Certo dia, ocorreu um desastre natural na localidade em que Mariana morava e a Defesa 
Civil a orientou a não voltar para casa, pois o local não oferecia mais segurança. Diante 
dessa situação, Mariana não teve outra saída, senão pedir o imóvel que locou para Maria 
Joana, para seu uso próprio. Mariana respeitou a legislação e o contrato, mas Maria Joana 
recusou-se a desocupar e a entregar o imóvel. Mariana, sem ter onde morar, ajuizou ação 
de despejo em face de Maria Joana no Juizado Especial Cível.
A advogada de Maria Joana alegou incompetência do Juizado por considerar a causa complexa.
Sobre os Juizados, considerando o exposto acima, assinale a afirmativa correta.
a) A alegação da advogada de Maria Joana, com relação à competência do Juizado Especial 
Cível, está correta.
b) As ações de maior complexidade não são de competência dos Juizados Cíveis, portanto 
as ações de despejo não podem ser ajuizadas perante tais órgãos jurisdicionais.
c) O Juizado Especial Cível é competente para conciliar, processar e julgar as causas cíveis 
de menor complexidade, assim considerada a ação de despejo para uso próprio.
d) As ações de despejo e as de natureza alimentar, quando não complexas, podem ser 
propostas nos Juizados Especiais Cíveis.
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003. 003. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XXXIV EXAME/2022/ADAPTADA) João Eustáquio, após 
passar por situação vexatória promovida por Lucia Helena, decide procurar um advogado. 
Após narrar os fatos, o advogado de João Eustáquio promove uma ação indenizatória em 
face de Lucia Helena, no Juizado Especial Cível de Sousa/PB.
Lucia Helena, devidamente representada por seu advogado, apresenta contestação de 
forma oral, bem como apresenta uma reconvenção contra João Eustáquio.
João Eustáquio, indignado com tal situação, questiona se é válida a defesa processual 
promovida por Lucia Helena.
A contestação pode ser apresentada de forma oral, porém não se admitirá a apresentação 
de reconvenção, mas é permitido o pedido contraposto.
004. 004. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XXVI EXAME/2018/ADAPTADA) Luciana, por meio 
de seu advogado, propôs demanda em face de Carlos, perante determinado Juizado 
Especial Cível, na qual pediu, a título de indenização por danos materiais, a condenação do 
réu ao pagamento de R$ 20.000,00. Ao julgar parcialmente procedente o pedido, o juízo a 
quo condenou o demandado ao pagamento de R$ 15.000,00. Luciana se conformou com 
a decisão, ao passo que Carlos recorreu, a fim de diminuir o valor da condenação para R$ 
10.000,00 e, bem assim, requereu a condenação da recorrida ao pagamento de custas e 
honorários. Embora tenha diminuído o valor da condenação para R$ 10.000,00, conforme 
requerido no recurso, o órgão ad quem não condenou Luciana ao pagamento de custas e 
honorários.
Diante de tal quadro, é correto afirmar, especificamente no que se refere às custas e aos 
honorários, que o órgão ad quem acertou, uma vez que, no âmbito do segundo grau, somente 
é possível condenação em custas e honorários se houver litigância de má-fé.
005. 005. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XXIV EXAME/2017/ADAPTADA) Não é possível 
interposição de embargos de declaração em juizados especiais cíveis.
006. 006. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XXIV EXAME/2017/ADAPTADA) Arthur ajuizou ação 
perante o Juizado Especial Cível da Comarca do Rio de Janeiro, com o objetivo de obter 
reparação por danos materiais, em razão de falha na prestação de serviços pela sociedade 
empresária Consultex. A sentença de improcedência dos pedidos iniciais foi publicada, mas 
não apreciou juridicamente um argumento relevante suscitado na inicial, desconsiderando, 
em sua fundamentação, importante prova do nexo de causalidade. Arthur pretende opor 
embargos de declaração para ver sanada tal omissão.
Diante de tal cenário, Arthur poderá opor embargos de declaração, suspendendo o prazo 
para interposição de recurso para a Turma Recursal.
007. 007. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/II EXAME/2010/ADAPTADA) É vedado litisconsórcio 
nos juizados especiais cíveis.
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008. 008. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/II EXAME//2010/ADAPTADA) Se o pedido formulado 
for genérico, admite-se, excepcionalmente, sentença ilíquida.
009. 009. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XXIX EXAME/2019/ADAPTADA) O Tribunal de Justiça 
do Estado X, em mandado de segurança de sua competência originária, denegou a ordem 
em ação dessa natureza impetrada por Flávio. Este, por seu advogado, inconformado com 
a referida decisão, interpôs recurso especial.
O Superior Tribunal de Justiça poderá conhecer do recurso especial, por aplicação do 
princípio da fungibilidade recursal.
010. 010. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XXXI EXAME/2020) Alfa, entidade de classe de 
abrangência regional, legalmente constituída e em funcionamento há mais de 1 ano, 
ingressa, perante o Supremo Tribunal Federal, com mandado de segurança coletivo para 
tutelar os interesses jurídicos de seus representados. Considerando a urgência do caso, 
Alfa não colheu autorização dos seus associados para a impetração da medida.
Alfa possui legitimidade para impetrar mandado de segurança coletivo em defesa dos 
interesses jurídicos da totalidade ou mesmo de parte dos seus associados, independentemente 
de autorização.
011. 011. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XXXI EXAME/2020/ADAPTADA) A autoridade 
competente, em âmbito federal, no regular exercício do poder de polícia, aplicou à sociedade 
empresária Soneca S/A multa em razão do descumprimento das normas administrativas 
pertinentes. Inconformada, a sociedade Soneca S/A apresentou recurso administrativo, ao 
qual foi conferido efeito suspensivo, sendo certo que não sobreveio qualquer manifestação do 
superior hierárquico responsável pelo julgamento, após o transcurso do prazo de oitenta dias.
Não se concederá Mandado de Segurança para invalidar a penalidade de multa aplicada a 
Soneca S/A, submetida a recurso administrativo provido de efeito suspensivo.
012. 012. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XIV EXAME/2014/ADAPTADA) Em relação ao mandado 
de segurança, analise o item:
Poderá ser impetrado somente por pessoa física, não sendo cabível para tutelar direito de 
pessoa jurídica de direito privado.
013. 013. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XIV EXAME/2014/ADAPTADA) Em relação ao mandado 
de segurança, analise o item:
Indeferida a petição inicial pelo juiz de primeiro grau, o impetrante poderá interpor recurso 
de apelação.
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014. 014. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XIV EXAME//2014/ADAPTADA) Em relação ao mandado 
de segurança, analise o item:
Admite-se o ingresso de litisconsorte ativo até que se esgote o prazo para a autoridade 
coatora prestar informações.
015. 015. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XIV EXAME/2014/ADAPTADA) Em relação ao mandado 
de segurança, analise o item:
Não se admite, em qualquer hipótese, a impetração de Mandado de Segurança por telegrama, 
radiograma, fax ou qualquer outro meio eletrônico.
016. 016. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/IX EXAME/2012/ADAPTADA) Em relação ao mandado 
de segurança, analise o item:
A sentença não fixará honorários advocatícios, por serem eles incabíveis no Mandado de 
Segurança.
017. 017. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/IX EXAME/2012/ADAPTADA) Em relação ao mandado 
de segurança, analise o item:
A decisão do juiz que conceder ou denegar a Medida Liminar é irrecorrível, cabendo apenas 
o pedido de reconsideração.
018. 018. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/IX EXAME/2012/ADAPTADA) Em relação ao mandado 
de segurança, analise o item:
O juiz converterá o Mandado de Segurança no procedimento que entender cabível, quando 
não for o caso de Mandado de Segurança, ou lhe faltar um dos requisitos legais ou quando 
decorrido o prazo para impetração, em homenagem ao princípio da celeridade processual.
019. 019. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/III EXAME/2010/ADAPTADA) O mandado de segurança 
é um importante instrumento de proteção a direitos líquidos e certos, individuais ou 
coletivos, que não estejam amparados por habeas corpus ou habeas data, sempre que, 
ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou 
tiver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade.
Acerca do mandado de segurança coletivo, é correto afirmar quepode ser impetrado em defesa de direitos líquidos e certos que pertençam a apenas parte 
dos membros de uma categoria ou associação, substituídos pelo impetrante.
020. 020. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA JUDICIÁRIO (CNJ)/JUDICIÁRIA/2024) Mandado de segurança 
impetrado contra ato do CNJ foi indeferido monocraticamente pelo relator no âmbito do 
tribunal competente para apreciar a causa. Foi, então, interposto recurso, no intuito de 
levar a questão à apreciação de colegiado daquele tribunal.
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A partir dessa situação hipotética, julgue o seguinte item.
Na situação apresentada, deve ser utilizado o recurso ordinário para a impugnação da 
decisão monocrática do relator, conforme a legislação e a jurisprudência do STF.
021. 021. (CEBRASPE-CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE SC/2023) Julgue o item subsequente 
à luz da legislação que trata dos juizados especiais cíveis e da fazenda pública, da ação 
popular, do mandado de segurança e do mandado de injunção.
Apesar de não ser considerado sucedâneo recursal, o mandado de segurança pode ser 
utilizado pela parte interessada para impugnar decisão judicial teratológica que tenha 
transitado em julgado.
022. 022. (CEBRASPE-CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TJ CE/JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALIDADE”/2023/
ADAPTADA) Considera-se coatora para fins de impetração de mandado de segurança a 
autoridade da qual tenha emanado a ordem para a prática do ato impugnado.
023. 023. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA/CNMP/APOIO JURÍDICO/DIREITO/2023) Com relação ao 
processo de execução, aos processos nos tribunais, aos meios de impugnação das decisões 
judiciais e ao mandado de segurança, julgue o próximo item, à luz da jurisprudência dos 
tribunais superiores.
Ainda que não sejam cabíveis honorários advocatícios no mandado de segurança individual, 
eles são devidos na execução individual de sentença proferida em ação coletiva decorrente 
de mandado de segurança.
024. 024. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA/CNMP/APOIO JURÍDICO/DIREITO/2023) Com relação ao 
processo de execução, aos processos nos tribunais, aos meios de impugnação das decisões 
judiciais e ao mandado de segurança, julgue o próximo item, à luz da jurisprudência dos 
tribunais superiores.
O impetrante pode pedir desistência do mandado de segurança após o julgamento de mérito, 
mas antes do trânsito em julgado, sendo desnecessária a anuência da parte contrária para 
que ocorra sua homologação.
025. 025. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/DATAPREV/ADVOCA-
CIA/2023) Considerando as disposições legais relativas ao mandado de segurança, julgue 
o item a seguir.
Não se concederá mandado de segurança contra as decisões judiciais transitadas em julgado.
026. 026. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (DATAPREV)/ADVOCA-
CIA/2023) Considerando as disposições legais relativas ao mandado de segurança, julgue 
o item a seguir.
Caberá apelação contra a sentença que conceder ou denegar a segurança.
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027. 027. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/DATAPREV/ADVOCA-
CIA/2023) Considerando as disposições legais relativas ao mandado de segurança, julgue 
o item a seguir.
É considerada coatora a autoridade administrativa máxima da entidade pública em que se 
tenha praticado o ato impugnado, tenha ela própria praticado o ato ou não.
028. 028. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR/FUNPRESP-EXE/
JURÍDICA/2022) A respeito da tutela provisória, da revelia, do mandado de segurança e do 
processo judicial eletrônico, julgue o próximo item.
De acordo com o STJ, o cabimento do mandado de segurança contra ato judicial dispensa 
a presença dos requisitos genéricos do fumus boni iuris e do periculum in mora.
029. 029. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA/PGE-RJ/PROCESSUAL/2022) A respeito do mandado de 
segurança, da ação civil pública, da ação de improbidade administrativa e do incidente de 
resolução de demandas repetitivas, julgue o próximo item.
A impetração de mandado de segurança contra ato omissivo da administração, envolvendo 
obrigação de trato sucessivo, não se sujeita à decadência.
030. 030. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XVI EXAME/2015/ADAPTADA) J.G., empresário do 
ramo imobiliário, surpreendeu-se ao tomar conhecimento de que seu nome constava de 
um banco de dados de caráter público como inadimplente de uma dívida no valor de R$ 
500.000,00 (quinhentos mil reais). Embora reconheça a existência da dívida, entende que o 
não pagamento encontra justificativa no fato de o valor a que foi condenado em primeira 
instância ainda estar sob discussão em grau recursal. Com o objetivo de fazer com que 
essa informação complementar passe a constar juntamente com a informação principal a 
respeito da existência do débito, consulta um advogado, que sugere a impetração de um 
habeas data.
Deve ser impetrado habeas data, pois, embora o texto constitucional não contemple a 
hipótese específica do caso concreto, a lei ordinária o faz, de modo a ampliar o âmbito de 
incidência do habeas data como ação constitucional.
031. 031. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/IX EXAME/2012/ADAPTADA) Sobre a ação de habeas 
corpus, julgue o item:
Pode ser impetrado por estrangeiro residente no país.
032. 032. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/IX EXAME/2012/ADAPTADA) Sobre a ação de habeas 
corpus, julgue o item:
É cabível contra punição disciplinar militar imposta por autoridade incompetente.
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033. 033. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/IX EXAME/2012/ADAPTADA) Sobre a ação de habeas 
corpus, julgue o item:
Não é meio hábil para controle concreto de constitucionalidade.
034. 034. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/IX EXAME/2012/ADAPTADA) Sobre a ação de habeas 
corpus, julgue o item:
A Constituição assegura a gratuidade para seu ajuizamento.
035. 035. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/IX EXAME/2012) Em caso de militar da Marinha de 
Guerra, preso disciplinarmente por autoridade incompetente, é cabível
a) habeas corpus, a ser julgado pela Justiça Federal.
b) habeas corpus, a ser julgado pela Justiça Militar.
c) mandado de segurança, a ser julgado pela Justiça Federal.
d) mandado de segurança, a ser julgado pela Justiça Militar.
036. 036. (CEBRASPE-CESPE/TÉCNICO FAZENDÁRIO/PREFEITURA DE CAMAÇARI/2024/ADAPTADA) 
À luz da jurisprudência do STJ, apresenta ação constitucional adequada para impugnar 
decisão judicial que determine o recolhimento de passaporte: habeas corpus.
037. 037. (CEBRASPE-CESPE/PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TC DF/2013) 
O habeas corpus é remédio cabível para o controle jurisdicional de ato da administração; 
contudo, salvo os pressupostos de legalidade, o referido remédio não será cabível em relação 
a punições disciplinares militares.
038. 038. (CEBRASPE-CESPE/DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL/2013) Ohabeas corpus constitui 
a via adequada para o devedor de pensão alimentícia pedir o afastamento de sua prisão, 
alegando incapacidade de arcar com o pagamento dos valores executados.
039. 039. (CEBRASPE-CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE SE/2022/ADAPTADA) O Ministério 
Público possui legitimidade para propor ação popular que envolva direito difuso.
040. 040. (CEBRASPE-CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE SE/2022/ADAPTADA) A Defensoria 
Pública detém legitimidade para impetrar mandado de segurança coletivo.
041. 041. (CEBRASPE-CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE SE/2022/ADAPTADA) A decisão que 
concede o mandado de injunção pode gerar efeitos ultra partes ou erga omnes.
042. 042. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO/TCE-RJ/ORGANIZACIONAL/
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2022) João, autoridade vinculada a determinada autarquia 
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com sede no estado do Rio de Janeiro, praticou ato que feriu direito de Maria. Em razão 
disso, Maria interpôs recurso administrativo endereçado à autoridade superior de João, 
alegando que não havia os fundamentos de fato e jurídicos necessários para a prática do 
ato. Foi negado provimento ao recurso de Maria, então ela impetrou mandado de segurança, 
visando impugnar o ato de João.
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o item que se segue.
O mandado de segurança é uma ação constitucional que visa desconstituir ato administrativo 
praticado por autoridade pública e, como tal, caracteriza controle judicial.
043. 043. (CEBRASPE-CESPE/PROCURADOR JURÍDICO DO MUNICÍPIO/PREF PIRES DO RIO/2022) 
Com relação à ação de improbidade administrativa, à reclamação constitucional e ao 
mandado de segurança, julgue o próximo item.
É incabível a execução provisória da sentença que concede a segurança para permitir a 
compensação de créditos tributários.
044. 044. (CEBRASPE-CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE SE/2022/ADAPTADA) A impetração 
de mandado de segurança coletivo induz litispendência para as ações individuais.
045. 045. (CEBRASPE-CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE SE/ADAPTADA) Segundo o STF, é 
inconstitucional a exigência de audiência prévia com o representante judicial do poder 
público impetrado para a concessão de liminar em mandado de segurança coletivo.
046. 046. (CEBRASPE-CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE SE/2022/ADAPTADA) Os efeitos da 
coisa julgada no mandado de segurança coletivo serão limitados aos membros do grupo 
ou da categoria substituídos pelo impetrante.
047. 047. (CEBRASPE-CESPE/2022/ANALISTA DE CONTAS PÚBLICAS (MP TCE-SC)/DIREITO) À luz 
das disposições legais pertinentes à prática de atos de improbidade administrativa e da 
legislação que disciplina o mandado de segurança individual e coletivo, julgue o próximo item.
Situação hipotética: Um ex-servidor público impetrou mandado de segurança contra ato 
editado pelo tribunal de contas do estado que, ao apreciar a concessão de sua aposentadoria, 
reconheceu a ilegalidade da aposentação. O aludido processo foi extinto em razão da ausência 
de provas. Assertiva: Nessa situação, o ex-servidor poderá renovar o pedido de mandado 
de segurança, dentro do prazo decadencial, ou pleitear os seus direitos por ação própria.
048. 048. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA EM GESTÃO EDUCACIONAL/SEE PE/DIREITO/2022) No 
tocante aos meios de impugnação das decisões judiciais e às disposições relativas ao mandado 
de segurança e à ação de improbidade administrativa, julgue os itens subsequentes.
É cabível a condenação ao pagamento de honorários de advogado na ação de mandado de 
segurança.
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049. 049. (CEBRASPE-CESPE/PROCURADOR JUDICIAL/PREFEITURA DE RECIFE/2022) Ao despachar a 
inicial do mandado de segurança, o juiz ordenará que a representação judicial da pessoa jurídica
a) apresente contestação em nome da autoridade coatora.
b) apresente contestação em nome da pessoa jurídica interessada.
c) apresente informações em nome da pessoa jurídica interessada.
d) tome ciência do feito, momento em que lhe será enviada cópia da inicial sem documentos, 
para, caso queira, ingressar no processo.
e) tome ciência do feito, momento em que lhe será enviada cópia da inicial sem documentos, 
para, caso queira, apresentar contestação em nome da autoridade coatora.
050. 050. (FGV/2024/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/41º EXAME) Maria Joana tem contrato de 
locação firmado com Mariana há muitos anos. A relação contratual entre elas é tranquila, 
e Maria Joana nunca atrasou o pagamento do aluguel. Além disso, mantém o imóvel de 
Mariana em perfeito estado de conservação. O contrato estipula os casos de rescisão. 
Certo dia, ocorreu um desastre natural na localidade em que Mariana morava e a Defesa 
Civil a orientou a não voltar para casa, pois o local não oferecia mais segurança. Diante 
dessa situação, Mariana não teve outra saída, senão pedir o imóvel que locou para Maria 
Joana, para seu uso próprio. Mariana respeitou a legislação e o contrato, mas Maria Joana 
recusou-se a desocupar e a entregar o imóvel. Mariana, sem ter onde morar, ajuizou ação 
de despejo em face de Maria Joana no Juizado Especial Cível. A advogada de Maria Joana 
alegou incompetência do Juizado por considerar a causa complexa. Sobre os Juizados, 
considerando o exposto acima, assinale a afirmativa correta.
a) A alegação da advogada de Maria Joana, com relação à competência do Juizado Especial 
Cível, está correta.
b) As ações de maior complexidade não são de competência dos Juizados Cíveis, portanto 
as ações de despejo não podem ser ajuizadas perante tais órgãos jurisdicionais.
c) O Juizado Especial Cível é competente para conciliar, processar e julgar as causas cíveis 
de menor complexidade, assim considerada a ação de despejo para uso próprio.
d) As ações de despejo e as de natureza alimentar, quando não complexas, podem ser 
propostas nos Juizados Especiais Cíveis.
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GABARITOGABARITO
1. d
2. c
3. C
4. E
5. E
6. E
7. E
8. E
9. E
10. C
11. C
12. E
13. C
14. E
15. E
16. C
17. E
18. E
19. C
20. E
21. E
22. C
23. C
24. C
25. C
26. C
27. E
28. E
29. C
30. C
31. C
32. C
33. E
34. C
35. a
36. C
37. C
38. E
39. E
40. E
41. C
42. C
43. E
44. E
45. C
46. C
47. C
48. E
49. d
50. c
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (OAB 44 EXAME/2025) Pedro, locatário de um imóvel, ingressa com ação de consignação 
em pagamentoapós a locadora, Ana, recusar-se a receber o aluguel, o que foi comprovado 
pela juntada de documentos, nos quais Ana se recusa, expressamente, a receber a quantia. 
Atendendo a requerimento de Pedro, o Juiz determinou o depósito do valor em juízo, o que 
foi tempestivamente cumprido pelo autor. Ato contínuo, Ana é citada, mas não ofereceu 
contestação. Em tal hipótese, assinale a opção que apresenta, corretamente, a providência 
que o(a) advogado(a) deverá requerer ao Juízo. 
a) A intimação das partes para que especifiquem as provas que pretendem produzir. 
b) A decretação da revelia de Ana e a fixação de multa pela prática de ato atentatório à 
dignidade da justiça. 
c) A determinação de devolução do montante depositado e a extinção do processo sem 
resolução do mérito em razão de se tratar de pedido incontroverso.
d) O julgamento pela procedência do pedido da ação de consignação em pagamento, 
declarando extinta a obrigação e condenando Ana ao pagamento de custas e honorários 
advocatícios.
Bom trouxe essa questão, pois caiu recentemente na prova da OAB para que você tenha 
um maior custo benefício ao revisar o tema por meio de comentários nas alternativas, já 
que aparentemente (pela busca que fiz) foi a primeira vez que o tema foi abordado na OAB. 
a) Errada. Nesse caso, o pedido deve ser julgado procedente, na forma do art. 546 do CPC. 
Repare que houve recusa comprovada do credor e o depósito foi realizado no prazo, e não 
houve contestação. 
Art. 546. Julgado procedente o pedido, o juiz declarará extinta a obrigação e condenará o réu 
ao pagamento de custas e honorários advocatícios.
Parágrafo único. Proceder-se-á do mesmo modo se o credor receber e der quitação.
b) Errada. O fato de não apresentar contestação não é capaz de gerar, automaticamente, 
a aplicação da multa por ato atentatório à dignidade da justiça. 
c) Errada. Não temos a devolução do valor depositado e a extinção sem resolução do mérito. 
Constata-se que a ausência de contestação da parte contrária leva a aceitação tácita da 
quantia. Assim, temos o julgamento com resolução do mérito, declarando extinta a obrigação, 
na forma do art. 546, § único, do CPC. 
Art. 546. Julgado procedente o pedido, o juiz declarará extinta a obrigação e condenará o réu 
ao pagamento de custas e honorários advocatícios.
Parágrafo único. Proceder-se-á do mesmo modo se o credor receber e der quitação.
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d) Certa. O item está de acordo com o art. 546 do CPC. 
Art. 546. Julgado procedente o pedido, o juiz declarará extinta a obrigação e condenará o réu 
ao pagamento de custas e honorários advocatícios.
Parágrafo único. Proceder-se-á do mesmo modo se o credor receber e der quitação.
Letra d.
002. 002. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/41º EXAME/2024) Maria Joana tem contrato de 
locação firmado com Mariana há muitos anos. A relação contratual entre elas é tranquila, 
e Maria Joana nunca atrasou o pagamento do aluguel. Além disso, mantém o imóvel de 
Mariana em perfeito estado de conservação. O contrato estipula os casos de rescisão.
Certo dia, ocorreu um desastre natural na localidade em que Mariana morava e a Defesa 
Civil a orientou a não voltar para casa, pois o local não oferecia mais segurança. Diante 
dessa situação, Mariana não teve outra saída, senão pedir o imóvel que locou para Maria 
Joana, para seu uso próprio. Mariana respeitou a legislação e o contrato, mas Maria Joana 
recusou-se a desocupar e a entregar o imóvel. Mariana, sem ter onde morar, ajuizou ação 
de despejo em face de Maria Joana no Juizado Especial Cível.
A advogada de Maria Joana alegou incompetência do Juizado por considerar a causa complexa.
Sobre os Juizados, considerando o exposto acima, assinale a afirmativa correta.
a) A alegação da advogada de Maria Joana, com relação à competência do Juizado Especial 
Cível, está correta.
b) As ações de maior complexidade não são de competência dos Juizados Cíveis, portanto 
as ações de despejo não podem ser ajuizadas perante tais órgãos jurisdicionais.
c) O Juizado Especial Cível é competente para conciliar, processar e julgar as causas cíveis 
de menor complexidade, assim considerada a ação de despejo para uso próprio.
d) As ações de despejo e as de natureza alimentar, quando não complexas, podem ser 
propostas nos Juizados Especiais Cíveis.
Conforme mencionamos na aula, as ações que são de competência e as que são excluídas 
do JEC caem bastante nas provas.
Para resolver essa questão bastava o conhecimento do art. 3º da Lei n. 9.099/1995. Vejamos 
o dispositivo:
Art. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das 
causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas:
I – as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo;
II – as enumeradas no art. 275, inciso II, do Código de Processo Civil;
III – a ação de despejo para uso próprio;
IV – as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao fixado no inciso I deste 
artigo.
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a) Errada. A alegação da advogada de Maria Joana, com relação à competência do Juizado 
Especial Cível, está correta.
Na verdade, há competência do JEC para ação de despejo para uso próprio.
b) Errada. As ações de maior complexidade não são de competência dos Juizados Cíveis, 
portanto as ações de despejo não podem ser ajuizadas perante tais órgãos jurisdicionais. 
Ação de despejo PARA USO PRÓPRIO pode ser ajuizada no JEC.
c) Certa. É o que prevê o art. 3, III, da Lei n. 9.099/1995.
d) Errada. As ações de despejo e as de natureza alimentar, quando não complexas, podem 
ser propostas nos Juizados Especiais Cíveis.
Errado. Ação de despejo se for para uso próprio pode ser ajuizada no JEC. Ação de natureza 
alimentar não pode.
Art. 3º […]
§ 2º Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar, 
falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e também as relativas a acidentes de trabalho, 
a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial.
Letra c.
003. 003. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XXXIV EXAME/2022/ADAPTADA) João Eustáquio, após 
passar por situação vexatória promovida por Lucia Helena, decide procurar um advogado. 
Após narrar os fatos, o advogado de João Eustáquio promove uma ação indenizatória em 
face de Lucia Helena, no Juizado Especial Cível de Sousa/PB.
Lucia Helena, devidamente representada por seu advogado, apresenta contestação de 
forma oral, bem como apresenta uma reconvenção contra João Eustáquio.
João Eustáquio, indignado com tal situação, questiona se é válida a defesa processual 
promovida por Lucia Helena.
A contestação pode ser apresentada de forma oral, porém não se admitirá a apresentação 
de reconvenção, mas é permitido o pedido contraposto.
A questão exigiu o conhecimento dos artigos 30 e 31 da Lei n. 9.099/1995. De fato, admite-
se a contestação (peça de bloqueio) apresentada de forma oral. Além disso, é vedada a 
reconvenção.
Art. 30. A contestação, que será oral ou escrita, conterá toda matéria de defesa, exceto arguição 
de suspeição ou impedimento do Juiz, que se processará na forma da legislação em vigor.
Art. 31. Não se admitirá a reconvenção. Élícito ao réu, na contestação, formular pedido em seu 
favor, nos limites do art. 3º desta Lei, desde que fundado nos mesmos fatos que constituem 
objeto da controvérsia.
Parágrafo único. O autor poderá responder ao pedido do réu na própria audiência ou requerer a 
designação da nova data, que será desde logo fixada, cientes todos os presentes.
Certo.
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004. 004. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XXVI EXAME/2018/ADAPTADA) Luciana, por meio 
de seu advogado, propôs demanda em face de Carlos, perante determinado Juizado 
Especial Cível, na qual pediu, a título de indenização por danos materiais, a condenação do 
réu ao pagamento de R$ 20.000,00. Ao julgar parcialmente procedente o pedido, o juízo a 
quo condenou o demandado ao pagamento de R$ 15.000,00. Luciana se conformou com 
a decisão, ao passo que Carlos recorreu, a fim de diminuir o valor da condenação para R$ 
10.000,00 e, bem assim, requereu a condenação da recorrida ao pagamento de custas e 
honorários. Embora tenha diminuído o valor da condenação para R$ 10.000,00, conforme 
requerido no recurso, o órgão ad quem não condenou Luciana ao pagamento de custas e 
honorários.
Diante de tal quadro, é correto afirmar, especificamente no que se refere às custas e aos 
honorários, que o órgão ad quem acertou, uma vez que, no âmbito do segundo grau, somente 
é possível condenação em custas e honorários se houver litigância de má-fé.
Na verdade, no âmbito do segundo grau, somente o recorrente vencido pode arcar com a 
sucumbência. É o que prevê o art. 55 da Lei n. 9.099/1995. Vejamos:
Art. 55. A sentença de primeiro grau não condenará o vencido em custas e honorários de advogado, 
ressalvados os casos de litigância de má-fé. Em segundo grau, o recorrente, vencido, pagará as 
custas e honorários de advogado, que serão fixados entre dez por cento e vinte por cento do 
valor de condenação ou, não havendo condenação, do valor corrigido da causa.
Errado.
005. 005. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XXIV EXAME/2017/ADAPTADA) Não é possível 
interposição de embargos de declaração em juizados especiais cíveis.
É possível sim e interrompe o prazo recursal.
Art. 50. Os embargos de declaração INTERROMPEM o prazo para a interposição de recurso. 
(Redação dada pela Lei n. 13.105, de 2015) (Vigência)
Errado.
006. 006. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XXIV EXAME/2017/ADAPTADA) Arthur ajuizou ação 
perante o Juizado Especial Cível da Comarca do Rio de Janeiro, com o objetivo de obter 
reparação por danos materiais, em razão de falha na prestação de serviços pela sociedade 
empresária Consultex. A sentença de improcedência dos pedidos iniciais foi publicada, mas 
não apreciou juridicamente um argumento relevante suscitado na inicial, desconsiderando, 
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em sua fundamentação, importante prova do nexo de causalidade. Arthur pretende opor 
embargos de declaração para ver sanada tal omissão.
Diante de tal cenário, Arthur poderá opor embargos de declaração, suspendendo o prazo 
para interposição de recurso para a Turma Recursal.
Conforme alertamos no decorrer da aula esse ponto de suspensão ou interrupção do prazo 
é muito importante, pois houve mudança.
A partir de 2015, passou a ser interrupção do prazo.
Art. 50. Os embargos de declaração interrompem o prazo para a interposição de recurso. (Redação 
dada pela Lei n. 13.105, de 2015) (Vigência)
Errado.
007. 007. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/II EXAME/2010/ADAPTADA) É vedado litisconsórcio 
nos juizados especiais cíveis.
É permitido, na forma do art. 10 da Lei n. 9.099/1995.
Art. 10. Não se admitirá, no processo, qualquer forma de intervenção de terceiro nem de 
assistência. Admitir-se-á o litisconsórcio.
Errado.
008. 008. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/II EXAME//2010/ADAPTADA) Se o pedido formulado 
for genérico, admite-se, excepcionalmente, sentença ilíquida.
Não se admite sentença ilíquida.
Art. 38. A sentença mencionará os elementos de convicção do Juiz, com breve resumo dos fatos 
relevantes ocorridos em audiência, dispensado o relatório.
Parágrafo único. Não se admitirá sentença condenatória por quantia ilíquida, ainda que genérico 
o pedido.
Errado.
009. 009. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XXIX EXAME/2019/ADAPTADA) O Tribunal de Justiça 
do Estado X, em mandado de segurança de sua competência originária, denegou a ordem 
em ação dessa natureza impetrada por Flávio. Este, por seu advogado, inconformado com 
a referida decisão, interpôs recurso especial.
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O Superior Tribunal de Justiça poderá conhecer do recurso especial, por aplicação do 
princípio da fungibilidade recursal.
Nesse caso, há previsão expressa para interposição de recurso ordinário. Ao interpor outro 
recurso, há o chamado erro grosseiro e, por isso, não se aplica o princípio da fungibilidade 
recursal.
Constituição Federal
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: […]
II – julgar, em recurso ordinário: […]
b) os mandados de segurança decididos em única instância pelos Tribunais Regionais Federais 
ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando denegatória a decisão;
Lei n. 12.016/2009
Art. 18. Das decisões em mandado de segurança proferidas em única instância pelos tribunais 
cabe recurso especial e extraordinário, nos casos legalmente previstos, e recurso ordinário, 
quando a ordem for denegada.
Errado.
010. 010. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XXXI EXAME/2020) Alfa, entidade de classe de 
abrangência regional, legalmente constituída e em funcionamento há mais de 1 ano, 
ingressa, perante o Supremo Tribunal Federal, com mandado de segurança coletivo para 
tutelar os interesses jurídicos de seus representados. Considerando a urgência do caso, 
Alfa não colheu autorização dos seus associados para a impetração da medida.
Alfa possui legitimidade para impetrar mandado de segurança coletivo em defesa dos 
interesses jurídicos da totalidade ou mesmo de parte dos seus associados, independentemente 
de autorização.
Na impetração de mandado de segurança temos substituição processual e o STF entende 
que não há necessidade de autorização.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 629 STF:
A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos 
associados independe da autorização destes.
Art. 5º, LXX – o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:
a) partido político com representação no Congresso Nacional;
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em 
funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados;
Certo.
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011. 011. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XXXI EXAME/2020/ADAPTADA) A autoridade 
competente, em âmbito federal, no regular exercício do poder de polícia, aplicou à sociedade 
empresária Soneca S/A multa em razão do descumprimento das normas administrativas 
pertinentes. Inconformada, a sociedade Soneca S/A apresentou recurso administrativo, ao 
qual foi conferido efeito suspensivo, sendo certo que não sobreveio qualquer manifestação do 
superior hierárquico responsável pelo julgamento, após o transcurso do prazo de oitenta dias.
Não se concederá Mandado de Segurança para invalidar a penalidade de multa aplicada a 
Soneca S/A, submetida a recurso administrativo provido de efeito suspensivo.
De fato, de decisão que caiba recurso com efeito suspensivo não cabe mandado de segurança.
Art. 5º Não se concederá mandado de segurança quando se tratar:
I – de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de 
caução;
II – de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo;
III – de decisão judicial transitada em julgado.
Parágrafo único. (VETADO)
Certo.
012. 012. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XIV EXAME/2014/ADAPTADA) Em relação ao mandado 
de segurança, analise o item:
Poderá ser impetrado somente por pessoa física, não sendo cabível para tutelar direito de 
pessoa jurídica de direito privado.
Pode ser impetrado por pessoa física ou pessoa jurídica.
Art. 1º Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado 
por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer 
pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, 
seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça.
Errado.
013. 013. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XIV EXAME/2014/ADAPTADA) Em relação ao mandado 
de segurança, analise o item:
Indeferida a petição inicial pelo juiz de primeiro grau, o impetrante poderá interpor recurso 
de apelação.
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Está de acordo com o art. 10 da Lei n. 12.016/2009.
Art. 10. A inicial será desde logo indeferida, por decisão motivada, quando não for o caso de 
mandado de segurança ou lhe faltar algum dos requisitos legais ou quando decorrido o prazo 
legal para a impetração.
§ 1º Do indeferimento da inicial pelo juiz de primeiro grau caberá apelação e, quando a competência 
para o julgamento do mandado de segurança couber originariamente a um dos tribunais, do ato 
do relator caberá agravo para o órgão competente do tribunal que integre.
§ 2º O ingresso de litisconsorte ativo não será admitido após o despacho da petição inicial.
Certo.
014. 014. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XIV EXAME//2014/ADAPTADA) Em relação ao mandado 
de segurança, analise o item:
Admite-se o ingresso de litisconsorte ativo até que se esgote o prazo para a autoridade 
coatora prestar informações.
Admite-se apenas até o despacho da petição inicial, na forma do art. 10, § 2º.
§ 2º O ingresso de litisconsorte ativo não será admitido após o despacho da petição inicial.
Errado.
015. 015. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XIV EXAME/2014/ADAPTADA) Em relação ao mandado 
de segurança, analise o item:
Não se admite, em qualquer hipótese, a impetração de Mandado de Segurança por telegrama, 
radiograma, fax ou qualquer outro meio eletrônico.
Em hipóteses excepcionais, ou seja, quando houver urgência isso é admitido.
Art. 4º Em caso de urgência, é permitido, observados os requisitos legais, impetrar mandado de 
segurança por telegrama, radiograma, fax ou outro meio eletrônico de autenticidade comprovada.
Errado.
016. 016. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/IX EXAME/2012/ADAPTADA) Em relação ao mandado 
de segurança, analise o item:
A sentença não fixará honorários advocatícios, por serem eles incabíveis no Mandado de 
Segurança.
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Está de acordo com a Lei n. 12.016/2009 e com a jurisprudência. Vejamos:
Art. 25. Não cabem, no processo de mandado de segurança, a interposição de embargos infringentes 
e a condenação ao pagamento dos honorários advocatícios, sem prejuízo da aplicação de sanções 
no caso de litigância de má-fé.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 512 STF: Não cabe condenação em honorários de advogado na ação de 
mandado de segurança.
Súmula n. 105 STJ: Na ação de mandado de segurança não se admite condenação em 
honorários advocatícios.
Certo.
017. 017. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/IX EXAME/2012/ADAPTADA) Em relação ao mandado 
de segurança, analise o item:
A decisão do juiz que conceder ou denegar a Medida Liminar é irrecorrível, cabendo apenas 
o pedido de reconsideração.
Dessa decisão cabe apelação, na forma do art. 14.
Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação.
Errado.
018. 018. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/IX EXAME/2012/ADAPTADA) Em relação ao mandado 
de segurança, analise o item:
O juiz converterá o Mandado de Segurança no procedimento que entender cabível, quando 
não for o caso de Mandado de Segurança, ou lhe faltar um dos requisitos legais ou quando 
decorrido o prazo para impetração, em homenagem ao princípio da celeridade processual.
Na verdade, é uma hipótese de indeferimento. Não há, portanto, a alegada conversão.
Art. 10. A inicial será desde logo indeferida, por decisão motivada, quando não for o caso de 
mandado de segurança ou lhe faltar algum dos requisitos legais ou quando decorrido o prazo 
legal para a impetração.
Errado.
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019. 019. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/III EXAME/2010/ADAPTADA) O mandado de segurança 
é um importante instrumento de proteção a direitos líquidos e certos, individuais ou 
coletivos, que não estejam amparados por habeas corpus ou habeas data, sempre que, 
ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou 
tiver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade.
Acerca do mandado de segurança coletivo, é correto afirmar que
pode ser impetrado em defesa de direitos líquidos e certos que pertençam a apenas parte 
dos membros de uma categoria ou associação, substituídos pelo impetrante.
É exatamente o que se depreende do art. 21 da Lei n. 12.016/2009.
Art. 21. O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político com 
representação no Congresso Nacional, na defesa de seus interesses legítimos relativos a seus 
integrantes ou à finalidade partidária, ou por organização sindical, entidade de classe ou associação 
legalmente constituída e em funcionamento há, pelo menos, 1 (um)pessoalmente, 
podendo ser assistidas por advogado; nas de valor superior, a assistência é obrigatória.
Você deve saber que determinadas matérias não podem ser submetidas aos Juizados 
Especiais. São elas: as causas de natureza alimentar, falimentar, fiscal e de interesse da 
Fazenda Pública, e também as relativas a acidentes de trabalho, a resíduos e ao estado e 
capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial.
Além disso, há restrição no tocante a quem pode ser parte. Vejamos:
Art. 8º Não poderão ser partes, no processo instituído por esta Lei, o incapaz, o preso, as pessoas 
jurídicas de direito público, as empresas públicas da União, a massa falida e o insolvente civil.
§ 1º Somente serão admitidas a propor ação perante o Juizado Especial: (Redação dada pela 
Lei n. 12.126, de 2009)
I – as pessoas físicas capazes, excluídos os cessionários de direito de pessoas jurídicas; (Incluído 
pela Lei n. 12.126, de 2009)
II – as pessoas enquadradas como microempreendedores individuais, microempresas e empresas 
de pequeno porte na forma da Lei Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006; (Redação 
dada pela Lei Complementar n. 147, de 2014)
III – as pessoas jurídicas qualificadas como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, 
nos termos da Lei no 9.790, de 23 de março de 1999; (Incluído pela Lei n. 12.126, de 2009)
IV – as sociedades de crédito ao microempreendedor, nos termos do art. 1º da Lei no 10.194, de 
14 de fevereiro de 2001. (Incluído pela Lei n. 12.126, de 2009)
§ 2º O maior de dezoito anos poderá ser autor, independentemente de assistência, inclusive 
para fins de conciliação.
Ponto interessante diz respeito a possibilidade de o condomínio ou associação de 
moradores ajuizar ação cobrando a quota condominial. Para o STJ, mesmo não constando 
do rol do art. 8, § 1, da Lei n. 9.099/1995 É POSSÍVEL. Vejamos o julgado:
JURISPRUDÊNCIA
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONTROLE 
DE COMPETÊNCIA. MANDADO DE SEGURANÇA. CABIMENTO PERANTE O TRIBUNAL 
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DE JUSTIÇA. ART. 8º DA LEI N. 9.099/1995. ASSOCIAÇÃO DE MORADORES OU DE 
PROPRIETÁRIOS. LOTEAMENTO URBANO. AÇÃO DE COBRANÇA. TAXA DE MANUTENÇÃO. 
VALOR DA CAUSA. CRITÉRIO PREPONDERANTE. OPÇÃO DO AUTOR. COMPETÊNCIA DO 
JUIZADO ESPECIAL.
1. Embora sem previsão no rol do art. 8º, § 1º, da Lei n. 9.099/1995, a jurisprudência 
desta Corte admite que o ente condominial litigue perante o Juizado Especial para 
cobrar a quota condominial.
2. Por similaridade com o condomínio, estende-se à associação de moradores ou 
de proprietários o direito de demandar, perante o Juizado Especial, em busca do 
adimplemento da taxa de manutenção, pela compreensão de que existe a representação 
dos interesses mediatos de pessoas físicas.
3. Havendo a sentença negado a possibilidade de a Associação ser parte perante o 
Juizado Especial, cabível o mandado de segurança perante o Tribunal de Justiça 
para delimitar a competência daquela Justiça Especializada.
4. Não mais existindo o procedimento sumário após a entrada em vigor do CPC de 
2015, a competência para o processo e julgamento de ação de cobrança – seja ajuizada 
por condomínio, seja por associação de moradores – depende de o valor da causa se 
situar dentro da alçada prevista no inciso I do art. 3º da Lei n. 9.099/1995. Atendido 
esse critério quantitativo de competência, cabe ao autor a opção pela via do Juizado 
Especial ou da Justiça Comum Estadual.
6. Recurso ordinário provido. (RMS n. 67.746/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, 
Quarta Turma, julgado em 25/4/2023, DJe de 25/5/2023.)
Além disso, o mandato ao advogado poderá ser verbal, salvo quanto aos poderes especiais 
(art. 9, § 3, da Lei n. 9.099/1999).
Segundo a Lei n. 9.099/1995, é vedada a intervenção de terceiros nos Juizados 
Especiais Cíveis.
Art. 10. Não se admitirá, no processo, qualquer forma de intervenção de terceiro nem de 
assistência. Admitir-se-á o litisconsórcio.
Fique atento, pois se o examinador mencionar na questão que é para responder de 
acordo com a Lei n. 9.099/1995 você marca a alternativa como CORRETA. Entretanto, para 
provas discursivas ou se o examinador quiser fazer uma questão mais exigente ele vai cobrar 
o seu conhecimento do que dispõe o CPC/2015.
Art. 1.062. O incidente de desconsideração da personalidade jurídica aplica-se ao processo de 
competência dos juizados especiais.
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Dessa forma, você conclui que apesar de a literalidade da Lei n. 9.099/1995 dispor que 
é vedada a intervenção de terceiro nos Juizados Especiais, o CPC/2015 admite o incidente 
de desconsideração da personalidade jurídica nos juizados especiais.
Vimos que é admitido o litisconsórcio, mas como fica a questão do valor da causa para 
fins de fixação de competência? Para o STJ, é calculado dividindo o valor total pelo número 
de litisconsortes.
JURISPRUDÊNCIA
PROCESSO CIVIL – JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS CÍVEIS E JUÍZO FEDERAL CÍVEL – 
VALOR DA CAUSA – COMPETÊNCIA ABSOLUTA DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL. LEI N. 
10.259/2001, ART. 3º, CAPUT E § 3º.
1. O valor dado à causa pelo autor fixa a competência absoluta dos Juizados Especiais.
2. O Juizado Especial Federal Cível é absolutamente competente para processar e 
julgar causas afetas à Justiça Federal até o valor de sessenta salários mínimos (art. 
3º, caput e § 3º, da Lei n. 10.259/2001).
3. A jurisprudência do STJ é firme no sentido de que, na hipótese de litisconsórcio 
ativo, o valor da causa para fins de fixação da competência é calculado dividindo-se 
o montante total pelo número de litisconsortes. Precedentes.
4. Recurso especial a que se nega provimento.(REsp n. 1.257.935/PB, relatora Ministra 
Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 18/10/2012, DJe de 29/10/2012.)
A contagem de prazos é em dias úteis, na forma do art. 12-A.
Art. 12-A. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, para a prática de 
qualquer ato processual, inclusive para a interposição de recursos, computar-se-ão somente 
os dias úteis. (Incluído pela Lei n. 13.728, de 2018)
Em relação à sentença memorize que o relatório é dispensado pela Lei n. 9.099/1995.
Art. 38. A sentença mencionará os elementos de convicção do Juiz, com breve resumo dos fatos 
relevantes ocorridos em audiência, dispensado o relatório.
Parágrafo único. Não se admitirá sentença condenatória por quantia ilíquida, ainda que genérico 
o pedido.
Não há dúvidas de que a sentença deve ser fundamentada, uma vez que a própria 
Constituição exige isso (art. 93, IX). Há divergência, entretanto, sobre a aplicabilidade do 
art. 489, § 1, do CPC ao Juizado Especial. Parcela da doutrina defende que é aplicável. Por 
outro lado, há entendimento do ENFAM em sentido oposto.
JURISPRUDÊNCIA
Enunciado n. 47: O art. 489 do CPC/2015 não se aplica ao sistema de juizados especiais.
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11 deano, em defesa de direitos 
líquidos e certos da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou associados, na forma dos 
seus estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades, dispensada, para tanto, autorização 
especial.
Certo.
020. 020. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA JUDICIÁRIO (CNJ)/JUDICIÁRIA/2024) Mandado de segurança 
impetrado contra ato do CNJ foi indeferido monocraticamente pelo relator no âmbito do 
tribunal competente para apreciar a causa. Foi, então, interposto recurso, no intuito de 
levar a questão à apreciação de colegiado daquele tribunal.
A partir dessa situação hipotética, julgue o seguinte item.
Na situação apresentada, deve ser utilizado o recurso ordinário para a impugnação da 
decisão monocrática do relator, conforme a legislação e a jurisprudência do STF.
Da decisão monocrática, cabe agravo interno.
Lei do MS
Art. 10, § 1º Do indeferimento da inicial pelo juiz de primeiro grau caberá apelação e, quando 
a competência para o julgamento do mandado de segurança couber originariamente a um dos 
tribunais, do ato do relator caberá agravo para o órgão competente do tribunal que integre.
CPC.
Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão 
colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal.
Errado.
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Procedimentos Especiais em Legislação Extravagante 
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021. 021. (CEBRASPE-CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE SC/2023) Julgue o item subsequente 
à luz da legislação que trata dos juizados especiais cíveis e da fazenda pública, da ação 
popular, do mandado de segurança e do mandado de injunção.
Apesar de não ser considerado sucedâneo recursal, o mandado de segurança pode ser 
utilizado pela parte interessada para impugnar decisão judicial teratológica que tenha 
transitado em julgado.
É vedado expressamente pela lei de mandado de segurança. Caberá, nesse caso, ação 
rescisória.
Art. 5º Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: […]
III – de decisão judicial transitada em julgado.
Errado.
022. 022. (CEBRASPE-CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TJ CE/JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALIDADE”/2023/
ADAPTADA) Considera-se coatora para fins de impetração de mandado de segurança a 
autoridade da qual tenha emanado a ordem para a prática do ato impugnado.
Está de acordo com o art. 6, § 3, da lei de mandado de segurança.
3º Considera-se autoridade coatora aquela que tenha praticado o ato impugnado ou da qual 
emane a ordem para a sua prática.
Certo.
023. 023. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA/CNMP/APOIO JURÍDICO/DIREITO/2023) Com relação ao 
processo de execução, aos processos nos tribunais, aos meios de impugnação das decisões 
judiciais e ao mandado de segurança, julgue o próximo item, à luz da jurisprudência dos 
tribunais superiores.
Ainda que não sejam cabíveis honorários advocatícios no mandado de segurança individual, 
eles são devidos na execução individual de sentença proferida em ação coletiva decorrente 
de mandado de segurança.
Esse é o entendimento da jurisprudência.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 345-STJ: São devidos honorários advocatícios pela Fazenda Pública nas 
execuções individuais de sentença proferida em ações coletivas, ainda que não 
embargadas.
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O art. 85, § 7º, do CPC/2015 não afasta a aplicação do entendimento consolidado 
na Súmula n. 345 do STJ, de modo que são devidos honorários advocatícios nos 
procedimentos individuais de cumprimento de sentença decorrente de ação coletiva, 
ainda que não impugnados e promovidos em litisconsócio.”
STJ. Corte Especial. REsp 1648238/RS, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 20/06/2018 
(recurso repetitivo).
Certo.
024. 024. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA/CNMP/APOIO JURÍDICO/DIREITO/2023) Com relação ao 
processo de execução, aos processos nos tribunais, aos meios de impugnação das decisões 
judiciais e ao mandado de segurança, julgue o próximo item, à luz da jurisprudência dos 
tribunais superiores.
O impetrante pode pedir desistência do mandado de segurança após o julgamento de mérito, 
mas antes do trânsito em julgado, sendo desnecessária a anuência da parte contrária para 
que ocorra sua homologação.
Esse é o entendimento jurisprudencial sobre o tema. Vejamos:
JURISPRUDÊNCIA
O impetrante pode desistir de mandado de segurança sem a anuência do impetrado 
mesmo após a prolação da sentença de mérito.
STJ. 2ª Turma. REsp 1405532-SP, Rel. Min. Eliana Calmon, julgado em 10/12/2013 
(Info 533).
É lícito ao impetrante desistir da ação de mandado de segurança, independente-
mente de aquiescência da autoridade apontada como coatora ou da entidade estatal 
interessada ou, ainda, quando for o caso, dos litisconsortes passivos necessários, a 
qualquer momento antes do término do julgamento, mesmo após eventual sentença 
concessiva do ‘writ’ constitucional, não se aplicando, em tal hipótese, a norma inscrita 
no art. 267, § 4º, do CPC/1973.
STF. Plenário. RE 669367, Relator(a) p/ Acórdão: Rosa Weber, julgado em 02/05/2013 
(Repercussão Geral – Tema 530)
O STF, no RE 669.367/RJ (Tema 530), firmou tese segundo a qual a desistência do 
mandado de segurança é prerrogativa da parte impetrante; pode ser manifestada a 
qualquer tempo, mesmo após o julgamento de mérito, desde que antes do trânsito 
em julgado; e sua homologação não depende da anuência da parte contrária.
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Procedimentos Especiais em Legislação Extravagante 
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STJ. 1ª Turma. DESIS nos EDcl no AgInt no REsp 1.916.374-PR, Rel. Ministro Benedito 
Gonçalves, julgado em 18/10/2022 (Info 761).
Certo.
025. 025. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/DATAPREV/ADVOCA-
CIA/2023) Considerando as disposições legais relativas ao mandado de segurança, julgue 
o item a seguir.
Não se concederá mandado de segurança contra as decisões judiciais transitadas em julgado.
Está de acordo com o art. 5º da lei de mandado de segurança.
Art. 5º Não se concederá mandado de segurança quando se tratar:
I – de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de 
caução;
II – de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo;
III – de decisão judicial transitada em julgado.
Certo.
026. 026. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (DATAPREV)/
ADVOCACIA/2023) Considerando as disposições legais relativas ao mandado de segurança, 
julgue o item a seguir.
Caberá apelação contra a sentença que conceder ou denegar a segurança.
É o que prevê o art. 14 da lei do mandado de segurança.
Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação.
Certo.
027. 027. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/DATAPREV/
ADVOCACIA/2023) Considerando as disposições legais relativas ao mandado de segurança, 
julgue o item a seguir.
É considerada coatora a autoridade administrativa máxima da entidade pública em que se 
tenha praticado o ato impugnado,tenha ela própria praticado o ato ou não.
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Exige-se que tenha praticado o ato, na forma do art. 6º, § 3º, da lei do mandado de segurança.
Art. 6º, § 3º Considera-se autoridade coatora aquela que tenha praticado o ato impugnado ou 
da qual emane a ordem para a sua prática.
Errado.
028. 028. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR/FUNPRESP-EXE/
JURÍDICA/2022) A respeito da tutela provisória, da revelia, do mandado de segurança e do 
processo judicial eletrônico, julgue o próximo item.
De acordo com o STJ, o cabimento do mandado de segurança contra ato judicial dispensa 
a presença dos requisitos genéricos do fumus boni iuris e do periculum in mora.
O STJ entende que não há essa dispensa. Vejamos:
JURISPRUDÊNCIA
A utilização do mandado de segurança para impugnar decisão judicial só tem pertinência 
em caráter excepcionalíssimo, quando se tratar de ato manifestamente ilegal ou 
teratológico, devendo a parte demonstrar, ainda, a presença dos requisitos genéricos 
do fumus boni iuris e do periculum in mora. STJ, AgInt no MANDADO DE SEGURANÇA 
N. 23.896 – AM (2017/0301945-0).
Errado.
029. 029. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA/PGE-RJ/PROCESSUAL/2022) A respeito do mandado de 
segurança, da ação civil pública, da ação de improbidade administrativa e do incidente de 
resolução de demandas repetitivas, julgue o próximo item.
A impetração de mandado de segurança contra ato omissivo da administração, envolvendo 
obrigação de trato sucessivo, não se sujeita à decadência.
É o entendimento jurisprudencial no sentido de que a relação de trato sucessivo renova-se 
no tempo, de modo que não fica sujeita a decadência.
JURISPRUDÊNCIA
ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIADO POLÍTICO. EFEITOS RETROATIVOS 
DA REPARAÇÃO ECONÔMICA. DECADÊNCIA NÃO CONFIGURADA. CABIMENTO DO WRIT. 
PREVISÃO DOS RECURSOS MEDIANTE RUBRICA PRÓPRIA NAS LEIS ORÇAMENTÁRIAS. 
POSSIBILIDADE DE EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA, POR MEIO DE PRECATÓRIOS, 
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CASO NÃO SEJA POSSÍVEL O PAGAMENTO EM UMA ÚNICA PARCELA, EM DINHEIRO. 
OMISSÃO CONFIGURADA. DIREITO LÍQUIDO E CERTO AO INTEGRAL CUMPRIMENTO DA 
PORTARIA, ENQUANTO NÃO CASSADA OU REVOGADA. SEGURANÇA CONCEDIDA.
1. É iterativa a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça de que: (a) não há a 
decadência do direito à impetração quando se trata de comportamento omissivo da 
autoridade impetrada, que se renova e perpetua no tempo; (b) é cabível a impetração 
de Mandado de Segurança postulando o pagamento das reparações econômicas 
concedidas pelo Ministério da Justiça relacionadas à anistia política de Militares, 
no caso de descumprimento de Portaria expedida por Ministro de Estado, tendo 
em vista não consubstanciar típica ação de cobrança, mas ter por finalidade sanar 
omissão da autoridade coatora; (c) a sucessiva e reiterada previsão de recursos, em leis 
orçamentárias da União Federal, para o pagamento dos efeitos financeiros das anistias 
concedidas, dentre elas a do impetrante, bem como o decurso do prazo previsto no § 
4º. do art. 12 da Lei n. 10.559/2002 constituem o direito líquido e certo ao recebimento 
integral da reparação econômica; e (d) inexistindo os recursos orçamentários bastantes 
para o pagamento, em uma só vez, dos valores retroativos ora pleiteados, cabível será 
a execução contra a Fazenda Pública, por meio de precatórios, nos termos do art. 730 
do CPC/1973.
2. Esta Corte fixou a lição segundo a qual não prospera a alegação de que o pagamento 
dos retroativos está cingido à reserva do possível, porquanto o caso se refere à existência 
de direito líquido e certo à percepção dos retroativos, nos termos do direito vigente 
(MS 17.967/DF, Rel. Min. HUMBERTO MARTINS, DJe 30.5.2012).
3. O direito líquido e certo amparável na via mandamental, no caso concreto, restringe-se 
ao reconhecimento da omissão da autoridade impetrada em providenciar o pagamento 
das parcelas pretéritas da reparação econômica, conforme valor nominal previsto 
na portaria concessiva da anistia política. Sendo assim, a fixação de juros e correção 
monetária poderá ser buscada em ação própria, dada a impossibilidade da cobrança 
de valores em sede de Mandado de Segurança, consoante enunciado da Súmula n. 
269/STF.
4. Segurança concedida, para determinar à Autoridade Impetrada o cumprimento 
integral da Portaria 1.993, de 28.11.2003, do Ministro de Estado da Justiça, atentando-se 
para o pagamento dos efeitos retroativos advindos do reconhecimento da condição de 
anistiado político, nos termos da Lei n. 10.559/2002, observado o decidido na Questão 
de Ordem no MS 15.706/DF. (MS n. 21.208/DF, Rel.: Min. Napoleão Nunes Maia Filho, 
Órgão Julgador: 1ª Seção, j. em 4.5.2018)
Certo.
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030. 030. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XVI EXAME/2015/ADAPTADA) J.G., empresário do 
ramo imobiliário, surpreendeu-se ao tomar conhecimento de que seu nome constava de 
um banco de dados de caráter público como inadimplente de uma dívida no valor de R$ 
500.000,00 (quinhentos mil reais). Embora reconheça a existência da dívida, entende que o 
não pagamento encontra justificativa no fato de o valor a que foi condenado em primeira 
instância ainda estar sob discussão em grau recursal. Com o objetivo de fazer com que essa 
informação complementar passe a constar juntamente com a informação principal a respeito 
da existência do débito, consulta um advogado, que sugere a impetração de um habeas data.
Deve ser impetrado habeas data, pois, embora o texto constitucional não contemple a 
hipótese específica do caso concreto, a lei ordinária o faz, de modo a ampliar o âmbito de 
incidência do habeas data como ação constitucional.
Foi exatamente o que aprendemos na aula de hoje. A Constituição Federal trouxe duas 
hipóteses de cabimento e a lei ordinária acrescentou uma hipótese.
Art. 7º Conceder-se-á habeas data:
I – para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes 
de registro ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
II – para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou 
administrativo;
III – para a anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre 
dado verdadeiro mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável.
Certo.
031. 031. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/IX EXAME/2012/ADAPTADA) Sobre a ação de habeas 
corpus, julgue o item:
Pode ser impetrado por estrangeiro residente no país.
Está de acordo com a Constituição que não faz distinção entre brasileiro ou estrangeiro.
LXVIII – conceder-se-á “habeas-corpus” sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de 
sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ouabuso de poder;
Certo.
032. 032. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/IX EXAME/2012/ADAPTADA) Sobre a ação de habeas 
corpus, julgue o item:
É cabível contra punição disciplinar militar imposta por autoridade incompetente.
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É possível, desde que não se refira ao mérito da punição.
JURISPRUDÊNCIA
EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. INFRAÇÃO 
DISCIPLINAR. PUNIÇÃO IMPOSTA A MEMBRO DAS FORÇAS ARMADAS. CONSTRIÇÃO DA 
LIBERDADE. HABEAS CORPUS CONTRA O ATO. JULGAMENTO PELA JUSTIÇA MILITAR DA 
UNIÃO. IMPOSSIBILIDADE. INCOMPETÊNCIA. MATÉRIA AFETA À JURISDIÇÃO DA JUSTIÇA 
FEDERAL COMUM. INTERPRETAÇÃO DOS ARTS. 109, VII, e 124, § 2º. I – À Justiça Militar 
da União compete, apenas, processar e julgar os crimes militares definidos em lei, não 
se incluindo em sua jurisdição as ações contra punições relativas a infrações (art. 124, 
§ 2º, da CF). II – A legalidade da imposição de punição constritiva da liberdade, em 
procedimento administrativo castrense, pode ser discutida por meio de habeas 
corpus. Precedentes. III – Não estando o ato sujeito a jurisdição militar, sobressai a 
competência da Justiça Federal para o julgamento de ação que busca desconstituí-lo 
(art. 109, VII, CF). IV – Reprimenda, todavia, já cumprida na integralidade. V – HC 
prejudicado. (RHC 88543, Relator(a): RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado 
em 03-04-2007, DJe-004 DIVULG 26-04-2007 PUBLIC 27-04-2007 DJ 27-04-2007 
PP-00070 EMENT VOL-02273-02 PP-00241)
Certo.
033. 033. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/IX EXAME/2012/ADAPTADA) Sobre a ação de habeas 
corpus, julgue o item:
Não é meio hábil para controle concreto de constitucionalidade.
Pode ser utilizado como controle de constitucionalidade incidental.
Errado.
034. 034. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/IX EXAME/2012/ADAPTADA) Sobre a ação de habeas 
corpus, julgue o item:
A Constituição assegura a gratuidade para seu ajuizamento.
É o que prevê o art. 5, LXXVII, da Constituição Federal.
LXXVII – são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos 
necessários ao exercício da cidadania.
Certo.
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035. 035. (FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/IX EXAME/2012) Em caso de militar da Marinha de 
Guerra, preso disciplinarmente por autoridade incompetente, é cabível
a) habeas corpus, a ser julgado pela Justiça Federal.
b) habeas corpus, a ser julgado pela Justiça Militar.
c) mandado de segurança, a ser julgado pela Justiça Federal.
d) mandado de segurança, a ser julgado pela Justiça Militar.
Primeiro ponto que vale mencionar é que a Constituição Federal veda impetração de habeas 
corpus.
Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são 
instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, 
sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à 
garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem. […]
§ 2º Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares militares.
Entretanto, o STF entendeu que essa vedação é quando diz respeito ao mérito. Como já 
mencionamos em questão anterior. Vejamos:
JURISPRUDÊNCIA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. INFRAÇÃO DISCIPLINAR. 
PUNIÇÃO IMPOSTA A MEMBRO DAS FORÇAS ARMADAS. CONSTRIÇÃO DA LIBERDADE. 
HABEAS CORPUS CONTRA O ATO. JULGAMENTO PELA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO. 
IMPOSSIBILIDADE. INCOMPETÊNCIA. MATÉRIA AFETA À JURISDIÇÃO DA JUSTIÇA FEDERAL 
COMUM. INTERPRETAÇÃO DOS ARTS. 109, VII, e 124, 2º. I – À Justiça Militar da União 
compete, apenas, processar e julgar os crimes militares definidos em lei, não se incluindo 
em sua jurisdição as ações contra punições relativas a infrações (art. 124, 2º, da CF). 
II – A legalidade da imposição de punição constritiva da liberdade, em procedimento 
administrativo castrense, pode ser discutida por meio de habeas corpus. Precedentes. 
III – Não estando o ato sujeito a jurisdição militar, sobressai a competência da 
Justiça Federal para o julgamento de ação que busca desconstituí-lo (art. 109, 
VII, CF). IV – Reprimenda, todavia, já cumprida na integralidade. V – HC prejudicado.” 
(STF; RHC 88543 / SP – SÃO PAULO; Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI; Julgamento: 
03/04/2007; Primeira Turma)
Letra a.
036. 036. (CEBRASPE-CESPE/TÉCNICO FAZENDÁRIO/PREFEITURA DE CAMAÇARI/2024/ADAPTADA) 
À luz da jurisprudência do STJ, apresenta ação constitucional adequada para impugnar 
decisão judicial que determine o recolhimento de passaporte: habeas corpus.
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É o que entendeu o STJ no Habeas Corpus 742.879/RJ.
JURISPRUDÊNCIA
A apreensão do passaporte do devedor é medida atípica e restritiva da liberdade de 
locomoção do indivíduo, podendo caracterizar constrangimento ilegal e arbitrário, 
susceptível de análise em sede de habeas corpus, como via processual adequada. 
Habeas Corpus 742.879/RJ
Certo.
037. 037. (CEBRASPE-CESPE/PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TC DF/2013) 
O habeas corpus é remédio cabível para o controle jurisdicional de ato da administração; 
contudo, salvo os pressupostos de legalidade, o referido remédio não será cabível em relação 
a punições disciplinares militares.
Foi exatamente o entendimento do STF. Veja que já foi cobrado pela FGV e pela CEBRASPE.
JURISPRUDÊNCIA
Não há que se falar em violação ao art. 142, § 2º, da CF, se a concessão de habeas 
corpus, impetrado contra punição disciplinar militar, volta-se tão somente para os 
pressupostos de sua legalidade, excluindo a apreciação de questões referentes ao 
mérito. (RE 338.840, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em 19-8-2003, Segunda Turma, 
DJ de 12-9-2003.)
Certo.
038. 038. (CEBRASPE-CESPE/DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL/2013) O habeas corpus constitui 
a via adequada para o devedor de pensão alimentícia pedir o afastamento de sua prisão, 
alegando incapacidade de arcar com o pagamento dos valores executados.
Se não é por ilegalidade da prisão não cabe habeas corpus. Essa não é a via adequada; 
portanto, segundo o STJ:
JURISPRUDÊNCIA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL CIVIL. PRISÃO CIVIL. EXECUÇÃO 
DE ALIMENTOS. DÍVIDA RELATIVA ÀS TRÊS ÚLTIMAS PRESTAÇÕES ANTERIORES À 
EXECUÇÃO. PRESTAÇÕES VINCENDAS NO CURSO DO PROCESSO. LEGALIDADE DO 
DECRETO PRISIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME DA INCAPACIDADE ECONÔMICA 
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DO PACIENTE NA VIA ESTREITA DO WRIT. PRESCRIÇÃO PENAL. IMPOSSIBILIDADE DE 
APLICAÇÃO À PRISÃO CIVIL DAS NORMAS DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE PREVISTAS 
NO CÓDIGO PENAL. RECURSO IMPROVIDO.
1. Na via estreita do habeas corpus não é viável, para fins de afastamento da prisão civil, 
avaliar-se a capacidade de o paciente arcar com o pagamento dos valores executados 
a título de pensão alimentícia, bem como a não configuração do binômio necessidade/
possibilidade. O writ não comporta dilação probatória.
2. O habeas corpus não é a via adequada para se discutir a obrigação de prestar 
alimentos em si, mas tão somente para se analisar a legalidade do constrangimento 
à liberdade de ir e vir do paciente (CF, art. 5º, LXVIII).
3. Não se aplicam à prisão civil do devedor de alimentos as regras de extinção da 
pretensão punitiva pela prescrição, previstas na legislação penal, porquanto a prisão 
civil não se reveste dos atributos peculiares da sanção de caráter penal. A prisão civil 
é um meio de coerção do devedor inadimplente, não lhe sendo aplicáveis os prazos 
do Código Penal.
4. Nos termos da Súmula n. 309/STJ, “o débito alimentar que autoriza a prisão civil 
do alimentante é o que compreende as três prestações anteriores ao ajuizamento da 
execução e as que se vencerem no curso do processo”.
5. Faz-se necessária a quitação integral das três últimas parcelas anteriores ao 
ajuizamento da execução, acrescidas das vincendas, para que seja afastada a aplicação 
do disposto no art. 733, § 1º, do CPC, o que, no entanto, não ocorreu na hipótese dos 
autos.
6. Recurso ordinário a que se nega provimento.
(RHC 30.024/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 06/09/2011, 
DJe 27/09/2011)
Errado.
039. 039. (CEBRASPE-CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE SE/2022/ADAPTADA) O Ministério 
Público possui legitimidade para propor ação popular que envolva direito difuso.
Apenas cidadão possui legitimidade para ajuizamento de ação popular.
Art. 5º […]
LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo 
ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, 
ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-
fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
Errado.
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040. 040. (CEBRASPE-CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE SE/2022/ADAPTADA) A Defensoria 
Pública detém legitimidade para impetrar mandado de segurança coletivo.
Esse não é o entendimento do STJ. Vejamos:
JURISPRUDÊNCIA
CONSTITUCIONAL, ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ORDINÁRIO EM 
MANDADO DE SEGURANÇA. ILEGITIMIDADE ATIVA DA DEFENSORIA PÚBLICA PARA A 
PROPOSITURA DE MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO.
1. A Defensoria Pública não detém legitimidade para impetrar mandado de segurança 
coletivo, não se enquadrando no rol taxativo dos artigos 5º, LXX, da CF e 21 da 
Lei n. 12.016/2009. Precedente: RMS 49.257/DF, Rel. Min. Maria Thereza de Assis 
Moura, Sexta Turma, DJe 19/11/2015.
2. Recurso não provido. (RMS n. 51.949/ES, Rel. Min. Benedito Gonçalves, Órgão Julgador: 
1ª Turma, j. em 23.11.2021)
Errado.
041. 041. (CEBRASPE-CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE SE/2022/ADAPTADA) A decisão que 
concede o mandado de injunção pode gerar efeitos ultra partes ou erga omnes.
É o que prevê o art. 9, § 1, da Lei n. 13.300/2016.
Art. 9º A decisão terá eficácia subjetiva limitada às partes e produzirá efeitos até o advento da 
norma regulamentadora.
§ 1º Poderá ser conferida eficácia ultra partes ou erga omnes à decisão, quando isso for inerente 
ou indispensável ao exercício do direito, da liberdade ou da prerrogativa objeto da impetração.
§ 2º Transitada em julgado a decisão, seus efeitos poderão ser estendidos aos casos análogos 
por decisão monocrática do relator.
§ 3º O indeferimento do pedido por insuficiência de prova não impede a renovação da impetração 
fundada em outros elementos probatórios.
Certo.
042. 042. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO/TCE-RJ/ORGANIZACIONAL/
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2022) João, autoridade vinculada a determinada autarquia 
com sede no estado do Rio de Janeiro, praticou ato que feriu direito de Maria. Em razão 
disso, Maria interpôs recurso administrativo endereçado à autoridade superior de João, 
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alegando que não havia os fundamentos de fato e jurídicos necessários para a prática do 
ato. Foi negado provimento ao recurso de Maria, então ela impetrou mandado de segurança, 
visando impugnar o ato de João.
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o item que se segue.
O mandado de segurança é uma ação constitucional que visa desconstituir ato administrativo 
praticado por autoridade pública e, como tal, caracteriza controle judicial.
O mandado de segurança pode ser repressivo ou preventivo. De fato, o mandado de segurança 
pode ser utilizado quando há direito líquido e certo e há ilegalidade ou abuso de poder.
Esclareça-se que essa não é a única via judicial para questionar um ato administrativo, 
bem como que o Poder Judiciário não poderá substituir o mérito administrativo do ato 
praticado pela Administração.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos 
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, 
à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: […]
LXIX – conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado 
por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for 
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público;
Art. 1º Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado 
por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer 
pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, 
seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça.
§ 1º Equiparam-se às autoridades, para os efeitos desta Lei, os representantes ou órgãos de 
partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas, bem como os dirigentes de 
pessoas jurídicas ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do poder público, somente 
no que disser respeito a essas atribuições.
§ 2º Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos 
administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias 
de serviço público.
§ 3º Quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá 
requerer o mandado de segurança.
Certo.
043. 043. (CEBRASPE-CESPE/PROCURADOR JURÍDICO DO MUNICÍPIO/PREF PIRES DO RIO/2022) 
Com relação à ação de improbidade administrativa, à reclamação constitucional e ao 
mandado de segurança, julgue o próximo item.
É incabível a execução provisória da sentença que concede a segurança para permitir a 
compensação de créditos tributários.
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Como vimos na aula, o STF considerou INCONSTITUCIONAL o art. 14, § 3º, da lei do mandado 
de segurança na ADI n. 4.296.
Dessa forma, é cabível a execução provisória da sentença que concede a segurança para 
permitir a compensação de créditos tributários.
Errado.
044. 044. (CEBRASPE-CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE SE/2022/ADAPTADA) A impetração 
de mandado de segurança coletivo induz litispendência para as ações individuais.
Não induz litispendência, na forma do art. 22, § 1, da lei do MS.
Art. 22. No mandado de segurança coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente aos 
membros do grupo ou categoria substituídos pelo impetrante.
§ 1º O mandado de segurança coletivo não induz litispendência para as ações individuais, mas 
os efeitos da coisa julgada não beneficiarão o impetrante a título individual se não requerer 
a desistência de seu mandado de segurança no prazo de 30 (trinta) dias a contar da ciência 
comprovada da impetração da segurança coletiva.
Errado.
045. 045. (CEBRASPE-CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE SE/ADAPTADA) Segundo o STF, é 
inconstitucional a exigência de audiência prévia com o representante judicial do poder 
público impetrado para a concessão de liminar em mandado de segurança coletivo.
Também foi declarado inconstitucional o art. 22, § 2, da lei do MS.
JURISPRUDÊNCIA
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTS. 1º, § 2º, 7º, III E § 2º, 22, § 2º, 23 E 
25, DA LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA (LEI N. 12.016/2009). ALEGADAS LIMITAÇÕES 
À UTILIZAÇÃO DESSA AÇÃO CONSTITUCIONAL COMO INSTRUMENTO DE PROTEÇÃO DE 
DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS. SUPOSTA OFENSA AOS ARTS. 2º E 5º, XXXV E LXIX, 
DA CONSTITUIÇÃO. NÃO CABIMENTO DO “WRIT” CONTRA ATOS DE GESTÃO COMERCIAL 
DE ENTES PÚBLICOS, PRATICADOS NA EXPLORAÇÃO DE ATIVIDADE ECONÔMICA, ANTE 
A SUA NATUREZA ESSENCIALMENTE PRIVADA. EXCEPCIONALIDADE QUE DECORRE DO 
PRÓPRIO TEXTO CONSTITUCIONAL. POSSIBILIDADE DE O JUIZ EXIGIR CONTRACAUTELA 
PARA A CONCESSÃO DE MEDIDA LIMINAR. MERA FACULDADE INERENTE AO PODER GERAL 
DE CAUTELA DO MAGISTRADO. INOCORRÊNCIA, QUANTO A ESSE ASPECTO, DE LIMITAÇÃO 
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AO JUÍZO DE COGNIÇÃO SUMÁRIA. CONSTITUCIONALIDADE DO PRAZO DECADENCIAL 
DO DIREITO DE IMPETRAÇÃO E DA PREVISÃO DE INVIABILIDADE DE CONDENAÇÃO AO 
PAGAMENTO DE HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS. JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA DO 
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PROIBIÇÃO DE CONCESSÃO DE LIMINAR EM RELAÇÃO A 
DETERMINADOS OBJETOS. CONDICIONAMENTO DO PROVIMENTO CAUTELAR, NO ÂMBITO 
DO MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO, À PRÉVIA OITIVA DA PARTE CONTRÁRIA. 
IMPOSSIBILIDADE DE A LEI CRIAR ÓBICES OU VEDAÇÕES ABSOLUTAS AO EXERCÍCIO 
DO PODER GERAL DE CAUTELA. EVOLUÇÃO DO ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL. 
CAUTELARIDADE ÍNSITA À PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL AO DIREITO LÍQUIDO E CERTO. 
RESTRIÇÃO À PRÓPRIA EFICÁCIA DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. PREVISÕES LEGAIS 
EIVADAS DE INCONSTITUCIONALIDADE. PARCIAL PROCEDÊNCIA DA AÇÃO.
1. O mandado de segurança é cabível apenas contra atos praticados no desempenho 
de atribuições do Poder Público, consoante expressamente estabelece o art. 5º, inciso 
LXIX, da Constituição Federal. Atos de gestão puramente comercial desempenhados 
por entes públicos na exploração de atividade econômica se destinam à satisfação 
de seus interesses privados, submetendo-os a regime jurídico próprio das empresas 
privadas.
2. No exercício do poder geral de cautela, tem o juiz a faculdade de exigir contracautela 
para o deferimento de medida liminar, quando verificada a real necessidade da garantia 
em juízo, de acordo com as circunstâncias do caso concreto. Razoabilidade da medida 
que não obsta o juízo de cognição sumária do magistrado.
3. Jurisprudência pacífica da CORTE no sentido da constitucionalidade de lei que fixa 
prazo decadencial para a impetração de mandado de segurança (Súmula n. 632/STF) 
e que estabelece o não cabimento de condenação em honorários de sucumbência 
(Súmula n. 512/STF).
4. A cautelaridade do mandado de segurança é ínsita à proteção constitucional ao 
direito líquido e certo e encontra assento na própria Constituição Federal. Em vista 
disso, não será possível a edição de lei ou ato normativo que vede a concessão de 
medida liminar na via mandamental, sob pena de violação à garantia de pleno acesso 
à jurisdição e à própria defesa do direito líquido e certo protegida pela Constituição. 
Proibições legais que representam óbices absolutos ao poder geral de cautela.
5. Ação julgada parcialmente procedente, apenas para declarar a inconstitucionalidade 
dos arts. 7º, § 2º, e 22º, § 2º, da Lei n. 12.016/2009, reconhecendo-se a constitucionalidade 
dos arts. 1º, § 2º; 7º, III; 23 e 25 dessa mesma lei. (ADI n. 4.296/DF)
Certo.
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046. 046. (CEBRASPE-CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE SE/2022/ADAPTADA) Os efeitos da 
coisa julgada no mandado de segurança coletivo serão limitados aos membros do grupo 
ou da categoria substituídos pelo impetrante.
Está de acordo com o art. 22, caput, da lei do MS.
Art. 22. No mandado de segurança coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente aos 
membros do grupo ou categoria substituídos pelo impetrante. […]
Certo.
047. 047. (CEBRASPE-CESPE/2022/ANALISTA DE CONTAS PÚBLICAS (MP TCE-SC)/DIREITO) À luz 
das disposições legais pertinentes à prática de atos de improbidade administrativa e da 
legislação que disciplina o mandado de segurança individual e coletivo, julgue o próximo item.
Situação hipotética: Um ex-servidor público impetrou mandado de segurança contra ato 
editado pelo tribunal de contas do estado que, ao apreciar a concessão de sua aposentadoria, 
reconheceu a ilegalidade da aposentação. O aludido processo foi extinto em razão da ausência 
de provas. Assertiva: Nessa situação, o ex-servidor poderá renovar o pedido de mandado 
de segurança, dentro do prazo decadencial, ou pleitear os seus direitos por ação própria.
Veja que no caso concreto não houve apreciação do mérito. O processo foi extinto por conta 
da ausência de provas. Admite-se, dessa forma, a impetração de novo MS se respeitado o 
prazo decadencial ou o ajuizamento de ação própria.
Certo.
048. 048. (CEBRASPE-CESPE/ANALISTA EM GESTÃO EDUCACIONAL/SEE PE/DIREITO/2022) No 
tocante aos meios de impugnação das decisões judiciais e às disposições relativas ao mandado 
de segurança e à ação de improbidade administrativa, julgue os itens subsequentes.
É cabível a condenação ao pagamento de honorários de advogado na ação de mandado de 
segurança.
Não há condenação de honorários na ação de mandado de segurança, na forma do art. 25 
dessa lei.
Art. 25. Não cabem, no processo de mandado de segurança, a interposição de embargos infringentes 
e a condenação ao pagamento dos honorários advocatícios, sem prejuízo da aplicação de sanções 
no caso de litigância de má-fé.
Errado.
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049. 049. (CEBRASPE-CESPE/PROCURADOR JUDICIAL/PREFEITURA DE RECIFE/2022) Ao despachar a 
inicial do mandado de segurança, o juiz ordenará que a representação judicial da pessoa jurídica
a) apresente contestação em nome da autoridade coatora.
b) apresente contestação em nome da pessoa jurídica interessada.
c) apresente informações em nome da pessoa jurídica interessada.
d) tome ciência do feito, momento em que lhe será enviada cópia da inicial sem documentos, 
para, caso queira, ingressar no processo.
e) tome ciência do feito, momento em que lhe será enviada cópia da inicial sem documentos, 
para, caso queira, apresentar contestação em nome da autoridade coatora.
Questão tranquila que exigiu apenas o conhecimento do art. 7, II, da lei do mandado de 
segurança. Vejamos:
Art. 7º Ao despachar a inicial, o juiz ordenará: […]
II – que se dê ciência do feito ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica interessada, 
enviando-lhe cópia da inicial sem documentos, para que, querendo, ingresse no feito;
Repare, portanto, que a única alternativa que está de acordo com a legislação é a letra D, 
ao trazer a literalidade do art. 7, II.
Letra d.
050. 050. (FGV/2024/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/41º EXAME) Maria Joana tem contrato de 
locação firmado com Mariana há muitos anos. A relação contratual entre elas é tranquila, 
e Maria Joana nunca atrasou o pagamento do aluguel. Além disso, mantém o imóvel de 
Mariana em perfeito estado de conservação. O contrato estipula os casos de rescisão. 
Certo dia, ocorreu um desastre natural na localidade em que Mariana morava e a Defesa 
Civil a orientou a não voltar para casa, pois o local não oferecia mais segurança. Diante 
dessa situação, Mariana não teve outra saída, senão pedir o imóvel que locou para Maria 
Joana, para seu uso próprio. Mariana respeitou a legislação e o contrato, mas Maria Joana 
recusou-se a desocupar e a entregar o imóvel. Mariana, sem ter onde morar, ajuizou ação 
de despejo em face de Maria Joana no Juizado Especial Cível. A advogada de Maria Joana 
alegou incompetência do Juizado por considerar a causa complexa. Sobre os Juizados, 
considerando o exposto acima, assinale a afirmativa correta.
a) A alegação da advogada de Maria Joana, com relação à competência do Juizado Especial 
Cível, está correta.
b) As ações de maior complexidade não são de competência dos Juizados Cíveis, portanto 
as ações de despejo não podem ser ajuizadas perante tais órgãos jurisdicionais.
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c) O Juizado Especial Cível é competente para conciliar, processar e julgar as causas cíveis 
de menor complexidade, assim considerada a ação de despejo para uso próprio.
d) As ações de despejo e as de natureza alimentar, quando não complexas, podem ser 
propostas nos Juizados Especiais Cíveis.
c) Certo. De fato, é o que prevê o art. 3º da Lei n. 9.099/1995.
Art. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das 
causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas:
III – a ação de despejo para uso próprio.
Vamos aos erros das demais alternativas:
a) Errada. Vimos que não há incompetência do Juizado, na forma do art. 3º da Lei n. 
9.099/1995.
b) Errada. O art. 3º da Lei n. 9.099/1995 autoriza o julgamento dessas ações.
d) Errada. As ações de natureza alimentar são excluídas da competência dos Juizados, na 
forma do art. 3, § 2, da Lei n. 9.099/1995.
§ 2º Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar, 
falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e também as relativas a acidentes de trabalho, 
a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial.
Letra c.
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	Sumário
	Apresentação
	Procedimentos Especiais em Legislação Extravagante
	Introdução
	Juizados Especiais, Cíveis, Federais e da Fazenda Pública
	Juizados Especiais Cíveis (JEC)
	Juizado Especial de Fazenda Pública
	Mandado de Segurança
	Procedimento
	Habeas Corpus
	Habeas Data
	Mandado de Injunção
	Ação Popular
	Procedimento
	Ação Civil Pública
	Procedimento
	Lei n. 8.245/1991 (Locações de Imóveis Urbanos)
	Ação de Alimentos
	Lei de Registros Públicos
	Ação de Usucapião Especial
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado99gran.com.br
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Admite-se o julgamento por equidade, não ficando vinculado ao princípio da 
legalidade estrita.
Art. 6º O Juiz adotará em cada caso a decisão que reputar mais justa e equânime, atendendo 
aos fins sociais da lei e às exigências do bem comum.
A lei não deu nome ao recurso cabível da sentença. E, por isso, a doutrina chama de 
“recurso inominado”
Art. 42. O recurso será interposto no prazo de dez dias, contados da ciência da sentença, por 
petição escrita, da qual constarão as razões e o pedido do recorrente.
§ 1º O preparo será feito, independentemente de intimação, nas quarenta e oito horas seguintes 
à interposição, sob pena de deserção.
§ 2º Após o preparo, a Secretaria intimará o recorrido para oferecer resposta escrita no prazo 
de dez dias.
Art. 43. O recurso terá somente efeito devolutivo, podendo o Juiz dar-lhe efeito suspensivo, 
para evitar dano irreparável para a parte.
Não há, no Juizado Especial Cível, previsão de agravo de instrumento contra as decisões 
interlocutórias no curso do processo. Dessa forma, podem ser objeto de impugnação no 
recurso interposto contra a sentença.
Entretanto, a doutrina defende a interposição de agravo de instrumento contra decisões 
que apreciam tutela provisória. Nesse sentido, Leonardo Cunha:
O art. 4º da Lei n. 10.259/2001 prevê a possibilidade de ser concedida medida cautelar incidental 
no procedimento dos Juizados Especiais Federais. Já se viu, no subitem 19.3.4 supra, que se 
permite, na verdade, a concessão de qualquer provimento provisório, antecedente ou incidental, 
cautelar ou satisfativo.
Da decisão que defere a tutela provisória – dispõe o art. 5º da Lei n. 10.259/2001 – cabe recurso. 
São irrecorríveis as demais decisões interlocutórias.
Na verdade, cabe recurso da decisão que defere ou indefere a tutela provisória no Juizado 
Especial. A lei de regência não esclarece qual o recurso cabível. Deve-se, no particular, aplicar, 
subsidiariamente, o Código de Processo Civil, de sorte que o recurso cabível não pode ser outro 
senão o agravo de instrumento. Segundo dispõe o art. 1.015, I, do CPC, cabe agravo de instrumento 
da decisão que versa sobre tutela provisória.
Enfim, da decisão que concede ou nega uma tutela provisória no Juizado Especial cabe agravo 
de instrumento, interposto diretamente na Turma Recursal, aplicando-se as regras próprias do 
Código de Processo Civil relativas a tal recurso.
Vamos agora para a leitura dos dispositivos que versam sobre embargos de declaração. 
Repare que fiz pequenos apontamentos que vão direcionar o seu estudo.
Art. 48. Caberão embargos de declaração contra sentença ou acórdão nos casos previstos no 
Código de Processo Civil. (Redação dada pela Lei n. 13.105, de 2015) (Vigência) – a doutrina 
defende que cabe contra qualquer decisão – incluindo as interlocutórias, já que o CPC não faz 
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essa restrição. Fique atento para ver se o seu examinador está cobrando a literalidade da 
Lei n. 9.099/1995 ou se ele quer saber essa interpretação que destaquei.
Parágrafo único. Os erros materiais podem ser corrigidos de ofício.
Art. 49. Os embargos de declaração serão interpostos por escrito ou oralmente, no prazo de 
cinco dias, contados da ciência da decisão. – mesmo prazo que o CPC.
Art. 50. Quando interpostos contra sentença, os embargos de declaração suspenderão o 
prazo para recurso. (COMO ERA ATÉ 2015 – SUSPENDIA O PRAZO)
Art. 50. Os embargos de declaração interrompem o prazo para a interposição de recurso. 
(Redação dada pela Lei n. 13.105, de 2015) (Vigência) – passou a ficar igual o do CPC. Memorize 
que agora embargos de declaração INTERROMPEM o prazo para a interposição de recurso. 
Isso cai demais!
Cabe RE e REsp de decisão de juizado especial, professora?
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 203 STJ “Não cabe recurso especial contra decisão proferida por órgão 
de segundo grau dos Juizados Especiais”.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 640 do STF “É cabível recurso extraordinário contra decisão proferida por 
juiz de primeiro grau nas causas de alçada, ou por turma recursal de juizado especial 
cível e criminal”.
Juizado Especial Federal
Encontra previsão na Lei n. 10.259/2001.
A Lei n. 9.099/1995 é aplicável subsidiariamente no que não conflitar com essa lei que 
vamos estudar. É o que prevê o art. 1º.
Sobre a competência do Juizado Especial Federal, a legislação prevê que engloba as 
causas de até 60 salários-mínimos e a execução de suas sentenças.
A legislação também excluiu algumas causas da competência do JEF:
Art. 3º Compete ao Juizado Especial Federal Cível processar, conciliar e julgar causas de 
competência da Justiça Federal até o valor de sessenta salários mínimos, bem como executar 
as suas sentenças.
§ 1º Não se incluem na competência do Juizado Especial Cível as causas: (MEMORIZAR)
I – referidas no art. 109, incisos II, III e XI, da Constituição Federal, as ações de mandado de 
segurança, de desapropriação, de divisão e demarcação, populares, execuções fiscais e por 
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improbidade administrativa e as demandas sobre direitos ou interesses difusos, coletivos ou 
individuais homogêneos;
II – sobre bens imóveis da União, autarquias e fundações públicas federais;
III – para a anulação ou cancelamento de ato administrativo federal, salvo o de natureza 
previdenciária e o de lançamento fiscal;
IV – que tenham como objeto a impugnação da pena de demissão imposta a servidores públicos 
civis ou de sanções disciplinares aplicadas a militares.
§ 2º Quando a pretensão versar sobre obrigações vincendas, para fins de competência do Juizado 
Especial, a soma de doze parcelas não poderá exceder o valor referido no art. 3º, caput.
§ 3º No foro onde estiver instalada Vara do Juizado Especial, a sua competência é absoluta.
É importante você notar que a competência no caso de JEF instaurado é absoluta, ou seja, 
a parte não pode escolher ajuizar a ação na Vara Federal ou no JEF. Ela deverá ajuizar no JEF.
Como já antecipamos lá no estudo da Lei n. 9.099/1995, aqui cabe recurso contra a 
decisão interlocutória de cautelar. Releia o trecho que mencionamos no tópico anterior e 
fique atento para saber se o examinador está cobrando a literalidade do dispositivo legal 
ou se quer a interpretação doutrinária. Vamos à leitura de dois dispositivos e um breve 
COMENTÁRIO
Art. 4º O Juiz poderá, de ofício ou a requerimento das partes, deferir medidas cautelares no 
curso do processo, para evitar dano de difícil reparação.- doutrina defende que indeferimento 
também cabe recurso
Art. 5º Exceto nos casos do art. 4º, somente será admitido recurso de sentença definitiva.
A legislação também prevê aqueles que podem ser partes no JEF.
Art. 6º Podem ser partes no Juizado Especial Federal Cível:
I – como autores, as pessoas físicas e as microempresas e empresas de pequeno porte, assim 
definidas na Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 1996;
II – como rés, a União, autarquias, fundações e empresas públicas federais.
Outro ponto muito cobrado pelos examinadores diz respeito a ausência de prazo 
diferenciado paraas pessoas jurídicas de direito público.
Art. 9º Não haverá prazo diferenciado para a prática de qualquer ato processual pelas pessoas 
jurídicas de direito público, inclusive a interposição de recursos, devendo a citação para audiência 
de conciliação ser efetuada com antecedência mínima de trinta dias.
Segundo a lei, não há reexame necessário.
Art. 13. Nas causas de que trata esta Lei, não haverá reexame necessário.
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Já vimos que não cabe REsp de decisões dos juizados especiais. Vamos relembrar?
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 203 STJ “Não cabe recurso especial contra decisão proferida por órgão 
de segundo grau dos Juizados Especiais”.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 640 do STF “É cabível recurso extraordinário contra decisão proferida por 
juiz de primeiro grau nas causas de alçada, ou por turma recursal de juizado especial 
cível e criminal”.
Entretanto, no caso do JEF é cabível pedido de uniformização de interpretação de lei 
federal. Vejamos:
Art. 14. Caberá pedido de uniformização de interpretação de lei federal quando houver divergência 
entre decisões sobre questões de direito material proferidas por Turmas Recursais na interpretação 
da lei.
§ 1º O pedido fundado em divergência entre Turmas da mesma Região será julgado em reunião 
conjunta das Turmas em conflito, sob a presidência do Juiz Coordenador.
§ 2º O pedido fundado em divergência entre decisões de turmas de diferentes regiões ou da 
proferida em contrariedade a súmula ou jurisprudência dominante do STJ será julgado por Turma 
de Uniformização, integrada por juízes de Turmas Recursais, sob a presidência do Coordenador 
da Justiça Federal.
§ 3º A reunião de juízes domiciliados em cidades diversas será feita pela via eletrônica.
§ 4º Quando a orientação acolhida pela Turma de Uniformização, em questões de direito material, 
contrariar súmula ou jurisprudência dominante no Superior Tribunal de Justiça -STJ, a parte 
interessada poderá provocar a manifestação deste, que dirimirá a divergência.
§ 5º No caso do § 4º, presente a plausibilidade do direito invocado e havendo fundado receio de dano 
de difícil reparação, poderá o relator conceder, de ofício ou a requerimento do interessado, medida 
liminar determinando a suspensão dos processos nos quais a controvérsia esteja estabelecida.
§ 6º Eventuais pedidos de uniformização idênticos, recebidos subsequentemente em quaisquer 
Turmas Recursais, ficarão retidos nos autos, aguardando-se pronunciamento do Superior Tribunal 
de Justiça.
§ 7º Se necessário, o relator pedirá informações ao Presidente da Turma Recursal ou Coordenador 
da Turma de Uniformização e ouvirá o Ministério Público, no prazo de cinco dias. Eventuais 
interessados, ainda que não sejam partes no processo, poderão se manifestar, no prazo de 
trinta dias.
§ 8º Decorridos os prazos referidos no § 7º, o relator incluirá o pedido em pauta na Seção, com 
preferência sobre todos os demais feitos, ressalvados os processos com réus presos, os habeas 
corpus e os mandados de segurança.
§ 9º Publicado o acórdão respectivo, os pedidos retidos referidos no § 6º serão apreciados 
pelas Turmas Recursais, que poderão exercer juízo de retratação ou declará-los prejudicados, 
se veicularem tese não acolhida pelo Superior Tribunal de Justiça.
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§ 10. Os Tribunais Regionais, o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal, no 
âmbito de suas competências, expedirão normas regulamentando a composição dos órgãos 
e os procedimentos a serem adotados para o processamento e o julgamento do pedido de 
uniformização e do recurso extraordinário.
JuiZaDo EsPEciaL DE FaZENDa PÚBLicaJuiZaDo EsPEciaL DE FaZENDa PÚBLica
Encontra previsão na Lei n. 12.153/2009. A competência também é absoluta e fica 
limitada a 60 salários-mínimos.
Art. 2º É de competência dos Juizados Especiais da Fazenda Pública processar, conciliar e julgar 
causas cíveis de interesse dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, até 
o valor de 60 (sessenta) salários mínimos.
§ 1º Não se incluem na competência do Juizado Especial da Fazenda Pública:
I – as ações de mandado de segurança, de desapropriação, de divisão e demarcação, populares, 
por improbidade administrativa, execuções fiscais e as demandas sobre direitos ou interesses 
difusos e coletivos;
II – as causas sobre bens imóveis dos Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios, autarquias 
e fundações públicas a eles vinculadas;
III – as causas que tenham como objeto a impugnação da pena de demissão imposta a servidores 
públicos civis ou sanções disciplinares aplicadas a militares.
§ 2º Quando a pretensão versar sobre obrigações vincendas, para fins de competência do Juizado 
Especial, a soma de 12 (doze) parcelas vincendas e de eventuais parcelas vencidas não poderá 
exceder o valor referido no caput deste artigo.
§ 3º (VETADO)
§ 4º No foro onde estiver instalado Juizado Especial da Fazenda Pública, a sua competência é 
absoluta.
A mesma observação que fizemos sobre o agravo de instrumento vale para aqui.
Art. 3º O juiz poderá, de ofício ou a requerimento das partes, deferir quaisquer providências 
cautelares e antecipatórias no curso do processo, para evitar dano de difícil ou de incerta 
reparação.- doutrina defende que indeferimento também cabe recurso
Art. 4º Exceto nos casos do art. 3º, somente será admitido recurso contra a sentença.
A lei prevê aqueles que podem ser parte nas demandas do Juizado Especial Fazendário.
Art. 5º Podem ser partes no Juizado Especial da Fazenda Pública:
I – como autores, as pessoas físicas e as microempresas e empresas de pequeno porte, assim 
definidas na Lei Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006;
II – como réus, os Estados, o Distrito Federal, os Territórios e os Municípios, bem como autarquias, 
fundações e empresas públicas a eles vinculadas.
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Reforça-se que não há prazo diferenciado para a Fazenda Pública. Isso despenca 
nas provas.
Art. 7º Não haverá prazo diferenciado para a prática de qualquer ato processual pelas pessoas 
jurídicas de direito público, inclusive a interposição de recursos, devendo a citação para a audiência 
de conciliação ser efetuada com antecedência mínima de 30 (trinta) dias.
Também cabe pedido de uniformização de interpretação da lei. Vejamos os dispositivos 
legais pertinentes:
Art. 18. Caberá pedido de uniformização de interpretação de lei quando houver divergência entre 
decisões proferidas por Turmas Recursais sobre questões de direito material.
§ 1º O pedido fundado em divergência entre Turmas do mesmo Estado será julgado em reunião 
conjunta das Turmas em conflito, sob a presidência de desembargador indicado pelo Tribunal 
de Justiça.
§ 2º No caso do § 1º, areunião de juízes domiciliados em cidades diversas poderá ser feita por 
meio eletrônico.
§ 3º Quando as Turmas de diferentes Estados derem a lei federal interpretações divergentes, 
ou quando a decisão proferida estiver em contrariedade com súmula do Superior Tribunal de 
Justiça, o pedido será por este julgado.
Art. 19. Quando a orientação acolhida pelas Turmas de Uniformização de que trata o § 1º do 
art. 18 contrariar súmula do Superior Tribunal de Justiça, a parte interessada poderá provocar 
a manifestação deste, que dirimirá a divergência.
§ 1º Eventuais pedidos de uniformização fundados em questões idênticas e recebidos 
subsequentemente em quaisquer das Turmas Recursais ficarão retidos nos autos, aguardando 
pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça.
§ 2º Nos casos do caput deste artigo e do § 3º do art. 18, presente a plausibilidade do direito 
invocado e havendo fundado receio de dano de difícil reparação, poderá o relator conceder, de 
ofício ou a requerimento do interessado, medida liminar determinando a suspensão dos processos 
nos quais a controvérsia esteja estabelecida.
§ 3º Se necessário, o relator pedirá informações ao Presidente da Turma Recursal ou Presidente 
da Turma de Uniformização e, nos casos previstos em lei, ouvirá o Ministério Público, no prazo 
de 5 (cinco) dias.
§ 4º (VETADO)
§ 5º Decorridos os prazos referidos nos §§ 3º e 4º, o relator incluirá o pedido em pauta na sessão, 
com preferência sobre todos os demais feitos, ressalvados os processos com réus presos, os 
habeas corpus e os mandados de segurança.
§ 6º Publicado o acórdão respectivo, os pedidos retidos referidos no § 1º serão apreciados pelas 
Turmas Recursais, que poderão exercer juízo de retratação ou os declararão prejudicados, se 
veicularem tese não acolhida pelo Superior Tribunal de Justiça.
Art. 20. Os Tribunais de Justiça, o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal, 
no âmbito de suas competências, expedirão normas regulamentando os procedimentos a 
serem adotados para o processamento e o julgamento do pedido de uniformização e do recurso 
extraordinário.
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Sistematizando os pontos mais importantes em uma tabela comparativa:
Juizado Especial Cível Juizado Especial Federal Juizado Especial Fazendário
Até 40 salários mínimos Até 60 salários mínimos Até 60 salários mínimos
Competência não é absoluta Competência é absoluta Competência é absoluta
Não cabe REsp, mas cabe RE Não cabe REsp, mas cabe RE Não cabe REsp, mas cabe RE
Não cabe uniformização de 
jurisprudência
Cabe uniformização de 
jurisprudência
Cabe uniformização de 
jurisprudência
Competência:
Art. 3º O Juizado Especial Cível 
tem competência para concilia-
ção, processo e julgamento das 
causas cíveis de menor comple-
xidade, assim consideradas:
I – as causas cujo valor não ex-
ceda a quarenta vezes o salário 
mínimo;
II – as enumeradas no art. 275, in-
ciso II, do Código de Processo Civil;
III – a ação de despejo para uso 
próprio;
IV – as ações possessórias sobre 
bens imóveis de valor não exce-
dente ao fixado no inciso I deste 
artigo.
§ 1º Compete ao Juizado Especial 
promover a execução:
I – dos seus julgados;
II – dos títulos executivos extra-
judiciais, no valor de até quarenta 
vezes o salário mínimo, observa-
do o disposto no § 1º do art. 8º 
desta Lei.
§ 2º Ficam excluídas da com-
petência do Juizado Especial as 
causas de natureza alimentar, 
falimentar, fiscal e de interesse 
da Fazenda Pública, e também as 
relativas a acidentes de trabalho, 
a resíduos e ao estado e capaci-
dade das pessoas, ainda que de 
cunho patrimonial.
§ 3º A opção pelo procedimento 
previsto nesta Lei importará em 
renúncia ao crédito excedente ao 
limite estabelecido neste artigo, 
excetuada a hipótese de conci-
liação.
Competência:
Art. 3º Compete ao Juizado Espe-
cial Federal Cível processar, conciliar 
e julgar causas de competência da 
Justiça Federal até o valor de ses-
senta salários mínimos, bem como 
executar as suas sentenças.
§ 1º Não se incluem na competência 
do Juizado Especial Cível as causas:
I – referidas no art. 109, incisos II, 
III e XI, da Constituição Federal, as 
ações de mandado de segurança, de 
desapropriação, de divisão e demar-
cação, populares, execuções fiscais e 
por improbidade administrativa e as 
demandas sobre direitos ou interes-
ses difusos, coletivos ou individuais 
homogêneos;
II – sobre bens imóveis da União, 
autarquias e fundações públicas 
federais;
III – para a anulação ou cancelamen-
to de ato administrativo federal, 
salvo o de natureza previdenciária 
e o de lançamento fiscal;
IV – que tenham como objeto a im-
pugnação da pena de demissão im-
posta a servidores públicos civis ou 
de sanções disciplinares aplicadas 
a militares.
§ 2º Quando a pretensão versar so-
bre obrigações vincendas, para fins 
de competência do Juizado Especial, 
a soma de doze parcelas não poderá 
exceder o valor referido no art. 3º, 
caput.
§ 3º No foro onde estiver instala-
da Vara do Juizado Especial, a sua 
competência é absoluta.
Competência:
Art. 2º É de competência dos Jui-
zados Especiais da Fazenda Pública 
processar, conciliar e julgar causas 
cíveis de interesse dos Estados, do 
Distrito Federal, dos Territórios e 
dos Municípios, até o valor de 60 
(sessenta) salários mínimos.
§ 1º Não se incluem na competên-
cia do Juizado Especial da Fazenda 
Pública:
I – as ações de mandado de seguran-
ça, de desapropriação, de divisão e 
demarcação, populares, por impro-
bidade administrativa, execuções 
fiscais e as demandas sobre direitos 
ou interesses difusos e coletivos;
II – as causas sobre bens imóveis dos 
Estados, Distrito Federal, Territórios 
e Municípios, autarquias e funda-
ções públicas a eles vinculadas;
III – as causas que tenham como 
objeto a impugnação da pena de 
demissão imposta a servidores pú-
blicos civis ou sanções disciplinares 
aplicadas a militares.
§ 2º Quando a pretensão versar so-
bre obrigações vincendas, para fins 
de competência do Juizado Espe-
cial, a soma de 12 (doze) parcelas 
vincendas e de eventuais parcelas 
vencidas não poderá exceder o va-
lor referido no caput deste artigo.
§ 3º (VETADO)
§ 4º No foro onde estiver instalado 
Juizado Especial da Fazenda Pública, 
a sua competência é absoluta.
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Juizado Especial Cível Juizado Especial Federal Juizado Especial Fazendário
Pessoa jurídica de direito públi-
co não pode ser parte.
Art. 8º Não poderão ser partes, 
no processo instituído por esta 
Lei, o incapaz, o preso, as pessoas 
jurídicas de direito público, as em-
presas públicas da União, a massa 
falida e o insolvente civil.
§ 1º Somente serão admitidas a 
propor ação perante o Juizado 
Especial: (Redação dada pela Lei 
n. 12.126, de 2009)
I – as pessoas físicas capazes, ex-
cluídos os cessionários de direi-
to de pessoas jurídicas; (Incluído 
pela Lei n. 12.126, de 2009)
II – as pessoas enquadradas como 
microempreendedores individu-
ais, microempresas e empresas 
de pequeno porte na forma da 
Lei Complementar n. 123, de 14 
de dezembro de 2006; (Redação 
dada pela Lei Complementar n. 
147, de 2014)
III – as pessoas jurídicas qualifi-
cadas como Organização da So-
ciedade Civil de InteressePúblico, 
nos termos da Lei no 9.790, de 23 
de março de 1999; (Incluído pela 
Lei n. 12.126, de 2009)
IV – as sociedades de crédito ao 
microempreendedor, nos termos 
do art. 1º da Lei no 10.194, de 14 
de fevereiro de 2001. (Incluído 
pela Lei n. 12.126, de 2009)
Pessoa jurídica de direito público 
pode ser parte ré.
Art. 6º Podem ser partes no Juizado 
Especial Federal Cível:
I – como autores, as pessoas físicas 
e as microempresas e empresas de 
pequeno porte, assim definidas na 
Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 
1996;
II – como rés, a União, autarquias, 
fundações e empresas públicas fe-
derais.
Pessoa jurídica de direito público 
pode ser parte ré.
Art. 5º Podem ser partes no Juizado 
Especial da Fazenda Pública:
I – como autores, as pessoas físicas 
e as microempresas e empresas de 
pequeno porte, assim definidas na 
Lei Complementar n. 123, de 14 de 
dezembro de 2006;
II – como réus, os Estados, o Distrito 
Federal, os Territórios e os Municí-
pios, bem como autarquias, fun-
dações e empresas públicas a eles 
vinculadas.
Não aplicável, pois não há pes-
soa jurídica de direito público.
Art. 9º Não haverá prazo diferen-
ciado para a prática de qualquer ato 
processual pelas pessoas jurídicas de 
direito público, inclusive a interposi-
ção de recursos, devendo a citação 
para audiência de conciliação ser 
efetuada com antecedência mínima 
de trinta dias.
Art. 7º Não haverá prazo diferen-
ciado para a prática de qualquer ato 
processual pelas pessoas jurídicas de 
direito público, inclusive a interposi-
ção de recursos, devendo a citação 
para a audiência de conciliação ser 
efetuada com antecedência mínima 
de 30 (trinta) dias.
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MaNDaDo DE sEGuraNÇaMaNDaDo DE sEGuraNÇa
Foram encontradas 11 questões cobradas na OAB, desde a época em que o certame 
não era unificado e até mesmo de diversas bancas que o elaboraram.
Trata-se de tema tradicionalmente estudado em direito constitucional. O mandado de 
segurança encontra previsão no art. 5º da Constituição Federal e foi regulamentado pela 
Lei n. 12.016/2009.
Art. 5º […]
LXIX – conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado 
por “habeas-corpus” ou “habeas-data”, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder 
for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público;
O objetivo do mandado de segurança é proteger direito líquido e certo, ou seja, aquele 
amparado por prova pré-constituída, dispensando dilação probatória. Somente aplica-se 
quando não for amparado por habeas corpus ou habeas data e quando o responsável pela 
ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica em 
exercício de atribuições do Poder Público.
Perceba que a certeza diz respeito ao fato e não ao direito!
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 625 do STF Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão 
de mandado de segurança.
Guilherme Barros alerta que há uma exceção, ou seja, quando não há a necessidade de 
apresentação de prova pré-constituída.
Há situação excepcional em que a demanda é proposta através de petição inicial que não vem 
acompanhada de documentos comprobatórios do direito alegado e, ainda assim, é admissível 
a via do mandado de segurança. Trata-se do caso em que a documentação está em poder do 
próprio ente público. A hipótese é disciplinada pelos parágrafos 1º e 2º do artigo 6º da Lei n. 
12.016/2009. Proposta a demanda, o juiz ordenará a exibição do documento (§ 1º); caso a 
autoridade que retenha o documento seja a própria coautora, a ordem judicial é comunicada 
através do próprio instrumento de notificação (§ 2º).
Importante destacar que não se aplica mandado de segurança contra atos de gestão 
(art. 1º, § 2).
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JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 333 do STJ Cabe mandado de segurança contra ato praticado em licitação 
promovida por sociedade de economia mista ou empresa pública.
Temos, ainda, um julgado relevante, qual seja, ADI n. 4.296, cuja leitura recomendo.
JURISPRUDÊNCIA
EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTS. 1º, § 2º, 7º, III E § 2º, 22, § 2º, 
23 E 25, DA LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA (LEI N. 12.016/2009). ALEGADAS LIMITAÇÕES 
À UTILIZAÇÃO DESSA AÇÃO CONSTITUCIONAL COMO INSTRUMENTO DE PROTEÇÃO DE 
DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS. SUPOSTA OFENSA AOS ARTS. 2º E 5º, XXXV E LXIX, 
DA CONSTITUIÇÃO. NÃO CABIMENTO DO “WRIT” CONTRA ATOS DE GESTÃO COMERCIAL 
DE ENTES PÚBLICOS, PRATICADOS NA EXPLORAÇÃO DE ATIVIDADE ECONÔMICA, ANTE 
A SUA NATUREZA ESSENCIALMENTE PRIVADA. EXCEPCIONALIDADE QUE DECORRE DO 
PRÓPRIO TEXTO CONSTITUCIONAL. POSSIBILIDADE DE O JUIZ EXIGIR CONTRACAUTELA 
PARA A CONCESSÃO DE MEDIDA LIMINAR. MERA FACULDADE INERENTE AO PODER GERAL 
DE CAUTELA DO MAGISTRADO. INOCORRÊNCIA, QUANTO A ESSE ASPECTO, DE LIMITAÇÃO 
AO JUÍZO DE COGNIÇÃO SUMÁRIA. CONSTITUCIONALIDADE DO PRAZO DECADENCIAL 
DO DIREITO DE IMPETRAÇÃO E DA PREVISÃO DE INVIABILIDADE DE CONDENAÇÃO AO 
PAGAMENTO DE HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS. JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA DO 
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PROIBIÇÃO DE CONCESSÃO DE LIMINAR EM RELAÇÃO A 
DETERMINADOS OBJETOS. CONDICIONAMENTO DO PROVIMENTO CAUTELAR, NO ÂMBITO 
DO MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO, À PRÉVIA OITIVA DA PARTE CONTRÁRIA. 
IMPOSSIBILIDADE DE A LEI CRIAR ÓBICES OU VEDAÇÕES ABSOLUTAS AO EXERCÍCIO 
DO PODER GERAL DE CAUTELA. EVOLUÇÃO DO ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL. 
CAUTELARIDADE ÍNSITA À PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL AO DIREITO LÍQUIDO E CERTO. 
RESTRIÇÃO À PRÓPRIA EFICÁCIA DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. PREVISÕES LEGAIS 
EIVADAS DE INCONSTITUCIONALIDADE. PARCIAL PROCEDÊNCIA DA AÇÃO. 1. O mandado 
de segurança é cabível apenas contra atos praticados no desempenho de atribuições 
do Poder Público, consoante expressamente estabelece o art. 5º, inciso LXIX, da 
Constituição Federal. Atos de gestão puramente comercial desempenhados por 
entes públicos na exploração de atividade econômica se destinam à satisfação de 
seus interesses privados, submetendo-os a regime jurídico próprio das empresas 
privadas. 2. No exercício do poder geral de cautela, tem o juiz a faculdade de exigir 
contracautela para o deferimento de medida liminar, quando verificada a real 
necessidade da garantia em juízo, de acordo com as circunstâncias do caso concreto. 
Razoabilidade da medida que não obsta o juízo de cognição sumária do magistrado. 3. 
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Jurisprudência pacífica da CORTE no sentido da constitucionalidade de lei que fixa 
prazo decadencial para a impetração de mandado de segurança (Súmula n. 632/STF) 
e que estabelece o não cabimento de condenação em honorários de sucumbência 
(Súmula n. 512/STF). 4. A cautelaridade do mandado de segurança é ínsita à proteção 
constitucional ao direito líquido e certoe encontra assento na própria Constituição 
Federal. Em vista disso, não será possível a edição de lei ou ato normativo que 
vede a concessão de medida liminar na via mandamental, sob pena de violação à 
garantia de pleno acesso à jurisdição e à própria defesa do direito líquido e certo 
protegida pela Constituição. Proibições legais que representam óbices absolutos 
ao poder geral de cautela. 5. Ação julgada parcialmente procedente, apenas para 
declarar a inconstitucionalidade dos arts. 7º, § 2º, e 22º, § 2º, da Lei n. 12.016/2009, 
reconhecendo-se a constitucionalidade dos arts. 1º, § 2º; 7º, III; 23 e 25 dessa mesma 
lei. (ADI n. 4.296, Relator(a): MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: ALEXANDRE DE 
MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 09-06-2021, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-202 
DIVULG 08-10-2021 PUBLIC 11-10-2021)
A própria lei traz hipóteses em que é vedada a concessão de segurança.
Art. 5º Não se concederá mandado de segurança quando se tratar:
I – de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de 
caução;
II – de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo;
III – de decisão judicial transitada em julgado.
Parágrafo único. (VETADO)
O prazo para impetração do mandado de segurança é de 120 dias. Apesar de divergência 
doutrinária, prevalece que é constitucional esse prazo.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 632 do STF: É constitucional lei que fixa o prazo de decadência para a 
impetração de mandado de segurança.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 430 do STF – o pedido de reconsideração na via administrativa não interrompe 
o prazo para o mandado de segurança.
Súmula vinculante 21 – É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento 
prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo
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ProcEDiMENtoProcEDiMENto
A petição inicial deve obedecer aos parâmetros do art. 319 e 320 do CPC, lembrando a 
necessidade da prova pré-constituída, como regra. As exceções constam dos parágrafos 
1º e 2º do art. 6 da Lei n. 12.016/2009.
Art. 6º A petição inicial, que deverá preencher os requisitos estabelecidos pela lei processual, 
será apresentada em 2 (duas) vias com os documentos que instruírem a primeira reproduzidos 
na segunda e indicará, além da autoridade coatora, a pessoa jurídica que esta integra, à qual se 
acha vinculada ou da qual exerce atribuições.
§ 1º No caso em que o documento necessário à prova do alegado se ache em repartição ou 
estabelecimento público ou em poder de autoridade que se recuse a fornecê-lo por certidão ou 
de terceiro, o juiz ordenará, preliminarmente, por ofício, a exibição desse documento em original 
ou em cópia autêntica e marcará, para o cumprimento da ordem, o prazo de 10 (dez) dias. O 
escrivão extrairá cópias do documento para juntá-las à segunda via da petição.
§ 2º Se a autoridade que tiver procedido dessa maneira for a própria coatora, a ordem far-se-á 
no próprio instrumento da notificação.
A petição é apresentada em duas vias, com a prova documental (uma forma os autos; 
a outra é encaminhada a autoridade coatora). Uma terceira via é enviada ao órgão de 
representação da pessoa jurídica interessada (art. 7º, I).
A petição inicial, em caso de urgência, pode ser apresentada por fax, telegrama, radiograma 
ou outro meio eletrônico, na forma do art. 4º.
O prazo para a autoridade coatora prestar informações é de 10 dias (art. 7º, I) e sua 
contagem segue o CPC, ou seja, juntada aos autos da notificação cumprida. Não há prazo na 
Lei n. 12.016/2009 para a apresentação da defesa. Entretanto, Guilherme Barros alerta que 
a não apresentação de defesa não gera a presunção de veracidade em favor do impetrante.
De qualquer forma, a não apresentação das informações ou da defesa não gera presunção 
de veracidade em favor do impetrante. É que cabe a ele justamente derrubar a presunção 
de legitimidade do ato administrativo questionado. A falta de manifestação do ente público 
não ilide a presunção. Daí a necessidade de as provas documentais juntadas pelo impetrante 
sustentarem sua pretensão.
Há a possibilidade de concessão de liminar, na forma do art. 7º, III, da Lei n. 12.016/2009.
III – que se suspenda o ato que deu motivo ao pedido, quando houver fundamento relevante e 
do ato impugnado puder resultar a ineficácia da medida, caso seja finalmente deferida, sendo 
facultado exigir do impetrante caução, fiança ou depósito, com o objetivo de assegurar o 
ressarcimento à pessoa jurídica.
São requisitos, portanto, fundamento relevante (parecido com probabilidade do direito 
lá do CPC, lembra?) e possibilidade de ineficácia da medida (semelhante ao perigo de dano 
ou risco ao resultado útil do processo).
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Guilherme Barros elenca as peculiaridades da tutela provisória no Mandado de Segurança:
Acerca da tutela provisória, a Lei de Mandado de Segurança trouxe algumas peculiaridades. 
Primeiro, a concessão de liminar acarreta a prioridade na tramitação para julgamento (art. 7º, § 
4º). Segundo, caso o impetrante crie obstáculos ao normal andamento do processo ou deixe de 
promover diligências por mais de três dias úteis, o juiz deve decretar a perempção ou caducidade 
da medida liminar, de ofício ou a requerimento do Ministério Público (art. 8º) – logicamente, 
também é possível o requerimento do ente público.
É importante lembrar que o STF, na ADI n. 4.296, considerou inconstitucional as restrições 
do art. 7º, § 2º e do art. 22, § 2º. Recomendo a leitura da ementa dessa ADI que terá 
importância para sua prova da OAB, sua vida prática como advogado ou prova de concursos 
públicos – caso você resolva seguir por esse caminho também.
Art. 7º […]
§ 2º Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos 
tributários, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificação ou 
equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou 
pagamento de qualquer natureza. (Vide ADIN 4.296)
Art. 22. […]
§ 2º No mandado de segurança coletivo, a liminar só poderá ser concedida após a audiência do 
representante judicial da pessoa jurídica de direito público, que deverá se pronunciar no prazo 
de 72 (setenta e duas) horas. (Vide ADIN 4.296)
Não cabe condenação de honorários advocatícios em sentença de mandado de segurança.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 105 STJ Na ação de mandado de segurança não se admite condenação em 
honorários advocatícios.
Súmula n. 512 STF Não cabe condenação em honorários de advogado na ação de 
mandado de segurança.
Isso não afasta a possível condenação em litigância de má-fé.
Art. 25. Não cabem, no processo de mandado de segurança, a interposição de embargos 
infringentes e a condenação ao pagamento dos honorários advocatícios, sem prejuízo da 
aplicação de sanções no caso de litigância de má-fé. (Vide ADIN 4.296)
Se a decisão não examinar o mérito, a parte pode ajuizar a ação própria ou impetrar 
novo mandado de segurança (se ainda estiver dentro do prazo decadencial).
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 304 do STF Decisão denegatória de mandado de segurança, não fazendo 
coisa julgada contra o impetrante, não impede o uso da ação própria.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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Remessa necessária engloba qualquer sentença que conceda a segurança para o STJ. 
Veja o dispositivo e o comentário abaixo:
Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação.
§ 1º Concedida a segurança, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de 
jurisdição. – STJ interpreta esse dispositivo de forma ampla, abrangendo também pessoa 
jurídica de direito privado (sociedade de economia mista e empresa pública). REsp 278886/PR
Guilherme Barros chama atenção para o fato de o STJ entender que as hipóteses de 
dispensa da remessa necessária não se aplicam ao mandado de segurança, com fundamento 
na especialidade (lei própria). E diz que a doutrina critica esse entendimento do STJ. Em 
prova objetiva acredito que se for cobrado o examinador vai especificar que quer saber 
o entendimento do STJ ou da doutrina. Já numa prova discursiva você pode discorrer 
apontando as duas correntes.
Recursos
Decisão interlocutória
Agravo de instrumento (art. 7º, I)
Agravo interno (quando a decisão é do relator – Art. 16, 
Parágrafo único)
Sentença de 1º grau Apelação (art. 14)
Sentença do mandado de segurança 
originário de tribunal
Improcedente -> recurso ordinário- não se aplica a 
fungibilidade recursal1
Acórdão favorável ao impetrante -> impetrado pode se 
valer do RE e/ou do REsp
São incabíveis honorários advocatícios, mesmo que na fase recursal. RMS 52.024/RJ e ADI n. 4.296.
STJ entende que é aplicável a técnica de ampliação do colegiado (art. 942 do CPC) ao mandado de 
segurança. REsp 1868072/RS.
Contagem dos prazos
Impetrante -> publicação no diário oficial
Impetrado -> intimação pessoal prevista no CPC para a advocacia pública.
Por fim, cumpre mencionar que tanto o STF quanto o STJ entendem que é possível 
desistir do mandado de segurança a qualquer tempo, não sendo aplicável, dessa forma, o 
art. 485, § 4º, do CPC. Nesse sentido, Guilherme Barros:
No processo de conhecimento ordinário, o autor não pode desistir da ação sem o consentimento 
do réu após a apresentação do prazo de contestação (CPC, art. 485, § 4º). O Supremo Tribunal 
1 Súmula 272 do STF – Não se admite como ordinário recurso extraordinário de decisão denegatória de mandado de 
segurança.
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Federal entendeu pela inaplicabilidade dessa regra ao mandado de segurança, sendo, pois, 
possível a desistência da ação a qualquer tempo, ainda que haja decisão de mérito favorável ao 
impetrante – no que foi seguido pelo STJ.
HaBEas corPusHaBEas corPus
Matéria que foi cobrada apenas em direito constitucional, segundo dados do Tec Concursos 
e em somente 4 questões.
Encontra previsão no art. 5º, incisos LXVIII e LXXVII, da Constituição Federal:
LXVIII – conceder-se-á “habeas-corpus” sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de 
sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; […]
LXXVII – são gratuitas as ações de “habeas-corpus” e “habeas-data”, e, na forma da lei, os atos 
necessários ao exercício da cidadania. (Regulamento)
Aquele que impetra o habeas corpus é denominado de impetrante e pode ser qualquer 
pessoa física ou jurídica. Aquele em favor de quem se impetra o habeas corpus é denominado 
de paciente e ele somente pode ser pessoa física, uma vez que a pessoa jurídica não 
se locomove.
A impetração de habeas corpus não exige a assistência por advogado e pode ser impetrado 
em favor próprio ou de terceiros. Além disso, o CPP prevê, em seu art. 654, § 2, a possibilidade 
de expedição de ofício de ordem de habeas corpus.
Art. 654. […]
§ 2º Os juízes e os tribunais têm competência para expedir de ofício ordem de habeas corpus, 
quando no curso de processo verificarem que alguém sofre ou está na iminência de sofrer 
coação ilegal.
Trata-se de ação regularmente utilizada para trancamento de ações penais e inquéritos 
policiais, mas não pode ser utilizada para impedir o prosseguimento de processos 
administrativos. Nesse sentido, leciona Francisco Braga:
Também é muito comum o manejo dessa ação constitucional para trancar ações penais e 
inquéritos policiais, o que se admite tendo em vista que a pena eventualmente aplicada pode 
privar o paciente de sua liberdade.
Porém esse remédio não é cabível contra o andamento de processos administrativos, justamente 
porque, nessa hipótese, não há ameaça nem tampouco lesão ao direito de locomoção, já que as 
sanções administrativas não acarretam privação de liberdade. […] Nesse mesmo sentido, o STF 
não admite habeas corpus impetrado para trancar processo de impeachment.
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Competência
STF
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, 
cabendo-lhe:
I – processar e julgar, originariamente: […]
b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros 
do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República;
c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de Estado e os 
Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, ressalvado o disposto no art. 52, I, os 
membros dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão 
diplomática de caráter permanente; (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 23, de 1999)
d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o 
mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da 
Câmara dos Deputados e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-
Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; […]
i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for 
autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo 
Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional n. 22, de 1999)
II – julgar, em recurso ordinário:
a) o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o mandado de injunção decididos 
em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão;
STJ
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:
I – processar e julgar, originariamente:
a) nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, e, nestes e nos de 
responsabilidade, os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito 
Federal, os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos 
Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros 
dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que 
oficiem perante tribunais; […]
c) os habeas