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DIREITO EMPRESARIAL
O Empresário
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerência de Produção de Conteúdo: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
241216291895
RENATO BORELLI
Juiz federal e especialista em Direito Público, Direito Tributário e Sociologia Jurídica. 
Juiz federal do TRF-1. Foi juiz federal do TRF-5. Exerceu a advocacia privada e 
pública. Foi servidor público e assessor de desembargador federal (TRF-1) e ministro 
(STJ). Atuou no Carf/Ministério da Fazenda (antigo Conselho de Contribuintes) como 
conselheiro. É formado em Direito e Economia, com especialização em Direito Público, 
Direito Tributário e Sociologia Jurídica.
 
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DirEitO EmprEsarial 
O Empresário 
Renato Borelli
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
O Empresário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Conceito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.1. O Empresário Individual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2. As Sociedades Empresárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
3. A Sociedade Limitada Unipessoal – SLU . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
3.1. Formação Societária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
3.2. Quem Pode Ser Sócio? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
4. As Microempresas (ME) e as Empresa de Pequeno Porte (EPP) . . . . . . . . . . . . . . 21
5. O Microempreendedor Individual (MEI) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
6. Auxiliares e Colaboradores do Empresários . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
6.1. Regras Gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
6.2. O Contabilista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
6.3. O Gerente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
Questões de Concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
 
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aprEsENtaÇÃOaprEsENtaÇÃO
Olá, querido(a) aluno(a), tudo bem?
Nesta aula, abordaremos todos os aspectos relacionados aos conceitos de empresário 
individual, sociedade empresária, Microempresa (ME) e Empresa de Pequeno Porte (EPP), 
além dos Microempreendedor Individual (MEI).
Dito isso, eu e toda a equipe do Gran desejamos a você uma boa leitura e sucesso nos 
seus estudos!
 
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O EMPRESÁRIOO EMPRESÁRIO
1 . CONCEitO1 . CONCEitO
Dando início à nossa aula, de pronto, é essencial estabelecermos o conceito geral de 
empresário, que está previsto no caput do artigo 966 do CC/2002, que dispõe que:
Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada 
para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.
Do exposto, podemos extrair os seguintes elementos indispensáveis para a caracterização 
do empresário:
a) profissionalmente;
b) atividade econômica;
c) atividade organizada;
d) produção ou circulação de bens ou de serviços.
Elementos caracterizadores do empresário
Profissionalmente
É empresário aquele que exercer determinada atividade econômica 
de forma profissional, como sua profissão habitual.
Aquele que exerce atividade econômica de forma esporádica, a 
saber, não será considerado empresário
Atividade econômica
O empresário deve exercer a empresa com fins lucrativos, pois 
esta, como vimos, é uma atividade econômica.
Atividade organizada
A empresa é atividade organizada no sentido de que nela se 
encontram articulados, pelo empresário, os quatro fatores de 
produção: capital, mão de obra, insumos e tecnologia.
É empresário, destarte, aquele que organiza tais fatores no exercício 
da empresa.
Produção ou circulação de 
bens ou de serviços
A expressão demonstra a abrangência da teoria da empresa, 
em contraposição à antiga teoria dos atos de comércio, a qual 
restringia a incidência do regime jurídico comercial a determinadas 
atividades econômicas elencadas na lei. Para a teoria da empresa, 
em contrapartida, qualquer atividade econômica poderá, em 
princípio, submeter-se ao regime jurídico empresarial, bastando 
que seja exercida profissionalmente, de forma organizada e com 
intuito lucrativo.
Empresário, portanto, é a pessoa (física ou jurídica) que exerce profissionalmente 
atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. E 
empresa é a atividade econômica organizada com a finalidade de fazer circular ou produzir 
bens ou serviços.
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6 .2 . O CONtaBilista6 .2 . O CONtaBilista
Correspondendo ao preposto responsável pela escrituração do empresário, dispõe o 
art. 1.177 do Código Civil que:
os assentos lançados nos livros ou fichas do preponente, por qualquer dos prepostos encarregados 
de sua escrituração, produzem, salvo se houver procedido de má-fé, os mesmos efeitos como 
se o fossem por aquele.
Porém, importante relembrar a regra do parágrafo único do art. 1.177, que acabamos 
de estudar no tópico anterior, que prevê a responsabilidade solidária entre prepostos 
e preponentes, perante terceiros, quando o preposto agir dolosamente. Sendo assim, 
caso um contador, no exercício de suas funções, crie o chamado caixa dois, falsificando 
a escrituração do seu empresário preponente de forma dolosa, deve responder perante 
terceiros? A resposta, obviamente, é afirmativa, e a justificativa legal está justamente no 
art. 1.177, parágrafo único, do Código Civil15.
Sistematizando:
CONTABILISTA
• É o preposto responsável pela escrituração do empresário, de modo que “os assentos 
lançados nos livros ou fichas do preponente, por qualquer dos prepostos encarregados 
de sua escrituração, produzem, salvo se houver procedido de má-fé, os mesmos efeitos 
como se o fossem por aquele”. (art. 1.177, CC)
6 .3 . O GErENtE6 .3 . O GErENtE
O gerente, sem sombra de dúvidas, é um dos mais importantes prepostos do empresário. 
Afinal, é aquele ao qual o empresário confia poderes de chefia do seu negócio.
Segundo o art. 1.172 do Código Civil, “considera-se gerente o preposto permanente no 
exercício da empresa, na sede desta, ou em sucursal, filial ou agência.”
Tratando-se do preposto ao qual se conferem funções de chefia, no art. 1.173 do Código 
Civil, temos que, “quando a lei não exigir poderes especiais, considera-se o gerente autorizado 
a praticar todos os atos necessários ao exercício dos poderes que lhe foram outorgados”. 
No caso de o empresário possuir mais de um gerente, consideram-se solidários os poderes 
a eles conferidos, salvo se houver alguma estipulação expressa em sentido diverso (art. 
1.173, parágrafo único).
Os poderes conferidos pela gerência são amplos, podendo o gerente até mesmo figurar em 
juízo em nome do preponente, desde que as ações versem sobre obrigações assumidas em 
virtude do exercício da função gerencial. Nesse sentido, prevê o art. 1.176 do Código Civil que:
15 CRUZ, André Santa. Direito Empresarial. 8. ed. rev., atual. e ampl. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2018.
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Art. 1.176. O gerente pode estar em juízo em nome do preponente, pelas obrigações resultantes 
do exercício da sua função.
Em que pese a abrangência dos poderes, não há dúvidas de que o preponente, por óbvio, 
poderá limitá-los. Quando isso acontecer, para que a limitação produza efeitos perante 
terceiros, deverá o empresário:
a) registrar a limitação na Junta Comercial, por meio de averbação junto ao ato constitutivo 
lá arquivado; ou
b) provar que a limitação de poderes era conhecida daquele que contratou com o gerente.
É o que prevê o art. 1.174 do Código Civil:
Art. 1.174. As limitações contidas na outorga de poderes, para serem opostas a terceiros, 
dependem do arquivamento e averbação do instrumento no Registro Público de Empresas 
Mercantis, salvo se provado serem conhecidas da pessoa que tratou com o gerente.
Parágrafo único. Para o mesmo efeito e com idêntica ressalva, deve a modificação ou revogação 
do mandato ser arquivada e averbada no Registro Público de Empresas Mercantis.
Imposta a limitação, se o gerente extrapolar seus poderes, o empresário preponente 
não responderá pelas obrigações contraídas perante terceiros, que deverão dirigir-se 
diretamente ao gerente.
Finalizando este tópico, anotamos ainda que pode o gerente vir a atuar em seu nome, mas 
por conta do preponente empresário, como ocorre nos contratos de comissão mercantil, por 
exemplo. Em tais hipóteses, determina o art. 1.175 do Código Civil que “o preponente responde 
com o gerente pelos atos que este pratique em seu próprio nome, mas à conta daquele”. 16
Sistematizando:
GERENTE
• É o preposto permanente no exercício da empresa, na sede desta, ou em sucursal, filial ou 
agência, ao qual o empresário confia poderes de chefia do seu negócio. (art. 1.172, CC)
• Está autorizado a praticar todos os atos necessários ao exercício dos poderes que lhe 
foram outorgados, salvo quando a lei exigir poderes especiais. (art. 1.173, CC)
• Recebe poderes amplos, podendo figurar em juízo em nome do preponente, desde que 
as ações versem sobre obrigações assumidas em virtude do exercício da função gerencial. 
(art. 1.176, CC)
Obs.1: poderá o empresário limitar os poderes conferidos ao gerente. Para que a limitação produza 
efeitos perante terceiros, deverá o empresário:
a) registrar a limitação na Junta Comercial, por meio de averbação junto ao ato constitutivo lá 
arquivado; ou
b) provar que a limitação de poderes era conhecida pelo terceiro que indevidamente contratou 
com o gerente.
16 CRUZ, André Santa. Direito Empresarial. 8. ed. rev., atual. e ampl. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2018.
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GERENTE
Obs.2: se o empresário possuir mais de um gerente, consideram-se solidários os poderes a 
eles conferidos, salvo se houver alguma estipulação expressa em sentido diverso. (art. 1.173, 
parágrafo único)
Obs.3: “o preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique em seu próprio nome, 
mas à conta daquele”. Todavia, eventuais excessos de poder cometidos pelos gerentes não obrigarão 
os empresários preponentes quanto aos eventuais prejuízos daí decorrentes.
É isso, pessoal. Finalizamos o tema de hoje.
Façam os exercícios com atenção e não deixem de me procurar em caso de dúvidas.
Bom treino e divirtam-se!
Renato Borelli.
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RESUMORESUMO
Vamos a uma breve retomada de todos os quadros-resumo que apresentamos ao 
longo da aula?
REGIME JURÍDICO RESPONSABILIZATÓRIO
EMPRESÁRIOS INDIVIDUAIS SOCIEDADES EMPRESÁRIAS
Pessoas naturais Pessoas jurídicas
Unidade Patrimonial (o patrimônio pessoal do 
empresário se confunde com o empresarial)
Autonomia Patrimonial (o patrimônio da 
empresa não se confunde com o dos seus 
titulares ou sócios)
Responsabilidade direta e ilimitada
Responsabilidade indireta, limitada e 
subsidiária
PROFISSÕES INTELECTUAIS (NÃO empresárias)
Científica
É o caso do médico (ciências médicas), do contador (ciências contábeis), do 
arquiteto, do engenheiro, do advogado, dentre outras tantas profissões.
Literária
É, em suma, o escritor. O jornalista, por sua vez, também desempenha 
produção intelectual literária em determinados casos(vide os blogs, 
colunas e matérias próprias).
Artística
É o desenhista, o artista plástico, o cantor, o ator, o cineasta, o dançarino, 
dentre outros.
Sociedades advocatícias Sociedades simples
Sociedades cooperativas Sociedades SIMPLES
Sociedades por ações Sociedade empresária
REQUISITOS PARA SER EMPRESÁRIO INDIVIDUAL
Capacidade civil Ausências de impedimentos legais
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REQUISITOS PARA A CONTIUIDADE DA ATIVIDADE EMPRESARIAL POR PESSOA INCAPAZ
Assistência ou Representação por pessoa capaz 
(art. 974, caput, do CC)
Autorização judicial (art. 974, §1º, do CC)
SOCIEDADES SIMPLES x SOCIEDADES EMPRESÁRIAS
Sociedades simples Sociedades empresárias
• Não se dedicam à atividade empresarial;
• são inscritas junto ao Registro Civil de 
Pessoas Jurídicas;
• não estão sujeitas à falência, mas tão 
somente à eventual insolvência civil.
• Desempenham atividades econômicas 
organizadas (isto é, desempenham a 
empresa);
• São registradas na Junta Comercial 
competente;
• Estão sujeitas a eventual procedimento 
falimentar ou de recuperação judicial (ou 
extrajudicial).
SOCIEDADE LIMITADA UNIPESSOAL – SLU (art. 1.052, §1º, CC)
• É constituída por uma única pessoa, física ou jurídica, mantendo a característica de 
“limitada”, o que protege o patrimônio particular do sócio único.
• Podem ser sócios únicos de uma SLU as pessoas físicas ou jurídicas, domiciliadas no 
Brasil ou no exterior.
• Não é regida por contrato social, mas por mero “documento de constituição do sócio 
único”, ao qual serão aplicadas, no que couber, as disposições sobre o contrato social.
• Uma sociedade limitada com pluralidade sócios poderá tornar-se uma SLU. Para tanto, 
basta que a sociedade limitada deixe ser caracterizada por esta pluralidade, passando a 
ter apenas um sócio e que a modificação seja cristalizada no contrato social, devidamente 
arquivado na Junta Comercial.
• O contrário também é possível. Isto é, uma SLU pode vir a ter mais de um sócio, quando 
passara a se enquadrar na regra das demais sociedades limitadas com pluralidade de sócios.
* Enquanto sociedade limitada unipessoal, a principal diferença para as demais sociedades limitadas, 
que serão devidamente estudadas em tópico próprio, é simplesmente a pluralidade de sócios, o 
que torna o contrato social de uma SLU mais simples do que aquele de uma sociedade com dois ou 
mais sócios, uma vez que dispensada a presença de regras inerentes a pluralidade, a exemplo das 
disposições sobre a convocação e a realização de reuniões de sócios, a transferência de quotas, o 
direito de preferência dos demais sócios nessa transferência e a exclusão de sócio.
CARACTERÍSTICAS – ME, EPP e MEI
RECEITA BRUTA ANUAL ESPÉCIE(S) EMPRESÁRIA(S)
(ME)
MICROEMPRESAS
Igual ou inferior a R$ 360 
mil • Sociedades empresárias,
• Sociedades Simples, e
• E m p r e s á r i o s i n d i v i d u a i s 
registrados.
(EPP)
EMPRESAS DE PEQUENO 
PORTE
Superior a R$ 360 mil e igual 
ou inferior a R$ 4,8 milhões
(MEI)
MICROEMPREENDEDOR 
INDIVIDUAL
Igual ou inferior a R$ 81 mil
• E m p r e s á r i o s i n d i v i d u a i s 
registrados (apenas!)
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REGRAS GERAIS APLICÁVEIS AOS PREPOSTOS
• Os prepostos não podem delegar poderes sem prévia autorização escrita do preponente, 
sob pena de responderem pessoalmente pelos atos do substituto e pelas obrigações por 
ele contraídas. (art. 1.169, CC)
• Os prepostos não podem fazer concorrência, ainda que indireta, aos seus preponentes, 
salvo se possuírem autorização expressa. Se não possuírem autorização, responderão 
por perdas e danos, podendo o empresário prejudicado requerer a retenção dos lucros 
decorrentes da operação do preposto. (art. 1.170, CC)
• Os prepostos possuem legitimidade para receberem bens ou valores, assim, “considera-se 
perfeita a entrega de papéis, bens ou valores ao preposto, encarregado pelo preponente, 
se os recebeu sem protesto, salvo nos casos em que haja prazo para reclamação”. (art. 
1.171, CC)
REGIME RESPONSABILIZATÓRIO: PREPONENTES
Atos praticados NO ESTABELECIMENTO Atos praticados FORA do ESTABELECIMENTO
Os preponentes são responsáveis pelos atos 
de quaisquer prepostos, praticados nos seus 
estabelecimentos e relativos à atividade 
da empresa, ainda que não autorizados por 
escrito, em uma clara manifestação da teoria 
da aparência. (art. 1.178, caput, CC)
Somente obrigarão o preponente nos limites dos 
poderes conferidos por escrito, cujo instrumento 
pode ser suprido pela certidão ou cópia autêntica 
do seu teor. (art. 1.178, parágrafo único, CC)
Obs.1: Em que pese aos empresários preponentes responderem perante terceiros pelos atos 
praticados pelos seus prepostos, poderão voltar-se contra estes, em ação de regresso.
REGIME RESPONSABILIZATÓRIO: PREPOSTOS
• No exercício de suas funções, os prepostos são pessoalmente responsáveis, perante 
os preponentes, pelos atos culposos; e, perante terceiros, solidariamente com o 
preponente, pelos atos dolosos.
REGIME JURÍDICO 
RESPONSABILIZATÓRIO
PREPONENTEem 
relação ao preposto
De regra, a 
responsabilidade é 
solidária. Não o será, 
porém, em caso de 
excesso de poder
PREPOSTO perante o 
preponente
A responsabilidade é 
pessoal, em caso de ato 
culposo
Se fora do 
estabelecimento 
empresarial, só obriga 
o preponente nos 
limites dos poderes 
conferidos
PREPONENTEperante 
terceiros
A responsabilidade é 
solidária (com o 
preponente), em caso de
ato doloso
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CONTABILISTA
• É o preposto responsável pela escrituração do empresário, de modo que “os assentos 
lançados nos livros ou fichas do preponente, por qualquer dos prepostos encarregados de 
sua escrituração, produzem, salvo se houver procedido de má-fé, os mesmos efeitos 
como se o fossem por aquele”. (art. 1.177, CC)
GERENTE
• É o preposto permanente no exercício da empresa, na sede desta, ou em sucursal, filial ou 
agência, ao qual o empresário confia poderes de chefia do seu negócio. (art. 1.172, CC)
• Está autorizado a praticar todos os atos necessários ao exercício dos poderes que lhe 
foram outorgados, salvo quando a lei exigir poderes especiais. (art. 1.173, CC)
• Recebe poderes amplos, podendo figurar em juízo em nome do preponente, desde que 
as ações versem sobre obrigações assumidas em virtude do exercício da função gerencial. 
(art. 1.176, CC)
Obs.1: poderá o empresário limitar os poderes conferidos ao gerente. Para que a limitação produza 
efeitos perante terceiros, deverá o empresário:
a) registrar a limitação na Junta Comercial, por meio de averbação junto ao ato constitutivo lá 
arquivado; ou
b) provar que a limitação de poderes era conhecida pelo terceiro que indevidamente contratou 
com o gerente.
Obs.2: se o empresário possuir mais de um gerente, consideram-se solidários os poderes a 
eles conferidos, salvo se houver alguma estipulação expressa em sentido diverso. (art. 1.173, 
parágrafo único).
Obs.3: “o preponente respondecom o gerente pelos atos que este pratique em seu próprio nome, 
mas à conta daquele”. Todavia, eventuais excessos de poder cometidos pelos gerentes não obrigarão 
os empresários preponentes quanto aos eventuais prejuízos daí decorrentes.
Agora, visando à fixação dos assuntos abordados, vejamos algumas questões de exames 
da OAB sobre os temas que estudados, a fim de que não se perca, em momento algum, 
a oportunidade de se colocar em prática o conhecimento apreendido. Dito isso, boa 
diversão com as questões a seguir, cujos gabaritos se encontram ao final da listagem.
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (XXIX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2019/FGV) Álvares Florence tem um filho 
relativamente incapaz e consulta você, como advogado(a), para saber da possibilidade de 
transferir para o filho parte das quotas que possui na sociedade empresária Redenção da 
Serra Alimentos Ltda., cujo capital social se encontra integralizado.
Apoiado na disposição do Código Civil sobre o assunto, você respondeu que
a) é permitido o ingresso do relativamente incapaz na sociedade, bastando que esteja 
assistido por seu pai no instrumento de alteração contratual.
b) não é permitida a participação de menor, absoluta ou relativamente incapaz, em sociedade, 
exceto nos tipos de sociedades por ações.
c) não é permitida a participação de incapaz em sociedade, mesmo que esteja representado 
ou assistido, salvo se a transmissão das quotas se der em razão de sucessão causa mortis.
d) é permitido o ingresso do relativamente incapaz na sociedade, desde que esteja assistido 
no instrumento de alteração contratual, devendo constar a vedação do exercício da 
administração da sociedade por ele.
002. 002. (XXVII EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2018/FGV) Roberto desligou-se de seu emprego 
e decidiu investir na construção de uma hospedagem do tipo pousada no terreno que 
possuía em Matinhos. Roberto contratou um arquiteto para mobiliar a pousada, fez cursos 
de hotelaria e, com os ensinamentos recebidos, contratou empregados e os treinou. Ele 
também contratou um desenvolvedor de sites de Internet e um profissional de marketing 
para divulgar sua pousada.
Desde então, Roberto dedica-se exclusivamente à pousada, e os resultados são promissores. 
A pousada está sempre cheia de hóspedes, renovando suas estratégias de fidelização; em 
breve, será ampliada em sua capacidade.
Considerando a descrição da atividade econômica explorada por Roberto, assinale a afirmativa 
correta.
a) A atividade não pode ser considerada empresa em razão da falta tanto de profissionalismo 
de seu titular quanto de produção de bens.
b) A atividade não pode ser considerada empresa em razão de a prestação de serviços não 
ser um ato de empresa.
c) A atividade pode ser considerada empresa, mas seu titular somente será empresário a 
partir do registro na Junta Comercial.
d) A atividade pode ser considerada empresa e seu titular, empresário, independentemente 
de registro na Junta Comercial.
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O Empresário 
Renato Borelli
003. 003. (XX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/REAPLICAÇÃO SALVADOR BA/2016/FGV) O engenheiro 
agrônomo Zacarias é proprietário de quatro fazendas onde ele realiza, em nome próprio, 
a exploração de culturas de soja e milho, bem como criação intensiva de gado. A atividade 
em todas as fazendas é voltada para exportação, com emprego intenso de tecnologia e 
insumos de alto custo. Zacarias não está registrado na Junta Comercial.
Com base nessas informações, é correto afirmar que
a) Zacarias, por exercer empresa em caráter profissional, é considerado empresário 
independentemente de ter ou não registro na Junta Comercial.
b) Zacarias, mesmo que exerça uma empresa, não será considerado empresário pelo fato 
de não ter realizado seu registro na Junta Comercial.
c) Zacarias não pode ser registrado como empresário, porque, sendo engenheiro agrônomo, 
exerce profissão intelectual de natureza científica, com auxílio de colaboradores.
d) Zacarias é um empresário de fato, por não ter realizado seu registro na Junta Comercial 
antes do início de sua atividade, descumprindo obrigação legal.
004. 004. (XX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2016/FGV) Maria, empresária individual, teve sua 
interdição decretada pelo juiz a pedido de seu pai, José, em razão de causa permanente 
que a impede de exprimir sua vontade para os atos da vida civil.
Sabendo-se que José, servidor público federal na ativa, foi nomeado curador de Maria, 
assinale a afirmativa correta.
a) É possível a concessão de autorização judicial para o prosseguimento da empresa de 
Maria; porém, diante do impedimento de José para exercer atividade de empresário, este 
nomeará, com a aprovação do juiz, um ou mais gerentes.
b) A interdição de Maria por incapacidade traz como efeito imediato a extinção da empresa, 
cabendo a José, na condição de pai e curador, promover a liquidação do estabelecimento.
c) É possível a concessão de autorização judicial para o prosseguimento da empresa de 
Maria antes exercida por ela enquanto capaz, devendo seu pai, José, como curador e 
representante, assumir o exercício da empresa.
d) Poderá ser concedida autorização judicial para o prosseguimento da empresa de Maria, 
porém ficam sujeitos ao resultado da empresa os bens que Maria já possuía ao tempo da 
interdição, tanto os afetados quanto os estranhos ao acervo daquela.
005. 005. (XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2014/FGV) Alfredo Chaves exerce, em caráter 
profissional, atividade intelectual de natureza literária, com a colaboração de auxiliares. 
O exercício da profissão constitui elemento de empresa. Não há registro da atividade por 
parte de Alfredo Chaves em nenhum órgão público.
Com base nessas informações e nas disposições do Código Civil, assinale a afirmativa correta.
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O Empresário 
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a) Alfredo Chaves não é empresário, porque exerce atividade intelectual de natureza literária.
b) Alfredo Chaves não é empresário, porque não possui registro em nenhum órgão público.
c) Alfredo Chaves é empresário, independentemente da falta de inscrição na Junta Comercial.
d) Alfredo Chaves é empresário, porque exerce atividade não organizada em caráter 
profissional.
006. 006. (XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2014/FGV) Olímpio Noronha é servidor público 
militar ativo e, concomitantemente, exerce pessoalmente atividade econômica organizada 
sem ter sua firma inscrita na Junta Comercial.
Em relação às obrigações assumidas por Olímpio Noronha, assinale a alternativa correta.
a) São válidas tanto as obrigações assumidas no exercício da empresa quanto estranhas a 
essa atividade e por elas Olímpio Noronha responderá ilimitadamente.
b) São nulas todas as obrigações assumidas, porque Olímpio Noronha não pode ser empresário 
concomitantemente com o serviço público militar.
c) São válidas apenas as obrigações estranhas ao exercício da empresa, pelas quais Olímpio 
Noronha responderáilimitadamente; as demais são nulas.
d) São válidas apenas as obrigações relacionadas ao exercício da empresa e por elas Olímpio 
Noronha responderá limitadamente; as demais são anuláveis.
007. 007. (CEBRASPE/PREFEITURA DE CAMPINAS/SP/AUDITOR-FISCAL TRIBUTÁRIO MUNICIPAL/2019) 
Sobre a empresa e empresário, pode-se corretamente afirmar que
a) aquele cuja atividade rural constitua sua principal profissão pode, observadas as 
formalidades da lei e regular inscrição, ser equiparado, para todos os efeitos, ao empresário 
sujeito a registro.
b) a atividade empresarial somente pode ser exercida por pessoas jurídicas regularmente 
inscritas no Registro Público de Pessoas Jurídicas.
c) considera-se empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, 
literária ou artística com o concurso de auxiliares ou colaboradores, mesmo que o exercício 
da profissão não constitua elemento de empresa.
d) o empresário que instituir sucursal, filial ou agência, em lugar sujeito à jurisdição de 
outro Registro Público de Pessoas Jurídicas neste deverá também inscrevê-la, com a prova 
da inscrição originária.
e) é obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Pessoas Jurídicas da 
respectiva sede, antes do início de sua atividade.
008. 008. (INÉDITA/2024). Alberto Mendes é recém-formado no curso de Veterinária e proprietário 
de uma clínica especializada no tratamento de animais domésticos. Por estar iniciando na 
carreira, suas condições financeiras foram suficientes para a contratação de uma secretária, 
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responsável por receber os clientes e encaminhar o atendimento dos animais para Alberto, e 
de um especialista em marketing digital, responsável pela confecção semanal de conteúdos 
informativos sobre a clínica, que são divulgados em determinada rede social.
Considerando as informações apresentadas, indique a alternativa correta.
a) Alberto Mendes, por contar com o auxílio de colaboradores, pode ser considerado 
empresário individual.
b) Alberto Mendes, por exercer profissão intelectual de natureza científica com fins lucrativos, 
pode ser considerado empresário individual.
c) Alberto Mendes, independentemente da contratação de auxiliares, não pode ser considerado 
empresário individual, pois exerce profissão intelectual de natureza científica.
d) Alberto Mendes pode ser considerado empresário individual, pois a contratação de 
especialista em marketing digital configura elemento de empresa.
009. 009. (V EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2011/FGV) Em relação à incapacidade e proibição 
para o exercício da empresa, assinale a alternativa correta.
a) Caso a pessoa proibida de exercer a atividade de empresário praticar tal atividade, deverá 
responder pelas obrigações contraídas, podendo até ser declarada falida.
b) Aquele que tenha impedimento legal para ser empresário está impedido de ser sócio ou 
acionista de uma sociedade empresária.
c) Entre as pessoas impedidas de exercer a empresa está o incapaz, que não poderá exercer 
tal atividade.
d) Por se tratar de matéria de ordem pública e considerando que a continuação da empresa 
interessa a toda a sociedade, quer em razão da arrecadação de impostos, quer em razão 
da geração de empregos, caso a pessoa proibida de exercer a atividade empresarial o faça, 
poderá requerer a recuperação judicial.
010. 010. (EXAME DE ORDEM 3/2010/CESPE) Afrânio, empresário individual, foi submetido a 
exame por junta médica que atestou ser ele portador de grave esquizofrenia. Qualificando-o 
como permanentemente incapaz de gerir os próprios negócios. Por essa razão, o pai do 
empresário ajuizou pedido de interdição, com o pleito de ser nomeado seu curador e gerir 
seus negócios da vida civil.
Considerando a situação hipotética apresentada, assinale a opção correta.
a) A interdição de empresário individual determina necessariamente a extinção da empresa, 
sendo inviável a sua continuidade por qualquer meio, portanto o pai de Afrânio não poderá 
substituí-lo nos negócios.
b) Eventuais clientes que tenham comprado de Afrânio produtos mediante pagamento à 
vista, mas que ainda não tenham recebido as mercadorias, na hipótese de continuidade 
da atividade empresária, estarão impedidos de reclamar o prejuízo em razão da patologia 
do empresário individual.
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c) O pai de Afrânio, se curador nomeado judicialmente, poderá exercer atividade empresária 
em nome do filho interditado.
d) Caso o pai de Afrânio, já como seu curador, esteja impedido, por lei, de exercer atividade 
empresarial, também não poderá proceder com a indicação de gerentes ao juízo para o 
exercício desse mister, com o que extinguirá a empresa.
011. 011. (EXAME DE ORDEM – SP 2/2008/CESPE) Com relação aos empresários, às sociedades 
e às relações de família, assinale a opção correta.
a) Os casados sob o regime da comunhão universal podem contratar sociedade entre si.
b) O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o 
regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los 
com ônus real.
c) Tanto os herdeiros do cônjuge de sócio quanto o cônjuge de sócio que tenha se separado 
judicialmente podem exigir desde logo a parte que lhes couber na quota social.
d) Diferentemente do que sucede com a fiança, qualquer dos cônjuges, sem autorização 
do outro, pode prestar aval.
012. 012. (EXAME DE ORDEM – SC 1/2007/ND) Assinale a alternativa correta:
a) A sentença que decretar ou homologar a separação judicial do empresário e ato de 
reconciliação podem ser opostos a terceiros antes de arquivados e averbados no registro 
público de empresas mercantis.
b) Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade entre si ou com terceiros, desde que não 
tenham casado no regime da comunhão parcial de bens ou no da separação obrigatória.
c) O empresário casado não pode, sem outorga conjugal, salvo no regime de separação 
absoluta, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa, ou gravá-los de ônus real.
d) Os pactos e declarações antenupciais do empresário serão arquivados e averbados no 
registro público de empresas mercantis.
013. 013. (EXAME DE ORDEM 1/2006/CESPE) Dispõe o art. 972 do Código Civil, que podem exercer 
a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade civil e não forem 
legalmente impedidos. Assinale a opção correta, quanto à disciplina dos requisitos para o 
exercício da atividade empresarial.
a) O menor, com dezesseis anos completos, somente poderá exercer atividade empresarial 
após a emancipação, sendo imprescindível a homologação desta por sentença.
b) Os atos praticados por empresário falido impedido de exercer atividade empresarial 
terão plena validade em relação a terceiros de boa-fé.
c) A atividade econômica de exploração de recursos minerais pode ser levada a efeito por 
empresas nacionais ou estrangeiras, desde que haja prévia autorização ou concessão da União.
d) Ao servidor público federal é vedada a condição de acionista ou cotista de sociedade 
empresária.
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014. 014. (FGV/2023/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVII/PRIMEIRA FASE) A empresária individual 
Marília da Rocha, inscrita há mais de dez anos na Junta Comercial do Estado de São Paulo, 
sempre exerceu empresa sem designação de prepostos. Todavia, em razão do aumento 
de trabalho e necessidades de múltiplas viagens, tornou-se necessário nomear Jandira 
Franco como gerente na sede de sua empresa. Antes de efetuar a nomeação, Marília da 
Rocha consulta seu advogado para que este lhe esclareça sobre as prerrogativas do gerente 
e sua atuação como preposto.
Assinale a opção que está de acordo com a disposição legal e pode ser dada como orientação 
a Marília da Rocha.
a) O gerente não está autorizado a praticar os atos necessários ao exercício dos poderes 
que lhe foram outorgados, pois tais atos sempre exigem poderes especiais.
b) Se o empresário nomear dois ou mais gerentes, na falta de estipulação diversa, os poderes 
conferidos a eles presumem-se para atuação individual, sem solidariedade.
c) O gerente nunca poderá estar em juízo em nome do preponente pelas obrigações resultantes 
do exercício da sua função porque tal prerrogativa é exclusiva do administrador.
d) A alteração ou revogação do mandato conferido pelo empresário ao gerente, para ser 
oposta a terceiros, deve ser arquivada e averbada no Registro Público de Empresas Mercantis.
015. 015. (FGV/2022/EXAME DA ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE) A fisioterapeuta Alhandra 
Mogeiro tem um consultório em que realiza seus atendimentos mas atende, também, em 
domicílio. Doutora Alhandra não conta com auxiliares ou colaboradores, mas tem uma página 
na Internet exclusivamente para marcação de consultas e comunicação com seus clientes.
Com base nessas informações, assinale a afirmativa correta.
a) Não se trata de empresária individual em razão do exercício de profissão intelectual de 
natureza científica, haja ou não a atuação de colaboradores.
b) Trata-se de empresária individual em razão do exercício de profissão liberal e prestação 
de serviços com finalidade lucrativa.
c) Não se trata de empresária individual em razão de o exercício de profissão intelectual 
só configurar empresa com o concurso de colaboradores.
d) Trata-se de empresária individual em razão do exercício de profissão intelectual com 
emprego de elemento de empresa pela manutenção da página na Internet.
016. 016. (FGV/2019/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXIX/PRIMEIRA FASE) Luzia Betim pretende 
iniciar uma sociedade empresária em nome próprio. Para tanto, procura assessoria jurídica 
quanto à necessidade de inscrição no Registro Empresarial para regularidade de exercício 
da empresa.
Na condição de consultor(a), você responderá que a inscrição do empresário individual é
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O Empresário 
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a) dispensada até o primeiro ano de início da atividade, sendo obrigatória a partir de então.
b) obrigatória antes do início da atividade.
c) dispensada, caso haja opção pelo enquadramento como microempreendedor individual.
d) obrigatória, se não houver enquadramento como microempresa ou empresa de pequeno 
porte.
017. 017. (FGV/2022/TRT/16ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO) Paulo Ramos explora, em caráter 
permanente e profissional, empresa rural voltada para o beneficiamento da carnaúba.
Considerando-se a condição de empresário rural de Paulo Ramos, é correto afirmar, quanto 
ao registro na Junta Comercial, que o empresário rural
a) está obrigado à inscrição na Junta Comercial, e, caso não o faça, será considerado para 
todos os fins de direito como empresário irregular.
b) não está obrigado à inscrição na Junta Comercial, pois o dever de inscrição só se aplica 
à sociedade empresária rural.
c) apenas está obrigado à inscrição na Junta Comercial caso seja enquadrado como 
microempresa ou empresa de pequeno porte.
d) não está obrigado à inscrição na Junta Comercial, mas se vier a fazê-lo, ficará equiparado 
ao empresário registrado para todos os fins de direito.
e) está obrigado à inscrição na Junta Comercial, mas a ele é defeso pleitear enquadramento 
como microempresário ou empresário de pequeno porte.
018. 018. (FGV/2021/TJ/SC/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/REMOÇÃO) A 
despeito de o direito brasileiro exigir o pleno gozo da capacidade civil para o exercício de 
empresa, há regra diversa para a participação de incapazes, que podem integrar a sociedade 
empresária, desde que:
a) se trate de sociedade por ações, o capital social esteja totalmente integralizado e o 
incapaz tenha somente ações sem direito a voto;
b) o sócio incapaz não exerça a administração da sociedade, tenha apenas quotas ou ações 
sem direito a voto e haja prévia autorização judicial;
c) haja prévia autorização judicial e o sócio relativamente incapaz esteja assistido e o 
absolutamente incapaz esteja representado por seus representantes legais;
d) se trate de sociedade do tipo limitada e o sócio relativamente incapaz esteja assistido 
e o absolutamente incapaz esteja representado por seus representantes legais;
e) o sócio incapaz não exerça a administração da sociedade, o capital social esteja totalmente 
integralizado, o sócio relativamente incapaz esteja assistido e o absolutamente incapaz 
esteja representado por seus representantes legais.
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019. 019. (FGV/2022/TJ/AP/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) No Livro II da Parte Especial do Código 
Civil estão dispostas regras quanto à caracterização e à capacidade do empresário individual. 
Com base nas prescrições legais, analise as afirmativas a seguir.
I – Nos casos em que a lei autoriza o prosseguimento da empresa por incapaz, ainda que 
seu representante ou assistente seja pessoa que possa exercer atividade de empresário, o 
juiz poderá nomear um ou mais gerentes, se entender ser conveniente.
II – Considera-se empresário a pessoa natural, com firma inscrita na Junta Comercial, que 
exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação 
de bens ou de serviços.
III – Caso um servidor militar da ativa exerça atividade própria de empresário, todos os 
atos relacionados à empresa serão declarados nulos pelo juiz, porém ele responderá pelas 
obrigações contraídas até dois anos seguintes da data de sua prática.
Entre as alternativas de resposta apresentadas, está(ão) correta(s) somente:
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) II e III
020. 020. (FGV/2022/TJ/MG/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) João, brasileiro, casado sob o regime 
de comunhão universal de bens com Maria, residente e domiciliado em Minas Gerais, pretende 
constituir sociedade empresária com Carlos, brasileiro, solteiro, nascido em 2007, residente 
e domiciliado em São Paulo, para a consecução de compra e venda de produtos alimentícios.
Com relação à hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.
a) João não pode ser sócio de Carlos, por ser casado sob o regime de comunhão universal 
de bens com Maria, o que, nos moldes legais o impede de exercer a atividade empresarial.
b) Carlos, por ser absolutamente incapaz, não poderá exercer a administração da sociedade, 
porém poderá dela fazer parte desde que seja devidamente representadoe o capital social 
esteja totalmente subscrito e integralizado.
c) Se o representante ou assistente de Carlos for pessoa que, por disposição de lei, não 
puder exercer atividade de empresário, ele não poderá ser sócio da sociedade.
d) João, no exercício da atividade empresarial, não poderá gravar de ônus reais os imóveis 
que integrem o patrimônio da empresa sem a outorga conjugal de Maria.
021. 021. (FGV/2014/PREFEITURA DE RECIFE/PE/AUDITOR DO TESOURO MUNICIPAL) Paulo Afonso, 
casado no regime de comunhão parcial com Jacobina, é empresário enquadrado como 
microempreendedor individual (MEI). O varão pretende gravar com hipoteca o imóvel onde 
está situado seu estabelecimento, que serve exclusivamente aos fins da empresa.
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De acordo com o Código Civil, assinale a opção correta.
a) O empresário casado não pode, sem a outorga conjugal, gravar com hipoteca os imóveis 
que integram o seu estabelecimento, salvo no regime da separação de bens.
b) O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o 
regime de bens, gravar com hipoteca os imóveis que integram o seu estabelecimento.
c) O empresário casado, qualquer que seja o regime de bens, depende de outorga conjugal 
para gravar com hipoteca os imóveis que integram o seu estabelecimento.
d) O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, gravar com hipoteca 
os imóveis que integram o seu estabelecimento, salvo no regime da comunhão universal.
e) O empresário casado pode, mediante autorização judicial, gravar com hipoteca os imóveis 
que integram o estabelecimento.
022. 022. (TRT/13ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO/FGV/2022) Analise as seguintes afirmativas 
sobre o registro do empresário.
I – O registro de empresário deve ser feito, antes do início de sua atividade, na Delegacia 
local do Departamento de Registro Empresarial e Integração.
II – Ao empresário registrado é dispensável a inscrição de filial, sucursal ou agência situada 
em lugar sujeito à jurisdição de outro Registro Público de Empresas Mercantis.
III – Caso venha a admitir sócio(s), o empresário poderá solicitar ao Registro Público de 
Empresas Mercantis a transformação de seu registro de empresário para o de sociedade 
empresária, independentemente de dissolução da empresa.
Está correto o que se afirma em
a) I, II e III
b) I, apenas
c) III, apenas
d) I e II, apenas
e) II e III, apenas.
023. 023. (FVG/2024/ENAM/1º EXAME NACIONAL DA MAGISTRATURA) Helena, em 5 de março de 
2024, completou 16 anos e foi emancipada. Agora, almeja ter sua própria fonte de renda, 
ingressando no ramo de venda de eletrônicos.
Nesse cenário, acerca da capacidade de Helena para exercer a atividade empresária, assinale 
a afirmativa correta.
a) Helena poderá exercer a atividade empresária, pois está em pleno gozo da capacidade civil.
b) Helena não poderá exercer atividade empresária, porque sua idade não permite o exercício 
de administração da empresa.
c) Helena não poderá exercer atividade empresária, considerando que é menor de idade e 
não está em pleno gozo da capacidade civil.
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d) Helena poderá exercer a atividade empresária, desde que autorizada de forma específica 
pelos seus responsáveis legais.
e) Helena não poderá exercer atividade empresária de forma independente, mas poderá 
exercê-la, desde que devidamente assistida por seus representantes legais.
024. 024. (PREFEITURA DE FORTALEZA-CE/2023/CEBRASPE/ANALISTA FAZENDÁRIO MUNICIPAL) 
Com base nas disposições do Livro II do Código Civil, julgue o item a seguir, relativo ao direito 
empresarial.
Segundo a redação do Código Civil, o empresário casado em regime de comunhão universal 
de bens pode gravar de ônus real os imóveis que integrem o patrimônio da empresa, 
independentemente de outorga conjugal.
025. 025. (PC/SE/DELEGADO DE POLÍCIA/CEBRASPE/2018) A respeito das condições para o 
exercício de atividade comercial, julgue o item subsequente.
O incapaz é impedido de iniciar atividade empresarial individual, mas poderá, excepcionalmente, 
ser autorizado a dar continuidade a atividade empresária preexistente.
026. 026. (TJ/CE/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTRO/PROVIMENTO/IESES/2018/
ADAPTADA) O incapaz, desde que devidamente assistido ou representado, poderá dar 
continuidade a empresa antes exercida por seu pai, independentemente de autorização judicial.
027. 027. (TJ/CE/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTRO/PROVIMENTO/IESES/2018/
ADAPTADA) Não poderão contratar sociedade, entre si ou com terceiros, os cônjuges casados 
no regime de comunhão parcial de bens ou no de separação obrigatória.
028. 028. (TJ/MG/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/PROVIMENTO/
CONSULPLAN/2019) Segundo o art. 966 do Código Civil, considera-se empresário quem 
exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação 
de bens ou de serviços. À luz do Código Civil, a respeito da atividade de empresário, analise 
as afirmativas a seguir.
I – Antes do início de sua atividade, é obrigatória a inscrição do empresário no Registro 
Público de Empresas Mercantis da respectiva sede.
II – Desde que esteja devidamente representado ou assistido, a incapacidade superveniente 
não impede o empresário de dar continuidade à empresa.
III – A outorga conjugal não é condição para que o empresário casado possa alienar imóveis 
que integram o patrimônio da empresa.
IV – A sentença que decreta ou homologa a separação judicial do empresário não pode ser 
oposta a terceiros antes de arquivada e averbada no Registro Público de Empresas Mercantis.
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Está correto o que se afirma em
a) I, II, III e IV
b) I e II, apenas
c) III e IV, apenas
d) I, II e IV, apenas
029. 029. (PREFEITURA DE NORTELÂNDIA/MT/ADVOGADO/MÉTODO SOLUÇÕES EDUCACIONAIS/2019) 
Assinale a alternativa incorreta.
a) O empresário individual não tem personalidade jurídica, não há separação patrimonial, 
isso significa que ele é titular de um único patrimônio, o qual envolve os bens pessoais e 
também os bens empresariais.
b) Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade 
civil e não forem legalmente impedidos.
c) O empresário casado pode, desde que com outorga conjugal, qualquer que seja o regime 
de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real.
d) O empresário que instituir sucursal, filial ou agência, em lugar sujeito à jurisdição de 
outro Registro Público de Empresas Mercantis, neste deverá também inscrevê-la, com a 
prova da inscrição originária.
030. 030. (PREFEITURA DE CABO DE SANTO AGOSTINHO/PE/PROCURADOR MUNICIPAL/IBFC/2019) 
Sobre a teoria da empresa, os requisitos para ser empresário e os conceitos do Código Civil, 
analise as afirmativas abaixo.
I – Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizadapara a produção ou a circulação de bens ou de serviços.
II – O incapaz não pode ser empresário e nem poderá continuar a empresa antes exercida 
por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança, caso esteja representado 
ou assistido.
III – Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade 
civil e não forem legalmente impedidos.
a) As afirmativas I, II e III estão corretas
b) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
d) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
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GABARITOGABARITO
1. d
2. d
3. b
4. a
5. c
6. a
7. a
8. c
9. a
10. c
11. b
12. d
13. b
14. d
15. a
16. b
17. d
18. e
19. a
20. b
21. b
22. c
23. a
24. C
25. C
26. E
27. E
28. a
29. c
30. d
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (XXIX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2019/FGV) Álvares Florence tem um filho 
relativamente incapaz e consulta você, como advogado(a), para saber da possibilidade de 
transferir para o filho parte das quotas que possui na sociedade empresária Redenção da 
Serra Alimentos Ltda., cujo capital social se encontra integralizado.
Apoiado na disposição do Código Civil sobre o assunto, você respondeu que
a) é permitido o ingresso do relativamente incapaz na sociedade, bastando que esteja 
assistido por seu pai no instrumento de alteração contratual.
b) não é permitida a participação de menor, absoluta ou relativamente incapaz, em sociedade, 
exceto nos tipos de sociedades por ações.
c) não é permitida a participação de incapaz em sociedade, mesmo que esteja representado 
ou assistido, salvo se a transmissão das quotas se der em razão de sucessão causa mortis.
d) é permitido o ingresso do relativamente incapaz na sociedade, desde que esteja assistido 
no instrumento de alteração contratual, devendo constar a vedação do exercício da 
administração da sociedade por ele.
Vide o art. 974, caput e § 3º, do CC/2002:
Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou devidamente assistido, continuar a 
empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança.
(...)
§ 3º O Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais deverá registrar 
contratos ou alterações contratuais de sociedade que envolva sócio incapaz, desde que atendidos, 
de forma conjunta, os seguintes pressupostos:
I – o sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade;
Letra d.
002. 002. (XXVII EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2018/FGV) Roberto desligou-se de seu emprego 
e decidiu investir na construção de uma hospedagem do tipo pousada no terreno que 
possuía em Matinhos. Roberto contratou um arquiteto para mobiliar a pousada, fez cursos 
de hotelaria e, com os ensinamentos recebidos, contratou empregados e os treinou. Ele 
também contratou um desenvolvedor de sites de Internet e um profissional de marketing 
para divulgar sua pousada.
Desde então, Roberto dedica-se exclusivamente à pousada, e os resultados são promissores. 
A pousada está sempre cheia de hóspedes, renovando suas estratégias de fidelização; em 
breve, será ampliada em sua capacidade.
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Considerando a descrição da atividade econômica explorada por Roberto, assinale a afirmativa 
correta.
a) A atividade não pode ser considerada empresa em razão da falta tanto de profissionalismo 
de seu titular quanto de produção de bens.
b) A atividade não pode ser considerada empresa em razão de a prestação de serviços não 
ser um ato de empresa.
c) A atividade pode ser considerada empresa, mas seu titular somente será empresário a 
partir do registro na Junta Comercial.
d) A atividade pode ser considerada empresa e seu titular, empresário, independentemente 
de registro na Junta Comercial.
Para ser considerado empresário, é preciso cumprir os requisitos do art. 966. Não é necessário 
o registro, pois este caracteriza a regularidade da empresa (art. 967).
Conforme o Código Civil:
Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica 
organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.
Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza 
científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o 
exercício da profissão constituir elemento de empresa.
Art. 967. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da 
respectiva sede, antes do início de sua atividade.
Letra d.
003. 003. (XX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/REAPLICAÇÃO SALVADOR BA/2016/FGV) O engenheiro 
agrônomo Zacarias é proprietário de quatro fazendas onde ele realiza, em nome próprio, 
a exploração de culturas de soja e milho, bem como criação intensiva de gado. A atividade 
em todas as fazendas é voltada para exportação, com emprego intenso de tecnologia e 
insumos de alto custo. Zacarias não está registrado na Junta Comercial.
Com base nessas informações, é correto afirmar que
a) Zacarias, por exercer empresa em caráter profissional, é considerado empresário 
independentemente de ter ou não registro na Junta Comercial.
b) Zacarias, mesmo que exerça uma empresa, não será considerado empresário pelo fato 
de não ter realizado seu registro na Junta Comercial.
c) Zacarias não pode ser registrado como empresário, porque, sendo engenheiro agrônomo, 
exerce profissão intelectual de natureza científica, com auxílio de colaboradores.
d) Zacarias é um empresário de fato, por não ter realizado seu registro na Junta Comercial 
antes do início de sua atividade, descumprindo obrigação legal.
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Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada 
para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.
Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza 
científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o 
exercício da profissão constituir elemento de empresa.
Art. 967. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da 
respectiva sede, antes do início de sua atividade.
(...)
Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, pode, observadas 
as formalidades de que tratam o art. 968 e seus parágrafos, requerer inscrição no Registro Público 
de Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de inscrito, ficará equiparado,para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro.
Letra b.
004. 004. (XX EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2016/FGV) Maria, empresária individual, teve sua 
interdição decretada pelo juiz a pedido de seu pai, José, em razão de causa permanente 
que a impede de exprimir sua vontade para os atos da vida civil.
Sabendo-se que José, servidor público federal na ativa, foi nomeado curador de Maria, 
assinale a afirmativa correta.
a) É possível a concessão de autorização judicial para o prosseguimento da empresa de 
Maria; porém, diante do impedimento de José para exercer atividade de empresário, este 
nomeará, com a aprovação do juiz, um ou mais gerentes.
b) A interdição de Maria por incapacidade traz como efeito imediato a extinção da empresa, 
cabendo a José, na condição de pai e curador, promover a liquidação do estabelecimento.
c) É possível a concessão de autorização judicial para o prosseguimento da empresa de 
Maria antes exercida por ela enquanto capaz, devendo seu pai, José, como curador e 
representante, assumir o exercício da empresa.
d) Poderá ser concedida autorização judicial para o prosseguimento da empresa de Maria, 
porém ficam sujeitos ao resultado da empresa os bens que Maria já possuía ao tempo da 
interdição, tanto os afetados quanto os estranhos ao acervo daquela.
No CC/2002:
Art. 975. Se o representante ou assistente do incapaz for pessoa que, por disposição de lei, não 
puder exercer atividade de empresário, nomeará, com a aprovação do juiz, um ou mais gerentes.
§ 1º Do mesmo modo será nomeado gerente em todos os casos em que o juiz entender ser conveniente.
§ 2º A aprovação do juiz não exime o representante ou assistente do menor ou do interdito da 
responsabilidade pelos atos dos gerentes nomeados.
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Na Lei n. 8.112/1990:
Art. 117. Ao servidor é proibido:
(...)
X – participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não 
personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário;
Letra a.
005. 005. (XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2014/FGV) Alfredo Chaves exerce, em caráter 
profissional, atividade intelectual de natureza literária, com a colaboração de auxiliares. 
O exercício da profissão constitui elemento de empresa. Não há registro da atividade por 
parte de Alfredo Chaves em nenhum órgão público.
Com base nessas informações e nas disposições do Código Civil, assinale a afirmativa correta.
a) Alfredo Chaves não é empresário, porque exerce atividade intelectual de natureza literária.
b) Alfredo Chaves não é empresário, porque não possui registro em nenhum órgão público.
c) Alfredo Chaves é empresário, independentemente da falta de inscrição na Junta Comercial.
d) Alfredo Chaves é empresário, porque exerce atividade não organizada em caráter 
profissional.
Sobre o tema, imperativa a noção de que:
JURISPRUDÊNCIA
A inscrição do empresário na Junta Comercial não é requisito para a sua caracterização, 
admitindo-se o exercício da empresa sem tal providência. O empresário irregular reúne os 
requisitos do art. 966, sujeitando-se às normas do Código Civil e da legislação comercial, 
salvo naquilo em que forem incompatíveis com a sua condição ou diante de expressa 
disposição em contrário. (Enunciado 198 da III Jornada de Direito Civil do CJF)
A inscrição do empresário ou sociedade empresária é requisito delineador de sua 
regularidade, e não de sua caracterização. (Enunciado 199 da III Jornada de Direito 
Civil do CJF)
Letra c.
006. 006. (XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2014/FGV) Olímpio Noronha é servidor público 
militar ativo e, concomitantemente, exerce pessoalmente atividade econômica organizada 
sem ter sua firma inscrita na Junta Comercial.
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Em relação às obrigações assumidas por Olímpio Noronha, assinale a alternativa correta.
a) São válidas tanto as obrigações assumidas no exercício da empresa quanto estranhas a 
essa atividade e por elas Olímpio Noronha responderá ilimitadamente.
b) São nulas todas as obrigações assumidas, porque Olímpio Noronha não pode ser empresário 
concomitantemente com o serviço público militar.
c) São válidas apenas as obrigações estranhas ao exercício da empresa, pelas quais Olímpio 
Noronha responderá ilimitadamente; as demais são nulas.
d) São válidas apenas as obrigações relacionadas ao exercício da empresa e por elas Olímpio 
Noronha responderá limitadamente; as demais são anuláveis.
Decreto-Lei n. 667/1969 – Reorganiza as Polícias Militares e os Corpos de Bombeiros Militares 
dos Estados, dos Território e do Distrito Federal, e dá outras providências:
Art. 22. Ao pessoal das Polícias Militares, em serviço ativo, é vedado fazer parte de firmas 
comerciais de empresas industriais de qualquer natureza ou nelas exercer função ou emprego 
remunerados.
Conforme a Lei n. 6.880/1980 – Estatuto dos Militares:
Art. 29. Ao militar da ativa é vedado comerciar ou tomar parte na administração ou gerência 
de sociedade ou dela ser sócio ou participar, exceto como acionista ou quotista, em sociedade 
anônima ou por quotas de responsabilidade limitada.
Segundo o Código Civil:
Art. 973. A pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria de empresário, se a exercer, 
responderá pelas obrigações contraídas.
Letra a.
007. 007. (CEBRASPE/PREFEITURA DE CAMPINAS/SP/AUDITOR-FISCAL TRIBUTÁRIO MUNICIPAL/2019) 
Sobre a empresa e empresário, pode-se corretamente afirmar que
a) aquele cuja atividade rural constitua sua principal profissão pode, observadas as 
formalidades da lei e regular inscrição, ser equiparado, para todos os efeitos, ao empresário 
sujeito a registro.
b) a atividade empresarial somente pode ser exercida por pessoas jurídicas regularmente 
inscritas no Registro Público de Pessoas Jurídicas.
c) considera-se empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, 
literária ou artística com o concurso de auxiliares ou colaboradores, mesmo que o exercício 
da profissão não constitua elemento de empresa.
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d) o empresário que instituir sucursal, filial ou agência, em lugar sujeito à jurisdição de 
outro Registro Público de Pessoas Jurídicas neste deverá também inscrevê-la, com a prova 
da inscrição originária.
e) é obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Pessoas Jurídicas da 
respectiva sede, antes do início de sua atividade.
a) Certa. Art. 971 do CC/2002, que dispõe exatamente que:
O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, pode, observadas as 
formalidades de que tratam o art. 968 e seus parágrafos, requerer inscrição no Registro Público 
de Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de inscrito, ficará equiparado, 
para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro.
b) Errada.
Art. 967. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis 
da respectivasede, antes do início de sua atividade.
c) Errada.
Art. 966, Parágrafo Único: Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de 
natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, 
salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa.
d) Errada.
Art. 969. O empresário que instituir sucursal, filial ou agência, em lugar sujeito à jurisdição de 
outro Registro Público de Empresas Mercantis, neste deverá também inscrevê-la, com a prova 
da inscrição originária.
e) Errada.
Art. 967. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da 
respectiva sede, antes do início de sua atividade.
Letra a.
008. 008. (INÉDITA/2024) Alberto Mendes é recém-formado no curso de Veterinária e proprietário 
de uma clínica especializada no tratamento de animais domésticos. Por estar iniciando na 
carreira, suas condições financeiras foram suficientes para a contratação de uma secretária, 
responsável por receber os clientes e encaminhar o atendimento dos animais para Alberto, e 
de um especialista em marketing digital, responsável pela confecção semanal de conteúdos 
informativos sobre a clínica, que são divulgados em determinada rede social.
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Considerando as informações apresentadas, indique a alternativa correta.
a) Alberto Mendes, por contar com o auxílio de colaboradores, pode ser considerado 
empresário individual.
b) Alberto Mendes, por exercer profissão intelectual de natureza científica com fins lucrativos, 
pode ser considerado empresário individual.
c) Alberto Mendes, independentemente da contratação de auxiliares, não pode ser considerado 
empresário individual, pois exerce profissão intelectual de natureza científica.
d) Alberto Mendes pode ser considerado empresário individual, pois a contratação de 
especialista em marketing digital configura elemento de empresa.
Alberto Mendes, independentemente da contratação de auxiliares, não pode ser 
considerado empresário individual, pois exerce profissão intelectual de natureza 
científica.
De forma clara e direta, o parágrafo único do artigo 966 do CC/2002 nos ensina que
não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária 
ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão 
constituir elemento de empresa.
Em princípio, pois, os profissionais intelectuais (advogados, médicos, veterinários, professores 
etc.) não são considerados empresários, salvo se o exercício da profissão constituir 
elemento de empresa.
Conforme o Enunciado 195 da III Jornada de Direito Civil do CJF:
a expressão “elemento de empresa” demanda interpretação econômica, devendo ser analisada 
sob a égide da absorção da atividade intelectual, de natureza científica, literária ou artística, 
como um dos fatores da organização empresarial (grifamos).
O que o Código Civil quer dizer é que
enquanto o profissional intelectual apenas exerce a sua atividade intelectual, ainda que com o 
intuito de lucro e mesmo contratando alguns auxiliares, ele não é considerado empresário para 
os efeitos legais. Enquanto o profissional intelectual está numa fase embrionária de atuação (é 
um profissional que atua sozinho, faz uso apenas de seu esforço, da sua capacidade intelectual), 
ele não é considerado empresário, não se submetendo, pois, ao regime jurídico empresarial.17
Afinal de contas,
é preciso lembrar que empresa é uma atividade econômica organizada, isto é, atividade em que 
há articulação dos fatores de produção, e no exercício de profissão intelectual essa organização 
17 CRUZ, André Santa. Direito Empresarial. 8. ed. rev., atual. e ampl. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2018, p. 
165.
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dos fatores de produção assume importância secundária, às vezes irrelevante. No exercício de 
profissão intelectual, o essencial é a atividade pessoal do agente econômico, o que não acontece 
com o empresário. 18
Letra C.
009. 009. (V EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2011/FGV) Em relação à incapacidade e proibição 
para o exercício da empresa, assinale a alternativa correta.
a) Caso a pessoa proibida de exercer a atividade de empresário praticar tal atividade, deverá 
responder pelas obrigações contraídas, podendo até ser declarada falida.
b) Aquele que tenha impedimento legal para ser empresário está impedido de ser sócio ou 
acionista de uma sociedade empresária.
c) Entre as pessoas impedidas de exercer a empresa está o incapaz, que não poderá exercer 
tal atividade.
d) Por se tratar de matéria de ordem pública e considerando que a continuação da empresa 
interessa a toda a sociedade, quer em razão da arrecadação de impostos, quer em razão 
da geração de empregos, caso a pessoa proibida de exercer a atividade empresarial o faça, 
poderá requerer a recuperação judicial.
Vide o art. 973 do CC/2002:
Art. 973. A pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria de empresário, se a exercer, 
responderá pelas obrigações contraídas.
Letra a.
010. 010. (EXAME DE ORDEM 3/2010/CESPE) Afrânio, empresário individual, foi submetido a 
exame por junta médica que atestou ser ele portador de grave esquizofrenia. Qualificando-o 
como permanentemente incapaz de gerir os próprios negócios. Por essa razão, o pai do 
empresário ajuizou pedido de interdição, com o pleito de ser nomeado seu curador e gerir 
seus negócios da vida civil.
Considerando a situação hipotética apresentada, assinale a opção correta.
a) A interdição de empresário individual determina necessariamente a extinção da empresa, 
sendo inviável a sua continuidade por qualquer meio, portanto o pai de Afrânio não poderá 
substituí-lo nos negócios.
18 CRUZ, André Santa. Direito Empresarial. 8. ed. rev., atual. e ampl. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2018, p. 
165-166.
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b) Eventuais clientes que tenham comprado de Afrânio produtos mediante pagamento à 
vista, mas que ainda não tenham recebido as mercadorias, na hipótese de continuidade 
da atividade empresária, estarão impedidos de reclamar o prejuízo em razão da patologia 
do empresário individual.
c) O pai de Afrânio, se curador nomeado judicialmente, poderá exercer atividade empresária 
em nome do filho interditado.
d) Caso o pai de Afrânio, já como seu curador, esteja impedido, por lei, de exercer atividade 
empresarial, também não poderá proceder com a indicação de gerentes ao juízo para o 
exercício desse mister, com o que extinguirá a empresa.
Sobre o tema, veja o que dispõem os artigos 974 e 975 do CC/2002:
Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou devidamente assistido, continuar a 
empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança.
§ 1º Nos casos deste artigo, precederá autorização judicial, após exame das circunstânciase 
dos riscos da empresa, bem como da conveniência em continuá-la, podendo a autorização ser 
revogada pelo juiz, ouvidos os pais, tutores ou representantes legais do menor ou do interdito, 
sem prejuízo dos direitos adquiridos por terceiros.
§ 2º Não ficam sujeitos ao resultado da empresa os bens que o incapaz já possuía, ao tempo da 
sucessão ou da interdição, desde que estranhos ao acervo daquela, devendo tais fatos constar 
do alvará que conceder a autorização.
§ 3º O Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais deverá registrar 
contratos ou alterações contratuais de sociedade que envolva sócio incapaz, desde que atendidos, 
de forma conjunta, os seguintes pressupostos:
I – o sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade;
II – o capital social deve ser totalmente integralizado;
III – o sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o absolutamente incapaz deve ser 
representado por seus representantes legais.
Art. 975. Se o representante ou assistente do incapaz for pessoa que, por disposição de lei, não 
puder exercer atividade de empresário, nomeará, com a aprovação do juiz, um ou mais gerentes.
Letra c.
011. 011. (EXAME DE ORDEM – SP 2/2008/CESPE) Com relação aos empresários, às sociedades 
e às relações de família, assinale a opção correta.
a) Os casados sob o regime da comunhão universal podem contratar sociedade entre si.
b) O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o 
regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los 
com ônus real.
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c) Tanto os herdeiros do cônjuge de sócio quanto o cônjuge de sócio que tenha se separado 
judicialmente podem exigir desde logo a parte que lhes couber na quota social.
d) Diferentemente do que sucede com a fiança, qualquer dos cônjuges, sem autorização 
do outro, pode prestar aval.
a) Errada. Art. 977 do CC/2002:
Art. 977. Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde que 
não tenham casado no regime da comunhão universal de bens, ou no da separação obrigatória.
b) Certa. Art. 978:
Art. 978. O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o 
regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real.
c) Errada. Art. 1.027:
Art. 1.027. Os herdeiros do cônjuge de sócio, ou o cônjuge do que se separou judicialmente, 
não podem exigir desde logo a parte que lhes couber na quota social, mas concorrer à divisão 
periódica dos lucros, até que se liquide a sociedade.
d) Errada. Artigos 1.647, inciso III e 1.648:
Art. 1.647. Ressalvado o disposto no art. 1.648, nenhum dos cônjuges pode, sem autorização 
do outro, exceto no regime da separação absoluta:
(...)
III – prestar fiança ou aval;
(...)
Art. 1.648. Cabe ao juiz, nos casos do artigo antecedente, suprir a outorga, quando um dos 
cônjuges a denegue sem motivo justo, ou lhe seja impossível concedê-la.
Letra b.
012. 012. (EXAME DE ORDEM – SC 1/2007/ND) Assinale a alternativa correta:
a) A sentença que decretar ou homologar a separação judicial do empresário e ato de 
reconciliação podem ser opostos a terceiros antes de arquivados e averbados no registro 
público de empresas mercantis.
b) Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade entre si ou com terceiros, desde que não 
tenham casado no regime da comunhão parcial de bens ou no da separação obrigatória.
c) O empresário casado não pode, sem outorga conjugal, salvo no regime de separação 
absoluta, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa, ou gravá-los de ônus real.
d) Os pactos e declarações antenupciais do empresário serão arquivados e averbados no 
registro público de empresas mercantis.
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a) Errada. Art. 980 do CC/2002:
Art. 980. A sentença que decretar ou homologar a separação judicial do empresário e o ato de 
reconciliação não podem ser opostos a terceiros, antes de arquivados e averbados no Registro 
Público de Empresas Mercantis.
b) Errada. Art. 977:
Art. 977. Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde que 
não tenham casado no regime da comunhão universal de bens, ou no da separação obrigatória.
c) Errada. Art. 978:
Art. 978. O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja 
o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de 
ônus real.
d) Certa. Art. 979:
Art. 979. Além de no Registro Civil, serão arquivados e averbados, no Registro Público de Empresas 
Mercantis, os pactos e declarações antenupciais do empresário, o título de doação, herança, ou 
legado, de bens clausulados de incomunicabilidade ou inalienabilidade.
Letra d.
013. 013. (EXAME DE ORDEM 1/2006/CESPE) Dispõe o art. 972 do Código Civil, que podem exercer 
a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade civil e não forem 
legalmente impedidos. Assinale a opção correta, quanto à disciplina dos requisitos para o 
exercício da atividade empresarial.
a) O menor, com dezesseis anos completos, somente poderá exercer atividade empresarial 
após a emancipação, sendo imprescindível a homologação desta por sentença.
b) Os atos praticados por empresário falido impedido de exercer atividade empresarial 
terão plena validade em relação a terceiros de boa-fé.
c) A atividade econômica de exploração de recursos minerais pode ser levada a efeito por 
empresas nacionais ou estrangeiras, desde que haja prévia autorização ou concessão da União.
d) Ao servidor público federal é vedada a condição de acionista ou cotista de sociedade 
empresária.
a) Errada. Art. 974 do CC/2002:
Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou devidamente assistido, continuar a 
empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança.
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b) Certa. Art. 973 do CC/2002:
Art. 973. A pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria de empresário, se a exercer, 
responderá pelas obrigações contraídas.
c) Errada. Art. 176, caput e § 1º, da CF/1988:
Art. 176. As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais de energia hidráulica 
constituem propriedade distinta da do solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, e 
pertencem à União, garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra.
§ 1º A pesquisa e a lavra de recursos minerais e o aproveitamento dos potenciais a que se refere 
o caput deste artigo somente poderão ser efetuados mediante autorização ou concessão da 
União, no interesse nacional, por brasileiros ou empresa constituída sob as leis brasileiras e 
que tenha sua sede e administração no País, na forma da lei, que estabelecerá as condições 
específicas quando essas atividades se desenvolverem em faixa de fronteira ou terras indígenas.
d) Errada. Art.Anote:
Empresa
Atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de 
bens ou de serviços.
Empresário É a pessoa física ou jurídica que exerce a empresa.
Aqui, você poderia me perguntar: professor, qualquer pessoa, física ou jurídica, pode 
ser mesmo empresário?
Sim, isso mesmo. O empresário pode ser um empresário individual (pessoa física que 
exerce profissionalmente atividade econômica organizada) ou uma sociedade empresária 
(pessoa jurídica constituída sob a forma de sociedade, cujo objeto social é a exploração 
de uma atividade econômica organizada).
Quando se está diante de uma sociedade empresária, é importante atentar para o fato de 
que os seus sócios não são empresários: o empresário, nesse caso, é a própria sociedade, 
ente ao qual o ordenamento jurídico confere personalidade e, consequentemente, capacidade 
para adquirir direitos e contrair obrigações.
Sistematizando:
Empresário 
(gênero)
Empresário 
individual 
(pessoa física)
Sociedade 
empresária
(pessoa jurídica)
Espécies:
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1 .1 . O EmprEsÁriO iNDiViDUal1 .1 . O EmprEsÁriO iNDiViDUal
O empresário individual é, pois, a figura mais trivial do Direito Empresarial brasileiro. Em 
linhas gerais, trata-se da pessoa física que exerce, em nome próprio e em caráter individual, 
alguma atividade econômica de forma organizada, isto é, com profissionalismo, seja para 
a produção e circulação de bens, seja para a prestação de serviços.
Não obstante a noção anterior, cabe considerar que, na prática, observamos, em muitos 
casos, empresários individuais com registros junto ao Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas 
(CNPJ), fato que torna possível determinadas vantagens tributárias, mas que não confere 
a esses a personalidade jurídica autônoma de uma pessoa jurídica de direito privado.
Sob outro aspecto, cumpre registrar que, por exercerem a atividade empresarial em nome 
próprio, isto é, à sua conta e ao seu risco, a responsabilidade assumida pelos empresários 
individuais é direta e ilimitada.
Nesse sentido, respondem pelas obrigações contraídas no exercício da empresa com a 
totalidade de seu próprio patrimônio, ainda que se admita que eventuais execuções judiciais 
recaiam, em um primeiro momento, sobre os bens que sejam diretamente vinculados à 
exploração da atividade econômica1.
Tal fato, em regra, não é visto no caso das sociedades empresárias, as quais, uma vez 
constituídas de acordo com o Direito, adquirem personalidade jurídica própria para, dentre 
outras prerrogativas, figurar como sujeitos ativos de relações jurídicas, assumindo tanto 
os direitos quanto as obrigações daí decorrentes.
Aqui, a responsabilidade dos sócios é tida por indireta, limitada e subsidiária. Desse 
modo, “os bens particulares dos sócios não podem ser executados por dívidas da sociedade, 
senão depois de executados os bens sociais” (vide o artigo 1.024 do CC/2002).
Dizemos “em regra”, porém, apenas para evidenciar que, em determinados casos, 
também previstos em lei, ainda assim será admitida a responsabilização direta dos sócios 
das sociedades empresárias ou a desconsideração da personalidade jurídica destas, 
conforme preceitua, por exemplo, o caput do artigo 50 do CC/2002, no sentido do qual:
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. (Redação dada pela Lei n. 
13.874, de 2019)
1 Nesse sentido, é o Enunciado n. 5 da I Jornada de Direito Comercial do CJF: “Quanto às obrigações decorrentes de sua 
atividade, o empresário individual tipificado no art. 966 do Código Civil responderá primeiramente com os bens vincu-
lados à exploração de sua atividade econômica, nos termos do art. 1.024 do Código Civil.”
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Contudo, considerando que tal assunto será mais bem abordado em momento oportuno 
(ainda na presente aula), por ora, sigamos em frente com a nossa análise acerca da figura 
do empresário individual.
Para sua prova, portanto, memorize o seguinte:
REGIME JURÍDICO RESPONSABILIZATÓRIO
EMPRESÁRIOS INDIVIDUAIS SOCIEDADES EMPRESÁRIAS
Pessoas naturais Pessoas jurídicas
Unidade Patrimonial (o patrimônio pessoal do 
empresário confunde-se com o empresarial)
Autonomia Patrimonial (o patrimônio da empresa 
não se confunde com o dos seus titulares ou 
sócios)
Responsabilidade direta e ilimitada Responsabilidade indireta, limitada e subsidiária
1 .1 .1 . E Os prOFissiONais iNtElECtUais? tamBÉm sÃO CONsiDEraDOs EmprEsÁriOs?
De forma clara e direta, o parágrafo único do artigo 966 do CC/2002 nos ensina que:
Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza 
científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o 
exercício da profissão constituir elemento de empresa.
Mas o que vem a ser uma profissão de natureza intelectual? Por outro lado, que tipo de Mas o que vem a ser uma profissão de natureza intelectual? Por outro lado, que tipo de 
exercício profissional, ainda que intelectual, pode ser compreendido como elemento exercício profissional, ainda que intelectual, pode ser compreendido como elemento 
constitutivo da empresa?constitutivo da empresa?
Sobre o tema, impende primeiramente detalhar cada uma dessas exceções legais ao 
regime empresarial, isto é, dessas profissões de natureza eminentemente intelectual (ou, 
como muitos preferem, liberal):
PROFISSÕES INTELECTUAIS (NÃO empresárias)
Científica
É o caso do médico (ciências médicas), do contador (ciências contábeis), do 
arquiteto, do engenheiro, do advogado, dentre outras tantas profissões.
Literária
É, em suma, o escritor. O jornalista, por sua vez, também desempenha 
produção intelectual literária em determinados casos (vide os blogs, 
colunas e matérias próprias).
Artística
É o desenhista, o artista plástico, o cantor, o ator, o cineasta, o dançarino, 
dentre outros.
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Nesse contexto, um bom exemplo para termos a exata noção daqueles que não são 
considerados empresários é o de uma clínica veterinária formada por dois veterinários que, 
juntos, objetivam formar uma “sociedade de veterinários”.
Com efeito, não é pelo simples fato de os veterinários, atuando em conjunto, constituírem 
sociedade que torna a clínica uma atividade empresária, pois se trata, a priori, de uma 
profissão de natureza científica (intelectual).
No entanto, ao confrontarmos a situação descrita com a redação do já apresentado 
parágrafo único do artigo 966 do CC/2002, chegamos à conclusão de que a exceção ao 
regime empresarial177, inciso X, da Lei n. 8.112/1990:
Art. 117. Ao servidor é proibido:
(...)
X – participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não 
personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário;
Letra b.
014. 014. (FGV/2023/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXXVII/PRIMEIRA FASE) A empresária individual 
Marília da Rocha, inscrita há mais de dez anos na Junta Comercial do Estado de São Paulo, 
sempre exerceu empresa sem designação de prepostos. Todavia, em razão do aumento 
de trabalho e necessidades de múltiplas viagens, tornou-se necessário nomear Jandira 
Franco como gerente na sede de sua empresa. Antes de efetuar a nomeação, Marília da 
Rocha consulta seu advogado para que este lhe esclareça sobre as prerrogativas do gerente 
e sua atuação como preposto.
Assinale a opção que está de acordo com a disposição legal e pode ser dada como orientação 
a Marília da Rocha.
a) O gerente não está autorizado a praticar os atos necessários ao exercício dos poderes 
que lhe foram outorgados, pois tais atos sempre exigem poderes especiais.
b) Se o empresário nomear dois ou mais gerentes, na falta de estipulação diversa, os poderes 
conferidos a eles presumem-se para atuação individual, sem solidariedade.
c) O gerente nunca poderá estar em juízo em nome do preponente pelas obrigações resultantes 
do exercício da sua função porque tal prerrogativa é exclusiva do administrador.
d) A alteração ou revogação do mandato conferido pelo empresário ao gerente, para ser 
oposta a terceiros, deve ser arquivada e averbada no Registro Público de Empresas Mercantis.
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A questão tem por objeto tratar da figura do preposto. O preposto não pode, sem 
autorização escrita, fazer-se substituir no desempenho da preposição, sob pena de responder 
pessoalmente pelos atos do substituto e pelas obrigações por ele contraídas.
Dispõe o art. 1.170, CC, que o preposto, salvo autorização expressa, não pode negociar 
por conta própria ou de terceiro, nem participar, embora indiretamente, de operação do 
mesmo gênero da que lhe foi cometida, sob pena de responder por perdas e danos e de 
serem retidos pelo preponente os lucros da operação.
a) Errada. Nos termos do art. 1.173, CC, quando a lei não exigir poderes especiais, considera-
se o gerente autorizado a praticar todos os atos necessários ao exercício dos poderes que 
lhe foram outorgados.
b) Errada. Nos termos do art. 1.173. parágrafo único, CC, na falta de estipulação diversa, 
consideram-se solidários os poderes conferidos a dois ou mais gerentes.
c) Errada. Neste sentido, dispõe o art. 1.176, CC, que o gerente pode estar em juízo em 
nome do preponente, pelas obrigações resultantes do exercício da sua função.
d) Certa. Nesse sentido dispõe o art. 1.174, CC, que as limitações contidas na outorga 
de poderes, para serem opostas a terceiros, dependem do arquivamento e averbação do 
instrumento no Registro Público de Empresas Mercantis, salvo se provado serem conhecidas 
da pessoa que tratou com o gerente.
Para o mesmo efeito e com idêntica ressalva, deve a modificação ou revogação do mandato 
ser arquivada e averbada no Registro Público de Empresas Mercantis (art. 1.174, § único, CC).
Letra d.
015. 015. (FGV/2022/EXAME DA ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE) A fisioterapeuta Alhandra 
Mogeiro tem um consultório em que realiza seus atendimentos mas atende, também, em 
domicílio. Doutora Alhandra não conta com auxiliares ou colaboradores, mas tem uma página 
na Internet exclusivamente para marcação de consultas e comunicação com seus clientes.
Com base nessas informações, assinale a afirmativa correta.
a) Não se trata de empresária individual em razão do exercício de profissão intelectual de 
natureza científica, haja ou não a atuação de colaboradores.
b) Trata-se de empresária individual em razão do exercício de profissão liberal e prestação 
de serviços com finalidade lucrativa.
c) Não se trata de empresária individual em razão de o exercício de profissão intelectual 
só configurar empresa com o concurso de colaboradores.
d) Trata-se de empresária individual em razão do exercício de profissão intelectual com 
emprego de elemento de empresa pela manutenção da página na Internet.
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O Empresário 
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O empresário individual, em linhas gerais, pode ser definido como a pessoa física que 
exerce, em nome próprio e em caráter individual, alguma atividade econômica de forma 
organizada, isto é, com a presença dos chamados fatores de produção (capital, mão de 
obra, insumos e tecnologia), seja para a produção e circulação de bens, seja para a prestação 
de serviços. Por exercerem a atividade empresarial em nome próprio, isto é, à sua conta e 
risco, sua responsabilidade é de natureza direta e ilimitada.
Segundo o art. 966, caput do CC/02: “Considera-se empresário quem exerce profissionalmente 
atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.” 
Por seu turno, temos no parágrafo único do dispositivo legal em comento que:
Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, 
literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício 
da profissão constituir elemento de empresa.
Assim, a pessoa que exerce profissão intelectual de natureza científica, a exemplo da 
fisioterapeuta Alhandra, ainda que em concurso com auxiliares ou colaboradores e com 
fins lucrativos, somente poderá ser considerada empresária se o exercício da profissão 
constituir elemento de empresa. É dizer, os profissionais intelectuais não serão considerados 
empresários, exceto quando a atividade prestada deixar de ser o fator principal, sendo 
absorvida pelos fatores de produção (organização empresarial).
Prevalece que a expressão elemento de empresa
demanda interpretação econômica, devendo ser analisada sob a égide da absorção da atividade 
intelectual, de natureza científica, literária ou artística, como um dos fatores da organização 
empresarial.(Enunciado 195 da III Jornada de Direito Civil do CJF, grifamos)
Correta, portanto, a letra a! A fisioterapeuta Alhandra Mogeiro não se trata de empresária 
individual em razão do exercício de profissão intelectual de natureza científica, haja 
ou não a atuação de colaboradores.
Letra a.
016. 016. (FGV/2019/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XXIX/PRIMEIRA FASE) Luzia Betim pretende 
iniciar uma sociedade empresária em nome próprio. Para tanto, procura assessoria jurídica 
quanto à necessidade de inscrição no Registro Empresarial para regularidade de exercício 
da empresa.
Na condição de consultor(a), você responderá que a inscrição do empresário individual é
a) dispensada até o primeiro ano de início da atividade, sendo obrigatória a partir de então.
b) obrigatória antes do início da atividade.
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c) dispensada, caso haja opçãopelo enquadramento como microempreendedor individual.
d) obrigatória, se não houver enquadramento como microempresa ou empresa de pequeno 
porte.
Para corretamente responder a questão, era suficiente conhecer o teor do art. 967 do 
CC/02, segundo o qual:
Art. 967. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da 
respectiva sede, antes do início de sua atividade.
Letra b.
017. 017. (FGV/2022/TRT/16ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO) Paulo Ramos explora, em caráter 
permanente e profissional, empresa rural voltada para o beneficiamento da carnaúba.
Considerando-se a condição de empresário rural de Paulo Ramos, é correto afirmar, quanto 
ao registro na Junta Comercial, que o empresário rural
a) está obrigado à inscrição na Junta Comercial, e, caso não o faça, será considerado para 
todos os fins de direito como empresário irregular.
b) não está obrigado à inscrição na Junta Comercial, pois o dever de inscrição só se aplica 
à sociedade empresária rural.
c) apenas está obrigado à inscrição na Junta Comercial caso seja enquadrado como 
microempresa ou empresa de pequeno porte.
d) não está obrigado à inscrição na Junta Comercial, mas se vier a fazê-lo, ficará equiparado 
ao empresário registrado para todos os fins de direito.
e) está obrigado à inscrição na Junta Comercial, mas a ele é defeso pleitear enquadramento 
como microempresário ou empresário de pequeno porte.
O empresário rural não está obrigado à inscrição na Junta Comercial, mas, se vier a fazê-
lo, ficará equiparado ao empresário registrado para todos os fins de direito.
É o que estabelece o art. 971, caput, CC:
Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, pode, observadas 
as formalidades de que tratam o art. 968 e seus parágrafos, requerer inscrição no Registro 
Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de inscrito, ficará 
equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput deste artigo à associação que desenvolva atividade 
futebolística em caráter habitual e profissional, caso em que, com a inscrição, será considerada 
empresária, para todos os efeitos.
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No mesmo sentido, as sociedades empresárias rural, conforme o art. 984, caput, do CC:
Art. 984. A sociedade que tenha por objeto o exercício de atividade própria de empresário rural 
e seja constituída, ou transformada, de acordo com um dos tipos de sociedade empresária, 
pode, com as formalidades do art. 968, requerer inscrição no Registro Público de Empresas 
Mercantis da sua sede, caso em que, depois de inscrita, ficará equiparada, para todos os 
efeitos, à sociedade empresária.
Parágrafo único. Embora já constituída a sociedade segundo um daqueles tipos, o pedido de 
inscrição se subordinará, no que for aplicável, às normas que regem a transformação.
Letra d.
018. 018. (FGV/2021/TJ/SC/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/REMOÇÃO) A 
despeito de o direito brasileiro exigir o pleno gozo da capacidade civil para o exercício de 
empresa, há regra diversa para a participação de incapazes, que podem integrar a sociedade 
empresária, desde que:
a) se trate de sociedade por ações, o capital social esteja totalmente integralizado e o 
incapaz tenha somente ações sem direito a voto;
b) o sócio incapaz não exerça a administração da sociedade, tenha apenas quotas ou ações 
sem direito a voto e haja prévia autorização judicial;
c) haja prévia autorização judicial e o sócio relativamente incapaz esteja assistido e o 
absolutamente incapaz esteja representado por seus representantes legais;
d) se trate de sociedade do tipo limitada e o sócio relativamente incapaz esteja assistido 
e o absolutamente incapaz esteja representado por seus representantes legais;
e) o sócio incapaz não exerça a administração da sociedade, o capital social esteja totalmente 
integralizado, o sócio relativamente incapaz esteja assistido e o absolutamente incapaz 
esteja representado por seus representantes legais.
O art. 974, § 3º, do Código Civil, define que a sociedade empresária poderá abarcar em seu 
quadro sócio incapaz desde que:
I – o sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade;
II – o capital social deve ser totalmente integralizado;
III – o sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o absolutamente incapaz deve ser 
representado por seus representantes legais.
Destarte, correta a letra e! Os incapazes podem integrar a sociedade empresária, desde que 
o sócio incapaz não exerça a administração da sociedade, o capital social esteja totalmente 
integralizado, o sócio relativamente incapaz esteja assistido e o absolutamente incapaz 
esteja representado por seus representantes legais.
Letra e.
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019. 019. (FGV/2022/TJ/AP/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) No Livro II da Parte Especial do Código 
Civil estão dispostas regras quanto à caracterização e à capacidade do empresário individual. 
Com base nas prescrições legais, analise as afirmativas a seguir.
I – Nos casos em que a lei autoriza o prosseguimento da empresa por incapaz, ainda que 
seu representante ou assistente seja pessoa que possa exercer atividade de empresário, o 
juiz poderá nomear um ou mais gerentes, se entender ser conveniente.
II – Considera-se empresário a pessoa natural, com firma inscrita na Junta Comercial, que 
exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação 
de bens ou de serviços.
III – Caso um servidor militar da ativa exerça atividade própria de empresário, todos os 
atos relacionados à empresa serão declarados nulos pelo juiz, porém ele responderá pelas 
obrigações contraídas até dois anos seguintes da data de sua prática.
Entre as alternativas de resposta apresentadas, está(ão) correta(s) somente:
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) II e III
I – Certa. É o que destaca o § 1º do art. 975 do CC/02:
Art. 975. Se o representante ou assistente do incapaz for pessoa que, por disposição de lei, não 
puder exercer atividade de empresário, nomeará, com a aprovação do juiz, um ou mais gerentes.
§ 1º Do mesmo modo será nomeado gerente em todos os casos em que o juiz entender ser 
conveniente.
II – Errada. Segundo o art. 966 do CC/02, “considera-se empresário quem exerce 
profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de 
bens ou de serviços.”
Observe que o registro, em que pese essencial para conferir regularidade a atividade 
empresarial, não é requisito indispensável para a caracterização do empresário.
Com efeito, a despeito de o artigo 967 determinar que a inscrição do empresário deve ocorrer 
antes do início das suas atividades, caso isso não ocorra, estaremos diante de um caso de 
mero exercício irregular da empresa. Pelo que se afirma que a inscrição do empresário no 
Registro Público de Empresas Mercantis, gerenciado pela Junta Comercial competente, 
possui natureza jurídica declaratória, não constitutiva.
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Assim,
JURISPRUDÊNCIA
a inscrição do empresário na Junta Comercial não é requisito para a sua caracterização, 
admitindo-se o exercício da empresa sem tal providência. O empresário irregular reúne os 
requisitos do art. 966, sujeitando-se às normas do Código Civil e da legislação comercial, 
salvo naquilo em que forem incompatíveis com a sua condição ou diante de expressa 
disposição em contrário (Enunciado 198 da III Jornada de Direito Civil do CJF, grifamos).
III – Errada. Muito embora os militares da ativa sejam legalmente impedidos de atuarem 
como empresários individuais, caso venham a exercer atividade própria de empresário, os 
atos relacionados à empresa serão considerados válidos, respondendo o militar por todas 
as obrigações contraídas, na forma do art. 973 do CC/02; in verbis:
Art. 973. A pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria de empresário, se a exercer, 
responderá pelas obrigações contraídas.
Letra a.
020. 020. (FGV/2022/TJ/MG/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) João, brasileiro, casado sob o regime 
de comunhão universal de bens com Maria, residente e domiciliado em Minas Gerais, pretende 
constituir sociedade empresária com Carlos, brasileiro, solteiro, nascido em 2007, residente 
e domiciliado em São Paulo, para a consecução de compra e venda de produtos alimentícios.
Com relação à hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.
a) João não pode ser sócio de Carlos, por ser casado sob o regime de comunhão universal 
de bens com Maria, o que, nos moldes legais o impede de exercer a atividade empresarial.
b) Carlos, por ser absolutamente incapaz, não poderá exercer a administração da sociedade, 
porém poderá dela fazer parte desde que seja devidamente representado e o capital social 
esteja totalmente subscrito e integralizado.
c) Se o representante ou assistente de Carlos for pessoa que, por disposição de lei, não 
puder exercer atividade de empresário, ele não poderá ser sócio da sociedade.
d) João, no exercício da atividade empresarial, não poderá gravar de ônus reais os imóveis 
que integrem o patrimônio da empresa sem a outorga conjugal de Maria.
a) Errada. João poderia, sim, firmar sociedade com Carlos. O artigo 977 do Código Civil 
proíbe que os cônjuges, quando casados sob o regime de comunhão universal de bens ou 
separação obrigatória, estabeleçam sociedade entre si ou com terceiros. No entanto, não 
há impedimento para que um dos cônjuges ou o outro forme uma sociedade com terceiros.
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Nos termos do art. 977 do CC:
Art. 977. Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde que 
não tenham casado no regime da comunhão universal de bens, ou no da separação obrigatória.
b) Certa. Está de acordo com o art. 974, § 3º, do CC:
Art. 974. [...]
§ 3º O Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais deverá registrar 
contratos ou alterações contratuais de sociedade que envolva sócio incapaz, desde que atendidos, 
de forma conjunta, os seguintes pressupostos:
I – o sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade;
II – o capital social deve ser totalmente integralizado;
III – o sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o absolutamente incapaz deve ser 
representado por seus representantes legais.
c) Errada. Se o representante ou assistente de Carlos for pessoa que, por disposição de 
lei, não puder exercer atividade de empresário, nomeará, com a aprovação do juiz, um 
ou mais gerentes.
É o que aponta o art. 975 do CC:
Art. 975. Se o representante ou assistente do incapaz for pessoa que, por disposição de lei, não 
puder exercer atividade de empresário, nomeará, com a aprovação do juiz, um ou mais gerentes.
d) Errada. João, no exercício da atividade empresarial, poderá gravar de ônus reais os 
imóveis que integrem o patrimônio da empresa sem a outorga conjugal de Maria, consoante 
autoriza o art. 978 do CC:
Art. 978. O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja 
o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de 
ônus real.
Letra b.
021. 021. (FGV/2014/PREFEITURA DE RECIFE/PE/AUDITOR DO TESOURO MUNICIPAL) Paulo Afonso, 
casado no regime de comunhão parcial com Jacobina, é empresário enquadrado como 
microempreendedor individual (MEI). O varão pretende gravar com hipoteca o imóvel onde 
está situado seu estabelecimento, que serve exclusivamente aos fins da empresa.
De acordo com o Código Civil, assinale a opção correta.
a) O empresário casado não pode, sem a outorga conjugal, gravar com hipoteca os imóveis 
que integram o seu estabelecimento, salvo no regime da separação de bens.
b) O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o 
regime de bens, gravar com hipoteca os imóveis que integram o seu estabelecimento.
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c) O empresário casado, qualquer que seja o regime de bens, depende de outorga conjugal 
para gravar com hipoteca os imóveis que integram o seu estabelecimento.
d) O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, gravar com hipoteca 
os imóveis que integram o seu estabelecimento, salvo no regime da comunhão universal.
e) O empresário casado pode, mediante autorização judicial, gravar com hipoteca os imóveis 
que integram o estabelecimento.
Correta a letra b, nos termos do art. 978 do CC:
Art. 978. O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja 
o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de 
ônus real.
Letra b.
022. 022. (TRT/13ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO/FGV/2022) Analise as seguintes afirmativas 
sobre o registro do empresário.
I – O registro de empresário deve ser feito, antes do início de sua atividade, na Delegacia 
local do Departamento de Registro Empresarial e Integração.
II – Ao empresário registrado é dispensável a inscrição de filial, sucursal ou agência situada 
em lugar sujeito à jurisdição de outro Registro Público de Empresas Mercantis.
III – Caso venha a admitir sócio(s), o empresário poderá solicitar ao Registro Público de 
Empresas Mercantis a transformação de seu registro de empresário para o de sociedade 
empresária, independentemente de dissolução da empresa.
Está correto o que se afirma em
a) I, II e III
b) I, apenas
c) III, apenas
d) I e II, apenas
e) II e III, apenas
I – Errada. O registro de empresário deve ser feito no Registro Público de Empresas Mercantis 
da respectiva sede, conforme o art. 967 do CC:
Art. 967. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da 
respectiva sede, antes do início de sua atividade.
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II – Errada. Nos termos do art. 969 do CC:
Art.969. O empresário que instituir sucursal, filial ou agência, em lugar sujeito à jurisdição de 
outro Registro Público de Empresas Mercantis, neste deverá também inscrevê-la, com a prova 
da inscrição originária.
Parágrafo único. Em qualquer caso, a constituição do estabelecimento secundário deverá ser 
averbada no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede.
III – Certa. Está de acordo com o 968, §3º, do CC:
Art. 968. A inscrição do empresário far-se-á mediante requerimento que contenha:
[...]
§ 3º Caso venha a admitir sócios, o empresário individual poderá solicitar ao Registro Público de 
Empresas Mercantis a transformação de seu registro de empresário para registro de sociedade 
empresária, observado, no que couber, o disposto nos arts. 1.113 a 1.115 deste Código.
Letra c.
023. 023. (FVG/2024/ENAM/1º EXAME NACIONAL DA MAGISTRATURA) Helena, em 5 de março de 
2024, completou 16 anos e foi emancipada. Agora, almeja ter sua própria fonte de renda, 
ingressando no ramo de venda de eletrônicos.
Nesse cenário, acerca da capacidade de Helena para exercer a atividade empresária, assinale 
a afirmativa correta.
a) Helena poderá exercer a atividade empresária, pois está em pleno gozo da capacidade civil.
b) Helena não poderá exercer atividade empresária, porque sua idade não permite o exercício 
de administração da empresa.
c) Helena não poderá exercer atividade empresária, considerando que é menor de idade e 
não está em pleno gozo da capacidade civil.
d) Helena poderá exercer a atividade empresária, desde que autorizada de forma específica 
pelos seus responsáveis legais.
e) Helena não poderá exercer atividade empresária de forma independente, mas poderá 
exercê-la, desde que devidamente assistida por seus representantes legais.
A emancipação do menor de 18 anos possibilita a capacidade civil plena para ele.
Destarte, por ser emancipada, Helena poderá exercer a atividade empresária, pois está 
em pleno gozo da capacidade civil.
De acordo com o art. 5º, parágrafo único do CC:
Art. 5º A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática 
de todos os atos da vida civil.
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Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:
I – pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, 
independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor 
tiver dezesseis anos completos;
II – pelo casamento;
III – pelo exercício de emprego público efetivo;
IV – pela colação de grau em curso de ensino superior;
V – pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, 
em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.
Por seu turno, no art. 972, do CC, há a disciplina da capacidade para o exercício de empresa, 
nos seguintes termos: “podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em 
pleno gozo da capacidade civil e não forem legalmente impedidos.”
Logo, por gozar de plena capacidade civil após ser emancipada, ainda que menor de 18 
anos, Helena poderá exercer a atividade empresária.
Não tem capacidade para exercer empresa, portanto, os menores de 18 anos não emancipados.
Letra a.
024. 024. (PREFEITURA DE FORTALEZA-CE/2023/CEBRASPE/ANALISTA FAZENDÁRIO MUNICIPAL) 
Com base nas disposições do Livro II do Código Civil, julgue o item a seguir, relativo ao direito 
empresarial.
Segundo a redação do Código Civil, o empresário casado em regime de comunhão universal 
de bens pode gravar de ônus real os imóveis que integrem o patrimônio da empresa, 
independentemente de outorga conjugal.
Sim, de acordo com o art. 978 do CC, o empresário casado, seja qual for o regime de bens, pode 
gravar de ônus real os imóveis que integrem o patrimônio da empresa, independentemente 
de outorga conjugal.
Vejamos:
Art. 978. O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que 
seja o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los 
de ônus real.
Certo.
025. 025. (PC/SE/DELEGADO DE POLÍCIA/CEBRASPE/2018) A respeito das condições para o 
exercício de atividade comercial, julgue o item subsequente.
O incapaz é impedido de iniciar atividade empresarial individual, mas poderá, excepcionalmente, 
ser autorizado a dar continuidade a atividade empresária preexistente.
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De fato, para iniciar a atividade empresarial individual, isto é, para ser empresário individual, 
exige-se plena capacidade civil.
Nesse contexto, o art. 972 do CC/2002 dispõe que:
Art. 972. Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade 
civil e não forem legalmente impedidos.
Excepcionalmente, porém, o artigo 974 do CC/2002 traz duas situações que admitem ao 
incapaz dar continuidade a atividade empresarial já existente. Isso ocorrerá:
• a título de sucessão causa mortis, quando a titularidade da atividade empresarial 
será exercida pelo incapaz em decorrência do falecimento da pessoa capaz que estava 
à frente da empresa até então;
• quando a incapacidade for superveniente ao início do exercício da empresa.
Certo.
026. 026. (TJ/CE/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTRO/PROVIMENTO/IESES/2018/
ADAPTADA) O incapaz, desde que devidamente assistido ou representado, poderá dar 
continuidade a empresa antes exercida por seu pai, independentemente de autorização judicial.
A continuação da empresa no caso narrado dependerá de autorização judicial, consoante 
o art. 974, § 1º, do CC.
Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou devidamente assistido, continuar a 
empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança.
§ 1º Nos casos deste artigo, precederá autorização judicial, após exame das circunstâncias e 
dos riscos da empresa, bem como da conveniência em continuá-la, podendo a autorização ser 
revogada pelo juiz, ouvidos os pais, tutores ou representantes legais do menor ou do interdito, 
sem prejuízo dos direitos adquiridos por terceiros.
Errado.
027. 027. (TJ/CE/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTRO/PROVIMENTO/IESES/2018/
ADAPTADA) Não poderão contratar sociedade, entre si ou com terceiros, os cônjuges casados 
no regime de comunhão parcial de bens ou no de separação obrigatória.
Não poderão contratar sociedade, entre si ou com terceiros, os cônjuges casados no regime 
de comunhão universal de bens ou no de separação obrigatória.
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Nesse sentido, art. 977 do CC:
Art. 977. Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde que não 
tenham casado no regime da comunhão universal de bens, ou no da separação obrigatória.
Errado.
028. 028. (TJ/MG/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/PROVIMENTO/
CONSULPLAN/2019) Segundo o art. 966 do Código Civil, considera-se empresário quemexerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação 
de bens ou de serviços. À luz do Código Civil, a respeito da atividade de empresário, analise 
as afirmativas a seguir.
I – Antes do início de sua atividade, é obrigatória a inscrição do empresário no Registro 
Público de Empresas Mercantis da respectiva sede.
II – Desde que esteja devidamente representado ou assistido, a incapacidade superveniente 
não impede o empresário de dar continuidade à empresa.
III – A outorga conjugal não é condição para que o empresário casado possa alienar imóveis 
que integram o patrimônio da empresa.
IV – A sentença que decreta ou homologa a separação judicial do empresário não pode ser 
oposta a terceiros antes de arquivada e averbada no Registro Público de Empresas Mercantis.
Está correto o que se afirma em
a) I, II, III e IV
b) I e II, apenas
c) III e IV, apenas
d) I, II e IV, apenas
I – Certa. Essa é uma imposição feita pelo art. 967 do CC:
Art. 967. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da 
respectiva sede, antes do início de sua atividade.
II – Certa. O incapaz, representado ou assistido, pode dar continuidade à atividade empresarial 
por ele antes exercida, a teor do caput do art. 974 do CC:
Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou devidamente assistido, continuar a 
empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança.
III – Certa. A alienação de imóveis que integrem o patrimônio da empresa dispensa outorga 
conjugal, segundo reza o art. 978 do CC:
Art. 978. O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o 
regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real.
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IV – Certa. É esse o teor do art. 980 do CC:
Art. 980. A sentença que decretar ou homologar a separação judicial do empresário e o ato de 
reconciliação não podem ser opostos a terceiros, antes de arquivados e averbados no Registro 
Público de Empresas Mercantis.
Letra a.
029. 029. (PREFEITURA DE NORTELÂNDIA/MT/ADVOGADO/MÉTODO SOLUÇÕES EDUCACIONAIS/2019) 
Assinale a alternativa incorreta.
a) O empresário individual não tem personalidade jurídica, não há separação patrimonial, 
isso significa que ele é titular de um único patrimônio, o qual envolve os bens pessoais e 
também os bens empresariais.
b) Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade 
civil e não forem legalmente impedidos.
c) O empresário casado pode, desde que com outorga conjugal, qualquer que seja o regime 
de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real.
d) O empresário que instituir sucursal, filial ou agência, em lugar sujeito à jurisdição de 
outro Registro Público de Empresas Mercantis, neste deverá também inscrevê-la, com a 
prova da inscrição originária.
a) Certa. O empresário individual é a pessoa física que exerce, em caráter individual e em 
nome próprio, isto é, à sua conta e risco, alguma atividade econômica de forma organizada, 
seja para a produção e circulação de bens, seja para a prestação de serviços.
b) Certa. É o que aponta o art. 972 do CC/02: “Podem exercer a atividade de empresário 
os que estiverem em pleno gozo da capacidade civil e não forem legalmente impedidos.”
c) Errada. O Código Civil dispõe, em seu art. 978, que: “O empresário casado pode, sem 
necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o regime de bens, alienar os imóveis 
que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real.”
d) Certa. Está de acordo com o art. 969 do CC/02, que assim define: “O empresário que 
instituir sucursal, filial ou agência, em lugar sujeito à jurisdição de outro Registro Público de 
Empresas Mercantis, neste deverá também inscrevê-la, com a prova da inscrição originária.”
Letra c.
030. 030. (PREFEITURA DE CABO DE SANTO AGOSTINHO/PE/PROCURADOR MUNICIPAL/IBFC/2019) 
Sobre a teoria da empresa, os requisitos para ser empresário e os conceitos do Código Civil, 
analise as afirmativas abaixo.
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I – Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada 
para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.
II – O incapaz não pode ser empresário e nem poderá continuar a empresa antes exercida 
por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança, caso esteja representado 
ou assistido.
III – Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade 
civil e não forem legalmente impedidos.
a) As afirmativas I, II e III estão corretas
b) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
d) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
I – Certa. Trata-se da previsão constante no art. 966, caput, do CC/02: “Considera-se 
empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção 
ou a circulação de bens ou de serviços.”
II – Errada. O incapaz poderá continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz, 
por seus pais ou pelo autor de herança, caso esteja representado ou assistido, na forma 
do art. 974, caput, do CC/02:
Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou devidamente assistido, continuar a 
empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança.
III – Certa. É o que determina o art. 972 do CC/02:
Art. 972. Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade 
civil e não forem legalmente impedidos.
Letra d.
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REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
GARRIGUES, Joaquin. Curso de Derecho Mercantil. 7ª. Ed. Bogotá: Temis, 1987, v. 01;
BORGES, João Eunápio. Curso de Direito Comercial Terrestre. Rio de Janeiro: Forense, 
1959, v. 01;
ABREU, Jorge Manuel Coutinho de. Curso de Direito Comercial. Coimbra: Almedina, 1999, v. 
01;
FRANCO, Vera Helena de Mello. Manual de direito comercial. São Paulo: RT, 2001, v. 01;
ROCCO, Alfredo. Princípios de Direito Comercial. Tradução de Ricardo Rodrigues Gama. 
Campinas: LZN, 2003;
Ramos, André Luiz Santa Cruz; Direito empresarial / André Luiz Santa Cruz Ramos. – 7. ed. 
rev. e atual. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2017.
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	Sumário
	Apresentação
	O Empresário
	1. Conceito
	1.1. O Empresário Individual
	2. As Sociedades Empresárias
	3. A Sociedade Limitada Unipessoal – SLU
	3.1. Formação Societária
	3.2. Quem Pode Ser Sócio?
	4. As Microempresas (ME) e as Empresa de Pequeno Porte (EPP)
	5. O Microempreendedor Individual (MEI)
	6. Auxiliares e Colaboradores do Empresários
	6.1. Regras Gerais
	6.2. O Contabilista
	6.3. O Gerente
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referênciastambém comporta uma exceção própria, que se verifica no trecho que 
preceitua que “salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa”.
Ficou difícil? Eu posso explicar!
Pois bem, a parte final destacada do parágrafo único em comento está relacionada 
à presença de outros aspectos, requisitos e elementos da atividade econômica exercida, 
que, constituindo o seu foco principal, podem habilitá-la como uma atividade empresária, 
ainda que de natureza intelectual.
Em outras palavras,
JURISPRUDÊNCIA
Enunciado 195 da III Jornada de Direito Civil do CJF: A expressão ‘elemento de 
empresa’ demanda interpretação econômica, devendo ser analisada sob a égide da 
absorção da atividade intelectual, de natureza científica, literária ou artística, como 
um dos fatores da organização empresarial (grifamos).
Assim, no exemplo narrado, caso a “sociedade de veterinários” viesse a adotar um “nome 
empresarial” (que estudaremos logo mais), contratar funcionários e comercializar produtos 
direcionados aos pets (ração, brinquedos, vestimentas, produtos de higiene, fármacos, entre 
outros), poder-se-ia falar, ao menos em tese, em exercício de uma atividade tipicamente 
empresária. Entenderam a diferença?
Dito isso, cabe esclarecer uma peculiaridade que observamos no que se refere às 
sociedades advocatícias, constituídas segundo o caput do artigo 15 da Lei n. 8.906/1984 
(Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil)2, as quais não são consideradas 
empresariais (em quaisquer hipóteses), mas, sim, sociedades simples.
Ao final, cabe também pontuar que as sociedades cooperativas, tão comuns nos dias 
atuais, apesar de apresentarem, num primeiro momento, os requisitos necessários ao 
2 Art. 15. Os advogados podem reunir-se em sociedade simples de prestação de serviços de advocacia ou constituir socie-
dade unipessoal de advocacia, na forma disciplinada nesta Lei e no regulamento geral. (Redação dada pela Lei n. 13.247, 
de 2016)
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seu enquadramento como sociedades empresárias (segundo o artigo 966), também não 
são assim consideradas por expressa opção política e legislativa, conforme a redação do 
parágrafo único do artigo 982:
Parágrafo único. Independentemente de seu objeto, considera-se empresária a sociedade por 
ações; e, simples, a cooperativa.
Sistematizando:
Sociedades advocatícias Sociedades simples
Sociedades cooperativas Sociedades SIMPLES
Sociedades por ações Sociedade empresária
1 .1 .2 . O atO DE iNsCriÇÃO DO EmprEsÁriO iNDiViDUal
Segundo o disposto no artigo 967 do CC/2002, tem-se que:
Art. 967. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da 
respectiva sede, antes do início de sua atividade.
Tal inscrição é realizada nas chamadas Juntas Comerciais, órgãos públicos aos quais 
cabem a realização e o armazenamento dos registros de atividades empresariais, tanto dos 
empresários individuais quanto das sociedades.
Em outras palavras, é nas Juntas Comerciais que deve ocorrer o início, o nascimento de 
toda empresa, na medida em que é para lá que vão os contratos sociais para o seu efetivo 
registro, conforme os ditames da Lei n. 8.934/1994 (Dispõe sobre o Registro Público de 
Empresas Mercantis e Atividades Afins e dá outras providências).
Não obstante, é de se observar que, a despeito de o artigo 967 determinar que a 
inscrição do empresário deve ocorrer antes do início das suas atividades, caso isso não 
ocorra, estaremos diante de um caso de mero exercício irregular da empresa. Pelo que se 
afirma que a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis, gerenciado 
pela Junta Comercial competente, possui natureza jurídica declaratória, não constitutiva.
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Assim,
JURISPRUDÊNCIA
a inscrição do empresário na Junta Comercial não é requisito para a sua caracterização, 
admitindo-se o exercício da empresa sem tal providência. O empresário irregular reúne os 
requisitos do art. 966, sujeitando-se às normas do Código Civil e da legislação comercial, 
salvo naquilo em que forem incompatíveis com a sua condição ou diante de expressa 
disposição em contrário” (Enunciado 198 da III Jornada de Direito Civil do CJF, grifamos).
Por fim, vale dizer que a situação de irregularidade, conquanto não impeça o empresário 
ou a sociedade empresária, como dito, de explorar atividades econômicas, traz consigo 
alguns entraves, dentre os quais se destaca a impossibilidade de participar de processos 
licitatórios e de se requerer a instauração de um procedimento de recuperação judicial3.
1 .1 .3 . O tratamENtO lEGal EspECÍFiCO DOs EmprEsÁriOs rUrais
Nosso ordenamento jurídico comporta uma exceção à obrigatoriedade de se proceder 
à inscrição de suas atividades na Junta Comercial respectiva. Trata-se do empresário 
(empresário individual ou sociedade empresária) que exerça a atividade rural.
Nesse sentido, segundo nos ensinam os artigos 971 e 984 do CC/2002:
Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, pode, observadas 
as formalidades de que tratam o art. 968 e seus parágrafos, requerer inscrição no Registro Público 
de Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de inscrito, ficará equiparado, 
para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro.
(...)
Art. 984. A sociedade que tenha por objeto o exercício de atividade própria de empresário rural 
e seja constituída, ou transformada, de acordo com um dos tipos de sociedade empresária, 
pode, com as formalidades do art. 968, requerer inscrição no Registro Público de Empresas 
Mercantis da sua sede, caso em que, depois de inscrita, ficará equiparada, para todos os efeitos, 
à sociedade empresária.
Para o empresário rural, portanto, o registro é, em verdade, de caráter facultativo, e 
não obrigatório como nos demais casos. Contudo, cabe pontuar que, se o empresário rural 
fizer a opção pelo registro junto ao órgão competente, as regras de Direito Empresarial serão 
válidas e plenamente aplicáveis a ele, visto que será considerado empresário e, assim sendo, 
assumirá as mesmas obrigações deste. Aqui, temos que o registro tem natureza jurídica 
distinta! Para o empresário rural, portanto, o registro tem natureza jurídica constitutiva.
3 Nesse sentido, é o art. 48 da Lei 11.101/2005: “Art. 48. Poderá requerer recuperação judicial o devedor que, no momento 
do pedido, exerça regularmente suas atividades há mais de 2 (dois) anos (...).”
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Sobre o tema, vale mencionar também o Enunciado 202, da III Jornada de Direito Civil 
do CJF, no sentido de que:
JURISPRUDÊNCIA
Enunciado 202: “O registro do empresário ou sociedade rural na Junta Comercial é 
facultativo e de natureza constitutiva, sujeitando-o ao regime jurídico empresarial. 
É inaplicável esse regime ao empresário ou sociedade rural que não exercer tal opção.”
1.1.4. HÁ IMPEDIMENTOSLEGAIS AO EXERCÍCIO DE EMPRESA? SE SIM, QUAIS SÃO ELES?
A legislação civil, além de definir, conforme visto, quais atividades podem caracterizar 
uma pessoa, natural ou jurídica, como empresária, também estabelece alguns requisitos 
objetivos com a finalidade de trazer maior segurança jurídica e organização aos milhares 
de atos comerciais ( jurídicos, portanto), praticados diariamente no país.
Nesse contexto, o art. 972 do CC/2002 dispõe que:
Art. 972. Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade 
civil e não forem legalmente impedidos.
Dessa forma, basicamente são dois os requisitos necessários ao exercício da atividade 
empresarial:
REQUISITOS PARA SER EMPRESÁRIO INDIVIDUAL
Capacidade civil Ausências de impedimentos legais
Analisando o artigo supra, podemos concluir que tais pressupostos possuem a natureza 
de normas de direito público, pelo que são exigíveis não apenas entre os empresários nas 
suas relações econômicas, mas também pelo próprio Estado.
Possuem como finalidade a proteção da sociedade contra a celebração de atos jurídicos 
inválidos (nulos ou anuláveis) e contra eventual exercício irregular, incompatível e desvirtuado 
de cargos, empregos, mandatos ou funções públicas ou políticas.
Sobre a ausência de impedimento legais propriamente, podemos dizer que existem 
pessoas que, por desempenhar algumas posições públicas ou políticas no cenário nacional, 
são proibidas por lei de se dedicar a atividades de natureza empresarial, seja por motivos de 
necessária especialização e dedicação exclusiva, seja para se evitar conflitos de interesses 
ou, ainda, por mera opção político-legislativa.
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É o caso, por exemplo, dos juízes4, membros do Ministério Público5, delegados de polícia6, 
servidores públicos federais7 e militares da ativa8.
Assim, tais pessoas não podem ser empresárias individuais, ainda se que admitam em 
seu favor, em determinados casos, as opções de figurarem em empresas na condição de 
cotistas, acionistas ou comandatários, ou mesmo de serem sócias de sociedades, desde 
que não exerçam a função de administrador.
Impende destacar, porém, que “a pessoa legalmente impedida de exercer atividade 
própria de empresário, se a exercer, responderá pelas obrigações contraídas” (artigo 973 
do CC/2002). Tal dispositivo, ao dispor que as relações jurídicas constituídas pelas pessoas 
legalmente impedidas não são nulas de pleno direito, visa a proteger os interesses daqueles 
que com elas contratam de boa-fé.
Antes de prosseguirmos, vale mencionar um interessante julgado no âmbito do Superior 
Tribunal de Justiça (REsp 796.560/AL9), no qual, demonstrados o interesse público a ser 
protegido e o atendimento aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, se 
primou pela restrição do princípio da liberdade profissional (CF/88, art. 5º, inciso XIII) ao 
restar proibido o exercício da atividade de médico por profissional que esteja exercendo, 
concomitantemente, a atividade de farmacêutico (e vice-versa), sobretudo quando 
evidenciados “intuitos nitidamente comerciais ou econômicos” que possam “interferir na 
eficiência de ambas as profissões”.
1 .1 .5 . a QUEstÃO DO EmprEsÁriO iNDiViDUal iNCapaZ
Sobre a capacidade civil plena para o exercício direto da empresa (não para figurar como 
sócio10), aqui compreendida como sinônimo de capacidade de fato ou de exercício, devemos 
pontuar, inicialmente, que o artigo 974 do CC/2002 traz duas situações que excepcionam tal 
4 Art. 36, inciso I, da LC 35/79 (LOMAN) – “Art. 36 – É vedado ao magistrado: I – exercer o comércio ou participar de socie-
dade comercial, inclusive de economia mista, exceto como acionista ou quotista;”
5 Art. 44, inciso III, da Lei 8.625/93 – “Art. 44. Aos membros do Ministério Público se aplicam as seguintes vedações: (...) III 
– exercer o comércio ou participar de sociedade comercial, exceto como cotista ou acionista;”
6 Art. 43, inciso XIV, da Lei 4.878/65 – “Art. 43. São transgressões disciplinares: (...) XIV – exercer o comércio ou participar 
de sociedade comercial, salvo como acionista, cotista ou comanditário;”
7 Art. 117, inciso X, da Lei 8.112/90 – “Art. 117. Ao servidor é proibido: (...) X – participar de gerência ou administração de 
sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou 
comanditário;”
8 Art. 29 da Lei 6.880/80 – “Ao militar da ativa é vedado comerciar ou tomar parte na administração ou gerência de socie-
dade ou dela ser sócio ou participar, exceto como acionista ou quotista, em sociedade anônima ou por quotas de res-
ponsabilidade limitada.”
9 REsp 796.560/AL, Segunda Turma, da relatoria da ministra Eliana Calmon, julgado em 14/8/2007.
10 Devemos ter em mente que o incapaz pode figurar como sócio de empresa, desde que não a administre, vide o § 3º, 
inciso I, do art. 974 do CC/2002:
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exigência, quais seja, a) aquela na qual a titularidade da atividade empresarial for exercida 
pelo menor em decorrência do falecimento de pessoa capaz, isto é, a título de sucessão 
causa mortis, e b) aquela na qual a incapacidade for superveniente ao início do exercício 
da empresa por pessoa plenamente capaz (até então).
Não obstante, os casos anteriores reclamam autorização judicial, reconhecida:
(...) após exame das circunstâncias e dos riscos da empresa, bem como da conveniência 
em continuá-la, podendo a autorização ser revogada pelo juiz, ouvidos os pais, tutores ou 
representantes legais do menor ou do interdito, sem prejuízo dos direitos adquiridos por terceiros.
Art. 975. Se o representante ou assistente do incapaz for pessoa que, por disposição de lei, não 
puder exercer atividade de empresário, nomeará, com a aprovação do juiz, um ou mais gerentes.
§ 1º Do mesmo modo será nomeado gerente em todos os casos em que o juiz entender ser conveniente.
§ 2º A aprovação do juiz não exime o representante ou assistente do menor ou do interdito da 
responsabilidade pelos atos dos gerentes nomeados.
Art. 976. A prova da emancipação e da autorização do incapaz, nos casos do art. 974, e a de eventual 
revogação desta, serão inscritas ou averbadas no Registro Público de Empresas Mercantis.
Parágrafo único. O uso da nova firma caberá, conforme o caso, ao gerente; ou ao representante 
do incapaz; ou a este, quando puder ser autorizado.”
(art. 974, § 1º, 975 e 976, do CC/2002).
Sobre os menores de dezoito anos, existe também uma situação na qual que se admite 
a atividade empresarial direta por aqueles que, apesar de ainda não terem atingido a 
maioridade, estejam enquadrados em alguma das hipóteses de emancipação legal (CC/2002, 
art. 5º, parágrafo único11).
Nesse sentido, a partir da emancipação do menor, estará em pleno gozo da sua capacidade 
para a prática de todos os atos da vida civil, pelo que poderá exercer normalmente atividades 
de natureza empresarial.
A Contrario sensu, não estando o menor enquadrado em uma das hipóteses de emancipação 
trazidas pela Lei Civil, não poderá iniciar a atividade empresarial, mas tão somente suceder 
à atividade alheia, como dissemos no início deste tópico.
“§ 3º O Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciaisdeverá registrar contratos ou alterações 
contratuais de sociedade que envolva sócio incapaz, desde que atendidos, de forma conjunta, os seguintes pressupostos:
 I – o sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade;”
11 “Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:
 I – pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de 
homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;
 II – pelo casamento;
 III – pelo exercício de emprego público efetivo;
 IV – pela colação de grau em curso de ensino superior;
 V – pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o 
menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.”
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É o caso, por exemplo, do pai de um menor que possui uma mercearia e vem a falecer. 
Nessa situação, questiona-se:
Pode o filho continuar a atividade anteriormente desempenhada pelo seu ascendente?Pode o filho continuar a atividade anteriormente desempenhada pelo seu ascendente?
SIM! O menor poderá, nessa hipótese, continuar a empresa antes exercida pelo seu pai, 
isto é, pelo autor da herança. Com efeito, aqui não se fala em proteção ao melhor interesse 
do menor, mas, sim, em preservação da empresa.
Sob outro aspecto, no que se refere à incapacidade civil superveniente, que decorre, 
por exemplo, de mazelas como enfermidades ou acidentes, verifica-se que a opção legislativa 
adotada foi a de aplicar em favor dessa espécie de incapaz a mesma regra que se aplica ao 
menor, ou seja, a de permitir a continuidade da empresa por intermédio de um representante 
ou de um assistente.
Portanto, para que o menor não emancipado ou o supervenientemente incapaz 
continuem a atividade empresarial, é necessário que:
REQUISITOS PARA A CONTIUIDADE DA ATIVIDADE EMPRESARIAL POR PESSOA INCAPAZ
Assistência ou Representação por pessoa 
capaz (art. 974, caput, do CC)
Autorização judicial (art. 974, §1º, do CC)
Por fim, devemos também responder ao seguinte questionamento:
E se o menor ou o incapaz que continuam a atividade empresarial já possuíam bens E se o menor ou o incapaz que continuam a atividade empresarial já possuíam bens 
antes de assumirem a empresa?antes de assumirem a empresa?
O § 2º desse mesmo art. 974 traz a resposta, ao conferir certa “proteção” aos bens que 
já integravam o patrimônio desses. Temos, aqui, uma exceção ao princípio da unidade 
patrimonial.
§ 2º Não ficam sujeitos ao resultado da empresa os bens que o incapaz já possuía, ao tempo da 
sucessão ou da interdição, desde que estranhos ao acervo daquela, devendo tais fatos constar 
do alvará que conceder a autorização.
1 .1 .6 . E O EmprEsÁriO iNDiViDUal CasaDO? COmO FiCa a sUa sitUaÇÃO?
Sobre o empresário individual casado, devemos destacar, a priori, a regra trazida pelo 
artigo 978 do CC/2002, segundo a qual:
o empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o regime 
de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real.
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Mas você pode estar se perguntando:
Professor, mas como compatibilizar tal artigo com o que consta do artigo 1.647, incisos Professor, mas como compatibilizar tal artigo com o que consta do artigo 1.647, incisos 
I a IV, também do CC/2002?I a IV, também do CC/2002?
Para aqueles que não se recordam, o dispositivo anterior dispõe que, em regra, nenhum 
dos cônjuges pode, sem a autorização do outro – exceto no regime da separação absoluta 
–, alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis, pleitear, como autor ou réu, acerca desses 
bens ou direitos, prestar fiança ou aval ou, ainda, fazer doação, não sendo remuneratória, 
de bens comuns, ou dos que possam integrar futura meação.
Pois bem, a solução interpretativa para o aparente conflito normativo que propusemos está 
na compreensão de que o regime jurídico do Direito Empresarial, ainda que disciplinado, em 
parte, no bojo do Código Civil, não se confunde com as demais normas que regulamentam os 
outros aspectos da vida civil (como o matrimônio e seus efeitos), mas com elas se harmoniza. 
Com efeito, o artigo 1.647 do CC/2002 será utilizado para relações jurídicas celebradas no 
âmbito do Direito Civil, enquanto o artigo 978 será aplicado especificamente quando estivermos 
diante de uma situação que envolva, de maneira inequívoca, o Direito Empresarial.
Desse modo, do que foi citado até aqui, devemos entender que a) a regra do artigo 
978 só tem lógica apenas quanto aos empresários individuais casados – isto é, pessoas 
naturais –, visto que, nas sociedades empresárias, a titularidade da empresa é da própria 
pessoa jurídica, e não de seus sócios; e
b) em observância ao princípio autonomia patrimonial dos bens empregados no exercício 
da empresa, não se exige a autorização do cônjuge do empresário para a sua alienação ou 
para a constituição de alguma garantia real em favor de outrem.
Nesse contexto, por exemplo, já se firmou o entendimento de que:
Enunciado 58 da II Jornada de Direito Comercial do CJF: “O empresário individual casado é o 
destinatário da norma do art. 978 do CCB e não depende da outorga conjugal para alienar ou 
gravar de ônus real o imóvel utilizado no exercício da empresa, desde que exista prévia averbação 
de autorização conjugal à conferência do imóvel ao patrimônio empresarial no cartório de 
registro de imóveis, com a consequente averbação do ato à margem de sua inscrição no registro 
público de empresas mercantis.”
Sob esse ponto, cumpre registrar também que a nossa Lei Civil, visando a preservar 
os bens do casal em face de eventuais interesses ou direitos de credores ou exequentes, 
estabelece, no artigo 979, que “os pactos e declarações antenupciais do empresário, o título 
de doação, herança, ou legado, de bens clausulados de incomunicabilidade ou inalienabilidade” 
devem ser arquivados e averbados não apenas no Registro Civil, como também no Registro 
Público de Empresas Mercantis, por meio da Junta Comercial competente.
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É de extrema importância que o empresário individual casado observe a regra anterior, 
pois, se não o fizer, exceções quanto aos bens do casal não poderão ser opostas contra os 
terceiros que citamos.
Ademais, impende asseverar que, eventualmente, “a sentença que decretar ou homologar 
a separação judicial do empresário e o ato de reconciliação não podem ser opostos a 
terceiros, antes de arquivados e averbados no Registro Público de Empresas Mercantis” 
(artigo 980 do CC/2002).
Para finalizarmos, mas ainda tratando sobre a figura do empresário casado, trazemos à 
discussão mais um relevante questionamento hipotético, o qual, porém, já foi devidamente 
enfrentado pela nossa Corte Superior de Justiça:
No que se refere à divisãode um bem imóvel no qual a parte da frente é utilizada para No que se refere à divisão de um bem imóvel no qual a parte da frente é utilizada para 
o exercício de uma atividade empresarial, e a dos fundos, para fins de residência fa-o exercício de uma atividade empresarial, e a dos fundos, para fins de residência fa-
miliar, pode-se afirmar se tratar de um bem penhorável?miliar, pode-se afirmar se tratar de um bem penhorável?
Sobre o tema, o STJ, no julgamento do REsp 1.114.767/RS12, submetido ao regime 
dos recursos repetitivos, se posicionou no sentido de que, se o imóvel estiver registrado 
em nome do empresário individual, apenas, não se cogitará sobre a penhora (conforme a 
Lei n. 8.009/1990, que dispõe sobre a impenhorabilidade do bem de família). Contudo, se 
estivermos diante de uma sociedade empresária (constituída pelos cônjuges, por exemplo), 
e o imóvel em questão estiver registrado em nome da pessoa jurídica, poderá ser, então, 
objeto da referida constrição.
2 . as sOCiEDaDEs EmprEsÁrias2 . as sOCiEDaDEs EmprEsÁrias
Como dito há pouco, é de conhecimento comum o fato de que o empresário (lato sensu) 
pode ser tanto uma pessoa física (ou natural) quanto uma pessoa jurídica. Por conseguinte, 
quando se trata de uma pessoa jurídica, pode assumir a forma de uma sociedade empresária, 
objeto do presente tópico da nossa aula.
As sociedades empresárias podem ser brevemente conceituadas como pessoas jurídicas 
de direito privado que, sob a forma de sociedade, possuem como objeto social o desempenho 
de atividades econômica organizadas que visam à produção ou circulação de bens ou, ainda, 
à prestação ou fornecimento de serviços.
Nesse sentido, veja a redação dos artigos 44, inciso II, 981 e 982, do nosso Código 
Civil de 2002:
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
(...)
II – as sociedades;
12 REsp 1114767/RS, Corte Especial, da relatoria do ministro Luiz Fux, julgado em 02/12/2009, DJe 04/02/2010.
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(...)
Art. 981. Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir, 
com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados.
Parágrafo único. A atividade pode restringir-se à realização de um ou mais negócios determinados.
Art. 982. Salvo as exceções expressas, considera-se empresária a sociedade que tem por objeto 
o exercício de atividade própria de empresário sujeito a registro (art. 967); e, simples, as demais.
Parágrafo único. Independentemente de seu objeto, considera-se empresária a sociedade por 
ações; e, simples, a cooperativa.
Tendo isso em mente, é imprescindível a compreensão, porém, de que, conquanto as 
sociedades empresárias exerçam a empresa (isto é, a atividade empresarial), as pessoas 
naturais que a compõem não são consideradas empresárias (quando individualmente 
consideradas), mas tão somente sócios da sociedade. Com efeito, em tais casos, o “empresário” 
é a própria sociedade, até porque a sua personalidade jurídica não se confunde com a dos 
seus associados.
Vale destacar, outrossim, as diferenças básicas, porém essenciais, entre as sociedades 
simples e as empresarias, a saber: as sociedades simples são aquelas que i) não se dedicam 
à atividade empresarial, ii) são inscritas junto ao Registro Civil de Pessoas Jurídicas e iii) 
não estão sujeitas à falência, mas tão somente à eventual insolvência civil; por seu turno, 
as sociedades empresárias (ou empresariais) são aquelas que, por óbvio, a) desempenham 
atividades econômicas organizadas (isto é, desempenham a empresa), b) são registradas 
na Junta Comercial competente e c) estão sujeitas a eventual procedimento falimentar 
ou de recuperação judicial (ou extrajudicial).
Estabelecidas essas premissas, daremos sequência ao nosso estudo a respeito das 
demais figuras empresariais, na medida em que as sociedades empresárias serão mais bem 
exploradas na aula dedicada especificamente ao Direito Societário.
Antes de irmos em frente, contudo, anote...
SOCIEDADES SIMPLES x SOCIEDADES EMPRESÁRIAS
Sociedades simples Sociedades empresárias
• Não se dedicam à atividade empresarial;
• são inscritas junto ao Registro Civil de 
Pessoas Jurídicas;
• não estão sujeitas à falência, mas tão 
somente à eventual insolvência civil.
• Desempenham atividades econômicas 
organizadas (isto é, desempenham a 
empresa);
• são registradas na Junta Comercial 
competente; e
• estão sujeitas a eventual procedimento 
falimentar ou de recuperação judicial (ou 
extrajudicial).
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3. A SOCIEDADE LIMITADA UNIPESSOAL – SLU3. A SOCIEDADE LIMITADA UNIPESSOAL – SLU
A Sociedade Limitada Unipessoal – SLU, trazida pela Lei n. 13.874/2019 (Lei da 
Liberdade Econômica), é um instituto extremamente inovador, que teve como objetivo 
inicial o esvaziamento da figura da Empresa Individual de Responsabilidade Limitada – 
EIRELI. Entretanto, faz-se necessário frisar, desde já, que houve a completa exclusão da 
espécie empresarial EIRELI.
Não obstante as vantagens trazidas pela EIRELI, sendo a principal o exercício individual, 
pelo empresário pessoa física, da atividade empresarial, com responsabilidade limitada, 
esta formação empresarial continha um entrave que dificultava a sua constituição, qual 
seja: a exigência de capital social mínimo não inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-
mínimo vigente no país.
A obrigação de um capital social tão elevado acabava por estimular grande parte das 
pessoas que pretendiam exercer individualmente a atividade empresarial com responsabilidade 
limitada a encontrar um sócio para constituírem uma Sociedade Empresária Limitada, 
formação que ofereceria a mesma segurança aos seus bens pessoais, mas com qualquer 
valor de capital inicial.
A Lei da Liberdade Econômica (Lei n. 13.874/2019), portanto, trouxe importante novidade: 
a possibilidade de uma sociedade limitada ser constituída por apenas um sócio, sem 
necessidade de integralização de capital social no momento da sua constituição.
Conforme o art. 1.052, §1º, do Código Civil, incluído pela Lei n. 13.874/2019:
Art. 1.052. Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas 
quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social.
§ 1º A sociedade limitada pode ser constituída por 1 (uma) ou mais pessoas. (Incluído pela 
Lei n. 13.874, de 2019).
§ 2º Se for unipessoal, aplicar-se-ão ao documento de constituição do sócio único, no que couber, 
as disposições sobre o contrato social. (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019).
Enquanto sociedade limitada unipessoal, compreendam que a principal diferença entre 
ela e as demais sociedades limitadas, que serão devidamente estudadas em aula própria, 
é simplesmente a pluralidade de sócios, o que torna o contrato social de uma SLU mais 
simples do que aquele de uma sociedade com dois ou mais sócios, uma vez que dispensada 
a presença de regras inerentes à pluralidade, a exemplo das disposições sobre a convocação 
e a realização de reuniões de sócios, a transferência de quotas e o direito de preferência 
dos demais sócios nessa transferência e a exclusão de sócio.
Em verdade, no caso das SLU, não haverá contrato social, mas mero “documento de 
constituiçãodo sócio único”, ao qual serão aplicadas, no que couber, as disposições sobre 
o contrato social.
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Fato é que a possibilidade de uma sociedade limitada ser constituída por apenas um 
sócio fez com que houvesse um esvaziamento em relação à utilidade prática da EIRELI.
Destarte, em agosto de 2021, com a publicação da Lei n. 14.195/2021 (denominada de 
Nova Lei de Ambiente de Negócios), houve a extinção definitiva do formato jurídico EIRELI 
e a sua automática substituição pela Sociedade Limitada Unipessoal – SLU, conforme 
art. 41 da referida lei.
Vejamos:
Art. 41. As empresas individuais de responsabilidade limitada existentes na data da entrada em 
vigor desta Lei serão transformadas em sociedades limitadas unipessoais independentemente 
de qualquer alteração em seu ato constitutivo.
Parágrafo único. Ato do Drei disciplinará a transformação referida neste artigo.
Esse tema esteve presente em diversas questões de concursos públicos. Deve-se atentar, 
então, a essa importante alteração legislativa que põe em evidência a Sociedade Limitada 
Unipessoal.
3 .1 . FOrmaÇÃO sOCiEtÁria3 .1 . FOrmaÇÃO sOCiEtÁria
Não obstante seja chamada de “sociedade”, a SLU é constituída somente por uma única 
pessoa, física ou jurídica, mantendo a característica de “limitada”, que é justamente o que 
protege o patrimônio particular do sócio.
3 .2 . QUEm pODE sEr sÓCiO?3 .2 . QUEm pODE sEr sÓCiO?
Podem ser sócios únicos de uma sociedade limitada unipessoal as pessoas físicas ou 
jurídicas, domiciliadas no Brasil ou no exterior.
Convém destacar que uma sociedade limitada com pluralidade sócios poderá tornar-
se uma sociedade limitada unipessoal. Para tanto, basta que a sociedade limitada deixe 
ser caracterizada por esta pluralidade, passando a ter apenas um sócio, e que a modificação 
seja cristalizada no contrato social, devidamente arquivado na Junta Comercial.
Antes da Lei da Liberdade Econômica (Lei n. 13.487/2019), casos de retirada, falecimento, 
exclusão de sócio, ou qualquer outro evento, que ensejassem a concentração de todas as 
quotas da sociedade limitada em uma única pessoa, denotavam a necessidade legal de 
recomposição da pluralidade de sócios em até 180 dias. Hodiernamente, porém, nessas 
situações, não há mais a necessidade de se buscar um novo sócio.
O contrário, aliás, também é possível. Isto é, uma sociedade limitada unipessoal pode 
vir a ter mais de um sócio, quando passar a se enquadrar na regra das demais sociedades 
limitadas com pluralidade de sócios.
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Sistematizando:
SOCIEDADE LIMITADA UNIPESSOAL – SLU (art. 1.052, §1º, CC)
• É constituída por uma única pessoa, física ou jurídica, mantendo a característica de 
“limitada”, o que protege o patrimônio particular do sócio único.
• Podem ser sócios únicos de uma SLU as pessoas físicas ou jurídicas, domiciliadas no 
Brasil ou no exterior.
• Não é regida por contrato social, mas por mero “documento de constituição do sócio 
único”, ao qual serão aplicadas, no que couber, as disposições sobre o contrato social.
• Uma sociedade limitada com pluralidade sócios poderá tornar-se uma SLU. Para tanto, 
basta que a sociedade limitada deixe ser caracterizada por esta pluralidade, passando a 
ter apenas um sócio e que a modificação seja cristalizada no contrato social, devidamente 
arquivado na Junta Comercial.
• O contrário também é possível. Isto é, uma SLU pode vir a ter mais de um sócio, quando 
passar a se enquadrar na regra das demais sociedades limitadas com pluralidade de sócios.
* Enquanto sociedade limitada unipessoal, a principal diferença para as demais sociedades 
limitadas, que serão devidamente estudadas em tópico próprio, é simplesmente a pluralidade de 
sócios, o que torna o contrato social de uma SLU mais simples do que aquele de uma sociedade 
com dois ou mais sócios, uma vez que é dispensada a presença de regras inerentes à pluralidade, a 
exemplo das disposições sobre a convocação e a realização de reuniões de sócios, a transferência 
de quotas e o direito de preferência dos demais sócios nessa transferência e a exclusão de sócio.
4. AS MICROEMPRESAS (ME) E AS EMPRESA DE PEQUENO 4. AS MICROEMPRESAS (ME) E AS EMPRESA DE PEQUENO 
PORTE (EPP)PORTE (EPP)
De início, é importante ter em mente que as ME e as EPP não são espécies empresárias 
distintas daquelas estudadas até o momento. Em verdade, trata-se de qualificações legais 
que submetem determinados empresários – sejam os individuais, sejam as sociedades 
– a um regime jurídico próprio, isto é, a um tratamento legal favorecido (previsto na LC 
n. 123/2006), tal como determinado pelo inciso IX do artigo 170 da CRFB/88, desde que 
verificadas as condições autorizativas.
Em linhas gerais, podemos afirmar que essas condições estão diretamente relacionadas 
ao faturamento bruto anual dessas figuras empresárias, isto é, ao “produto da venda 
de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o 
resultado nas operações em conta alheia, não incluídas as vendas canceladas e os descontos 
incondicionais concedidos”. Nesse contexto, observe atentamente o que preceitua o artigo 
3º, incisos I e II, e § 1º, da LC n. 123/2006:
Art. 3º Para os efeitos desta Lei Complementar, consideram-se microempresas ou empresas 
de pequeno porte, a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual de 
responsabilidade limitada e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei no 10.406, de 10 de 
janeiro de 2002 (Código Civil), devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou 
no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que:
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I – no caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a 
R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais); e
II – no caso de empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior 
a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro 
milhões e oitocentos mil reais). (Redação dada pela Lei Complementar n. 155, de 2016)
§ 1º Considera-se receita bruta, para fins do disposto no caput deste artigo, o produto da venda de 
bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado nas 
operações em conta alheia, não incluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos.
Ademais, acerca do referido tratamento diferenciado e favorecido conferido às ME e 
às EPP, o artigo 1º, caput e incisos I a IV desse mesmo diploma legal, preceitua o seguinte:
Art. 1º Esta Lei Complementar estabelece normas gerais relativas ao tratamento diferenciado 
e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte no âmbito dos 
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, especialmente no que se refere:
I – à apuração e recolhimento dos impostose contribuições da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios, mediante regime único de arrecadação, inclusive obrigações acessórias;
II – ao cumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias, inclusive obrigações acessórias;
III – ao acesso a crédito e ao mercado, inclusive quanto à preferência nas aquisições de bens e 
serviços pelos Poderes Públicos, à tecnologia, ao associativismo e às regras de inclusão.
IV – ao cadastro nacional único de contribuintes a que se refere o inciso IV do parágrafo único 
do art. 146, in fine, da Constituição Federal. (Incluído pela Lei Complementar n. 147, de 2014)
Sistematizando:
CARACTERÍSTICAS – ME, EPP e MEI
RECEITA BRUTA ANUAL ESPÉCIE(S) EMPRESÁRIA(S)
(ME)
MICROEMPRESAS
Igual ou inferior a R$ 360 mil • Sociedades empresárias,
• Sociedades Simples, e
• Empresários individuais 
registrados.
(EPP)
EMPRESAS DE PEQUENO 
PORTE
Superior a R$ 360 mil e igual ou 
inferior a R$ 4,8 milhões
Vale destacar, outrossim, que a LC n. 123/2006, como importante marco do Direito 
Empresarial brasileiro, ainda instituiu o Regime Especial Unificado de Arrecadação de 
Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, 
o chamado Simples Nacional (artigo 12 e seguintes).
Tal regime jurídico especial se constitui em um sistema simplificado de tributação que 
compreende o pagamento unificado de um conjunto de tributos da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios. Nesse cenário, podem optar por tal recolhimento 
simplificado tanto as microempresas quanto as empresas de pequeno porte.
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Por fim, cumpre registrar que, no Capítulo V da LC n. 123/2006, intitulado “do acesso 
aos mercados” e que compreende os artigos 42 ao 49, cuidou o legislador de estabelecer 
normas especiais para a disciplina da participação das ME e EPP em licitações públicas, 
concedendo-lhes condições privilegiadas nos certames públicos.
Porém, não obstante o que de fato de essa ter sido uma inovação legislativa relevante, 
o que se observa é que, de acordo com a doutrina dedicada ao Direito Administrativo, a 
preferência para pequenas empresas no âmbito das contratações administrativas nunca foi 
verdadeiramente praticada como política pública no Brasil, o que revela um caráter quase 
que inócuo de tal previsão legal.
5. O MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL (MEI)5. O MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL (MEI)
De acordo com o § 1º do artigo 18-A da LC n. 123/2006, temos uma terceira qualificação 
jurídica possível de ser reconhecida aos empresários individuais (apenas). Trata-se do já 
difundido socialmente MEI, isto é, do microempreendedor individual.
Referido artigo considera como MEI:
§ 1º Para os efeitos desta Lei Complementar, considera-se MEI quem tenha auferido receita 
bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 81.000,00 (oitenta e um mil reais), que seja optante 
pelo Simples Nacional e que não esteja impedido de optar pela sistemática prevista neste 
artigo, e seja empresário individual que se enquadre na definição do art. 966 da Lei n. 10.406, 
de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), ou o empreendedor que exerça: [...] (Redação dada pela 
Lei Complementar n. 188, de 2021)
Apenas para refrescar a sua memória, ressalta-se que o artigo 966 do CC/2002, como 
já vimos muitas vezes, é aquele dispositivo que qualifica como empresário “quem exerce 
profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de 
bens ou de serviços”.
Sistematizando:
CARACTERÍSTICAS – ME, EPP e MEI
RECEITA BRUTA ANUAL ESPÉCIE(S) EMPRESÁRIA(S)
(ME)
MICROEMPRESAS
Igual ou inferior a R$ 360 mil • Sociedades empresárias,
• Sociedades Simples, e
• Empresários individuais 
registrados.
(EPP)
EMPRESAS DE PEQUENO 
PORTE
Superior a R$ 360 mil e igual ou 
inferior a R$ 4,8 milhões
(MEI)
MICROEMPREENDEDOR 
INDIVIDUAL
Igual ou inferior a R$ 81 mil
• Empresários individuais 
registrados (apenas!)
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Nesse sentido, considerando que o faturamento bruto anual necessário à qualificação 
de um empresário como MEI é ainda menor do que aqueles exigidos para as ME e as EPP, 
o que se observa é que o tratamento jurídico conferido a essa figura empresária é ainda 
mais favorecido do que o dessas outras duas espécies
Não podemos deixar de mencionar, ainda, a figura dos pequenos empresários, outra 
figura acrescentada pelo CC/2002 no contexto das atividades empresárias, conforme 
previsão contida no artigo 97013.
Durante um longo período, a doutrina majoritária vinha entendendo que a expressão 
“pequeno empresário” abrangia tanto os microempresários quanto os empresários de 
pequeno porte; interpretação essa consolidada, inclusive, no Enunciado 235 do CJF.
No entanto, a Lei Geral das ME e EPP (LC n. 123/2006), de forma clara e elucidativa, veio 
a esclarecer a polêmica, ao estabelecer, em seu artigo 68, que:
Art. 68. Considera-se pequeno empresário, para efeito de aplicação do disposto nos arts. 
970 e 1.179 da Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), o empresário individual 
caracterizado como microempresa na forma desta Lei Complementar que aufira receita bruta 
anual até o limite previsto no § 1º do art. 18-A.
Referido artigo, por seu turno, dispõe que:
Art. 18-A. O Microempreendedor Individual – MEI poderá optar pelo recolhimento dos impostos 
e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais, independentemente 
da receita bruta por ele auferida no mês, na forma prevista neste artigo.
(...)
§ 1º Para os efeitos desta Lei Complementar, considera-se MEI o empresário individual que se 
enquadre na definição do art. 966 da Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil, ou 
o empreendedor que exerça as atividades de industrialização, comercialização e prestação de 
serviços no âmbito rural, que tenha auferido receita bruta, no ano-calendário anterior, de até 
R$ 81.000,00 (oitenta e um mil reais), que seja optante pelo Simples Nacional e que não esteja 
impedido de optar pela sistemática prevista neste artigo. (Redação dada pela Lei Complementar 
n. 155, de 2016)
Assim, podemos conceituar como pequeno empresário exclusivamente o empresário 
individual que, caracterizado como ME, aufira renda bruta anual considerada baixa no 
ramo empresarial, isto é, não excedente a R$ 81.000,00 anuais.
Trata-se, por assim dizer, de uma subespécie de microempresa, mas que não pode 
jamais tomar a forma de sociedade empresária, uma vez que a lei deixa clara a exigência 
de que se trate de um empresário individual.
13 Art. 970. A lei assegurará tratamento favorecido, diferenciado e simplificado ao empresário rural e ao pequeno empre-
sário, quanto à inscrição e aos efeitos daí decorrentes.
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Vale destacar, por fim, que esse pequeno empresário, além de se beneficiar de todas as 
regras especiais previstas na LC n. 123/2006,possui, também, em determinadas situações, 
um tratamento ainda mais favorecido. Basta citar, por exemplo, a regra contida no art. 1.179, 
§2º, do CC/2002, que o isenta de qualquer obrigação escritural perante o poder público.
6 . aUXiliarEs E COlaBOraDOrEs DO EmprEsÁriOs6 . aUXiliarEs E COlaBOraDOrEs DO EmprEsÁriOs
O empresário, seja ele individual ou sociedade, depende de auxiliares e colaboradores 
para conseguir desenvolver de modo competitivo a atividade empresarial, os quais o Código 
Civil reuniu e disciplinou sob a rubrica de prepostos, disciplinando sobre eles nos artigos. 
1.169 a 1.178.
No atual Código Civil, o legislador cuidou especificamente do gerente e do contabilista, 
conforme veremos a seguir, usando a expressão outros auxiliares para se referir, 
genericamente, aos demais auxiliares dos empresários.
6 .1 . rEGras GErais6 .1 . rEGras GErais
Inicialmente, impende compreender que os prepostos atuam representando os interesses 
dos preponentes (empresário ou sociedade empresária), dessa forma, celebrando contratos 
com terceiros. Diante disso e sabendo que o contrato de preposição implica, necessariamente, 
poderes de representação típicos do mandato, não se admite ao preposto a possibilidade 
de delegar poderes sem prévia autorização escrita do preponente, haja vista que as 
prerrogativas conferidas pela preposição são pessoais e intransferíveis.
Nesse sentido, prescreve o art. 1.169 do Código Civil que:
Art. 1.169. O preposto não pode, sem autorização escrita, fazer-se substituir no desempenho 
da preposição, sob pena de responder pessoalmente pelos atos do substituto e pelas obrigações 
por ele contraídas.
Aliás, quanto aos atos praticados, estabelece o art. 1.178, caput, que: “Os preponentes 
são responsáveis pelos atos de quaisquer prepostos, praticados nos seus estabelecimentos 
e relativos à atividade da empresa, ainda que não autorizados por escrito”, em uma clara 
manifestação da teoria da aparência.
Com relação aos atos praticados fora do estabelecimento, o parágrafo único do dispositivo 
legal em comento disciplina que “somente obrigarão o preponente nos limites dos poderes 
conferidos por escrito, cujo instrumento pode ser suprido pela certidão ou cópia autêntica 
do seu teor.”
Destaca-se, aqui, regra salutar: quando os atos forem praticados pelo preposto fora 
do estabelecimento, só obrigarão os preponentes se autorizados por escrito.
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Em que pese aos empresários preponentes responderem perante terceiros pelos atos 
praticados pelos seus prepostos, poderão voltar-se contra estes se tiverem atuado com 
culpa. Agora, na hipótese de atuação dolosa, os prepostos assumirão responsabilidade 
solidária com seus preponentes, podendo os terceiros exigir o cumprimento da obrigação 
contra qualquer deles.
É dizer, o preponente (empresário ou sociedade empresária), nas atuações culposas de 
seus prepostos, responderão diretamente pelos danos oriundos das obrigações irregulares 
pactuadas, mas terão ação de regresso contra eles. Por outro lado, tratando-se de atuação 
doloso, os prepostos responderão solidariamente com o preponente.
Assim determina o parágrafo único do art. 1.177 do Código Civil:
Parágrafo único. No exercício de suas funções, os prepostos são pessoalmente responsáveis, 
perante os preponentes, pelos atos culposos; e, perante terceiros, solidariamente com o 
preponente, pelos atos dolosos.
Outra regra específica aplicável às relações entre os prepostos e os empresários diz 
respeito à proibição de os prepostos fazerem concorrência, ainda que indireta, aos seus 
preponentes, salvo se, para tanto, possuírem autorização expressa. Se não possuírem 
referida autorização, responderão por perdas e danos, podendo o empresário prejudicado 
requerer a retenção dos lucros decorrentes da operação do preposto14. É o que dispõe o 
art. 1.170 do Código Civil:
Art. 1.170. O preposto, salvo autorização expressa, não pode negociar por conta própria ou de 
terceiro, nem participar, embora indiretamente, de operação do mesmo gênero da que lhe foi 
cometida, sob pena de responder por perdas e danos e de serem retidos pelo preponente os 
lucros da operação.
Pode-se configurar, ainda, o crime de concorrência desleal, previsto no art. 195 da Lei 
de Propriedade Industrial (Lei 9.279/1996).
Por fim, pontua o art. 1.171 que os prepostos possuem legitimidade para receber 
bens ou valores:
Art. 1.171. Considera-se perfeita a entrega de papéis, bens ou valores ao preposto, encarregado 
pelo preponente, se os recebeu sem protesto, salvo nos casos em que haja prazo para reclamação.
14 CRUZ, André Santa. Direito Empresarial. 8. ed. rev., atual. e ampl. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2018.
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Sistematizando:
REGRAS GERAIS APLICÁVEIS AOS PREPOSTOS
• Os prepostos não podem delegar poderes sem prévia autorização escrita do preponente, 
sob pena de responderem pessoalmente pelos atos do substituto e pelas obrigações por 
ele contraídas. (art. 1.169, CC)
• Os prepostos não podem fazer concorrência, ainda que indireta, aos seus preponentes, 
salvo se possuírem autorização expressa. Se não possuírem autorização, responderão 
por perdas e danos, podendo o empresário prejudicado requerer a retenção dos lucros 
decorrentes da operação do preposto. (art. 1.170, CC)
• Os prepostos possuem legitimidade para receber bens ou valores, assim, “considera-se 
perfeita a entrega de papéis, bens ou valores ao preposto, encarregado pelo preponente, 
se os recebeu sem protesto, salvo nos casos em que haja prazo para reclamação”. (art. 
1.171, CC)
REGIME RESPONSABILIZATÓRIO: PREPONENTES
Atos praticados NO ESTABELECIMENTO Atos praticados FORA do ESTABELECIMENTO
Os preponentes são responsáveis pelos atos 
de quaisquer prepostos, praticados nos seus 
estabelecimentos e relativos à atividade 
da empresa, ainda que não autorizados por 
escrito, em uma clara manifestação da teoria 
da aparência. (art. 1.178, caput, CC)
Somente obrigarão o preponente nos limites dos 
poderes conferidos por escrito, cujo instrumento 
pode ser suprido pela certidão ou cópia autêntica 
do seu teor. (art. 1.178, parágrafo único, CC)
Obs.1: Em que pese aos empresários preponentes responderem perante terceiros pelos atos 
praticados pelos seus prepostos, poderão voltar-se contra estes, em ação de regresso.
REGIME RESPONSABILIZATÓRIO: PREPOSTOS
• No exercício de suas funções, os prepostos são pessoalmente responsáveis, perante 
os preponentes, pelos atos culposos; e, perante terceiros, solidariamente com o 
preponente, pelos atos dolosos.
Em resumo, portanto, temos que...
REGIME JURÍDICO 
RESPONSABILIZATÓRIO
PREPONENTEem 
relação ao preposto
De regra, a 
responsabilidade é 
solidária. Não o será, 
porém, em caso de 
excesso de poder
PREPOSTO perante o 
preponente
A responsabilidade é 
pessoal, em caso de ato 
culposo
Se fora do 
estabelecimento 
empresarial, só obriga 
o preponente nos 
limites dos poderes 
conferidos
PREPONENTEperante 
terceiros
A responsabilidade é 
solidária (com o 
preponente), em caso de
ato doloso
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