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Resumo sobre Cuidados na Manipulação de Tecidos A manipulação de tecidos durante procedimentos cirúrgicos é uma etapa crítica que requer atenção cuidadosa e conhecimento técnico. O texto de João Moreira da Costa Neto aborda as fases fundamentais da técnica cirúrgica, enfatizando a importância de uma abordagem asséptica e os cuidados necessários para minimizar a agressão orgânica. A cicatrização tecidual é um processo complexo que envolve a regeneração e o reparo dos tecidos danificados, sendo essencial para a recuperação do paciente. A regeneração refere-se à substituição do tecido lesado por um tecido semelhante, enquanto o reparo resulta em uma cicatriz que pode não ter a mesma funcionalidade do tecido original. Fases da Cicatrização A cicatrização é dividida em quatro fases principais, conforme descrito por Raiser (1995): Fase da Inflamação (0 a 3 dias) : Nesta fase, ocorre uma alteração na permeabilidade vascular, levando à deposição de fibrina e ao surgimento de exsudato e edema. É uma resposta inicial do corpo ao trauma. Fase de Debridamento (1 a 6 dias) : Durante esta fase, há uma proliferação de polimorfonucleares, com a atividade de linfócitos e macrófagos, que promovem a limpeza do local da ferida, podendo ocorrer supuração. Fase de Proliferação (3 a 14 dias) : A proliferação celular é intensa, com a reabsorção de fibrina e a proliferação fibroblástica, resultando na síntese de colágeno, que é crucial para a formação de um novo tecido. Fase de Maturação (14 dias a 1 ano) : Esta fase envolve a involução de capilares e células, aumento da quantidade de colágeno e resistência do tecido, além da contração cicatricial, que ajuda a fechar a ferida. Cuidados na Preparação e Execução Cirúrgica Os cuidados na manipulação de tecidos incluem a preparação adequada da área cirúrgica, que envolve práticas como banho prévio, remoção de pelos e antisepse. A utilização de panos de campo é fundamental para manter a área limpa e livre de contaminações. O texto também discute a importância do uso correto de instrumentos cirúrgicos, como bisturis e tesouras, e as diferentes técnicas de incisão, que podem variar de acordo com a necessidade do procedimento. Além disso, a hemostasia cirúrgica é um aspecto crucial, pois visa prevenir ou deter hemorragias, permitindo uma melhor visualização do campo cirúrgico e evitando complicações como choque e infecções. O uso de bisturis de alta energia, como o bisturi eletrocirúrgico, é mencionado, destacando suas vantagens, como a redução da perda sanguínea e do tempo cirúrgico, mas também suas desvantagens, como o retardo na cicatrização e a redução da resistência das feridas. Conclusão Os cuidados na manipulação de tecidos são fundamentais para o sucesso de qualquer procedimento cirúrgico. A compreensão das fases de cicatrização e a aplicação de técnicas assépticas são essenciais para minimizar complicações e promover uma recuperação eficaz. A formação contínua e a prática cuidadosa são indispensáveis para os profissionais da saúde que atuam na área cirúrgica, garantindo a segurança e o bem-estar dos pacientes. Destaques A cicatrização tecidual envolve regeneração e reparo, com quatro fases principais: inflamação, debridamento, proliferação e maturação. A preparação da área cirúrgica inclui banho prévio, remoção de pelos e antisepse, além do uso de panos de campo. O uso correto de instrumentos cirúrgicos e técnicas de incisão é crucial para a eficácia do procedimento. A hemostasia cirúrgica é vital para prevenir hemorragias e complicações durante a cirurgia. Bisturis de alta energia oferecem vantagens e desvantagens que devem ser consideradas na prática cirúrgica.