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MODELOS DE GESTÃO 
 
 
Você sabe qual é a importância da Teoria Clássica da Administração 
para os dias de hoje? Através da contribuição de Fayol, por meio de práticas 
para melhorar o ambiente de trabalho, hoje possuímos uma estrutura 
organizacional nas instituições, com base no que foi elaborado há muitos 
anos. 
A Teoria Clássica da Administração foi essencial para o 
desenvolvimento da administração, promovendo métodos para que o 
gerenciamento pudesse ir evoluindo. As empresas atuais necessitam ter 
proporcionalidade ao utilizar ações presentes na Teoria Clássica, já que a 
abordagem apresenta aspectos mecanicistas, o que pode influenciar 
negativamente naquelas que possuem um ambiente instável. 
 
Bons estudos! 
AULA 01 – ABORDAGEM 
CLÁSSICA DA 
ADMINISTRAÇÃO 
 
 
 
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os 
seguintes aprendizados: 
• Identificar as principais funções clássicas da administração que 
impactaram na elaboração da estrutura organizacional. 
• Definir os princípios clássicos da administração. 
• Reconhecer a importância das contribuições da Teoria Clássica para 
o gerenciamento contemporâneo. 
 
 
1 FUNÇÕES CLÁSSICAS DA ADMINISTRAÇÃO NA ELABORAÇÃO DA 
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 
Você consegue imaginar uma empresa onde não exista uma organização em 
relação à divisão do trabalho, da autoridade, da responsabilidade, da remuneração? 
Com toda certeza seria uma desorganização total, onde os processos não garantiriam 
eficiência, agilidade e uma maior possibilidade de crescimento para essas instituições. 
Por meio da Teoria Clássica, foi possível estruturar a forma com que as organizações 
deveriam exercer suas atividades para garantir a eficiência a todas as partes 
envolvidas, sejam elas departamentos ou setores, além de todos os colaboradores. 
Jules Henri Fayol foi o grande responsável por criar a Teoria Clássica da 
Administração, a partir de uma abordagem sintética, global e universal da instituição, 
fundando um tratamento anatômico e estrutural que velozmente superou a abordagem 
analítica e efetiva de Taylor (ABRAHIM, 2008). A Figura 1 apresenta as cadeias de 
comando e escalar de Fayol. 
Figura 1 – Cadeia de comando e cadeia escalar de Fayol 
 
Fonte: https://bityli.com/HLaxE 
Fayol partiu do princípio de que todas as organizações possuem funções 
básicas, como: 
„ Técnicas: relativas à produção de bens ou de serviços da organização; 
„ Comerciais: referentes a atividades de compra, venda e permutação; 
https://bityli.com/HLaxE
„ Financeiras: pertinentes à procura e gerenciamento de capitais; 
„ De segurança: relacionadas à proteção e preservação dos produtos e dos 
indivíduos; 
„ Contábeis: condizentes com inventários, balanços, registros, custos e 
estatísticas; 
„ Administrativas: referentes à integração de cúpula das outras cinco funções. 
As funções administrativas organizam e sincronizam as outras incumbências 
da instituição, estando sempre acima delas. 
 Assim, faz-se necessário formular o programa de ação da organização, para 
criar seu corpo colaboradores, coordenar os esforços e harmonizar as ações, ou seja, 
administrar. Para isso, o administrador deverá prever, organizar, comandar, coordenar 
e controlar para que a organização tenha uma direção a seguir e possa alcançar 
resultados positivos. Mas a função administrativa não pode restringir-se apenas a 
níveis hierárquicos mais elevados da organização, já que quanto menor estiver na 
escala hierárquica, maiores serão as proporções das outras atividades da instituição; 
já quando se sobe, aumenta-se a extensão e o volume das funções administrativas 
(ABRAHIM, 2008). 
Fayol realiza uma distinção entre a definição de Administração e organização. 
Sendo assim, a Administração é a totalidade da qual a organização é apenas uma das 
partes. Assim, a Administração é compreendida como um composto de métodos 
entrosados e unificados, que engloba pontos que a empresa, por si só, não envolve, 
como controle, comando e previsão. Já a organização incorpora apenas a definição 
da estrutura e da forma, sendo estática e limitada. Por isso, a organização terá dois 
conceitos diferenciados: 
„ Organização como uma entidade social: aqui os indivíduos compartilham 
ideias entre si para alcançar objetivos estabelecidos. Assim, irá significar um 
empreendimento humano moldado propositalmente para chegar a determinadas 
metas. As empresas são um modelo de organização social. 
„ Organização como função administrativa: é uma porção do processo 
administrativo, como comando, coordenação, controle e previsão. Assim, a 
organização representa o ato de organizar, estruturar e alocar os recursos, além de 
estabelecer os órgãos encarregados de sua administração e determinar as atribuições 
e relações entre eles. 
A Teoria Clássica entende a organização como uma estrutura. Esse 
pensamento surge a partir da constatação de que a estrutura organizacional é 
influenciada pelas concepções antigas de organização tradicionais, rígidas e 
hierarquizadas. Sendo assim, a Teoria Clássica não se desconectou do passado. 
Apesar de ter colaborado para tirar a organização industrial da confusão inicial Teoria 
Clássica da Administração que apresentava em decorrência da Revolução Industrial, 
a Teoria Clássica pouco se desenvolveu em termos de teoria da organização 
(ABRAHIM, 2008). 
A estrutura organizacional é uma rede de controle, ou seja, uma linha de poder 
que relaciona as posições da organização e define quem se subordina a quem. A 
cadeia de comando, também conhecida como cadeia escalar, fundamenta-se através 
do princípio da unidade de comando, que expressa que cada colaborador deve se 
reportar somente a um superior. 
Assim, a Teoria Clássica deve ser considerada de cima para baixo, ou seja, da 
direção para a execução, e do todo dos elementos, realizando o estudo da síntese 
para a análise, ao contrário do que era compreendido na Teoria da Administração 
Científica. Após identificar o melhor meio para realizar certa tarefa, Taylor instituiu que 
esse procedimento deveria ser registrado, a fim de que esta ação pudesse ser 
ensinada a todos os colaboradores que realizavam esta tarefa. Assim, seria possível 
padronizar, além de simplificar as funções, aumentando a eficiência dos processos da 
organização. 
 A divisão do trabalho é outro ponto fortemente defendido por Fayol. Todavia, 
acreditava que esta conduziria ao domínio e à diferenciação das funções, ou seja, à 
heterogeneidade. A concepção era de que as empresas com maior distribuição de 
trabalho seriam mais eficientes do que outras com pouco fracionamento de tarefas. 
Assim, traz a preocupação com a divisão do nível dos órgãos que constituem a 
empresa, como os setores, departamentos e unidades. 
A divisão do trabalho poderá ocorrer em duas direções: 
„ Divisão vertical do trabalho: aponta degraus da organização que possuem 
diferentes níveis de autoridade. A hierarquia irá determinar a posição das 
responsabilidades de acordo com a função de autoridade. Em toda empresa existirá 
uma proporção hierárquica de autoridade. 
„ Divisão horizontal do trabalho: atribui variados tipos de atividades da 
empresa. Em um mesmo nível hierárquico, cada setor será responsável por uma 
tarefa específica e própria. Assim, ao atingir homogeneidade e equilíbrio, passará a 
ser chamada de departamentalização. 
Nota-se que a Teoria Clássica da Administração, através de sua preocupação 
em estruturar as instituições, muito contribui para o desenvolvimento das Teorias da 
Administração. Através do empenho na análise das tarefas realizadas por cada 
indivíduo, foi possível entender e ter uma visão melhor das instituições, 
compreendendo todo o contexto que a envolve. Sua preocupação estava direcionada 
em entender toda a estrutura da empresa, incluindo os colaboradores. 
 O olhar de Fayol sobre as funções básicas das organizaçõesestá 
desatualizado. Atualmente, são chamadas de áreas da administração, sendo funções 
administrativas para a área da administração geral; funções técnicas, em relação à 
produção, manufatura ou operações; e funções comerciais para a área de vendas ou 
marketing (ABRAHIM, 2008). 
1.1 Princípios clássicos da Administração 
A ciência, a Administração baseia-se em leis ou princípios. Fayol estabeleceu 
princípios gerais de administração, utilizando um modelo sistêmico, obtendo-os de 
alguns autores de seu tempo. Ele explica o princípio retirando qualquer conceito 
engessado. Entende-se que em matéria administrativa nada pode ser tão inflexível, 
pois aborda-se questões de medida, ponderação e bom-senso. Contudo, os princípios 
deverão ser adaptáveis e gerais, ajustando-os ao lugar, tempo ou circunstância 
(ABRAHIM, 2008). 
Segue abaixo os 14 princípios gerais da Administração, segundo Fayol (2007), 
são: 
1. Divisão do trabalho: representa a especialização das funções e dos 
indivíduos para aumentar a eficiência. 
2. Autoridade e responsabilidade: autoridade é a forma de proporcionar 
orientações e o poder de ser seguido. A responsabilidade é decorrência da autoridade 
o qual tem a responsabilidade de prestar contas. 
3. Disciplina: compreende a obediência, aplicação, intensidade, respeito, 
além de comportamento às diretrizes estabelecidas. 
4. Unidade de comando: cada funcionário deverá receber instruções de um 
chefe. Trata-se do princípio da autoridade única. 
5. Unidade de direção: um funcionário para cada setor de atividades que 
tenham o objetivo. 
6. Subordinação dos interesses individuais aos gerais: as metas gerais da 
organização podem ser diferentes aos interesses dos indivíduos. 
7. Remuneração do funcionário: tem de existir uma satisfação justa para os 
funcionários e para a empresa como maneira de retribuição. 
8. Centralização: é a concentração da autoridade chefia na hierarquia da 
empresa. 
9. Cadeia escalar: começa desde o alto escalão superior ao inferior em função 
do princípio de comando. 
10. Ordem: lugar adequado para cada material e funcionário e cada em seu 
local disponibilizado. 
11. Equidade: atenção e justiça para atingir a cooperação dos indivíduos. 
12.Estabilidade do pessoal: o rodízio dos funcionários é desvantajoso para a 
eficiência da empresa. O ideal para empresa é maior tempo de permanência do 
funcionário no mesmo cargo. 
13.Iniciativa: competência em elaborar um plano e possibilitar pessoalmente o 
seu êxito. 
14. Espírito de equipe: a relação e o equilíbrio entre os funcionários são 
grandes forças para a empresa. 
Fayol define a Teoria Clássica com o aporte de outros autores. Ao definir os 
conceitos da administração, determina as condições dadas às funções do 
administrador. O responsável tem a função de planejar, dirigir, coordenar e controlar, 
ancorando-se nos Princípios Gerais da Administração. Fayol criou 14 princípios, e 
outros autores contribuíram com mais quatro princípios. Assim, Chivenato (2003) 
sugeriu os seguintes quatro princípios da Administração: 
1. Princípio da especialização: cada indivíduo executa apenas uma função, o 
que se entende uma ocupação, uma divisão especializada no trabalho. No entanto, 
as empresas de linha, de staff e funcional. 
2. Princípio da autoridade: existindo uma chefia definida e reconhecida por 
todos os indivíduos, a começar pelo nível superior da empresa até cada funcionário 
da base. 
3. Princípio da amplitude administrativa: cada chefe é responsável por um 
número de funcionários. O superior terá indivíduos para supervisionar, além das 
relações com os funcionários que supervisiona. O número certo de funcionários irá 
diferenciar a partir do nível Teoria Clássica da Administração e do tipo dos cargos, da 
complexidade do trabalho e da especialização dos indivíduos. 
4. Princípio da definição: deveres, carências e obrigações de cada colocação 
e suas relações com as demais funções definidas e toda equipe ciente da 
responsabilidade. 
Nota-se que os autores clássicos partem da suposição da aplicação dos 
Princípios Gerais da Administração, como a divisão do trabalho, a especialização, a 
unidade de chefia e a complexidade do controle, permite uma organização formal da 
instituição apta a gerir a máxima eficiência. Contudo, essa abordagem tem sua 
importância em relação à organização formal, ou seja, acaba levando uma visão 
simples e reduzida nas atividades organizacionais (CHIAVENTATO, 2003). 
1.2 Teoria Clássica e o gerenciamento contemporâneo 
Segundo Fayol (2007), a atuação essencial na história da Administração. 
Contribuiu com a criação de métodos que aperfeiçoa o ambiente de trabalho, ou seja, 
os andamentos nos processos da empresa apresentam um desempenho elevados 
nos níveis operacionais e gerenciais. 
Para facilitar tarefas e entender melhor, Fayol definiu o reducionismo, ou seja, 
a divisão das ações executadas pelos funcionários em diversos setores. Após essa 
desconstrução seria possível examinar e determinar melhorias nos processos, com 
isso juntar novamente, estabelecendo soluções para as organizações. Outro ponto 
importante segundo Fayol foi o mecanicismo, onde é possível examinar a causa e 
efeitos dos possíveis problemas na empresa. 
Atualmente, as funções administrativas são formadas por áreas, ou seja, a 
departamentalização ocorre por meio da criação dos departamentos de produção, do 
marketing, das finanças, dos recursos humanos, da administrativa, etc. A função 
gerencial é compreendida na concepção que Fayol apresentou em sua obra, quando 
é responsável pela formação de pessoal, coordenação de esforços e adequação de 
práticas (FAYOL, 2007). 
As práticas de gestão continuam a aplicar a teoria clássica porque uma visão 
simples e organizada é compreendida. Para tanto, a abordagem clássica contempla o 
trabalho da empresa em grupos compreensíveis e úteis durante a execução das 
atividades rotineiras de gestão. Os princípios dão ao gerente a oportunidade de dirigir 
seu trabalho com confiança. No entanto, a teoria clássica não é compatível com os 
dias de hoje, pois foi criada em tempos de segurança e estabilidade. No entanto, é 
imperativo que as organizações entendam os fundamentos da governança moderna 
(FAYOL, 2007). 
A prática diária faz parte do gerenciamento das operações das empresas de 
hoje. Algumas empresas continuam a funcionar 24 horas por dia, durante todo o ano, 
com mudanças de pessoal de forma sistemática e contínua. A Teoria Clássica da 
Administração também se apresenta como mecanicista. Enfim, ao ser formada, a 
empresa foi pensada como uma máquina, dividida em setores, com cargos 
estabelecidos, padrões de autoridade, subordinação, onde as execuções do trabalho 
deviam progredir e funcionar da melhor forma através de padrões estabelecidos. 
Uma empresa de sucesso com modelo mecanicista é o Mc Donald’s, 
fomentador de uma reputação positiva de atuação no segmento de fast-food. A 
organização mecanizou as suas lojas de franquia no mundo inteiro, permitindo que 
todas produzissem o mesmo produto. Neste modelo, o consumidor, por sua vez, 
participa avaliando constantemente os serviços, a qualidade dos itens e a rapidez no 
atendimento, tendo direito a reclamar sempre que identificar algum problema (FAYOL, 
2007). 
A abordagem mecanicista nas empresas trabalha em ambientes estáveis, onde 
se produz sempre o mesmo item, através de práticas contínuas, e essencialmente 
quando existe subordinação dos colaboradores aos processos planejados. Entretanto, 
as organizações que adotam rotinas mecanicistas possuem também algumas 
limitações, como a dificuldade de enfrentar mudanças, a insistência em uma extrema 
burocracia indesejável, trazendo efeitos sobre os colaboradores, principalmente 
aqueles que estão em níveis mais baixos na escala hierárquica. Além disso, acabam 
não planejando suas ações para a inovação, apenas para atingir osobjetivos já 
determinados. 
Mas é possível manter instituições mecanicistas e adotar a inovação. Para isso, 
deve existir pesquisa e desenvolvimento procurando saber o que o consumidor 
deseja. O Mc Donald’s, por exemplo, após analisar a nova tendência de qualidade de 
vida e reeducação alimentar por parte de seus clientes, realizou o lançamento de 
saladas em seu cardápio. Assim, demonstrou que conseguiu se adequar às novas 
exigências do mercado. 
Enfim, percebe-se que Henri Fayol teve grande influência para o 
desenvolvimento da Administração como ciência e suas práticas ainda são adotadas 
em muitas empresas atuais. A Teoria Clássica buscou entender e interpretar as ações 
e as obrigações que envolvem um administrador, de forma simples e objetiva, 
possibilitando o seu entendimento e apoiando o desenvolvimento e o futuro da ciência 
(FAYOL, 2007). 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ABRAHIM, G. S. Os elementos e princípios da administração na teoria clássica. 
Administradores, 04 mar. 2008. 
CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração. Rio de Janeiro: 
Elsevir, 2003. 
FAYOL, H. Administração industrial e geral: Previsão, organização, comando, 
coordenação, controle. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2007.

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