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ELIASSIMPOSIO DE DOUTRINAS BIBLICAS 2026 A VIDA DO PROFETA ELIAS Pela graça de Deus, chegamos a mais uma edição do Simpósio de Doutrinas Bíblicas, promovido pela Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco. O tema deste ano é a vida do profeta Elias, um servo que marcou a história do povo de Israel, deixando preciosas lições para nossa caminhada espiritual. A vida de Elias é extraordinária não apenas pelos seus feitos poderosos, mas porque nos revela alguém tão humano quanto nós. A Escritura declara que ele era "um homem semelhante a nós" (Tg 5.17a), sujeito às mesmas limitações e emoções. Ainda assim, Deus usou com grande poder, mos- trando-nos que Senhor opera mediante pessoas simples que se colocam em Suas mãos: "e, orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. E orou outra vez, e céu deu chuva, e a terra produziu O seu fruto" (Tg 5.17b). Elias é um tipo da Igreja que será arrebatada, vivendo em santidade num tempo de iniquidade e frieza espiritual. Assim como Elias foi trasladado, a Noiva do Cordeiro será levada deste mundo para estar por toda eternidade com Senhor Jesus. Caminhemos pelas veredas de fé que Elias percorreu, firmes em oração e na defesa do verdadeiro Deus. Pastor Ailton José Alves Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em PernambucoLIÇÃO 1 9 CONFRONTANDO editora. ACABE bereia Rua Imperial, 1638 São José CEP 50090-000 Recife PE TEL.: +55 (81) 3034-3864 LIÇÃO 2 15 Direção geral: VIVENDO PELA Pr. Ailton José Alves PROVIDÊNCIA Coordenação: Superintendência das Campanhas Evangelizadoras da IEADPE LIÇÃO 3 Projeto gráfico e edição de arte: 21 Ev. Paulo Sérgio Primati VENCENDO DESAFIOS Capa: Editora Bereia Revisão: Editora Bereia LIÇÃO 4 Impressão: 27 RENOVAÇÃO Editora Bereia NO DESERTO Janeiro 2026 Todos os direitos reservados à Editora Bereia. LIÇÃO 5 Fica expressamente proibida a reprodução parcial ou total deste manual sem o 33 UM ENCONTRO consentimento por escrito da Editora Bereia. EM HOREBE BIBLIOGRAFIA A. W. PINK. A vida do profeta Elias. LIÇÃO 6 Editora Os Puritanos, 2019; ELIAS: UM BEP, Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de 39 Janeiro: CPAD, 1995 HOMEM Biblia NAA, Nova Almeida SEMELHANTE São Paulo: SBB, 2017 A NÓS Biblia NVT, Nova Versão Transformadora: Editora Mundo Cristão, 2016; LIÇÃO 7 STRONG, Augustus Hopkins. Dicionário 45 São Paulo: SBB, 2002 ELIAS SWINDOLL, Charles R. Elias: um homem TRASLADADO de e São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2001.CONFRONTANDO ACABE 9 1 LIÇÃO CONFRONTANDO ACABE { VERSÍCULO CHAVE: 1 JO 2.15 "NÃO AMEIS O MUNDO, NEM QUE NO MUNDO HÁ. SE ALGUÉM AMA O MUNDO, O AMOR DO PAI NÃO ESTÁ NELE." }REFLEXÃO INTRODUÇÃO 0 nosso amor ao Senhor inevitavelmente nos leva a A vida do profeta Elias é um paradig- confrontar mundo. ma divino para todos que decidiram viver neste mundo sob a direção do Espírito Santo, confrontando mun- do que está prostrado diante do pecado (2 Tm 3.12; 1 Jo 5.19). Elias surgiu no cenário num dos momentos mais tenebrosos da história de Israel. A nação havia se afastado do Senhor e andava em caminhos de idolatria, imoralidade e desobediência (1 Rs HINOS SUGERIDOS: 16.29-33). Essa realidade espiritual 108, 212 E 225 (HC) se assemelha aos dias que vivemos. O mundo está trilhando rotas com- TEXTO BASE: pletamente antagônicas à vontade 1 RS 17.1-7 de Deus, mas, tal qual Elias, devemos nos posicionar como Igreja indivi- dualmente, como cristãos, em defesa das verdades de Deus, como uma voz profética e ousada: "Vive 0 Senhor, OBJETIVOS: em cuja presença Mostrar a realidade espiritual do mundo Compreender nossa missão como Elias de Deus nessa geração11 1. B) A IDOLATRIA (1 RS culto a Baal foi uma alternativa ou complemento o REINADO DE ACABE oferecido pelo rei Acabe ao povo israelita (1 Rs 16.29). para a prática da Era um tipo de culto repulsivo, com elementos como Quase 6 décadas se passaram desde a depravação sexual, prostituição e idola- morte de Salomão e a divisão da nação tria. Que grande Não é diferente em reino do norte (Israel) e reino do Sul nos dias de hoje. A Igreja é combatida por (Judá), nos dias de seu filho Roboão. Nes- doutrinas, ideologias e conceitos huma- se período, sete reis governaram Israel: nos que tentam perverter verdadeiro Jeroboão (1 Rs 12.16-20), Nadabe (1 Rs culto a Deus (Rm 15.25, 26), Baasa (1 Rs 15.27-30,33), Elá (1 Rs 16.8-14), Zinri (1 Rs 16. 15-20), Onri C) ABOMINAÇÕES CONTRA SENHOR (1 Rs 16. 21-28) e Acabe (1 Rs 16.29-33). (1 RS 16.33). Abominações são coisas Esse último é considerado um dos piores repugnantes, detestáveis e que aborre- reis de Israel e personifica a iniquidade, as cem. A Bíblia diz que as obras de Acabe ações malignas. Seu reinado é a represen- "irritavam ao Senhor de Israel". Assim tação do mundo afastado de Deus. É um também, Deus está aborrecido com quadro semelhante ao mundo hodierno, esse mundo dominado pelo sincretismo onde a Igreja do Senhor peregrina, à es- religioso, pelas drogas, pela prostitui- pera do arrebatamento. Quais pecados de ção, pela violência, pela banalização Acabe que se repetem em nossos dias? do sagrado e a valorização do profano (2 Tm 3.1-5). E, como disse Senhor A) ALIANÇAS PECAMINOSAS (1 RS 16.31). Jesus, muitos têm experimentado es- Acabe se casou com Jezabel, filha de friamento do amor e enveredado pelo Etbaal, rei dos sidônios, fazendo uma caminho da iniquidade (Mt 24.12). É aliança não somente política, mas reli- nesse cenário caótico que Deus deseja giosa e extremamente nociva ao povo levantar crentes com espírito (senti- de Deus. Jezabel é símbolo de falsa dou- mento, disposição, força) de Elias (Lc trina, imoralidade, corrupção espiritual e 1.17), para que mundo possa testifi- oposição ao verdadeiro culto ao Senhor car: "O espírito de Elias está sobre ele" (Ap 2.20). Essa aliança também nos lem- (2 Rs 2.15). bra que não podemos viver em jugo de- sigual com os infiéis (2 Co 6.14).2. B) É UM TIPO DA IGREJA. O apóstolo Pe- dro descreve o papel da Igreja: "Vocês, DEUS LEVANTA porém, são geração eleita, sacerdócio PROFETA ELIAS. real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamar Alguém disse com muita propriedade as virtudes daquele que chamou das que um ilustre profeta (Elias) foi levan- trevas para a sua maravilhosa luz" (1 tado no reino de um dos mais perversos Pe 2.9). Lembremos outra vez das pala- reis de Israel. São as ironias de Deus, vras poderosas do apóstolo Paulo: "... os caminhos inescrutáveis, a soberania não foram chamados muitos sábios se- do Altíssimo. O apóstolo Paulo nos diz gundo a carne, nem muitos poderosos, que "Deus escolheu as coisas loucas nem muitos de nobre nascimento" (1 Co do mundo para envergonhar sábios 1.26). A Igreja foi levantada para avançar e escolheu as coisas fracas do mundo sobre as portas do inferno e prevalecer para envergonhar as fortes. E Deus es- (Mt 16.18). colheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não C) É UM MODELO PARA CADA CRENTE. Elias são, para reduzir a nada as que são" foi forjado pelo Senhor no anonimato, em (1 Co 1.27,28). uma terra deserta e rude. Os habitantes de Gileade eram rudes, habitavam simples A) UM HOMEM COMUM: UM CHAMADO vilas e sobreviviam cuidando de rebanhos EXTRAORDINÁRIO. Elias surge de repen- de ovelhas. Viviam de maneira singela, te no cenário de Israel, sem genealogia se vestiam de pele de camelo, eram so- ou formação profética prévia. Era um litários e adestrados para suportar gran- homem comum, vindo de Gileade, uma des Assim somos nós! Que região montanhosa e simples, longe dos extraordinária semelhança! O anonimato centros políticos e religiosos de Israel. de Elias antes de seu aparecimento nos Deus escolheu um homem do campo ensina que devemos viver uma vida de co- para confrontar um rei perverso e uma munhão com Deus nos bastidores, antes nação mergulhada na idolatria. de sermos usados para Seus propósitos (Lc 1.80). Seu próprio nome (Elias = Jeová é Deus) identificava com seu Senhor. Que a nossa vida também nos identifique com nosso Deus (Mt 5.16).13 3. diante do mundo e do pecado, mas per- manecem em defesa do Deus de Israel A MENSAGEM DE ELIAS. (SI 16.8; At 4.20). "Então Elias, tesbita, dos morado- C) "NEM ORVALHO NEM CHUVA". Os si- res de Gileade, disse a Acabe..." (1 Rs nais de Deus foram vistos por intermédio 17.1a). profeta do Senhor foi levanta- do ministério de Elias, assim como, por do como uma voz. O texto é categórico: meio da Igreja, Jesus manifesta os sinais "ele disse" (hb. amar), que significa: fa- que seguem os que creem (Mc 16.17). lar, proferir, dizer o que está no coração, O Senhor respalda seus Elias, em todas declarar. Elias veio para proclamar uma as gerações, manifestando milagres: "E mensagem de juízo contra a idolatria de eles, tendo partido, pregaram em toda Israel, mas veio também em defesa do parte, cooperando com eles Senhor seu Deus. O que ele disse é maravilhoso! e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam" (Mc 16.20). A) "VIVE SENHOR, DEUS DE ISRAEL". Elias proclamou diante de Acabe: Deus de Israel, o Criador do Mundo, Deus único e verdadeiro não estava morto, ainda que cultuassem a Baal e outros deuses. Essa é a nossa mensagem também: Deus está vivo, Sua Palavra está viva, Seus princípios CONCLUSÃO estão vivos, Seus decretos estão vivos! (MI Como resultado de sua obediência ao chamado divino, profeta 3.6; Hb 13.8). Elias recebeu do Senhor revelação, direção, provisão, cuidados e B) "EM CUJA PRESENÇA ESTOU". Estar na providências (1 Rs 17.3). Deus presença (hb. amad) significa estar de escondeu, alimentou e emitiu pé, permanecer, resistir, manter a posi- ordens a seu favor. Assim vivemos nós, sob os cuidados e a providência ção, continuar, morar, resistir, persistir, divina. Continuaremos aprendendo estar firme, aparecer, entrar em cena, mais nas próximas lições sobre mostrar-se, erguer-se contra. Foi essa a Deus de Elias. Amém. postura de Elias e deve ser a nossa tam- bém, proclamar ao mundo que Senhor tem profetas na terra que não se curvamVIVENDO PELA PROVIDÊNCIA 15 2. LIÇÃO VIVENDO PELA PROVIDÊNCIA VERSÍCULO CHAVE: 1 RS 17.14 { "PORQUE ASSIM DIZ SENHOR, DEUS DE ISRAEL: A FARINHA DA PANELA NÃO SE ACABARÁ, E AZEITE DA BOTIJA NÃO FALTARÁ, ATÉ AO DIA EM QUE SENHOR } DÊ CHUVA SOBRE A TERRA."6 PROFETA INTRODUÇÃO REFLEXÃO 0 cristão, como profeta Estamos estudando a vida de um ho- Elias, vive e caminha sob o cuidado constante da mem que tinha limitações semelhan- providência de Deus. tes às nossas: era frágil como nós e falhava como nós também falha- mos. Contudo, Elias se levantou com ousadia para combater a idolatria e conduzir sua nação de volta à adora- ção do verdadeiro Deus. E quais fo- ram seus recursos? Os mesmos que hoje estão ao nosso alcance. Por isso sua trajetória é tão fascinante! A fé levou a trilhar a vereda da depen- HINOS SUGERIDOS: dência da providência divina e da 04, 61 E 200 (HC) submissão aos desígnios do Eterno. As vitórias no monte Carmelo, as TEXTO BASE: revelações no Horebe e os milagres que marcaram seu ministério foram 1 RS 17.8-15 precedidos por momentos de apren- dizado no ribeiro de Querite e em Sarepta. São essas mesmas experiên- cias espirituais de dependência e submissão que Senhor deseja OBJETIVOS: ensinar a cada um de nós em nossa Entender que a vida cristã é sustentada caminhada cristã. pela providência divina. Aprender lições sobre Querite, Sarepta e a viúva empobrecida.17 1. contentar e deleitar com anonimato. ribeiro de Querite representa momentos LIÇÕES DE QUERITE. de aprendizado, treinamento e prepara- ção diante do Senhor. O período no ribeiro de Querite não foi uma escolha de Elias, e sim uma orien- B) QUERITE NOS ENSINA A CONFIAR IN- tação de Jeová: "Saia daqui, vá para TEGRALMENTE NO SENHOR. O ribeiro foi leste e esconda-se junto ao ribeiro de para Elias um lugar de improbabilidades: Querite, nas imediações do Jordão" (1 permanecer escondido dos soldados de Rs 17.3 NAA). Antes de sair de sua terra Jezabel dentro dos limites de Israel, be- em direção a Samaria, para cumprir seu ber de um córrego que estava secando, chamado, é natural que ele se pergun- ter alimento servido por corvos (aves tasse: como seria recebido? Qual seria que se alimentam de carniça, encontran- resultado de sua obediência? Se Elias do alimento adequado para um homem), houvesse obtido essas respostas de Deus crendo que eles cumpririam a ordem de antes de deixar sua terra nas monta- Deus. A Elias não restou outra opção se- nhas, provavelmente nunca teria partido. não confiar, pois aquele era único lugar É que, muitas vezes, o Pai celestial nos para onde os corvos levariam as provisões: mostra apenas um passo de cada vez "eu tenho ordenado aos corvos que ali os próximos devemos dar pela fé. (no ribeiro) te sustentem" (1 Rs 17.4). A) QUERITE REPRESENTA MOMENTOS DE C) QUERITE NOS ENSINA A ESPERAR. Elias HUMILHAÇÃO DIANTE DE DEUS. Elias ha- esperou confiadamente em Deus, todas via recebido uma mensagem e foi respal- as manhãs e todo anoitecer (1 Rs 17.6). dado pelos céus em sua sentença: "nem Às vezes, Deus nos permite estar junto a ribeiros que estão secando: o ribeiro da orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra" (1 Rs 17.1c). saúde, o ribeiro das finanças, ribeiro da harmonia familiar, ribeiro da paz interior. Então Deus tira de cena, e mostra ao profeta que Ele não depende de ninguém Mas por que Deus permite que os ribeiros para executar os Seus propósitos. A ordem sequem? Para que aprendamos a esperar do Senhor foi: "esconda-se". Todo aquele e confiar totalmente em Sua providência e não em nossa própria capacidade (SI que é chamado a estar em destaque entre 27.14; 33.18; 37.7). Se esperarmos com os homens precisa primeiro aprender a se confiança, viveremos milagres. curvar em humildade perante Deus, a se2. apenas ele e Deus, mas ao ser enviado a Sarepta, ele foi colocado sob cuida- LIÇÕES DE SAREPTA. dos de uma mulher viúva, pobre, estran- geira (ironicamente da terra de Jezabel) A tradução do nome Sarepta é muito e desesperançada (1 Rs 17.12). É a lição significativa. Do hebraico tsarephath, da dependência, pois Elias continuaria significa crisol, forno de fundição, lu- a depender do favor divino, mas ago- gar onde os metais são purificados pelo ra por intermédio de uma pobre viúva. fogo. Mais que uma prova de fé, Se- Deus tem seus instrumentos de refina- nhor desejava levar profeta Elias a um mento, que podem ser situações, luga- estágio mais avançado de refinamento res ou pessoas (Dt 8.2.3). da sua vida espiritual e do seu ministério (Pv 17.3). C) NO CENTRO DA VONTADE DE DEUS HÁ FÉ E CORAGEM. Eram muitas as circuns- A) ELIAS ESPEROU A REVELAÇÃO DOS tâncias adversas que poderiam desani- PLANOS DE DEUS. No ribeiro de Querite mar profeta: uma caminhada de cerca Elias viu as águas minguando até secar (1 de 150 km de Querite até Sarepta sob a Rs 17.7), mas não se moveu até Senhor perseguição de Acabe (1 Rs 18.10); um lhe revelar Sua vontade, não improvisou abrigo numa nação estrangeira e (1 nenhum projeto ou partiu por conta pró- Rs 17.9); ser sustentado por uma mulher pria para outro lugar. Ele sempre espera- gentia em estado de extrema pobreza. As va a direção de Deus (1 Rs 17.3; 17.9; circunstâncias, de fato, eram desanima- 18.1). Reconhecidamente, Elias se movia doras, mas Elias sabia que estava no lu- pelos caminhos traçados pelo Espírito do gar aonde Deus o havia enviado. Quando Senhor (1 Rs 18.12). Que Deus nos con- obedecemos à direção do Senhor, mes- ceda a graça de aprender a esperar até mo que sejamos provados no de que Ele mesmo revele os Seus planos a Ele mesmo tudo de que nosso respeito, para que nossa vida se necessitamos (SI 34.9). Deus havia pro- torne a expressão do Seu pensamento metido que Elias seria sustentado por in- e a concretização do Seu ideal (Is termédio daquela viúva, e, diante do qua- 58.11; Tg 4.13-15). dro à sua frente, ele não desacreditou na provisão do Senhor. Com uma fé heroica, B) ELIAS EXPERIMENTOU DEPENDER DE ele disse à viúva: "Não tenha medo" (1 Rs OUTROS (1 RS 17.9). Em Querite estava Sua fé eraVIVENDO PELA PROVIDENCIA 19 3. C) EM SAREPTA APRENDEMOS A CONVIVER COM os MILAGRES DE DEUS. A casa da viú- LIÇÕES DE UMA VIÚVA va foi visitada por Deus, primeiro pela pre- POBRE. sença de Elias, seu representante, e depois por manifestações milagrosas da parte do A generosidade da viúva de Sarepta e sua Senhor. Esse é resultado da fé e da obe- obediência ao homem de Deus produz diência irrestrita à voz do Senhor. maravilhosos ensinamentos sobre fé para a vida cristã. Não devemos esquecer exemplo daquela mulher, que foi lembra- da pelo próprio Jesus (Lc 4.25,26). A) EM SAREPTA APRENDEMOS A PRIORIZAR AS COISAS DE DEUS (1 RS 17.10-15). A viúva priorizou homem de Deus em detrimen- CONCLUSÃO to de suas próprias necessidades. Deus às Concluímos esse estudo com a vezes nos leva a situações nas quais temos poderosa Palavra de Deus ministrada que abrir mão de nossas prioridades, prefe- sobre nossas vidas: "Elias lhe disse: rências e anseios para um propósito espe- Não temas; vai e faze que disseste; (Mt 6.33). Lembremos de outra viúva mas primeiro faze dele para mim um bolo pequeno e traze-mo aqui fora; que nos deixou uma lição e foi reverencia- depois, farás para ti mesma e para teu da pelo Senhor Jesus (Mc 12.42,43). filho. Porque assim diz Senhor, Deus de Israel: A farinha da tua panela B) EM SAREPTA APRENDEMOS A RECONHE- não se acabará, e azeite da tua CER NOSSA INCAPACIDADE (1 RS 17.12). botija não faltará, até ao dia em que Diante de Elias e do pedido que ele fez, Senhor fizer chover sobre a terra. Foi a viúva abriu a sua alma para confessar ela e fez segundo a palavra de Elias; assim, comeram ele, ela e a sua casa pouco que possuía e também que não muitos dias. Da panela a farinha não se possuía. O que ela tinha? Água, um pouco acabou, e da botija azeite não faltou, de azeite e um pouco de farinha. Mas ela segundo a palavra do Senhor, por não tinha que lhe foi pedido: um boca- intermédio de Elias" (1 Rs 17.13-16). do de É assim que Deus nos molda no "forno de nos fazendo re- conhecer e confessar nossas debilidades.VENCENDO DESAFIOS 2 3 LIÇÃO VENCENDO DESAFIOS VERSÍCULO CHAVE: 1 RS 18.24 "DEEM-SE-NOS, POIS, DOIS BEZERROS, E ELES ESCOLHAM PARA SI UM DOS BEZERROS, DIVIDAM EM PEDAÇOS, PONHAM SOBRE A LENHA, PORÉM NÃO LHE METAM FOGO, E EU PREPARAREI OUTRO BEZERRO, E POREI } SOBRE A LENHA, E NÃO LHE METEREI FOGO."INTRODUÇÃO REFLEXÃO A vida cristã é permeada O episódio no monte Carmelo, onde de desafios, mas, ao se deu enfrentamento entre pro- lado do Senhor, sempre feta Elias e os profetas de Baal, é um seremos vencedores. dos mais conhecidos e comentados do Antigo Testamento. Ele nos mos- tra um panorama que atravessa todas as gerações: a batalha no mundo es- piritual. Elias foi próspero em seu mi- nistério porque viveu na dependência do poder divino, cheio do Espírito Santo. O desejo de Eliseu foi herdar espírito que tão claramente havia HINOS SUGERIDOS: atuado em sua vida (2 Rs 2.9). A ex- 298, 336 E 372 (HC) pressão "o espírito de Elias" era fami- liar nos lábios dos filhos dos profetas TEXTO BASE: (2 Rs 2.15). anjo Gabriel, ao falar 1 RS 18.16-24 com Zacarias, descreveu a presença do Espírito na vida de João Batista, dizendo: "E irá adiante dele no es- pírito e no poder de Elias" (Lc 1.17). Esta lição nos conclama a buscar OBJETIVOS: poder do alto que repousava em Elias, para que vençamos os comba- Destacar que é preciso coragem para tes espirituais que nos desafiam. honrar a Deus. Mostrar poder da oração feita por um justo.VENCENDO DESAFIOS 23 1. Saudando Elias: "meu senhor Elias" (v.7). Reconhecendo a autoridade espi- ELIAS DIANTE DE ACABE. ritual do profeta de Deus. Sustentando profetas na perseguição O mesmo Deus que havia dito: "es- (v.13). Com a escassez de pão e água, conda-se" (1 Rs 17.3), agora lhe dizia: foi um desafio para ele obter alimento "mostra-te" (1 Rs 18.1). E, sem contes- suficiente para sustentar cem profetas, tar as ordens do Senhor, "partiu, pois, correndo ainda risco de ser descober- Elias a apresentar-se a Acabe" (1 Rs to a qualquer momento. Mas, com co- 18.2). Deus iria reverter a sentença por ragem, assumiu riscos, ao se posicionar meio do Seu ousado profeta. ao lado de Deus. Temente a Deus (v.3). Temer (hb. yare) A) ELIAS ACEITOU 0 RISCO DE PERDER é reverenciar, admirar, respeitar, sentir SUA VIDA PELO SENHOR. Enfrentar Aca- medo. Essas são características daque- be era enfrentar a ira, a perseguição, les que amam verdadeiro Deus e se risco de morte, a acusação de ser res- abstêm do espírito mundano que ponsável pela calamidade. A fome era despreza (Rm 1.28). extrema em Samaria e em todo reino Reconheceu as ações divinas na vida de do Norte (1 Rs 18.2). Elias era considera- Elias (v.12). "...poderá ser que, apar- do fugitivo (1 Rs 18.10) e sua vida estava tando-me eu de ti, Espírito do Senhor em perigo, assim como outros profetas te leve não sei para onde...". No meio à época (1 Rs 18.4,13; 19.10). Mas ele da crise espiritual, havia alguém que re- não recuou, não negou sua identidade conhecia as operações de Deus! Aleluia! e, sem temer, mandou dizer a Acabe: "Elias está aqui" (1 Rs 18.8). C) ELIAS FOI ACUSADO POR DEFENDER os PRINCÍPIOS DIVINOS. Elias é chama- B) OBADIAS: A GERAÇÃO DO SENHOR VI- do de "perturbador de Israel", isto é, VENDO NA GERAÇÃO DE ACABE (1 RS 18.7- alguém que promove agitação, tumulto, 16). Abrimos um espaço para mencionar distúrbio. A causa da calamidade em Is- rael não era Elias, e sim os pecados da um personagem importante na história. Obadias representa os que vivem no rei- nação chefiada pelo iníquo Acabe. To- no de Acabe, mas honram ao Senhor. Seu dos os que proclamam as verdades de Deus são considerados como perturba- nome significa "servo de Deus'. dores (Lc 23.5; At 16.20; 17.6).2. ouvir diante da nação de Israel, assim como Senhor deseja que levantemos ELIAS DIANTE nossa voz diante do mundo em defesa DOS PROFETAS. das Suas verdades (Mt 6.24; Tg 4.4). A cena do Carmelo é ao mesmo tempo C) 0 DESAFIO AOS PROFETAS DE BAAL (1 dramática e impressionante. De manhã RS 18.25-28). duelo com os profetas de bem cedo uma multidão ocupa monte, Baal foi no território onde eles cultuavam aguardando o que iria acontecer. Haveria falso deus da tempestade, o que supos- chuva? Elias faria algum discurso? Seria tamente controlava fogo, a chuva, os preso? Seria morto? O que faria Acabe? raios (sua imagem tinha um raio na mão). O que fariam profetas da rainha? Mas Baal não respondeu! Façamos uma resumida analogia entre os recursos dos A) ELIAS CONVOCA 0 POVO E os PROFE- profetas de Baal (os poderes do mundo) e TAS AO MONTE CARMELO (1 RS 18.19,20). os recursos de Elias (os poderes espirituais Entre a convocação e a chegada de todos à nossa disposição): ao Carmelo, certamente se passaram al- guns dias. Onde e como passou Elias esse Os recursos do mundo. São poderes intervalo de tempo? Evidentemente, espe- terrenos, falíveis e humanos: riquezas, rando e se preparando para o conflito na status, influências, liturgias, sacrifícios, presença do Senhor em oração. As lutas tecnologias, conhecimentos etc. São li- contra o diabo, o pecado e a carne são mitados e ineficazes diante da realidade vencidas nos bastidores espirituais (1 Rs espiritual, na luta contra Satanás e suas 17.1; Dn 10.1-14; Mt 6.6; Lc 22.41-43). hostes infernais. Os recursos divinos. São poderes que B) ELIAS FALA POVO DE ISRAEL. "Até vêm do alto (Lc 24.49), o poder do quando coxeareis entre dois pensa- Espírito Santo (At 1.8), a comunhão, o mentos? Se Senhor é Deus, segui-o; fogo celestial, a voz do Senhor (SI 29.3- e, se Baal, segui-o. Porém povo 9), as armas "poderosas em Deus, para não respondeu nada" (1 Rs 18.21). Um destruição das fortalezas" (2 Co 10.4). homem enfrentando uma nação, um rei No combate contra Acabe, seus pro- e um grupo de falsos profetas. Foi um fetas e espírito de rebelião predomi- chamado à consciência de que Jeová é nante, Elias venceu com os recursos do verdadeiro Deus. A de Elias se fez Céu. Venceremos também!VENCENDO DESAFIOS 25 3. (v. 36b). Ele não evocou mérito para si, mas atribuiu a Deus todas as suas ELIAS DIANTE ações, sem outro interesse senão glo- DO SENHOR. rificar Senhor (Rm 11.36). "Responde-me, Senhor, responde-me, Depois do espetáculo promovido pelos para que este povo conheça que tu, Se- profetas de Baal, que foram incapazes nhor, és Deus..." (v. 37). mesmo havia de acender a secreta centelha de fogo na pedido os profetas de Baal: responde- lenha que haviam colocado sobre o altar, -nos. Responder (hb. anah) é falar, re- mediante gritos, cortes com facas e lan- plicar, testificar, responder como teste- profecias, pulos e oferta de sangue à munha. Só Deus pode fazê-lo, os deu- sua divindade pagã (1 Rs 18.26-28), Elias ses dos homens não podem responder entra em ação na defesa de Jeová. seus súditos (SI 115.1-11; Is 44.9-20). E Jeová mandou fogo! A) REPARANDO 0 ALTAR EM RUÍNAS. Essa ação representa a santificação pessoal, C) A ORAÇÃO POR CHUVA (1 RS 18.41-45). onde nós somos altar (Rm 12.1). Tam- A oração por fogo foi por uma causa ex- bém é símbolo de unidade (1 Rs 18.31) e clusivamente espiritual: exaltar ao Deus nos lembra que a união promove poder verdadeiro! A oração por chuva foi reivin- de Deus (At 2.1-4; 2.42,43; At 4.31). dicando uma promessa (1 Rs 18.1): findar a seca que assolava a nação de Israel. A B) A ORAÇÃO POR FOGO (1 RS 18.36-39). presença de um crente fiel pode transfor- Elias expressou em sua oração mais que mar um lugar, uma família, uma cidade ou um desejo de contestar Acabe e seus uma nação (Ez 22.30; Tg 5.16-18). profetas. Ela manifestou o sentimento de seu coração em relação ao seu Deus: "... Senhor, Deus de Abraão, de Isaque CONCLUSÃO e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel" (v.36). Elias desejava que que vendo todo povo, caíram sobre os seus rostos, e disseram: Só Senhor é Deus fosse honrado, reverenciado por Deus! Só Senhor é Deus!" (1 Rs 18.39). sua nação. "...e que eu sou teu servo, e que confor- me a tua palavra fiz todas estas coisas"4 LIÇÃO RENOVAÇÃO NO DESERTO VERSÍCULO CHAVE: 1 RS 19.7 { "EO ANJO DO SENHOR TORNOU SEGUNDA VEZ, TOCOU, E DISSE: LEVANTA-TE E COME, PORQUE MUI } COMPRIDO TE SERÁ O CAMINHO."28 PROFETA INTRODUÇÃO REFLEXÃO Após triunfo no Carmelo, o profeta Deus que nos faz triunfar Elias certamente esperava uma mu- no Carmelo é mesmo que nos restaura no deserto de dança drástica nos rumos da nação, nossas fraquezas. começando por seus líderes. Mas, ao receber as notícias por meio de Acabe, a fúria de Jezabel voltou-se contra o homem de Deus (1 Rs 19.2). E Elias semelhante a qualquer um de nós mesmo amparado por uma grande vitória, tendo vivido momen- tos de euforia e de claras respostas divinas... teve medo e fugiu (1 Rs HINOS SUGERIDOS: 19.3). A batalha no monte Carmelo 193, 296 E 302 (HC) aconteceu e passou, mas a guerra contra o mal permaneceu. Assim é a TEXTO BASE: nossa luta neste mundo hostil a Deus 1 RS 19.1- 8 e aos Seus seguidores: vivemos mo- mentos de grandes vitórias e outros de aparente derrota (Rm 8.31-39; 1 Co 15.57,58; 2 Co 4.8,9). Entretanto, a voz do Deus de Elias ainda pode ser OBJETIVOS: ouvida: "Levante-se e coma, porque a viagem será longa." Recordar que Senhor conhece a nossa frágil estrutura. Reconhecer que nossa força é limitada, mas Senhor nos sustenta.29 1. tem dado espírito de covardia (medo, timidez), mas de poder (força divina), de o CANSAÇO EMOCIONAL. amor (boa vontade) e de moderação (es- tabilidade da Elias ficou desanimado, deprimido e emocionalmente abalado. Como nos B) ELIAS BUSCOU A SOLIDÃO. "...ali dei- parecemos com ele! Deus permite mo- xou seu moço. Ele mesmo, porém, mentos assim para que fique evidente se foi ao deserto..." (1 Rs 19.3,4). Ao que os melhores dentre os homens, em escapar de Jezabel, ele se afasta do sua melhor forma, nunca deixam de ser povo, de seu companheiro e tenta fugir apenas homens! Não importam nossos de seu chamado. Às vezes queremos fi- talentos, aptidões ou o fato de sermos car sozinhos, mas é impossível estarmos usados por Deus. Somos "vasos de bar- sós: o Senhor está em toda parte (SI ro" (2 Co 4.7). Nenhum homem perma- 139.7). Desertos são lugares, situações nece de pé por um único instante sem ou circunstâncias que devem ser vividos ser sustentado por Deus. Salmo 39.5: ou enfrentados sob a direção divina "Na verdade, todo homem, por mais 13.18; Dt 8.2; Os 2.14; Mt 4.1), e nunca firme que esteja, é pura vaidade" (hb. fruto de uma decisão pessoal. hebel: vapor, fôlego). C) ELIAS SE SENTIU FRACASSADO. "Basta; A) ELIAS SENTIU MEDO. A tradução da pa- toma agora, ó Senhor, a minha alma, lavra medo (hb. râ'âh) tem a conotação pois não sou melhor do que meus pais" de ver, perceber, ter visão, considerar, ob- (1 Rs 19.4). Apesar da sua vitória con- servar, dar atenção, discernir. Elias deixou tra os falsos profetas, Acabe e Jezabel de olhar para Deus das vitórias e olhou continuaram como antes não houve para a fúria de Jezabel. medo é um es- qualquer mudança de coração. Elias, en- pírito (poder pelo qual homem sente, tão, sentiu-se profundamente fracassado pensa e decide) e não apenas um senti- e pede a morte ao Senhor. A história de Elias se entrelaça com a de Moisés (Nm mento (2 Tm 1.7). Ainda que seja comum até aos guerreiros de Deus, como Abraão 11.14,15), de Jó (Jó 6.8-9; 7.15), de Jo- (Gn 12.11-13; 20.2), Moisés 3.11; nas 4.3,8) e com a nossa! E como eles 4.1,10,13), Gideão (Jz 6.11, 15, 27) e foram renovados por Deus, seremos tam- Davi (1 Sm 21.12-15), não podemos viver bém alcançados pelo renovo do Senhor sob esse espírito, "porque Deus não nos (Is 40.31). Aleluia!30 2. ção alegre ilumina rosto, mas pela angústia mental espírito se abate" CANSAÇO FÍSICO. (Pv 15.13). Mas, para essa dimensão do homem, também temos promessas: "Os Elias, nesse momento de sua história, sinais seguirão aos que creem: em meu está exausto emocional e fisicamente nome expulsarão demônios, falarão resultado de combates, fugas, lon- novas línguas... porão as mãos sobre gas caminhadas, ameaças de morte, os enfermos, e eles serão curados" (Mc perigos, escassez de alimento, perse- 16.17-18). Deus pode curar ser huma- guições, enfim, de um longo período de no pelo Seu poder renovador. muitas batalhas espirituais. Do monte Carmelo até Jezreel, ele correu cerca de B) ELIAS ESTAVA PROSTRADO DIANTE DA 25 km adiante de Acabe, na força do SITUAÇÃO. "...e veio, e se assentou de- Senhor (1 Rs 18.46). Mas, ao fugir de baixo de um zimbro; e pediu para si a Jezabel, caminhou, por conta própria, morte, e disse: (1 Rs 19.4). aproximadamente 150 km até Berseba Podemos imaginar como ele chegou e depois "se foi ao deserto, caminho de completamente exausto! Muitas vezes, um dia" (1 Rs 19.4). mesmo após ter experimentado vitórias em nosso serviço ao Senhor, quando A) ELIAS PRECISAVA DE RENOVAÇÃO. estamos fisicamente esgotados, Sata- Somos compostos por espírito, alma e nás se aproveita dessa fragilidade para corpo. Essas três partes do ser humano tentar nos derrubar. Quando Elias dis- sofrem os efeitos da natureza decaída, se "basta" (hb. rab: muito, abundante, das agruras da vida e dos erros cometi- grande), ele estava declarando: "a situa- dos. Há momentos em que precisamos ção é maior que a minha capacidade de de renovação. "O coração com saúde administrar, não posso continuar". Mas, é a vida da carne" (Pv 14.30); "O cora- o Senhor estava preparando o socorro, ção alegre serve de bom remédio, mas Ele sempre chega para nos ajudar nos espírito abatido virá a secar os os- momentos que vamos sucumbir. "O Se- sos" (Pv 17.22). corpo recebe as car- nhor firma os passos do homem bom gas negativas da alma e desânimo do e no seu caminho se compraz; se cair, espírito; por isso, adoece. O tempo, não ficará prostrado, porque Senhor desgaste, as circunstâncias adversas e as segura pela mão" (SI 37. 23,24). enfermidades abatem corpo: "O cora-31 3. C) ALIMENTO. "Olhou ele e viu, junto à ca- beceira, um pão cozido sobre pedras em SOCORRO DIVINO. brasa e uma botija de água" (1 Rs 19.6). Elias havia bebido da água de Querite, mas "...eis que um anjo tocou e lhe dis- nunca havia tomado água servida por um se: Levanta-te e come. Olhou ele e viu, anjo. Havia comido do pão e da carne que junto à cabeceira, um pão cozido sobre corvos lhe traziam, e do alimento multi- pedras em brasa e uma botija de água. plicado por um milagre, mas nunca havia Comeu, bebeu e tornou a dormir" (1 Rs comido bolos trazidos pelas mãos de um 19.5,6). Qual a prescrição divina para o anjo. Foram provas especiais de ternura di- abatimento espiritual de Elias, associado vina, uma manifestação especial de amor ao esgotamento físico e emocional? Veja- para convencer profeta de que ele ainda mos a Palavra de Deus: era amado e devia prosseguir em sua tarefa. Pães quentes e água fria podem representar A) UM DESCANSO. "Deitou-se e dormiu para nós a Palavra de Deus, o poder e pre- debaixo do zimbro" (1 Rs 19.5). Era sença do Espírito Santo. Foi a comida que o Senhor dando refrigério ao profe- fez caminhar (1 Rs 19.8). ta, uma trégua na luta e recobrar das forças. Assim é nosso Deus: "Ele D) UM ENCORAJAMENTO. "Voltou segunda me faz repousar em pastos verdejan- vez anjo do Senhor, tocou-o e disse: tes. Leva-me para junto das águas de Levanta-te e come, porque caminho te descanso" (SI 23.2); "O que habita no será sobremodo longo" (1 Rs 19.7). Nenhu- esconderijo do Altíssimo, descansa à ma reprovação, repreensão ou acusação, sombra do Onipotente" (SI 91.1). apenas um incentivo dos céus: "Não pare, Elias, você precisa caminhar até Horebe". B) UM TOQUE SOBRENATURAL. "... eis que um anjo tocou..." (1 Rs 19.5). Re- presenta toque da bondade, da graça, do cuidado e do carinho divino. Antes, CONCLUSÃO foi alimentado por corvos, mas agora Renovados em forças, chegaremos a assistido por um mensageiro celestial. Horebe, 0 Monte de Deus! Há momentos em que só sobrenatural pode nos socorrer.UM ENCONTRO EM HOREBE 33 5 LIÇÃO UM ENCONTRO EM HOREBEDO INTRODUÇÃO Essa lição abordará encontro pes- REFLEXÃO soal e decisivo que profeta Elias teve Devemos sempre com Senhor em Horebe, monte de caminhar na direção Deus. Também conhecido como Mon- apontada pelo Senhor. te Sinai, era um lugar de revelação. Com toque especial do Senhor e for- talecido pelo alimento trazido por um anjo, Elias caminhou durante quarenta dias por mais de trezentos quilômetros rumo a Horebe. Por que tanto tempo? Porque não foi uma caminhada direta Deus conduziu por um período de quebrantamento, dependência e renovação espiritual. No monte, Deus HINOS SUGERIDOS: lhe faz revelações e mostra caminho 79, 84 E 151 (HC) a seguir dali em diante. O Horebe re- presenta esses momentos em que TEXTO BASE: Senhor nos conduz por veredas de 1 RS 19.8-18 revelações, direcionamentos e orien- tações. No Horebe de Deus em nos- sa vida, ouvimos a Sua voz mansa e suave, guiando-nos nos momentos difíceis, quando não temos certeza de OBJETIVOS: como proceder. E, assim como Moi- sés, Elias e próprio Jesus, Deus tam- Ressaltar a importância de encontros bém nos conduzirá ao Seu monte para pessoais com Deus falar ao nosso coração. Aprender que nosso Deus se revela de maneiras surpreendentes.ENCONTRO 35 1. B) UM TEMPO DE ESTAR A COM DEUS. A CAMINHADA ATÉ "...caminhou quarenta dias e quarenta noites...". Os quarenta dias da viagem de HOREBE. Elias, assim como os quarenta anos que o povo de Israel passou no deserto (Nm Talvez não haja na terra um lugar mais 14.33,34), quarenta dias em que Moi- associado à presença manifesta de Deus sés jejuou no Sinai e os quarenta dias de do que aquele monte sagrado. Foi ali Jesus em jejum no deserto (Mt 4.2), re- que a sarça ardia sem se consumir (Êx presentam períodos de preparação, aper- 3.1-6); ali foi dada a Lei (Êx 19-20); ali feiçoamento e fortalecimento espiritual Moisés passou quarenta dias e quarenta (Dt 8.2; 1 Pe 5.10). Se estás no caminho noites a sós com Deus (Êx 24.18; 34.28). de Horebe, estás a caminho de um novo Caminhar até Horebe representa a busca tempo de Deus para ti! pelo poder divino, revelações e renova- ção espiritual. C) AS LIÇÕES DO MONTE DE DEUS PARA NÓS. Qual propósito divino ao nos con- A) DEUS ELIAS SEU MON- duzir até Horebe? e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noi- Na vida de Moisés (Êx 24.18; 34.28). Ca- tes até Horebe, monte de Deus" (1 Rs pacitação, revelação e fortalecimento 19.8). Deus sustentou Elias com Seu ali- para uma missão. mento para mostrar que, quando ele era Na vida de Elias (1 Rs 19. 8-18). Renova- ousado e forte, o mérito não era dele, mas ção, direção e reencontro com Deus. sim a manifestação do poder de Deus. Por Na vida de Jesus (Mt 4.1,2; Mc 1.12,13). si mesmo, Elias não era melhor do que Provação e vitória sobre a tentação. Em nossa vida (Mt 5.1; 17.1,2; Tg 1.2-4). seus pais. É o próprio Deus quem nos con- Deus usa períodos de provações e situa- duz aos momentos marcantes de nossa caminhada espiritual (Gn 32.24; Êx 24.18; ções específicas para nos aperfeiçoar e fortalecer. 1 Sm 3.10). hino 17 (H.C.) nos mos- tra essa realidade: Nas horas que passo pensando em Jesus/as trevas desfaço buscando a luz/que horas de vida, tão doces pra mim/Jesus me convida, que eu suba pra Si.36 B) "QUE FAZES AQUI, ELIAS?" (1 RS 19.9B). 2. Quando Deus pergunta onde estamos, DEUS FALA NO MONTE. não é porque Ele não sabe; é porque nós não estamos no lugar onde Ele deseja Em alguma caverna escura, escondido que estivéssemos. Sua pergunta revela entre os precipícios do Hore- nossa perda de direção ou necessidade be, Elias aguardou a manifestação do de restauração. Foi assim com Adão (Gn Senhor. Mas não teve de esperar muito: 3.9) e com Agar (Gn 16.8). Com Jacó, "E veio a ele a palavra do Senhor" (1 ele confrontou a identidade: "qual é Rs 19. 9). Assim também acontece co- teu nome"? (Gn 32.27). Deus pergunta nosco. Às vezes Deus nos conduz a ca- não para obter informação, mas para nos vernas ou montes lugares de pausa, despertar, confrontar, orientar e trazer de de reflexão e até de dor não para nos volta ao Seu propósito. esconder, mas para falar conosco de for- ma mais profunda. Elias não estava no lugar onde deveria estar. Elias havia sido chamado para A) "E EIS QUE LHE VEIO A PALAVRA DO confrontar reis, restaurar Israel, levan- SENHOR" (1 RS 19.9). Deus havia falado tar altares não para se esconder. Há com Elias muitas vezes. Falou em Tis- lugares em que a voz de Deus não nos be, sua terra natal. Depois, em Sama- colocou; fomos nós que fomos até lá ria, quando ele entregou sua primeira por medo, cansaço ou confusão. mensagem a Acabe (1 Rs 17.3). Falou Elias não estava cumprindo sua missão. quando o ribeiro de Querite secou (1 Rs A tarefa não havia terminado: Deus ain- 17.9). Chamou-o do isolamento de Sa- da tinha reis para ungir e um sucessor repta para que confrontasse novamente para levantar (1 Rs 19:15-16). Quando o rei Acabe (1 Rs 18.1). Falou no deser- abandonamos a missão, Deus nos cha- to de Berseba e, agora, na caverna do ma de volta! monte Horebe, voltou a falar com Seu Estamos cumprindo nossa tarefa? A per- servo. Não há lugar na terra tão solitá- gunta feita a Elias ecoa hoje para nós: rio, nem caverna tão profunda e escura, "O que estamos fazendo aqui?" Esta- onde a Palavra do Senhor não possa nos mos no centro da vontade de Deus ou encontrar e falar ao nosso coração. refugiados em cavernas emocionais e no comodismo espiritual?HOREBE 37 3. B) "VAI, VOLTA AO TEU CAMINHO PARA DESERTO DE DAMASCO" (1 RS 19.15). Deus ORDENS EMANADAS estava lhe dizendo: "volte e siga na dire- DO MONTE DE DEUS. ção que eu mostrei". Não devemos nos afastar da rota, do propósito, do chamado Em resposta a indagação divina, Elias ou do lugar onde Deus nos estabeleceu apresenta sua justificativa: "Tenho sido sem uma orientação clara e específica do em extremo zeloso pelo Senhor, Deus Senhor. Deus também mandou Elias ungir dos Exércitos, porque os filhos de Israel a Eliseu como profeta e Hazael e Jeú como deixaram a tua aliança, derribaram os reis da Síria e de Israel, respectivamente (1 teus altares e mataram teus profetas Rs 19.15-17), numa clara demonstração à espada; e eu fiquei só, e procuram que o seu ministério profético ainda esta- tirar-me a vida" (1 Rs 19.14). Porém, a va em evidência. resposta de Deus confrontou suas afir- mações. Deus tinha um direcionamento C) "TAMBÉM CONSERVEI EM ISRAEL SETE claro para sua vida. MIL, TODOS os JOELHOS QUE NÃO SE DO- BRARAM A BAAL, E TODA BOCA QUE 0 NÃO A) "DISSE-LHE: SAI E PÕE-TE NESTE MON- BEIJOU" (1 RS 19.18). Deus revelou ao Seu TE PERANTE 0 SENHOR" (1 RS 19.11). A servo que não perde controle de nenhu- revelação, dessa vez, não veio no padrão ma situação e que continua no comando habitual do ministério de Elias (fogo, si- da nossa vida. Ele jamais deixará de ter Seus nais e milagres), mas em um "som de um representantes na terra, e Seu poder per- suave sussurro", por meio do qual Se- manece soberano sobre a história, sobre as nhor falou. Às vezes Deus se manifesta nações e sobre cada vida em particular. no vento (ações poderosas), no terremo- to (intervenções e mudanças profundas) ou no fogo (juízo e presença visível). Mas Elias encontrou em um "cicio tranquilo CONCLUSÃO e suave", uma demonstração da ternura Silenciemos nossas argumentações e e do cuidado de um Deus que, mesmo escutemos, com temor, a voz poderosa de quando parece distante, continua traba- Deus sussurrando aos nossos corações. Ihando silenciosamente.ELIAS: UM HOMEM SEMELHANTE A NÓS 39 6 LIÇÃO ELIAS: UM HOMEM SEMELHANTE A NÓS { "POIS LEMBRA-SE ELE VERSÍCULO CONHECE DE CHAVE: QUE A NOSSA SOMOS SL 103.14 ESTRUTURA; PÓ." }INTRODUÇÃO Esta lição não segue a linha cronoló- REFLEXÃO gica dos acontecimentos da vida de Ao observarmos os grandes feitos Elias, mas se dedica a analisar o que de homens frágeis, discernimos com disse apóstolo Tiago: "Elias era hu- mais clareza a grandeza de um Deus que se revela em vasos de barro. mano como nós" (Tg 5.17a NVT). Trata-se de uma afirmação surpreen- dente e esclarecedora, não porque diminui "profeta do fogo", mas porque revela que ele era influen- ciado e sofria as mesmas coisas que qualquer um de nós. Em outras pa- lavras, Elias era um homem comum, sujeito às mesmas fraquezas e limita- HINOS SUGERIDOS: ções que todos (Jó 14.1). próprio 75, 131 E 155 (HC) profeta declarou: "Não sou melhor que meus pais" (1 Rs 19.4). Neste es- TEXTO BASE: tudo, veremos que segredo de Elias TG 5.16-18 estava em vencer sua própria nature- za humana, buscando viver pelo po- der divino, sustentado pelos milagres e manifestações sobrenaturais que eram fruto de uma vida de oração, OBJETIVOS: entrega e paixão pelo Senhor. A vida de Elias nos inspira a buscar as coisas Compreender a humanidade do profeta Elias. de Deus e a rejeitar as paixões huma- nas que nos atraem ao terreno. Mostrar a necessidade de vivermos pelo sobrenatural.HOMEM SEMELHANTE 41 1. quanto ele era semelhante a nós. Se estás enfrentando situações semelhan- A HUMANIDADE tes a essas, Deus de Elias também é o DE ELIAS. teu Deus e te ajudará a vencer. É muito acertada a maneira como Tiago Elias era dependente. Apesar de ser um descreve profeta Elias: um homem (gr. profeta poderoso, não vivia por seus anthropos), ser humano, mortal, vulnerá- próprios recursos, mas dependia total- vel e falivel. Ele não adjetiva de profeta, mente de Deus para sobreviver e cum- homem de Deus, líder ou outros títulos, prir sua missão. Dependeu do sustento apenas diz que ele era: um homem. divino em Querite (1Rs 17.2-6). Depen- A trajetória vitoriosa de Elias nos ensina deu da provisão de Deus por meio da que Deus usa pessoas comuns para pro- viúva de Sarepta (1Rs 17.8-16). pósitos extraordinários. Elias era um homem sujeito ao esgota- mento. Ao mesmo tempo que era for- A) "ELIAS ERA HOMEM SUJEITO ÀS MES- te e disposto a enfrentar caminhadas, MAS PAIXÕES QUE NÓS..." (TG 5.17). situações adversas e necessidades, ele Paixões (gr. homoiopathés) significam também experimentou exaustão física sentimentos ou afeições semelhantes, e precisou descansar (1Rs 19.4-8). indicando humanidade e características Elias experimentou desânimo e medo. comuns a todos os seres humanos. Por- Mesmo após grandes feitos, ele en- tanto, em Elias não havia superdotação, frentou profunda angústia e desânimo, divindade ou alguma estrutura sobrena- a ponto de pedir a própria morte (1Rs 19.4). A ameaça de Jezabel fez fugir tural própria. Ele era um homem, como nós, dependente, limitado e mortal (SI para salvar a vida (1Rs 19.3), mostran- do que até pessoas de grande fé po- 39.5; 144.3-4; Tg 4.14). dem ser alcançadas pelo medo. B) CARACTERÍSTICAS HUMANAS NUM Elias experimentou isolamento. Ele se afastou das pessoas, deixou seu servo HOMEM USADO POR DEUS. As marcas do poder divino eram abundantes na para trás (1Rs 19.3) e refugiou-se numa caverna em Horebe (1Rs 19.9). Seu iso- vida de Elias, mas elas não anularam sua lamento emocional e físico revela situa- humanidade. Ao analisarmos algumas ções que certamente enfrentamos em dessas características, percebemos o nossa trajetória nesse mundo. quanto somos parecidos com Elias e2. para céu sete vezes (1 Rs 18.41-44). Ele persistiu porque cria no que Deus havia CONVIVENDO COM prometido. Ele creu que seria arrebatado SOBRENATURAL. (2 Rs 2.9). "e orou, com instância, para que não B) ELIAS CRIA NO PODER DA ORAÇÃO. chovesse sobre a terra, e, por três anos Quando lemos que Elias era igual a nós e e seis meses, não choveu. E orou, de que ele orou e Deus atendeu, compreen- novo, e céu deu chuva, e a terra fez demos, então, que os recursos à disposi- germinar seus frutos" (Tg 5.17,18). O ção do homem de Deus estão também homem Elias cria no Deus que servia e à nossa mercê como cristãos. Tiago diz buscou viver à sombra do poder divino. que ele "orou com fervor" (NAA) e "de- Todas as etapas da vida do profeta tive- pois orou de novo", mostrando que a ram como pano de fundo milagres, inter- oração era uma prática constante e ha- venções e manifestações dos céus. bitual em sua vida. Suas conquistas em oração provam o que diz a Palavra de A) ELIAS CRIA NO QUE DEUS FALAVA. Ele Deus: "a oração de um justo pode" profetizava confiando na fidelidade di- (gr. ischuo), ou seja, é poderosa, tem vina. A marca principal do ministério de poder de fazer extraordinário, é eficaz Elias era sua confiança absoluta na pa- e capaz de feitos admiráveis. Elias viveu lavra do Senhor. Ele não apenas ouvia; acobertado e movido pela oração: Orou ele cria, obedecia e declarava aquilo que pela seca (Tg 5.17) e depois por chuva (1 Deus dizia, mesmo quando tudo parecia Rs 18.42-45). Orou pela ressurreição do contrário. Diante de Acabe, ele decla- filho da viúva (1 Rs 17.20-22). Orou pe- rou que não choveria e creu quando dindo fogo no Carmelo (1 Rs 18.36-37). Senhor disse que mandaria a chuva (1 Orou pelo fogo que veio sobre os capi- Rs 17.1; 18.1). Elias seguiu a direção de tães (2 Rs 1.10-12). Orou (entendemos Deus, passo a passo: Foi ao ribeiro de de forma ao abrir Jordão (2 Querite (1 Rs 17.2-5). Depois, à casa da Rs 2.8). Elias buscava em Deus as solu- viúva de Sarepta (1 Rs 17.8-10). Ele creu ções que ele não encontrava na terra. que Deus estava em seus desafios (1 Rs 18.46). Elias cria, mesmo sem ver sinais imediatos, porque quando profetizou fim da seca, ele mandou servo olhar43 3. pôs diante de Deus pela nação de Israel (1 Rs 18.22-24); ele se levantou para defen- ELIAS: UM SERVO MOVIDO der a memória de Nabote (1 Rs 21.17-23). PELO AMOR A DEUS. Homens comuns podem ser canal de ben- çãos para outras vidas. Essa é mais uma "Tenho sido em extremo zeloso pelo lição deixada pelo profeta Elias. Senhor, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, C) UM HOMEM DISPOSTO AO SACRIFÍCIO. derribaram os teus altares e mataram os Para Elias, amar a Deus significava obede- teus profetas à espada; e eu fiquei só, e cer, defender a santidade e viver para a procuram tirar-me a vida" (1 Rs 19.14). glória do Senhor, custasse o que custasse. A marca mais profunda da vida de Elias Ele arriscou a sua segurança pessoal, apre- foi sua paixão ardente pelo Senhor. Nada sentando-se a Acabe por ordem divina, movia suas decisões mais do que desejo mesmo sendo perseguido. Ele sacrificou de honrar a Deus. Seu coração queimava seu conforto e estabilidade para cumprir a com zelo pela santidade divina, como ele missão, vivendo junto ao ribeiro de Querite, mesmo declarou: "Tenho sido extrema- sustentado apenas pela provisão de Deus. mente zeloso pelo Senhor" (1Rs 19.10). Também colocou em risco sua reputação diante do povo, enfrentando sozinho os A) UM HOMEM EM DEFESA DO SEU DEUS. profetas de Baal no Carmelo. Por fim, sa- Elias se disse zeloso (hb. que quer crificou sua vida em devoção e entrega to- dizer ter ciúmes, ardente cuidado pelo tal, vivendo exclusivamente para cumprir o Senhor. Ele desejava que Jeová fosse reco- propósito divino (1Rs 19.10; cf. Rm 12.1). nhecido como verdadeiro Deus. Mesmo sendo apenas um homem, Elias se dispôs como guerreiro na terra em defesa do Se- nhor. Esse é sentimento que deve guiar CONCLUSÃO nosso coração (Mt 10.32; Rm 1.16; Jd 1.3). Era um homem, simplesmente um homem, "mas orou com fervor...e orou B) UM HOMEM INTERCESSOR. Elias viveu de novo, então céu deu chuva e a terra a sua vida em função de abençoar outras produziu os seus frutos". Essa é uma atitude louvável diante dos olhos do Senhor. intercedeu pela viúva e seu filho (1 Rs ele seELIAS TRASLADADO 45 LIÇÃO ELIAS TRASLADADO VERSÍCULO CHAVE: 2 RS 2.11 { "E SUCEDEU QUE, INDO ELES ANDANDO E FALANDO, EIS QUE UM CARRO DE FOGO, COM CAVALOS DE FOGO, SEPAROU UM DO OUTRO; } E ELIAS SUBIU AO CÉU NUM REDEMOINHO."INTRODUÇÃO A trasladação do profeta Elias é uma REFLEXÃO mensagem atual para a Igreja do Se- A vida do profeta Elias é um nhor. Ela mostra a soberania e a au- para todos os que desejam toridade de Deus para definir futuro viver com Senhor neste mundo, de cada um de nós. É Ele quem define esperando a eterna redenção. fim da vida de seus servos, como no caso de Moisés, a quem Ele mes- mo sepultou (Dt 34.5,6). Já na vida de Enoque e de Elias, Deus estabeleceu exceções à morte, apontando para arrebatamento dos santos na volta de Jesus (Gn 5.24; 2 Rs 2.11). Elias viveu sob a expectativa de ser levado pelo seu Senhor e deixou lições preciosas HINOS SUGERIDOS: para os crentes sobre como viver nes- 125, 323 E 442 (HC) te mundo com a esperança da vida eterna no reino celestial. A palavra do TEXTO BASE: profeta ao seu servo Eliseu deve ser 2 RS 2.9-18 a mesma da Igreja a este mundo nos dias hodiernos: "O que queres que eu faça antes que eu seja levado em- bora?" (2 Rs 2.9). Se temos de que seremos arrebatados como foi OBJETIVOS: profeta Elias, vivamos neste mundo seguindo as pisadas que ele nos dei- Estudar sobre Elias como um tipo da Igreja. xou como setas no caminho do Céu. Aprender com Elias como viver na expectativa do arrebatamento.47 1. B) ELIAS VIVEU COMO UM AUTÊNTICO SER- vo DE DEUS. Um episódio interessante ELIAS SABIA QUE marcou a trajetória de Elias antes de sua IRIA ACONTECER. trasladação: confronto com rei Acazias (1 Rs 1.1-17). texto bíblico nos mostra que a traslada- ção de Elias era de seu conhecimento (2 Rs Ele tinha uma mensagem. "Será que não 2.1, 9), de seu servo Eliseu (2 Rs 2.3,9,10) há Deus em Israel?" (2 Rs 1.3). Elias ter- e dos filhos dos profetas (2 Rs 2.3). fato minou os seus dias defendendo a honra a acontecer foi previamente avisado pelo de seu Deus, assim como a Igreja não Senhor, e essa é uma semelhança com deve descuidar da missão de transmitir arrebatamento da Igreja. Elias sabia do ao mundo as verdades divinas (2 Tm fato e como iria acontecer.. 4.1-5). Ele tinha uma identidade. "Qual era a A) SABEMOS 0 QUE IRÁ ACONTECER NA aparência do homem que vos veio ao VINDA DE JESUS. apóstolo Paulo disse encontro e vos falou tais palavras? que não deveríamos ser "ignorantes" em Eles responderam: Era homem ves- relação aos eventos escatológicos (1 Ts tido de pelos, com os lombos cingidos 4.13). Ignorante (gr. agnoeo) énão conhe- de um cinto de couro. Então, disse cer, não entender, errar ou pecar por falta ele: É Elias, tesbita" (1 Rs 1.7,8). O de conhecimento. Por isso, todo crente que identificou Elias ao rei não foram deve entender e proclamar os eventos apenas as roupas. Foi a sua mensagem que acontecerão brevemente: toque da (...e vos falou tais palavras...), a sua trombeta (1 Co 15.52; 1 Ts 4.16), a vinda ousadia (...que vos veio ao encontro...) de Jesus nas nuvens, a ressurreição dos e a sua aparência (...vestido de pelos que morreram em Cristo, o arrebatamento com os lombos cingidos de um cinto dos salvos, encontro com Senhor nas de couro...). nuvens (1 Ts 4.17), 0 Tribunal de Cristo (2 Ele tinha autoridade. "Se eu sou homem Co 5.10), as Bodas do Cordeiro (Ap 19.7- de Deus, que desça fogo do Céu" (2 Rs 9), Milênio (Ap 20.1-6), o julgamento 1.10,12). Senhor respaldou seu pro- dos ímpios (Ap 20.11-15), novos Céus e feta com sinais, assim como Jesus deu nova terra (Ap 21.1; 2 Pe 3.13) e a vida autoridade à Igreja para proclamar o para sempre com Senhor (Ap 22.5). Gló- Evangelho (Mc 16.15-17). ria a Deus!2. conquista da terra prometida (Js 6.1-21). Jericó representa, para nós, as batalhas LUGARES QUE ELIAS que enfrentamos para alcançarmos a PASSOU ANTES vitória definitiva, que ocorrerá no nos- DA TRASLADAÇÃO. so encontro final com Cristo seja na partida deste mundo, na esperança da Elias estava em Gilgal quando falou a Eli- ressurreição, seja no dia do Arrebata- seu de sua partida (2 Rs 2.1). A Palavra de mento. Enquanto estamos no mundo, Deus diz que ele partiu dessa cidade em di- continuamos a batalhar as guerras do reção ao lugar onde seria trasladado pelo Senhor. Senhor. Gilgal representa início de uma jornada de fé e esperança em direção ao C) ELIAS ATRAVESSA 0 JORDÃO (2 RS encontro definitivo com Deus. É lugar de 2.6). O nome Jordão (hb. yarden) sig- nossa conversão, decisão e disposição de nifica "aquele que desce". O pastor caminhar em direção ao nosso maior ob- Charles Swindoll, em seu livro Elias: um jetivo: "Irmãos, quanto a mim, não julgo homem de heroísmo e humildade, es- havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: creve: "Elias se dirige ao Jordão, lugar esquecendo-me das coisas que para trás da morte, não da morte física, mas da ficam e avançando para as que diante morte do eu" (2001, p. 186). Isso signi- de mim estão, prossigo para alvo, para fica que, na espera pelo arrebatamento, prêmio da soberana vocação de Deus sacrificamos nossos desejos, paixões, em Cristo Jesus" (Fp 3.13,14). orgulhos, preferências e sonhos, na ex- pectativa de agradar ao Senhor, que nos A) ELIAS EM BETEL (2 RS 2.2). Betel (hb. beyth) arrebatará para viver com Ele para sem- significa casa de Deus, lugar de oração e co- pre (CI 3.1-4). Observemos um detalhe munhão. Foi em Betel que Abraão adorou do texto: cinquenta dos discípulos dos ao Senhor (Gn 12.8; 13.3), onde Jacó viu profetas ficaram à margem do Jordão, os anjos de Deus e recebeu promessas (Gn mas Eliseu atravessou com Elias (2 Rs 28.10-19). Representa a vida de comunhão, 2.7-9). Isso representa que muitos não adoração e oração que devemos cultivar desfrutam da totalidade das bênçãos esperando encontro com Senhor Jesus. espirituais que antecedem a vinda de Je- sus, enquanto outros buscam maior co- B) ELIAS EM JERICÓ (2 RS 2.4). Foi lugar munhão. Esses veem as manifestações da primeira batalha do povo de Deus na divinas (2 Rs 2.11,12).49 3. C) "PEÇO-TE QUE ME DÊ PORÇÃO DOBRADA DO TEU ESPÍRITO" (2 RS 2.10). Esse pedido UM DIÁLOGO ESPIRITUAL. de Eliseu revela desejo altruísta de ser um autêntico discípulo de seu senhor. As- A Igreja do Senhor, assim como Elias, sim também deve ser anseio do nosso também terminará sua caminhada na coração: desfrutar as promessas de Jesus e terra. E enquanto avançamos rumo ao viver plenamente aquilo que Ele preparou encontro com Cristo, que a voz dos ho- para nós. mens de Deus Elias e Eliseu seja a declaração viva do nosso coração. Ouça- D) "DURA COISA PEDISTE. TODAVIA, SE ME mos as suas palavras: VIRES QUANDO FOR TOMADO DE TI, ASSIM SE TE FARÁ; PORÉM, SE NÃO ME VIRES, A) "TÃO CERTO COMO VIVE 0 SENHOR E NÃO SE FARÁ" (2 RS 2.10). Elias dá a Eli- VIVE A TUA ALMA, NÃO TE DEIXAREI" (2 RS seu a orientação para receber poder: se 2.2, 4, 6). Essa declaração de Eliseu deve creres e permaneceres atento à minha di- ser também a decisão de cada um de nós. reção, receberás. Essa verdade também se Elias é um tipo da Igreja, e nossa dispo- reflete na promessa de Jesus à Sua Igreja: sição deve ser caminhar em direção ao "Estes sinais seguirão aos que crerem" (Mr Céu em comunhão e obediência à Igreja, 16.17); "Ficai em Jerusalém, até que do a Noiva do Cordeiro. "Deixar" (hb. azab) alto sejais revestidos de poder" (Lc 24.49). significa abandonar, negligenciar ou apos- tatar. É que muitos têm feito, perdendo a esperança e a convicção da vida eterna. B) "PEDE-ME QUE QUERES QUE EU TE CONCLUSÃO FAÇA, ANTES QUE SEJA TOMADO DE TI" "Indo eles andando e falando, eis que (2 RS 2.9A). Essas palavras de Elias retra- um carro de fogo, com cavalos de tam uma realidade espiritual. Enquanto fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. que estiver no mundo, a Igreja é a detentora vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu do poder divino, das revelações de Deus pai, carros de Israel e seus cavaleiros! e a única fonte de esperança para a hu- E nunca mais viu" (2 Rs 2.11,12). manidade. Que ofereçamos às pessoas, pela pregação do Evangelho, que elas precisam para se encontrar com Senhor.

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