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aula 5 Grandes Strongylos

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ESTRONGILÍDEOS
 ORDEM STRONGYLIDA
· estrongilídeos: Este é o nome comum em português para os membros da ordem Strongylida.
· Família Strongylidae: agrupa os Grandes Estrôngilos → verminose equina
· Subfamília: Strongylinae (Grandes Estrôngilos dos cavalos)
· Subfamília: Globocephalinae (Parasitas de suínos)
· Família Cyathostomidae: agrupa Pequenos Estrôngilos → verminose equina
· Subfamília: Oesophagostominae (Parasitas de ruminantes/suínos)
· Subfamília: Cyathostominae (Pequenos Estrôngilos dos cavalos)
· Família Trichostrongylidae → Haemonchus place ( bovinos) i e H. contortus (pequenos ruminantes) → verminoses de ruminantes 
—> Vamos dar um geral em Pequenos e Grandes estrongilídeos - verminose equina
· parasitas internos mais significativos dos cavalos, 
· Pequenos estrongilídeos = chamados de Ciatostomíneos
· podemos dizer que 100% dos equinos tem, porém é assintomático
· Grandes estrongilídeos
· Migratórios: S. vulgaris, S. equinus, S. edentatus
· Não migratórios: Triodontophorus sp. 
· Importância: 
1. Pequeno desconforto abdominal e Redução no desempenho
2. Episódios fulminantes de cólicas, seguidos de morte: 
· sinal clínico mais grave associado aos estrongilídeos, especialmente aos grandes estrongilídeos 
· causada principalmente pelo Strongylus vulgaris → vai ter explicado a diante
3. Resistência do hospedeiro aos parasitos: 
· Os cavalos desenvolvem alguma imunidade contra os parasitas ao longo da vida, principalmente através da exposição.
· Animais jovens (potros) e idosos, ou aqueles com o sistema imunológico comprometido, são muito mais suscetíveis a desenvolver doenças graves.
4. Resistência dos parasitos às drogas
· Principais espécies
· Morfologia
· Macho: presença de bursa copulatória ( macho usa para se prender à fêmea durante a cópula) e espículas (usadas para transferir esperma)
· Fêmea: vulva
—> Vamos focar em Grandes Estrongilídeos
obs: grandes estrôngilos não migratórios o principal é o Triodontophorus
· Hospedeiro: equídeos
· Habitat: IG
· Família Strongylidae e Subfamília: Strongylinae
—> Grandes estrôngilos migratórios 
· Importância:
· Cólica trombo-embólica (S. vulgari): 
· ponto mais crítico e perigoso. 
· Strongylus vulgaris, uma das espécies mais conhecidas, tem um ciclo de vida que envolve a migração das larvas pelas artérias do intestino, especialmente a artéria mesentérica cranial. Essa migração pode causar inflamação e a formação de coágulos (trombos). Se esses coágulos se desprendem e viajam pela corrente sanguínea, eles podem bloquear o fluxo de sangue em outras partes do intestino, causando a cólica tromboembólica. Esta condição é extremamente dolorosa e frequentemente fatal para o animal se não for tratada rapidamente.
· Ingestão de grandes tampões de mucosa: 
· hábito alimentar dos vermes adultos
· Perda de sangue e de proteínas: A ingestão da mucosa e o dano vascular resultam na perda de sangue e de proteínas para o trato gastrointestinal. Com o tempo, essa perda contínua pode levar a quadros de anemia e desnutrição no animal.
· Claudicação intermitente: 
· embolia em vasos inferiores/caudais ocasionada principalmente por S. vulgari
· Ciclo Biológico Geral aos Grande estrôngilos → fase de vida livre/ no ambiente
ovos não larvados nas fezes (mórula de ovos) - ovípara
desenvolvimento da larva L1 e eclosão da larva L1
 
L1 ( 1º estádio) →muda → L2 →muda→ L3 [com bainha (cutícula do estádio 2), não se alimenta e é infectante]
 abandono do bolo fecal
capim → ingestão pelo H
· L1 → L2: perda da cutícula e forma outra (fase mais delicada do ciclo) → larva sensível e por isso fica dentro do bolo fecal - esse protege contra o sol , tem umidade e alimento (matéria orgânica)
· L3: pode ficar embaixo da terra, não se alimenta e não bebe água, ela tem uma reserva de energia e quando acaba morre → isso é devido a sua cutícula grossa.
· Bainha:
Vantagem - não perde água
Desvantagem - não entra água, não se alimenta (depende da reserva de energia)
Strongylus vulgaris
· Morfologia
· menor entre os grandes estrôngilos
· Machos: 1,1 a 1,6 cm, Fêmeas: 2 a 2,5 cm
· Cápsula bucal
· bem desenvolvida e com 2 dentes em forma de orelha
· goteira dorsal que alcança a margem anterior
· PPP: 6 a 7 meses
· Habitat dos adultos: ceco 
· pode matar
· Ciclo biológico / fase parasitária: 
ingestão de L3 junto com o pasto → L3 perde bainha
 
adesão e penetração na parede do IG ( ceco)
 
sofre muda na submucosa do intestino ( L3 →L4) 
 (L4 programada para entrar em vasos)
L4 → migração pela parede de artéria ou arteríolas intestinais ( fase mais crítica) por meses e não pela luz → até chegar a artéria mesentérica cranial (na intersecção da aorta com a mesentérica cranial)
 
durante essa viagem causam arterite e formação de aneurismas, principalmente no entroncamento da a. mesentérica cranial com a aorta ( várias larvas L4 dentro do aneurisma)
· Aneurisma é a dilatação anormal e permanente de uma artéria, causada pelo enfraquecimento de sua parede: pode causar rompimento dessa artéria e hemorragia interna
 sofre muda dentro do aneurisma 
L4--> L5 dentro do aneurisma - dentro da parede do vaso ( ver adiante o que é aneurisma)
 
larvas L5 rompe a parede do vaso vai para a luz vascular → para ir para o cego e intestino grosso 
· quando L5 rompe a parede do vaso se forma trombos que podem se desprender e cair na corrente sanguínea
· embolia → bloqueio de vasos sanguíneos menores que irrigam o intestino
· isquemia e morte de tecidos ( infarto de órgãos) → cólica trombo-embólica
 
L5 amadurecem para a forma adulta (diferenciação sexual) → fixam na parede do ceco e do cólon → produção de ovos, que serão liberados nas fezes
obs: Aneurisma: 
· dilatação localizada e permanente de uma artéria, causada pelo enfraquecimento da parede do vaso sanguíneo. 
· A perda de resistência pode ser causada por degeneração, inflamação, aterosclerose, traumatismo ou alterações congênitas. 
· Com isso a pressão do sangue faz com que essa região se expanda, formando uma espécie de “bolha” ou “saco” no vaso.
obs Cólica trombo-embólica: embolia de vasos do intestino
obs: Claudicação intermitente: embolia em vasos caudais
 obs: em vermelho intenso indica “trilhas” que são depósitos de fibrina e lesões inflamatórias na parede da artéria
Strongylus edentatus
· Morfologia:
· extremidade anterior ( cabeça) mais larga que o corpo
· 4cm de comp. 
· Cápsula bucal bem desenvolvida em forma de taça e sem dentes
· PPP: 10 a 12 meses 
· boca (cabeça) separada do corpo
· Habitat: ceco e cólon
· Ciclo / fase parasitária 
ingestão de L3 junto com o pasto
 
penetração na parede do IG ( ceco e cólon)
 
entra no sistema venoso do intestino → que se conecta à veia porta
 
entra no fígado e sofre muda ( L3 → L4) 
 
migra ativamente através do tecido hepático (parênquima) por meses→ inflamação e pequenas hemorragias → hepatite 
 
sai do fígado pelo ligamento hepato-renal
 
atinge a cav peritoneal e sofre muda ( L4 → L5)
 
mesentério (prega do peritônio para fixar ID e IG)
 
formam nódulos na parede do cólon
 
L5 rompem a parede do intestino → amadurecem → diferenciação sexual → cópula → ovos
obs: as larvas L3 chegam ao fígado de dentro para fora ( veias → fígado → ca. peritoneal)
obs: larvas formam nódulos no fígado e cav. peritoneal
granuloma no fígado por conta da resposta inflamatória
Strongylus equinus
· Morfologia
· Cápsula bucal 
· oval
· dente subdorsal grande e dois subventrais menores 
· 2,5 a 5,5 cm de comp.
· coloração cinza escuro a castanho avermelhado
· é o maior de todos
· Habitat adultos: ceco e raramente colon
· Ciclo - fase parasitária
ingestão de L3 junto com o pasto
 
penetração na parede do intestino grosso ( ceco e cólon)
 
forma pequenos nódulos e faz muda de L3 → L4 na parede do intestino
 
atinge a cav. peritoneal / abdominalse fixa na superfícies do fígado e sofre muda ( L4 → L5) → sai pelos ligamentos hepáticos
 
migra para rim, pâncreas…
 
L5 retorna ao intestino → penetra a parede do cólon
 
luz do intestino → verme adulto → diferenciação → cópula → ovos
obs: larvas chegam ao fígado de fora para dentro ( da cav peritoneal para dentro do fígado)
—> GRANDES ESTRÔNGILOS NÃO MIGRATÓRIOS 
· Subfamília: Strongylinae
Triodontophorus spp.
· Morfologia 
· projeção lateral na corona radiata ( chifrinho)
· Habitat: IG ( cólon) de equinos e asininos ( burros e jumentos) 
· Hábito alimentar grupal ( patogenia) → forma úlceras bem grandes
causam danos diretos e localizados nos hospedeiros, as úlceras, diferente dos migratórios que é mais sistêmica
· Ciclo biológico - fase parasitária
L3 penetra no IG (ceco e cólon)
 
L3 → L4 em um nódulo dentro da parede do intestino
 L4 sai desse nódulo
L4 → L5 em outro nódulo
 
L5 sai para a luz do intestino
 
diferenciação sexual → cópula → ovos
· Oesophagodontus robustus
· “pescoço de cavalo”
· ausência de dentes
· corona radiata com muitos elementos
· Diagnóstico
· Aparência dos Ovos: 
· Os ovos de estrongilídeos (tanto os grandes quanto os pequenos) têm uma morfologia semelhante
· são ovais, com casca fina e lisa.
· "Morula": Dentro do ovo tem a morula, que é o embrião em desenvolvimento, composto por várias células 
· o ovo com a mórula dá para saber que é Strongylideo, mas não dá para saber a espécie
· Aparência da larva L3:
L3 ciatosmíneo
· Larva L3 de Strongylus (Grandes Estrongilídeos): A larva na parte superior é mais longa e possui uma extremidade caudal (cauda) pontiaguda e relativamente alongada. A bainha protetora (a "pele" da muda anterior) a envolve por completo.
· Larva L3 de Ciatostomíneo (Pequenos Estrongilídeos): A larva na parte inferior é visivelmente mais curta e robusta. A sua cauda é mais curta e arredondada.
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