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SEMIOLOGIA NEUROLÓGICA
André Castilho
Prof. Esp.
Pós Graduado em Terapia Intensiva Adulto –
Hospital Israelita Albert Einstein
dr.andrecastilho@gmail.com
INTRODUÇÃO À SEMIOLOGIA NEUROLÓGICA
FUNDAMENTOS PARA AVALIAÇÃO CLÍNICA DO SISTEMA NERVOSO
CRONOGRAMA 
SEMESTRAL
DATA CONTEÚDO
05/02 INTRODUÇÃO À SEMIOLOGIA NEURO – REVISÃO NEUROANATOMIA
12/02 ANATOMOFISIOLOGIA DO SNC E SNP
19/02 NEUROFISIOLOGIA DO MOVIMENTO VOLUNTÁRIO E SENSIBILIDADE
26/02 FISIOPATOLOGIA NOS DISTÚRBIOS NEUROLÓGICOS E DA FUNÇÃO CEREBRAL
05/03 REVISÃO E ROTEIRO DA AULA PRÁTICA
12/03 AS I
19/03 SEMIOLOGIA ORTOPÉDICA
26/03 SEMIOLOGIA ORTOPÉDICA
02/04 AB I
09/04 SEMIOLOGIA ORTOPÉDICA
16/04 SEMIOLOGIA ORTOPÉDICA
23/04 SEMIOLOGIA RESPIRATÓRIA – PROF CONVIDADA
30/04 SEMIOLOGIA RESPIRATÓRIA – PROF CONVIDADA
07/05 SEMIOLOGIA RESPIRATÓRIA – PROF CONVIDADA
21/05 AS II
28/05 SEMIOLOGIA RESPIRATÓRIA – PROF CONVIDADA
11/06 AB II
18/06 AF
CONCEITO
Área da avaliação clínica que
estuda os SINAIS E SINTOMAS
neurológicos, com o objetivo de
identificar alterações no
Sistema Nervoso.
Na Fisioterapia engloba a
investigação SISTEMÁTICA de
aspectos como:
❖REFLEXOS;
❖FORÇA MUSCULAR;
❖TÔNUS;
❖COORDENAÇÃO;
❖SENSIBILIDADE, POSTURA E
MARCHA.
Baseado no RACIOCÍNIO CLÍNICO
e no CONHECIMENTO
ANATÔMICO-FUNCIONAL do
Sistema Nervoso.
IMPORTÂNCIA DA ANAMNESE
DIAGNÓSTICO FUNCIONAL PRECISO
• Nos permite diferenciar lesões do SNC e SNP, direcionando condutas e intervenções
adequadas.
ESTABELECIMENTO DE METAS TERAPÊUTICAS
• Baseado no quadro clínico neurológico, é possível traçar objetivos realistas e
funcionais para o paciente.
MONITORAMENTO DA EVOLUÇÃO CLÍNICA
• A reavaliação dos sinais neurológicos permite verificar a eficácia da intervenção
fisioterapêutica ao longo do tempo.
INTERDISCIPLINARIDADE
• Contribui com informações relevantes para neurologistas, ortopedistas e demais
profissionais da saúde, promovendo um cuidado integrado.
SINAIS E SINTOMAS COMUNS
SINAL / SINTOMA DESCRIÇÃOCLÍNICA LOCALIZAÇÃO PROVÁVELDA LESÃO
HEMIPARESIA / HEMIPLEGIA Fraqueza ou paralisia de um lado do corpo Córtexmotor (lobo frontal) contralateral
Trato corticoespinal (cápsula interna, tronco encefálico)
AFASIA (MOTORA, SENSITVA OUGLOBAL) Dificuldade na fala ou compreensão da linguagem Hemisfério dominante (geralmente esquerdo):
Área de Broca (frontal) – afasia motora
Área deWernicke (temporal) – afasia sensorial
DISARTRIA Fala arrastada oumal articulada Tronco encefálico, cerebelo, trato corticobulbar
ATAXIA Coordenaçãomotora prejudicada,marcha instável Cerebelo (hemisférios ou vermis)
TREMOR (REPOUSOOU INTENÇÃO) Movimentos rítmicos involuntários Gânglios da base (repouso – Parkinson)
Cerebelo (intenção)
HIPOESTESIA Redução da sensibilidade (tátil, dolorosa ou térmica) Tálamo, córtex somatossensorial, medula espinhal ou nervos periféricos
CONVULSÃO Descargas elétricas anormais e paroxísticas Córtex cerebral (principalmente lobo temporal ou frontal)
HEMIANOPSIAHOMÔNIMA Perda do campo visual domesmo lado em ambos os olhos Trato óptico, radiações ópticas, córtex occipital (contralateral)
DIPLOPIA Visão duplicada Nervos cranianos III, IV, VI ou seus núcleos no tronco encefálico
PTOSE PALPEBRAL Queda da pálpebra superior Nervo oculomotor (III par craniano)
REFLEXOPATOLÓGICO (Babinski) Extensão anormal do hálux à estimulação Trato corticoespinal (lesão do neurôniomotor superior)
PARALISIA FLÁCIDA Perda de força com tônusmuscular diminuído Neurôniomotor inferior (medula, raiz, nervo periférico)
PARALISIA ESPÁSTICA Perda de força com aumento do tônusmuscular Neurôniomotor superior (via piramidal)
NISTAGMO Movimentos oscilatórios involuntários dos olhos Tronco encefálico, cerebelo ou nervos cranianos vestibulares
ANISOCORIA COMMIDRIASE Pupila dilatada com assimetria Lesão do nervo oculomotor ou compressão por aneurisma
COMPONENTES DO 
EXAME NEUROLÓGICO
COMPONENTE DEFINIÇÃO TESTES
NÍVEL DE
CONSCIÊNCIA
Avaliação da vigília e da capacidade de
resposta do paciente.
Escala de Coma de Glasgow.
FUNÇÕES
COGNITIVAS
Verifica memória, atenção, orientação,
linguagem e raciocínio.
Mini Exame do Estado Mental (MEEM).
NERVOS CRANIANOS Avaliação dos 12 pares de nervos
cranianos e suas funções motoras e
sensoriais.
Teste do olfato (I), acuidade visual (II),
movimentos oculares (III, IV, VI), reflexo
corneano (V), mímica facial (VII), audição
(VIII), elevação do palato (IX, X), força do
trapézio (XI), protrusão da língua (XII).
FORÇA MUSCULAR Avalia a força voluntária dos grupos
musculares.
Escala de Força Muscular (MRC), teste
contra resistência.
TÔNUS MUSCULAR Verifica o grau de resistência ao
movimento passivo.
Avaliação passiva dos membros; pesquisa
de espasticidade ou rigidez.
REFLEXOS Examina os reflexos profundos e
superficiais.
Reflexo patelar, aquileu, bicipital, tricipital,
plantar (Babinski).
COORDENAÇÃO Avalia a integração motora entre
diferentes partes do corpo.
Teste Index-Nariz, calcanhar-joelho,
diadococinesia (capacidade de realizar
movimentos rápidos e alternados).
MARCHA Observa o padrão de marcha e
equilíbrio do paciente.
Marcha em linha reta, marcha em equino
(calcanhar-ponta), teste de Romberg.
SENSIBILIDADE Avalia a percepção de estímulos
sensoriais.
Teste de sensibilidade tátil, dolorosa,
térmica, vibratória, propriocepção.
AVALIAÇÃO
NEUROFUNCIONAL
Caracterizado como um PROCESSO ABRANGENTE 
que envolve a coleta de dados NECESSÁRIOS para 
AUXILIAR no Diagnóstico e ESTABELECER hipóteses 
DISFUNCIONAIS, baseado na INTEGRAÇÃO dos 
Sistemas Motores, Somatossensitivo e Cognitivo, 
podendo incluir aspectos emocionais.
Iremos dividir em 3 tópicos para melhor compreensão:
❖ ANAMNESE;
❖ EXAME FÍSICO, E;
❖ PROCEDIMENTOS TERAPÊUTICOS.
Importante ressaltar que durante uma AVALIAÇÃO 
NEUROFUNCIONAL, podemos utilizar inúmeras 
ESCALAS e TESTES com intuito de verificar FORÇA 
MUSCULAR, TÔNUS, REFLEXOS e FREQUÊNCIA DE 
ESPASMOS.
Estes RECURSOS são IMPRESCINDÍVEIS para nossa 
categoria realizar AVALIAÇÕES neurológicas em 
crianças e adultos.
AVALIAÇÃO 
NEUROFUNCIONAL
É importante salientar que o paciente quando desenvolve uma patologia neurológica 
PODE ter DIFERENTES níveis de ACOMETIMENTOS como resultado:
O Fisioterapeuta tem por OBJETIVO considerar os IMPACTOS que estas patologias 
causam ao paciente, com intuito de DIAGNOSTICAR e TRATAR as disfunções 
relacionadas a elas, PREVENINDO o surgimento, a progressão de INCAPACIDADES, 
de LIMITAÇÕES funcionais e de DEFICIÊNCIAS com o avançar da patologia.
INCAPACIDADE
• Paciente se torna
incapaz de realizar
atividades e tarefas
dentro de um contexto
social e do meio que
vive, é consequência de
uma deficiência.
• EX.: Incapacidade de se
locomover ou se
equilibrar devido
amaurose.
LIMITAÇÃO FUNCIONAL
• Restrição na capacidade
de realizar tarefas com
habilidades comumente
esperada, consequente
da deficiência ou
incapacidade, trazendo
limitações no
desempenho de suas
funções normais.
• EX.: Dificuldade em
utilizar transportes
públicos e de trabalhar
devido amaurose.
DEFICIÊNCIA
• Consequente de
doenças, ou seja, perda
ou anormalidades
fisiológicas das
estruturas anatômicas ou
funcionais.
• EX.: Amaurose
ANAMNESE
A anamnese fisioterapêutica baseia-se em 
3 pontos cruciais:
❖ÉTICA;
❖RELAÇÃO FISIOTERAPEUTA-
PACIENTE, e;
❖RACIOCÍNIO CIENTÍFICO.
A anamnese é uma ENTREVISTA realizada 
pelo PROFISSIONAL de Saúde ao seu 
PACIENTE, com o objetivo de RELEMBRAR 
todos os fatos que se RELACIONAM com a 
DOENÇA e o PACIENTE.
A anamnese é IMPORTANTE em qualquer 
tipo de avaliação, entretanto é 
INDISPENSÁVEL na Avaliação 
Neurofuncional, pois é FUNDAMENTAL 
conhecer a ROTINA do paciente e da 
família, IDENTIFICAR o nível de 
DEPENDÊNCIA, FATORES que podem 
INTERFERIR no tratamento e as 
BARREIRAS SOCIAIS que podem LIMITAR 
a conduta terapêutica.
ANAMNESE
A anamnese deve seguir a ORDEM de 
perguntas ABERTAS, seguidas por 
perguntas FOCADAS e finalizar com 
perguntas FECHADAS, incluindo 
informações como:
NOME;
DATA DE NASCIMENTO;
IDADE;GÊNERO;
ESTADO CIVIL;
OCUPAÇÃO;
ENDEREÇO;
DIAGNÓSTICO CLÍNICO;
DIAGNÓSTICO 
CINÉTICO-FUNCIONAL;
QUEIXA PRINCIPAL;
H.D.A;
H.D.P.;
ANTECEDENTES 
FAMILIARES;
ANTECEDENTES 
PESSOAIS;
MEDICAMENTOS, E;
HÁBITOS E VÍCIOS;
TÓPICOS IMPORTANTES
EXAME FÍSICO
Após a ANAMNESE, é realizado o exame físico com o INTUITO de 
procurar os SINAIS e SINTOMAS da patologia, o mesmo é composto 
por:
❖CONSCIÊNCIA E ESTADO MENTAL;
❖NERVOS CRANIANOS;
❖MOTRICIDADE E COORDENAÇÃO;
❖REFLEXOS, E;
❖SENSIBILIDADE.
Vale ressaltar que cada EXAME deve ser ADAPTADO às 
NECESSIDADES individuais do PACIENTE e conduzido por um 
Profissional de Saúde QUALIFICADO.
É importante termos em mente que a COMPLEXIDADE da semiologia 
neurológica tem como um dos seus fatores a DIFICULDADE do 
Paciente em DESCREVER o que sente, com o intuito de FACILITAR o 
RACIOCÍNIO CLÍNICO, indica-se organizar um padrão de 3 etapas 
de Diagnóstico:
❖SINDRÔMICO: Conjunto de sinais e sintomas apresentados 
pelo paciente;
❖TOPOGRÁFICO: Local da lesão causadora do sintoma do 
paciente, e;
❖ETIOLÓGICO: Qual a causa da lesão (Vascular, 
Inflamatória, Degenerativa).
O Exame Físico permite a confirmação dos dados da história e exame 
físico, incluindo achados sintomáticos. 
PROCEDIMENTOS
TERAPÊUTICOS
FISIOTERAPIA
NEUROFUNCIONAL
É a terapia pelo movimento, nessa modalidade os movimentos dos músculos, articulações,
ligamentos, tendões e estruturas do SNC e SNP são utilizados para recuperar as funções dos
mesmos, exige movimento do Paciente.
CINESIOTERAPIA
Recurso terapêutico que utiliza correntes elétricas no tratamento dos pacientes, vale ressaltar
que são correntes de baixa intensidade, pode ser usada no tratamento de pacientes com lesão
medular, pós AVC e com contraturas musculares, com modalidades que auxiliam no estímulo da
contração ou relaxamento muscular e como fonte de analgesia.
ELETROTERAPIA
Usa a mudança da temperatura para tratar diversas patologias, no caso nesta modalidade 
usa-se o calor, principalmente como fonte analgésica, aliviando dores e desconfortos 
musculares.
TERMOTERAPIA
Utiliza-se aparelhos que emitem raios na pele, cada uma com cumprimento de onda diferente, 
com intuito específico e cor diferente para melhor manejo.
FOTOTERAPIA
Utiliza-se aparelhos mecânicos com intuito de fortalecer, alongar, repontecializar a musculatura 
e reeducar os músculos que estão disfuncionais, indicado para Pacientes de todas as idades, em 
sedentários e atletas.
MECANOTERAPIA
Conjunto de abordagens terapêuticas com procedimentos de manipulação que estimulam a 
dinâmica da circulação e a mobilidade dos tecidos e segmentos, pode ser utilizada para 
reduzir edemas, tensão muscular, problemas circulatórios e dores.
MASSOTERAPIA
Utiliza-se baixas teperaturas em determinadas regiões do corpo para tratamentos, comum 
para tratamento de contusões, torções e também diminui espasticidade.
CRIOTERAPIA
REVISÃO NEUROANATOMIA
CONCEITO SISTEMA NERVOSO
O Sistema Nervoso é considerado uma rede COMPLEXA de
órgãos e estruturas responsáveis por CAPTAR, INTERPRETAR e
RESPONDER a estímulos internos e externos do corpo humano.
ESSENCIAL para o CONTROLE e COORDENAÇÃO de TODAS as
funções corporais, incluindo sistemas respiratório, cardíaco,
digestório e urinário.
Composto por 2 partes principais:
➢SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC), e;
➢SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO (SNP).
FUNÇÕES DO SISTEMA NERVOSO
O Sistema Nervoso tem por objetivo desempenhar
várias funções essenciais no corpo humano.
Entre as principais funções, podemos citar:
RECEPÇÃO E
PROCESSAMENTO DE
INFORMAÇÕES SENSORIAIS:
•O SN capta o estímulo do ambiente
atravé dos órgãos sensoriais (Pele,
Olhos e Ouvidos), processa para gerar
respostas adequadas;
CONTROLE E COODENAÇÃO
DE MOVIMENTOS:
•Coordena os movimentos voluntários e
involuntários, permitindo ações como
caminhar, falar e respirar;
REGULAÇÃO DAS FUNÇÕES
CORPORAIS INTERNAS:
•Regulador de funções vitais, como
frequência cardíaca, a digestão e a
respiração, mantendo a homeostase;
INTEGRAÇÃO DE RESPOSTAS
EMOCIONAIS E COGNITIVAS:
•Responsável por processar emoções,
pensamentos e memórias, integrando
respostas para uma interpretação
adequada com o ambiente.
CLASSIFICAÇÃO ESTRUTURAL SNC
Composto pelo ENCÉFALO e 
pela MEDULA ESPINAL, 
responsável pelo processamento 
e integração das informações 
recebidas:
SNC
ENCÉFALO
CÉREBRO
TELENCÉFALO
DIENCÉFALO
CEREBELO
MEDULA
ESPINAL
TRONCO
ENCEFÁLICO
MESENCÉFALO
PONTE
BULBO
MASSA CINZENTA E 
BRANCA
❖ MASSA CINZENTA: é formada por CORPOS de 
NEURÔNIOS somáticos, ENCONTRADA em sua 
predominância no CÓRTEX cerebral, na MEDULA 
ESPINAL são formadas por células nervosas, motoras e 
sensitivas, com a função de PROCESSAR informações.
❖ MASSA BRANCA: é formada por PROLONGAÇÕES 
NERVOSAS envoltas em MIELINA, que é uma 
substância formada por lipídios e proteínas que 
ENVOLVEM as fibras nervosas, ENCONTRADA em sua 
predominância na camada mais INTERNA do cérebro, 
na MEDULA representa as vias AFERENTES e 
EFERENTES, tem como função a CONEXÃO.
ENCÉFALO
O ENCÉFALO é dividido em:
❖CÉREBRO: que é subdividido em:
❖TELENCÉFALO: composto pelo córtex cerebral, tem
como função controle do movimento, fala,
percepção sensitiva, audição, visão, memória,
cognição, pensamento abstrato, e;
❖DIENCÉFALO: situado no centro do encéfalo, tem
como função: sensação de dor, frio, pressão e
calor.
❖CEREBELO: relacionado a postura, coordenação e equilíbrio;
❖TRONCO ENCEFÁLICO: subdividido em:
❖MESENCÉFALO: responsável pela visão, audição,
movimento dos olhos e corpo.
❖PONTE: responsável pelo sono, deglutição,
audição, controle da bexiga, equilíbrio, gustação e
funções motoras.
❖BULBO: responsável pelo controle autônomo,
frequência cardíaca, respiração, pressão do
sangue, reflexos de salivação, tosse, espirro e
deglutição.
CÓRTEX CEREBRAL
Camada EXTERNA de substância 
CINZENTA dos hemisférios 
cerebrais, é ORGANIZADO em 
VÁRIAS áreas funcionais 
MOTORAS, SENSITIVAS e de 
ASSOCIAÇÃO, essa organização 
foi mapeada e denominada Área 
de Broadmann, que nos ajuda a 
compreender as ESTRUTURAS e 
FUNÇÕES do cérebro que possui um 
papel CENTRAL em funções 
COGNITIVAS superiores.
CÉREBRO
Formado por 2 hemisférios: Direito e Esquerdo,
separados VISUALMENTE pela fissura
LONGITUDINAL e ligados pelo CORPO
CALOSO, o mesmo é dividido anatomicamente
por 4 lobos:
❖ LOBO FRONTAL;
❖ LOBO PARIETAL;
❖ LOBO OCCIPITAL, e;
❖ LOBO TEMPORAL.
CÉREBRO
SULCOS CEREBRAIS: ajudam a
DELIMITAR os lobos cerebrais, e
DELIMITAM os giros cerebrais, os mais
importantes são o Sulco central (de
Rolando) e Lateral (de Sylvius).
GIROS CEREBRAIS: são SALIÊNCIAS ou
CONCAVIDADES, cercadas por SULCOS
cerebrais, tem por objetivo promover
uma melhor função cognitiva
TELENCÉFALO
Maior parte do encéfalo, responsável por 
funções cognitivas superiores, como:
❖ LINGUAGEM;
❖ MEMÓRIA;
❖ ATENÇÃO;
❖ PENSAMENTO, E;
❖ TOMADA DE DECISÕES.
Composto por:
❖ CÓRTEX;
❖ AMÍGDALA;
❖ CORPO ESTRIADO, E;
❖ BULBO OLFATIVO.
DIENCÉFALO
Desempenha papel crucial no processamento de 
informações sensoriais e no controle de funções 
autonômicas, composto por:
❖ TÁLAMO – Centro de retransmissão de impulsos 
sensoriais e motores, entre ME e Córtex;
❖ HIPOTÁLAMO – Controla funções autonômicas e 
endócrinas, como regulação da temperatura comporal, 
fome, sede e ritmos circadianos;
❖ EPITÁLAMO – Inclui a glândula pineal, envolvida na 
regulação dos ciclos sono-vigília, E;
❖ SUBTÁLAMO – Participa da coordenação motora.
CEREBELO
Desempenha importante papel na coordenação dos
movimentos e no equilíbrio, envolvido também em
algumas funções cognitivas, composto por:
❖ CÓRTEX CEREBELAR;
❖ NÚCLEOS CEREBELARES, E;
❖ PEDÚNCULOS CEREBELARES.
Tem como funções:
❖ COORDENAÇÃO MOTORA;
❖ EQUILIBRIO E POSTURA;
❖ APRENDIZADO MOTOR, E;
❖ FUNÇÕES COGNITIVAS – Pesquisas indicam
envolvimento da estrutura em funções como,
linguagem, atenção e processamento
emocional.
TRONCO ENCEFÁLICO
O tronco encefálico é uma estrutura situada nabase do cérebro que conecta as estruturas 
subcorticais com a medula espinhal. Ele está 
associado com vários sinais vitais, como:
❖ CICLO SONO-VIGÍLIA;
❖ CONSCIÊNCIA, e;
❖ CONTROLE RESPIRATÓRIO E CARDIOVASCULAR. 
O tronco encefálico é constituído por três partes: 
❖ MESENCÉFALO;
❖ PONTE, e;
❖ BULBO. 
Ele está localizado na fossa craniana posterior, 
apoiado no clivo do osso occipital.
CLASSIFICAÇÃO ESTRUTURAL SNP
SNP
NERVOS
CRANIANOS
12 pares
ESPINAIS
31 pares
GÂNGLIOS
MOTORES
SENSITIVOS
TERMINAÇÕES
NERVOSAS
MOTORAS
SENSITIVAS
Composto por NERVOS,
GÂNGLIOS e TERMINAÇÕES
NERVOSAS, responsável pela
captação de estímulos e
encaminhamento ao SNC.
NERVOS CRANIANOS 
São 12 pares de nervos PERIFÉRICOS, que 
emergem de FORMAS e FISSURAS cranianas, 
dispostos NUMERICAMENTE de 1 à 12, de 
acordo com seu LOCAL de saída no crânio de 
rostral para caudal.
Tem por objetivo o suprimento SENSITIVO e 
MOTOR da cabeça e do pescoço, 
CONTROLANDO a atividade nesta região, 
entretanto o nervo VAGO se ESTENDE além do 
pescoço, com INTUITO de inervar VÍSCERAS 
torácicas e abdominais.
NERVOS CRANIANOS
I – OLFATÓRIO
ORIGEM: Cavidade nasal
através da placa
cribiforme (crivosa)
do osso etmoide;
TIPO: Sensitivo;
FUNÇÃO: Conduzir
impulsos olfatórios.
II – ÓTICO
ORIGEM: Fotorreceptores
da retina;
TIPO: Sensitivo;
FUNÇÃO: Transmitir
estímulos visuais para o
encéfalo.
III – OCULOMOTOR
ORIGEM: Mesencéfalo;
TIPO: Motor;
FUNÇÃO: Movimentação
dos olhos e constrição
pupilar.
IV – TROCLEAR
ORIGEM: Mesencéfalo;
TIPO: Motor;
FUNÇÃO: Movimentação
ocular.
V – TRIGÊMEO
ORIGEM: Tronco cerebral,
formando o gânglio
trigeminal, próximo ao
ápice da parte petrosa
do osso temporal;
TIPO: Misto;
FUNÇÃO: Motora realiza
mastigação, sensitiva
inerva face, couro
cabeludo e crânio.
VI – ABDUCENTE
ORIGEM: Tronco
encefálico;
TIPO: Motor;
FUNÇÃO: Inerva músculo
reto lateral do olho.
NERVOS CRANIANOS
VII - FACIAL
ORIGEM: Tronco
Encefálico;
TIPO: Misto, entretanto
tem fibras
predominantemente
motoras, e poucas fibras
especiais;
FUNÇÃO: Expressões
faciais e sensibilidade
muscular.
VIII -
VESTIBULOCOCLEAR
ORIGEM: Formado de
duas partes: o nervo
vestibular e o nervo
coclear, fazem sinapse
com seus respectivos
núcleos no tronco
encefálico;
TIPO: Sensitivo;
FUNÇÃO: equilíbrio e
audição.
IX - GLOSSOFARÍNGEO 
ORIGEM: Tronco
Encefálico;
TIPO: Misto;
FUNÇÃO: Sensibilidade
da língua, tuba auditiva e
faringe, e motora os
músculos da faringe.
X - VAGO
ORIGEM: Se origina de
múltiplos nervos no tronco
encefálico;
TIPO: Misto
FUNÇÃO: Manutenção
das funções vitais, como a
frequência cardíaca.
XI - ACESSÓRIO 
ORIGEM: Se origina do
tronco encefálico e da
medula espinhal;
TIPO: Motor;
FUNÇÃO: Mastigação e
movimentação de cabeça
e pescoço.
XII - HIPOGLOSSO
ORIGEM: Tronco
Encefálico;
TIPO: Motor;
FUNÇÃO: Movimentação
da língua, auxilia na fala
e deglutição
NERVOS ESPINAIS
REGIÃO Nº DE PARES PRINCIPAIS ÁREAS DE INERVAÇÃO
CERVICAL 
(C1–C8)
8 pares Pescoço, ombros, diafragma (C3-C5 – nervo frênico), braços e mãos
TORÁCICA 
(T1–T12)
12 pares Caixa torácica, músculos intercostais, parte do abdome
LOMBAR 
(L1–L5)
5 pares Parte inferior do abdome, quadril, parte anterior das pernas
SACRAL 
(S1–S5)
5 pares Nádegas, região pélvica, parte posterior das pernas, pés
COCCÍGEA (Co1) 1 par Região ao redor do cóccix (função sensitiva discreta)
•8 cervicais: apesar de haver 7 vértebras
cervicais, existem 8 nervos porque o
primeiro emerge acima da vértebra C1, e
os demais seguem abaixo de cada
vértebra.
•12 torácicos
•5 lombares
•5 sacrais
•1 coccígeo
	Slide 1: Semiologia neurológica
	Slide 2: Introdução à semiologia neurológica fundamentos para avaliação clínica do sistema nervoso
	Slide 3: CRONOGRAMA SEMESTRAL
	Slide 4: conceito
	Slide 5: Importância da anamnese
	Slide 6: SINAIS E SINTOMAS comuns
	Slide 7: Componentes do exame neurológico
	Slide 8: Avaliação neurofuncional
	Slide 9: Avaliação neurofuncional
	Slide 10: ANAMNESE
	Slide 11: ANAMNESE
	Slide 12: Tópicos importantes
	Slide 13: Exame físico
	Slide 14: procedimentos terapêuticos fisioterapia Neurofuncional
	Slide 15: Revisão NEUROANATOMIA
	Slide 16: Conceito sistema nervoso
	Slide 17: FUNÇÕES do sistema nervoso
	Slide 18: Classificação estrutural snc
	Slide 19: Massa cinzenta e branca
	Slide 20: encéfalo
	Slide 21: Córtex Cerebral
	Slide 22: Cérebro
	Slide 23: Cérebro
	Slide 24: TELENCÉFALO
	Slide 25: DIENCÉFALO
	Slide 26: CEREBELO
	Slide 27: Tronco encefálico
	Slide 28: Classificação estrutural SNP
	Slide 29: Nervos cranianos 
	Slide 30: NERVOS CRANIANOS
	Slide 31: NERVOS CRANIANOS
	Slide 32: NERVOS ESPINAIS