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( Autorização Resolução CEE/CEP nº107 de Dezembro de 2016. E-mail : colegio.cos@gmail.com / www.colegiooliveirasilva.com (64)3433 -1545 / (64) 3404-7681 ou (64)99240-5149 ) MODULO I – Agricultura Geral PROF. Nayara Ferreira Silva COMO FAZER AMOSTRAGEM DE SOLO COM ESTES 3 MÉTODOS DIFERENTES Como fazer análise de solo da maneira correta? Neste artigo iremos mostrar 3 métodos diferentes para você melhorar e otimizar sua amostras de solos Quando vamos ao médico temos que fazer alguns exames para que ele possa dar um diagnóstico correto. Da mesma forma, para o manejo de solo adequado precisamos ver a análise de solo, o “exame” do solo. Você não pode fazer a coleta de sangue para um exame sem estar em jejum, como não podemos fazer a amostragem do solo de qualquer maneira. Existem diversos tipos de amostragem de solo, mas aqui vou te mostrar os principais métodos. Também veremos algumas novidades das amostragem de solo e tirar todas as suas dúvidas sobre como fazer análise de solo. Amostragem e análise de solo: Para que serve? Amostragem de solo tem como objetivo principal avaliar a fertilidade dos nossos solos. A amostragem de solo nada mais é do que a avaliação de um pequena porção (amostra) que deverá ser representativa do nosso talhão. No meio agronômico, a amostragem de solo é a principal investigação onde verificamos se nosso solo atende às necessidades da cultura. Uma vez que a amostragem de toda a área é inviável econômica e operacionalmente, existem algumas técnicas de amostragem para que tenhamos a representatividade da área. Mas devido aos custo agrícolas das análises químicas das nossas propriedades, muitos produtores reduzem densidade de pontos por hectare. Porém, quando temos o custo total de produção e comparamos com os custos com amostragens, essa prática não é tão custosa quanto pensamos. Especialmente porque com base nas análises fazemos a recomendação de correção do solo, adubação e calagem, essenciais para atingir altas produtividades. Se a amostragem estiver equivocada, todo os próximos passos serão comprometidos, inclusive a sua produtividade. É importante também realizar a amostragem de solo de 3 a 4 meses antes da semeadura da lavoura. Isso porque precisamos de tempo para realização das análises laboratoriais, planejamento de compra e entrega dos insumos. Amostragem em Grade Um tipo muito comum e conhecido de amostragem é em grade. A Grade Amostral geralmente é gerada com o auxílio de um Sistema de Informação Geográfica (SIG). Esse tipo de amostragem deve ser guiado por um aparelho GPS para a correta navegação em campo até os pontos onde serão realizadas as coleta de solo. A grade pode ser regular ou irregular e os pontos são georreferenciados (possuem coordenadas geográficas). As amostragens em grade podem ser divididas em “Amostragem em grade por ponto” e “Amostragem em grade por célula”. Esses são os dois primeiros métodos de amostragem que veremos a seguir: Como fazer análise de solo com estes 3 métodos de amostragem diferentes Primeiro método: Amostragem em grade por ponto A amostragem de solo em grade por ponto é a mais popular no Brasil. O talhão, por exemplo, é dividido em polígonos regulares que podem ter formato quadrado. No interior destes polígonos estão contidos os pontos amostrais, que podem ser inseridos centralizados ou de maneira aleatória. Nos pontos amostrais, deverá ser feita várias subamostras. O mais utilizado é algo em torno de 8 a 12 subamostras em cada ponto amostral, num raio de cerca de 3 m a 10 m. Essas subamostras devem ser homogeneizadas a fim de compor uma amostra a ser enviada ao laboratório (o que chamam de amostra composta). Quanto maior o número de subamostras menor será o erro amostral, porém maior será o tempo demandado para as coletas. Consequentemente, maiores serão os custos desse tipo de metodologia de amostragem. Uma vez que estes pontos são georreferenciados, eles podem ser processados e interpolados. Dessa maneira podemos criar mapas de nutrientes nos solos, como mostra a figura abaixo: O processo de interpolação serve para estimar valores em locais não amostrados, completando o preenchimento do mapa. A densidade de amostras afeta diretamente a qualidade do mapa. Ou seja, quanto maior o número de amostras, melhor a qualidade do mapa. Porém, quanto mais amostras, mais cara será a amostragem. Esse é o grande dilema da amostragem em campo, não somente nos solos, mas em qualquer área. Assim, é preciso encontrar um equilíbrio entre número de amostras e custos. De maneira geral, o mais indicado para estes tipos de grades fica em torno de 1 amostra/ha. Segundo método: Amostragem em grade por célula Na amostragem em grade por célula, os talhões são divididos em células e não precisam ser regulares. Neste tipo de amostragem, as subamostras são coletadas dentro da área de cada célula. Após a coleta você deve juntar essas subamostras, misturar bem (homogeneizar) e tirar uma quantidade dessa mistura que será a sua amostra composta. É essa amostra composta que será enviada ao laboratório e seus resultados são atribuídos a toda a área da célula. Neste caso, a interpolação dos valores não é necessária, uma vez que cada célula terá apenas um valor atribuído de cada nutriente. Neste método a densidade amostral não é uma dúvida, uma vez que a interpolação não é necessária. A amostragem em grade por célula é recomendada para quem quer realizar uma amostragem em grade, mas não quer despender tanto dinheiro com maior número de amostras. Terceiro método: Amostragem direcionada Esta metodologia de amostragem deve ser utilizada por produtores já familiarizado com a Agricultura de Precisão. Isso porque para esse método precisamos de diversos mapas para identificação de locais específicos dentro das lavouras. Neste tipo de amostragem, o objetivo final não é a geração de mapas temáticos. O objetivo aqui é gerar informações para tentar explicar as causas da variabilidade presentes nas lavouras. Podem ser utilizados mapas de colheita, índices vegetativos (como o NDVI), tipos de solo, quantidade de argila (mapas de textura ou condutividade elétrica), etc. Frente a tais investigações, os produtores podem tomar conhecimento de fatores que podem estar associados a altas ou baixas produtividades, solos com texturas diferentes etc. Sabendo a variabilidade da área você pode tirar amostras direcionadas pelas diferentes manchas da área. Isso faz com que sua amostragem seja mais assertiva e possa ser otimizada. Assim você ainda pode verificar se as diferenças das manchas são por causa do solo. Todos estes métodos você pode utilizar o caminhamento zig zag para fazer a coleta de cada amostra. Lembrando que, você deve seguir as orientações do engenheiro agrônomo. Agora que já falamos sobre como fazer análise de solo e os 3 métodos de amostragem, vamos conhecer os equipamentos utilizados para isso: Como fazer análise de solo: Equipamentos de amostragem Atualmente existem diversos equipamentos que podem ser utilizados para realização das amostragens de solo. Como a escala de produção aumentou exponencialmente, a agilidade nas amostragens é essencial para que todas as etapas sejam realizadas corretamente e no tempo adequado. Um equipamento antigo e muito utilizado é o trado. Porém quando aumentamos o número de amostras a serem coletadas há outras opções mais fáceis operacionalmente. Hoje temos no mercado os amostradores com motores a combustão interna, além dos amostradores elétricos, hidráulicos ou pneumáticos. Os elétricos são mais leves e práticos, porém são menos potentes e devem ser levados em conta nos diversos tipos de solo onde serão utilizados Solos mais pesados e compactados exigem um amostrador hidráulico ou a combustão interna. No entanto, esses equipamentos são mais difíceis de serem operados manualmente, devido ao seu maior peso. Também é comum o acoplamento destes equipamentos em caminhonetes, quadriciclos, tratores ou veículos utilitários. Nesse sentido, temos empresas específicas que nos fornecem o conjunto de veículo e amostrador já prontos parautilização, separação e identificação das amostras: Como realizar o cálculo de amostragem em R$/ha? Existem diversas ferramentas que auxiliam os consultores ou produtores a calcular o custo operacional da amostragem. O Laboratório de Agricultura de Precisão (LAP) da ESALQ disponibiliza em seu site uma planilha que facilita o cálculo da amostragem em grade. Futuro da amostragem de solo Atualmente estão surgindo no mercado equipamentos para realizar a medição dos atributos do solo em tempo real e já no campo. Existem aparelhos de raio-x, lasers e scanners que já conseguem medir teores de nutrientes nas amostras de maneira mais rápida. No Brasil, temos a SpecSolo que realiza as análises de solos por infravermelho próximo (NIR) e os resultados são gerados através de um gigantesco banco de dados. Veja vídeo inserido na semana para entender melhor essa forma de analise. Conclusão A amostragem de solo é fundamental para o correto manejo dos insumos, evitando desperdícios de insumos e, consequentemente, de dinheiro. A amostragem é o primeiro passo para o sucesso produtivo nas lavouras, fazendo com que a aplicação de fertilizantes e corretivos dê muito mais retorno. Aqui você viu como fazer análise de solo com 3 diferentes métodos de amostragem, e agora pode escolher com segurança aquele se encaixa melhor na sua propriedade. No futuro teremos novas formas de como fazer análise de solo e novas metodologia que nos darão resultados mais rápidos e mais eficientes. Mas o importante mesmo é estar consciente das suas decisões de amostragem e análise de solo como vimos neste artigo! Atividade: Após assistir ao vídeo e ler o texto faça um resumo do que você conseguiu compreender a respeito da necessidade de se realizar uma analise de solo antes de iniciar qualquer plantio. ( Faça em uma folha para entregar na próxima aula ). 10 image2.jpeg image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.jpeg image9.png image10.png image1.jpeg