Prévia do material em texto
IBGE
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA
➢ Agente de Pesquisa e Mapeamento
➢ Supervisor de Pesquisa e Coleta
Sumário – Apostila IBGE
LÍNGUA PORTUGUESa .................................. 3
1 Compreensão e Interpretação de Textos de
Gêneros Variados ..................................... 3
2 Reconhecimento de Tipos e Gêneros
Textuais .................................................... 5
2. Domínio da Ortografia Oficial ................. 8
3. Domínio dos Mecanismos de Coesão
Textual ................................................... 10
3.2 Conectores e Sequenciação Textual ... 12
3.3 Emprego de Tempos e Modos Verbais . 15
4.1 Emprego das Classes de Palavra ........ 17
4.2 Relações de Coordenação e
Subordinação entre Orações e entre Termos
da Oração .............................................. 23
4.3 Relações de Subordinação entre
Orações ................................................. 27
4.4 Emprego dos Sinais de Pontuação ...... 29
4.5 Concordância Verbal e Nominal ......... 32
4.6 Regência Verbal e Nominal ................ 36
4.7 Emprego do Sinal Indicativo de Crase . 39
4.8 Colocação dos Pronomes Átonos ....... 41
5. Reescrita de Frases e Parágrafos do Texto
.............................................................. 45
5.1 Significação das Palavras ................... 45
5.2 Substituição de Palavras ou de Trechos
de Texto .................................................. 47
5.3 Reorganização da Estrutura de Orações e
de Períodos do Texto ............................... 49
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO .......... 52
1. Aritmética e Álgebra ............................ 52
1.1 Princípios de Contagem ..................... 52
1.2 Razões e Proporções ......................... 55
1.3 Regra de Três Simples ........................ 57
1.4 Porcentagens .................................... 59
1.5 Equações de 1º e 2º Graus ................ 61
1.6 SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS ................ 62
2.0 FUNÇÕES E GRÁFICOS ..................... 65
LÓGICA .................................................. 68
3.1 ESTRUTURAS LÓGICAS ...................... 68
DIAGRAMAS LÓGICOS (SILOGISMOS) ...... 71
3.3 LÓGICA SENTENCIAL (OU
PROPOSICIONAL) ................................... 75
3.4 LÓGICA DE PRIMEIRA ORDEM............ 77
4.0 OPERAÇÕES COM CONJUNTOS ......... 79
5.2 – Problemas Geométricos e Matriciais 81
ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO ..................... 85
1.0 CÓDIGO DE ÉTICA DO IBGE ............... 85
2.0 LEI Nº 8.112/1990 – CONTEÚDOS
EXIGIDOS (REGIME DISCIPLINAR)............ 88
2.1 DEVERES (ART. 116) ........................... 88
2.2 PROIBIÇÕES (ART. 117)...................... 89
2.3 ACUMULAÇÃO, RESPONSABILIDADES E
PENALIDADES (ARTS. 118 A 126) ............. 90
2.4 PENALIDADES (ART. 127) ................... 91
2.5 INFRAÇÕES DISCIPLINARES (ART. 132)92
2.6 CONSEQUÊNCIAS, DEFINIÇÕES E
COMPETÊNCIA (ARTS. 136 - 141) ............. 94
2.7 PRESCRIÇÃO DA AÇÃO DISCIPLINAR
(ART. 142) ............................................... 95
GEOGRAFIA ............................................... 97
1.1 Orientação: Pontos Cardeais ............. 97
1.2 LOCALIZAÇÃO: COORDENADAS
GEOGRÁFICAS, LATITUDE, LONGITUDE E
ALTITUDE ............................................... 98
1.3 REPRESENTAÇÃO: LEITURA, ESCALA,
LEGENDAS E CONVENÇÕES .................. 100
2 ASPECTOS FÍSICOS E MEIO AMBIENTE NO
BRASIL .................................................. 102
2.1 CLIMAS DO BRASIL .......................... 102
2.2 VEGETAÇÃO E ECOSSISTEMAS ......... 104
2.3 RELEVO BRASILEIRO ........................ 107
1
2.4 HIDROGRAFIA BRASILEIRA .............. 108
2.5 ECOSSISTEMAS (DOMÍNIOS
MORFOCLIMÁTICOS) ............................ 110
3 ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO BRASILEIRO 113
3.1 O ESPAÇO AGRÁRIO: ECONOMIA,
MODERNIZAÇÃO E CONFLITOS ............. 113
3.2 ESPAÇO URBANO: ATIVIDADES
ECONÔMICAS, EMPREGO E POBREZA ... 115
3.3 REDE URBANA E REGIÕES
METROPOLITANAS ................................ 118
4 . DINÂMICA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA 120
4.1 FLUXOS MIGRATÓRIOS .................... 120
4.2 CRESCIMENTO E PERDA
POPULACIONAL ................................... 122
5 FORMAÇÃO TERRITORIAL E DIVISÃO
POLÍTICO-ADMINISTRATIVA ...................... 125
5.1 ORGANIZAÇÃO FEDERATIVA
(ORGANIZAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO)
............................................................ 125
NOÇÕES DE INFORMÁTICA ...................... 129
SISTEMAS OPERACIONAIS .................... 129
1.1 AMBIENTE WINDOWS ...................... 129
EDIÇÃO DE DOCUMENTOS ................... 130
2.1 MICROSOFT OFFICE ........................ 130
2.2 LIBREOFFICE .................................. 132
REDES DE COMPUTADORES.................. 134
3.1 INTERNET E INTRANET ..................... 134
3.2 NAVEGADORES (BROWSERS) .......... 136
3.4 MECANISMOS DE BUSCA ................ 140
3.5 GRUPOS DE DISCUSSÃO ................. 142
3.6 REDES SOCIAIS ............................... 144
4. ORGANIZAÇÃO DE ARQUIVOS ............... 146
4.1 GERENCIAMENTO DE ARQUIVOS,
PASTAS E PROGRAMAS ......................... 146
5 . SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO .......... 148
5.1 PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA ... 148
5.2 BACKUP (CÓPIA DE SEGURANÇA) ..... 151
NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO E SITUAÇÕES
GERENCIAIS ............................................. 154
1 . FUNDAMENTOS DE ADMINISTRAÇÃO . 154
1.1 ORGANIZAÇÕES COMO SISTEMAS
ABERTOS .............................................. 154
2 . FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS ............. 156
2.1 PLANEJAMENTO ............................... 156
2.2 ORGANIZAÇÃO ................................ 156
2.3 DIREÇÃO ......................................... 157
2.4 CONTROLE ...................................... 157
3 . LIDERANÇA, COMUNICAÇÃO E
MOTIVAÇÃO .......................................... 158
5 . GESTÃO DE PESSOAS E ORGANIZAÇÕES
............................................................ 161
5.1 NOÇÕES BÁSICAS DE GERÊNCIA ...... 161
5.2 TRABALHO EM EQUIPE ..................... 161
6. AUTORIDADE E DELEGAÇÃO .............. 163
7. AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO ............ 165
8. QUALIDADE NO SERVIÇO PÚBLICO .... 168
Orientações Finais de Estudo .................... 172
2
Esta apostila foi desenvolvida para oferecer um
estudo claro, objetivo e organizado, reunindo
os conteúdos mais cobrados nos concursos e
apresentados de forma didática. Cada capítulo
foi estruturado para facilitar a compreensão,
incluir exemplos práticos e destacar os pontos
que mais aparecem nas provas.
O material também traz tabelas, quadros-
resumo, questões de fixação e dicas
estratégicas para potencializar o aprendizado,
permitindo que você revise com rapidez e
memorize com mais facilidade.
Use esta apostila como seu guia principal:
estude, marque, volte quando necessário e
acompanhe sua evolução. A constância
transforma conteúdo em domínio, e domínio
transforma estudo em aprovação.
3
LÍNGUA PORTUGUESA Cuidado para não concluir algo que o texto não
permite, usando apenas seu conhecimento de
mundo
1 Compreensão e Interpretação de Textos de Gêneros
Variados
Introdução
Em provas de concurso, compreender e
interpretar textos são habilidades fundamentais.
Embora pareçam semelhantes, tratam-se de
processos diferentes e avaliados de formas
distintas. Esta seção apresenta explicações
organizadas, quadros comparativos, exemplos e
questões de treino.
1. Diferença entre Compreensão e Interpretação
Tabela 1 – Comparação Geral
Use esta tabela para entender rapidamente a
diferença entre as duas habilidades.
Critério Compreensão
(Explícito)
Interpretação
(Implícito)
Natureza Leitura literal Leitura
inferencial
O que
busca?
O que o texto
diz
O que o texto
sugere
Baseos ajudem."
• Entre um Nome e seu Complemento
Nominal:
o Errado: "A manutenção, daquele
professor foi exigida."
2. Uso de Ponto e Vírgula (;)
É um sinal que indica uma pausa maior que a
vírgula, mas menor que o ponto final.
• Para separar itens de uma enumeração
ou lista (especialmente em leis):
o Exemplo: "São órgãos do Ministério
Público Federal: I - o Procurador-
Geral da República; II - o Colégio de
Procuradores da República;"
• Para separar orações coordenadas
extensas (especialmente se uma delas já
tiver vírgula):
o Exemplo: "Prefiro brigadeiros;
minha mãe, pudim; meu pai,
sorvete." (Usado no lugar da vírgula
que indica a elipse do verbo
"prefere").
3. Dois-pontos (:)
Marcam uma supressão de voz em uma frase que
ainda não foi concluída.
31
• Para introduzir uma citação (discurso
direto):
o Exemplo: "Assim disse Voltaire:
'Devemos julgar um homem...'"
• Para introduzir uma enumeração (Aposto
Enumerativo):
o Exemplo: "Em nosso meio, há bons
profissionais: professores,
jornalistas, médicos."
• Para introduzir uma explicação ou oração
apositiva:
o Exemplo: "Só quero uma coisa: que
você volte imediatamente."
4. Travessão (—)
• Para indicar a mudança de fala no
discurso direto (diálogo):
o Exemplo: "— Que gente é aquela,
Alberto? — São japoneses."
• Para destacar ou isolar termos (função
similar à da vírgula ou parênteses):
o Exemplo: "Os professores — amigos
meus do curso carioca — vão fazer
videoaulas."
5. Parênteses ( )
Têm função semelhante à dos travessões e das
vírgulas, isolando termos, expressões ou orações
para dar uma explicação ou fazer um comentário
acessório.
• Exemplo: "Os professores (amigos meus do
curso carioca) vão fazer videoaulas."
6. Ponto-final (.)
É o sinal que denota a maior pausa.
• Usado para indicar o fim de um período.
• Usado em abreviaturas (Ex: apart., sec.,
a.C.).
• Não é usado em símbolos do sistema
métrico (Ex: km, m, cm).
7. Ponto de Interrogação (?)
Marca uma entonação ascendente em tom
questionador.
• Usado em frases interrogativas diretas (Ex:
"O que você faria?").
8. Ponto de Exclamação (!)
É empregado para marcar o fim de uma frase com
entonação exclamativa.
• Indica surpresa, ordem, espanto (Ex: "Que
linda mulher!").
• Aparece após interjeições (Ex: "Nossa! Isso
é fantástico.").
9. Reticências (...)
São usadas para:
• Assinalar interrupção ou hesitação do
pensamento (Ex: "Eu não a beijava porque...
porque... tinha vergonha.").
• Indicar partes suprimidas de um texto (Ex:
"Na hora em que entrou no quarto... e
depois desceu.").
• Sugerir prolongamento da fala (Ex:
"...dormir, nadar, pedalar...").
10. Uso das Aspas (" ")
• Para isolar citações diretas (discurso
direto):
o Exemplo: "'A vírgula é um calo no pé
de todo mundo', afirma Dad
Squarisi."
• Para marcar estrangeirismos,
neologismos, gírias ou ironia:
o Exemplo: "Não gosto de
'pavonismos'." (Arcaísmo)
o Exemplo: "Veja como ele é
'educado': cuspiu no chão." (Ironia)
32
• Para citar nomes de mídias, livros, etc.:
o Exemplo: "Ouvi a notícia no 'Jornal
Nacional'."
Dicas de Estudo
• A Regra de Ouro: A ordem direta da oração
é Sujeito + Verbo + Complementos. Nunca
use vírgula para separar esses elementos
entre si.
• Vírgula e "E": Em regra, não se usa vírgula
antes do "e". A exceção ocorre quando as
orações ligadas pelo "e" têm sujeitos
diferentes. (Ex: "O homem parou, e o carro
freou bruscamente.").
• Acessórios: Termos "acessórios" que são
deslocados para o início ou meio da frase
(como adjuntos adverbiais e apostos)
devem vir entre vírgulas.
Questões
1. Assinale a alternativa em que o uso da vírgula
está incorreto:
a) Todos os alunos daquele professor, entenderam
a explicação.
b) Renata, filha de D. Raimunda, comprou uma
bicicleta.
c) Ao final, faça os exercícios, pois é uma forma de
praticar.
d) Comprei livro, caderno, lápis e caneta.
2. Na frase: "Só quero uma coisa: que você volte
imediatamente", os dois-pontos foram utilizados
para introduzir uma:
a) Citação direta.
b) Enumeração de itens.
c) Oração Subordinada Substantiva Apositiva (uma
explicação).
d) Oração Coordenada Sindética Explicativa.
3. "O maratonista correu bastante; ficou, portanto,
exausto." O uso do ponto e vírgula (;) justifica-se
para:
a) Indicar uma citação que será iniciada.
b) Separar orações coordenadas, onde a segunda
já contém vírgulas (isolando o "portanto").
c) Separar itens de uma lista ou enumeração.
d) Indicar a omissão de um verbo.
Gabarito Comentado
1. Gabarito: A Comentário: A alternativa (a) está
incorreta pois separa o sujeito ("Todos os alunos
daquele professor") do verbo ("entenderam") por
vírgula, o que é proibido na ordem direta.
2. Gabarito: C Comentário: Os dois-pontos
introduzem a oração "que você volte
imediatamente", que funciona como um Aposto,
explicando o que era a "uma coisa" mencionada
anteriormente.
3. Gabarito: B Comentário: O ponto e vírgula é
usado para separar orações coordenadas (ligadas
por "portanto") quando uma delas (no caso, a
segunda) já possui elementos internos separados
por vírgula, como o conector conclusivo
deslocado.
4.5 Concordância Verbal e Nominal
Na elaboração da frase, as palavras relacionam-se
umas com as outras. Ao se relacionarem, elas
obedecem a alguns princípios: um deles é a
concordância.
• Concordância Nominal: O adjetivo e as
palavras adjetivas (artigo, pronome,
numeral) concordam em gênero
(masculino/feminino) e número
(singular/plural) com o substantivo a que se
referem.
33
• Concordância Verbal: O verbo se adapta
em número (singular/plural) e pessoa (1ª,
2ª, 3ª) ao seu respectivo sujeito.
Conteúdo Teórico
1. Concordância Verbal
É a adaptação do verbo ao número e à pessoa do
sujeito.
Regra Geral: O verbo concorda com o núcleo do
sujeito.
• Exemplo: "Os jogadores de futebol ganham
um salário exorbitante."
Casos Específiais com Sujeito Simples
• Sujeito Coletivo: Quando o núcleo do
sujeito é uma palavra de sentido coletivo
(multidão, bando, povo), o verbo fica no
singular.
o Exemplo: "A multidão gritou
entusiasmada."
• Sujeito com Expressão Partitiva (a
maioria de, parte de...): O verbo pode
concordar com o núcleo partitivo (singular)
ou com o especificador (plural).
o Exemplo: "A maioria dos torcedores
vibrou." (Concorda com "maioria")
o Exemplo: "A maioria dos torcedores
vibraram." (Concorda com
"torcedores")
• Pronome Relativo "QUE": O verbo
posterior ao pronome "que" concorda com
o antecedente do pronome.
o Exemplo: "Fomos nós que
resolvemos a questão."
• Pronome Relativo "QUEM": Quando o
sujeito é o pronome "quem", o verbo fica na
3ª pessoa do singular (preferencial) ou
concorda com o antecedente.
o Exemplo: "Fomos nós quem
resolveu a questão." (Preferencial)
o Exemplo: "Fomos nós quem
resolvemos a questão." (Possível)
• Expressões "Mais de um...": O verbo fica
no singular.
o Exemplo: "Mais de um aluno
compareceu à aula."
o Exceção: Se a expressão indicar
reciprocidade (ação mútua) ou for
repetida, o verbo vai para o plural.
▪ Exemplo: "Mais de um irmão
se abraçaram."
▪ Exemplo: "Mais de um
aluno, mais de um professor
estavam presentes."
• Nomes Pluralizados (Topônimos): Se o
nome próprio no plural vier precedido de
artigo definido, o verbo fica no plural. Sem
artigo, o verbo fica no singular.
o Exemplo: "Os Estados Unidos
continuam uma potência."
o Exemplo: "Santos fica em São
Paulo."
• Porcentagem ou Fração: O verbo concorda
com o número (numeral) ou com o
especificador (substantivo).
o Exemplo: "Apenas 30% do povo
sabe..." (Concorda com "povo")
o Exemplo: "Apenas 30% do povo
sabem..." (Concorda com "30%")
o Exceção: Se o numeral vier
precedido de um determinante
(artigo), o verbo concorda apenas
com o numeral. (Ex: "Os 30% da
população não sabem...").
34
• Verbos Impessoais(Haver, Fazer): Em
orações sem sujeito, estes verbos ficam
sempre na 3ª pessoa do singular.
o Exemplo (Haver = existir): "Havia
sérios problemas na cidade."
(Errado: "Haviam")
o Exemplo (Fazer = tempo): "Fazia
quinze anos que ele havia se
formado." (Errado: "Faziam")
• Voz Passiva Sintética (com "se"): O verbo
concorda com o sujeito paciente (o termo
que sofre a ação).
o Exemplo: "Vendem-se casas."
(Casas são vendidas).
o Exemplo: "Precisa-se de
funcionários." (Aqui o verbo fica no
singular, pois "de funcionários" é
objeto indireto, e o sujeito é
indeterminado).
Casos Especiais com Sujeito Composto (mais de
um núcleo)
• Regra Geral: Se o sujeito composto vier
antes do verbo, o verbo vai para o plural.
o Exemplo: "João e Maria chegaram."
• Sujeito Posposto (Depois do Verbo): O
verbo pode ficar no plural (concordância
gramatical) ou concordar com o núcleo
mais próximo (concordância atrativa).
o Exemplo: "Chegaram João e Maria."
(Plural)
o Exemplo: "Chegou João e Maria."
(Concorda com "João")
• Núcleos Ligados por "OU":
o Se a conjunção "ou" indicar
exclusão, o verbo fica no singular.
(Ex: "O Vasco ou o Corinthians
ganhará o jogo.").
o Se indicar inclusão (adição), o
verbo vai para o plural. (Ex: "Laranja
ou mamão fazem bem à saúde.").
• Aposto Resumitivo (nada, tudo,
ninguém): O verbo concorda com o
pronome que resume os núcleos.
o Exemplo: "Os pedidos, as súplicas,
nada disso o comoveu."
2. Concordância Nominal
Regra Geral: O artigo, o pronome, o numeral e o
adjetivo concordam em gênero e número com o
substantivo a que se referem.
• Exemplo: "Aqueles dois antigos
soldadinhos de chumbo..."
Casos Especiais de Adjetivos
• Adjetivo após vários substantivos:
o Se o adjetivo vier depois dos
substantivos, ele pode concordar
com o mais próximo ou ir para o
plural masculino (concordando
com todos).
o Exemplo: "Encontrei colégios e
faculdades ótimas." (Concorda com
"faculdades")
o Exemplo: "Encontrei colégios e
faculdades ótimos." (Concorda
com os dois)
• Adjetivo antes de vários substantivos:
o Se o adjetivo vier antes dos
substantivos, ele concorda apenas
com o mais próximo.
o Exemplo: "Existem complicadas
regras e conceitos."
• Dois ou mais adjetivos para um
substantivo:
35
o Exemplo: "Ele estuda as línguas
inglesa, francesa e alemã."
(Substantivo no plural, adjetivos no
singular).
o Exemplo: "Ele estuda a língua
inglesa, a francesa e a alemã."
(Substantivo no singular, artigos
repetidos).
Expressões Específicas de Concordância
Nominal
Expressão Regra Exemplo
Obrigado Concorda com quem fala. "A mulher disse: 'Muito obrigada'."
Anexo /
Incluso
Concorda com o substantivo a que se refere. "Seguem anexas as certidões." /
"Inclusos, enviamos os
documentos."
Meio Invariável (advérbio) se significar "um pouco".
Variável (numeral) se significar "metade".
"Ela estava meio nervosa."
"Já era meio-dia e meia (hora)."
Bastante Invariável (advérbio) se significar "muito".
Variável (adjetivo) se significar "suficiente" ou "vários".
"Os alunos ficaram bastante
irritados."
"Bastantes alunos vieram." (Vários)
É proibido / É
bom
Essas expressões ficam invariáveis
(masculino/singular) se o sujeito não tiver um
determinante (artigo, pronome).
"É proibido entrada."
"É proibida a entrada." (Com artigo,
concorda).
"Pimenta é bom?"
"A pimenta é boa?" (Com artigo,
concorda).
Menos /
Pseudo
São sempre invariáveis. "Havia menos violência." (Errado:
"menas")
"Aquelas garotas são
pseudoatletas."
Sós / Só Variável ("sós") se significar "sozinho".
Invariável ("só") se significar "apenas" ou "somente".
"As garotas queriam ficar sós
(sozinhas)."
"As garotas só (apenas) queriam
ficar."
Dicas de Estudo
36
• Concordância Verbal: O primeiro passo é
sempre achar o sujeito. Pergunte "Quem?"
ou "O quê?" ao verbo. Não confunda o
sujeito com termos que vêm antes do verbo
(adjuntos adverbiais).
• Verbo HAVER: Em 90% das questões,
"haver" com sentido de "existir" estará no
singular. Desconfie de formas como
"haviam" ou "houveram".
• Concordância Nominal: Fique atento à
regra do "É proibido entrada" vs. "É proibida
a entrada". A presença do artigo "a" muda
toda a regra.
Questões
1. Assinale a alternativa em que a concordância
verbal está incorreta:
a) Os Estados Unidos continuam uma potência.
b) Precisa-se de funcionários qualificados.
c) Fazem quinze anos que ele se formou.
d) Mais de um aluno compareceu à aula.
2. Assinale a alternativa que completa
corretamente as lacunas:
"Seguem ___ as certidões, pois elas estavam ___
nervosas e era ___ entrada de estranhos."
a) anexas / meio / proibido
b) anexas / meias / proibido
c) anexas / meio / proibida
d) anexo / meias / proibida
3. "A maioria dos torcedores ___." De acordo com a
norma culta, a lacuna pode ser preenchida por:
a) vibrou, apenas.
b) vibraram, apenas.
c) vibrou ou vibraram.
d) vibrava ou vibrarão.
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C
Comentário: O verbo "Fazer" indicando tempo
decorrido é impessoal, devendo permanecer
sempre na 3ª pessoa do singular. O correto é: "Faz
quinze anos...". As demais estão corretas: (a) "Os
Estados Unidos" leva artigo, exigindo verbo no
plural; (b) "Precisa-se de..." tem sujeito
indeterminado, verbo no singular; (d) "Mais de um"
exige verbo no singular.
2. Gabarito: A
Comentário:
1. "anexas": O adjetivo "anexo" concorda com
o substantivo "certidões" (feminino, plural).
2. "meio": O advérbio "meio" (sentido de "um
pouco") é invariável.
3. "proibido": A expressão "É proibido" fica
invariável (masculino, singular), pois o
sujeito "entrada" não está determinado por
artigo.
3. Gabarito: C
Comentário: Quando o sujeito é formado por uma
expressão partitiva (a maioria de, parte de, etc.)
seguida de um especificador no plural (dos
torcedores), o verbo pode concordar tanto com o
núcleo partitivo ("maioria vibrou") quanto com o
especificador plural ("torcedores vibraram").
Ambas as formas são aceitas.
4.6 Regência Verbal e Nominal
Regência é a maneira como um termo (verbo or
nome) se relaciona com seus complementos,
exigindo ou não uma preposição.
• O termo regente é o que exige o
complemento (o verbo ou o nome).
37
• O termo regido é o complemento (o objeto
ou o complemento nominal).
Conteúdo Teórico
1. Regência Nominal
Na regência nominal, um nome (substantivo,
adjetivo ou advérbio) exige um complemento
introduzido por uma preposição. Este
complemento é chamado de Complemento
Nominal.
• Substantivos: "Os discípulos tinham
lealdade ao mestre."
• Adjetivos: "Os discípulos eram leais ao
mestre."
• Advérbios: "Os advérbios derivados de
adjetivos seguem a regência deles (Ex:
analogamente a, diferentemente de)."
Exemplos Comuns de Regência Nominal:
Nome Preposição Exigida
Descrente de / em
Desiludido de / com
Interessado /
Interesse
em / por
Preferência a / por
Respeito a / com / por
Supremacia sobre
2. Regência Verbal
A regência verbal estuda a relação entre o verbo
(termo regente) e seu complemento (termo regido),
especificamente se o verbo exige ou não uma
preposição.
A principal dificuldade da regência verbal é que
alguns verbos mudam de sentido dependendo da
preposição que usam (ou da ausência dela).
Principais Verbos que Mudam a Regência e o
Sentido:
Verbo Regência e Sentido 1 Regência e Sentido 2
Aspirar VTD (sem preposição)
Sentido: Sorver, respirar
Exemplo: "Neste país aspiramos ar
poluído."
VTI (com preposição "a")
Sentido: Almejar, desejar.
Exemplo: "Os funcionários aspiram a um
mês de férias."
Assistir VTD (sem preposição)
Sentido: Ajudar, prestar assistência.
Exemplo: "O médico assistia os
acidentados."
VTI (com preposição "a")
Sentido: Ver, presenciar.
Exemplo: "Não assisti ao final da série."
Esquecer / Lembrar VTD (sem preposição)Verbo não pronominal.
Exemplo: "Esqueci os
acontecimentos."
VTI (com preposição "de")
Verbo pronominal (com "me", "se").
Exemplo: "Esqueci-me dos
acontecimentos."
38
Implicar VTD (sem preposição)
Sentido: Acarretar, ter como
consequência.
Exemplo: "A resolução implica nova
teoria."
VTI (com preposição "com")
Sentido: Mostrar má disposição, "pegar no
pé".
Exemplo: "Mamãe sempre implicou com
meus hábitos."
Informar VTDI (Objeto Direto = pessoa)
Exemplo: "Informaram o réu de sua
condenação."
VTDI (Objeto Direto = coisa)
Exemplo: "Informaram a condenação ao
réu."
Obedecer /
Desobedecer
VTI (com preposição "a")
Sempre exige a preposição "a".
Exemplo: "Obedeçam à sinalização de
trânsito."
VTI (com preposição "de")
Verbo pronominal (com "me", "se").
Exemplo: "Esqueci-me dos
acontecimentos."
Pagar / Perdoar VTD (sem preposição)
Quando o complemento é "coisa".
Exemplo: "Você já pagou a conta?"
VTI (com preposição "a")
Quando o complemento é "pessoa".
Exemplo: "Você pagou ao dono do
armazém?"
Dicas de Estudo
• Regência Nominal vs. Verbal: A Regência
Nominal trata de Nomes (substantivos,
adjetivos, advérbios) + Preposição. A
Regência Verbal trata de Verbos +
(Preposição).
• Assistir = Ver: Lembre-se que no sentido de
"ver" ou "presenciar", o verbo assistir exige a
preposição "a". Dizer "Eu assisti o jogo"
(sem preposição) está gramaticalmente
incorreto pela norma culta (significaria "Eu
ajudei o jogo").
• Esquecer vs. Esquecer-se: Se usar o
pronome ("me", "se"), tem que usar a
preposição ("de"). "Eu esqueci o livro" (sem
pronome, sem preposição). "Eu me
esqueci do livro" (com pronome, com
preposição).
Questões
1. Assinale a alternativa em que a regência verbal
está incorreta de acordo com a norma culta:
a) O médico assistiu o paciente durante a cirurgia.
b) Eu aspiro a um cargo público de grande prestígio.
c) Todos obedeceram o regulamento interno.
d) Esqueci-me do compromisso que tínhamos.
2. Na frase "A resolução do exercício implica ___
nova teoria", o verbo "implicar", no sentido de
"acarretar", exige que a lacuna seja preenchida:
a) pela preposição "em".
b) pela preposição "a".
c) pela preposição "com".
d) sem preposição alguma.
39
3. "Os discípulos sempre ___ foram leais." A
regência do adjetivo "leais" exige a preposição "a".
Qual pronome preenche corretamente a lacuna, já
contendo essa preposição?
a) o
b) lhe
c) se
d) vos
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C
Comentário: O verbo "obedecer" é transitivo
indireto e exige a preposição "a". O correto seria:
"Todos obedeceram ao regulamento interno". (a)
está correta (assistir = ajudar, VTD); (b) está correta
(aspirar = almejar, VTI com "a"); (d) está correta
(esquecer-se = pronominal, VTI com "de").
2. Gabarito: D
Comentário: O verbo "implicar" no sentido de "ter
como consequência" ou "acarretar" é Verbo
Transitivo Direto (VTD), não exigindo preposição. O
uso de "implicar em" nesse sentido é comum na
linguagem coloquial, mas considerado incorreto
pela norma culta.
3. Gabarito: B
Comentário: O adjetivo "leal" rege a preposição "a"
(ser leal a alguém). O pronome oblíquo átono que
funciona como objeto indireto e equivale a "a ele"
(ou "a ela", "a você") é o "lhe". A frase completa
seria "Os discípulos sempre lhe foram leais" (leais a
ele).
4.7 Emprego do Sinal Indicativo de Crase
A crase é o fenômeno gramatical que corresponde
à junção (contração) da preposição "a" com o
artigo feminino definido "a" (ou "as"). Também
pode ocorrer a junção da preposição "a" com os
pronomes demonstrativos "aquele", "aquela" ou
"aquilo".
Graficamente, essa fusão é marcada pelo acento
grave (`).
• Fórmula: (preposição) a + (artigo) a = à
Conteúdo Teórico
1. Regra Geral
Haverá crase sempre que, simultaneamente:
1. O termo antecedente (regente) exigir a
preposição "a".
2. O termo consequente (regido) aceitar o
artigo feminino "a" (ou for um dos
pronomes demonstrativos "aquele",
"aquela", "aquilo").
Teste Prático (para nomes femininos): Substitua a
palavra feminina por uma palavra masculina
correspondente.
• Se o "a" virar "ao", há crase.
• Se o "a" virar "o", não há crase.
• Se o "a" virar "a", não há crase.
Exemplo 1: "Fui à cidade."
• Teste: "Fui ao campo." (A + O = AO) ->
Portanto, há crase.
Exemplo 2: "Conheço a cidade."
• Teste: "Conheço o campo." (Apenas O) ->
Portanto, não há crase.
Exemplo 3: "Vou a Brasília."
• Teste: "Vou a Porto Alegre." (Apenas A) ->
Portanto, não há crase.
2. Casos Obrigatórios (Convencionados)
Mesmo que o teste prático funcione, alguns casos
são convencionados e devem ser memorizados.
Usa-se crase:
40
• Em locuções adverbiais femininas:
o Exemplos: às pressas, às ocultas, à
noite, à beira-mar, à toa, à vontade.
• Em locuções prepositivas femininas:
o Exemplos: à frente de, à procura de,
à espera de.
• Em locuções conjuntivas femininas:
o Exemplos: à medida que, à
proporção que.
• Na indicação de horário (horas
determinadas):
o Exemplo: "Pegaremos o ônibus às
oito horas."
o Observação (de...a): "De quinta a
sexta." (Sem crase) / "Da quinta à
sexta." (Com crase, pois houve
artigo "Da").
• Com pronomes demonstrativos "aquele",
"aquela", "aquilo": Ocorre quando o verbo
ou nome regente pede a preposição "a".
o Exemplo: "Refiro-me àquele
vestido." (Quem se refere, refere-se
a algo).
o Exemplo: "Dedique-se àquilo que
lhe faz bem." (Quem se dedica,
dedica-se a algo).
• Com pronomes relativos "a qual", "as
quais":
o Exemplo: "A secretária à qual
entreguei o ofício acabou de sair."
(Quem entrega, entrega a alguém).
3. Casos Proibitivos
Nunca use a crase:
• Antes de nomes masculinos:
o Exemplo: "O carro é movido a
álcool."
o Exemplo: "Venda a prazo."
• Antes de verbos no infinitivo:
o Exemplo: "Os produtos começaram
a chegar."
• Antes da maioria dos pronomes:
(inclusive pronomes de tratamento)
o Exemplo: "O requerimento foi
direcionado a Vossa Excelência."
o Exemplo: "Não te dirijas a essa
pessoa."
o Exemplo: "Faremos a obra a
qualquer custo."
• Usando "a" (singular) antes de palavra no
plural:
o Exemplo: "Durante o filme
assistimos a cenas chocantes." (Se
fosse "às cenas", estaria correto).
• Em expressões com palavras repetidas
(tautológicas):
o Exemplo: "Pai e filho ficaram frente
a frente."
• Antes das palavras "casa" e "terra"
(quando não especificadas):
o Exemplo: "Precisa chegar a casa
antes das 22h."
o Exemplo: "Astronauta volta a Terra
em dois meses."
o Exceção (com especificação):
"Precisa chegar à casa dos pais." /
"Astronauta volta à Terra natal."
4. Casos Facultativos (Opcionais)
O uso da crase é opcional (pode usar ou não):
• Antes de nomes próprios femininos
comuns:
41
o Exemplo: "Ele fez homenagem a
Bárbara." / "Ele fez homenagem à
Bárbara."
• Antes de pronomes possessivos
femininos no singular (minha, tua, sua):
o Exemplo: "Iremos a sua residência."
/ "Iremos à sua residência."
• Após a preposição "até":
o Exemplo: "Dirija-se até a portaria." /
"Dirija-se até à portaria."
Dicas de Estudo
• Macete "Vou a, Volto da": Se ao trocar o
verbo "ir" por "voltar", você usar "da", há
crase. Se usar "de", não há crase.
o "Vou à Bahia." (Volto da Bahia).
o "Vou a Fortaleza." (Volto de
Fortaleza).
• Nunca antes de Verbo: Se a palavra
seguinte for um verbo no infinitivo
(terminado em -ar, -er, -ir), nunca use crase.
• Masculino vs. Feminino: Na dúvida, troque
a palavra feminina por uma masculina. Se o
"a" virar "ao", use a crase.
Questões
1. Assinale a alternativa em que o uso do acento
grave (crase) está incorreto:
a) O carro é movido à álcool.
b) Refiro-me àquele vestido que está na vitrine.
c) A reunião foi marcada às pressas.
d) Fomos até à praia no fim de semana.
2. Qual frase completa corretamente a lacuna:"Não me refiro ___ essa pessoa, mas sim ___
pessoa que acabou de sair."?
a) à / a
b) a / à
c) a / a
d) à / à
3. "Os produtos começaram ___ chegar ___ partir
das 10h." As lacunas são preenchidas
corretamente por:
a) a / à
b) à / a
c) a / a
d) à / à
Gabarito Comentado
1. Gabarito: A Comentário: A regra é clara: nunca
se utiliza crase antes de palavras masculinas.
"Álcool" é um substantivo masculino (o álcool),
portanto, o "a" é apenas uma preposição.
2. Gabarito: B Comentário: Na primeira lacuna,
não há crase, pois "essa" é um pronome
demonstrativo que não admite artigo antes dele.
Na segunda lacuna, há crase ("à pessoa"), pois
"pessoa" é um substantivo feminino que admite
artigo (a pessoa) e o verbo "referir-se" rege a
preposição "a" (quem se refere, refere-se "a"
alguém).
3. Gabarito: A Comentário: Na primeira lacuna,
não há crase, pois "chegar" é um verbo no infinitivo.
Na segunda lacuna, há crase, pois "a partir das
10h" é uma locução adverbial feminina que indica
tempo (hora determinada), embora o uso da crase
com "a partir de" seja discutido, em locuções
horárias ela é majoritariamente aceita.
4.8 Colocação dos Pronomes Átonos
A colocação pronominal é o estudo da posição
correta dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se,
lhe, o, a, nos, vos) em relação ao verbo. Existem
42
três posições possíveis: Próclise, Mesóclise e
Ênclise.
Conteúdo Teórico
1. Próclise (Pronome Antes do Verbo)
A próclise é a posição preferencial na Língua
Portuguesa, especialmente no Brasil. Ela é
obrigatória quando existem "palavras atrativas"
antes do verbo.
Principais Casos de Próclise (Palavras Atrativas):
• Palavras Negativas:
o Exemplo: "Não me submeto a essas
condições."
• Pronomes (Indefinidos, Demonstrativos,
Relativos):
o Exemplo: "Foi ela que me colocou
nesse papel."
• Conjunções Subordinativas:
o Exemplo: "Embora se apresente
como um rico investidor, ele nada
tem."
• Advérbios (sem vírgula):
o Exemplo: "Aqui se estuda." (Se o
advérbio estiver isolado por vírgula,
a ênclise é permitida: "Talvez, diga-
me...").
• Frases Interrogativas, Exclamativas ou
Optativas (que exprimem desejo):
o Exemplo: "Como te iludes!"
• Em + Gerúndio:
o Exemplo: "Em se tratando de
futebol, Maradona foi um ídolo."
2. Mesóclise (Pronome no Meio do Verbo)
A mesóclise só ocorre em uma situação específica:
com verbos no Futuro do Presente (ex: farei) ou
Futuro do Pretérito (ex: faria), desde que não haja
uma palavra atrativa (próclise).
• Exemplo: "Dar-te-ei meus beijos agora."
(Futuro do Presente).
• Exemplo: "Convidar-me-iam para a festa."
(Futuro do Pretérito).
3. Ênclise (Pronome Depois do Verbo)
A ênclise é usada quando não há motivo para a
próclise (palavra atrativa) nem para a mesóclise
(verbo no futuro).
Principais Casos de Ênclise:
• Início de frase ou período: É proibido
iniciar orações com pronomes átonos.
o Exemplo: "Sinto-me muito honrada
com esse título." (Forma culta).
o (Errado: "Me sinto...").
• Verbo no Imperativo Afirmativo:
o Exemplo: "Sente-se, por favor."
• Verbo no Infinitivo Impessoal:
o Exemplo: "Meu desejo era abraçá-
la."
• Verbo no Gerúndio (sem preposição
"em"):
o Exemplo: "Ele saiu, deixando-nos
sozinhos."
Casos Proibidos (Resumo):
1. Não se inicia frase com pronome átono:
o Errado: "Me dá esse caderno!"
o Certo: "Dá-me esse caderno!"
2. Não se usa ênclise após Particípio:
o Errado: "Tinha lembrado-se do fato."
o Certo: "Tinha se lembrado do fato."
(ou "Havia-se lembrado").
3. Não se usa ênclise com verbos no Futuro
(usa-se Mesóclise):
o Errado: "Convidarei-te."
43
o Certo: "Convidar-te-ei."
Dicas de Estudo
• A Próclise Domina: No Brasil, a próclise é a
forma dominante. Na dúvida, procure por
palavras atrativas (não, que, quando, se,
aqui, etc.). Se houver uma, use a próclise.
• Início de Frase: A regra mais cobrada é a
proibição de iniciar frases com pronomes
átonos ("Me empresta...", "Te amo..."). Em
provas, sempre use a ênclise ("Empresta-
me...", "Amo-te...").
• Futuro = Mesóclise: Viu um verbo no futuro
(terminado em -rei, -ria)? Se não houver
palavra atrativa, a mesóclise ("comprar-te-
ei") é a única opção culta.
Questões
1. Assinale a alternativa em que a colocação
pronominal está incorreta de acordo com a norma
culta.
a) Em se tratando de economia, ele é um
especialista.
b) Nunca me submeto a essas condições.
c) Me dá esse caderno, por favor.
d) Sinto-me muito honrada com esse título.
2. A frase "O candidato fez a prova, porém ___
esqueceu de preencher o gabarito" exige uma
próclise ao verbo "esqueceu". Qual alternativa não
preenche a lacuna corretamente?
a) o
b) ele
c) se
d) não
3. Assinale a única frase em que a mesóclise foi
empregada corretamente.
a) Se encontrá-lo, entregar-te-ei o pacote.
b) Encontrá-lo-ei assim que puder.
c) Não entregar-te-ei o pacote.
d) Jamais falar-lhe-ia sobre isso.
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C
Comentário: A norma culta proíbe o início de
frases com pronomes oblíquos átonos. O correto,
formalmente, seria "Dá-me esse caderno, por
favor." (ênclise), pois o verbo está no imperativo
afirmativo.
2. Gabarito: D Comentário: O pronome "o"
(esqueceu o gabarito), "ele" (pronome reto) e "se"
(esqueceu-se do gabarito) poderiam, com as
devidas adaptações de regência, preencher a
lacuna. No entanto, "não" é um advérbio de
negação, uma palavra atrativa, e não um pronome
que possa ser "esquecido".
3. Gabarito: B Comentário: A mesóclise só é
usada se o verbo estiver no futuro e não houver
palavra atrativa (próclise).
• (A) está errada: "Se" é uma conjunção
subordinativa atrativa, exigindo próclise
("Se o encontrar, te entregarei...").
• (B) está correta: O verbo está no futuro do
presente ("Encontrarei") e não há palavra
atrativa, permitindo a mesóclise.
• (C) e (D) estão erradas: "Não" e "Jamais"
são palavras negativas atrativas, exigindo
próclise ("Não te entregarei...", "Jamais te
falaria...").
5. Reescrita de Frases e Parágrafos do Texto
5.1 Significação das Palavras
44
A reescrita de textos exige um domínio sobre a
significação das palavras. A escolha de um termo
afeta o sentido, o tom e a clareza da mensagem. O
sentido de uma palavra pode ser denotativo ou
conotativo.
Conteúdo Teórico
1. Denotação vs. Conotação
Tipo de
Sentido
Definição Exemplo
DENOTAÇÃO É o sentido literal
da palavra, o
significado
objetivo e de
dicionário. É a
linguagem usada
em textos
informativos e
notícias.
"O coração
é um
músculo
que
bombeia
sangue
para o
corpo."
CONOTAÇÃO É o sentido
figurado,
subjetivo ou
afetivo que uma
palavra assume
dependendo do
contexto. É a
linguagem usada
em poesias, letras
de música e
publicidade.
"Você mora
no meu
coração."
2. Relações de Significado entre Palavras
O significado das palavras também é definido pela
relação que elas estabelecem umas com as outras.
Sinonímia São palavras ou expressões que, em um
determinado contexto, têm significados
semelhantes.
• Exemplo: casa / lar; morrer / falecer.
Antonímia São palavras ou expressões que, em um
determinado contexto, têm significados opostos.
• Exemplo: bom / mau; prender / soltar.
Homonímia São palavras que têm a mesma
pronúncia (homófonas) ou a mesma grafia
(homógrafas), mas com significados diferentes.
Homófonas (mesmo
som)
Homógrafas
(mesma grafia)
acento (sinal gráfico)
assento (local onde se
senta)
gosto (substantivo)
gosto (verbo gostar)
cela (quarto)
sela (arreio)
colher (substantivo)
colher (verbo)
censo (recenseamento)
senso (juízo)
Paronímia São palavras que apresentam sentido
diferente e forma semelhante (parecidas na grafia
e na pronúncia). É o caso que mais gera dúvidas.
• Exemplo: cavaleiro (homem que anda a
cavalo) vs. cavalheiro (homem educado).
• Exemplo: discriminar(diferenciar,
segregar) vs. descriminar (descriminalizar,
inocentar).
• Exemplo: delatar (denunciar) vs. dilatar
(alargar, estender).
Polissemia Ocorre quando uma única palavra
apresenta multiplicidade de sentidos, que
guardam uma relação entre si.
• Exemplo: A palavra "paciente" na charge da
apostila-base, que pode significar tanto
"doente" quanto "pessoa com paciência".
• Exemplo: A palavra "cabeça" (parte do
corpo, líder de um grupo, "perder a
cabeça").
45
Hiperonímia e Hiponímia É a relação hierárquica
entre termos, onde um é mais geral e o outro é mais
específico.
• Hiperônimo: É o termo geral. (Ex: Veículo) .
• Hipônimo: É o termo específico. (Ex:
Carro, moto, bicicleta) .
Dicas de Estudo
• Diferencie Parônimo de Homônimo:
Homônimos são iguais na fala ou na escrita
(acento/assento). Parônimos são apenas
parecidos (cavaleiro/cavalheiro).
• O Contexto é Rei: Uma palavra só tem seu
sentido (denotativo ou conotativo) e sua
função (polissemia) definidos dentro de um
contexto.
• Enriqueça o Vocabulário: A melhor forma
de dominar a significação das palavras e
evitar erros de reescrita é ler textos de
gêneros variados.
Questões
1. Nas frases: I. "Amor é fogo que arde sem se ver."
II. "O fogo se alastrou por todo o prédio."
A palavra "fogo" foi usada, respectivamente, em
sentido:
a) Conotativo e Denotativo.
b) Denotativo e Conotativo.
c) Conotativo e Conotativo.
d) Denotativo e Denotativo.
2. Assinale a alternativa que preenche
corretamente as lacunas da frase: "O ___ (quem
anda a cavalo) foi extremamente ___ (educado)
com a plateia."
a) cavaleiro / cavalheiro
b) cavalheiro / cavaleiro
c) cavaleiro / cavaleiro
d) cavalheiro / cavalheiro
3. "Faltou ___ para que o IBGE realizasse o ___
demográfico no prazo correto." As lacunas são
preenchidas corretamente pelos homônimos:
a) senso / censo
b) censo / senso
c) senso / senso
d) censo / censo
Gabarito Comentado
1. Gabarito: A
Comentário: Na frase I, "fogo" é usado em sentido
figurado (conotativo) para representar a
intensidade do sentimento. Na frase II, "fogo" é
usado em seu sentido literal (denotativo),
referindo-se às chamas.
2. Gabarito: A Comentário: Trata-se de um caso
de paronímia. "Cavaleiro" é o homem que anda a
cavalo, e "cavalheiro" é o homem cortês, educado.
3. Gabarito: A Comentário: Trata-se de um caso
de homonímia (homófonos). "Senso" refere-se a
juízo, bom senso. "Censo" refere-se ao
recenseamento, à contagem da população.
5. Reescrita de Frases e Parágrafos do Texto
5.1 Significação das Palavras
A reescrita de textos exige um domínio sobre a
significação das palavras. A escolha de um termo
afeta o sentido, o tom e a clareza da mensagem. O
sentido de uma palavra pode ser denotativo ou
conotativo.
Conteúdo Teórico
1. Denotação vs. Conotação
46
Tipo de
Sentido
Definição Exemplo
DENOTAÇÃO É o sentido literal
da palavra, o
significado
objetivo e de
dicionário. É a
linguagem usada
em textos
informativos e
notícias.
"O coração
é um
músculo
que
bombeia
sangue
para o
corpo." 1
CONOTAÇÃO É o sentido
figurado,
subjetivo ou
afetivo que uma
palavra assume
dependendo do
contexto. É a
linguagem usada
em poesias, letras
de música e
publicidade.
"Você mora
no meu
coração." 2
2. Relações de Significado entre Palavras
O significado das palavras também é definido pela
relação que elas estabelecem umas com as outras.
Sinonímia
São palavras ou expressões que, em um
determinado contexto, têm significados
semelhantes3.
• Exemplo: casa / lar; morrer / falecer.
Antonímia
São palavras ou expressões que, em um
determinado contexto, têm significados opostos4.
• Exemplo: bom / mau; prender / soltar.
Homonímia
São palavras que têm a mesma pronúncia
(homófonas) ou a mesma grafia (homógrafas), mas
com significados diferentes5.
Homófonas (mesmo
som)
Homógrafas
(mesma grafia)
acento (sinal gráfico)
assento (local onde se
senta) 6
gosto (substantivo)
gosto (verbo gostar)
cela (quarto)
sela (arreio) 7
colher (substantivo)
colher (verbo)
censo (recenseamento)
senso (juízo) 8
Paronímia
São palavras que apresentam sentido diferente e
forma semelhante (parecidas na grafia e na
pronúncia)9. É o caso que mais gera dúvidas.
• Exemplo: cavaleiro (homem que anda a
cavalo) vs. cavalheiro (homem educado).
• Exemplo: discriminar (diferenciar,
segregar) vs. descriminar (descriminalizar,
inocentar).
• Exemplo: delatar (denunciar) vs. dilatar
(alargar, estender).
Polissemia
Ocorre quando uma única palavra apresenta
multiplicidade de sentidos, que guardam uma
relação entre si.
• Exemplo: A palavra "paciente" na charge da
apostila-base, que pode significar tanto
"doente" quanto "pessoa com paciência"14.
• Exemplo: A palavra "cabeça" (parte do
corpo, líder de um grupo, "perder a
cabeça").
Hiperonímia e Hiponímia
47
É a relação hierárquica entre termos, onde um é
mais geral e o outro é mais específico.
• Hiperônimo: É o termo geral. (Ex: Veículo) .
• Hipônimo: É o termo específico. (Ex:
Carro, moto, bicicleta) .
Dicas de Estudo
• Diferencie Parônimo de Homônimo:
Homônimos são iguais na fala ou na escrita
(acento/assento). Parônimos são apenas
parecidos (cavaleiro/cavalheiro).
• O Contexto é Rei: Uma palavra só tem seu
sentido (denotativo ou conotativo) e sua
função (polissemia) definidos dentro de um
contexto.
• Enriqueça o Vocabulário: A melhor forma
de dominar a significação das palavras e
evitar erros de reescrita é ler textos de
gêneros variados.
Questões
1. Nas frases:
I. "Amor é fogo que arde sem se ver."
II. "O fogo se alastrou por todo o prédio."
A palavra "fogo" foi usada, respectivamente, em
sentido:
a) Conotativo e Denotativo.
b) Denotativo e Conotativo.
c) Conotativo e Conotativo.
d) Denotativo e Denotativo.
2. Assinale a alternativa que preenche
corretamente as lacunas da frase:
"O ___ (quem anda a cavalo) foi extremamente ___
(educado) com a plateia."
a) cavaleiro / cavalheiro
b) cavalheiro / cavaleiro
c) cavaleiro / cavaleiro
d) cavalheiro / cavalheiro
3. "Faltou ___ para que o IBGE realizasse o ___
demográfico no prazo correto." As lacunas são
preenchidas corretamente pelos homônimos:
a) senso / censo
b) censo / senso
c) senso / senso
d) censo / censo
Gabarito Comentado
1. Gabarito: A
Comentário: Na frase I, "fogo" é usado em sentido
figurado (conotativo) para representar a
intensidade do sentimento17. Na frase II, "fogo" é
usado em seu sentido literal (denotativo),
referindo-se às chamas18.
2. Gabarito: A
Comentário: Trata-se de um caso de paronímia.
"Cavaleiro" é o homem que anda a cavalo, e
"cavalheiro" é o homem cortês, educado19.
3. Gabarito: A
Comentário: Trata-se de um caso de homonímia
(homófonos). "Senso" refere-se a juízo, bom senso.
"Censo" refere-se ao recenseamento, à contagem
da população.
5.2 Substituição de Palavras ou de Trechos de Texto
A substituição é um dos principais mecanismos de
reescrita de frases. Ela consiste em trocar uma
palavra ou um trecho inteiro por outro, com o
objetivo de evitar a repetição (mantendo a coesão
48
textual) ou alterar o sentido da mensagem de forma
controlada.
Para substituir um termo corretamente, é preciso
ter um domínio profundo da significação das
palavras (semântica).
Conteúdo Teórico
A substituição de palavras ou trechos de texto
baseia-se nas relações de significado que os
termos estabelecem entre si.
1. Substituição por Sinonímia
É a forma mais comum de substituição. Consiste
em trocar uma palavra por um sinônimo, ou seja,
uma palavra de significado semelhante.
• Exemplo: "Aquele candidato é muito
competente."
• Substituição: "Aquele candidato é muito
apto." (ou capaz).
É importante notar que raramente existem
sinônimos perfeitos. A escolha do sinônimo idealdepende do contexto, pois uma palavra pode ser
sinônimo de outra em uma situação, mas não em
outra.
2. Substituição por Antonímia (com Negação)
Uma técnica comum de reescrita que mantém o
sentido original é trocar uma palavra por seu
antônimo (sentido oposto) e adicionar uma palavra
de negação (como "não").
• Exemplo: "O diretor considerou a proposta
aceitável."
• Substituição: "O diretor considerou que a
proposta não era inaceitável."
3. Substituição por Hiperônimo ou Hipônimo
Essa substituição envolve a relação hierárquica
entre termos.
• Hiperônimo: É o termo geral. (Ex: Fruta).
• Hipônimo: É o termo específico. (Ex:
Maçã, banana, uva).
Pode-se substituir um termo específico por um
mais geral para evitar repetição, embora isso cause
uma pequena perda de precisão.
• Exemplo: "Ele comprou rosas para a mãe.
As flores custaram caro."
• Análise: "Flores" (hiperônimo) foi usado
para substituir "rosas" (hipônimo).
4. Armadilhas na Substituição: Parônimos e
Homônimos
Muitas questões de reescrita tentam induzir ao erro
usando palavras parônimas — que são parecidas
na grafia e pronúncia, mas têm significados
diferentes. A substituição por um parônimo quase
sempre altera o sentido do texto.
• Exemplo: "O réu decidiu delatar o
cúmplice."
o Sentido: Denunciar.
• Substituição Incorreta (Parônimo): "O réu
decidiu dilatar o cúmplice."
o Sentido Alterado: Alargar, estender.
O mesmo ocorre com homônimos (palavras com
mesma grafia ou som, mas sentidos diferentes).
• Exemplo: "O censo do IBGE começará em
agosto."
• Substituição Incorreta (Homônimo): "O
senso do IBGE começará em agosto."
(Senso = juízo).
Dicas de Estudo
• O Contexto é Soberano: Nunca decida se
uma palavra pode substituir outra sem
analisar o contexto completo da frase.
• Cuidado com as "Pegadinhas": Em
questões de substituição, desconfie de
palavras muito parecidas (delatar/dilatar,
eminente/iminente, ratificar/retificar). Elas
49
são parônimos e, provavelmente, alteram o
sentido.
• Manter vs. Alterar: Leia o enunciado da
questão com atenção. Algumas pedem a
substituição que "mantém o sentido
original", enquanto outras pedem a que
"altera" ou "prejudica" o sentido.
Questões
1. Assinale a alternativa em que a substituição da
palavra destacada mantém o sentido original do
texto.
a) O presidente decidiu ratificar o acordo
internacional. (Substituir por: retificar)
b) O perigo de desabamento era iminente.
(Substituir por: prestes a acontecer)
c) O deputado teve seu mandato cassado.
(Substituir por: caçado)
d) O juiz tentou discriminar o réu. (Substituir por:
descriminar)
2. Na frase "O político teve de expiar seus crimes
com a perda do mandato", a palavra destacada
pode ser substituída, sem alteração de sentido,
por:
a) pagar (pena)
b) observar
c) soprar
d) terminar
3. "Aquele foi um ato de grande solidariedade."
Qual das opções abaixo utiliza um antônimo da
palavra destacada?
a) altruísmo
b) filantropia
c) companheirismo
d) egoísmo
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B Comentário:
• (a) está errada: "Ratificar" (confirmar) e
"retificar" (corrigir) são parônimos com
sentidos opostos.
• (b) está correta: "Iminente" é um adjetivo
que significa "prestes a acontecer".
• (c) está errada: "Cassar" (anular) e "caçar"
(perseguir) são homófonos com sentidos
diferentes.
• (d) está errada: "Discriminar" (segregar,
diferenciar) e "descriminar" (inocentar, tirar
o crime) são parônimos com sentidos
diferentes.
2. Gabarito: A Comentário: "Expiar" (com X)
significa "sofrer as consequências de, pagar por um
crime ou pecado". "Espiar" (com S) significa
"observar". Os demais verbos (soprar, terminar) não
se relacionam com o contexto.
3. Gabarito: D Comentário: Solidariedade é o ato
de se identificar com o sofrimento alheio,
prestando ajuda. O seu antônimo (palavra de
sentido oposto) é "egoísmo", que é o ato de focar
apenas em si mesmo. As alternativas (a), (b) e (c)
são sinônimos ou campos semânticos próximos de
"solidariedade".
5.3 Reorganização da Estrutura de Orações e de
Períodos do Texto
Reorganizar um período ou uma oração é uma
habilidade fundamental em provas e na escrita
formal. Esse processo envolve reescrever uma
frase para corrigir erros, adequar o nível de
linguagem ou alterar a ênfase, mantendo a clareza
e a correção gramatical.
Conteúdo Teórico
50
A reorganização de períodos está diretamente
ligada à adequação do registro (nível de linguagem)
e à correção de vícios de linguagem.
1. Níveis de Linguagem (Registros)
Dependendo da situação, a linguagem verbal pode
ser mais ou menos formal. A adequação do registro
é o primeiro passo para a reorganização de um
texto.
REGISTRO FORMAL REGISTRO INFORMAL
O que é: Utilizado em situações que exigem protocolo
(documentos oficiais, provas, textos acadêmicos).
O que é: Utilizado em situações descontraídas
(conversas cotidianas, mensagens para
amigos).
Características:
• Uso da norma culta (respeito rigoroso às normas
gramaticais).
• Vocabulário extenso e preciso.
• Impessoalidade.
Características:
• Não requer o uso da norma culta.
• Uso comum de gírias, neologismos (palavras
novas) e palavras abreviadas (vc, tá, pra).
Exemplo: "Boa tarde. Infelizmente, sofri um acidente
de trânsito e devo me atrasar, pois aguardo os trâmites
formais."
Exemplo: "Que droga! Bateram no meu carro!
Tô bem, mas depois te ligo."
2. Vícios de Linguagem (Erros a Evitar na
Reescrita)
Vícios de linguagem são desvios da norma culta
que prejudicam a clareza, a correção ou a estética
de um texto. A reorganização de períodos
frequentemente envolve a correção desses vícios.
Vício Definição Exemplo Incorreto Correção
(Reorganização)
Solecismo É o erro de sintaxe. Pode ser de:
• Concordância:
• Regência:
• Colocação:
"Fazem dois anos..."
"Vamos no restaurante."
"Me empresta o livro."
"Faz dois anos..."
"Vamos ao restaurante."
"Empresta-me o livro."
Barbarismo É o erro na forma da palavra (grafia ou
pronúncia).
"Comprei uma roupa
'previlegiada'."
"Comprei uma roupa
'privilegiada'."
51
Cacofonia É o encontro de sílabas que forma um
som desagradável ou uma palavra
indesejada.
"Beijou na boca dela."
(som: cadela)
"Beijou-lhe a boca." ou
"Beijou a boca dela."
Eco É a repetição de sons finais idênticos
(rimas) em palavras próximas na
prosa.
"O acusado foi
interrogado pelo
magistrado."
"O juiz interrogou o
acusado."
3. Outras Inadequações a Evitar na Escrita
Formal
Ao reorganizar um texto para o registro formal,
deve-se eliminar:
• Gírias ou expressões populares: (Ex: "dar
uma mão", "ralar peito").
• Jargões: Terminologia técnica de um grupo
profissional usada fora de contexto.
• Palavras reduzidas: (Ex: "tá" em lugar de
"está"; "pra" em vez de "para").
• Verbos de sentido geral: Evitar o uso
excessivo de "fazer", "ter", "dar" quando
verbos mais precisos podem ser usados.
• Expressões típicas da oralidade: (Ex:
"bem...", "veja bem...", "entendeu?").
Dicas de Estudo
• Identifique o Solecismo: Em provas, a
maioria das questões de reorganização que
testa "erro" envolve solecismos
(concordância, regência ou colocação
pronominal).
• Formal vs. Informal: A reescrita muitas
vezes pede para "traduzir" uma frase
informal para a norma culta. Isso quase
sempre envolve corrigir a colocação
pronominal ("Me disseram" -> "Disseram-
me") e trocar gírias.
• Clareza e Precisão: Um bom período
reorganizado é aquele que se torna mais
claro, direto e gramaticalmente correto.
Questões
1. Assinale a alternativa que apresenta um
solecismo (erro de sintaxe), necessitando de
reorganização.
a) A taxa de desemprego cresceu muito.
b) Houveram muitos problemas na reunião.
c) O acusado foi interrogado pelo magistrado.
d) O juiz ratificou a sentença.
2. A frase "Pra mim, tá tudobem, a gente vai no
cinema hoje" está em registro informal. Assinale a
alternativa que a reorganiza corretamente na
norma culta.
a) Para mim, está tudo bem, a gente vai ao cinema
hoje.
b) Para mim, está tudo bem, nós iremos ao cinema
hoje.
c) Para mim, está tudo bem, nós vamos no cinema
hoje.
d) Para eu, está tudo bem, nós iremos no cinema
hoje.
3. Na frase "A comissão discutiu por alto o
problema", a expressão destacada é um vício de
linguagem que prejudica a formalidade do texto,
conhecido como:
a) Cacofonia
b) Gíria (ou expressão popular)
c) Solecismo
52
d) Barbarismo
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B
Comentário: A frase (b) apresenta um solecismo de
concordância. O verbo "Haver" no sentido de
"existir" é impessoal e deve permanecer no singular
("Houve muitos problemas..."). As demais estão
corretas (a), (c) e (d).
2. Gabarito: B
Comentário: A reorganização para a norma culta
exige:
1. "Pra" -> "Para".
2. "tá" -> "está".
3. "a gente vai" (uso coloquial) -> "nós iremos"
(ou "nós vamos").
4. "vai no cinema" (solecismo de regência) ->
"vai ao cinema".
A alternativa (b) é a única que corrige todos os
vícios e adequa o registro.
3. Gabarito: B
Comentário: A expressão "por alto" é uma locução
adverbial popular (gíria ou coloquialismo) que
significa "superficialmente". Em um texto formal,
deveria ser substituída por termos como "A
comissão discutiu superficialmente o problema".
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO
1. Aritmética e Álgebra
1.1 Princípios de Contagem
Para estudarmos probabilidade é necessária uma
boa compreensão sobre noções básicas de
contagem. Você precisa saber muito bem o
Princípio Fundamental da Contagem (PFC), que
veremos a seguir. Primeiro, vamos aprender uma
ferramenta importante para o nosso estudo: o
Fatorial.
Conteúdo Teórico
Fatorial de um Número Natural
O fatorial de um número natural 'n', representado
por n!, é uma ferramenta que serve para facilitar e
acelerar a resolução de questões de contagem.
Definição:
• n! = n x (n-1) x (n-2) x ... x 2 x 1 (para n >= 2)
• 1! = 1
• 0! = 1 (por convenção)
Exemplos:
• 3! = 3 x 2 x 1 = 6
• 4! = 4 x 3 x 2 x 1 = 24
• 5! = 5 x 4 x 3 x 2 x 1 = 120
O fatorial também é muito usado para simplificar
frações:
Exemplo: Calcular 6! / 4!
• Resolução: (6 x 5 x 4 x 3 x 2 x 1) / (4 x 3 x 2 x
1) = 6 x 5 = 30
• Modo Simplificado: Podemos "abrir" o
fatorial maior até encontrar o menor para
simplificar: (6!) / (4!) = (6 x 5 x 4!) / (4!) = 6 x 5
= 30
Princípio Fundamental da Contagem (PFC)
53
Também conhecido como princípio multiplicativo.
Para resolver problemas usando o PFC, basta
seguir estes passos:
1. Identificar as etapas ou decisões
independentes do problema.
2. Calcular o número de possibilidades em
cada etapa.
3. Multiplicar o número de possibilidades de
todas as etapas.
Exemplo: Para fazer uma viagem São Paulo-
Fortaleza-São Paulo, você pode escolher como
meio de transporte ônibus, carro, moto ou avião.
De quantas maneiras posso escolher os
transportes?
• Etapa 1 (Ida): 4 possibilidades (ônibus,
carro, moto ou avião).
• Etapa 2 (Volta): 4 possibilidades (ônibus,
carro, moto ou avião).
• Total: 4 x 4 = 16 maneiras.
Exemplo com restrição: E se você não puder
voltar no mesmo transporte que usou na ida?
• Etapa 1 (Ida): 4 possibilidades.
• Etapa 2 (Volta): 3 possibilidades (pois uma
já foi usada na ida).
• Total: 4 x 3 = 12 maneiras.
Permutação Simples
Permutação é um caso de PFC onde reordenamos
todos os elementos de um conjunto. É o número
de maneiras de ordenar "n" objetos distintos.
A fórmula da permutação simples de "n"
elementos, indicada por Pn, é: Pn = n!
Anagramas: O exemplo mais clássico de
permutação é o cálculo de anagramas (diferentes
ordenações das letras de uma palavra).
Exemplo: Quantos são os anagramas da palavra
CAJU?
• Resolução: A palavra CAJU tem 4 letras
distintas. Estamos apenas reordenando
todas elas.
• P4 = 4! = 4 x 3 x 2 x 1 = 24 anagramas.
Permutação com Repetição
Usada quando queremos ordenar "n" elementos,
mas alguns deles são repetidos. Para encontrar o
número de permutações únicas, devemos dividir o
total (n!) pelo fatorial da quantidade de vezes que
cada elemento se repete.
Fórmula: Pn^(n1, n2, ...) = n! / (n1! x n2! x ...) (Onde
n1, n2, etc., são as contagens dos elementos
repetidos).
Exemplo: Quantos anagramas tem a palavra
ARARA?
• Resolução: Temos 5 letras no total (n=5).
• A letra "A" se repete 3 vezes (n1 = 3).
• A letra "R" se repete 2 vezes (n2 = 2).
• P5^(3, 2) = 5! / (3! x 2!) = (5 x 4 x 3!) / (3! x (2 x
1)) = (5 x 4) / 2 = 10 anagramas.
Permutação Circular
Usada para calcular o número de maneiras de
dispor "n" elementos ao redor de um objeto circular
(como uma mesa), onde as posições relativas
importam, mas não existe um "primeiro lugar".
Na permutação circular, disposições que podem
ser obtidas por simples rotação são consideradas
idênticas.
Fórmula: PCn = (n-1)!
Exemplo: De quantas maneiras 5 pessoas podem
sentar-se ao redor de uma mesa circular?
• Resolução: n = 5
• PC5 = (5-1)! = 4! = 4 x 3 x 2 x 1 = 24 maneiras.
Arranjo Simples
Usamos o Arranjo quando queremos formar grupos
ou sequências onde a ORDEM IMPORTA, e usamos
54
apenas uma parte dos elementos disponíveis (ou
seja, formamos grupos de "p" elementos a partir de
um conjunto de "n" elementos, com p Permutação.
• Se a ORDEM IMPORTA e você usa alguns
dos elementos -> Arranjo.
• Se a ORDEM NÃO IMPORTA e você usa
alguns dos elementos -> Combinação.
Questões
1. De quantas maneiras distintas 5 livros diferentes
podem ser ordenados em uma prateleira?
a) 5
b) 10
c) 25
d) 120
2. Um restaurante oferece 3 tipos de carne, 4 tipos
de salada e 2 tipos de sobremesa. Um cliente
deseja montar um prato com 1 tipo de carne, 1 tipo
de salada e 1 sobremesa. Quantas combinações
de prato são possíveis?
a) 9
b) 12
c) 24
d) 60
3. Em uma sala com 10 pessoas, quantas
comissões de 3 pessoas podem ser formadas?
a) 30
b) 120
c) 720
d) 1000
Gabarito Comentado
1. Gabarito: D Comentário: O problema pede para
"ordenar" todos os 5 livros. A ordem importa e
todos os elementos são usados. Trata-se de uma
Permutação Simples de 5 elementos. P5 = 5! = 5 x
4 x 3 x 2 x 1 = 120.
55
2. Gabarito: C Comentário: O problema envolve 3
decisões independentes (escolher a carne,
escolher a salada, escolher a sobremesa).
Devemos usar o Princípio Fundamental da
Contagem (PFC). Decisão 1 (Carne): 3 opções
Decisão 2 (Salada): 4 opções Decisão 3
(Sobremesa): 2 opções Total: 3 x 4 x 2 = 24
combinações de prato.
3.Gabarito: B Comentário: O problema pede para
formar "comissões" (grupos) de 3 pessoas a partir
de 10. Em uma comissão, a ordem não importa
(uma comissão com João, Maria e José é a mesma
que com José, Maria e João). Trata-se de uma
Combinação. n = 10 (pessoas disponíveis) p = 3
(pessoas na comissão) C10,3 = 10! / [ 3! x (10-3)! ] =
10! / (3! x 7!) = (10 x 9 x 8 x 7!) / [ (3 x 2 x 1) x 7! ] = (10
x 9 x 8) / 6 = 720 / 6 = 120 comissões.
1.2 Razões e Proporções
Conteúdo Teórico
1. Razão e Proporção
Razão: É a divisão entre duas grandezas.
• Exemplo: A razão entre 2 e 5 pode ser
representada como 2/5 ou 2:5 (Lê-se "2
está para 5").
Proporção: É a igualdade entre duas razões.
• Exemplo: 2/3 = 4/6 (Lê-se "2 está para 3
assim como 4 está para 6").
2. Propriedade Fundamental
A propriedade fundamental das proporções é a
"multiplicação cruzada" ou "produto dos meios
pelos extremos".
• Se A/B = C/D, então A x D = B x C
Exemplo: Encontre o valor de X em 2/3 = X/6.
• Resolução: 3 * X = 2 * 6
• 3X = 12
• X = 12 / 3
• X = 4
3. Propriedades das Proporções (Divisão
Proporcional)
Somas Externas (Propriedade mais usada): Esta
propriedade é usada para dividir um valor total em
partes proporcionais.
• Se A/b = C/d, então A/b = C/d = (A + C) / (b
+ d)
Exemplo: Dividir um prêmio de R$10.000 entre
Carlos (3 anos de serviço) e Diego (2 anos de
serviço) em partes proporcionais ao tempo de
serviço.
1. Montar a proporção: C / 3 = D / 2 (Carlos
está para 3 assim como Diego está para 2)
2. Usar a propriedade da soma: C / 3 = D / 2 =
(C + D) / (3 + 2)
3. Substituir os valores conhecidos (C + D =
10.000): (C + D) / (3 + 2) = 10.000 / 5 = 2.000
4. Esse valor (2.000) é a Constante de
Proporcionalidade. Agora, basta
encontrarmos C e D:
o C / 3 = 2.000 => C = 3 * 2.000 => C =
R$6.000
o D / 2 = 2.000 => D = 2 * 2.000 => D =
R$4.000
4. Regra da Sociedade
É a aplicação direta da divisão proporcional.
Divisão Diretamente Proporcional: É o que
fizemos no exemplo anterior. Divide-se o total pela
soma das proporções e multiplica-se o resultado
(constante) pela proporção de cada um.
Exemplo: Dividir 900 mil em partes proporcionais a
4, 5 e 6.
1. X/4 = Y/5 = Z/6
56
2. (X + Y + Z) / (4 + 5 + 6) = 900.000 / 15 =
60.000 (Constante)
3. A menor parte é X (proporcional a 4): X / 4 =
60.000 => X = 4 * 60.000 => X = 240.000
Divisão Inversamente Proporcional: Dividir por
um número é o mesmo que multiplicar pelo seu
inverso. Para dividir um valor (ex: 740 mil) em
partes inversamente proporcionais a 4, 5 e 6,
fazemos o seguinte:
1. Inverta os números: 1/4, 1/5, 1/6.
2. Ache o M.M.C. dos denominadores (4, 5, 6),
que é 60.
3. Transforme as frações para o mesmo
denominador:
o 1/4 = 15/60
o 1/5 = 12/60
o 1/6 = 10/60
4. Agora, faça a divisão diretamente
proporcional aos novos numeradores (15,
12 e 10).
o Soma das proporções: 15 + 12 + 10
= 37
o Constante: 740.000 / 37 = 20.000
5. Calcule as partes:
o Parte 1 (inversa a 4): 15 * 20.000 =
300.000
o Parte 2 (inversa a 5): 12 * 20.000 =
240.000
o Parte 3 (inversa a 6): 10 * 20.000 =
200.000
Dicas de Estudo
• Razão é Divisão: Lembre-se que "a razão
de A para B" é simplesmente A/B.
• Proporção é Multiplicar Cruzado: A
maioria dos problemas básicos de
proporção é resolvida com a propriedade
fundamental (produto dos meios pelos
extremos).
• Divisão Proporcional: Para dividir um total,
ache a "Constante de Proporcionalidade"
(Total / Soma das Proporções) e depois
multiplique-a pela proporção de cada
parte.
• Inverso: "Inversamente proporcional" a 2,
3, 4 é o mesmo que "diretamente
proporcional" a 1/2, 1/3, 1/4.
Questões
1. A razão entre a idade de um pai (45 anos) e seu
filho (15 anos) é:
a) 1/3
b) 3
c) 1/4
d) 30
2. Em uma receita, a proporção de farinha para
açúcar é de 3 para 2. Se você usar 600g de farinha,
quanto de açúcar deve usar?
a) 200g
b) 300g
c) 400g
d) 900g
3. Três sócios devem dividir um lucro de R$120.000
em partes diretamente proporcionais ao que
investiram: 2, 3 e 5. Quanto receberá o sócio que
investiu a maior quantia?
a) R$ 24.000
b) R$ 36.000
c) R$ 50.000
57
d) R$ 60.000
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B Comentário: A razão é a divisão
entre as idades. Razão = Idade do Pai / Idade do
Filho = 45 / 15 = 3.
2. Gabarito: C Comentário: Devemos montar uma
proporção. (Farinha / Açúcar) = 3 / 2 (600 / X) = 3 / 2
Multiplicando cruzado: 3 * X = 600 * 2 3X = 1200 X =
1200 / 3 = 400g.
3. Gabarito: D Comentário: Trata-se de uma
divisão diretamente proporcional.
1. Soma das proporções: 2 + 3 + 5 = 10
2. Constante de proporcionalidade: 120.000 /
10 = 12.000
3. O sócio que investiu a maior quantia é o de
proporção "5".
4. Valor = 5 * 12.000 = R$ 60.000.
1.3 Regra de Três Simples
A Regra de Três Simples é um processo prático para
resolver problemas que envolvem apenas duas
grandezas. Essas grandezas podem ser
diretamente ou inversamente proporcionais.
Conteúdo Teórico
Para resolver uma regra de três simples, o primeiro
passo é identificar o tipo de proporcionalidade
entre as duas grandezas.
1. Grandezas Diretamente Proporcionais
Duas grandezas são diretamente proporcionais
quando elas "caminham juntas": se uma aumenta,
a outra também aumenta; se uma diminui, a outra
também diminui.
• Método de Resolução: Multiplicação
Cruzada (em X).
Exemplo: Um muro de 12 metros foi construído
utilizando 2.160 tijolos. Caso queira construir um
muro de 30 metros, quantos tijolos serão
necessários?
1. Analisar a Proporcionalidade:
o A grandeza "Metros" aumentou (de
12 para 30).
o Para construir um muro maior,
vamos precisar de mais tijolos. A
grandeza "Tijolos" também vai
aumentar.
o Como as duas grandezas
aumentam juntas (+ / +), elas são
diretamente proporcionais.
2. Calcular (Multiplicação Cruzada): 12 * X =
30 * 2.160 12X = 64.800 X = 64.800 / 12
X = 5.400 tijolos
2. Grandezas Inversamente Proporcionais
Duas grandezas são inversamente proporcionais
quando elas "caminham em oposição": se uma
aumenta, a outra diminui.
• Método de Resolução: Multiplicação em
Linha (Horizontal).
Exemplo: Uma equipe de 5 professores gastou 12
dias para corrigir as provas. Quantos dias levarão
30 professores para corrigir as mesmas provas?
1. Montar a Tabela: | Professores | Dias | | :--- |
:--- | | 5 | 12 | | 30 | X |
2. Analisar a Proporcionalidade:
o A grandeza "Professores" aumentou
(de 5 para 30).
o Com mais professores trabalhando,
o serviço será feito em menos
tempo. A grandeza "Dias" vai
diminuir.
58
o Como uma grandeza aumenta e a
outra diminui (+ / -), elas são
inversamente proporcionais.
3. Calcular (Multiplicação em Linha): 30 * X
= 5 * 12 30X = 60 X = 60 / 30
X = 2 dias
Dicas de Estudo
• A Seta é sua Aliada: Ao montar a tabela,
use setas para indicar se a grandeza está
aumentando ou diminuindo. Se as setas
ficarem na mesma direção, é direta
(multiplique em X). Se ficarem em direções
opostas, é inversa (multiplique em linha).
• Organize as Grandezas: Sempre coloque
as grandezas iguais na mesma coluna (ex:
Metros embaixo de Metros, Dias embaixo
de Dias).
Questões
1. Um carro percorre 120 km com 10 litros de
gasolina. Quantos quilômetros ele percorrerá com
25 litros?
a) 200 km
b) 240 km
c) 250 km
d) 300 km
2. Se 4 pedreiros constroem uma casa em 30 dias,
em quantos dias 6 pedreiros construiriam a mesma
casa?
a) 15 dias
b) 20 dias
c) 45 dias
d) 60 dias
3. Uma máquina produz 100 peças em 20 minutos.
Quantas peças ela produzirá em 1 hora (60
minutos)?
a) 200
b) 300
c) 600
d) 1200
Gabarito Comentado
1. Gabarito: D Comentário:
• Análise: Mais gasolina (de 10 para 25), o
carro percorre mais km. As grandezas são
diretamente proporcionais.
• Cálculo (Cruzado):
o 120 / 10 = X / 25
o 10 * X = 120 * 25
o 10X = 3000o X = 300 km.
2. Gabarito: B Comentário:
• Análise: Mais pedreiros (de 4 para 6), o
serviço será feito em menos dias. As
grandezas são inversamente
proporcionais.
• Cálculo (Linha):
o 6 * X = 4 * 30
o 6X = 120
o X = 20 dias.
3. Gabarito: B Comentário:
• Análise: Mais tempo (de 20 para 60 min), a
máquina produz mais peças. As grandezas
são diretamente proporcionais.
• Cálculo (Cruzado):
o 100 / 20 = X / 60
59
o 20 * X = 100 * 60
o 20X = 6000
o X = 300 peças.
1.4 Porcentagens
Conteúdo Teórico
A porcentagem é uma medida de razão com base
100. Ou seja, corresponde a uma fração cujo
denominador é 100.
Formas de Representação:
• Percentual: 30%
• Fração: 30/100 (ou 3/10 na forma
simplificada)
• Decimal: 0,30
Para converter um número qualquer em
porcentagem, basta multiplicá-lo por 100.
• 0,35 = 0,35 x 100 = 35%
• 2,5 = 2,5 x 100 = 250%
1. Número Relativo (Parte vs. Todo)
A porcentagem expressa uma relação entre uma
parte e um todo. O "todo" é o valor de referência
(100%).
• Cálculo da parte: Para descobrir a quanto
corresponde uma porcentagem de um valor
total, basta multiplicar.
o Exemplo: Quanto é 10% de 1000?
o Resolução: 10% x 1000 = (10/100) x
1000 = 0,1 x 1000 = 100.
• Cálculo do percentual: Para descobrir
qual percentual uma parte representa do
todo, basta dividir a parte pelo todo (e
multiplicar por 100).
o Exemplo: Roberto assistiu a 2 aulas
de um total de 8. Qual o percentual
de aulas assistidas?
o Resolução: (Parte / Todo) = 2 / 8 =
1/4 = 0,25.
o 0,25 x 100 = 25%.
2. Soma e Subtração de Porcentagem (Aumentos
e Descontos)
Essas operações são usadas para calcular
aumentos ou reduções sobre um valor inicial. O
valor inicial sempre corresponde a 100%.
• Aumento: Some o percentual de aumento
aos 100%.
o Exemplo: Um curso de 200 horas-
aula teve um aumento de 15%. Qual
o novo total?
o Resolução: O novo total é 100% +
15% = 115% do valor original.
o 115% x 200 = 1,15 x 200 = 230
horas-aula.
• Desconto (Redução): Subtraia o
percentual de desconto dos 100%.
o Exemplo: Um produto de R$ 200,00
teve um desconto de 15%. Qual o
novo preço?
o Resolução: O novo preço é 100% -
15% = 85% do valor original.
o 85% x 200 = 0,85 x 200 = R$ 170,00.
3. Variação Percentual
Para descobrir qual foi a variação percentual entre
um valor inicial e um valor final, usa-se a fórmula:
Variação Percentual = (Valor Final - Valor Inicial) /
Valor Inicial
O resultado deve ser multiplicado por 100 para ser
expresso em porcentagem.
60
• Exemplo: Juliano tinha 200 aulas para
assistir. Agora, ele tem 180. Qual foi a
variação (redução) percentual?
• Resolução:
o Variação = (180 - 200) / 200
o Variação = -20 / 200
o Variação = -0,10
o -0,10 x 100 = -10%. (Houve uma
redução de 10%).
Dicas de Estudo
• "de" é Multiplicação: Em porcentagem, a
preposição "de" quase sempre significa
multiplicação (Ex: 20% de 500 = 20% x 500).
• Referência (100%): O cálculo de aumento,
desconto ou variação é sempre feito em
relação ao valor inicial.
• Fator de Multiplicação: Para cálculos
rápidos, use o fator decimal.
o Aumento de 15% = Multiplicar por
1,15
o Desconto de 15% = Multiplicar por
0,85
Questões
1. Um produto que custava R$ 400,00 foi vendido
com um desconto de 20%. Qual foi o valor pago
pelo produto?
a) R$ 80,00
b) R$ 200,00
c) R$ 320,00
d) R$ 380,00
2. Em uma sala de 50 alunos, 15 são homens. Qual
é o percentual de mulheres na sala?
a) 15%
b) 30%
c) 35%
d) 70%
3. Um produto sofreu um aumento e passou de R$
50,00 para R$ 60,00. Qual foi o percentual de
aumento?
a) 10%
b) 16,6%
c) 20%
d) 83,3%
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C Comentário: Um desconto de 20%
significa que o cliente pagou 100% - 20% = 80% do
valor total. Valor Pago = 80% de R$ 400,00 Valor
Pago = 0,80 x 400 = R$ 320,00.
2. Gabarito: D Comentário:
• Total de alunos: 50 (Este é o "todo", o 100%)
• Número de homens: 15
• Número de mulheres (Parte): 50 - 15 = 35
• Percentual de mulheres = (Parte / Todo) = 35
/ 50 = 0,70
• 0,70 x 100 = 70%.
3. Gabarito: C Comentário: Usamos a fórmula da
Variação Percentual.
• Valor Inicial = 50
• Valor Final = 60
• Variação = (Valor Final - Valor Inicial) / Valor
Inicial
• Variação = (60 - 50) / 50 = 10 / 50 = 0,20
• 0,20 x 100 = 20%.
61
1.5 Equações de 1º e 2º Graus
Conteúdo Teórico
Uma equação é uma igualdade que possui uma ou
mais variáveis (incógnitas, geralmente
representadas por x). O objetivo é encontrar o valor
da incógnita que torna a igualdade verdadeira.
1. Equação do Primeiro Grau
A forma geral de uma equação do primeiro grau é:
ax + b = 0
Onde:
• a → coeficiente de x
• b → termo independente
• a ≠ 0
Resolução
Para resolver, basta isolar a incógnita x, movendo
os termos para o outro lado da igualdade com a
operação oposta.
Exemplo
Resolva:
10x = 5x + 20
Isolar os termos com x:
10x – 5x = 20
Simplificar:
5x = 20
Isolar o x:
x = 20 ÷ 5
x = 4
A solução encontrada (4) é chamada de raiz da
equação.
Uma equação de 1º grau sempre possui uma única
raiz.
2. Equação do Segundo Grau
Equações do segundo grau são aquelas em que o
maior expoente da incógnita é 2.
A forma geral é:
ax² + bx + c = 0
Onde:
• a = coeficiente de x² (a ≠ 0)
• b = coeficiente de x
• c = termo independente
Cálculo das Raízes (Fórmula de Bhaskara)
Para encontrar as raízes, utiliza-se:
x = ( -b ± √Δ ) / (2a)
O discriminante (Δ) é calculado por:
Δ = b² – 4ac
Interpretação do Discriminante
Valor de Δ Significado
Δ > 0 Duas raízes reais e distintas
Δ = 0 Duas raízes reais e iguais
Δ6 (Correto). 6 + 2 = 8
(Correto).
4. Regra: A regra é somar 2 unidades ao termo
anterior.
5. Próximo Termo: 8 + 2 = 10.
Exemplo resolvido 2: Qual o próximo termo da
sequência: 2, 3, 5, 7, 11, 13, ...?
1. Análise: Os números estão aumentando,
mas não em um ritmo constante (2+1=3;
3+2=5; 5+2=7; 7+4=11).
2. Regra: A sequência é formada pela
sucessão dos números primos (números
divisíveis apenas por 1 e por eles mesmos).
3. Próximo Termo: O próximo número primo
depois de 13 é o 17.
Importante: O padrão encontrado deve ser capaz
de explicar TODA a sequência. No exemplo 2, a
sequência pulou o 9. Se a regra fosse "números
ímpares", ela estaria errada, pois o 9 não está
presente.
Sequências Numéricas Alternadas
É comum que algumas questões apresentem
sequências que possuem mais de uma lei de
formação. Nesses casos, podemos ter duas (ou
mais) sequências que se alternam.
Exemplo resolvido 3: Qual o próximo termo da
sequência: 2, 5, 4, 10, 6, 15, 8, 20, ...?
1. Análise: Os números sobem e descem (2 ->
5 -> 4). Isso indica uma provável sequência
alternada.
2. Separar Sequência 1 (Posições Ímpares):
2, 4, 6, 8, ...
o Regra 1: Somar 2 ao termo anterior.
3. Separar Sequência 2 (Posições Pares): 5,
10, 15, 20, ...
o Regra 2: Somar 5 ao termo anterior.
4. Próximo Termo: A sequência parou no 20
(posição par). O próximo termo a ser
encontrado é da Sequência 1 (posição
ímpar).
5. Resultado: 8 + 2 = 10.
PROGRESSÃO ARITMÉTICA (PA)
Uma progressão aritmética é uma sequência em
que cada termo, a partir do segundo, é igual ao
anterior somado a uma constante chamada razão
(r).
Exemplo:
{1, 3, 5, 7, 9, ...}
• Termo inicial (a₁): 1
• Razão (r): 2
1.1 Termo Geral da PA
Fórmula:
aₙ = a₁ + (n − 1) × r
• aₙ: termo que queremos encontrar
• a₁: primeiro termo
64
• n: posição do termo
• r: razão da PA
Exemplo resolvido:
Calcule o 10º termo da PA {1, 3, 5, 7, ...}
Dados:
a₁ = 1
r = 2
n = 10
Cálculo:
a₁₀ = 1 + (10 − 1) × 2
a₁₀ = 1 + 18
a₁₀ = 19
Resultado: O 10º termo é 19.
1.2 Soma dos Termos da PA
Fórmula:
Sₙ = (a₁ + aₙ) × n / 2
• Sₙ: soma dos n primeiros termos
• a₁: primeiro termo
• aₙ: último termo
• n: quantidade de termos
Exemplo resolvido:
Calcule a soma dos 7 primeiros termos da PA.
Dados:
a₁ = 1
n = 7
a₇ = 13
Cálculo:
S₇ = (1 + 13) × 7 / 2
S₇ = 14 × 7 / 2
S₇ = 98 / 2
S₇ = 49
Resultado: A soma dos 7 primeiros termos é 49.
2. PROGRESSÃO GEOMÉTRICA (PG)
Uma progressão geométrica é uma sequência em
que cada termo, a partir do segundo, é igual ao
anterior multiplicado pela razão (q).
Exemplo:
{2, 4, 8, 16, 32, ...}
• Termo inicial (a₁): 2
• Razão (q): 2
2.1 Termo Geral da PG
Fórmula:
aₙ = a₁ × q^(n − 1)
• aₙ: termo procurado
• a₁: primeiro termo
• n: posição
• q: razão
Exemplo resolvido:
Calcule o 5º termo da PG.
Dados:
a₁ = 2
q = 2
n = 5
Cálculo:
a₅ = 2 × 2⁴
a₅ = 2 × 16
a₅ = 32
Resultado: O 5º termo é 32.
2.2 Soma dos Termos da PG (Finita)
Fórmula:
Sₙ = a₁ × (qⁿ − 1) / (q − 1)
Exemplo resolvido:
Calcule a soma dos 4 primeiros termos da PG.
Dados:
a₁ = 2
65
q = 2
n = 4
Cálculo:
S₄ = 2 × (2⁴ − 1) / (2 − 1)
S₄ = 2 × (16 − 1)
S₄ = 2 × 15
S₄ = 30
Resultado: A soma dos 4 primeiros termos é 30.
2.3 Soma dos Termos da PG (Infinita)
Esta fórmula só funciona quando 0 f(x₂)
Desce da
esquerda
para a direita
FUNÇÃO INVERSA – f⁻¹(x)
Uma função só possui inversa se for bijetora. A
função inversa desfaz a função original.
Para encontrar a inversa:
1. Substitua f(x) por y.
2. Troque x e y.
3. Isolar o novo y.
Exemplo: f(x) = 2x − 1
y = 2x − 1
x = 2y − 1
x + 1 = 2y
y = (x + 1) / 2
Logo: f⁻¹(x) = (x + 1)/2
FUNÇÃO LINEAR, AFIM E QUADRÁTICA
Função Afim
f(x) = ax + b (a ≠ 0)
• a: indica inclinação.
• b: ponto onde a reta corta o eixo Y.
Função Linear
f(x) = ax
Reta que passa pela origem
SINAL DA FUNÇÃO AFIM
Baseia-se na raiz x = −b/a:
a Antes da raiz Depois da raiz
a > 0 Negativo Positivo
a 0: voltada para cima.
• a 0 a
0
Negativo entre as
raízes
Positivo entre as
raízes
=
0
Zero na raiz; positivo
no resto
Zero na raiz; negativo
no resto
da
resposta
Informações
visíveis no
texto
Conclusões
lógicas
derivadas do
texto
Palavras-
chave no
enunciado
“Segundo o
texto”, “O autor
afirma que...”
“Depreende-
se que...”,
“Infere-se
que...”
Exige Atenção ao
conteúdo
declarado
Capacidade de
deduzir
informações
implícitas
2. Exemplo Prático Comparativo
Frase-base
“O marido da minha chefe parou de beber.”
Tabela 2 – Como cada tipo de leitura funciona
Tipo de
Leitura
Entendimento
Compreensão O marido não bebe mais
(informação explícita).
Interpretação Ele bebia antes; a chefe é
casada; o emissor tem um
emprego.
3. Inferência: A Ferramenta da Interpretação
INFERÊNCIA é a capacidade de usar pistas do
texto para chegar a uma conclusão lógica.
Ela é a base de toda questão de interpretação.
4. Três Conhecimentos Essenciais Para
Interpretar
Tabela 3 – Os três pilares da interpretação
Tipo de
Conhecimen
to
Descrição Exemplo
Linguístico Domínio da
língua
(vocabulário,
gramática,
estrutura).
Saber o
significado de
palavras ou
conjunções.
4
Textual
(gêneros
textuais)
Reconhecime
nto do tipo de
texto e suas
característica
s.
Bula, notícia,
receita,
poema.
De Mundo
(conhecimen
to prévio)
Informações
que o leitor já
possui sobre o
mundo,
cultura e fatos
históricos.
Entender
metáforas
que remetem
a
aconteciment
os históricos.
5. Exemplo Clássico de Interpretação com
Conhecimento de Mundo
────────────────────────────────────────────
Texto sem título: referência às “três irmãs fortes
e resolutas”, “um ovo”, “picos e vales”.
Leitor não entende.
Título revelado: “A descoberta da América por
Colombo”.
Conhecimento de mundo ativado:
• Três irmãs = as três caravelas.
• Ovo = formato da Terra.
6. Dicas de Estudo (para revisar interpretação)
Tabela 4 – Estratégias recomendadas
Estratégia Como aplicar na prova
Ler as questões
antes do texto
Guia sua leitura e evita
perder tempo.
Atenção aos
conectivos
Eles indicam relações de
oposição, causa e
conclusão.
Evitar
extrapolações
Toda inferência deve ser
sustentada pelo texto.
Revisar por
etapas
Leia o texto, sublinhe
palavras-chave e revise as
alternativas antes de
marcar.
Questões
Texto para as questões 1 e 2:
"O marido da minha chefe parou de beber."
1. Ao ler a frase acima, um leitor conclui que o
marido da chefe costumava beber. Essa conclusão
é um processo de:
a) Compreensão textual, pois a palavra "beber"
está explícita na frase.
b) Interpretação textual, pois a informação (que ele
bebia antes) não está escrita, mas é logicamente
inferida pela pista "parou de beber".
c) Conhecimento Linguístico, pois exige apenas
saber o significado do verbo "parar".
d) Conhecimento de Mundo, pois depende de
saber que chefes podem ter maridos.
2. A partir da mesma frase ("O marido da minha
chefe parou de beber."), qual das seguintes
afirmações é uma inferência (interpretação)
válida?
a) A chefe está feliz com o fato de o marido ter
parado de beber.
b) O emissor da frase trabalha em um escritório.
c) O marido da chefe parou de beber porque ficou
doente.
d) O emissor da frase tem um emprego.
3. (Questão Conceitual) Um leitor se depara com
um texto complexo, cheio de metáforas, sobre "três
irmãs fortes" que buscam "provas" em "picos e
vales turbulentos". O leitor só compreende o texto
ao ser informado do título: "A descoberta da
América por Colombo". A dificuldade inicial desse
leitor estava na falta do:
5
a) Conhecimento Linguístico, pois o texto estava
em outro idioma.
b) Conhecimento Textual, pois o leitor não sabia ler
o gênero "poema".
c) Conhecimento de Mundo (prévio), que precisou
ser ativado pelo título para que as metáforas
("irmãs" = caravelas) fizessem sentido.
d) Conhecimento Semântico, pois ele não sabia o
significado da palavra "turbulento".
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B Comentário: A frase afirma apenas
que ele "parou". O ato de "beber antes" é uma
informação implícita, que só pode ser obtida por
interpretação (inferência) lógica. A alternativa A
está incorreta porque ela descreve a compreensão
(o que está explícito), e não a conclusão (o que está
implícito).
2. Gabarito: D Comentário: A frase nos dá a pista
"minha chefe". Logicamente, só é possível ter uma
"chefe" se o emissor da frase tiver um emprego (ser
um subordinado). As alternativas A e C são
extrapolações (não temos informações no texto
para saber o motivo de ele ter parado ou a reação
da chefe). A alternativa B também extrapola (ele
pode ter um emprego, mas não sabemos se é em
um escritório).
3. Gabarito: C
Comentário: Este exemplo, citado na apostila-
base, ilustra perfeitamente a importância do
Conhecimento de Mundo. O leitor sabia o
significado das palavras (tinha conhecimento
linguístico), mas não conseguia interpretar o
sentido figurado porque não ativou o seu
conhecimento prévio sobre a história de Colombo.
O título forçou a ativação desse conhecimento,
permitindo a interpretação.
2 Reconhecimento de Tipos e Gêneros Textuais
Compreender a diferença entre tipo textual e
gênero textual é fundamental para a análise
correta de qualquer texto em uma prova. O
primeiro refere-se à estrutura e o segundo à função
social do texto.
Conteúdo Teórico
1. O que é Tipologia Textual (Tipo Textual)?
A tipologia textual, ou tipo textual, refere-se à
estrutura interna e à forma como um texto é
organizado. É uma classificação mais fixa e
limitada, focada nos aspectos linguísticos, como
tempos verbais, vocabulário e organização das
frases.
Os tipos textuais são, classicamente, divididos em
cinco categorias principais:
1. Narrativo:
o Objetivo: Contar uma história,
narrar um fato (real ou fictício).
o Estrutura: Apresenta personagens,
enredo (situação inicial,
complicação, clímax,
resolução/desfecho), tempo e
espaço.
o Marcas Linguísticas: Verbos
predominantemente no passado
(pretérito perfeito e imperfeito) e
marcadores temporais (ex: "naquele
dia", "depois", "então").
2. Descritivo:
o Objetivo: Detalhar, caracterizar ou
"pintar com palavras" um objeto,
pessoa, lugar ou cena. Não há
passagem de tempo.
o Estrutura: Foca na enumeração de
características e impressões.
o Marcas Linguísticas: Predomínio
de formas nominais, uso extensivo
de adjetivos e locuções adjetivas.
6
3. Expositivo:
o Objetivo: Apresentar fatos, ideias,
dados e conceitos de forma clara,
objetiva e imparcial. A meta é
informar e explicar um assunto.
o Estrutura: Organização lógica de
informações, sem a intenção de
convencer o leitor, apenas de
instruí-lo.
o Marcas Linguísticas: Linguagem
clara e objetiva, uso de dados,
exemplos e definições.
4. Argumentativo:
o Objetivo: Defender um ponto de
vista (uma tese) sobre um
determinado assunto, com a
intenção de convencer ou
persuadir o leitor.
o Estrutura: Apresenta uma tese
(ideia central), argumentos (provas,
dados, justificativas) e uma
conclusão.
o Marcas Linguísticas: Uso de
operadores argumentativos (ex:
"portanto", "contudo", "embora") e
verbos que indicam opinião.
5. Instrucional (ou Injuntivo):
o Objetivo: Orientar o leitor a realizar
uma ação ou tarefa; dar uma ordem
ou um conselho.
o Estrutura: Geralmente organizado
em passos, comandos ou itens
enumerados.
o Marcas Linguísticas: Predomínio
de verbos no modo imperativo (ex:
"faça", "clique", "leia") ou no
infinitivo (ex: "fazer", "clicar", "ler").
2. O que é Gênero Textual?
Os gêneros textuais são as formas concretas e
sociais como os textos circulam no dia a dia. Eles
são inúmeros e adaptáveis, pois surgem para
atender a uma necessidade de comunicação
específica.
Um gênero textual tem um propósito
comunicativo (função social) claro e uma
estrutura mais ou menos estável que é
reconhecida pelos falantes. Por exemplo, todos
reconhecemos uma "notícia" ou uma "receita".
3. Diferençaformato de "V"
Equações Modulares
|x| = k → x = k ou x = −k
FUNÇÃO EXPONENCIAL
f(x) = aˣ, com a > 0 e a ≠ 1
• Domínio: R
• Imagem: R⁺
• Sempre passa por (0, 1)
Crescimento
• a > 1: crescente
• 0 0
• Imagem: R
• Gráfico passa pelo ponto (1, 0)
Propriedades
logₐ 1 = 0
logₐ a = 1
logₐ (bc) = logₐ b + logₐ c
logₐ (b/c) = logₐ b − logₐ c
logₐ (bᶜ) = c · logₐ b
Mudança de base:
logₐ b = log b / log a
LÓGICA
3.1 ESTRUTURAS LÓGICAS
Analogias, Inferências, Deduções e Conclusões
As estruturas lógicas são a base da argumentação.
Elas envolvem:
• Analogias: Comparações entre situações
diferentes que possuem semelhanças.
• Inferências: Conclusões lógicas baseadas
em informações apresentadas.
• Deduções: Partir de uma regra geral para
chegar a uma conclusão específica.
• Conclusões: O resultado final de um
raciocínio lógico.
A base dessas estruturas são os conectivos lógicos
e os quantificadores.
A negação com o conectivo “não”
• Representação simbólica: (~p) ou (p)
• Sabemos que o valor lógico de “p” e “~p”
são opostos, isto é, se p é uma proposição
verdadeira, ~p será falsa, e vice-versa.
• Exemplo:
o p: Matemática é difícil.
o (~p): Matemática não é difícil.
Outras maneiras que também podemos usar para
negar uma proposição:
• Não é verdade que matemática é difícil.
• É falso que matemática é difícil.
Conjunção (Conectivo “E”)
69
• Representação simbólica:
• Exemplo na linguagem natural: O macaco
bebe leite e o gato come banana.
• Exemplo na linguagem simbólica:
Disjunção Inclusiva (Conectivo “ou”)
• Representação simbólica:
• Exemplo na linguagem natural: Maria é
bailarina ou Juliano é atleta.
• Exemplo na linguagem simbólica:
Disjunção Exclusiva (conectivo “Ou...ou”)
• Representação simbólica:
• Exemplo na linguagem natural: Ou o
elefante corre rápido ou a raposa é lenta.
• Exemplo na linguagem simbólica:
Condicional (conectivo “Se... então”)
• Representação simbólica:
• Exemplo na linguagem natural: Se estudar,
então vai passar.
• Exemplo na linguagem simbólica:
Bicondicional (conectivo “Se e somente se”)
• Representação simbólica:
• Exemplo na linguagem natural: Bino vai ao
cinema se e somente se ele receber
dinheiro.
• Exemplo na linguagem simbólica:
DIAGRAMAS LÓGICOS (SILOGISMOS)
Esse tema é diretamente ligado ao estudo dos
Quantificadores Lógicos (ou Proposições
Categóricas), que são elementos que especificam
a extensão da validade de um predicado sobre um
conjunto.
• Exemplos de quantificadores: existe,
algum, todo, pelo menos um, nenhum.
Esses quantificadores podem ser classificados em
dois tipos:
• Quantificador Universal
• Quantificador Existencial (particulares)
Universais temos TODO e NENHUM. Já os
particulares temos PELO MENOS UM, EXISTE UM e
ALGUM.
Quantificador Universal “Todo” (afirmativo)
• Exemplo: Todo A é B. (Todo homem joga
bola.)
• Significado: Todo elemento de A também é
elemento de B.
• Representação com diagrama:
• Valores lógicos (quando "Todo A é B" é V):
o Nenhum A é B – É falsa.
o Algum A é B – É verdadeira.
o Algum A não é B – é falsa.
Quantificador Universal “Nenhum” (negativo)
• Exemplo: Nenhum A é B. (Nenhum homem
joga bola.)
• Significado: A e B não têm elementos em
comum (conjuntos disjuntos).
• Representação com diagrama:
• Valores lógicos (quando "Nenhum A é B"
é V):
o Todo A é B – É falsa.
o Algum A é B – É falsa.
o Algum A não é B – é verdadeira.
Quantificador Particular (Afirmativo): “Algum” /
“Pelo Menos um” / “Existe”
• Exemplo: Algum A é B. (Algum homem joga
bola.)
70
• Significado: O conjunto A tem pelo menos
um elemento em comum com o conjunto B.
Há interseção.
• Representação com diagrama:
(Existem outras representações, como A contido
em B, ou B contido em A, mas a interseção é a mais
geral).
• Valores lógicos (quando "Algum A é B" é
V):
o Todo A é B – É indeterminado.
o Nenhum A é B – É falsa.
o Algum A não é B – É indeterminado.
Quantificador Particular (negativo): “Algum...
não”
• Exemplo: Algum A não é B. (Algum homem
não joga bola.)
• Significado: O conjunto A tem pelo menos
um elemento que não pertence ao conjunto
B.
• Representação com diagrama:
(Também pode ser representado por A e B
disjuntos).
• Valores lógicos (quando "Algum A não é
B" é V):
o Todo A é B – É falsa.
o Nenhum A é B – É indeterminada.
o Algum A é B – É indeterminado. (O
PDF afirma "Algum A não é B" é
indeterminado, mas o correto é
"Algum A é B" é indeterminado).
Silogismos
O silogismo é um tipo de raciocínio dedutivo
formado por três proposições: duas premissas
(maior e menor) e uma conclusão, que é inferida
das premissas.
Estrutura do silogismo categórico
• Premissa maior: Contém o termo maior (T)
(predicado da conclusão).
• Premissa menor: Contém o termo menor
(t) (sujeito da conclusão).
• Conclusão: Não contém o termo médio
(M).
• Termo médio (M): Estabelece a ligação
entre os termos. Aparece nas duas
premissas, mas nunca na conclusão.
Exemplo 1:
• Premissa Maior: Todos os mamíferos (M)
são animais (T).
• Premissa Menor: Os cães (t) são mamíferos
(M).
• Conclusão: Logo, os cães (t) são animais
(T).
Exemplo 2:
• Premissa Maior: Todos os homens (M) são
mortais (T).
• Premissa Menor: Sócrates (t) é homem (M).
• Conclusão: Logo, Sócrates (t) é mortal (T).
Regras do Silogismo Categórico
REGRAS (TERMOS) REGRAS
(PREMISSAS)
1. Três termos: Todo
silogismo contém
somente três termos
(maior, médio e
menor).
5. Duas negativas: De
duas premissas
negativas, nada se
conclui.
2. Extensão dos
termos: Os termos da
conclusão não podem
ter extensão maior
que os termos das
premissas.
6. Duas afirmativas:
De duas premissas
afirmativas não pode
haver conclusão
negativa.
71
3. Termo médio na
conclusão: O termo
médio não pode entrar
na conclusão.
7. Parte mais fraca: A
conclusão segue
sempre a premissa
mais fraca (particular
e/ou negativa).
4. Termo médio
universal: O termo
médio deve ser
universal (distribuído)
ao menos uma vez.
8. Duas particulares:
De duas premissas
particulares, nada se
conclui.
3.2 LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
A lógica de argumentação é o estudo da validade
dos raciocínios. Ela analisa como as premissas
(informações iniciais) se conectam para sustentar
uma conclusão. Isso envolve o uso de deduções,
inferências e a análise da estrutura do argumento,
seja através de silogismos ou da validade das
proposições.
DIAGRAMAS LÓGICOS (SILOGISMOS)
Esse tema é diretamente ligado ao estudo dos
Quantificadores Lógicos (ou Proposições
Categóricas), que são elementos que especificam
a extensão da validade de um predicado sobre um
conjunto.
• Exemplos de quantificadores: existe,
algum, todo, pelo menos um, nenhum.
Esses quantificadores podem ser classificados em
dois tipos:
• Quantificador Universal
• Quantificador Existencial (particulares)
Universais temos TODO e NENHUM. Já os
particulares temos PELO MENOS UM, EXISTE UM e
ALGUM.
Quantificador Universal “Todo” (afirmativo)
• Exemplo: Todo A é B. (Todo homem joga
bola.)
• Significado: Todo elemento de A também é
elemento de B.
• Valores lógicos (quando "Todo A é B" é V):
o Nenhum A é B – É falsa.
o Algum A é B – É verdadeira.
o Algum A não é B – é falsa.
Quantificador Universal “Nenhum” (negativo)
• Exemplo: Nenhum A é B. (Nenhum homem
joga bola.)
• Significado: A e B não têm elementos em
comum (conjuntos disjuntos).
• Valores lógicos (quando "Nenhum A é B"
é V):
o Todo A é B – É falsa.
o Algum A é B – É falsa.
o Algum A não é B – é verdadeira.
Quantificador Particular (Afirmativo): “Algum” /
“Pelo Menos um” / “Existe”
• Exemplo: Algum A é B. (Algum homem joga
bola.)
• Significado:O conjunto A tem pelo menos
um elemento em comum com o conjunto B.
Há interseção.
• Valores lógicos (quando "Algum A é B" é
V):
o Todo A é B – É indeterminado.
o Nenhum A é B – É falsa.
o Algum A não é B – É indeterminado.
Quantificador Particular (negativo): “Algum...
não”
• Exemplo: Algum A não é B. (Algum homem
não joga bola.)
72
• Significado: O conjunto A tem pelo menos
um elemento que não pertence ao conjunto
B.
• Valores lógicos (quando "Algum A não é
B" é V):
o Todo A é B – É falsa.
o Nenhum A é B – É indeterminada.
o Algum A é B – É indeterminado.
Silogismos
O silogismo é um tipo de raciocínio dedutivo
formado por três proposições: duas premissas
(maior e menor) e uma conclusão, que é inferida
das premissas.
Estrutura do silogismo categórico
• Premissa maior: Contém o termo maior (T)
(predicado da conclusão).
• Premissa menor: Contém o termo menor
(t) (sujeito da conclusão).
• Conclusão: Não contém o termo médio
(M).
• Termo médio (M): Estabelece a ligação
entre os termos. Aparece nas duas
premissas, mas nunca na conclusão.
Exemplo:
• Premissa Maior: Todos os homens (M) são
mortais (T).
• Premissa Menor: Sócrates (t) é homem (M).
• Conclusão: Logo, Sócrates (t) é mortal (T).
VERDADES E MENTIRAS
Esta é uma categoria de problemas de
argumentação onde várias pessoas fazem
afirmações, mas sabemos que apenas algumas
delas falam a verdade e outras mentem. O objetivo
é usar a lógica para descobrir quem é quem.
A resolução desse tipo de problema é baseada em
suposição e verificação de contradições.
Método de Resolução:
1. Criar uma Hipótese: Assuma que uma das
pessoas está falando a verdade (ou
mentindo).
2. Testar as Consequências: Com base
nessa primeira suposição, analise o valor
lógico (Verdadeiro ou Falso) das
declarações das outras pessoas.
3. Procurar Contradições: Se a sua
suposição inicial levar a uma contradição
(por exemplo, o problema diz que só há um
mentiroso, mas sua suposição resulta em
dois), a sua hipótese inicial estava errada.
4. Validar a Hipótese: Se a sua suposição não
gerar nenhuma contradição e for
consistente com as regras do problema, ela
é a correta.
ARGUMENTOS: VALIDADE DE UM ARGUMENTO
Um argumento lógico é um conjunto de
proposições (frases) onde uma delas, a conclusão,
é derivada das outras, chamadas de premissas.
Estamos interessados em verificar se os
argumentos são válidos ou inválidos.
Argumentos Válidos Um argumento é válido
quando sua conclusão é uma consequência
necessária de suas premissas. Em um argumento
válido, se todas as premissas forem verdadeiras, a
conclusão obrigatoriamente será verdadeira.
Argumentos Inválidos (Falácias) Um argumento é
inválido (ou falacioso) quando a conclusão não é
uma consequência necessária das premissas. É
possível que as premissas sejam verdadeiras e,
ainda assim, a conclusão seja falsa.
CRITÉRIO DE VALIDADE DE UM ARGUMENTO
73
Existem dois métodos principais para testar se um
argumento é válido ou inválido.
1. Método dos Diagramas Lógicos (para
Quantificadores)
Este método é usado para argumentos que
envolvem os quantificadores Todo, Algum e
Nenhum (Silogismos).
• Passo 1: Desenhe os diagramas lógicos
(círculos) que representam as premissas.
• Passo 2: Verifique se a conclusão é a única
possibilidade lógica derivada desses
diagramas. Se houver outra possibilidade
de desenho que satisfaça as premissas,
mas contradiga a conclusão, o argumento é
inválido.
Exemplo Válido:
• P1: Todo padre é homem.
• P2: José é padre.
• C: Logo, José é homem.
• Análise: O diagrama da P1 coloca o
conjunto "Padre" dentro do conjunto
"Homem". A P2 coloca "José" dentro do
conjunto "Padre". Não há nenhuma
possibilidade de "José" estar fora do
conjunto "Homem". O argumento é
VÁLIDO.
Exemplo Inválido:
• P1: Todas as crianças gostam de chocolate.
• P2: Patrícia não é criança.
• C: Logo, Patrícia não gosta de chocolate.
• Análise: O diagrama da P1 coloca
"Crianças" dentro de "Gostam de
chocolate". A P2 coloca "Patrícia" fora do
conjunto "Crianças". Porém, Patrícia pode
estar fora de "Crianças" mas dentro de
"Gostam de chocolate". Como a conclusão
não é a única possibilidade, o argumento é
INVÁLIDO.
2. Método da Tabela-Verdade (para Conectivos)
Este método é usado para argumentos com
conectivos (se... então, e, ou). O objetivo é tentar
invalidar o argumento.
• Passo 1: Assuma que todas as premissas
são Verdadeiras (V) e que a conclusão é
Falsa (F).
• Passo 2: Tente encontrar valores lógicos (V
ou F) para as proposições simples que
permitam que essa situação (Premissas V,
Conclusão F) ocorra.
• Passo 3 (Resultado):
o Se for impossível (gerar um ERRO
ou contradição), significa que o
argumento não pode ser invalidado.
Logo, o argumento é VÁLIDO.
o Se for possível (NÃO DER ERRO),
significa que existe uma situação
em que as premissas são
verdadeiras e a conclusão é falsa.
Logo, o argumento é INVÁLIDO.
Situação Resultado do Teste
Argumento
VÁLIDO
DÁ ERRO (É impossível ter
V, V... e F)
Argumento
INVÁLIDO
NÃO DÁ ERRO (É possível
ter V, V... e F)
Exemplo Válido (Dá ERRO):
• P1: Se fizer sol, vou à praia. (Assumir V)
• P2: Fez sol. (Assumir V)
• C: Logo, vou à praia. (Assumir F)
1. Análise: Se "Vou à praia" é F (da
Conclusão) e "Fez sol" é V (da P2), então a
Premissa 1 (P1) fica: "Se V, então F".
2. Contradição: "Se V, então F" é Falso.
3. Resultado: Isso contradiz nossa suposição
de que P1 era V. Deu ERRO. Logo, o
argumento é VÁLIDO.
74
Exemplo Inválido (NÃO Dá ERRO):
• P1: Se o tempo ficar nublado, não vou ao
cinema. (Assumir V)
• P2: O tempo ficou nublado. (Assumir V)
• C: Logo, vou ao cinema. (Assumir F)
1. Análise: "O tempo ficou nublado" é V (da
P2). "Vou ao cinema" é F (da Conclusão).
2. Verificação P1: A proposição "não vou ao
cinema" é a negação de "vou ao cinema"
(F), portanto, "não vou ao cinema" é V.
3. Teste P1: A Premissa 1 fica: "Se V, então V".
O resultado é Verdadeiro.
4. Resultado: Conseguimos que P1 (V), P2 (V)
e C (F) coexistissem sem contradição. NÃO
DEU ERRO. Logo, o argumento é INVÁLIDO.
Questões
1. Considere as seguintes premissas:
• P1: Todo médico é formado.
• P2: Nenhum formado é analfabeto.
Com base apenas nessas premissas, qual
conclusão torna o argumento VÁLIDO?
a) Nenhum médico é analfabeto. b) Alguns
médicos são analfabetos. c) Todo analfabeto é
médico. d) Todo formado é médico.
2. Dado o argumento: "Se chover, o trânsito
fica lento. O trânsito não ficou lento. Logo,
não choveu." Como este argumento é
classificado?
a) Inválido, pois a conclusão é falsa. b) Inválido,
pois "Se V, então F" é possível. c) Válido, pois se as
premissas são verdadeiras, a conclusão deve ser
verdadeira. d) Inválido, pois a premissa 1 é falsa.
3. Dado o argumento: "Se estudo, sou
aprovado. Eu sou aprovado. Logo, eu
estudei." Como este argumento é
classificado?
a) Válido. b) Inválido. c) Válido, pois a conclusão é
verdadeira. d) Inválido, pois as premissas são
falsas.
Gabarito Comentado
1. Gabarito: A Comentário: Usamos Diagramas
Lógicos.
• P1 (Todo médico é formado) coloca o
conjunto "Médicos" dentro do conjunto
"Formados".
• P2 (Nenhum formado é analfabeto) coloca
o conjunto "Formados" separado (disjunto)
do conjunto "Analfabetos".
• Análise: Se "Médicos" está dentro de
"Formados", e "Formados" está separado de
"Analfabetos", então "Médicos"
obrigatoriamente está separado de
"Analfabetos".
• Conclusão Válida: Nenhum médico é
analfabeto.
2. Gabarito: C Comentário: Este é um argumento
condicional válido, conhecido como Modus
Tollens. Vamos usar o teste de validade.
• P1: Se chover (A), o trânsito fica lento (B). ()
[Assumir V]
• P2: O trânsito não ficou lento (~B). [Assumir
V]
• C: Logo, não choveu (~A). [Assumir F]
• Análise: Se C (~A) é Falsa, então A
("chover") é Verdadeira. Se P2 (~B)é
Verdadeira, então B ("trânsito lento") é
Falsa.
• Teste P1: Colocando os valores em P1 (): (V
F).
75
• Contradição: (V F) resulta em Falso. Isso
contradiz a suposição de que P1 era
Verdadeira. O argumento deu ERRO,
portanto é VÁLIDO.
3. Gabarito: B Comentário: Este é um argumento
inválido, conhecido como a "Falácia da Afirmação
do Consequente". Vamos usar o teste de validade.
• P1: Se estudo (A), sou aprovado (B). ()
[Assumir V]
• P2: Eu sou aprovado (B). [Assumir V]
• C: Logo, eu estudei (A). [Assumir F]
• Análise: Da Conclusão, (A) é Falso. Da
Premissa 2, (B) é Verdadeiro.
• Teste P1: Colocando os valores em P1 (): (F
V).
• Resultado: (F V) resulta em Verdadeiro.
Isso bate com a suposição de que P1 era V.
• Conclusão: Foi possível que as premissas
P1 e P2 fossem V e a Conclusão C fosse F
(na situação em que A=F e B=V). O
argumento NÃO DEU ERRO, portanto é
INVÁLIDO. (É possível ser aprovado sem ter
estudado, por exemplo, colando)
3.3 LÓGICA SENTENCIAL (OU PROPOSICIONAL)
A lógica trabalha apenas com dois valores lógicos:
Verdadeiro (V) ou Falso (F).
• Uma declaração verdadeira possui valor lógico V.
• Uma declaração falsa possui valor lógico F.
A lógica proposicional segue três princípios
fundamentais:
1. Princípio do Terceiro Excluído: toda
proposição deve ser verdadeira ou falsa,
sem terceira opção.
2. Princípio da Não-Contradição: uma
proposição não pode ser, ao mesmo tempo,
verdadeira e falsa.
3. Princípio da Identidade: cada proposição
é idêntica a si mesma.
Proposições Simples
Uma proposição é uma oração declarativa que
pode ser classificada como verdadeira ou falsa.
Para ser uma proposição, a frase precisa:
1. Ser uma oração (ter verbo).
2. Ser declarativa (afirmar algo).
3. Permitir atribuição de valor lógico (V ou F).
Exemplo:
"Paula vai à praia."
Representação simbólica:
p: Sabino é um pintor esperto.
O que Não São Proposições
• Interrogativas: "Que horas vamos ao
cinema?"
• Exclamativas: "Que lindo cabelo!"
• Imperativas: "Pegue o livro e vá estudar."
• Paradoxos: "Esta frase é uma mentira."
• Sentenças abertas: dependem de variável
ou sujeito indefinido.
Exemplos:
"Ele é o melhor cantor de rock."
x + 5 = 10.
Proposições Compostas
Ocorrem quando duas ou mais proposições
simples são ligadas por conectivos lógicos.
Conectivos Lógicos
Conectivo Nome Símbolo Leitura
e Conjunção ∧ p e q
ou Disjunção
Inclusiva
∨ p ou q
76
ou...ou Disjunção
Exclusiva
⊻ ou p ou
q
se...então Condicional → se p,
então q
se e
somente
se
Bicondicional ↔ p se e
somente
se q
não Negação ~ ou ¬ não p
Tabelas-Verdade
A tabela-verdade apresenta todas as combinações
possíveis dos valores lógicos.
Número de linhas
Fórmula: 2ⁿ, onde n = número de proposições
simples.
Exemplo: p ∨ q → n = 2 → 2² = 4 linhas.
Tabela-Verdade Resumida
p q ~p p∧q p∨q p⊻q p→q p↔q
V V F V V F V V
V F F F V V F F
F V V F V V V F
F F V F F F V V
Regras Importantes dos Conectivos
• Conjunção (p ∧ q): só é verdadeira se
ambos forem verdadeiros.
• Disjunção (p ∨ q): só é falsa quando ambos
forem falsos.
• Disjunção Exclusiva (p ⊻ q): verdadeira
quando os valores forem diferentes.
• Condicional (p → q): só é falsa na
combinação V → F.
• Bicondicional (p ↔ q): verdadeira quando
os valores forem iguais.
Tautologia, Contradição e Contingência
• Tautologia: resultado sempre verdadeiro.
• Contradição: resultado sempre falso.
• Contingência: mistura de V e F.
Equivalências Lógicas
Duas proposições são equivalentes quando
possuem tabelas-verdade idênticas.
Equivalências da Condicional
1. Contrapositiva:
p → q ⇔ ¬q → ¬p
2. Implicação Material (Disjunção):
p → q ⇔ ¬p ∨ q
Leis de De Morgan
• Negação da conjunção:
¬(p ∧ q) ⇔ ¬p ∨ ¬q
• Negação da disjunção:
¬(p ∨ q) ⇔ ¬p ∧ ¬q
Diagramas Lógicos (Proposições Categóricas)
Tipo Descrição Relação
Universal
Afirmativo
Todo A é B A dentro de B
Universal
Negativo
Nenhum A é
B
A separado de
B
Particular
Afirmativo
Algum A é B Interseção
entre A e B
77
Particular
Negativo
Algum A não
é B
Parte de A fora
de B
Questões
1. Das sentenças abaixo, qual não é uma
proposição lógica?
a) 5 + 5 = 10
b) O gato é azul.
c) Pegue o livro e vá estudar.
d) O Brasil fica na América do Sul.
2. Se p é verdadeira e q é falsa, qual o valor
lógico de p → q?
a) Verdadeiro
b) Falso
c) Contradição
d) Tautologia
3. A negação de "O gato late e o cachorro mia"
é:
a) O gato não late e o cachorro não mia.
b) Se o gato late, então o cachorro mia.
c) O gato não late ou o cachorro não mia.
d) O gato late ou o cachorro não mia.
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C
Sentenças imperativas não podem ser avaliadas
como V ou F.
2. Gabarito: B
A condicional só é falsa na combinação V → F.
3. Gabarito: C
Aplicação direta da Lei de De Morgan:
¬(p ∧ q) ⇔ ¬p ∨ ¬q.
3.4 LÓGICA DE PRIMEIRA ORDEM
Conceito
A Lógica de Primeira Ordem, para fins de concurso,
é o estudo dos Quantificadores Lógicos (também
chamados de Proposições Categóricas).
Quantificadores são palavras ou expressões que
indicam quantos elementos de um conjunto
cumprem uma determinada propriedade (ex:
"existe", "algum", "todo", "pelo menos um",
"nenhum").
Classificação das Proposições Categóricas
Os quantificadores são classificados em dois tipos
principais:
1. Quantificador Universal
o Refere-se a todos ou nenhum
elemento do conjunto.
o Universal Afirmativo: "Todo" (Ex:
Todo homem joga bola.)
o Universal Negativo: "Nenhum" (Ex:
Nenhum homem joga bola.)
2. Quantificador Existencial (ou Particular)
o Refere-se a pelo menos um
elemento do conjunto.
o Particular Afirmativo: "Algum",
"Existe", "Pelo menos um". (Ex:
Algum homem joga bola.)
o Particular Negativo: "Algum... não",
"Existe... não", "Pelo menos um...
não". (Ex: Algum homem não joga
bola.)
Negação dos Quantificadores Lógicos
Negar uma proposição categórica significa inverter
seu valor lógico. A negação segue um padrão fixo
de troca entre Universais e Particulares.
Regras de Negação
1. Troca-se o quantificador (Universal
$\leftrightarrow$ Particular).
78
2. Nega-se o verbo (Ação).
Proposição Original Negação Lógica
TODO A é B.
(Universal Afirmativo)
ALGUM A NÃO é B.
(Particular Negativo)
NENHUM A é B.
(Universal Negativo)
ALGUM A é B.
(Particular Afirmativo)
ALGUM A é B.
(Particular Afirmativo)
NENHUM A é B.
(Universal Negativo)
ALGUM A NÃO é B.
(Particular Negativo)
TODO A é B.
(Universal Afirmativo)
Importante:
Os quantificadores "Algum", "Existe" e "Pelo menos
um" (PEA) são equivalentes na lógica. A negação de
"Todo" é "PEA + Não".
Exemplo 1:
• Proposição: "Todo homem joga bola."
• Negação: "Algum homem não joga bola."
(Ou "Existe um homem que não joga bola.")
Exemplo 2:
• Proposição: "Nenhum homem joga bola."
• Negação: "Algum homem joga bola."
Equivalência Lógica de Quantificadores
Equivalência significa dizer a mesma coisa com
palavras diferentes.
Equivalência do "TODO"
1. "Todo A é B" $\Leftrightarrow$ "Nenhum A
não é B"
o Exemplo: "Todo gato pula alto"
equivale a "Nenhum gato não pula
alto".
o (Troca-se "Todo" por "Nenhum" e
nega-se a segunda parte).
2. "Todo A é B" $\Leftrightarrow$ "Se é A,
então é B"
o Exemplo: "Todo pato é amarelo"
equivale a "Se é pato, então é
amarelo".
o (Essa é a equivalência condicional,
muito usada em argumentos).
Equivalência do "NENHUM"
1. "Nenhum A é B" "Todo A não é B"
o Exemplo: "Nenhum macaco é
branco" equivale a "Todo macaco
não é branco".
o (Troca-se "Nenhum" por "Todo" e
nega-se a segunda parte).
Questões
1. Qual é a negação da proposição "Todo
carro é azul"?
a) Nenhum carro é azul.
b) Todo carro não é azul.
c) Algum carro não é azul.
d) Algum carro é azul.2. A proposição "Nenhum político é honesto"
é logicamente equivalente a qual das
seguintes afirmações?
a) Todo político é desonesto.
b) Algum político é honesto.
c) Algum político não é honesto.
79
d) Todo honesto é político.
3. Qual é a negação da proposição "Algum
funcionário não foi promovido"?
a) Todo funcionário foi promovido.
b) Nenhum funcionário foi promovido.
c) Algum funcionário foi promovido.
d) Todo funcionário não foi promovido.
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C
Comentário: A negação do "Todo A é B" (Universal
Afirmativo) é o "Algum A não é B" (Particular
Negativo). A negação de "Todo carro é azul" é
"Algum carro não é azul" (ou "Pelo menos um carro
não é azul").
2. Gabarito: A
Comentário: A questão pede uma equivalência,
não uma negação. A proposição "Nenhum A é B" é
logicamente equivalente a "Todo A não é B".
Portanto, "Nenhum político é honesto" equivale a
"Todo político não é honesto" (ou "Todo político é
desonesto").
3. Gabarito: A
Comentário: A negação do "Algum A não é B"
(Particular Negativo) é o "Todo A é B" (Universal
Afirmativo). A negação de "Algum funcionário não
foi promovido" é "Todo funcionário foi promovido".
4.0 OPERAÇÕES COM CONJUNTOS
INTRODUÇÃO À TEORIA DE CONJUNTOS
Conjunto é uma reunião de elementos ou pessoas
que possuem a mesma característica.
Relação de Pertinência
Usamos símbolos para indicar se um elemento faz
parte de um conjunto.
• $\in$ (Pertence): Indica que um elemento
está dentro de um conjunto.
o Exemplo: Se X = {a, b, c}, então a
$\in$ X.
• $\notin$ (Não Pertence): Indica que um
elemento está fora de um conjunto.
o Exemplo: Se X = {a, b, c}, então d
$\notin$ X.
Conjunto Vazio
É um conjunto que não possui elementos.
• Representação: { } ou $\emptyset$
Complemento de um Conjunto
O complemento de X (representado por $X^C$) é o
conjunto formado por todos os elementos do
Universo que não pertencem a X.
Relação de Contenção (Relação entre
Conjuntos)
Usamos símbolos diferentes para relacionar um
conjunto com outro conjunto.
Símbolo Nome Explicação
⊂
Está
Contido
Indica que um conjunto é
subconjunto de outro
(todos os seus elementos
estão no outro).
⊄ Não Está
Contido
Indica que o conjunto
não é subconjunto do
outro.
⊃ Contém Indica que um conjunto
maior possui um
subconjunto. É a relação
inversa de "está contido".
⊅ Não
Contém
Indica que o conjunto
maior não possui o
subconjunto.
80
Atenção:
• Usamos Pertinência ($\in, \notin$) para
relacionar ELEMENTO $\to$ CONJUNTO.
• Usamos Contenção ($\subset, \supset$)
para relacionar CONJUNTO $\to$
CONJUNTO.
Representação de Conjunto usando Chaves
Podemos usar notações matemáticas para definir
conjuntos.
• Exemplo: A = { $x \in Z \mid x \ge 0$ }
• Leitura: O conjunto A é composto por todo
elemento "x" tal que "x" pertence ($\in$) ao
conjunto dos números inteiros (Z) e "x" é
maior ou igual a zero.
Símbolo Nome
{ , } Chaves (define o conjunto)
$\forall$ Para todo / Qualquer que seja
$\exists$ Existe
$\mid$ (ou :) Tal que
OPERAÇÕES COM CONJUNTOS
As operações são formas de combinar dois ou mais
conjuntos. Elas são melhor visualizadas usando o
Diagrama de Venn.
Operação Símbolo Definição
União $X \cup
Y$
A junção de todos os
elementos que
pertencem a X OU a Y.
Interseção $X \cap
Y$
Apenas os elementos
que pertencem a X E a Y
ao mesmo tempo.
Diferença $X - Y$ Os elementos que
pertencem a X, mas
NÃO pertencem a Y
(somente X).
Exemplo de Diferença:
• Se X = {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}
• Se Y = {5, 6, 7, 9, 10}
• $X - Y$ = {2, 3, 4, 8}
• $Y - X$ = {9, 10}
DIAGRAMA DE VENN (RESOLUÇÃO DE
PROBLEMAS)
Este é o método mais prático para resolver
problemas de contagem que envolvem grupos com
interseções.
Passos para Resolução:
1. Identifique os conjuntos (grupos)
mencionados no problema.
2. Represente os conjuntos em forma de
diagramas (círculos) que possuam
interseções.
3. Preencha as informações de dentro para
fora (comece sempre pela interseção
central, a que envolve todos os conjuntos).
4. Preencha as demais informações,
lembrando de subtrair os valores que já
estão na interseção.
5. Some todas as regiões do diagrama
(incluindo a região "nenhum") para
encontrar o total.
Exemplo resolvido 1 (Dois Conjuntos):
Em uma sala de aula, 20 alunos gostam de
Matemática, 30 gostam de Português, e 10 gostam
das duas matérias. Sabendo que 5 alunos não
gostam de nenhuma, quantos alunos há na sala?
1. Conjuntos: Matemática (M) e Português (P).
2. Começar pela interseção: 10 gostam de M
e P.
81
3. Preencher "Apenas M": O total de M é 20,
mas 10 já estão na interseção. Logo, 20 - 10
= 10 (gostam apenas de M).
4. Preencher "Apenas P": O total de P é 30,
mas 10 já estão na interseção. Logo, 30 - 10
= 20 (gostam apenas de P).
5. Preencher "Nenhum": 5.
6. Somar o Total: 10 (Apenas M) + 20 (Apenas
P) + 10 (Ambos) + 5 (Nenhum) = 45 alunos.
Fórmula da União para 2 Conjuntos
$n(X \cup Y) = n(X) + n(Y) – n(X \cap Y)$
No exemplo acima: $n(M \cup P) = 20 + 30 - 10 =
40$. (Total na sala = 40 + 5 (nenhum) = 45).
Exemplo resolvido 2 (Três Conjuntos):
André, Bernardo e Carol ouviram músicas. 10
gostaram das três. 12 gostaram somente de André
e Bernardo. 9 gostaram somente de André e Carol.
4 gostaram somente de Bernardo e Carol. Não
houve música que somente um deles tenha
gostado. 6 músicas não foram apreciadas por
ninguém. Qual o total de músicas ouvidas?
1. Conjuntos: André (A), Bernardo (B), Carol
(C).
2. Interseção Central (A, B e C): 10.
3. Interseções Duplas (Atenção ao
"somente"):
o Somente A e B: 12
o Somente A e C: 9
o Somente B e C: 4
4. "Apenas" (Somente um):
o Somente A: 0
o Somente B: 0
o Somente C: 0
5. Nenhum: 6.
6. Somar o Total: 10 + 12 + 9 + 4 + 0 + 0 + 0 + 6
= 41 músicas.
5.2 – Problemas Geométricos e Matriciais
GEOMETRIA
1. Ponto, Reta e Plano
Conceitos Primitivos:
São elementos sem definição formal.
Representação simbólica:
• Pontos: letras maiúsculas (A, B, C).
• Retas: letras minúsculas (a, b, c).
• Planos: letras gregas minúsculas (α, β, γ).
Postulados importantes:
• Por um ponto qualquer, existem infinitas
retas.
• Dois pontos distintos determinam uma
única reta.
• Pontos colineares pertencem à mesma
reta.
Formas de determinar um plano:
• Três pontos não colineares.
• Uma reta e um ponto fora dela.
• Duas retas concorrentes.
• Duas retas paralelas.
2. Razão Entre Segmentos de Reta
• Reta: infinita nos dois sentidos.
• Segmento de reta AB: tem início e fim.
• Semirreta AB: começa em A e segue
infinitamente.
Feixe de Retas Paralelas
Conjunto de 3 ou mais retas paralelas.
82
Teorema de Tales
Quando um feixe de paralelas é cortado por duas
transversais:
𝐷𝐸
𝐴𝐵
=
𝐸𝐹
𝐵𝐶
𝐷𝐹
𝐴𝐶
=
𝐷𝐸
𝐴𝐵
3. Ângulos
Definição: abertura entre duas semirretas com
origem comum.
Unidades:
• Graus: 360° = volta completa
• Radianos: 180° = π rad
Classificação por medida:
• Agudos (90°)
Relações:
• Complementares: soma = 90°
• Suplementares: soma = 180°
• Congruentes: medidas iguais
• OPV: ângulos opostos pelo vértice → iguais
• Bissetriz: divide ângulo ao meio
4. Polígonos
Elementos: lados, vértices, diagonais.
Diagonais
𝐷 =
𝑛(𝑛 − 3)
2
Soma dos ângulos internos
𝑆 = (𝑛 − 2) × 180°
Polígonos Regulares: lados e ângulos iguais.
Nomenclatura dos polígonos
Nº
Lados
Nome Nº
Lados
Nome
3 Triângulo 9 Eneágono
4 Quadrilátero 10 Decágono
5 Pentágono 11 Undecágono
6 Hexágono 12 Dodecágono
7 Heptágono 20 Icoságono
8 Octógono — —
MÉTRICA — ÁREAS E VOLUMES
1. Sistema de Medidas
Comprimento
km → hm → dam → m → dm → cm → mm
(multiplica ×10 para a direita / divide para
esquerda)
Área
km² → hm² → dam² → m² → dm² → cm² → mm²
(×100)Volume
km³ → hm³ → dam³ → m³ → dm³ → cm³ → mm³
(×1000)
Relações Úteis
Unidade Equivalência
1 kg 1.000 g
1 t 1.000 kg
1 L 1 dm³
83
1 mL 1 cm³
1 ha 10.000 m²
Medidas de Tempo
• 1 h = 60 min
• 1 min = 60 s
• 1° = 60'
• 1' = 60''
PERÍMETRO E ÁREA
Retângulo
𝐴 = 𝑏 × ℎ
Quadrado
𝐴 = 𝐿2
Trapézio
𝐴 =
(𝐵 + 𝑏)ℎ
2
Losango
𝐴 =
𝐷 ⋅ 𝑑
2
Paralelogramo
𝐴 = 𝑏 × ℎ
Triângulo
𝐴 =
𝑏 ⋅ ℎ
2
Equilátero
ℎ =
𝐿√3
2
𝐴 =
𝐿2√3
4
TEOREMA DE PITÁGORAS
𝑎2 = 𝑏2 + 𝑐2
Relações Métricas
𝑏2 = 𝑚 ⋅ 𝑎
𝑐2 = 𝑛 ⋅ 𝑎
ℎ2 = 𝑚 ⋅ 𝑛
𝑏 ⋅ 𝑐 = 𝑎 ⋅ ℎ
CÍRCULO
𝐷 = 2𝑟
𝐶 = 2𝜋𝑟
𝐴 = 𝜋𝑟2
Setor Circular
𝐴𝑠𝑒𝑡𝑜𝑟 =
𝛼
360°
⋅ 𝜋𝑟2
GEOMETRIA ESPACIAL
Poliedros
Paralelepípedo
𝑉 = 𝑎𝑏𝑐
𝐴𝑇 = 2(𝑎𝑏 + 𝑎𝑐 + 𝑏𝑐)
Cubo
𝑉 = 𝑎3
𝐴𝑇 = 6𝑎2
Prisma
𝑉 = 𝐴𝑏 ⋅ ℎ
84
𝐴𝑇 = 𝐴𝐿 + 2𝐴𝑏
Cilindro
𝐴𝑏 = 𝜋𝑟2
𝐴𝐿 = 2𝜋𝑟ℎ
𝑉 = 𝜋𝑟2ℎ
Esfera
𝑉 =
4𝜋𝑟3
3
𝐴 = 4𝜋𝑟2
Cone
𝐴𝑏 = 𝜋𝑟2
𝐴𝐿 = 𝜋𝑟𝑔
𝑉 =
1
3
𝜋𝑟2ℎ
Pirâmide
𝑉 =
1
3
𝐴𝑏ℎ
PROBLEMAS MATRICIAIS
Matrizes
• Matriz m×n → m linhas × n colunas
• Diagonal principal: i = j
• Diagonal secundária: oposta
• Transposta: linhas ↔ colunas
• Identidade: diagonal = 1
Determinantes
Ordem 1
det(𝐴) = 𝑎
Ordem 2
det(𝐴) = 𝑎𝑑 − 𝑏𝑐
Ordem 3 – Regra de Sarrus
(Repetir duas colunas, somar diagonais principais,
subtrair secundárias)
Ordem 4+ – Laplace
𝐴𝑖𝑗 = (−1)𝑖+𝑗𝐷𝑖𝑗
Propriedades
• Se trocar duas filas → muda o sinal
• Linha ou coluna nula → det = 0
• Linhas iguais → det = 0
• Matriz é inversível se det ≠ 0
• det(AB) = det(A) det(B)
85
ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO
1.0 CÓDIGO DE ÉTICA DO IBGE
INTRODUÇÃO
O IBGE, incentivando a difusão da ética na
administração federal, elaborou o Código de Ética
Profissional do Servidor Público do IBGE.
Este documento estabelece os princípios, os
deveres e as vedações a que estão sujeitos os
agentes públicos do Instituto. O Código foi
construído a partir do Código de Ética Profissional
do Servidor Público Civil do Poder Executivo
Federal (Decreto nº 1.171/1994), agregando as
particularidades do trabalho realizado no IBGE.
O INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E
ESTATÍSTICA (IBGE)
O IBGE é o órgão coordenador e produtor de
informações estatísticas e geográficas do país.
Para cobrir todo o território, conta com uma rede
nacional composta por 27 Unidades Estaduais e
570 Agências de Coleta de Dados.
Fundado em 1934 (instalado em 1936) como
Instituto Nacional de Estatística, recebeu o nome
atual em 1938. Sua sede está no Rio de Janeiro.
Suas atribuições incluem realizar censos e
organizar as informações obtidas para suprir
órgãos governamentais e o público em geral. O
censo demográfico, realizado em média a cada dez
anos, é o mais conhecido.
Missão do IBGE
A missão do IBGE é mostrar o Brasil, fornecendo as
informações necessárias ao conhecimento de sua
realidade e ao exercício da cidadania.
O IBGE oferece um panorama objetivo e atual do
país, com a produção e a disseminação de
informações de natureza estatística, geográfica e
ambiental. Essa missão se concretiza quando o
IBGE:
• Identifica, mapeia e analisa o território;
• Realiza a contagem da população;
• Informa como a população vive;
• Apresenta a evolução da economia a partir
de estatísticas do trabalho e da produção.
Essas informações são essenciais para a
consolidação de uma sociedade democrática e
para o planejamento de políticas públicas.
CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO SERVIDOR
PÚBLICO DO IBGE
O Código de Ética se baseia na Deontologia, que é
a ciência do dever e da obrigação, um tratado dos
deveres e da moral que norteia o que realmente
deve ser feito.
Regras Deontológicas (Seção I)
• I. A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia,
a eficiência e a consciência dos princípios
morais são primados maiores que devem
nortear o servidor, dentro ou fora do cargo.
Seus atos devem preservar a honra e a
tradição do serviço público, em especial
das pesquisas estatísticas e geocientíficas.
• II. O servidor não poderá jamais desprezar o
elemento ético de sua conduta. Ele não
decidirá somente entre o legal e o ilegal,
mas principalmente entre o honesto e o
desonesto.
• III. A moralidade administrativa exige que o
fim é sempre o bem comum. O servidor do
IBGE deve ter consciência da relevância
das informações, atender ao direito à
informação pública de modo imparcial e
zelar pela qualidade dos processos de
produção.
86
• VI. A função pública se integra à vida
particular de cada servidor. Atos na vida
privada poderão acrescer ou diminuir seu
bom conceito na vida funcional.
• VII. A publicidade de qualquer ato
administrativo é requisito de eficácia e
moralidade, salvo casos de segurança
nacional, investigações ou sigilo legal.
Importante: Os dados individuais de
pessoas físicas ou jurídicas coletados pelo
IBGE são estritamente confidenciais e
exclusivamente utilizados para fins
estatísticos.
• VIII. Toda pessoa tem direito à verdade. O
servidor não pode omiti-la ou falseá-la.
• IX. Tratar mal uma pessoa que paga seus
tributos significa causar-lhe dano moral.
Causar dano ao patrimônio público é uma
ofensa a todos os cidadãos.
• X. Deixar qualquer pessoa à espera de
solução, permitindo a formação de longas
filas ou atrasos, é uma atitude contra a
ética e um grave dano moral aos usuários.
• XI. O servidor deve prestar atenção às
ordens legais de seus superiores, evitando
a conduta negligente.
• XII. Toda ausência injustificada é fator de
desmoralização do serviço público.
Principais deveres do servidor do IBGE (Seção II)
São deveres fundamentais do servidor do IBGE:
• Desempenhar, a tempo, as atribuições do
cargo.
• Exercer suas atribuições com rapidez,
perfeição e rendimento, evitando atrasos
(procrastinação).
• Ser probo, reto, leal e justo, escolhendo
sempre a opção mais vantajosa para o bem
comum.
• Jamais retardar qualquer prestação de
contas.
• Tratar cuidadosamente os usuários dos
serviços.
• Ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade
e atenção, sem qualquer espécie de
preconceito (raça, sexo, idade, religião,
etc.).
• Ter respeito à hierarquia, porém sem temor
de representar contra qualquer
comprometimento indevido.
• Resistir a todas as pressões de superiores
ou interessados que visem obter vantagens
indevidas e denunciá-las.
• Ser assíduo e frequente ao serviço.
• Comunicar imediatamente a seus
superiores todo ato contrário ao interesse
público.
• Manter limpo e em perfeita ordem o local
de trabalho.
• Apresentar-se ao trabalho com vestimentas
adequadas à função.
• Manter-se atualizado com as normas de
serviço e legislação.
• Abster-se de exercer sua função com
finalidade estranha ao interesse público.
• Divulgar e informar a todos os integrantes
da sua classe sobre a existência deste
Código de Ética.
Vedações ao servidor público do IBGE (Seção III)
É vedado (proibido) ao servidor do IBGE:
• O uso do cargo ou função para obter
qualquer favorecimento, para si ou para
outrem.
• Prejudicar deliberadamente a reputação de
outros servidores ou cidadãos.
87
• Ser conivente com erro ou infração a este
Código de Ética, em função de espírito de
solidariedade.
• Usar de artifícios para procrastinar (atrasar)
ou dificultar o exercício regular de direito
por qualquer pessoa.
• Permitir que perseguições, simpatias,
antipatias ou interesses de ordem pessoal
interfiram no trato com o público ou
colegas.
• Pleitear, solicitar ou receber qualquer tipo
de ajuda financeira, gratificação, prêmio ou
vantagem de qualquer espécie.
• Alterar ou deturpar o teor de documentos.
• Iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que
necessite do atendimento.• Desviar servidor público para atendimento
a interesse particular.
• Retirar da Instituição, sem autorização,
qualquer documento, livro ou bem.
• Fazer uso de informações privilegiadas em
benefício próprio, de parentes ou de
terceiros.
• Apresentar-se embriagado no serviço ou
fora dele habitualmente.
• Exercer atividade profissional aética ou ligar
seu nome a empreendimentos de cunho
duvidoso.
• Disponibilizar informações de caráter
sigiloso e confidencial sobre pessoas
físicas ou jurídicas, bem como antecipar
resultados de pesquisas à sua divulgação
oficial, exceto quando autorizado.
Comissão de Ética do IBGE
• XVI. A Comissão de Ética do IBGE é
encarregada de orientar e aconselhar
sobre a ética profissional dos servidores,
competindo-lhe conhecer concretamente
de imputação ou procedimento suscetível
de censura.
• XVII. Incumbe à Comissão fornecer os
registros sobre a conduta ética dos
servidores para instruir e fundamentar
promoções e demais procedimentos da
carreira.
• XVIII. A pena aplicável ao servidor público
pela Comissão de Ética do IBGE é a de
censura.
• XIX. Para fins de apuração, entende-se por
servidor público todo aquele que preste
serviços de natureza permanente,
temporária ou excepcional, ainda que sem
retribuição financeira, desde que ligado ao
IBGE.
Questões
1. De acordo com o Código de Ética do IBGE,
a publicidade de qualquer ato
administrativo é um requisito de eficácia e
moralidade. No entanto, qual é a principal
exceção a esta regra?
a) Informações sobre a remuneração dos
servidores. b) Os dados individuais de pessoas
físicas ou jurídicas coletados. c) Os resultados de
pesquisas antes de serem aprovados pela diretoria.
d) Ordens legais emitidas por superiores
hierárquicos.
2. Um servidor do IBGE percebe que seu
colega de equipe, por espírito de
solidariedade, está sendo conivente com
um erro grave cometido por outro membro
da equipe. Segundo o Código de Ética, a
atitude do servidor que percebeu o erro
deve ser:
a) Ser também conivente, em nome do espírito de
solidariedade. b) Ignorar o fato, pois não é sua
responsabilidade direta. c) Abster-se de comentar,
para não prejudicar a reputação do colega. d)
88
Comunicar imediatamente a seus superiores o ato
contrário ao interesse público.
3. Conforme o Código de Ética do IBGE, qual é
a única penalidade que a Comissão de
Ética pode aplicar ao servidor?
a) Advertência b) Suspensão c) Censura d)
Demissão
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B
Comentário: A regra deontológica VII afirma que,
embora a publicidade seja a regra, os dados
individuais de pessoas físicas ou jurídicas
coletados pelo IBGE são estritamente
confidenciais e só podem ser usados para fins
estatísticos.
2. Gabarito: D
Comentário: A Seção III (Vedações) proíbe ser
conivente com erro ou infração por espírito de
solidariedade. A Seção II (Deveres), item "m",
estabelece como dever "comunicar imediatamente
a seus superiores todo e qualquer ato ou fato
contrário ao interesse público".
3. Gabarito: C
Comentário: A regra XVIII da Seção I (Das
Comissões de Ética) define que "A pena aplicável
ao servidor público pela Comissão de Ética do
IBGE é a de censura".
2.0 LEI Nº 8.112/1990 – CONTEÚDOS EXIGIDOS
(REGIME DISCIPLINAR)
Para a devida aplicação das penalidades, por meio
de um regime disciplinar, primeiramente é
necessário estabelecer as bases por meio dos
deveres e proibições.
2.1 DEVERES (ART. 116)
Art. 116. São deveres do servidor:
• I - exercer com zelo e dedicação as
atribuições do cargo;
• II - ser leal às instituições a que servir;
• III - observar as normas legais e
regulamentares;
• IV - cumprir as ordens superiores, exceto
quando manifestamente ilegais;
• V - atender com presteza:
o a) ao público em geral, prestando as
informações requeridas,
ressalvadas as protegidas por sigilo;
o b) à expedição de certidões
requeridas para defesa de direito ou
esclarecimento de situações de
interesse pessoal;
o c) às requisições para a defesa da
Fazenda Pública.
• VI - levar as irregularidades de que tiver
ciência em razão do cargo ao
conhecimento da autoridade superior ou,
quando houver suspeita de envolvimento
desta, ao conhecimento de outra
autoridade competente para apuração;
• VII - zelar pela economia do material e a
conservação do patrimônio público;
• VIII - guardar sigilo sobre assunto da
repartição;
• IX - manter conduta compatível com a
moralidade administrativa;
• X - ser assíduo e pontual ao serviço;
• XI - tratar com urbanidade as pessoas;
• XII - representar contra ilegalidade, omissão
ou abuso de poder.
89
2.2 PROIBIÇÕES (ART. 117)
A Lei nº 8.112/1990 lista, em seu artigo 117, as
condutas que são proibidas ao servidor. Essas
proibições estão diretamente ligadas às
penalidades disciplinares.
Abaixo estão as principais proibições, já agrupadas
de acordo com a penalidade que podem gerar
(advertência, suspensão ou demissão).
Proibições Sujeitas à ADVERTÊNCIA (Art. 117,
incisos I a VIII e XIX)
Inciso Proibição
I Ausentar-se do serviço durante o
expediente, sem prévia autorização do
chefe imediato.
II Retirar, sem prévia anuência da
autoridade competente, qualquer
documento ou objeto da repartição.
III Recusar fé a documentos públicos.
IV Opor resistência injustificada ao
andamento de documento e processo
ou execução de serviço.
V Promover manifestação de apreço ou
desapreço no recinto da repartição.
VI Cometer a pessoa estranha à
repartição, fora dos casos previstos em
lei, o desempenho de atribuição que
seja de sua responsabilidade ou de seu
subordinado.
VII Coagir ou aliciar subordinados no
sentido de filiarem-se a associação
profissional ou sindical, ou a partido
político.
VIII Manter sob sua chefia imediata, em
cargo ou função de confiança, cônjuge,
companheiro ou parente até o segundo
grau civil.
XIX Recusar-se a atualizar seus dados
cadastrais quando solicitado.
Proibições Sujeitas à SUSPENSÃO (Art. 117,
inciso XVII e XVIII)
Importante: A suspensão também será aplicada
em caso de reincidência das faltas punidas com
advertência.
Inciso Proibição
XVII Cometer a outro servidor atribuições
estranhas ao cargo que ocupa, exceto
em situações de emergência e
transitórias.
XVIII Exercer quaisquer atividades que sejam
incompatíveis com o exercício do cargo
ou função e com o horário de trabalho.
Proibições Sujeitas à DEMISSÃO (Art. 117, incisos
IX a XVI)
Inciso Proibição
IX Valer-se do cargo para lograr proveito
pessoal ou de outrem, em detrimento
da dignidade da função pública.
X Participar de gerência ou administração
de sociedade privada, personificada ou
não personificada, exercer o comércio,
exceto na qualidade de acionista,
cotista ou comanditário.
XI Atuar, como procurador ou
intermediário, junto a repartições
públicas, salvo quando se tratar de
benefícios previdenciários ou
assistenciais de parentes até o segundo
grau, e de cônjuge ou companheiro.
XII Receber propina, comissão, presente ou
vantagem de qualquer espécie, em
razão de suas atribuições.
XIII Aceitar comissão, emprego ou pensão
de estado estrangeiro.
XIV Praticar usura (agiotagem) sob qualquer
de suas formas.
90
XV Proceder de forma desidiosa (preguiça,
negligência).
XVI Utilizar pessoal ou recursos materiais
da repartição em serviços ou atividades
particulares.
Questões
1. De acordo com o Art. 116 da Lei
8.112/1990, é um dever do servidor:
a) Cumprir as ordens superiores, mesmo que
manifestamente ilegais.
b) Ser leal às instituições a que servir.
c) Utilizar recursos materiais da repartição em
atividades particulares, se autorizado.
d) Ser conivente com erro de um colega por
espírito de solidariedade.
2. Segundo o Art. 117 da Lei 8.112/1990,
ausentar-se do serviço durante o
expediente sem prévia autorização do chefe
imediato é uma conduta passível dequal
penalidade?
a) Demissão
b) Suspensão
c) Advertência
d) Censura
3. Conforme o Art. 117, "proceder de forma
desidiosa" é uma proibição que, se
cometida pelo servidor, resultará na
penalidade de:
a) Advertência
b) Suspensão
c) Demissão
d) Destituição de cargo em comissão
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B Comentário: O inciso II do Art. 116
lista como dever "ser leal às instituições a que
servir". A alternativa (a) está incorreta, pois o dever
é cumprir as ordens, exceto as manifestamente
ilegais (Inciso IV). As alternativas (c) e (d) são
proibições, não deveres.
2. Gabarito: C Comentário: Esta conduta está
listada no inciso I do Art. 117. De acordo com o Art.
129, as proibições dos incisos I a VIII e XIX do Art.
117 são puníveis com Advertência.
3. Gabarito: C Comentário: "Proceder de forma
desidiosa" está listado no inciso XV do Art. 117. De
acordo com o Art. 132 (inciso XIII), a transgressão
dos incisos IX a XVI do Art. 117 é punível com
Demissão.
2.3 ACUMULAÇÃO, RESPONSABILIDADES E
PENALIDADES (ARTS. 118 A 126)
Acumulação de Cargos (Arts. 118 a 120)
Art. 118. Ressalvados os casos previstos na
Constituição, é vedada a acumulação remunerada
de cargos públicos.
• A proibição de acumular estende-se a
cargos, empregos e funções em autarquias,
fundações públicas, empresas públicas,
sociedades de economia mista da União,
do Distrito Federal, dos Estados, dos
Territórios e dos Municípios.
• A acumulação de cargos, ainda que lícita,
fica condicionada à comprovação da
compatibilidade de horários.
• Considera-se acumulação proibida a
percepção de vencimento de cargo ou
emprego público efetivo com proventos da
inatividade, salvo quando os cargos de que
decorram essas remunerações forem
acumuláveis na atividade.
91
Art. 119. O servidor não poderá exercer mais de um
cargo em comissão, exceto no caso de interino,
nem ser remunerado pela participação em órgão
de deliberação coletiva.
Art. 120. O servidor vinculado ao regime desta Lei,
que acumular licitamente dois cargos efetivos,
quando investido em cargo de provimento em
comissão, ficará afastado de ambos os cargos
efetivos, salvo na hipótese em que houver
compatibilidade de horário e local com o exercício
de um deles.
Responsabilidades (Arts. 121 a 126)
Art. 121. O servidor responde civil, penal e
administrativamente pelo exercício irregular de
suas atribuições.
Art. 122. A responsabilidade civil decorre de ato
omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que
resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros.
• Tratando-se de dano causado a terceiros,
responderá o servidor perante a Fazenda
Pública, em ação regressiva.
• A obrigação de reparar o dano estende-se
aos sucessores e contra eles será
executada, até o limite do valor da herança
recebida.
Art. 123. A responsabilidade penal abrange os
crimes e contravenções imputadas ao servidor,
nessa qualidade.
Art. 124. A responsabilidade civil-administrativa
resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no
desempenho do cargo ou função.
Art. 125. As sanções civis, penais e administrativas
poderão cumular-se, sendo independentes entre
si.
Art. 126. A responsabilidade administrativa do
servidor será afastada no caso de absolvição
criminal que negue a existência do fato ou sua
autoria.
Art. 126-A. Nenhum servidor poderá ser
responsabilizado civil, penal ou
administrativamente por dar ciência à autoridade
superior (ou a outra autoridade competente) de
informação concernente à prática de crimes ou
improbidade de que tenha conhecimento.
2.4 PENALIDADES (ART. 127)
Art. 127. São penalidades disciplinares:
• I - advertência;
• II - suspensão;
• III - demissão;
• IV - cassação de aposentadoria ou
disponibilidade;
• V - destituição de cargo em comissão;
• VI - destituição de função comissionada.
Atenção: Na aplicação das penalidades, serão
consideradas a natureza e a gravidade da infração
cometida, os danos que dela provierem para o
serviço público, as circunstâncias agravantes ou
atenuantes e os antecedentes funcionais.
Questões
1. De acordo com a Lei 8.112/1990, a
acumulação lícita de cargos públicos
remunerados fica condicionada à:
a) autorização prévia do Presidente da República.
b) compatibilidade de horários.
c) matrícula em curso de capacitação.
d) aprovação em estágio probatório.
2. Um servidor público foi processado nas
esferas administrativa e penal pelo mesmo
fato. No processo criminal, ele foi
absolvido. Conforme a Lei 8.112/1990, essa
absolvição criminal afastará a
responsabilidade administrativa se:
92
a) a absolvição ocorrer por falta de provas.
b) a absolvição negar a existência do fato ou a
autoria.
c) o juiz criminal assim determinar na sentença.
d) o servidor já tiver cumprido a penalidade
administrativa.
3. Conforme o Art. 127 da Lei 8.112/1990,
qual das seguintes não é listada como uma
penalidade disciplinar?
a) Advertência
b) Suspensão
c) Censura
d) Demissão
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B Comentário: Conforme o § 2º do
Art. 118, "A acumulação de cargos, ainda que lícita,
fica condicionada à comprovação da
compatibilidade de horários."
2. Gabarito: B Comentário: O Art. 125 estabelece
que as esferas são independentes. Porém, o Art.
126 traz a exceção: a responsabilidade
administrativa será afastada se a absolvição
criminal negar que o fato existiu ou que o servidor
foi o autor. A absolvição por "falta de provas"
(alternativa A) não afasta a responsabilidade
administrativa.
3. Gabarito: C Comentário: O Art. 127 lista as seis
penalidades: advertência, suspensão, demissão,
cassação de aposentadoria/disponibilidade,
destituição de cargo em comissão e destituição de
função comissionada. "Censura" é a penalidade
prevista no Código de Ética do IBGE, mas não está
listada no Art. 127 da Lei 8.112/1990.
2.5 INFRAÇÕES DISCIPLINARES (ART. 132)
O Artigo 132 da Lei nº 8.112/1990 especifica as
infrações de natureza grave que são puníveis com a
penalidade de demissão.
Art. 132. A demissão será aplicada nos seguintes
casos:
• I - crime contra a administração pública;
• II - abandono de cargo;
• III - inassiduidade habitual;
• IV - improbidade administrativa;
• V - incontinência pública e conduta
escandalosa, na repartição;
• VI - insubordinação grave em serviço;
• VII - ofensa física, em serviço, a servidor ou
a particular, salvo em legítima defesa
própria ou de outrem;
• VIII - aplicação irregular de dinheiros
públicos;
• IX - revelação de segredo do qual se
apropriou em razão do cargo;
• X - lesão aos cofres públicos e dilapidação
do patrimônio nacional;
• XI - corrupção;
• XII - acumulação ilegal de cargos, empregos
ou funções públicas;
• XIII - transgressão dos incisos IX a XVI do
art. 117. (Conforme visto na seção 2.2,
inclui valer-se do cargo, participar de
gerência, receber propina, praticar usura,
etc.)
Definições Importantes (Abandono e
Inassiduidade)
93
A própria lei define o que significam os incisos II e
III:
• Abandono de Cargo (Art. 138): Configura-
se pela ausência intencional do servidor ao
serviço por mais de trinta dias
consecutivos.
• Inassiduidade Habitual (Art. 139):
Configura-se pela falta ao serviço, sem
causa justificada, por sessenta dias,
interpoladamente (somados, não
consecutivos), durante o período de doze
meses.
Consequências Adicionais
Algumas infrações do Art. 132 são consideradas
tão graves que geram consequências adicionais,
além da própria demissão.
Indisponibilidade de Bens (Art. 136) A demissão
nos casos dos incisos IV, VIII, X e XI implica a
indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao
erário, sem prejuízo da ação penal cabível.
• IV - improbidade administrativa;
• VIII - aplicação irregular de dinheiros
públicos;
• X - lesão aos cofres públicos e dilapidação
do patrimônio nacional;
• XI - corrupção.
Impossibilidadede Retorno ao Serviço Público
(Art. 137) O Parágrafo único do Art. 137 estabelece
que o servidor demitido por infringência dos incisos
I, IV, VIII, X e XI não poderá retornar ao serviço
público federal.
• I - crime contra a administração pública;
• IV - improbidade administrativa;
• VIII - aplicação irregular de dinheiros
públicos;
• X - lesão aos cofres públicos e dilapidação
do patrimônio nacional;
• XI - corrupção.
Questões
1. De acordo com a Lei 8.112/1990, a
ausência intencional do servidor ao serviço
por mais de trinta dias consecutivos
configura:
a) Inassiduidade habitual b) Desídia c) Abandono
de cargo d) Improbidade administrativa
2. Um servidor faltou ao serviço, sem causa
justificada, por 60 dias interpoladamente,
durante um período de 12 meses. Qual
penalidade disciplinar ele sofrerá?
a) Advertência b) Suspensão c) Demissão d)
Cassação de aposentadoria
3. Segundo a Lei 8.112/1990, qual das
seguintes infrações disciplinares não
impede o eventual retorno do servidor
demitido ao serviço público federal?
a) Corrupção b) Crime contra a administração
pública c) Insubordinação grave em serviço d)
Improbidade administrativa
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C Comentário: Conforme o Art. 138
da lei, "Configura abandono de cargo a ausência
intencional do servidor ao serviço por mais de
trinta dias consecutivos."
2. Gabarito: C Comentário: A conduta descrita é a
definição exata de "inassiduidade habitual" (Art.
139). A inassiduidade habitual é uma infração
listada no Art. 132 (inciso III), e a penalidade para
ela é a demissão.
3. Gabarito: C Comentário: O Art. 137, Parágrafo
único, lista as infrações que impedem o retorno (I,
IV, VIII, X e XI). "Corrupção" (XI), "Crime contra a
94
administração" (I) e "Improbidade" (IV) estão na
lista. "Insubordinação grave em serviço" (VI) é uma
infração punível com demissão, mas não está na
lista das que impedem o retorno ao serviço público
federal.
2.6 CONSEQUÊNCIAS, DEFINIÇÕES E
COMPETÊNCIA (ARTS. 136 - 141)
Consequências Agravantes da Demissão
Além da perda do cargo, certas infrações (vistas no
Art. 132) geram consequências adicionais.
Indisponibilidade de Bens e Ressarcimento (Art.
136)
A demissão ou a destituição de cargo em
comissão, nos casos dos incisos IV, VIII, X e XI do
art. 132, implica a indisponibilidade dos bens e o
ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação
penal cabível.
As infrações são:
• IV - improbidade administrativa;
• VIII - aplicação irregular de dinheiros
públicos;
• X - lesão aos cofres públicos e dilapidação
do patrimônio nacional;
• XI - corrupção.
Impossibilidade de Retorno ao Serviço Público
(Art. 137)
O servidor que for demitido ou destituído do cargo
em comissão por infringência dos incisos I, IV, VIII,
X e XI do art. 132, não poderá retornar ao serviço
público federal.
As infrações são:
• I - crime contra a administração pública;
• IV - improbidade administrativa;
• VIII - aplicação irregular de dinheiros
públicos;
• X - lesão aos cofres públicos e dilapidação
do patrimônio nacional;
• XI - corrupção.
Definições de Abandono e Inassiduidade
A lei define duas infrações que levam à demissão
(Art. 132, incisos II e III):
Abandono de Cargo (Art. 138)
• Configura-se pela ausência intencional do
servidor ao serviço por mais de trinta dias
consecutivos.
Inassiduidade Habitual (Art. 139)
• Configura-se pela falta ao serviço, sem
causa justificada, por sessenta dias,
interpoladamente (somados, não
consecutivos), durante o período de doze
meses.
Atenção:
Para a apuração de abandono de cargo ou
inassiduidade habitual, será adotado o
procedimento sumário (um rito processual mais
rápido).
Competência para Aplicação de Penalidades
(Art. 141)
O Art. 141 define qual autoridade tem o poder
(competência) para aplicar cada penalidade.
Autoridade
Competente
Penalidade(s)
Aplicável(is)
Presidente da
República,
Presidentes das
Casas do Poder
Legislativo e dos
Tribunais Federais, e
Demissão e Cassação
de aposentadoria ou
disponibilidade (de
servidor vinculado ao
95
Procurador-Geral da
República
respectivo Poder,
órgão ou entidade).
Autoridades
administrativas de
hierarquia
imediatamente
inferior às
mencionadas acima
Suspensão superior a
30 dias.
Chefe da repartição (e
outras autoridades,
conforme regimentos)
Advertência e
Suspensão de até 30
dias.
Autoridade que
houver feito a
nomeação
Destituição de cargo
em comissão.
2.7 PRESCRIÇÃO DA AÇÃO DISCIPLINAR (ART. 142)
Conceito
Prescrição é a perda do direito do Estado
(Administração Pública) de punir o servidor que
cometeu uma infração, devido ao decurso
(passagem) do tempo.
Prazos de Prescrição (Art. 142, incisos I–III)
A ação disciplinar prescreverá:
• Em 5 (cinco) anos: Para as infrações
puníveis com Demissão, Cassação de
Aposentadoria ou Disponibilidade e
Destituição de Cargo em Comissão.
• Em 2 (dois) anos: Para as infrações
puníveis com Suspensão.
• Em 180 (cento e oitenta) dias: Para as
infrações puníveis com Advertência.
Regras Importantes (Art. 142, §§ 1º a 4º)
• Início do Prazo (§ 1º): O prazo de
prescrição começa a correr da data em
que o fato se tornou conhecido (pela
autoridade competente).
• Infração também é Crime (§ 2º): Se a
infração disciplinar também for capitulada
(definida) como crime na lei penal, aplicar-
se-ão os prazos de prescrição previstos na
lei penal (que geralmente são maiores).
• Interrupção do Prazo (§ 3º): A abertura de
sindicância ou a instauração de processo
disciplinar interrompe a prescrição, até a
decisão final proferida por autoridade
competente.
• Recomeço do Prazo (§ 4º): Interrompido o
curso da prescrição, o prazo recomeçará a
correr (do zero) a partir do dia em que
cessar a interrupção.
Questões
1. Um servidor que praticou ato de corrupção
(Art. 132, XI) foi demitido. Qual é a
consequência adicional para este servidor,
segundo a Lei 8.112/1990?
a) Ele deverá cumprir suspensão de 90 dias antes
da demissão.
b) Ele não poderá retornar ao serviço público
federal.
c) Ele responderá apenas na esfera administrativa,
mas não na penal.
d) Ele poderá ser readaptado em outra função.
2. A penalidade de Advertência prescreve em:
a) 5 anos
b) 2 anos
c) 1 ano
d) 180 dias
3. A autoridade competente de uma
repartição tomou conhecimento hoje de
um fato ocorrido há três anos, praticado por
um servidor e punível com suspensão. De
96
acordo com a Lei 8.112/1990, a
Administração:
a) Perdeu o direito de punir, pois a prescrição de 2
anos conta da data do fato.
b) Pode abrir processo disciplinar, pois a prescrição
de 2 anos conta da data em que o fato se tornou
conhecido.
c) Perdeu o direito de punir, pois a prescrição para
suspensão é de 180 dias.
d) Pode abrir processo disciplinar, pois a prescrição
para suspensão é de 5 anos.
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B
Comentário: Conforme o Art. 137, Parágrafo único,
a demissão por corrupção (inciso XI do Art. 132) é
uma das infrações que impede o servidor de
retornar ao serviço público federal.
2. Gabarito: D
Comentário: De acordo com o Art. 142, inciso III, a
ação disciplinar prescreverá em 180 (cento e
oitenta) dias, quanto à advertência.
3. Gabarito: B
Comentário: A infração é punível com suspensão,
cujo prazo prescricional é de 2 anos (Art. 142, II).
Crucialmente, o § 1º do Art. 142 afirma que "O
prazo de prescrição começa a correr da data em
que o fato se tornou conhecido". Como a
autoridade tomou conhecimento hoje, o prazo de 2
anos começa a contar a partir de agora.
97
GEOGRAFIA
NOÇÕES BÁSICAS DE CARTOGRAFIA
A Cartografia é a técnica de produção sistemática
de mapas. Um mapa deve ser uma reprodução
proporcional do espaço representado,e para sua
correta leitura, é necessário entender seus
elementos básicos, como a orientação.
1.1 Orientação: Pontos Cardeais
Para que um mapa possa ser lido, ele deve conter
um ponto de orientação. O principal instrumento
para isso é a Rosa dos Ventos, que sistematiza e
padroniza os direcionamentos.
A Rosa dos Ventos é estruturada a partir de quatro
direções principais:
Pontos Cardeais
São os quatro direcionamentos principais (Norte,
Sul, Leste, Oeste). O ângulo entre eles é de 90°.
• Norte (N):
o Também chamado de Boreal ou
Setentrional.
o Sua referência astronômica no
hemisfério norte é a Estrela Polar.
• Sul (S):
o Também chamado de Meridional
ou Austral.
o É o ponto oposto ao Norte. Sua
referência no hemisfério sul é a
constelação do Cruzeiro do Sul.
• Leste (L):
o Também chamado de Oriente.
o Localizado à direita do eixo Norte-
Sul.
o Sua referência astronômica é o
Nascer do Sol.
• Oeste (O):
o Também chamado de Ocidente.
o Localizado à esquerda do eixo
Norte-Sul.
o Sua referência astronômica é o Pôr
do Sol.
Pontos Colaterais
Reduzem o intervalo de orientação para 45°. Estão
localizados entre os pontos cardeais.
• Nordeste (NE): Entre o Norte e o Leste.
• Sudeste (SE): Entre o Sul e o Leste.
• Sudoeste (SO): Entre o Sul e o Oeste.
• Noroeste (NO): Entre o Norte e o Oeste.
Pontos Subcolaterais
Reduzem o intervalo para 22,5°, localizando-se
entre um ponto cardeal e um colateral.
• NNE: Norte-Nordeste
• ENE: Leste-Nordeste
• ESE: Leste-Sudeste
• SSE: Sul-Sudeste
• SSO: Sul-Sudoeste
• OSO: Oeste-Sudoeste
• ONO: Oeste-Noroeste
• NNO: Norte-Noroeste
98
Questões
1. Os pontos cardeais Norte e Sul possuem
nomenclaturas alternativas que são
frequentemente utilizadas em cartografia.
Quais são elas, respectivamente?
a) Oriente e Ocidente
b) Boreal e Meridional
c) Austral e Boreal
d) Meridional e Setentrional
2. O Sol é um ponto de referência
astronômico fundamental para a
orientação. O Leste (Oriente) e o Oeste
(Ocidente) são definidos, respectivamente,
por quais de seus movimentos aparentes?
a) Pôr do Sol e Nascer do Sol
b) Posição ao meio-dia e à meia-noite
c) Nascer do Sol e Pôr do Sol
d) Posição da Estrela Polar e do Cruzeiro do Sul
3. Na Rosa dos Ventos, os pontos que se
localizam entre um ponto cardeal e um
ponto colateral, como NNE (Norte
Nordeste) e ESE (Leste Sudeste), são
chamados de:
a) Pontos Cardeais
b) Pontos Colaterais
c) Pontos Subcolaterais
d) Pontos de Referência
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B
Comentário: O ponto Norte (N) também é
conhecido como Boreal ou Setentrional. O ponto
Sul (S), seu oposto, também é chamado de
Meridional ou Austral. A alternativa B é a única que
apresenta a ordem correta (Norte = Boreal, Sul =
Meridional).
2. Gabarito: C
Comentário: O ponto Leste, ou Oriente, tem como
referência astronômica o Nascer do Sol. O ponto
Oeste, ou Ocidente, tem como referência o Pôr do
Sol.
3. Gabarito: C
Comentário: Os pontos que reduzem o intervalo
de orientação para 22,5° e ficam entre os cardeais
e colaterais (como NNE, ONO, etc.) são chamados
de Pontos Subcolaterais.
1.2 LOCALIZAÇÃO: COORDENADAS GEOGRÁFICAS,
LATITUDE, LONGITUDE E ALTITUDE
Conteúdo Teórico
Para conseguirmos nos organizar e localizar na
superfície, foi desenvolvido um sistema de linhas
imaginárias para facilitar nossos pontos de
referência e localização.
Linhas Imaginárias
Existem dois conjuntos principais de linhas
imaginárias que formam a base do sistema de
coordenadas:
• Meridianos:
o São as linhas traçadas
verticalmente (de um polo a outro).
o O Meridiano de Greenwich é
considerado o meridiano central
(0°).
o Ele divide o mundo em hemisfério
Oriental (Leste) e Ocidental (Oeste).
• Paralelos:
99
o São as linhas traçadas
horizontalmente.
o O Paralelo do Equador (ou Linha do
Equador) é o paralelo central (0°).
o Ele divide o mundo em hemisfério
Norte e Sul.
Latitude, Longitude e Altitude
A partir dessas linhas, definimos as coordenadas:
Conceito Definição Referência Medição
Latitude É a distância, medida em graus, de qualquer ponto
da superfície terrestre até a Linha do Equador
(Paralelo 0°).
Paralelos Varia de 0° a 90° para Norte
(N) ou 0° a 90° para Sul (S).
Longitude É a distância, medida em graus, de qualquer ponto
da superfície terrestre até o Meridiano de
Greenwich (Meridiano 0°).
Meridianos Varia de 0° a 180° para
Leste (L) ou 0° a 180° para
Oeste (O).
Altitude É a distância vertical (altura) de um ponto em
relação ao nível do mar (considerado o nível 0).
Nível do
Mar
Medida em metros (m).
Coordenadas Geográficas
A Coordenada Geográfica é o ponto exato de
localização na superfície, determinado pelo
cruzamento (encontro) de uma Latitude e uma
Longitude.
Este é o sistema utilizado por tecnologias de
georreferenciamento, como o GPS (Global Position
System).
Exemplo de Coordenada Geográfica (Brasília):
Latitude: 15º46’48’’ S (Sul) Longitude: 47º55’45’’ O
(Oeste)
Questões
1. A distância, medida em graus, de qualquer
ponto da superfície da Terra até a Linha do
Equador é chamada de:
a) Longitude
b) Altitude
c) Coordenada
d) Latitude
2. O Meridiano de Greenwich (0°) é a linha de
referência para medir a:
a) Latitude, dividindo o mundo em Norte e Sul.
b) Altitude, dividindo o mundo em Leste e Oeste.
c) Longitude, dividindo o mundo em Leste
(Oriental) e Oeste (Ocidental).
d) Longitude, dividindo o mundo em Norte (Boreal)
e Sul (Austral).
3. Um ponto de localização exata na
superfície, determinado pelo encontro de
um paralelo e um meridiano, é chamado
de:
a) Altitude
b) Coordenada Geográfica
c) Ponto Cardeal
d) Antimeridiano
Gabarito Comentado
1. Gabarito: D
100
Comentário: A Latitude é a medida angular (em
graus) que tem como referência o Paralelo 0°, a
Linha do Equador.
2. Gabarito: C
Comentário: A Longitude é a medida angular (em
graus) que tem como referência o Meridiano 0°
(Greenwich), que divide o globo em Leste e Oeste.
3. Gabarito: B
Comentário: A Coordenada Geográfica é o sistema
que permite a localização exata através do
cruzamento de uma Latitude (paralelo) e uma
Longitude (meridiano).
1.3 REPRESENTAÇÃO: LEITURA, ESCALA, LEGENDAS
E CONVENÇÕES
Conteúdo Teórico
Os mapas são a forma de representar um espaço.
Para isso ocorrer de maneira organizada, existem
critérios a serem seguidos. Em conjunto com a
imagem apresentada, devem estar: título, legenda
e escala.
Projeções Cartográficas (Resumo)
Projeções são técnicas para representar a
superfície curva da Terra em um plano (mapa). Toda
projeção terá algum tipo de distorção (na forma, na
área, na distância ou nos ângulos).
Tipo de
Projeção
Como é Feita Principal
Característica
Plana ou
Azimutal
Um plano
toca a esfera
(geralmente
em um polo).
Usada para
representar
hemisférios e
bandeiras (ex:
ONU).
Cônica Um cone
"envolve" a
esfera.
Boa para
representar
regiões de latitude
média (nem polos,
nem equador).
Cilíndrica Um cilindro
"envolve" a
esfera.
A mais usada para
planisférios
(mapas-múndi).
Distorce muito
perto dos polos.
Tipos de Projeção Cilíndrica:
• Conforme (Ex: Mercator): Preserva os
ângulos e as formas dos continentes.
Distorce e exagera o tamanho (área) das
terras perto dos polos (ex: Groenlândia
parece maior que a África).
• Equivalente (Ex: Peters): Preserva a área
(tamanho) real dos continentes. Distorce as
formas e os ângulos (os países parecem
"esticados").
• Afilática (Ex: Robinson): Não preserva nem
área nem forma, mas minimiza as
distorções de ambos, buscando um
equilíbrio visual.
Anamorfose É um tipo de mapa que distorce
propositalmente a forma dos territórios para
representar um dado estatístico. O tamanho do
país no mapa não é o seu tamanho real, mas sim o
tamanho do dado que está sendo medido(ex: em
um mapa de população, a China e a Índia
parecerão "inchadas").
LEGENDA
As legendas são a "chave de leitura" do mapa. Elas
traduzem o significado das informações contidas
no mapa, geralmente por meio de símbolos e
cores. Elas são obrigatórias para que o mapa possa
ser interpretado.
Convenções Cartográficas (Símbolos)
101
Os símbolos usados nas legendas seguem
convenções e podem ser de três tipos:
Tipo de
Símbolo
Definição Exemplos de
Uso
Pontual Indica a localização
de um evento ou
objeto que não
possui dimensão
relevante na escala
do mapa.
Cidades,
aeroportos,
hospitais,
picos de
montanha.
Linear Representa
elementos que têm
comprimento, mas
pouca largura na
escala do mapa.
Rios,
estradas,
ferrovias,
limites de
fronteira.
Zonal Representa áreas
com uma
superfície
(extensão e largura)
relevante.
Tipos de
clima,
vegetação,
relevo, países,
zonas
industriais.
ESCALA CARTOGRÁFICA
A escala indica a proporção entre o tamanho do
espaço representado no mapa e o seu tamanho no
espaço real. Ela nos diz quantas vezes a realidade
foi reduzida para caber no mapa.
Tipos de Escala
• Escala Numérica:
o É representada por uma fração (ex:
1/50.000) ou uma razão (ex:
1:50.000).
o Leitura: "1 centímetro no mapa
equivale a 50.000 centímetros na
realidade."
Importante: Quando não houver indicação da
unidade de medida na escala numérica, deve-se
sempre considerar a medida em centímetros
(cm).
Exemplo de Conversão: Escala 1:500.000 1 cm no
mapa = 500.000 cm na realidade 1 cm no mapa =
5.000 metros (divide por 100) 1 cm no mapa = 5
quilômetros (divide por 1.000)
• Escala Gráfica:
o É representada por uma linha reta
dividida em segmentos, que mostra
a relação direta entre o tamanho no
mapa e a distância real.
o Vantagem: Se o mapa for ampliado
ou reduzido (ex: xerox), a escala
gráfica se ajusta junto e permanece
correta, o que não acontece com a
escala numérica.
Escala Grande vs. Escala Pequena
Este é um conceito fundamental que costuma
causar confusão.
Escala
GRANDE
Escala
PEQUENA
Denominador Pequeno (ex:
1:5.000)
Grande (ex:
1:5.000.000)
Redução A realidade
foi pouco
reduzida.
A realidade foi
muito reduzida.
Nível de
Detalhe
Alto (mostra
ruas,
bairros).
Baixo (mostra
países,
continentes).
Área Coberta Pequena (ex:
uma cidade,
um bairro).
Grande (ex: um
país, o mundo).
Exemplo de
Mapa
Planta de
uma casa,
mapa de um
bairro.
Mapa-múndi,
mapa do Brasil.
Outras Produções Cartográficas
• Planta: Mapa de escala muito grande (ex:
1:100). Usado para representar casas,
102
construções. Apresenta o máximo de
detalhe.
• Carta: Mapa de escala grande ou média.
Usado para navegação ou planejamento
(ex: cartas topográficas).
• Croqui: Um esboço ou rascunho de um
mapa, feito sem rigor técnico ou escala
precisa. Serve apenas para localização
geral.
Questões
1. Um mapa que representa o mundo inteiro
(planisfério) em uma única folha de papel
precisa reduzir muito a realidade. Portanto,
dizemos que este mapa possui uma escala:
a) Grande, pois o denominador é grande.
b) Pequena, pois o denominador é grande.
c) Grande, pois o nível de detalhe é alto.
d) Pequena, pois o denominador é pequeno.
2. Em um mapa com a escala numérica de
1:2.000.000, uma distância de 5 cm no
mapa corresponde a quantos quilômetros
na realidade?
a) 10 km
b) 20 km
c) 100 km
d) 1.000 km
3. Em uma legenda de mapa, a representação
de uma capital de estado é feita, mais
adequadamente, por qual tipo de
convenção (símbolo)?
a) Pontual
b) Linear
c) Zonal
d) Gráfica
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B Comentário: Um mapa-múndi
cobre uma área muito grande, por isso precisa
reduzir a realidade milhões de vezes. Isso significa
que o denominador da escala é muito grande (ex:
1:50.000.000). Quando o denominador é grande, a
escala é considerada pequena, e o nível de detalhe
é baixo.
2. Gabarito: C Comentário:
1. Leitura da Escala: 1:2.000.000 significa
que 1 cm no mapa = 2.000.000 cm na
realidade.
2. Distância no Mapa: 5 cm.
3. Cálculo (Regra de Três): 1 cm = 2.000.000
cm 5 cm = X cm X = 5 * 2.000.000 =
10.000.000 cm
4. Conversão para Km: Para converter cm
para km, cortamos 5 zeros (dois para
metros, três para quilômetros). 10.000.000
cm = 100.000 m = 100 km.
3. Gabarito: A Comentário: Uma cidade, quando
representada em um mapa de um país ou estado,
não tem sua área (superfície) desenhada. Ela é
representada por um ponto que marca sua
localização. Portanto, é uma convenção pontual.
2 ASPECTOS FÍSICOS E MEIO AMBIENTE NO BRASIL
2.1 CLIMAS DO BRASIL
Conteúdo Teórico
O território brasileiro encontra-se quase que em
sua totalidade em regiões de baixas latitudes,
principalmente entre a Linha do Equador e o
Trópico de Capricórnio. Por esse motivo, o país está
localizado na faixa tropical, o que leva ao
predomínio de climas quentes e úmidos.
103
Essa localização provoca grandes variações, como
regiões com altos índices de pluviosidade (chuvas),
a exemplo da região Norte, e regiões que sofrem
com a escassez de chuvas, como o semiárido
nordestino.
De acordo com a classificação baseada nas zonas
climáticas da Terra, o Brasil possui 6 tipos
principais de clima.
Os 6 Climas do Brasil
Tipo de Clima Localização Principal Características Principais
Equatorial Região Norte e parte do
Centro-Oeste. Próximo à
Linha do Equador.
Quente e Úmido. Temperaturas elevadas (média de 25°C)
e alto índice de chuvas o ano todo. Baixa amplitude
térmica (pouca variação de temperatura).
Tropical Região Centro-Oeste e partes
do Sudeste e Nordeste.
Duas estações bem definidas: Verões quentes e
chuvosos; Invernos amenos (ou frios) e secos. Média de
temperatura acima de 18°C.
Tropical
Litorâneo
Faixa litorânea, do Rio Grande
do Norte ao Rio de Janeiro.
Quente e Chuvoso. Sofre ação da massa de ar Tropical
Atlântica. Chuvas mais frequentes no outono/inverno
(Nordeste) e no verão (Sudeste).
Tropical de
Altitude
Áreas elevadas da Região
Sudeste (serras).
Temperaturas mais baixas que o tropical comum (médias
inferiores a 18°C) devido à altitude. Verões amenos e
chuvosos; invernos frios.
Semiárido Interior da Região Nordeste
(Sertão).
Quente e Seco. Temperaturas muito elevadas (média de
27°C). Chuvas escassas e irregulares, causando secas
frequentes.
Subtropical Região Sul (abaixo do Trópico
de Capricórnio).
Estações bem definidas. Verões quentes e invernos frios,
com possibilidade de geadas e (raramente) neve. Chuvas
bem distribuídas durante o ano todo.
Dicas de Estudo
• Latitude e Clima: A regra mais importante
é: quanto mais próximo da Linha do
Equador (clima Equatorial), mais quente e
chuvoso.
• Altitude e Clima: Lembre-se que a altitude
é um fator que diminui a temperatura. O
Clima Tropical de Altitude é mais frio que o
Tropical comum por causa do relevo
elevado.
• Tropical vs. Equatorial: A grande diferença
é a estação seca. O Equatorial chove o ano
todo; o Tropical (típico) tem um inverno
seco bem definido.
Questões
1. Qual tipo climático brasileiro é
caracterizado por apresentar duas
estações bem definidas, sendo um verão
quente e chuvoso e um inverno ameno e
seco?
a) Equatorial
b) Subtropical
c) Tropical de Altitude
104
d) Tropical
2. O Clima Subtropical, predominante na
Região Sul do Brasil, diferencia-se dos
demais climas tropicais do país
principalmente por:
a) Ter chuvas escassas e irregulares durante o ano.
b) Apresentar as quatro estações bem definidas,
com invernos frios.
c) Ser quente e seco durante todo o ano, sem
chuvas.
d) Ter temperaturas elevadas e chuvas abundantes
o ano todo.
3. O Clima Semiárido, encontrado no interior
do Nordeste, tem como característica
principal:
a) A baixa temperatura média anual, em torno de
18°C.
b) A ocorrência de geadas e neveentre Tipo e Gênero Textual
A principal confusão é que um gênero utiliza um ou
mais tipos textuais para cumprir sua função. Um
texto raramente é 100% narrativo ou 100%
descritivo. Geralmente, um tipo textual predomina.
CRITÉRIO TIPO TEXTUAL GÊNERO TEXTUAL
Definição É a estrutura linguística interna do texto (como é
feito).
É a função social do texto (para que
serve).
Classificação É finita (narrativo, descritivo, expositivo, etc.). É infinita e adaptável (e-mail, notícia,
piada, romance, bula, etc.).
4. Gêneros Textuais Comuns em Concursos
7
GÊNERO TIPO
PREDOMINANTE
OBJETIVO PRINCIPAL (FUNÇÃO SOCIAL)
Notícia Narrativo / Expositivo Informar sobre um fato recente de forma objetiva e imparcial.
Reportagem Expositivo /
Argumentativo
Aprofundar um tema, apresentando dados, entrevistas e, por
vezes, a opinião do repórter.
Artigo de
Opinião
Argumentativo Apresentar e defender um ponto de vista (tese) de um autor
sobre um tema atual.
Crônica Narrativo /
Argumentativo
Tratar de fatos do cotidiano, podendo ser uma simples narração
ou uma reflexão opinativa sobre o evento.
Receita
Culinária
Instrucional Ensinar o leitor a preparar um prato (dar instruções).
Dicas de Estudo
• Tipos são a "forma"; Gêneros são a
"função". Pergunte-se: "Como o texto foi
escrito?" (Tipo) e "Para que ele serve?"
(Gênero).
• Ache o verbo principal. Verbos no
imperativo (faça, pegue) quase sempre
indicam um texto Instrucional. Verbos no
passado (foi, correu) indicam Narração.
Verbos no presente para explicar algo (é,
consiste em) indicam Exposição.
• Busque a predominância. Um texto quase
sempre mistura tipos. Uma notícia (gênero)
narra um fato, mas também expõe dados e
descreve a cena. Sua tarefa é identificar
qual tipo é o principal.
Questões
1. Qual alternativa define corretamente a diferença
entre Tipo Textual e Gênero Textual?
a) Tipo textual é o assunto (ex: futebol) e gênero
textual é o formato (ex: notícia).
b) Tipo textual é a função social (ex: informar) e
gênero textual é a estrutura (ex: narração).
c) Tipo textual é a estrutura linguística (ex:
argumentativo) e gênero textual é o texto concreto
que usamos para nos comunicar (ex: editorial).
d) Tipo textual é o texto concreto (ex: receita) e
gênero textual é a sua estrutura (ex: instrucional).
2. Leia o fragmento de texto a seguir:
"Bata os ovos, o açúcar e a manteiga no
liquidificador. Em seguida, adicione a farinha de
trigo e o leite. Por último, acrescente o fermento em
pó."
Qual é o tipo textual predominante no fragmento
acima?
a) Narrativo, pois conta uma história em sequência.
b) Descritivo, pois detalha as características dos
ingredientes.
c) Expositivo, pois informa objetivamente sobre um
processo.
d) Instrucional, pois usa verbos no imperativo
("bata", "adicione") para dar comandos.
3. Um texto publicado em um jornal que tem como
objetivo principal defender um ponto de vista
específico da empresa jornalística (e não de um
8
colunista) sobre um fato político recente pertence
ao gênero textual:
a) Notícia.
b) Reportagem.
c) Editorial.
d) Crônica.
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C
Comentário: O tipo textual é a classificação
referente à estrutura linguística e à forma (ex:
narrativo, argumentativo). O gênero textual é a
aplicação social e concreta dessa estrutura,
atendendo a uma necessidade de comunicação
(ex: editorial, notícia, receita).
2. Gabarito: D Comentário: O texto utiliza verbos
no modo imperativo ("Bata", "adicione",
"acrescente") com o objetivo claro de dar
instruções ao leitor para a realização de uma
tarefa. Esta é a característica principal do tipo
instrucional (ou injuntivo).
3. Gabarito: C
Comentário: O gênero textual que expressa a
opinião de um veículo de comunicação (jornal,
revista) sobre um tema atual é o Editorial.
Diferente do Artigo de Opinião, que leva a
assinatura de um autor, o editorial representa a
posição da instituição.
2. Domínio da Ortografia Oficial
Conteúdo Teórico
A ortografia oficial da Língua Portuguesa é vasta e
baseia-se muito mais na origem histórica
(etimologia) das palavras do que em regras
fonéticas (sons). Por isso, a principal forma de
dominar a grafia correta é através da leitura
constante.
Embora a leitura seja a melhor ferramenta, existem
algumas regras que ajudam a solucionar as
dúvidas mais comuns. Vamos focar nos casos que
mais geram confusão.
1. Emprego do X vs. CH
Esta é uma das dúvidas mais frequentes. A regra
geral mais importante é o uso do X após ditongos
(encontro de duas vogais na mesma sílaba).
USO DO X EXEMPLOS
Após ditongos (regra
principal).
caixa, feixe, frouxo,
ameixa, baixo3.
Após a sílaba inicial
"en".
enxada, enxerido,
enxame, enxoval4.
Após a sílaba inicial
"me".
mexer, mexicano,
mexilhão5.
Exceções importantes:
• A palavra "mecha" (de cabelo) é escrita
com CH.
• Palavras iniciadas com "en" que derivam de
palavras com CH, mantêm o CH. Exemplo:
"cheio" -> "encher"; "charco" ->
"encharcar"6.
2. Emprego do G vs. J
USO DO G USO DO J
Em substantivos
terminados em -agem,
-igem, -ugem7. (Ex:
garagem, viagem,
origem, ferrugem).
Em formas de verbos
terminados em -jar ou
-jear8. (Ex: arranjar ->
arranjei; viajar ->
viajem; lisonjear ->
lisonjeia).
Em palavras
terminadas em -ágio, -
égio, -ígio, -ógio, -
úgio9. (Ex: estágio,
Em palavras de
origem indígena ou
africana. (Ex: pajé,
jiboia, canjica).
9
colégio, prestígio,
relógio, refúgio).
Em verbos terminados
em -ger e -gir10. (Ex:
proteger, fugir).
Em palavras derivadas
de outras que já
possuem J. (Ex:
laranja -> laranjeira).
Observação: A palavra "viagem" (substantivo) é
com G. A forma verbal "viajem" (do verbo viajar, ex:
"espero que eles viajem bem") é com J11.
3. Emprego do S vs. Ç
• Usa-se Ç após ditongos, quando houver
som de S12. (Ex: eleição, traição).
• Não se inicia palavras com Ç.
4. Emprego do S vs. Z
• Sufixos -ÊS / -ESA (com S): Usados para
indicar nacionalidade, título de nobreza ou
origem13.
o Exemplos: português, inglesa,
marquês, duquesa.
• Sufixos -EZ / -EZA (com Z): Usados para
formar substantivos abstratos que derivam
de adjetivos (indicam uma qualidade)14.
o Exemplos: rápido -> rapidez; lúcido
-> lucidez; belo -> beleza; limpo ->
limpeza.
Dicas de Estudo
• A Dica de Ouro: Leia Sempre. A prática da
leitura é a forma mais eficaz de garantir a
segurança na grafia das palavras, pois seu
cérebro "fotografa" a forma correta15151515.
• Atenção aos Derivados. Muitas vezes, a
grafia de uma palavra primitiva (ex: "cheio")
define a grafia de todas as suas derivadas
(ex: "encher", "enchimento")16.
• Crie um "Caderno de Erros". Ao fazer
simulados, anote todas as palavras que
você errou a grafia e revise-as
periodicamente.
Questões
1. Assinale a alternativa em que todas as palavras
estão grafadas corretamente.
a) Encher, mecher, caixote.
b) Faixa, enxerido, murcho.
c) Chute, frouxo, enchente.
d) Ameixa, richa, piche.
2. Assinale a alternativa que completa correta e
respectivamente as lacunas da frase:
"O juiz determinou a ___ do réu, pois não havia
provas de que ele era o mandante daquele ato de
___."
a) paralização / extradição
b) paralisação / extradição
c) paralização / tradição
d) paralisação / estradição
3. A qualidade de quem é "altivo" forma o
substantivo abstrato "altivez", com Z. Seguindo a
mesma regra, qual adjetivo forma um substantivo
grafado incorretamente?
a) Frio -> Frieza
b) Surdo -> Surdez
c) Burguês -> Burguesia
d) Pálido -> Palidez
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C
Comentário:
• (A) está errada: "mexer" é com X (regra do
"me")18.
10
• (B) está errada: "murcho" é com CH.
• (C) está correta: Todas as grafias estão de
acordo com a norma.
• (D) está errada: "rixa" (briga) é com X.
"Piche" (substância) é com CH.durante o inverno.
c) A regularidade e boa distribuição das chuvas
durante o ano.
d) As temperaturas elevadas e a escassez e
irregularidade das chuvas.
Gabarito Comentado
1. Gabarito: D
Comentário: A definição de um verão chuvoso e um
inverno seco é a principal característica do clima
Tropical (também chamado de tropical típico ou
continental), predominante na região central do
Brasil.
2. Gabarito: B
Comentário: Por estar localizado majoritariamente
abaixo do Trópico de Capricórnio (zona
temperada), o Clima Subtropical é o único que
possui as quatro estações bem definidas, com
invernos nitidamente mais frios que o restante do
país e chuvas bem distribuídas.
3. Gabarito: D
Comentário: O Clima Semiárido é definido por suas
altas temperaturas médias (cerca de 27°C) e,
principalmente, pela irregularidade e escassez de
chuvas (pluviosidade baixa), o que define a região
do Sertão nordestino e o Polígono das Secas.
2.2 VEGETAÇÃO E ECOSSISTEMAS
Conteúdo Teórico
A Fitogeografia é o ramo da Geografia responsável
por estudar a distribuição dos vegetais na
superfície da Terra. No Brasil, a vegetação original
foi extensamente desmatada por conta de
atividades antrópicas (realizadas pelos seres
humanos).
As formações vegetais brasileiras podem ser
classificadas em três grandes grupos:
Grupo Descrição
Formações
Florestais
(Arbóreas)
Grupo de espécies
constituídas de árvores de
grande porte.
Formações
Arbustivas e
Herbáceas
Árvores de pequeno porte
(arbustos) e herbáceas
(plantas rasteiras,
gramíneas).
Formações
Complexas e
Litorâneas
Coberturas vegetais que
revestem o litoral brasileiro
ou áreas de transição
complexas.
Formações Florestais ou Arbóreas
Floresta latifoliada Equatorial (Floresta Amazônica)
Ocupa quase 40% do território nacional. É uma
mata heterogênea (milhares de espécies), perene
(as folhas não caem no inverno) e densa.
105
É dividida em três níveis, de acordo com a
proximidade dos rios:
• Mata de Igapó: Vegetação encontrada ao
longo dos rios, permanentemente
inundada.
• Mata de Várzea: Vegetação que está sujeita
a inundações periódicas (nas cheias dos
rios).
• Mata de Terra Firme (ou Caeté): Vegetação
encontrada em áreas de maior altitude
(baixos planaltos), livres de inundações.
Floresta latifoliada tropical (Mata Atlântica)
Foi a vegetação explorada intensamente
durante o período colonial, principalmente
para a extração de pau-brasil. Hoje, o que
resta da Mata Atlântica são pequenos trechos
localizados principalmente nas encostas da
Serra do Mar. Espécies comuns incluem
cedro, ipê, jacarandá e peroba.
Mata de Araucárias (Mata dos Pinhais)
Localiza-se ao longo do Planalto Meridional
(Regiões Sul e Sudeste), com maior
concentração no Paraná. É uma formação
adaptada ao clima subtropical, homogênea
(predomínio de uma espécie, o Pinheiro-do-
Paraná ou Araucária) e espaçada. Suas folhas
têm formato de agulha (aciculifoliadas).
Mata dos Cocais
É uma vegetação de transição entre a Floresta
Amazônica (úmida) e a Caatinga (seca).
Localiza-se principalmente no Maranhão e
Piauí. Suas principais espécies são o babaçu e
a carnaúba, muito importantes para o
extrativismo e economia local.
Matas de galerias (ou ciliares)
São as florestas que se desenvolvem ao longo
dos cursos dos rios ("cílios" dos rios). São
encontradas em diversas partes do território,
especialmente no Cerrado. Quanto mais
próximas do rio, mais densas são.
Formações Arbustivas e Herbáceas
Caatinga
Também conhecida como "mata branca", é o tipo
de vegetação presente no Sertão Nordestino (clima
semiárido).
• Características Principais:
o Vegetação xerófila (adaptada a
ambientes secos).
o Árvores e arbustos com muitos
espinhos.
o Plantas decíduas (perdem as folhas
durante a estação seca para
economizar água).
o Presença marcante de cactáceas
(mandacaru, xiquexique) e
bromeliáceas.
Cerrado
Vegetação localizada principalmente na região
central do país (Centro-Oeste). É comparado às
savanas.
• Características Principais:
o Composto por árvores e arbustos
de pequeno e médio porte, com
troncos retorcidos e casca grossa
(adaptação ao fogo e à seca).
o Presença de vegetação rasteira
(gramíneas).
o Ocorre no clima Tropical (com
inverno seco).
Campos (Pampas)
Presentes na Região Sul do país (Rio Grande do
Sul), em áreas de relevo suave.
• Características Principais:
o Vegetação herbácea (rasteira),
composta por gramíneas.
o Quando apresenta pequenos
arbustos isolados, é chamado de
"campos sujos".
106
o Área tradicionalmente utilizada para
a pecuária extensiva (gado criado
solto).
Formações Complexas e Litorâneas
Complexo do Pantanal
É um complexo de diversas formações (Cerrado,
Campos, Floresta Tropical). Não é um bioma
uniforme.
• Localização: Mato Grosso e Mato Grosso
do Sul.
• Característica Principal: É a maior planície
inundável do mundo, com áreas que estão
sempre alagadas, áreas periodicamente
alagadas e áreas livres de inundações.
Vegetação Litorânea
Divide-se em dois tipos principais:
• Vegetação de Dunas (Jundu):
o Vegetação rasteira (herbácea) e
arbustiva que consegue sobreviver
em solo arenoso e com alta
salinidade.
• Mangue (Manguezal):
o Vegetação halófila (adaptada a
ambientes salinos).
o Ocorre no encontro do rio com o
mar (água salobra).
o Possui solos alagados e pobres em
oxigênio, fazendo com que as
plantas tenham raízes aéreas (para
respirar).
Dicas de Estudo
• Associe Clima e Vegetação: As
vegetações são um reflexo do clima. Clima
Equatorial (quente e úmido) = Floresta
Amazônica (densa). Clima Semiárido
(quente e seco) = Caatinga (xerófila,
espinhos).
• Decídua vs. Perene: "Decídua" (ou
Caducifólia) é a planta que perde as folhas
na estação seca (ex: Caatinga). "Perene" é a
planta que fica verde o ano todo (ex:
Floresta Amazônica).
• Transição: A Mata dos Cocais é o exemplo
clássico de vegetação de transição (entre a
Amazônia e a Caatinga).
Questões
1. A vegetação brasileira caracterizada por ser
xerófila, decídua e possuir muitas plantas
com espinhos, adaptada ao clima
semiárido, é a:
a) Mata Atlântica
b) Caatinga
c) Cerrado
d) Araucária
2. O Pinheiro-do-Paraná é a espécie
dominante na Mata de Araucárias, uma
formação vegetal típica de qual tipo
climático?
a) Equatorial
b) Subtropical
c) Semiárido
d) Tropical de Altitude
3. A vegetação que se desenvolve ao longo
dos cursos dos rios, protegendo-os do
assoreamento (acúmulo de sedimentos), é
conhecida como:
a) Mata de Igapó
b) Manguezal
c) Mata Ciliar (ou de Galeria)
107
d) Jundu (Vegetação de Dunas)
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B
Comentário: A Caatinga é a vegetação adaptada às
condições de seca (xerófila) do clima semiárido. A
perda das folhas (decídua) e a presença de
espinhos são mecanismos de sobrevivência para
evitar a perda de água.
2. Gabarito: B
Comentário: A Mata de Araucárias é a formação
vegetal que predominava na Região Sul do Brasil,
área de domínio do clima Subtropical, que possui
invernos mais frios, condição necessária para o
desenvolvimento dessa espécie.
3. Gabarito: C
Comentário: As Matas Ciliares (ou de galeria) são
as florestas que acompanham as margens dos rios,
funcionando como "cílios" que protegem os cursos
d'água.
2.3 RELEVO BRASILEIRO
Conteúdo Teórico
O relevo brasileiro possui como principais
características médias e baixas altitudes. Ocorre o
predomínio de formas de relevo como planaltos e
depressões (que são formações de relevo cuja sua
origem é cristalina e sedimentar).
As formações de relevo, planaltos e depressões,
ocupam em torno de 95% do nosso território. Já as
planícies, que possuem também uma origem
sedimentar, ocupam cerca de 5% do nosso
território.
• Cerca de 60% do território nacional é
composto por bacias sedimentares.
• Os escudos cristalinosrepresentam cerca
de 40% do território.
As formas mais comuns são picos, serras, colinas,
morros e chapadas.
Planaltos
São formações também denominadas como
platôs. Esta formação de relevo tem como
principais características sua formação elevada e
plana, com altura acima de 300 metros, e estão
submetidos a um constante processo erosivo.
Os planaltos podem ser classificados de acordo
com a sua formação geológica:
• Planaltos sedimentares: formados por
rochas sedimentares;
• Planaltos cristalinos: formados por rochas
cristalinas;
• Planaltos basálticos: formados por rochas
de origem vulcânica.
Dentre os principais planaltos presentes no
território brasileiro, podemos destacar:
• Planalto Central: Com destaque para a
Chapada dos Veadeiros, com altitudes que
variam entre 600m e 1650m, localizado nos
estados de Minas Gerais, Tocantins, Goiás,
Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
• Planalto das Guianas: Presente nos
estados do Amazonas, Pará, Roraima e
Amapá. Nesta formação de relevo está
localizado o ponto de maior altitude do
Brasil, que é o Pico da Neblina (cerca de
3.000 metros), na Serra do Imeri
(Amazonas).
• Planalto Brasileiro: É constituído por
várias formações, como o Planalto Central,
Meridional, Planaltos do Leste e Sudeste,
entre outros. Destaque para o Pico da
Bandeira (cerca de 2900 metros).
Planícies
108
São formações que ocupam uma área em torno de
3.000.000 km² de todo o território nacional, com
destaque para as seguintes áreas:
• Planície Amazônica: É considerada a
maior área de terras com baixa altimetria
do país. As formas de planícies mais
presentes aqui são as planícies de várzeas,
os baixos planaltos e os terraços fluviais.
• Planícies Litorâneas: São as faixas de terra
localizadas em todo o litoral brasileiro.
• Planície do Pantanal: Localizada nos
estados do Mato Grosso e do Mato Grosso
do Sul. Uma de suas características é que
esta região está sujeita a constantes
inundações, sendo a maior área de planície
inundável do mundo.
Dicas de Estudo
• Altitude Baixa: Lembre-se que o relevo
brasileiro é caracterizado por não possuir
grandes cadeias montanhosas (como os
Andes); predominam médias e baixas
altitudes.
• Planalto vs. Planície: De forma simples,
planaltos são áreas mais elevadas (acima
de 300m) e planas, onde predomina o
desgaste (erosão). Planícies são áreas
baixas e planas onde predomina o acúmulo
de sedimentos.
• Ponto Mais Alto: Memorize o ponto mais
alto do Brasil: Pico da Neblina (localizado
no Planalto das Guianas).
Questões
1. Qual é a forma de relevo que predomina no
território brasileiro, ocupando cerca de 95%
da área total juntamente com as
depressões?
a) Planícies b) Planaltos c) Montanhas d) Várzeas
2. O ponto de maior altitude do Brasil, o Pico
da Neblina, está localizado em qual
unidade do relevo brasileiro?
a) Planalto Central b) Planície do Pantanal c)
Planalto das Guianas d) Planalto Brasileiro
3. Qual formação de relevo brasileira é
conhecida por ser a maior área de planície
inundável do mundo?
a) Planície Amazônica b) Planícies Litorâneas c)
Planície do Pantanal d) Planalto Central
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B Comentário: Conforme o texto, "As
formações de relevo, planaltos e depressões,
ocupam em torno de 95% do nosso território." As
planícies ocupam apenas cerca de 5%.
2. Gabarito: C Comentário: O texto afirma que no
"Planalto das Guianas... está localizado o ponto de
maior altitude do Brasil, que é o Pico da Neblina".
3. Gabarito: C Comentário: A "Planície do
Pantanal" é descrita como "a maior área de
planície inundável do mundo".
2.4 HIDROGRAFIA BRASILEIRA
Conteúdo Teórico
A hidrografia do Brasil é caracterizada por possuir
cerca de 12% dos cursos d’água do mundo. Os rios
brasileiros estão entre os mais extensos e
diversificados.
Características Gerais dos Rios Brasileiros
A diversidade hídrica está relacionada a questões
como clima, relevo e vegetação. As principais
características dos rios no Brasil são:
• Regime Fluvial: Os rios brasileiros são
formados predominantemente por regimes
pluviais (alimentados pelas chuvas).
109
• Perenidade: São quase em sua totalidade
rios perenes, onde o curso d’água é
constante durante todo o ano (não secam).
o A exceção são alguns rios no
Semiárido (Caatinga), que são
intermitentes ou temporários
(secam durante o período de
estiagem).
• Relevo: São quase todos rios de planalto,
o que significa que são encachoeirados e
possuem muitas quedas d’água. Isso lhes
confere um alto potencial para geração de
energia hidrelétrica.
• Foz (Desembocadura): São em maioria rios
de estuário, que deságuam direto no
oceano.
Principais Bacias Hidrográficas
O Brasil possui 12 regiões hidrográficas. As
principais bacias são:
Bacia Características
Principais
Bacia Amazônica Formada pelo Rio
Amazonas e seus
afluentes. É a maior bacia
do país, cobrindo cerca de
44,6% do território. O Rio
Amazonas é o maior do
mundo em volume de
água e o segundo em
extensão.
Bacia Tocantins-
Araguaia
Localizada nas regiões
Centro-Oeste e Norte.
Abriga a maior ilha fluvial
do mundo, a Ilha do
Bananal.
Bacia do Paraguai Localizada no Centro-
Oeste (Mato Grosso e
Mato Grosso do Sul). É a
bacia que banha a planície
do Pantanal.
Bacia do Rio São
Francisco
Nasce na Serra da
Canastra (MG) e atravessa
as regiões Sudeste e
Nordeste. É fundamental
para a região do semiárido,
embora muitos de seus
afluentes nessa área
sejam intermitentes.
Bacia do Rio
Paraná
Localizada na região de
maior desenvolvimento
econômico e a mais
habitada do país (Sudeste,
Sul, Centro-Oeste). Possui
o maior potencial
hidrelétrico instalado do
Brasil (Ex: Usina de Itaipu).
Reservatórios Subterrâneos (Aquíferos)
Além das águas superficiais, o Brasil possui duas
das maiores reservas de água subterrânea do
mundo:
• Aquífero Guarani: Localizado na porção sul
da América do Sul (cerca de 70% no Brasil).
É a segunda maior fonte de água doce
subterrânea do mundo.
• Aquífero Alter do Chão (SAGA): Localizado
na região Norte. Estudos apontam que
possui um volume de água superior ao do
Guarani, com reservas suficientes para
abastecer a população mundial por 250
anos.
Dicas de Estudo
• Pluvial e Perene: Decore esta combinação.
A maioria dos rios brasileiros depende da
chuva (pluvial) e, como chove muito na
maior parte do país, eles não secam
(perenes).
• Planalto = Hidrelétrica: A maior parte dos
rios corre sobre planaltos, o que gera
quedas d'água. Por isso, o Brasil tem um
110
potencial tão grande para a geração de
energia hidrelétrica.
• Aquíferos: Lembre-se dos dois principais
nomes: Guarani (Sul/Sudeste) e Alter do
Chão (Norte).
Questões
1. A grande maioria dos rios brasileiros é
alimentada predominantemente pelas
chuvas. Por essa característica, seu regime
é classificado como:
a) Nival
b) Pluvial
c) Misto
d) Intermitente
2. O Rio São Francisco é de vital importância
para a região Nordeste, atravessando o
semiárido. Ele nasce, no entanto, em qual
estado e formação de relevo?
a) Em Goiás, na Chapada dos Veadeiros.
b) No Amazonas, no Pico da Neblina.
c) Em Minas Gerais, na Serra da Canastra.
d) No Mato Grosso, na Planície do Pantanal.
3. O Brasil possui duas das maiores reservas
de água doce subterrânea do mundo. A que
está localizada na Região Norte e é
considerada a maior em volume de água é
chamada de:
a) Bacia Amazônica
b) Aquífero Guarani
c) Bacia do Paraná
d) Aquífero Alter do Chão (SAGA)
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B
Comentário: Conforme o texto, os rios brasileiros
são formados por regimes pluviais, palavra que
deriva de "plúvio" (chuva). "Nival" seria alimentado
por neve, o que não ocorre no Brasil.
2. Gabarito: C
Comentário: O texto afirma que "O rio São
Francisco tem sua nascente na Serra da Canastra
em Minas Gerais".3. Gabarito: D
Comentário: O texto cita os dois grandes aquíferos.
O Aquífero Guarani está localizado no Cone Sul,
enquanto o Aquífero Alter do Chão (SAGA) está
localizado na região Norte e possui o maior volume
de água.
2.5 ECOSSISTEMAS (DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS)
Conteúdo Teórico
Os ecossistemas brasileiros são frequentemente
classificados pelo geógrafo Aziz Ab’Sáber como
Domínios Morfoclimáticos.
Este conceito representa a grande interação, em
um mesmo espaço, entre todos os elementos
físicos da paisagem. Um domínio é o resultado da
combinação de:
• Relevo
• Clima
• Vegetação (que é o reflexo mais visível do
clima e do solo)
• Solo
• Hidrografia
No Brasil, foram identificados seis grandes
domínios morfoclimáticos e, entre eles, existem as
faixas de transição.
111
Os Seis Domínios Morfoclimáticos
Domínio Relevo
Principal
Clima
Predomina
nte
Vegetaç
ão Típica
1.
Amazôni
co
Baixas
planícies
e
planaltos
Equatorial
(quente e
muito
úmido)
Floresta
Amazôni
ca
(latifoliad
a,
perene,
densa)
2. Mares
de
Morros
Planaltos
em forma
de "meia-
laranja"
(mamelon
ar)
Tropical
Litorâneo
(quente e
úmido)
Mata
Atlântica
(latifoliad
a, muito
devastad
a)
3.
Cerrado
Planaltos
e
Chapadas
Tropical
(com
inverno
seco)
Cerrado
(árvores
retorcida
s,
arbustos
e
gramínea
s)
4.
Caatinga
Depressõ
es e
planaltos
Semiárido
(quente e
seco)
Caatinga
(xerófila,
decídua,
espinhos
a)
5.
Araucári
as
Planaltos
elevados
Subtropical
(temperatur
as mais
amenas)
Mata de
Araucária
s (ou
Mata dos
Pinhais)
6.
Pradaria
s
(Campos
)
Relevo
suave
(colinas,
coxilhas)
Subtropical
(temperatur
as mais
amenas)
Campos
(gramíne
as,
vegetaçã
o
rasteira)
Faixas de Transição
São as áreas que se localizam entre os grandes
domínios, apresentando características mistas de
dois ou mais deles. As principais são:
• Mata dos Cocais: Transição entre a
Amazônia (úmida) e a Caatinga (seca).
• Pantanal: Um complexo que mistura
características do Cerrado, da Floresta
Amazônica e de Campos. É uma planície
inundável.
• Agreste: Transição entre a Caatinga (seca)
e os Mares de Morros/Mata Atlântica
(úmida) no Nordeste.
Dicas de Estudo
• Domínio = Interação: Não confunda
"domínio morfoclimático" com "vegetação".
A vegetação é apenas um dos
componentes do domínio; o domínio é a
interação de todos os aspectos físicos.
• Aziz Ab'Sáber: Grave este nome. Ele é o
criador da classificação dos Domínios
Morfoclimáticos, um dos conceitos mais
importantes da geografia física do Brasil.
• Transição: Lembre-se que as "faixas de
transição" não são domínios próprios, mas
áreas intermediárias que misturam as
características dos domínios que as
cercam.
Questões
1. O geógrafo Aziz Ab’Sáber classificou o
Brasil em grandes unidades paisagísticas
que resultam da interação entre relevo,
clima e vegetação. Essas unidades são
chamadas de:
a) Bacias Hidrográficas
b) Zonas Climáticas
112
c) Domínios Morfoclimáticos
d) Áreas de Proteção Ambiental
2. O domínio morfoclimático que abrange
grande parte da Região Centro-Oeste,
caracterizado por um relevo de planaltos e
chapadas, clima tropical com inverno seco
e vegetação de árvores retorcidas, é o:
a) Domínio da Caatinga
b) Domínio das Pradarias
c) Domínio Amazônico
d) Domínio do Cerrado
3. O Pantanal e a Mata dos Cocais não são
considerados Domínios Morfoclimáticos
principais, mas sim:
a) Ecossistemas independentes
b) Áreas de relevo montanhoso
c) Faixas de Transição
d) Zonas de clima Subtropical
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C
Comentário: A definição exata do conceito criado
pelo geógrafo Aziz Ab’Sáber para classificar a
interação dos elementos físicos (clima, relevo,
vegetação, etc.) é "Domínios Morfoclimáticos".
2. Gabarito: D
Comentário: A descrição (Centro-Oeste, planaltos,
clima tropical com inverno seco e árvores
retorcidas) refere-se precisamente às
características do Domínio do Cerrado.
3. Gabarito: C
Comentário: Conforme a classificação de Aziz
Ab'Sáber, áreas como o Pantanal (entre Cerrado,
Amazônia e Campos) e a Mata dos Cocais (entre
Amazônia e Caatinga) são consideradas "Faixas de
Transição", pois misturam características dos
domínios ao seu redor.
113
3 ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO BRASILEIRO
3.1 O ESPAÇO AGRÁRIO: ECONOMIA,
MODERNIZAÇÃO E CONFLITOS
Conteúdo Teórico
Modernização Capitalista e Relações Campo-
Cidade
Até meados do século XX, o Brasil era visto como
um país de economia agroexportadora, com a
maioria da população vivendo no campo. O
processo de industrialização e urbanização alterou
essa dinâmica, redefinindo as relações entre o
espaço rural e o urbano.
O campo passou por um intenso processo de
modernização tecnológica, conhecido como
Revolução Verde, que introduziu máquinas,
insumos químicos (adubos, agrotóxicos) e
sementes selecionadas.
Essa modernização redefiniu a hierarquia entre os
espaços. O meio urbano (cidade) se consolidou
como o centro das atividades, concentrando
serviços, indústrias e o capital. O meio rural passou
a ter uma função subordinada, fornecendo
matéria-prima para a indústria e recebendo
produtos industrializados e serviços da cidade.
Hoje, os dois meios estão completamente
interligados. O homem do campo depende da
cidade (bancos, máquinas, insumos) e a cidade
depende do campo (alimentos, matéria-prima).
Atividades Agropecuárias (Agronegócio)
A atividade agropecuária (agricultura e pecuária)
sempre foi fundamental para a evolução humana,
permitindo a sedentarização e a formação das
cidades. No Brasil, essa atividade foi a principal
base econômica por séculos.
Com a modernização (Revolução Verde), o espaço
agrário brasileiro se dividiu em dois grandes
modelos de produção:
Principais Produtos do Agronegócio Brasileiro:
• Cana-de-açúcar: Usada para a produção
de etanol e açúcar. São Paulo é o maior
produtor.
• Café: O Brasil é o maior produtor e
exportador mundial. Minas Gerais detém
cerca de 50% da produção nacional.
• Soja: Principal produto do agronegócio,
com destaque para a produção nas regiões
Centro-Oeste e Nordeste (MATOPIBA).
• Outros: Milho, citricultura (laranja) e
algodão.
Pecuária (Criação de Gado)
A pecuária também se divide em dois sistemas
principais:
Sistema Características
Pecuária
Intensiva
* Rebanhos criados em
confinamento (estábulos).
* Pequenas e médias
propriedades.
* Altos investimentos em
tecnologia, alimentação (ração) e
genética.
Pecuária
Extensiva
* Rebanhos numerosos, criados
soltos.
* Ocorre em grandes
propriedades (latifúndios).
* Baixos investimentos; gado
alimenta-se de pasto natural.
O Brasil também se destaca na criação de suínos
(principalmente na Região Sul), ovinos (ovelhas),
caprinos (cabras) e aves (sendo um dos maiores
exportadores de carne de frango do mundo).
Impactos da Modernização e Conflitos no
Campo
A Revolução Verde, ao mesmo tempo em que
aumentou a produtividade, gerou graves
consequências sociais:
114
1. Êxodo Rural: A mecanização (uso de
máquinas) substituiu a mão de obra
humana, gerando um "exército de
desempregados no campo". Essas pessoas
foram forçadas a migrar para as cidades,
intensificando o processo de urbanização
desordenada.
2. Concentração Fundiária: A modernização
aumentou o custo da produção, tornando
difícil para o pequeno produtor competir.
Muitos venderam suas terras para grandes
latifundiários, aumentando a concentração
de terras nas mãos de poucos.
3. Conflitos no Campo: A luta pela terra se
intensificou, levando ao surgimento de
movimentos sociais que lutam pela reforma
agrária, como o Movimento dos
Trabalhadores Sem-Terra (MST).
4. Expansão da Fronteira Agrícola: Pequenos
produtores (muitos da Região Sul) migrarampara novas áreas, expandindo a produção
de soja e gado em direção ao Centro-Oeste
e à Região Amazônica.
Dicas de Estudo
• Revolução Verde: Lembre-se deste nome.
Ele é a chave para entender a
modernização do campo e suas
consequências (aumento da produção,
êxodo rural, concentração de terras).
• Comercial vs. Familiar: Saiba diferenciar
os dois modelos. Agricultura Comercial =
Exportação e Monocultura. Agricultura
Familiar = Mercado Interno e Policultura.
• Êxodo Rural: Entenda que a principal causa
do grande fluxo migratório do campo para a
cidade no Brasil foi a mecanização da
agricultura (modernização).
Questões
1. O processo de modernização do campo,
que introduziu máquinas, insumos e
agrotóxicos na produção, gerando aumento
de produtividade, ficou conhecido como:
a) Revolução Industrial
b) Revolução Verde
c) Modernização Capitalista
d) Êxodo Rural
2. No Brasil, o modelo de agricultura focado
na monocultura, uso intenso de máquinas e
voltado para a exportação é chamado de:
a) Agricultura Familiar
b) Policultura
c) Pecuária Intensiva
d) Agricultura Comercial (Agronegócio)
3. Um dos principais impactos sociais
negativos causados pela mecanização do
campo no Brasil, que levou a um
crescimento urbano acelerado, foi o(a):
a) Aumento da agricultura familiar.
b) Êxodo rural, com a migração de trabalhadores
para as cidades.
c) Fim da concentração fundiária.
d) Aumento da oferta de empregos no campo.
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B
Comentário: A "Revolução Verde" é o nome dado
ao processo de introdução de tecnologias
(insumos, sementes selecionadas, máquinas) na
agricultura, visando o aumento da produtividade.
2. Gabarito: D
Comentário: O texto define a Agricultura Comercial
(ou Agronegócio) como o modelo que "pratica a
115
monocultura voltada para a exportação" e utiliza
alta tecnologia e mecanização.
3. Gabarito: B
Comentário: O texto afirma que a "Revolução Verde
provocou a formação de um exército de
desempregados no campo (o uso da mão de obra
em grande quantidade se fazia cada vez menor
com a utilização das máquinas), sendo assim essa
parcela de trabalhadores... optaram por migrar
para os centros urbanos, gerando o processo
conhecido como Êxodo rural."
3.2 ESPAÇO URBANO: ATIVIDADES ECONÔMICAS,
EMPREGO E POBREZA
Conteúdo Teórico
A Geografia Urbana tem como principal objetivo o
estudo do espaço geográfico das cidades, das
metrópoles e das megalópoles. Esse estudo ocorre
a partir da observação da produção do espaço e
das atividades econômicas, políticas e sociais.
1. A Sociedade Urbano-Industrial Brasileira
Até quase a metade do século XX (por volta de
1940), o Brasil ainda era classificado como um país
cuja economia estava concentrada no meio rural.
O processo de industrialização serviu como um
incentivo para migrações internas aceleradas
(êxodo rural) para as regiões industriais,
especialmente o Sudeste.
Importante: O processo de urbanização brasileiro
foi rápido, intenso e desordenado. A população
total do país triplicou entre 1940 e 1980, mas a
população urbana multiplicou-se por mais de sete
vezes no mesmo período.
Em 2010, a população brasileira nas áreas urbanas
já representava cerca de 84,36% da população
total do país.
2. Atividades Econômicas e Emprego
Como é uma lógica do sistema capitalista, o
crescimento populacional dos centros urbanos foi
superior à oferta total de vagas no mercado de
trabalho (emprego).
Isso gerou uma maior competitividade por
empregos, moradias e alimentos, acirrando a
segregação espacial.
A Rede Urbana (Hierarquia e Funções)
O processo de interligação entre as cidades
possibilita a formação de uma rede urbana. Nessa
rede, cada cidade se especializa em atividades,
constituindo uma hierarquia. Cidades maiores e
mais complexas (metrópoles) atraem populações
de cidades menores em busca de empregos e
serviços.
As cidades assumem "funções centrais" dentro
dessa rede:
Função Exemplos de Cidades
Função Religiosa Juazeiro do Norte (CE),
Aparecida do Norte (SP)
Função Histórica
e Cultural
Ouro Preto (MG), Cidade de
Goiás (GO), Paraty (RJ)
Função Turística Campos do Jordão (SP),
Porto Seguro (BA), Bonito
(MS)
Função
Industrial
Contagem (MG), Camaçari
(BA), Volta Redonda (RJ)
Cidades como São Paulo acumulam diversas
funções, exercendo maior poder e influência
territorial.
3. Conceitos-Chave da Geografia Urbana
Conceito Definição
Cidade Conceito ligado ao número de
habitantes e à concentração
de atividades econômicas
(comércio, indústria,
serviços).
116
Metrópole Cidade principal (geralmente
capital) que exerce grande
influência econômica, política
e social sobre diversas
cidades ao seu redor.
Região
Metropolitana
(RM)
Conceito legal que define o
conjunto de municípios
integrados a uma metrópole,
com serviços públicos de
interesse comum.
Conurbação É a junção física das áreas
urbanas de dois ou mais
municípios que cresceram
horizontalmente. Não é
possível identificar
visualmente o limite entre
eles.
Megalópole É uma área de conurbação
extensa, formada pelo
encontro de duas ou mais
metrópoles ou regiões
metropolitanas.
4. Pobreza e Problemas Sociais Urbanos
A urbanização acelerada e desordenada,
combinada com a falta de empregos suficientes,
resultou em diversos problemas sociais crônicos,
principalmente ligados à pobreza e desigualdade.
• Segregação Espacial: O alto valor dos
terrenos nas áreas centrais (causado pela
especulação imobiliária) expulsa os
trabalhadores mais pobres para áreas
distantes e inadequadas.
• Favelização e Periferização: Como
consequência da segregação, ocorre a
ocupação desordenada de áreas de risco
(como encostas de morros) ou áreas de
preservação ambiental, formando periferias
e favelas, muitas vezes sem infraestrutura
básica.
• Problemas de Infraestrutura:
o Falta de saneamento básico e
coleta de lixo adequados.
o Dificuldade de escoamento das
águas (solos impermeabilizados
pelo asfalto), causando enchentes,
alagamentos e enxurradas.
• Problemas de Mobilidade: A cultura do
uso de automóveis particulares, sem
investimento proporcional em transporte
público de massa, gera grandes
congestionamentos.
• Problemas Ambientais Urbanos: Poluição
(sonora, visual, do ar), e a formação de
"ilhas de calor" (áreas centrais com
temperaturas mais altas que o entorno).
Dicas de Estudo
• Causa e Efeito: Entenda a lógica:
Industrialização -> Êxodo Rural ->
Urbanização rápida e desordenada -> Falta
de emprego e moradia -> Segregação
espacial e Pobreza urbana.
• Hierarquia Urbana: Compreenda que as
cidades não são isoladas; elas formam
uma rede de influência e dependência
econômica.
• Conceitos: Diferencie Metrópole
(influência), Região Metropolitana (lei) e
Conurbação (junção física).
Questões
1. A respeito do processo de urbanização do
espaço brasileiro, assinale a opção correta.
a) A desmetropolização, diminuição do
crescimento das metrópoles em benefício das
cidades médias, vem reduzindo o número de
cidades com mais de dez milhões de habitantes.
117
b) As regiões Sul e Nordeste, embora sejam as
menos povoadas, apresentam os maiores índices
de urbanização.
c) O Centro-Oeste, com exceção das cidades de
Brasília, Goiânia e Cuiabá, apresenta uma
espacialidade urbana quase nula.
d) A concentração de habitantes no Sudeste
reproduz a concentração econômica do país,
resultando na formação de grandes cidades nessa
região.
e) A população está distribuída igualitariamente no
espaço urbano ao longo do território brasileiro.
2. Até a década de 60 do século passado, a
população brasileira era
predominantemente rural, contudo, entre
as décadas de 50 e 80 do referido século,
milhões de pessoas migraram do campo
para as cidades. Resulta desse processo de
êxodo rural e intensa urbanização a:
a) concentração da população brasileiraem áreas
urbanas, nas quais residem mais de 80% da
população total do país.
b) diminuição da produção agropecuária brasileira.
c) desconcentração demográfica nas regiões de
antiga industrialização, como o litoral das regiões
Sudeste e Nordeste do país.
d) explosão demográfica do Brasil, cuja população
em 2010 ultrapassou a marca dos 250 milhões de
habitantes.
e) criação de diversas pequenas cidades, o que
mitigou o domínio cultural e econômico das
capitais dos estados sobre os demais municípios
brasileiros.
3. Nas últimas décadas do século XX e início
do século XXI, o processo de
desconcentração da indústria brasileira se
acelerou em decorrência do(a):
a) política fiscal instituída sobretudo pelos estados
do Sudeste, com maiores condições de impor
aumentos fiscais, estimulando a transferência da
indústria nacional para as demais regiões.
b) processo de privatização, que restringiu a
industrialização às atividades tradicionais de
investimento, por meio da redução da intervenção
do Estado na economia.
c) elevado nível de escolaridade dos trabalhadores
brasileiros, o que tornou o território nacional
atraente, em sua totalidade, para investimentos
nos setores industriais.
d) política de desenvolvimento regional instituída
pelo Estado, exemplificada pela criação da Zona
Franca de Manaus.
e) presença de sindicatos fortes nos estados das
regiões Norte e Nordeste, o que expulsou o capital
dessas regiões para estados e cidades
tradicionalmente desindustrializados.
Gabarito Comentado
1. Gabarito: D Comentário: A urbanização
brasileira está diretamente ligada à
industrialização, que se concentrou historicamente
na Região Sudeste. Essa concentração econômica
atraiu o maior fluxo migratório, resultando na maior
concentração populacional e na formação das
maiores metrópoles do país nesta região.
2. Gabarito: A Comentário: O grande fluxo de
êxodo rural (migração campo-cidade) inverteu a
lógica populacional brasileira. Conforme os dados
do Censo de 2010 (citados na apostila), mais de
84% da população brasileira já vivia em áreas
urbanas, confirmando a alta concentração.
3. Gabarito: D Comentário: O processo de
desconcentração industrial (saída das indústrias
dos grandes centros como São Paulo) foi
estimulado, entre outros fatores, por políticas
governamentais de incentivo regional, como a
criação da Zona Franca de Manaus (na Região
Norte) ou incentivos fiscais em estados do
118
Nordeste (a "Guerra Fiscal"), visando diminuir as
disparidades regionais.
3.3 REDE URBANA E REGIÕES METROPOLITANAS
Conteúdo Teórico
A Rede Urbana Brasileira
O processo de interligação entre as cidades
possibilita a formação de uma rede urbana. Neste
processo, cada cidade vai se especializando em
atividades, constituindo assim uma certa
hierarquia entre os municípios.
As cidades podem assumir papéis para comandar
as políticas comerciais regionais, nacionais e, em
alguns casos, internacionais.
Funções das Cidades
Cidades podem exercer várias funções centrais
dentro da rede urbana, de acordo com sua
especialização.
Função Exemplos de Cidades
Função Religiosa Juazeiro do Norte (CE),
Aparecida do Norte (SP)
Função Histórica
e Cultural
Ouro Preto (MG), Cidade de
Goiás (GO), Paraty (RJ)
Função Turística Campos do Jordão (SP),
Porto Seguro (BA), Bonito
(MS)
Função
Industrial
Contagem (MG), Camaçari
(BA), Volta Redonda (RJ)
Hierarquia Urbana
• Modelo Clássico (Piramidal): Até por volta
da década de 1970, o sistema era visto
como uma pirâmide rígida. Uma cidade
menor dependia de uma cidade média, que
dependia de uma cidade maior, até chegar
à metrópole nacional.
• Modelo Atual (Rede): Com o
desenvolvimento dos sistemas de
transportes e telecomunicações (fluxos
globais de informação, mercadorias e
capital), a hierarquia se tornou mais flexível.
Uma cidade menor pode se conectar
diretamente à metrópole nacional, sem
precisar passar por todas as etapas
intermediárias.
Metrópoles Brasileiras
Metrópole é uma cidade que acumula diversas
funções e possui um alto poder territorial, atraindo
populações, empresas e bancos.
• Histórico: No ano de 2000, o IBGE
considerava a existência de 9 metrópoles:
o Nacionais: São Paulo (considerada
cidade global) e Rio de Janeiro.
o Regionais: Porto Alegre, Curitiba,
Belo Horizonte, Salvador, Recife,
Fortaleza e Belém.
• Atualidade: Atualmente, o IBGE considera
a existência de 15 metrópoles no Brasil.
Foram agregadas ao grupo anterior as
cidades de:
o Manaus
o Brasília
o Goiânia
o Vitória
o Florianópolis
o Campinas (a única cidade que não
é capital considerada metrópole
nacional)
Regiões Metropolitanas (RM)
O crescimento das cidades gerou o processo de
conurbação (junção física das áreas urbanas de
119
municípios vizinhos), o que levou à criação legal
das Regiões Metropolitanas.
O IBGE, em conjunto com o IPEA, desenvolveu
novos critérios para definir as metrópoles e suas
áreas de influência (Regiões Metropolitanas).
Atenção:
De acordo com esses novos critérios, nem toda
Região Metropolitana (RM) possui,
especificamente, uma metrópole como seu centro.
Os aspectos levados em consideração para definir
a influência de uma metrópole são:
• Nível de atração de investimentos e
migração;
• A dinâmica econômica;
• A capacidade de atrair setores de
tecnologia de ponta.
Questões
1. De acordo com a classificação atual do
IBGE, qual é a única cidade brasileira que
não é uma capital estadual, mas é
considerada uma metrópole nacional?
a) Santos
b) Campinas
c) Ribeirão Preto
d) Joinville
2. O fenômeno urbano que ocorre quando
duas ou mais cidades crescem
horizontalmente e suas áreas urbanas se
encontram fisicamente, tornando
impossível distinguir onde uma termina e a
outra começa, é chamado de:
a) Rede Urbana
b) Hierarquia Urbana
c) Conurbação
d) Metropolização
3. No modelo atual de rede urbana, a
hierarquia tornou-se mais flexível. Isso
ocorreu principalmente devido ao
desenvolvimento de quais setores?
a) Indústrias de base e agricultura familiar.
b) Transportes e telecomunicações.
c) Turismo e função religiosa.
d) Mineração e extrativismo vegetal.
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B
Comentário: O texto teórico menciona que o IBGE
atualizou a classificação de metrópoles, incluindo
"Campinas (a única cidade que não é capital
considerada como metrópole nacional)".
2. Gabarito: C
Comentário: A definição de "conurbação" é a
junção física (ou "junção das áreas urbanas") de
dois ou mais municípios que cresceram e se
encontraram.
3. Gabarito: B
Comentário: O texto explica que a hierarquia
urbana rígida (piramidal) foi alterada para um
modelo em rede "Com o desenvolvimento dos
sistemas de transportes e telecomunicações", que
permitiram a integração de localidades distantes
aos grandes centros.
120
4 . DINÂMICA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA
Conteúdo Teórico
O Brasil é o sexto país mais populoso do mundo.
De acordo com a estimativa do IBGE para 2020, a
população brasileira foi estimada em 211.755.692
habitantes.
Essa população, no entanto, está distribuída de
forma muito irregular pelo território nacional, um
reflexo direto do processo histórico de colonização.
• Distribuição: A maior concentração
populacional ocorre na porção oriental
(leste) do país, especialmente na faixa
litorânea das regiões Sudeste, Nordeste e
Sul. As regiões Norte e Centro-Oeste são
marcadas por grandes vazios
demográficos.
• Urbanização: A maioria da população
(cerca de 84,4%) vive em áreas urbanas,
enquanto 15,6% vivem em áreas rurais.
Populoso vs. Povoado
É fundamental diferenciar esses dois conceitos
demográficos:
• Populoso (População Absoluta): Refere-se
à quantidade total de habitantes. O Brasil é
um país muito populoso.
• Povoado (População Relativa): Refere-se à
distribuição da população pelo território(densidade demográfica). O Brasil é um
país pouco povoado, com uma média de
23,8 hab/km².
BRASIL/
REGIÃO
POPULAÇÃO
TOTAL
(MILHÕES)
DENSIDADE
(HAB./KM²)
Brasil 211,7 23,8
Sudeste 89,0 87,0
Nordeste 57,3 36,0
Sul 30,1 42,5
Norte 18,6 4,1
Centro-
Oeste
16,5 8,7
Fonte:
IBGE,
2020.
4.1 FLUXOS MIGRATÓRIOS
O deslocamento populacional interno (migração)
ocorre no Brasil desde o período colonial,
impulsionado pelos ciclos econômicos.
Ciclos Econômicos e Migração
Cada ciclo econômico demandava mão de obra em
uma região específica, atraindo populações de
outras:
• Ciclo da cana-de-açúcar (Séculos XVI-
XVII): Zona da Mata nordestina.
• Ciclo da mineração (Século XVIII): Região
Sudeste (Minas Gerais).
• Ciclo da borracha (1870-1910): Região
Amazônica.
• Ciclo do café (Século XIX-XX): Região
Sudeste (São Paulo e Rio de Janeiro).
Grandes Migrações Inter-regionais (Século XX)
• Nordeste Sudeste: Foi o maior fluxo
migratório da história do Brasil.
o Fator de Repulsão (Saída): O
declínio econômico do Nordeste e
as secas severas (fatores naturais).
o Fator de Atração (Chegada): O
processo de industrialização na
Região Sudeste, que demandava
mão de obra.
• Nordeste Centro-Oeste: Ocorreu de forma
intensa nos anos 1950 e 1960, atraída pela
construção de Brasília.
121
• Sul Centro-Oeste e Norte (Expansão da
Fronteira Agrícola):
o A modernização e mecanização da
agricultura no Sul, somada à
concentração fundiária, expulsou
pequenos produtores.
o Esses migrantes (muitos de origem
alemã e italiana) deslocaram-se
para o Centro-Oeste e,
posteriormente, sul da Amazônia,
expandindo a produção de soja e
gado.
Mudanças Recentes nos Fluxos Migratórios
A partir dos anos 1980 e 1990, os fluxos
tradicionais começaram a mudar:
• Desconcentração Produtiva: A
instabilidade econômica no Sudeste e a
"Guerra Fiscal" (incentivos fiscais) de
outros estados fizeram com que muitas
indústrias saíssem do Sudeste e fossem
para o Nordeste e Centro-Oeste.
• Migração de Retorno: Ocorreu uma
redução no fluxo de nordestinos para São
Paulo. Ao mesmo tempo, iniciou-se um
fluxo de migração de retorno, com muitos
nordestinos deixando o Sudeste e voltando
para seus estados de origem, agora mais
desenvolvidos economicamente.
Tipos de Movimentos Migratórios
• Êxodo Rural: Movimento de deslocamento
de pessoas das áreas rurais para as áreas
urbanas. Foi a principal migração no Brasil
no século XX, causada pela mecanização
do campo.
• Transumância: Tipo de migração
temporária e reversível, determinada por
condições climáticas (sazonalidade). Ex: o
deslocamento de sertanejos para a Zona da
Mata na época da seca.
• Movimento Pendular: É um movimento
migratório diário (não é considerado
migração de fato), comum em grandes
centros urbanos. O trabalhador mora em
uma cidade (cidade-dormitório) e se
desloca diariamente para trabalhar ou
estudar em outra.
Questões
1. A respeito de aspectos gerais da população
brasileira, julgue o item a seguir. O Brasil,
apesar das tendências de estabilização e
diminuição de sua população, tem peso
demográfico expressivo nos contextos
latino-americano e mundial.
a) Certo b) Errado
2. Os recentes levantamentos demográficos
no Brasil e em diversos países do mundo
indicaram tendência de reversão do
esvaziamento da zona rural e, em alguns
países, verifica-se até discreto crescimento
da população rural. No Brasil, essa nova
dinâmica, excluindo-se a fundamentação
de base agrária, deve-se à:
a) configuração de novas atividades rurais
relacionadas à vida urbana, como turismo, lazer,
mercado imobiliário e serviços.
b) violência urbana, que tem provocado uma
inversão do êxodo rural e, em consequência, na
redução no processo de urbanização brasileira nos
cinco últimos anos.
c) ligação da agricultura à indústria de alimentos,
sem desconfigurar os setores agrícolas
tradicionais, como as unidades familiares de
subsistência.
d) atual expansão agrícola ou expansão das
fronteiras de recursos do Centro-Sul em direção ao
Nordeste e ao Norte do país, com dissolução de
grande parte dos problemas agrários históricos.
122
e) baixa possibilidade de aquisição de moradia nas
cidades brasileiras, especialmente nas pequenas é
médias cidades.
3. O movimento migratório diário, em que um
trabalhador reside em uma cidade e se
desloca para trabalhar em outra cidade
próxima, é conhecido como:
a) Êxodo Rural
b) Transumância
c) Movimento Pendular
d) Migração de Retorno
Gabarito Comentado
1. Gabarito: A (Certo) Comentário: O Brasil é o
sexto país mais populoso do mundo (estimativa de
2020), o que lhe confere um "peso demográfico
expressivo". Embora as taxas de natalidade estejam
caindo (tendência de estabilização), o número
absoluto de habitantes ainda é muito significativo
no cenário mundial e, principalmente, no latino-
americano.
2. Gabarito: A Comentário: O texto da questão
menciona uma nova dinâmica rural que não é de
base agrária. Isso se deve à reconfiguração do
espaço rural, que passou a ser procurado por
populações urbanas para atividades de turismo,
lazer (chácaras, sítios de veraneio), moradia
(condomínios) e serviços, aproximando o modo de
vida urbano do campo.
3. Gabarito: C Comentário: O "Movimento
Pendular" é a definição exata do deslocamento
diário (como um pêndulo) entre a cidade-
dormitório e a cidade onde se localiza o trabalho ou
local de estudo.
4.2 CRESCIMENTO E PERDA POPULACIONAL
Conteúdo Teórico
O Brasil é o sexto país mais populoso do mundo.
De acordo com a estimativa do IBGE para 2020, a
população brasileira foi estimada em 211.755.692
habitantes. 1
Distribuição Populacional
Essa população está distribuída de forma muito
irregular pelo território nacional, um reflexo direto
do processo histórico de colonização.
• A maior concentração populacional ocorre
na porção oriental (leste) do país,
especialmente na faixa litorânea das
regiões Sudeste, Nordeste e Sul.
• As regiões Norte e Centro-Oeste são
marcadas por grandes vazios
demográficos.
• A maioria da população (cerca de 84,4%)
vive em áreas urbanas, enquanto 15,6%
vivem em áreas rurais (dados de 2020). 5
Populoso vs. Povoado
É fundamental diferenciar esses dois conceitos
demográficos:
• Populoso (População Absoluta): Refere-se
à quantidade total de habitantes. O Brasil é
um país muito populoso.
• Povoado (População Relativa): Refere-se à
distribuição da população pelo território
(densidade demográfica). O Brasil é um
país pouco povoado, com uma média de
23,8 hab/km².
Tabela: População por Região (Estimativa 2020)
BRASIL/
REGIÃO
POPULAÇÃO
TOTAL
(MILHÕES)
DENSIDADE
(HAB./KM²)
Brasil 211,7 88 23,8 9
Sudeste 89,0 1010 87,0 1111
Nordeste 57,3 1212 36,0 1313
123
Sul 30,1 1414 42,5 1515
Norte 18,6 1616 4,1 1717
Centro-
Oeste
16,5 1818 8,7 1919
Fonte: IBGE, Anuário da população Brasileira, julho,
2020. 2020
Áreas de Crescimento e Perda Populacional
A concentração populacional nas áreas litorâneas
(Sudeste, Nordeste, Sul) é resultado dos ciclos
econômicos históricos.
Apesar de serem menos populosas, as regiões
Norte e Centro-Oeste apresentam um constante
aumento da representatividade populacional
brasileira.
As demais regiões (Sudeste, Nordeste, Sul)
apresentam uma leve tendência de declínio
(perda) em sua representatividade populacional.
Este fato ocorre por conta da saturação das regiões
que antes polarizavam as atividades econômicas e
do processo de desenvolvimento
(desconcentração produtiva) que agora ocorre nas
regiões Norte e Centro-Oeste.
Outras Características da População
• Expectativa de Vida (2020): A média
brasileira é de 76,6 anos (sendo 73,1 para
homens e 80,1 para mulheres).
• Mortalidade Infantil (2019): A taxa de
crianças que morrem antes de completar 1
ano caiu para 14 mortes por mil
nascimentos (comparado a 17,2em 2010).
• Transição Demográfica: O envelhecimento
da população e o aumento da expectativa
de vida são explicados pela transição
demográfica, que é marcada pela queda
nas taxas de natalidade e aumento da
expectativa de vida.
Questões
1. A respeito de aspectos gerais da população
brasileira, julgue o item a seguir. 28O Brasil,
apesar das tendências de estabilização e
diminuição de sua população, tem peso
demográfico expressivo nos contextos
latino-americano e mundial.
a) Certo
b) Errado
2. A respeito do processo de urbanização do
espaço brasileiro, assinale a opção correta.
a) A desmetropolização, diminuição do
crescimento das metrópoles em benefício das
cidades médias, vem reduzindo o número de
cidades com mais de dez milhões de habitantes.
b) As regiões Sul e Nordeste, embora sejam as
menos povoadas, apresentam os maiores índices
de urbanização.
c) O Centro-Oeste, com exceção das cidades de
Brasília, Goiânia e Cuiabá, apresenta uma
espacialidade urbana quase nula.
d) A concentração de habitantes no Sudeste
reproduz a concentração econômica do país,
resultando na formação de grandes cidades nessa
região.
e) A população está distribuída igualitariamente no
espaço urbano ao longo do território brasileiro.
3. Até a década de 60 do século passado, a
população brasileira era
predominantemente rural, contudo, entre
as décadas de 50 e 80 do referido século,
milhões de pessoas migraram do campo
para as cidades, como atestam os dados
do censo demográfico brasileiro de 2010.
Resulta desse processo de êxodo rural e
intensa urbanização a:
a) concentração da população brasileira em áreas
urbanas, nas quais residem mais de 80% da
população total do país.
b) diminuição da produção agropecuária brasileira.
124
c) desconcentração demográfica nas regiões de
antiga industrialização, como o litoral das regiões
Sudeste e Nordeste do país.
d) explosão demográfica do Brasil, cuja população
em 2010 ultrapassou a marca dos 250 milhões de
habitantes.
e) criação de diversas pequenas cidades, o que
mitigou o domínio cultural e econômico das
capitais dos estados sobre os demais municípios
brasileiros.
Gabarito Comentado
1. Gabarito: A (Certo) Comentário: O Brasil é o
sexto país mais populoso do mundo (estimativa de
2020), o que lhe confere um "peso demográfico
expressivo". Embora as taxas de natalidade estejam
caindo (tendência de estabilização), o número
absoluto de habitantes ainda é muito significativo
no cenário mundial e latino-americano.
2. Gabarito: D Comentário: A urbanização
brasileira está diretamente ligada à
industrialização, que se concentrou historicamente
na Região Sudeste. 4646Essa concentração
econômica atraiu o maior fluxo migratório 4747,
resultando na maior concentração populacional e
na formação das maiores metrópoles do país nesta
região. 4848
3. Gabarito: A Comentário: O grande fluxo de
êxodo rural (migração campo-cidade) inverteu a
lógica populacional brasileira. 50Conforme os
dados do Censo de 2010 (citados na apostila),
mais de 84% da população brasileira já vivia em
áreas urbanas, confirmando a alta concentração.
125
5 FORMAÇÃO TERRITORIAL E DIVISÃO
POLÍTICO-ADMINISTRATIVA
5.1 ORGANIZAÇÃO FEDERATIVA (ORGANIZAÇÃO DO
ESTADO BRASILEIRO)
Extensão Territorial e Limites
O Brasil está localizado na porção centro-oriental
da América do Sul, sendo o maior país em extensão
territorial do subcontinente. Com uma área total de
8.515.767 km², é considerado um país de
dimensões continentais (o 5º maior do mundo).
O território é cortado ao norte pela Linha do
Equador e ao sul pelo Trópico de Capricórnio.
Possui 15.719 km de fronteiras terrestres, fazendo
limite com quase todos os outros países sul-
americanos, com exceção apenas do Chile e do
Equador. Sua costa, banhada pelo Oceano
Atlântico, tem 7.367 km de extensão.
Formação Territorial do Brasil (Principais
Tratados)
A formação do território brasileiro foi um processo
longo, consolidado por diversos acordos
diplomáticos.
Tratado de Tordesilhas (1494)
• O que foi: Um acordo entre Portugal e
Espanha que dividia as novas terras
"descobertas".
• Determinação: Traçou uma linha
imaginária a 370 léguas de Cabo Verde. As
terras a Leste seriam de Portugal e as terras
a Oeste, da Espanha.
• Rompimento: O tratado foi violado por
Portugal ao longo dos séculos, através de
expedições (Entradas e Bandeiras) que
avançaram para o interior, ocupando
territórios espanhóis.
Tratado de Madrid (1750)
• O que foi: Um novo acordo para redefinir as
fronteiras entre Portugal e Espanha na
América do Sul.
• Princípio Adotado: Utilizou o princípio do
Uti Possidetis, que garantia a posse da
terra para quem de fato a ocupasse.
• Resultado: Garantiu a Portugal a posse da
maior parte do território brasileiro atual,
incluindo áreas que estavam a oeste da
linha de Tordesilhas.
Tratado de Petrópolis (1903)
• Contexto: Durante o Ciclo da Borracha,
seringueiros brasileiros avançaram e
ocuparam o território do Acre, que
pertencia à Bolívia.
• Negociação: Após conflitos, o Barão de Rio
Branco negociou a compra do território.
• Resultado: O Brasil pagou 2 milhões de
libras esterlinas e se comprometeu a
construir a Ferrovia Madeira-Mamoré,
anexando oficialmente o Acre como
território federal. O Acre foi elevado à
condição de estado em 1962.
Divisão Político-Administrativa Brasileira
O Brasil é um Estado Federal. Sua organização
político-administrativa é definida pelo Artigo 18 da
Constituição Federal.
Art. 18. A organização político-administrativa da
República Federativa do Brasil compreende a
União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios, todos autônomos, nos termos desta
Constituição.
• Unidades Federativas (UFs): O Brasil
possui 27 UFs, sendo 26 estados e 1
Distrito Federal (onde se localiza a capital,
Brasília).
• Municípios: Os estados são divididos em
municípios (governados por prefeitos).
126
• Distrito Federal: O DF não pode ser
dividido em municípios; sua organização
interna é feita por Regiões Administrativas.
A Indissolubilidade do Pacto Federativo
Na federação brasileira, os entes (União, Estados,
DF e Municípios) não possuem soberania; eles
possuem autonomia política e administrativa.
• Princípio: A federação brasileira é
indissolúvel, conforme o Art. 1º da
Constituição.
• Cláusula Pétrea: Esta forma federativa de
Estado não pode ser abolida por emenda
constitucional (Art. 60, § 4º).
• Vedação à Secessão: Nenhum estado ou
município tem o direito de se separar do
país.
• Garantia: Caso ocorra uma tentativa de
separação, a Constituição prevê a
Intervenção Federal (Art. 34, I) para manter
a integridade nacional.
Histórico da Divisão Político-Administrativa
(Século XX)
A configuração atual do mapa brasileiro foi
consolidada por diversas mudanças ao longo do
século XX:
• 1943: Criação de 5 territórios federais:
Amapá, Rio Branco, Guaporé, Ponta-Porã e
Iguaçu.
• 1956: O Território de Guaporé passa a se
chamar Território de Rondônia.
• 1960: A capital federal é transferida do Rio
de Janeiro para Brasília (novo Distrito
Federal). O antigo DF torna-se o Estado da
Guanabara.
• 1975: Ocorre a fusão do Estado da
Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro.
• 1977: O sul do Mato Grosso é
desmembrado para criar o estado do Mato
Grosso do Sul.
• 1981: O Território de Rondônia é elevado à
condição de Estado.
• 1988 (Constituição Federal):
o O norte de Goiás é desmembrado
para criar o estado do Tocantins.
o Os territórios federais de Roraima
(antigo Rio Branco) e Amapá são
elevados a estados.
o O território federal de Fernando de
Noronha é extinto e incorporado ao
estado de Pernambuco.
Regionalização do Território Brasileiro
Regionalizar é dividir o espaço em áreas menores
(regiões) que possuem características comuns
(naturais, econômicas, sociais) parafacilitar a
administração e o estudo.
Existem diferentes propostas de regionalização
para o Brasil:
Regionalizaçã
o (Autor/Ano)
Critérios
Utilizados
Regiões
Resultante
s
IBGE (Oficial)
(Anos 40,
atualizada em
1988)
Aspectos
naturais,
sociais,
econômicos e
políticos-
administrativos.
5 Regiões:
Norte,
Nordeste,
Centro-
Oeste,
Sudeste,
Sul.
Pedro Pinchas
Geiger (1967)
Indicadores
socioeconômico
s e históricos
(processo de
formação).
3
Complexos
Regionais:
Amazônia,
Centro-Sul
e Nordeste.
127
Milton Santos
(Anos 2000)
Nível de "Meio
Técnico-
Científico-
Informacional"
(grau de
modernização,
tecnologia e
informação).
"Quatro
Brasis":
Região
Amazônica,
Região
Nordeste,
Região
Centro-
Oeste e
Região
Concentrad
a (Sul +
Sudeste).
Atenção:
• Na regionalização de Pedro Geiger
(Complexos Regionais), as fronteiras não
respeitam os limites dos estados. Por
exemplo, o norte de Minas Gerais é incluído
no Nordeste, e o oeste do Maranhão, na
Amazônia.
• Na regionalização de Milton Santos, a
"Região Concentrada" (Sul e Sudeste) é
assim chamada por concentrar a maior
parte da população, indústria, finanças,
tecnologia e infraestrutura do país.
Questões
1. O Tratado de Madrid (1750) foi fundamental
para a consolidação do território brasileiro,
pois substituiu a linha de Tordesilhas pelo
princípio do "Uti Possidetis". O que este
princípio determinava?
a) A posse da terra seria de quem a descobrisse
primeiro.
b) A posse da terra era garantida para quem de fato
a ocupasse.
c) A posse da terra seria definida pela Igreja
Católica.
d) A posse da terra seria decidida por meio de
compra e venda.
2. A Constituição Federal de 1988 promoveu a
última grande alteração na divisão político-
administrativa do Brasil. Qual das seguintes
mudanças ocorreu nessa ocasião?
a) A criação do estado do Mato Grosso do Sul,
desmembrado do Mato Grosso.
b) A fusão dos estados da Guanabara e do Rio de
Janeiro.
c) A criação do estado do Tocantins, desmembrado
do norte de Goiás.
d) A compra do território do Acre, negociada com a
Bolívia.
3. O geógrafo Milton Santos propôs uma
regionalização do Brasil em "Quatro Brasis",
baseada no nível de modernização,
tecnologia e informação. Nessa divisão,
como é chamada a região que agrupa o Sul
e o Sudeste?
a) Região Centro-Sul
b) Região Concentrada
c) Complexo do Sudeste
d) Região Desenvolvida
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B
Comentário: O Tratado de Madrid (1750) adotou o
princípio do Uti Possidetis, que garantia a posse do
território a quem o estivesse ocupando
efetivamente, o que legitimou a expansão
portuguesa para além da linha de Tordesilhas.
2. Gabarito: C
Comentário: A Constituição de 1988 determinou a
criação do estado do Tocantins (desmembrado de
Goiás), a elevação de Roraima e Amapá a estados,
e a incorporação de Fernando de Noronha a
Pernambuco. A criação do Mato Grosso do Sul
128
(1977), a fusão RJ/Guanabara (1975) e a anexação
do Acre (1903) são eventos anteriores.
3. Gabarito: B
Comentário: Na regionalização de Milton Santos, a
"Região Concentrada" é a que reúne os estados do
Sul e Sudeste, por ser a área com maior
concentração de indústria, população, finanças e
"meio técnico-científico-informacional". "Centro-
Sul" é o nome da principal região na divisão de
Pedro Pinchas Geiger.
129
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
SISTEMAS OPERACIONAIS
1.1 AMBIENTE WINDOWS
Conceito de Sistema Operacional (SO)
• Um Sistema Operacional é o software
principal que gerencia todos os recursos de
um computador (hardware e software).
• Ele atua como um intermediário entre o
usuário e a máquina.
• O Microsoft Windows (como o Windows 10
ou 11) é o sistema operacional mais
utilizado em computadores pessoais no
mundo.
Interface Gráfica (GUI) e Componentes
Principais
O "Ambiente Windows" refere-se à sua Interface
Gráfica do Usuário (GUI), que é o conjunto de
elementos visuais (ícones, janelas, menus) que
permitem a interação com o sistema.
Os componentes principais deste ambiente são:
1. Área de Trabalho (Desktop) É a tela principal
que aparece após o login.
• Funciona como a "mesa" principal de
trabalho, onde são dispostos os ícones de
atalho e os arquivos.
• Papel de Parede: Imagem de fundo da Área
de Trabalho.
• Ícones: Atalhos para programas, arquivos
ou pastas.
2. Barra de Tarefas (Taskbar) Geralmente
localizada na parte inferior da tela. Suas funções
principais são:
1. Menu Iniciar: Botão (geralmente no canto
esquerdo) que abre a lista de todos os
programas instalados.
2. Ícones de Acesso Rápido: Programas
fixados pelo usuário.
3. Programas em Execução: Mostra quais
aplicativos estão abertos.
4. Área de Notificação: No canto direito,
mostra o relógio, data, volume, rede e
notificações do sistema.
3. Gerenciamento de Arquivos e Pastas
(Windows Explorer) O Windows Explorer (ou
"Explorador de Arquivos") é a ferramenta usada
para navegar, criar, copiar, mover e excluir arquivos
e pastas.
• Arquivo: Um item que armazena
informações (ex: um documento de texto,
uma foto, uma música).
• Pasta (Diretório): Um "contêiner" usado
para organizar e agrupar arquivos.
• Unidades (Discos): Onde os dados são
armazenados (ex: Disco Local (C:), Pen
Drive (D:)).
Principais Operações com Arquivos Para
gerenciar arquivos, usamos o botão direito do
mouse (menu de contexto) ou teclas de atalho:
• Copiar: Duplica um arquivo. (Atalho: Ctrl +
C)
• Recortar: Move um arquivo de um local
para outro. (Atalho: Ctrl + X)
• Colar: Insere o arquivo copiado ou
recortado no novo local. (Atalho: Ctrl + V)
• Excluir (Delete): Envia o arquivo para a
Lixeira.
• Shift + Delete: Exclui o arquivo
permanentemente, sem passar pela Lixeira.
4. Lixeira
• É uma pasta especial que armazena
temporariamente os arquivos e pastas
excluídos.
130
• Permite que arquivos excluídos por engano
sejam restaurados.
• Para liberar espaço em disco, é preciso
"Esvaziar a Lixeira".
5. Painel de Controle / Configurações Local onde
o usuário pode alterar as configurações do
sistema.
• Instalar ou desinstalar programas.
• Configurar a rede (Wi-Fi, Rede Local).
• Gerenciar contas de usuário.
• Alterar o papel de parede e a resolução da
tela.
Questões
1. Qual componente do Ambiente Windows é
responsável por exibir os programas em
execução, o relógio e o Menu Iniciar?
a) Painel de Controle
b) Área de Trabalho
c) Windows Explorer
d) Barra de Tarefas
2. Um usuário deseja mover um arquivo de
uma pasta para outra, sem criar uma cópia.
Qual é a combinação de teclas de atalho
correta para esta ação?
a) Ctrl + C (Copiar) e depois Ctrl + V (Colar)
b) Ctrl + X (Recortar) e depois Ctrl + V (Colar)
c) Ctrl + Z (Desfazer) e depois Ctrl + Y (Refazer)
d) Shift + Delete
3. Ao excluir um arquivo permanentemente do
computador, sem que ele seja enviado para
a Lixeira, qual comando o usuário deve
utilizar?
a) Apenas a tecla Delete
b) Apenas o botão direito e "Excluir"
c) Shift + Delete
d) Ctrl + Delete
Gabarito Comentado
1. Gabarito: D Comentário: A Barra de Tarefas
(Taskbar) é a barra, geralmente inferior, que ancora
o Menu Iniciar, os ícones de acesso rápido e os
programas que estão abertos (em execução), além
da área de notificação com o relógio.
2. Gabarito: B Comentário: A ação de "mover" é
realizada pelo comando "Recortar" (Ctrl + X), que
remove o arquivo do local original. O comando
"Copiar" (Ctrl + C) apenas cria uma duplicata.
Ambas as ações são finalizadas com "Colar" (Ctrl +
V).
3. Gabarito: C Comentário: Usar apenas a tecla
"Delete" ou o menu de contexto "Excluir" envia o
arquivo para a Lixeira, permitindo a restauração. A
combinação Shift+ Delete apaga o arquivo
diretamente do disco, sem passar pela Lixeira
(exclusão permanente).
EDIÇÃO DE DOCUMENTOS
2.1 MICROSOFT OFFICE
Conceito
O Microsoft Office é um pacote de aplicativos e
serviços focado em produtividade de escritório. Ele
contém um conjunto de programas que se
tornaram padrão mundial para diversas tarefas,
como criação de textos, planilhas de cálculo e
apresentações gráficas.
Os três programas fundamentais e mais utilizados
deste pacote são o Microsoft Word, o Microsoft
Excel e o Microsoft PowerPoint.
131
Microsoft Word
O que é: É o processador de textos do pacote
Office.
É o programa mais usado para criar, editar e
formatar documentos de texto, desde uma simples
carta ou currículo até relatórios complexos,
trabalhos acadêmicos e livros.
Principais Funções:
• Criação e Edição: Permite digitar e
modificar textos de forma eficiente.
• Formatação: Oferece controle total sobre a
aparência do documento.
o Alterar fontes, tamanhos, cores e
estilos (negrito, itálico, sublinhado).
o Ajustar alinhamento (esquerda,
centro, direita, justificado) e
espaçamento entre linhas e
parágrafos.
• Revisão: Inclui ferramentas integradas de
correção ortográfica e gramatical para
garantir a qualidade da escrita.
• Elementos Gráficos: Permite a inserção de
imagens, tabelas, gráficos, cabeçalhos e
rodapés para estruturar e enriquecer o
documento.
• Mala Direta: Ferramenta poderosa usada
para criar documentos em massa (como
cartas ou etiquetas) personalizados para
diferentes destinatários.
Microsoft Excel
O que é: É o editor de planilhas eletrônicas do
pacote Office.
É uma ferramenta poderosa usada para organizar,
calcular e analisar dados. A interface é baseada em
uma grade de células (o cruzamento de linhas e
colunas).
Atenção:
• Os documentos do Excel são chamados de
Pastas de Trabalho.
• Cada pasta de trabalho contém uma ou
mais Planilhas (abas).
Principais Funções:
• Organização de Dados: Armazena dados
de forma estruturada em células, linhas e
colunas.
• Cálculos e Fórmulas: Permite automatizar
cálculos matemáticos (soma, média, etc.)
através de fórmulas.
• Funções: Contém uma vasta biblioteca de
funções pré-programadas (financeiras,
lógicas, estatísticas) para análises
complexas.
• Gráficos: Transforma dados numéricos em
representações visuais (gráficos de pizza,
barra, linha) para facilitar a análise.
• Classificação e Filtro: Permite organizar
grandes volumes de dados em ordem
alfabética ou numérica e filtrar apenas as
informações relevantes.
Microsoft PowerPoint
O que é: É o software para criação de
apresentações do pacote Office.
É usado para criar uma sequência de slides (telas)
que podem conter texto, imagens, gráficos e vídeos
para apoiar uma apresentação oral em reuniões,
aulas ou palestras.
Principais Funções:
• Criação de Slides: Permite ao usuário
projetar cada tela da apresentação.
132
• Inserção de Mídia: Facilita a adição de
elementos visuais (imagens, vídeos, áudio)
e gráficos.
• Design e Modelos: Oferece modelos
(templates) pré-definidos para garantir um
visual profissional.
• Animações e Transições: Permite
adicionar efeitos de movimento aos
textos/imagens (animações) e efeitos de
passagem entre um slide e outro
(transições).
• Modo Apresentação: Exibe os slides em
tela cheia para o público, enquanto oferece
ao apresentador ferramentas de controle.
Questões
1. Qual programa do pacote Microsoft Office é
primariamente utilizado para a criação e
edição de documentos de texto, como
cartas, relatórios e trabalhos acadêmicos?
a) Microsoft Excel
b) Microsoft PowerPoint
c) Microsoft Word
d) Microsoft Access
2. Um usuário precisa organizar dados
financeiros, automatizar cálculos de
orçamento e criar gráficos para representar
os gastos mensais. Qual é a ferramenta
mais adequada para essa tarefa?
a) Word
b) PowerPoint
c) Windows Explorer
d) Excel
3. O Microsoft PowerPoint é a ferramenta
padrão para criar apresentações. Seus
arquivos são compostos por uma
sequência de telas individuais, que são
chamadas de:
a) Planilhas
b) Documentos
c) Slides
d) Pastas de Trabalho
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C Comentário: O Microsoft Word é o
processador de textos dedicado do pacote Office,
focado na criação, formatação e revisão de
documentos textuais.
2. Gabarito: D Comentário: O Microsoft Excel é o
editor de planilhas, projetado especificamente
para lidar com organização de dados, cálculos
complexos através de fórmulas e a criação de
gráficos a partir desses dados.
3. Gabarito: C Comentário: As apresentações no
PowerPoint são estruturadas em "slides", que são
as páginas individuais onde o conteúdo (texto,
imagem, gráfico) é inserido.
2.2 LIBREOFFICE
Conceito
O LibreOffice é um pacote de aplicativos de
escritório (suíte de escritório) gratuito e de código
aberto. Ele é a alternativa mais popular ao
Microsoft Office.
Sua principal vantagem é ser compatível com a
maioria dos formatos de arquivo do Microsoft
Office (como .docx, .xlsx e .pptx), além de usar
seus próprios formatos padrão (OpenDocument
Format).
Os programas do LibreOffice são equivalentes
diretos aos do pacote da Microsoft:
133
Finalidade Microsof
t Office
LibreOffi
ce
Format
o
Nativo
Textos Word Writer .odt
Planilhas Excel Calc .ods
Apresentaçõ
es
PowerPoi
nt
Impress .odp
LibreOffice Writer (Processador de Textos)
É o programa equivalente ao Microsoft Word.
Principais Funções:
• Criação, edição e formatação de
documentos de texto.
• Controle de fontes, parágrafos,
alinhamento e espaçamento.
• Ferramentas de correção ortográfica e
gramatical.
• Capacidade de inserir elementos como
imagens, tabelas, gráficos, cabeçalhos e
rodapés.
• O formato padrão de salvamento é o .odt
(OpenDocument Text), mas pode abrir e
salvar em formatos como .docx (Word) e
.pdf.
LibreOffice Calc (Planilhas Eletrônicas)
É o programa equivalente ao Microsoft Excel.
Assim como o Excel, seus arquivos são chamados
de Pastas de Trabalho, que contêm uma ou mais
Planilhas (abas) organizadas em células.
Principais Funções:
• Organização de dados em linhas e colunas
(células).
• Execução de cálculos complexos através
de fórmulas e funções.
• Criação de gráficos (barras, pizza, linhas)
para análise visual de dados.
• Ferramentas de classificação e filtragem de
dados.
• O formato padrão de salvamento é o .ods
(OpenDocument Spreadsheet), mas é
totalmente compatível com arquivos .xlsx
(Excel).
LibreOffice Impress (Apresentações)
É o programa equivalente ao Microsoft PowerPoint.
É usado para criar apresentações multimídia
baseadas em uma sequência de slides.
Principais Funções:
• Criação de slides contendo textos,
imagens, vídeos e gráficos.
• Utilização de modelos (templates) para
criar um design profissional.
• Aplicação de transições (efeitos de
passagem entre slides) e animações
(movimento de objetos dentro de um slide).
• Modo "Apresentação" para exibição dos
slides em tela cheia.
• O formato padrão de salvamento é o .odp
(OpenDocument Presentation), mas pode
abrir e salvar em formatos .pptx
(PowerPoint).
Questões
1. Qual aplicativo do pacote LibreOffice é o
concorrente direto do Microsoft Word,
sendo utilizado como processador de
textos?
a) Calc
b) Impress
c) Writer
134
d) Draw
2. Um funcionário precisa criar uma planilha
para controlar o estoque da repartição,
utilizando fórmulas para somar o total de
itens. Qual programa do LibreOffice ele
deve usar?
a) Writer
b) Calc
c) Impress
d) Math
3. No LibreOffice Impress, o nome dado a
cada uma das "telas" ou "páginas" que
compõem uma apresentação é:
a) Slide
b) Planilha
c) Documento
d) Célula
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C
Comentário: O Writer é o processador de textos do
LibreOffice,com funções análogas ao Microsoft
Word.
2. Gabarito: B
Comentário: O Calc é o software de planilhas
eletrônicas do LibreOffice, equivalente ao Excel.
Ele é a ferramenta correta para criar grades de
dados e utilizar fórmulas e funções.
3. Gabarito: A
Comentário: Assim como no PowerPoint, as
páginas de uma apresentação no Impress são
chamadas de slides.
REDES DE COMPUTADORES
3.1 INTERNET E INTRANET
Conceito
Embora usem tecnologias e protocolos muito
semelhantes (como o TCP/IP), Internet e Intranet
são redes fundamentalmente diferentes em seu
escopo, acesso e propósito.
Internet
• Definição: É a rede mundial e pública de
computadores. Ela interconecta bilhões de
dispositivos globalmente, permitindo a
comunicação e o compartilhamento de
informações em uma escala sem
precedentes.
• Acesso: Aberto a qualquer pessoa com
uma conexão. Não há um "dono" único; é
uma estrutura descentralizada.
• Propósito: Oferecer uma infinidade de
serviços públicos, como navegação em
sites (WWW), e-mail, redes sociais,
streaming de vídeo, etc.
Intranet
• Definição: É uma rede privada e interna,
restrita a uma organização específica
(como uma empresa ou órgão público).
• Acesso: Restrito e controlado. O acesso é
limitado aos funcionários ou membros da
organização, geralmente exigindo
autenticação (login e senha) para garantir a
segurança.
• Propósito: Facilitar a comunicação interna,
compartilhar recursos corporativos
(documentos, relatórios, sistemas internos)
e disponibilizar serviços apenas para os
colaboradores.
Extranet (Conceito Relacionado)
135
Existe também a Extranet, que é uma extensão
controlada da Intranet. Ela permite que usuários
externos específicos (como fornecedores,
parceiros ou clientes) acessem partes da rede
interna da organização de forma segura, sem dar
acesso a toda a Intranet.
Tabela Comparativa
Característi
ca
INTERNE
T
INTRANET
Escopo Global,
mundial
Local, corporativo
Acesso Público e
aberto
Privado e restrito
Usuários Qualquer
pessoa
Apenas
membros/funcionári
os da organização
Propósito Serviços
públicos
e
informaçã
o global
Comunicação e
recursos internos
Protocolos TCP/IP,
HTTP, FTP,
etc
TCP/IP, HTTP, FTP,
etc
Questões
1. Qual é a principal diferença entre Internet e
Intranet?
a) A Intranet é mais rápida que a Internet, pois usa
cabos de fibra óptica especiais.
b) A Internet é uma rede global e pública, enquanto
a Intranet é uma rede privada e restrita a uma
organização.
c) A Intranet não pode usar os mesmos programas
(como navegadores) que a Internet usa.
d) A Internet é usada apenas para e-mail, enquanto
a Intranet é usada para sites.
2. Uma empresa deseja criar um portal
interno onde apenas seus funcionários
possam acessar holerites, manuais de
procedimento e comunicados internos.
Qual tipo de rede deve ser implementada?
a) Internet
b) Extranet
c) Rede Social
d) Intranet
3. Uma rede que utiliza os mesmos protocolos
e tecnologias da Internet (como TCP/IP e
navegadores web), mas é de uso exclusivo e
interno de uma corporação, sendo
protegida por senhas, é chamada de:
a) Extranet
b) Internet
c) Intranet
d) Rede Local (LAN)
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B
Comentário: A distinção fundamental é o acesso. A
Internet é pública e acessível a todos. A Intranet é
privada, e seu acesso é limitado aos membros de uma
organização específica.
2. Gabarito: D
Comentário: O propósito descrito (compartilhamento de
informações internas, como holerites e manuais) é a
definição exata da finalidade de uma Intranet. Uma
Extranet (b) envolveria dar acesso a usuários externos,
como fornecedores.
3. Gabarito: C
Comentário: A Intranet usa as mesmas tecnologias da
Internet (protocolos, navegadores), mas aplica uma
camada de segurança (autenticação) para restringir seu
uso ao público interno de uma organização.
136
3.2 NAVEGADORES (BROWSERS)
Conteúdo Teórico
Conceito de Navegador
Um Navegador (ou Browser) é o programa de
software (aplicativo) instalado no computador ou
dispositivo móvel que permite ao usuário acessar,
visualizar e interagir com o conteúdo da World
Wide Web (Internet).
Sua principal função é interpretar as linguagens de
programação (como HTML, CSS e JavaScript)
usadas para construir websites, traduzindo-as nos
elementos visuais que vemos na tela (textos,
imagens, vídeos, links, etc.).
Principais Navegadores
Embora existam muitos navegadores, quatro deles
são os mais comuns no mercado, sendo três de
uso atual e um obsoleto:
Navegador Desenvolvedor Características Principais
Google
Chrome
Google Mais popular do mundo. Conhecido pela velocidade, integração com
contas Google e uma vasta biblioteca de extensões.
Mozilla Firefox Fundação
Mozilla
Conhecido por seu forte foco em privacidade e segurança. É um
software de código aberto (open-source) e altamente personalizável.
Microsoft
Edge
Microsoft O navegador moderno da Microsoft, padrão do Windows 10 e 11. É
baseado no Chromium (mesmo motor do Chrome), o que o torna
rápido e compatível.
Internet
Explorer (IE)
Microsoft Obsoleto. É o navegador antigo da Microsoft, não é mais atualizado,
não é seguro e foi oficialmente substituído pelo Edge.
Componentes e Funções Comuns
A maioria dos navegadores modernos compartilha
uma estrutura e funcionalidades semelhantes:
• Barra de Endereços: Local no topo da
janela onde se digita a URL (o "endereço"
do site, ex: www.ibge.gov.br) para acessá-
lo.
• Abas (ou Guias): Permitem que o usuário
abra várias páginas da web
simultaneamente dentro de uma única
janela do navegador.
• Botões de Navegação:
o Voltar: Retorna à página visitada
anteriormente.
o Avançar: Avança para a página
visitada após a atual.
o Atualizar (Recarregar): Carrega a
página novamente (Atalho: F5).
• Favoritos (ou Marcadores): Uma função
para salvar os endereços de sites
preferidos, permitindo acesso rápido a eles
no futuro.
• Histórico: Um registro de todas as páginas
da web que o usuário visitou recentemente.
• Downloads: Uma área que gerencia e lista
todos os arquivos que foram baixados da
internet.
• Navegação Anônima (ou Privada): Um
modo de navegação especial que não salva
o histórico, os cookies ou os dados de
formulário após o fechamento da janela.
Atalhos de Teclado Essenciais
137
Ação Atalho Universal
Abrir uma nova aba
(guia)
Ctrl + T
Fechar a aba (guia)
atual
Ctrl + W
Reabrir a última aba
fechada
Ctrl + Shift + T
Atualizar (recarregar) a
página
F5 (ou Ctrl + R)
Abrir a lista de
Histórico
Ctrl + H
Abrir a lista de
Downloads
Ctrl + J
Abrir janela de
Navegação Anônima
Ctrl + Shift + N
(Chrome/Edge)
Ctrl + Shift + P
(Firefox)
Dicas de Estudo
• Dica 1: HTTPS e Segurança: Sempre
verifique se há um ícone de cadeado e o
prefixo "https" (em vez de "http") na barra
de endereços, especialmente em sites de
bancos ou lojas. O "S" significa que a
conexão é segura e criptografada.
• Dica 2: A Diferença entre IE e Edge: É
crucial saber que o Internet Explorer (IE) é
um programa antigo, lento e inseguro que
foi descontinuado. O Microsoft Edge é o
navegador moderno, rápido e seguro que o
substituiu como padrão do Windows.
• Dica 3: Navegação Anônima não é
Invisibilidade: O Modo Anônimo (Privado)
apenas impede que o seu navegador salve
seu histórico e cookies. Ele não impede que
seu provedor de internet, seu empregador
(em uma rede corporativa) ou os próprios
sites saibam o que você acessou.
Questões
1. Qual é o nome do software utilizado para
acessar e visualizar páginas na World Wide
Web, interpretando linguagens como HTML
para exibir textos e imagens?
a) Sistema Operacional
b) Navegador (Browser)
c) Antivírus
d) Editor de Planilhas
2. Durante a navegação, um usuário deseja
atualizar a página atual para verificar se há
novo conteúdo. Qual das2. Gabarito: B
Comentário: A palavra "paralisação" é grafada com
S, pois deriva do verbo "paralisar", que também é
com S. A palavra "extradição" (ato de entregar
alguém a outro país) é grafada com X.
3. Gabarito: C
Comentário: Os sufixos -EZ e -EZA (com Z) são
usados para formar substantivos abstratos que
indicam qualidade (derivados de adjetivos), como
"frieza" e "palidez"19. A alternativa C está incorreta
porque "burguesia" não indica uma qualidade
derivada de "burguês", mas sim o próprio grupo
social. Além disso, sufixos que indicam origem ou
título, como -ÊS e -ESA (e seus derivados, como -
ESIA), são grafados com S20.
3. Domínio dos Mecanismos de Coesão Textual
Para que um texto seja considerado bom, ele não
pode ser apenas um amontoado de frases22. Suas
partes devem estar articuladas e organizadas de
forma harmoniosa, fazendo sentido. Para isso,
entram em jogo dois conceitos fundamentais:
Coesão e Coerência.
Conceito Definição Foco
COESÃO É a ligação
gramatical entre as
partes do texto. É a
"costura" ou
"tecido" (tessitura)
que une as palavras
e frases, usando
elementos como
pronomes,
conjunções e
preposições33.
Forma (A
estrutura, a
conexão
superficial)4.
COERÊNCIA É a ligação lógica
entre as ideias do
texto. É o que faz
o texto ter sentido
e não ser
contraditório. A
coerência não
está no texto em
si, mas é
construída na
mente do
leitor5555.
Conteúdo (A
lógica, o
sentido
profundo)6.
Um texto pode ser coeso (gramaticalmente
conectado), mas incoerente (sem sentido). O
objetivo é que ele tenha os dois. Os mecanismos
de coesão são as ferramentas que usamos para
construir essa ligação. Vamos focar nos principais.
3.1 Referenciação, Substituição e Repetição
1. Coesão por Referenciação
A referenciação é o mecanismo de coesão que
aponta para outros elementos ou ideias dentro do
próprio texto7. Isso é feito para evitar repetir nomes
e para conectar as frases. A referenciação pode
ocorrer de duas formas:
• Anáfora: É o mecanismo mais comum. A
palavra (ex: pronome) retoma um termo
que já foi dito no texto8.
o Exemplo: "O Rocky Balboa era um
humilde lutador... Rocky era um
jovem promissor... preferiu
trabalhar para um agiota... ele ser
descendente de italiano..."9.
o Análise: As palavras "Rocky" e "ele"
são anáforas que retomam o
referente inicial "Rocky Balboa"10.
• Catáfora: É o movimento oposto. A palavra
antecipa um termo que ainda será dito no
texto11.
o Exemplo: "Os documentos
requeridos para os candidatos são
11
estes: Identidade, CPF, Título de
eleitor e reservista."12.
o Análise: O pronome "estes" é uma
catáfora que antecipa a lista de
documentos.
Principais Elementos de Referenciação:
• Pronomes: São a ferramenta mais usada
para a referenciação anafórica, evitando
repetições desnecessárias13. (Ex: ele, ela,
este, esse, aquele, o qual, cujo, que).
• Advérbios: Muitos advérbios de lugar
funcionam como referência (Ex: aqui, ali,
lá)14.
• Numerais: Usados para retomar elementos
já listados. (Ex: "Havia dois avisos: o
primeiro era para professores, o segundo
para alunos.") 15.
2. Coesão por Substituição (incluindo Elipse)
A substituição ocorre quando uma palavra ou
expressão é trocada por outra, ou simplesmente
omitida, para evitar repetição.
• Elipse: É a omissão de um termo que já foi
mencionado e pode ser facilmente
recuperado pelo contexto16. É a coesão
pelo "silêncio".
o Exemplo: "O Brasil evoluiu
bastante... e [o Brasil] proporcionou
a inclusão social... [o Brasil] obteve
notoriedade... porém [o Brasil]
ainda enfrenta certas
adversidades..."17171717.
o Análise: As omissões entre
colchetes são elipses que deixam o
texto mais fluido.
• Verbos Vicários (Substituição Verbal):
Ocorre quando um verbo (como "ser" ou
"fazer") é usado para "fazer as vezes" de
outro verbo ou da ideia de uma oração
inteira, substituindo-a18.
o Exemplo: "Poderíamos concordar
plenamente, mas não o fizemos."19.
o Análise: O verbo "fizemos" substitui
a ideia de "concordamos
plenamente".
3. Coesão por Repetição (Recorrência)
Embora a repetição desnecessária seja vista como
pobreza de vocabulário, a repetição intencional é
um forte mecanismo de coesão para manter o foco
do texto e dar ênfase20202020.
Tipo de
Repetição
Definição Exemplo
Repetição
de Palavras
Usada para
dar ênfase ou
marcar
contraste.
Ênfase: "O
candidato foi
encontrado com
duzentos
milhões...
duzentos
milhões!"21.
Contraste:
"Existem
políticos e
políticos."22.
Paráfrase É a reiteração
da mesma
ideia, mas
com outras
palavras,
para
esclarecer o
assunto23.
"Ceará goleia
Fortaleza." é
uma paráfrase
de "Fortaleza é
goleado pelo
Ceará."24.
Paralelismo É a repetição
da estrutura
sintática (a
forma de
organizar a
frase) para
organizar
ideias
similares25.
"É preciso que
vocês estudem e
que vocês se
ajudem." (Correto).
Quebra de
Paralelismo: "É
preciso estudar e
que vocês se
ajudem." (Incorreto)
.
12
Dicas de Estudo
• Anáfora vs. Catáfora: Lembre-se dos
movimentos: Anáfora aponta para trás
(algo que já passou). Catáfora aponta para
a frente (algo que será dito).
• Elipse é o termo "fantasma": É um
mecanismo de coesão onde o termo existe
e é entendido, mas não está escrito.
• Repetir pode ser bom: Não tenha medo de
repetir uma palavra-chave se sua intenção
for dar ênfase ou garantir que o leitor não
perca o foco do tema.
Questões
1. No trecho: "O primeiro debate entre Donald
Trump e Joe Biden foi quente. O presidente
defendeu que tem esse direito...", o pronome "esse"
é um mecanismo de coesão referencial que retoma
anaforicamente:
a) O debate.
b) O fato de o debate ter sido quente.
c) A indicação da juíza conservadora (mencionada
anteriormente no contexto da apostila-base)27.
d) O próprio presidente.
2. Na frase: "O candidato só pedia uma coisa: que a
prova fosse adiada." O termo "uma coisa" é
classificado como:
a) Uma anáfora, pois retoma "candidato".
b) Uma elipse, pois omite o verbo "pedir".
c) Uma catáfora, pois antecipa a informação "que a
prova fosse adiada".
d) Uma repetição, pois tem o mesmo sentido de
"candidato".
3. Leia o trecho: "O Brasil evoluiu bastante desde o
início do século XXI e proporcionou a inclusão
social de muitas pessoas..." (Texto adaptado 2828).
Qual mecanismo de coesão foi usado no início da
segunda oração ("...e proporcionou...")?
a) Substituição por verbo vicário.
b) Elipse do sujeito ("O Brasil").
c) Referenciação por catáfora.
d) Repetição por paralelismo.
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C
Comentário: O pronome demonstrativo "esse" é
um elemento anafórico (retoma algo já dito). No
contexto da apostila-base de onde este exemplo foi
extraído, o "direito" que o presidente defendia era o
de "indicação da juíza conservadora".
2. Gabarito: C
Comentário: O pronome "uma coisa" funciona
como uma catáfora, pois ele "aponta para frente",
antecipando um conteúdo que só será explicado
depois dos dois-pontos (a oração "que a prova
fosse adiada".
3. Gabarito: B
Comentário: A forma completa seria "...e o Brasil
proporcionou...". Para evitar a repetição, o sujeito
"O Brasil", que já havia sido mencionado na
primeira oração. A omissão de um termo que pode
ser recuperado pelo contexto é chamada de Elipse.
3.2 Conectores e Sequenciação Textual
A Coesão Sequencial é o mecanismo responsável
por organizar e fazer o texto progredir. Ela
estabelece as relações lógicas e temporais entre
as orações e parágrafos, garantindo a manutenção
do tema e a evolução do debate.
A principal ferramenta para criar a coesão
sequencial são os conectores (ou conectivos),
mais especificamente as conjunções.
13
Conteúdo Teórico
As conjunções são palavras invariáveis que ligam
orações ou termos de mesma função,
estabelecendo uma relação de sentido entre eles.
Elas são divididas em dois grandes grupos:seguintes teclas
de atalho realiza essa função?
a) F1
b) F5
c) F10
d) F12
3. Qual é o navegador moderno da Microsoft,
baseado em Chromium, que substituiu o
antigo e obsoleto Internet Explorer como
padrão do Windows?
a) Mozilla Firefox
b) Google Chrome
c) Safari
d) Microsoft Edge
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B
Comentário: O Navegador (ou Browser) é o
programa (software) cuja função específica é
138
"navegar" na internet, acessando e renderizando
(exibindo) os sites para o usuário.
2. Gabarito: B
Comentário: A tecla F5 é o atalho universal na
maioria dos navegadores (e também no Windows
Explorer) para "Atualizar" ou "Recarregar" o
conteúdo da tela ou página atual. O atalho Ctrl + R
também executa a mesma função.
3. Gabarito: D
Comentário: O Internet Explorer (IE) foi o navegador
padrão da Microsoft por muitos anos, mas foi
oficialmente descontinuado. O Microsoft Edge é o
navegador moderno, mais rápido e seguro que o
substituiu, sendo o padrão atual do Windows 10 e
11.
3.3 CORREIO ELETRÔNICO (E-MAIL) E MICROSOFT
OUTLOOK
Conteúdo Teórico
Conceito de E-mail
O Correio Eletrônico (E-mail) é um serviço da
Internet que permite o envio e recebimento de
mensagens digitais ("cartas eletrônicas") entre
usuários. É um método de comunicação
assíncrono, o que significa que o destinatário não
precisa estar online no momento do envio para
receber a mensagem.
Cliente de E-mail vs. Webmail
Existem duas formas principais de acessar seus e-
mails:
Tipo Definição Exemplos
Webmail Acessado através
de um navegador
(Chrome, Edge,
Firefox). Os e-mails
ficam
armazenados no
servidor do
provedor.
Gmail.com,
Outlook.com
(antigo
Hotmail).
Cliente
de E-mail
Um programa
(software)
instalado no
computador que
baixa e gerencia as
mensagens.
Microsoft
Outlook,
Mozilla
Thunderbird.
Microsoft Outlook
O Microsoft Outlook é o cliente de e-mail e
gerenciador de informações pessoais do pacote
Microsoft Office. Além de enviar e receber e-mails,
ele integra:
• Calendário (para agendamentos e reuniões)
• Gerenciador de Contatos (lista de
endereços)
• Gerenciador de Tarefas
Estrutura de uma Mensagem de E-mail
Ao compor uma nova mensagem, o usuário deve
preencher campos específicos:
Campo Função
De (From) O remetente (quem envia).
Preenchido automaticamente.
Para (To) O(s) destinatário(s) principal(is)
da mensagem.
Cc (Cópia
Carbono)
Destinatários em cópia
visível. Pessoas que devem
receber a mensagem, mas não
são o foco principal. Todos os
139
destinatários (em "Para" e "Cc")
podem ver quem está em "Cc".
Cco (Cópia
Carbono
Oculta)
Destinatários em cópia
oculta. Pessoas que recebem a
mensagem secretamente.
Nenhum outro destinatário
(Para, Cc ou outro Cco) pode
ver quem está listado neste
campo.
Assunto
(Subject)
Um título breve que resume o
conteúdo da mensagem.
Corpo (Body) O conteúdo principal da
mensagem (o texto).
Anexo
(Attachment)
Arquivos (documentos, fotos,
planilhas) que são enviados
junto com a mensagem.
Principais Ações no Gerenciamento de E-mails
Ação Descrição
Responder Envia uma resposta apenas para
o remetente original da
mensagem recebida.
Responder a
Todos
Envia uma resposta para o
remetente original E para todos
os destinatários que estavam
nos campos "Para" e "Cc". (Não
responde aos destinatários em
"Cco").
Encaminhar Envia uma cópia da mensagem
recebida para uma nova pessoa
que não estava na conversa
original.
Organização de Pastas no Outlook
O Outlook organiza as mensagens em pastas
padrão para manter a organização:
Pasta Conteúdo
Caixa de
Entrada
Armazena todas as mensagens
recebidas.
Itens
Enviados
Armazena uma cópia de todas as
mensagens que você enviou.
Rascunhos Armazena mensagens que você
começou a escrever, mas salvou
para terminar ou enviar mais
tarde.
Itens
Excluídos
(Lixeira)
Armazena mensagens que você
apagou. Funciona como a Lixeira
do Windows, permitindo
restaurar itens apagados por
engano.
Lixo
Eletrônico
(Spam)
Filtra automaticamente
mensagens suspeitas,
publicidade indesejada ou e-
mails de remetentes
bloqueados.
Dicas de Estudo
• Atenção: Cc vs. Cco. A diferença
fundamental é a visibilidade. Cc (Cópia
Carbono) é público; todos veem quem está
em cópia. Cco (Cópia Carbono Oculta) é
privado; ninguém, exceto o remetente, sabe
quem está em cópia oculta.
• Atenção: Responder vs. Encaminhar.
"Responder" (ou Responder a Todos)
mantém a mensagem dentro da conversa
original. "Encaminhar" envia a mensagem
para uma pessoa totalmente nova.
• Outlook vs. Outlook.com: O Microsoft
Outlook é o programa instalado no seu
computador. O Outlook.com (antigo
Hotmail) é o site (Webmail) que você
acessa pelo navegador.
Questões
1. Um gerente envia um e-mail de projeto para
um funcionário (no campo "Para:"), coloca
seu supervisor (no campo "Cc:") e o diretor
140
de RH (no campo "Cco:"). Qual das
seguintes afirmações é verdadeira?
a) O funcionário sabe que o diretor de RH recebeu o
e-mail.
b) O supervisor sabe que o diretor de RH recebeu o
e-mail.
c) O diretor de RH sabe que o funcionário e o
supervisor receberam o e-mail.
d) O funcionário não sabe que o supervisor recebeu
o e-mail.
2. Ao receber um relatório por e-mail, um
servidor precisa enviar esse mesmo
relatório para um colega de outro setor, que
não estava na conversa original. Qual ação
ele deve executar?
a) Responder
b) Responder a Todos
c) Encaminhar
d) Anexar
3. Como é chamado o programa do pacote
Microsoft Office que funciona como um
"cliente de e-mail", permitindo gerenciar
mensagens, calendário e contatos
localmente no computador?
a) Microsoft Edge
b) Microsoft Outlook
c) Microsoft Mailer
d) Microsoft OneDrive
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C
Comentário: O destinatário em "Cco" (Cópia
Carbono Oculta) vê todos os outros destinatários
(Para e Cc), mas ninguém vê o destinatário em
"Cco". Portanto, o diretor de RH (Cco) vê o
funcionário (Para) e o supervisor (Cc). No entanto,
nem o funcionário nem o supervisor sabem que o
diretor recebeu a mensagem.
2. Gabarito: C
Comentário: A ação de "Encaminhar" é usada
especificamente para enviar uma mensagem
recebida a uma terceira pessoa que não fazia parte
da troca de e-mails original. "Responder" e
"Responder a Todos" mantêm a comunicação com
os participantes originais.
3. Gabarito: B
Comentário: O Microsoft Outlook é o software
cliente de e-mail e gerenciador de informações
pessoais (calendário, contatos, tarefas) que integra
o pacote Microsoft Office.
3.4 MECANISMOS DE BUSCA
Conteúdo Teórico
Conceito de Mecanismo de Busca
Um Mecanismo de Busca (ou Search Engine) é uma
ferramenta online, acessada via navegador,
projetada para encontrar informações na World
Wide Web.
Ele funciona como um índice gigante da internet. O
usuário digita palavras-chave (termos de busca) e o
mecanismo retorna uma lista de páginas da web,
imagens, vídeos e outros arquivos classificados por
relevância.
Principais Mecanismos de Busca
Mecanismo Desenvolvedo
r
Característica
s Principais
Google
Search
Google É o mecanismo de
busca dominante no
mundo, conhecido
por seu algoritmo de
ranqueamento
(PageRank) e
velocidade.
141
Microsoft
Bing
Microsoft É o principal
concorrente do
Google,
integrado ao
sistema
operacional
Windows e ao
navegador
Edge.
DuckDuckG
o
DuckDuckGo,
Inc.
Focado em
privacidade.
Não rastreia o
histórico de
busca dos
usuários nem
personaliza os
resultados com
base no perfil
do usuário.
Como Funciona (Processo Básico)
Um mecanismo de busca opera em três etapas
principais:
1. Rastreamento (Crawling): Programas
automatizados, chamados "spiders" ou
"bots", navegam pela web 24/7, seguindo
links de uma página para outra para
descobrir novos conteúdos.
2. Indexação(Indexing): O conteúdo
encontrado pelos rastreadores é analisado,
categorizado e armazenado em um banco
de dados gigantesco, chamado de "índice".
3. Ranqueamento (Ranking): Quando um
usuário faz uma pesquisa, o mecanismo de
busca usa um algoritmo complexo para
analisar o índice e retornar os resultados
mais relevantes para aquela consulta,
ordenados (ranqueados) do mais ao menos
importante.
Técnicas de Pesquisa (Operadores de Busca)
Para refinar uma pesquisa e encontrar resultados
mais precisos, os usuários podem usar operadores
(símbolos ou comandos) na caixa de busca.
Operador Função Exemplo de Uso
"aspas" Busca Exata:
Procura pela
frase exata, na
ordem exata.
"Código de Ética
do IBGE"
- (hífen) Exclusão:
Remove termos
dos resultados.
concurso ibge -
vídeo (procura por
"concurso ibge",
mas remove
resultados que
contenham a
palavra "vídeo").
site: Busca
Específica:
Restringe a
busca a um
único site
(domínio).
edital ibge
site:gov.br
(procura "edital
ibge" apenas
dentro de sites do
governo).
filetype: Tipo de
Arquivo:
Procura por
tipos de
arquivo
específicos.
censo agro
filetype:pdf
(procura pelo
tema apenas em
arquivos PDF).
OR (ou | ) Disjunção
(OU): Procura
por um termo
OU outro.
(provas OR
simulados) ibge
Dicas de Estudo
• Mecanismo de Busca vs. Navegador: Não
os confunda. O Navegador (Chrome,
Firefox, Edge) é o programa que você instala
para acessar a internet. O Mecanismo de
Busca (Google, Bing) é o site que você usa
dentro do navegador para encontrar outras
páginas.
142
• Palavras-chave: Seja específico. Usar
"sintomas gripe" é melhor do que "estou
doente".
• Refinamento: Se a primeira busca falhar,
adicione ou remova palavras, ou use os
operadores de busca (como "aspas" ou o
hífen) para filtrar os resultados.
Questões
1. Um usuário deseja pesquisar sobre o
concurso do IBGE, mas quer evitar
resultados que sejam arquivos em PDF.
Qual é a sintaxe de busca correta para
excluir esse tipo de arquivo?
a) "concurso ibge" pdf
b) concurso ibge filetype:pdf
c) concurso ibge -filetype:pdf
d) concurso ibge site:pdf
2. A ferramenta da Microsoft que é um
mecanismo de busca, concorrente direto
do Google e integrado ao navegador Edge, é
chamada de:
a) Microsoft Outlook
b) Microsoft Bing
c) Microsoft Windows Search
d) Microsoft Explorer
3. Qual é a principal diferença de
funcionalidade entre o Google e o
DuckDuckGo?
a) O Google só pesquisa sites, enquanto o
DuckDuckGo pesquisa imagens.
b) O Google é um software pago, e o DuckDuckGo é
gratuito.
c) O DuckDuckGo foca em privacidade e não
rastreia o histórico de busca do usuário, enquanto
o Google o faz.
d) O Google é um navegador, e o DuckDuckGo é um
mecanismo de busca.
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C Comentário: O operador
"filetype:pdf" localiza apenas arquivos PDF. O
operador de exclusão é o hífen (-). Ao combinar os
dois, "concurso ibge -filetype:pdf", o usuário
informa ao mecanismo que deseja os resultados
sobre o tema, mas que não sejam (sejam
excluídos) do tipo PDF.
2. Gabarito: B Comentário: O Microsoft Bing é o
mecanismo de busca desenvolvido pela Microsoft.
O Outlook é o cliente de e-mail, e o Explorer (agora
Explorador de Arquivos) é o gerenciador de
arquivos.
3. Gabarito: C Comentário: Embora ambos sejam
mecanismos de busca, a principal diferença
filosófica e funcional é a privacidade. O Google
personaliza os resultados com base no histórico e
perfil do usuário. O DuckDuckGo se promove como
o buscador que não armazena dados pessoais e
não rastreia suas atividades.
3.5 GRUPOS DE DISCUSSÃO
Conceito
Grupos de Discussão são ferramentas de
comunicação na Internet que permitem a interação
entre múltiplos usuários interessados em um
tópico comum.
A principal característica desses grupos é a
comunicação assíncrona. Isso significa que os
participantes não precisam estar online ao mesmo
tempo. Um usuário pode "postar" (enviar) uma
mensagem, e os outros membros podem ler e
responder horas ou dias depois, permitindo
debates longos e detalhados.
143
Tipos de Grupos de Discussão
Existem vários formatos de grupos de discussão,
desde os mais tradicionais até os mais modernos:
Tipo Descrição
Fóruns (Web
Forums)
São as formas mais comuns.
São sites organizados em
categorias e subcategorias.
Cada conversa é um Tópico
(ou Thread), e as respostas
ficam aninhadas dentro dele.
Listas de E-
mail (Mailing
Lists)
A comunicação ocorre
inteiramente por e-mail.
Quando um membro envia
uma mensagem para o
endereço da lista, ela é
distribuída para todos os
outros membros (assinantes).
Newsgroups
(Usenet)
Um sistema mais antigo,
anterior à popularização da
web, que funciona como um
sistema global de "painéis de
avisos" divididos por
hierarquia de assuntos.
Grupos em
Redes Sociais
e Aplicativos
Plataformas modernas que
servem ao mesmo propósito.
Exemplos incluem Grupos do
Facebook, Subreddits (no
Reddit), grupos no WhatsApp
ou Telegram.
Termos Comuns em Grupos de Discussão
• Postar (Post): O ato de enviar uma
mensagem (um "post") para o grupo.
• Tópico (Thread): Uma conversa específica
dentro de um fórum, iniciada por um post
original e seguida por todas as respostas a
ele.
• Moderador: Um usuário com privilégios
especiais para gerenciar o grupo, como
aprovar novas mensagens, editar ou apagar
posts que violem as regras, e banir
usuários.
• Netiqueta (Netiquette): O conjunto de
"boas maneiras" e regras de conduta
esperadas dentro de um grupo de
discussão (ex: não escrever em caixa alta,
não fugir do tema do tópico).
• Assíncrono vs. Síncrono:
o Assíncrono (Fóruns, E-mail): A
comunicação não é em tempo real.
o Síncrono (Chats, Mensagens
Instantâneas): A comunicação
ocorre em tempo real.
Questões
1. Qual é a principal característica que define
um grupo de discussão, como um fórum,
diferenciando-o de um chat em tempo real?
a) A comunicação é síncrona (tempo real).
b) A comunicação é assíncrona (as mensagens são
postadas e lidas depois).
c) É obrigatório o uso de vídeo e áudio.
d) Só é possível enviar mensagens curtas, com
limite de 140 caracteres.
2. Em um fórum de discussão online, como é
chamada a conversa específica iniciada por
um usuário sobre um determinado assunto,
que reúne todas as respostas
subsequentes dos outros membros?
a) Tópico (Thread)
b) Post
c) Netiqueta
d) Intranet
3. Um grupo de profissionais decide criar um
sistema de comunicação onde, ao enviar
um único e-mail para um endereço
144
específico (ex: "equipe@empresa.com"),
todos os membros cadastrados recebem
uma cópia da mensagem em suas caixas
de entrada. Este sistema é conhecido
como:
a) Fórum
b) Webmail
c) Lista de E-mail (Mailing List)
d) Blog
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B
Comentário: A natureza dos grupos de discussão é
assíncrona. Diferente de um chat (síncrono), os
usuários postam mensagens que ficam
armazenadas para que outros possam ler e
responder a qualquer momento, sem a
necessidade de estarem online simultaneamente.
2. Gabarito: A
Comentário: "Post" é a mensagem individual.
"Netiqueta" são as regras. "Intranet" é uma rede
privada. A conversa completa, desde a mensagem
original até todas as suas respostas, é chamada de
Tópico ou Thread (fio de discussão).
3. Gabarito: C
Comentário: Esta é a definição exata de uma Lista
de E-mail (ou Mailing List). É um serviço que usa
um endereço de e-mail central para distribuir
(replicar) mensagens para todos os "assinantes"
(membros) da lista.
3.6 REDES SOCIAIS
Conteúdo Teórico
Conceito de Redes Sociais
Redes Sociais, no contexto da informática, são
plataformas online (sites ou aplicativos) projetadas
para construir e manter relações sociais entre
pessoas.
Essas plataformas permitem que os usuários criem
um perfil (público ou semipúblico) e se conectem
comoutros usuários (seja como "amigos",
"seguidores" ou "conexões"), consumindo, criando
e compartilhando conteúdo e informações.
Tipos de Redes Sociais
Embora muitas redes misturem características,
elas podem ser agrupadas por sua finalidade
principal:
Tipo de Rede Foco
Principal
Exemplos
Populares
Relacionamento e
Interação
Conectar
pessoas
(amigos,
família) e
compartilhar
atualizações
pessoais.
Facebook,
Instagram,
X (antigo
Twitter)
Profissional Conectar
colegas de
trabalho,
procurar
emprego e
construir uma
rede de
contatos
profissionais
(networking).
LinkedIn
Mensagens
Instantâneas
Comunicaçã
o direta e
rápida, em
grupo ou
privada
(síncrona).
WhatsApp
, Telegram,
Messenge
r
Compartilhament
o de Mídia
Focadas no
consumo e
publicação
de conteúdo
de vídeo ou
imagem.
YouTube,
TikTok,
Pinterest,
Instagram
145
Termos Comuns em Redes Sociais
• Perfil: A página pessoal do usuário,
contendo suas informações, fotos e
publicações.
• Feed (Linha do Tempo): O fluxo principal
de atualizações onde o usuário vê as
publicações das pessoas e páginas que
segue.
• Postar (Publicar): O ato de enviar um
conteúdo (texto, foto, vídeo) para a rede.
• Seguidores / Amigos: A lista de usuários
com quem você se conectou. "Amigos"
(como no Facebook) geralmente implica
uma conexão mútua; "Seguidores" (como
no Instagram ou X) pode ser unilateral.
• Hashtag (#): Uma palavra-chave precedida
pelo símbolo "#" (ex: #IBGE). É usada para
agrupar e categorizar posts sobre um
mesmo assunto, facilitando a descoberta
de conteúdo.
• Curtir (Like): Uma forma rápida de
demonstrar aprovação ou engajamento
com um post.
• Compartilhar (Share): O ato de republicar
o conteúdo de outro usuário para que seus
próprios seguidores ou amigos possam vê-
lo.
Riscos e Segurança em Redes Sociais
O uso de redes sociais exige atenção à segurança e
privacidade.
• Privacidade: É fundamental gerenciar as
configurações de privacidade do seu perfil
para controlar quem pode ver suas
informações pessoais e publicações.
• Fake News (Notícias Falsas): Redes
sociais são um veículo comum para a
disseminação rápida de informações
falsas. É importante verificar a fonte da
informação antes de compartilhar.
• Engenharia Social: Criminosos usam redes
sociais para obter informações pessoais
(nome completo, data de nascimento,
nome de familiares) que podem ser usadas
em golpes ou para tentar roubar senhas.
Dicas de Estudo
• Cuidado com a Exposição: Lembre-se que
tudo o que é postado na internet pode se
tornar público. Evite expor dados sensíveis,
como documentos, endereços ou rotinas
financeiras.
• Hashtag é um Filtro: Entenda a hashtag (#)
como uma ferramenta de filtro. Clicar em
#concursoIBGE mostrará publicações de
diversas pessoas sobre esse mesmo tema.
• LinkedIn é Profissional: Diferente do
Facebook ou Instagram (foco social), o
LinkedIn é a rede voltada exclusivamente
para carreira, currículos e conexões de
trabalho.
Questões
1. Em redes sociais como o Instagram e o X
(antigo Twitter), qual é o nome dado ao
recurso que utiliza o símbolo "#" antes de
uma palavra-chave para agrupar
publicações sobre o mesmo assunto?
a) Feed
b) Post
c) Hashtag
d) Perfil
2. Um usuário de rede social deseja que
apenas seus amigos possam ver suas fotos
pessoais e informações de contato. Qual
seção da plataforma ele deve acessar para
limitar esse acesso?
a) A seção de Downloads
146
b) O Feed de Notícias
c) As Configurações de Privacidade
d) O Histórico de Navegação
3. Qual é a rede social focada
especificamente no ambiente corporativo,
onde os usuários criam perfis que
funcionam como currículos online e se
conectam com outros profissionais para
fins de networking?
a) Facebook
b) YouTube
c) LinkedIn
d) TikTok
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C
Comentário: A Hashtag é o recurso de metadados
(dado sobre um dado) usado para categorizar
conteúdo. Ao clicar em uma hashtag, o usuário é
levado a um feed que agrupa todos os posts
públicos que utilizaram aquela mesma marcação.
2. Gabarito: C
Comentário: As Configurações de Privacidade são
a área da plataforma onde o usuário controla a
visibilidade de suas informações, definindo quem
pode (ou não) ver seu perfil, suas publicações,
fotos e dados pessoais.
3. Gabarito: C
Comentário: O LinkedIn é a principal rede social
profissional do mundo. Seu design e propósito são
voltados para a exibição de qualificações,
experiência de trabalho e conexões (networking) de
carreira, e não para interações sociais pessoais
como as outras opções.
4. ORGANIZAÇÃO DE ARQUIVOS
4.1 GERENCIAMENTO DE ARQUIVOS, PASTAS E
PROGRAMAS
Conteúdo Teórico
O gerenciamento de arquivos é uma das funções
mais básicas e essenciais de um Sistema
Operacional. Ele permite organizar, armazenar e
acessar todos os dados guardados no computador.
No ambiente Windows, essa função é realizada
principalmente pela ferramenta Explorador de
Arquivos (antigamente chamado de Windows
Explorer).
1. Conceito de Arquivo
• Definição: Um arquivo é um recurso que
armazena informações de forma digital. É a
unidade básica de armazenamento.
• Componentes: Um arquivo é identificado
por um nome e uma extensão, separados
por um ponto.
o Nome: Dado pelo usuário (ex:
relatorio_ibge)
o Extensão: Um sufixo de 3 ou 4
letras que indica o tipo de arquivo e
qual programa deve abri-lo (ex: .pdf,
.docx, .xlsx).
Extensão Tipo de Arquivo Programa
Padrão
.txt Documento de
Texto Simples
Bloco de Notas
.docx Documento de
Texto
Microsoft Word
.xlsx Planilha
Eletrônica
Microsoft Excel
.pptx Apresentação Microsoft
PowerPoint
147
.pdf Documento
Portátil
Adobe Reader /
Navegadores
.jpg /
.png
Imagem Visualizador de
Fotos
.mp3 Áudio Player de
música
.mp4 /
.avi
Vídeo Player de vídeo
.exe Executável
(Programa)
Sistema
Operacional
.zip / .rar Arquivo
Compactado
WinRAR / WinZip
/ Windows
2. Conceito de Pasta (Diretório)
• Definição: Uma pasta (ou diretório) é um
"contêiner" virtual usado para organizar e
agrupar arquivos e outras pastas.
• Estrutura: As pastas criam uma estrutura
hierárquica (ou "árvore de diretórios"), que
permite ao usuário organizar os dados de
forma lógica.
• Caminho (Path): É o "endereço" completo
que indica a localização exata de um
arquivo dentro da hierarquia.
o Exemplo:
C:\Usuários\MeuNome\Documento
s\IBGE\Apostila.pdf
3. Operações Básicas de Gerenciamento
(Explorador de Arquivos)
São as ações fundamentais realizadas sobre
arquivos e pastas:
• Criar: Gerar um novo arquivo ou pasta
vazia.
• Renomear: Alterar o nome de um arquivo
ou pasta.
• Copiar (Ctrl + C): Cria uma duplicata do
arquivo ou pasta selecionado na "área de
transferência" (memória temporária). O
item original permanece intacto.
• Recortar (Ctrl + X): Seleciona o arquivo ou
pasta para ser movido. O item é marcado
para ser excluído do local original após ser
colado em outro lugar.
• Colar (Ctrl + V): Insere o item que foi
copiado ou recortado no local desejado.
• Excluir (Delete): Envia o item selecionado
para a Lixeira (armazenamento temporário).
• Excluir Permanentemente (Shift +
Delete): Apaga o item do disco sem enviá-
lo para a Lixeira.
4. Gerenciamento de Programas
Diferente de arquivos (dados), programas
(softwares) são aplicativos executáveis (.exe) que
precisam ser instalados no sistema para funcionar.
• Instalação: Processo de copiar os arquivos
do programa para o sistema e registrar suas
configurações.
• Desinstalação: É o processo correto para
remover um programa.
Atenção:
Não se deve excluir a pasta de um programa para
"desinstalá-lo". Isso deixa "lixo" (registros e
arquivos órfãos) no sistema.
A forma correta de remover um programa no
Windows é através do Painel de Controle ou do
menu Configurações.
1. Abra o Painelde Controle.
2. Selecione "Programas" e depois
"Programas e Recursos" (ou "Desinstalar
um programa").
3. Uma lista de todos os programas instalados
aparecerá.
4. Clique com o botão direito no programa que
deseja remover e selecione "Desinstalar".
148
Dicas de Estudo
• Copiar vs. Recortar: A diferença
fundamental é o que acontece com o
original. Copiar duplica. Recortar move.
• Delete vs. Shift + Delete: "Delete" envia
para a Lixeira (recuperável). "Shift + Delete"
apaga permanentemente (irrecuperável).
• Desinstalação: A remoção de programas
deve ser feita sempre pelo "Painel de
Controle" (ou "Configurações >
Aplicativos"), nunca apagando a pasta
manualmente.
Questões
1. Qual é a principal função das pastas (ou
diretórios) em um sistema operacional
como o Windows?
a) Executar cálculos matemáticos complexos.
b) Organizar arquivos e outras pastas em uma
estrutura hierárquica.
c) Conectar o computador à internet.
d) Proteger o computador contra vírus.
2. Um usuário seleciona um arquivo,
pressiona Ctrl + X e, em seguida, navega
até uma nova pasta e pressiona Ctrl + V.
Qual ação foi realizada?
a) O arquivo foi copiado para a nova pasta.
b) O arquivo foi movido da pasta original para a
nova pasta.
c) O arquivo foi excluído permanentemente.
d) Um atalho para o arquivo foi criado na nova
pasta.
3. Qual é o procedimento correto para
remover completamente um programa
instalado no sistema operacional
Windows?
a) Excluir a pasta do programa usando o Explorador
de Arquivos.
b) Arrastar o ícone do programa da Área de
Trabalho para a Lixeira.
c) Usar a opção "Programas e Recursos" dentro do
Painel de Controle.
d) Formatar o disco rígido (C:).
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B
Comentário: Pastas são "contêineres" virtuais cuja
única finalidade é a organização, permitindo que o
usuário agrupe arquivos e outras pastas
(subpastas) de forma lógica, facilitando o
gerenciamento.
2. Gabarito: B
Comentário: O atalho Ctrl + X corresponde ao
comando "Recortar". Diferente do "Copiar" (Ctrl +
C), o "Recortar" indica ao sistema que o arquivo
deve ser movido do local original para o local onde
for "Colado" (Ctrl + V).
3. Gabarito: C
Comentário: A desinstalação correta de um
software é feita através da ferramenta "Programas e
Recursos" (no Painel de Controle) ou "Aplicativos"
(nas Configurações). Esse procedimento garante
que todos os arquivos e registros do programa
sejam removidos do sistema de forma limpa.
5 . SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
5.1 PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA
Conteúdo Teórico
Conceito de Segurança da Informação
149
Segurança da Informação refere-se ao conjunto de
práticas, políticas e ferramentas usadas para
proteger os dados (informações) contra acesso,
uso, divulgação, interrupção ou destruição não
autorizados.
O objetivo é garantir que a informação esteja
segura, independentemente de onde ela esteja
armazenada (no computador, em um pen drive ou
em trânsito pela rede).
Pilares da Segurança da Informação
A segurança da informação é baseada em três
princípios fundamentais, conhecidos pela sigla
"CID":
Pilar Conceito O que
Garante?
Confidencialidade A
informação
só pode ser
acessada
por pessoas
autorizadas.
O sigilo e a
privacidade
dos dados.
Integridade A
informação
deve ser
mantida
exata e
completa,
sem
alterações
indevidas.
A precisão e a
confiabilidade
dos dados
(que não foram
corrompidos
ou alterados).
Disponibilidade A
informação
deve estar
acessível e
pronta para
uso sempre
que um
usuário
autorizado
precisar
dela.
O
funcionamento
do sistema e o
acesso aos
dados.
Principais Ameaças (Malware)
• Malware: É um termo genérico para
qualquer software malicioso.
• Vírus: Um tipo de malware que precisa de
um "hospedeiro" (um arquivo ou programa)
para se propagar. Ele se anexa a programas
legítimos.
• Worm (Verme): Um malware que se
propaga automaticamente pelas redes,
explorando vulnerabilidades. Diferente do
vírus, ele não precisa de um arquivo
hospedeiro e se replica sozinho.
• Trojan (Cavalo de Troia): Um programa que
se disfarça de algo útil (um jogo, um
aplicativo legítimo), mas que, ao ser
executado, abre uma "porta dos fundos"
(backdoor) para que invasores acessem o
sistema.
• Ransomware: Um dos malwares mais
perigosos atualmente. Ele criptografa
(codifica) todos os arquivos do usuário e
exige um pagamento (resgate, ou ransom)
para liberar a chave de descriptografia.
• Spyware: Software espião que monitora as
atividades do usuário (teclas digitadas,
sites visitados) sem seu conhecimento.
Principais Procedimentos de Segurança
Para proteger os dados e o sistema contra essas
ameaças, são necessários procedimentos
contínuos:
1. Cópias de Segurança (Backups)
• Definição: É o procedimento mais
importante. Consiste em criar cópias
regulares dos arquivos importantes e
armazená-las em um local separado (HD
externo, pen drive, ou na nuvem).
• Finalidade: É a única garantia de
recuperação de dados em caso de falha
150
grave do disco, roubo do equipamento ou
um ataque de ransomware.
2. Uso de Antivírus
• Definição: É um software de proteção que
monitora o sistema em tempo real,
procurando por assinaturas e
comportamentos de malware (vírus,
worms, trojans).
• Finalidade: Detectar e remover/colocar em
quarentena softwares maliciosos antes que
eles causem danos.
• Importante: O antivírus deve estar sempre
atualizado para reconhecer as ameaças
mais recentes.
3. Uso de Firewall
• Definição: Um "muro de fogo" (barreira)
que monitora o tráfego de dados entre o seu
computador e a rede (Internet ou intranet).
• Finalidade: Bloquear conexões de entrada
não autorizadas, impedindo que invasores
ou worms tentem acessar seu computador
pela rede. O Windows possui um firewall
nativo.
4. Política de Senhas Fortes
• Definição: Evitar senhas óbvias (como
"123456", "senha" ou datas de nascimento).
• Senha Forte: Uma senha que combina
letras maiúsculas, letras minúsculas,
números e símbolos (ex: Tr@b4lh0!23).
5. Cuidado com Engenharia Social (Phishing)
• Definição: Phishing (pescaria) é um golpe
que usa e-mails ou mensagens falsas, que
se passam por bancos, empresas ou órgãos
do governo.
• Finalidade: Enganar o usuário para que ele
clique em um link malicioso ou informe
seus dados pessoais e senhas.
• Procedimento: Sempre desconfie de e-
mails com senso de urgência (ex: "Sua
conta será bloqueada") e nunca informe
senhas ou dados bancários em resposta a
um e-mail.
Dicas de Estudo
• Segurança é um Processo: Não existe uma
única solução. A segurança é feita em
camadas: Antivírus (contra arquivos),
Firewall (contra a rede) e Backup (para
recuperação).
• Ransomware vs. Backup: A melhor (e
muitas vezes única) defesa contra um
ataque de ransomware é ter um backup
atualizado e desconectado do computador.
• C.I.D: Lembre-se dos pilares:
Confidencialidade (sigilo), Integridade (não
alteração) e Disponibilidade (acesso).
Questões
1. Qual pilar da segurança da informação
garante que os dados não foram alterados
indevidamente e mantêm sua precisão?
a) Confidencialidade
b) Integridade
c) Disponibilidade
d) Autenticidade
2. Um tipo de malware que se disfarça de
programa legítimo (como um jogo), mas
que, ao ser executado, permite que um
invasor acesse o computador da vítima, é
conhecido como:
a) Vírus
b) Worm (Verme)
c) Cavalo de Troia (Trojan)
151
d) Ransomware
3. Qual é o procedimento de segurança
considerado o mais eficaz para garantir a
recuperação de dados após um ataque de
ransomware, onde todos os arquivos do
usuário são criptografados?
a) Ter um antivírus atualizado.
b) Manter o firewall ativado.
c) Possuir uma senha forte.
d) Possuir uma cópia de segurança (backup)
atualizada.
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B
Comentário: A Integridade é o pilarque assegura
que a informação está correta, exata e não foi
modificada por quem não deveria. A
Confidencialidade refere-se ao sigilo, e a
Disponibilidade refere-se ao acesso.
2. Gabarito: C
Comentário: O Cavalo de Troia (Trojan) é definido
por sua tática de disfarce. Ele "finge" ser um
software inofensivo para enganar o usuário e ser
executado, abrindo então as portas para o invasor.
3. Gabarito: D
Comentário: Embora o antivírus (a), o firewall (b) e
senhas fortes (c) sejam medidas preventivas, se
um ataque de ransomware for bem-sucedido e
criptografar os arquivos, a única forma garantida de
recuperá-los (sem pagar o resgate) é através de um
backup que tenha sido feito anteriormente.
5.2 BACKUP (CÓPIA DE SEGURANÇA)
Conteúdo Teórico
Conceito de Backup
Backup (ou cópia de segurança) é o procedimento
mais crucial para a segurança de dados. Consiste
em criar uma cópia dos arquivos e informações de
um sistema para um dispositivo de
armazenamento secundário ou outra localização.
Atenção:
Uma cópia feita no mesmo disco rígido (ex: copiar
um arquivo da pasta "Meus Documentos" para
"Minha Cópia") não é um backup eficaz, pois se o
disco falhar, ambos os arquivos serão perdidos.
A finalidade do backup é permitir a restauração
dos dados originais em caso de perda, seja por
falha de hardware, exclusão acidental, desastre
natural (incêndio, enchente) ou ataque cibernético
(como o ransomware).
Tipos de Backup
Existem diferentes métodos (tipos) de backup, que
variam em velocidade, espaço de armazenamento
necessário e complexidade de restauração. Os três
principais são:
Tipo de
Backup
O que Copia? Restauração
Completo
(Full)
Copia todos os
arquivos e pastas
selecionados,
independentemente
de quando foram
alterados.
Mais fácil e
rápida.
Requer
apenas o
arquivo do
último backup
completo.
Incremental Copia apenas os
arquivos que foram
criados ou
alterados desde o
último backup
(seja ele completo
OU incremental).
Mais lenta e
complexa.
Requer o
último backup
completo
mais todos os
backups
incrementais
subsequentes,
na ordem
correta.
152
Diferencial Copia todos os
arquivos que foram
criados ou
alterados desde o
último backup
COMPLETO.
Intermediária.
Requer o
último backup
completo
mais apenas
o último
backup
diferencial.
Comparativo de Desempenho
• Backup Mais Rápido (e menor):
Incremental, pois copia a menor
quantidade de dados.
• Backup Mais Lento (e maior): Completo,
pois copia tudo sempre.
• Restauração Mais Rápida: Completo.
• Restauração Mais Lenta: Incremental.
Locais de Armazenamento de Backup
• Mídia Física Local: Dispositivos como HDs
externos, pen drives ou fitas magnéticas
(LTO).
• Nuvem (Cloud Storage): Serviços online
que armazenam a cópia dos seus dados em
servidores remotos (ex: Google Drive,
OneDrive, AWS Backup). É considerado o
método mais seguro contra desastres
físicos (incêndio, roubo), pois o backup fica
em um local geograficamente distinto.
Dicas de Estudo
• Dica 1 (Diferencial vs. Incremental): A
diferença é a referência. O Diferencial
sempre olha para o último backup
Completo. O Incremental olha para o
último backup realizado (seja ele completo
ou outro incremental).
• Dica 2 (Restauração): Pense na
restauração. Para restaurar um backup
Incremental de sexta-feira, você precisa do
Completo (de domingo) + Incremental
(segunda) + Incremental (terça) + ... +
Incremental (sexta). Para restaurar um
Diferencial de sexta, você só precisa do
Completo (domingo) + Diferencial (sexta).
• Dica 3 (Regra 3-2-1): Uma boa prática de
backup é a regra 3-2-1: tenha 3 cópias dos
seus dados, em 2 mídias diferentes, com 1
delas armazenada fora do local (na nuvem,
por exemplo).
Questões
1. Qual tipo de backup copia todos os
arquivos selecionados,
independentemente de terem sido
alterados ou não, e é o mais lento para
executar?
a) Backup Incremental
b) Backup Diferencial
c) Backup Completo (Full)
d) Backup Diário
2. Um administrador de sistema realiza um
backup completo no domingo. Na segunda,
ele realiza um backup que copia apenas os
arquivos alterados na segunda. Na terça,
ele realiza um backup que copia apenas os
arquivos alterados na terça. Que tipo de
backup ele está realizando?
a) Backup Completo
b) Backup Diferencial
c) Backup Incremental
d) Backup de Cópia
3. Um usuário realiza um backup completo no
domingo. Na quarta-feira, ele realiza um
backup que copia todos os arquivos
alterados desde domingo (ou seja, os de
segunda, terça e quarta). Este
procedimento é um backup:
153
a) Completo
b) Diferencial
c) Incremental
d) Inversivo
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C
Comentário: O Backup Completo (ou Full) é o único
tipo que copia todos os dados selecionados,
ignorando se eles foram ou não modificados,
sendo, portanto, o que mais consome tempo e
espaço de armazenamento.
2. Gabarito: C
Comentário: O Backup Incremental copia apenas
os dados alterados desde o último backup
realizado. No exemplo, o backup de terça copia
apenas o que mudou na terça (desde o backup de
segunda), e o de segunda copiou apenas o que
mudou na segunda (desde o completo).
3. Gabarito: B
Comentário: O Backup Diferencial copia todos os
dados alterados desde o último backup completo.
No exemplo, o backup de quarta-feira copiou tudo
o que mudou desde o completo (domingo),
incluindo as alterações de segunda, terça e quarta.
154
NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO E SITUAÇÕES
GERENCIAIS
1 . FUNDAMENTOS DE ADMINISTRAÇÃO
1.1 ORGANIZAÇÕES COMO SISTEMAS ABERTOS
Conteúdo Teórico
Conceito de Sistema Aberto
A Teoria Geral dos Sistemas, aplicada à
administração, enxerga as organizações (como
empresas ou órgãos públicos) não como entidades
isoladas, mas como sistemas abertos.
Um sistema aberto é aquele que interage
dinamicamente com seu ambiente externo,
influenciando-o e sendo constantemente
influenciado por ele. Para sobreviver, a organização
precisa se adaptar às mudanças do ambiente
(novas leis, concorrentes, crises econômicas,
novas tecnologias).
Componentes do Sistema Aberto
O funcionamento de uma organização como
sistema aberto baseia-se em um fluxo contínuo de
quatro elementos:
1. Entradas (Inputs):
o É tudo o que a organização
"importa" ou recebe do ambiente
externo para poder funcionar.
o Exemplos: Matérias-primas,
recursos financeiros (capital),
informações, equipamentos e
pessoas (recursos humanos).
2. Processamento (Transformação):
o É a operação interna da
organização, onde as entradas são
processadas e transformadas em
algo de maior valor.
o Exemplos: A linha de montagem de
uma fábrica, o atendimento em
uma agência, o desenvolvimento de
um software.
3. Saídas (Outputs):
o É o resultado do processo de
transformação, que é "exportado"
de volta para o ambiente externo.
o Exemplos: Produtos acabados,
serviços prestados, lucros, salários
pagos, ou até mesmo poluição.
4. Retroalimentação (Feedback):
o É o retorno de informação vindo do
ambiente sobre as saídas da
organização.
o Exemplo: Uma pesquisa de
satisfação do cliente, o volume de
vendas, reclamações, ou o sucesso
de um serviço público. O feedback
permite à organização corrigir suas
entradas e processos para se
adaptar melhor.
Características das Organizações como
Sistemas Abertos
Característica Definição
Interdependência As partes internas da organização (departamentos) dependem umas das outras, e
a organização como um todo depende do ambiente externo.
Homeostase (ou
Estado Firme)
É a tendência do sistema de manter um equilíbrio dinâmico. A organização busca
manter sua rotina e estabilidade interna, mesmo sofrendo com as mudanças do
ambiente.
155
Entropia Negativa
(Negentropia)
A entropia é a tendência natural de um sistema fechado se desgastar e morrer. O
sistema aberto combate isso importando mais energia/recursosdo ambiente do
que consome, em um processo chamado "entropia negativa" (negociação),
garantindo sua sobrevivência e crescimento.
Equifinalidade Um sistema aberto pode alcançar o mesmo estado final (mesmo objetivo) partindo
de diferentes condições iniciais e usando caminhos diferentes.
Dicas de Estudo
• Aberto vs. Fechado: Um sistema fechado
(como um relógio) não interage com o
ambiente. Um sistema aberto (como uma
empresa ou o corpo humano) morre se não
interagir com o ambiente.
• Feedback é Correção: Pense no feedback
como o termostato de um ar-condicionado.
Ele lê a "saída" (a temperatura do ambiente)
e manda uma informação de volta para a
"entrada" (o motor), dizendo se precisa ligar
ou desligar para manter o equilíbrio.
• Entropia Negativa é Sobrevivência: É o
processo de "se alimentar" do ambiente
para não morrer. A organização "come"
recursos (inputs) para ter energia suficiente
para produzir (outputs) e continuar
existindo.
Questões
1. Na Teoria de Sistemas, os recursos
humanos, matérias-primas e informações
que uma organização obtém do ambiente
externo são classificados como:
a) Saídas (Outputs)
b) Entradas (Inputs)
c) Processamento
d) Feedback
2. Uma organização que monitora a satisfação
dos clientes (uma saída) para ajustar a
qualidade de seus produtos (entradas e
processos) está utilizando qual
componente do sistema aberto?
a) Entropia Negativa
b) Homeostase
c) Equifinalidade
d) Retroalimentação (Feedback)
3. A capacidade que uma organização, como
sistema aberto, possui de importar mais
energia e recursos do ambiente do que ela
consome internamente, evitando o
desgaste e a desorganização, é chamada
de:
a) Entropia Negativa
b) Entropia Positiva
c) Processamento
d) Homeostase
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B
Comentário: Entradas (Inputs) são todos os
recursos (pessoas, materiais, capital, informação)
que a organização "importa" do ambiente externo
para iniciar seu processo de transformação.
2. Gabarito: D
Comentário: Retroalimentação (Feedback) é o
mecanismo pelo qual uma parte da saída (a
156
satisfação do cliente) retorna à entrada
(informação) para que o sistema possa se
autocorrigir e ajustar seu funcionamento.
3. Gabarito: A
Comentário: A entropia é a tendência natural ao
desgaste. A Entropia Negativa (ou negentropia) é o
processo ativo do sistema aberto de "se alimentar"
de mais energia do que gasta, permitindo que ele
se organize, cresça e sobreviva, combatendo a
desintegração.
2 . FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS
As funções administrativas, definidas
originalmente por Henri Fayol, são a base do
processo administrativo e descrevem o ciclo de
atividades que um gestor deve executar para
alcançar os objetivos de uma organização. Este
processo é conhecido pelo acrônimo PODC.
2.1 PLANEJAMENTO
Conteúdo Teórico
O Planejamento é a função administrativa
fundamental que define o futuro da organização. É
o processo de estabelecer os objetivos a serem
alcançados e definir os caminhos, estratégias e
ações necessárias para alcançá-los.
Planejar é decidir antecipadamente o que fazer,
como fazer, quando fazer e quem deve fazer. Sem
planejamento, as outras funções (organização,
direção e controle) perdem o sentido.
Níveis de Planejamento
O planejamento se desdobra em três níveis
hierárquicos, que diferem em prazo, escopo e nível
de detalhe:
Nível Foco Prazo Abrangência Detalhe
Estratégico A organização como um
todo. Define a missão, a
visão e os objetivos gerais.
Longo Prazo
(ex: 3 a 10
anos)
Amplo e genérico.
Focado no ambiente
externo.
Baixo nível de
detalhe.
Tático Departamentos ou
Unidades. Traduz a estratégia
em planos de ação para cada
área.
Médio Prazo
(ex: 1 a 3
anos)
Aborda cada
departamento (ex: Plano
de Marketing, Plano
Financeiro).
Nível de detalhe
intermediário.
Operacional Tarefas e rotinas diárias.
Foca na execução das
atividades cotidianas.
Curto Prazo
(ex: diário,
mensal, 6
meses)
Específico e focado nas
tarefas.
Alto nível de
detalhe
(procedimentos,
cronogramas).
2.2 ORGANIZAÇÃO
Conteúdo Teórico
Organização (ou Organizar) é a segunda função
administrativa. Após definir os objetivos no
planejamento, a função de organização trata de
estruturar os recursos da empresa para que os
planos possam ser executados.
Organizar é, essencialmente, o processo de:
• Alocar Recursos: Distribuir os recursos
(humanos, financeiros, materiais)
necessários.
157
• Definir Tarefas: Agrupar as atividades
lógicas em departamentos ou áreas.
• Atribuir Autoridade: Definir quem
responde a quem, estabelecendo a
hierarquia.
O resultado dessa função é a Estrutura
Organizacional, que é frequentemente
representada por um gráfico chamado
organograma.
2.3 DIREÇÃO
Conteúdo Teórico
Direção é a função administrativa focada no "como
fazer", lidando diretamente com o componente
humano da organização. É a função responsável
por guiar, motivar e liderar as pessoas para que
executem suas tarefas e contribuam
voluntariamente para os objetivos planejados.
A direção envolve três atividades principais:
• Liderança: A capacidade de influenciar e
inspirar os outros a trabalharem com
entusiasmo em direção aos objetivos.
• Motivação: Criar um ambiente que
estimule os colaboradores, entendendo
suas necessidades e oferecendo
recompensas (financeiras ou não).
• Comunicação: Garantir que as instruções,
objetivos e feedbacks sejam transmitidos
de forma clara entre todos os níveis da
organização.
2.4 CONTROLE
Conteúdo Teórico
O Controle é a quarta e última função
administrativa, que fecha o ciclo do processo. O
controle monitora e avalia as atividades e
resultados para assegurar que o desempenho real
esteja de acordo com o que foi planejado.
O processo de controle é composto por quatro
etapas básicas:
1. Estabelecimento de Padrões: Definir
quais são os resultados esperados (metas,
indicadores de desempenho), com base no
que foi definido no Planejamento.
2. Monitoramento do Desempenho: Medir o
que está sendo realmente executado.
3. Comparação: Comparar o desempenho
real (medido) com o padrão (esperado) para
identificar desvios.
4. Ação Corretiva: Caso existam desvios
significativos, tomar medidas para corrigir o
rumo e garantir que os objetivos sejam
atingidos.
Atenção:
O Controle está intimamente ligado ao
Planejamento. Não é possível controlar algo que
não foi planejado.
Questões
1. A função administrativa que envolve definir
os objetivos da organização e os meios para
alcançá-los, geralmente desdobrando-se
nos níveis estratégico, tático e operacional,
é chamada de:
a) Organização
b) Controle
c) Direção
d) Planejamento
2. Um gerente que está definindo a hierarquia
da sua equipe, distribuindo tarefas para
cada membro e alocando os recursos
necessários (computadores, mesas) está
exercendo qual função administrativa?
a) Planejamento
b) Organização
158
c) Direção
d) Controle
3. A função administrativa que monitora o
desempenho atual, compara-o com os
padrões estabelecidos no planejamento e
aplica ações corretivas se necessário, é
definida como:
a) Controle
b) Liderança
c) Organização
d) Planejamento
Gabarito Comentado
1. Gabarito: D
Comentário: O Planejamento é, por definição, o
processo de estabelecer objetivos (onde se quer
chegar) e definir as estratégias e ações (o caminho)
para alcançá-los.
2. Gabarito: B
Comentário: A Organização é a função de "arrumar
a casa" para executar o plano. Isso envolve
distribuir tarefas, agrupar atividades em
departamentos, definir a hierarquia ("quem manda
em quem") e alocar os recursos necessários.
3. Gabarito: A
Comentário: O Controle é a função de verificação e
avaliação. Ele compara o que foi planejado com o
que foi executado, com o objetivo de identificar
desvios e corrigi-los.
3 . LIDERANÇA, COMUNICAÇÃOE MOTIVAÇÃO
Estes três elementos são as habilidades
interpessoais fundamentais da função
administrativa de Direção. Enquanto a organização
e o planejamento lidam com processos e recursos,
a direção lida com pessoas.
1. Liderança
Conceito
Liderança é a capacidade de influenciar, inspirar e
guiar um grupo de pessoas em direção a um
objetivo comum. É importante diferenciar
Liderança de Chefia:
• Chefe (Gerente): É uma posição formal de
autoridade. O chefe manda, baseado no
poder do seu cargo.
• Líder: É uma habilidade interpessoal. O
líder inspira e motiva as pessoas a segui-lo
voluntariamente, baseado em sua
influência e confiança.
Um gerente ideal deve ser também um bom líder.
Estilos de Liderança
A forma como um líder toma decisões e se
relaciona com a equipe define seu estilo.
Estilo de
Liderança
Tomada de
Decisão
Foco
Autocrática Centralizada no
líder. O líder toma
todas as decisões
sozinho e apenas
comunica as
ordens.
Nas tarefas
e
resultados.
Democrática Participativa. O
líder apresenta o
problema, ouve
as sugestões da
equipe e toma a
decisão com
base nesse
consenso.
Nas
pessoas e
nas tarefas.
159
Liberal
(Laissez-
Faire)
A equipe tem
total liberdade
para tomar
decisões. O líder
atua apenas
como um
facilitador,
fornecendo
recursos quando
solicitado.
Nas
pessoas (na
liberdade
da equipe).
2. Comunicação
Conceito
A comunicação é o processo de transmitir uma
informação (mensagem) de um emissor para um
receptor, através de um canal, e receber uma
confirmação de que a mensagem foi entendida
(feedback).
Em uma organização, a comunicação eficaz é vital
para garantir que os objetivos sejam
compreendidos e as tarefas sejam executadas
corretamente.
Elementos do Processo de Comunicação
1. Emissor (Fonte): Quem origina e codifica a
mensagem.
2. Mensagem: A informação ou dado que está
sendo transmitido.
3. Canal: O meio físico usado para enviar a
mensagem (ex: e-mail, telefone, conversa
presencial, ofício).
4. Receptor (Destinatário): Quem recebe e
decodifica a mensagem.
5. Feedback (Retroalimentação): A resposta
do receptor, que confirma ao emissor que a
mensagem foi recebida e compreendida. O
feedback completa o ciclo.
6. Ruído: Qualquer interferência que distorce
ou impede a mensagem (ex: barulho no
ambiente, falha na internet, ambiguidade
nas palavras).
3. Motivação
Conceito
Motivação é a força interna (psicológica) que
impulsiona um indivíduo a agir de determinada
maneira para alcançar um objetivo. É o "motivo
para a ação".
Para um gestor, entender a motivação é essencial
para criar um ambiente onde os funcionários
queiram dar o seu melhor desempenho. Duas
teorias são fundamentais para entender a
motivação:
Hierarquia das Necessidades (Maslow)
Abraham Maslow propôs que as necessidades
humanas são organizadas em uma pirâmide. O
indivíduo só é motivado pelas necessidades do
nível superior após satisfazer as do nível inferior.
• 5. Autorrealização: (Topo) Crescimento
pessoal, atingir seu potencial máximo.
• 4. Estima: Reconhecimento, status,
respeito, confiança.
• 3. Sociais: Amizade, pertencimento a um
grupo, afeto.
• 2. Segurança: Estabilidade no emprego,
segurança física, saúde, recursos
financeiros.
• 1. Fisiológicas: (Base) Comida, água,
abrigo, sono.
Teoria dos Dois Fatores (Herzberg)
Frederick Herzberg dividiu os fatores que afetam as
pessoas no trabalho em dois grupos:
160
Fatores Definição Efeito
Higiênicos Fatores
externos ao
trabalho.
Incluem salário,
segurança no
emprego,
ambiente físico,
regras da
empresa.
Se forem
ruins, eles
causam
INSATISFAÇÃ
O. Mas se
forem bons,
eles NÃO
geram
satisfação,
apenas
neutralidade
(evitam a
insatisfação).
Motivaciona
is
Fatores internos
ao trabalho.
Incluem
reconheciment
o,
responsabilidad
e, crescimento
na carreira, o
trabalho em si.
Estes são os
únicos fatores
que, se
presentes,
geram
SATISFAÇÃO
e motivam o
indivíduo.
Atenção:
Para Herzberg, um bom salário (fator higiênico) não
motiva ninguém a trabalhar mais; ele apenas
impede que a pessoa fique insatisfeita. O que
motiva é o reconhecimento (fator motivacional).
Dicas de Estudo
• PODC e Direção: Liderança, Comunicação
e Motivação são as ferramentas da função
de Direção.
• Liderança vs. Chefia: Chefia é o cargo;
Liderança é a habilidade de influenciar.
• Maslow vs. Herzberg: Maslow fala de
necessidades gerais (uma pirâmide).
Herzberg foca no trabalho (salário não
motiva, apenas evita insatisfação).
Questões
1. O estilo de liderança em que o líder
centraliza todas as decisões e apenas
comunica as ordens para a equipe, focando
exclusivamente na execução das tarefas, é
chamado de:
a) Democrático
b) Liberal (Laissez-Faire)
c) Autocrático
d) Motivacional
2. Na Teoria dos Dois Fatores de Herzberg, o
salário, as condições de trabalho e a
segurança no emprego são classificados
como quais tipos de fatores?
a) Fatores Motivacionais
b) Fatores de Autorrealização
c) Fatores Sociais
d) Fatores Higiênicos
3. Na teoria da Hierarquia das Necessidades
de Maslow, qual é a necessidade que está
na base da pirâmide, sendo a primeira que
deve ser satisfeita?
a) Necessidades Fisiológicas (comida, água,
abrigo)
b) Necessidades de Segurança (estabilidade no
emprego)
c) Necessidades Sociais (amizade, grupo)
d) Necessidades de Estima (reconhecimento)
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C
Comentário: A liderança Autocrática (ou
autoritária) é definida pela centralização total do
poder de decisão no líder. A equipe não participa
das decisões, apenas executa as ordens.
161
2. Gabarito: D
Comentário: Herzberg classifica esses elementos
como Fatores Higiênicos. Eles são extrínsecos
(externos) ao trabalho em si. Se forem ruins,
causam insatisfação, mas se forem bons, apenas
evitam a insatisfação, não gerando motivação real.
3. Gabarito: A
Comentário: Na pirâmide de Maslow, a base é
composta pelas Necessidades Fisiológicas
(comida, água, sono, abrigo). São as necessidades
de sobrevivência mais básicas e devem ser
atendidas antes que o indivíduo possa se
preocupar com segurança, amizades ou
reconhecimento.
5 . GESTÃO DE PESSOAS E ORGANIZAÇÕES
5.1 NOÇÕES BÁSICAS DE GERÊNCIA
Conceito
Gerência, ou gestão, é o processo de aplicar as
funções administrativas (Planejamento,
Organização, Direção e Controle) para alcançar os
objetivos de uma organização de forma eficaz
(atingir os objetivos) e eficiente (usando o mínimo
de recursos).
O gerente é o profissional responsável por
coordenar e supervisionar o trabalho de outras
pessoas para que as metas sejam cumpridas.
Funções Básicas da Gerência (PODC)
As noções de gerência estão baseadas nas quatro
funções clássicas da administração:
• Planejamento: Definir objetivos e
estratégias; decidir o que será feito.
• Organização: Alocar recursos, distribuir
tarefas e definir a estrutura de autoridade.
• Direção (Liderança): Conduzir, liderar,
motivar e comunicar-se com a equipe para
executar o plano.
• Controle: Monitorar o desempenho,
comparar com o que foi planejado e corrigir
desvios.
5.2 TRABALHO EM EQUIPE
Conceito
Trabalho em Equipe é um processo onde um grupo
de colaboradores, com habilidades
complementares, trabalha em conjunto de forma
colaborativa e interdependente para alcançar um
objetivo comum.
Diferença entre Grupo e Equipe
No estudo da administração, "grupo" e "equipe"
não são sinônimos.
Característica Grupo de
Trabalho
Equipe de
Trabalho
Objetivo Compartil
har
informaçõ
es.
Desempenho
coletivo (Sinergia).
Responsabilid
ade
Individual.
(Cada um
faz o seu).
Individual e
Mútua/Compartil
hada.
Sinergia Neutra (ou
negativa).
A soma
das
partes.
Positiva. O
resultado da
equipe é maior
que a soma das
contribuições
individuais.
Habilidades Aleatóriasou
variadas.
Complementares.
162
Pilares do Trabalho em Equipe
• Comunicação: A troca clara e objetiva de
informações é essencial para evitar ruídos e
alinhar expectativas.
• Confiança: A base para que os membros
possam depender uns dos outros e se
expor sem medo de julgamentos.
• Comprometimento: Engajamento de todos
os membros com os objetivos coletivos.
• Responsabilidade Compartilhada: O
sucesso ou fracasso pertence a todos os
membros, não a um indivíduo isolado.
5.3 FUNCIONAMENTO DE GRUPOS
Conceito
Um grupo é definido como dois ou mais indivíduos
que interagem e são interdependentes, unidos para
alcançar objetivos específicos. Em uma
organização, existem dois tipos principais:
• Grupos Formais: Criados pela estrutura da
organização (organograma) para executar
tarefas específicas (ex: um departamento,
uma comissão de projeto).
• Grupos Informais: Surgem
espontaneamente da interação social e do
convívio entre os funcionários (ex: o "grupo
do almoço"), baseados em amizade e
interesses comuns.
Estágios de Desenvolvimento de um Grupo
(Modelo de Tuckman)
Para que um grupo se torne uma equipe de alto
desempenho, ele geralmente passa por um
processo de desenvolvimento de cinco estágios:
Estágio Foco Principal Características
1. Formação
(Forming)
Orientação e
conhecimento.
Os membros estão se conhecendo. Há incerteza sobre o
propósito, a estrutura e a liderança. "Fase de testes".
2. Tempestade
(Storming)
Conflito. É a fase mais difícil. Surgem conflitos sobre quem controlará o
grupo, quais as regras e como as tarefas serão feitas.
Personalidades individuais entram em choque.
3. Normalização
(Norming)
Coesão e definição
de regras.
O grupo supera os conflitos. Emerge um senso de identidade e
união. Os membros estabelecem normas de convivência e
papéis claros.
4. Desempenho
(Performing)
Execução da tarefa. A estrutura está funcional e aceita. A energia do grupo muda do
conflito para a realização da tarefa. O grupo é produtivo.
5. Dissolução
(Adjourning)
Encerramento das
atividades.
Apenas para grupos temporários (como projetos ou comissões).
O foco é finalizar as tarefas e desvincular o grupo.
Dicas de Estudo
• Gerência = PODC: As noções básicas de
gerência resumem-se às quatro funções:
Planejar, Organizar, Dirigir e Controlar.
• Grupo vs. Equipe: A palavra-chave para
"Equipe" é Sinergia (o todo é maior que a
soma das partes) e Responsabilidade
Compartilhada.
163
• Estágios do Grupo: Lembre-se da
sequência Formação Tempestade
→Normalização →Desempenho. É
necessário passar pela "Tempestade"
(conflito) para chegar à "Normalização"
(coesão).
Questões
1. Qual das funções administrativas básicas
da gerência é responsável por definir
objetivos, analisar cenários futuros e
estabelecer as estratégias e ações para
alcançar os resultados desejados?
a) Direção
b) Controle
c) Organização
d) Planejamento
2. Assinale a alternativa que descreve
corretamente a diferença fundamental
entre um grupo de trabalho e uma equipe.
a) Grupos têm responsabilidade mútua, enquanto
equipes têm responsabilidade individual.
b) Grupos geram sinergia positiva, enquanto o
desempenho das equipes é apenas a soma das
partes.
c) Equipes possuem responsabilidade individual e
compartilhada, e seu desempenho gera sinergia
positiva.
d) Equipes são formadas aleatoriamente, enquanto
grupos exigem habilidades complementares.
3. Segundo o modelo de Tuckman, qual é o
estágio de desenvolvimento de grupo
caracterizado por conflitos interpessoais,
competição por papéis e questionamento
da autoridade, sendo a fase mais difícil de
atravessar?
a) Formação
b) Tempestade (Storming)
c) Normalização
d) Desempenho
Gabarito Comentado
1. Gabarito: D
Comentário: Planejamento é a função
administrativa que define "onde a organização está,
onde ela pretende chegar e quais as ações
necessárias para se alcançar os objetivos".
2. Gabarito: C
Comentário: A principal característica que
diferencia uma equipe de um simples grupo é a
presença de sinergia positiva (o resultado coletivo é
maior que a soma dos esforços individuais) e a
responsabilidade compartilhada (mútua) pelos
resultados, e não apenas individual.
3. Gabarito: B
Comentário: O estágio da Tempestade (Storming) é
definido como o "período marcado pelo conflito e
pela competição", onde as personalidades
individuais aparecem e há disputas sobre a
liderança e os métodos de trabalho.
6. AUTORIDADE E DELEGAÇÃO
1. Conceito de Autoridade
Autoridade é o direito formal e legítimo que um
gerente possui para tomar decisões, dar ordens,
alocar recursos e exigir obediência de seus
subordinados diretos.
É um poder que é concedido pela organização e
está diretamente ligado à posição (cargo) que a
pessoa ocupa na hierarquia.
Tipos de Autoridade
164
Em uma estrutura organizacional, a autoridade
pode ser classificada em duas formas principais:
Tipo Definição Exemplo
Autoridade
de Linha
É a autoridade
direta de
comando.
Baseia-se na
relação chefe-
subordinado. É o
poder de dar
ordens diretas
sobre a
execução das
tarefas
principais da
organização.
O Gerente de
uma agência
do IBGE dando
uma ordem
direta a um
Agente de
Coleta (seu
subordinado).
Autoridade
de Staff
(Assessoria
)
É a autoridade
de especialista,
focada em
aconselhamento
, consultoria e
recomendação.
O "staff" não dá
ordens à "linha",
apenas a
assessora com
conhecimento
técnico.
Um advogado
do
departamento
jurídico
recomendand
o a um gerente
de agência a
forma correta
de aplicar uma
norma legal.
2. Conceito de Delegação
Delegação é o processo administrativo de
transferir autoridade e responsabilidade para a
execução de tarefas específicas a um subordinado.
O gerente que delega concede a um membro da
equipe o poder (autoridade) para agir em seu
nome, liberando tempo para que o próprio gerente
possa focar em atividades mais estratégicas (como
o planejamento de longo prazo).
O Processo de Delegação
A delegação eficaz envolve três etapas:
1. Atribuição da Tarefa: O gerente define o
que precisa ser feito.
2. Concessão de Autoridade: O gerente
concede ao subordinado o poder
necessário para realizar a tarefa (ex:
autoridade para solicitar recursos, tomar
certas decisões).
3. Criação de Responsabilidade: O
subordinado aceita a obrigação de executar
a tarefa da melhor forma possível.
Atenção: O Princípio da Responsabilidade Final
Este é o ponto mais importante da delegação:
• Um gerente pode delegar a autoridade (o
poder de fazer) e a tarefa (o que fazer).
• No entanto, o gerente nunca pode delegar
sua responsabilidade final (em inglês,
accountability).
Se o subordinado falhar na tarefa delegada, o
gerente que delegou continua sendo o responsável
final pelo fracasso perante a organização.
Dicas de Estudo
• Autoridade vs. Poder: Autoridade é o
direito de mandar (vem do cargo). Poder é a
capacidade de influenciar (pode vir do
carisma, do conhecimento, etc.).
• Delegação Eficaz: Delegar não é "delargar".
O gerente deve delegar a tarefa e a
autoridade, mas manter o controle
(acompanhamento) para garantir que o
resultado seja alcançado.
• Responsabilidade Final: O gerente delega
a tarefa, mas a responsabilidade pelo
resultado final continua sendo dele.
Questões
165
1. Em teoria da administração, o direito formal
e legítimo de um gerente tomar decisões,
dar ordens e exigir que elas sejam
cumpridas, derivado de sua posição na
hierarquia, é chamado de:
a) Liderança
b) Autoridade
c) Responsabilidade
d) Motivação
2. Um gerente de departamento transfere para
seu supervisor a tarefa de organizar a
escala de férias da equipe, dando a ele o
poder de aprovar ou negar os pedidos. Este
processo é um exemplo de:
a) Delegação
b) Controle
c) Planejamento Operacional
d) Organograma3. Um gerente delegou uma tarefa importante
para um subordinado. O subordinado
executou a tarefa de maneira incorreta,
causando um prejuízo para a organização.
Neste caso, quem é o responsável final
pelo erro perante a alta direção?
a) O subordinado, pois ele aceitou a tarefa e a
responsabilidade.
b) O gerente, pois a responsabilidade final não
pode ser delegada.
c) Ninguém, pois foi um erro de processo.
d) A equipe inteira, pois o trabalho é coletivo.
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B
Comentário: Autoridade é a definição exata do
poder formal e legítimo que emana do cargo
ocupado na estrutura organizacional. Liderança é a
capacidade de influenciar, que pode existir com ou
sem autoridade formal.
2. Gabarito: A
Comentário: O ato de transferir uma tarefa (escala
de férias) e o poder correspondente (aprovar/negar)
de um gerente para um subordinado é o processo
de Delegação.
3. Gabarito: B
Comentário: Este é o princípio central da
delegação. Um gerente pode delegar a autoridade
para executar uma tarefa, mas ele nunca se livra da
responsabilidade final pelo resultado. Perante a
organização (seus superiores), o gerente que
delegou é quem responde pelo erro.
7. AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
Conteúdo Teórico
Conceito
A Avaliação de Desempenho é uma
ferramenta sistemática da Gestão de Pessoas
usada para mensurar, analisar e avaliar o
desempenho de um colaborador (ou de uma
equipe) em relação às suas funções e aos
objetivos da organização, durante um período
específico.
Não se trata apenas de "julgar" o passado, mas
de ser um processo estruturado para fornecer
feedback e promover o desenvolvimento
futuro.
Objetivos da Avaliação de Desempenho
As organizações realizam avaliações de
desempenho com múltiplos propósitos:
166
• Identificar Pontos Fortes e de
Melhoria: Mapear as competências e
as lacunas (gaps) de cada colaborador.
• Fornecer Feedback: Criar um canal de
comunicação formal entre gestor e
colaborador sobre o que se espera e o
que está sendo entregue.
• Base para Decisões Administrativas:
Fornecer dados objetivos para
promoções, aumentos salariais,
treinamentos ou desligamentos.
• Alinhamento Estratégico: Garantir que
o desempenho individual esteja
alinhado às metas do departamento e
aos objetivos estratégicos da
organização.
• Desenvolvimento e Treinamento:
Identificar necessidades de
capacitação para melhorar o
desempenho futuro.
Métodos Comuns de Avaliação de
Desempenho
Existem diversos métodos para aplicar uma
avaliação. Os mais comuns são:
Método Quem Avalia →
Quem é Avaliado
Foco
Autoavaliação Eu →Eu mesmo O colaborador reflete sobre seu próprio desempenho,
pontos fortes e dificuldades.
Avaliação 90º
(Direta)
Chefe
→Subordinado
É o método mais tradicional. O gestor direto avalia sua
equipe.
Avaliação 180º Chefe
→Subordinado e
Subordinado
→Chefe
É uma via de mão dupla. O gestor avalia o colaborador,
e o colaborador avalia o gestor.
Avaliação 360º Todos →Todos É o método mais completo. O colaborador é avaliado
por seus Chefes, Pares (colegas), Subordinados e, às
vezes, até Clientes (internos ou externos).
Avaliação por
Objetivos (APO)
Foco em Metas A avaliação não se baseia em comportamentos, mas
sim no atingimento (ou não) de metas e resultados que
foram negociados previamente.
Erros Comuns (Vieses) na Avaliação
A avaliação de desempenho é um processo
sujeito a erros de percepção (vieses) por parte
do avaliador. Conhecê-los é o primeiro passo
para evitá-los:
• Efeito Halo (Halo Effect): O avaliador
permite que uma característica
positiva do colaborador (ex: "ele é
muito pontual") influencie
positivamente a avaliação de todos os
outros quesitos (ex: "se ele é pontual,
167
também deve ser organizado e
produtivo").
• Efeito Horn (Oposto do Halo): O
avaliador permite que uma
característica negativa (ex: "ele se
comunica mal") influencie
negativamente a avaliação de todos os
outros quesitos.
• Tendência Central: O avaliador, com
medo de se comprometer ou causar
conflito, avalia todos os colaboradores
como "médios" ou "na média", evitando
dar notas muito altas ou muito baixas.
• Efeito de Recenticidade (Viés de
Recência): O avaliador foca apenas nos
eventos mais recentes (o último mês de
trabalho) e esquece o desempenho do
colaborador ao longo de todo o período
avaliado (os últimos seis meses).
• Viés de Afinidade (Similaridade): O
avaliador tende a dar notas melhores
para colaboradores que são parecidos
com ele (têm os mesmos gostos,
torcem para o mesmo time, etc.).
Dicas de Estudo
• Não é só Burocracia: A avaliação de
desempenho não deve ser vista só
como o preenchimento de um
formulário, mas como a principal
ferramenta de feedback e
desenvolvimento da gestão de
pessoas.
• 360º é Completo: Lembre-se que o
método 360º é o que coleta percepções
de todas as direções (cima, baixo,
lados e, às vezes, de fora).
• Halo vs. Horn: Lembre-se da imagem:
Halo (auréola de anjo) = uma coisa boa
"ilumina" todo o resto. Horn (chifres) =
uma coisa ruim "contamina" todo o
resto.
Questões
1. Qual é o principal objetivo da avaliação
de desempenho em uma organização?
a) Aplicar punições aos funcionários com baixo
desempenho.
b) Justificar o desligamento de colaboradores.
c) Medir e analisar o desempenho dos
colaboradores para fornecer feedback e
promover o desenvolvimento.
d) Substituir a função de Direção do gerente.
2. Um gerente, ao avaliar um funcionário,
deu notas altas em todos os quesitos
(produtividade, trabalho em equipe,
qualidade) apenas porque o funcionário
é extremamente pontual. Esse erro de
avaliação é conhecido como:
a) Efeito de Recenticidade
b) Tendência Central
c) Efeito Halo
d) Efeito Horn
3. Qual método de avaliação de
desempenho é considerado o mais
completo, pois coleta feedback sobre o
colaborador de seus superiores,
colegas de mesmo nível (pares) e
subordinados?
a) Autoavaliação
b) Avaliação por Objetivos
168
c) Avaliação 180º
d) Avaliação 360º
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C
Comentário: Embora os resultados de uma
avaliação possam levar a decisões como
promoções ou desligamentos, seu objetivo
principal é diagnóstico: medir o desempenho
atual para identificar pontos fortes, pontos de
melhoria e fornecer feedback que oriente o
desenvolvimento futuro do colaborador.
2. Gabarito: C
Comentário: O Efeito Halo (auréola) ocorre
quando o avaliador permite que uma única
característica positiva (neste caso, a
pontualidade) contamine e influencie
positivamente a avaliação de todas as outras
características, mesmo que elas não tenham
relação.
3. Gabarito: D
Comentário: A Avaliação 360º recebe este
nome por coletar feedback de "todos os
ângulos" ao redor do avaliado: gestores (cima),
colegas (lados) e subordinados (baixo).
8. QUALIDADE NO SERVIÇO PÚBLICO
Conceito
A Qualidade no Serviço Público é uma
abordagem de gestão focada na satisfação
das necessidades e expectativas do
cidadão-usuário.
Diferente do setor privado, onde a qualidade
visa o lucro, no setor público a qualidade está
ligada ao cumprimento de princípios
constitucionais, como a Eficiência, a
Moralidade e a Transparência, tendo como
fim último o bem comum.
Trata-se de uma mudança de foco: da
burocracia interna (foco nos processos) para o
resultado entregue ao cidadão (foco no
usuário).
Os Pilares da Qualidade em Serviços
Para medir a qualidade de um serviço (seja
público ou privado), a administração utiliza
cinco dimensões principais:
169
Dimensão Definição Exemplo no Serviço Público (ex: IBGE)
1.
Confiabilidade
A habilidade de prestar o serviço
prometido de forma fiel, correta e no
prazo estabelecido.
Divulgar os dados estatísticos nas datas
prometidas e garantir que os números
sejam corretos.
2.
ResponsividadeA disposição e a agilidade para
ajudar os usuários e fornecer
respostas rápidas às suas
solicitações.
Um atendimento rápido e prestativo ao
cidadão que busca uma informação ou
certidão.
3. Segurança O conhecimento e a cortesia dos
servidores, e sua capacidade de
inspirar confiança e segurança no
usuário.
O Agente de Coleta (recenseador) se
apresentar uniformizado, com crachá e
tratar o cidadão com respeito,
garantindo o sigilo dos dados.
4. Empatia A capacidade de demonstrar
cuidado e atenção individualizada
ao usuário, colocando-se no lugar
dele.
Atender um cidadão com dificuldade de
locomoção em um local de fácil acesso.
5. Tangibilidade A aparência das instalações físicas,
equipamentos, materiais de
comunicação e a aparência pessoal
dos servidores.
A limpeza da agência, a clareza dos
formulários e a boa apresentação do
site do IBGE.
Ferramentas de Gestão da Qualidade
Para implementar e monitorar a qualidade, os
gestores utilizam diversas ferramentas.
1. Ciclo PDCA (Melhoria Contínua)
O PDCA é a ferramenta mais fundamental para
a melhoria contínua de processos. O ciclo
nunca termina, garantindo que a organização
esteja sempre evoluindo.
170
Etapa Ação
(Verbo)
Descrição
P (Plan) Planejar Identificar o problema ou a meta. Analisar o fenômeno e estabelecer um
plano de ação (o que será feito, quem fará, quando será feito).
D (Do) Executar
(Fazer)
Colocar o plano de ação em prática. Executar as tarefas conforme o
planejamento.
C
(Check)
Verificar
(Checar)
Monitorar e avaliar os resultados do que foi executado, comparando-os
com o que foi planejado.
A (Act) Agir
(Corrigir)
Se o resultado for o esperado, o processo é padronizado. Se houver
desvios, são aplicadas ações corretivas para ajustar o processo, e o
ciclo recomeça.
2. Carta de Serviços ao Usuário
No contexto do serviço público brasileiro, esta
é uma ferramenta essencial de transparência e
qualidade, prevista na Lei nº 13.460/2017
(Código de Defesa do Usuário do Serviço
Público).
• Definição: É um documento oficial que
informa o cidadão sobre quais serviços
o órgão público presta.
• Objetivo: Dar clareza e previsibilidade
ao atendimento, estabelecendo um
padrão de qualidade que pode ser
cobrado pelo cidadão.
A Carta de Serviços deve informar, no
mínimo:
• Os serviços prestados pelo órgão.
• As formas de acesso a esses serviços.
• Os requisitos e documentos exigidos.
• As etapas do processo.
• O prazo máximo para a prestação do
serviço.
• Os padrões de qualidade do
atendimento (ex: tempo de espera na
fila).
Dicas de Estudo
• Foco no Cidadão: A palavra-chave para
"Qualidade no Serviço Público" é
cidadão. O objetivo é mudar a visão do
servidor, que não deve atender apenas
aos ritos internos (burocracia), mas
focar na entrega de valor ao público.
• Qualidade é Processo: A qualidade
não é um evento único, mas um
processo contínuo de melhoria, melhor
representado pelo Ciclo PDCA.
• Transparência: Ferramentas como a
Carta de Serviços são instrumentos de
transparência que permitem ao cidadão
atuar como um fiscal da qualidade.
171
Questões
1. Em Gestão da Qualidade, o pilar que se
refere à capacidade da organização de
prestar o serviço prometido de forma
correta e dentro do prazo estabelecido é
chamado de:
a) Tangibilidade
b) Empatia
c) Responsividade
d) Confiabilidade
2. O ciclo PDCA é uma ferramenta
fundamental para a melhoria contínua.
A etapa de "Verificar" (Check) consiste
em:
a) Definir as metas e os planos de ação.
b) Executar as tarefas que foram planejadas
pela equipe.
c) Monitorar e comparar os resultados obtidos
com as metas planejadas.
d) Aplicar ações corretivas para corrigir os
desvios encontrados.
3. Qual documento, obrigatório no serviço
público brasileiro, informa ao cidadão
quais serviços são prestados por um
órgão, os prazos e os padrões de
qualidade do atendimento?
a) Organograma
b) Fluxograma
c) Carta de Serviços ao Usuário
d) Planejamento Estratégico
Gabarito Comentado
1. Gabarito: D
Comentário: A Confiabilidade é a dimensão da
qualidade que mede se o serviço é entregue
conforme o prometido. É a base da confiança
que o cidadão deposita no órgão público (ex:
se o IBGE promete um dado para terça-feira, a
confiança depende dele entregar na terça-
feira).
2. Gabarito: C
Comentário: A etapa "C" (Check / Verificar) é o
momento de avaliação. Nela, o gestor compara
o que foi planejado (P) com o que foi feito (D)
para identificar se houve sucesso ou desvios
que precisarão ser corrigidos na etapa "A"
(Agir).
3. Gabarito: C
Comentário: A Carta de Serviços ao Usuário
(prevista na Lei nº 13.460/2017) é a ferramenta
oficial de transparência que lista os serviços,
requisitos, prazos e padrões de atendimento
de um órgão público.
172
ORIENTAÇÕES FINAIS DE ESTUDO
Parabéns por chegar até aqui. Finalizar este
conteúdo não significa concluir sua
preparação — significa que você agora possui
a base necessária para evoluir ainda mais.
A seguir, algumas orientações essenciais para
aproveitar ao máximo o que aprendeu:
1. Revisão é obrigatório, não opcional
O cérebro esquece rápido. Por isso, revise
sempre:
• 24 horas depois,
• 7 dias depois,
• 30 dias depois.
Esse ciclo simples evita que você perca tudo o
que estudou.
2. Reforce seus pontos fracos
É natural gostar mais de algumas matérias do
que outras, mas é justamente nas dificuldades
que você mais cresce.
Liste os assuntos que ainda geram dúvida e
retome com calma.
3. Resolva questões todos os dias
Questões treinam exatamente o que cai na
prova.
Para cada tema estudado, faça pelo menos 10
a 20 questões.
Errou? Leia o comentário e entenda o motivo —
isso vale mais do que acertar.
4. Varie os formatos
Intercale leitura, resumos, videoaulas e mapas
mentais.
Mudanças de formato facilitam fixação e
evitam cansaço mental.
5. Estude pouco e sempre
É melhor estudar todo dia um pouco do que
tentar compensar tudo em um único dia
pesado.
A constância é a maior aliada do aprovado.
6. Simulados periódicos
A cada 15 dias, faça um simulado completo:
• cronometrado,
• sem interrupções,
• e corrigido com atenção.
Isso treina tempo, resistência e estratégia.
7. Mantenha o ritmo até o dia da prova
O estudo é um processo cumulativo.
Cada avanço, por menor que pareça, te deixa
mais preparado.
Continue ajustando seu plano, revisando os
conteúdos e praticando questões.
Você está evoluindo. O importante agora é
manter a constância, revisar com
inteligência e treinar com foco.
A aprovação não é sorte — é construção. E
você está no caminho certo.Coordenativas e Subordinativas.
1. Conjunções Coordenativas
As conjunções coordenativas ligam orações
independentes, ou seja, orações que possuem
sentido completo sozinhas. Elas são classificadas
de acordo com o sentido que estabelecem.
Tipo Sentido Principai
s
Conjunç
ões
Exemplo
Aditivas Adição,
soma de
ideias.
e, nem,
não só...
mas
também.
"Ele não
apenas
conversava,
mas
também
atrapalhava
."
Adversati
vas
Oposiçã
o,
contrast
e, quebra
de
expectati
va.
mas,
porém,
contudo,
todavia,
entretant
o.
"Eram
ideias
interessant
es, porém
ninguém
concordou."
Alternativ
as
Alternân
cia,
escolha
ou
exclusão.
ou,
ou...ou,
ora...ora,
seja...sej
a.
"Ou estuda,
ou
trabalha."
Conclusiv
as
Conclus
ão de
uma
ideia
anterior.
logo,
portanto,
por isso,
assim,
pois
"O
candidato
não
cumpriu a
promessa;
ficamos,
portanto,
(deslocad
o).
desapontad
os."
Explicativ
as
Explicaç
ão,
justificati
va ou
motivo.
pois
(antes do
verbo),
porque,
que.
"Ao final,
faça os
exercícios,
pois é uma
forma de
praticar."
2. Conjunções Subordinativas
As conjunções subordinativas ligam orações que
são dependentes, ou seja, uma oração
(subordinada) precisa da outra (principal) para ter
seu sentido completo. Elas também são
classificadas pelo sentido.
Tipo Sentido Principa
is
Conjunç
ões
Exemplo
Causais Causa,
motivo.
porque,
como
(início de
frase),
visto
que, já
que.
"Como
não havia
estudado,
resolvi não
fazer a
prova."
Consecut
ivas
Consequê
ncia.
tão...
que,
tanto...
que, de
modo
que.
"Falaram
tão mal do
filme que
ele nem
entrou em
cartaz."
Concessi
vas
Concessã
o, uma
oposição
que não
impede a
ação.
embora,
ainda
que,
mesmo
que,
conquan
to.
"Ainda que
vivamos um
período de
poucos
concursos,
não
podemos
desanimar."
14
Condicio
nais
Condição,
hipótese.
se, caso,
contanto
que,
desde
que.
"Se
estudarmo
s,
conseguire
mos ser
aprovados.
"
Finais Finalidade,
objetivo.
para
que, a
fim de
que.
"Estudava
sempre
com
afinco, a
fim de ser
aprovado."
Temporai
s
Tempo,
momento.
quando,
enquant
o, assim
que, logo
que.
"Quando o
edital for
publicado,
já estarei
adiantado.
"
3. Conjunções Integrantes (O "que" e o "se")
Existe uma classe especial de conjunções
subordinativas que não adiciona um sentido (como
tempo ou causa), mas apenas "integra" ou
"conecta" a oração principal à subordinada. São
elas: QUE e SE.
Elas introduzem as Orações Subordinadas
Substantivas.
• O Truque para Identificá-las: As
conjunções integrantes "que" e "se" podem
ser substituídas (junto com a oração que
elas introduzem) pela palavra "ISSO".
o Exemplo 1: "Quero que a prova
esteja fácil."
▪ (Quero ISSO.) -> Logo, "que"
é uma Conjunção Integrante
.
o Exemplo 2: "Perguntei se ele estava
em casa."
▪ (Perguntei ISSO.) -> Logo,
"se" é uma Conjunção
Integrante.
Dicas de Estudo
• O Conector é o GPS do Texto: Os
conectores indicam a direção que o
argumento do autor vai tomar. Se ele usa
"mas", prepare-se para uma oposição; se
usa "portanto", prepare-se para uma
conclusão.
• Decore o Sentido, Não a Lista: É mais
importante saber que "embora" indica
concessão (oposição) do que decorar a
lista inteira de conjunções concessivas.
• Use o Truque do "ISSO": Se você puder
trocar "que" ou "se" (e a oração seguinte)
por "ISSO", trata-se de uma conjunção
integrante .
Questões
1. Na frase: "Eram ideias interessantes, ___
ninguém concordou com elas.", a lacuna é
preenchida corretamente pelo conector que
estabelece uma relação de oposição:
a) pois
b) portanto
c) mas
d) ou
2. Assinale a alternativa em que o conector "que"
tem valor de consequência:
a) Falaram tão mal do filme que ele nem entrou em
cartaz.
b) Quero que você seja aprovado.
c) É importante que todos estudem para a prova.
d) O candidato, que não estudou, foi reprovado.
15
3. No período "Estudava sempre com afinco, a fim
de que fosse aprovado", o conector em destaque
expressa uma relação de:
a) Causa
b) Condição
c) Finalidade
d) Tempo
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C Comentário: A primeira oração
("Eram ideias interessantes") cria uma expectativa
positiva. A segunda oração ("ninguém concordou")
quebra essa expectativa. O único conector que
estabelece essa relação de adversidade
(oposição) é o "mas". "Pois" seria explicação, e
"portanto" seria conclusão.
2. Gabarito: A
Comentário: O "que" expressa consequência
quando está ligado a um termo de intensidade na
oração anterior (tão, tanto, tamanho). Nas
alternativas B e C, o "que" é uma conjunção
integrante (Quero ISSO / É importante ISSO). Na
alternativa D, "que" é um pronome relativo.
3. Gabarito: C Comentário: A locução conjuntiva
"a fim de que" (ou "a fim de") indica o objetivo, a
finalidade da ação de estudar. Ele estudava com o
objetivo de ser aprovado.
3.3 Emprego de Tempos e Modos Verbais
Os verbos são a classe de palavras mais complexa
e importante da língua portuguesa. Eles se
flexionam em número (singular/plural), pessoa (1ª,
2ª, 3ª), modo e tempo, exprimindo uma ação, um
estado ou um fenômeno.
Conteúdo Teórico
1. Modos Verbais
O modo verbal indica a atitude do falante em
relação ao fato que está sendo enunciado.
Modo Atitude do
Falante
Exemplo
Indicativo Expressa certeza,
um fato real.
"Eu estudei
muito para ser
aprovado." 1
Subjuntivo Expressa dúvida,
desejo ou
possibilidade.
"Se eu
estudasse,
seria
aprovado." 2
Imperativo Expressa ordem,
conselho, súplica
ou pedido.
"Estuda!
Assim, serás
aprovado." 3
2. Tempos Verbais (Modo Indicativo)
O tempo designa o momento em que a ação verbal
ocorre (passado, presente ou futuro)4. Os principais
tempos do modo indicativo são:
• Presente:
o Uso Padrão: Indica um fato atual ou
uma ação habitual.
▪ Exemplo: "Eu estudo todos
os dias no mesmo horário." 5
o Outros Usos: Pode ser usado para
indicar um passado (presente
histórico) ou um futuro próximo.
▪ Exemplo (Passado): "Vargas
assume o cargo em 1930..."
6
▪ Exemplo (Futuro): "Amanhã,
eu estudo mais!" 7
• Pretérito (Passado):
o Pretérito Perfeito: Indica uma ação
realizada e concluída plenamente
no passado.
▪ Exemplo: "Eu estudei até
ser aprovado." 8
16
o Pretérito Imperfeito: Indica uma
ação não acabada no passado,
algo que era habitual ou duradouro.
▪ Exemplo: "Eu estudava
todos os dias." 9
o Pretérito Mais-que-Perfeito: Indica
uma ação no passado que ocorreu
antes de outra ação também no
passado.
▪ Exemplo: "Quando notei, a
água já transbordara (tinha
transbordado) da banheira."
10
• Futuro:
o Futuro do Presente: Indica um fato
que certamente ocorrerá em um
momento vindouro.
▪ Exemplo: "Eu estudarei
bastante ano que vem." 11
o Futuro do Pretérito: Expressa um
fato que ocorreria no futuro,
dependendo de uma condição
(geralmente não realizada). Indica
incerteza ou hipótese.
▪ Exemplo: "Eu estudaria
muito, se tivesse me
planejado." 12
3. Formas Nominais do Verbo
As formas nominais não indicam modo nem
tempo. Elas podem funcionar como substantivos,
adjetivos ou advérbios13.
Forma
Nominal
Terminação Função / Exemplo
Infinitivo -AR, -ER, -IR É o "nome" do verbo. Pode ser
Impessoal (não flexionado, ex:
"Estudar é preciso") ou
Pessoal (flexionado, ex: "É
para aprendermos que ele
ensina.").
Gerúndio -NDO Indica uma ação em
duração, em processo.
(Ex: "Olhando para seu
povo, o presidente se
compadeceu.")
Particípio -ADO, -IDO
(regulares)
Indica uma ação
concluída. Corresponde
a um adjetivo. (Ex: "A
Índia foi colonizada
pelos ingleses.")
4. Tempos Compostos
São formados por um verbo auxiliar (geralmente
TER ou HAVER) mais um verbo principal no
particípio. Eles servem para expressar nuances de
tempo que os tempos simples não conseguem.
• PretéritoPerfeito Composto (Indicativo):
o Forma: Tenho + Particípio (ex: Tenho
estudado)17.
o Uso: Indica uma ação que começou
no passado e se repete ou continua
até o presente.
o Exemplo: "Tenho estudado muito
para este concurso." (Significa que
comecei a estudar há um tempo e
continuo estudando).
• Pretérito Mais-que-Perfeito Composto
(Indicativo):
o Forma: Tinha / Havia + Particípio
(ex: Tinha estudado)18.
o Uso: É o substituto mais comum do
pretérito mais-que-perfeito simples.
Indica uma ação no passado
anterior a outra ação também no
passado.
o Exemplo: "Quando cheguei, a aula
já tinha acabado."
Dicas de Estudo
17
• Indicativo = Certeza. É o modo do fato, do
real.
• Subjuntivo = Incerteza. É o modo da
hipótese, do desejo. Quase sempre vem
acompanhado de "se", "que", "talvez",
"quando".
• Imperativo = Ordem. É o modo do pedido
ou do comando.
• Perfeito vs. Imperfeito: Pense em
"Perfeito" como "Perfeitamente acabado"
(ação concluída). "Imperfeito" é algo "não
perfeito", "não acabado" (ação duradoura
ou habitual no passado).
Questões
1. Na frase: "Se eu estudasse, seria aprovado", os
modos verbais utilizados são, respectivamente:
a) Indicativo e Indicativo
b) Subjuntivo e Indicativo
c) Indicativo e Subjuntivo
d) Subjuntivo e Subjuntivo
2. Em "Eu estudava todos os dias", o verbo
destacado está no Pretérito Imperfeito do
Indicativo. Qual é a principal ideia que esse tempo
verbal expressa?
a) Uma ação concluída e pontual no passado.
b) Uma ação hipotética, que dependeria de uma
condição.
c) Uma ação habitual ou contínua no passado.
d) Uma ação no passado que ocorreu antes de
outra ação passada.
3. Na oração: "Tenho estudado muito para este
concurso", a locução verbal destacada indica uma
ação que:
a) Ocorreu pontualmente no passado e foi
concluída.
b) Começou no passado e se repete ou continua
até o presente.
c) Certamente ocorrerá no futuro.
d) Ocorreria no passado, mas dependia de uma
condição.
Gabarito Comentado
1. Gabarito: B
Comentário: "Se eu estudasse" indica uma
hipótese, uma possibilidade, portanto, está no
Modo Subjuntivo19. "...seria aprovado" indica uma
ação que ocorreria sob uma condição; é o Futuro
do Pretérito do Modo Indicativo.
2. Gabarito: C
Comentário: O Pretérito Imperfeito é usado para
descrever ações inacabadas, frequentes ou
duradouras no passado. A expressão "todos os
dias" reforça essa ideia de hábito.
3. Gabarito: B
Comentário: Esta é a definição do Pretérito Perfeito
Composto (verbo TER no presente + particípio). Ele
indica uma ação que se iniciou no passado e se
estende ou se repete até o momento da fala.
4.1 Emprego das Classes de Palavra
Introdução
A palavra morfologia refere-se ao estudo das
formas. Em Língua Portuguesa, estudamos as
formas das palavras na morfologia, que organiza as
classes das palavras em dez categorias2. A seguir,
iremos estudar detalhadamente cada uma delas3.
Artigos
18
Os artigos devem concordar em gênero e número
com os substantivos. São, por isso, considerados
determinantes dos substantivos5.
Essa classe está dividida em artigos definidos e
artigos indefinidos6:
• Artigos definidos: o, os; a, as.
• Artigos indefinidos: um, uns; uma, umas.
Os artigos podem ser combinados às preposições
(contrações), como: em + a = na; a + o = ao; de + a =
da.
Importante: Toda palavra determinada por um
artigo torna-se um substantivo. Ex.: o não, o
porquê, o cuidar.
Numerais
Palavra que se relaciona diretamente ao
substantivo, inferindo ideia de quantidade ou
posição. Os numerais podem ser:
• Cardinais: Indicam quantidade em si. (Ex.:
dois potes, zero coisas, ambos os meninos)
.
• Ordinais: Indicam a ordem de sucessão.
(Ex.: foi o segundo colocado, chegou em
último lugar) .
• Multiplicativos: Indicam o aumento
proporcional de uma quantidade. (Ex.: Ele
ganha o triplo) .
• Fracionários: Indicam a diminuição
proporcional de uma quantidade. (Ex.:
Tomou um terço do vinho; ele recebeu
metade do pagamento) .
Um numeral ou um artigo?
A forma "um" pode ser artigo indefinido ou numeral
cardinal17. É preciso observar o contexto18:
1. "Durante a votação, houve um deputado
que se posicionou contra." (Artigo
indefinido) 19
2. "Durante a votação, apenas um deputado
se posicionou contra." (Numeral cardinal,
indica quantidade) 20
Substantivos
Os substantivos classificam os seres em geral21.
Uma característica básica dessa classe é admitir
um determinante (artigo, pronome, etc.)22.
Tipos de substantivos
• Simples: Formados por um único radical
(Ex.: vento, escola)23.
• Composto: Formados por justaposição
(Ex.: couve-flor, aguardente)24.
• Primitivo: Possibilitam a formação de um
novo substantivo (Ex.: pedra, dente)25.
• Derivado: Formados a partir dos primitivos
(Ex.: pedreiro, dentista)26.
• Concreto: Designam seres com
independência, que existem por si (Ex.:
Deus, fada, carro)27.
• Abstrato: Indica estado, sentimento, ação,
qualidade (Ex.: coragem, Liberalismo)28.
• Comum: Designam determinados seres e
lugares (Ex.: homem, cidade)29.
• Próprio: Designam uma determinada
espécie (Ex.: Maria, Fortaleza)30.
• Coletivo: Usados no singular, designam um
conjunto de uma mesma espécie (Ex.:
pinacoteca, manada)31.
Flexão de gênero
Os substantivos uniformes (uma forma para os dois
gêneros) podem ser32:
• Comuns-de-dois-gêneros: A diferença é
marcada pelo artigo (Ex.: o pianista / a
pianista; o gerente / a gerente)33.
19
• Epicenos: Designam animais, e a diferença
é marcada pelo uso do adjetivo "macho" ou
"fêmea" (Ex.: cobra macho / cobra fêmea)34.
• Sobrecomuns: Designam seres de forma
geral e não são distinguidos por artigo ou
adjetivo (Ex.: A criança; O monstro; A
testemunha)35.
Gênero e significação
Alguns substantivos mudam de significado quando
o gênero é alterado36:
Masculino Feminino
O cabeça
(chefe)
A cabeça (membro do corpo)
O moral (ânimo) A moral (costumes sociais)
O rádio
(aparelho)
A rádio (estação de
transmissão)
Flexão de número (Plural dos substantivos
compostos)
As regras de plural para substantivos compostos
são complexas:
• Variam os dois elementos: Quando
formados por Substantivo + Substantivo
(Ex.: mestres-salas) ou Substantivo +
Adjetivo (Ex.: guardas-noturnos)37.
• Varia apenas um elemento: Quando
formados por Substantivo + Preposição +
Substantivo (Ex.: canas-de-açúcar) ou
Verbo + Substantivo (Ex.: guarda-roupas)38.
Adjetivos
Os adjetivos associam-se aos substantivos
garantindo a estes um significado mais preciso39.
Podem indicar qualidade (professor chato), estado
(aluno triste) ou aspecto (estrada esburacada)40.
Locuções adjetivas
São formadas por preposição + substantivo e têm o
mesmo valor de um adjetivo41.
• Voo de águia = Voo aquilino 42
• Poder de aluno = Poder discente 43
• Noite de inverno = Noite hibernal 44
Adjetivo de relação
Possui características específicas4545:
1. Valor objetivo: Não admite subjetividade
(Ex.: "Presidente americano" - não é uma
opinião)46464646.
2. Posição: Sempre posicionado após o
substantivo (Ex.: casa paterna)47.
3. Derivação: Deriva de um substantivo48.
4. Grau: Não admite variação de grau (Não
existe "americaníssimo")49.
Variação de grau
O adjetivo pode variar em dois graus:
• Comparativo: Compara um ser com outro
(Igualdade: tão quanto; Superioridade: mais
do que; Inferioridade: menos do que)50.
• Superlativo: Eleva uma característica ao
último grau.
o Absoluto: Pode ser Analítico (Ex.: O
candidato é muito humilde) ou
Sintético (Ex.: O candidato é
humílimo)51.
o Relativo: Compara um ser com
todos os outros de um grupo
(Superioridade: o mais humilde;
Inferioridade: o menos
preparado)52.
Plural dos adjetivos compostos
• Regra Geral: Apenas o último elemento
varia (Ex.: lençóis verde-claros; cabelos
castanho-escuros)53.
• Exceção: Se um dos elementosfor um
substantivo, todo o adjetivo composto fica
20
invariável (Ex.: camisas amarelo-ouro;
tapetes azul-turquesa)54.
• Casos Invariáveis: "Azul-marinho" e "azul-
celeste" são sempre invariáveis55.
Advérbios
Advérbios são palavras invariáveis que modificam
um verbo, um adjetivo ou um outro advérbio,
indicando uma circunstância56.
Principais Circunstâncias (Funções):
• Dúvida: Talvez, caso, porventura, quiçá57.
• Intensidade: Bastante, bem, mais, pouco,
demais58.
• Lugar: Ali, aqui, atrás, lá59.
• Tempo: Jamais, nunca, agora, ontem60.
• Modo: Assim, depressa, devagar61.
Locuções Adverbiais vs. Adjetivas
Esta é uma distinção importante:
• Locução Adjetiva: Tem valor de posse e
modifica um substantivo (Ex.: "abertura da
porta" - a porta possui uma abertura).
• Locução Adverbial: Tem valor passivo e
modifica o verbo (Ex.: "abertura de conta" -
a conta foi aberta, sofreu a ação)62.
Advérbios Interrogativos
Introduzem uma pergunta, exprimindo ideia de
tempo, modo ou causa (Ex.: Como foi a prova?
Quando será a prova? Por que a prova não foi
realizada?)63.
Palavras Denotativas
São termos semelhantes aos advérbios, mas que
não exercem função modificadora. Elas apenas
denotam (indicam) um sentido específico64.
Sentido Palavras Denotativas
Explicação isto é, por exemplo, ou seja 65
Retificação ou melhor, aliás, ou antes 66
Exclusão somente, só, salvo, exceto 67
Inclusão além disso, inclusive 68
Designação eis 69
• Partículas Expletivas (ou de Realce): São
palavras que podem ser retiradas sem
causar prejuízo sintático ou semântico (Ex.:
"Eu é que faço as regras" / "Eu faço as
regras.")70.
Pronomes
Pronomes são palavras que representam
(substituem) ou acompanham (determinam) um
termo substantivo71.
1. Pronomes Pessoais
Designam as pessoas do discurso72.
Pessoa Reto
(Sujeito)
Oblíquo
Átono
(Objeto)
Oblíquo
Tônico (com
preposição)
1ª
sing.
Eu me mim, comigo
737373
2ª
sing.
Tu te ti, contigo 747474
3ª
sing.
Ele/Ela o, a, lhe,
se
si, consigo,
ele, ela 757575
1ª pl. Nós nos nós, conosco
767676
2ª pl. Vós vos vós, convosco
777777
3ª pl. Eles/Elas os, as,
lhes, se
si, consigo,
eles, elas 787878
• Função: Os pronomes retos funcionam
como sujeito (Ex.: Ele é bonito). Os
21
pronomes oblíquos funcionam como
complemento (objeto) (Ex.: Eu a vi com o
namorado)79.
• Os pronomes o, a, os, as funcionam como
objeto direto80.
• Os pronomes lhe, lhes funcionam como
objeto indireto81.
2. Pronomes de Tratamento
São formas que expressam uma hierarquia
social82. Embora se refiram à 2ª pessoa (com
quem se fala), os verbos são sempre flexionados na
3ª pessoa (Ex.: "Vossa Excelência deve conhecer a
Constituição.")83.
3. Pronomes Indefinidos
Indicam quantidade de maneira vaga, sempre na 3ª
pessoa84.
• Variáveis: Algum, nenhum, todo, outro,
muito, pouco, tanto, quanto85.
• Invariáveis: Alguém, ninguém, tudo,
outrem, nada, cada, quem86.
4. Pronomes Demonstrativos
Indicam a posição (no tempo, espaço ou texto) dos
elementos em relação às pessoas do discurso87.
Prono
me
Posição no
Espaço
Posição
no Tempo
Posição no
Texto
(Coesão)
Este,
Esta,
Isto (1ª
pessoa
)
Perto de
quem fala
(Ex.: "Esta
caneta
aqui é
minha.") 88
Tempo
presente
(Ex.: "Esta
semana
começarei.
..") 89
Catáfora
(antecipa o
que será
dito) ou
Anáfora
(retoma o
termo mais
próximo). 90
Esse,
Essa,
Isso (2ª
Perto de
com quem
se fala (Ex.:
"Essa sua
Tempo
passado
recente
(Ex.:
Anáfora
(retoma
algo que já
foi
pessoa
)
gravata...")
91
"Nessa
semana,
eu estava
doente.") 92
mencionad
o). 93
Aquele
,
Aquela
,
Aquilo
(3ª
pessoa
)
Longe dos
dois
interlocuto
res (Ex.:
"Quem é
aquele
ali?") 94
Tempo
passado
remoto
(Ex.:
"Naquele
tempo...")
95
Anáfora
(retoma o
termo mais
distante
em uma
enumeraçã
o). 96
5. Pronomes Relativos
Referem-se a um termo mencionado anteriormente
(o antecedente) e iniciam uma oração subordinada
adjetiva97.
• Que: É o mais usado; refere-se a pessoas
ou coisas98.
• Quem: Refere-se apenas a pessoas99.
• Quanto: Seu antecedente é um pronome
indefinido (tudo, tanto) (Ex.: Esqueci tudo
quanto foi ensinado)100.
• Cujo: Indica posse. Fica entre o possuidor
e a coisa possuída. (Ex.: A matéria cuja aula
faltei...) 101. Jamais use artigo após "cujo"
(errado: "cujo o")102.
• Onde: Indica apenas locais físicos (Ex.: A
cidade onde meu pai nasceu)103.
6. Pronomes Interrogativos
Usados para introduzir uma pergunta (Ex.: O que é
aquilo? Quem é ela? Qual sua idade?)104.
7. Pronomes Possessivos
Indicam posse em relação às pessoas do discurso
(Meu, teu, seu, nosso, vosso, seu)105105105105.
8. Colocação Pronominal
Estuda a posição dos pronomes oblíquos átonos
(me, te, se, lhe, o, a, nos, vos) em relação ao verbo.
22
• Próclise (Antes do Verbo): É o caso
principal. Ocorre quando há "palavras
atrativas"106.
o Palavras negativas (Ex.: Não me
submeto...)107.
o Pronomes (indefinidos,
demonstrativos, relativos) (Ex.: Foi
ela que me colocou...)108.
o Conjunções subordinativas (Ex.:
Embora se apresente...)109.
o Advérbios (Ex.: Aqui se estuda.).
• Mesóclise (No Meio do Verbo): Ocorre
apenas com verbos no Futuro (do Presente
ou do Pretérito), desde que não haja palavra
atrativa.
o Exemplo: "Dar-te-ei meus beijos
agora." 110
• Ênclise (Depois do Verbo): Ocorre quando
não se pode usar a próclise nem a
mesóclise.
o Início de frase (Ex.: Sinto-me muito
honrada.)111.
o Verbo no Imperativo Afirmativo (Ex.:
Sente-se, por favor.)112.
o Proibido: Nunca inicie uma frase
com pronome átono ("Me dá esse
caderno!" está gramaticalmente
incorreto)113.
Verbos
Palavras variáveis que se flexionam em número,
pessoa, modo e tempo, exprimindo ação, estado
ou fenômeno da natureza114.
Vozes Verbais
Indicam o papel do sujeito em relação à ação
verbal115.
• Voz Ativa: O sujeito é o agente (pratica a
ação) (Ex.: O policial deteve os
bandidos.)116.
• Voz Passiva: O sujeito é paciente (sofre a
ação)117.
o Passiva Analítica: Formada pelo
verbo ser + particípio (Ex.: Os
bandidos foram detidos pelo
policial.)118.
o Passiva Sintética (ou Pronominal):
Formada por Verbo + pronome "se"
(Ex.: Detiveram-se os
criminosos.)119.
• Voz Reflexiva: O sujeito é agente e paciente
(pratica e sofre a ação) (Ex.: Os bandidos se
entregaram.)120.
Classificação dos Verbos
• Regulares: Não sofrem alteração no radical
durante a conjugação (Ex.: cantar, vender,
partir)121.
• Irregulares: Sofrem alteração no radical ou
nas desinências (Ex.: estar -> eu estou, eu
estive)122.
• Anômalos: Possuem alterações profundas.
Em português, são apenas SER e IR (Ex.: eu
sou, eu fui)123.
• Abundantes: Possuem mais de uma forma
de particípio (regular e irregular)124.
o Particípio Regular (-ado, -ido):
Usado com os auxiliares TER e
HAVER (Ex.: "O policial tinha
expulsado...").
o Particípio Irregular: Usado com os
auxiliares SER e ESTAR (Ex.: "Os
traficantes foram expulsos...")125.
• Defectivos: Não possuem conjugação em
todas as pessoas (Ex.: colorir - não existe
"eu colo"; reaver, precaver)126.
23
• Impessoais: Verbos que não possuem
sujeito127. Ficam sempre na 3ª pessoa do
singular.
o Verbo HAVER com sentido de
"existir" (Ex.: Havia muitos
candidatos. / Havia problemas.)128.
o Verbo FAZER indicando tempo (Ex.:
Faz anos que estudo. / Fazia muito
calor.)129.
o Fenômenos da natureza (Ex.:
Choveu, nevou)130.
Preposições
Palavras invariáveis que ligam orações ou outras
palavras, estabelecendo uma relação de
dependência131.
• Preposições Essenciais: a, ante, até, após,
com, contra, de, desde, em, entre, para,
per, perante, por, sem, sob, sobre, trás132.
• Locuções Prepositivas: Grupos de
palavras que equivalem a uma preposição
(sempre terminam em preposição) (Ex.:
acerca de, a fim de, a respeitode, devido a,
graças a)133.
• Combinações e Contrações: É a união de
preposições com outras classes (Ex.: de + o
= do; em + este = neste; a + a = à)134134134134.
• Valor Semântico (Nocional): Preposições
não servem apenas para "ligar", elas
carregam sentido:
o Posse: Carro de Marcelo135.
o Lugar: O cachorro está sob a
mesa136.
o Causa: Preso por estupro137.
o Assunto: Falar sobre política138.
Conjunções
(Este tópico foi detalhado na seção 3.2, mas é
retomado aqui como classe de palavra.)
São palavras invariáveis que ligam orações ou
termos139139. Dividem-se em Coordenativas
(ligam termos independentes) e Subordinativas
(ligam termos dependentes)140140140140.
Interjeições
Palavras invariáveis que expressam, de forma
súbita, um estado de espírito ou emoção141. Elas
podem equivaler a uma frase inteira (Ex.: Tchau!
Silêncio!)142.
Valor Semântico Interjeição
Advertência Cuidado! Devagar! Calma! 143
Alívio Arre! Ufa! Ah! 144
Alegria Eba! Oba! Viva! 145
Desejo Oh! Tomara! Oxalá! 146
Dor / Tristeza Ai! Ui! Que pena! 147
Espanto Oh! Ah! Opa! Putz! 148
Saudação Salve! Viva! Adeus! Tchau! 149
4.2 Relações de Coordenação e Subordinação entre
Orações e entre Termos da Oração
Conceitos Básicos da Sintaxe
Antes de analisar as relações entre orações, é
preciso dominar três conceitos básicos:
1. Frase: É todo enunciado com sentido
completo. Pode ter ou não um verbo.
o Exemplos: "Fogo!" / "Silêncio!" / "O
sol surgiu radiante."
2. Oração: É o enunciado que se estrutura em
torno de um verbo (ou locução verbal).
Pode ter sentido completo ou incompleto.
24
o Exemplo: "O sol surgiu radiante."
3. Período: É o enunciado constituído de uma
ou mais orações.
o Período Simples: Possui apenas
uma oração (um verbo). (Ex:
"Ninguém viu o acidente.").
o Período Composto: Possui duas ou
mais orações (dois ou mais verbos).
(Ex: "Chegou em casa e tomou
banho.").
Período Simples: Os Termos da Oração
Os termos que formam o período simples são
divididos em:
• Essenciais: Sujeito e Predicado.
• Integrantes: Complemento Verbal,
Complemento Nominal e Agente da
Passiva.
• Acessórios: Adjunto Adnominal, Adjunto
Adverbial e Aposto.
1. Termos Essenciais da Oração
A. Sujeito
É o elemento sobre o qual o restante da oração diz
algo. É o termo com o qual o verbo concorda.
• Núcleo do Sujeito: É a palavra-base do
sujeito (um substantivo ou pronome).
o Exemplo: "O povo pediu
providências." (Núcleo: "povo").
Tipos de Sujeito
Tipo Definição Exemplo
Determinado
Simples
Possui
apenas um
núcleo.
"O aluguel
da casa é
caro."
Determinado
Composto
Possui dois ou
mais núcleos.
"Os sons e
as cores
ficaram
perfeitos."
Determinado
Oculto (Elíptico
ou Desinencial)
Não aparece
na oração,
mas é
identificado
pela
terminação
do verbo.
"Vi o
noticiário."
(Sujeito: Eu)
Indeterminado O agente
existe, mas
não é possível
identificá-lo.
1. Verbo na
3ª pessoa do
plural:
"Passaram
cedo por
aqui."
(Alguém
passou).
2. Verbo na
3ª pessoa do
singular +
"se":
"Precisa-se
de cabelo."
Inexistente
(Oração sem
Sujeito)
Ocorre com
verbos
impessoais
(fenômenos
da natureza,
ou "haver"
com sentido
de "existir").
"Geia no
Paraná."
"Havia dois
anos esse
restaurante
abriu."
B. Predicado
É o termo que contém o verbo e informa algo sobre
o sujeito.
Tipos de Predicado
• Predicado Nominal:
o Definição: Ocorre quando o núcleo
significativo é um nome (um
25
predicativo do sujeito), que indica
um estado ou qualidade.
o Estrutura: Sujeito + Verbo de
Ligação + Predicativo do Sujeito.
o Verbos de Ligação: ser, estar,
parecer, permanecer, ficar,
continuar, andar. (Ex: "O garoto está
bastante feliz.").
• Predicado Verbal:
o Definição: Ocorre quando o núcleo
é um verbo que indica ação.
o Estrutura: Sujeito + Verbo
(Transitivo ou Intransitivo) +
(Complementos).
o Verbos Transitivos: São verbos de
ação que precisam de um
complemento.
▪ Transitivo Direto (VTD):
Exige um complemento sem
preposição (Objeto Direto).
(Ex: "Ele trouxe os livros.").
▪ Transitivo Indireto (VTI):
Exige um complemento com
preposição (Objeto
Indireto). (Ex: "Nós
acreditamos em você.").
▪ Transitivo Direto e Indireto
(VTDI): Exige dois
complementos (um direto e
um indireto). (Ex: "Ela
contava-lhe anedotas.").
o Verbos Intransitivos (VI): São
verbos de ação que não precisam
de complemento, pois têm sentido
completo. (Ex: "Os dedos
adormeciam.").
• Predicado Verbo-Nominal:
o Definição: Ocorre quando há dois
núcleos significativos: um verbo de
ação (núcleo verbal) e um nome
(núcleo nominal - predicativo).
o Estrutura: Sujeito + Verbo de Ação +
(Objeto) + Predicativo (do Sujeito ou
do Objeto).
o Predicativo do Sujeito: O verbo de
ação é intransitivo e o predicativo se
refere ao sujeito. (Ex: "Fabiano
marchou desorientado." - Fabiano
praticou a ação de marchar e estava
desorientado).
o Predicativo do Objeto: O verbo de
ação é transitivo e o predicativo se
refere ao objeto. (Ex: "Ptolomeu
achou o raciocínio exato." - "exato"
é uma característica que Ptolomeu
deu ao "raciocínio").
2. Termos Integrantes da Oração
São termos que completam o sentido dos verbos
ou de nomes.
• Complementos Verbais:
o Objeto Direto: Completa um Verbo
Transitivo Direto (VTD), sem
preposição. (Ex: "Examinei o
relógio.").
o Objeto Indireto: Completa um
Verbo Transitivo Indireto (VTI), com
preposição obrigatória. (Ex: "Gosto
de ti.").
• Complemento Nominal:
o Definição: Completa o sentido de
um Nome (substantivo abstrato,
adjetivo ou advérbio). É sempre
introduzido por preposição.
o Exemplo (completa substantivo):
"Tenho necessidade de seu apoio."
26
o Exemplo (completa adjetivo): "Estou
longe de casa."
• Agente da Passiva:
o Definição: É o termo que pratica a
ação na voz passiva analítica. É
introduzido pela preposição "por"
(ou "de").
o Exemplo: "A minha saia azul foi
rasgada pela Cláudia." (Voz ativa:
Cláudia rasgou a minha saia).
3. Termos Acessórios da Oração
São termos dispensáveis para a estrutura básica da
oração, mas que trazem informações novas,
qualificando ou especificando.
• Adjunto Adnominal:
o Definição: Termo que acompanha
um substantivo (núcleo de outra
função) para qualificá-lo ou
especificá-lo.
o Quem pode ser: Artigos, Adjetivos,
Pronomes, Numerais e Locuções
Adjetivas.
o Exemplo: "Aqueles dois antigos
soldadinhos de chumbo ficaram
esquecidos." (Todos os termos em
negrito são adjuntos adnominais de
"soldadinhos").
• Adjunto Adverbial:
o Definição: Termo (advérbio ou
locução adverbial) que se relaciona
ao verbo (ou adjetivo/advérbio) para
indicar uma circunstância.
o Circunstâncias: Tempo ("Quero
que ele venha logo."), Lugar ("A
dança se espalhou na avenida."),
Modo ("O dia começou
alegremente."), Causa ("Ela tremia
de frio."), etc.
• Aposto:
o Definição: Estrutura que se
relaciona a um substantivo ou
pronome para explicá-lo, identificá-
lo, resumi-lo ou especificá-lo.
o Explicativo (com vírgulas):
"Renata, filha de D. Raimunda,
comprou uma bicicleta."
o Especificativo (sem vírgulas): "O
escritor Machado de Assis
escreveu grandes obras."
o Enumerativo (com dois-pontos):
"Víamos somente isto: vales,
montanhas e riachos."
o Recapitulativo (resumidor): "Os
professores, coordenadores,
alunos, todos estavam
empolgados."
Vocativo
O vocativo é um termo independente que não
mantém relação sintática com outro termo da
oração. Ele não pertence nem ao sujeito nem ao
predicado.
• Função: É usado para chamar ou
interpelar o interlocutor.
• Formatação: É sempre separado por
vírgulas.
• Exemplo: "Recepcionista, por favor,
agende minha consulta."
• Exemplo: "Ela te diz isso desde ontem,
Fábio."
27
4.3 Relações de Subordinação entre Orações
O Período Composto por Subordinação é formadopor orações que são sintaticamente
dependentes. Isso significa que existe uma Oração
Principal (OP) e uma Oração Subordinada (OS), que
exerce uma função sintática (de substantivo,
adjetivo ou advérbio) dentro da oração principal.
Exemplo:
"Desejo / que você regresse."
• Oração Principal: "Desejo"
• Oração Subordinada: "que você regresse"
(Quem deseja, deseja algo. A segunda
oração inteira funciona como o objeto
direto da primeira).
As orações subordinadas são classificadas em três
grandes grupos:
1. Orações Subordinadas Substantivas
2. Orações Subordinadas Adjetivas
3. Orações Subordinadas Adverbiais
Conteúdo Teórico
1. Orações Subordinadas Substantivas
Exercem as funções próprias de um substantivo
(sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo,
complemento nominal ou aposto). Geralmente são
introduzidas pelas conjunções integrantes que e
se.
Dica Principal: É possível substituir a oração
subordinada substantiva inteira pela palavra
"ISSO".
Tipo Função
Sintática
Exemplo Análise
com
"ISSO"
Subjetiv
a
Sujeito "Foi
important
e que
você
"ISSO foi
important
e."
regressas
se."
Objetiva
Direta
Objeto
Direto
"Desejo
que você
regresse."
"Desejo
ISSO."
Objetiva
Indireta
Objeto
Indireto
"Lembro-
me de que
você
regressou
."
"Lembro-
me
dISSO."
Complet
iva
Nominal
Compleme
nto
Nominal
"Tenho
necessida
de de que
você me
apoie."
"Tenho
necessid
ade
dISSO."
Predicati
va
Predicativo
do Sujeito
"Meu
desejo é
que você
seja feliz."
"Meu
desejo é
ISSO."
Apositiv
a
Aposto
(explicaçã
o)
"Só quero
uma
coisa: que
você
volte."
"Só quero
uma
coisa:
ISSO."
2. Orações Subordinadas Adjetivas
Exercem a função de um adjetivo (adjunto
adnominal) em relação a um termo da oração
principal. São introduzidas por Pronomes
Relativos (que, o qual, a qual, cujo, onde, quem).
• Restritivas (sem vírgulas):
o Função: Restringem ou limitam o
sentido do termo anterior. São
indispensáveis para o sentido da
frase.
o Exemplo: "A doença que surgiu
recentemente ainda é incurável."
o Análise: Restringe o universo.
Refere-se apenas àquela doença
28
específica que surgiu recentemente
(e não a todas as doenças).
• Explicativas (com vírgulas):
o Função: Apenas acrescentam uma
informação acessória, explicando
um termo que já está definido.
Podem ser retiradas sem prejuízo da
estrutura principal.
o Exemplo: "Minha mãe, que é
apaixonada por bichos, cria trinta
gatos."
o Análise: Explica o termo. A
informação entre vírgulas é um
"extra" sobre a mãe, que já é um ser
definido.
3. Orações Subordinadas Adverbiais
Exercem a função de um advérbio (adjunto
adverbial), indicando uma circunstância (tempo,
causa, condição, etc.).
Tipo Circunstância Principais
Conjunções
Causais Causa porque,
como (início
de frase),
visto que
Comparativas Comparação como,
mais... (do)
que,
menos... (do)
que
Concessivas Concessão
(oposição que
não impede)
embora,
ainda que,
mesmo que
Condicionais Condição se, caso,
desde que,
contanto que
Conformativas Conformidade conforme,
como,
segundo
Consecutivas Consequência tão... que,
tanto... que,
de modo que
Finais Finalidade para que, a
fim de que
Proporcionais Proporção à medida
que, à
proporção
que, quanto
mais...
Temporais Tempo quando,
enquanto,
assim que,
logo que
4. Orações Reduzidas
São orações subordinadas que não são
introduzidas por conjunção ou pronome relativo e
apresentam o verbo em uma das formas nominais
(infinitivo, gerúndio ou particípio).
• Reduzida de Infinitivo: "É preciso
trabalhar muito." (Equivale a "É preciso que
se trabalhe muito." - Substantiva Subjetiva).
• Reduzida de Gerúndio: "Criança pedindo
esmola dói o coração." (Equivale a "Criança
que pede esmola..." - Adjetiva Restritiva).
• Reduzida de Particípio: "Terminada a
prova, fomos ao restaurante." (Equivale a
"Quando terminou a prova..." - Adverbial
Temporal).
Dicas de Estudo
• O Truque do "ISSO": Se você puder trocar
uma oração inteira por "ISSO", ela é uma
Oração Subordinada Substantiva.
29
• O Truque do Pronome Relativo: Se a
oração começa com "que", "o qual", "onde"
ou "cujo" e se refere a um termo anterior,
ela é uma Oração Subordinada Adjetiva.
• A Vírgula Muda Tudo: Nas Adjetivas, a
ausência de vírgula restringe o sentido ("O
irmão que mora em Recife..."); a presença
de vírgula explica o sentido ("O irmão, que
mora em Recife,...").
Questões
1. No período "Ele visitará o irmão, que mora em
Recife", a segunda oração classifica-se como:
a) Subordinada Adverbial Causal
b) Subordinada Adjetiva Restritiva
c) Subordinada Adjetiva Explicativa
d) Coordenada Sindética Explicativa
2. Classifique a oração destacada: "Embora
chova, iremos à praia amanhã."
a) Oração Subordinada Adverbial Condicional
b) Oração Subordinada Adverbial Concessiva
c) Oração Subordinada Adverbial Causal
d) Oração Subordinada Adverbial Temporal
3. "Ficou combinado que sairíamos à tarde." A
oração destacada é uma Oração Subordinada
Substantiva:
a) Objetiva Direta
b) Subjetiva
c) Predicativa
d) Completiva Nominal
Gabarito Comentado
1. Gabarito: C
Comentário: A oração "que mora em Recife" é
introduzida pelo pronome relativo "que". Como ela
está separada por vírgulas, ela funciona como uma
explicação adicional sobre o irmão (que é único ou
já definido). Se estivesse sem vírgulas, seria
restritiva.
2. Gabarito: B
Comentário: A conjunção "Embora" introduz uma
ideia de concessão. A chuva é um obstáculo ou
uma oposição à ideia de ir à praia, mas não é um
obstáculo forte o suficiente para impedir a ação
principal.
3. Gabarito: B
Comentário: Usando o "truque do ISSO", podemos
inverter a frase: "ISSO ficou combinado". A oração
"que sairíamos à tarde" funciona como Sujeito do
verbo "ficou combinado".
4.4 Emprego dos Sinais de Pontuação
A pontuação é um recurso da linguagem escrita
que exerce três funções básicas:
1. Marcar as pausas e as inflexões da voz na
leitura;
2. Enfatizar e/ou separar expressões e
orações;
3. Esclarecer o significado da frase, afastando
qualquer ambiguidade.
Conteúdo Teórico
1. Uso da Vírgula
A vírgula é o sinal de pontuação que mais gera
dúvidas.
Quando se usa a vírgula:
• Para separar termos de mesma função
(enumeração):
o Exemplo: "Comprei livro, caderno,
lápis, caneta."
• Para isolar o Vocativo (chamamento):
30
o Exemplo: "Fábio, ela te diz isso
desde ontem."
o Exemplo: "Por favor, recepcionista,
agende minha consulta."
• Para isolar o Aposto (explicação):
o Exemplo: "Renata, filha de D.
Raimunda, comprou uma
bicicleta."
• Para indicar a Elipse (omissão) de um
verbo:
o Exemplo: "Ela prefere filmes de
ficção; o namorado, [prefere] filmes
de terror."
• Para separar expressões explicativas ou
retificativas:
o Exemplo: "Ela completou quinze
primaveras, ou seja, 15 anos."
• Para separar datas e nomes de lugar:
o Exemplo: "Belo Horizonte, 15 de
abril de 1985."
• Para isolar Adjuntos Adverbiais
deslocados: A vírgula é usada (e muitas
vezes obrigatória) quando uma expressão
de tempo, modo ou lugar sai de sua posição
original (o final da frase) e vai para o início
ou meio.
o Exemplo: "Geralmente, almoço em
casa."
o Exemplo: "Ontem, choveu o
esperado para o mês todo."
• Para separar Orações Coordenadas
(exceto as ligadas por "e"):
o Exemplo: "Treinou muito, portanto
se saiu bem."
NÃO se usa vírgula (Regra Fundamental):
Não se usa vírgula para separar os termos
essenciais da oração (sujeito, verbo e
complementos) quando eles estão na ordem
direta.
• Entre o Sujeito e o Verbo:
o Errado: "Todos os alunos daquele
professor, entenderam a
explicação."
• Entre o Verbo e seu Complemento
(Objeto Direto ou Indireto):
o Errado: "Os alunos entenderam,
toda aquela explicação."
o Errado: "Os alunos precisam de,
que os professores