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1 - Anatomia Interna
110 pág.

Endodontia Escola Maria Pastora BispoEscola Maria Pastora Bispo

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Resumo sobre Anatomia Interna A anatomia das cavidades pulpares é um aspecto fundamental para o estudo da Endodontia, conforme destacado por Bramante et al. (1963). O entendimento detalhado da anatomia pulpar é crucial para os profissionais da área, uma vez que o trabalho do endodontista se dá em um campo invisível, onde a percepção tátil é essencial. A cavidade pulpar é composta por duas partes principais: a câmara pulpar e o canal radicular. A câmara pulpar, que se localiza na coroa do dente, possui um volume e forma que seguem o contorno exterior da coroa, apresentando paredes (mesial, distal, lingual ou palatina, e vestibular), um teto e um pavimento. Nos dentes uni-radiculares, o pavimento é considerado virtual, enquanto nos dentes multi-radiculares, a anatomia se torna mais complexa. Os canais radiculares são classificados em diferentes tipos, conforme Picosse (1977). Entre os principais tipos, destacam-se: Canal simples Canal bifurcado (comum em pré-molares inferiores) Canal fundido (observado em segundos molares inferiores e primeiros pré-molares superiores) Canal colateral ou paralelo (encontrado na raiz mesial de molares inferiores) Canal reticular ou plexiforme (presente na raiz mesial de molares inferiores e na raiz mesial de molares superiores) Canal atrésico, que se refere à ausência do canal. A anatomia da região apical é igualmente importante, pois a distância da constrição apical ao forame apical varia entre jovens e adultos, sendo, em média, 0,507 mm e 0,784 mm, respectivamente. O conceito de ápice aberto e fechado é relevante, pois a deposição de dentina e cimento ao longo da vida resulta na redução do diâmetro da união cimento-dentinária. O conhecimento sobre a anatomia interna dos dentes, incluindo incisivos, caninos, pré-molares e molares, é essencial para a prática endodôntica. Anatomia dos Dentes Os incisivos centrais superiores, por exemplo, têm um comprimento médio de 22,6 mm, com uma raiz única e um canal radicular que, na maioria dos casos, é reto e cônico-piramidal. A câmara pulpar é ampla, com um eixo maior mesiodistal e três cornos pulpares. O canal radicular é único e amplo, podendo apresentar curvaturas. Já os incisivos laterais superiores, com comprimento médio de 22,1 mm, também possuem uma raiz única, mas podem apresentar curvatura no terço apical, o que pode complicar o tratamento endodôntico. Além disso, anomalias do desenvolvimento, como a dentinogênese imperfeita, displasia dentinária, taurodontismo e dens invaginatus, podem causar variações na anatomia pulpar. Fatores iatrogênicos ou patológicos, como bruxismo, cárie dentária e trauma, também podem alterar a anatomia pulpar, impactando diretamente o tratamento endodôntico. Portanto, o conhecimento profundo da anatomia interna dos dentes e suas variações é imprescindível para o sucesso dos procedimentos endodônticos. Implicações Clínicas A compreensão da anatomia pulpar e das variações nos canais radiculares é vital para a prática clínica em Endodontia. O endodontista deve estar preparado para lidar com a complexidade da anatomia dental, que pode variar significativamente entre os pacientes. A identificação correta dos tipos de canais e suas características anatômicas pode influenciar diretamente o sucesso do tratamento, minimizando complicações e melhorando os resultados clínicos. Além disso, a avaliação das anomalias do desenvolvimento e dos fatores que podem alterar a anatomia pulpar é essencial para um diagnóstico preciso e um planejamento de tratamento eficaz. Destaques A anatomia das cavidades pulpares é fundamental para o estudo da Endodontia. A cavidade pulpar é composta pela câmara pulpar e pelo canal radicular, com diferentes tipos de canais. A anatomia da região apical e a distância do forame apical são importantes para o tratamento endodôntico. Anomalias do desenvolvimento e fatores patológicos podem alterar a anatomia pulpar. O conhecimento detalhado da anatomia dental é crucial para o sucesso dos procedimentos endodônticos.