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São Luís 2018 Suellen Linares Lima Prof. Adriano Mota Loyola Profa. Meire Coelho Ferreira Profa. Letícia Gonçalves Machado PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO DOUTORADO EM ODONTOLOGIA DISCIPLINA: MÉTODOS DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS PREVALENTES Métodos Convencionais e Atuais de Diagnóstico na Endodontia São Lís 2018 1. Diagnóstico 2. Métodos diagnósticos na endodontia 3. Exame Subjetivo 4. Exame Objetivo 5. Exames Complementares 5.1 Exame Radiográfico 5.2 Exame Tomográfico 5.3 Exame Hematológico 5.4 Biópsia 5.5 Rastreamento de fístula 6. Testes Clínicos Pulpares 6.1 Teste a frio 6.2 Teste com calor 6.3 Teste de anestesia 6.4 Teste da cavidade 6.5 Teste elétrico pulpar 6.6 Oximetria de pulso 6.7 Fluxometria laser doppler 7. Testes para identificação de fraturas 8. Conclusão 9. Referências Diagnóstico Informações sobre os sinais e sintomas das doenças. Identificação dos sinais e sintomas Interpretação Tabulação FIGUEIREDO, 2002 Diagnóstico é a etapa das atividades clínicas que o profissional busca obter informações sobre os sinais e sintomas das doenças. É neste momento que se identifica quais são esses sinais e sintomas, anota e tenta interpretá-los. ü Anamnese ü Exame Clínico ü Testes Pulpares ü Ex. Radiográficos ü Tomografia Computadorizada ü Microscópio Odontológico ü Oximetria de pulso ü Fluxometria ü Corantes Na Endodontia, ao longo dos últimos anos, alguns avanços tecnológicos vieram para facilitar a vida do profissional e colaborar para o melhor diagnóstico e prognóstico do caso. Abaixo, seguem os métodos de diagnóstico que podem auxiliar o profissional: É através do diagnóstico que se consegue respeitar a pirâmide de tratamento na Endodontia, aumentando assim as chances de SUCESSO do caso. ANAMNESE (EXAME SUBJETIVO) EXAME CLÍNICO (EXAME OBJETIVO) EXAMES COMPLEMENTARES Para o correto diagnóstico é necessário uma abordagem sistemática do paciente, incluindo a anamnese, o exame fisico e os exames complementares (radiográficos). A interpretacão e o cruzamento das informações coletadas em cada uma das três etapas possibilitarão o fechamento do diagnóstico com consequente elaboração do plano de tratamento. Na Endodontia é possível termos diagnósticos pulpares e periapicais. Diagnósticos POLPA! Alterações pulpares: ü Pulpite reversível ü Pulpite irreversível ü P ó l i p o p u l p a r / P u l p i t e c r ô n i c a hiperplásica ü Necrose pulpar LOPES E SIQUEIRA, 2015 Diagnósticos PERIÁPICE! Alterações periapicais: ü Periodontite Apical Traumática ü Periodontite Apical Aguda/Crônica ü Abscesso Apical Agudo/Crônico ü Osteíte Condensante. LOPES E SIQUEIRA, 2015 Exame subjetivo: Anamnese A anamneses constitui um passo fundamental para o estabelecimento do diagnóstico. É nesse momento que o profissional deve questionar e ouvir o pac ien te , p res ta r a tencão nas informacões prestadas, pois somente pelo intermédio da anamnese será possível ident i f icar os s intomas referidos pelo paciente. As anotações devem ser feitas de forma sucinta para que não se interrompa o fluxo dessa relação inicial profissional/paciente. LOPES E SIQUEIRA, 2015 Resumindo Google imagens ü Identificação; ü História médica e condições básicas de saúde (doenças, medicamentos, antecedentes, alergias); ü História dental: - Queixa principal; - História pregressa; - História atual. QUEIXA PRINCIPAL Essa etapa é fundamental para que o paciente relate com suas palavras o motivo pelo qual esta ali. As perguntas buscarão esclarecer sobretudo aspectos relativos a dor. LOPES E SIQUEIRA, 2015 INTENSIDADE – leve, moderada, intensa! ! LOCALIZAÇÃO – localizada ou difusa ! ! FREQUÊNCIA – intermitente, contínua ! ! DURAÇÃO- segundos, minutos, horas! ! ESTÍMULO – provocada, espontânea ! ! Exame objetivo: Ex. Clínico LOPES E SIQUEIRA, 2015 No momento em que o paciente chega ao consultório, deve ser iniciado a inspeção visual dos gestos e expressão facial, pois isso demonstra se o paciente está acometido de dor intensa ou não. Nessa fase é poss i ve l adqu i r i r informacões importantes da saúde geral do paciente. PALPAÇÃO LOPES E SIQUEIRA, 2015 Com a ponta do dedo, apalpar a região d a f a c e q u e s e r á e x a m i n a d a , bilateralmente Na palpação apical deve-se tatear a região apical do elemento dental, delicadamente com a ponta do dedo indicador, verificando se há alguma resposta dolorosa ou mesmo alterações patológicas de forma. PALPAÇÃO LOPES E SIQUEIRA, 2015 Dentre as possíveis alterações apicais: edema periapical mole à palpação (necrose, abscessos); aumento de v o l u m e a p i c a l e n d u r e c i d o d e sensibilidade leve, parecido com apertar uma bo l inha de tên is de mesa característico de lesão cística e perda contínua da integridade óssea, podendo ser acompanhada de uma ligeira depressão óssea, são características de lesões compatíveis com cistos e granulomas: lesões que rompem a cortical óssea. INSPEÇÃO BUCAL LOPES E SIQUEIRA, 2015 É o exame de toda a cavidade bucal, desde as alterações de cor da coroa, estado das restaurações, exposição pulpar, a presença ou ausência de lesões cariosas. NAO DEVENDO SÓ SE ATER AS ESTRUTURAS DURAS, DEVE-SE OBSERVAR TAMBÉM AS DEMAIS ESTRUTURAS BUCAIS, procurando a presenca de tumefações, fístulas, exame da língua, pois essa é a oportunidade do profissional identificar doenças bucais em estágio inicial. Os dados devem ser registrados na ficha clínica do paciente e a ele informado. INSPEÇÃO BUCAL GOOGLE IMAGENS Fístula na região superior. Dente com restauração de amálgama fraturada. INSPEÇÃO BUCAL GOOGLE IMAGENS Dente anterior tratado endodonticamente e com coroa escurecida Lesão ulcerada na parte inferior da língua PERCUSSÃO HORIZONTAL E VERTICAL LOPES E SIQUEIRA, 2015 De forma delicada com o dedo indicador, dê leves toques de forma vertical e horizontal na coroa do dente. Caso a resposta seja negativa pode fazer uso do cabo do espelho, pois em processos patológicos somente a pressão do dedo é suficiente para propagar sensibilidade dolorosa. PERCUSSÃO HORIZONTAL E VERTICAL Vertical Positiva = dor de origem endodôntica ! Horizontal positiva = dor de origem periodontal! MOBILIDADE DENTÁRIA LOPES E SIQUEIRA, 2015 Com auxílio de um instrumento metálico e o dedo movimenta-se o dente em todos os sentidos. A mobilidade patológica ocorre geralmente no sentido vestibulolingual. A presença da mobilidade pode ter como causa diversos fatores: perda de suporte ósseo, sobrecarga dentária, trauma, hipofunção do dente, processo inflamatório extenso e gravidez. MOBILIDADE DENTÁRIA Grau 1: ligeiramente maior que a normal Grau 2: moderadamente maior que a normal Grau 3: grave no sentido V-L e M-D com deslocamento vertical - Um envolvimento endodôntico extenso pode causar uma acentuada mobilidade. Geralmente este tipo de mobilidade é significativamente melhorada após o tratamento endodôntico. - Se a acentuada mobilidade é de origem p e r i o d o n t a l , o p r o g n ó s t i c o é desfavorável. SONDAGEM PERIODONTAL A sondagem periodontal é de suma importância para verificar se há ou não a normalidade do periodonto. A sondagem peridodontal deve ser realizada nas proximais em, pelo menos, 3 regiões, por vestibular, por lingual e na região da furca do dente. Não é incomum dentes em processo inflamatório irreversível ou necrose pulpar apresentarem alguma radiolucidez na região da furca ou perirradicular. Essa radiolucidez a princípio indica um aspecto radiográfico semelhante a presença de uma bolsa periodontal, que não existindo frente a sondagem periodontal confirma a normalidade de profundidade do sulco, sendoo tratamento exclusivo endodôntico. para remineralização do osso e a retomada do aspecto radiográfico de normalidade. Se houver presença de bolsa, o tratamento deve ser nas duas áreas. Exames Complementares EXAMES RADIOGRÁFICOS BIÓPSIA RASTREAMENTO DE FÍSTULA EXAMES RADIOGRÁFICOS Os exames radiográficos (periapicais, interproximais, oclusais e panorâmicas) podem ser inseridos em qualquer momento do processo de diagnóstico, bem como para o planejamento e execução do tratamento odontológico. EXAMES RADIOGRÁFICOS ! A radiografia periapical é o exame complementar mais utilizado na Odontologia para a realização de diagnóstico. Mais especificamente na Endodontia, as radiografias periapicais são utilizadas antes, durante e após a execução do tratamento endodôntico.! Apesar da sua grande utilização, ela oferece uma imagem que apresenta limitações de visualização, pois se trata de uma imagem plana e bidimensional, enquanto a estrutura dental é tridimensional.! ! Exame Tomográfico Método 3D para facilitar a visualização e diagnóstico de:! • Canais extras;! • Lesões císticas em sua amplitude;! • Reabsoções externas/internas;! • Fraturas radiculares.! ! GOOGLE IMAGENS Reabsorção óssea externa Fratura radicular Exame radiográfico Exame tomográfico – mostrando o real tamanho da lesão periapical BIÓPSIA RASTREAMENTO DE FÍSTULA Rastreamento de fístula é útil quando o profissional está em dúvida se a fístula é por lesão endodôntica, periodontal ou por fratura. Com um cone de calibre intermediário (#30) introduzido na fístula é possível por meio da radiografia periapical localizar a origem e facilitar o diagnóstico. GOOGLE IMAGENS Rastreamento de fístula de origem periodontal Rastreamento de fístula de origem provável – fratura radicular Testes Clínicos Pulpares LOPES E SIQUEIRA, 2015 Conhecidos como testes de vitalidade pulpar, o principal é o teste à FRIO. Porém ele apenas aponta a sensibilidade positiva ou negativa da polpa dental, sem na verdade apontar o real estágio da higidez pulpar. Todos os testes levam a alguma sensibilidade dolorosa, portanto, o paciente deve ser informado para que não haja perda de confianca, devendo também ser estabelecido uma código de resposta ao estímulo aplicado, como levantar a mão esquerda quando sentir o gelado e abaixar conforme a sensbilidade diminuir. Sempre fazer o teste primeiro em um dente higido para que o paciente possa ter um referêncial do “normal”.! LOPES E SIQUEIRA, 2015 Geralmente é realizado com um bastão de gelo ou com gás refrigerado na cervical dos dentes, por esta área apresentar menor espessura de esmalte ! Teste à Frio! LOPES E SIQUEIRA, 2015 - Isolamento; ! - Aplicação do gás com bolinha de algodão;! - Aplicação no dente por 5 segundos. ! Observar o declínio: - Sem resposta – suspeita de Necrose pulpar - Dor leve a moderada por 1-2 seg – NORMALIDADE PULPAR - Dor forte por 1-2 seg – Pulpite Reversível - Dor moderada a forte por + 2 seg – Pulpite Irreversível LOPES E SIQUEIRA, 2015 Calor é transferido para o dente por me io de a lguma subs tânc ia ou instrumento previamente aquecido, podendo ser água morna ou bastão de guta percha. ! Teste com calor! Orientar o paciente a levantar a mão quando o dente for sensibilizado e abaixar quando o estímulo cessar, observando o declínio, rápido ou lento e sua ligação com o comprometimento pulpar, semelhante ao teste com o gás refrigerante. LOPES E SIQUEIRA, 2015 - Isolamento; ! - - Aplicação do bastão no dente por 5 segundos.! Observar o declínio: - Sem resposta – suspeita de Necrose pulpar - Dor leve a moderada por 1-2 seg – NORMALIDADE PULPAR - Dor forte por 1-2 seg – Pulpite Reversível - Dor moderada a forte por + 2 seg – Pulpite Irreversível JAFARZADEH H, 2010 Estimulam apenas o Nervo Sensorial e dependem da resposta do paciente ao estímulo (pode variar de um paciente para o outro e até num mesmo paciente, em diferentes horas do dia ou diferentes dias – dependente da percepção do indivíduo do que constitui a dor, desconforto ou sensação normal - dificultado em crianças e em pacientes muito ansiosos). ! ! Pacientes idosos - tu ́bulos dentina ́rios mais estreitos ou fechados pela formação de dentina secundária (é preciso que os túbulos estejam abertos para que ocorra o fluxo de líquido em seu interior, segundo a teoria da hidrodinâmica, fato que possibilita ao dente responder a um determinado estímulo). ! DESVANTAGENS E LIMITAÇÕES JAFARZADEH H, 2010 Dentes que apresentam restaurações extensas, recessões e extensas calcificações pulpares, também apresentam fatores limitadores de diagnóstico pelos testes de sensibilidade. Dentes t raumat izados, imaturos ou envolvidos em cirurgia ortognática, perdem a f u n ç ã o s e n s o r i a l t e m p o r á r i a o u p e r m a n e n t e m e n t e , m e s m o c o m a vascularização intacta - falso-negativas, ou falso-positivas. Isso ocorre devido à alta resistência das fibras nervosas à necrose. Elas podem permanecer reativas por muito tempo após a degeneração do tecido vascular; quando a corrente elétrica é conduzida para os tecidos periodontais e dentes adjacentes ou até mesmo para um remanescente de tecido pulpar inflamado. . DESVANTAGENS E LIMITAÇÕES LOPES E SIQUEIRA, 2015 Em algumas situações o paciente pode apresentar odontalgias ou dores projetadas (dores irradiadas, difusas ou reflexa) de dente para dente, sendo no mesmo arco dentário ou arco antagônico, podendo comprometer várias áreas da cabeça e pescoço. Frente a uma dor difusa ou reflexa o paciente está impossibilitado a localizar o dente comprometido. Por vezes, radiograficamente é possível observar que tanto um dente superior quanto um inferior podem ser responsáveis pela dor. Nesse caso é interessante fazer uso do teste de anestesia, por meio da técnica anestésica infiltrativa sub-perióstea nas imediações do ápice do dente superior. Entretanto, após instalação da anestesia e a dor não cessar, pode-se anestesiar, por meio do bloqueio do alveolar inferior, e aguardar a dor cessar. Teste de Anestesia! Pré molar superior e pré molar inferior suspeito de dor. Anestesia do dente superior para avaliar se a dor cessa. Caso contrario anestesiar o nervo alveolar inferior. Diagnóstico entre molar e pré molar inferior – primeiro anestesiar pré –molar (nervo mentoniano) se não cessar dor anestesiar o nervo alveolar inferior . LOPES E SIQUEIRA, 2015 Para ajudar no diagnóstico de pólipo e hiperplasia, podemos utilizar a anestesia infiltrativa na margem gengival, próximo ao tecido hiperplásico, quando não conseguimos delimitá-lo (se é tecido gengival ou pulpar). Caso o mesmo se torne isquêmico, trata-se de hiperplasia gengival. PÓLIPO PULPAR X HIPERPLASIA GENGIVAL LOPES E SIQUEIRA, 2015 Pode ser utilizado para confirmar a ausência de vitalidade de um elemento dentário. Consiste em realizar a cirurgia de acesso do dente suspeito sem anestesia. Se for possível atingir a câmara pulpar sem que o paciente sinta dor é sinal de que esta polpa não apresenta mais vitalidade. Ao realizarmos a trepanação, o paciente pode apresentar algum tipo de sensibilidade, que significa estar frente a uma polpa com vitalidade. Por vezes, poderemos ter a estimulação de uma terminação nervosa que ainda resistiu. ! A conclusão de se tratar de uma polpa vital se dá pela análise do sangramento presente e da textura e consistência do tecido pulpar. Teste da Cavidade! - MÉTODO ÚTIL - SEM ANESTESIA - SEM DOR – NECROSE ! LIMITAÇÃO: TERMINAÇÃO NERVOSA RESISTENTE LOPES E SIQUEIRA, 2015 Os testes elétricos utilizam a passagem de corrente elétrica estimulando diretamente as fibras sensoriais.! Este testeserve, exclusivamente, para determinar se o dente está vivo ou mortificado, não determinando o grau do comprometimento pulpar - inflamação, fase reversível, transição ou irreversível.! Em casos de dentes com restaurações metálicas interproximais, deve-se isolar com matrizes de poliéster, colocadas entre os dentes.! Podemos utilizar como condutor elétrico na superfície dentária, além do Endo PTC, o fluor gel, anestésico tópico ou creme dental e instruir o paciente para que, assim que sentir (positivar) o estimulo elétrico, o mesmo deve soltar o cabo do aplicador de teste elétrico. No caso de mortificação pulpar, o paciente não soltará o cabo do aplicador.! ! Teste Pulpar Elétrico! Incisivo: 10-40 (2-5)! ! Pré Molar: 20-50 (6-7)! ! Molar: 30-70 (8-9)! Saudável: suave formigamento! ! Polpa Hiperativa: Estimulo abaixo da referência! ! Polpa Hipoativa: Estimulo acima da referência ! ! Necrose pulpar: Sem resposta ! IDEAL: Dentes pouco restaurados e dentes maduros jovens.! LIMITAÇÕES: ! - Dentes com traumatismos dentários, apresentam inúmeras limitações que podem gerar tanto respostas falso- positivas (quando há estimulação de fibras periodontais ou em casos de necroses pulpares) como respostas falso-negativas (em dentes com grande espessura dentinária);! - Restaurações extensas e dentes portadores de coroas totais protéticas. ! CONTRA-INDICADO em pacientes portadores de marca-passo cardíaco.! Este método usa uma sonda contendo 2 diodos emissores de luz; no qual uma transmite luz vermelha e o outro transmite luz infravermelha para medir a absorção de hemoglobina oxigenada e desoxigenada, respectivamente. A mudança pulsátil no volume sanguíneo provoca mudanças periódicas na quantidade de luz vermelha e infravermelha. A relação entre essa mudança pulsátil é avaliada pelo oxímetro para mostrar a saturação do sangue arterial e determinar os níveis de saturação de oxigênio. ! Oximetria! JAFARZADEH H, 2009 LOPES E SIQUEIRA, 2015 No entanto, um requisito crítico da aplicação da oximetria de pulso em endodontia é que a sonda deve estar de acordo com a forma e os contornos anatômicos dos dentes selecionados.! A oximetria de pulso é um método eficaz na endodontia, no entanto, existem algumas limitações inerentes à sua tecnologia. Como esse teste não produz estímulos nocivos, os pacientes apreensivos ou com dificuldades podem aceitá-lo mais prontamente do que os métodos de rotina.! Um problema importante que foi observado com o uso de oxímetro de pulso em salas de operação é queimaduras na pele.! Oximetria! ! Níveis normais de Saturação de Oxigênio: 80 a 100%! ! Controle: Contralateral! ! JAFARZADEH H, 2009 - Aumento da acidez e a taxa metabólica decorrente da inflamação, q u e c a u s a d e s o x i g e n a ç ã o d a hemoglobina e alterações na saturação de oxigênio no sangue.! - Variáveis do paciente, como aumento das pulsações venosas, distúrbios da hemoglobina, vasoconstrição, baixa perfusão periférica, hipotensão e movimentos corporais. ! - Fatores ambientais que podem causar m e d i ç õ e s i m p r e c i s a s i n c l u e m eletrocautério próximo ao sensor e l e i t u r a s d e p r e s s ã o s a n g u í n e a ipsilaterais. ! - Lâmpadas de arco de xenônio, movimento da sonda e problemas dentro da própria sonda.! ! LIMITAÇÕES NOGUEIRA 2003 Na década de 1980 surgiu uma técnica para avaliar a vitalidade pulpar, que permite mensurar o fluxo sanguíneo no interior dos vasos, capilares, vênulas e arteríolas, através do efeito Doppler.! Fluxometria Laser Doppler é um método não invasivo que se baseia na detecção dos movimentos de células sanguíneas através da emissão nos tecidos de uma luz de HeNe emitida a partir de uma fibra óptica. ! Assim, após um estudo foi determinado o valor médio da variação de fluxo para os dentes vitais, de 92,01% e para os dentes desvitalizados 35,52%, conseguindo detectar corretamente todos os dentes desvitalizados e não identificou nenhum dente saudável erroneamente. mecanismo de blindagem óptica é majoritário. ! ! Fluxometria Laser Doppler! Em casos de dentes portadores de fraturas de coroa ou raiz muitas vezes torna-se bastante difícil sua identificação, clínica e radiográfica. O profissional pode, então, utilizar o teste de mordida com instrumentos oclusais para melhor investigar a possibilidade de fraturas (completas ou incompletas) sem alterações clínicas visíveis em dentes com sensibilidade à mastigação. ! Testes para Identificação de Fraturas ! Teste da Mordida! COHEN, 2017 Em casos de dentes portadores de fraturas de coroa ou raiz muitas vezes torna-se bastante difícil sua identificação, clínica e radiográfica. O profissional pode, então, utilizar o teste de mordida com instrumentos oclusais específicos (Tooth Slooth) para melhor investigar a possibilidade de fraturas (completas ou incompletas) sem alterações clínicas visíveis em dentes e com sensibilidade à mastigação. A radiografia periapical e a tomografia, às vezes, não permite visualizar ou interpretar tais fraturas, salvo se os fragmentos estiverem separados. Principlamente se houver pinos que estouram a tomografia. ! Quando ocorrem na coroa dental, as fraturas incompletas podem ser oblíquas ou verticais. Geralmente começam no esmalte, envolvendo uma cúspide, e se projetam em direção à dentina. Quando ocorrem na raiz, são geralmente fraturas completas, estendendo- se de uma superfície à outra, de mesial para distal (mais frequentemente) ou de vestibular para lingual, e incluindo o canal radicular. Embora as fraturas sejam mais frequentes em dentes com restaurações extensas, podem ocorrer também em dentes íntegros ou restaurados de maneira conservadora, em dentes vitais, não-vitais ! e tratados endodonticamente.! Pode-se, então, fazer uso dos corantes azul de metileno 1% a 2% e rodamina a 2% para facilitar a visualização. ! Testes para Identificação de Fraturas ! Corantes ! COHEN, 2017 - Remoção da cárie ou restauração antiga;! - Acesso o mais direto possível à area suspeita;! - Irrigação com hipoclorito 2,5%, secagem;! - Aplicação da solução corante sobre a área;! - Remoção do excesso com ácido ortofosfórico 37% por 30 seg;! - Nova irrigação e secagem;! - Inspeção da fratura. ! Método muito útil na Endodontia, pois seu emprego perpassa todas as fases do tratmento endodôntico.! ! Proporciona: ! • Maior Iluminação;! • Melhor resolução;! • Posição ergométrica;! • Biossegurança;! • Facilidade de documentação;! • Menor desgaste da estrutura dental;! ! Testes para Identificação de Fraturas ! Microscopia Operatória! • Infiltrações! • Fraturas e trincas! • Localização de canais ! • Localização de perfurações;! • Remoção de limas;! ! Testes para Identificação de Fraturas ! Microscopia Operatória e Diagnóstico! • Utilizado desde 1970 para detecção de cárie.! • Método não invasivo e rápido.! • Utiliza feixe luminoso intenso: fraturas, perfurações, cáries, reabsorções, escurecimento.! • Pode ser feito com aparelhos de luz halógena de fotopolimerização ou tipo LED ! Transiluminação! Testes para Identificação de Fraturas ! COHEN, 2017 Último método utilizado, somente em casos nos quais nenhum dos outros métodos disponíveis pode auxiliar no diagnóstico.! ! Testes para Identificação de Fraturas ! EXPLORAÇÃO CIRÚRGICA! EXAME CLÍNICO TESTES PULPARES ANAMNESE PERCEPÇÃO SUCESSO RECURSOS AUXILIARES EXAMES COMPLEMENT ARES Conclusão - Kenneth, M. H.; Louis H. B. Cohen Caminhos da polpa. Elsevier Brasil, 2017. - Estrela, C.; Figueiredo, J. A. P. Endodontia: Princípios biológicos e mecânicos. Endodontia. In: 4 Série EAP-APCD. São Paulo: Artes Médicas, v. 4, 2002. - Jafarzadeh, H.; Rosenberg PA.Pulse oximetry: review of a potential aid in endodontic diagnosis. J Endod.35(3):329-33, 2009. - Jafarzadeh, H.; Abbott, PV. Review of pulp sensibility tests. Part I: general information and thermal tests. Int Endod J. 43(9):738-62, 2010. - Nogueira, A. L. F. Laser Doppler como meio diagnóstico para a vitalidade pulpar – Estabelecimento de parâmetros de leitura. 2003. Dissertação (Mestrado em Odontologia) – Universidade de São Paulo. - Siqueira Jr, J. F.; Lopes, H. P. Endodontia - Biologia e Técnica - 4ª Ed. 2015.