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Regime Próprio de Previdência dos
Servidores
Análise do Regime Próprio de Previdência Social, a partir de seus conceitos fundamentais e de uma
abordagem comparatista com o regime geral de previdência.
Prof. Thiago Alencar Alves Pereira
1. Itens iniciais
Propósito
O Regime Próprio de Previdência Social, conhecido como regime de previdência dos servidores públicos,
integra o sistema público de proteção social, ao lado do regime geral de previdência social. O sistema de
proteção previdenciário faz parte do macrossistema de proteção social, a seguridade social, em que são
espécies, ainda, a saúde e a assistência social. Conhecer o instituto é fundamental para o operador do Direito.
Preparação
Antes de iniciar os estudos, tenha em mãos a Constituição Federal, as Leis nº 9.717/1998, 10.887/2004,
8.212/1991 e 8.213/1991.
Objetivos
Reconhecer os conceitos fundamentais da previdência do servidor público.
Analisar as principais regras e os benefícios previdenciários do RPPS.
Introdução
O regime de previdência social do servidor público vem sofrendo enormes transformações desde que foi
introduzido na Constituição Federal de 1988. Assim, os servidores públicos e os militares viram seu regime de
proteção social contributivo sofrer alterações advindas da EC 03/1993, 19/1998, 20/1998, 41/2003, 47/2005,
70/2012 e 103/2019, além de diversas decisões judiciais que deram sentido a palavras, expressões e
conteúdos indeterminados a dispositivos constitucionais e legais.
O caput do artigo 40 da Constituição dispõe que "o Regime Próprio de Previdência Social dos servidores
titulares de cargos efetivos terá caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente
federativo, de servidores ativos, de aposentados e de pensionistas, observados critérios que preservem o
equilíbrio financeiro e atuarial”.
Portanto, o Regime Próprio de Previdência Social tem como benefícios mínimos a aposentadoria e pensão por
morte previstos no art. 40 da Constituição Federal e, no máximo, os mesmos benefícios previstos no Regime
Geral de Previdência Social. 
• 
• 
1. A seguridade social
Ligando os pontos
Você sabe o que é seguridade social? Conseguiria identificar as diferenças entre saúde, assistência social e
previdência social? Vamos lá.
 
Em junho de 2019, entrou em vigor, na cidade do Rio de Janeiro, a Lei nº 6.603, que institui o Programa de
Fornecimento de Absorventes Higiênicos nas escolas públicas do Município. A proposta origina-se no Projeto
de Lei nº 798, de 2018, do vereador Leonel Brizola Neto, que o submeteu à apreciação da Câmara Municipal.
 
A iniciativa consiste no fornecimento de absorventes higiênicos para estudantes do sexo feminino, visando à
prevenção de doenças, bem como à evasão escolar. A distribuição será feita por meio de máquinas de
reposição instaladas nos banheiros das escolas públicas da rede municipal. Poderia, igualmente, ser
distribuída em cestas básicas, por meio do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), já
que se trata de item de higiene pessoal ligada à assistência social.
 
É que a seguridade social, dividida em saúde, assistência social e previdência, tem como espécies não
contributivas a saúde (todos) e assistência social (apenas vulneráveis), podendo algumas políticas sair por
uma ou outra, a depender do público que se deseja tocar.
 
Em matéria publicada no Jornal O Globo, de 14 de junho de 2019, o autor da proposta e presidente da
Comissão de Direitos da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal esclareceu que a demanda partiu das
próprias famílias. Em visitas feitas pela Comissão às escolas públicas, essas famílias relataram dificuldades
financeiras para a compra dos produtos e situações de constrangimento vividas pelas alunas, que resultam
em sucessivas faltas às aulas. É um problema real para as adolescentes, configurando a chamada
precariedade menstrual.
 
A falta de acesso a produtos de higiene para lidar com o período menstrual traz enormes riscos à saúde
dessas jovens, muitas vezes em virtude das soluções precárias e insalubres a que recorrem. É o caso de Anita,
moradora do bairro Pedrinhas, Rio de Janeiro. Ela vive em situação de extrema pobreza e mensalmente falta
às aulas porque não tem condições de adquirir absorventes.
 
Anita por diversas vezes buscou a Secretaria de Estado da Saúde para ter acesso ao absorvente, mas foi
informada de que se trataria de política de assistência social. Da forma como foi confeccionada a Lei nº
6.603/2019 do Rio de Janeiro, o Programa de Fornecimento de Absorventes Higiênicos nas escolas públicas
do município é destinado apenas a pessoas em situação de vulnerabilidade.
 
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos ligar esses pontos?
Questão 1
O tema da distribuição de absorventes tomou conhecimento nacional com a Lei nº 14.214, de 6 de outubro de
2021, que institui o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual. A necessidade de Anita, no Rio de
Janeiro, pode ser atendida pela Lei nº 6.603/2019. De acordo com o caso e com olhos na Lei nº 6.603/2019 do
Rio de Janeiro, você, na condição de gestor, decidiria por:
A
conceder a distribuição de absorventes como uma política pública pertencente à previdência social.
B
conceder a distribuição de absorventes a mulheres vulneráveis como uma política pública estritamente
pertencente à saúde.
C
conceder a distribuição de absorventes nas cestas básicas entregues no âmbito do Sistema Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), como uma política pública pertencente à previdência social, pois
apenas quem contribui tem direito.
D
conceder a distribuição de absorventes nas cestas básicas entregues no âmbito do Sistema Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), como uma política pública pertencente à saúde.
E
conceder a distribuição de absorventes nas cestas básicas entregues no âmbito do Sistema Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), como uma política pública pertencente à assistência social.
A alternativa E está correta.
A seguridade social, dividida em saúde, assistência social e previdência social, tem como subsistema
contributivo a previdência social, sendo a saúde e assistência social não contributivos. Entretanto, a
assistência social é vocacionada apenas a pessoas em situação de vulnerabilidade social. A distribuição de
absorventes a mulheres vulneráveis é uma política da assistência social que pode ser feita no âmbito do
Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).
Questão 2
O tema da distribuição de absorventes tomou conhecimento nacional com a Lei nº 14.214, de 6 de outubro de
2021, que institui o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual. A necessidade de Anita pode ser
política de saúde ou de assistência social. De acordo com o caso e com olhos na Lei nº 14.214/2021, você, na
condição de gestor, decidiria por:
A
conceder a distribuição de absorventes como uma política pública pertencente à previdência social.
B
conceder a distribuição de absorventes a mulheres vulneráveis como uma política pública pertencente à
saúde.
C
conceder a distribuição de absorventes nas cestas básicas entregues no âmbito do Sistema Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), como uma política pública pertencente a previdência social, pois
apenas quem contribui tem direito.
D
conceder a distribuição de absorventes nas cestas básicas entregues no âmbito do Sistema Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), como uma política pública pertencente à saúde.
E
conceder a distribuição de absorventes nas cestas básicas entregues no âmbito do Sistema Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), como uma política pública pertencente à assistência social.
A alternativa B está correta.
A seguridade social, dividida em saúde, assistência social e previdência social, tem como subsistema
contributivo a previdência social, sendo a saúde e assistência social não contributivos. A Lei nº 14.214, de 6
de outubro de 2021,inclui a distribuição de absorventes como política de saúde, o que denota acesso a
todos, independentemente da condição de vulnerabilidade.
Questão 3
Atividade Discursiva
Imagine que você é consultor jurídico de determinado deputado e ele peça uma análise jurídica sobre projeto
lei que visa incluir a distribuição de camisinhas femininas gratuitamente no carnaval. Pretende o deputado que
as camisinhas sejam distribuídas tão somente a mulheres vulneráveis, de modo a reduzir o impacto
orçamentário e financeiro da medida. Em breves linhas, qual a sua recomendação?
Chave de resposta
A seguridade social, dividida em saúde, assistência social e previdência social, tem como subsistema
contributivo a previdência social, sendo a saúde e assistência social não contributivos. Entretanto, a
assistência social é vocacionada apenas a pessoas em situação de vulnerabilidade social, de modo que,
para haver distribuição apenas a pessoas vulneráveis, o programa deve sair pela assistência social.
Sob o ponto de vista da saúde, qualquer mulher, vulnerável ou não, teria direito à camisinha feminina.
Portanto, a recomendação é que a distribuição das camisinhas femininas ocorra a quem não possui
condições financeiras, utilizando-se do Cadastro Único (CadÚnico), que é um conjunto de informações
sobre as famílias brasileiras em situação de pobreza e extrema pobreza. Essas informações são utilizadas
pelo Governo Federal, pelos estados e municípios para implementação de políticas públicas capazes de
promover a melhoria da vida dessas famílias.
Conceito e origem de seguridade social
A seguridade social está conceituada no art. 194 da Constituição Federal como conjunto de ações do Poder
Público e da sociedade, possuindo três espécies de proteção: saúde, assistência e previdência. Eis a dicção
do dispositivo:
Otto Von Bismarck (1815-1898)
Conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar
os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social.
(Art. 194 da CF)
O termo seguridade social é um conceito estruturante das políticas sociais, cuja principal característica é
expressar o esforço de garantia universal da prestação de benefícios. A evolução da proteção estatal contra
os riscos sociais, que podem levar o povo à miséria, pondo em risco a paz social, deve ser contada dentro do
contexto do nascimento e desenvolvimento do Estado social, após a queda dos modelos absolutistas e
liberais. A proteção social iniciou-se no Brasil e no mundo com tímidas medidas de assistência social,
culminando com o nascimento do sistema de seguridade social brasileiro em 1988, com a promulgação da
atual Constituição, abarcando a previdência, a assistência e a saúde.
 
A expressão seguridade social é de origem anglo-saxônica, tendo por referência certas políticas do início do
século XX. Mas ela aparece pela primeira vez no documento de lançamento do Social Security Act, que
instituiu a Previdência Social norte-americana, em 1935. Sua base de financiamento é bem mais ampla que a
do seguro social, conceito que orientou a política previdenciária brasileira desde os anos de 1920, organizada
sob inspiração do modelo alemão, criado por Bismark na segunda metade do século XIX.
As primeiras iniciativas de benefícios previdenciários que
vieram a constituir a seguridade social no século XX
nasceram na Alemanha, no final do século XIX, mais
precisamente em 1883, durante o governo do chanceler
Otto Von Bismarck, em resposta às greves e pressões dos
trabalhadores.
O modelo bismarckiano é considerado um sistema de
seguros sociais, porque suas características assemelham-
se às de seguros privados (BOSCHETTI; SALVADOR, 2006,
p. 25-57). Observe a seguir:
1
Direitos
No que se refere aos direitos, os benefícios cobrem principalmente (e às vezes exclusivamente) os
trabalhadores.
2
Acesso
O acesso é condicionado a uma contribuição direta anterior, e o montante das prestações é
proporcional à contribuição efetuada.
3
Financiamento
Quanto ao financiamento, os recursos são provenientes, fundamentalmente, da contribuição direta
de empregados e empregadores, baseada na folha de salários.
4Gestão
Em relação à gestão, teoricamente (e originalmente), cada benefício é organizado em caixas, que
são geridas pelo Estado, com participação dos contribuintes, ou seja, empregadores e empregados.
Em outro contexto econômico e político, durante a Segunda Guerra Mundial, mais precisamente em 1942, é
formulado na Inglaterra o Plano Beveridge, que apresenta críticas ao modelo bismarckiano vigente até então e
propõe a instituição do Welfare State. No sistema beveridgiano, os direitos têm caráter universal, destinados a
todos os cidadãos incondicionalmente ou submetidos a condições de recursos, mas garantindo mínimos
sociais a todos em condições de necessidade. O financiamento é proveniente dos impostos fiscais, e a gestão
é pública, estatal. Os princípios fundamentais são a unificação institucional e uniformização dos benefícios.
 
Com a publicação do Relatório Beveridge, em 1942, Social security passou a apresentar um significado mais
próximo do atual. De acordo com o relatório, foi encomendado pelo governo inglês ao renomado economista
Sir. William Beveridge que desenhasse uma política de libertação das pessoas da condição pobreza. Esse
movimento, que desembocou nas reformas sociais inglesas de 1945-1948, também resultou na inscrição da
seguridade social como um dos direitos fundamentais na Carta dos Direitos Humanos de 1948, com a
fundação das Nações Unidas.
Evolução legislativa no Brasil
No Brasil, a doutrina atribui ao Decreto-legislativo nº 4.682/1923 (Lei Eloy Chaves) o início da proteção social.
O decreto criou, em cada uma das empresas de estradas de ferro existentes no país, uma caixa de
aposentadoria e pensões para os respectivos empregados.
 
A Constituição de 1824 é considerada a primeira a tratar de matéria securitária no Brasil. Estabeleceu a
instituição das Casas de Socorros Públicos, consideradas embriões das Santas Casas de Misericórdia. Após
os atos normativos citados, vieram outros:
Constituição de 1937 - Primeira a utilizar a expressão "Seguro Social".
 
Constituição de 1946 - Primeira a empregar a expressão "Previdência Social".
 
Lei nº 3.807/1960 - LOPS - Responsável pela uniformização da legislação previdenciária dos diversos
Institutos Previdenciários.
 
LC nº 11/1971 (FUNRURAL) - Previdência Social dos trabalhadores rurais.
 
Lei nº 5.859/1972 (domésticos) - Inicio da proteção social para os trabalhadores rurais e domésticos.
 
Lei nº 6.439/1977 - SINPAS (Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social): IAPAS - INAMPS -
INPS - LBA - CEME - DATAPREV (ainda existe) - FUNABEM.
 
Constituição de 1988 - Inaugurou o Sistema de Seguridade Social, formado pelos subsistemas
Assistência Social, Previdência Social e Saúde.
 
Lei nº 8.029/1990 - Criação do INSS: fusão do INPS (benefícios) com IAPAS (custeio).
 
Lei nº 8.212/1991 - Disciplina o Custeio da seguridade social.
 
Lei nº 8.213/1991 - Disciplina o Plano de Benefícios do Regime Geral da Previdência Social.
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Com a subida dos militares ao poder, em 1964, ocorreu uma mudança nas relações entre o Estado e a classe
trabalhadora. Atingidos a partir de então pela intervenção federal, os sindicatos e os institutos de
aposentadoria foram pouco a pouco conduzidos à despolitização. O novo regime procurou imprimir à
previdência social o domínio do princípio administrativo-tecnocrático, excluindo a participação e a influência
dos líderes trabalhistas e dos segurados nas decisões da política previdenciária.
 
A unificação dos institutos de aposentadoria e pensões, além de constituir uma tentativa de solução para a
crise política, financeira e organizacional que a previdência vinha enfrentando desde o final da década de
1950, permitiria que ela se tornasse mais facilmente uma questão administrativa da competência do Estado.
 
Assim, foi criado o órgão pelo Decreto nº 72, de 21de novembro de 1966, como resultado da fusão dos
institutos de aposentadoria e pensões do setor privado então existentes:
IAPM
Institutos de aposentadoria e pensões do setor
marítimo.
IAPC
Institutos de aposentadoria e pensões dos
comerciários.
IAPB
Institutos de aposentadoria e pensões dos
bancários.
IAPI
Institutos de aposentadoria e pensões dos
industriários.
IAPETEC
Institutos de aposentadoria e pensões dos
empregados em transportes e cargas.
IAPFESP
Institutos de aposentadoria e pensões dos
ferroviários e empregados em serviços
públicos.
Além disso, também houve a criação dos serviços integrados e comuns a todos esses institutos, entre os
quais:
SAMDU
Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de
Urgência.
SAPS
Serviço de Alimentação da Previdência Social.
Ressalta-se que, de acordo com a Lei nº 11.457/2007, a Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB) passou
a arrecadar e fiscalizar as contribuições previdenciárias.
Organização e princípios da seguridade social
A organização da seguridade social brasileira vem no tripé saúde, assistência e previdência social.
 
Apenas a previdência social é contributiva, ou seja, exige contraprestação pecuniária do beneficiário do
regime. A saúde e assistência social não exigem contribuição específica para usufruir dos serviços e
benefícios. Entretanto, em que pese não exigir contribuição, a assistência social impõe que somente
vulneráveis (hipossuficientes) terão acesso ao sistema protetivo.
Princípios da seguridade social
Veja a seguir os princípios regentes da seguridade social.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Os princípios-chave que orientam a política de seguridade social estão explicitados no art. 194 da
Constituição, sendo eles:
1
Universalidade da cobertura e atendimento
O princípio compreende a universalidade como sinônimo de todos. Ou seja, todas as coberturas -
passado (prevenção), presente (proteção propriamente dita) e futuro (recuperação), e todos os
atendimentos - todos no território nacional, inclusive os estrangeiros, conforme entendimento do
STF, têm direito subjetivo a alguma das formas de proteção do tripé da seguridade social.
2
Uniformidade e equivalência dos benefícios rurais e urbanos
A uniformidade é vista como igualdade nos benefícios de rurais e urbanos, de modo que o valor das
prestações pagas a urbanos e rurais deve ser proporcionalmente igual, tendo em vista o custeio
(equivalência).
3
Seletividade e distributividade na prestação de serviços
A seleção de contingências se refere às necessidades e à distribuição de proteção social a quem
mais necessitar.
4
Irredutibilidade no valor dos benefícios
O art. 201, § 4º, da CF garante o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes o valor real,
conforme critérios estabelecidos em lei. Portanto, é garantia que o valor do benefício não será
reduzido. Entretanto, o Supremo Tribunal Federal entende que o que deve ser preservado é o valor
nominal e não o real.
5
Diversidade da base de financiamento
Aqui observamos a aplicação do princípio da solidariedade, que impõe a todos os segmentos sociais
— Poder Público, empresas e trabalhadores — a contribuição na medida de suas possibilidades.
6Equidade na forma de participação no custeio
Pilar do sistema contributivo, a equidade exige que haja justiça contributiva. Quanto maior a
probabilidade de a atividade exercida gerar contingências com cobertura, maior deverá ser a
contribuição.
7
Caráter democrático dos seus subsistemas (previdência, saúde e assistência)
A gestão da seguridade social é quadripartite, permitindo que os trabalhadores, os empregadores,
os aposentados e o Poder Público participem. É um reflexo da democracia participativa.
Compreendido os conceitos fundamentais da previdência do servidor público, vamos testar nossos
conhecimentos para então avançarmos nossos estudos para o entendimento das principais regras e
benefícios previdenciários do RPPS.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
A seguridade social
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Evolução legislativa no âmbito da seguridade social
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
A formação de um sistema de proteção social no Brasil, a exemplo do que se verificou na Europa, deu-se por
um lento processo de reconhecimento da necessidade de que o Estado intervenha para suprir deficiências da
liberdade absoluta — postulado fundamental do liberalismo clássico —, partindo do assistencialismo para o
seguro social, e deste para a formação da seguridade social. Na evolução histórica do direito previdenciário
brasileiro, observou-se diversos institutos e regras, até a consolidação do que temos atualmente. Assinale a
opção correta no que se refere à evolução legislativa nacional:
A
Ocorreram inúmeras modificações na organização administrativa previdenciária brasileira ao longo de seu
desenvolvimento, tais como a transformação do Fundo de Assistência e Previdência do Trabalhador Rural em
INPS e, em seguida, mediante a CF, a transformação deste em INSS.
B
O ordenamento jurídico brasileiro coexistiu com inúmeros regimes previdenciários específicos até a edição do
Decreto-lei nº 72/1966, mediante o qual foram unificados os institutos de aposentadorias e centralizada a
organização previdenciária no INPS.
C
O Decreto Legislativo n.º 4.682/1923, também conhecido como Lei Eloy Chaves, é considerado um marco do
direito previdenciário brasileiro, devido ao fato de, por meio dele, ter sido criado o Ministério da Previdência e
Assistência Social.
D
Ao longo de décadas, o Estado brasileiro deixou de conceder diversos direitos sociais a seus cidadãos, tendo
sido instituídos benefícios previdenciários ao trabalhador apenas com a promulgação da CF.
E
A Constituição Federal de 1934 é considerada retrocedente quanto à proteção ao trabalhador, haja vista terem
sido dela excluídos os benefícios de proteção à maternidade e os provenientes de acidente de trabalho.
A alternativa B está correta.
Até o Decreto nº 72, de 21 de novembro de 1966, havia diversos institutos de aposentadoria e pensões do
setor privado — o dos marítimos (IAPM), o dos comerciários (IAPC), o dos bancários (IAPB), o dos
industriários (IAPI), o dos empregados em transportes e cargas (IAPETEC) e o dos ferroviários e
empregados em serviços públicos (IAPFESP) — e dos serviços integrados e comuns a todos esses
institutos — entre os quais o Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência (SAMDU) e o Serviço
de Alimentação da Previdência Social (SAPS). 
O Decreto nº 72/1966 unificou os institutos de aposentadoria e pensões em uma tentativa de solução para
a crise política, financeira e organizacional que a previdência vinha enfrentando desde o final da década de
1950.
Questão 2
Com relação à seguridade social e a seus princípios, assinale a opção correta.
A
A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da
sociedade destinado a assegurar os direitos relativos ao trabalho, à saúde, à previdência e à assistência
social.
B
A gestão tripartite do sistema previdenciário, com participação dos trabalhadores, dos empregadores e dos
aposentados e decorrente do caráter democrático e descentralizado da administração, garante a segurança e
a moralidade na administração desse sistema.
C
O equilíbrio financeiro e atuarial do sistema previdenciário consiste na observação dos critérios que
preservem a sua solvência financeira, de modo a fornecer segurança e tranquilidade aos segurados e garantir
o fomento público em situações de instabilidade econômica.
D
Constituem objetivos da seguridade social a universalidade e a uniformidade da cobertura e do atendimento e
a inequidade na forma de participação no custeio.
E
Segundo a jurisprudência majoritária do STF, o princípio da irredutibilidade do valor dos benefíciosrefere-se
apenas ao valor nominal desses benefícios, não resultando na garantia da concessão de reajustes periódicos,
característica relativa à preservação do valor real.
A alternativa E está correta.
O princípio da irredutibilidade do valor dos benefícios prevê a manutenção do valor real, de modo a permitir
o poder aquisitivo do segurado. Entretanto, a intepretação dada pelo Supremo Tribunal Federal é no sentido
de manutenção do valor nominal.
2. Regime Próprio de Previdência Social (RPPS)
Ligando os pontos
Você percebeu que, desde sua origem, a Constituição Federal de 1988 sofreu diversas intervenções no
sistema previdenciário? Notou que ele cada dia vem se aproximando mais do Regime Geral de Previdência
Social?
 
Até a EC 20/1998 não era exigida a contribuição, mas apenas o tempo de serviço, com exceção dos
servidores federais, uma vez que a EC 03/1993 ordenou a contribuição aos servidores federais. A EC 20/1998,
para evitar discussões sobre a contributividade, ordenou que o tempo de serviço seria contado como de
contribuição.
 
João é servidor público estadual desde janeiro de 1995, ingressando, portanto, pouco tempo antes das
emendas à Constituição nº 20/1998, 41/2003 e 47/2005, possuindo expectativa de direito a proventos pela
integralidade e reajuste pela paridade. Até o momento, o estado em que João é servidor não fez sua reforma
previdenciária conforme a emenda Constitucional nº 103/2019. A ele foi assegurado regra de transição,
posteriormente revogada pela emenda à constituição nº 41/2003, que trouxe outras regras de transição.
 
Não bastassem os períodos de pedágio que passaram a ser exigidos, a Emenda à Constituição nº 103/2019
inovou mais uma vez, trazendo regras ainda mais duras. João nasceu em janeiro de 1972 e, caso não
houvesse alterações nas regras, ele se aposentaria. Com base na redação original da Constituição Federal de
1988, João se aposentaria com 35 anos de tempo de serviço, com integralidade e paridade. Com as novas
regras trazidas pela Emenda à Constituição nº 103/2019, João precisaria de 35 anos de contribuição, 60 anos
de idade, 20 anos de efetivo exercício no serviço público, 5 anos de cargos efetivos em que se der a
aposentadoria, podendo optar pelo sistema de pontos ou de pedágio.
 
Não há mais as regras de transição das emendas à Constituição anteriores, revogadas expressamente.
Todavia, o governo federal, com a finalidade de administrar e executar planos de benefícios de caráter
previdenciário complementar para os servidores públicos, criou a Fundação de Previdência Complementar do
Servidor Público Federal (FUNPRESP), por meio do Decreto nº 7.808/2012. O servidor que migrar para o
regime complementar passará a ter proventos limitados ao teto do Regime Geral de Previdência Social e o
reajuste por índice do RGPS.
 
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos ligar esses pontos?
Questão 1
As diversas reformas previdenciárias mudaram o sistema de proteção social dos servidores públicos, trazendo
novas regras que aumentaram o tempo de serviço e de contribuição. A Emenda à Constituição nº 20/1998
tornou possível a contributividade para todos os entes da federação, algo já existente no serviço público
federal desde 1993, quando a EC nº 03 passou a viger. A EC nº 41/2003 permitiu proventos pela integralidade
e reajuste pela paridade apenas em regras de transição, excluindo do corpo da constituição. Sobre as
reformas, assinale a correta:
A
De janeiro de 1995 até a EC nº 20/1998, o tempo de serviço de João será contado como tempo de
contribuição, desde que ele faça os recolhimentos de contribuição previdenciária do período.
B
Desde a nova ordem constitucional, instituída em 5 de outubro de 1984, os servidores federais somente se
aposentavam se houvesse contribuição e idade mínima.
C
Desde a Emenda Constitucional nº 20/1988, exige-se apenas contribuição para os servidores públicos
poderem se aposentar.
D
A Emenda Constitucional nº 03/1993 estabeleceu a contribuição obrigatória para os servidores públicos e não
apenas o tempo de serviço.
E
A Emenda Constitucional nº 41/2003 acabou com a integralidade e paridade, assegurando-as apenas em
regras de transição para os que ingressaram até a data de vigência da emenda, como é caso de João.
A alternativa E está correta.
João ingressou no serviço público federal em janeiro de 1995, já no sistema contributivo, pois a Emenda
Constitucional nº 03/1993 passou a exigir contribuição apenas de servidores federais. Como ingressou
antes da Emenda Constitucional nº 20/1998 (16 dez. 1998), foram asseguradas a João as regras de
transição com proventos pela integralidade e reajuste pela paridade, tanto pela Emenda Constitucional nº
41/2003 quanto pela nº 47/2005.
Questão 2
Observando as alterações constitucionais ao longo da história, é notável que a Emenda Constitucional nº
41/2003, art. 6º, e a Emenda Constitucional nº 47/2005, art. 3º, asseguraram integralidade dos proventos e
paridade nos reajustes. Podemos dizer que João terá direito a aposentadoria:
A
pelas regras da Emenda Constitucional nº 20/1998, que acabou com os proventos integrais e com a paridade.
B
pelas regras da Emenda Constitucional nº 41/2003, que acabou com os proventos integrais e com a paridade.
C
pelas regras de transição da Emenda Constitucional nº 41/2003, que manteve apenas a “integralidade”.
D
pelas regras da Emenda Constitucional nº 47/2005, que trouxe, no artigo 3º, regra de transição aplicável aos
servidores que ingressaram em cargo público até a data em que a EC nº 20/1998 foi publicada. De acordo
com essa regra, os servidores que cumprissem os requisitos ali presentes poderiam se aposentar com
proventos equivalentes à última remuneração, além de fazerem jus ao reajuste no mesmo índice dos
servidores ativos, aplicando-se o mesmo às pensões.
E
pelas regras da Emenda Constitucional nº 41/2003 ou da nº 47/2005, uma vez que se exige, para ambas,
ingresso até 17 dez. 1998.
A alternativa D está correta.
Como João ingressou antes de 16 dez. 1998, é possível aplicar a ele tanto o art. 6º da Emenda
Constitucional nº 41/2003, que previu aposentadoria com integralidade e paridade, mas não o fez para as
pensões, quanto o art. 3º da Emenda Constitucional nº 47/2005, que corrigiu a distorção e passou a prever
que os pensionistas dos servidores ingressos até 16 dez. 1998 teriam direito à integralidade e paridade.
Questão 3
Atividade Discursiva
Levando em consideração as transformações citadas no caso, oriente qual o melhor benefício a ser concedido
a João, servidor público estadual desde janeiro de 1995, ingressando, portanto, pouco tempo antes da
emendas à Constituição nº 20/1998, nº 41/2003 e nº 47/2005, possuindo expectativa de direito a proventos
pela integralidade e reajuste pela paridade.
Chave de resposta
O Servidor poderá optar tanto pela regra de transição da Emenda Constitucional nº 41/2003 (art. 6º) como
pela da Emenda Constitucional nº 47/2005 (art. 3º). Ao optar por esta, deverá cumprir mais 10 anos de
efetivo exercício público e tempo na carreira, já que a regra exige 60 anos de idade, 35 anos de
contribuição, 25 anos de efetivo exercício público, 15 anos de tempo na carreira e 5 anos de tempo no
cargo. Aqui seus pensionistas terão paridade.
Se optar pela regra do art. 6º da EC nº 41/2003, precisará de mais 5 anos, pois a regra exige 60 anos de
idade, 35 anos de contribuição, 20 anos de efetivo exercício público, 10 anos de tempo na carreira e 5
anos de tempo no cargo. Aqui seus pensionistas não terão paridade.
Conceito do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS)
O Regime Próprio de Previdência Social é o sistema de proteção social dos servidores públicos, previsto no
artigo 40 da Constituição Federal.
O caput do artigo 40 da Constituição prevê que o regime será direcionado "aos servidores titulares de cargos
efetivos da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, incluídas suas autarquias e fundações”,
sendo “de caráter contributivo e solidário, mediante contribuiçãodo respectivo ente público, dos servidores
ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial”. 
Podemos conceituar o Regime Próprio de Previdência Social como um sistema de proteção social,
de caráter contributivo, destinado apenas a servidores ocupantes de cargo efetivo, excluídos os
militares, com financiamento solidário mediante contribuição do respectivo ente público, dos
servidores ativos e inativos e dos pensionistas.
Princípios do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS)
Sendo o Regime Próprio de Previdência Social parte do sistema de seguridade social, os princípios gerais
aplicáveis à seguridade social também informam esse regime. No mais, alguns dos princípios se encontram no
caput do art. 40 da Constituição Federal. É o que veremos a seguir.
Princípio da contributividade
Previsto no caput do art. 40 e art. 201 da CRFB, a contribuição é marca do sistema de previdência,
diversamente do que ocorre com a saúde e assistência social. Assim, a concessão de todo e qualquer
benefício depende da contribuição prévia pelo segurado. A contributividade garante, ainda, o equilíbrio
financeiro e atuarial.
A contribuição previdenciária tem natureza tributária e, portanto, submete-se às regras do Código Tributário
Nacional (CTN). Essa é a orientação do plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE 556.664/
RS, do qual se extrai que “as contribuições, inclusive as previdenciárias, têm natureza tributária e se
submetem ao regime jurídico-tributário previsto na Constituição” (RE 556664, Relator(a): GILMAR MENDES,
Tribunal Pleno, julgado em 12/06/2008, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-216 DIVULG 13-11-2008 PUBLIC
14-11-2008 EMENT VOL-02341-10 PP-01886). 
Princípio do equilíbrio financeiro e atuarial
Como primeiras palavras, é importante saber a diferenciação entre os equilíbrios financeiros e atuarial:
Entretanto, o estudo de impacto para fins de equilíbrio financeiro e atuarial não impede o aumento de
contribuição previdenciária. O tema foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal, que decidiu que a previsão
contida no caput do artigo 40 da Constituição Federal quanto à exigência de estudo atuarial específico e
prévio à edição de lei que aumente a contribuição previdenciária dos servidores públicos não implica vício de
inconstitucionalidade, mas mera irregularidade. Ou seja, o vício pode ser sanado pela demonstração do déficit
financeiro ou atuarial no futuro, mediante justificativa que autorize o aumento do tributo. Portanto, o aumento
do tributo sem o estudo prévio de impacto não configura confisco e nem afronta ao princípio da razoabilidade.
(ARE 875958 RG, Relator(a): ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, julgado em 16/02/2017, DJe-037 DIVULG
23-02-2017 PUBLIC 24-02-2017).
Princípio da precedência de fonte de custeio (preexistência ou
antecedência)
Equilíbrio financeiro 
Consiste em regra de ouro do direito
financeiro (receitas, pelo menos, iguais as
despesas). O equilíbrio financeiro é voltado
ao curto prazo.
Equilíbrio atuarial 
Envolve variáveis financeiras,
demográficas, econômicas e
probabilísticas, avaliando um horizonte
de longo a médio prazo.
Está previsto no art. 195, § 5º, da Constituição Federal. Esse dispositivo dispõe que nenhum benefício da
seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total, ou
seja, o servidor público deve realizar a contribuição para o custeio do sistema de previdência. Uma gestão
responsável exige a preexistência de recurso para gerar um benefício.
O princípio da precedência da fonte de custeio total, também conhecido como postulado da contrapartida -
que mantém íntima conexão com o critério do equilíbrio atuarial - visa garantir a equação econômico-
financeira do sistema de previdência e traduz exigência que, além de configurar requisito operacional que
vincula o legislador e o aplicador da legislação previdenciária, qualifica-se como pressuposto constitucional
necessário à viabilização da própria existência e funcionalidade do sistema de seguridade social e, em
especial, do sistema previdenciário nacional.
Daí a precisa observação feita na lição de Ivan Kertzman (2020, p. 73-74): 
Preexistência do custeio em relação aos benefícios e serviços significa que, para ser possível a criação
ou ampliação de qualquer benefício ou serviço, deve haver anteriormente a previsão da fonte dos
recursos que financiará a nova prestação. Um novo benefício deve ser financiado por uma nova fonte,
não bastando apenas indicar recursos já existentes, sob o risco de padecer de inconstitucionalidade.
Mesmo os benefícios e serviços da saúde e da assistência social devem atender a este princípio. Os
benefícios recentemente criados foram sempre acompanhados da instituição de nova fonte de custeio.
Foi o que ocorreu com o benefício de aposentadoria especial para os trabalhadores filiados a
cooperativas, que foi acompanhada de uma nova contribuição social (Lei 10.666/2003). Interessante
ressaltar que o Supremo Tribunal Federal tem posicionamento firmado de que o princípio da
preexistência do custeio em relação aos benefícios e serviços, previsto no art. 195, § 5º, da Constituição
Federal, não se aplica à previdência privada, mas, apenas, à seguridade social que é financiada por toda
a sociedade.
(Agravo Regimental no RE 583.687/RS)
Princípio do tempus regit actum
Não previsto expressamente na Constituição, indica que se aplica a lei que vigia quando o direito nasceu. Não
autoriza o uso de lei a mera expectativa de direito. Em relação à pensão, destaca-se a Súmula nº 340 do STJ:
A lei aplicável à concessão de pensão previdenciária por morte é aquela vigente na data do óbito do
segurado.
Sobre o tema, vale destacar a clareza contida na lição de Frederico Amado: 
Trata-se de um princípio geral do Direito [‘tempus regit actum’] que pontifica que os atos jurídicos
deverão ser regulados pela lei vigente no momento da sua realização, normalmente não se aplicando os
novos regramentos que lhe são posteriores, salvo previsão expressa em sentido contrário. [...]
Conquanto não esteja explicitamente previsto na legislação da previdência social como princípio
informador, entende-se que ele integra o seu rol, sendo muitas vezes usado para definir o regime jurídico
dos benefícios previdenciários, pois deverá ser aplicada a lei vigente na data do nascimento do direito à
prestação previdenciária.
(Frederico Amado, 2017, p. 261)
Princípio da solidariedade
Para fins do regime próprio, a solidariedade indica a ampliação do critério subjetivo do tributo “contribuição”,
ou seja, o sujeito passivo da obrigação não apenas o segurado, mas também o respectivo ente público, os
servidores inativos e os pensionistas.
Sobre o tema, Thiago Alencar Alves Pereira (2021. p. 34) trata do assunto desta forma: 
[...] no RE n.º 593068 foi fixada em repercussão geral a seguinte tese: ‘Não incide contribuição
previdenciária sobre verba não incorporável aos proventos de aposentadoria do servidor público, tais
como ‘terço de férias’, ‘serviços extraordinários’, ‘adicional noturno’ e ‘adicional de insalubridade’.
(BRASIL. Supremo Tribunal Federal. RE 593068, Relator(a): ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, julgado em 11/10/2018,
PROCESSO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-056 DIVULG 21-03-2019 PUBLIC 22-03-2019.)
Para os ministros do STF, a regra matriz de incidência tributária, em seu critério quantitativo (base econômica
do tributo), não pode sofrer inovações do princípio da solidariedade. A solidariedade apenas ampliou o critério
subjetivo relacionado ao sujeito passivo, passando a exigir contribuições dos inativos e pensionistas.
Princípio da irredutibilidade dos benefícios
Em que pese a Constituição Federal prever a manutenção do valor real, o que não é possível é a redução
nominal do benefício (art. 194, parágrafo único, IV, da CRFB).
Essa compreensão é extraída do entendimento da maioria do Supremo Tribunal Federal que assentou a
presunção de constitucionalidade da legislação infraconstitucionalà EC nº 41/2003, previu que servidores que
ingressaram no serviço público até a data da publicação da EC nº 41/2003 teriam, caso se aposentassem por
invalidez, os proventos calculados com base na última remuneração no cargo efetivo, os quais seriam
reajustados pela paridade com os servidores da ativa. Corrigiu distorção não prevista pela EC 41/2003.
A Emenda Constitucional nº 88/2015 alterou tão somente a
idade limite para aposentadoria compulsória de servidores
públicos, prevista no inciso II do § 1º do art. 40 da
Constituição, passando de 70 para 75 anos, deliberando
que os proventos serão calculados proporcionalmente ao
tempo de contribuição.
A referida emenda foi regulamentada pela Lei
Complementar Federal nº 152/2015, fixando, em regra, a
idade limite de 75 anos para aposentadoria no serviço
público.
Já a Emenda Constitucional nº 103/2019 assegurou direito
adquirido ao servidor vinculado do RPPS que
implementasse requisitos para obter qualquer espécie de aposentadoria antes da EC 103/2019, podendo pedir
benefício a qualquer tempo (art. 3º da EC), garantindo-se cálculo e reajuste com base na legislação vigente à
época em que foram cumpridos os requisitos (art. 3º, §§ 1º e 2º da EC).
Previu a EC 103/2019, como regra de transição no RPPS (art. 4º da EC), aposentadoria aos 30 anos de
contribuição (mulher) e 35 (homem), sendo 20 de efetivo exercício no serviço público e 5 anos no cargo em
que se der aposentadoria, desde que cumpra com idade mínima de 56 e 61 anos, respectivamente, além de
somatório de idade e do tempo de contribuição equivalente a 86 pontos (mulher) e 96 (homem) (art. 4º, 
caput, incisos I a V, da EC).
A idade mínima aumenta a partir de 1º de janeiro de 2022
para 57 (mulher) e 62 (homem) (art. 4º, §1º da EC), assim
como a pontuação será acrescida em 1 ponto a partir de 1º
de janeiro de 2020 até atingir 100 (mulher) e 105 (homem)
(art. 4º, §2º da EC).
O cálculo garante a integralidade e a paridade da
remuneração para quem ingressou no serviço público até 31
de dezembro de 2003 (data de vigência da EC 41/2003),
mas desde que tenha no mínimo 62 anos (mulher) e 65 anos
(homem) (art. 4º, § 6º, inciso I, da EC), além de cumprir com
o somatório referenciado, que pode acarretar idade superior a essas (art. 4º, § 7º, inciso I, da EC); e para
servidor que ingressou após referida data, garantido valor correspondente a 60% da média de todos os
salários mais 2 pontos percentuais a cada ano que exceder 20 anos de contribuição (art. 26, § 2º, inciso I, da
EC).
Para o professor, a EC 103/2019 diz que todos
esses parâmetros são reduzidos em 5 anos ou
5 pontos (art. 4º, § 4º, da EC), exceto quanto
ao limite máximo do somatório da mulher
professora, que chegará a 92 pontos (art. 4º, §
5º, da EC 103/2019).
Especificidades da
Emenda Constitucional
A EC 103/2019 veda a instituição de novos RPPS e determina que lei complementar federal institua regras de
responsabilidade previdenciária (art. 40, § 22, da CF), veda a utilização de recursos do fundo de previdência
para realização de despesas distintas do pagamento de benefícios previdenciários (art. 167, inciso XII, da CF)
e que a transferência voluntária de recursos, concessão de avais, garantias e subvenções pela União, bem
como empréstimos por instituições federais para entes subnacionais que descumpram regras de
funcionamento de seus respectivos RPPS (art. 167, inciso XIII, da CF). Essas proibições têm como escopo
preservar a integridade atuarial e financeira do sistema. 
A EC 103/2019 também retira o direito constitucional ao abono de permanência, mas autoriza a concessão por
lei do ente federativo (art. 40, §19º). Como regra transitória, o abono de permanência continua para todos os
servidores públicos federais e inova ao prever expressamente a concessão desse abono desde o implemento
dos requisitos também para aposentadoria especial e aposentadoria da pessoa com deficiência (art. 8º da
EC), algo inexistente nas emendas anteriores, embora a concessão fosse autorizada pelo TCU. 
O teto do RGPS como limite máximo no RPPS passa a ser impositivo, não mais uma faculdade dos
entes federados.
Continuando com a EC 103/2019, podemos identificar normas não autoaplicáveis e normas autoaplicáveis. São
exemplos de normas não autoaplicáveis:
Art. 40, § 15 da Constituição c/c art. 33 da Emenda Constitucional nº 103/2019 (Administração, por
entidade aberta de previdência complementar, de planos de benefícios patrocinados pelos entes
federados, que depende de regulamentação mediante lei complementar da União);
 
Art. 149, §§ 1º-B e 1º-C da Constituição c/c art. 9º, § 8º, c/c art. 36, inciso II da Emenda Constitucional
nº 103/2019 (Instituição de contribuição extraordinária, por meio de lei, cuja regulamentação no âmbito
dos estados, Distrito Federal e municípios somente poderá ser editada quando a alteração de redação
dada pela reforma ao art. 149 da Constituição Federal tiver vigência em relação a esses entes, o que
dependerá de publicação de lei estadual, distrital ou municipal que referende integralmente a alteração
promovida nesse artigo da Constituição).
Já as normas de aplicabilidade imediata são, por exemplo:
Art. 22, XXI da Constituição (Competência privativa da União para editar normas gerais sobre
inatividades e pensões das polícias militares e corpos de bombeiros militares);
 
Art. 37, § 14 da Constituição e art. 6º da Emenda Constitucional nº 103/2019 (Preceito segundo o qual a
utilização de tempo de contribuição de cargo público e de emprego ou função pública, ainda que se
trate de tempo de contribuição para o RGPS, acarreta o rompimento do vínculo com a Administração
Pública, ressalvando-se a concessão de aposentadoria pelo RGPS até a data de entrada em vigor da
Emenda Constitucional nº 103/2019);
 
Art. 37, § 15 da Constituição c/c o art. 7º da Emenda Constitucional nº 103/2019 (Vedação de
complementação de aposentadorias de servidores públicos e de pensões por morte a seus
dependentes, que não seja decorrente da instituição do regime de previdência complementar a que se
referem os §§ 14 a 16 do art. 40 da Constituição ou que não seja prevista em lei que extinga RPPS,
ressalvadas as complementações de aposentadorias e pensões já concedidas); dentre outras.
A EC nº 103/2019 previu, no art. 35, que ficam revogados:
• 
• 
• 
• 
• 
Os seguintes dispositivos da
Constituição Federal: a) o § 21 do art. 40;
b) o § 13 do art. 195.
Os arts. 9º, 13 e 15 da Emenda
Constitucional nº 20, de 15 de dezembro
de 1998.
Os arts. 2º, 6º e 6º-A da Emenda
Constitucional nº 41, de 2003; IV - o art.
3º da Emenda Constitucional nº 47, de
2005.
Para os regimes próprios de previdência social dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, quanto às
revogações dos arts. 2º, 6º e 6º-A da Emenda Constitucional nº 41/2003, e do art. 3º da Emenda
Constitucional nº 47/2005, somente ocorrerão na data de publicação de lei de iniciativa privativa do
respectivo Poder Executivo e desde que as referende integralmente (art. 36 da EC 103/2019).
Enquanto não houver o referendo integral dos mencionados dispositivos da reforma, por meio de lei estadual,
distrital ou municipal, continua a valer o parágrafo 21 do art. 40 da Constituição, bem como valem os arts. 2º,
6º e 6º-A da Emenda Constitucional nº 41/2003, e o art. 3º da Emenda Constitucional nº 47/2005, sendo
aplicável, quanto ao art. 149 da Constituição, a redação anterior à data de entrada em vigor da EC nº
103/2019.
Consideram-se ainda vigentes para os entes subnacionais as regras de transição dos arts. 2º, 6º e 6º-A da
Emenda Constitucional nº 41/2003, e do art. 3º da Emenda Constitucional nº 47/2005, nessa hipótese de
ausência de lei que referende integralmente a alteração do art. 149 da Constituição Federal e a cláusula de
revogação da alínea a do inciso I e dos incisos III e IV do art. 35 da EC nº 103/2019.
Diante desse histórico, é possível perceber que o sistema previdenciário dos servidores públicos sofreu
alterações substanciais ao longo dos últimos anos. A aposentadoria passou de uma benesse,um “prêmio”,
visando manter o padrão de vida do ex-servidor, para se tornar um benefício contraprestacional, com vistas a
atingir o equilíbrio econômico-financeiro do RPPS, aproximando-se a cada dia do RGPS. 
Comentário
Note que está mantida, nos termos do art. 42 da CF, a competência dos estados para dispor, em lei
estadual específica, tanto sobre as matérias do art. 142, § 3º, X (entre outras, a que trata da
transferência do militar para a inatividade) quanto sobre as pensões militares. Por conseguinte, os
estados deverão adaptar suas leis específicas ao que vier a ser disposto em lei de caráter nacional da
União sobre normas gerais de inatividades e pensões das polícias militares e corpos de bombeiros
militares, sob pena de invalidade. 
O art. 201, §9º, Constituição Federal de 1988, assegura, para fins de aposentadoria a contagem recíproca do
tempo de contribuição entre o Regime Geral de Previdência Social e os regimes próprios de previdência social,
e destes entre si, observada a compensação financeira, de acordo com os critérios estabelecidos em lei.
Benefícios
Benefícios do RPPS
Veja a seguir os benefícios do Regime Próprio de Previdência Social.
Conteúdo interativo
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O RPPS concederá, no máximo, os mesmos benefícios do RGPS (Art. 5º da Lei Federal nº 9.717/1998 - Os
regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União, dos estados, do Distrito Federal e
dos municípios, dos militares dos estados e do Distrito Federal não poderão conceder benefícios distintos dos
previstos no Regime Geral de Previdência Social, de que trata a Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, salvo
disposição em contrário da Constituição Federal) e, no mínimo, aposentadoria e pensão (portaria nº 402, de
10 de dezembro de 2008. Art. 2º Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) é o regime de previdência,
estabelecido no âmbito da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios que assegura, por lei, aos
servidores titulares de cargos efetivos, pelo menos, os benefícios de aposentadoria e pensão por morte
previstos no art. 40 da Constituição Federal).
A previsão constitucional do art. 40, com redação dada pela EC 103/2019, é pela concessão, aos servidores
ocupantes de cargo efetivo, de aposentadoria: 
I. por incapacidade permanente para o trabalho, no cargo em que estiver investido, quando insuscetível de
readaptação, hipótese em que será obrigatória a realização de avaliações periódicas para verificação da
continuidade das condições que ensejaram a concessão da aposentadoria, na forma de lei do respectivo ente
federativo;
 
II. compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 70 (setenta) anos de idade,
ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei complementar;
 
III. no âmbito da União, aos 62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher, e aos 65 (sessenta e cinco) anos de
idade, se homem, e, no âmbito dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, na idade mínima
estabelecida mediante emenda às respectivas constituições e leis orgânicas, observados o tempo de
contribuição e os demais requisitos estabelecidos em lei complementar do respectivo ente federativo.
A aposentadoria voluntária prevista no art. 40, inciso III CFRB é aplicada apenas aos servidores federais,
diversamente da aposentadoria por incapacidade permanente e da aposentadoria compulsória, que se aplica
a todos os entes da federação. Isso significa que, na aposentadoria voluntária, cada estado e município
legislará sobre a idade (via emenda à constituição estadual), tempo de contribuição e outros requisitos (via lei
complementar) de seus respectivos servidores, denotando uma desconstitucionalização das regras
previdenciárias.
Com a reforma previdenciária anotada pela EC nº 103, de 2019, a aposentadoria “por invalidez permanente”
passa a denominar-se aposentadoria “por incapacidade permanente para o trabalho”. A EC nº 103, de 2019,
constitucionaliza a exigência de avaliações periódicas para verificação da continuidade das condições que
ensejaram a concessão da aposentadoria, bem como a condição de o servidor ser insuscetível de
readaptação, conferindo nova redação ao inciso I do § 1º do art. 40 da Constituição. 
Recomendação
Para melhor compreender as regras de cada estado e município, realize a leitura atenta das reformas em
cada ente federado, como o estado de Sergipe (Lei Complementar nº 338, de 27 de dezembro de 2019)
e o estado da Bahia (Emenda Constitucional nº 26, de 31, de janeiro de 2020). 
Vem que eu te explico!
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Princípio da precedência de fonte de custeio
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A Emenda Constitucional nº 103 e seus impactos
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Outros reflexos da Emenda Constitucional nº 103
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Verificando o aprendizado
Questão 1
As reformas previdenciárias trazem consigo dificuldades quanto à aplicação da lei aos segurados que se
encontram em determinado momento. Há regras permanentes e de transição. Quanto à aplicação da lei
previdenciária no tempo, assinale a opção correta.
A
Independentemente do benefício pretendido, aplica-se o princípio tempus regit actum: a lei do tempo em que
se preencheram todos os requisitos para a concessão do benefício pretendido pelo segurado.
B
Com exceção das aposentadorias por tempo de contribuição e por idade, aplica-se a lei em vigor à época em
que o segurado ingressou no sistema previdenciário.
C
Aplica-se o princípio lex posterior derrogat priori para os benefícios devidos aos segurados,
independentemente de ser mais ou menos vantajoso; aplicando-se entretanto, a lei em vigor na data de
ingresso do segurado no sistema previdenciário para os benefícios devidos aos dependentes.
D
Independentemente do benefício pretendido, será adotada a interpretação que mais se aproxima do ideal de
justiça, pautada em princípio valorativo e finalístico, segundo o qual se aplica a lei mais vantajosa ao segurado.
E
Aplica-se o princípio lex posterior derrogat priori, com a ressalva de que, havendo alteração da lei após o
ingresso do trabalhador ao sistema previdenciário, será adotada a lei mais vantajosa ao beneficiário segurado
ou dependente.
A alternativa A está correta.
O princípio impõe que seja aplicada a lei quando os requisitos do benefício foram cumpridos. A expectativa
de direito não é motivo para aplicação de lei. O STJ consagrou o princípio na Súmula nº 340: A lei aplicável
à concessão de pensão previdenciária por morte é aquela vigente na data do óbito do segurado.
Questão 2
O sistema de cálculo e reajuste de proventos do servidor público segurado do Regime Próprio de Previdência
Social foi bastante modificado nos últimos anos, sendo correto afirmar:
A
Os proventos de aposentadoria e as pensões, por ocasião de sua concessão, não poderão exceder a
remuneração do cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão
da pensão.
B
No sistema de média, para o cálculo dos proventos de aposentadoria, por ocasião da sua concessão, serão
consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes próprio e
geral, na forma da lei.
C
É assegurado o reajustamento anual dos benefícios para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real,
conforme índice do IPCA.
D
No sistema de média, todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício serão
devidamente atualizados pela SELIC.
E
Os servidores que ingressaram no serviço público após a Emenda Constitucional Nº 41/2003 podem optar
pelo direito a reajuste de seu benefício previdenciário pela regra da paridade.
A alternativa B está correta.
O art. 201, §9º, Constituição Federal de 1988, assegura, para fins de aposentadoria, a contagem recíproca
do tempo de contribuiçãoentre o Regime Geral de Previdência Social e os regimes próprios de previdência
social, e destes entre si, observada a compensação financeira, de acordo com os critérios estabelecidos
em lei.
3. Conclusão
Considerações finais
Como vimos, é preciso ter especial atenção às inúmeras e enormes transformações que vêm afetando o
regime de previdência social do servidor público desde a sua introdução na Constituição Federal de 1988. São
muitas as normas e, por consequência, os regimes de transição que são impostos para evitar uma mudança
abrupta nas regras.
Em especial, merecem a nossa atenção as Emendas Constitucionais nº 70/2012, 88/2015 e, notadamente, a
103/2019.
Além disso, para a melhor compreensão do assunto, mostra-se necessário identificar as suas especificidades
em relação ao chamado Regime Geral. Por isso, buscamos delimitar neste estudo os conceitos fundamentais
da previdência própria, além de analisar as principais regras e os benefícios previdenciários que o compõem. 
Podcast
Para encerrar, ouça um resumo sobre RPPS e suas principais regras.
Conteúdo interativo
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Confira o que separamos especialmente para você!
Leia as seguintes obras:
 
AMADO, F. Curso de Direito e Processo Previdenciário. 15. ed., Salvador: Juspodivm, 2022.
 
BALERA, W. Noções preliminares de direito previdenciário: atualizado com a reforma da previdência. São
Paulo: Quartier Latin, 2010.
 
MARTINS, B. S. F. Direito Constitucional Previdenciário Do Servidor Público. 2. ed. São Paulo: LTr, 2018
Referências
AMADO, F. Curso de Direito e Processo Previdenciário. 15ª ed., Salvador: Juspodivm, 2022.
 
AMADO, F. Direito e processo previdenciário sistematizado. 3. ed. Salvador: Juspodivm, 2012.
 
BALERA, W. Curso de direito previdenciário. Homenagem a Moacyr Velloso Cardoso de Oliveira. 5. ed. São
Paulo: LTR, 2002.
 
BALERA, W. Noções preliminares de direito previdenciário: atualizado com a reforma da previdência. Imprenta:
São Paulo: Quartier Latin, 2004.
 
BANDEIRA DE MELLO, C. A. Curso de direito administrativo. 20. ed. São Paulo: Malheiros, 2006.
 
BANDEIRA DE MELLO, C. A. Regime dos servidores da administração direta e indireta: (direitos e deveres). 3.
ed. rev. atual. e ampl. São Paulo: Malheiros, 1995.
 
BOSCHETTI, I.; SALVADOR, E. S. Orçamento da seguridade social e política econômica: perversa alquimia.
Serviço Social e Sociedade. São Paulo, v. 87, p. 25-57, 2006.
 
CASTRO, C. A. P.; LAZZARI, J. B. Manual de direito previdenciário. 20. ed. rev. atual. e ampl. Rio de Janeiro:
Forense, 2017.
 
DAL BIANCO, D. et al. Previdência de servidores públicos. São Paulo: Atlas, 2009.
 
DE FARIA, L. A. G. Teto de Remuneração do Servidor Público: Agora é pra Valer?. Revista da Esmafe, v. 6, p.
31-46, 2004.
 
DI PIETRO, M. S. Z. Direito administrativo. 27. ed. São Paulo: Atlas, 2014.
 
FURTADO, L. R. Curso de Direito Administrativo. 3. ed. Belo Horizonte: Fórum, 2012.
 
GOES, H. M. Manual de direito previdenciário. 4. ed. Rio de Janeiro: Ferreira, 2011.
 
HARADA, K. Contribuição para custeio da iluminação pública. Revista Jus Navigandi, Teresina, ano 8, n. 65, 1
maio 2003. ISSN 1518-4862. Acesso em: 2 ago. 2021.
 
IBRAHIM, F. Z. Desaposentação. 3. ed. Niterói: Ímpetus, 2009.
 
JORGE, T. N. Elementos de direito previdenciário - Custeio. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2005.
 
JUSTEN FILHO, M. Curso de direito administrativo. 4 ed. São Paulo: Saraiva, 2009.
 
KERTZMAN, I. Curso prático de direito previdenciário. 7. ed. Salvador: Juspodivm, 2010.
 
MARINELA, F. Direito Administrativo. 7. ed. Niterói: Impetus, 2013.
 
MARTINEZ, W. N. Princípios de direito previdenciário. São Paulo: LTr, 2001. 576 p.
 
MARTINS, B. S. F. Direito Constitucional Previdenciário Do Servidor Público. 2. ed. São Paulo: LTr, 2018.
 
MARTINS, I. G. Regime Geral dos servidores públicos e especial dos militares – imposição constitucional para
adoção de regime próprio aos militares estaduais – inteligência dos artigos 40, §20, 42 e 142, § 3º, Inciso X –
Parecer. Advocacia Granda Martins, 2005. Acesso em: 20 jan. 2021.
 
MARTINS, S. P. Direito da Seguridade Social. 35. ed. São Paulo, 2015.
 
MEDAUAR, O. Direito Administrativo moderno. 21. ed. Belo Horizonte: Fórum, 2018. p. 281.
 
MEIRELLES, H. L. Direito Administrativo Brasileiro. 34. ed. São Paulo: Malheiros, 2008.
 
MELLO, C. A. B. Curso de Direito Administrativo. 25. ed. São Paulo: Malheiros, 2008.
 
MENDONÇA, V. Direito Previdenciário e Concursos Públicos. Vinicius Mendonça Concursos, [s. l.], 2018.
Acesso em: 1 ago. 2021.
 
MOREIRA NETO, D. F. Curso de direito administrativo: parte introdutória, parte geral e parte especial. 16. ed.
rev. e atual. Rio de Janeiro: Forense, 2014.
 
PEREIRA, T. A. A. Noções de Regime Próprio de Previdência Social: uma análise das teses jurídicas na
evolução constitucional. 1. ed. Curitiba: Appris, 2021.
 
SANTOS, M. F. dos. Direito previdenciário esquematizado. São Paulo: Saraiva, 2011.
 
SAVARIS, J. A. Direito processual previdenciário. 7. ed. rev. atual. Curitiba: Alteridade, 2018.
 
SILVÉRIO, A. G. A Concessão de Aposentadorias e Pensões no Serviço Público. Ribeirão Preto: IBRAP, 2005.
	Regime Próprio de Previdência dos Servidores
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	1. A seguridade social
	Ligando os pontos
	Questão 3
	Conceito e origem de seguridade social
	Direitos
	Acesso
	Financiamento
	Gestão
	Evolução legislativa no Brasil
	IAPM
	IAPC
	IAPB
	IAPI
	IAPETEC
	IAPFESP
	SAMDU
	SAPS
	Organização e princípios da seguridade social
	Princípios da seguridade social
	Conteúdo interativo
	Universalidade da cobertura e atendimento
	Uniformidade e equivalência dos benefícios rurais e urbanos
	Seletividade e distributividade na prestação de serviços
	Irredutibilidade no valor dos benefícios
	Diversidade da base de financiamento
	Equidade na forma de participação no custeio
	Caráter democrático dos seus subsistemas (previdência, saúde e assistência)
	Vem que eu te explico!
	A seguridade social
	Conteúdo interativo
	Evolução legislativa no âmbito da seguridade social
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. Regime Próprio de Previdência Social (RPPS)
	Ligando os pontos
	Questão 3
	Conceito do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS)
	Princípios do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS)
	Princípio da contributividade
	Princípio do equilíbrio financeiro e atuarial
	Princípio da precedência de fonte de custeio (preexistência ou antecedência)
	Princípio do tempus regit actum
	Princípio da solidariedade
	Princípio da irredutibilidade dos benefícios
	Princípio da opção pelo benefício mais vantajoso
	Emendas Constitucionais nº 03/1993, nº 20/1998, nº 41/2003 e nº 47/2007
	Comentário
	EC nº 20/1998
	EC nº 41/2003
	Atenção
	Emendas Constitucionais nº 70/2012, nº 88/2015 e nº 103/2019
	Especificidades da Emenda Constitucional
	Os seguintes dispositivos da Constituição Federal: a) o § 21 do art. 40; b) o § 13 do art. 195.
	Os arts. 9º, 13 e 15 da Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998.
	Os arts. 2º, 6º e 6º-A da Emenda Constitucional nº 41, de 2003; IV - o art. 3º da Emenda Constitucional nº 47, de 2005.
	Comentário
	Benefícios
	Benefícios do RPPS
	Conteúdo interativo
	Recomendação
	Vem que eu te explico!
	Princípio da precedência de fonte de custeio
	Conteúdo interativo
	A Emenda Constitucional nº 103 e seus impactos
	Conteúdo interativo
	Outros reflexos da Emenda Constitucional nº 103
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referênciasentre o Regime Geral de Previdência Social e os regimes próprios de previdência
social, e destes entre si, observada a compensação financeira, de acordo com os critérios estabelecidos
em lei.
3. Conclusão
Considerações finais
Como vimos, é preciso ter especial atenção às inúmeras e enormes transformações que vêm afetando o
regime de previdência social do servidor público desde a sua introdução na Constituição Federal de 1988. São
muitas as normas e, por consequência, os regimes de transição que são impostos para evitar uma mudança
abrupta nas regras.
Em especial, merecem a nossa atenção as Emendas Constitucionais nº 70/2012, 88/2015 e, notadamente, a
103/2019.
Além disso, para a melhor compreensão do assunto, mostra-se necessário identificar as suas especificidades
em relação ao chamado Regime Geral. Por isso, buscamos delimitar neste estudo os conceitos fundamentais
da previdência própria, além de analisar as principais regras e os benefícios previdenciários que o compõem. 
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BALERA, W. Noções preliminares de direito previdenciário: atualizado com a reforma da previdência. São
Paulo: Quartier Latin, 2010.
 
MARTINS, B. S. F. Direito Constitucional Previdenciário Do Servidor Público. 2. ed. São Paulo: LTr, 2018
Referências
AMADO, F. Curso de Direito e Processo Previdenciário. 15ª ed., Salvador: Juspodivm, 2022.
 
AMADO, F. Direito e processo previdenciário sistematizado. 3. ed. Salvador: Juspodivm, 2012.
 
BALERA, W. Curso de direito previdenciário. Homenagem a Moacyr Velloso Cardoso de Oliveira. 5. ed. São
Paulo: LTR, 2002.
 
BALERA, W. Noções preliminares de direito previdenciário: atualizado com a reforma da previdência. Imprenta:
São Paulo: Quartier Latin, 2004.
 
BANDEIRA DE MELLO, C. A. Curso de direito administrativo. 20. ed. São Paulo: Malheiros, 2006.
 
BANDEIRA DE MELLO, C. A. Regime dos servidores da administração direta e indireta: (direitos e deveres). 3.
ed. rev. atual. e ampl. São Paulo: Malheiros, 1995.
 
BOSCHETTI, I.; SALVADOR, E. S. Orçamento da seguridade social e política econômica: perversa alquimia.
Serviço Social e Sociedade. São Paulo, v. 87, p. 25-57, 2006.
 
CASTRO, C. A. P.; LAZZARI, J. B. Manual de direito previdenciário. 20. ed. rev. atual. e ampl. Rio de Janeiro:
Forense, 2017.
 
DAL BIANCO, D. et al. Previdência de servidores públicos. São Paulo: Atlas, 2009.
 
DE FARIA, L. A. G. Teto de Remuneração do Servidor Público: Agora é pra Valer?. Revista da Esmafe, v. 6, p.
31-46, 2004.
 
DI PIETRO, M. S. Z. Direito administrativo. 27. ed. São Paulo: Atlas, 2014.
 
FURTADO, L. R. Curso de Direito Administrativo. 3. ed. Belo Horizonte: Fórum, 2012.
 
GOES, H. M. Manual de direito previdenciário. 4. ed. Rio de Janeiro: Ferreira, 2011.
 
HARADA, K. Contribuição para custeio da iluminação pública. Revista Jus Navigandi, Teresina, ano 8, n. 65, 1
maio 2003. ISSN 1518-4862. Acesso em: 2 ago. 2021.
 
IBRAHIM, F. Z. Desaposentação. 3. ed. Niterói: Ímpetus, 2009.
 
JORGE, T. N. Elementos de direito previdenciário - Custeio. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2005.
 
JUSTEN FILHO, M. Curso de direito administrativo. 4 ed. São Paulo: Saraiva, 2009.
 
KERTZMAN, I. Curso prático de direito previdenciário. 7. ed. Salvador: Juspodivm, 2010.
 
MARINELA, F. Direito Administrativo. 7. ed. Niterói: Impetus, 2013.
 
MARTINEZ, W. N. Princípios de direito previdenciário. São Paulo: LTr, 2001. 576 p.
 
MARTINS, B. S. F. Direito Constitucional Previdenciário Do Servidor Público. 2. ed. São Paulo: LTr, 2018.
 
MARTINS, I. G. Regime Geral dos servidores públicos e especial dos militares – imposição constitucional para
adoção de regime próprio aos militares estaduais – inteligência dos artigos 40, §20, 42 e 142, § 3º, Inciso X –
Parecer. Advocacia Granda Martins, 2005. Acesso em: 20 jan. 2021.
 
MARTINS, S. P. Direito da Seguridade Social. 35. ed. São Paulo, 2015.
 
MEDAUAR, O. Direito Administrativo moderno. 21. ed. Belo Horizonte: Fórum, 2018. p. 281.
 
MEIRELLES, H. L. Direito Administrativo Brasileiro. 34. ed. São Paulo: Malheiros, 2008.
 
MELLO, C. A. B. Curso de Direito Administrativo. 25. ed. São Paulo: Malheiros, 2008.
 
MENDONÇA, V. Direito Previdenciário e Concursos Públicos. Vinicius Mendonça Concursos, [s. l.], 2018.
Acesso em: 1 ago. 2021.
 
MOREIRA NETO, D. F. Curso de direito administrativo: parte introdutória, parte geral e parte especial. 16. ed.
rev. e atual. Rio de Janeiro: Forense, 2014.
 
PEREIRA, T. A. A. Noções de Regime Próprio de Previdência Social: uma análise das teses jurídicas na
evolução constitucional. 1. ed. Curitiba: Appris, 2021.
 
SANTOS, M. F. dos. Direito previdenciário esquematizado. São Paulo: Saraiva, 2011.
 
SAVARIS, J. A. Direito processual previdenciário. 7. ed. rev. atual. Curitiba: Alteridade, 2018.
 
SILVÉRIO, A. G. A Concessão de Aposentadorias e Pensões no Serviço Público. Ribeirão Preto: IBRAP, 2005.
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	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
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	1. A seguridade social
	Ligando os pontos
	Questão 3
	Conceito e origem de seguridade social
	Direitos
	Acesso
	Financiamento
	Gestão
	Evolução legislativa no Brasil
	IAPM
	IAPC
	IAPB
	IAPI
	IAPETEC
	IAPFESP
	SAMDU
	SAPS
	Organização e princípios da seguridade social
	Princípios da seguridade social
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	Universalidade da cobertura e atendimento
	Uniformidade e equivalência dos benefícios rurais e urbanos
	Seletividade e distributividade na prestação de serviços
	Irredutibilidade no valor dos benefícios
	Diversidade da base de financiamento
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	Princípio da contributividade
	Princípio do equilíbrio financeiro e atuarial
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	Comentário
	EC nº 20/1998
	EC nº 41/2003
	Atenção
	Emendas Constitucionais nº 70/2012, nº 88/2015 e nº 103/2019
	Especificidades da Emenda Constitucional
	Os seguintes dispositivos da Constituição Federal: a) o § 21 do art. 40; b) o § 13 do art. 195.
	Os arts. 9º, 13 e 15 da Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998.
	Os arts. 2º, 6º e 6º-A da Emenda Constitucional nº 41, de 2003; IV - o art. 3º da Emenda Constitucional nº 47, de 2005.
	Comentário
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