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sumário Lei Orgânica do Município de Indaiatuba/SP ................................................................. 1 Lei Complementar Municipal nº 45, de 20 de dezembro de 2018, que dispõe sobre o regime jurídico dos Servidores Públicos do Município de Indaiatuba ............................ 52 Lei Complementar nº 47, de 20 de dezembro de 2018, que reorganiza o Quadro Geral de Pessoal da Prefeitura Municipal e o Plano de Carreiras e Vencimentos da adminis- tração direta e indireta do Município .............................................................................. 97 Questões ........................................................................................................................ 111 Gabarito .......................................................................................................................... 115 Le gi sl aç ão M un ic ipa l Prefeitura de Indaiatuba - SP Legislação Municipal 1 Lei Orgânica do Município de Indaiatuba/SP PREÂMBULO NÓS, VEREADORES DESTA CASA DE LEIS, ELEITOS PARA QUADRIÊNIO 2005-2008, INVESTIDOS DA RESPONSABILIDADE E DEDICAÇÃO COM QUE EXERCEMOS NOSSOS MANDATOS E ATENTOS ÀS LEIS QUE REGEM NOSSO PAÍS E À CARTA MAGNA, TIVEMOS A HONRA DE ADEQUAR E INSERIR NO- VAS REDAÇÕES QUE OBJETIVARAM A ATUALIZAÇÃO E REVISÃO DA LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE INDAIATUBA REVISÃO DA LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO Nº 001/2008 “Dispõe sobre a revisão da Lei Orgânica do Município de Indaiatuba, e dá outras providências.” TÍTULO I DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS CAPÍTULO I DO MUNICÍPIO Art. 1º O Município de Indaiatuba é uma unidade da Federação Brasileira e pessoa jurídica de direito público interno, com autonomia política administrativa e financeira, assegurada pela Constituição Federal, pela Consti- tuição do Estado e por esta Lei Orgânica. Art. 2º A ação municipal deve desenvolver-se em todo o seu território, sem privilégio de distritos ou bairros, reduzindo as desigualdades setoriais e sociais, promovendo o bem estar geral, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Art. 3º Os limites do território do Município só podem ser alterados na forma estabelecida na Constituição Federal. Art. 4º A criação, organização e supressão de distritos dependerá de lei municipal, observada a legislação estadual e dependerá de consultas prévias às populações diretamente interessadas, mediante plebiscito. Art. 5º O governo do Município é exercido pelos poderes Legislativo e Executivo. Art. 6º Os poderes do Município são independentes e harmônicos entre si, sendo vedado, a qualquer um deles, delegar atribuições. Art. 7º São símbolos do Município de Indaiatuba a Bandeira, o Brasão Municipal e o Hino Indaiatubano, definidos em lei municipal. CAPÍTULO II DA COMPETÊNCIA E DAS VEDAÇÕES Art. 8º Ao Município de Indaiatuba compete dispor sobre assuntos de interesse local, cabendo-lhe, privati- vamente, as seguintes atribuições: I - elaborar o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais, nos termos da Seção II do Capítulo II do Título VI da Constituição Federal; II - instituir e arrecadar os tributos de sua competência; III - elaborar o seu plano diretor na área urbana; IV - promover o adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcela- mento e da ocupação do solo urbano, e fixação dos limites do perímetro urbano; 2 V - estabelecer normas de edificação, de loteamento, de arruamento, de zoneamento urbano, bem como as limitações urbanísticas convenientes à ordenação de seu território; VI - regulamentar a utilização dos logradouros públicos e, especialmente, no perímetro urbano: 1 - prover sobre o transporte coletivo urbano, que poderá ser operado através de concessão ou permissão e terá caráter essencial; 2 - prover sobre o transporte individual de passageiros; 3 - disciplinar os serviços de carga e descarga, bem como a circulação de veículos de carga nas vias urba- nas; 4 - disciplinar a execução dos serviços e atividades neles desenvolvidas; VII - ordenar as atividades urbanas, fixando condições e horários para funcionamento de estabelecimentos industriais, comerciais, de prestação de serviços e similares, observadas as normas federais pertinentes; VIII - dispor sobre o serviço funerário e cemitérios, encarregando-se da administração daqueles que forem públicos e fiscalizando os pertencentes a entidades privadas; IX - regulamentar, autorizar e fiscalizar a afixação de cartazes e anúncios, bem como a utilização de quais- quer outros meios de publicidade e propaganda nos locais sujeitos ao poder de polícia municipal; X - dispor sobre o depósito e destino de animais e mercadorias apreendidas em decorrência de transgres- são da legislação municipal; XI - dispor sobre registro, vacinação e captura de animais, com a finalidade precípua de erradicação da raiva e outras moléstias de que possam ser portadores ou transmissores; XII - regulamentar a realização de jogos esportivos, espetáculos e divertimentos públicos no que não colida com a legislação própria; XIII - estabelecer e impor penalidades por infração de suas leis e regulamentos; XIV - constituir guardas municipais destinadas à proteção do cidadão e das instalações, bens e serviços municipais; XV - dispor sobre a concessão e renovação de licença para instalação, localização e funcionamento de qualquer estabelecimento ou qualquer atividade; XVI - dispor sobre a revogação de licença para atividade que se tornar prejudicial à saúde, a higiene, ao bem-estar, à recreação, ao sossego público, aos bons costumes; ou ao meio ambiente; XVII - dispor sobre a interdição de atividades e fechamento de estabelecimento que funcione sem licença ou em desacordo com a lei; XVIII - instituir o regime jurídico e os planos de carreira para os servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas; XIX - organizar e prestar diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licita- ção, os seus serviços públicos; XX - estruturar e organizar o seu quadro de pessoal; XXI - dispor sobre a administração, utilização e alienação de seus bens; XXII - adquirir bens mediante compra, permuta ou doação com encargos; XXIII - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscaliza- dora federal e estadual; XXIV - elaborar a execução da política de desenvolvimento urbano e rural com o objetivo de ordenar as funções sociais das áreas habitadas do Município e garantir o bem estar de seus habitantes; 3 XXV - exigir do proprietário do solo urbano não edificado, sub-utilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, na forma do plano diretor, sob pena, sucessivamente, de parcelamento ou edificação compulsórias, imposto sobre a propriedade urbana progressiva no tempo e desapropriação com pagamentos mediante títulos da dívida pública municipal, com prazo de resgate a ser fixado em lei especifica, assegurados o pagamento do valor real da indenização e dos juros legais, observando as normas constitucionais; XXVI - legislar sobre a licitação e contratação em todas as suas modalidades, para a administração pública municipal, direta e indireta, inclusive as fundações públicas municipais e empresas sob seu controle, respeita- das as normas gerais da legislação federal. XXVII - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual. Parágrafo Único - Os planos de loteamento e arruamento a que se refere o inciso V deste artigo deverão ser aprovados por lei específica, prevendo reservas de áreas destinadas a: a) vias de tráfego e de passagem de canalização públicas, de esgotos e de águas fluviais, nos fundos de vale; b) passagem de canalização públicas de esgotos e de águas pluviais, com largura mínima de dois metros nos fundos dos lotes, cujo desnível seja superior a um metro da frente ao fundo. Art. 9º Compete ainda ao município: I - instituir e arrecadar preçose funcionamento da administração municipal, na forma da lei; XVII - entregar à Câmara Municipal, os numerários correspondentes às dotações orçamentárias, no prazo legal, mediante requisição prévia; XVIII - solicitar o auxílio das forças policiais para garantir o cumprimento de seus atos, bem como fazer uso da Guarda Municipal, na forma da lei; XIX - decretar calamidade pública quando ocorrem fatos que se justifiquem; XX - resolver sobre os requerimentos, as declarações ou as representações que lhe forem dirigidos; XXI - convocar extraordinariamente a Câmara Municipal em período de recesso legislativo; XXII - enviar à Câmara Municipal, projeto de lei sobre o regime de concessão ou permissão de serviços públicos; XXIII - requerer a autoridade pública a prisão administrativa de servidor público municipal omisso ou remisso na prestação de contas dos dinheiros públicos; XXIV - fixar as tarifas dos serviços públicos concedidos e permitidos, bem como daqueles explorados pelo próprio município, conforme critérios exigidos na legislação municipal; XXV - criar sub-prefeituras, administrações regionais ou equivalentes; XXVI - superintender a arrecadação dos tributos e preços, bem como a guarda e aplicação da receita, auto- rizando as despesas e os pagamentos, dentro das disponibilidades orçamentárias ou dos critérios autorizados pela Câmara; XXVII - elaborar o plano diretor; XXVIII - conferir condecoração e distinções honoríficas, na forma da lei; XXIX - permitir ou autorizar o uso de bens municipais por terceiros; XXX - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil e com membros da comunidade; 24 XXXI - propor ação de inconstitucionalidade de lei ou ato municipal, frente à Constituição Estadual. XXXII - celebrar consórcios com outros municípios, para realização de objetivos de interesse do município; XXXIII - executar atos e providências necessários à prática regular da administração. Observados os princí- pios da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade. § 1º O Prefeito Municipal poderá delegar as atribuições previstas nos incisos I, X, XI, XV, XX, XXVI e XXX deste artigo; § 2º É indelegável a prática de qualquer atos cuja formalização deva ser feita por meio de decreto. SEÇÃO V DOS AUXILIARES DO PREFEITO SUBSEÇÃO I DOS SECRETÁRIOS MUNICIPAIS Art. 76 Os Secretários Municipais serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exer- cício dos direitos políticos. Art. 77 A lei disporá sobre a criação, estruturação e atribuições das secretarias, bem como de sua extinção. Art. 78 Os Secretários Municipais, auxiliares diretos e de confiança do Prefeito, são solidariamente res- ponsáveis, junto com este, pelos atos que assinarem, praticarem, ordenarem ou referendarem no exercício do cargo. Art. 79 Os secretários serão sempre nomeados em Comissão, farão declaração pública de bens, no ato da posse e no término do exercício do cargo, e terão os mesmos impedimentos estabelecidos para os vereadores e para o Prefeito, enquanto permanecerem em suas funções. Art. 80 Além das atribuições fixadas em lei ordinária, compete a cada Secretário Municipal, especialmente: I - Orientar, dirigir e fazer executar os serviços que lhe são afetos; II - Referendar os atos assinados pelo Prefeito, que se referirem às suas atribuições; III - Expedir atos, portarias e instruções para a boa execução das leis e regulamentos; IV - Propor, anualmente, o orçamento e apresentar o relatório dos serviços de sua Secretaria, encaminhan- do-o também a Câmara de Vereadores; V - Comparecer perante a Câmara Municipal ou qualquer de suas comissões, para prestar esclarecimentos, espontaneamente ou quando regularmente convocado, sob as penas do parágrafo 2º do artigo 13 desta lei; VI - Prestar informações e fornecer cópias de atos, portarias ou instruções que assinar, à Câmara ou a qual- quer de suas Comissões, quando solicitados nos termos regimentais; VII - Delegar atribuições, por ato expresso, a seus subordinados; VIII - Praticar atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas pelo Prefeito. Parágrafo Único - Aplicam-se os dispositivos desta sub-Secção aos responsáveis pelos órgãos da adminis- tração direta e indireta. 25 SUBSEÇÃO II DOS ADMINISTRADORES REGIONAIS Art. 81 Os administradores regionais serão escolhidos pelo Prefeito Municipal e a eles se aplicam o disposto nos artigos 76, 78 e 79 desta lei. Parágrafo Único - A lei disporá sobre a criação, estruturação e atribuições das Administrações Regionais, bem como de sua extinção. SEÇÃO VI DA TRANSIÇÃO ADMINISTRATIVA Art. 82 Até trinta dias antes da posse, o Prefeito Municipal deverá preparar, para entrega ao sucessor e para publicação imediata, relatório resumido da situação da Administração Municipal, que contará, entre outras, informações atualizadas sobre: I - dívidas do Município, por credor, com as datas dos respectivos vencimentos, inclusive das dívidas de- correntes de desapropriações judiciais e outras dívidas a longo prazo e encargos decorrentes de operações de crédito, informando sobre a capacidade da Administração, realizar operações de crédito de qualquer natureza; II - medidas necessárias à regularização das contas municipais perante o Tribunal de Contas ou órgão equi- valente, se for o caso; III - prestações de contas de convênios celebrados com organismos da União e do Estado, bem como do recebimento e subvenções e auxílios; IV - situação dos contratos com concessionárias e permissionárias de serviços públicos; V - estado dos contratos de obras e serviços em execução ou apenas formalizados, informando sobre o que há por executar e pagar com os prazos respectivos; VI - transferências a serem recebidas da União e do estado por força de mandamento constitucional ou de convênios; VII - projetos de lei de iniciativa do Poder Executivo em curso na Câmara Municipal, para permitir que a nova Administração decida quanto à conveniência de lhes dar prosseguimento ou retirá-los; VIII - situação dos servidores do Município, seu custo, quantidade e órgãos em que estão lotados e em exercício. Parágrafo Único - As informações a que se refere o “caput” deste artigo ficarão à disposição do sucessor vinte dias antes de sua posse. Art. 83 É vedado ao Prefeito Municipal assumir por qualquer forma, compromissos financeiros, para execu- ção de programas ou projetos não previsto na Lei do orçamento, que ultrapassem o término do seu mandato, salvo os que estejam previstos no plano plurianual de investimentos, observando as normas de finanças públi- cas e de responsabilidade para a gestão fiscal. § 1º O disposto neste artigo não se aplica aos casos comprovados de calamidade pública. § 2º Serão nulos e não produzirão nenhum efeito os empenhos e atos praticados em desacordo com o dis- posto neste artigo, sem prejuízo de responsabilidade do Prefeito Municipal. 26 SEÇÃO VII DA RESPONSABILIDADE DO PREFEITO Art. 84 Os crimes de responsabilidade do Prefeito, definidos na Legislação Federal, serão julgados perante o Tribunal de Justiça do Estado. § 1º A Câmara Municipal, tomando conhecimento de qualquer ato do Prefeito que possa configurar crime de responsabilidade, nomeará comissão especial para apurar os fatos que, no prazo de trinta dias, deverão ser apreciados pelo Plenário. § 2º Se o plenário entender procedentes as acusações determinará o envio do apurado à Procuradoria Ge- ral da Justiça para as providências; se não; determinará o arquivamento, publicando as conclusões da decisão, qualquer que seja ela. § 3º Recebida a denúncia contra o Prefeito, pelo Tribunal de Justiça, a Câmara decidirá sobre a designação de Procurador para assistente de acusação. § 4º O Prefeito ficará suspenso de suas funções com o recebimento da denúncia pelo Tribunal de Justiça, que cessará se, até cento e oitenta dias, não tiver concluído o julgamento. SEÇÃO VIII DO CONSELHO MUNICIPAL Art. 85 O Conselho do Município é o órgão superior de consulta do Prefeito e dele participam: I -O Vice-Prefeito; II - Os líderes das bancadas que integram a Câmara Municipal; III - Três membros nomeados pelo Prefeito, com mandato de dois anos, vedada à recondução; IV - Três membros das sociedades amigos de bairro, por estas indicados, com mandato de dois anos veda- da a recondução; V - Três membros eleitos pelas entidades organizadas no Município, exceto as sociedades amigos de bair- ro, com mandato de dois anos, vedada a recondução. Art. 86 Compete ao Conselho do Município pronunciar-se sobre questões de relevante interesse para o Município. Art. 87 O Conselho do Município será convocado pelo Prefeito sempre que entender necessário, ou pela maioria absoluta de seus membros. Art. 88 O Prefeito ou o Conselho poderá convocar Secretário Municipal para participar da reunião do Con- selho, quando constar da pauta questão relacionada com a respectiva Secretaria. Art. 89 A Lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho do Município. Art. 90 A todo cidadão e às sociedades civis regularmente registradas, fica assegurado o direito de serem informados dos atos e projetos da administração municipal e a estas últimas, direito de audiência pública com o Prefeito ou outra autoridade do Município. § 1º A Administração Municipal garantirá os meios para que as informações sejam prestadas e as audiências públicas realizadas. § 2º O prazo para a prestação das informações é de quinze dias, prorrogáveis por igual prazo, se ocorrer motivo justificado. § 3º A audiência pública será concedida no prazo de trinta dias, exibindo a autoridade toda a documentação atinente ao tema. § 4º cada entidade terá direito, no máximo, a realização de duas audiências por ano. 27 SEÇÃO IX DA PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO Art. 91 - A Procuradoria Geral do Município é a instituição que representa o Município, judicial e extraju- dicialmente, cabendo-lhe, ainda, nos termos da lei, as atividades de consultoria e assessoramento do Poder Executivo. (Artigo com redação dada pela Emenda a Lei Orgânica nº 03/18, publicada na Imprensa Oficial do Município em 14/12/2018.) Art. 92 - A Procuradoria Geral do Município tem por chefe o Procurador Geral do Município, função de con- fiança de livre designação pelo Chefe do Poder Executivo, escolhido dentre os integrantes da carreira de Pro- curador do Município.” (Artigo com redação dada pela Emenda a Lei Orgânica nº 03/18, publicada na Imprensa Oficial do Município em 14/12/2018, em vigor em 1/2/2019.). §1º (Revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 03/18, publicada na Imprensa Oficial do Município em 14/12/2018, em vigor em 1/2/2019.) §2º (Revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 03/18, publicada na Imprensa Oficial do Município em 14/12/2018, em vigor em 1/2/2019.) TÍTULO III DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA, FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CAPÍTULO I DO SISTEMA TRIBUTÁRIO MUNICIPAL SEÇÃO I DOS PRINCÍPIOS GERAIS Art. 93 A receita municipal será constituída de tributos municipais, da participação dos tributos da União e do Estado, previstos na Constituição Federal, dos recursos resultantes do seu patrimônio, dos preços públicos e outros ingressos. Parágrafo Único - Os preços públicos serão fixados por decreto do Poder Executivo ou arbitrados, obser- vando-se o preço justo devido pela utilização de bens, serviços e atividades municipais, bem como as normas gerais de Direito Financeiro e as leis pertinentes. Art. 94 Compete ao Município instituir: I - Os impostos, previsto nesta lei e outros que venham a ser de sua competência; II - taxas em razão do exercício do poder de polícia, ou pela utilização efetiva ou potencial, de serviços pú- blicos de sua atribuição, específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição; III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas; IV - contribuição cobrada de seus servidores para custeio em benefício destes, de sistemas de previdência e assistência social, de cuja administração participarão paritariamente representantes do Governo Municipal e dos servidores públicos municipais. § 1º Os impostos, sempre que possível, terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. § 2º As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos. 28 Art. 95 A Administração tributária é atividade vinculada, essencial ao Município e deverá estar dotada de recursos humanos e materiais necessários ao fiel exercício de suas atribuições, principalmente no que se refere a: I - cadastramento dos contribuintes e atividades econômicas; II - lançamento dos tributos; III - fiscalização do cumprimento das obrigações tributárias; IV - inscrição dos inadimplentes em dívida ativa e respectiva cobrança amigável ou encaminhamento para cobrança judicial; Art. 96 O município poderá criar órgão colegiado constituído por servidores municipais, designados pelo Prefeito, e representantes de contribuintes indicados por entidades de classe, com atribuições de decidir em grau de recurso as reclamações fiscais, na forma da lei. Parágrafo Único - Enquanto não for constituído o órgão previsto neste artigo, os recursos serão decididos pelo Poder Executivo. Art. 97 O Prefeito Municipal promoverá, periodicamente, a atualização da base de cálculo dos tributos mu- nicipais. § 1º A base de cálculo do imposto predial e territorial urbano - IPTU será atualizado anualmente, antes do término do exercício. § 2º A atualização da base de cálculo do imposto municipal sobre serviços de qualquer natureza, cobrado de autônomos e pessoas jurídicas, obedecerá os índices oficiais de atualização monetária e poderá ser realizada mensalmente. § 3º A atualização da base de cálculo das taxas decorrentes do exercício do poder de polícia municipal obe- decerá aos índices oficiais de atualização monetárias e poderá ser realizada mensalmente. § 4º A atualização da base de cálculo das taxas de serviços levará em consideração a variação de custos dos serviços prestados ao contribuinte ou colocados a sua disposição, observados os seguintes critérios: I - quando a variação de custos for inferior ou igual aos índices oficiais de atualização monetária, poderá ser realizada mensalmente; II - quando a variação de custos for superior àqueles índices, a atualização poderá ser feita mensalmente até esse limite, ficando o percentual restante para ser atualizado por meio de lei, que deverá estar em vigor antes do exercício subseqüente. Art. 98 Qualquer anistia, a isenção ou remissão, que envolva matéria tributária ou previdenciária, só poderá ser concedida mediante lei específica, aprovada pela maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal, observando-se as normas relativas às finanças públicas e plena gestão da responsabilidade fiscal. § 1º A remissão de créditos tributários somente poderá ocorrer nos casos de calamidade pública ou notória pobreza do contribuinte. § 2º A concessão de isenção, anistia ou moratória não gera direito adquirido e será revogada de ofício sem- pre que se apure que o beneficiário não satisfazia ou deixou de satisfazer as condições impostas para a sua concessão, não cumpria ou deixou de cumprir os requisitos para a sua concessão. Art. 99 É de responsabilidade do órgão competente da Prefeitura Municipal a inscrição em dívida ativa dos créditos provenientes de impostos, taxas, contribuição de melhoria, multas, preços e quaisquer outros créditos do Município, decorrentes ou não de infrações à legislação tributária, com prazo de pagamento fixado pela le- gislação, por contrato ou por decisão proferida em processo regular de apuração ou fiscalização. Parágrafo Único - Ocorrendo a decadência do direito de constituir o crédito tributário ou a prescrição da ação de cobrá-lo, abrir-se-á inquérito administrativo para apurar as responsabilidades,na forma da lei. 29 SEÇÃO II DAS LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR Art. 100 Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado ao Município: I - exigir ou aumentar tributo sem que a lei o estabeleça; II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da de- nominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos; III - cobrar tributos: a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou au- mentado; b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou; IV - utilizar tributo com efeito de confisco; V - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Município; VI - instituir impostos sobre: a) o patrimônio, renda ou serviços da União, do Estado e de outros Municípios; b) os templos de qualquer culto, as sedes próprias das associações de amigos de bairro e os centros co- munitários; c) o patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os re- quisitos da lei. d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão; VII - outorgar isenções ou anistias fiscais, ou permitir a remissão de dívidas sem interesse público justifica- do, sob pena de nulidade do ato; VIII - cobrar taxas: a) pelo exercício do direito de petição a administração pública em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; b) para a obtenção de certidões em repartições municipais, autárquicas ou fundacionais, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. § 1º A proibição do inciso VI, alínea “a”, deste artigo, é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, a renda e aos serviços, vinculados aos seus fins essenciais ou deles decorrentes. § 2º As proibições do inciso VI, alínea “a”, deste artigo, e a do parágrafo anterior não se aplicam ao patri- mônio, à renda e aos serviços relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados ou que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel. § 3º As vedações expressas no inciso VI, alíneas “b” e “c”, deste artigo, compreendem somente o patrimô- nio, a renda e os serviços, relacionados com as finalidades essências das entidades nela mencionadas. § 4º A lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos Impostos munici- pais que incidam sobre serviços. 30 SEÇÃO III DOS IMPOSTOS Art. 101 Compete ao Município instituir imposto sobre: I - propriedade predial e territorial urbana; II - transmissão “inter-vivos”, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos à aquisição; III - revogado pela EC 03/93 IV - serviços de qualquer natureza, não compreendidos na competência do Estado, definidos em lei com- plementar federal. § 1º O imposto previsto no inciso I, deste artigo, será progressivo nos termos da lei, de forma a assegurar o cumprimento da função social da propriedade. § 2º O imposto previsto no inciso II, deste artigo: a) não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital, nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrentes de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil; b) incide sobre imóveis situados no território do município. § 3º As alíquotas dos impostos previstos nos incisos IV, deste artigo, não poderão ultrapassar os limites fixados em lei complementar federal. SEÇÃO IV DA PARTICIPAÇÃO DO MUNICÍPIO NAS RECEITAS TRIBUTÁRIAS Art. 102 Pertencem ao Município às parcelas de receitas tributárias a que se referem os artigos 158 e 159 da Constituição Federal. Art. 103 O Município acompanhará o cálculo das quotas e a liberação de sua participação nas receitas tri- butárias a serem repartidas pela União e pelo Estado, na forma da lei complementar federal. Art. 104 O Município divulgará até o último dia do mês subseqüente ao da arrecadação, os montantes de cada um dos tributos arrecadados, e até o último dia do mês subseqüente ao do recebimento, os montantes dos recursos recebidos da União e do Estado. CAPÍTULO II DAS FINANÇAS MUNICIPAIS SEÇÃO I NORMAS GERAIS Art. 105 A despesa pública atenderá os princípios constitucionais sobre a matéria e as normas do direito financeiro. § 1º Nenhuma despesa será ordenada ou satisfeita sem que exista recurso disponível e crédito votado pela Câmara, salvo a que ocorrer por conta de crédito extraordinário. § 2º Nenhum projeto de lei, que crie ou aumente a despesa pública será sancionado sem que dele conste a indicação dos recursos disponíveis, próprios para atender aos novos encargos. 31 Art. 106 A despesa com pessoal ativo e inativo do Município não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar federal. Parágrafo Único - A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos ou a alteração de estrutura de carreiras, bem com a admissão de pessoal, a qualquer título, pela administração direta ou indireta, inclusive fundações, só poderão ser feitas: a) se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender as projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes; b) se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista do Município. Art. 107 O Executivo publicará e enviará a Câmara Municipal, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, o relatório resumido da execução orçamentária. Parágrafo Único - A Câmara Municipal publicará seus relatórios, bimestralmente, nos termos deste artigo. Art. 108 O numerário correspondente às dotações orçamentárias do Legislativo, compreendidos os créditos suplementares e especiais, sem vinculação a qualquer tipo de despesa, será entregue em duodécimos, até o dia vinte de cada mês, em cotas estabelecidas na programação financeira, com participação percentual nunca inferior a estabelecida pelo Executivo para seus próprios órgãos. Art. 109 A arrecadação da Receita Municipal, os pagamentos e disponibilidades de caixa serão efetuados pelo Tesouro Municipal, através de estabelecimentos de crédito com agências no Município, credenciados pelo Poder Executivo, preferencialmente as instituições financeiras oficiais. SEÇÃO II DOS ORÇAMENTOS Art. 110 Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I - o plano plurianual; II - as diretrizes orçamentárias; III - os orçamentos anuais. § 1º A lei que instituir o Plano Plurianual estabelecerá as diretrizes, objetivos e metas da administração pú- blica municipal para as despesas de capital e outras dela, decorrentes, e para as relativas aos programas de duração continuada, de forma regionalizada e setorizada, abrangendo todo o município. § 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública muni- cipal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual e disporá sobre as alterações na legislação tributária. § 3º A lei orçamentária anual, compreenderá: I - o orçamento fiscal referente aos Poderes Legislativo e Executivo, seus fundos,órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Município; II - O orçamento de investimento das empresas em que o Município, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III - O orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da admi- nistração direta e indireta, bem como os fundos e fundações instituídas ou mantidas pelo município. § 4º A proposto de lei orçamentária será acompanhada de demonstrativo dos efeitos decorrentes de isen- ções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia. § 5º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de opera- ções de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei. 32 § 6º Obedecerão as disposições de lei complementares federal específica a legislação municipal referente a: a) exercício financeiro; b) vigência, prazos, elaboração e organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual. c) normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta, bem como instituição e fun- cionamento de fundos. Art. 111 As associações civis com sede no município poderão oferecer sugestões e propostas para a ela- boração do projeto de lei do orçamento do município, até 30 (trinta) dias anteriores à data final da entrega à Câmara Municipal. § 1º No caso de, as sugestões e propostas não serem adotadas pelo Executivo, as mesmas poderão ser reapresentadas na Câmara Municipal, perante as Comissões competentes, em forma de emendas, para pare- cer e deliberação pelo plenário. § 2º O Poder Executivo dará ampla divulgação aos prazos para o início de sugestões e propostas previstos neste artigo. Art. 112 Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e ao orçamento anual serão apreciados pela Câmara Municipal na forma do Regimento Interno, respeitados os dispositivos deste artigo. § 1º Caberá à Comissão permanente de Finanças e Orçamentos; a) examinar e emitir parecer sobre os projetos de lei a que se refere este artigo e sobre as contas do Muni- cípio apresentadas anualmente pelo Prefeito; b) examinar e emitir parecer sobre os planos e programas municipais, acompanhar e fiscalizar as opera- ções resultantes ou não da execução do orçamento, sem prejuízo das demais comissões criadas pela Câmara Municipal; § 2º As emendas somente serão apresentados na Comissão de Finanças e Orçamentos, que sobre elas emitirá parecer por escrito. § 3º As emendas não poderão ser rejeitadas ou arquivadas pela Comissão de Finanças e Orçamentos e deverão ser apreciadas pelo plenário. Exceto no caso de contrariarem qualquer um dos incisos ou alíneas do § 4º ou do § 5º deste artigo. § 4º As emendas à proposta do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso: I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias; II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluí- das as que incidam sobre: 1 - dotações para pessoal e seus encargos; 2 - serviço de dívida municipal; III - sejam relacionadas: a) com a correção de erros ou omissões; b) com os dispositivos do texto da proposta ou do projeto de lei. § 5º As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando incom- patíveis com o plano plurianual. § 6º O Prefeito Municipal só poderá enviar mensagem ou substitutivo à Câmara Municipal para propor mo- dificação nos projetos e propostas a que se refere este artigo, enquanto não iniciada a votação, na Comissão de Finanças e Orçamento, da parte cuja alteração é proposta. 33 § 7º Os projetos de lei a que se refere este artigo serão enviados pelo Prefeito Municipal nos termos da lei municipal, enquanto não for promulgada a lei complementar federal a que se refere o § 6º do art. 110 desta lei e o parágrafo 9º do artigo 165 da Constituição Federal. § 8º Não enviados nos prazos legais os projetos de lei a que se refere este artigo, a Comissão de Finanças e Orçamento elaborá-los-á nos trinta dias seguintes. § 9º A proposta do orçamento anual deverá ser deliberada pelo plenário da Câmara até o dia 5 de dezembro. § 10 No caso de a Câmara não se manifestar sobre a proposta do orçamento no prazo previsto no parágrafo anterior, será a mesma incluída na ordem do dia em sessões extraordinárias diárias, convocadas nos termos do parágrafo único do art. 33 desta lei, até o fim da sessão legislativa, ou na forma do art. 37 desta lei, durante o recesso, até 31 de dezembro, sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos, até que se ultime a votação. § 11 Se até 31 de dezembro a Câmara Municipal não devolver a proposta do orçamento anual do Prefeito para sanção, ou rejeita-la integralmente, será promulgada como lei a lei orçamentária anterior, com valores cor- rigidos monetariamente pelos índices oficiais de correção monetária do período anual imediatamente anterior. § 12 Aplicam-se aos projetos referidos neste artigo, no que não contrariar o disposto nesta seção, as demais normas relativas ao processo legislativo. § 13 Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual fi- carem sem despesas correspondentes, poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante abertura de créditos adicionais suplementares ou especiais com prévia e específica autorização legislativa. TÍTULO IV DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 113 A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes do Município de Indaiatuba, voltada para a consecução do bem estar de seu povo e para a construção de uma sociedade livre, democrática, justa e solidária, obedecerá dentre outros princípios de direito público, os, da legalidade, impes- soalidade, moralidade e publicidade e, também, os seguintes preceitos. I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei; II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação ou exoneração; III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período; IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira; V - os cargos em comissão e as funções de confiança serão exercidos, preferencialmente, por servidores, ocupantes de cargos de carreira técnica ou profissional, nos casos e condições previstos em lei. VI - É garantido ao servidor público municipal o direito à livre associação sindical, sendo vedadas ao Poder Público à interferência e intervenção na organização sindical da categoria; VII - É assegurado o direito de greve, competindo aos servidores públicos municipais decidir a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam, por meio dele, defender, nos termos e nos limites definidos em lei complementar federal; 34 VIII - A lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão; IX - A lei estabelecerá os casos de contratação, por tempo determinado, para atender a necessidade tem- porária de excepcional interesse público. X - A remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 da Constituição Fede- ral somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativaem cada caso, assegurada a revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices; XI- A lei poderá fixar a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos, obedecido o disposto no artigo 37, XI, da Constituição Federal; (Inciso com redação dada pela Emenda a Lei Orgânica nº 03/18, publicada na Imprensa Oficial do Município em 14/12/2018, em vigor em 1/2/2019.) XII – os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo; XIII – é vedada a vinculação ou equiparação de vencimentos para efeito de remuneração de pessoal do serviço público municipal, ressalvado o disposto no inciso anterior e no § 1º do art. 114; XIV – os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público municipal não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores sob o mesmo título ou idêntico fundamento; XV – os vencimentos dos servidores públicos municipais são irredutíveis; XVI – é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários: (Inciso com redação dada pela Emenda a Lei Orgânica nº 01/10, publicada na Imprensa Oficial do Município em 17/12/2010.) 1- a de dois cargos de professor; (Item com redação dada pela Emenda a Lei Orgânica nº 01/10, publicada na Imprensa Oficial do Município em 17/12/2010.) 2- a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; (Item com redação dada pela Emenda a Lei Orgânica nº 01/10, publicada na Imprensa Oficial do Município em 17/12/2010.) 3- a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas. (Item com redação dada pela Emenda a Lei Orgânica nº 01/10, publicada na Imprensa Oficial do Município em 17/12/2010.) XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo Poder Público; XVIII - somente por lei específica poderão ser criadas empresa pública, sociedade de economia mista, au- tarquia, fundo ou fundação pública; XIX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades menciona- das no inciso anterior, assim como a participação de qualquer empresa privada. § 1º A não observância do disposto nos incisos II e IX, deste artigo, implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável, nos termos da lei. § 2º As reclamações relativas à prestação de serviços públicos serão feitas a Ouvidoria do Povo, na forma da legislação municipal. § 3º É vedado a denominação de próprios municipais, vias e logradouros públicos, com nome de pessoas vivas. § 4º O município e os prestadores de serviços públicos municipais responderão pelos danos que seus agen- tes, nesta qualidade, causarem a terceiros com o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. § 5º A lei municipal instituirá sistema previdenciário para os servidores públicos municipais. § 6º Os vencimentos, vantagens, proventos e qualquer outra parcela remuneratória do pessoal ativo ou inativo da Administração Pública, bem como quaisquer créditos de particulares perante os Poderes Públicos Municipais, pagos em atraso, deverão ser corrigidos monetariamente, de acordo com os índices oficiais aplicá- veis, a partir de seu vencimento. 35 CAPÍTULO II DOS SERVIDORES MUNICIPAIS Art. 114 O município instituíra regime jurídico único, e planos de carreira para os servidores da administra- ção pública direta, das autarquias e das fundações públicas. § 1º A lei assegurará aos servidores da administração direta, isonomia de vencimentos para cargos de atri- buições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relati- vas à natureza e ao local de trabalho. § 2º Aplicam-se aos servidores municipais da administração pública direta, indireta ou fundacional, o dis- posto nos incisos IV, VI, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII, XXIII e XXX do artigo 7º, bem como nos artigos 40 e 41 e seus incisos e parágrafos, todos da Constituição Federal. § 3º A criação, a denominação e o número de cargos, empregos ou funções na administração direta, indireta ou fundacional, bem como a forma de seu provimento e o seu padrão de vencimentos ou salário, dependerá de lei. § 4º Caberá à Câmara dispor sobre o pessoal necessário aos seus serviços, inclusive fixar a remuneração de seus servidores, mediante resolução. § 5º A cessão de servidores públicos municipais a empresas ou entidades públicas ou privadas, salvo a ór- gãos do mesmo Poder ou entre Poderes do Município, comprovadas as necessidades, ou para o exercício de cargo de confiança, será definida em lei. § 6º Os Poderes Públicos Municipais deverão promover o aperfeiçoamento profissional a atualização e a reciclagem dos conhecimentos técnicos de seus servidores, através de cursos periódicos ministrados por pro- fissionais especializados. § 7º Os Poderes Públicos Municipais incentivarão, mediante a concessão de prêmios e da progressão hori- zontal, a produtividade, o zelo, a eficiência administrativa e a responsabilidade funcional na forma da lei. § 8º ao servidor público em exercício de mandato eletivo aplicam-se as disposições contidas no art. 38 da Constituição Federal. § 9º - (Revogado pela Emenda a Lei Orgânica nº 01/10, publicada na Imprensa Oficial do Município em 17/12/2010.) § 10 - O Município assegurará aos seus funcionários, na forma da lei a contagem recíproca do tempo de contribuição na atividade privada, rural e urbana. § 11 – (Revogado pela Emenda a Lei Orgânica nº 01/10, publicada na Imprensa Oficial do Município em 17/12/2010.) § 12 – (Revogado pela Emenda a Lei Orgânica nº 01/10, publicada na Imprensa Oficial do Município em 17/12/2010.) CAPÍTULO III DAS INFORMAÇÕES, DO DIREITO DE PETIÇÃO E DAS CERTIDÕES Art. 115 Todos têm direito a receber dos órgãos públicos municipais, autárquicos ou fundacionais, informa- ções de seu interesse particular ou de interesse coletivo ou geral ressalvadas aquelas cujo sigilo seja impres- cindível à segurança da sociedade ou das instituições públicas. Art. 116 São assegurados a todos, independente do pagamento de taxas: I - o direito de petição aos Poderes Públicos Municipais para defesa de direito ou contra ilegalidade ou abu- so de poder; II - a obtenção de certidões em repartições públicas, relativas a atos, contratos, decisões ou pareceres, para defesa de direitos ou esclarecimento de situações de interesse pessoal. 36 § 1º As certidões deverão ser fornecidas no prazo máximo de dez dias úteis, sob pena de responsabilidade da autoridade ou servidor que negar ou retardar a sua expedição. § 2º As requisições judiciais deverão ser atendidas no mesmo prazo, se outro não for fixado por autoridade judiciária. CAPÍTULO IV DAS OBRAS E SERVIÇOS PÚBLICOS Art. 117 A realização de obras públicas municipais deverá ser adequada às diretrizes do Plano Diretor e ser sempre precedida de projeto elaborado segundo normas técnicas pertinentes. Parágrafo Único - A administração pública não poderá contratar empresa que desatendam as normas rela- tivas à saúde e segurança no trabalho ou atentem contra o meio ambiente. Art. 118 As obras e os serviços públicos serão executados preferencialmente pelo Município de forma direta, e só excepcionalmente delegados à iniciativa privada. Excetuando-se as atividades de planejamento, controle, administração e fiscalização tributária, a administração municipal poderá delegar a execução indireta de ser- viços públicos do município à iniciativa privada quando esta esteja suficientemente desenvolvida e capacitada para o seu desempenho, mediante concessão ou permissão. § 1º A permissão de serviço público ou utilidade pública, sempre a título precário, será outorgada por decre- to, após edital de chamamento de interessados para escolha do melhor pretendente. § 2º A concessão de serviço público ou utilidade pública só seráfeita com autorização legislativa mediante contrato, precedido de concorrência. § 3º Serão nulas de pleno direito às permissões ou concessões feitas em desacordo com o estabelecido neste artigo. § 4º Os serviços permitidos ou concedidos ficarão sempre sujeitos à regulamentação e fiscalização do município, incumbindo, aos que os executem, sua permanente atualização e adequação às necessidades dos usuários. § 5º O município poderá retomar, sem indenização, os serviços permitidos ou concedidos, desde que exe- cutados em desconformidade com o ato ou contrato, bem como aqueles que se revelarem insuficientes para o atendimento dos usuários. Art. 119 As tarifas dos serviços públicos e de utilidade pública deverão ser fixadas pelo Executivo, tendo em vista a justa remuneração. Art. 120 O município poderá realizar obras e serviços de interesse comum mediante convênio com o Estado, a União ou entidades particulares, ou mediante consórcio com outros municípios. CAPÍTULO V DA PUBLICIDADE Art. 121 A publicação das leis decretos e outros atos municipais será feita pela imprensa oficial do Município na forma que a lei dispuser, mediante licitação e, na sua falta, por um só órgão da imprensa local, mediante licitação publica anual em que se levarão em conta as circunstancias de periodicidade, tiragem e distribuição obrigatória. § 1º A publicação dos atos não normativos poderá ser resumida, especialmente os contratos resultantes de licitações. § 2º Os atos de efeitos externos só produzirão efeito após a sua publicação. § 3º A publicação deverá ser feita no prazo de 15 (quinze) dias. 37 Art. 122 A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos municipais: I - deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social e será realizada de forma a não abusar da confiança do cidadão, não explorando sua falta de conhecimento ou experiência, e a não se beneficiar da sua credibilidade; II - não poderá conter nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. Parágrafo Único - Verificada a violação ao disposto neste artigo, caberá à Câmara Municipal, por maioria absoluta de seus membros, determinar a suspensão da propaganda ou publicidade. CAPÍTULO VI DOS BENS MUNICIPAIS Art. 123 Constituem bens municipais todas as coisas móveis e imóveis, direitos, ações e valores que, a qualquer título, pertençam ao Município. Parágrafo Único - os bens municipais são imprescritíveis. Art. 124 Cabe ao Prefeito a administração dos bens municipais, respeitada a competência da Câmara quan- to aqueles utilizados em seus serviços. Art. 125 Os bens do patrimônio municipal devem ser cadastrados, preservados e tecnicamente identificados. Parágrafo Único - O cadastramento e a identificação técnica dos imóveis do Município, devem ser anual- mente atualizados, garantido-se o acesso às informações neles contidas. Art. 126 Pertencem ao patrimônio municipal as terras devolutas que se localizam dentro de seus limites. Art. 127 A alienação de bens municipais, subordinada à existência de interesse público devidamente justifi- cado será sempre precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas: I - quando imóveis dependerá de autorização legislativa e concorrência, dispensada esta nos seguintes casos: 1 - doação, devendo constar obrigatoriamente do contrato, os encargos do donatário, os prazos de seu cumprimento e a cláusula de retrocessão do imóvel, sob pena de nulidade do ato; 2 - permuta; II - quando móveis, dependerá de licitação, dispensada esta nos seguintes casos: 1 - doação que será permitida exclusivamente para fins de interesse social; 2 - permuta; 3 - venda de ações, que será obrigatoriamente efetuada em bolsa. § 1º O Município preferentemente à venda ou doação de seus bens imóveis, outorgará concessão de direito real de uso, mediante prévia autorização legislativa e concorrência. A concorrência poderá ser dispensada por lei, quando o uso se destinar à concessionária de serviço público, a entidades assistenciais, ou quando houver relevante interesse público, devidamente justificado. § 2º A venda aos proprietários de imóveis lindeiros de área urbana, remanescentes e inaproveitáveis para edificação, resultantes de obra pública, dependerá apenas de prévia avaliação e autorização legislativa. As áreas resultantes de modificação de alinhamento serão alienadas nas mesmas condições, quer, sejam apro- veitadas ou não. § 3º Na autorização para a doação de imóveis a entidades governamentais ou sociedades de economia mista, para a execução de obras ou serviços de interesse público, será dispensada a fixação de prazos para o cumprimento dos encargos do donatário. Art. 128 A aquisição de bens imóveis, por compra ou permuta, dependerá de prévia avaliação e autorização legislativa. 38 Art. 129 O uso de bens municipais por terceiro poderá ser feito mediante concessão, permissão ou autori- zação, conforme o caso e quando houver interesse público, devidamente justificado. § 1º A concessão administrativa dos bens públicos de uso especial, e dominicais dependerá de lei e concor- rência e far-se-á mediante contrato sob pena de nulidade do ato. A concorrência poderá ser dispensada, me- diante lei, quando o uso se destinar a concessionária de serviço público, a entidades assistenciais ou quando houver interesse público relevante, devidamente justificado. § 2º A concessão administrativa de bens públicos de uso comum somente será outorgada mediante autori- zação legislativa, desde que não desnature a destinação e o uso público desses bens. § 3º A permissão que poderá incidir sobre qualquer bem público, será feita a título precário por decreto. § 4º A autorização que poderá incidir sobre qualquer bem público, será feita por portaria para atividades ou uso específicos e transitórios, pelo prazo máximo de 90 (noventa) dias, salvo para o fim de formar canteiro de obra pública, caso em que o prazo corresponderá ao da duração da obra. Art. 130 Poderão ser cedidos a particular, para serviços transitórios, máquinas e operadores da Prefeitura, desde que não haja prejuízo para os trabalhos do Município e o interessado recolha previamente a remunera- ção arbitrada e assine termo de responsabilidade pela conservação e devolução dos bens no estado em que os haja recebido. Art. 131 Poderá ser permitido a particular, a título oneroso ou gratuito, conforme o caso, o uso do subsolo ou do espaço aéreo de logradouros públicos para construção de passagens destinada á segurança ou conforto dos transeuntes e usuários ou para outros fins de interesse urbanístico. Art. 132 A afetação ou desafetação de bens do patrimônio municipal dependerá de autorização legislativa. § 1º A desafetação só será permitida quando houver relevante interesse público e ficar demonstrada a im- possibilidade de aquisição de imóvel particular adequada para a ação municipal pretendida. § 2º É vedada a desafetação de bens municipais para a sua alienação ou concessão de uso a terceiros, inclusive a entidades públicas de outros Poderes ou à sociedades civis de qualquer natureza. § 3º A desafetação de praças públicas, áreas verdes ou sistemas de lazer ou de recreio, de uso comum do povo, só será permitida para fins educacionais ou habitacionais, para sua permuta com áreas de particulares que sejam destinadas exclusivamente para esse fim, ou para a alienação a credores do Erário Municipal, com o objetivo de extinguir precatórios judiciais. § 4º A desafetação de praças públicas, áreas verdes ou de lazer e de vias públicas, de uso comum do povo, será permitida para fins de concessão de uso remunerada ou de venda a terceiros, quando elas forem consi- deradas inúteis pelas suas dimensões, pelo seu formato esconso, pela sua situação, ou pela desativação de tráfego. § 5º A concessão de uso remunerada ou a venda a que se refere o § 4º deste artigo, será feita aos proprie- tários de imóveis lindeiros e dependerá apenas de prévia avaliação e autorizaçãolegislativa. Art. 133 O município deverá em decorrência de aprovação de loteamentos e no prazo de dois anos, efe- tivar, nas suas áreas de lazer destinadas ao uso comum do povo, as benfeitorias mínimas que possibilitem a sua utilização adequada pela população, podendo para essa finalidade, realizar parcerias e acordos, na forma prevista em legislação específica. Art. 134 Nenhum servidor será dispensado, transferido, exonerado ou será aceito o seu pedido de exonera- ção ou dispensa sem que o órgão responsável pelo controle de bens patrimoniais da prefeitura ou da Câmara ateste que o mesmo devolveu os bens do município que estava sob sua guarda. 39 CAPÍTULO VII DA FORMA E DO REGISTRO DOS ATOS Art. 135 A lei disporá sobre a técnica legislativa a ser observada na elaboração de atos normativos munici- pais. Art. 136 A formalização dos atos administrativos da competência do Prefeito far-se-á: I - mediante decreto, numerado, em ordem cronológica, quando se tratar de: 1 - regulamentação da lei; 2 - criação ou extinção de gratificações, quando autorizados em lei; 3 - abertura de créditos especiais e suplementares; 4 - declaração de utilidade pública ou de interesse social para efeito de desapropriação ou instituição de servidão administrativa; 5 - definição da competência dos órgãos e das atribuições dos servidores da Prefeitura, não privativas de lei; 6 - aprovação de regulamentos e regimentos dos órgãos da Administração direta; 7 - aprovação dos estatutos dos órgãos da administração descentralizada; 8 - fixação e alteração dos preços dos serviços prestados pelo município, concedidos ou autorizados; 9 - permissão para exploração de serviços públicos e para uso de bens municipais; 10 - aprovação de planos de trabalho dos órgãos da administração direta; 11 - criação, extinção, declaração ou modificação de direitos dos administrados, não privativos de lei; 12 - medidas executórias do plano diretor; 13 - estabelecimento e normas de efeitos externos, não privativos de lei; II - mediante portaria, quando se tratar de: 1 - provimento de vacância de cargos públicos e demais atos de efeito individual relativos aos servidores municipais; 2 - lotação e relotação nos quadros de pessoal; 3 - criação de comissões e designação de seus membros; 4 - instituição e dissolução de grupos de trabalho; 5 - autorização para contratação de servidores por prazo determinado e dispensa; 6 - abertura de sindicâncias e processos administrativos e aplicação de penalidades; 7 - outros atos que, por sua natureza, não sejam objeto de lei ou decreto. Parágrafo Único - Poderão ser delegados os atos constantes do item II deste artigo. Art. 137 O Município terá os livros que forem necessários aos seus serviços e, obrigatoriamente, os de: I - termo de compromisso e posse; II - declaração de bens; III - atas das sessões de Câmara; IV - registro de Leis, leis complementares, emendas à lei orgânica do município, decretos, resoluções, de- cretos legislativos, regulamentos, instruções e portarias; V - contratos e convênios em geral; VI - tombamento de bens imóveis; VII - registro de inscrição de débitos em dívida ativa; 40 VIII - registro de loteamentos aprovados. § 1º Os livros poderão ser substituídos por fichas ou outro sistema, convenientemente autenticados. § 2º Os livros serão abertos e encerrados por servidor designado para tal mister. § 3º A correspondência oficial expedida e recebida e os processos administrativos em geral, especialmente os relativos a licitações, deverão ser arquivados organizadamente. § 4º O Município instituirá, por lei, arquivo público, para consulta de interessados e para a preservação de seus documentos de valor histórico. § 5º A lei de que trata o § 4° disporá sobre a guarda permanente e a eliminação de documentos públicos. (Parágrafo com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 04/21, publicada na Imprensa Oficial do Municí- pio em 20/08/2021) TÍTULO V DA ORDEM ECONÔMICA E SOCIAL CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS GERAIS DA ATIVIDADE ECONÔMICA Art. 138 O Município promoverá o seu desenvolvimento econômico, agindo de modo que as atividades eco- nômicas realizadas em seu território contribuam para elevar a qualidade de vida e o bem-estar da população local, bem como para valorizar o trabalho humano. Parágrafo Único - Para a consecução do objetivo mencionado neste artigo, o Município atuará de forma exclusiva ou em articulação com a União ou com o Estado, suprindo, sempre que lhe for possível, a falta ou omissão da União ou Estado na política de desenvolvimento econõmico do Município. (Parágrafo único com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 5/21, publicada na Imprensa Oficial do Município em 17/12/2021) Art. 139 Na promoção do desenvolvimento econômico o Município agirá, sem prejuízo de outras iniciativas, no sentido de: I - fomentar a livre iniciativa; II - privilegiar a geração de emprego; III - utilizar tecnologia de uso intensivo de mão de obra; IV - formar mão-de-obra técnica ou especializada; V - racionalizar a utilização de recursos naturais; VI - proteger o meio ambiente; VII - proteger os direitos dos usuários dos serviços públicos e dos consumidores; VIII - dar tratamento diferenciado à pequena produção artesanal ou mercantil, às microempresas e às pe- quenas empresas locais, considerando sua contribuição para a democratização de oportunidades econômicas, mediante simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias ou creditícias, ou pela eliminação ou redução destas, por meio de lei; IX - estimular o associativismo, o cooperativismo e as microempresas; X - eliminar entraves burocráticos que possam limitar o exercício da atividade econômica; XI - desenvolver ação direta ou reivindicativa junto a outras esferas de governo, de modo a que sejam, entre outros, efetivados: 1 - assistência técnica; 2 - crédito especializado ou subsidiado; 3 - estímulos fiscais e financeiros; 41 4 - serviços de suporte informativo ou de mercado; XII - estimular a atividade artesanal. Art. 140 É de responsabilidade do Município, no campo de sua competência, a realização de investimentos para formar e manter a infra-estrutura básica capaz de atrair, apoiar ou incentivar o desenvolvimento de ativida- des produtivas, seja diretamente ou mediante delegação ao setor privado para esse fim. Parágrafo Único - A atuação do Município dar-se-á inclusive no meio rural, para a fixação de contingentes populacionais, possibilitando-lhes acesso aos meios de produção e geração de renda e estabelecendo a ne- cessária infra-estrutura destinada a viabilizar esse propósito. Art. 141 A atuação do Município na zona rural terá como principais objetivos: I - a melhoria do padrão de vida da família rural; II - garantir o escoamento da produção mediante melhoria e conservação perene das vias de transporte e pela abertura de novas vias de tráfego no meio rural; III - garantir a utilização racional dos recursos naturais; IV - manter a assistência técnica ao pequeno agricultor em cooperação com o Estado; V - promover a construção de silos para o armazenamento da produção; VI - promover o associativismo; VII - divulgar as oportunidades de crédito e de incentivos fiscais; VIII - organizar programas de abastecimento alimentar, dando prioridade aos produtos provenientes de pequenas propriedades rurais. Art. 142 O Município poderá consorciar-se com outras municipalidades com vistas ao desenvolvimento de atividades econômicas de interesse comum, bem como, integrar-se em programas de desenvolvimento regio- nal a cargo de outras esferas de Governo. Art. 143 O Município concederá na forma da lei, incentivos fiscais às microempresas e às empresas de pe- queno porte, consistentes nos seguintes benefícios: I - Isenção do imposto sobre serviços de qualquer natureza - ISSQN; II - autorização para utilizarem modelo simplificado de notas fiscais de serviços ou cupom de máquina regis- tradora, na forma definida por instrução do órgão fazendário da Prefeitura.Parágrafo Único - O tratamento diferenciado previsto neste artigo será concedido em favor das microempre- sas que atendam às exigências estabelecidas na legislação específica. Art. 144 O Município, em caráter precário e por prazo de doze meses, prorrogáveis uma só vez em ato do Prefeito, permitirá às microempresas iniciarem suas atividades na residência de seus titulares, desde que não prejudiquem as normas ambientais, de segurança, de silêncio, de trânsito e de saúde pública. Art. 145 Os portadores de deficiência física e de limitação sensorial, assim como as pessoas idosas, terão prioridade para exercer o comércio eventual ou ambulante no Município. Art. 146 O Município promoverá e incentivará o turismo como fator de desenvolvimento sócio-econômico. 42 CAPÍTULO II DA ORDEM SOCIAL SEÇÃO I DA SEGURIDADE SOCIAL SUBSEÇÃO I DISPOSIÇÃO GERAL Art. 147 O Município deverá contribuir para a seguridade social, atendendo ao disposto nos artigos 194 e 195 da Constituição Federal, visando assegurar os direitos relativos à saúde e a assistência social. SUBSEÇÃO II DA SAÚDE Art. 148 A saúde é direito de todos os munícipes e dever do Poder Público, assegurada mediante políticas sociais, econômicas e ambientais que visem à eliminação do risco de doenças e outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação. Art. 149 Para atingir os objetivos estabelecidos no artigo anterior o Município promoverá por todos os meios ao seu alcance: I - condições dignas de trabalho, saneamento, alimentação, educação, transporte, moradia, esporte e lazer; II - respeito ao meio ambiente e controle da poluição ambiental; III - acesso de todos os habitantes do município às ações e serviços de promoção, e recuperação da saúde, sem qualquer discriminação. Art. 150 As ações de saúde são de relevância pública, devendo sua execução ser feita preferencialmente através de serviços públicos e, suplementarmente, através de serviços de terceiros. Parágrafo Único - É vedado ao Município cobrar do usuário pela prestação de serviços de assistência à saúde, mantidos pelo poder público ou contratados por terceiros, disciplinados em lei, em todos os níveis de atendimento, Art. 151 As ações e serviços da saúde do Município deverão integrar um sistema único de saúde, cabendo ao Poder Executivo, em estreita articulação com a União e com o Estado: I - planejar, organizar, gerir, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde de toda a rede de postos de atendimento público; II - gerir, executar, controlar e avaliar as ações referentes ás condições dos ambientes de trabalho; III - executar serviços de: 1 - vigilância epidemiológica; 2 - vigilância sanitária; 3 - alimentação e nutrição. IV - fiscalizar as agressões ao meio ambiente que tenham repercussão sobre a saúde humana e atuar, junto aos órgãos estaduais e federais, para controla-las; V - gerir laboratórios públicos de saúde; VI - avaliar e controlar a execução de convênios e contratos, celebrados pelo Município, com entidades privadas prestadoras de serviços de saúde; 43 VII - autorizar a instalação de serviços de saúde e fiscalizar-lhes o funcionamento, conforme códigos sani- tários, nacional, estadual e municipal e normas do SUS - Serviço Unificado de Saúde; VIII - acompanhamento, avaliação e divulgação dos indicadores de morbi-natalidade no âmbito do Municí- pio; IX - ampla assistência à saúde, desde a assistência ambulatorial até a assistência odontológica e farma- cêutica priorizando os serviços preventivos contra as doenças em geral, mediante campanhas esclarecedoras e exames em geral. Parágrafo Único - É de responsabilidade do Sistema Único de Saúde do Município, garantir o cumprimento das normas legais que dispuserem sobre as condições e requisitos que facilitem a remoção de órgãos, tecidos e substâncias humanas, para fins de transplante, pesquisa ou tratamento, bem como a coleta, o processamento e a transfusão de sangue e seus derivados, vedado todo tipo de comercialização. Art. 152 As ações e os serviços do Sistema Único de Saúde no âmbito do Município serão organizadas de acordo com as seguintes diretrizes: I - comando único exercido pela Secretaria Municipal da Saúde; II - integração na prestação das ações de saúde, adequadas às realidades epidemiológicas do Município; III - participação em nível de decisão de entidades representativas dos usuários, dos trabalhadores de saúde e dos representantes governamentais na formulação, gestão e controle da política municipal da saúde, através de Conselho Municipal de caráter deliberativo e paritário; IV - direito do cidadão de obter informações e esclarecimentos sobre assuntos pertinentes a promoção, proteção e recuperação de sua saúde e da coletividade. Art. 153 O Secretário da Saúde convocará anualmente o Conselho Municipal de Saúde, ou extraordinaria- mente se auto convocará, para avaliar a situação do Município, com ampla participação da sociedade, e fixar as diretrizes gerais da política de saúde do Município. Art. 154 A lei disporá sobre a organização e o funcionamento do Conselho Municipal de Saúde, que terá as seguintes atribuições, dentre outras que vierem a ser fixadas na legislação federal específica: I - formular a política municipal de saúde, atualizando-a anualmente, em termos de prioridade do município e em consonância com o Plano Federal e Estadual de Saúde. II - planejar e fiscalizar a distribuição dos recursos destinados à saúde; III - aprovar a instalação e o funcionamento de novos serviços públicos de saúde, atendidas as diretrizes do plano municipal de saúde. Parágrafo Único - O Conselho Municipal de Saúde será composto de forma paritária, garantindo-se a repre- sentação dos usuários, representantes dos trabalhadores em Saúde e representantes dos governos municipal, estadual e federal, na forma a ser regulamentada por legislação específica. Art. 155 Os recursos financeiros do Sistema Municipal de Saúde, vinculados à Secretaria Municipal de Saú- de serão subordinados ao planejamento e controle da Comissão Municipal de Saúde. Art. 156 As instituições privadas poderão participar de forma suplementar do Sistema Único de Saúde, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência às entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos. Art. 157 O montante dos recursos destinados à saúde pelo Município não será inferior a 15% (quinze por cento) das despesas globais do orçamento anual do Município, que se constitui no Fundo Municipal de Saúde. Art. 158 É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos, exceto em casos em que o interesse público exigir, na forma da legislação específica. Art. 159 Fica assegurada a compatibilização e complementação das normas técnicas do Ministério da Saú- de e Secretaria de Estado da Saúde, de acordo com as realidades municipais. Art. 160 Compete ao Município, garantir os profissionais de saúde planos de carreira admissão através de concurso, incentivos à dedicação exclusiva e tempo integral, capacitação e reciclagem permanentes, isonomia salarial adequadas de trabalho e assistência à saúde para a execução de suas atividades em todos os níveis. 44 Art. 161 Compete à autoridade municipal, em convênio com o Estado, mediante denúncia de risco à saúde, proceder à avaliação das fontes de risco no ambiente de trabalho e determinar a adoção das devidas providên- cias para que cessem os motivos que lhe deram causa. § 1º Ao sindicato dos trabalhadores, ou a representante que designar, é garantido requerer a interdição de máquina, de setor de serviço ou de todo o ambiente de trabalho, quando houver exposição a risco iminente para a vida ou a saúde dos empregados. § 2º Em condições de risco grave ou iminente no local de trabalho, será lícito ao empregado interromper suas atividades, sem prejuízo de quaisquer direitos, até a eliminação do risco. § 3º O Município atuará para garantira saúde e à segurança dos empregados nos ambientes de trabalho. § 4º É assegurada a cooperação dos sindicatos de trabalhadores nas ações de vigilância sanitária desen- volvidas no local de trabalho. SUBSEÇÃO III DA ASSISTÊNCIA SOCIAL Art. 162 A assistência e a promoção social será prestada a quem dela necessitar, objetivando: I - a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice; II - amparo às crianças e aos adolescentes menos favorecida; III - a promoção da integração ao mercado de trabalho; IV - a habilitação e a reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária. Art. 163 As ações do Município por meio de programas e projetos na área de promoção e assistência social, serão organizadas, elaboradas, executadas e acompanhadas com base nos seguintes princípios: I - participação da comunidade; II - descentralização administrativa, respeitada a legislação federal, considerando o Município e as comuni- dades como instâncias básicas para o atendimento e a realização dos programas; III - integração das ações dos órgãos e entidades da administração em geral, compatibilizando programas e recursos e evitando a duplicidade de atendimento entre as esferas municipal e estadual. Art. 164 Para efeitos de subvenção municipal as entidades de assistência social atenderão aos seguintes requisitos: I - integração dos serviços à política municipal de assistência social; II - garantia de qualidade dos serviços; III - prestação de contas para fins de renovação de subvenção; IV - subordinação dos serviços à fiscalização e supervisão da Secretaria Municipal da Família e Bem Estar Social. Parágrafo Único - Fica vedada a vinculação de subvenções na área de Assistência Social em um mesmo projeto de Lei de repasse para entidades diversas a esta. Art. 165 A lei criará conselhos municipais, como órgãos de natureza consultiva, destinados a propor diretri- zes para a ação promocional e assistência do Município, com a participação de representantes dos segmentos sociais envolvidos nessa área de atividades. Parágrafo Único - Serão criados entre outros, os seguintes conselhos: a) Conselho Municipal de Defesa da Criança, do Adolescente e da Mulher; b) Conselho Municipal de Entorpecentes; 45 Art. 166 A lei municipal criará um Centro de Triagem e Encaminhamento Municipal - CETREM, destinado a recepcionar, orientar e encaminhar à Fazenda Agrícola, os indigentes que circulem pelas vias urbanas, com o objetivo de promover a sua recuperação junto à sociedade. Art. 167 A lei assegurará a isenção tributária em favor das pessoas jurídicas de natureza assistencial, insta- ladas no Município, que tenham como objetivo o amparo ao menor carente, ao deficiente e ao idoso, sem fins lucrativos e que sejam declaradas de utilidade pública, observadas as normas previstas na legislação federal específica. SUBSEÇÃO IV DA EDUCAÇÃO Art. 168 O ensino fundamental e a educação infantil ministrado nas escolas, creches ou pré-escolas muni- cipais são gratuitos. Art. 169 O Município manterá: I - Educação Infantil, atendendo crianças de 0(zero) a 6(seis) anos, em creche e Pré-escolas, respeitando as características próprias dessa faixa etária. II - Ensino Fundamental, obrigatório, inclusive para os que não tiverem acesso na idade própria; III - Atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência ; a) preferencialmente na rede regular de ensino: b) em instituições públicas destinadas e equipadas para tais fins; c) complementarmente, mediante o estabelecimento de convênios com instituições sem fins lucrativos sob a prévia autorização legislativa e sob supervisão do Poder Público. IV - Igualdade de condições e acesso e permanência na escola pública para todos os correspondentes da faixa etária obrigatória. Parágrafo Único - O Município priorizará o ensino fundamental, após atendimento pleno e satisfatório do ponto de vista quantitativo da demanda a que se refere o inciso I, deste artigo, devendo, no entanto, cooperar de maneira suplementar, na forma do art. 173, desta Lei, mediante a) programas de fornecimento de material didático, transporte, alimentação e assistência à saúde do esco- lar, sendo o programa suplementar de transporte estendido aos Trabalhadores de Educação da Rede Pública de Ensino. b) investimentos de recursos próprios ou convênios para construção, reformas e manutenção dos prédios escolares. Art. 170 O Município promoverá a erradicação do analfabetismo, organizando e promovendo um programa permanente de alfabetização de adultos, com a participação das entidades ou sociedades amigos de bairro do Município. Art. 171 O Município promoverá, anualmente, o recenseamento da população escolar com o objetivo de subsidiar o planejamento escolar, e fará a chamada de educandos recenseados, propiciando-lhes vagas, com qualidade, no ensino público, em estreita articulação com o Estado. Art. 172 Os currículos escolares serão adequados às peculiaridades do Município, e valorizarão sua cultura e seu patrimônio histórico, artístico, cultural e ambiental. Parágrafo Único - Os currículos escolares deverão atender as necessidades características de cada faixa etária a que se destinam, desenvolvendo em todos os seus níveis, a capacidade de elaboração e reflexão, críticos da realidade. Art. 173 O Município não manterá e nem subvencionará estabelecimentos de ensino superior ou cursos do ensino médio, enquanto não cumprir o disposto no artigo 169 desta Lei.. 46 Art. 174 O município subsidiará, atendida a regularização por Lei Complementar, o ensino superior, ou cur- sos do ensino médio, e profissionalizante não existentes no município, por meio de programas suplementares de fornecimento de material didático, transporte escolar e bolsas de estudo.. Art. 175 O Município aplicará anualmente, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) da receita resultante de impostos e das transferências recebidas do Estado e da União na manutenção e desenvolvimento do Ensino. § 1º Os programas suplementares de alimentação, transporte e assistência à saúde do escolar serão finan- ciados com recursos provenientes de contribuições sociais e outros financeiros, na forma do disposto no artigo 212 da Constituição Federal. § 2º O Poder Público Municipal deverá publicar, até 30 (trinta) dias após o encerramento de cada trimestre, informações completas sobre receitas arrecadadas e transferências de recursos destinados à educação nesse período e discriminadas por nível de ensino, conforme dispõe o artigo 256 da Constituição Estadual. Art. 176 O ensino será ministrado com observância dos princípios estabelecidos no artigo 206 da Constitui- ção Federal. Art. 177 Compete ao Município garantir na forma da Lei, plano de carreira para o magistério do ensino de educação infantil e fundamental, com piso salarial profissional e ingresso no magistério público exclusivamente por concurso de provas e títulos. Parágrafo Único - O Plano de carreira e o modo de ingresso no magistério municipal, previsto no caput deste artigo, não incluirá e não se aplicará aos professores dos estabelecimentos de educação profissional, exceto quanto a exigência de concurso público. Art. 178 Revogado. SEÇÃO II DA CULTURA Art. 179 O Município incentivará a livre manifestação cultural através de: I - criação, manutenção e abertura de espaços públicos devidamente equipados e capazes de garantir a produção, divulgação e apresentação das manifestações culturais e artísticas; II - proteção dos locais e objetos de interesse histórico, artístico e arquitetônico; III - incentivo a promoção e divulgação da história, dos valores humanos e das tradições locais; IV - acesso aos acervos das bibliotecas públicas, museus, arquivos e congêneres; V - promoção do aperfeiçoamento e valorização dos profissionais da cultura, inclusive através de concessão de bolsas de estudo, na forma da lei; VI - incentivo à iniciação artística, inclusive através de concessão de bolsasde estudo e do material neces- sário para o desenvolvimento da atividade artística, na forma da lei; § 1º Caberá à Administração pública a gestão da documentação governamental e de interesse público e as providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem, bem como a promoção e proteção do pa- trimônio cultural, mediante a organização e manutenção do arquivo público municipal, a criação e manutenção de bibliotecas públicas e museus, e o tombamento de bens móveis e imóveis, na forma da lei. (Parágrafo com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 04/21, publicada na Imprensa Oficial do Município em 20/08/2021) § 2° O tombamento para a preservação de bens de valor cultural, histórico, artístico, arquitetõnico, urbanís- tico, documental, bibliográfico, museográfico, ecológico, ambiental ou referencial, será realizado com a partici- pação do Conselho Municipal de Preservação, nos termos da lei. (Parágrafo com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 04/21, publicada na Imprensa Oficial do Município em 20/08/2021) § 3º Ficam isentos do pagamento de Imposto Predial Territorial e Urbano e do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, a propriedade ou a posse de imóveis tombados e a prestação de serviços realizados nes- ses imóveis, respectivamente. Art. 180 Ficam isentas do pagamento de impostos e taxas as instituições culturais sem fins lucrativos. 47 SEÇÃO III DOS ESPORTES E DO LAZER Art. 181 O Município apoiará e incentivará as práticas esportivas, como direito de todos, em caráter amado- rístico, oferecendo equipamentos esportivos, instrução e treinamento por profissionais habilitados e promoven- do a participação de atletas e esportistas em competição dentro e fora do Município. Art. 182 O Município proporcionará meios de lazer sadio e construtivo à comunidade, mediante: I - reserva de espaços verdes ou livres; II - construção e equipamentos, de parques infantis, centros de juventude e centros comunitários; III - aproveitamento e adaptação de rios, vales, colinas, lagos, matas e outros recursos naturais, como locais de passeio e distração, sem prejudicar o meio ambiente. IV - convênios firmados com clubes e empresas de natureza esportiva. Art. 183 A Secretaria de Esportes, Turismo e Lazer elaborará anualmente um calendário de atividades es- portivas, culturais e de lazer, estabelecendo datas dos eventos a serem promovidos. Art. 184 A Prefeitura Municipal poderá explorar publicidade comerciais nos locais de práticas esportivas. SEÇÃO IV DA GUARDA MUNICIPAL Art. 185 O Município constituirá sua Guarda Municipal, com caráter preventivo, destinada à proteção de seus cidadãos, de seus bens e instalações. § 1º A Lei Municipal disciplinará a organização, o funcionamento, os direitos e deveres, vantagens e regime de trabalho da Guarda Municipal e seus integrantes, respeitadas as legislações federal e estadual. § 2º Para a consecução dos objetivos da Guarda Municipal o Município poderá celebrar convênio com a União e o Estado, através da Polícia Militar. SEÇÃO V DA HABITAÇÃO E DO SANEAMENTO Art. 186 O Município promoverá política habitacional, integrada à da União e do Estado, objetivando a solução da carência de moradias, mediante a execução das seguintes metas em benefício das famílias mais carentes do Município: I - concessão de usos de lotes urbanizados, na forma da lei: II - incentivos à formação de cooperativa popular de habitação; III - formação de programas habitacionais pelo sistema de mutirão e autoconstrução; IV - garantia de projeto-padrão para a construção de moradias populares; V - assessoria técnica gratuita à construção da casa própria popular; VI - regularização fundiária e urbanização específica para áreas ocupadas por população de baixa renda. Parágrafo Único - Fica criado o fundo para o financiamento da política habitacional do Município, cuja lei própria estabelecerá suas diretrizes e percentual do Orçamento. Art. 187 O Município priorizará a execução de programas de saneamento básico nas zonas urbanas, e ru- ral em relação a qualquer outra obra pública, com o objetivo fundamental de promover a defesa preventiva da saúde pública. 48 Parágrafo Único - A ação do Município deverá orientar-se para: a) promover a educação sanitária e melhorar o nível de participação das comunidades na solução de seus problemas de saneamento; b) levar à prática, pelas autoridades competentes, a política de tarifas sociais para os serviços de água. TÍTULO VI DO DESENVOLVIMENTO URBANO E DO MEIO AMBIENTE CAPÍTULO I DO PLANEJAMENTO E DO DESENVOLVIMENTO URBANO Art. 188 A política urbana, a ser formulada no âmbito do processo de planejamento municipal, terá por objeti- vo o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e o bem estar dos seus habitantes, em consonância com as políticas sociais e econômicas do Município. Parágrafo Único - O planejamento urbano está condicionado às funções sociais da cidade, compreendidas como direito de acesso de todo cidadão à moradia, transporte público, saneamento, energia elétrica, gás, abas- tecimento, iluminação pública, comunicação, educação, saúde, lazer e segurança, assim como a preservação do patrimônio ambiental e cultural. Art. 189 O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, que deverá ser revisto qüinqüenalmente, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão a ser executada pelo Município. § 1º O plano diretor fixará os critérios que assegurem a função social da propriedade imobiliária, especial- mente no que concerne a: a) adequação do direito de construir às normas urbanísticas; b) justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do processo de urbanização. § 2º O plano diretor deverá considerar a totalidade das zonas urbanas e de expansão urbana do Município. § 3º O plano diretor deverá ser elaborado com a participação das entidades representativas da comunidade diretamente interessada. § 4º O plano diretor definirá as áreas de interesse social, urbanístico ou ambiental, para as quais será exigi- do aproveitamento adequado nos termos previstos na Constituição Federal. Art. 190 Nas normas relativas ao desenvolvimento urbano o Município assegurará às pessoas portadoras de deficiências, o livre acesso a edifícios públicos e particulares de freqüência ao público, a logradouros públicos e ao transporte coletivo. Art. 191 O Município estabelecerá mediante lei, em conformidades com as diretrizes do plano diretor, nor- mas sobre zoneamento, loteamento, parcelamento, uso e ocupação do solo, índices urbanísticos, proteção ambiental e demais limitações administrativas pertinentes. Parágrafo Único - O Município disciplinará o plantio, poda e erradicação de árvores no perímetro urbano, na forma da lei. Art. 192 Suprimido. (Suprimido pela Eemenda à Lei Orgânica nº 5/1993) Art. 193 É facultado ao Município, mediante lei especifica para área incluída no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, sub-utilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de: I - parcelamento ou edificação compulsórios; II - imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressiva no tempo; III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais ou sucessivas, asse- gurados o valor real da indenização e os juros legais. 49 Art. 194 O exercício do direito de propriedade atenderá à sua função social e deverá condicionar-se às fun- ções sociais da cidade. CAPÍTULO II DOS TRANSPORTES PÚBLICOS Art. 195 O Município, na prestação de serviços de transportes públicos no seu território, fará obedecer, os seguintes princípios básicos: I - segurança e conforto dos passageiros, garantindo em especial, acesso às pessoas portadoras de defici- ência; II - prioridade a pedestres e usuários dos serviços; III - tarifa social, assegurada a gratuidadepúblicos; II - arrecadar as rendas que lhe pertencem; III - prestar serviços públicos sob o regime de permissão ou concessão; IV - adquirir bens mediante doação pura e simples ou através de desapropriação por necessidade pública, utilidade pública ou por interesse social. V - estabelecer as servidões necessárias aos seus serviços; VI - fixar itinerário, pontos de parada, e as respectivas linhas de transporte coletivo urbano, concedidas ou permitidas, regulamentando e fiscalizando as condições de funcionamento e o estado de conservação dos veículos; VII - fixar o itinerário de veículos de transporte coletivo interurbano, dentro do perímetro urbano; VIII - fixar os locais de estacionamento e as tarifas para o transporte individual de passageiros; IX - fixar e sinalizar os locais de estacionamento de veículos, os limites das “zonas de silêncio” e de trânsito e tráfego em condições especiais; X - sinalizar as vias urbanas e as estradas municipais, bem como regulamentar e fiscalizar a sua utilização; XI - promover e incentivar o turismo local, como fator de desenvolvimento social e econômico; XII - prover sobre a limpeza das vias e logradouros públicos, remoção e destino do lixo domiciliar e hospita- lar e de outros resíduos de qualquer natureza, inclusive de forma seletiva; XIII - fixar os locais de estacionamento permitido nas vias e logradouros públicos; XIV - planejar e promover a defesa da população contra as calamidades públicas; XV - integrar consórcio com outros municípios da Região Metropolitana, para a solução de problemas co- muns; XVI - participar de entidade que congregue municípios integrados à mesma região metropolitana, aglome- ração urbana ou microregião; XVII - fixar os locais e horários em que as propagandas sonoras de qualquer espécie serão proibidas; Art. 10 É da competência do Município, em comum com a União e com o Estado, observadas as normas de cooperação fixadas em lei complementar: I - zelar pela observância da constituição e das leis, pela preservação das instituições democráticas e pela conservação do patrimônio público; 4 II - cuidar da saúde, da educação, da cultura e do lazer; III - promover a assistência social junto às populações que dela necessitem, combatendo as causas da po- breza, os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos, inclusive dos migrantes, assistindo prioritariamente a criança carente ou abandonada; IV - cuidar da proteção e assistência às pessoas portadoras de deficiência, através de: a) criação de programas de prevenção de deficiências; b) criação e incentivo de programas educacionais especializados, juntos a entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos e à rede regular de ensino, com destinação de material e equipamento especializado; c) fornecimento de transporte gratuito; d) garantia de esporte e lazer; e) eliminação de barreiras arquitetônicas nos logradouros públicos; f) concessão de incentivos fiscais, isenção de taxas e impostos, destinação de cargos públicos aos deficien- tes, na forma da lei; V - proteger os documentos, as instituições culturais sem fins lucrativos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos e as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos; VI - impedir a evasão, e destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histó- rico, artístico e cultural; VII - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; VIII - preservar as florestas, a fauna, a flora, os rios, lagoas e especialmente os mananciais de água potável que abastecem a cidade; IX - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar; X - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação, à ciência e ao esporte amador; XI - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais, de sanea- mento básico e de iluminação pública; XII - registrar, acompanhar e fiscalizar as condições de direito de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seu território; XIII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito; XIV - fiscalizar, nos locais de venda direta ao consumidor, as condições sanitárias dos gêneros alimentícios; XV - dispor sobre a prevenção e serviços de combate a incêndios; XVI - zelar pela higiene e pela segurança pública; XVII - promover a abertura, construção e conservação de estradas vicinais; XVIII - promover a defesa do consumidor em todas as suas formas; XIX - estabelecer as condições para conceder licença ou autorização para abertura e funcionamento de estabelecimentos industriais, comerciais e similares; XX - conceder licença, autorização ou permissão, mediante licitação pública, bem como a sua renovação ou prorrogação, para exploração de portos de areia, desde que apresentados laudos ou pareceres técnicos dos órgãos competentes. Art. 11 Ao Município é proibido: I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, favorecê-los, conceder-lhes o uso de terrenos públicos, embaraçar-lhes o exercício ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada a colaboração de interesse público, na forma e nos limites da lei, notadamente no setor educacional, assistencial ou hospitalar; II - recusar fé nos documentos públicos; 5 III - instituir empréstimo compulsório; IV - subvencionar, auxiliar, permitir ou fazer uso de estabelecimento gráfico, jornal, estação de rádio, tele- visão, serviço de alto-falante ou qualquer outro meio de comunicação de sua propriedade para propaganda político partidária ou fins estranhos à administração; V - estabelecer limitações ao tráfego, no território do município, de pessoas ou mercadorias, exceto o pedá- gio para atender ao custo de manutenção das vias de transportes; VI - criar distinções entre os munícipes ou preferências entre si. TÍTULO II DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES MUNICIPAIS CAPÍTULO I DO PODER LEGISLATIVO SEÇÃO I DA CÂMARA MUNICIPAL Art. 12 O Poder Legislativo do Município é exercido pela Câmara Municipal, composta de vereadores eleitos pelo sistema proporcional, dentre cidadãos maiores de 18 anos, no exercício dos direitos políticos, pelo voto direto e secreto em todo território municipal. § 1º Cada legislatura terá a duração de quatro anos. § 2º O número de vereadores é de dezessete, e passará a ser de dezenove quando a população do muni- cípio atingir trezentos mil habitantes, e de vinte e um quando essa população chegar aos quinhentos mil habi- tantes. Art. 13 É de competência exclusiva da Câmara Municipal: I - eleger sua Mesa, bem como destituí-la na forma regimental; II - elaborar o Regimento Interno; III - organizar seus serviços administrativos, criando, alterando e extinguindo cargos, empregos e funções e fixandos os respectivos vencimentos, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamen- tárias; IV - criar, alterar ou extinguir cargo, empregos e funções na administração da Câmara, bem como fixar-lhes os vencimentos e vantagens, bem como estabelecer o regime jurídico dos servidores, na forma da lei; V - dar posse ao Prefeito e ao Vice-Prefeito, quando eleitos, conhecer de sua renúncia e quando for o caso, afastá-los definitivamente do exercício do cargo; VI - conceder licença ao Prefeito e ao Vice-Prefeito e aos Vereadores para afastamento do cargo na forma prevista no Regimento Interno da Câmara Municipal; VII - autorizar o Prefeito, por necessidade de serviço, ausentar-se do Município por mais de quinze dias, na forma prevista no Regimento Interno da Câmara Municipal; VIII - fixar através de Lei, os subsídios do Prefeito Municipal, Vice-Prefeito, dos Secretários Municipais e dos Vereadores, observado o que dispõem os artigos 37, X, XI; 39, parágrafo 4º, 150, II; 153, III, e 153, parágrafo 2º, I; da Constituição Federal, no caso de Prefeito, Vice-Prefeito e Secretários Municipais, e os artigos 39, parágra- fo 4º; 57,aos maiores de sessenta anos; IV - proteção ambiental contra a poluição atmosférica e sonora; V - integração entre sistemas e racionalização de itinerários; VI - participação das entidades representativas da comunidade e dos usuários no planejamento, na fiscali- zação dos serviços, através de um Conselho Tarifário de caráter consultivo. Art. 196 O transporte público é um direito fundamental do cidadão, sendo de responsabilidade do poder público municipal, que o manterá de forma direta e, suplementarmente, através de concessão ou permissão para terceiros. CAPÍTULO III DOS RECURSOS HÍDRICOS Art. 197 O Município, para proteger e conservar as águas, especialmente aquelas utilizadas para o abaste- cimento da cidade, e prevenir seus efeitos adversos, adotará, entre outras, as seguintes medidas: I - instituirá áreas de preservação das águas utilizáveis para abastecimento às populações, e da implanta- ção, conservação e recuperação de matas ciliares. II - condicionará os atos de outorga de direitos que possam influir na qualidade ou quantidade das águas superficiais e subterrâneas, em especial a extração de areia e saibro, à aprovação prévia dos organismos estaduais de controle ambiental e de gestão de recursos hídricos, fiscalizando e controlando as atividades decorrentes. III - exigirá, quando da aprovação dos loteamentos, completa infra-estrutura urbana, correta drenagem das águas pluviais, proteção do solo superficial e reserva de áreas destinadas ao escoamento de águas pluviais e às canalizações de esgotos públicos, em especial nos fundos de vale; IV - compatibilizará as licenças municipais de parcelamento do solo, de edificações e de funcionamento de estabelecimentos comerciais e industriais com as exigências quantitativas e qualitativas dos recursos hídricos existentes; V - registrará, acompanhará e fiscalizará as concessões de direito de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais no território municipal; VI - manterá a população informada sobre os benefícios do uso racional da água, da proteção contra sua poluição e da desobstrução dos cursos d`água; VII - proibirá o lançamento de efluentes industriais poluidores em qualquer lençol de água do Município, ou em fundos de vale, sem o prévio e adequado tratamento desses efluentes; VIII - O Município deverá despender, em conjunto com os Municípios limítrofes e órgãos Governamentais, recursos necessários para a despoluição e recuperação do Rio Jundiaí, por se tratar de manancial destinado ao abastecimento de água potável. (Inciso com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 5/21, publicada na Imprensa Oficial do Município em 17/12/2021) 50 CAPÍTULO IV DO MEIO AMBIENTE Art. 198 Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e saudável, impondo-se ao Poder Público Municipal e à comunidade em conjunto com o Estado e a União, o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. § 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Município: a) preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais; b) definir, em lei complementar, os espaços territoriais do Município e seus componentes a serem especial- mente protegidos, vedando qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção; c) impor, em lei ordinária, a todas as atividades industriais e qualquer outra que possa poluir o meio am- biente, a obrigação de adotar processos de eliminação ou redução da poluição ambiental a limites toleráveis; d) proibir a instalação e atividades que sejam consideradas nocivas ou perigosas à vida e à preservação do meio ambiente, ou limitar o seu funcionamento a áreas rurais do município que não comprometam o equilíbrio ecológico; e) exigir, na forma da lei, para instalação de obras, atividade ou parcelamento do solo potencialmente cau- sadora de significativa degradação do meio ambiente, estudos práticos de impacto ambiental, a que se daria publicidade; f) controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente; g) promover a educação ambiental na sua rede de ensino e a conscientização da comunidade para a pre- servação do meio ambiente; h) proteger a flora e a fauna, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco a sua função; i) garantir o amplo acesso dos interessados às informações sobre as fontes e causas da poluição, da degra- dação ambiental, sobre os níveis de poluição, qualidade do meio ambiente, situações de risco de acidentes e a presença de substâncias potencialmente danosas à saúde na água potável e nos alimentos; j) estimular a pesquisa, o desenvolvimento e a utilização de fontes de energia alternativas não poluentes bem como de tecnologias poupadoras de energia. § 2º Aquele que explorar recursos minerais, inclusive extração de areia, cascalho ou pedreiras, fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei. § 3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores a sanções administrativas, com aplicação de multas diárias e progressivas no caso de continuidade da infração ou rein- cidência, inclusive a redução, interdição ou paralização de atividade, de acordo com a gravidade da infração, independentemente da obrigação de reparar os danos causados e de conformidade com que dispuser a lei. Art. 199 Fica criado o Conselho Municipal de Meio Ambiente, órgão colegiado, autônomo, normativo e recur- sal composto paritariamente por representantes do Poder Público, entidades ambientalistas e representantes da sociedade civil, que, entre outras atribuições definidas em lei, deverá analisar, aprovar ou vetar qualquer projeto público ou privado que implique impacto ambiental. § 1º Para o julgamento de projetos a que se refere este artigo, o Conselho Municipal de Meio Ambiente realizará audiências públicas, para ouvir as entidades interessadas, especialmente com representantes da população atingida. § 2º A população gravemente atingida pelo impacto ambiental dos projetos referidos neste artigo, deverá ser consultada obrigatoriamente. Art. 200 Fica proibida a pesquisa, armazenagem e transporte de material bélico atômico no Município. 51 Art. 201 É proibida a instalação, no Município, de reatores nucleares com exceção daqueles destinados à pesquisa científica e ao uso terapêutico, cuja localização e especificações serão definidas em lei complementar. Parágrafo Único - A concessão de licença para a instalação de reatores nucleares destinados à pesquisa científica, exceto àqueles destinados ao uso terapêutico, será outorgada nos termos do art. 61, inciso I, desta lei. Art. 202 Não serão permitida a deposição final de resíduos radioativos em território do Município. Art. 203 Os critérios, locais e condições de deposição final de resíduos sólidos domésticos, industriais e hospitalares serão definidos em lei. Art. 204 Fica vedada a participação em concorrências públicas e ao acesso a benefícios fiscais as pessoas físicas e jurídicas autuadas por atos de degradação ambiental em qualquer localidade do território nacional. Parágrafo Único - O imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana incidente sobre imóvel, que esteja contribuindo para a degradação ambiental, poderá ser elevado até o décuplo de seu valor, enquanto persistir a ação deletéria contra o meio ambiente, na forma da lei. Art. 205 Fica proibida a instalação de estabelecimentos industriais no Município que fabriquem “sprays” ou produtos similares contendo clorofluorcarbono. Art. 206 Fica proibida a instalação de indústrias de material bélico no Município, respeitadas as empresas já instaladas. Art. 207 Fica proibida a instalação de estabelecimentos industriais que utilizem ou fabriquem produtos que degradem o meio ambiente, sem a apresentação do relatório de impacto ambiental. TÍTULO VIIDISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. 208 A legislação complementar e ordinária da qual dependa a aplicação dos preceitos, direitos e obriga- ções constantes desta Lei Orgânica, deverá ser editada no prazo de dezoito meses. Art. 209 Até a entrada em vigor da lei complementar federal a que se refere o parágrafo 9º do art. 165 da Constituição Federal, as propostas de lei a que se refere o artigo 110 desta lei deverão observar as seguintes normas: I - o projeto do plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do mandato do pre- feito subseqüente, será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa; II - até 30 de abril o projeto de lei de diretrizes orçamentárias para o exercício seguinte deverá ser encami- nhado pelo Prefeito à Câmara Municipal, cumprindo ao Legislativo devolvê-lo ao Executivo, para sanção, até 30 de junho. III - até 30 de outubro para o Executivo enviar a Câmara Municipal o projeto de lei do orçamento anual para o exercício seguinte, sendo que as planilhas referentes aos estudos e as estimativas das receitas, para o exercício subseqüente inclusive da corrente líquida e as respectivas, memórias de cálculo, serão colocadas à disposição dos demais poderes e do Ministério Público até o dia 20 de setembro, em cumprimento a Lei Com- plementar nº 101/00, sendo ambas devolvidas ao Executivo, para sanção, até 15 de dezembro. Art. 210 Fica vedado ao Município conceder qualquer tipo de aposentadoria especial aos Vereadores, ex- -Vereadores, Prefeitos, ex-Prefeitos, Vice-Prefeitos e ex-Vice-Prefeitos. Parágrafo Único - A vedação de que trata este artigo atinge todo e qualquer convênio com carteiras, institu- tos de previdência da União, Estados, de Municípios ou mesmo de particular. Art. 211 A revisão desta Lei Orgânica será realizada a cada 05 (cinco) anos, pelo voto de 2/3 (dois terços), dos membros da Câmara Municipal. Art. 2º Esta Emenda Revisional entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2.002. Sala das sessões, 05 de dezembro de 2001. 52 Lei Complementar Municipal nº 45, de 20 de dezembro de 2018, que dispõe sobre o regime jurídico dos Servidores Públicos do Município de Indaiatuba LEI COMPLEMENTAR Nº 45, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2018 Dispõe sobre o regime jurídico dos Servidores Públicos do Município de Indaiatuba. NILSON ALCIDES GASPAR, Prefeito do Município de Indaiatuba, usando das atribuições que lhe são con- feridas por lei, FAZ SABER que a Câmara Municipal aprovou e ele sanciona e promulga a seguinte lei complementar: TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º Esta lei complementar institui o regime jurídico dos servidores públicos do Município de Indaiatuba, das autarquias e das fundações públicas municipais, constituindo-se o Estatuto dos Servidores Públicos Muni- cipais. Art. 2º Para os efeitos desta lei complementar, servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público. Art. 3º Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor. Parágrafo único. Os cargos públicos, criados por lei, com denominação própria e vencimento pago pelos co- fres públicos, para provimento em caráter efetivo ou em comissão, são acessíveis a todos os brasileiros, assim como aos estrangeiros, na forma da lei. Art. 4º É proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo os casos previstos em lei. TÍTULO II DO PROVIMENTO, VACÂNCIA, REMOÇÃO, REDISTRIBUIÇÃO, SUBSTITUIÇÃO E REGIME DO TRABALHO CAPÍTULO I DO PROVIMENTO SEÇÃO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 5º São requisitos básicos para investidura em cargo público municipal: I - a nacionalidade brasileira; II - o gozo dos direitos políticos; III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais; IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo; V - a idade mínima de 18 (dezoito) anos, salvo nas hipóteses de emancipação e outras previstas em lei específica; VI - aptidão física e mental compatível com o exercício do cargo. Parágrafo único. As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei, inclusive idade máxima. 53 Art. 6º O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade competente de cada Poder. Art. 7º A investidura em cargo público ocorrerá com a posse. Art. 8º São formas de provimento de cargo público: I - nomeação; II - promoção; III - reversão; IV - aproveitamento; V - reintegração; VI - recondução. SEÇÃO II DA NOMEAÇÃO Art. 9º A nomeação far-se-á: I - em caráter efetivo, quando se tratar de cargo isolado de provimento efetivo ou de carreira; II - em comissão, inclusive na condição de interino, para cargos de livre nomeação e exoneração, assim definidos em lei. § 1º O servidor ocupante de cargo em comissão poderá ser designado para exercer, interinamente, outro cargo em comissão, sem prejuízo das atribuições do que atualmente ocupa, hipótese em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o período da interinidade. § 2º Os cargos em comissão destinam-se, exclusivamente, às atribuições de direção, chefia e assessora- mento. § 3º A quantidade de cargos em comissão a serem preenchidos por servidores de carreira não será inferior a 10% (dez por cento) do total de cargos em comissão existentes nos respectivos quadros de pessoal perma- nente da Prefeitura Municipal, das entidades da administração indireta, e da Câmara Municipal. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 89, de 1/12/2022, produzindo efeitos a partir de 1/1/2023) § 4° A nomeação do servidor efetivo para prover cargo em comissão no Município, inclusive na administra- ção indireta, quando devidamente autorizado pelo ente de origem, acarreta automaticamente o seu afastamen- to do cargo efetivo de que for titular, inclusive nos casos de acumulação previstos no artigo 37, inciso XVI, da Constituição Federal. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 54, de 29/5/2019) § 5º Aos servidores ocupantes exclusivamente de cargo em comissão aplicam-se os mesmos direitos e deveres dos servidores efetivos, ressalvados os casos previstos em lei. § 6º O ato de nomeação compete: (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 71, de 23/3/2021, em vigor no 1º dia do mês subsequente à data de sua publicação) I - à Mesa da Câmara Municipal quanto aos servidores do Poder Legislativo; (Inciso acrescido pela Lei Com- plementar nº 71, de 23/3/2021, em vigor no 1º dia do mês subsequente à data de sua publicação) Il - ao Prefeito quanto aos servidores efetivos da administração direta; (Inciso acrescido pela Lei Comple- mentar nº 71, de 23/3/2021, em vigor no 1º dia do mês subsequente à data de sua publicação) III - ao Prefeito, em conjunto com os Secretários Municipais, conforme o caso, na forma da lei que dispuser sobre o quadro de pessoal, quanto aos servidores em comissão da administração direta; (Inciso acrescido pela Lei Complementar nº 71, de 23/3/2021, em vigor no 1º dia do mês subsequente à data de sua publicação) IV - ao dirigente de entidade da administração indireta, quanto aos servidores da respectiva entidade. (In- ciso acrescido pela Lei Complementar nº 71, de 23/3/2021, em vigor no 1º dia do mês subsequente à data de sua publicação) Art. 10. A nomeação para cargo de provimento efetivo depende de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos, obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua validade. 54 Parágrafo único. Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do servidor na carreira, me- diante promoção, serão estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes do sistema de carreira na Administração Pública Municipal e seus regulamentos. SEÇÃO III DO CONCURSO PÚBLICO Art. 11. O concurso será de provas ou de provas e títulos, podendo ser realizado em etapas, conforme dis- puserem a lei e o regulamento, condicionada a inscrição do candidato aopagamento do valor fixado no edital, e ressalvadas as hipóteses de isenção nele expressamente previstas. Parágrafo único. Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portado- ras, devendo ser reservadas, para tais pessoas, 5% (cinco por cento) das vagas oferecidas no concurso, no mínimo 1 (uma), sempre que o número fracionário for superior a 0,51 (cinquenta e um centésimos) e na forma prevista no regulamento. Art. 12. O concurso público terá validade de até 2 (dois) anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período. § 1º O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital, que será publicado na Imprensa Oficial do Município e divulgado no portal da entidade na internet, bem como por outros meios, a critério da Administração Pública. § 2º Ressalvada a possibilidade justificada de formação de cadastro reserva, a realização de concurso público para o provimento de um número determinado de cargos, obriga a Administração Pública Municipal a providenciar o provimento dos mesmos, mediante nomeação dos aprovados, até o termo final da validade do concurso. § 3º A realização de novo concurso durante o prazo de validade de outro havido para o provimento do mes- mo cargo, no qual houver candidato aprovado, inclusive em cadastro reserva, deverá ser previamente justifica- do e autorizado pela autoridade máxima do órgão respectivo, vedada a preterição de candidatos aprovados em concurso anterior ainda vigente. SEÇÃO IV DA POSSE E DO EXERCÍCIO Art. 13. A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as atribuições, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado. § 1º O candidato aprovado poderá ser convocado pelo correio, mediante aviso de recebimento, ou qualquer outro meio de convocação hábil e eficaz, a critério da Administração Pública Municipal. § 2º A posse, a ser dada pela autoridade competente estabelecida em regulamento, ocorrerá no prazo de 10 (dez) dias contados da convocação do candidato, nos termos do § 1º. § 3º Em caso de o candidato não ser localizado, a convocação será feita através Imprensa Oficial do Muni- cípio e mediante afixação no Departamento de Recursos Humanos da Secretaria Municipal de Administração, contando-se daí o prazo para a posse. § 4º O prazo a que se refere este artigo poderá ser prorrogado para até 35 (trinta e cinco) dias, contados na forma do § 2º, a pedido do interessado, desde que comprove impossibilidade de assunção imediata de suas funções, em decorrência de encontrar-se vinculado a emprego sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, bem como nos casos em que a perícia médica admissional entenda necessária a realização de exames que não possam ser concluídos no respectivo período. 55 § 5º Em se tratando de servidor efetivo do Município de Indaiatuba em licença remunerada, o prazo será contado do término do impedimento, salvo, na hipótese de licença por incapacidade temporária para o trabalho, se a incapacidade puder comprometer, a critério da perícia médica admissional, a aptidão física e mental de que trata o inciso VI do artigo 5º desta lei complementar. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 6º Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação. § 7º No ato da posse, o servidor apresentará declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio, nas hipóteses em que exigível, e declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo, emprego ou função pública. § 8º Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo previsto nos parágrafos deste artigo. § 9º A posse em cargo efetivo, tratando-se de primeira investidura do servidor, dependerá da apresentação dos documentos pessoais e comprovantes do tempo de serviço anterior ao ingresso no serviço público munici- pal para fins de inscrição no Regime Próprio de Previdência Social - RPPS. § 10. A posse em novo cargo de provimento efetivo não acumulável implica na vacância do cargo anterior, ainda que não requerida a exoneração, ressalvada a hipótese de concessão da licença de que trata o artigo 81, VI, desta lei complementar. Art. 14. A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial efetuada pelos órgãos mu- nicipais competentes ou por empresa de perícia contratada para esse fim, que comprove que o candidato se encontra apto física e mentalmente para o exercício do cargo. Art. 15. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança. § 1º O exercício terá início no dia seguinte à posse. § 2º O servidor será exonerado do cargo ou será tornado sem efeito o ato de sua designação para função de confiança, se não entrar em exercício nos prazos previstos neste artigo, exceto nos casos de força maior a que se refere o § 4º deste artigo. § 3º À autoridade competente do órgão ou entidade para onde for nomeado o servidor compete dar-lhe exercício. § 4º Consideram-se casos de força maior, para os fins do disposto no § 2º deste artigo: I - doença que provoque a incapacidade temporária para o desempenho das atribuições do cargo; II - acidente que vitime o nomeado e o incapacite temporariamente para o exercício do cargo; III - calamidade ou epidemia que impeça o nomeado dar início ao exercício do cargo; IV - outras situações que tornem impossível o comparecimento do nomeado ao serviço público ou a execu- ção das atribuições do seu cargo. § 5º O início do exercício de função de confiança coincidirá com a data de publicação do ato de designação, salvo quando o servidor estiver em licença ou afastado por qualquer outro motivo legal, hipótese em que recairá no primeiro dia útil após o término do impedimento, que não poderá exceder a trinta dias da publicação. Art. 16. O início, a suspensão, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento individual do servidor. Parágrafo único. Ao entrar em exercício, o servidor apresentará ao órgão competente os elementos neces- sários ao seu assentamento individual. Art. 17. A promoção não interrompe o tempo de exercício, que é contado no novo posicionamento na carrei- ra a partir da data da publicação do ato que promover o servidor. Art. 18. O servidor removido, redistribuído, requisitado, aproveitado, reconduzido ou reintegrado, terá o pra- zo de 48 horas (quarenta e oito) horas para retomada do efetivo desempenho das atribuições do cargo. Parágrafo único. Na hipótese de o servidor encontrar-se em licença, férias ou afastado legalmente, o prazo a que se refere este artigo será contado a partir do término do impedimento. 56 Art. 19. No exercício do cargo ou função pública, os servidores cumprirão jornada de trabalho fixada por lei, em razão das atribuições pertinentes, respeitada a duração máxima do trabalho semanal e observados os limites mínimo e máximo de horas, conforme o regime de trabalho estabelecido no Capítulo V deste Título. SEÇÃO V DO ESTÁGIO PROBATÓRIO Art. 20. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo deverá cumprir estágio probatório por período de 3 (três) anos, durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observadas, dentre outras, as seguintes condições objetivas: I - a assiduidade; II - a idoneidade moral; III - a disciplina; IV - a aptidão para a execução das atribuições do cargo; V - a dedicação ao serviço público; VI - a responsabilidade e a eficiência do servidor; VII - a eficácia de seu trabalho; e VIII - o cumprimento dos respectivos deveres e obrigações. § 1º As avaliações probatórias serão realizadas, de acordo com a periodicidade estabelecida em regulamen- to, mediante: (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 108, de 27/3/2024) I - anotações objetivas,em planilha ou formulário específico de avaliação, feitas pelo superior hierárquico do servidor, relatando as ações e omissões, positivas e negativas, do servidor em regime de estágio probatório; (Inciso com redação dada pela Lei Complementar nº 108, de 27/3/2024) II - avaliação, por Comissão Permanente de Avaliação Probatória, da conduta funcional do servidor em es- tágio probatório, com base nas anotações a que se refere o inciso I deste artigo, e no instrumento de avaliação previsto em regulamento. (Inciso com redação dada pela Lei Complementar nº 108, de 27/3/2024) § 2º Os fatos desabonadores da conduta funcional do servidor deverão ser anotados objetivamente, em planilha ou formulário específico, para fins de avaliação do estágio probatório, dando-se ciência ao servidor. § 3º As Comissões Permanentes de Avaliação Probatória, nomeadas pelo Prefeito, pela Mesa da Câmara Municipal ou pelo dirigente de entidade da administração indireta, no âmbito das respectivas competências, com mandato de 2 (dois) anos, permitida a recondução, serão compostas em sua maioria por servidores efeti- vos e estáveis, que não exerçam cargo em comissão ou função de confiança, na forma e número que dispuser o regulamento. § 4º Será dada ciência ao servidor das avaliações favoráveis e desfavoráveis da Comissão a que se refere o § 3º. § 5º O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado, sendo-lhe assegurado o direito de de- fesa e contraditório. § 6º O servidor em estágio probatório, observado o disposto nos §§ 7º a 10 deste artigo, poderá exercer quaisquer cargos de provimento em comissão ou funções de confiança no órgão ou entidade de lotação. § 7º A cessão de servidor em estágio probatório a outro órgão ou entidade, nas hipóteses previstas nesta lei complementar, deverá ser devidamente motivada, e somente poderá se dar para exercer cargo em comissão ou, ainda, cargo, emprego ou função cujas atribuições sejam compatíveis, a critério da Administração Pública Municipal, com as do cargo de que é titular. § 8º Ao servidor em estágio probatório somente poderão ser concedidas as licenças e os afastamentos pre- vistos nos artigos 81, I a IV, e 103, bem assim afastamento para participar de curso de formação decorrente de aprovação em concurso para outro cargo na Administração Pública Municipal. 57 § 9º Não se aplica o disposto no § 8º à hipótese de gozo de licença prêmio adquirida em vínculo anterior e ininterrupto do servidor com o Município. § 10. O estágio probatório ficará suspenso durante as licenças e os afastamentos previstos nesta lei comple- mentar, ressalvadas as concessões do artigo 104, bem assim na hipótese de participação em curso de forma- ção de que trata o § 8º deste artigo, e será retomado a partir do término do impedimento, não se suspendendo na hipótese de provimento de cargo em comissão cujas atribuições sejam, comprovadamente, compatíveis, a critério da Administração Pública Municipal, com as do cargo de provimento efetivo. SEÇÃO VI DA ESTABILIDADE Art. 21. O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de provimento efetivo adquirirá estabilidade no serviço público ao completar 3 (três) anos de efetivo exercício. Parágrafo único. Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade, na forma do artigo 20 desta lei complementar. Art. 22. O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar, no qual lhe seja assegurado o direito de defesa e contraditório, ou com fundamento no § 4º e seguintes do artigo 169 da Constituição Federal, na forma disciplinada em lei específica. SEÇÃO VII DA REVERSÃO Art. 23. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: I - por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria; II - voluntariamente, quando for comprovado o descumprimento de algum dos requisitos para a concessão do benefício. § 1º A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação. § 2º O tempo em que o servidor estiver aposentado será considerado exclusivamente para fins de disponi- bilidade. § 3º No caso de encontrar-se provido o cargo, o seu ocupante será reconduzido ao cargo de origem, sem direito à indenização, ou aproveitado em outro cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade. Art. 24. Não se poderá reverter o aposentado que já tiver completado a idade prevista para aposentadoria compulsória no serviço público. SEÇÃO VIII DA REINTEGRAÇÃO Art. 25. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial tran- sitada em julgado, com ressarcimento de todas as vantagens. § 1º Na hipótese de o cargo ter sido extinto ou declarada sua desnecessidade, o servidor ficará em disponi- bilidade, observado o disposto no artigo 27 desta lei complementar. § 2º Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante, se estável, será reconduzido ao cargo de origem, sem direito à indenização, ou aproveitado em outro cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade. § 3º O reintegrado será submetido a exame médico e aposentado, se comprovada incapacidade e for invi- ável a readaptação. 58 SEÇÃO IX DA RECONDUÇÃO Art. 26. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado, de forma ininterrupta, na hipótese de reintegração, no cargo atualmente provido, do anterior ocupante. Parágrafo único. Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será aproveitado em outro ou posto em disponibilidade, observado o disposto no artigo 27 desta lei complementar. SEÇÃO X DA DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO Art. 27. Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor estável será colocado disponibilidade, com direito à percepção da remuneração do seu cargo efetivo, relativa ao mês anterior ao ato que a conceder, proporcionalmente ao tempo ininterrupto no serviço público municipal em Indaiatuba. Parágrafo único. Para efeitos da proporcionalidade de que trata o caput, será considerada a divisão do tem- po apurado em dias pelo tempo estabelecido na legislação específica para fins de aposentadoria integral por tempo de contribuição para homens e mulheres, conforme o caso. Art. 28. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições, vencimentos e escolaridade compatíveis com o anteriormente ocupado. Parágrafo único. O órgão de recursos humanos determinará o imediato aproveitamento de servidor em dis- ponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Municipal. Art. 29. Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo do artigo 18 desta lei complementar, salvo doença comprovada por inspeção médica oficial. CAPÍTULO II DA READAPTAÇÃO Art. 30. Será readaptado, mediante designação para o desempenho de atribuições compatíveis com a sua aptidão física e mental, o servidor efetivo e estável que sofrer modificação no seu estado de saúde que impos- sibilite ou desaconselhe o exercício das atribuições normais de seu cargo. § 1º As atribuições compatíveis com a aptidão física e mental do servidor efetivo, a que se refere o caput, poderão se referir: I - a atribuições do seu próprio cargo, com restrições; II - a atribuições relacionadas com o cargo efetivo que ocupa ou com a sua carreira no serviço público mu- nicipal; ou III - a outras atividades no serviço público municipal, desde que sejam respeitadas a escolaridade e a for- mação profissional do servidor. § 2º A readaptação será feita sempre com o objetivo de aproveitar o servidor no serviço público, desde que não se configure a necessidade imediata de concessão de aposentadoria ou de afastamentopor incapacidade temporária para o trabalho. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 3º A verificação da necessidade de readaptação será feita pela perícia médica do respectivo ente ou do órgão previdenciário do Município. § 4º A readaptação poderá ser determinada de forma temporária, a critério do órgão de recursos humanos, como forma de evitar o afastamento por incapacidade temporária para o trabalho. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) 59 Art. 31. O ato de readaptação é da competência da Secretaria Municipal de Administração, das entidades da administração indireta ou da Câmara Municipal. § 1º O ato de readaptação definirá as atribuições do servidor readaptado de conformidade com as restrições e recomendações da perícia médica do órgão previdenciário do Município ou do órgão de medicina do trabalho. § 2º Sempre que se fizer necessário a readaptação será precedida de treinamento do servidor, a cargo do órgão competente da Secretaria Municipal de Administração, das entidades da administração indireta ou da Câmara Municipal. § 3º O acompanhamento do servidor readaptado ficará a cargo do órgão competente da Secretaria Munici- pal de Administração, das entidades da administração indireta ou da Câmara Municipal. § 4º Poderão ser estabelecidas, em regulamento, condições adicionais relativas à readaptação do servidor, inclusive na hipótese de sua conveniência, excepcionalmente, durante o período de estágio probatório. Art. 32. A readaptação não resultará em investidura ou transferência de cargo e nem acarretará acréscimo ou decréscimo do vencimento ou da remuneração do servidor. Parágrafo único. O vencimento ou a remuneração do servidor readaptado não servirá de paradigma para fins de equiparação ou isonomia de vencimentos. CAPÍTULO III DA VACÂNCIA Art. 33. A vacância do cargo público decorrerá de: I - exoneração; II - demissão; III - promoção; IV - aposentadoria concedida com a utilização de tempo de contribuição decorrente do respectivo cargo público, inclusive no Regime Geral de Previdência Social; (Inciso com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) V - posse em outro cargo não acumulável; VI - falecimento; VII - declaração judicial de ausência. Art. 34. A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor ou de ofício. § 1º A exoneração de ofício dar-se-á: I - quando inabilitado no estágio probatório; II - quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido; III - em relação ao servidor não estável, nas hipóteses de declaração de desnecessidade ou extinção do cargo efetivo, ou de reintegração do antigo ocupante. § 2º Na exoneração de ofício será assegurado o direito de defesa e contraditório, no prazo de 15 (quinze) dias corridos, que se limitará, na hipótese do inciso III do § 1º, à oposição exclusivamente em vício fundamen- tada do processo legislativo ou invalidade da extinção do cargo. (Parágrafo com redação dada pela Lei Com- plementar nº 108, de 27/3/2024) § 3º A exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função de confiança dar-se-á: I - a juízo da autoridade competente; II - a pedido do próprio servidor. § 4º No ato do desligamento do servidor, especialmente em relação aos cargos em comissão, serão pagas todas as verbas inerentes aos direitos assegurados nesta lei complementar, salvo quando houver disposição expressa em contrário. 60 CAPÍTULO IV DA REMOÇÃO, DA CESSÃO E DA REDISTRIBUIÇÃO SEÇÃO I DA REMOÇÃO Art. 35. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, e será feita para outra unidade ad- ministrativa ou de um para outro órgão da administração direta, respeitada a lotação de cada unidade adminis- trativa ou órgão. Parágrafo único. É vedada a remoção do servidor em estágio probatório, salvo se comprovada, motivada- mente, a necessidade do serviço. SEÇÃO II DA CESSÃO Art. 36. Cessão é o deslocamento do servidor efetivo, a pedido ou de ofício, da administração direta para outra entidade municipal do mesmo Poder, integrante da administração indireta, e vice-versa. § 1º A cessão dependerá de solicitação do ente cedente ou do ente cessionário e da aquiescência do outro ente municipal que cede ou que recebe o servidor. § 2º A cessão do servidor será feita com ou sem prejuízo de sua remuneração. § 3º O servidor cedido não sofrerá qualquer prejuízo nos direitos referentes ao seu cargo, ressalvadas as condições para evolução na carreira, na forma da legislação específica. § 4º O servidor efetivo não poderá ser cedido para ocupar outro cargo de provimento efetivo no ente cessio- nário, mesmo que a cessão se faça com prejuízo de vencimentos. § 5º Não se aplica o disposto neste artigo à hipótese de afastamento do servidor efetivo da administração direta do Município para exercer cargo em comissão na administração indireta, ou vice-versa, observado o dis- posto no artigo 9º, § 4º, desta lei complementar. Art. 37. A cessão de servidor efetivo da administração direta para servir, com ou sem prejuízo de vencimen- tos, junto à Câmara Municipal ou, ainda, junto às administrações diretas e indiretas da União, dos Estados, do Distrito Federal e de outros Municípios e organismos nacionais ou internacionais, dependerá de lei específica ou assinatura de convênio. § 1º A lei ou convênio deverão estabelecer a obrigação do ente cessionário de repassar ao Regime Próprio de Previdência Social - RPPS do Município a contribuição previdenciária patronal e a do servidor, mensalmente, nos termos da legislação específica. § 2º O disposto neste artigo aplica-se à cessão de servidores efetivos a organizações da sociedade civil e outras entidades sem fins econômicos que tenham firmado parceria, convênio ou contrato de gestão com o poder público municipal. SEÇÃO III DA REDISTRIBUIÇÃO Art. 38. Redistribuição é o deslocamento do cargo de provimento efetivo, para quadro de pessoal de outro órgão ou entidade do mesmo Poder, cujos planos de cargos e vencimentos sejam idênticos, observado sempre o interesse da Administração Pública Municipal. § 1º A redistribuição dar-se-á exclusivamente para ajustamento de quadros de pessoal às necessidades dos serviços, inclusive nos casos de reorganização, extinção ou criação de órgão ou entidade. 61 § 2º Nos casos de reorganização ou extinção de órgão ou entidade, os servidores estáveis que não pude- ram ser redistribuídos serão colocados em disponibilidade, até seu aproveitamento, na forma dos artigos 27 e 28 desta lei complementar. CAPÍTULO V DA SUBSTITUIÇÃO Art. 39. No interesse da Administração Pública Municipal, os Secretários Municipais e os servidores ocupan- tes de cargos de direção, chefia ou assessoria, nos impedimentos superiores a 15 (quinze) dias, poderão ter substitutos designados pela autoridade competente para nomear, sempre em caráter temporário. § 1º Na hipótese em que a substituição envolver entidades diversas da Administração Pública Municipal, detentoras de autonomia administrativa, ou entre Secretarias, caberá ao Prefeito a designação, vedada a dele- gação dessa competência. § 2º O substituto assumirá o exercício do cargo de direção, chefia e assessoria, sem prejuízo das atribuições do cargo de que é titular, salvo impossibilidade legal ou circunstancial de cumulatividade. § 3º O substituto fará jus à remuneração do substituído, excluídas as vantagens pessoais, quando esta for superior à do cargo de que for titular, paga na proporção dos dias de efetiva substituição. § 4º A remuneração percebida em decorrência da substituição não será incorporada para nenhum efeito, especialmente para cálculo de outras vantagens pecuniárias, inclusive gratificação natalina e férias. § 5º Durante o período de substituição, a contribuição previdenciária será calculada sobre a remuneração do cargo efetivo do substituto. § 6º O disposto neste artigonão impede a designação de servidor para responder, temporariamente e de forma não remunerada, pelas atribuições de seu superior, por período inferior ao previsto no caput. § 7º Excepcionalmente, nas pequenas unidades administrativas e em face da exiguidade de pessoal dispo- nível, poderá ser deferida a substituição remunerada de servidor titular de cargo efetivo, observadas as dispo- sições deste Capítulo, na forma e nos limites previstos em regulamento. CAPÍTULO VI DO REGIME DO TRABALHO Art. 40. A jornada de trabalho dos servidores será fixada por lei, em razão das atribuições pertinentes aos respectivos cargos, respeitada a duração máxima do trabalho semanal de quarenta horas e observados os limites mínimo e máximo de 4 (quatro) horas e 8 (oito) horas diárias, respectivamente. § 1º Quando a jornada diária for superior a 6 (seis) horas, será obrigatório um intervalo de 1 (uma) hora para refeição, e de 15 (quinze) minutos quando a jornada diária for superior a 4 (quatro) horas e inferior a 6 (seis) horas. § 2º A jornada de trabalho poderá ser cumprida em regime de escalas ou turnos de revezamento, na forma prevista em regulamento, em razão das necessidades do serviço público, observada a duração máxima do trabalho semanal. § 3º Salvo nas hipóteses em que a lei estabelecer regime de dedicação integral, a jornada de trabalho po- derá ser reduzida, a pedido do servidor, até a metade, mediante redução proporcional da sua remuneração, desde que essa redução não prejudique o andamento regular dos serviços públicos, a critério da Administração Pública Municipal. § 4º O ocupante de cargo em comissão ou função de confiança submete-se a regime de dedicação integral ao serviço, podendo ser convocado sempre que houver interesse da Administração Pública Municipal. § 5º Aos servidores municipais submetidos ao regime jurídico de que trata esta lei complementar não se aplica a duração de trabalho estabelecida em leis especiais que regulem exercício profissional. 62 Art. 41. A Administração Pública Municipal poderá instituir, no âmbito de cada Poder, regime de compensa- ção mediante banco de horas, bem como implantar sistema de escritório remoto, que consiste na atividade ou no conjunto de atividades realizadas fora das dependências físicas do órgão ou entidade, conforme se dispuser em regulamento. TÍTULO III DOS DIREITOS E VANTAGENS CAPÍTULO I DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO Art. 42. Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em lei. Art. 43. Remuneração é o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens pecuniárias estabelecidas em lei. § 1º O vencimento do cargo, acrescido das vantagens de caráter permanente, é irredutível. § 2º Ao servidor ocupante de cargo efetivo investido em função de confiança é devida retribuição pelo seu exercício, nos termos fixados na legislação que as instituir. § 3º O servidor ocupante de cargo efetivo nomeado para exercer cargo em comissão ou de agente político poderá optar por perceber a remuneração do seu cargo de origem ou o vencimento do cargo em comissão, sem quaisquer acréscimos, inclusive de vantagens pessoais. § 4º É assegurada a isonomia de vencimento para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder, ressalvadas as vantagens de caráter pessoal e as relativas à natureza, ao grau de responsabilidade, à complexidade dos cargos componentes de cada carreira ou ao local de trabalho. § 5º Nenhum servidor perceberá remuneração inferior ao salário mínimo nacional, ressalvada a hipótese de redução de jornada de trabalho. Art. 44. A remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos e funções da administração direta, autárquica e fundacional, e da Câmara Municipal, e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o limite previsto no artigo 37, XI, da Constituição Federal. Parágrafo único. Nos casos autorizados constitucionalmente de acumulação de cargos, empregos e fun- ções, o limite de que trata este artigo levará em consideração cada um dos vínculos formalizados, isoladamente. Art. 45. O servidor que não comparecer ao serviço, injustificadamente, perderá a remuneração do dia em que faltar, além da parcela correspondente ao descanso semanal remunerado e eventual feriado na semana respectiva. § 1º O servidor perderá, ainda, a parcela da remuneração diária proporcional aos atrasos e saídas antecipa- das sem justificativa que ultrapassem os limites fixados em regulamento, e às ausências justificadas. § 2º Os atrasos e saídas antecipadas que ultrapassem os limites diários serão somados e convertidos em dias para efeitos de desconto na remuneração, nas férias e na licença prêmio, na forma desta lei complementar. § 3º Nas hipóteses de adoção do regime de compensação, na forma do regulamento, os descontos serão efetuados no respectivo banco de horas. Art. 46. Salvo por imposição legal ou mandado judicial, nenhum desconto incidirá sobre a remuneração. Parágrafo único. Mediante autorização do servidor, poderá haver consignação em folha de pagamento a favor de terceiros, a critério da Administração Pública Municipal e com reposição de custos, na forma definida em regulamento. 63 Art. 47. As reposições e indenizações devidas pelo servidor em razão de prejuízos causados ao erário muni- cipal serão previamente comunicadas ao servidor ou ao pensionista e amortizadas em parcelas mensais, cujos valores não excederão a 30% (trinta por cento) da remuneração, dos proventos ou da pensão. § 1º Independente do percentual de que trata o caput, as parcelas mensais não poderão ter valor inferior ao limite fixado em ato do Secretário Municipal de Administração. § 2º Quando o pagamento indevido houver ocorrido no mês anterior ao do processamento da folha, a repo- sição será feita imediatamente, em uma única parcela. § 3º Aplicam-se as disposições deste artigo à reposição de valores recebidos em cumprimento a decisão liminar, a tutela antecipada ou a sentença que venha a ser reformada ou rescindida. § 4º Nas hipóteses do § 3º aplica-se o disposto no § 2º sempre que o pagamento houver ocorrido por deci- são judicial concedida e cassada no mês anterior ao da folha de pagamento em que ocorrerá a reposição. Art. 48. O servidor em débito com o erário, que for demitido, exonerado ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo de 60 (sessenta) dias para quitar o débito. Parágrafo único. A não quitação do débito no prazo previsto implicará sua inscrição em dívida ativa e co- brança judicial. Art. 49. O vencimento ou a remuneração não serão objeto de arresto, sequestro ou penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial. CAPÍTULO II DAS VANTAGENS Art. 50. Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens: I - indenizações; II - gratificações. § 1° As indenizações não se incorporam ao vencimento, à remuneração ou provento para qualquer efeito. § 2º Ressalvados os casos expressamente previstos em lei, as gratificações, de serviço ou pessoais, são vantagens transitórias e contingentes, não inerentes ao cargo, que não se incorporam à remuneração, nem geram direito subjetivo à continuidade de sua percepção. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 3º As parcelas remuneratórias pagas em decorrência de local de trabalho, a gratificação de prestação de serviço extraordinário, as gratificações de função e a carga suplementar de trabalho docente, salvo quando houver ocorrido incorporação na forma da legislação então vigente, serão apuradas pela média dos últimos 12 (doze) meses imediatamente anteriores ao mês em que ocorrer a concessão de licença remunerada, na forma desta lei complementar, ou a disponibilidade. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020)§ 4º Para efeitos de cálculo da remuneração das férias, a média de que trata o § 3º será apurada com base no período aquisitivo respectivo. § 5º O disposto no § 3º aplica-se às hipóteses de remuneração calculada por hora trabalhada ou por plan- tões ou de alteração de jornada de trabalho a pedido do servidor, devendo ser respeitado, no caso de plan- tões, o número mínimo de 4 (quatro) mensais. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 6º O disposto no § 3º não se aplica à diferença de remuneração do servidor nomeado em cargo em comis- são ou designado para função de confiança, hipóteses em que será assegurada a totalidade da remuneração devida no mês respectivo. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) Art. 51. As vantagens pecuniárias não serão computadas, nem acumuladas, para efeito de concessão de quaisquer outros acréscimos pecuniários posteriores. 64 Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica ao cálculo de vantagens expressamente incidentes sobre a remuneração e à gratificação de prestação de serviço extraordinário na forma prevista em lei. Art. 52. É vedada a incorporação de vantagens de caráter temporário ou vinculadas ao exercício de função de confiança ou de cargo em comissão à remuneração do cargo efetivo, salvo quanto ao direito já adquirido até 12 de novembro de 2019. (“Caput” do artigo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) Parágrafo único. O servidor que for investido em novo cargo efetivo, de forma ininterrupta, terá direito à manutenção das verbas que tenham sido regularmente incorporadas ao seu patrimônio pessoal na forma da legislação então vigente. (Parágrafo único com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) SEÇÃO I DAS INDENIZAÇÕES Art. 53. Constituem indenizações ao servidor: I - diárias; II - transporte; III - hospedagem; IV - ressarcimento por comprovados prejuízos materiais suportados no efetivo exercício das atribuições do cargo, desde que não lhes tenha dado causa. Parágrafo único. Na hipótese do inciso IV do caput, ao efetuar o pagamento, a Administração Pública Mu- nicipal se sub-rogará no direito de pleitear a reparação a quem de direito, em sendo possível, através de ação regressiva. Art. 54. Os valores das indenizações, assim como as condições para a sua concessão, serão estabelecidos em regulamento. SUBSEÇÃO I DAS DIÁRIAS Art. 55. O servidor que, a serviço, se deslocar em caráter eventual ou transitório do Município, fará jus a passagens e diárias destinadas a indenizar as parcelas de despesas extraordinária com pousada, alimentação e locomoção urbana, conforme se dispuser em regulamento. Art. 56. O servidor que receber diárias e não se afastar da sede do Município, por qualquer motivo, fica obri- gado a restituí-las integralmente, no prazo de 5 (cinco) dias, contados da data do recebimento ou da notificação. § 1º Na hipótese de o servidor retornar à sede em prazo menor do que o previsto para o seu afastamento restituirá as diárias recebidas em excesso. § 2º A partir do 30º (trigésimo) dia do comunicado, o ressarcimento deverá ser acrescido de correção mo- netária e juros de mora aplicáveis aos tributos municipais, sem prejuízo da aplicação de eventual sanção ad- ministrativa. SUBSEÇÃO II DA INDENIZAÇÃO DE TRANSPORTE Art. 57. Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor efetivo que realizar despesas, com a utilização de meio próprio de locomoção, para a execução de serviços externos, por força das atribuições próprias do cargo, conforme se dispuser em regulamento. 65 SEÇÃO II DAS GRATIFICAÇÕES Art. 58. Além do vencimento e demais vantagens previstas nesta lei complementar, serão deferidas aos servidores as seguintes gratificações: I - gratificação pela prestação de serviço extraordinário; II - gratificação natalina; III - gratificação pelo exercício de atividades insalubres, perigosas ou penosas; IV - gratificação pela execução de trabalho noturno; V - gratificação de função. Parágrafo único. O disposto neste artigo não impede a concessão de outras vantagens decorrentes de leis específicas, vedada a criação e concessão de vantagens em percentuais variáveis que possam caracterizar burla aos princípios da motivação dos atos administrativos e da isonomia. SUBSEÇÃO I DA GRATIFICAÇÃO PELA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO Art. 59. O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) quando prestado de segunda-feira a sábado e de 100% (cem por cento) nos domingos e feriados, em relação à hora normal de trabalho, assim considerada a divisão do vencimento pela jornada mensal. (“Caput” do artigo com redação dada pela Lei Complementar nº 97, de 23/8/2023) § 1º O acréscimo de 50% (cinquenta por cento) de que trata o caput deste artigo também se aplica ao servi- ço prestado nos pontos facultativos em que houver convocação expressa do Secretário Municipal, do dirigente de entidade da administração indireta ou do Presidente da Câmara Municipal. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 97, de 23/8/2023) § 2º Não será devido o pagamento de gratificação por serviço extraordinário ou qualquer acréscimo remu- neratório, inclusive na hipótese do § 1º deste artigo, em decorrência da prestação de serviços aos sábados, domingos, feriados ou pontos facultativos: (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 97, de 23/8/2023) I - aos servidores que estejam cumprindo jornada de trabalho em regime de escalas ou turnos de reveza- mento ou de plantões; (Inciso acrescido pela Lei Complementar nº 97, de 23/8/2023) II - aos profissionais de saúde com jornada vinculada ao funcionamento das respectivas Unidades, até o limite da respectiva jornada semanal; e (Inciso acrescido pela Lei Complementar nº 97, de 23/8/2023) III - aos titulares de cargos de Dentista, Médico e Profissional de Educação Física, até a jornada máxima prevista na legislação que dispuser sobre o vencimento desses cargos. (Inciso acrescido pela Lei Complemen- tar nº 97, de 23/8/2023) Art. 60. Somente será permitido serviço extraordinário para atender a situações excepcionais e temporárias, não podendo estender-se por mais de 2 (duas) horas além da jornada diária ou 25% (vinte e cinco por cento) da jornada semanal, salvo necessidade imperiosa e justificada de realização ou conclusão de serviços inadiáveis. § 1º A convocação para prestação de serviço extraordinário, excepcional e temporário, justificadamente, vinculado ao efetivo exercício das atribuições do cargo ocupado pelo servidor, ressalvada a participação de atividades coletivas de interesse público, será feito por ato do Secretário Municipal ou dirigente de entidade da administração indireta, devendo o controle para esse fim ser realizado pelo órgão de recursos humanos quando do pagamento da gratificação. § 2º Não será deferido o pagamento de horas extraordinárias aos servidores nomeados para cargo em comissão ou designados para função de confiança, salvo quando submetidos a controle de ponto e afastado o regime de dedicação integral. 66 § 3º Na forma do regulamento, poderá proceder-se à compensação de tempo laborado em sobrejornada, por conveniência e determinação da Administração Pública Municipal, ou a pedido do interessado, mediante autorização da Administração, hipótese em que as horas compensadas não sofrerão qual acréscimo temporal. § 4º Não serão computadas, para fins da gratificação de que trata este artigo, os minutos de antecedência do horário de entrada do servidor, nos limites fixados em regulamento. § 5º A gratificação de serviço extraordinário integrará exclusivamente, na forma desta lei, a base de cálculo da remuneração de férias, do período de gozo da licença prêmio e da remuneração da licença por incapacidade temporária e da licença maternidade ou por adoção, na forma desta lei complementar,não sendo incluída para fins de cálculo de outras vantagens temporárias, especialmente quando incidentes, por expressa determinação legal, sobre o vencimento padrão. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) SUBSEÇÃO II DA GRATIFICAÇÃO NATALINA Art. 61. A gratificação natalina, devida a título de décimo terceiro salário com fundamento no artigo 7º, VIII e 39, § 3º da Constituição Federal, corresponde a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro, por mês de exercício no respectivo ano. § 1º A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias será considerada como mês integral. § 2º Para fins de cálculo da gratificação, observar-se-á o disposto nos §§ 3º e 5º do artigo 50 desta lei com- plementar, calculando a média sobre o exercício em curso. Art. 62. A gratificação será paga até o dia 20 (vinte) do mês de dezembro de cada ano. Parágrafo único. A gratificação poderá ser paga em duas parcelas, nas seguintes épocas: I - a primeira até o dia 30 de novembro; II - a segunda até o dia 20 de dezembro. Art. 63. O servidor exonerado perceberá a gratificação natalina, proporcionalmente aos meses de exercício, calculada sobre a remuneração do mês da exoneração. Art. 64. A gratificação natalina não será considerada para cálculo de qualquer vantagem pecuniária. SUBSEÇÃO III DA GRATIFICAÇÃO PELO EXERCÍCIO DE ATIVIDADES INSALUBRES, PERIGOSAS OU PENO- SAS Art. 65. A gratificação pela execução de trabalho insalubre, calculada de acordo com o grau de insalubridade a que ficar exposto, de forma permanente ou habitual, o servidor no desempenho de seu cargo, ou pelo desem- penho de trabalho especial com risco de vida ou saúde, penoso ou pelo exercício em determinadas zonas ou locais, observará o disposto em regulamento e, no que couber, a legislação federal aplicável aos trabalhadores em geral, e corresponderá: (“Caput” do artigo com redação dada pela Lei Complementar nº 54, de 29/5/2019) I - para insalubridade: (Inciso acrescido pela Lei Complementar nº 54, de 29/5/2019) a) de grau máximo: a 40% (quarenta por cento) do menor valor da tabela de vencimentos do Poder Execu- tivo; (Alínea acrescida pela Lei Complementar nº 54, de 29/5/2019) b) de grau médio: a 20% (vinte por cento) do menor valor da tabela de vencimentos do Poder Executivo; (Alínea acrescida pela Lei Complementar nº 54, de 29/5/2019) c) de grau mínimo: a 10% (dez por cento) do menor valor da tabela de vencimentos do Poder Executivo; (Alínea acrescida pela Lei Complementar nº 54, de 29/5/2019) II - para periculosidade: a 30% (trinta por cento) do vencimento do respectivo cargo. (Inciso acrescido pela Lei Complementar nº 54, de 29/5/2019) 67 § 1° Aplica-se o disposto na alínea “a” do inciso I deste artigo à gratificação por trabalhos com raios-x ou substâncias radioativas. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 54, de 29/5/2019) § 2° A concessão dependerá de laudo exarado pelo órgão de medicina do trabalho, ou unidade correspon- dente, da Prefeitura, da Câmara Municipal ou da entidade da administração indireta, e terá caráter transitório, enquanto durar a exposição. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 54, de 29/5/2019) § 3° O servidor que fizer jus às gratificações de insalubridade e de periculosidade deverá optar por uma delas. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 54, de 29/5/2019) § 4° O regulamento disporá sobre os períodos que configurem exposição habitual ou permanente para fins de percepção da gratificação, observadas, no que couber, as normas aplicáveis aos trabalhadores em geral e aos servidores públicos federais. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 54, de 29/5/2019) Art. 66. Deverá haver permanente controle da atividade de servidores em operações ou locais considerados penosos, insalubres ou perigosos, na forma definida em regulamento. § 1º Nos trabalhos insalubres executados pelos seus servidores, o Município é obrigado a fornecer-lhes, gratuitamente, equipamentos de proteção à saúde. § 2º Os equipamentos, aprovados pelo órgão competente, serão de uso obrigatório dos servidores, sob pena de punição disciplinar. Art. 67. Os servidores que exerçam atividades insalubres na operação de Raio X ou com substâncias ra- dioativas, serão submetidos a exames médicos a cada 6 (seis) meses, sem prejuízo do regular controle de radiação e sem ônus para o servidor realizar tais exames. Art. 68. O direito à percepção da gratificação de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão. (“Caput” do artigo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) Parágrafo único. A percepção da gratificação de que trata o artigo 65 não implica em qualquer direito quanto à concessão ou cálculo dos benefícios previdenciários, que deverão observar a legislação específica. (Parágra- fo único com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) SUBSEÇÃO IV DA GRATIFICAÇÃO PELA EXECUÇÃO DE TRABALHO NOTURNO Art. 69. O serviço noturno, prestado em horário compreendido entre as 22 (vinte e duas) horas de um dia e as 5 (cinco) horas do dia seguinte, terá o valor-hora, assim considerada a divisão do vencimento pela jornada mensal, acrescido de gratificação de 20% (vinte por cento). § 1º O servidor não perderá o direito à gratificação de que trata este artigo quando se afastar em virtude de férias, licença prêmio, licença remunerada por incapacidade temporária para o trabalho, licença maternidade e por adoção, concessões de que trata o artigo 104 desta lei complementar, e outros afastamentos considerados como de efetivo exercício para todos os efeitos. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 2º A gratificação de que trata este artigo não poderá ser computada nem acumulada para fins de conces- são de gratificações posteriores, nem se incorporará à remuneração para nenhum efeito. 68 SUBSEÇÃO V DA GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO DE PREGOEIRO (Redação dada pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) Art. 70. A Gratificação de Função de Pregoeiro será concedida ao servidor efetivo que, além das atribuições normais de seu cargo, for designado para exercer a função de Pregoeiro na Administração Pública Municipal. (Artigo com redação dada pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) Parágrafo único- (Revogado pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) Art. 71. A concessão da gratificação de que trata o artigo 70 será feita por ato do Prefeito, da Mesa da Câmara Municipal ou do dirigente de entidade da administração indireta. (Artigo com redação dada pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) Art. 72. A gratificação corresponderá a 100% (cem por cento) do valor da menor referência da tabela de vencimento do Quadro de Pessoal da administração direta do Município. (“Caput” do artigo com redação dada pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) I- (Revogado pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) II- (Revogado pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) III- (Revogado pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) Art. 73. A gratificação de que trata esta Seção não pode ser acumulada com a percepção de retribuição pe- cuniária decorrente do exercício de função de confiança ou de cargo em comissão. (Artigo com redação dada pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) Art. 74. A gratificação prevista nesta Seção não poderá ser computada nem acumulada para fins de conces- são de gratificações posteriores, não incidirá sobre a gratificação pela prestação de serviço extraordinário, nem será computada para o cálculo desta, e não se incorporará à remuneração para nenhum efeito. (Artigo com redação dada pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) CAPÍTULO III DAS FÉRIAS Art. 75. O servidor terá direito, a cada período de 12 (doze) meses de efetivo exercício, ao gozo de 30 (trinta)dias consecutivos de férias, sem prejuízo da remuneração, que será acrescida de 1/3 (um terço), ressalvadas as hipóteses em que haja legislação específica. § 1º É vedado levar a conta de férias, para compensação, qualquer falta ao serviço. § 2º Não terá direito a férias o funcionário que durante o período aquisitivo: I - gozar das licenças previstas nas Seções V e VI do Capítulo IV deste Título por mais de 15 (quinze) dias, ou afastar-se do cargo, com prejuízo de vencimentos, na forma dos artigos 37 e 103 desta lei complementar; (Inciso com redação dada pela Lei Complementar nº 54, de 29/5/2019) II - gozar das licenças previstas nas Seções II e III do Capítulo IV deste Título por período superior a 180 (cento e oitenta) dias, consideradas distintamente as licenças decorrentes de acidente em serviço, doença ocu- pacional, ou doença infectocontagiosa que obrigue o servidor a afastar-se de suas funções; III - tiver faltado injustificadamente ao serviço por mais de 15 (quinze) dias, inclusive se decorrente do cum- primento de pena de suspensão, ainda que convertida em multa; IV - tiver cumprido pena de suspensão superior a 10 (dez) dias. 69 § 3º O período de férias será reduzido para 20 (vinte) dias se o servidor, no período aquisitivo: I - tiver, consideradas em conjunto, mais de 10 (dez) faltas abonadas, justificadas ou injustificadas, por qual- quer motivo, consecutivas ou não, exceto a falta legal de que trata o Estatuto do Magistério Público Municipal; (Inciso com redação dada pela Lei Complementar nº 54, de 29/5/2019) II - gozar das licenças previstas nas Seções II e III do Capítulo IV deste Título por período superior a 30 (trinta) dias, salvo na hipótese de acidente em serviço, doença ocupacional, ou doença infectocontagiosa que obrigue o servidor a afastar-se de suas funções. § 4° Consideram-se incluídas, entre as faltas de que trata o inciso I do § 3° deste artigo, as ausências decorrentes do cumprimento de pena de suspensão inferior a 10 (dez) dias, ainda que convertida em multa. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 54, de 29/5/2019) § 5º O período aquisitivo das férias não se interrompe nem se suspende na hipótese de o servidor ser no- meado para cargo em comissão ou designado para função de confiança, bem como na hipótese de exoneração e nomeação, ininterruptamente, para novo cargo efetivo no mesmo órgão ou entidade de lotação. § 6º Na hipótese de afastamento preventivo do servidor, na forma dos artigos 157 e 158 desta lei comple- mentar, o período aquisitivo será suspenso até decisão definitiva do processo disciplinar, aplicando-se o dis- posto nos §§ 2º, 3º e 4º deste artigo em caso de aplicação de penalidade de suspensão. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 108, de 27/3/2024) Art. 76. As férias poderão ser parceladas em até 3 (três) períodos, nenhum deles inferior a 10 (dez) dias, desde que assim requeridas pelo servidor, podendo seu deferimento ser condicionado ao interesse da Adminis- tração Pública Municipal, motivadamente. Art. 77. A escala de férias para cada ano será previamente organizada pelo responsável pela unidade ad- ministrativa respectiva, que dela dará ciência aos servidores, encaminhando-a ao órgão de recursos humanos. § 1º A escala de férias poderá ser alterada, motivadamente, de acordo com a conveniência do serviço. § 2º O servidor não poderá recusar-se a observar a escala de férias, salvo motivo justificado aceito pela Administração Pública Municipal, sob pena de responsabilidade funcional. § 3º É vedada a acumulação de mais de 2 (dois) períodos de férias não gozadas. Art. 78. O período de férias será considerado como de efetivo exercício, durante o qual o servidor terá direito, inclusive, à gratificação pela prestação de serviços extraordinários, observado o disposto no § 4º do artigo 50. Art. 79. O servidor poderá requerer a conversão de um terço do período de férias a que tiver direito em pe- cúnia, no valor da remuneração que lhe seria devida nos dias correspondentes exclusivamente por ocasião da programação de férias a que se refere o artigo 77 desta lei complementar. (“Caput” do artigo com redação dada pela Lei Complementar nº 54, de 29/5/2019) § 1º A opção do servidor pelo gozo de dois terços do período de férias e recebimento da sua remuneração correspondente ao restante do período deverá ser feita expressa e irretratavelmente. § 2º A conversão em pecúnia fica condicionada ao interesse e conveniência da Administração Pública Mu- nicipal. § 3º Quando o servidor for exonerado, demitido, aposentado ou colocado em disponibilidade, e não tenha gozado férias adquiridas, nos termos do caput do artigo 75, terá o direito de convertê-las integralmente em pe- cúnia, recebendo o valor da remuneração que seria devida nos dias correspondentes. § 4º O disposto no § 3º aplica-se ainda que incompleto o período aquisitivo de 12 (doze) meses, na pro- porção de 1/12 (um doze avos) por mês de efetivo exercício, ou fração superior a 15 (quinze) dias, salvo na hipótese de aplicação de penalidade de demissão ou inabilitação no estágio probatório. Art. 80. O gozo de férias somente poderá ser suspenso por motivo de calamidade pública, comoção inter- na, convocação para júri, serviço militar ou eleitoral, ou por necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade, ou em razão da concessão de licença maternidade ou por adoção. (Artigo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) 70 CAPÍTULO IV DAS LICENÇAS SEÇÃO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 81. Conceder-se-á ao servidor licença: I - por incapacidade temporária para o trabalho; (Inciso com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) II - por motivo de doença em pessoa da família; IIl - maternidade, por adoção e paternidade; (Inciso com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) IV - para o serviço militar; V - prêmio por assiduidade; VI - para tratar de interesses particulares. SEÇÃO II DA LICENÇA POR INCAPACIDADE TEMPORÁRIA PARA O TRABALHO (Redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) Art. 82. Conceder-se-á licença por incapacidade temporária para o trabalho, sem prejuízo da remuneração na forma desta lei complementar, ao servidor que se ausentar por motivo de doença que o impossibilite de comparecer ao serviço, desde comprovada por atestado médico que indique o diagnóstico, o código da Classi- ficação Internacional de Doenças - CID e a necessidade de repouso do servidor ou a incapacidade temporária para o exercício de seu cargo, o qual deverá ser apresentado ao órgão de recursos humanos no dia útil seguin- te ao que começar a faltar. (“Caput” do artigo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 1º A doença não é motivo para a ausência ao serviço, mas a incapacidade para o exercício do cargo em consequência da doença ou a necessidade de repouso para a recuperação do servidor. § 2º É dispensada a concessão da licença de que trata este artigo na hipótese prevista no inciso VIII do artigo 107 desta lei complementar. § 3º Decreto do Executivo disciplinará, entre outras questões: I - a forma de comprovação da impossibilidade de comparecimento ao serviço, em casos de internação sem previsão de alta e outros; II - o procedimento administrativo para a concessão da licença e, na hipótese de servidor vinculado ao Regi- me Geral de Previdência Social, de encaminhamento ao órgão previdenciário nas hipóteses de auxílio-doença; (Inciso com redação dada pela Lei Complementar nº 108, de 27/3/2024) III - as hipóteses em que será dispensado ou obrigatório o comparecimento do servidor ao órgão de medi- cina do trabalho; IV - a competência do órgão de recursos humanos para definir os prazos para realização de perícia médica. § 4º O órgão de medicina do trabalho poderá, justificadamente, reduzir operíodo de repouso solicitado no atestado médico ou negar a licença. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 108, de 27/3/2024) § 5º O servidor que faltar ao serviço ou gozar de licença por incapacidade temporária para o trabalho po- derá ser visitado pelo órgão de recursos humanos ou de medicina do trabalho, para acompanhamento da sua recuperação. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) 71 § 6º O órgão de medicina do trabalho poderá suspender o afastamento quando entender insubsistente a doença, ou quando o servidor não estiver cumprindo as recomendações médicas para sua reabilitação, ficando o servidor cientificado de retornar ao exercício de seu cargo no dia subsequente. § 7º A caracterização de acidente em serviço ou doença ocupacional para fins de concessão da licença de que trata esta Seção deverá ser demonstrada na respectiva comunicação de acidente em serviço ou doença ocupacional, na forma prevista em regulamento. § 8º Não será deferida a concessão de licença de que trata este artigo em razão de procedimento mera- mente estético, salvo quando, por indicação médica, e comprovadamente, for realizado de forma profilática ou reparadora. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 9º A licença concedida dentro de 30 (trinta) dias do retorno do servidor à atividade será considerada prorrogação da anterior. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 10. A licença cessa pela recuperação da capacidade para o trabalho ou pela concessão de aposentadoria. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 11. O servidor que permanecer em licença por incapacidade para o trabalho por 24 (vinte e quatro) meses consecutivos, será encaminhado ao órgão previdenciário para submeter-se a perícia médica visando à apu- ração das condições para a concessão de aposentadoria por incapacidade permanente. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 12. A licença será negada na hipótese de doença ou lesão preexistente, conhecida e não declarada no momento do ingresso no serviço público, ressalvada a ocorrência de progressões naturais ou agravamento. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 108, de 27/3/2024) § 13. O órgão de medicina do trabalho poderá exigir a apresentação de exames complementares, bom como relatórios de tratamento de doenças que exigem acompanhamento, continuo ou não, especialmente as de natureza psiquiátrica ou psicológica, ficando a concessão da licença condicionada à comprovação do trata- mento que a perícia médica indicar. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 108, de 27/3/2024) § 14. Em caso de indeferimento de atestado devidamente avaliado pela perícia médica, o órgão de recursos humanos ficará impedido de admitir novos atestados com o mesmo código da Classificação Internacional de Doenças - CID, não sendo assegurada nova avaliação, salvo se o encaminhamento for acompanhado de novos relatórios médicos que embasem a necessidade de afastamento. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 108, de 27/3/2024) Art. 82-A Acidente em serviço é aquele ocorrido no exercício do cargo, que se relacione, direta ou indireta- mente, com as atribuições deste, provocando lesão corporal ou mental que cause a perda ou a redução, per- manente ou temporária, da capacidade para o trabalho. (“Caput” do artigo acrescido pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 1º Equipara-se a acidente em serviço, salvo quando decorrente de culpa exclusiva do servidor: (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) I - o acidente ligado ao serviço que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para a redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação; (Inciso acrescido pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) II - o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em consequência de: (Inciso acresci- do pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) a) ato de agressão por companheiro de serviço ou terceiro, não provocado pelo segurado, no exercício do cargo; (Alínea acrescida pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) b) ato de sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de serviço; (Alínea acrescida pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) c) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao serviço; (Alínea acrescida pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) 72 d) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de serviço; (Alínea acrescida pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) e) ato de pessoa privada do uso da razão; e (Alínea acrescida pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) f) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior; (Alínea acres- cida pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) III - a doença proveniente de contaminação acidental do segurado no exercício do cargo; e (Inciso acrescido pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) IV - o sofrido pelo segurado, ainda que fora do local e horário de serviço: (Inciso acrescido pela Lei Comple- mentar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) a) na execução de ordem ou na realização de serviço relacionado ao cargo; (Alínea acrescida pela Lei Com- plementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) b) na prestação espontânea de qualquer serviço ao Município para lhe evitar prejuízo ou proporcionar pro- veito; (Alínea acrescida pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) c) em viagem a serviço, inclusive para estudo, quando financiada pelo Município dentro de seus planos para melhor capacitação de seus servidores, independentemente do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado; e (Alínea acrescida pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado. (Alínea acrescida pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 2º Nos períodos destinados a refeição, descanso ou satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local de trabalho ou durante o seu desempenho, o servidor é considerado no exercício do cargo. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 3º Não será considerado acidente em serviço, nas hipóteses do inciso IV do caput deste artigo, caso ocorra desvio de percurso ou paradas em locais diversos, por interesse próprio, infração de trânsito e ou tempo de percurso incompatível com o local de saída até o local de acidente, bem como em caso de culpa exclusiva do servidor. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) Art. 82-B O servidor em gozo de licença de que trata esta Seção que for encontrado exercendo qualquer atividade incompatível com a incapacidade, remunerada ou não, ficará sujeito à revogação da licença e sujeito à devolução dos valores recebidos indevidamente, que lhe será cobrada mediante consignação em folha de pagamento, observado o limite previsto no artigo 47 desta lei complementar, sem prejuízo das demais sanções cabíveis. (Artigo acrescido pela Lei Complementar nº 67, deparágrafo 7º; 150, II; 153, III, e 153, parágrafo 2º, I; da Constituição Federal, no caso de vereadores; IX - criar comissões parlamentares de inquérito; X - requerer informações ao Prefeito e aos Secretários Municipais sobre assuntos determinados, relativos à administração municipal; 6 XI - convocar os Secretários Municipais para prestar informações sobre a matéria de sua competência; XII - deliberar, mediante resolução, sobre assuntos de sua economia interna e, nos demais casos de sua competência privativa, por meio de decreto legislativo; XIII - autorizar a realização de referendo e plebiscito; XIV - julgar o Prefeito, o Vice-Prefeito e os Vereadores, nos casos previstos em lei; XV - decidir sobre a perda do mandato do Vereador, nas hipóteses previstas nos incisos I, II e VI do art. 22, desta Lei Orgânica; XVI - tomar e julgar as contas do Prefeito e da Mesa, no prazo de sessenta dias após o recebimento do parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado, que só poderá ser rejeitado por decisão de dois terços dos membros da Câmara, em votação aberta; XVII - remeter ao Ministério Público, anualmente, as contas rejeitadas, por infração à legislativa pertinente; XVIII - deliberar sobre proposições e vetos de iniciativa do Executivo e sobre projetos de lei de iniciativa popular; XIX - conceder título de cidadão honorário ou qualquer outra honraria ou homenagem a pessoas que, reco- nhecidamente, tenham prestado relevantes serviços ao Município, mediante decreto legislativo aprovado pelo voto de, no mínimo, dois terços de seus membros, em escrutínio aberto; XX - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem o poder regulamentar ou limites da dele- gação legislativa; XXI - mudar temporariamente sua sede, na forma prevista no Regimento Interno; XXII - fiscalizar e controlar, os atos do Poder Executivo, incluindo os da administração indireta; § 1º É fixado em quinze dias, prorrogáveis por igual período, desde que solicitado e devidamente justificado, o prazo para que os responsáveis pelos órgãos da administração direta e indireta prestem as informações so- licitadas pelo Poder Legislativo na forma do disposto nesta Lei e no Regimento Interno da Câmara, ressalvado o disposto no art. 39 desta Lei. § 2º O não atendimento ao prazo estipulado no parágrafo anterior faculta ao Presidente da Câmara solicitar, na conformidade da legislação federal, a intervenção do Poder Judiciário para fazer cumprir a legislação. § 3º A Câmara Municipal, pelo seu Presidente, ou por qualquer de suas comissões, na forma regimental, pode convocar Secretário Municipal para, no prazo de quinze dias, pessoalmente, prestar informações sobre assunto previamente determinado, importando crime contra a administração pública a ausência sem justifica- ção ou a prestação de informações falsas. § 4º Os Secretários Municipais podem comparecer à Câmara Municipal ou a qualquer de suas comissões, por sua iniciativa e mediante entendimentos com o Presidente respectivo, para expor assunto de relevância de sua Secretaria. Art. 14 Cabe a Câmara, com a sanção do Prefeito, dispor sobre as matérias de competência do Município a que se refere o art. 8º desta lei, e especialmente: I - legislar sobre assuntos de interesse local, inclusive suplementando a legislação federal e estadual; II - legislar sobre tributos municipais, bem como autorizar isenções e anistias fiscais e a remissão de dívidas, observadas as normas previstas na Constituição Federal e Leis Complementares; III - votar o orçamento anual, o plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentárias, bem como autorizar a abertura de créditos suplementares e especiais; IV - deliberar sobre a obtenção e concessão de empréstimo e operações de crédito, bem como a forma e as condições de pagamento; V - autorizar a concessão de auxílio e subvenções; VI - autorizar a concessão de serviços públicos; VII - autorizar a concessão de direito real de uso de bens municipais; 7 VIII - autorizar a concessão administrativa de uso de bens municipais; IX - dispor sobre afetação ou desafetação de bens públicos; X - aprovar o Plano Diretor; XI - delimitar o perímetro urbano e a zona de expansão urbana; XII - atribuir denominações a próprios, vias e logradouros públicos bem como a sua alteração; XIII - criar, alterar e extinguir cargos, empregos e funções públicas da administração pública direta, das au- tarquias e das fundações; XIV - normatizar a cooperação das associações representativas no planejamento municipal; XV - normatizar a iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município, da cidade ou de bairros, através de manifestação de, pelo menos, cinco por cento do eleitorado local; XVI - criação e estruturação das Secretarias Municipais; XVII - criação, transformação, extinção e estruturação de empresas públicas, sociedades de economia mis- ta, autarquias, fundos especiais e fundações públicas municipais; XVIII - transferência temporária da sede do Governo Municipal; XIX - planos e programas municipais de desenvolvimento; XX - fixação e modificação do efetivo da Guarda Municipal. Art. 15 A Câmara Municipal de Indaiatuba é o órgão deliberativo do Município, e tem as seguintes funções: I - Legislativas; II - De fiscalização externa, financeira e orçamentária; III - De controle; IV - De assessoramento ao Executivo; V - De administração interna. § 1º A função legislativa da Câmara consiste em deliberar por meio das formas do processo legislativo sobre todas as matérias de competência do Município; § 2º A função de fiscalização é exercida na forma expressa nos artigos 58 e 60 desta lei; § 3º A função de controle se exerce sobre o Prefeito, Secretários Municipais e dirigentes de órgãos descen- tralizados, Mesa da Câmara e Vereadores; § 4º A função de assessoramento consiste em sugerir medidas de interesse público ao Executivo, mediante indicações,; § 5º A função administrativa é restrita à sua organização interna, à regulamentação de seu funcionamento e à estruturação e direção de seus serviços auxiliares. SEÇÃO II DA POSSE Art. 16 No primeiro ano de cada legislatura, no dia 1º de janeiro, às dez horas, em sessão solene de instala- ção, independente do número, sob a presidência do Vereador mais votado dentre os presentes, os Vereadores prestarão compromisso e tomarão posse. § 1º O vereador que não tomar posse, na sessão prevista neste artigo, deverá fazê-lo no prazo de quinze dias, salvo motivo devidamente justificado e aceito pela Câmara. § 2º No ato da posse dos Vereadores deverão desincompatibilizar-se. Na mesma ocasião, e ao término do mandato, deverão fazer declaração de seus bens, a qual será transcrita em livro próprio, constando de ata o seu resumo. 8 SEÇÃO III DA REMUNERAÇÃO DOS AGENTES POLÍTICOS Art. 17 O subsídio dos vereadores será fixado por lei de iniciativa da Câmara Municipal, na razão de, no má- ximo, cinqüenta por cento (50%) daquele estabelecido, em espécie para os Deputados Estaduais, observado o que dispõem os artigos 39, parágrafo 4º; 57, parágrafo 7º; art. 150, inciso II; 153, inciso I e III e seu parágrafo 2º, da Constituição Federal, assegurando ao Presidente da Câmara em exercício subsídio diferenciado, que não poderá exceder a 150% (cento e cinquenta por cento) daquele fixado para o vereador. § 1º O total de despesa com os subsídios dos vereadores não poderá ultrapassar o montante de sete por cento (7%) da receita do Município, observadas as normas constitucionais e àquelas previstas em lei comple- mentar. § 2º Na sessão legislativa extraordinária é vedado o pagamento de parcela indenizatória em valor superior ao do subsídio mensal. § 3º Os subsídios do Prefeito e do Vice-Prefeito Municipal serão fixados por Lei de iniciativa da Câmara Municipal, observado o que dispõe os artigos 37, XI; 39, parágrafo 4º; 150, II; 153, III e 153, parágrafo 2º, I; da Constituição Federal. § 4º Os Secretários Municipais serão remunerados através de subsídios fixados por Lei de29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) Art. 83. Sendo o servidor vinculado ao Regime Geral de Previdência Social, sempre que a licença prevista nesta Seção exceder o período estabelecido na legislação específica, o mesmo será encaminhado ao órgão de previdência social para a concessão do benefício de auxílio- doença, passando a licença a ser não remunerada. (Artigo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) SEÇÃO III DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA DA FAMÍLIA Art. 84. O servidor poderá obter licença, por motivo de doença do cônjuge ou companheiro, dos pais, dos filhos, do padrasto ou madrasta, enteado, avós, neto, irmão ou dependente que comprovadamente viva às suas expensas, desde que comprove a doença e a necessidade de assistência pessoal permanente ao doente. (“Caput” do artigo com redação dada pela Lei Complementar nº 108, de 27/3/2024) § 1º A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário, na forma prevista em regulamento. 73 § 2º A licença de que trata o caput, incluídas as prorrogações, poderá ser concedida a cada período de 12 (doze) meses, nas seguintes condições: I - por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor, na forma desta lei complementar, sendo o período inicial nunca superior a 15 (quinze) dias consecutivos; e (Inciso com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) II - por até mais 90 (noventa) dias, consecutivos ou não, sem remuneração. § 3º O início do interstício de 12 (doze) meses será contado a partir da data do deferimento da primeira licença concedida. § 4º A soma das licenças remuneradas e das licenças não remuneradas, incluídas as respectivas prorro- gações, concedidas em um mesmo período de 12 (doze) meses, observado o disposto no § 3º, não poderá ultrapassar os limites estabelecidos nos incisos I e II do § 2º. Art. 85. A doença e a necessidade de assistência pessoal permanente do doente deverão ser demonstradas em relatório médico, homologado pela perícia médica do órgão competente ao qual está vinculado o servidor. § 1º A verificação da impossibilidade de a assistência ser prestada por outra pessoa da família será feita pelo órgão competente de assistência social. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 108, de 27/3/2024) § 2º Quando o órgão de recursos humanos verificar, em visitas ao doente, que este não necessita mais do acompanhamento do servidor, a licença será cassada, ficando o servidor obrigado a retornar imediatamente ao exercício de seu cargo. Art. 86. O servidor deve requerer a licença no dia em que começar a faltar, apresentando, até o dia útil sub- sequente, o atestado médico que comprove a doença e a necessidade de assistência pessoal permanente ao doente. Art. 87. O servidor que estiver gozando da licença de que trata esta Seção e for encontrado, durante o pe- ríodo da licença, exercendo qualquer outra atividade remunerada, ficará sujeito à revogação da licença, à de- volução das remunerações recebidas indevidamente, sem prejuízo das sanções disciplinares e representação penal cabíveis. SEÇÃO IV DA LICENÇA MATERNIDADE, POR ADOÇÃO E PATERNIDADE (Redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) Art. 88. À servidora gestante será concedida, mediante inspeção médica, licença maternidade de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos sem prejuízo da remuneração na forma desta lei complementar, ressalvado o perí- odo em que receber benefício previdenciário caso vinculado ao Regime Geral de Previdência Social. (“Caput” do artigo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 1º Salvo prescrição médica em contrário, a licença poderá ser concedida a partir do oitavo mês, ou trigé- sima sexta semana de gestação. § 2º No caso de nascimento prematuro, a licença terá início a partir do parto. § 3º No caso de natimorto ou aborto não criminoso atestado por médico, a servidora terá direito a licença remunerada: (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) I - de 2 (duas) semanas, quando anterior à 23ª (vigésima terceira) semana de gestação; (Inciso acrescido pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) II - de 120 (cento e vinte) dias, a partir da 23ª (vigésima terceira) semana de gestação; (Inciso acrescido pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) § 4º No caso de acumulação legal de cargos públicos, a servidora fará jus à licença em relação a ambos. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) 74 § 5º A concessão da licença de que trata este artigo implica na cessação de licença por incapacidade tem- porária para o trabalho anteriormente concedida. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 6º Na hipótese do § 5º, persistindo a incapacidade após o fim da licença maternidade, a servidora deverá ser submetida a perícia médica para fins de concessão da licença de que tratam os artigos 82 e 83 desta lei complementar. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) Art. 89. A licença, nos termos previstos no caput do artigo 88, é devida à servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de menor até 12 (doze) anos de idade. § 1º No caso de adoção ou guarda judicial de menor com mais de 12 (doze) anos de idade, será concedida licença com duração de 30 (trinta) dias, sem prejuízo da remuneração. § 2º O período de licença não poderá ser superior ao prazo da guarda judicial, quando provisória, extinguin- do-se a licença nas hipóteses de revogação ou modificação da medida judicial ou advento de termo resolutivo imposto pelo juiz, devendo o servidor retornar ao exercício do cargo no dia subsequente, sob pena de serem consideradas injustificadas as ausências. Art. 90. Pelo nascimento ou adoção de filhos, o servidor terá direito a licença paternidade de 8 (oito) dias consecutivos, a partir da data do evento, sem prejuízo da remuneração na forma desta lei complementar. (“Caput” do artigo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) Parágrafo único. Não será deferida a licença paternidade ao servidor que estiver em gozo de férias ou licen- ça na data da ocorrência. Art. 90-A. Para amamentar o próprio filho, até a idade de 9 (nove) meses, a servidora lactante terá direito, durante a jornada diária de trabalho, a 2 (duas) horas de descanso na repartição ou fora dela, que poderá ser dividida em dois períodos de 1 (uma) hora, devendo ser solicitado ao responsável pela respectiva unidade administrativa. (“Caput” do artigo acrescido pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 1º No caso de jornada diária de trabalho inferior a 8 (oito) horas, o intervalo de que trata o caput deste artigo será de 1 (uma) hora de descanso, não divisível. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 108, de 27/3/2024) § 2º O disposto neste artigo não se aplica se a jornada diária for igual ou inferior a 4 (quatro) horas. (Pará- grafo com redação dada pela Lei Complementar nº 108, de 27/3/2024) SEÇÃO V DA LICENÇA PARA O SERVIÇO MILITAR Art. 91. Ao servidor convocado para o serviço militar, ou prestação alternativa, na forma da legislação es- pecífica, será concedida licença, sem remuneração, desde a data da incorporação até 30 (trinta) dias após o desligamento. SEÇÃO VI DA LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES Art. 92. A critério da Administração Pública Municipal, poderá ser concedida ao servidor ocupante de cargo efetivo, desde que não esteja em estágio probatório, licença para tratar de interesses particulares pelo prazo de até 2 (dois) anos consecutivos,sem remuneração, prorrogável uma única vez, sucessivamente, por igual período. § 1º No caso de acumulação legal de cargos, a concessão da licença de que trata este artigo referente a um deles não afeta o exercício do outro. § 2º Se o servidor efetivo estiver ocupando cargo em comissão, deverá exonerar-se deste para entrar em gozo da licença de que trata este artigo. 75 § 3º A licença poderá ser negada quando o afastamento do servidor, fundamentadamente, for inconveniente ao serviço público. § 4º Considera-se inconveniente ao serviço público a concessão de licença quando o afastamento exigir a nomeação de novo servidor para desempenhar as funções daquele que for se afastar. § 5º O servidor deverá aguardar em exercício a concessão da licença, podendo indicar a data em que pre- tende iniciar o gozo da licença no requerimento, o qual deverá ser apreciado em até 30 (trinta) dias. Art. 93. A licença poderá ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido do servidor ou no interesse do servi- ço, devidamente fundamentado. § 1º Os servidores docentes só poderão reassumir antecipadamente o exercício do cargo no período de férias ou recesso escolar. § 2º A convocação do servidor será feita pessoalmente quando conhecido seu endereço, ou por aviso pu- blicado na imprensa oficial e em jornal do Município, por duas vezes, quando esgotados todos os meios hábeis para localizá-lo. § 3º O servidor terá o prazo de 30 (trinta) dias para reassumir o exercício do cargo quando devidamente con- vocado para esse fim, findo o qual deverá ser aberto processo administrativo para apuração de falta disciplinar, na forma desta lei complementar. Art. 94. A licença para tratar de interesses particulares não poderá ser renovada, ressalvada a possibilidade de prorrogação e de continuidade da licença interrompida nos termos do artigo 93 ou a nova concessão no caso de reingresso do servidor no serviço público municipal. SEÇÃO VII DA LICENÇA PRÊMIO POR ASSIDUIDADE Art. 95. O servidor efetivo terá direito a licença de 45 (quarenta e cinco) dias por quinquênio de efetivo e ininterrupto exercício no serviço público, exclusivamente no Município de Indaiatuba, com todos os direitos e vantagens do cargo efetivo de que é titular. § 1º O período em que o servidor estiver em gozo de licença prêmio será considerado como de efetivo exer- cício para os efeitos legais, observado o disposto nos §§ 4º e 5º do artigo 107 desta lei complementar. § 2º A licença prêmio poderá ser gozada por inteiro ou em até 3 (três) períodos, nenhum deles inferior a 15 (quinze) dias, devendo, para esse fim, o servidor, no requerimento em que pedir a licença, fazer expressa menção do número de dias que pretende gozar. Art. 96. O período aquisitivo será interrompido se o servidor tiver: I - cumprido pena de suspensão; II - gozado de licença para tratar de interesse particular ou para o serviço militar; III - gozado de licença por incapacidade temporária para o trabalho ou por motivo de doença em pessoa da família, e ou faltado ao serviço por motivo de doença, por mais de 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não; (Inciso com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) IV - gozado de licença por incapacidade temporária para o trabalho em razão de acidente em serviço, do- ença ocupacional ou doença infectocontagiosa que obrigue o servidor a afastar-se de suas funções, por mais de 180 (cento e oitenta) dias, consecutivos ou não; (Inciso com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) V - cometido mais de 30 (trinta) faltas abonadas, justificadas ou injustificadas, por qualquer motivo, conse- cutivas ou não, excluindo-se por motivo de doença e a falta legal de que trata o Estatuto do Magistério Público Municipal; VI - faltado injustificadamente ao serviço por mais de 6 (seis) dias consecutivos ou não. § 1º No caso do inciso I deste artigo, o servidor titular de cargo efetivo da carreira da Guarda Civil de Indaia- tuba só perderá o direito à licença prêmio se tiver sofrido penas de suspensão, durante esse período, 76 que somem mais de 10 (dez) dias, ou tiver sofrido penas de multa equivalentes a mais de 10 (dez) dias de serviço. § 2º Na hipótese do § 1º, somam-se as penas de suspensão às penas de multa. § 3º Na hipótese do inciso III deste artigo, somam-se os períodos de licença às ausências por motivo de doença. § 4º O servidor que incorrer em qualquer das hipóteses previstas nos incisos do caput deste artigo, terá as- segurado o reinicio de contagem de seu período aquisitivo, a partir do dia seguinte à cessação das condições que originaram a interrupção. § 5º Para os fins previstos no § 4º, considera-se a data da conversão da pena de suspensão em multa. Art. 97. A concessão da licença prêmio será processada e formalizada pelo órgão de recursos humanos, depois de verificado se foram satisfeitos todos os requisitos legalmente exigidos e se a respeito do pedido se manifestou favoravelmente, quanto à oportunidade, o superior imediato do servidor. § 1º A licença prêmio será decidida no prazo máximo de 40 (quarenta) dias contados da autuação do reque- rimento ou da data do término do período aquisitivo, se posterior ao pedido. § 2º O servidor, sob pena de indeferimento do pedido, aguardará em exercício a expedição do ato de con- cessão da licença, iniciando o gozo no prazo de 10 (dez) dias da ciência do ato. § 3º Na hipótese de afastamento preventivo do servidor, na forma dos artigos 157 e 158 desta lei comple- mentar, o período aquisitivo será suspenso até decisão definitiva do processo disciplinar, aplicando-se o dis- posto no inciso I do artigo 96 em caso de aplicação de penalidade de suspensão. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 108, de 27/3/2024) Art. 98. É facultado ao servidor optar, mediante requerimento expresso e irretratável: I - pelo gozo integral da licença pelo período fixado no caput do artigo 95, observada a faculdade de fracio- namento prevista no § 2º do referido dispositivo; II - pela conversão em pecúnia, percebendo a importância única do prêmio correspondente a 3 (três) vezes o menor valor da tabela de vencimentos do quadro de pessoal da Prefeitura; III - pelo gozo parcial de, no mínimo, 30 (trinta) dias e o recebimento em pecúnia do valor estabelecido no inciso II proporcionalmente ao período remanescente. § 1º O início do gozo da licença prêmio ou sua conversão, na forma do artigo 98, deverá ocorrer até o final do período aquisitivo subsequente, sob pena de ser automaticamente convertida em pecúnia. § 2º A licença já adquirida será obrigatoriamente convertida em pecúnia nos casos de exoneração, demis- são ou falecimento do servidor, bem como na hipótese de não ser gozada antes da concessão de aposentado- ria, observado o disposto no § 9º do artigo 20 desta lei complementar. Art. 99. Aplica-se o disposto nos §§ 3º e 5º do artigo 50 desta lei complementar à remuneração paga durante o período de gozo da licença prêmio. CAPÍTULO V DOS AFASTAMENTOS Art. 100. O afastamento do servidor de sua repartição para ter exercício em outra, por qualquer motivo, só se verifica nos casos previstos nesta lei complementar. Art. 101. Será considerado afastado do exercício, até decisão final transitada em julgado, o servidor: durar a prisão; denúncia. I - preso cautelarmente mediante ordem judicial, enquanto II - denunciado por crime funcional, desde o recebimento da III - pronunciado ou condenado por crime inafiançável que não admita recorrer em liberdade. 77 Parágrafo único. Durante o afastamento previsto nestas hipóteses, o servidor perderá um terço dos venci- mentos, tendo o direito à diferença se ao final não for condenado definitivamente. Art. 102. No caso de condenação criminal transitada em julgado, se esta não for de natureza que determi- ne a demissão do servidor ou permita a suspensão da execução da pena, impõe-se a demissão por absoluta impossibilidade de cumprimento das obrigações funcionaisdo exercício do cargo em razão da necessidade do cumprimento da pena, conforme o artigo 142, I, desta lei complementar. Art. 103. Ao servidor investido em mandato eletivo aplicam- se as seguintes disposições: I - tratando-se de mandato federal, estadual ou distrital, ficará afastado do cargo, com prejuízos dos venci- mentos; II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua remune- ração; III - investido no mandato de Vereador: a) havendo compatibilidade de horário, perceberá as vantagens de seu cargo, sem prejuízo do subsídio do cargo eletivo; b) não havendo compatibilidade de horário, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua re- muneração. CAPÍTULO VI DAS CONCESSÕES Art. 104. Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço: I - por 1 (um) dia, em cada 4 (quatro) meses de trabalho, para doação voluntária de sangue ou medula óssea devidamente comprovada; II - pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que atender a intimação judicial; III - pela participação em delegações esportivas ou culturais, pelo prazo oficial da convocação, devidamente autorizada: a) pelo Prefeito, no caso de servidores da administração direta; b) pela Mesa da Câmara Municipal; c) pelo dirigente da entidade administração indireta; IV - nos dias em que estiver comprovadamente realizando prova de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior; V - por 8 (oito) dias consecutivos em razão de: a) casamento; b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, filhos, enteados, menor sob guarda ou tutela judicial e irmãos; VI - por 2 (dois) dias consecutivos em razão de falecimento de avós, tios consanguíneos, sogros, padrasto, madrasta, cunhados, genro, nora, netos ou pessoa que comprovadamente viva sob sua dependência econômi- ca. (Inciso com redação dada pela Lei Complementar nº 108, de 27/3/2024) § 1º As ausências referidas neste artigo serão anotadas pelo superior imediato do servidor no controle de frequência, acompanhado do comprovante respectivo. § 2º Se não for apresentado o comprovante referido no § 1º a ausência será considerada como falta injus- tificada. § 3º Não são aplicáveis as concessões previstas neste artigo ao servidor que estiver em gozo de férias ou licença na data da ocorrência. 78 Art. 105. Será concedida jornada em dias e horários especiais ao servidor: I - que, em decorrência de sentença penal condenatória: a) estiver cumprindo pena restritiva de liberdade em que houve concessão de regime prisional aberto, na forma dos artigos 33, § 1º, “c”, e 36 do Código Penal; b) estiver cumprindo pena restritiva de direito, em que imposta a prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas ou limitação de fim de semana, na forma dos artigos 43, IV e VI, 46 e 48 do Código Penal; II - que, por força da concessão de judicial de suspensão condicional de pena privativa de liberdade, estiver obrigado à prestação de serviços comunitário, limitação de fim de semana, comparecimento regular a Juízo ou outras restrições, na forma dos artigos 77 a 79 do Código Penal. § 1º Para efeito do disposto neste artigo, será exigida a compensação de horário no órgão ou entidade em que tiver exercício, a ser regulamentada por Decreto do Executivo, respeitada a duração semanal da jornada de trabalho. § 2º Também será concedido horário especial ao servidor com deficiência, quando comprovada a necessi- dade por perícia oficial multidisciplinar, independentemente de compensação de horário. § 3º Lei específica disporá sobre a redução de jornada de trabalho, sem prejuízo da remuneração e indepen- dentemente de compensação de horário, ao servidor titular de cargo efetivo do qual seja dependente pessoa com deficiência. CAPÍTULO VII DO TEMPO DE SERVIÇO Art. 106. A apuração do tempo de serviço será feita em dias, considerado o ano, para fins de conversão, como de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias. Art. 107. Além das concessões previstas no artigo 104, e observado o disposto no artigo 110, são conside- rados como de efetivo exercício os afastamentos em virtude de: I - férias; Il - exercício de outro cargo no mesmo Poder, de provimento em comissão, inclusive em autarquia ou fun- dação municipal; (Inciso com redação dada pela Lei Complementar nº 59, de 2/12/2019) III - desempenho de mandato eletivo federal, estadual, municipal ou do Distrito Federal; IV – convocação: a) pelo Poder Judiciário, inclusive para fins eleitorais; b) para prestação de serviço militar e/ou a este alternativo; c) para prestação de outros serviços obrigatórios por lei; V – licença: a) maternidade, por adoção e paternidade; (Alínea com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) b) por incapacidade temporária para o trabalho, inclusive com percepção de auxílio-doença; (Alínea com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) c) por motivo de doença em pessoa da família, quando remunerada; d) prêmio por assiduidade; VI - afastamento por processo disciplinar se o servidor for declarado inocente ou se a punição se limitar à pena de advertência; VII - prisão, se ocorrer soltura a final, por haver sido reconhecida a ilegalidade da medida ou a improcedên- cia da imputação; 79 VIII - ausências, por até 11 (onze) dias no ano, sendo no máximo 2 (dois) consecutivos, por motivo de doen- ça que não justifique a concessão de licença por incapacidade temporária para o trabalho, desde que o servidor comunique ao superior hierárquico e ao órgão de recursos humanos os motivos da ausência, no dia em que começar a faltar ao serviço, apresentando o atestado médico até o dia útil subsequente. (“Caput” do artigo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 1º Na hipótese prevista no inciso VIII deste artigo, as ausências consecutivas que ultrapassarem o limite de 2 (duas), inclusive se intercaladas por feriado ou fim de semana, quando motivadas pelo mesmo código da Classificação Internacional de Doenças - CID serão somadas e convertidas em licença por incapacidade temporária para o trabalho, na forma prevista nesta lei complementar. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 2º O disposto no inciso VIII do caput não se aplica às hipóteses de prorrogação da licença por incapaci- dade temporária para o trabalho ou do benefício previdenciário de auxílio-doença, conforme previsto na legis- lação específica. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 3º Sem prejuízo do disposto no § 1º, serão consideradas licença por incapacidade temporária para o tra- balho, na forma prevista nesta lei complementar, as ausências que ultrapassarem o limite de dias previsto no inciso VIII do caput deste artigo. (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 4º A lei que fixar as diretrizes do sistema de carreira dos servidores públicos municipais disporá sobre os efeitos do tempo de serviço para fins de promoção e demais formas de evolução na carreira. § 5º O disposto neste artigo não se aplica para fins de concessão de gratificação de produtividade, em es- pecial a Gratificação de Produção e Aperfeiçoamento Profissional - GPAP, de avaliação de desempenho para exercício das funções de suporte pedagógico da carreira do Magistério, de estágio probatório, férias e licença prêmio, auxílio- alimentação ou outros benefícios legais, para os quais deverão ser obedecidos os critérios pró- prios definidos nesta lei complementar e na legislação específica. Art. 108. Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria: I - o tempo de serviço público prestado à União, aos Estados, ao Distrito Federal, a outros municípios e a organismos internacionais, na forma admitida pela legislação previdenciária, e desde que tal cômputojá não se tenha operado para obtenção de benefício idêntico ou similar junto a outro ente público; II - o tempo de serviço prestado às Forças Armadas e o relativo ao Tiro de Guerra; III - o tempo de serviço em que o servidor estiver em disponibilidade, na forma desta lei complementar; IV - o tempo de serviço em atividade privada, vinculado ao Regime Geral da Previdência Social, desde que tal cômputo já não se tenha operado para obtenção de benefício idêntico ou similar junto àquele regime; § 1º O tempo de que tratam os incisos I, II e III deste artigo será contado também para efeito de disponibi- lidade. § 2º É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado concomitantemente em mais de um cargo, emprego ou função em órgão ou entidades dos Poderes da União, Estados, Distrito Federal e Municí- pios, e suas autarquias, fundações públicas, sociedades de economia mista e empresas públicas. § 3º Aplica-se o disposto no § 2º nos casos de prestação de serviço concomitante no serviço público e na atividade privada, ressalvados os casos de acumulação legal. § 4º Não será computado para nenhum efeito o tempo de serviço gratuito. Art. 109. A contagem do tempo de serviço será interrompida, reiniciando a partir do retorno do servidor ao exercício: I - disponibilidade; II - prisão, ressalvado o disposto no inciso VII do artigo 107. Parágrafo único. O tempo em que o servidor estiver em disponibilidade será contado exclusivamente para fins de nova disponibilidade e aposentadoria. 80 Art. 110. Para efeitos da contagem do tempo de efetivo exercício de que trata o artigo 107, e ressalvado o disposto no seu § 2º, observar-se-á o seguinte: I - faltas abonadas: são as ausências por motivo de doença na forma do artigo 107, VIII, e as ausências por razão relevante de força maior a critério da Administração Pública Municipal, nos termos do § 1º deste artigo, sendo contadas como dia de efetivo exercício; II - faltas justificadas: são as ausências cuja razoabilidade constitui justo motivo para o não comparecimento do servidor, a critério da Administração Pública Municipal, sendo contadas como dia de efetivo exercício, não podendo exceder 2 (dois) dias consecutivos e 6 (seis) por ano; III - faltas injustificadas: tais ausências importam no desconto da remuneração nos termos do artigo 45 desta lei complementar, não sendo consideradas de efetivo exercício para nenhum efeito. § 1º As faltas abonadas por razão relevante de força maior, limitadas a 2 (duas) por ano, dependerão de solicitação e anuência do Secretário Municipal respectivo, que poderá indeferi-las por conveniência da Adminis- tração Pública Municipal, especialmente nas hipóteses em que puder representar prejuízo à rotina do serviço público. § 2º As faltas justificadas importam em desconto da remuneração do dia, mas não implicam em prejuízo do descanso semanal remunerado e de eventual feriado na semana respectiva, nem sujeitam o servidor a punição administrativa. § 3º O pedido de abono ou justificativa de falta deve ser feito no primeiro dia em que o servidor comparecer ao serviço, sob pena de a ausência ser considerada como falta injustificada. § 4º O superior hierárquico poderá justificar até 3 (três) faltas no ano, e o Secretário Municipal respectivo outras 3 (três). § 5º O disposto neste artigo aplica-se aos atrasos e saídas antecipadas que ultrapassem os limites diários fixados em regulamento. CAPÍTULO VIII DO DIREITO DE PETIÇÃO Art. 111. É assegurado ao servidor o direito de requerer ao Poder Público, em defesa de direito ou interesse legítimo, independentemente do pagamento de qualquer tributo ou tarifa. Parágrafo único. O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente. Art. 112. Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão, não podendo ser renovado. Parágrafo único. O requerimento e o pedido de reconsideração de que tratam o artigo 111 e o caput deste artigo deverão ser processados no prazo de 5 (cinco) dias úteis e decididos dentro de 30 (trinta) dias. Art. 113. Caberá recurso: I - do indeferimento do pedido de reconsideração; II - das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos. § 1° O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão, e, sucessivamente, em escala ascendente, às demais autoridades. § 2° O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o requerente. Art. 114. O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de 15 (quinze) dias úteis, a contar da publicação ou da ciência pelo interessado da decisão recorrida. 81 Art. 115. O recurso será recebido com efeito devolutivo, podendo ser-lhe atribuído efeito suspensivo, a ju- ízo fundamentado da autoridade que proferiu a decisão ou daquela a quem é dirigido o recurso, de ofício ou a pedido, se seus fundamentos forem relevantes e se houver justo receio de que a decisão possa causar ao recorrente grave dano de difícil ou incerta reparação. Parágrafo único. Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou do recurso, os efeitos da decisão retroagirão à data do ato impugnado. Art. 116. O direito de requerer deve ser exercido: I - em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho, sob pena de decadência e/ou prescrição; II - em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo for fixado em lei, sob pena de decadência e/ou prescrição. Parágrafo único. O prazo de decadência ou prescrição terá como termo inicial a data da publicação do ato impugnado ou da data da efetiva ciência pelo interessado. Art. 117. O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabíveis, interrompem a prescrição. Art. 118. A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada pela Administração Pública Municipal. Art. 119. Para o exercício do direito de petição é assegurada vista do processo ou documento, na repartição, ao servidor ou a procurador por ele constituído. Art. 120. A Administração Pública Municipal deverá rever seus atos, a qualquer tempo, quando eivados de ilegalidade ou nulidade. Art. 121. São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste Capítulo, salvo motivo de força maior. TÍTULO IV DO REGIME DISCIPLINAR CAPÍTULO I DOS DEVERES Art. 122. São deveres do servidor: I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo; II - ser leal às instituições a que servir; III - observar as normas legais e regulamentares; IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais; V - atender com presteza: a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo; b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse pessoal; c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública; VI - levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo; VII - zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público; VIII - guardar sigilo sobre assunto da repartição; IX - manter conduta compatível com a moralidade administrativa; X - ser assíduo e pontual ao serviço; 82 XI - tratar com urbanidade as pessoas; XII - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder. Parágrafo único. A representação de que trata o inciso XII será encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada, assegurando-se o direito de defesa e contraditório. CAPÍTULO II DAS PROIBIÇÕES Art. 123. Ao servidor é proibido: I - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do superior imediato; II - retirar, sem prévia anuência da autoridade competente,qualquer documento ou objeto da repartição; III - recusar fé a documentos públicos; IV - opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço; V - promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição; VI - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado; VII - coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical, ou a par- tido político; VIII - recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado, especialmente o recadastramento para fins previdenciários; IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública; X - exercer a titularidade de sociedade simples ou empresária, ainda que de forma individual ou como mi- croempreendedor, ou o exercício de funções de direção ou gerência de sociedades, associações e fundações, que transacionem com o Município ou sejam por ele subvencionadas; XI - exercer, ainda que fora do horário de trabalho, função ou emprego de confiança ou em comissão, me- diante salário e registro em carteira de trabalho, em empresas, estabelecimentos ou instituições que tenham relações com o Município ou que sejam por este subvencionadas, ou beneficiadas de qualquer modo; XII - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de bene- fícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro; XIII - receber propina, comissão, ou vantagem de qualquer espécie, bem como presentes de valor conside- rável, na forma prevista em regulamento, em razão de suas atribuições; XIV - aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro; XV - praticar usura sob qualquer de suas formas; XVI - proceder de forma desidiosa; XVII - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares; XVIII - cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em situações de emer- gência e transitórias; XIX - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho. Art. 124. É ainda proibido ao servidor fazer contratos de qualquer natureza com o Município, suas autar- quias e fundações, por si, como representante de outrem, ou através de sociedade, associação ou fundação. 83 CAPÍTULO III DA ACUMULAÇÃO Art. 125. Ressalvados os casos previstos na Constituição Federal, é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. Art. 126. A proibição de acumular estende-se a cargos, empregos e funções na administração direta, em autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. § 1º A acumulação de cargos, ainda que lícita, fica condicionada à comprovação da compatibilidade de horários. § 2º Considera-se acumulação proibida a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrente dos artigos 40, 42 e 142 da Constituição Federal, com a remuneração de cargo ou função pública no Município, ressalvados os cargos acumuláveis, os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. Art. 127. O servidor não poderá exercer mais de um cargo em comissão, ressalvado o disposto no § 1º do artigo 9º desta lei complementar. Art. 128. O servidor vinculado ao regime desta lei complementar que acumular licitamente cargos efetivos, quando investido em cargo de provimento em comissão, ficará afastado de todos eles, salvo na hipótese em que houver compatibilidade de horário e local de seu exercício, ainda que apenas em relação a um deles, de- clarada pelas autoridades máximas dos órgãos ou entidade envolvidos. CAPÍTULO IV DAS RESPONSABILIDADES Art. 129. O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. Art. 130. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros. § 1º A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário somente será liquidada na forma prevista no artigo 47 na falta de outros bens que assegurem a execução do débito pela via judicial. § 2º Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda Pública, em ação regressiva. § 3º A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, até o limite do valor da herança recebida. Art. 131. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor, nessa quali- dade. Art. 132. A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desem- penho do cargo ou função. Art. 133. As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si. Art. 134. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue categoricamente a existência do fato ou sua autoria. 84 CAPÍTULO V DAS PENALIDADES Art. 135. São penalidades disciplinares: I - advertência; II - suspensão; III - demissão; IV - cassação de aposentadoria ou disponibilidade; V - destituição de cargo em comissão. Art. 136. Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida, os danos que dela provierem para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antece- dentes funcionais. Parágrafo único. O ato de imposição da penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a causa da sanção disciplinar. Art. 137. Para efeito da graduação das penas disciplinares, serão sempre consideradas as circunstâncias em que a infração tiver sido cometida, e as responsabilidades do cargo ocupado pelo infrator. § 1º São circunstâncias atenuantes, em especial: I - o bom desempenho dos deveres profissionais; II - a confissão espontânea da infração; III - a prestação de serviços considerados relevantes por lei; IV - a provocação injusta de superior hierárquico. § 2º São circunstâncias agravantes, em especial: I - a premeditação; II - a combinação com outras pessoas, para a prática da falta; disciplinar; III - a acumulação de infrações; IV - o fato de ser cometida durante o cumprimento de pena V - a reincidência. § 3º A premeditação consiste no desígnio formado, pelo menos 24 (vinte e quatro) horas antes da prática da infração. § 4º Dá-se a acumulação quando duas ou mais infrações são cometidas na mesma ocasião, ou quando uma é cometida antes de ter sido punida a anterior. § 5º Dá-se a reincidência quando a infração é cometida antes de decorrido um ano do término do cumpri- mento da pena imposta por infração anterior. Art. 138. As penas disciplinares terão somente os efeitos declarados em lei. § 1º Os efeitos das penas estabelecidas nesta lei complementar são os seguintes: I - a pena de suspensão implica: a) na perda da remuneração durante o período de suspensão; b) na perda, para efeito de antiguidade, de tantos dias quantos tenha durado a suspensão; c) na impossibilidade de evolução, na forma que dispuser a legislação específica; d) na perda da licença prêmio, na forma desta lei complementar; 85 e) na perda do direito à licença para tratar de interesse particular, até um ano depois do término da suspen- são superior a 30 dias; II - a pena de demissão implica: a) na exclusão do servidor do quadro do serviço público municipal; b) na impossibilidade de reingresso do demitido, antes de decorrido 4 (quatro) anos da aplicação da pena; III - a cassação da aposentadoria e da disponibilidade implicam no desligamento do servidor do serviço pú- blico, sem direito a provento ou vencimento, observado o disposto no § 2º deste artigo; IV - a destituição de cargo em comissão implica no desligamento do serviço, com as consequências previs- tas nos artigos 146 e 147. § 2º A aplicação da penade cassação de aposentadoria é cabível exclusivamente nas hipóteses em que o benefício não for concedido em razão do cumprimento dos requisitos para aposentadoria pelo Regime Próprio de Previdência Social de que trata o artigo 40 da Constituição Federal, de caráter contributivo, e será imediata- mente comunicada ao órgão previdenciário do Município, para adoção das medidas de sua competência. Art. 139. A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de proibição constante do artigo 123 incisos I a VIII, e de inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamentação ou norma interna, que não justifique imposição de penalidade mais grave. Art. 140. A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de viola- ção das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não podendo exceder de 90 (noventa) dias. § 1º Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação. § 2º Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade de suspensão poderá ser convertida em mul- ta, na base de 50% (cinquenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração, ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço. Art. 141. Após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos, respectivamente, se o servidor não houver, nesse período, praticado nova infração disciplinar, as penalidades de advertência e de suspensão inferior a 10 (dez) dias não poderão constar de certidões ou apontamentos, salvo para fins previdenciários ou mediante requisição judicial. Art. 142. A demissão será aplicada nos seguintes casos: I - condenação criminal do servidor a pena privativa de liberdade, passada em julgado, caso não tenha ha- vido suspensão da execução da pena; II - condenação por crime contra a administração pública; III - abandono do cargo; IV - inassiduidade habitual; V - condenação por improbidade administrativa que implique na perda da função pública; VI - incontinência pública e conduta escandalosa na repartição; VII - insubordinação grave em serviço; VIII - ofensa física em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem, em estrito cumprimento do dever legal ou em estado de necessidade; IX - aplicação irregular de dinheiro público; X - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo; XI - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio municipal; XII - corrupção; XIII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas; 86 XIV - transgressão dos incisos IX a XVI do artigo 123. Parágrafo único. A pena prevista neste artigo será aplicada também ao servidor que praticar fraude para fins de abono de ausências ao serviço por doença, motivos relevantes ou força maior, ou para licença acompanha- mento familiar de pessoa da família, sem prejuízo da representação criminal cabível. Art. 143. Detectada a qualquer tempo a acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas, a auto- ridade a que se refere o artigo 151 notificará o servidor, por intermédio de seu superior hierárquico em qualquer dos cargos, empregos ou funções desempenhadas, para apresentar opção acerca daquele em que deseja permanecer, no prazo improrrogável de 10 (dez) dias, contados da data da ciência. § 1º Na hipótese de recusa ou omissão em relação à opção, a autoridade mencionada no caput representa- rá ao Secretário ou autoridade competente para instauração do procedimento sumário objetivando a apuração e regularização imediata. § 2º O processo administrativo disciplinar se desenvolverá nas seguintes fases: I - constituição pelo Prefeito, pela Mesa da Câmara Municipal ou pelo dirigente de entidade da administra- ção indireta, de Comissão de Sindicância; II - instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão, a ser composta por dois servidores es- táveis, e simultaneamente indicar a autoria e a materialidade da transgressão objeto da apuração; III - instrução sumária, que compreende indiciamento, defesa e relatório; IV - julgamento. § 3º A indicação da autoria de que trata o inciso II do § 2º dar-se-á pelo nome e matrícula do servidor, e a materialidade pela descrição dos cargos, empregos ou funções públicas em situação de acumulação ilegal, dos órgãos ou entidades de vinculação, das datas de ingresso, do horário de trabalho e do correspondente regime jurídico. § 4º Para preservação da imagem do servidor, o ato de publicação poderá fazer menção apenas às letras iniciais de seu nome. § 5º Não se tendo conhecimento da extensão das pessoas envolvidas e/ou dos respectivos cargos, em- pregos e/ou funções objeto de acumulação irregular, o ato de instauração mencionado no inciso II do § 2º se limitará a informar que os mesmos constituem objeto de instauração. § 6º A Comissão lavrará, em até 3 (três) dias após a publicação do ato que a constituiu, termo de indicia- mento em que serão transcritas as informações de que trata o § 3º, bem como promoverá a citação pessoal do servidor indiciado, ou por intermédio de seu superior hierárquico imediato, para, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, apresentar defesa escrita, assegurando-se vista do processo na repartição, observado se for o caso, o disposto nos artigos 174 e 175. § 7º Apresentada a defesa, a Comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou à responsabi- lidade do servidor, em que: I - resumirá as peças principais dos autos; II - opinará sobre a licitude da acumulação em exame; III - indicará o respectivo dispositivo legal; e IV - remeterá o processo à autoridade instauradora para julgamento. § 8º No prazo de 5 (cinco) dias úteis, contados do recebimento do processo, a autoridade julgadora proferirá a sua decisão. § 9º Salvo quando comprovado que o servidor tinha conhecimento da irregularidade da acumulação, por ter firmado declaração de não acumulação ao ser investido no cargo, a formalização de opção firmada pelo servidor até o último dia de prazo para defesa configurará sua boa-fé, hipótese em que se converterá automa- ticamente em pedido de exoneração do outro cargo. 87 § 10. Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé, aplicar-se-á a pena de demissão, destituição de cargo em comissão ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos cargos, empregos ou funções públicas em regime de acumulação ilegal, hipótese em que os órgãos ou entidades de vinculação serão comunicados. § 11. O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar submetido ao rito sumário não exce- derá 30 (trinta) dias, contados da data de publicação do ato que constituir a comissão, admitida a sua prorroga- ção por até 15 (quinze) dias, quando as circunstâncias o exigirem. § 12. O procedimento sumário é regido pelas disposições deste artigo, observando-se, no que lhe for apli- cável, subsidiariamente, as disposições dos Títulos IV e V desta lei complementar. Art. 144. Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do servidor inativo que houver praticado, na atividade, falta punível com a demissão. Art. 145. A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita à penalidade de demissão. Parágrafo único. Constatada a hipótese de que trata este artigo, a exoneração efetuada nos termos do § 3º do artigo 34 será convertida em destituição de cargo em comissão. Art. 146. A demissão, ou a destituição de cargo em comissão, nos casos dos incisos V, IX, XI e XII do artigo 142 implica a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível. Art. 147. A demissão, ou a destituição de cargo em comissão por infringência do artigo 123, incisos IX, X, XI e XIII, incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público municipal, pelo prazo de 5 (cinco) anos. Parágrafo único.Não poderá retornar ao serviço público municipal o servidor que for demitido ou destituído do cargo em comissão nas hipóteses do artigo 142, incisos II, V, IX e XII. Art. 148. Configura abandono do cargo a ausência injustificada do servidor ao serviço por mais de 30 (trinta) dias consecutivos. Art. 149. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem causa justificada, por 45 (quarenta e cinco) dias, interpoladamente, durante o período de 12 (doze) meses. Art. 150. Na apuração de abandono de cargo ou inassiduidade habitual, também será adotado o procedi- mento sumário a que se refere o artigo 143, observando-se especialmente que: I - a indicação da materialidade dar-se-á: a) na hipótese de abandono de cargo, pela indicação do período de ausência injustificada do servidor ao serviço, por tempo superior a 30 (trinta) dias; b) no caso de inassiduidade habitual, pela indicação dos dias de falta ao serviço sem causa justificada, por lapso temporal igual ou superior a 45 (quarenta e cinco) dias interpoladamente, durante o período de 12 (doze) meses; II - após a apresentação da defesa a comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou à res- ponsabilidade do servidor, em que resumirá as peças principais dos autos, indicará o respectivo dispositivo legal, opinará, na hipótese de abandono do cargo, sobre a falta de justa causa para a ausência ao serviço su- perior a 30 (trinta) dias e remeterá o processo à autoridade instauradora para julgamento. Art. 151. As penalidades disciplinares serão aplicadas: I - pelo Prefeito, pela Mesa da Câmara Municipal e pelo dirigente de entidade de administração indireta, quando se tratar de demissão, cassação de aposentadoria, disponibilidade de servidor e suspensão por tempo superior a 30 (trinta) dias, de servidor vinculado ao respectivo Poder ou entidade; II - pelo Secretário Municipal, no caso de ente da administração direta, pela Mesa da Câmara Municipal, e pelo dirigente de entidade da administração indireta, nos casos de advertência ou suspensão de até 30 (trinta) dias. Parágrafo único. A competência para a aplicação de pena disciplinar é indelegável. 88 Art. 152. A ação disciplinar prescreverá: I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou disponi- bilidade e destituição de cargo em comissão; II - em 2 (dois) anos, quanto à suspensão; III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertência e multa. § 1º O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido. § 2º Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam- se às infrações disciplinares capituladas tam- bém como crime. § 3º A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição, até a deci- são final proferida por autoridade competente. § 4º Interrompido o curso da prescrição, o prazo começará a correr por inteiro a partir do dia em que cessar a interrupção. TÍTULO V DOS PROCEDIMENTOS DE NATUREZA DISCIPLINAR (Redação dada pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 153. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, instaurado através de portaria do Prefeito, da Mesa da Câmara Municipal ou do dirigente de entidade da administração indireta, assegurado ao indiciado o direito de defesa e contraditório durante seu procedimento. § 1º A sindicância, como meio sumário de apuração da falta ou irregularidade no serviço público, poderá ser instaurada no âmbito do Poder ou Autarquia em que se tiver notícia ou suspeita da ocorrência de irregularidade, mediante despacho ou portaria da autoridade competente. § 2º O processamento da sindicância será cometido a uma comissão de três servidores, designada pela autoridade que determinar sua instauração. § 3º Não poderá ser membro da comissão, mesmo como secretário desta, parente, consanguíneo ou afim, em linha reta e colateral, até o terceiro grau inclusive, do denunciante ou indiciado, bem como o subordinado deste. § 4º A sindicância deverá ser concluída no prazo de 30 (trinta) dias, prorrogáveis por mais 30 (trinta), a critério da autoridade que determinou sua instauração, podendo tal competência ser delegada, no âmbito da Administração direta, a Secretário Municipal. § 5º Nas hipóteses previstas no inciso Il do artigo 151 é dispensada a instauração de sindicância se já es- tiver comprovada a autoria e materialidade da infração, assegurando-se o direito de defesa nos próprios autos do processo administrativo. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 59, de 2/12/2019) Art. 153-A. No âmbito da administração direta do Poder Executivo, a autoridade que tiver ciência de irre- gularidade ou ocorrência de natureza leve, é obrigada a tomar providências objetivando à apuração preliminar dos fatos e responsabilidades na forma deste artigo, ressalvados os casos previstos em legislação específica. (“Caput” do artigo acrescido pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) § 1º As providências de apuração preliminar terão início imediato após o conhecimento dos fatos e serão adotadas na unidade onde estes ocorreram, consistindo na elaboração de relatório circunstanciado e conclu- sivo sobre os fatos, podendo ser instruído com a oitiva dos envolvidos e testemunhas, além de outras provas indispensáveis ao seu esclarecimento. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) 89 § 2º As providências de apuração preliminar previstas no § 1º deste artigo serão adotadas pela autoridade que tiver ciência dos fatos, podendo ser cometidas a servidor ou comissão de servidores. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) § 3º A apuração deverá ser concluída no prazo de 30 (trinta) dias, findo o qual os autos serão enviados ao titular da Secretaria Municipal a que pertencer a unidade em que os fatos ocorreram, que proferirá decisão fun- damentada e a encaminhará à Corregedoria Geral do Município para ratificação. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) § 4º Recebida a decisão, o Corregedor Geral do Município analisará a regularidade da apuração preliminar e recomendará: (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) I - a aplicação de penalidade, nos termos do artigo 151, inciso II, quando a responsabilidade pela ocorrência encontrar-se definida, porém a natureza da falta cometida não for grave, não houver dano ao patrimônio público ou se este for de valor irrisório; (Inciso acrescido pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) II - o seu arquivamento, quando não comprovada a existência de irregularidade no serviço público e não houver provas suficientes para a continuidade das investigações; (Inciso acrescido pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) III - a instauração de sindicância ou de processo administrativo disciplinar à autoridade competente, nos casos não enquadrados nos incisos I e II; (Inciso acrescido pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) IV - a adoção de outras providências adequadas ao caso. (Inciso acrescido pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) § 5º Compete à Corregedoria Geral do Município dispor sobre os casos considerados de natureza leve para os efeitos do disposto neste artigo, mediante ato próprio ou especificamente nos autos dos respectivos procedimentos administrativos, com o encaminhamento à unidade responsável para as providências cabíveis. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) § 6º Ato da Mesa da Câmara Municipal ou do dirigente de entidade da administração indireta poderá es- tabelecer procedimento de apuração preliminar nos moldes deste artigo em relação ao respectivo âmbito de competência. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 86, de 20/10/2022) Art. 154. As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração, desde que contenham a identifica-ção e o endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito, confirmada sua autenticidade. Parágrafo único. Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal, a denún- cia será arquivada, por falta de objeto. Art. 155. Da sindicância poderá resultar: I - arquivamento do processo; II - aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até 30 (trinta) dias; III - instauração de processo disciplinar. Art. 156. Sempre que o ilícito praticado pelo servidor ensejar a imposição de penalidade de suspensão por mais de 30 (trinta) dias, de demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou destituição de cargo em comissão, será obrigatória a instauração de processo disciplinar. CAPÍTULO II DO AFASTAMENTO PREVENTIVO Art. 157. Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade, a autoridade instauradora de sindicância administrativa ou o processo disciplinar poderá determinar o seu afasta- mento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da remuneração, admitida sua prorrogação por igual prazo, findo o qual cessarão os seus efeitos, ainda que não concluído o procedimento. 90 § 1º O afastamento decorrente de infração disciplinar de natureza grave poderá ser feito com prejuízo de remuneração, quando existir estado de flagrância ou quando houver prova da existência da infração e indício suficiente de autoria, como necessidade de garantia da ordem pública, da ordem econômica, da conveniência da instrução, ou para assegurar a aplicação de lei. § 2º A decisão que decretar o afastamento preventivo será sempre fundamentada. § 3º Durante o período de afastamento preventivo o servidor não poderá gozar férias ou tê-las indenizadas, ou licença prêmio, convertida ou não em pecúnia, vedada também a percepção da gratificação natalina nos afastamentos sem remuneração. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 108, de 27/3/2024) Art. 158. O servidor terá direito: I - à diferença de vencimento ou remuneração e à contagem de tempo de serviço relativos ao período em que tenha estado afastado preventivamente, quando do processo disciplinar não resultar pena disciplinar, ou quando esta se limitar à advertência; II - à diferença de vencimento ou remuneração e à contagem do tempo de serviço, correspondentes ao pe- ríodo de afastamento excedente do prazo previsto no caput do artigo 157. Parágrafo único. Salvo nas hipóteses previstas nos incisos I e II do caput deste artigo, o período de afasta- mento preventivo não será computado para efeitos de férias, licença prêmio ou progressões na carreira. (Pará- grafo único acrescido pela Lei Complementar nº 108, de 27/3/2024) CAPÍTULO III DO PROCESSO DISCIPLINAR Art. 159. O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor por infra- ção de natureza grave praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido. Art. 160. O processo disciplinar será conduzido por Comissão composta de 3 (três) servidores estáveis de- signados pela autoridade competente, de nível igual ou superior ao indiciado. (“Caput” do artigo com redação dada pela Lei Complementar nº 59, de 2/12/2019) § 1º A Comissão possuirá a seguinte composição: (Parágrafo com redação dada pela Lei Complementar nº 59, de 2/12/2019) I - um Presidente, a quem compete a direção dos trabalhos; (Inciso com redação dada pela Lei Complemen- tar nº 59, de 2/12/2019) II - um Relator, responsável pela execução dos trabalhos da instrução processual e do relatório dos fatos apurados, com indicação preliminar da conclusão; (Inciso com redação dada pela Lei Complementar nº 59, de 2/12/2019) III - um membro, com atribuição de auxiliar em todos os trabalhos da comissão; (Inciso com redação dada pela Lei Complementar nº 59, de 2/12/2019) IV - dois suplentes, que atuarão apenas no caso de impossibilidade ou ausência de um dos titulares men- cionados nos incisos I a III. (Inciso com redação dada pela Lei Complementar nº 59, de 2/12/2019) § 2º Não poderá participar da comissão de inquérito, cônjuge, companheiro ou parente do acusado, con- sanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau. (Parágrafo com redação dada pela Lei Com- plementar nº 59, de 2/12/2019) Art. 161. A Comissão exercerá suas atividades com independência e imparcialidade, assegurado o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da Administração Pública Municipal. Parágrafo único. As reuniões, sessões e audiências da Comissão terão caráter reservado. 91 Art. 162. O processo disciplinar se desenvolve nas seguintes fases: I - instauração, com a publicação do ato que constituir a Comissão; II - inquérito administrativo, que compreende instrução, defesa e relatório; III - julgamento. Art. 163. O prazo para a conclusão do processo disciplinar não excederá 60 (sessenta) dias, contados da data de publicação do ato que constituir a Comissão, admitida a sua prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias o exigirem. Parágrafo único. Sempre que necessário, a Comissão dedicará tempo integral aos seus trabalhos, até a entrega do relatório final. SEÇÃO I DO INQUÉRITO Art. 164. O inquérito administrativo obedecerá ao princípio do contraditório, assegurada ao acusado o direito de defesa e contraditório, com a utilização dos meios e recursos admitidos em direito. Art. 165. Os autos da sindicância poderão integrar o processo disciplinar, como peça integrante da instrução. Parágrafo único. Na hipótese de o relatório da sindicância concluir que a infração está capitulada como ilíci- to penal, a autoridade competente encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público, independentemente da imediata instauração do processo disciplinar. Art. 166. Na fase do inquérito, a Comissão promoverá a tomada de depoimentos, acareações, investigações e diligências cabíveis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, a técnicos e peritos, de modo a permitir a completa elucidação dos fatos. Art. 167. É assegurado ao servidor indiciado: I - o direito de acompanhar o processo pessoalmente ou por intermédio de procurador; II - arrolar e reinquirir testemunhas; III - produzir provas e contraprovas, inclusive formulando quesitos, quando se tratar de prova pericial. § 1º O Presidente da Comissão poderá denegar pedidos considerados impertinentes, meramente protelató- rios, ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. § 2º Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a comprovação do fato não depender de conheci- mento técnico-científico específico. Art. 168. As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo Presidente da Comis- são, devendo a segunda via, com o ciente do interessado, ser anexado aos autos. Parágrafo único. Se a testemunha for servidor público, a expedição do mandado será imediatamente comu- nicada ao chefe da repartição onde serve, com a indicação do dia e hora marcados para inquirição. Art. 169. O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, não sendo lícito à testemunha trazê-lo por escrito. § 1º As testemunhas serão inquiridas separadamente. § 2º Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem, proceder-se-á à acareação entre os depoentes. Art. 170. Concluída a inquirição das testemunhas, a Comissão promoverá o interrogatório do acusado. § 1º No caso de mais de um acusado, cada um deles será ouvido separadamente, e sempre que divergirem em suas declarações sobre fatos ou circunstâncias, será promovida a acareação entre si. 92 § 2º O procurador do acusado poderá acompanhar o interrogatório e inquirir testemunhas e peritos, sendo- -lhe vedado interferir nas perguntas e respostas, facultando-se, porém, reinquiri-los, por intermédio do Presi- dente da Comissão. Art. 171. Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado, a Comissão proporá à autoridade competente que eleseja submetido a exame por junta médica oficial, da qual participe pelo menos um médico psiquiatra, suspendendo o processo. Parágrafo único. O incidente de sanidade mental será processado em auto apartado e apenso ao processo principal, após a expedição do laudo pericial. Art. 172. Tipificada a infração disciplinar, será formulada a indiciamento do servidor, com a especificação dos fatos a ele imputados e das respectivas provas. § 1º O indiciado será citado por mandado expedido pelo Presidente da Comissão para apresentar defesa escrita, no prazo de 10 (dez) dias úteis, assegurando-se vista dos autos do processo na repartição. § 2º Havendo dois ou mais indiciados, o prazo será comum e de 20 (vinte) dias úteis. § 3º O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro, para diligências reputadas indispensáveis. § 4º No caso de recusa do indiciado em apor o ciente no mandado de citação, o prazo para defesa contar- -se-á da data declarada, em termo próprio: I - pelo membro da Comissão que promoveu à realização do ato citatório; II - por servidor designado pela Comissão para o mister, que certificará o ocorrido; III - pela declaração expressa por qualquer outro servidor público ou particular, preposto de prestador de servido público, acompanhado da assinatura de ao menos 2 (duas) testemunhas. Art. 173. O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à Comissão o lugar onde poderá ser encontrado, sob pena de ser considerado intimado pela simples remessa de correspondência ao endereço indicado. Art. 174. Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido, será citado por edital, publicado no Diário Oficial do Município e em jornal de circulação na localidade do último domicílio conhecido, para apresentar defesa. Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, o prazo para defesa será de 15 (quinze) dias úteis a partir da última publicação do edital. Art. 175. Considerar-se-á revel o indiciado que, regularmente citado, não apresentar defesa no prazo legal. § 1º A revelia será declarada, por termo, nos autos do processo e devolverá o prazo para a defesa. § 2º Para defender o indiciado revel, a autoridade instauradora do processo designará servidor estável para atuar como defensor dativo, ocupante de cargo de nível igual ou superior ao do indiciado, na falta de defensor dativo. Art. 176. Apreciada a defesa, a Comissão elaborará relatório, onde resumirá as peças principais dos autos e mencionará as provas em que se baseou para formar a sua convicção. § 1º O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor. § 2º Reconhecida a responsabilidade do servidor, a comissão indicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido, bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes. Art. 177. O processo disciplinar, com o relatório da Comissão, será remetido à autoridade que determinou sua instauração, para julgamento. 93 SEÇÃO II DO JULGAMENTO Art. 178. No prazo de 20 (vinte) dias, contados do recebimento do processo, a autoridade julgadora proferirá a sua decisão. § 1º Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, o julgamento caberá à autoridade competente para a imposição da pena mais grave. § 2º Se a penalidade prevista for a demissão ou a cassação de aposentadoria ou disponibilidade, o julga- mento caberá às autoridades de que trata o inciso I do artigo 151. Art. 179. O julgamento acatará o relatório da Comissão, salvo quando contrário às provas dos autos. Parágrafo único. Quando o relatório da Comissão contrariar as provas dos autos, a autoridade julgadora poderá, motivadamente, agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade. Art. 180. Verificada a existência de vício insanável, a autoridade julgadora declarará a nulidade total ou par- cial do processo e ordenará a constituição de outra Comissão, para instauração de novo processo. § 1º O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo. § 2º A autoridade julgadora que der causa à prescrição de que trata o artigo 152 será responsabilizada na forma do Capítulo IV do Título IV desta lei complementar. Art. 181. Extinta a punibilidade pela prescrição, a autoridade julgadora determinará o registro do fato nos assentamentos individuais do servidor. Art. 182. Quando a infração estiver capitulada como crime, o processo disciplinar será remetido ao Ministé- rio Público para instauração da ação penal, ficando trasladado na repartição. Art. 183. O servidor que responder a processo disciplinar, só poderá ser exonerado a pedido, ou aposentado voluntariamente, após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade, acaso aplicada. Parágrafo único. Ocorrida a exoneração de que trata o § 1º, incisos I e III do artigo 34, o ato será convertido em demissão, se for o caso. Art. 184. Serão assegurados transporte e diárias aos membros da Comissão, secretário, perito e auxiliares, quando obrigados a se deslocarem da sede dos trabalhos para a realização de missão essencial ao esclareci- mento dos fatos. SEÇÃO III DA REVISÃO DO PROCESSO Art. 185. O processo disciplinar poderá ser revisto, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada. § 1º Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do servidor, qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do processo. § 2º No caso de incapacidade mental do servidor, a revisão será requerida pelo respectivo curador. Art. 186. No processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente. Art. 187. A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento para a revisão, que requer elementos novos, ainda não apreciados no processo originário. Art. 188. O requerimento de revisão do processo será dirigido à autoridade que aplicou a pena, ou que a tiver confirmado em grau de recurso. Parágrafo único. Deferida a petição, a autoridade competente providenciará a constituição de comissão, na forma do artigo 160. 94 Art. 189. A revisão correrá em apenso ao processo originário. Parágrafo único. Na petição inicial, o requerente poderá pedir dia e hora para a produção de provas e inqui- rição das testemunhas que arrolar. Art. 190. A Comissão Revisora terá 60 (sessenta) dias para a conclusão dos trabalhos. Art. 191. Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora, no que couber, as normas e procedimentos pró- prios da comissão do processo disciplinar. Art. 192. O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade, nos termos do artigo 151. Parágrafo único. O prazo para julgamento será de 20 (vinte) dias, contados do recebimento do processo, no curso do qual a autoridade julgadora poderá determinar diligências. Art. 193. Julgada procedente a revisão, será declarada sem efeito a penalidade aplicada, restabelecendo-se todos os direitos do servidor, exceto em relação à destituição do cargo em comissão, que será convertida em exoneração. Parágrafo único. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento de penalidade. TÍTULO VI DOS BENEFÍCIOS Art. 194. Ao servidor titular de cargo de provimento efetivo é assegurado regime próprio de previdência so- cial que assegure a si e seus dependentes os benefícios de aposentadoria e pensão por morte, nos termos da Constituição Federal e das Emendas Constitucionais que disponham sobre a matéria. (“Caput” do artigo com redação dada pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) Parágrafo único. O Regime Próprio de Previdência Social do Município será disciplinado na forma da legis- lação própria. Art. 195. O servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão e o admitido temporariamente vincu- la-se ao Regime Geral de Previdência Social. Art. 196. Ao servidor público municipal é assegurada assistência à saúde, de caráter facultativo, na forma da legislação própria. Art. 196-A Aos dependentes do servidor titular de cargode provimento efetivo é devido auxílio-reclusão, a ser pago pelo ente público ao qual estiver vinculado, observados os mesmos requisitos, critérios e valores es- tabelecidos para o Regime Geral de Previdência Social. (“Caput” do artigo acrescido pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) Parágrafo único. O benefício de que trata este artigo, de natureza assistencial, não será devido caso o servi- dor esteja percebendo remuneração ou benefício social de qualquer natureza. (Parágrafo único acrescido pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) Art. 196-B Ao servidor ativo é devido o benefício do salário- família, a ser pago pelo ente público ao qual estiver vinculado, de acordo com o número de filhos ou equiparados, observados os mesmos requisitos, crité- rios e valores estabelecidos para o Regime Geral de Previdência Social. (“Caput” do artigo acrescido pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 1º Quando o pai e a mãe forem servidores públicos e viverem em comum, o salário-família será pago a ambos e, quando separados, será pago a um e/ou outro, de acordo com a distribuição dos dependentes, inclu- sive na hipótese de pagamento de pensão alimentícia. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) § 2º O salário-família, de natureza assistencial, não está sujeito a qualquer tributo, nem servirá de base para qualquer contribuição, inclusive para a previdência social, ou para o cálculo de qualquer vantagem. (Parágrafo acrescido pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) 95 TÍTULO VII DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. 197. O Dia do Servidor Público será comemorado em 28 de outubro. Art. 198. Poderão ser instituídos através de lei, no âmbito dos Poderes Executivo e Legislativo, os seguintes incentivos funcionais, além daqueles previstos nos respectivos planos de carreira: I - prêmios pela apresentação de ideias, inventos ou trabalhos que favoreçam o aumento de produtividade e a redução de custos operacionais; II - concessão de medalhas, diplomas de honra ao mérito, condecorações e elogios formais; III - assistência ao servidor para cursos de especialização profissional, em matéria de interesse municipal; IV - gratificação ou prêmio de produtividade, na forma do artigo 39, § 7º da Constituição Federal. Art. 199. Os prazos previstos nesta lei complementar serão contados em dias corridos, exceto quando ex- pressamente previstos em dias úteis, excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o do vencimento, ficando prorrogado, para o primeiro dia útil seguinte, o prazo vencido em dia em que não haja expediente. Art. 200. Por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, o servidor não poderá ser pri- vado de quaisquer dos seus direitos, sofrer discriminação em sua vida funcional, nem se eximir do cumprimento de seus deveres. Art. 201. Ao servidor público civil é assegurado, nos termos da Constituição Federal, o direito à livre asso- ciação sindical e os seguintes direitos entre outros, dela decorrentes: I - de ser representado pelo sindicato, inclusive como substituto processual; II - de inamovibilidade do dirigente sindical, até um ano após o final do mandato, exceto se a pedido. § 1º Fica o Poder Executivo autorizado a conceder o afastamento de 1 (um) dirigente sindical para cada entidade representativa das categorias funcionais dos servidores públicos municipais, com até 1.000 (um mil) servidores sindicalizados, em toda a administração direta e indireta, e mais 1 (um), sucessivamente, para cada 2.000 (dois mil) servidores, além da quantidade inicial de referência, e vigorará enquanto perdurar o exercício do respectivo mandato. § 2º O pedido de afastamento para os dirigentes indicados pela respectiva entidade de classe se dará sem prejuízo do vencimento e das demais vantagens do cargo, e deverá ser protocolizado perante o órgão de re- cursos humanos respectivo, acompanhado de cópia autenticada das atas de eleição e posse na direção da respectiva entidade e dos documentos que comprovem as condições estabelecidas no § 1º deste artigo. Art. 202. Nos dias úteis, só por determinação do Prefeito, no âmbito do Poder Executivo, e do Presidente da Câmara Municipal, no âmbito do Poder Legislativo, poderão deixar de funcionar as repartições municipais ou ter suspensos seus trabalhos. Art. 203. Salvo previsão expressa em lei ou instrumento de convênio celebrado pelo Município, em que po- derá ser adotado o regime da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, as contratações por prazo determinado para atender necessidade temporária de excepcional interesse público serão realizadas mediante processo seletivo, adotando-se o regime administrativo, na forma da legislação específica, e vinculação ao Regime Geral de Previdência Social. Parágrafo único. O processo seletivo somente será inexigível nas hipóteses em que devidamente caracteri- zada e comprovada, em processo administrativo formal, a urgência da contratação que inviabilize a realização do certame. Art. 204. As normas gerais desta lei complementar são extensivas, no que couber, ao pessoal das carreiras do Magistério Público Municipal e da Guarda Civil de Indaiatuba, regidos por estatutos próprios. Art. 205. A critério da Administração Pública Municipal, o servidor que estiver regularmente matriculado em curso de nível superior poderá cumprir parte de sua jornada de trabalho em atividades correspondentes à sua habilitação, a título de estágio obrigatório, nos termos da legislação federal aplicável, com direito, apenas, à remuneração do seu cargo efetivo. 96 Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, caberá à instituição de ensino assumir integralmente o seguro obrigatório contra acidentes pessoais. Art. 206. O disposto nos §§ 2º, 3º e 4º do artigo 75 e nos artigos 95 a 99 aplica-se aos períodos aquisitivos de férias e licença prêmio que se completem a partir da vigência desta lei complementar, aplicando-se as regras anteriormente vigentes aos períodos aquisitivos já completados. § 1º A concessão das licenças prêmio já adquiridas e não gozadas ou convertidas até a data da entrada em vigor desta lei complementar observará o seguinte: I - as licenças adquiridas antes de 1º de outubro 2009 poderão ser gozadas ou convertidas, integral ou par- cialmente, a qualquer tempo, nos termos da legislação aplicável à época da aquisição do direito; II - as licenças adquiridas no período de 1º de outubro 2009 a 13 de dezembro de 2010 poderão ser goza- das integralmente ou convertidas parcialmente nos termos do artigo 159 da Lei nº 1.402, de 30 de dezembro de 1975, com a redação dada pela Lei nº 5.652, de 22 de outubro de 2009, a qualquer tempo, podendo ser indenizados os períodos não gozados ou convertidos por ocasião da aposentadoria; III - as licenças adquiridas após 14 de dezembro de 2010 deverão ser gozadas integralmente antes da apo- sentadoria, assegurada ao servidor a opção pelo recebimento do prêmio em pecúnia previsto artigo 159 da Lei nº 1.402, de 30 de dezembro de 1975, com a redação dada pela Lei Complementar nº 11, de 14 de dezembro de 2010. § 2º Apenas nas hipóteses de exoneração ou falecimento do servidor as licenças de que tratam os incisos do § 1º, adquiridas e não gozadas ou convertidas em pecúnia, poderão ser indenizadas. Art. 207. Fica assegurado aos servidores que tenham sido nomeados para cargo efetivo no Município an- tes da vigência desta lei complementar, o direito à revisão dos valores já incorporados com fundamento na Lei Complementar nº 11, de 14 de dezembro de 2010 e suas alterações, em razão da percepção de verba de repre- sentação, função gratificada, gratificação de regime especial de trabalho ou de diferença de remuneração, para adequá-los à razão de 1/8 (um oitavo) por ano de efetiva e ininterrupta percepção das vantagens, aplicando-se o disposto nos parágrafos do artigoiniciativa da Câ- mara Municipal, observado o que dispõem os artigos 37, XI; 39, parágrafo 4º; 150, II; 153, III, e 153, parágrafo 2º, I; da Constituição Federal. § 5º Os subsídios de que trata o inciso VIII, do artigo 13, desta Lei Orgânica Municipal, somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa da Câmara Municipal, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices. § 6º Os Poderes Executivo e Legislativo publicarão, anualmente, os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. § 7º Os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. § 8º A Lei fixará os critérios de indenização de despesas de viagens dos servidores e dos agentes políticos municipais. § 9º A indenização a que alude o parágrafo anterior, não será considerada como subsídio ou remuneração. SEÇÃO IV DA INVIOLABILIDADE Art. 18 Os vereadores gozam de inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos no exercício do manda- to, dentro dos limites territoriais do Município de Indaiatuba. SEÇÃO V DA LICENÇA Art. 19 O vereador poderá licenciar-se somente: I - por moléstia devidamente comprovada ou em licença gestante. II - para desempenhar missões temporárias de caráter cultural, científico ou de interesse do Município; III -para tratar de assuntos particulares, por prazo determinado, nunca inferior a 15 (quinze) dias, e nem su- perior a 180 (cento e oitenta) dias por sessão legislativa, não podendo reassumir o exercício do mandato antes do término da licença; (Inciso com redação dada pela Emenda a Lei Orgânica nº 02/13, publicada na Imprensa Oficial do Município em 23/08/2013.) IV - para exercer cargo de provimento em comissão no Governo Federal, Estadual e Municipal. 9 Parágrafo Único - Para fins de pagamento de subsídio, considerar-se-á como em exercício o Vereador licen- ciado nos termos dos incisos I e II, deste artigo. Art. 20 No caso de vaga ou licença de Vereador, o Presidente convocará imediatamente e na forma prevista no Regimento Interno, o respectivo suplente. § 1º O suplente convocado deverá tomar posse dentro do prazo máximo de 48 horas, salvo motivo de força maior devidamente comprovado e aceito pela Câmara. (Parágrafo com redação dada pela Emenda a Lei Orgâ- nica nº 02/13, publicada na Imprensa Oficial do Município em 23/08/2013.) § 2º Em caso de vaga e não havendo suplente, o Presidente comunicará o fato dentro de quarenta e oito horas, diretamente ao Tribunal Regional Eleitoral. SEÇÃO VI DAS VEDAÇÕES E DA PERDA DO MANDATO Art. 21 O vereador não poderá: I - desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com a Prefeitura Municipal de Indaiatuba, suas autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público, salvo quando o contrato obedecer as cláusulas uniformes; b) exercer cargo ou função remunerada nas entidades constantes da alínea anterior, salvo no caso de se encontrar no seu exercício antes da diplomação e na hipótese prevista no inciso IV do artigo 19; II - desde a posse: a) ser proprietário, controlador, gerente ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada; b) ocupar cargo ou função pública nas entidades referidas no inciso I, alínea “a” deste artigo, exceto na hi- pótese prevista no inciso IV do artigo 19; c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, alínea “a” deste artigo; d) ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo federal, estadual, distrital ou municipal. Parágrafo Único - O exercício de vereança por servidor público se dará de conformidade com o disposto na Constituição Federal. Art. 22 Perderá o mandato o Vereador: I - que infringir qualquer uma das proibições estabelecidas no artigo anterior; II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar; III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa à terça parte das sessões ordinárias da Câmara, ou a cinco sessões extraordinárias consecutivas, salvo licença, missão autorizada pela Casa ou quando não for convocado regularmente; IV - que fixar residência fora do município; V - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; VI - que sofrer condenação criminal ou contravencional, em sentença definitiva e irrecorrível; VII - quando o decretar a Justiça Eleitoral nos casos previstos na Constituição. § 1º É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no Regimento Interno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membro da Câmara Municipal ou a percepção de vantagens indevidas. § 2º O vereador investido no cargo de Secretário Municipal, de Diretor, de Chefe do Gabinete do Prefeito, ou de Superintendente de autarquia ou fundação Municipal, não perderá o mandato, sendo considerando au- tomaticamente licenciado. 10 § 3º Nos casos dos incisos I, II, e VI, deste artigo, a perda do mandato é decidida pela Câmara Municipal, e pelo voto favorável de dois terço dos Vereadores, em votação aberta, mediante provocação da Mesa ou de partido político representado na Casa, assegurada ampla defesa. § 4º Nos casos previstos nos incisos III, IV, V e VII deste artigo, a perda é declarada pela Mesa da Câmara, de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros ou de partido político representado na Casa, assegurada ampla defesa. § 5º O Presidente afastará de suas funções o Vereador acusado, desde que denúncia seja recebida pelo voto favorável de dois terços dos membros da Câmara, em votação aberta, convocando o respectivo suplen- te, até o julgamento final. O suplente convocado não intervirá, nem votará, nos atos do processo do Vereador afastado. § 6º Se a denúncia recebida pelo voto favorável de dois terços dos membros da Câmara for contra o Presi- dente, este passará à Presidência ao seu substituto legal. Art. 23 Os vereadores não são obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. SEÇÃO VII DA MESA DA CÂMARA Art. 24 Imediatamente depois da posse, os Vereadores reunir-se-ão sob a presidência do mais votado den- tre os presentes e, havendo maioria absoluta dos membros da Câmara, elegerão os componentes da Mesa, em votação aberta, considerando-se automaticamente empossados os eleitos. Parágrafo Único - Não havendo número legal, o Vereador mais votado dentre os presentes permanecerá na Presidência e convocará sessões diárias até que seja eleita a Mesa. Art. 25 A eleição para a renovação da Mesa, dentro da legislatura, realizar-se-á sempre na última sessão ordinária do término do mandato de seus membros, no Plenário da Câmara Municipal de Indaiatuba, conside- rando-se automaticamente empossados os eleitos, no dia 1º de janeiro do ano imediatamente seguinte. Parágrafo Único - Na constituição da Mesa é assegurada, tanto quanto possível, a presença proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da Câmara. Art. 26 O número de cargos da Mesa será sempre ímpar, cabendo ao Regimento Interno dispor sobre a sua composição, as competências, as atribuições e a forma de substituição de cada cargo. Art. 27 O mandato da Mesa da Câmara será de dois anos, sendo proibida a reeleição para o mesmo cargo. Art. 28 Qualquer componente da Mesa poderá ser destituído quando faltoso, omisso ou ineficiente no de- sempenho de suas atribuições. Parágrafo Único - A perda do cargo na Mesa é decidida pelo voto favorável de dois terços dos membros da Câmara, mediante provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político representado na Casa, assegurada ampla defesa. Art. 29 A mesa dentre outras atribuições compete: I - propor projetos de lei que criem ou extingam cargos dos servidores da Câmara e fixem os respectivos vencimentos;52 desta lei complementar. § 1º Caberá ao Serviço de Previdência e Assistência à Saúde dos Servidores Municipais de Indaiatuba - SE- PREV promover a revisão dos benefícios de aposentadoria e pensão por morte concedidos, calculados sobre a última remuneração do segurado, a fim de adequá-los com base no disposto no caput. § 2º O valor revisto a título de parcelas incorporadas de que trata este artigo não poderá ser superior a 100% (cem por cento) da vantagem que o servidor estiver percebendo na data de vigência desta lei complementar ou do valor da vantagem que tiver servido de base de cálculo da incorporação. § 3º Exclusivamente para os efeitos do disposto no caput deste artigo, em relação ao último período de in- corporação, será considerado ano completo o período superior a onze meses e quinze dias. § 4º A revisão prevista no caput e no § 1º deste artigo será efetuada com efeitos financeiros a partir da data da vigência desta lei complementar. § 5º O disposto neste artigo e no artigo 52 desta Lei Complementar não se aplica às gratificações previstas na Lei nº 4.838, de 23 de dezembro de 2005, na Lei nº 5.550, de 28 de abril de 2009. Art. 207-A (Revogado pela Lei Complementar nº 67, de 29/6/2020, em vigor a partir de 1º/7/2020) Art. 207-B Aos servidores que, na data de vigência desta lei complementar, estejam percebendo gratificação de insalubridade incidente sobre o vencimento de seu cargo, de acordo com o artigo 6° da Lei n° 3.584 de 05 de outubro de 1998, fica assegurado o direito de manter a percepção da vantagem correspondente a 20% (vinte por cento) sobre o seu vencimento, enquanto permanecer exposto a condições de trabalho caracterizadoras da insalubridade. (Artigo acrescido pela Lei Complementar nº 54, de 29/5/2019, produzindo efeitos a partir de 1º/3/2019) Art. 208. Caberá ao Município de Indaiatuba, suas autarquias e fundações públicas, com efeitos financeiros a partir da vigência desta lei complementar, cessar o pagamento de vantagens pecuniárias que estejam em desacordo com as disposições desta lei complementar, inclusive decorrentes da legislação por ela revogada. 97 Art. 209. As despesas decorrentes da execução da presente lei complementar serão suportadas por dota- ções próprias do orçamento vigente e dos exercícios subsequentes, suplementadas se necessário. Art. 210. Ficam revogadas as disposições em contrário, em especial: I - a Lei nº 1.402, de 30 de dezembro de 1975; II - a Lei nº 3.275, de 11 de outubro de 1995; III - a Lei nº 4.514, de 28 de maio de 2004; IV - a Lei nº 4.838, de 23 de dezembro de 2005 V - a Lei nº 4.897, de 17 de abril de 2006; VI - a Lei nº 4.984, de 14 de setembro de 2006; VII - a Lei nº 5.550, de 28 de abril de 2009 VIII - a Lei nº 5.700, de 10 de março de 2010; IX - a Lei nº 6.325, de 26 de junho de 2014; X - a Lei nº 6.716, de 05 de junho de 2017. Art. 211. Esta lei complementar entrará em vigor em 1º de março de 2019. Prefeitura Municipal de Indaiatuba, aos 20 de dezembro de 2018, 189º de elevação à categoria de freguesia. Lei Complementar nº 47, de 20 de dezembro de 2018, que reorganiza o Quadro Geral de Pessoal da Prefeitura Municipal e o Plano de Carreiras e Vencimentos da administração direta e indireta do Município LEI COMPLEMENTAR Nº 47, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2018 Reorganiza o Quadro Geral de Pessoal da Prefeitura Municipal e o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimen- tos da administração direta e indireta do Município, e dá outras providências. NILSON ALCIDES GASPAR, Prefeito do Município de Indaiatuba, usando das atribuições que lhe são con- feridas por lei, FAZ SABER que a Câmara Municipal aprovou e ele sanciona e promulga a seguinte Lei Com- plementar: CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º Esta lei complementar dispõe sobre a reorganização do Quadro Geral de Pessoal da Prefeitura Mu- nicipal e o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos da administração direta e indireta do Município. § 1º O disposto nesta lei complementar não se aplica aos servidores do Quadro de Pessoal do Magistério Público Municipal e do Quadro de Pessoal da Guarda Civil Municipal, que permanecem regidos por legislação própria. § 2º As leis que dispuserem sobre a reorganização do quadro de pessoal das entidades da administração indireta do Município observarão, necessariamente: I - a isonomia de vencimento para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do Poder Executivo, res- salvadas as vantagens de caráter pessoal e as relativas à natureza, ao grau de responsabilidade, à complexi- dade dos cargos componentes de cada carreira ou ao local de trabalho; e II - a submissão ao Plano de Carreiras de que trata esta lei complementar. 98 Art. 2º Os cargos e funções da administração direta do Município compõem o Quadro Geral de Pessoal. § 1º O Quadro Geral de Pessoal é integrado por cargos de provimento efetivo e de provimento em comissão, bem como por funções de confiança, na forma desta lei complementar. § 2º Os cargos de provimento efetivo são aqueles em que o ingresso no serviço público se dá mediante concurso público de provas ou de provas e títulos. § 3º Os cargos de provimento em comissão correspondem às atividades de direção, assessoramento e chefia, de livre nomeação e exoneração pelo Prefeito, na forma de lei específica. (Redação dada pela Lei Com- plementar nº 71/2021) § 4º As funções de confiança serão exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, mediante designação e dispensa pelo Prefeito, observadas as designações privativas previstas em lei. CAPÍTULO II DO QUADRO GERAL DE PESSOAL Art. 3º O Quadro Geral de Pessoal da Prefeitura Municipal divide-se em: I - Quadro de Cargos de Provimento Efetivo; II - Quadro de Cargos de Provimento em Comissão; III - Quadro de Cargos em Extinção na Vacância; IV - Quadro de Funções de Confiança. Art. 4º O Quadro de Cargos de Provimento Efetivo é composto pelos cargos com denominação, número, jornada semanal de trabalho e requisitos de provimento descritos no Anexo II, que é parte integrante desta lei complementar. § 1º A escala básica de vencimento dos Cargos de Provimento Efetivo é a definida nas tabelas do Anexo VI desta lei complementar. § 2º O vencimento dos cargos de Profissional de Educação Física, Dentista e Médico, e de Dentista Plan- tonista e Médico Plantonista é fixado em valor-hora e valor-plantão, respectivamente, a ser multiplicado pela jornada efetivamente exercida ou pelo número de plantões realizados, na forma prevista em regulamento. § 3º Para efeito do vencimento mensal dos servidores, inclusive quando remunerados por valor-hora, será considerado o mês como tendo 5 (cinco) semanas. (Redação dada pela Lei Complementar nº 67/2020) § 4º As atribuições dos Cargos de Provimento Efetivo são as definidas no Anexo IX desta lei complementar. § 5º Para efeitos de investidura nos cargos de provimento efeito, serão observadas as especialidades previstas no Anexo IX, consideradas a divisão do cargo de acordo com suas atribuições ou área de atividade, quando necessária formação especializada, por exigência legal, ou habilidades específicas para o exercício das respectivas funções. § 6º A classificação em especialidades deverá constar do edital do concurso público, aplicando-se aos servidores nomeados, no que couber, as disposições estatutárias relativas à readaptação, disponibilidade e aproveitamento. § 7º O sumário de atribuições previsto no Anexo IX não impede que sejam atribuídas novas funções ao servidor, especialmente quando decorrentes da adoção de novas tecnologias ou métodos de trabalho pela Ad- ministração Pública Municipal, assegurada a prévia capacitação para o respectivo desempenho. Art. 5º O Quadro de Cargos em Comissão será estabelecido em lei específica, que fixará o respectivo ven- cimento, ressalvados os cargos de Secretário Municipal e outros equiparados a agentes políticos na forma da lei, cujos titulares têm prerrogativas, vantagens e direitos específicos, sendo remunerados por subsídiofixado pelo Poder Legislativo, de acordo com os critérios estabelecidos no § 4º do artigo 39 da Constituição Federal. Parágrafo único. A nomeação dos servidores em comissão do quadro de pessoal da Prefeitura compete ao Prefeito, em conjunto com os Secretários Municipais ou equiparados, conforme o caso, na forma que dispuser a lei de que trata o caput deste artigo. (Redação dada pela Lei Complementar nº 71/2021) 99 Art. 6º O Quadro de Cargos em Extinção na Vacância é composto pelos cargos com denominação, número, jornada semanal de trabalho e requisitos de provimento descritos no Anexo IV, com escala básica de vencimen- to definida no Anexo VI, todos integrantes desta lei complementar. Art. 7º As Funções de Confiança da administração direta serão exercidas exclusivamente por servidores efetivos e destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento. § 1º A denominação das Funções de Confiança, os requisitos para designação e a referência de retribuição pecuniária são as definidas nos Anexos V e VIII desta lei complementar. § 2º As atribuições das Funções de Confiança são as definidas no Anexo XI desta lei complementar. CAPÍTULO III DA JORNADA DE TRABALHO (REGULAMENTADO PELO DECRETO Nº 15455/2025) Art. 8º A jornada de trabalho dos servidores ocupantes de cargos de provimento efetivo do Quadro Geral de Pessoal da Prefeitura Municipal é a fixada nos Anexos II e IV desta lei complementar, devendo ser respeitados os limites, mínimo e máximo, de 4 (quatro) horas e 8 (oito) horas diárias, respectivamente, salvo quando for cumprida em regime de escalas ou turnos de revezamento, na forma prevista em regulamento. § 1º A jornada de trabalho dos cargos de Médico e Profissional de Educação Física será variável, de acordo com a necessidade do serviço público e opção do servidor, na forma do regulamento, observados os seguintes limites mínimo e máximo: I - de 5 (cinco) horas a 30 (trinta) horas semanais, para os cargos de Médico; II - de 10 (dez) horas a 40 (quarenta) horas semanais, para os cargos de Profissional de Educação Física. § 2º Os servidores titulares de cargos de Dentista estarão sujeitos a jornada de 20 (vinte), 30 (trinta) ou 40 (quarenta) horas semanais, de acordo com a necessidade do serviço público e opção do servidor, na forma do regulamento. § 3º Os servidores titulares de cargos de Médico Plantonista e de Dentista Plantonista deverão cumprir o número mínimo de 4 (quatro) plantões ao mês, conforme atribuído pela Secretaria Municipal de Saúde, obser- vado um intervalo mínimo de 12 (doze) horas entre os plantões. § 4º Os servidores titulares de cargos de Enfermeiro da Família e Médico da Família, bem como os cargos de Dentista que forem vinculados ao Programa de Saúde da Família, estarão sujeitos a jornada de trabalho semanal de 40 (quarenta) horas. § 5º A jornada de trabalho poderá ser reduzida, até metade, a pedido do servidor, mediante redução pro- porcional da sua remuneração, desde que essa redução não prejudique o andamento regular dos serviços públicos, a critério da Administração Pública Municipal, exceto para os cargos de que tratam os §§ 3º e 4º, res- salvada a hipótese de adequação da jornada para fins de compatibilidade com o exercício de mantado eletivo. § 6º O ocupante de cargo em comissão ou função de confiança submete-se a regime de dedicação integral ao serviço, podendo ser convocado sempre que houver interesse da Administração Pública Municipal. § 7º Aos servidores municipais não se aplica a duração de trabalho estabelecida em leis especiais que re- gulem exercício profissional. § 8º Não será devido o pagamento de gratificação por serviço extraordinário ou qualquer acréscimo remu- neratório: I - em decorrência da prestação de serviços aos sábados, domingos, feriados ou pontos facultativos, aos servidores que estejam cumprindo jornada de trabalho em regime de escalas ou turnos de revezamento ou de plantões, ou aos profissionais de saúde com jornada vinculada ao funcionamento das respectivas Unidades, até o limite da respectiva jornada semanal; (Redação dada pela Lei Complementar nº 97/2023) Art. 9º A Administração Pública Municipal poderá regulamentar, por Decreto do Executivo, o regime de com- pensação mediante banco de horas, bem como o sistema de escritório remoto, que consiste na atividade ou no conjunto de atividades realizadas fora das dependências físicas do órgão ou entidade. 100 CAPÍTULO IV DA CARREIRA Art. 10. O ingresso dos servidores no Quadro de Cargos de Provimento Efetivo dar-se-á através da nomea- ção e posse, sempre no nível e grau iniciais da referência da respectiva carreira. SEÇÃO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 11. Para os efeitos desta lei complementar, considera-se: I - carreira: estrutura de desenvolvimento profissional, caracterizada pela evolução do cargo de que é titular o servidor público municipal, através da movimentação nos graus e níveis de uma referência, representados na respectiva tabela de vencimentos constante desta lei complementar; II - evolução funcional: mecanismo de evolução na carreira, composto por progressão horizontal e vertical, conforme o caso, destinado exclusivamente aos titulares de cargos efetivos; III - referência: conjunto de níveis e graus em que se dá a evolução funcional dos servidores efetivos, repre- sentado por siglas; (Redação dada pela Lei Complementar nº 114/2025) IV - grau: indicativo da posição horizontal em que o servidor se enquadra dentro de uma referência na car- reira, representado por números; V - nível: indicativo da posição vertical em que o servidor se enquadra dentro de uma referência na carreira, representado por letras; VI - progressão horizontal: enquadramento do cargo de que é titular o servidor de um grau para outro, ime- diatamente posterior, no mesmo nível da respectiva referência; VII - progressão vertical: enquadramento, nas hipóteses em que cabível, do cargo de que é titular o servidor de um nível para outro, imediatamente superior, dentro da respectiva referência, mantido o mesmo grau; VIII - interstício: período de efetivo exercício na carreira, considerado nos termos desta lei complementar, decorrido entre uma evolução funcional e outra. IX - grupo funcional: agrupamento de cargos, de assemelhada qualificação profissional ou nível de comple- xidade de atribuições, para fins de evolução funcional; X - capacitação: conjunto de conhecimentos e capacidades, adquiridos pelo servidor em cursos que pro- piciem um processo deliberado de aprendizagem para o desenvolvimento de competências institucionais e individuais, desde que sejam correlacionados com sua área de atuação e realizados ou referendados pela Administração Pública Municipal; XI - curso: evento de capacitação, realizado com carga horária, programa e critérios de avaliação, condi- zente com a área de atuação do servidor e que não constitua pré-requisito para o provimento do cargo, nas modalidades presencial ou à distância; XII - curso realizado pela Administração Pública Municipal: evento de capacitação promovido pelas Secre- tarias Municipais ou entidades da administração indireta do Município, direta ou indiretamente, analisado pela respectiva instância responsável pela gestão de recursos humanos do órgão ao qual está vinculado o servidor, devendo ser adotados, no acesso aos referidos cursos, critérios objetivos que assegurem igualdade de condi- ções aos servidores do mesmo grupo funcional; XIII - curso referendado: evento de capacitação promovido ou patrocinado por entidade de direito público ou privado legalmente constituída, e previamente autorizado pela Administração Pública Municipal. Art. 12. Para fins de evolução funcional, os cargos efetivos, incluídos os destinados à extinção na vacância, ficam distribuídos em Grupos Funcionais com quantidades estabelecidas no Anexo XII desta lei complementar. Art. 13. A evolução na carreira dos titulares de cargos de provimento efetivo dar-se-á por meio de progres- são horizontal e vertical, conformeo caso, após o cumprimento do estágio probatório, por antiguidade e por merecimento, respectivamente. 101 § 1º Aos servidores titulares de cargo de provimento efetivo de Dentista, Dentista da Família, Dentista Plan- tonista, Médico, Médico da Família, Médico Plantonista e Procurador do Município, aplicam-se as disposições específicas desta lei complementar relativas à evolução funcional das respectivas carreiras. § 2º Independente da nomeação para cargos em comissão ou designação para função de confiança, na administração direta ou indireta do Poder Executivo, os servidores titulares de cargos efetivos terão direito à progressão horizontal e serão classificados para fins de progressão vertical, ficando as eventuais modificações de grau e nível apostiladas para surtirem efeito quando da reassunção de seus respectivos cargos efetivos. Art. 14. O disposto neste Capítulo aplica-se aos servidores efetivos dos quadros de pessoal das entidades da administração indireta, observadas as tabelas de vencimentos fixadas nas leis de organização dos respec- tivos quadros de pessoal. SEÇÃO II DA PROGRESSÃO HORIZONTAL Art. 15. A progressão horizontal, por antiguidade, de um grau para outro no mesmo nível da respectiva re- ferência, realizar-se-á a cada 3 (três) anos de interstício na carreira, observados os mesmos critérios de conta- gem de tempo de efetivo exercício previstos no Estatuto dos Servidores Públicos Municipais. § 1º A progressão horizontal se dará automaticamente, independentemente de requerimento ou ato conces- sório, a partir do mês subsequente à data em que o servidor completar o interstício de que trata o caput deste artigo. § 2º O primeiro interstício para a progressão horizontal será considerado cumprido na data da aprovação no estágio probatório. § 3º Não terá direito à progressão horizontal o servidor que, no interstício respectivo, sofrer pena de sus- pensão. § 4º Não terá direito à progressão horizontal o servidor que tenha atingido o último grau da respectiva refe- rência. SEÇÃO III DA PROGRESSÃO VERTICAL Art. 16. A progressão vertical, por merecimento, de um nível para outro na respectiva referência, mantido o grau, será conferida aos servidores que atenderem aos seguintes requisitos, salvo o disposto no § 1º do artigo 13 desta lei complementar: I - ter cumprido, da última progressão vertical, o interstício mínimo, observados os mesmos critérios de con- tagem de tempo de efetivo exercício previstos no Estatuto dos Servidores Públicos Municipais, de: a) 7 (sete) anos, do nível A para o nível B; b) 5 (cinco) anos, para os demais níveis; II - serão atribuídos 100 (cem) pontos por assiduidade e pontualidade, e subtraídos, durante os últimos 7 (sete) ou 5 (cinco) anos do respectivo interstício previsto nas alíneas “a” e “b” da alínea I do caput deste artigo: a) 1 (um) ponto para cada ausência abonada ou justificada ou, se decorrente de licença por incapacidade temporária para o trabalho, quando exceder a 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, salvo na hipótese de acidente em serviço, doença ocupacional ou doença infectocontagiosa que obrigue o servidor a afastar-se de suas funções; b) 2 (dois) pontos para cada ausência abonada por motivo de saúde que não justifique a concessão de li- cença por incapacidade temporária para o trabalho, na forma do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais; (Redação dada pela Lei Complementar nº 67/2020) 102 § 1º Para fins da classificação de que trata o inciso II do caput deste artigo, serão considerados os seguintes critérios de pontuação: I - serão somados, durante o interstício entre uma progressão e outra, até o limite de 100 (cem) pontos: a) até 20 (vinte) pontos em razão da conclusão de curso de capacitação realizado ou referendado pela Administração Pública Municipal, com carga horária mínima de 20 (vinte) horas, respeitando-se a pontuação e limites fixados em ato da Secretaria Municipal de Administração ou do dirigente da entidade da administração indireta, de acordo com o nível de escolaridade exigido para o cargo; b) 20 (vinte) pontos em razão da conclusão de curso em nível técnico ou tecnólogo, quando não constituir exigência para o provimento do cargo; c) 25 (vinte e cinco) pontos em razão da conclusão de curso em nível de graduação, quando não constituir exigência para o provimento do cargo; d) 30 (trinta) pontos em razão da conclusão de curso em nível de pós-graduação lato sensu; e) 35 (trinta e cinco) pontos em razão da conclusão de curso em nível de mestrado; f) 40 (quarenta) pontos em razão da conclusão de curso em nível de doutorado; II - serão atribuídos 100 (cem) pontos por assiduidade e pontualidade, e subtraídos, durante os últimos 5 (cinco) anos do respectivo interstício: a) 1 (um) ponto para cada ausência abonada ou justificada ou, se decorrente de licença para tratamento de saúde quando exceder a 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, salvo na hipótese de acidente em serviço, doença ocupacional ou doença infectocontagiosa que obrigue o servidor a afastar-se de suas funções; b) 2 (dois) pontos para cada ausência abonada por motivo de saúde que não justifique a concessão de licença para tratamento de saúde, na forma do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais; c) 5 (cinco) pontos para cada ausência injustificada, inclusive na hipótese de conversão em dias dos minu- tos diários de atrasos e saídas antecipadas, na forma prevista no Estatuto dos Servidores Públicos Municipais; d) 7 (sete) pontos para cada penalidade de advertência; e) 15 (quinze) pontos em razão de sofrer penalidade de suspensão não superior a 3 (três) dias; III - serão somados 1 (um) ponto a cada ano completo e ininterrupto na respectiva carreira. § 2º O percentual de que trata o inciso II do caput deste artigo será calculado, com arredondamento para o número inteiro superior, sobre o total de servidores aptos à progressão vertical no mesmo Grupo Funcional e no mesmo Nível, respeitada, nos 2 (dois) últimos anos do respectivo interstício, a pontuação mínima de 50 (cin- quenta) pontos quanto aos requisitos de assiduidade e pontualidade referidos no § 1º, II deste artigo. (Redação dada pela Lei Complementar nº 108/2024) § 3º Para fins de validação de curso referendado pela Administração Pública Municipal, o servidor interes- sado deverá protocolar junto ao órgão de recursos humanos, com antecedência mínima de 15 (quinze) dias do início do curso, requerimento acompanhado de documentação que comprove o preenchimento das condições previstas no artigo 11, incisos X, XI e XIII, desta lei complementar, devendo constar, obrigatoriamente, as ações a serem desenvolvidas nas horas não presenciais quando previstas no curso. § 4º Para a pontuação de que tratam as alíneas “b” a “f” do inciso I do § 1º deste artigo exigir-se-á o vínculo direto do curso ou titulação com as atribuições do cargo e o reconhecimento do curso pelos órgãos públicos competentes, sendo considerados, na primeira progressão vertical, os títulos adquiridos anteriormente ao in- gresso na carreira de que trata esta lei complementar, desde que não constituam requisito para a nomeação. § 5º A contagem do interstício para a primeira progressão vertical terá início a partir da aprovação no estágio probatório no respectivo cargo. § 6º A aplicação de penalidade de suspensão superior a 3 (três) dias, ainda que convertida em multa, inter- rompe o interstício de que trata o inciso I do caput deste artigo, com o reinicio de contagem a partir do dia do retorno ao trabalho ou da data da conversão da pena de suspensão em multa. 103 § 7º Para fins do interstício de que trata o inciso I do caput deste artigo, serão excluídos os períodos de afastamento por licença sem remuneração ou cessão a outro órgão ou entidade, com prejuízo da remuneração, ressalvada a cessão a entidade municipal do mesmo Poder, integrante da administração indireta, e vice-versa. § 8º Não terá direito à progressão vertical o servidor que tenha atingido o último nível da respectivareferên- cia. Art. 17. Em caso de empate, terá preferência, pela ordem, o servidor que: I - tiver maior tempo no nível em que se encontrar; II - tiver maior tempo ininterrupto na carreira; III - tiver maior tempo ininterrupto no serviço público municipal de Indaiatuba; IV - tiver maior idade; V - tiver menor número de pontos subtraídos na pontuação de classificação para a progressão vertical. § 1º Para efeito do disposto nos incisos I, II e III deste artigo, serão excluídos os períodos de interrupção previstos no § 6º do artigo 16. § 2º Persistindo o empate, a preferência será decidida mediante sorteio em ato público. Art. 18. O processo de progressão vertical será realizado anualmente, devendo ser concluído até o dia 31 (trinta e um) do mês de agosto, observado o cronograma estabelecido por ato da Secretaria Municipal de Ad- ministração ou do dirigente da entidade da administração indireta, considerado o período avaliativo de janeiro a dezembro do ano anterior, inclusive quanto ao cumprimento do respectivo interstício. § 1º A progressão vertical, cumpridos os requisitos previstos nesta Seção, se dará mediante Portaria do Chefe do Poder Executivo ou do dirigente da entidade da administração indireta, que enquadrará o cargo efe- tivo do servidor progredido no nível imediatamente superior, mantido o mesmo grau, na respectiva referência da tabela de vencimentos. § 2º A progressão vertical não implica em investidura em novo cargo para nenhum efeito. § 3º A progressão vertical produzirá efeitos financeiros a partir do mês de janeiro do ano subsequente àquele em que realizado o respectivo processo. SEÇÃO IV DAS CARREIRAS ESPECÍFICAS Art. 19. Às carreiras de Dentista, Dentista Plantonista, Médico, Médico da Família, Médico Plantonista e Pro- curador do Município é assegurada exclusivamente progressão horizontal, de um grau para outro na respectiva referência, observados os seguintes critérios: I - ter cumprido o interstício mínimo de 3 (três) anos de um grau para outro, observado o disposto no § 4º deste artigo; II - obter classificação, entre os servidores da respectiva carreira, no percentual de 25% (vinte e cinco por cento), de acordo com os seguintes critérios: a) tiver maior tempo no grau em que se encontrar; b) tiver obtido, no interstício, observado o disposto no § 4º do artigo 16, titulação em nível de doutorado, mestrado ou pós-graduação lato sensu, pela ordem; (Redação dada pela Lei Complementar nº 108/2024) c) tiver maior tempo na carreira; d) tiver maior tempo no serviço público municipal de Indaiatuba; e) tiver maior idade; f) tiver menor número de ausências, abonadas, justificadas ou injustificadas, nos últimos 3 (três) anos do respectivo interstício. 104 § 1º A contagem do interstício para a primeira progressão terá início a partir da aprovação no estágio pro- batório no respectivo cargo. § 2º O percentual de que trata o inciso II do caput deste artigo será calculado, com arredondamento para o número inteiro superior, sobre o total de servidores da respectiva carreira. § 3º A aplicação de penalidade de suspensão, ainda que convertida em multa, interrompe o interstício de que trata o inciso I do caput deste artigo, com o reinicio de contagem a partir do dia do retorno ao trabalho ou da data da conversão da pena de suspensão em multa. § 4º Para os fins deste artigo serão observados os mesmos critérios de contagem de tempo de efetivo exer- cício previstos no Estatuto dos Servidores Públicos Municipais para concessão de licença prêmio por assidui- dade, computado, exclusivamente, na respectiva carreira. § 5º Aplica-se à progressão das carreiras específicas de que trata esta Seção, o disposto no artigo 18 e seus parágrafos, todos desta lei complementar. § 6º Em caso de empate na classificação de que trata o inciso II do caput deste artigo, a preferência será decidida mediante sorteio em ato público. § 7º Não terá direito à progressão horizontal o servidor que tenha atingido o último grau da respectiva refe- rência. SEÇÃO V DAS REFERÊNCIAS DE VENCIMENTO DAS CARREIRAS Art. 20. O vencimento das carreiras dos servidores efetivos do Quadro Geral de Pessoal observará as refe- rências constantes das tabelas do Anexo VI desta lei complementar, sendo fixado de acordo com a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade e as peculiaridades dos cargos, bem como os requisitos para a investidura. Parágrafo único. As tabelas de que trata este artigo aplicam-se aos vencimentos dos servidores da Ad- ministração Pública indireta do Município, observadas as referências indicadas nas leis de organização dos respectivos quadros de pessoal. CAPÍTULO V DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS SEÇÃO I DA REDENOMINAÇÃO, TRANSFORMAÇÃO E EXTINÇÃO DE CARGOS Art. 21. Ficam redenominados e transformados os cargos previstos no Anexo I desta lei complementar, os quais integram o Quadro Geral de Pessoal na forma dos Anexos II, III e IV, sendo considerados criados aqueles que não o tenham sido pela legislação anterior à sua vigência. (Vide revogação dada pela Lei Complementar nº 83/2022) Art. 22. As redenominações e transformações a que se refere esta Seção serão objeto de apostilamento dos títulos de nomeação dos ocupantes dos respectivos cargos. Parágrafo único. As alterações promovidas por esta lei complementar aplicam-se ao provimento de cargos por candidatos aprovados em concurso público cujo edital tenha sido publicado antes de sua vigência. Art. 23. Ficam extintos todos os cargos, de provimento efetivo ou em comissão, e funções de confiança ou gratificadas do quadro geral de pessoal da Administração direta do Município, criados até a data da vigência da presente lei complementar e que não estejam expressamente previstos nos seus Anexos II, III, IV e V. Parágrafo único. Excluem-se do disposto neste artigo as funções públicas de que trata a Lei nº 6.730, de 20 de junho de 2017. 105 SEÇÃO II DO ENQUADRAMENTO Art. 24. Os servidores titulares de cargo de provimento efetivo na data de vigência desta lei complementar, ainda que afastados por qualquer motivo, serão enquadrados no nível e grau iniciais da referência de venci- mento do respectivo cargo, na forma dos anexos desta lei complementar, inclusive quando decorrente de rede- nominação ou transformação. Art. 25. Os servidores de que trata o artigo 24 terão assegurada, no ato do enquadramento, evolução na tabela de vencimentos para o nível e grau correspondentes ao tempo ininterrupto, em cargo ou função de natureza efetiva, na administração direta ou indireta do Município de Indaiatuba, considerados os interstícios previstos nesta lei complementar para a progressão horizontal e progressão vertical. (Redação dada pela Lei Complementar nº 86/2022) § 1º Para fins do enquadramento previsto no caput, os interstícios serão contados exclusivamente de acordo com os períodos mínimos previstos nos artigos 15, 16, I e 19, I, considerado cumprido o estágio probatório no prazo de 3 (três) anos da nomeação, não levando em conta qualquer outro critério. § 2º No enquadramento será considerado exclusivamente o padrão de vencimento do servidor, sendo man- tidas como parcelas destacadas as vantagens pecuniárias já incorporadas por força de lei. § 3º Do enquadramento de que trata este artigo não poderá resultar redução do vencimento. § 4º Caso o valor do novo padrão de vencimento seja inferior ao anterior, o servidor terá direito à diferença, a título de Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada - VPNI, a ser paga em parcela destacada, que inte- grará o vencimento do servidor para todos os efeitos, inclusive para o cálculo de outras vantagens e benefícios, exceto para evolução na carreira na forma desta lei complementar. § 5º Aos servidores que estejam enquadrados na Classe A e Referência 12 da atual escala de vencimentos e que não tenham obtido progressão horizontal no exercício de 2018, será assegurada a evolução para o grau subsequente ao obtido no enquadramento de que trata este artigo, na hipótese deo novo vencimento, acresci- do da parcela prevista no § 4º não ser, no mínimo, superior em 4% (quatro por cento) ao vencimento anterior. § 6º No enquadramento dos titulares de cargos com nova jornada inferior a 40 (quarenta) horas semanais, por opção do servidor, será considerado, para efeitos da irredutibilidade prevista no § 3º e da diferença a que se refere o § 4º, o vencimento atual, correspondente à jornada de 40 (quarenta) horas semanais, proporcional- mente à nova jornada adotada. § 7º No enquadramento dos titulares de cargos das carreiras específicas de que trata o artigo 19 desta lei complementar, a evolução assegurada no caput deste artigo será apurada contando-se exclusivamente o tempo ininterrupto na respectiva carreira, sendo assim considerado o tempo anterior sob o regime celetista na mesma função. § 8º O enquadramento dos titulares dos cargos de Médico e Dentista observará a opção do servidor, ex- pressa e irretratavelmente, pela jornada de trabalho, de acordo com os §§ 1º e 2º do artigo 8º, a ser exercida no prazo de 30 (trinta) dias da publicação desta lei complementar, sendo assegurada aos servidores enquadrados, o direito à irredutibilidade da jornada atribuída, ressalvado o disposto no § 5º do artigo 8º § 9º Os atuais titulares dos cargos efetivos de Agente Comunitário de Saúde que não tenham concluído o ensino médio serão enquadrados na Referência EF-II, e serão reenquadrados na Referência EM-II por ocasião da apresentação de prova de conclusão do ensino médio. § 10 Para fins do direito à paridade e extensão de vantagens que tenha sido assegurado por força de norma constitucional aos benefícios de aposentadoria e pensão por morte concedidos antes da vigência desta lei com- plementar, pelo Município ou pelo seu Regime Próprio de Previdência Social, é garantido o enquadramento da referência de vencimento que serviu de base ao cálculo dos proventos ou do valor da pensão, de acordo com a tabela que integra o Anexo XIII desta lei complementar. Art. 26. O enquadramento de que tratam os artigos 24 e 25 deverá ser efetuado no prazo de até 60 (sessen- ta) dias da vigência desta lei complementar, com efeitos financeiros desde a data da sua vigência. 106 Parágrafo único. Eventuais diferenças nos pagamentos efetuados até o enquadramento serão objeto de pa- gamento na folha do mês subsequente ao enquadramento, se a menor, ou de reposição, nos limites permitidos no Estatuto dos Servidores Públicos Municipais. Art. 27. O servidor enquadrado na forma desta lei complementar poderá, no prazo de 30 (trinta) dias a contar da data de divulgação dos demonstrativos de enquadramento, dirigir ao Prefeito petição de revisão de enqua- dramento, demonstrando, fundamentadamente, eventual desacordo com as normas desta lei complementar. Art. 28. Para os servidores enquadrados na forma desta Seção, os interstícios para as futuras evoluções funcionais de que tratam os artigos 15, 16, I e 19, I desta lei complementar serão contados: I - a partir do enquadramento para fins de progressão horizontal; II - a partir da aprovação no estágio probatório, observada a duração mínima de 3 (três) anos, na carreira atual, inclusive quando decorrente de transformação na forma desta lei, para fins de progressão vertical e para a progressão horizontal das carreiras específicas de que trata o artigo 19 desta lei complementar, independente da data do enquadramento. § 1º Excetua-se do disposto no inciso I do caput deste artigo os servidores que na data de vigência desta lei complementar estejam cumprindo estágio probatório e sejam enquadrados no nível A e grau 1 da respectiva referência, hipótese em que o interstício para a progressão horizontal será considerado cumprido na data da aprovação do estágio probatório. (Redação dada pela Lei Complementar nº 67/2020) § 2º Para fins do disposto no inciso II do caput deste artigo, será computado o tempo anterior, ininterrupto, em cargo ou função de natureza efetiva, considerado nos enquadramentos de que tratam o caput e o § 7º do artigo 25. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 67/2020) SEÇÃO III DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS GERAIS Art. 29. Fica o Poder Executivo autorizado a promover as necessárias transferências de pessoal e instala- ções, baixar os atos competentes e complementares para a adequação dos cargos da Prefeitura, promovendo as alterações e anotações funcionais necessárias. § 1º Para fins de redenominação e transformação dos cargos de Assistente de Administração e Serviços Públicos e dos cargos de Supervisor Técnico de Serviços Públicos, nos termos do artigo 21 e do Anexo I desta lei complementar, serão observadas as atribuições e lotações atuais dos respectivos titulares. § 2º Para fins de redenominação e transformação dos cargos de Auxiliar de Serviços de Saúde, nos termos do artigo 21 e do Anexo I desta lei complementar, serão observadas as atribuições e lotações atuais dos res- pectivos titulares, bem como a formação específica e registro no Conselho Regional de Enfermagem - COREN para o cargo de Auxiliar de Enfermagem e a formação específica e registro no Conselho Regional de Odonto- logia - CRO para o cargo de Auxiliar de Saúde Bucal. § 3º Ficam transformados, mediante opção dos respectivos titulares quanto à lotação e atribuições res- pectivas, a ser exercida, expressa e irretratavelmente, no prazo de 30 (trinta) dias da publicação desta lei complementar, mantidas as vantagens pessoais e demais direitos já adquiridos e respeitados os requisitos de provimento respectivos: I - a totalidade dos atuais cargos de Analista Técnico e Fiscal Tributário Municipal, em cargos de Analista Técnico Administrativo, Assistente de Procuradoria e Auditor Fiscal Tributário; II - parcialmente, os cargos de Agente Comunitário de Saúde em cargos de Agente de Combate de Ende- mias, considerando-se as atribuições atualmente exercidas, nas unidades de saúde ou nas equipes de comba- te à dengue, e a vinculação de domicílio na área geográfica de atuação; III - 5 (cinco) cargos de Professor providos por servidores que estão vinculados às Secretarias Municipais de Cultura, de Esportes e de Saúde, atuando em atividades específicas de educação física, em cargos de Profissional de Educação Física, aos quais é aplicada exclusivamente a jornada de trabalho de 40 (quarenta) horas semanais. 107 § 4º Os cargos decorrentes da transformação de que tratam os §§ 1º a 3º deste artigo integram o Quadro Geral de Pessoal previsto no Anexo II desta lei complementar. § 5º Ficam transformados, observado o direito de opção de que trata o § 3º deste artigo, 2 (dois) cargos de Professor providos por servidores que estão vinculados às Secretarias de Cultura e de Saúde, atuando em atividades específicas de educação em artes e terapias especiais, em cargos de Profissional de Educação em Artes e Terapia Especial, os quais integram o Quadro de Cargos em Extinção na Vacância previsto no Anexo IV desta lei complementar. Art. 30. Os servidores titulares de cargo de Médico que exerçam suas atividades em unidades de especiali- dades médicas na data de vigência desta lei complementar, poderão exercer, expressa e irretratavelmente, no prazo de 30 (trinta) dias da publicação desta lei complementar, opção pelo regime de remuneração por produ- tividade, observado o seguinte: I - somente poderão optar pelo regime de remuneração por produtividade os profissionais que atuem em suas respectivas especialidades médicas em ambulatório, vedada a opção na atenção básica; II - a cada hora da jornada de trabalho, nos termos do artigo 8º, § 1º, I desta lei complementar, correspon- derá um número de atendimentos não inferior a 3 (três) consultas; III - a opção de que trata este artigo observará os critérios previstos no § 8º do artigo 25 desta lei comple- mentar; IV - caberá à Secretaria Municipal de Saúde estabelecer, de acordo com as peculiaridades de cada especia- lidade médica, entre outros critérios, o agendamento de consultas, número máximo de atendimentospor hora, permanência mínima na unidade de saúde e parâmetros para a substituição de consultas por outros procedi- mentos médicos. Art. 30-A Os cargos de Agente Comunitário de Saúde e de Agente de Combate de Endemias, embora man- tendo o padrão de vencimento correspondente à Referência prevista no Anexo II, não poderão perceber, no Nível e Grau iniciais, valor inferior ao piso salarial profissional nacional fixado em lei federal por força do artigo 198, § 5º da Constituição Federal. § 1º Se o piso salarial de que trata o caput deste artigo for superior ao valor inicial da Referência, todos os níveis e graus da escala de vencimento terão seus valores compatibilizados, proporcionalmente, ao referido piso salarial. § 2º O vencimento dos cargos referidos no caput será revisto sempre que se ocorrer a hipótese prevista no § 1º, mas as revisões gerais anuais concedidas pelo Município serão aplicadas sobre os valores da Referência prevista no Anexo II, sendo vedada a aplicação da revisão sobre os valores compatibilizados com o piso salarial. § 3º Aplica-se também o disposto neste artigo aos cargos de Auxiliar de Enfermagem e de Técnico de En- fermagem, em relação ao piso salarial profissional nacional fixado em lei federal, condicionado ao repasse de recursos financeiros pela União. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 114/2025) Art. 31. Caberá ao Poder Executivo, com efeitos financeiros a partir do enquadramento de que tratam os artigos 24 e 25: I - cessar o pagamento de vantagens pecuniárias que estejam em desacordo com as disposições desta lei complementar ou com o Estatuto dos Servidores Públicos Municipais; II - proceder ao enquadramento dos atuais servidores titulares de cargo efetivo, observadas as disposições da Seção II deste Capítulo. § 1º A adequação dos cargos de provimento em comissão, quanto à exoneração, nomeação, redenomina- ção ou alteração de vencimentos, na forma desta lei complementar, deverá ser efetuada no prazo de até 180 (cento e oitenta) dias da sua vigência, sendo mantidas as condições atuais dos respectivos ocupantes até a data do ato respectivo. (Redação dada Lei Complementar nº 54/2019) § 2º Se a adequação de que trata o § 1º resultar em vencimento superior ao percebido pelo servidor até a vigência desta lei, não será devido o pagamento de verbas rescisórias, considerando-se continuado o vínculo do servidor para todos os efeitos. 108 § 3º A extinção dos atuais cargos em comissão, na forma desta lei complementar, se dará com a respectiva vacância, observado o disposto no § 1º deste artigo. Art. 32. O primeiro processo de progressão vertical e de progressão horizontal das carreiras específicas, na forma dos artigos 16 a 19 desta lei complementar, será realizado no exercício de 2020, surtindo efeitos finan- ceiros a partir de janeiro de 2021. CAPÍTULO VI DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 33. A Lei nº 5.360, de 20 de maio de 2008, que dispõe sobre a fixação dos subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito, Secretários Municipais e Vereadores e dá outras providências, passa a vigorar com as seguintes alterações: “Art. 3º - São considerados agentes políticos, com as mesmas prerrogativas de Secretário Municipal e re- munerados na forma do artigo 2º desta lei, os cargos de Chefe de Gabinete do Prefeito, Corregedor Geral do Município, Controlador Geral do Município e os Superintendentes das autarquias e fundações públicas.” (NR) “Art. 7º - Ficam assegurados aos ocupantes dos cargos de que tratam os artigos 2º e 3º desta lei, os direitos previstos no artigo 39, § 3º da Constituição Federal no que não for incompatível com o regime de remuneração por subsídio.” (NR) Art. 34. É assegurada aos servidores públicos do Município, de suas autarquias e fundações públicas, no mês de março de cada exercício, a revisão geral anual da remuneração, devendo ser observado os incisos X e XI do artigo 37 da Constituição Federal, bem como o disposto na Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000. Art. 34-A Ressalvada decisão judicial em contrário, os honorários advocatícios devidos aos titulares de car- go de Procurador do Município e, na Administração indireta, de Procurador Jurídico, serão somadas ao subsídio ou remuneração do cargo efetivo para fins de observância do limite remuneratório correspondente ao subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. § 1º A distribuição dos honorários advocatícios será feita de forma igualitária aos respectivos titulares, no âmbito de cada entidade, respeitados os seguintes critérios: I - para os ativos, inclusive nas hipóteses de afastamento remunerado, a qualquer título, 50% (cinquenta por cento) de uma cota-parte após o primeiro ano de efetivo exercício, crescente na proporção de 25 (vinte e cinco) pontos percentuais após completar cada um dos 2 (dois) anos seguintes; II - para os inativos, 100% (cem por cento) de uma cota-parte durante o primeiro ano de aposentadoria, decrescente à proporção de 5 (cinco) pontos percentuais a cada um dos 8 (oito) anos seguintes, mantendo-se o percentual fixo e permanente até a data de cessação da aposentadoria. § 2º Em caso de óbito do Procurador, será assegurada a distribuição ao cônjuge ou companheiro que tenha direito à pensão por morte no RPPS - Regime Próprio de Previdência Social do Município, à razão de 60% (sessenta por cento) de uma cota-parte, pelo período de 3 (três) anos. § 3º O saldo das cotas-partes reduzidas nos termos dos §§ 1º e 2º será acrescido ao valor a ser distribuído aos titulares das cotas-partes integrais. § 4º Os valores retidos em razão do limite de que trata o caput deste artigo, individualizados para cada servidor, serão repassados nos meses subsequentes, caso não atingido o teto remuneratório, inclusive nos pagamentos relativos às férias e gratificação natalina. § 5º Não terá direito ao rateio de honorários o titular de que trata o caput que incorrer, e enquanto perdurar, as seguintes situações: I - licença para tratar de interesses particulares; II - licença para atividade política, ainda que remunerada; III - exercício de mandato eletivo; V - licença para acompanhamento de cônjuge ou companheiro, ainda que remunerada; 109 VI - em disposição ou cedido a outra entidade, órgão ou Poder; VII - em disponibilidade remunerada; VIII - quando, por qualquer outra hipótese, estiver afastado do cargo sem remuneração; IX - se aposentado, o servidor patrocinar demanda contra a Fazenda Pública do Município de Indaiatuba, salvo em causa própria. § 6º O pagamento dos honorários advocatícios aos Procuradores deverá ser efetuado, pelo órgão compe- tente, até o dia 10 (dez) do mês subsequente à arrecadação. § 7º É nula qualquer disposição, cláusula, regulamentação ou ato administrativo que retire dos Procuradores do Município o direito ao recebimento e rateio dos honorários advocatícios de que trata este artigo. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 114/2025) Art. 35. Os servidores titulares de cargo de provimento efetivo do Quadro Geral de Pessoal da Prefeitura Municipal sujeitam-se ao Regime Próprio de Previdência Social mantido pelo Município, na forma da legislação específica. Parágrafo único. Aplicam-se aos servidores públicos municipais, no que couber, as regras do Regime Ge- ral da Previdência Social sobre aposentadoria especial de que trata o artigo 40, § 4º, inciso III da Constituição Federal, até a edição de lei complementar específica, nos termos da Súmula Vinculante nº 33 do Supremo Tribunal Federal, cabendo ao órgão previdenciário do Município a sua necessária observância. Art. 36. O provimento de quaisquer dos cargos efetivos ou em comissão, bem como a contratação ou a concessão de benefícios ou vantagens fixas ou variáveis, de quaisquer naturezas, inclusive adicionais ou gra- tificações, somente poderá ser autorizada ou concedida se houver a declaração dos ordenadores de despesas quanto à sua adequação aos limites financeiros e orçamentários, bem como do cumprimento e observância das regras estatuídas naLei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000. Art. 37. São partes integrantes desta lei complementar os Anexos I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII e XIII. Art. 38. As despesas decorrentes desta lei complementar serão suportadas com recursos consignados no orçamento vigente do Município e dos exercícios subsequentes, suplementadas, se necessário. Art. 39. Os percentuais de que tratam o inciso II do artigo 16 e o inciso II do artigo 19 poderão ser fixados em patamares inferiores, justificadamente, por Decreto do Poder Executivo, especificamente para o processo de progressão anual respectivo, de acordo com as limitações orçamentárias decorrentes da evolução da receita corrente líquida do Município. Art. 40. O disposto nesta lei não se aplica aos servidores que não exerceram opção pelo plano de cargos e carreiras instituído pela Lei Complementar nº 11, de 14 de dezembro 2010, os quais permanecerão regidos pelas regras anteriormente vigentes. Art. 40-A A Administração Pública direta e indireta do Município observará, como princípio de gestão de pes- soal, a qualificação do quadro de cargos de provimento em comissão, nomeando, preferentemente, servidores com formação em nível superior, ou que estejam cursando, para os cargos de direção e assessoramento, e em nível médio, para os cargos de chefia. (Redação acrescida Lei Complementar nº 54/2019) Art. 41. Ficam revogadas as disposições em contrário, em especial: I - a Lei nº 2.224, de 21 de abril de 1986; II - a Lei nº 2.712, de 02 de agosto de 1991; III - a Lei nº 2.751, de 20 de novembro de 1991; IV - a Lei nº 3.017, de 28 de agosto de 1993; V - a Lei nº 3.494, de 19 de dezembro de 1997; VI - a Lei nº 3.568, de 03 de julho de 1998; VII - a Lei nº 3.718, de 04 de maio de 1999 VIII - a Lei nº 4.256, de 30 de outubro de 2002; 110 IX - a Lei nº 4.683, de 29 de abril de 2005; X - a Lei nº 4.704, de 29 de junho de 2005; XI - o artigo 5º da Lei nº 5.838, de 03 de março de 2011; XII - o artigo 6º da Lei nº 5.984, de 14 de fevereiro de 2012; XIII - a Lei nº 6.093, de 19 de dezembro de 2012; XIV - a Lei Complementar nº 11, de 14 de dezembro de 2010; XV - os artigos 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 24, 25 e 26 da Lei Complementar nº 25, de 25 de março de 2015. Art. 42. Esta lei complementar entrará em vigor em 1º de março de 2019. Prefeitura Municipal de Indaiatuba, aos 20 de dezembro de 2018, 189º de elevação à categoria de freguesia. ANEXOS Prezado(a), Para estudo do tópico solicitado pelo edital, indicamos que verifique o material complementar.É necessário copiar e colar o link a seguir diretamente em seu navegador para ter acesso ao conteúdo: https://sapl.indaiatu- ba.sp.leg.br/pysc/download_norma_pysc?cod_norma=6108&texto_consolidado=1 A indicação se dá devido ao formato e extensão do material em questão, que não cabe na estrutura de nos- sas apostilas. Por isso, e para manter protegidos os direitos autorais do conteúdo, sugerimos acesso direto na fonte oficial e estudo do documento tal como solicitado pelo edital. Bons estudos! 111 Questões 1. De acordo com a Lei Orgânica do Município de Indaiatuba, os símbolos oficiais do Município são: (A) A Bandeira, a Constituição Municipal e o Brasão. (B) O Hino Nacional, o Brasão e o Prefeito. (C) A Bandeira, o Brasão e o Hino Municipal. (D) O Brasão, o Hino Nacional e o Regimento Interno. (E) O Regimento Interno, a Constituição Federal e o Hino Municipal. 2. Conforme a Lei Orgânica de Indaiatuba, é vedado ao Município: (A) Dispor sobre o transporte coletivo urbano. (B) Conceder títulos honorários. (C) Exercer o poder de polícia. (D) Estabelecer cultos religiosos ou igrejas. (E) Autorizar propaganda em logradouros públicos. 3. Sobre a organização dos poderes municipais, a Câmara Municipal possui, entre outras, a função: (A) Executiva. (B) Judiciária. (C) Administrativa externa. (D) Controladora de orçamento estadual. (E) Legislativa. 4. Conforme a Lei Orgânica, o Prefeito Municipal poderá ser cassado, entre outras razões, por: (A) Votar contra projeto de sua própria autoria. (B) Nomear servidores efetivos. (C) Vetar parcialmente um projeto de lei. (D) Ausentar-se do Município por mais de quinze dias sem licença da Câmara. (E) Elaborar o Plano Diretor. 5. A respeito da posse dos vereadores, é correto afirmar que: (A) A posse se dá obrigatoriamente até o fim de fevereiro. (B) O suplente só poderá tomar posse no início da legislatura. (C) O vereador que não tomar posse na sessão solene deverá fazê-lo em até 15 dias, salvo justificativa aceita. (D) Não é exigida declaração de bens no ato da posse. (E) A posse é sempre presidida pelo Presidente da Câmara em exercício. 112 6. A Lei Orgânica de Indaiatuba prevê que a inviolabilidade do vereador se restringe: (A) Aos atos administrativos da Câmara. (B) Aos limites territoriais do Estado. (C) Ao exercício do mandato, dentro do Município. (D) Às sessões solenes e especiais da Câmara. (E) Às opiniões manifestadas em reuniões de partido. 7. Segundo a Lei Orgânica, o plano plurianual deverá ser enviado: (A) Pela Câmara ao Prefeito. (B) Pelo Prefeito à Câmara. (C) Pelo Ministério Público ao Município. (D) Pela Justiça Eleitoral ao Executivo. (E) Pela Defensoria Pública ao Legislativo. 8. A respeito das comissões parlamentares de inquérito, a Lei Orgânica prevê que: (A) Podem convocar o Prefeito para prestar contas. (B) Têm poderes judiciais e podem ouvir testemunhas sob compromisso. (C) Atuam somente durante o recesso legislativo. (D) Não podem apurar fatos específicos. (E) Não podem requisitar documentos oficiais. 9. O regime jurídico dos servidores da administração direta e indireta é estabelecido por: (A) Decreto do Prefeito. (B) Portaria do Secretário Municipal. (C) Lei municipal específica. (D) Instrução normativa da Câmara. (E) Parecer jurídico da Procuradoria. 10. São considerados bens do Município, conforme a Lei Orgânica: (A) Apenas imóveis públicos. (B) Somente bens móveis usados em repartições públicas. (C) Todos os bens móveis, imóveis, direitos e valores pertencentes ao Município. (D) Apenas bens cedidos por outros entes federativos. (E) Apenas os imóveis tombados. 113 11. A respeito da perda do mandato de vereador, é INCORRETO afirmar que: (A) O não comparecimento injustificado a um terço das sessões pode implicar perda do mandato. (B) A perda por fixação de residência fora do Município é prevista. (C) A condenação criminal transitada em julgado pode acarretar perda do mandato. (D) O vereador pode ser cassado apenas por decisão do Tribunal de Justiça. (E) A perda por abuso de prerrogativas pode ocorrer por quebra de decoro. 12. O Conselho do Município, de acordo com a Lei Orgânica, tem por finalidade: (A) Julgar ações contra o Prefeito. (B) Assessorar tecnicamente a Procuradoria-Geral. (C) Deliberar sobre obras públicas. (D) Ser órgão superior de consulta do Prefeito. (E) Exercer controle externo das contas públicas. 13. Segundo a Lei Orgânica, a publicidade dos atos públicos: (A) É obrigatória somente no Diário Oficial do Estado. (B) Deve conter sempre o nome do Prefeito. (C) Deve ser educativa, informativa ou de orientação social. (D) Pode conter símbolos de partidos políticos. (E) É vedada nos anos eleitorais. 14. De acordo com a Lei Orgânica, é vedado ao Município: (A) Cobrar taxas de petição para defesa de direitos. (B) Conceder isenção tributária por lei específica. (C) Criar cargos mediante concurso público. (D) Cobrar contribuição de melhoria por obra pública. (E) Fixar tarifas para serviços públicos. 15. Compete privativamente ao Prefeito, segundo a Lei Orgânica: (A) Legislar sobre nome de ruas. (B) Criar cargos na Câmara. (C) Instituir tributos estaduais. (D) Fixar tarifas dos serviços públicos concedidos. (E) Julgar as contas do Município. 114 16. Conforme a Lei Orgânica, são princípios da administração pública municipal: (A) Legalidade, impessoalidade, pessoalidade e sigilo. (B)Moralidade, eficiência, publicidade e afetividade. (C) Legalidade, moralidade, impessoalidade e publicidade. (D) Sigilo, autoridade, moralidade e eficiência. (E) Hierarquia, moralidade, pessoalidade e autoridade. 17. O subsídio dos vereadores deve ser fixado: (A) Por decreto do Prefeito. (B) Pela Constituição Federal. (C) Por resolução da Mesa Diretora. (D) Por lei de iniciativa da Câmara. (E) Por portaria do Presidente da Câmara. 18. Conforme a Lei Orgânica, a Câmara Municipal é composta por: (A) Número variável de vereadores, definidos pelo Prefeito. (B) Um número fixo de 25 vereadores. (C) 17 vereadores, com possibilidade de aumento conforme o crescimento populacional. (D) No máximo 10 vereadores, conforme o porte do Município. (E) 15 vereadores, independentemente da população. 19. A iniciativa popular de projetos de lei exige o apoio de pelo menos: (A) 10% do eleitorado local. (B) 2/3 dos vereadores. (C) 5% do eleitorado municipal. (D) 1/5 da população ativa. (E) 50% do corpo técnico da Câmara. 20. A responsabilidade contábil, financeira e patrimonial do Município é exercida: (A) Pelo Tribunal de Contas do Município. (B) Pela Defensoria Pública. (C) Pela Câmara Municipal com auxílio do Tribunal de Contas do Estado. (D) Exclusivamente pela Procuradoria Geral. (E) Pelo Prefeito com auxílio do Ministério Público. 115 Gabarito 1 C 2 D 3 E 4 D 5 C 6 C 7 B 8 B 9 C 10 C 11 D 12 D 13 C 14 A 15 D 16 C 17 D 18 C 19 C 20 CII - elaborar e expedir, mediante Ato, a descriminação analítica das dotações orçamentárias da Câmara, bem como alterá-las, quando necessário. III - apresentar projetos de lei dispondo sobre abertura de créditos suplementares ou especiais, através de anulação parcial ou total da dotação da Câmara. IV - suplementar, mediante Ato, as dotações do orçamento da Câmara, observado o limite da autorização constante da Lei, orçamentária, desde que os recursos para a sua cobertura sejam provenientes de anulação total ou parcial de suas dotações orçamentárias; 11 V - enviar à Tesouraria da Prefeitura o saldo de caixa existente na Câmara ao final do exercício, observadas as normas sobre finanças públicas e obedecidos os critérios da Lei Complementar nº 101 de 04 de maio de 2.000 (Lei de Responsabilidade na Gestão Fiscal); VI - enviar ao Prefeito, até o dia primeiro de março, as contas de exercício anterior; VII - nomear, promover, comissionar, conceder, gratificações, licenças, por em disponibilidade, exonerar, demitir, aposentar e punir servidores da Câmara Municipal nos termos da lei; VIII - declarar a perda do mandato de Vereador de ofício ou por provocação de qualquer de seus membros, ou ainda, de partido político representado na Câmara, nas hipóteses previstas nos incisos III, IV, V e VII do artigo 22 desta lei, assegurada plena defesa; IX - elaborar e encaminhar até trinta e um de agosto de cada ano a Proposta Orçamentária da Câmara, a ser incluída na proposta Orçamentária do Município; e X - propor projeto de Resolução estabelecendo o código de ética, conduta e decoro parlamentar. Art. 30 Compete ao Presidente da Câmara, dentre outras atribuições: I - representar a Câmara em juízo e fora dele; II - dirigir, executar e disciplinar os trabalhos legislativos e administrativos da Câmara; III - interpretar e fazer cumprir o Regimento Interno; IV - promulgar as resoluções, os decretos legislativos e as leis com sanção tácita ou aquelas relativas às matérias vetadas e não promulgadas pelo Executivo, no caso de rejeição dos vetos, sob pena de perda do car- go de membro da Mesa, devendo, o Presidente, se não o fizer, comunicar o Vice-Presidente para faze-la, sob pena de destituição; V - fazer publicar os Atos da Mesa, bem como as resoluções, os decretos legislativos e as leis promulgadas pelo Presidente ou Vice-Presidente; VI - declarar a perda do mandato do Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores, nos casos previstos em lei, salvo nas hipóteses dos incisos, III, IV, V e VII, do art. 22 desta lei; VII - requisitar o numerário destinado às despesas da Câmara e aplicar as disponibilidades financeiras no mercado financeiro, através de instituições financeiras públicas, na forma prevista na legislação; VIII - apresentar no Plenário, até o dia 20 de cada mês, o balancete relativo aos recursos recebidos e as despesas do mês anterior; IX - representar sobre a inconstitucionalidade de lei ou ato municipal frente à Constituição do Estado; X - solicitar a intervenção do Município, nos casos admitidos pela Constituição do Estado; XI - manter a ordem no recinto da Câmara, podendo solicitar a força necessária para esse fim; XII - decretar a prisão administrativa de servidor da Câmara omisso ou remisso na prestação de contas de dinheiro público sujeitos a sua guarda. XIII - convocar a Câmara extraordinariamente quando houver matéria de interesse público e urgente a de- liberar. Parágrafo Único - Ao Vice-Presidente compete, além das atribuições contidas no Regimento Interno, as seguintes: a) substituir o Presidente da Câmara em suas faltas, ausências, impedimentos ou licenças. b) promulgar e fazer publicar, obrigatoriamente, as resoluções e os decretos legislativos sempre que o Pre- sidente, ainda que se ache em exercício, deixar de fazê-lo no prazo estabelecido. c) promulgar e fazer publicar, obrigatoriamente, as leis quando o Prefeito Municipal e o Presidente da Câ- mara, sucessivamente, tenham deixado de fazê-lo, após ser notificado por escrito, sob pena de perda do cargo de membro da Mesa. 12 Art. 31 O Presidente da Câmara ou seu substituto só terá voto: I - na eleição da Mesa; II - quando a matéria exigir, para sua aprovação, o voto favorável de dois terços dos membros da Câmara; III - quando houver empate em qualquer votação em plenário. § 1º Não poderá votar o Vereador que tiver interesse particular seu ou de seu cônjuge ou de pessoa de que seja parente consangüíneo ou afim até o terceiro grau na deliberação, anulando-se a votação se o seu voto for decisivo. § 2º O voto será sempre público nas deliberações da Câmara. SEÇÃO VIII DAS SESSÕES LEGISLATIVAS Art. 32 A Câmara Municipal reunir-se-á ordinariamente, em sessão legislativa anual, de quinze de fevereiro a quinze de dezembro, independentemente de convocação. § 1º Quando a data da reunião que inaugura a sessão legislativa anual recair em sábado, domingo ou feria- do, será automaticamente transferida para o primeiro dia útil subseqüente. § 2º Os períodos de 1º a 31 de julho e de 16 de dezembro a 14 de fevereiro do ano seguinte serão conside- rados recesso da Câmara. Art. 33 A Câmara se reunirá em sessões ordinárias, extraordinárias ou solenes, conforme dispuser o seu Regimento Interno, e as remunerará de acordo com o estabelecido na legislação específica. Parágrafo Único - As sessões extraordinárias serão convocadas pelo Presidente da Câmara, em sessão ou fora dela, na forma regimental. Art. 34 As sessões da Câmara serão públicas, salvo deliberação em contrário, tomada pela maioria absoluta de seus membros, quando ocorrer motivo relevante de preservação do decoro parlamentar. Art. 35 As sessões da Câmara deverão ser realizadas em recinto destinado ao seu funcionamento, consi- derando-se nulas as que se realizarem fora dele, exceto nos casos de ficar comprovada a impossibilidade de acesso aquele recinto ou de sua utilização. Parágrafo Único - As sessões solenes poderão ser realizadas fora do recinto da Câmara, mediante delibe- ração prévia do Plenário. Art. 36 As sessões só poderão ser abertas com a presença de, no mínimo, um terço dos membros da Câ- mara, ressalvado o disposto no art. 16. Parágrafo Único - Salvo disposição em contrário desta lei e as previstas no Regimento Interno, as delibe- rações da Câmara são tomadas por maioria simples de votos, presente a maioria absoluta de seus membros. Art. 37 A convocação extraordinária da Câmara, durante o recesso e por tempo certo, far-se-á pelo seu Presidente, pelo Prefeito ou a requerimento da maioria absoluta dos Vereadores, em caso de urgência ou de interesse público relevante. Parágrafo Único - Durante a sessão legislativa extraordinária a Câmara deliberará exclusivamente sobre a matéria para a qual for convocada, sendo vedado o pagamento de parcela indenizatória em valor superior ao do subsídio mensal. 13 SEÇÃO IX DAS COMISSÕES Art. 38 A Câmara terá comissões permanentes e temporárias, constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo Regimento Interno ou no ato de que resultar a sua criação. § 1º Na composição das comissões será assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da Câmara. § 2º Às comissões em razão da matéria de sua competência cabe: a) realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil; b) convocar Secretários Municipais para prestar informações sobre assuntos inerentes às suas atribuições; c) acompanhar, junto ao governo, os atos de regulamentação, velando por sua completa adequação; d) receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas; e) acompanhar junto à Prefeitura a elaboração da proposta orçamentária, bem como a sua posterior exe- cução; f) solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão; g) apreciar programas de obras, planos municipais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer. Art. 39 As comissõesparlamentares de inquérito terão poderes de investigação próprios das autoridades ju- diciais, além de outros previstos no Regimento Interno, e serão criadas pela Câmara mediante requerimento de um terço dos seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. § 1º As comissões parlamentares de inquérito, no interesse da investigação, poderão: a) proceder a vistoria e levantamentos nas repartições públicas municipais e entidades descentralizadas, onde terão livre acesso a permanência; b) requisitar de seus responsáveis a exibição ou o fornecimento de cópia de qualquer documento, no prazo de quarenta e oito horas, independentemente de prévia autorização superior; c) requisitar de seus responsáveis a prestação de esclarecimentos necessários, independentemente de prévia autorização superior, no mesmo prazo a que se refere à alínea anterior; d) transportar-se aos lugares onde se fizer mister a sua presença, ali realizando os atos que lhe competir, conjunta ou separadamente. § 2º No exercício de suas atribuições poderão, ainda, as comissões parlamentares de inquérito, por inter- médio de seu Presidente: a) determinar as diligências que reputarem necessárias; b) requerer a convocação de Secretário Municipal para prestar informações pessoalmente perante a Co- missão; c) tomar depoimento de quaisquer autoridades, intimar testemunhas e inquiri-las sob compromisso; d) proceder a verificações contábeis em livros, papéis e documentos dos órgãos da Administração Direta e Indireta. § 3º Nos termos do art. 3º da Lei Federal nº 1.579 de 18 de março de 1.952, as testemunhas serão intima- das, de acordo com as prescrições estabelecidas na legislação penal e, em caso de não comparecimento, sem motivo justificado, a intimação será solicitada a juiz de Direito da localidade onde residem ou se encontrem na forma do art. 218 do Código de Processo Penal. 14 § 4º Em caso de não atendimento às requisições, determinações e requerimentos a que se refere o § 1º e às alíneas “a” e “b” do parágrafo 2º deste artigo, nos prazos fixados, aplicar-se-á o disposto no parágrafo 2º do art. 13 desta Lei. SEÇÃO X DA PROCURADORIA DA CÂMARA Art. 40 À Procuradoria da Câmara Municipal, criada por lei específica, compete exercer a representação judicial, a consultoria e o assessoramento técnico-jurídico do Poder Legislativo. Parágrafo Único - Lei de iniciativa da Mesa da Câmara organizará a Procuradoria da Câmara Municipal, observados os princípios e regras pertinentes da Constituição Federal, da Constituição Estadual e desta Lei Orgânica, disciplinará suas atribuições e disporá sobre o ingresso na classe inicial, mediante concurso público de provas ou de provas e títulos. SEÇÃO XI DO PROCESSO LEGISLATIVO SUBSEÇÃO I DISPOSIÇÃO GERAL Art. 41 O Processo Legislativo compreende: I - emendas à Lei Orgânica do Município; II - leis complementares; III - leis ordinárias; IV - decretos legislativos; V - resoluções. Parágrafo Único - A elaboração, redação, alteração e consolidação da legislação dar-se-á na conformidade da lei complementar federal, desta Lei Orgânica e do Regimento Interno da Câmara. SUBSEÇÃO II DAS EMENDAS À LEI ORGÂNICA Art. 42 A Lei Orgânica do Município poderá ser emendada mediante proposta: I - do Prefeito; II - de um terço, no mínimo dos membros da Câmara Municipal; III - da população, subscrito por 5% (cinco por cento) do eleitorado do Município. § 1º A proposta de emenda à Lei Orgânica será votada em dois turnos, com interstício mínimo de dez dias, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, o voto favorável de dois terços dos membros da Câmara. § 2º A emenda aprovada nos termos deste artigo será promulgada pela Mesa da Câmara Municipal, com o respectivo número de ordem. § 3º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada, ou havida por prejudicada, não poderá ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. § 4º No caso do inciso III, desta lei, a subscrição deverá ser acompanhada dos dados identificadores do Título de Eleitor. 15 § 5º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a oferecer ou abolir: I - a forma Federativa de Estado; II - a separação dos Poderes; III - os direitos e garantias individuais. SUBSEÇÃO III DAS LEIS COMPLEMENTARES Art. 43 A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer Vereador ou Comissão, ao Prefeito e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Lei Orgânica. Art. 44 As leis complementares exigem, para sua aprovação, o voto favorável da maioria absoluta dos mem- bros da Câmara, ressalvados as exceções previstas no art. 54. Parágrafo Único - São leis complementares as concernentes às seguintes matérias: I - Código Tributário do Município; II - Código de Obras ou de Edificações; III - Código Sanitário do Município; IV - Código de Parcelamento de Solo Urbano; V - Código de Posturas Municipais; VI - Regime Jurídico dos Servidores Públicos Municipais; VII - Estatuto do Magistério Público Municipal. SUBSEÇÃO IV DAS LEIS ORDINÁRIAS Art. 45 As leis ordinárias exigem para sua aprovação o voto da maioria simples dos membros da Câmara, ressalvados os casos previstos nos artigos 54 e 55. Art. 46 O prefeito poderá solicitar urgência para a apreciação de projetos de sua iniciativa, considerados relevantes, os quais deverão ser apreciados no prazo de até 45 (quarenta e cinco) dias. § 1º Decorrido, sem deliberação, o prazo fixado neste artigo, o projeto será obrigatoriamente incluído na Ordem do Dia, sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos, para que se ultime a votação, exce- tuados os casos do artigo 46, parágrafo 3º, art. 112, parágrafos 9º e 10 e art. 209, desta Lei Orgânica § 2º O prazo a que se refere este artigo não corre nos períodos de recesso da Câmara e não se aplica aos projetos de codificação. § 3º Os projetos de iniciativas dos Vereadores, bem como os de iniciativa do Executivo sem caráter de ur- gência, inclusive os projetos de codificação, deverão ser apreciados no prazo de até 180 (cento e oitenta) dias, aplicando-se o disposto no § 1º deste artigo no caso de esgotar-se esse prazo sem deliberação. Art. 47 Compete privativamente ao Prefeito a iniciativa de leis que: I - fixem ou modifiquem o efetivo da Guarda Municipal; II - disponham sobre: a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta, autárquica ou fundacional; b) fixação ou aumento de remuneração dos servidores municipais; c) provimento de cargos, regime jurídico, estabilidade e aposentadoria dos servidores; d) organização administrativa, serviços públicos, e pessoal da administração; e) criação, estruturação e atribuições dos órgãos da administração municipal. 16 III – (Inciso declarado inconstitucional, em controle concentrado, pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, pela ADIn nº 003543864- 64.1998.8.26.0000, publicada no DOE de 17/02/2014.) Art. 48 É da competência exclusiva da Câmara a iniciativa de projetos de lei ou de resolução que disponham sobre: I - criação, extinção ou transformação de cargos, funções ou empregos de seus servidores. II - fixação ou aumento de remuneração de seus servidores; III - organização e funcionamento de seus serviços; IV - subsídios de todos agentes políticos. Art. 49 Não será admitido aumento da despesa prevista: I - nos projetos de iniciativa privativa do Prefeito, ressalvado o disposto no art. 112, parágrafos 2º, 3º, 4º e 5º; II - nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara Municipal. Art. 50 A iniciativa popular poderá ser exercida pela apresentação à Câmara Municipal de projeto de lei por, no mínimo, 5% (cinco por cento) do eleitorado municipal. § 1º A proposta popular deverá ser articulada, exigindo-se, para seu recebimento, a identificação dos assi- nantes, mediante indicação do número do respectivotítulo eleitoral. § 2º A tramitação dos projetos de lei de iniciativa popular obedecerá às normas relativas ao processo legis- lativo, estabelecidas nesta lei, podendo receber emendas dos vereadores. Art. 51 O projeto aprovado em 2 (dois) turnos de votação será, no prazo de 10 (dez) dias úteis, enviado pelo Presidente da Câmara ao Prefeito que, aquiescendo, o sancionará e promulgará no prazo de 15 (quinze) dias úteis. § 1º Decorrido o prazo de 15 (quinze) dias úteis, o silêncio do Prefeito importará em sanção. § 2º Se o Prefeito considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional, ilegal ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, contados da data do recebimento, e comunicará dentro de 48 (quarenta e oito) horas, ao Presidente da Câmara, os motivos do veto. § 3º O veto deverá ser sempre justificado, e quando parcial abrangerá o texto integral de artigo, de parágra- fo, de inciso ou alínea. § 4º O veto será apreciado pela Câmara no prazo de 30 (trinta) dias, a contar de seu recebimento, só po- dendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos vereadores, numa única votação. § 5º Esgotado sem deliberação, o prazo estabelecido no parágrafo 4º deste artigo, o veto será colocado na Ordem do Dia da sessão imediata, sobrestada as demais proposições até sua votação final, ressalvadas as matérias de que tratam os artigos 110, 111 e 112. § 6º Se o veto for rejeitado, o projeto será enviado ao Prefeito em 48 (quarenta e oito) horas, para promul- gação. § 7º Se o Prefeito não promulgar a lei em 48 (quarenta e oito) horas, nos casos de sanção tácita ou rejeição do veto, o Presidente da Câmara a promulgará e, se este não fizer em igual prazo, caberá ao Vice-Presidente fazê-lo. § 8º Nos casos de veto parcial as disposições aprovadas pela Câmara serão promulgadas pelo Presidente, com o mesmo número de lei original, observado o prazo fixado no § 7º deste artigo. § 9º O prazo previsto no § 4º deste artigo não corre nos períodos de recesso da Câmara. § 10 A manutenção do veto não restaura matéria suprimida ou modificada pela Câmara. § 11 Na apreciação do veto a Câmara não poderá introduzir qualquer modificação no texto aprovado. § 12 O projeto aprovado em turno único de votação deverá ser enviado ao Prefeito no prazo de 5 (cinco) dias úteis. Art. 52 A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta de maioria absoluta dos membros da Câmara. 17 Parágrafo Único - O disposto neste artigo não se aplica aos projetos de iniciativa do Prefeito, que serão sempre submetidos à deliberação da Câmara. Art. 53 O projeto de lei que receber, quanto ao mérito parecer contrário de todas as comissões, pela maioria de seus integrantes, será tido como rejeitado. Art. 54 Dependerão do voto favorável de 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara a aprovação e a alte- ração das seguintes matérias: I - Plano Diretor; II - Zoneamento urbano; III - Concessão de serviços públicos; IV - Concessão de direito real de uso; V - Alienação de bens imóveis; VI - Aquisição de bens imóveis por doação com encargo; VII - Alteração de denominação de próprios, vias e logradouros públicos; VIII - Obtenção de empréstimo particular; IX - Concessão de título de cidadão honorário ou qualquer outra honraria ou homenagem. X - Desafetação de praças públicas, áreas verdes, sistema de lazer ou recreio, vias públicas e quaisquer outras áreas de uso comum do povo; XI - Regimento Interno da Câmara. Art. 55 Dependerão do voto da maioria absoluta dos membros da Câmara, as seguintes matérias: I - Criação de cargos; II - Fixação ou aumento de vencimento dos servidores; III - Concessão administrativa de bens públicos; IV - Obtenção de empréstimos de agentes financeiros oficiais; V - Código Tributário Municipal. SEÇÃO XII DOS DECRETOS LEGISLATIVOS E DAS RESOLUÇÕES Art. 56 As proposições destinadas a regular matéria político-administrativa de competência exclusiva da Câmara são: I - Decreto Legislativo, de efeitos externos; II - Resolução, de efeitos internos. Art. 57 O regimento Interno da Câmara disciplinará os casos de decreto legislativo e de resolução cuja elaboração, redação, alteração e consolidação serão feitas com observância das mesmas normas técnicas relativas as leis. SEÇÃO XIII DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA, ORÇAMENTÁRIA, OPERACIONAL E PATRIMO- NIAL Art. 58 A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Município e de todas as entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, finalidade, motivação, moralidade, publicidade e interesse público, aplicação de subvenções e renúncia de receitas, será exercida pela Câmara Municipal mediante controle externo e pelos sistemas de controle interno de cada Poder. 18 § 1º O controle externo será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado. § 2º O parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado sobre as contas que o Prefeito deve prestar anual- mente, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal. § 3º Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiro, bens e valores públicos ou pelos quais o município responda, ou que, em nome deste, assuma obrigações de natureza pecuniária. Art. 59 As contas do Município ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à disposição de qualquer con- tribuinte, para manuseio, exame e verificação, a partir de 15 de abril de cada exercício, no horário de funciona- mento da Câmara Municipal, em local de fácil acesso ao público. § 1º A consulta às contas municipais pode ser feita por qualquer cidadão, independente de requerimento ou autorização de qualquer autoridade. § 2º A consulta só poderá ser feita no recinto da Câmara, deixando-se à disposição do público o número de cópias que forem necessárias. § 3º As reclamações contra as contas poderão ser feitas perante a Câmara Municipal, com a identificação completa dos reclamantes o qual poderá enviar uma cópia ao Tribunal de Contas. Art. 60 A Câmara Municipal e o Executivo manterão, de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade de: I - Avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos do Município; II - Comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração municipal, bem como da aplicação de recur- sos públicos por entidades de direito privado; III - Exercer o controle sobre o deferimento de vantagens e a forma de calcular qualquer parcela integrante da remuneração, vencimento ou salário de seus membros ou servidores; IV - Exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres do Município; V - Apoiar o controle externo, no exercício de sua missão institucional. § 1º Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade, ilegalida- de ou ofensa aos princípios do art. 113 desta lei, dela darão ciência ao Tribunal de Contas do Estado, sob pena de responsabilidade solidária. § 2º Qualquer cidadão, partido político, associação ou entidade sindical é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ao Tribunal de Contas do Estado ou à Câmara Municipal. SEÇÃO XIV DA SOBERANIA POPULAR Art. 61 A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com igual valor para todos, e, nos termos da lei complementar, mediante: I - plebiscito; II - referendo; III - iniciativa popular; Art. 62 O plebiscito é a manifestação do eleitorado do município, da sede, de bairro ou de distrito, sobre fato específico, decisão política, programa, obra ou matéria relevante aser votada pela Câmara Municipal. § 1º O plebiscito será convocado pela Câmara Municipal, através de resolução, deliberando sobre requeri- mento apresentado: a) por cinco por cento do eleitorado do Município; 19 b) pelo Prefeito Municipal; c) pela terça parte, no mínimo dos Vereadores. § 2º A convocação do plebiscito dependerá do voto favorável de 2/3 (dois terços) dos Vereadores que com- põem a Câmara. § 3º Independe de requerimento a convocação de plebiscito previsto no art. 4º desta lei. § 4º A Câmara organizará, solicitando a cooperação da Justiça Eleitoral, a votação da consulta plebiscitária, no prazo de três meses após a aprovação da respectiva resolução, adotando-se cédula oficial que conterá as palavras Sim e Não, indicando, respectivamente, aprovação ou rejeição da proposição. § 5º A proposição será considerada aprovada se o resultado lhe tiver sido favorável pelo voto da maioria dos eleitores que compareceram às urnas, desde que pelo menos 50% dos eleitores envolvidos tenham compare- cido às urnas. § 6º Será realizada, no máximo, uma consulta plebiscitária, por ano. § 7º A realização do plebiscito, tanto quanto possível, coincidirá com eleições no Município. § 8º O município deverá alocar recursos financeiros necessários à realização de plebiscito. § 9º Proclamado o resultado da consulta, ele será considerado como decisão sobre a questão proposta, devendo o Poder Executivo ou o Poder Legislativo, conforme o caso, adotar as providências legais para a sua consecução. Art. 63 O referendo é a manifestação do eleitorado do município, da sede, de bairro ou de distrito, sobre fato específico, decisão política, programa, obra ou matéria relevante votada pela Câmara Municipal. Parágrafo Único - Aplicam-se ao referendo o dispositivo nos parágrafos do artigo anterior. Art. 64 A Câmara fará tramitar a proposta de iniciativa popular, de acordo com suas normas regimentais, incluindo: I - audiência pública em que sejam ouvidos representantes dos signatários, perante as Comissões compe- tentes para oferecer parecer sobre a proposta; II - prazo para deliberação regimentalmente previsto; III - votação conclusiva pela aprovação, com ou sem emendas ou substitutivo, ou pela rejeição; IV - fica garantida a defesa em plenário, por um dos cinco primeiros signatários da iniciativa popular. CAPÍTULO II DO PODER EXECUTIVO SEÇÃO I DO PREFEITO Art. 65 O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito, auxiliado pelos Secretários, com funções políticas, exe- cutivas e administrativas, e os responsáveis pelos órgãos da administração direta ou indireta. Art. 66 O prefeito e o Vice-Prefeito serão eleitos simultaneamente, para mandato de quatro anos, por elei- ção direta, em sufrágio universal e secreto, até noventa dias antes do término do mandato do seu antecessor, dentre brasileiros maiores de vinte e um anos no exercício de seus direitos políticos. Art. 67 O Prefeito e o Vice-Prefeito tomarão posse no dia 1º de janeiro em sessão solene na Câmara Muni- cipal ou, se esta não estiver reunida, perante a autoridade judiciária competente. § 1º Se até o dia dez de janeiro o Prefeito ou o Vice-Prefeito, salvo motivo de força maior, devidamente com- provado e aceito pela Câmara Municipal, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago. § 2º Enquanto não ocorrer a posse do Prefeito, assumirá o Vice-Prefeito, e, na falta ou impedimento deste, o Presidente da Câmara. 20 § 3º No ato de posse e ao término do mandato, o Prefeito e o Vice-Prefeito farão declaração pública de seus bens, as quais serão transcritas em livro próprio, constando de ata o seu resumo. § 4º O Prefeito e o Vice-Prefeito, este quando remunerado, deverão desincompatibilizar-se; quando não remunerado, o Vice-Prefeito cumprirá essa exigência ao assumir o exercício do cargo. § 5º O Vice-Prefeito, além de outras atribuições que lhe forem conferidas pela legislação local, auxiliará o Prefeito sempre que por ele convocado para missões especiais, o substituirá nos casos de licença e quando o Prefeito ausentar-se do Município, por mais de dez dias, e o sucederá no caso de vacância do Cargo. § 6º A investidura do Vice-Prefeito em Secretaria Municipal não impedirá as funções previstas no parágrafo anterior. § 7º O Vice-Prefeito não poderá recusar-se a substituir o Prefeito sob pena de extinção do respectivo man- dato. § 8º A recusa do Presidente da Câmara em assumir a Prefeitura implicará em perda do mandato que ocupa na Mesa da Câmara. § 9º Enquanto o substituto legal não assumir, responderá pelo expediente da Prefeitura o Secretário Muni- cipal dos Negócios Jurídicos. § 10 Nas substituições por prazo superior a quinze dias, o substituto legal do Prefeito fará jus ao subsídio e à verba de representação do cargo, não podendo, porém, acumular com a remuneração da vereança ou com a remuneração do exercício de cargo, emprego ou função na Administração Pública Municipal, conforme o caso. Art. 68 Em caso de impedimento do Prefeito e do Vice-Prefeito ou vacância dos respectivos cargos, o Pre- sidente da Câmara assumirá a Prefeitura, e completará o período se as vagas ocorrerem na segunda metade do mandato. Parágrafo Único - se as vagas ocorrerem na primeira metade do mandato, far-se-á eleição direta, na forma da legislação eleitoral, cabendo aos eleitos completar o período. SEÇÃO II DAS PROIBIÇÕES Art. 69 O Prefeito e o Vice-Prefeito no exercício do mandato de Prefeito, não poderão, sem licença da Câ- mara, ausentar-se do Município ou afastar-se do cargo, por mais de quinze dias, ou ausentar-se do País por qualquer tempo, sob pena de extinção do mandato. Parágrafo Único - Sempre que tiver de ausentar-se do Município ou afastar-se do cargo por mais de quinze dias consecutivos, o Prefeito passará o exercício do cargo, ao seu substituto legal. Caso, não o faça, o seu substituto legal o substituirá automaticamente, a partir do décimo sexto dia de sua ausência, ou de seu afasta- mento, até que o Prefeito reassuma o cargo. Art. 70 O Prefeito não poderá, desde a posse, sob pena de perda do cargo, incidir em qualquer uma das proibições a que se referem as alíneas “a” e “b” do inciso I, e as alíneas “a”, “b”, “c” e “d” do inciso II do art. 21 desta lei, sob pena de extinção do mandato. Art. 71 São infrações político-administrativas do Prefeito Municipal, sujeitas ao julgamento pela Câmara dos Vereadores e sancionadas com a cassação do mandato, na forma preconizada pela legislação federal de regência, especialmente: I - Impedir o funcionamento regular da Câmara; II - Impedir o exame de livros, documentos que devam constar dos arquivos da Prefeitura, bem como a ve- rificação de obras e serviços municipais, por comissão parlamentar da Câmara regularmente constituída; III - Negar-se a prestar informações solicitadas regularmente pela Câmara ou impedir que os Secretários Municipais o façam; IV - retardar a publicação ou deixar de publicar as leis e atos sujeitos a essa formalidade; 21 V - Deixar de apresentar à Câmara no devido tempo, e em forma regular, a proposta de diretrizes orçamen- tárias, o plano plurianual ou o orçamento anual; VI - Descumprir as leis orçamentárias do município; VII - Praticar contra expressa disposição de lei, ato de sua competência ou omitir-se na sua prática; VIII - Praticar ou omitir-se na prática de ato, de sua competência, movido por razões que atentem contra os princípios da justiça, da eficácia, da moralidade, da impessoalidade ou da publicidade da ação municipal; IX - Omitir-se ou negligenciar na defesa de bens, rendas, direitos ou interesses do município, sujeitos à administração da Prefeitura. X - Ausentar-se do Município, ou afastar-se do cargo, por tempo superior permitido nesta lei, sem licença da Câmara; XI - Residir fora do Município; XII - Deixar de fornecer certidões de atos ou contratos municipais no prazo estabelecido nesta lei; XIII - Nomear, admitir ou designar servidor contra expressa disposição de lei; XIV - Negar-se a executar lei federal, estadualou municipal, ou deixar de cumprir ordem judicial; XV - Adquirir bens ou realizar serviços e obras, sem licitação, nos casos exigidos em lei; XVI - Alienar, onerar ou conceder o uso de imóveis municipais, sem autorização da Câmara ou em desacor- do com a lei; XVII - Fazer uso de imóveis municipais em desacordo com a sua destinação original, sem autorização da Câmara; XVIII - antecipar ou inverter a ordem de pagamento de credores do Município, sem vantagem para ao erário; XIX - atentar contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais. Art. 72 O processo de cassação do mandato do Prefeito pela Câmara de Vereadores, por infrações defini- das no art. 71 desta lei, obedecerá, o seguinte rito: I - A denúncia escrita da infração poderá ser feita por qualquer eleitor, com a exposição dos fatos e a indi- cação das provas. Se o denunciante for Vereador, ficará impedido de votar sobre a denúncia e de integrar a comissão processante, podendo, todavia, praticar todos os atos de acusação. Se o denunciante for o Presiden- te da Câmara, passará a Presidência ao substituto legal, para os atos do processo e só votará se necessário para completar o quorum de julgamento. Será convocado o suplente do Vereador impedido de votar, o qual não poderá integrar a Comissão Processante; II - de posse da denúncia, o Presidente da Câmara, na primeira sessão, determinará sua leitura e consultará a Câmara sobre seu recebimento. Decidindo o recebimento, pelo voto da maioria dos presentes, na mesma sessão será constituída a Comissão processante, com três vereadores sorteados entre os desimpedidos, os quais elegerão, desde logo, o Presidente e o Relator; III - Recebendo o processo, o Presidente da Comissão iniciará os trabalhos, dentro em cinco dias, notifican- do o denunciado, com a remessa de cópia da denúncia e documentos que a instruírem, para que, no prazo de dez dias, apresente defesa prévia, por escrito, indique as provas que pretender produzir e arrole testemunhas, até o máximo de dez. Se estiver ausente do Município, a notificação far-se-á por edital, publicado duas vezes, no órgão oficial, com intervalo de três dias, pelo menos, contado o prazo da primeira publicação. Decorrido o prazo de defesa, a Comissão Processante emitirá parecer dentro em cinco dias, opinando pelo prosseguimen- to ou arquivamento da denúncia, o qual, neste caso, será submetido ao Plenário. Se a Comissão opinar pelo prosseguimento, o Presidente designará, desde logo, o início da instrução, e determinará os atos, diligências e audiências que se fizerem necessários, para o depoimento do denunciado e inquirição das testemunhas; IV - O denunciado deverá ser intimado de todos os atos do processo, pessoalmente, ou na pessoa de seu procurador, com a antecedência, pelo menos, de vinte e quatro horas, sendo-lhe permitido assistir às diligên- cias e audiência, bem como formular perguntas e reperguntas as testemunhas e requerer o que for de interesse da defesa. 22 V - Concluída a instrução, será aberta vista do processo ao denunciado, para razões escritas, no prazo de cinco dias, e após, a Comissão processante emitirá parecer final, pela procedência ou improcedência da acusação, e solicitará ao Presidente da Câmara a convocação da sessão para julgamento. Na sessão de julga- mento, o processo será lido, integralmente, e, a seguir, os Vereadores que o desejarem poderão manifestar-se verbalmente, pelo tempo máximo de quinze minutos cada um, e, ao final, o denunciado, ou seu procurador, terá o prazo máximo de duas horas, para produzir sua defesa oral. VI - Concluída a defesa, proceder-se-á a tantas votações nominais, quantas forem às infrações articuladas na denúncia. Considerar-se-á afastado, definitivamente, do cargo, o denunciado que for declarado pelo voto de dois terços pelo menos, dos membros da Câmara, incurso em qualquer das infrações especificadas na denún- cia. Concluído o julgamento, o Presidente da Câmara proclamará imediatamente o resultado e fará lavrar ata que consigne a votação nominal sobre cada infração e, se houver condenação, expedirá o competente decreto legislativo de cassação do mandato do Prefeito. Se o resultado da votação for absolutório, o Presidente deter- minará o arquivamento do processo. Em qualquer dos casos, o Presidente da Câmara comunicará à Justiça Eleitoral o resultado. Parágrafo Único - O processo de cassação do mandato de Vereador obedecerá no que couber, o disposto neste artigo. Art. 73 Extingue-se o mandato de Prefeito, e, assim, deve ser declarado pelo Presidente da Câmara de Vereadores, quando: I - Ocorrer falecimento, renúncia por escrito, cassação dos direitos políticos ou condenação por crime fun- cional ou eleitoral; II - Deixar de tomar posse, sem motivo justo aceito pela Câmara, dentro do prazo estabelecido em lei; III - Incidir nos impedimentos para o exercício do cargo, estabelecido em lei, e não se descompatibilizar até a posse, e, nos casos supervenientes, no prazo que a lei ou a Câmara fixar; IV - Assumir outro cargo ou função pública na Administração pública direta ou indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso público observado o disposto no artigo 30 e seus incisos I, IV e V da Constituição Fe- deral. Parágrafo Único - A extinção do mandato independe de deliberação do plenário e se tornará efetiva desde a declaração do fato ou ato extintivo pelo Presidente e sua inserção em ata. SEÇÃO III DA LICENÇA Art. 74 Para ausentar-se do município ou afastar-se do cargo por mais de quinze dias, ou ausentar-se do País por qualquer tempo, o Prefeito deverá obter prévia licença da Câmara Municipal. Parágrafo Único - O prefeito regularmente licenciado terá direito a perceber subsídio e verba de represen- tação quando: a) Impossibilitado de exercer o cargo por motivo de doença devidamente comprovada; b) Em gozo de férias anuais do exercício do cargo, até o limite de trinta dias a cada período de um ano de exercício do mandato; c) a serviço ou, missão oficial de representação do Município, do Estado ou do País. SEÇÃO IV DAS ATRIBUIÇÕES DO PREFEITO Art. 75 Compete ao Prefeito, além de outras atribuições previstas nesta lei: I - representar o município nas suas relações jurídicas, políticas e administrativas; II - exercer com o auxilio do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais, a direção superior da administração pública municipal, segundo os preceitos desta lei; 23 III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta lei; IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis aprovadas pela Câmara, e expedir regulamentos para sua fiel execução; V - Vetar projetos de lei, total ou parcialmente; VI - enviar à Câmara Municipal o Plano Plurianual, as Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento anual do Município; VII - Remeter mensagem de Plano de Governo por ocasião da abertura da sessão legislativa, expondo a situação do município e solicitando as providências, que julgar necessárias; VIII - Prestar anualmente, a Câmara Municipal, dentro do prazo legal, as contas do município referente ao exercício anterior; IX - publicar até 30 (trinta) dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária; X - prover e extinguir os cargos, os empregos e as funções públicas municipais, na forma da lei; XI - expedir decretos, portarias e outros atos administrativos, e fazer publicá-los; XII - decretar desapropriações e instituir servidões administrativas; XIII - prestar dentro de 15(quinze) dias as informações solicitadas pela Câmara na forma Regimental, po- dendo o prazo ser prorrogado, a pedido, nos termos do art. 130, parágrafo 1º, desta lei; XIV - encaminhar a Câmara Municipal, dentro de 15(quinze) dias, as cópias de atos municipais ou documen- tos relativos aos negócios realizados pelo Poder Executivo, quando solicitados na forma regimental; XV - Celebrar convênios com entidades públicas ou privadas para realização de objetos de interesse do município; XVI - dispor sobre a organização