Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

1
CONJUNTO HABITACIONALCONJUNTO HABITACIONAL
HELIÓPOLISHELIÓPOLIS
HABITAÇÃO SOCIAL
FAVELA DO HELIÓPOLIS
Universidade São Judas Tadeu
Arquitetura e Urbanismo
Trabalho final de graduação
Tamires Rocino Castino
Orientador: Marcelo Galli Serra
São Paulo, 2022
HABITAÇÃO SOCIAL
FAVELA DO HELIÓPOLIS
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente aos meus pais, Cláudia e 
Renato, meu marido, Fábio, e a toda minha família, que nunca 
duvidaram que eu pudesse chegar até aqui, e me apoiaram 
incondicionalmente durante essa jornada.
Aos amigos que estiveram comigo, e às colegas Ieda 
e Natalia, que além de colegas de turma e de trabalhos, se 
tornaram meu porto seguro e amigas que levarei para a vida 
toda.
Ao orientador Marcelo Galli, por todo o ensinamento, 
apoio, paciência e suporte.
Ao meu filho, Pedro, que é meu maior incentivo em dar 
sempre o melhor de mim. É tudo por ele, e para ele.
RESUMO
A questão habitacional brasileira é uma velha 
conhecida da população, que afeta principalmete os mais 
pobres, por meio de segregação urbana e déficit habitacional.
O objetivo do trabalho é contextualizar essa questão, 
trazendo embasamento histórico, principais causas, políticas 
públicas adotadas ao longo dos anos, e como a população é 
afetada direta e indiretamente. Assim, propõe-se apresentar 
análises dos principais fatores que influenciaram no déficit 
habitacional brasileiro, a maneira que o poder público lida com 
a situação e as formas propostas de solucioná-la, por meio 
de construção de habitações de interesse social nem sempre 
pensadas da melhor forma para favorecer a população.
Por fim, é apresentada uma proposta de habitação, 
projetada para atender às necessidades dos moradores de 
São Paulo, com foco na população da Favela do Heliópolis, 
visando equilibrar o adensamento existente. Observando 
parâmetros urbanísticos e sociais, e propostas já existentes, o 
objetivo é criar um modelo de habitação voltado também para 
a cidade.
Palavras-chave: habitação social; déficit habitacional; 
políticas públicas
RESUMO
LISTA DE FIGURAS
FIGURA 1 - Mapa da Cidade de São Paulo . . . . . . . . . . . . . . 21
FIGURA 2 - Aproximação da Área de Intervenção . . . . . . . . 21
FIGURA 3 - Mapa de Densidade Demográfica . . . . . . . . . . . 22
FIGURA 4 - Mapa de Mobilidade Urbana . . . . . . . . . . . . . . . . 23
FIGURA 5 - Mapa de Equipamentos Públicos . . . . . . . . . . . . 24
FIGURA 6 - Mapa de Zoneamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
FIGURA 7 - Mapa de Terreno Escolhido. . . . . . . . . . . . . . . . . 26
FIGURA 8 - Ampliação terreno escolhido. . . . . . . . . . . . . . . . . 27
FIGURA 9 - Foto Jardim Edite . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
FIGURA 10 - Distribuição do Partido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
FIGURA 11- Foto Complexo Residencial Las Américas . . . . 30
FIGURA 12 - Diagrama de Projeto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
ÍNDICE
INTRODUÇÃO
1. A QUESTÃO HABITACIONAL BRASILEIRA DO 
PROCESSO DE URBANIZAÇÃO AOS DIAS ATUAIS
1.1 Contexto histórico
1.1.1 Institutos de Aposentadoria e Pensão
1.1.2 Lei do Inquilinato
1.1.3 Fundação da Casa Popular
1.1.4 Alternativas Habitacionais
1.1.5 Sistema Financeiro de Habitação (SFH) / Banco 
Nacional de Habitação (BNH)
1.2 Políticas Pós BNH
1.2.1 Sistema Nacional de Habitação de Interesse 
Social (SNHIS)
1.2.2 Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV)
1.2.3 Segregação Urbana e Déficit Habitacional
2. LOCAL
2.1 História da Região
2.2 Parâmetros Urbanísticos
2.2.1 Densidade Demográfica
2.2.2 Mobilidade Urbana
2.2.3 Equipamentos Públicos
2.2.4 Zoneamento
2.2.5 Terreno Escolhido
7
8
8
10
11
12
13
14
16
16
17
18
20
20
22
22
23
24
25
26
3. ESTUDO DE CASO
3.1 Conjunto Habitacional do Jardim Edite 28
3.2 Complexo Residencial Las Américas 30
4.HABITAÇÃO SOCIAL HELIÓPOLIS 32
4.1 Implantação, 1º pavimento, 33
fluxograma e detalhes
4.2 2º pavimento, 3º pavimento, 34
4º pavimento e corte AA 
4.3 5º pavimento, 6º pavimento 35
corte BB e corte CC 
4.4 7º pavimento, 8º pavimento
ampliação circulação e unidades 36
5. BIBLIOGRAFIA 37
7
INTRODUÇÃO
O processo brasileiro de urbanização deu origem ao 
problema habitacional que enfrentamos até os dias de hoje. 
A industrialização causou um intenso processo de migração 
campo-cidade, que intensificou o déficit habitacional e a 
segregação urbana, já que os migrantes e a população mais 
pobre foi levada a ocupar a periferia das cidades.
O Estado se mantinha alheio às questões 
habitacionais, até que houvesse uma crescente 
conscientização de que o poder público deveria intervir, já 
que a iniciativa privada não supriria a demanda criada. A partir 
desse momento, diversas políticas públicas foram criadas, na 
tentativa de solucionar o problema. Porém, sempre pairou o 
interesse do mercado imobiliário sobre as políticas, dificultando 
o alcance desejado.
Ainda assim, foram criados alguns programas 
habitacionais importantes, que contribuíram significativamente 
na construção de habitações de interesse social e na 
propagação da discussão sobre o déficit habitacional brasileiro.
8
1. A QUESTÃO HABITACIONAL BRASILEIRA 
DO PROCESSO DE URBANIZAÇÃO AOS 
DIAS ATUAIS
1.1 Contexto Histórico
De acordo com Santos (1993, pág. 17) “durante 
séculos o Brasil como um todo é um país agrário [...] no 
começo, a ‘cidade’ era bem mais uma emanação do poder 
longínquo, uma vontade de marcar presença num país 
distante.”.
Podemos observar que é a partir do século XVIII que a 
urbanização se desenvolve, e segundo R. Bastide (1978, pág. 
56) “a casa da cidade torna-se a residência mais importante 
do fazendeiro ou do senhor de engenho, que só vai à sua 
propriedade rural no momento do corte e da moenda da cana” 
(apud Santos, 1993, pág. 19).
No século XIX a urbanização amadurece, e somente 
no século XX assume características que conhecemos hoje 
(Santos, 1993).
O índice da urbanização brasileira caminhou a 
curtos passos entre o fim do período colonial até o final do 
século XIX, porém em apenas 20 anos, entre 1920 e 1940, a 
taxa passou de 10,7% para 31,24%, triplicando o seu valor. 
(Santos, 1993, pág. 22).
Neste período, o Brasil passa por uma transformação 
econômica, onde a população ocupada em serviços cresce 
rapidamente. A participação dos setores primário e secundário 
diminui, enquanto a do setor terciário aumenta. Este contexto 
está diretamente ligado à industrialização, que causou 
um intenso processo de migração campo-cidade, atraindo 
uma grande massa de trabalhadores e, por outro lado, a 
mecanização do campo influenciou na diminuição da mão de 
obra, que, aliada a ausência de políticas públicas voltadas 
para o campo, forçou a saída das pessoas para as cidades, 
buscando melhor qualidade de vida. (Monteiro e Veras, 2017)
As cidades não comportavam o crescimento acelerado, 
e esse processo escancarou a desigualdade social: as 
pessoas recém chegadas e a população mais pobre foi 
inserida nas periferias, por meio de habitações irregulares, 
autoconstrução ou cortiços.
Segundo Maricato (2000, pág. 22),
As reformas urbanas, realizadas em diversas 
cidades brasileiras entre o final do século XIX 
e início do século XX, lançaram as bases de um 
urbanismo moderno ‘à moda’ da periferia.
Eram feitas obras de saneamento básico e 
embelezamento paisagístico, implantavam-se as 
bases legais para um mercado imobiliário de corte 
capitalista, ao mesmo tempo em que a população
excluída desse processo era expulsa para os 
morros e as franjas da cidade.
9
A elite passou a alterar as moradias dos trabalhadores 
de forma higienista, expulsando as classes pobres dos centros, 
com a justificativa de controlesanitário. O objetivo, porém, 
era o embelezamento das cidades, a fim de atrair investidores 
estrangeiros. Essa política urbana se estendeu até a República 
Velha, onde, além dos fatores citados anteriormente, os 
centros das cidades passaram a abrigar comércios e serviços, 
tornando os terrenos próximos a essa região inacessíveis para 
a população de baixa renda. (Rubin e Bolfe, 2014)
Para Bonduki (1994, pág. 713),
É neste contexto que se inseria a intensa 
produção habitacional realizada pela iniciativa 
privada para locação. Em São Paulo, em 1920, 
apenas 19% dos prédios eram habitados pelos 
seus proprietários, predominando largamente o 
aluguel como forma básica de acesso à moradia 
(Bonduki 1982). Considerando-se que boa parte 
dos prédios ocupados pelos trabalhadores de 
baixa renda eram cortiços e, portanto, ocupados 
por mais de uma família, conclui-se que quase 
90% da população da cidade, incluindo quase a 
totalidade dos trabalhadores e da classe média, 
era inquilina, inexistindo qualquer mecanismo de 
financiamento para aquisição da casa própria
Neste período havia uma regra geral: o Estado não 
assumia a responsabilidade de prover moradias, nem de 
regulamentar os aluguéis e seus preços. A conclusão era que 
se o poder público investisse na construção de casas para os
 os trabalhadores, desestimularia a produção privada. 
(Bonduki, 1994)
Bonduki (1994, pág. 715) afirma que “‘o governo 
não deve produzir casas para os operários mas estimular os 
particulares a investirem’ é a lógica que orienta, de modo geral, 
o Estado liberal da República Velha.”
Embasada nesta lógica, as vilas operárias surgiram 
como solução ideal. Os próprios industriais construíam 
casas para serem alugadas a baixo custo a seus operários, 
instalando-os nas imediações das indústrias e ainda podendo 
manter um controle político e ideológico. As vilas operárias 
eram divulgadas como iniciativa a ser estimulada pois tirava 
a população da insalubridade dos cortiços, garantindo 
moradia digna. Villaça (1986, pág. 17) diz que “para a classe 
dominante, evidentemente, era mais fácil conviver com as vilas 
operárias do que com os cortiços.”
Porém, devemos lembrar que por trás das ditas 
melhorias, está o interesse direto dos industriais em manter um 
controle direto sobre seus operários, visto o recorrente medo 
de revolta, e o interesse do Estado em se manter sem intervir 
na questão habitacional brasileira.
O modelo melhor aplicado, que garantia moradia e a 
tutela da indústria sobre o operário foi a Vila Maria Zélia, em 
São Paulo, que era localizada ao lado da fábrica e mantinha 
uma série de serviços (escola, igreja, etc.) e garantia um
10
controle absoluto sobre os operários e suas famílias, 
já que o tempo livre era mantido também dentro da vila. 
(Bonduki, 1994)
O modelo da Vila Maria Zélia, porém, não foi seguido. 
A predominância era de industriais que apenas buscavam 
rentabilizar seus capitais por meio de aluguéis, oferecendo 
moradias apenas para manter apenas trabalhadores 
indispensáveis próximos a elas. (Bonduki, 1994)
Já a partir de 1930 na Era Vargas (1930-1945), a 
questão habitacional começou a se fazer mais presente nos 
debates do poder público, porém não podemos afirmar que 
esse governo e os que o seguiram formularam uma política 
habitacional sólida e coerente.
Em decorrência da crescente conscientização de que 
a iniciativa privada não supriria a necessidade de moradia que 
se instalava e que o poder público deveria intervir, o governo 
começa a demonstrar sensibilidade diante de questões de 
grande impacto na vida dos trabalhadores, como o preço 
do aluguel e construção de conjuntos habitacionais. Esse 
interesse nas questões sociais é uma característica marcante 
dos governos populistas. (Bonduki, 1994)
Bonduki (1994, pág 719) diz que
O resultado é a ausência de uma política 
centralizada e o surgimento de uma colcha de 
retalhos de intervenções. Isto, no entanto, não 
 obscurece a importância da ação governamental 
neste período, pois ela representou uma ação 
concreta que deu início à ideia da habitação social 
no Brasil.
1.1.1 Institutos de Aposentadoria e Pensão
As primeiras instituições públicas a investirem 
efetivamente na questão habitacional foram os Institutos de 
Aposentadoria e Pensão (IAPS), porém em função secundária, 
já que a primária era proporcionar benefícios previdenciários e 
assistência médica aos seus associados.
Entre 1933 e 1938 foram criadas seis IAPS, 
regulamentadas por leis específicas para cada uma. Em 1937, 
os IAPS começam a atuar no campo habitacional e puderam 
investir até 50% de suas reservas para o financiamento 
habitacional. (Rubin e Bolfe, 2014)
Sobre os IAPS, Bonduki (1994, pág 725) afirma que
Efetivamente, a criação das carteiras prediais 
dos Institutos de Aposentadoria e Pensões 
representou um mecanismo através do qual os 
imensos recursos que afluíam aos cofres dos 
IAPs e que não tinham destinação imediata 
(estes recursos proviam do depósito compulsório 
de empresas e trabalhadores para o pagamento 
futuro de aposentadorias e pensões) podiam
11
financiar a construção civil, não só na habitação 
social (Planos A e B), mas também no Plano C, 
que financiava a incorporação imobiliária para os 
setores médios
Porém, a baixa rentabilidade dos investimentos 
em habitação social nos IAPS causa um debate sobre a 
continuidade desses investimentos, já que poderia colocar 
em risco as reservas necessárias para o pagamento de 
aposentadorias. Esse debate deu início a uma significativa 
redução da produção de habitação social dos institutos, que 
optaram por investir quase exclusivamente no financiamento 
da produção habitacional para a renda média (Bonduki, 1994).
1.1.2 Lei do Inquilinato
Uma das intervenções diretas mais impactantes 
do governo populista na questão habitacional foi a lei do 
inquilinato, decretada em 1942, que congelou os preços dos 
aluguéis. Para Bonduki (1994, pág. 720) 
O congelamento dos aluguéis inclui-se entre 
aquelas medidas aplicadas pelo Estado populista 
das quais fica difícil saber se fazem parte da 
política econômica ou se são apenas uma decisão 
útil para ampliar as bases de apoio do poder. Na 
verdade, os dois objetivos estavam presentes na 
estratégia governamental.
A justificativa do governo para tal medida era que eram 
abusivos e exagerados os aumentos dos aluguéis. Porém, 
devemos observar que a partir de 1938, os índices de custo 
de vida e inflação subiram exageradamente, mas a elevação 
do custo da moradia foi o menor entre vários outros itens de 
consumo.
Se até então o aluguel era uma fonte de investimento 
muito rentável, com a lei do inquilinato, passa a ser um 
investimento desvantajoso. Num período de inflação crescente 
e preços de aluguéis congelados, a iniciativa privada diminui 
drasticamente o investimento em construção de casas de 
aluguel. A escassez de oferta causa uma elevação significativa 
nos preços de novos aluguéis.
A consequência dessa série de acontecimentos é uma 
grande crise habitacional, com um epicentro muito marcante: o 
despejo.
Os proprietários, sem mecanismos legais para 
aumento de preços, passaram a despejar os inquilinos para, 
em novo aluguel, ter um lucro maior. As pessoas despejadas, 
por sua vez, não tinham renda suficiente para arcar com o 
custo elevado dos novos aluguéis. Isso levou os trabalhadores 
a buscarem loteamentos na periferia e a produzirem suas 
próprias habitações. (Bonduki, 1994)
12
1.1.3 Fundação da Casa Popular
Em 1946, foi instituído o primeiro órgão de âmbito 
nacional que tinha objetivo de centralizar a política habitacional 
do país e prover habitação à população de baixa renda: a 
Fundação da Casa Popular. (Azevedo e Andrade, 2011)
Villaça (1986, pág. 25) diz que
A Fundação da Casa Popular foi o primeiro órgão 
em escala nacional criado com a finalidade de 
oferecer habitação popular ao povo em geral. 
Propunha-se a financiar não apenas casas, 
mas também infraestrutura urbana,produção de 
materiais de construção, estudos e pesquisas 
etc. Tais finalidades parecem indicar que houve 
avanços na compreensão de que o problema 
da habitação não se limita ao edifício casa, mas 
que houve pouco progresso na compreensão da 
faceta econômica e financeira da questão
Para Bonduki (1994, pág. 717), “ a proposta 
da Fundação da Casa Popular revelava objetivos 
surpreendentemente amplos, demonstrando até mesmo certa 
megalomania”.
Na prática, o que aconteceu foi um demonstrativo de 
que as ações dos governos da época eram desarticulados 
e não agiam coordenadamente para enfrentar a questão 
habitacional brasileira de forma efetiva. Isso somado ao fato de
que a Fundação tinha carência de recursos financeiros, 
a levou ao fracasso.
Ainda assim, Bonduki (1994, pág. 718), defende que
O fracasso da Fundação da Casa Popular como 
órgão central e coordenador de uma emergente 
«política habitacional», no entanto, não obscurece 
o fato de que sua criação, como o primeiro órgão 
nacional destinado exclusivamente à provisão 
de moradias para a população de baixa renda, 
representou o reconhecimento de que o Estado 
brasileiro tinha obrigação de enfrentar, através de 
uma intervenção direta, o grave problema da falta 
de moradias.
1.1.4 Alternativas Habitacionais
A grande crise habitacional, causada pela série de 
acontecimentos trazidos pelas políticas habitacionais - ou falta 
delas -, forçou a população a buscar por alternativas viáveis 
para morar. Devido ao aumento excessivo nos preços de 
aluguéis após o decreto da Lei do Inquilinato e a manobra de 
despejo que os proprietários começaram a fazer, as pessoas 
despejadas e os migrantes recém chegados as capitais 
tiveram que procurar outras soluções: favelas e casas próprias 
auto-construídas em loteamentos periféricos e carentes de 
infra-estrutura urbana.
13
Bonduki (1994, pág. 729) afirma que
As primeiras favelas de São Paulo e a 
intensificação do crescimento das favelas no Rio 
de Janeiro ocorrem exatamente nesta conjuntura 
nos primeiros anos da década de 40, ocupando 
terrenos públicos e abrigando famílias despejadas 
ou migrantes recém-chegados
Neste contexto, o consenso era que a casa própria 
de baixo custo seria a solução ideal, pois não implicaria em 
elevações salariais, e traria estabilidade ao sistema político 
e econômico. A grande questão era tornar viável o acesso 
aos lotes próprios, uma vez que os trabalhadores seriam 
submetidos a grandes sacrifícios para construírem suas casas. 
(Bonduki, 1994)
A partir de 1938, interligado a um Decreto que 
regulamentou a compra de terrenos a prestações, criou-se um 
mercado de terrenos destinados aos setores populares.
Tomando por exemplo São Paulo, que possuía imensa 
capacidade de ampliação, foi possível a compra de lotes a 
baixas prestações pelos trabalhadores, já que eram lotes 
distantes e carentes de infra-estrutura.
Para Bonduki (1994, pág. 730)
Os problemas desta «solução habitacional», 
principalmente a carência de transporte e de infra-
estrutura, assim como as dificuldades inerentes
ao processo construtivo, acabaram por não 
se constituir em obstáculos intransponíveis à 
sua expansão, devido à absoluta ausência de 
alternativas, que provocava uma aspiração 
crescente pela casa própria, só factível mediante 
tais sacrifícios. Assim, entre 1940 e 1950, cerca 
de cem mil novas casas próprias são edificadas 
em São Paulo, elevando de 25% para 37,5% a 
sua participação no total de domicílios na cidade.
O poder público pouco interveio em relação à 
expansão periférica. Apenas se limitou a garantir o acesso 
aos lotes e não exigiu qualquer parâmetro urbanístico ou 
arquitetônico para as ocupações, com a justificativa de que 
essa expansão -desregulada- era a única forma de superar a 
crise habitacional. (Bonduki, 1994)
1.1.5 Sistema Financeiro de Habitação (SFH) / Banco 
Nacional de Habitação (BNH)
Entre as décadas de 1940 e 1960, a política 
habitacional consistia apenas na oferta de crédito imobiliário 
pelas Caixas Econômicas e pelos IAPS.
Em 1964, logo após o Golpe Militar, foi criado o 
Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e o Banco Nacional de 
Habitação (BNH).
14
Para Villaça (1986, pág. 26) “A criação do BNH ocorreu 
cinco meses apenas, após o golpe de 64. É um típico produto 
da ditadura que então se instalou, dadas as características 
econômicas, políticas e ideológicas de sua atuação”
O SFH juntamente com o BNH tinha o objetivo de 
“estimular a construção de habitações de interesse social e 
o financiamento da aquisição da casa própria, especialmente 
pelas classes da população de menor renda” (Lei nº 4.380/64 
de 21 de agosto de 1964) (Botega, 2007)
A criação do SFH e BNH, porém, tem origem na 
intenção de demonstrar interesse pelas pautas sociais, 
uma vez que o novo governo ditatorial temia a suposta 
facilidade com que as populações marginalizadas tinham 
sido mobilizadas pela esquerda por conta das recorrentes 
reivindicações por habitação e pelo agravamento das 
condições de vida urbana nos últimos anos. (Azevedo e 
Andrade, 2011)
Essa intenção fica clara na carta enviada por Sandra 
Cavalcanti ao presidente da República, encaminhando a 
proposta do plano, onde diz que
“Aqui vai o trabalho sobre o qual estivemos 
conversando. Estava destinado à Campanha 
Presidencial de Carlos, mas nós achamos que a 
Revolução vai necessitar de agir vigorosamente 
junto às massas. Elas estão órfãs e magoadas, 
de modo que vamos ter de nos esforçar para 
devolver a elas uma certa alegria. Penso que 
a solução dos problemas de moradia, pelo 
menos nos grandes centros, atuará de forma 
amenizadora e balsâmica sobre suas feridas 
cívicas.”
Segundo Azevedo e Andrade (2011, pág 43)
Sob três aspectos, o modelo BNH representa 
uma inovação na política habitacional. Primeiro, 
trata-se de um banco, ao contrário das soluções 
anteriores, baseadas na Fundação da Casa 
Popular e nas caixas de pecúlio e órgãos 
previdenciários. Segundo, os financiamentos 
concedidos preveem um mecanismo de 
compensação inflacionária – a correção monetária 
– que reajusta automaticamente os débitos e 
prestações por índices correspondentes às taxas 
da inflação. Terceiro, constitui um sistema em 
que se busca articular o setor público (na função 
de financiador principal) com o setor privado, a 
quem compete, em última análise, a execução da 
política de habitação
Em 1967, o BNH ganha mais importância, pois recebe 
a gestão do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) 
e com a implantação do Sistema Brasileiro de Poupança e
15
Empréstimos. Essas mudanças ampliaram o capital do banco, 
e o tornaram uma das principais instituições financeiras do 
país e a maior instituição mundial voltada para a questão 
habitacional. (Botega, 2007)
Em tese, o BNH teria condições de impulsionar a 
superação do déficit habitacional brasileiro, mas o que vimos 
na prática foi uma grande produção habitacional: financiou 
4,8 milhões de habitações (cerca de 25% das moradias 
construídas entre 1964 e 1986), porém a população de baixa 
renda - que era a mais necessitada de ser beneficiada pelo 
programa - representou apenas 20% dos financiamentos.
A partir da crise econômica mundial que afetou o Brasil 
principalmente nos primeiros anos da década de 1980, o país 
passou por uma grave alta nas taxas de inflação, recessão e 
desemprego, que diminuiu drasticamente o poder de compra 
da população. Essa crise causou um aumento significativo nas 
taxas de inadimplência e colaborou para o enfraquecimento do 
SFH/BNH, juntamente com os constantes casos de corrupção 
verificados.
Após algumas tentativas de solucionar o problema, 
em 1986 foi decretado o fechamento do Banco Nacional de 
Habitação, que foi incorporado pela Caixa Econômica Federal. 
(Botega, 2007)
Botega (2007, pág. 70) diz que com o fim do BNH,
abria-se uma nova etapa para a política urbana e
habitacional brasileira caracterizada por uma forte 
confusão institucional provocadapor constantes 
reformulações nos órgãos responsáveis pelas 
políticas habitacionais
Essa confusão gerou o fortalecimento de programas 
alternativos ao SFH, como o Programa Nacional de Mutirões 
Comunitários, voltado para famílias com renda inferior a três 
salários mínimos. O programa propunha financiar 550 mil 
unidades habitacionais, mas com a ausência de política clara, 
acabou fracassando. Aliado a isso, tivemos o forte desmanche 
na área social do SFH e o enfraquecimento das COHAB’s que 
eram os principais responsáveis pelas demandas do SFH.
A partir de 1990, no governo Collor, a política brasileira 
começou a tomar o rumo do neoliberalismo, agravando a 
crise habitacional. Os principais programas de habitação 
passaram para o controle do Ministério da Habitação Social, 
e novamente, esses programas se direcionaram ao capital 
imobiliário privado.
Botega (2007, pág. 71) afirma que
Assim, enquanto o governo Collor 
começava a era neoliberal, o Brasil chegava há 
um número de 60 milhões de cidadãos de rua, em 
uma realidade no qual 55,2% das famílias que se 
encontravam em déficit habitacional recebiam até 
dois salários mínimos.
16
1.2 Políticas Pós BNH
Em 1988, foi regulamentado, na Constituição Federal, 
o Estatuto da Cidade, que estabeleceu diretrizes gerais para 
a política urbana e tem como um de seus objetivos reverter a 
segregação espacial. (Ferreira, Calmon, Fernandes, Araújo, 
2019)
A partir de 1995, no governo de Fernando Henrique 
Cardoso, ocorreu a retomada dos financiamentos de habitação 
e saneamento com base nos recursos do FGTS e foram 
adotadas flexibilidade e descentralização como diretrizes 
para a política de habitação. Neste contexto, foi apresentada 
a Política Nacional de Habitação, em 1996, que continham 
programas como o Pró Moradia, voltado à urbanização de 
áreas precárias, e em 2001, o Programa de Arrendamento 
Residencial para a produção de unidades para arrendamento 
utilizando recursos do FGTS e de origem fiscal.
O Pró Moradia traria maior flexibilidade para os 
municípios e estados, que definiriam as alternativas adotadas 
e quais programas e projetos seriam financiados.
A partir de 2003, no governo Lula, a política 
habitacional passou por um novo arranjo. (Rubin e Bolfe, 2014)
Sobre esse novo arranjo, Rubin e Bolfe (2014, pág. 
210) afirmam que “seu principal foco de atuação é a inclusão 
dos setores excluídos do direito à cidade, já que a habitação e 
o acesso aos serviços básicos são fundamentais para a
 cidadania”.
1.2.1 Sistema Nacional de Habitação de Interesse 
Social (SNHIS)
Em 2005, foi aprovado o projeto de lei que dava 
origem ao Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social 
e o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social. Porém, 
devemos observar que esse foi um processo que tramitou por 
13 anos no Congresso Nacional.
Sua origem foi um projeto de lei de iniciativa popular 
apresentado ao Congresso Nacional em 1992, com mais de 
um milhão de assinaturas. (Ferreira, Calmon, Fernandes, 
Araújo, 2019)
Segundo Ferreira, Calmon, Fernandes e Araujo (2019, 
pág. 06)
Esse projeto de lei de iniciativa popular foi 
elaborado com o auxílio do Fórum Nacional de 
Reforma Urbana, com o objetivo de criar um 
fundo público para o atendimento das demandas 
por moradia popular. Essa iniciativa surgiu na era 
Collor como uma ação propositiva de entidades 
da sociedade civil organizada. Entre os principais 
grupos de atores envolvidos é possível citar a 
Confederação Nacional das Associações de 
Moradores, a Central de Movimentos Populares,
17
 a União Nacional por Moradia Popular e o 
Movimento Nacional de Luta por Moradia.
A lei previa um processo participativo na elaboração do 
Plano Nacional de Habitação, além da constituição de fundos 
articulados nos diferentes níveis da federação.
O SNHIS tinha por um de seus objetivos equilibrar as 
ações do Estado, que se encarregava das ações de habitação 
de interesse social, e do mercado, que se encarregava das 
ações de habitação mercadológica para atender a demanda 
habitacional da classe média. Para alcançar esse equilíbrio, 
foram propostos dois subsistemas que separam o acesso à 
habitação da população que necessita de subsídio daquela 
que não necessita. (Ferreira, Calmon, Fernandes, Araújo, 
2019)
Sobre esses subsistemas, Ferreira, Calmon, 
Fernandes e Araujo (2019, pág. 06), afirmam que
A separação repercute nas fontes de 
financiamento destinadas a cada subsistema. 
Para a sustentação dos subsídios necessários 
ao subsistema de habitação de interesse social 
foram reservados o Fundo de Garantia por 
Tempo de Serviço (FGTS) e o FNHIS, além de 
recursos provenientes do Fundo de Arrendamento 
Residencial (FAR), do Fundo de Amparo ao 
Trabalhador (FAT) e do Fundo de
Desenvolvimento Social (FDS), ou seja, recursos 
públicos ou geridos pelo poder público. Já o 
subsistema de mercado se sustenta por meio da 
captação de recursos disponíveis no mercado de 
investimento, seja por meio das cadernetas de 
poupança, seja por meio de outros instrumentos, 
como os títulos securitizados lastreados pelos 
Certificados de Recebíveis Imobiliários, regulados 
pelo Sistema Financeiro Imobiliário.
O SNHIS propunha estabelecer uma política de longo 
prazo, integrando diversos níveis de governo, o fortalecimento 
do papel dos Estados e Municípios, e a participação da 
sociedade.
Apesar de todo o planejamento, as mudanças 
nas conjunturas políticas forçaram o governo a abdicar da 
proposta de desenvolvimento urbano integrado, e o SNHIS 
foi continuamente enfraquecido, segundo Ferreira, Calmon, 
Fernandes e Araujo (2019, pág. 07), “por meio da limitada 
influência dos movimentos sociais na discussão e deliberação 
da aplicação dos recursos do FNHIS”
1.2.2 Programa Minha, Casa Minha vida (PMCMV)
O programa Minha Casa, Minha Vida foi instituído em 
2009, quando o governo optou por políticas com resultados a 
curto prazo referente ao aquecimento da economia, como
18
resposta à crise econômica mundial de 2008 e visando 
as eleições de 2010.
O PMCMV foi realizado em parceria com o setor 
imobiliário e o setor da construção civil, e tinha por objetivo 
ampliar o mercado habitacional para atendimento às famílias 
com renda de até dez salários mínimos. Assim, já no 
lançamento, o governo anunciou a construção de um milhão 
de casas, com um investimento de R$34 bilhões. (Ferreira, 
Calmon, Fernandes, Araújo, 2019)
Sobre o programa, Ferreira, Calmon, Fernandes e 
Araujo (2019, pág. 07), afirmam que
Estabelecendo um patamar de subsídio direto, 
proporcional à renda das famílias, esse programa 
buscou impactar a economia por meio de 
efeitos multiplicadores gerados pela indústria da 
construção. Além dos subsídios, buscava também 
aumentar o volume de crédito para aquisição 
e produção de moradias, ao mesmo tempo em 
que reduzia os juros com a criação do Fundo 
Garantidor da Habitação
O PMCMV promove uma política com apelo social, 
e institucionalizou e centralizou as políticas habitacionais, 
antes dispersas em vários órgãos. Segundo Ferreira, Calmon, 
Fernandes e Araujo (2019, pág. 08),
O Minha Casa, Minha Vida significou a criação 
da marca de um programa que abarca uma série 
de subprogramas, modalidades, fundos, linhas 
de financiamento, tipologias, agentes financeiros, 
agentes operadores e formas de acesso ao 
produto da casa própria.
Nas duas fases do programa, o total de habitações 
construídas foi de 3,4 milhões em cinco anos (2009-2014), 
porém não foi o suficiente para conter as taxas de déficit 
habitacional da época, que era superior a 6,048 milhões de 
unidades, segundo o Relatório de Déficit Habitacional no Brasil 
2013-2014 (Fundação João Pinheiro, 2016)
1.2.3 Segregação Urbana e Déficit Habitacional
Durante toda essa pesquisa, pudemos observar que 
a segregação urbana e o déficit habitacional são questões 
presentes no Brasil desde o período de urbanização.
A tendência das cidades foi fazer uma separação 
regional por renda:os mais ricos no centro e os mais pobres 
nas periferias, seja por meio da legislação urbanística, onde 
os centros foram privilegiados concentrando serviços, ou do 
mercado imobiliário, que tornou o preço das terras centrais 
inacessíveis à classes mais baixas. (Villaça, 2011)
As políticas públicas adotadas propunham resolver a 
questão do déficit habitacional, porém agravavam a
19
segregação urbana, visto que as unidades construídas 
eram em sua maioria afastadas das regiões centrais para 
beneficiar o lucro das construtoras, visto que o preço desses 
terrenos é mais baixo.
Tomando por exemplo o PMCMV, podemos observar 
que o volume de concessões de subsídios foi significativo 
para o atendimento às necessidades habitacionais, porém 
a incumbência da elaboração de projetos e escolhas de 
terrenos ficou com as construtoras privadas, o que causou 
um negligenciamento ao enfrentamento do problema da 
segregação.
As construtoras procuram terrenos com valores 
mais baixos possíveis, para viabilizar a rentabilidade 
das construções, e o resultado são grandes conjuntos 
habitacionais nas periferias, onde o acesso à infra-estrutura 
urbana é prejudicado. (Rolnik,2015)
De acordo com o Relatório de Déficit Habitacional 
no Brasil - 2016-2019, último relatório divulgado, o déficit 
habitacional em 2019 é de 5.876.699 unidades, e São Paulo é 
o estado com o maior déficit absoluto.
20
‘2. O LOCAL
2.1 História da Região
O Complexo Heliópolis está localizado na 
Subprefeitura do Ipiranga, zona sudeste de São Paulo, e 
ocupa uma área de cerca de 1 milhão de metros quadrados.
O início da ocupação de Heliópolis foi em 1971, 
quando moradores foram removidos da favela Vila Prudente e 
Vergueiro, por causa de obras de um viaduto, e realocados em 
um alojamento provisório no terreno, que ainda na década de 
1970, foi parcelado e teve lotes comercializados, expandindo a 
favela.
Sua área, que era de cerca de 3 milhões de m² 
na época, foi comprada pelo IAPI em 1942, para construir 
moradias para os associados do instituto. Passado algum 
tempo, a área passou a ser propriedade do Instituto de 
Administração da Previdência e Assistência Social (IAPAS), 
que construiu em 1969 o Hospital Heliópolis e o Posto de 
Assistência Médica.
Parte do terreno foi vendido para a Petrobrás e 
SABESP, para construção da Estação de Tratamento de 
Esgotos do ABC e em 1980, outra parte foi comprada pela 
Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo 
(COHAB-SP).
Atualmente, a região conta com equipamentos 
institucionais (creches, escolas, centros educacionais e de 
saúde) e está servida de transporte público, com vias servidas 
por ônibus e pela proximidade com a estação Sacomã do 
metrô. (Castilho, 2013)
21
CIDADE DE SÃO PAULO
HDROGRAFIA
ÁREA DE INTERVENÇÃO
Fig1 -Mapa Cidade de São Paulo
Fonte: Elaborado pela Autora (2022)
Fig2 - Aproximação da 
área de intervenção
Fonte: Elaborado pela 
Autora (2022)
22
2.2 Parâmetros Urbanísticos
2.2.1 Densidade Demográfica
Analisando o mapa ao lado, podemos perceber 
que mesmo com as construções de algumas habitações de 
interesse social para os moradores da Favela do Heliópolis, a 
sua densidade demográfica continua alta.
Essa análise reforça a necessidade de construção 
de habitações em mais quantidade, uma vez que atualmente 
grande parte da população da região vive em habitações 
improvisadas ou irregulares. 
Fig3 -Mapa de Densidade Demográfica
Fonte: Geosampa - adaptado pela Autora 
(2022)
23
2.2.2 Mobilidade Urbana
A Favela do Heliópolis está em uma posição 
privilegiada em relação a transporte coletivo.
Os moradores contam com a estação Sacomã do 
metrô, que fica a poucos metros da favela, além de também 
ter um terminal de ônibus com linhas para diversas regiões 
de São Paulo.
Além disso, a região conta com diversas linhas 
de ônibus passando por suas vias mais importantes, que 
também contam com ciclovias ou ciclofaixas.
Apesar de contar com essas opções, os moradores 
ainda sofrem com a super lotação dos transportes. Por se 
tratar de uma área muito densa, a demanda por transporte 
é alta, e nem sempre é atendida.
Fig4 -Mapa de Mobilidade Urbana
Fonte: Geosampa - adaptado pela Autora 
(2022)
24
2.2.3 Equipamentos Públicos
A oferta de equipamentos públicos voltados para saúde 
e educação é relativamente grande. Nesse contexto, podemos 
destacar o Hospital Heliópolis e a ETEC de Heliópolis.
Em relação à cultura, podemos destacar o Cine 
Favela, porém a oferta cultural pode ser considerada baixa.
Podemos observar que a maior demanda do local 
é voltado ao esporte. Mesmo tendo algumas quadras pela 
região, não existe um equipamento que contemple diversos 
esportes, ou que possa inserir o esporte na vida das crianças e 
jovens da favela.
Fig5 -Mapa de Equipamentos Públicos
Fonte: Geosampa - adaptado pela Autora 
(2022)
25
2.2.3 Zoneamento
A maior parte da Favela do heliópolis está 
contemplada por ZEIS (Zonas Especiais de interesse Social), 
que, de acordo com a Prefeitura de São Paulo, são áreas 
destinadas à moradia digna para a polulação de baixa renda 
por meio de intervenções urbanísticas, e também com a 
construção de Habitações de Interesse Social.
Fig6 -Mapa de Zoneamento
Fonte: Geosampa - adaptado pela Autora 
(2022)
26
2.2.4 Terreno Escolhido
O terreno escolhido está localizado ao lado da Favela 
do Heliópolis, mais precisamente na R. Comandante Taylor x 
R. Visconde de Camamu.
Ele conta com uma área total de aproximadamente 
19mil metros quadrados, e está contemplado na ZEIS-2 no 
zoneamento de São Paulo. 
Fig7 -Mapa do Terreno Escolhido
Fonte: Elaborado pela Autora 
(2022)
27
Fig8 -Mapa do Terreno Escolhido
Fonte: Elaborado pela Autora 
(2022)
28
3. ESTUDOS DE CASO3. ESTUDOS DE CASO
3.1 Conjunto Habitacional do Jardim Edite
Fig 9: Foto Jardim 
Edite
Fonte: Nelson Kon 
para Archdaily
29
Ficha técnica
Aquitetos: H+F Arquitetos, MMBB Arquitetos
Área: 25714 m²
Ano: 2010
Local: São Paulo, SP
De acordo com a descrição enviada pela equipe de 
projeto ao Archdaily
O conjunto Habitacional do Jardim Edite foi 
projetado para ocupar o lugar da favela de 
mesmo nome que se situava nesse que é um 
dos pontos mais significativos para o recente 
crescimento do setor financeiro e de serviços 
de São Paulo: o cruzamento das avenidas 
Engenheiro Luís Carlos Berrini e Jornalista 
Roberto Marinho, junto à ponte estaiada, novo 
cartão postal da cidade.
Para garantir a integração do conjunto de 
habitação social à sua rica vizinhança, o 
projeto articulou a verticalização do programa 
de moradia a um embasamento constituído 
por três equipamentos públicos – Restaurante 
Escola, Unidade Básica de Saúde e Creche
O projeto possui uma área total construída de 
25.500 m², com 252 Unidades Habitacionais 
de 50 m². O Restaurante Escola tem 850 m², 
a Unidade Básica de Saúde, 1300 m², e a 
Creche, 1400 m²
Fig10- Distribuição do partido
Fonte: H+F Arquitetos, MMBB Arquitetos
30
3.2 Complexo Residencial Las Américas
Fig11: Foto Complexo 
Residencial Las 
Américas
Fonte: Iwaan Baan 
para Archdaily
31
Ficha técnica
Aquitetos: SO-IL
Área: 3000 m²
Ano: 2021
Local: León, México
De acordo com a descrição enviada pela equipe de 
projeto ao Archdaily
Las Americas é um protótipo para o 
desenvolvimento de moradias verticais 
na cidade de León, no México. O projeto 
habitacional visa compensar a expansão 
descontrolada da cidade, servindo como um 
catalisador para a regeneração urbana e 
melhoria da qualidade de vida em comunidades 
de baixa renda.
Nosso projeto cria 60 unidades de condomínio 
como um bloco habitacional vertical no centro 
da cidade. O projeto maximiza área edificável 
do terreno e gera dois pátios internos que 
fornecem ventilação cruzada para cada 
unidade, com estacionamento e uma base 
comercial. Em ressonância à sensação de 
privacidade da casa tradicional, não há duas 
unidades voltadas uma para a outra. As 
unidades são dispostas em um corredor de 
acesso unilateral, que se volta para o pátio e 
proporcionavistas da vizinhança, promovendo 
a sensação de propriedade privada.
Fig12 - Diiagrama de projeto
Fonte: SO-IL
HABITAÇÃO SOCIAL - HELIÓPOLIS
UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU │ 2022.2 │ TAMIRES ROCINO CASTINO │ ORIENTADOR: MARCELO GALLI │ 32
O PROCESSO
OO processo brasileiro de urbanização deu origem ao 
problema habitacional que enfrentamos até os dias de 
hoje. A industrialização causou um intenso processo de 
migração campo-cidade, que intensificou o déficit 
habitacional e a segregação urbana, já que os 
migrantes e a população mais pobre foi levada a 
ocupar a periferia das cidades.
OO Estado se mantinha alheio às questões habitacionais, 
até que houvesse uma crescente conscientização de 
que o poder público deveria intervir, já que a iniciativa 
privada não supriria a demanda criada. A partir desse 
momento, diversas políticas públicas foram criadas, na 
tentativa de solucionar o problema.
OO objetivo do trabalho é contextualizar essa questão, 
trazendo embasamento histórico, principais causas, 
políticas públicas adotadas ao longo dos anos, e como 
a população é afetada direta e indiretamente. Assim, 
propõe-se apresentar análises dos principais fatores que 
influenciaram no déficit habitacional brasileiro, a 
maneira que o poder público lida com a situação e as 
formasformas propostas de solucioná-la, por meio de 
construção de habitações de interesse social nem 
sempre pensadas da melhor forma para favorecer a 
população.
Por fim, é apresentada uma proposta de habitação, 
projetada para atender às necessidades dos moradores 
de São Paulo, com foco na população da Favela do 
Heliópolis, visando equilibrar o adensamento existente.
AA região conta com equipamentos institucionais 
(creches, escolas, centros educacionais e de saúde) e 
está servida de transporte público, com vias servidas por 
ônibus e pela proximidade com a estação Sacomã do 
metrô. 
ObservandoObservando parâmetros urbanísticos e sociais, e 
propostas já existentes, o objetivo é criar um modelo de 
habitação voltado também para a cidade.
A PROPOSTA
O projeto proposto tem como conceito a distribuição de 
unidades residenciais de forma linear e pouco 
verticalizado, ocupando grande parte da projeção do 
térreo, porém deixando o mesmo livre.
Trata-seTrata-se de uma edificação multifamiliar que conta com 
347 unidades, variando entre 70m² e 35m², a fim de 
atender diferentes necessidades de moradia. 
O térreo da edificação é em sua maior parte sustentado 
por pilotis, deixando o terreno livre para circulação. As 
áreas delimitadas abrigam a circulação vertical da 
habitação, e também comércio aberto para a cidade.
OO acesso ao edifício poderá ser feito pelo nível 0,00 por 
meio de escadas ou elevadores, ou pelo nível 8,00 da 
Rua Comandante Taylor (também contemplada por 
comércios), através de uma passarela metálica que a 
interliga com o segundo pavimento. Toda sua 
circulação interna para acesso aos apartamentos é 
feita por uma passarela metálica que interliga todo o 
seu perímetro.seu perímetro.
Além disso, o local contará com uma creche de 2200m² 
para atender a demanda já existente dos moradores da 
Favela do Heliópolis e do Sacomã, e a demanda 
eventualmente acrescida pelo complexo residencial.
N
ÁREA DE INTERVENÇÃO
ÁREA DE INTERVENÇÃO
ÁREA DE INTERVENÇÃO
CULTURA
EDUCAÇÃO
ESPORTE
SAÚDE
0 - 92 (hab/ha)
92 - 146 (hab/ha)
146 - 207 (hab/ha)
207 - 351 (hab/ha)
351 - 30346 (hab/ha)
ESTAÇÃO DE METRÔ
PONTO DE ÔNIBUS
REDE CICLOVIÁRIA
MAPA DA CIDADE DE SÃO PAULO
DIAGRAMAS SOLARES
IMPLANTAÇÃO
DENSIDADE DEMOGRÁFICA EQUIPAMENTOS PÚBLICOS
MOBILIDADE URBANA LOCALIZAÇÃO TERRENO AMPLIAÇÃO TERRENO
LINHA DE ÔNIBUS
CRECHE
COMÉRCIO
CIRCULAÇÃO
VERTICAL
IMPLANTAÇÃO
DETALHE PASSARELA METÁLICA
MATERIALIDADE
O PROJETO
O projeto foi pensado para comportar unidades 
residenciais pouco verticalizadas, para valorizar o 
entorno existente.
OO grande destaque é sua circulação e abertura para a 
cidade, uma vez que o térreo é livre, podendo ser 
acessado pela Rua Comandante Taylor e pela Rua 
Visconde de Camamu, e conta com comércios, 
espaços de convivência, um coworking e uma creche.
TodaToda a circulação elevada é feita por meio de 
passarelas metálicas que interligam todo o perímetro da 
habitação, além de permitirem acesso direto para a 
Rua Comandante Taylor, principal rua da região.
OsOs blocos são escalonados para permitir entrada de luz 
e ventilação além de não prejudicar o entorno que é 
composto em sua maior parte por casas, e o mais alto 
conta com oito pavimentos.
SuaSua materialidade simples, composta por concreto, 
vidro e aço, deixa em evidência o destaque para a 
circulação, por meio da pintura laranja que as 
passarelas recebem.
A habitação conta com duas opções de apartamentos, 
sendo 253 unidades de 70m² e 94 unidades de 35m², que 
totalizam 347 unidades habitacionais, a fim de 
comportar o mais variado tipo de família.
OO coeficiente de aproveitamento é 1,5 conferindo uma 
permeabilidade ao terreno de 0,30 e adensando um 
grande número de habitações de forma linear com um 
gabarito máximo de 27,54m. A taxa de ocupação é de 
0,40 permitindo um térreo livre e aberto para a cidade, e 
pavimentos com total entrada de iluminação e 
ventilação devido a distãncia entre blocos.
Ambas as unidades possuem janelas piso-teto em todos 
os ambientes, que permite entrada de iluminação 
natural ao longo da maior parte do dia, além de 
ventilação abundante.
A unidade de 70m² conta com três dormitórios, sala de 
jantar/estar, cozinha e um sanitário.
AA unidade de 35m² é um estúdio com um dormitório, 
sala de jantar/estar e cozinha integradas e um sanitário.
1º PAVIMENTO
UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU │ 2022.2 │ TAMIRES ROCINO CASTINO │ ORIENTADOR: MARCELO GALLI │ 33
CIRCULAÇÃO
VERTICAL
HABITAÇÃO SOCIAL - HELIÓPOLIS
UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU │ 2022.2 │ TAMIRES ROCINO CASTINO │ ORIENTADOR: MARCELO GALLI │ 32
O PROCESSO
OO processo brasileiro de urbanização deu origem ao 
problema habitacional que enfrentamos até os dias de 
hoje. A industrialização causou um intenso processo de 
migração campo-cidade, que intensificou o déficit 
habitacional e a segregação urbana, já que os 
migrantes e a população mais pobre foi levada a 
ocupar a periferia das cidades.
OO Estado se mantinha alheio às questões habitacionais, 
até que houvesse uma crescente conscientização de 
que o poder público deveria intervir, já que a iniciativa 
privada não supriria a demanda criada. A partir desse 
momento, diversas políticas públicas foram criadas, na 
tentativa de solucionar o problema.
OO objetivo do trabalho é contextualizar essa questão, 
trazendo embasamento histórico, principais causas, 
políticas públicas adotadas ao longo dos anos, e como 
a população é afetada direta e indiretamente. Assim, 
propõe-se apresentar análises dos principais fatores que 
influenciaram no déficit habitacional brasileiro, a 
maneira que o poder público lida com a situação e as 
formasformas propostas de solucioná-la, por meio de 
construção de habitações de interesse social nem 
sempre pensadas da melhor forma para favorecer a 
população.
Por fim, é apresentada uma proposta de habitação, 
projetada para atender às necessidades dos moradores 
de São Paulo, com foco na população da Favela do 
Heliópolis, visando equilibrar o adensamento existente.
AA região conta com equipamentos institucionais 
(creches, escolas, centros educacionais e de saúde) e 
está servida de transporte público, com vias servidas por 
ônibus e pela proximidade com a estação Sacomã do 
metrô. 
ObservandoObservando parâmetros urbanísticos e sociais, e 
propostas já existentes, o objetivo é criar um modelo de 
habitação voltado também para a cidade.
A PROPOSTA
O projeto proposto tem como conceito a distribuição de 
unidades residenciais de forma linear e pouco 
verticalizado, ocupando grande parte da projeção do 
térreo, porém deixando o mesmo livre.
Trata-seTrata-se de uma edificação multifamiliar que conta com 
347 unidades, variando entre 70m² e 35m²,a fim de 
atender diferentes necessidades de moradia. 
O térreo da edificação é em sua maior parte sustentado 
por pilotis, deixando o terreno livre para circulação. As 
áreas delimitadas abrigam a circulação vertical da 
habitação, e também comércio aberto para a cidade.
OO acesso ao edifício poderá ser feito pelo nível 0,00 por 
meio de escadas ou elevadores, ou pelo nível 8,00 da 
Rua Comandante Taylor (também contemplada por 
comércios), através de uma passarela metálica que a 
interliga com o segundo pavimento. Toda sua 
circulação interna para acesso aos apartamentos é 
feita por uma passarela metálica que interliga todo o 
seu perímetro.seu perímetro.
Além disso, o local contará com uma creche de 2200m² 
para atender a demanda já existente dos moradores da 
Favela do Heliópolis e do Sacomã, e a demanda 
eventualmente acrescida pelo complexo residencial.
N
ÁREA DE INTERVENÇÃO
ÁREA DE INTERVENÇÃO
ÁREA DE INTERVENÇÃO
CULTURA
EDUCAÇÃO
ESPORTE
SAÚDE
0 - 92 (hab/ha)
92 - 146 (hab/ha)
146 - 207 (hab/ha)
207 - 351 (hab/ha)
351 - 30346 (hab/ha)
ESTAÇÃO DE METRÔ
PONTO DE ÔNIBUS
REDE CICLOVIÁRIA
MAPA DA CIDADE DE SÃO PAULO
DIAGRAMAS SOLARES
IMPLANTAÇÃO
DENSIDADE DEMOGRÁFICA EQUIPAMENTOS PÚBLICOS
MOBILIDADE URBANA LOCALIZAÇÃO TERRENO AMPLIAÇÃO TERRENO
LINHA DE ÔNIBUS
CRECHE
COMÉRCIO
CIRCULAÇÃO
VERTICAL
IMPLANTAÇÃO
DETALHE PASSARELA METÁLICA
MATERIALIDADE
O PROJETO
O projeto foi pensado para comportar unidades 
residenciais pouco verticalizadas, para valorizar o 
entorno existente.
OO grande destaque é sua circulação e abertura para a 
cidade, uma vez que o térreo é livre, podendo ser 
acessado pela Rua Comandante Taylor e pela Rua 
Visconde de Camamu, e conta com comércios, 
espaços de convivência, um coworking e uma creche.
TodaToda a circulação elevada é feita por meio de 
passarelas metálicas que interligam todo o perímetro da 
habitação, além de permitirem acesso direto para a 
Rua Comandante Taylor, principal rua da região.
OsOs blocos são escalonados para permitir entrada de luz 
e ventilação além de não prejudicar o entorno que é 
composto em sua maior parte por casas, e o mais alto 
conta com oito pavimentos.
SuaSua materialidade simples, composta por concreto, 
vidro e aço, deixa em evidência o destaque para a 
circulação, por meio da pintura laranja que as 
passarelas recebem.
A habitação conta com duas opções de apartamentos, 
sendo 253 unidades de 70m² e 94 unidades de 35m², que 
totalizam 347 unidades habitacionais, a fim de 
comportar o mais variado tipo de família.
OO coeficiente de aproveitamento é 1,5 conferindo uma 
permeabilidade ao terreno de 0,30 e adensando um 
grande número de habitações de forma linear com um 
gabarito máximo de 27,54m. A taxa de ocupação é de 
0,40 permitindo um térreo livre e aberto para a cidade, e 
pavimentos com total entrada de iluminação e 
ventilação devido a distãncia entre blocos.
Ambas as unidades possuem janelas piso-teto em todos 
os ambientes, que permite entrada de iluminação 
natural ao longo da maior parte do dia, além de 
ventilação abundante.
A unidade de 70m² conta com três dormitórios, sala de 
jantar/estar, cozinha e um sanitário.
AA unidade de 35m² é um estúdio com um dormitório, 
sala de jantar/estar e cozinha integradas e um sanitário.
1º PAVIMENTO
UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU │ 2022.2 │ TAMIRES ROCINO CASTINO │ ORIENTADOR: MARCELO GALLI │ 33
CIRCULAÇÃO
VERTICAL
UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU │ 2022.2 │ TAMIRES ROCINO CASTINO │ ORIENTADOR: MARCELO GALLI │ 34
2º PAVIMENTO
3º PAVIMENTO
4º PAVIMENTO
CORTE AA
UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU │ 2022.2 │ TAMIRES ROCINO CASTINO │ ORIENTADOR: MARCELO GALLI │ 34
2º PAVIMENTO
3º PAVIMENTO
4º PAVIMENTO
CORTE AA
UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU │ 2022.2 │ TAMIRES ROCINO CASTINO │ ORIENTADOR: MARCELO GALLI │ 35
5º PAVIMENTO
6º PAVIMENTO
CORTE BB CORTE CC
AMPLIAÇÃO CIRCULAÇÃO PRINCIPAL
UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU │ 2022.2 │ TAMIRES ROCINO CASTINO │ ORIENTADOR: MARCELO GALLI │ 36
7º PAVIMENTO
UNIDADE 70m² UNIDADE 35m²
8º PAVIMENTO
37
5. BIBLIOGRAFIA
AZEVEDO, S., and ANDRADE, LAG. Habitação e poder: da Fundação da Casa Popular ao Banco Nacional Habitação 
[online]. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisas Sociais, 2011, 116 p. ISBN: 978-85-7982-055-7. Available from SciELO 
Books
BONDUKI, Nabil. Origens da habitação social no Brasil. Análise Social, vol. xxix (127), 1994 (3 °), 711-732
BOTEGA, Leonardo da Rocha. De Vargas a Collor: urbanização e política habitacional no Brasil. Revista Espaço Plural. 
Ano VIII nº 17, p. 65 -72 2º semestre 2007.
CASTILHO, Juliana Vargas de. A favelização do espaço urbano em São Paulo. Estudo de caso: Heliópolis e Paraisópolis - 
São Paulo, 2013
FERREIRA, Geniana Gazotto; CALMON, Paulo; FERNANDES, Antônio Sérgio Araújo and ARAUJO, Suely Mara Vaz 
Guimarães de. Política habitacional no Brasil: uma análise das coalizões de defesa do Sistema Nacional de Habitação de Interesse 
Social versus o Programa Minha Casa, Minha Vida. urbe, Rev. Bras. Gest. Urbana [online]. 2019, vol.11
PINTOS, Paula. Complexo Residencial Las Américas / SO-IL. Archdaily, 2021. Disponível em: . Acesso em: 10 de jun. 
de 2022.
RUBIN, Graziela Rossato; BOLFE, Sandra Ana. O desenvolvimento da habitação social do Brasil. Revista ciência e 
natureza. Santa Maria, maio/agosto 2014.Vol 38. Disponível em: http://periodicos.ufsm.br/cienciaenatura. Acesso em: 20 abril de 
2022.
AMPLIAÇÃO CIRCULAÇÃO PRINCIPAL
UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU │ 2022.2 │ TAMIRES ROCINO CASTINO │ ORIENTADOR: MARCELO GALLI │ 36
7º PAVIMENTO
UNIDADE 70m² UNIDADE 35m²
8º PAVIMENTO
38
SANTOS, Milton. A Urbanização Brasileira. 5ª Edição. 2ª Reimpressão. São Paulo, Edusp, 2009
Urbanismo na periferia do mundo globalizado. Perspectiva, São Paulo, v. 14, n. 4, p. 21-33, 2000. Disponível em SciELO 
- Brasil - Urbanismo na periferia do mundo globalizado: metrópoles brasileiras Urbanismo na periferia do mundo globalizado: 
metrópoles brasileiras. Acesso em 20 abr. 2022.
VADA, Pedro. Conjunto Habitacional do Jardim Edite / MMBB Arquitetos + H+F Arquitetos. Archdaily, 2019. Disponível 
em: . Acesso em: 10 de jun. de 2022
VILLAÇA, Flávio. O que todo cidadão precisa saber sobre habitação. São Paulo: Global, 1986

Mais conteúdos dessa disciplina