Logo Passei Direto
Buscar

CRESCENDO ESPIRITUALMENTE (KENNETH HAGIN) 2018 PDF A5

Ferramentas de estudo

Material
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Crescendo 
Espiritualmente 
 
Kenneth E. Hagin 
 
Traduzido por Gordon Chown 
Editado pela Graça Artes Gráficas e 
Editora Ltda. 
SUMÁRIO 
 
Prefácio 
 
PARTE I 
 
Capítulo 1 - LOCALIZANDO A SI MESMO 
 
Capítulo 2 - PRIMEIRA INFÂNCIA 
 Inocência 
 Ignorância 
 Irritabilidade 
 
Capítulo 3 - MENINICE 
 Instabilidade 
 Curiosidade 
 Tagarelice 
 
Capítulo 4 - VARONILIDADE 
 Estimar pouco as coisas da Terra 
 Ser insensível diante da censura ou do 
louvor 
 Ter a habilidade para reconhecer que 
Deus está operando 
 
PARTE II 
 
Capítulo 5 - ANDANDO COM SEU PAI 
 Conhecendo-O por meio da Palavra 
 Experimentando o conhecimento 
 
Capítulo 6 - ANDANDO NO AMOR 
Amor em contraste: divino versus humano 
Uma exposição do amor 
 
PARTE III 
 
Capítulo 7 - RECEBENDO O 
CONHECIMENTO 
 A dieta errada 
 A função do ensino adequado 
 A falha do ensino inadequado 
 
PARTE IV 
 
Capítulo 8 - QUE TIPO DE HOMEM É VOCÊ? 
 
Capítulo 9 - O HOMEM NATURAL 
 Contrastando o conhecimento: revelação 
versus conhecimento natural 
 Andar na carne 
 
Capítulo 10- O HOMEM CARNAL 
 Andando como mero homem 
 Crescendo para sair da carnalidade 
 
Capítulo 11- O HOMEM ESPIRITUAL 
 Conhecendo o Pai 
 Conhecendo o Filho 
 Conhecendo o Espírito Santo 
 
PARTE V 
 
Capítulo 12 - A DIETA CERTA 
 Exortações ao crescimento e à 
espiritualidade 
 Fruto do espírito humano 
 Renovando a mente 
 
Capítulo 13 - UMA PALAVRA DE 
ENCORAJAMENTO ...
 
PREFÁCIO 
 
Crescer é um processo. 
 
Nesse livro, falaremos a respeito de crescer 
espiritualmente. Os capítulos, que talvez até 
pareçam não estar relacionados entre si, serão 
aqueles que ajudarão você, leitor, a crescer. 
 
Primeiro, irá auxiliá-lo a sintetizar o patamar 
em que você se encontra para discernir sua 
condição espiritual. Então, depois de ter-se 
localizado, você terá a possibilidade de crescer 
para além daquela etapa e entrar em outra 
espiritualmente. 
 
 
 
 
PARTE I 
 
Capítulo 1 
 
LOCALIZANDO A SI MESMO 
 
Por isso, diz: Quando ele [Cristo] subiu às 
alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu 
dons aos homens. 
E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, 
outros para profetas, outros para evangelistas e 
outros para pastores e mestres, com vistas ao 
aperfeiçoamento dos santos para o desempenho 
do seu serviço, para a edificação do corpo de 
Cristo, até que todos cheguemos à unidade da 
fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à 
perfeita varonilidade, à medida da estatura da 
plenitude de Cristo, para que não mais sejamos 
como meninos, agitados de um lado para outro 
e levados ao redor por todo vento de doutrina, 
pela artimanha dos homens, pela astúcia com 
que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade 
em amor, cresçamos em tudo naquele que é a 
cabeça, Cristo. 
Efésios 4.8,11-15 - ARA 
 
Evidentemente, Paulo não considerava que a 
igreja em Éfeso fosse crescida, madura. Você 
notou que ele disse: Mas, seguindo a verdade 
em amor, cresçamos? 
 
Declarou ainda: Até que todos cheguemos à 
unidade da fé e do pleno conhecimento do 
Filho de Deus, à perfeita varonilidade. 
 
Assim diz esta versão da Bíblia. Considero, 
porém, que, ao chegarmos à palavra perfeita, 
nossa mente tende a sair pela tangente e 
deixamos de perceber o que o apóstolo afirma. 
A versão de Moffat declara: Até chegarmos à 
maturidade, e a Ampliada diz: Até nos 
tornarmos maduros, chegando à plena medida 
da plenitude de Cristo. Paulo está falando a 
respeito de crescer até ficar espiritualmente 
homem, ou pessoa madura: Para que não mais 
sejamos como meninos. Paulo fala a respeito de 
crescer espiritualmente, alcançar a maturidade 
espiritual, tornar-se um homem crescido 
espiritualmente. 
 
Deus quer que cresçamos! 
 
A Bíblia nos ensina que há uma semelhança 
marcante entre o desenvolvimento espiritual e 
o físico. Fala a respeito de, pelo menos, três 
etapas no desenvolvimento espiritual que 
correspondem a três no físico. São elas: a 
primeira infância, a meninice e a varonilidade. 
 
Ao examiná-las nessa mesma ordem, notando 
as subdivisões de cada etapa, veremos que 
algumas das características aplicáveis a cada fase 
do desenvolvimento natural também se aplicam 
à etapa espiritual correspondente. E, segundo 
creio, podemos localizar-nos em alguma 
subdivisão de uma das etapas. 
 
Capítulo 2 
 
PRIMEIRA INFÂNCIA 
 
Desejai ardentemente, como crianças recém-
nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, 
por ele, vos seja dado crescimento para salvação. 
1 Pedro 2.2 - ARA 
 
Nesse versículo, Pedro fala a respeito de cristãos 
que são "crianças recém-nascidas". Não há 
quem nasça natural e fisicamente como ser 
humano plenamente crescido. As pessoas 
nascem como bebês e, depois, crescem. 
Semelhantemente, não se nasce como cristão 
plenamente crescido, maduro, mas como bebê 
espiritual, e, depois, ocorre o crescimento. 
 
Há um sermão inteiro a respeito disso. Seremos 
responsabilizados pelos "bebês" espirituais que 
nasceram na família de Deus, em nossas 
campanhas e igrejas. 
 
Pastoreei durante quase 12 anos, e, realmente, 
não se pode esperar muita coisa da parte dos 
"bebês", porque não conseguem fazer muito 
por conta própria. Outra pessoa, porém, pode 
fazer algo em favor deles. 
 
Com demasiada frequência, uma pessoa é salva 
no domingo à noite, mas comete um engano 
antes da quarta-feira à noite. Todos na igreja 
tomam conhecimento do fato e já começam a 
comentar o caso. Esperam que tal pessoa esteja 
experimentando, já na quarta-feira ou no 
domingo seguinte, uma vida cristã tão virtuosa 
quanto à deles, embora lhes tenha custado 
muitos anos para chegarem onde estão. 
 
Há vários anos, realizei uma campanha de 
reavivamento de 15 dias de duração, a pedido de 
determinado pastor. Tínhamos programado um 
período mais longo, mas interrompi a 
campanha. 
 
As pessoas chegavam aos montes. O auditório 
tinha 800 assentos e estava bem cheio todas as 
noites. Todos reagiam favoravelmente. Não 
eram realmente cultos de evangelização - fiquei 
transmitindo ensinos e orando pelos enfermos 
- mesmo assim, quando fiz o convite, no 
sábado à noite, para as pessoas receberem a 
salvação, 33 adultos dirigiram-se para frente. 
 
Ficaram todos ali enquanto eu orava por eles e 
dirigia-os em uma oração. Em seguida, mandei-
os para a sala de oração, nos fundos, onde 
outras pessoas orariam com eles, enquanto eu 
intercederia pelos enfermos. 
 
O aspecto que tanto me impressionou naquele 
culto foi que, dos 33 que vieram receber a 
salvação, muitos eram jovens casais, os quais 
pareciam ter idades variando entre 25 e 32 anos. 
Posteriormente, fiquei sabendo que ninguém 
naquele grupo era crente não havia entre eles 
alguém que fosse filiado a qualquer igreja. 
Depois do culto, perguntei ao pastor a respeito 
daqueles jovens. 
 
Ele disse: "Entre eles, não havia alguém que 
fosse desviado. Todos eram pecadores que 
vieram receber a salvação". 
 
Tratava-se de algo incomum. Perguntei-lhe se 
conhecia algum deles. 
 
O pastor respondeu: "Não conheço quem quer 
que seja. Nunca vieram à minha igreja". 
 
Insisti: "Anotou os nomes e os endereços 
deles?" 
 
Ele respondeu: "Oh, irmão, simplesmente 
suponho que, se receberem alguma bênção, 
estarão de volta. Não precisa preocupar-se com 
eles". 
 
Declarei: "Vou encerrar a campanha amanhã à 
noite". 
 
As pessoas, quando nascem, são bebês. Exigem 
cuidados. Aquelas jamais tinham visitado a 
igreja antes, nem tinham ouvido a pregação do 
Evangelho Pleno. Precisavam da obra da 
continuidade, de alguém para orar com elas, 
conversar com elas e ajudá-las em seus 
problemas. Eram recém-nascidas. 
 
Depois de certo evangelista famoso da cura 
divina ter realizado uma campanha em 
determinada cidade, um dos pastores que 
cooperara com aquele trabalho disse-me: 
"Nunca mais vou cooperarem mim, para que eles sejam 
perfeitos em unidade, e para que o mundo 
conheça que tu me enviaste a mim e que tens 
amado a eles como me tens amado a mim. 
 
O Pai nos ama assim como amava Jesus! Se Ele 
me ama assim como amava Jesus, não tenho 
medo de enfrentar os problemas da vida, pois o 
Senhor está comigo assim como estava com o 
Mestre. 
 
JOÃO 16.32 
Eis que chega a hora, e já se aproxima, em que 
vós sereis dispersos, cada um para sua casa, e me 
deixareis só, mas não estou só, porque o Pai está 
comigo. 
 
Você e eu podemos dizer: "Não estou só, 
porque o Pai está comigo". Se, pois, Ele me ama 
assim como Ele amava Jesus; logo, está comigo 
assim como estava com Jesus. Não estou 
sozinho. 
 
JOÃO 16.27 
Pois o mesmo Pai vos ama, visto como vós me 
amastes e crestes que saí de Deus. 
 
Nada pode ser mais enfático e consolador do 
que esse fato: o Pai conhece-nos, ama-nos e 
anseia por abençoar-nos. 
 
No contexto de todas essas declarações que 
Jesus fez no tocante ao Pai, outros textos 
bíblicos são vistos sob uma nova luz, e 
imediatamente se tornam mais reais para nós. 
 
1 PEDRO 5.7 
Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, 
porque ele tem cuidado de vós. 
 
Essa é uma mensagem proveniente do próprio 
coração de Deus Pai, dirigida a mim e a você. Ele 
quer que acabemos com a preocupação, com o 
medo e com a dúvida. Talvez você diga: 
"Conseguirei fazer assim?" Certamente. 
"Como?" Ao lançar sobre Ele a sua ansiedade. O 
Senhor deseja que você se entregue ao amor e 
ao cuidado dEle, por isso, a passagem bíblica diz: 
Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, 
porque ele tem cuidado de vós. Ou, de acordo 
com a tradução Ampliada, a qual diz algo de 
que gosto muito: Lançando toda a vossa 
preocupação - todas as suas ansiedades, todas as 
suas aflições, todos os seus cuidados, de uma 
vez para sempre - sobre ele; porque ele cuida de 
vós com afeição e zela por vós com vigilância. 
 
FILIPENSES 4.6 
6 Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, 
as vossas petições sejam em tudo conhecidas 
diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação 
de graças. 
 
Novamente, a Bíblia Ampliada diz: Não se 
aborreça nem tenha ansiedade a respeito de 
qualquer coisa. Aqui, é nosso Pai quem fala 
conosco. Nosso Pai Celeste quer andar conosco 
exatamente como andou com Jesus quando 
Este esteve aqui na terra. 
 
FILIPENSES 4.13 
Posso todas as coisas naquele que me fortalece. 
 
Alguns têm dito: "Sim, mas Paulo, que disse 
isso, era um apóstolo". Paulo não disse que 
podia fazer todas as coisas porque era apóstolo; 
ele falou que podia fazer tudo em Cristo. O 
apóstolo não estava mais em Cristo do que eu 
ou você. Era Cristo quem o fortalecia, e o Pai 
será tão real - se permitirmos que Ele o seja - 
para nós como Ele o era para Paulo, ou até 
mesmo para Jesus. Ele está enviando a você e a 
mim um recado do Seu coração de amor: "Você 
tem poder para realizar toda e qualquer coisa. 
Você pode alcançar uma condição em que se 
torne destemido diante das circunstâncias mais 
desagradáveis, porque sabe que seu Pai está com 
você”. Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus 
é por nós, quem será contra nós? (Romanos 
8.31)". 
 
O amor do Pai - e lembre-se de que Ele é Amor 
- compele-O a cuidar de nós. Quando 
chegarmos a conhecer Seu amor e a andar na 
liberdade desse amor, todas nossas dúvidas e 
temores serão destruídos. 
 
SALMO 27.1 
SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a 
quem temerei? O SENHOR é a força da minha 
vida; de quem me recearei? 
 
Quando nos lembramos de que é esse 
maravilhoso Pai Celestial que nos ama, assim 
como Ele amava Jesus, conseguimos entender 
que não precisamos ter medo, assim como Jesus 
não tinha. Ele é a nossa Luz, a nossa libertação 
(salvação, nesse versículo, significa libertação). É 
a Fortaleza da nossa vida. Luz! Libertação! 
Fortaleza! Não há, portanto, motivo para ter 
medo de coisa alguma. O que os homens 
podem fazer contra aquele que Deus ama e 
protege? 
 
HEBREUS 13.5b,6 
Não te deixarei, nem te desampararei. E, assim, 
com confiança, ousemos dizer: O Senhor é o 
meu ajudador, e não temerei o que me possa 
fazer o homem. 
 
Ele é o nosso Auxílio! Ele satisfará todas as 
nossas necessidades! 
 
FILIPENSES 4.19 
19 O meu Deus, segundo as suas riquezas, 
suprirá todas as vossas necessidades em glória, 
por Cristo Jesus. 
 
Isso não é religião. Não é pregação. É uma 
verdade viva do coração do nosso maravilhoso e 
amoroso Deus Pai, que Ele nos dá. O Senhor 
quer que saibamos que Ele suprirá cada uma das 
nossas necessidades segundo Sua riqueza em 
glória, mediante Jesus Cristo. 
 
Experimentando o conhecimento 
 
SALMO 23.1-6 
O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará. 
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me 
mansamente a águas tranquilas. 
Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas 
da justiça por amor do seu nome. 
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da 
morte, não temeria mal algum, porque tu estás 
comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. 
Preparas uma mesa perante mim na presença 
dos meus inimigos, unges a minha cabeça com 
óleo, o meu cálice transborda. 
Certamente que a bondade e a misericórdia me 
seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei 
na Casa do SENHOR por longos dias. 
 
Para mim, não há outro trecho bíblico que 
descreva de modo tão belo a atitude de amor 
que o Pai e Jesus têm para conosco como o 
Salmo 23. 
 
Muitos salmos são proféticos. O Salmo 22, por 
exemplo, é um retrato de Jesus morrendo na 
cruz. No Salmo 23, Ele é o bom Pastor. O 
Salmo 24 retrata-O como quem vem a Terra 
para ser o Rei dos reis e Senhor dos senhores. 
 
Estamos vivendo no Salmo 23 exatamente 
agora. O Senhor é meu Pastor. Quando Jesus 
veio a Terra, disse: Eu sou [tempo presente] o 
bom Pastor (João 10.14). O texto de Romanos 
diz: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor 
Jesus e, em teu coração, creres que Deus o 
ressuscitou dos mortos, serás salvo (Romanos 
10.9). O Senhor é meu Pastor agora. Estamos 
vivendo no Salmo 23. 
 
Na minha interpretação desse salmo, sempre 
falo assim: "O Senhor é meu Pastor; nada me 
falta. Nada me falta. Tenho a satisfação perfeita; 
a vida em sua plenitude". 
 
O versículo 2 é onde os trevos e a relva macia 
cobrem a terra como um tapete. Nenhum 
esforço da minha parte é necessário para eu 
possuir ou obter o suficiente. 
 
Ele me leva para as águas de tranquilidade. Água 
e alimento são os elementos necessários para 
sustentar a vida. Graças a Deus, pois Ele me guia, 
leva-me e supre todas as necessidades. 
 
Ele me faz deitar e repousar em segurança e 
quietude nos pastos da abundância. Perto de 
mim, há um riacho sussurrante. Suas águas vivas 
satisfazem os anseios do meu coração. Tenho 
água, comida, proteção, abrigo e Seus cuidados. 
 
Quando estou amedrontado, cheio de terror, 
quando todo o meu ser está em convulsões de 
agonia, o Senhor refrigera a minha alma. Ele me 
mantém na paz e na calma. Com Deus, volto ao 
normal. Ele afasta, com um gesto, os meus 
temores e as minhas ansiedades, aperta-me 
contra o Seu peito e inspira-me coragem e fé. 
 
Meu coração ri dos meus inimigos, pois Ele me 
guia pelos caminhos da graça, que atravessam o 
reino da justiça, onde fico em pé na Sua 
presença, como se o pecado nunca tivesse 
existido; e brinco ruidosamente na sala do 
trono da graça, sem a mínima preocupação, 
medo ou terror. Isso porque quem está no 
trono é o meu Pai. 
 
Embora Ele seja Juiz, do ponto de vista do 
mundo, e Deus, do ponto de vista do pecador, 
para mim, Ele é Pai. 
 
Às vezes, quando entro, na maioria das vezes 
para visitá-lO, na realidade, ouço-O dizer: 
"Filho, há algo que você queira? O que posso 
fazer por você?" 
 
Eu respondo: "Pai, não preciso de coisa alguma. 
Tu és tão maravilhoso, tão amável e bondoso, 
que já me forneceste tudo de que poderei 
necessitar.Tu me escreveste uma carta que me 
conta a respeito. Não tenho, pois, preocupação 
alguma. Não passo necessidade. Não tenho um 
desejo que não tenha sido satisfeito. Não, nada 
vim procurar. Vou dizer-Te, Pai, que apenas vim 
visitá-lO por algum tempo. Só queria estar à 
espera do trono. Gosto de ficar perto de Ti, Pai". 
 
Meu Pai me disse [oh, eu podia ouvir Sua voz 
claramente quando me falou]: "Filho, não sabes 
como isso alegra o meu coração. Nenhum pai 
terrestre desejou tanto o companheirismo e a 
comunhão com os filhos como Eu, o Pai 
Celestial, desejo". 
 
"Você sabe", Ele continuou, "que criei o 
homem a fim de ter alguém com quem Eu 
pudesse manter comunhão. Criei o homem para 
ser o meu aliado. Posso até dizer o seguinte [e 
Ele disse com essas palavras], criei o homem 
para que Eu tivesse meu amigo. Coloquei Adão 
na Terra, no jardim, e, ao entardecer, findo o 
calor do dia, Eu descia para andar e conversar 
com ele". 
 
É tão bem-aventurado, belo e maravilhoso 
poder andar com Deus! 
 
 
 
 
 
Capítulo 6 
 
ANDANDO NO AMOR 
 
O amor de Deus está derramado em nosso 
coração pelo Espírito Santo que nos foi dado. 
Romanos 5.5b 
 
Para termos comunhão com Deus, andarmos 
com Ele e vivermos em Sua dimensão, 
precisamos andar no amor - no amor divino, 
porque Deus é amor. 
 
Quando nasci de novo, Ele Se tornou meu Pai. 
Ele é Deus de amor. Eu sou um filho do amor 
de Deus. Nasci do Senhor, e Ele é amor; 
portanto, sou filho de amor, e a natureza do 
Pai, que é amor, está em mim. 
 
Não podemos dizer que não o temos. Todos na 
família têm esse amor; de outra forma, não 
estariam nela. É possível que não ponham esse 
amor em prática. Talvez sejam como aquele 
homem com um único talento, que o 
embrulhou em um pano e o enterrou. Mas a 
Bíblia diz que o amor de Deus tem sido 
derramado em nosso coração pelo Espírito 
Santo. Isso significa que o amor divino tem sido 
exalado em nosso coração, em nosso espírito. 
Essa família é do amor. 
 
Jesus disse: Nisto todos conhecerão que sois 
meus discípulos [como vão saber?J se vos 
amardes uns aos outros (João 13.35). É assim 
que nos conhecerão. 
 
Esse tipo de amor não é egoísta. Porque Deus 
amou o mundo de tal maneira que deu o seu 
Filho unigênito (João 3.16a). 
 
A lei do amor da família de Deus é: Um novo 
mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos 
outros; como eu vos amei a vós, que também 
vós uns aos outros vos ameis (João 13.34). 
Como Ele nos amou? Nós O merecíamos? Não! 
Ele nos amou enquanto ainda éramos pouco 
amáveis. Ele nos amou enquanto ainda éramos 
pecadores. É isso que a Bíblia diz. 
 
Pense nisso! Se Deus nos amou com tão grande 
amor enquanto ainda éramos pecadores, 
enquanto éramos pouco amáveis, quando 
éramos Seus inimigos, você acha que Ele nos 
amará menos, agora que somos Seus filhos? 
Não, mil vezes, não! 
 
Amor em contraste: divino versus humano 
 
Esse amor ao qual nos referimos é o amor 
divino, não o natural, humano. Hoje em dia, 
ouvimos falar muito a respeito do amor 
humano, mas, realmente, nada há nesse velho 
mundo como o amor de Deus. O amor 
humano é egoísta. Já ouvi pessoas dizerem: "O 
amor de mãe é semelhante ao de Deus". Eu 
mesmo pensava assim em determinado tempo. 
Mas não é dessa forma. De modo mais comum, 
o amor de mãe é um amor humano. E, como as 
coisas comuns, é egoísta. "Este é meu bebê". 
 
"Oh, amo meus filhos, amo-os", exclamou certa 
mulher que veio a mim pedindo: "Quero que 
você ore por eles. Criei-os aqui nessa igreja, mas 
não compreendo por que nenhum deles quer 
vir aqui, a não ser minha filha". 
 
Uma das filhas dela tocava o piano da igreja, e 
ela era a única que frequentava. A verdade é que 
um dos meninos acabara de fugir de casa. 
 
Ela disse: "Não há uma pessoa nessa igreja que 
ame os filhos mais do que eu". 
 
Falei: "Irmã, forçosamente, há um motivo para 
isso. Sou um forasteiro nessa igreja, apenas um 
evangelista visitante, mas vejo essa coitadinha 
sentada no banco do piano. Você a afogou com 
seu amor. Posso garantir que os demais 
debandaram porque você os prendia sob suas 
asas. Você queria dominar totalmente a vida 
deles (quando eu olhava em direção à moça 
sentada ao piano, ela abaixava a cabeça. Nem 
sabia o que fazer). Posso imaginar que sua filha 
nunca teve um namorado, sequer uma 
coleguinha". 
 
"Realmente, não", ela disse, "sempre a mantive 
em casa. Achava que eu mesma poderia criá-la 
melhor". 
 
Retruquei: "Não podia, não. A personalidade 
dela está transtornada". 
 
Era amor materno, humano, natural, mas era 
egoísta. Ela não se empenhava pelos interesses 
dos seus filhos, só pelos próprios interesses. O 
desejo dela era conservar os filhos sempre junto 
a ela. 
 
Você já notou que as sogras raramente têm 
problemas com os genros? Geralmente, é com 
as noras. Muitas vezes, aquela mãe realmente 
acha que não existe, onde quer que seja, uma 
jovem à altura do "seu menino". Sem dúvida, é 
possível que essa mãe seja salva, cheia do 
Espírito Santo, e fale em outras línguas todas as 
noites; mas, em vez de deixar o amor de Deus 
dominá-la em seu coração, está deixando o 
amor humano e natural em sua carne controlá-
la. Está constantemente implicando. 
Constantemente fazendo comentários. 
 
A razão por que a sogra e a nora têm problemas 
entre si - se não andarem no amor - é que, 
durante muitos anos, aquela mulher era a 
principal na vida do rapaz. Agora, ela quer 
continuar dizendo-lhe o que deve fazer. E, 
agora, a esposa quer dizer-lhe o que deve fazer. 
Não é possível que as duas mandem nele. E ele 
fica em um dilema. 
 
O amor de Deus está em nosso coração, mas 
talvez tenha ficado como aquele talento, 
embrulhado em um lenço e enterrado no solo. 
Mesmo quando não o aplicamos, aquele amor 
de Deus está em nosso coração. 
 
Se nós o usássemos e aprendêssemos a deixar 
aquele amor dominar-nos, ele produziria uma 
diferença em nossa vida. Sanearia os males em 
nosso lar. Esse tipo de amor nunca foi até o 
fórum, pedindo o divórcio, e nunca irá. Era o 
amor humano, natural, que vai até lá. O amor 
humano e natural pode transformar-se em ódio 
quando não consegue as próprias vontades. 
Passa a brigar e fazer cenas, a arranhar e bater, a 
xingar e ser malvado. O amor divino, quando 
ultrajado, não revida com ultraje. Não falei que 
os cristãos não têm ido à justiça, procurando o 
divórcio; alguns têm agido assim. Mas não 
deixaram o amor de Deus dominá-los. 
 
Deus quer que cresçamos. E podemos crescer no 
amor, louvado seja Deus! A Bíblia fala em 
sermos feitos perfeitos, ou maduros, no amor. 
Não, ainda não fomos aperfeiçoados no amor, 
mas podemos sê-lo, e alguns estão no caminho 
certo. 
 
O amor do tipo de Deus não se interessa por 
aquilo que pode obter, mas por aquilo que pode 
dar. Você percebe como isso pode solucionar 
todos os problemas em seu lar? 
 
Um número grande demais de pessoas é egoísta. 
Mesmo no caso de cristãs, muitas se deixam 
dominar pela dimensão carnal. "Que vantagem 
posso tirar para mim?" "Não vou aguentar isso". 
"Não vou aceitar aquilo". "Não tolero ser 
tratado assim". "Eu, eu, eu, eu". 
 
Acontece assim mesmo nas igrejas. Na segunda 
igreja que pastoreei, estava com 20 anos de 
idade, e solteiro; por isso, aluguei um quarto na 
casa de um casal da igreja. O homem conhecia a 
Bíblia e tinha uma experiência maravilhosa com 
Deus. Mas era do tipo que dizia: "Tenho meu 
direito à palavra e vou exercê-lo. Sou membro 
daquela igreja tanto quanto os outros e tenho 
minhas coisas a dizer". Ele deu as opiniões dele, 
e alguns outros membros também, até o ponto 
de tudo ficar arruinado. 
 
Fiquei apenas seis meses naquela igreja. Deus me 
mandou dizer-lhes que, a não ser que se 
arrependessem, tempos viriam em que não 
teriam mais igreja. Por meio da primeira 
expressão profética que recebi em minha vida, 
Deus disse: "Removerei o candeeiro deles. Senão se arrependerem, as portas dessa igreja 
estarão fechadas em um ano. Permanecerão 
fechadas durante dois anos, e, então, abrirão de 
novo. Dar-lhes-ei uma última chance. Se, 
então, não conseguirem entender-se, essa 
construção será removida do terreno da 
denominação". 
 
Ficaram furiosos. Estavam quase dispostos a 
fazer comigo o mesmo que as pessoas queriam 
fazer com Jesus em Sua cidade natal, Nazaré - 
precipitá-lO do cume do monte. As minhas 
palavras foram repetidas aos líderes do 
movimento, como queixa contra mim, e estes 
queriam expulsar-me, mas tinham um pouco de 
medo. 
 
No entanto, quando o ano chegou ao fim, 
exatamente como Deus dissera, as portas 
daquela igreja ficaram fechadas durante dois 
anos, com cadeado. Depois, alguém a abriu de 
novo. Deus deu aos membros certo prazo, mas 
eles não andaram na luz, e a igreja foi fechada 
definitivamente. Aconteceu exatamente como 
o Senhor dissera. Hoje, eu poderia levar você até 
lá e mostrar-lhe um terreno sem igreja, que 
ainda pertence àquele movimento específico. 
 
Durante anos, houve número suficiente de 
membros para manter uma igreja, mas não 
conseguiram. Isso porque não conseguiam 
conviver entre si. Jamais obtiveram êxito em ir 
além da etapa da primeira infância do 
cristianismo. Permaneceram bebês. Não 
cresceram. 
 
A natureza de Deus está em nós, como filhos de 
Deus. E a natureza de Deus é o amor. Por isso, 
amar é espiritualmente normal para nós. Se, 
porém, eu deixar meu homem exterior e minha 
mente me dominarem, aquela natureza do 
amor no meu coração será mantida prisioneira. 
Liberemos o amor de Deus que está em nós. 
 
Uma exposição do amor 
 
O que se diz a respeito desse amor do tipo de 
Deus? Quais são suas características? Olhemos 
essa exposição do amor em 1 Coríntios 13. É 
lamentável que a versão Revista e Corrigida 
traduza a palavra grega ágape, divino amor, 
como caridade. Minha versão favorita é a 
Ampliada. Vamos examiná-la, a partir do 
versículo quatro. 
 
O amor é longânime, paciente e bondoso. 
 
Muitas pessoas são pacientes no sentido de 
aguentar por muito tempo uma situação, mas 
não revelam paciência e bondade ao fazê-lo. 
Perseveram, simplesmente, porque se veem 
obrigadas a fazer assim. "Minha paciência já 
chegou ao fim. Não vou tolerar mais essa 
situação". 
 
O amor não é invejoso, nem arde em ciúmes. 
 
É o amor humano que inveja. O amor divino 
não arde em ciúmes. 
 
O amor não é jactancioso, nem se vangloria, 
tampouco demonstra altivez. Não é convencido 
arrogante e insuflado de soberba. Não é rude 
[descortês], nem age de forma inconveniente. 
 
O amor [de Deus em nós] não busca os 
próprios interesses e desejos; não é egoísta. 
 
Seria bom você dar tempo para essas palavras 
penetrarem no seu íntimo. "Ora, sei o que me 
pertence. Tenho o direito de falar as minhas 
opiniões, e vou falar mesmo. Tenho meus 
direitos e vou exercê-los". Isso sem se importar 
com as mágoas que podem causar ao próximo. 
O texto diz que o amor não insiste nos próprios 
direitos. Nunca teremos uma vida cristã correta 
até começarmos a confiar em Deus e no amor. 
É o caminho certo! E é o seu caminho, crente! 
O amor não fica facilmente zangado ou 
ressentido; não guarda um mal feito a ele - não 
presta atenção a uma injustiça sofrida. 
 
Aqui temos o termômetro do amor. É esse o 
medidor do amor. Quando começamos a levar 
em conta os males cometidos contra nós, não 
estamos andando no amor. Enquanto 
andarmos em Deus e permanecermos cheios do 
Espírito, não levaremos em conta o mal 
cometido contra nós. 
 
No decorrer dos anos, coisas têm acontecido 
comigo, assim como têm ocorrido com você. 
Pastores e até mesmo parentes têm dito para 
mim: "Eu não aceitaria tal tratamento. Não 
toleraria tal situação. Eu não". Mas eu, 
simplesmente, mantinha a boca fechada, sem 
falar a mínima palavra a respeito, sorria e 
permanecia feliz. Por quê? Eu nem me daria o 
trabalho de protestar minha inocência se 
espalhassem contra mim a acusação de eu ter 
assassinado minha avó. Simplesmente, 
continuaria gritando: "Aleluia! Louvado seja 
Deus! Glória a Deus!" Devemos simplesmente 
tocar o barco para frente. Acabaremos sendo 
mais que vencedores a longo prazo. 
 
Até mesmo alguns pastores têm-me dito: 
"Você, por certo, tem uma fraqueza de caráter. 
Você nunca defende os próprios interesses". 
Pelo contrário, é uma fortaleza. Isso porque o 
amor nunca falha. Muitos têm fracassado e até 
mesmo morrido antes do tempo, porque 
viveram na carne a tal ponto que não souberam 
aproveitar os privilégios e os direitos dos filhos 
de Deus, que pertenciam a eles. Sempre se 
preocupavam e se debatiam até afetar a própria 
saúde física. 
 
O amor não guarda um malfeito a ele. 
 
Esse não deixa de ser o amor do tipo de Deus, 
porque quando éramos inimigos dEle, Ele não 
guardou registro dos males que fizemos contra 
Ele. Pelo contrário, Ele enviou Jesus para nos 
redimir. Ele nos amou enquanto ainda éramos 
pecadores. 
 
O amor não presta atenção a uma injustiça 
sofrida. 
 
Conforme a linguagem de um certo senhor na 
Geórgia, "no fim, temos de comparecer no 
pelourinho e confessar tudo". Não há muitas 
pessoas que andam no amor - no amor de 
Deus, no amor de Cristo - embora o possuam. 
Estão andando segundo o amor humano. 
Prestam bastante atenção a uma injustiça 
sofrida. Ficam insuflados de raiva. O marido e a 
mulher, ambos cristãos, ficam mal um com o 
outro e não trocam uma palavra durante uma 
semana por causa de algum erro cometido. "Sei 
que estou pisando no seu calo, mas quero ficar 
em pé por algum tempo, ali mesmo". 
 
Você não percebe como nossa situação ficaria 
correta no lar, na igreja, na nação, se os homens 
se tornassem filhos de Deus, ficassem cheios do 
Seu amor e passassem a viver na família de Deus 
como filhos dEle? 
 
O amor não se deleita na injustiça nem na 
iniquidade, mas se alegra quando prevalecem a 
justiça e a verdade. 
 
O amor sempre protege, sempre confia, sempre 
espera, sempre persevera. 
 
O amor, portanto, suporta tudo o que der e 
vier. Alguém disse: "Não aguento mais". O 
amor aguenta. "Não posso mais tolerá-lo". 
Pense em Deus. Ele está tolerando todos nós. 
"Já engoli tanto desaforo quanto possível". 
Assim fala o antigo amor humano. O amor de 
Deus em você persevera em tudo. 
 
O amor está sempre pronto a acreditar no 
melhor das pessoas. 
 
O amor carnal está pronto a pensar o pior a 
respeito de qualquer pessoa. Está sempre 
disposto a crer no pior, no tocante ao marido, à 
mulher, aos filhos. No entanto, o amor divino 
está sempre disposto a acreditar no melhor 
sobre todos: do marido, da mulher, dos irmãos 
e irmãs na igreja, dos filhos. Acredite naquilo 
que cada pessoa tem de melhor. 
 
Já viajei pelo país inteiro durante o meu 
ministério, e é de estarrecer o que se ouve falar 
contra um pregador ou outro, esta ou aquela 
pessoa, algum diácono, professor na escola 
dominical, ou cantor. Nunca presto a mínima 
atenção a tudo isso. Acredito no melhor das 
pessoas. 
 
As crianças devem ter o direito de serem criadas 
nesse tipo de atmosfera de amor. Nessas 
condições, sairão para as lutas da vida e 
vencerão. Quando, porém, só enxergamos 
aquilo que há de pior em nossos filhos e sempre 
lhes dizemos: "Você nunca prestará para coisa 
alguma, nem conseguirá fazer isso ou aquilo", 
eles acabarão vivendo de conformidade com 
essas palavras. Se, porém, embora tenham 
errado, você enxergar neles o que há de melhor 
e amá-los corretamente, assim surgirão as 
melhores qualidades, e eles conseguirão ser 
bem-sucedidos na vida. 
 
A confiança do amor é firme em todas as 
circunstâncias. O amor nunca falha, nunca 
desaparece, não fica obsoleto, nem chega ao 
fim. 
 
Se você andar no amor, nunca falhará. O amor 
jamais falha! 
 
Interessamo-nos pelos dons espirituais, e isso é 
certo.Mas devemos interessar-nos pelo amor 
em primeiro lugar. As profecias desaparecerão; 
as línguas cessarão; o conhecimento passará, 
mas o amor jamais acabará - graças a Deus! 
 
Certamente, acredito nas profecias e no dom de 
profetizar. Acredito nas línguas. Dou graças a 
Deus por tudo isso. Mas é possível alguém 
exercer isso fora do amor, e, nesse caso, fica 
como o bronze que soa ou o címbalo que 
retine. 
 
O importante de tudo isso se resume no 
seguinte: tenhamos profecias, línguas, fé, 
conhecimento, mas tenhamos também o amor 
junto a tudo isso. 
 
Coloquemos o amor em primeiro lugar, porque 
estamos na família do amor e conhecemos o 
nosso Pai Celeste, que é Deus de amor. 
 
Devemos desejar aprender, crescer; crescer no 
amor até ficarmos aperfeiçoados nele. Ainda 
não fui aperfeiçoado no amor, e você? Mas você 
sabe que a Bíblia diz que é possível essa perfeição 
no amor? Não apenas no mundo do porvir, mas 
já neste mundo. 
 
Creio que alguns dentre nós conseguirão. Não 
vou desistir só porque ainda não alcancei esse 
alvo. 
 
Vou continuar firme nessa corrida! Graças a 
Deus por Sua Palavra! Graças a Deus por Seu 
Amor! 
 
PARTE III 
 
Capítulo 7 
 
RECEBENDO O CONHECIMENTO 
 
Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao 
conhecimento do Filho de Deus, a varão 
perfeito, à medida da estatura completa de 
Cristo. 
Efésios 4.13 
 
Já salientamos: Desejai afetuosamente, como 
meninos novamente nascidos, o leite racional, 
não falsificado, para que, por ele, vades 
crescendo (1 Pedro 2.2). Deus nos faz começar 
na vida espiritual da mesma maneira que as 
pessoas começam na vida natural. Quando 
nascem as criancinhas, começam com o leite. 
Certamente, não poderiam comer carne. Deus 
diz que esse genuíno leite espiritual da Palavra 
nos fará crescer. 
 
Há, porém, algumas coisas que Paulo escreveu 
aos cristãos em Corinto e aos cristãos hebreus, 
as quais nos interessam nesse assunto. 
 
1 CORÍNTIOS 3.1,2 
E eu, irmãos, não vos pude falar como a 
espirituais, mas como a carnais, como a 
meninos em Cristo. 
 
Com leite vos criei e não com manjar, porque 
ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora 
podeis. 
 
HEBREUS 5.11-14 
Do qual muito temos que dizer, de difícil 
interpretação, porquanto vos fizestes 
negligentes para ouvir. 
Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, 
ainda necessitais de que se vos torne a ensinar 
quais sejam os primeiros rudimentos das 
palavras de Deus; e vos haveis feito tais que 
necessitais de leite e não de sólido mantimento. 
Porque qualquer que ainda se alimenta de leite 
não está experimentado na palavra da justiça, 
porque é menino. 
Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os 
quais, em razão do costume, têm os sentidos 
exercitados para discernir tanto o bem como o 
mal. 
 
Eles tinham o mesmo problema que nós 
enfrentamos hoje - o de crescer. Eram 
exatamente como nós. Deveriam ser 
professores, mas ainda precisavam receber aulas. 
Nada poderiam aprender de muito profundo, 
pois ainda tinham de ser ensinados na base do 
leite. Paulo quis dizer: "Alimentei-os com leite, 
porque a carne era demais para vocês". 
 
O leite da Palavra, a respeito do qual Paulo fala 
na passagem, é a pregação dos princípios iniciais 
da doutrina de Cristo e a lealdade a eles 
(Hebreus 6.1,2). O apóstolo declara que isso é 
o leite da Palavra, e não a carne. Quando 
precisamos aprender os princípios elementares, 
ainda estamos em uma dieta de leite. Parece-me 
que é nesse nível que temos trabalhado - temos 
sido mais ou menos obrigados a isso. 
 
Como, pois, cresceremos? Voltemos novamente 
para Efésios 4.13, texto que fala a respeito de 
crescer no conhecimento do Filho de Deus, a 
varão perfeito. 
 
Receber o conhecimento, alimentar-nos da 
Palavra de Deus, até conseguirmos ter 
discernimento do plano de Deus, o qual foi 
executado pelo Senhor Jesus, enviado para isso... 
 
Até conseguirmos a consciência daquilo que 
somos em Cristo e daquilo que Cristo é em 
nós... 
 
Até obtermos conhecimento daquilo que Ele 
fez por nós em Sua morte, Seu sepultamento, 
Sua ressurreição, ascensão e entronização à 
destra do Pai... 
 
Até alcançar a noção exata daquilo que Ele está 
fazendo por nós agora mesmo, sentado à direita 
de Deus, onde Ele vive para sempre, 
intercedendo por nós... 
 
Até conseguirmos ter conhecimento do nosso 
direito de ficarmos diante do trono de Deus... 
 
Até tomarmos ciência do fato de que Ele 
derrotou Satanás e os demônios, e todas as 
forças dos principados das trevas deste mundo 
são potências destronizadas que não nos 
poderão governar. 
 
Ao fazermos assim, estaremos chegando além 
do leite. Mas não é possível pregar tais coisas a 
determinadas pessoas. Não nos podemos 
aprofundar nesses assuntos. Para dizer a verdade, 
sei muitas coisas as quais ainda não ensinei. Por 
que não? Porque é necessário que as pessoas 
estejam em condições para isso Paulo dizia, com 
efeito: "Há coisas que eu gostaria de ensinar a 
vocês, mas vocês poderiam não aguentá-las". 
Seria demais para elas. Não estou dizendo que se 
trata de alguma revelação de origem obscura; 
refiro-me à pura e simples Palavra de Deus, mas 
fica além do ponto que as pessoas alcançam. Por 
isso, temos de avançar devagar a fim de deixá-
las assimilarem aquele pouco que lhes é possível 
dar. 
 
A dieta errada 
 
Por que não crescemos? 
 
Se somos genuínos filhos de Deus, nascidos 
dEle, mas não temos crescido, é porque não 
tivemos a dieta certa. 
 
Não estou culpando as pessoas. Não estou 
repreendendo o leitor. Estou totalmente 
convicto de que os pastores têm de arcar com a 
responsabilidade. Creio que a maioria das 
pessoas - 99,99 entre 100 - subiria até o nível 
que a Palavra de Deus tem para elas, se apenas 
soubessem disso. 
 
Não é porque alguém possui um dos dons do 
ministério - é apóstolo, profeta, evangelista, 
pastor ou mestre que é um cristão maduro, 
plenamente crescido. Ele, simplesmente, tem 
aquela vocação em sua vida, mas ainda precisa 
desenvolver-se e crescer. 
 
Na última igreja que pastoreei, durante o 
inverno de 1947 e 1948, eu me trancava na 
igreja, às vezes, durante vários dias a fio, com a 
Palavra. Ajoelhava-me e lia a Bíblia de joelhos. 
Lia durante horas, em um período de muitas 
semanas. É claro que já eu era um leitor da 
Bíblia, há muitos anos, mas, nessas ocasiões, 
meditava nas duas orações que Paulo proferiu 
em favor de igreja em Éfeso (Efésios 1.17-19 e 
3.14-21). 
 
Deixava aberta uma das minhas Bíblias naquele 
trecho durante a semana inteira. E todas as 
vezes que entrava no templo, ajoelhava-me e 
dizia: "Pai, estou fazendo essas orações em meu 
favor". Quando precisava fazer uma visita 
pastoral, ou se havia uma interrupção, então, ao 
voltar a orar, repetia essas mesmas orações em 
meu benefício, apesar de já as ter proferido 
várias vezes no dia. "Que sejam iluminados os 
olhos do meu coração, para que eu saiba qual é 
a esperança do Seu chamamento...", e assim por 
diante. 
 
Por algum tempo, parecia que não surtia o 
mínimo efeito. 
 
Nem por isso deixei de repetir aquelas orações. 
Depois, passado algum tempo, comecei a 
receber a revelação da Palavra (não teria sido 
possível Deus revelar-me a Palavra, se eu não me 
estivesse alimentando dEla). A Palavra começou 
a abrir-Se diante de mim! 
 
Em poucas semanas, não muito mais de 30 dias, 
aprendi mais do que já aprendera no período de 
13 ou 14 anos de ministério até então. Falei à 
minha esposa: "O que mesmo andei pregando 
até agora?" Pois bem, aquelas coisas que eu 
soltava do púlpito sequer eram leite. Eram mero 
soro". 
 
Essa bênção só veio porque orei. A oração era 
apenas uma das partes. Passei tempo igual, ou 
possivelmente maior, com a Palavra, àquele que 
passei na oração. Não podemos edificar uma 
vida de oração apenas orando. Ela precisaser 
edificada na Palavra de Deus. 
 
Quando, portanto, a Bíblia fala em chegarmos à 
perfeita varonilidade, emprega a terminologia 
pleno conhecimento do Filho de Deus (Efésios 
4.13 - ARA). Infere-se que esse conhecimento 
fará com que cresçamos totalmente e fiquemos 
maduros. 
 
A função do ensino adequado 
 
Temos deixado de crescer por causa da falta de 
ensinamentos corretos. Deus deu mestres à 
Igreja. Ele os colocou ali (Efésios 4.11; 1 
Coríntios 12.28). 
 
Todos nós, de uma maneira ou de outra, 
podemos ensinar um pouco. Do ponto de vista 
natural, podemos contar a algumas pessoas 
aquilo que sabemos e ensinar-lhes até certo 
ponto. Há, por outro lado, aqueles que são 
chamados por Deus para ensinarem e são 
ungidos pelo Espírito Santo com esse propósito. 
É claro que o próprio Espírito Santo também 
deve ser nosso Preceptor. Mas, afinal de contas, 
trata-se do ensino do Espírito Santo quando Ele 
unge determinadas pessoas para ensinarem. 
Algumas delas saem correndo atrás da ideia de 
que "ninguém me pode ensinar coisa alguma. 
Não preciso de aula. Tenho o Espírito Santo e 
sei tanto quanto qualquer outro". Isso é 
ignorância. A Palavra de Deus declara que Ele 
colocou mestres na Igreja para nos ensinar. 
 
Lamento dizer, no entanto, que boa parte dos 
nossos supostos ensinos tem surgido da nossa 
mente, e não do nosso coração. Obtivemos um 
conhecimento geral e mental da Palavra, mas 
nunca captamos o significado espiritual dela. 
No decorrer dos anos, aquilo que temos 
conhecido como ensinamento cristão tem sido 
tão frio e morto, e com tão pouco conteúdo, 
que quase torcemos o nariz a ele quando é 
mencionado. 
 
Por outro lado, a unção do Espírito de Deus 
sobre o ensinamento genuíno da Palavra de 
Deus tem vida! 
 
Houve um tempo em que eu mesmo não sabia 
a diferença. Era pregador e pregava os sermões 
de Spurgeon tão bem quanto qualquer outra 
pessoa. Sabia lê-los e ministrá-los, palavra por 
palavra. Estudei o preparo e a homilética deles. 
Gostava de pregar com aquele antigo fogo e 
fervor evangelísticos. E, de vez em quando, 
ainda prego assim. 
 
Em 1943, eu era pastor de uma igreja no norte 
do Texas central. Jamais tinha sido um professor 
até então. Não gostava de ensinar. O costume 
nessa igreja era que o pastor, no horário da 
escola bíblica dominical, dirigisse a classe grande 
no auditório da igreja, durante uma hora no 
domingo de manhã. Não queria dirigir a classe, 
que era de adultos, homens e mulheres. Mas o 
costume deles assim exigia. Havia uma revista da 
escola dominical, que eu nem quis olhar 
durante a semana inteira. Estudava a Bíblia e 
preparava sermões, mas sequer dava uma olhada 
para a lição antes da noite do sábado. Sabia que 
poderia lê-la rapidamente em 10 ou 15 minutos, 
e, na hora certa, colocar-me-ia em pé e a 
explicaria. Parece que todos gostavam, mas 
nenhum alívio em minha vida era tão grande 
como quando o horário da aula chegava ao fim. 
Queria pregar. 
 
No entanto, às três horas da tarde de certa 
quinta-feira, na casa pastoral daquela igreja, 
Deus me deu o dom de ensino. Sabia disso, lá 
no íntimo do meu ser. Soube quando esse dom 
nasceu em mim. Falei em voz alta: "Agora sei 
ensinar". 
 
Para comprovar esse fato, comecei a exercer esse 
dom do modo mais improvável. Não fiz uso de 
qualquer um dos cultos, onde as pessoas 
compareceriam de qualquer jeito. Pelo 
contrário, comecei a ensinar um grupo de 
oração das senhoras, que se reunia na igreja às 
quartas-feiras, à tarde. 
 
Você sabe o que me deixou surpreso? Consegui 
ficar em pé, imóvel, sem a mínima gesticulação, 
e a unção vinha sobre mim mais 
poderosamente do que qualquer coisa que já 
senti. 
 
Comecei a dar aulas àquelas sete ou oito 
senhoras. Elas contaram aos respectivos maridos 
e a outras pessoas. Cerca de duas ou três 
semanas depois, havia 15 ou 20 pessoas. Alguns 
dos maridos tiravam licença no emprego para 
comparecerem às aulas. Antes que 
percebêssemos, havia uma frequência maior na 
quarta-feira de tarde do que no culto daquela 
noite. Antes de tomarmos conhecimento do 
fato, o templo ficava praticamente lotado. 
 
Isso serviu para comprovar que as pessoas 
querem aprender e saber mais. 
 
Vários anos depois da minha saída daquela 
igreja, vi por acaso uma daquelas senhoras. Ela 
disse: "Graças a Deus por aquelas sessões de 
ensino. Nesses últimos sete anos, estou vivendo 
exclusivamente delas. Se não tivesse recebido 
aquela doutrina, tenho certeza de que teria 
fracassado na fé. Ainda me alimento delas. 
Depois daqueles tempos, nunca ouvi mais 
algum ensino. Só recebo pregações". 
 
Certamente, precisamos das pregações, mas os 
cristãos precisam dos ensinamentos. O povo de 
Deus precisa ser ensinado. 
 
Voltemos, por momentos, a Jesus e ao Seu 
ministério. 
 
MATEUS 9.35 
E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, 
ensinando nas sinagogas deles, e pregando o 
evangelho do Reino, e curando todas as 
enfermidades e moléstias entre o povo. 
 
Ao lermos o conteúdo dos Evangelhos, vemos 
que Jesus ensinava todas as vezes que entrava na 
sinagoga. 
 
Certo dia, junto ao lago, Ele estava ensinando. 
A multidão O comprimia pela praia abaixo. 
Alguns homens estavam naquele lugar, lavando 
e consertando as redes, pois tinham voltado da 
pesca. Um deles se chamava Simão Pedro. Jesus 
pediu licença para entrar no barco e ficar um 
pouco afastado da praia. A narrativa diz: 
Assentando-se, ensinava do barco a multidão 
(Lucas 5.3). 
 
Após Jesus ter sido batizado, e o Espírito Santo 
ter descido sobre Ele na forma de uma pomba, 
Ele foi levado pelo Espírito ao deserto e, lá, foi 
tentado pelo diabo. Ao regressar para a Galiléia, 
no poder do Espírito Santo, ensinava nas suas 
sinagogas e por todos era louvado (Lucas 4.15). 
 
Os ouvintes eram o povo de Deus. A sinagoga 
correspondia ao templo da igreja dos nossos 
dias. Todas as vezes que Ele entrava, ensinava. 
 
A falta da doutrina certa é a razão primária de 
termos deixado de crescer. Sem dúvida, 
podemos estudar por conta própria e crescer até 
certo ponto. Mas Deus também colocou 
mestres na igreja para que nos ajudem a crescer 
e nos alimentem com a Palavra de Deus. 
 
A falha do ensino inadequado 
 
A Igreja não tem concentrado seus esforços nos 
assuntos que devem receber a máxima atenção. 
Alguém disse: "Ela deu mais atenção a coisas 
menores". Quando algum assunto era 
considerado ou pregado, tratava-se de uma 
matéria menos importante, em vez de ser algo 
que tivesse uma relevância. 
 
Se tivermos de crescer, precisaremos alimentar-
nos com a Palavra de Deus. 
 
A Igreja tem sido enfática ao ensinar ao homem 
sua necessidade de justiça, sua fraqueza e 
incapacidade de agradar a Deus. Tem sido forte 
para denunciar os pecados do crente. Tem 
pregado contra a incredulidade, a conformidade 
com o mundo e contra a falta de fé. Entretanto, 
tem deixado tristemente a desejar quanto a 
ressaltar a verdade daquilo que somos em Cristo 
e de como a justiça e a fé podem ser recebidas. 
 
Muitas pessoas podem contar-nos o que nos 
falta, mas não nos dizem como obtê-lo. Com 
isso, não recebemos o mínimo proveito. E 
como aquilo que certo homem disse ao sair da 
igreja no fim do culto. A esposa notou algo de 
errado nele. 
 
"O que há com você?", perguntou. 
 
"Não sei", respondeu. "Estou decepcionado e 
desanimado". 
 
"Com o quê?" 
 
"Com a igreja. Com o nosso pastor. Pela manhã, 
ele pregou sobre a fé. Citou todos aqueles 
versículos bíblicos maravilhosos. Tudo é possível 
ao que crê (Marcos 9.23b). Por isso, vos digo 
que tudo o que pedirdes, orando, crede que o 
receber eis e tê-lo-eis (Marcos 11.24). Ele nos 
disse o que a fé agiria em nosso favor, se nós a 
possuíssemos. Falou também que devemos 
obtê-la, mas não explicou como. Fui deixado à 
deriva no espaço. Sei que devo ter fé. Sei o bem 
que a fé me fariase eu a possuísse. Mas não sei 
como adquiri-la". 
 
A verdade nessa questão é que ele tinha fé o 
tempo todo. Fé para ser salvo. Se tivesse sido 
ensinado corretamente, teria sabido alimentar 
aquela medida de fé, dando a ela a Palavra de 
Deus como sua comida para o crescimento. 
Poderia empregar aquela mesma fé para receber 
a cura para seu corpo, obter respostas à oração e 
receber a plenitude do Espírito Santo. No 
entanto, ele não sabia disso. 
 
Não podemos culpá-lo, porque aquilo que 
ouvia o atrapalhava, em vez de ajudá-lo. Não o 
alimentava. Até tirava dele. 
 
Havia um fulgor no rosto de uma senhora, 
obviamente de refinamento, quando ela veio 
apertar minha mão após o culto final. Foi a 
primeira vez que ela falou comigo durante a 
campanha de três semanas, mas eu já a 
observara, desabrochando como uma flor. 
 
Ela disse: "Obrigada, irmão Hagin". 
 
"Por quê?" 
 
"Pela Palavra. Você me deixou de novo com a 
alegria da salvação". 
 
Falei: "Louvado seja o Senhor!" 
 
Ela disse: "Sou apenas visitante aqui. No último 
culto que frequentei em minha igreja, 
compreendi que o pastor tentava levar-nos a 
orar. No entanto, em vez de pregar do modo 
certo para nos fazer desejar orar, ele "bateu" em 
nós durante quase uma hora. Quando ele 
chegou ao fim, fui à frente, fiquei de joelhos e 
pus a cabeça debaixo da mesa (altar). Falei: 
'Querido Deus, não sei se estou salva ou não. 
Não sei se recebi algo ou não. Não sei onde 
estou, nem quem sou'. Permaneci ali e chorei 
cerca de uma hora e meia. Mas você nos 
encorajou a orar, e creio que estou orando 
agora mais do que em qualquer outro tempo da 
minha vida. Sei que estou desfrutando da minha 
comunhão com o Senhor mais do que em 
qualquer outro momento. Sei que recebi de 
volta o gozo que tivera quando era inicialmente 
uma recém-nascida em Cristo". 
 
Uma razão por que não temos crescido é 
porque temos pregado aos crentes como se 
fossem incrédulos. Nós os tratávamos como 
incrédulos, e os alimentávamos como tal, até 
subvertermos a sua fé. 
 
Devemos apresentar as bênçãos de Deus e o Seu 
poder de tal maneira que as pessoas desejem 
viver à altura e fiquem com tanto apetite pelas 
bênçãos, que não possam deixar de crescer. Se 
precisarmos forçar as pessoas, não funcionará, 
nem será de grande bênção ou benefício para 
elas, apesar do nosso esforço. 
 
Refiro-me às coisas que nos derrotam. 
 
O ministério das nossas igrejas, talvez sem 
perceber, tem dado às congregações uma dieta 
de incredulidade. Em vez de falarem a respeito 
daquilo que possuem, os pastores falam sobre o 
que não possuem. 
 
Comentam, por exemplo, a respeito da política. 
Jesus ordenou que você fosse ao mundo inteiro 
e pregasse sobre política? Não mandou. Onde 
você já leu que Jesus disse: "Ide por todo o 
mundo e apresentai críticas literárias?" Você 
nunca leu isso nos Evangelhos. Jesus disse: Ide 
por todo o mundo, pregai o evangelho a toda 
criatura (Marcos 16.15). 
 
Sem tomar consciência disso, nossos ministros 
nos alimentaram com uma psicologia de 
incredulidade. 
 
A maioria dos cânticos não é realmente bíblica 
(refiro-me às coisas que não nos deixam 
crescer). A maioria dos hinos adia a redenção 
até depois da morte. 
 
Pouca coisa temos aqui; Não esperamos muitas 
coisas aqui; Mas a teremos depois de algum 
tempo. 
 
Aqui, temos de arranjar-nos da melhor maneira 
possível; E nós perambulamos como mendigos 
neste velho mundo sombrio. 
 
Quando chegarmos ao céu, tudo será diferente. 
Seria diferente agora se você tivesse fé em Deus! 
Escute os cânticos. Escute os sermões. Eles 
dizem que temos a promessa da vida eterna - e 
isso na pregação aos cristãos. Nós não temos a 
promessa. Nós já temos a vida eterna! Esta não 
é algo que vamos possuir ao chegarmos no céu. 
É algo que possuímos agora mesmo. 
 
JOÃO 5.13 
Estas coisas vos escrevi, para que saibais que ten-
des a vida eterna e para que creiais no nome do 
Filho de Deus. 
 
É o tempo presente do verbo: tendes. 
 
A Bíblia diz que temos passado da morte, da 
morte espiritual, para a vida (1 João 3.14). A 
palavra grega aqui usada, e traduzida por vida, é 
zoe. É a mesma palavra empregada em João 
3.16b: Para que todo aquele que nele crê não 
pereça, mas tenha a vida eterna. 
 
Jesus disse: O ladrão não vem senão a roubar, a 
matar e a destruir; eu vim para que tenham vida 
e a tenham com abundância (João 10.10). 
 
Foi por isso que Cristo veio! Para que tenhamos 
zoe vida. Às vezes, esta palavra é traduzida 
como vida eterna ou, ainda, vida infinita. Mas é 
a mesma coisa. 
 
Cristo disse: Eu vim para que tenham vida [zoe] 
e a tenham com abundância (João 10.10b). 
 
Jesus afirmou que podemos ter essa vida 
imediatamente, e em abundância. Foi por isso 
que Ele veio! 
 
Escutei um pregador pelo rádio dizer que temos 
a promessa, e a receberemos um dia. Não, se 
você não possuir a bênção na vida terrena, 
jamais a possuirá na do porvir. Porque o salário 
do pecado é a morte, mas o dom gratuito de 
Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso 
Senhor (Romanos 6.23). 
 
É um dom que você recebe agora! Você recebe 
essa vida essa zoe, a vida de Deus, do tipo de 
Deus - no seu espírito, no íntimo do seu ser. 
 
A vida divina transforma a nossa vida! E a 
natureza de Deus. Faz de nós novas criaturas e 
remove a nossa velha natureza. Assim, 
tornamo-nos novo homem em Cristo Jesus, 
com uma nova natureza. Assim que, se alguém 
está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas 
já passaram; eis que tudo se fez novo (2 
Coríntios 5.17) 
 
A maioria dos hinos que cantamos, no entanto, 
adia a redenção e a vida eterna até depois da 
morte. Então, e ali, receberemos tudo. 
 
Teremos repouso 
ao chegarmos ao céu. 
 
Você sabe o que a Bíblia ensina? Ensina que 
podemos ter descanso epazagora mesmo. Jesus 
disse: 
 
MATEUS 11.28-30 
Vinde a mim, todos os que estais cansados e 
oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o 
meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e 
humilde de coração, e encontrareis descanso 
para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e 
o meu fardo é leve. 
 
Quando ouço a maneira de certas pessoas 
falarem, fico com muita dúvida quanto ao jugo 
que tomaram sobre si. Sempre existe uma 
história de desgraça para contar; estão passando 
por alguma provação, sofrendo reveses, 
“raspando o fundo do barril", ou, ainda, estão 
deitadas debaixo dele, com o peso sobre elas. 
"Oh, quão pesado é esse fardo que temos de 
carregar. Um dia, deitaremos no chão nossos 
fardos pesados". 
 
 Muito pelo contrário. Somos libertados dos 
nossos fardos quando achamos Jesus. Porque o 
meu jugo é suave, e o meu fardo é leve, disse 
Ele. Não é dureza. Não é uma sobrecarga. Não 
é pesado. 
 
Com qual jugo aquelas pessoas andam? 
Inconscientemente, tomaram o jugo da 
incredulidade. Embora, na realidade, pertençam 
a Jesus e tenham nascido de novo, acabaram 
aceitando o jugo da incredulidade e o fardo 
delas tornou-se pesado, ao invés de leve 
Perderam o sono. Perderam o apetite. Tinham a 
sensação de ter borboletas no estômago. 
Quando acharmos descanso para a nossa alma, 
nosso corpo será favoravelmente afetado. Todo 
o nosso ser será afetado. 
 
Teremos a vitória, 
depois de algum tempo. 
 
Não, louvado seja Deus! Temos a vitória agora 
mesmo! 
 
1 JOÃO 5.4 Porque todo o que é nascido de 
Deus vence o mundo; e esta é a vitória que 
vence o mundo: a nossa fé. 
 
 Seremos vencedores quando chegarmos ao céu. 
Não, somos vencedores agora! 
 
Se Deus é por nós, quem será contra nós? 
(Romanos 8.31b) Ele está do nosso lado. Somos 
vencedores. Nós triunfamos agora. 
 
Teremos paz com Deus 
quando chegarmos ao céu. 
 
Não é assim que diz a Bíblia. Sendo, pois, 
justificados pela fé, temos paz com Deus por 
nosso Senhor Jesus Cristo (Romanos 5.1). E 
maravilhoso ter essa paz. 
 
A Bíblia tambémdeclara: Mas os ímpios não 
têm paz, diz o SENHOR (Isaías 48.22). Se eu 
não tivesse essa paz faria uma verificação da 
minha pessoa. Mas Ele não disse aquilo aos 
cristãos, mas aos pecadores. 
 
Quando alguém prega aos cristãos como se 
fossem ímpios, constrói neles aquele tipo de 
mentalidade. Deixa-os sujeitos à condenação. 
Não conseguem crescer. É impossível. E a dieta 
errada. Sequer é o genuíno leite da Palavra. 
 
O Dr. John Alexander Dowie disse: "Nossos 
cânticos estão embalsamados com a descrença". 
Eles têm impedido o nosso crescimento. Já os 
cantamos tanto, que pensamos que o conteúdo 
deles representa a verdade. Não quero impor 
regras, mas seria melhor nem cantar, do que 
cantar um monte de lixo, uma coletânea de 
incredulidade. 
 
Não haverá mais fracassos ao chegarmos ao céu. 
Nada temos aqui na terra, e nada poderemos 
esperar aqui senão o fracasso, a desgraça, a 
decepção e a fraqueza. 
 
Não é assim que a Palavra de Deus ensina. Paulo 
falou: "Somos mais que vencedores". Não 
apenas vencedores. Mais que vencedores! "Sim, 
mas Paulo era um apóstolo", alguém pode 
questionar. 
 
Paulo não disse que era vencedor por ser um 
apóstolo. Ele declarou: Mas em todas estas 
coisas somos mais do que vencedores, por 
aquele que nos amou (Romanos 8.37). Cristo 
não pertencia a Paulo mais do que pertence a 
nos. 
 
Isso não significa que não teremos provações 
nem tentações. Não significa que as bênçãos 
cairão sobre nós como frutas maduras caem da 
árvore, ou que vamos flutuar sobre o rio do 
tempo, em colchões floridos de boa-vida. 
 
Paulo não teve uma vida assim foi para a cadeia, 
recebeu açoites nas costas, foi colocado com os 
pés no tronco. Foi levado para o cárcere mais 
interior, com todos os motivos possíveis para 
reclamar e queixar-se. No entanto, na prisão, à 
meia-noite, ele e Silas oraram e cantaram 
louvores a Deus! 
 
Quando Paulo estava em um navio, como 
prisioneiro, disse: Varões, vejo que a navegação 
há de ser incômoda e com muito dano, não só 
para o navio e a carga, mas também para a nossa 
vida (Atos 27.10). Não prestaram a mínima 
atenção a ele. Tudo parecia estar bem. Mas, 
antes de acabara viagem, Paulo estava dirigindo 
tudo. Começou por baixo, mas tornou-se o 
comandante do navio. 
 
Vou dizer algo difícil de aguentar: se você está lá 
embaixo, é porque merece estar nesse lugar. 
 
Não permaneça assim! Você não precisa ficar 
nessa condição. Você sabe como Paulo foi 
tirado daquela situação? Pelas palavras do 
apóstolo, podemos saber isso. 
 
Após se dissipar toda a esperança de salvamento 
do navio e dos tripulantes, Paulo colocou-se 
em pé no meio deles, com a resposta. Ouvira 
um recado do Céu (possuímos a Palavra de 
Deus e temos recebido notícias do Céu. Não 
poderiam ser mais seguras e garantidas do que 
se um anjo tivesse descido do Céu e escrito o 
recado com seu dedo em uma rocha de granito. 
Aquilo não poderia ser mais seguro do que a 
Palavra de Deus escrita). 
 
O apóstolo Paulo disse: Havendo já muito que 
se não comia, então, Paulo, pondo-se em pé no 
meio deles, disse: Fora, na verdade, razoável, ó 
varões, ter-me ouvido a mim e não partir de 
Creta, e assim evitariam este incômodo e esta 
perdição. Mas, agora, vos admoesto a que 
tenhais bom ânimo, porque não se perderá a 
vida de nenhum de vós, mas somente o navio. 
Porque, esta mesma noite, o anjo de Deus, de 
quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo, 
dizendo: Paulo, não temas! Importa que sejas 
apresentado a César, e eis que Deus te deu todos 
quantos navegam contigo. Portanto, ó varões, 
tende bom ânimo! Porque creio em Deus que 
há de acontecer assim como a mim me foi dito 
(Atos 27.21-25). 
 
Gosto daquele irmão Paulo. Fez três confissões 
positivas: "Pertenço a Deus. Sirvo a Deus. Confio 
nEle". Foi essa atitude que o fez subir. 
 
Se ele fosse como a maioria das pessoas, já se 
sentiria derrotado em meio à crise, e ele, com 
todos a bordo, teria ido até ao fundo do mar. 
Muitos, pois, teriam dito: "Há tantos anos 
procuro servir a Deus. O Senhor sabe que me 
tenho esforçado para isso. Se Ele não intervier 
de algum jeito, todos nós iremos para o fundo". 
 
E teriam ido mesmo. Não estou brincando. 
Simplesmente, declaro fatos. São determinadas 
atitudes que nos derrotam. 
 
Paulo não disse: "Estou procurando servir a Ele", 
mas: "Sirvo a Deus... Sou de Deus... Pertenço a 
Ele". 
 
Alguém pode dizer: "Espero que sim". 
 
Graças a Deus! Sei que sim! Pertenço a Deus. 
Sirvo a Ele. Creio nEle. 
 
PARTE IV 
 
Capítulo 8 
 
QUE TIPO DE HOMEM É VOCÊ? 
 
Portai-vos de modo que não deis escândalo 
nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja 
de Deus. 
1 Coríntios 10.32 
 
Nessa passagem, está especificada a divisão 
étnica que Deus fez da humanidade: judeus, 
gentios, Igreja de Deus. O judeu é sempre judeu. 
O gentio é membro do mundo pagão. Todos 
aqueles que estão fora de Cristo, sem serem 
judeus, são pagãos ou gentios. A Igreja, o 
Corpo de Cristo, a nova criatura, fica 
totalmente à parte. 
 
Paulo faz ainda outro tipo de divisão nos seus 
escritos: o homem natural, o carnal e o 
espiritual. 
 
O homem natural é aquele que ainda não 
passou da morte para a vida. Não nasceu de 
novo, não foi recriado; nunca se tornou uma 
nova criatura em Cristo Jesus. 
 
O homem carnal é uma nova criatura, pois 
nasceu de novo, mas jamais se desenvolveu, 
nem cresceu. A triste verdade é que o homem 
carnal pode ficar nessa condição durante toda a 
sua vida. Talvez nunca passe além da etapa da 
primeira infância na sua condição de nova 
criatura. É governado pelo seu corpo, pelos seus 
sentidos, não pelo seu espírito. 
 
O homem espiritual é aquele que se 
desenvolveu nos aspectos divinos. Seu espírito 
conquistou o domínio sobre seus processos 
intelectuais e conseguiu o controle sobre seu 
corpo e seus sentidos físicos. Deus o governa 
por meio da Palavra. 
 
Examinemos com cuidado esses três tipos de 
homens, a fim de percebermos qual tipo somos 
e o que podemos fazer a respeito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 9 
 
O HOMEM NATURAL 
 
Ora, o homem natural não compreende as 
coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem 
loucura; e não pode entendê-las, porque elas se 
discernem espiritualmente. 
1 Coríntios 2.14 
 
Outra versão dessa passagem diz: Porque elas 
são compreendidas espiritualmente. Se você 
entendesse os assuntos de Deus - os espirituais - 
com a sua mente, o homem natural poderia 
entendê-las. Mas isso não acontece. Você 
somente as discerne, ou entende, com o seu 
espírito. 
 
O homem natural é o homem físico, não-
espiritual. Sua sabedoria é terrena; terrena 
significa natural. Tiago a descreve assim: 
 
TIAGO 3.14,15 
Mas, se tendes amarga inveja e sentimento 
faccioso em vosso coração, não vos glorieis, 
nem mintais contra a verdade. 
Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é 
terrena, animal e diabólica. 
 
O homem natural é motivado por demônios; é 
governado por Satanás. Não estou dizendo que 
é endemoninhado. Todos aqueles que nunca 
nasceram de novo têm Satanás como seu deus e 
pai. Estão no reino das trevas, e são, em maior 
ou menor grau, dominados por Satanás e pelos 
demônios. Lembre-se de que a Carta aos 
Efésios, no capítulo 6, versículo 12, fala sobre os 
dominadores deste mundo tenebroso. O 
homem natural, portanto, é dominado por 
Satanás. 
 
ROMANOS 8.7-9 
Porquanto a inclinação da carne é inimizade 
contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, 
nem, em verdade, o pode ser. 
Portanto, os que estão na carne não podem 
agradar a Deus. [Este homem natural não pode 
agradar a Deus] 
Vós, porém, não estais na carne, mas no 
Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em 
vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de 
Cristo, esse tal não é dele. 
 
O homem natural é aquele que é motivado pela 
carne - é um homem físico, não-espiritual.Há 
muitos anos, descobri que meus estudos em 
Romanos eram facilitados pelo entendimento 
da palavra carne em todas as suas acepções, 
como sentidos ou sentidos físicos. A única 
maneira, pois, de a carne expressar-se é por 
meio dos seus sentidos físicos. Se você lesse a 
Epístola aos Romanos assim, o pensamento 
seria muito fácil para você. 
 
Contrastando o conhecimento: revelação 
versus conhecimento humano 
 
O homem natural não aceita as questões do 
Espírito de Deus e não pode entendê-las. Isso 
porque todo o conhecimento que o homem 
natural possui é recebido por meio dos seus 
cinco sentidos: a visão, a audição, o paladar, o 
olfato e o tato. Sua mente é, na realidade, 
governada pelos sentidos. É isso que chamo de 
conhecimento humano natural. Outros 
chamam de conhecimento pelos sentidos. A 
expressão é boa, porque é por meio dos cinco 
sentidos que essa consciência vem. O 
conhecimento pelos sentidos - o humano - é 
tudo o que o homem natural possui. 
 
Os crentes nascidos de novo, porém, têm um 
discernimento que está acima da carne, acima 
dos sentidos. Poderia ser chamado, sem engano: 
o conhecimento segundo a revelação. Ele nos é 
revelado na Palavra de Deus. Está acima da 
dimensão natural. A Bíblia nos transmite uma 
revelação ou nos mostra fatos que nossos 
sentidos físicos não podem captar. Sozinhos, 
não podemos compreender a revelação, mesmo 
depois de a termos recebido. Mesmo assim, 
louvado seja Deus, ela existe como realidade. 
 
É da máxima importância que cada crente note 
o contraste entre o conhecimento natural, ou o 
dos sentidos, e o conhecimento segundo a 
revelação. 
 
Muitos teólogos modernos não são seguidores 
do conhecimento segundo a revelação, mas do 
conhecimento segundo os sentidos. Tudo está 
na dimensão da mente humana. A maioria dos 
líderes do mundo eclesiástico compõe-se, na 
realidade, de homens do conhecimento 
segundo os sentidos. Mesmo aqueles que são 
salvos não têm desenvolvimento espiritual. 
 
Muitos sequer são salvos e não passam de 
homens naturais. São governados pelos sentidos 
físicos. Esse fato os leva a repudiar o 
conhecimento segundo a revelação ou a 
colocá-lo em uma posição secundária na sua 
vida. 
 
O homem natural não consegue entender as 
questões do Espírito de Deus. Para ele, são 
loucura. A Bíblia é do Espírito de Deus; não é 
conhecimento humano natural. Os homens 
santos da Antiguidade escreveram conforme 
inspiração do Espírito de Deus. 
 
"Irmão Hagin, ouvir isso é um refrigério para 
mim", disse um estudante. "Estou cursando 
uma escola superior, e meu professor falou a 
respeito da Bíblia: 'Se você não conseguir 
entendê-lA segundo o raciocínio, esqueça-A". 
 
Você consegue entender Deus segundo o seu 
raciocínio? Senão, esqueça-se dEle, conforme o 
conselho desse (suposto) professor 
universitário. Você consegue entender e cogitar, 
com seu cérebro do tamanho de um grão, 
Jesus, o Filho de Deus? E o nascimento virginal? 
Aquele professor dissera: "O nascimento virginal 
não é segundo a razão; portanto, não 
aconteceu". Você consegue vislumbrar e cogitar 
o Espírito Santo? Pode ter a ideia clara sobre a 
cura divina mediante o raciocínio? Pode 
compreender pela razão a dimensão 
sobrenatural? Não! 
 
"Pois bem", diz o professor, "se isso não faz 
sentido, esqueça". Essa atitude dele comprova 
aquilo que estou explicando. Ele era motivado 
pelos sentidos. 
 
Sempre é fácil reconhecermos tais pessoas. 
"Veja, o bom senso lhe dirá..." Sei, mas onde 
mesmo se pode ler na Bíblia que andamos 
segundo o bom senso? Não lemos coisa alguma 
sobre isso. A Bíblia diz: Andamos por fé e não 
pelo que vemos (2 Coríntios 5.7 ARA). Porque 
todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, 
esses são filhos de Deus (Romanos 8.14). 
 
O homem natural não consegue entender a 
Bíblia, porque ela é do Espírito de Deus. As 
Escrituras Sagradas pertencem a uma dimensão a 
respeito da qual tal homem nada sabe. Alguém 
disse: "Quando não estamos por cima, estamos 
por baixo". A razão por que tanta gente está 
abaixo do esperado em relação a muitos 
assuntos é que elas não os domina. Quem é 
homem natural, que não nasceu de novo, não 
domina as questões espirituais. Nada sabe a 
respeito, e está lá embaixo, na estaca zero. 
 
Andar na carne 
 
EFÉSIOS 2.1-3 
 
E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas 
e pecados, em que, noutro tempo, andastes, 
segundo o curso deste mundo, segundo o 
príncipe das potestades do ar, do espírito que, 
agora, opera nos filhos da desobediência; entre 
os quais todos nós também, antes, andávamos 
nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade 
da carne e dos pensamentos; e éramos por 
natureza filhos da ira, como os outros também. 
 
Aqui temos um retrato do homem natural no 
seu andar. Ele anda segundo o curso deste 
mundo. Está andando segundo o príncipe das 
potestades do ar. Segundo o diabo, portanto. 
Está sendo governado pelo espírito que, agora, 
opera nos filhos da desobediência. Está fazendo 
a vontade da carne, dos sentidos. É por natureza 
filho da ira. 
 
São declarações fortes, mas, realmente, 
descrevem o homem que está fora de Cristo. 
Note os versículos 11 e 12 do mesmo capítulo. 
 
EFÉSIOS 2.11,12 
Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro 
tempo, éreis gentios na carne e chamados 
incircuncisão pelos que, na carne, se chamam 
circuncisão feita pela mão dos homens; 
que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, 
separados da comunidade de Israel e estranhos 
aos concertos da promessa, não tendo esperança 
e sem Deus no mundo. 
 
O versículo 12, na versão Revisada Norte-
Americana, diz: Naquele tempo, estáveis 
separados de Cristo, alienado da comunidade de 
Israel, e estranho às alianças da promessa, não 
tendo esperança, e sem Deus no mundo. 
 
Assim estávamos antes de sermos salvos, e é um 
retrato de todos aqueles que agora não são 
salvos. O gentio não tem mais direito a Deus, 
ou reivindicação sobre Ele, do que tinha 
naqueles tempos. Como gentio, não possui 
direitos legais diante de Deus, de ficar em pé na 
presença dEle. Mas, louvado seja o Senhor, ele 
pode receber o novo nascimento e tomar-se 
membro do Corpo de Cristo. Assim, terá 
condições e direitos. 
 
1 CORÍNTIOS 1.28 
28 E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e 
as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as 
que são. 
 
Aqui, a Palavra de Deus fala a respeito de nós, 
quando Ele nos escolheu em Cristo. Ele nos 
chama de as coisas humildes do mundo, as que 
são desprezadas, as que não são. 
 
A tradução Centinary explica que aqueles que 
não são representavam os escravos no Império 
Romano. Não tinham prestígio, nem direito à 
palavra. Eram simplesmente coisas que, por 
assim dizer, não tinham existência real. Quando, 
porém, tornavam-se cristãos, tinham boa 
situação diante de Deus. 
 
Em 1 Pedro 2.10a, é dito: Vós que, em outro 
tempo, não éreis povo, mas, agora, sois povo de 
Deus. O gentio não está em boa situação. Ele 
"não é gente". Apesar de sua cultura, capacidade 
e riqueza, das quais tanto se gaba, ele não tem 
voz ativa, nem prestígio diante de Deus. O texto 
de Efésios 2.11 descreve aquele quadro da 
escravidão espiritual total quando diz que o 
gentio não tem esperança, está sem esperança; 
está sem Deus, destituído de Deus. Sem 
esperança e destituído de Deus. 
 
EFÉSIOS 4.17,18 
E digo isto e testifico no Senhor, para que não 
andeis mais como andam também os outros 
gentios, na vaidade do seu sentido, 
entenebrecidos no entendimento, separados da 
vida de Deus, pela ignorância que há neles, pela 
dureza do seu coração. 
 
Os gentios andam na vaidade do conhecimento 
segundo os sentidos, na vaidade dos próprios 
pensamentos. Estão obscurecidos de 
entendimento, alienados da vida de Deus. Estão 
cheios do próprio conhecimento e ignorantes 
das coisas espirituais. 
 
Não é esse um retrato fiel deles?Dou graças a Deus, porém, porque há um 
caminho, uma saída. Existe um caminho que 
leva a Deus. Jesus disse: Eu sou o caminho, e a 
verdade, e a vida (João 14.6a). 
 
Capítulo 10 
 
O HOMEM CARNAL 
 
E eu, irmãos, não vos pude falar como a 
espirituais, mas como a carnais, como a 
meninos em Cristo. Com leite vos criei e não 
com manjar, porque ainda não podíeis, nem 
tampouco ainda agora podeis; porque ainda sois 
carnais, pois, havendo entre vós inveja, 
contendas e dissensões, não sois, porventura, 
carnais e não andais segundo os homens? 
1 Coríntios 3.1-3 
 
Quem é esse homem carnal? É o bebê em 
Cristo. Não um recém-nascido - quando Paulo 
escreveu para os coríntios, eles não eram crentes 
recém-nascidos. Paulo dá a entender claramente 
que deveriam ter chegado a um ponto bem 
mais adiantado no seu desenvolvimento 
espiritual. Parece que estavam em uma situação 
semelhante àquela dos cristãos hebreus 
(Hebreus 5.12). 
 
A Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios foi 
escrita a crentes nascidos de novo e cheios do 
Espírito Santo - até mesmo a uma igreja que 
tinha todos os dons do Espírito operando nela. 
Ele lhes disse: Nenhum dom vos falta, 
elogiando-os um pouco antes de começar a 
exortá-los (1 Coríntios 1.7). Mencionou 
especificamente que não lhes faltava palavra, 
referindo-se aos dons de expressão vocal (1 
Coríntios 1.5). Percebemos isso facilmente 
quando chegamos ao trecho em que Paulo 
começou a corrigi-los. Todos estavam 
procurando falar em outras línguas ao mesmo 
tempo. 
 
Aqui temos um pensamento que nos ajudará 
em nosso raciocínio, a fim de podermos crescer. 
Os dons espirituais não fazem com que sejamos 
cristãos plenamente nascidos, maduros. Muitas 
vezes, as pessoas não sabem o que é a 
espiritualidade. Há quem pense que 
espiritualidade seja exercer um dom espiritual. 
Não pode ser assim, porque aqui está escrito 
claramente que esses cristãos eram carnais e 
criancinhas, embora todos os dons do Espírito 
Santo estivessem operando na igreja deles. 
 
Já ouvi pessoas dizerem: "Aquilo não pode ser 
da parte do Senhor", quando um irmão na fé 
cristã, considerado carnal por elas, exerce um 
dom de expressão vocal em línguas, 
interpretação ou profecia. 
 
Indago: "Por quê?" 
 
Respondem: "Ora, porque são carnais". 
 
Pergunto: "Você conclui que os cristãos carnais 
não podem ter o Espírito Santo?" 
 
"Sim". 
 
"Não pode ser assim, porque você O tem. E a 
igreja em Corinto O tinha". 
 
Os cristãos carnais podem ter o Espírito Santo? 
Certamente. 
 
"Os cristãos carnais são salvos?" Foi a pergunta 
que alguém dirigiu a uma revista do Evangelho 
Pleno, há alguns anos. Considerei um pouco 
divertida a maneira de ser dada a resposta: 
"Parece que Paulo pensava assim". E citaram o 
trecho bíblico de 1 Coríntios. 
 
Acontece que a palavra grega traduzida por 
carnal tem criado muitos comentários e 
bastante confusão entre os estudiosos da Bíblia. 
Acho que foi somente nos anos mais recentes 
que o Espírito de Deus deixou essa palavra clara 
para nós. Significa, realmente, quem é 
governado pelos seus sentidos físicos. Seria o 
caso de a carne governá-lo. Embora seja um 
nascido de novo e uma nova criatura, anda 
segundo a maneira dos homens naturais. 
 
Andando como mero homem 
 
Examinemos de novo aquilo que Paulo 
escreveu: E eu, irmãos, não vos pude falar como 
a [homens] espirituais, mas como a [homens] 
carnais, como a meninos em Cristo [...], pois, 
havendo entre vós inveja, contendas e 
dissensões, não sois, porventura, carnais 
[compreenda isto] e não andais segundo os 
homens? Algumas versões atuais dizem: E 
andais como meros homens? 
 
Paulo fala a respeito da inveja e de algumas das 
coisas que Tiago mencionou sobre o homem 
natural, o qual nunca nascera de novo. Paulo 
está dizendo, com efeito: "Embora vocês 
tenham nascido de novo, ainda estão andando 
como meros homens, comuns, naturais, que 
nunca nasceram de novo. Estão andando 
exatamente como os homens do mundo. Há 
ciúmes e contendas entre eles. Vocês estão 
deixando a sua carne dominá-los". 
 
Certa versão na linguagem de hoje declara, em 
vez de sois carnais, a frase: Vocês estão sendo 
governados pelo corpo. É uma boa tradução. O 
homem exterior - o corpo que ainda não é 
redimido (graças a Deus porque teremos um 
corpo novo no futuro) - governa, em vez de o 
homem interior, que é um novo homem em 
Cristo, que o Espírito Santo habita, domina e 
governa. Dentre os cristãos, o homem exterior 
domina o interior por bastante tempo. Por isso, 
havendo entre vós inveja, contendas e 
dissensões, não sois, porventura, carnais e não 
andais segundo os homens? Enquanto assim 
acontecer, permanecerão sendo bebês e carnais. 
Andarão exatamente como os homens do 
mundo - aqueles que estão fora de Cristo. 
 
Às vezes, vamos de encontro a esses cristãos que 
nunca cresceram, e é estarrecedor ver como se 
consideram tão espirituais, embora vivam na 
carne, ou nos sentidos. 
 
Certa vez, preguei em uma igreja que, antes de 
receber o batismo no Espírito Santo e aderir ao 
Evangelho Pleno, era da linha que chamamos de 
"santidade tradicional". Alguns membros quase 
pensavam ser pecado tomar banho. Um deles 
me disse mesmo que era pecado usar 
desodorante. Outro achava que era pecado 
beber refrigerante. 
 
A igreja não era pequena. Havia mais de 500 
pessoas presentes no domingo de manhã 
quando preguei, e o Senhor me ungiu e me deu 
uma mensagem especialmente para eles. Nunca 
mais a preguei. Embora eu fosse bastante sério 
na época, muito mais do que sou agora, desci 
pulando da plataforma e fui correndo para cima 
e para baixo nos corredores entre os bancos da 
igreja. Falei: "As pessoas comentam o 
mundanismo. Das igrejas onde já preguei, essa é 
a mais mundana!" E como ficaram olhando para 
mim! 
 
Comecei, então, a contar-lhes o que é o 
mundanismo e a carnalidade. Li diante deles 
aquilo que Paulo disse a respeito dos coríntios, 
que havia ciúmes e inveja, debates, contendas e 
divisões. Disse-lhes: "Pessoalmente, pensava que 
Paulo estava escrevendo uma carta a essa igreja, 
mas olhei o título lá em cima, e está escrito: aos 
coríntios". 
 
Alguns deles ficaram tão zangados que estavam 
a ponto de brigar comigo (comprovaram ser 
carnais, não é verdade?), mas a pregação ajudou 
alguns deles. 
 
Os cristãos carnais ainda não aprenderam a lei 
do amor e nem a andar no amor. Aqueles que 
se amam não andam na inveja, nas contendas, 
nos ciúmes e nas divisões. Os coríntios tinham 
nascido de novo, recebido a plenitude do 
Espírito Santo e os dons do Espírito; apesar 
disso, ainda não compreendiam a lei do amor, 
nem o andar no amor. Quando somos 
espirituais, aprendemos isso. Quando 
começamos a andar no amor divino - cristão, 
bíblico, do tipo de Deus -, cessamos de ser 
ciumentos e acabamos com as contendas, as 
divisões e a maledicência. 
 
A maledicência, a amargura e a inveja são sinais 
de subdesenvolvimento por parte do cristão. 
Qual é a causa de tais coisas? É que as pessoas 
são egoístas. Enquanto forem egoístas, sensíveis 
e suscetíveis à mágoa, serão bebês em Cristo e 
não poderão crescer. 
 
Crescendo para sair da carnalidade 
 
Deus quer que cresçamos. Não há outra 
maneira de sair do estado carnal, a não ser 
crescer para além dele. Pedro disse: Desejai 
afetuosamente, como meninos novamente 
nascidos, o leite racional, não falsificado, para 
que, por ele, vades crescendo (1 Pedro 2.2). 
Com leite vos criei (1 Coríntios 3.2). Estava 
querendo levar esses coríntios a crescerem. Não 
lhes disse que não eram salvos Essa declaração é 
um choque para algumas pessoas, mas terão de 
ficar chocadas mesmo. 
 
No fim do capítulo, disse-lhes: Portanto, 
ninguém se glorie nos homens; porque tudo é 
vosso: seja Paulo, seja Apoio, seja Cefas, seja o 
mundo, seja a vida, seja a morte, seja o presente, 
seja o futuro, tudoé vosso, e vós, de Cristo, e 
Cristo, de Deus (1 Coríntios 3.21-23). 
 
Estou tão feliz porque temos o Espírito Santo e 
a Palavra de Deus. Estou tão feliz porque o 
Senhor teve paciência com todos nós e nos 
ajuda. 
 
Lembro-me de que estava orando, nos idos de 
1951, no início do mês de março, lá no sul do 
estado do Alabama, onde dirigia uma campanha 
de reavivamento. Estava orando em línguas, no 
espírito (1 Coríntios 14.14). 
 
O diabo e as pessoas naturais - e, às vezes, até 
mesmo algumas pessoas carnais - não gostam 
disso. No entanto, será uma ajuda para você, 
louvado seja Deus! A maior parte daquilo que 
sei a respeito da Bíblia, aprendi pela prática de 
orar em línguas. O que quero dizer com isso? O 
Espírito deve ser nosso Professor e Mestre. Se 
dedicarmos tempo suficiente ao orar em outras 
línguas, aquietaremos nossa mente e nosso 
corpo enquanto nosso espírito age. Assim, Deus 
poderá comunicar-Se com o nosso espírito, que 
se torna sensível a Ele, pois Ele é Espírito. 
 
Orei em línguas durante quase três horas 
naquele dia. Mesmo assim, parecia apenas 15 
minutos. Quando olhei para o meu relógio, 
parecia incrível que o tempo tivesse passado tão 
rapidamente. Ficara com os olhos fechados 
todo aquele tempo. 
 
Durante aquele período de oração, o Senhor me 
acompanhou pelos três primeiros capítulos de 
Coríntios, e, assim, fui transformado. Aquele 
tempo de oração modificou o decurso do meu 
ministério, o curso da minha vida. Fez de mim 
uma bênção maior para a Igreja. Capacitou-me 
a realizar mais do que já havia feito antes e 
ajudou-me em meu crescimento. 
 
O Senhor me acompanhou pelo primeiro 
capítulo, no qual Paulo louvou um pouco os 
coríntios e, depois, começou a dizer-lhes que 
eram bebês carnais. 
 
Ele me disse: "Caso você e alguns pregadores 
que você conhece estivesse escrevendo para 
aquela gente, teria dito: 'Vocês, desviados 
repugnantes, precisam orar até ficarem de bem 
com Deus". 
 
Seria provavelmente assim que eu teria escrito, 
até aquele momento. 
 
O Senhor falou: "Paulo, porém, não disse que 
eram repugnantes. Não os chamou de 
desviados. Classificou-os, isso sim, como 
carnais, como bebês. Quando o bebê chora, 
uma pancada na cabeça dele não o ajudará a 
crescer. Alimentá-lo, colocar algo dentro dele e 
não tirar dele alguma coisa o levarão a crescer. 
Nada tire deles. Coloque algo neles". 
 
"Você se lembra de J. W.?", Ele me perguntou. 
Não me lembrava. 
 
"Você se lembra do Valentão?", insistiu Ele. 
 
Era essa a alcunha que aplicávamos a ele: 
Valentão. E esse era mero apelido! Valentão não 
era um nome suficientemente pesado para ele. 
Mas, mesmo quando Ele citou a alcunha, ainda 
não me lembrava, porque já fazia muitos anos. 
Então, o Senhor me contou o nome daquele 
rapaz por extenso. Quando citou o sobrenome, 
falei: "Ah, sim, lembro-me". 
 
Naquele dia, o Senhor despertou minha 
memória, e aquela lembrança me capacitou a 
ajudar outras pessoas. 
 
A mãe de Valentão morreu quando ele era 
muito pequeno. O pai era um motoqueiro na 
antiga linha interurbana entre Waco e Denison, 
no Texas, e não passava muito tempo em casa. 
Por isso, Valentão foi deixado por conta 
própria. Corria pelas ruelas e becos sem saída, e 
logo estava com más companhias. 
 
Quando eu estava na quinta série, ele ainda 
estava lá, embora devesse ter passado para a 
oitava série. Seu boletim escolar só registrava D 
em tudo - era o conceito mais baixo que davam 
naqueles dias. Tinha-se metido em encrencas, e 
ouvi por acaso quando o diretor contou ao 
meu avô a respeito. 
 
Perguntou: "O que vamos fazer com o 
Valentão?" O juiz me telefonou de novo, e está 
querendo mandá-lo a um reformatório para 
menores. Até então, estava sendo clemente 
com o rapaz, por saber que não tinha mãe. 
 
Ouvi meu avô dizer: "Sr. Mac, se fizer o que lhe 
sugiro, transformaremos o rapaz em um 
homem de bem. Faremos dele um cidadão útil". 
O diretor disse: "Pois bem, o juiz está deixando 
o caso por minha conta durante mais 30 dias". 
Vovô disse: "Peça-lhe que nos dê um prazo de 
90 dias". 
 
O diretor concordou em telefonar para pedir 90 
dias. 
 
"O senhor notou como ele fica quando está 
perto de mim?", perguntou meu avô. "Criou o 
hábito de ficar comigo durante a maior parte do 
tempo". 
 
"Sim, já notei", disse o Sr. Mac. 
 
"É porque sou o único quem o alimenta com 
algo. Digo-lhe que confio e acredito nele. 
Todos os demais dizem que ele não presta e irá a 
um reformatório. Todos lhe dizem que nunca 
será bem-sucedido. Chegou ao ponto de já não 
querer mais se divertir no pátio do recreio. Ele 
apenas fica perto de mim. Ora, em primeiro 
lugar, não dê mais paulada nele". 
 
O Sr. Mac lhe dava pauladas entre uma e três 
vezes por dia, todos os dias. Às vezes, alguém 
precisa levar um surra, mas há casos em que isso 
não significa absolutamente coisa alguma. 
Podíamos ouvir os sons das pancadas em todos 
os recantos da escola, mas Valentão voltava à 
sala de aulas dando risadas. 
 
Vovô contou ao diretor: "Escondi-me no 
cubículo do seu escritório para ficar observando, 
e foi ele quem furtou o dinheiro da gaveta da 
sua escrivaninha". 
 
Vendiam doces na hora do almoço, e o 
dinheiro arrecadado era usado para comprar 
equipamentos de recreio escolar. Alguém 
furtara o dinheiro. Vovô se escondera para 
observar quem pegava o dinheiro. Tinha sido 
Valentão. 
 
Ele disse: "É necessário desenvolver a confiança 
dele. Chame-o, então, no horário das aulas para 
lhe dizer: 'J. W., preciso de alguém mais velho 
do que os demais para vigiar o escritório. 
Alguém andou furtando'. Indique exatamente 
onde o dinheiro está e deixe-o vê-lo. Se chegar 
a faltar um tostão, eu mesmo pagarei a 
diferença". 
 
Depois de terem tido essa conversa ao meio-dia, 
voltamos às aulas. Durante a primeira aula, o Sr. 
Mac apareceu na porta e chamou Valentão. 
Todos davam risadinhas abafadas. Sabiam que 
ele ia apanhar. Ficavam escutando para ouvir as 
pauladas. Mas Valentão não voltou. Ficaram 
curiosos. Mas eu sabia exatamente o que estava 
acontecendo. 
 
O Sr. Mac lhe dissera: "Ora, J. W., zele você pelo 
escritório. Precisamos ter uma pessoa menos 
jovem por aqui". Abriu a gaveta e mostrou-lhe 
o dinheiro. "Aqui está, e alguém andou 
furtando-o daqui" (É claro que era o próprio J. 
W.!). 
 
O Senhor me disse: "Em certo sentido, o 
crescimento espiritual é como o natural. Paulo 
não ficou simplesmente 'tirando o couro' 
daquelas pessoas. Sem dúvida, corrigia-as, com 
mansidão, e mostrava-lhes onde estavam fora 
da vontade de Deus. Mas não as colocava abaixo 
de zero. Ele se gloriava naquilo que elas tinham. 
Mostrava-lhes que existiam mais coisas lá 
adiante, encorajando-as: 'Vão pegar! Vão atrás! 
E tudo de vocês!" 
 
"Não dê pauladas na cabeça dos cristãos", Ele 
disse. "Não fustigue quem quer que seja. 
Alimente-as. Procure um jeito de formar 
ligações com elas. Não guerreie contra outras 
igrejas e outros crentes". 
 
"Nada tire de ninguém", Ele continuou, "dê 
algo a elas. Coloque algo nelas". 
 
Aquele dia transformou o meu ministério. 
Comecei a pôr em prática aquilo que o Senhor 
dissera, e funcionou. 
 
Olhemos de novo aquilo que Paulo disse na 
última parte daquele terceiro capítulo; 
Portanto, ninguém se glorie nos homens; 
porque tudo é vosso. 
 
 
Você quer dizer-me, Paulo, que tudo era desses 
cristãos bebês, carnais, que estavam andando 
como meros homens? Sim, tudo era deles. É 
possível que ainda não tenham chegado ao 
conhecimento desse fato, mas tudo já pertencia 
a eles. Talvez não tenham crescido a ponto de 
poderem dar valor a isso, e aproveitá-lo, mas 
não deixava de lhes pertencer. Portanto, 
ninguém se glorie nos homens; porque tudo é 
vosso: seja Paulo, seja Apoio, seja Cefas, seja o 
mundo, seja a vida, seja a morte, seja o presente, 
seja o futuro, tudo é vosso [Ele não tirou coisa 
alguma deles. Disse: "É tudo decom outra daquelas 
campanhas que abrangem a cidade inteira. 
Nunca mais". 
 
"Por quê?", perguntei. 
 
"Não ganhei uma só pessoa com isso", disse ele. 
"Ninguém mesmo. Nem um só membro novo. 
Não obtive o mínimo proveito". 
 
"Nenhum, mesmo?" 
 
"Não". 
 
Perguntei-lhe: "Você recebeu cartões dos 
nomes e endereços de algumas das pessoas que 
foram à frente"? 
 
"Ah, sim", considerou, "deram-me alguns 
cartões, mas nenhuma das pessoas chegou a 
aparecer de novo". 
 
Conversei com outro pastor na mesma cidade, a 
respeito da mesma campanha, e ele disse: 
"Conseguimos membros novos naquela 
ocasião. Gostaria que aquele evangelista 
voltasse". 
 
"Como você os obteve?", indaguei. "Como 
aconteceu de eles chegarem à sua igreja?" 
 
Ele explicou: "Ora, nada sabiam a respeito da 
nossa igreja. Simplesmente, peguei as fichas 
preenchidas por alguns deles e fui visitá-los. 
Não era tanto questão de encorajá-los a 
visitarem a nossa igreja, mas insisti na 
necessidade de afiliarem-se a alguma boa 
congregação do Evangelho Pleno e 
continuarem a andar com Deus. E alguns vieram 
para a nossa igreja". 
 
Somos os responsáveis pelos "bebês". Eles nada 
sabem. Não conseguem cuidar de si mesmos. 
Na dimensão natural, o recém-nascido não 
pode fazer muita coisa. Ainda não anda, nem se 
veste sozinho. Na realidade, nada faz por conta 
própria. Faz pouco mais do que comer e se 
alimenta basicamente de leite. Espiritualmente, 
existem "bebês recém-nascidos", os quais, se 
receberem o genuíno leite espiritual da Palavra, 
crescerão. 
 
Inocência 
 
A primeira coisa que nos atrai em um bebê é a 
sua inocência. As pessoas dizem: "Coisinha tão 
doce e inocente". Ninguém imagina que um 
bebê tenha um passado, e realmente não o tem. 
 
Quer saber de uma coisa? Se você é um recém-
nascido em Cristo, não tem passado algum. É 
possível que você tenha sido tão ruim como o 
diabo, o pior malvado que já andou na Terra. 
Mas, independentemente de como você tenha 
vivido, quando você nasceu de novo, tornou-se 
novo homem em Cristo, sem qualquer passado. 
Deus o considera um bebê inocente. 
 
2 Coríntios 5.17 Assim que, se alguém está em 
Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já 
passaram; eis que tudo se fez novo. 
 
Embora a inocência seja típica da etapa da 
primeira infância do cristianismo, é uma 
característica que nunca devemos deixar para 
trás em nosso processo de crescimento. 
Devemos manter esse estado de inocência; caso 
contrário, cairemos na condenação do diabo e 
seremos derrotados na vida espiritual. 
 
O novo convertido é sincero, cheio de fé e 
disposto a aprender. Sempre devemos manter 
aquele espírito de quem quer ser ensinado. 
Mesmo assim, às vezes, acontece que, ao 
ficarmos mais velhos, chegamos 
imperceptivelmente à atitude de "sabe-tudo"; à 
atitude de "você-nada-me-pode-ensinar". Não 
há quem possa ajudar a pessoas que agem assim, 
nem o próprio Deus. 
 
Um grupo de homens estava reunido na parte 
de trás do auditório depois do culto da noite, 
em uma das igrejas por mim pastoreadas. 
Quando me aproximei para apertar-lhes as 
mãos, um dos diáconos disse: "Irmão Hagin, o 
que pensa a respeito de..." e mencionou algum 
tema bíblico. Descobri, posteriormente, que ele 
assim fez com o propósito de me envolver no 
debate deles. 
 
"Ora, não sei até que ponto os irmãos chegaram 
em seu debate", respondi, "nem se eu posso 
enquadrar-me nele ou não". 
 
O homem a quem o diácono realmente quis 
ajudar tomou imediatamente a palavra. "Então, 
vou explicar. Nem você nem qualquer outra 
pessoa podem ensinar-me a mínima coisa a 
respeito daquele assunto bíblico. Sei tudo o que 
se pode saber em relação a esse tema. Sei tudo 
sobre isso". 
 
Argumentei: "Se você sabe, já ganhou de mim. 
E, se sabe mesmo, você sabe mais do que 
qualquer pastor que já conheci direta ou 
indiretamente, mais do que qualquer pessoa". 
 
Ele insistiu: "Muito bem, sei tudo a respeito. 
Não há quem possa ensinar-me coisa alguma 
sobre isso". 
 
A verdade é que aquele elemento era o maior 
"bebê" na igreja inteira. Ele não sabia coisa 
alguma a respeito, de modo algum. 
 
Mantenha um espírito receptivo, dócil, 
inocente, diante de Deus e dos homens. 
 
Ignorância 
 
Nossos dois filhos agora são adultos e já têm os 
próprios filhos. Ao observar nossos filhos e 
netos em sua primeira infância, sei que o bebê 
parece imaginar que tudo o que consegue pôr as 
mãos existe para colocar na boca. 
 
O recém-nascido põe as mãos na boca. Ao 
crescer um pouquinho, quando começar a 
engatinhar, se encontrar um parafuso, irá 
colocá-lo na boca; se achar uma colher, esta irá 
para a boca; se encontrar uma aranha, esta irá 
para a boca. 
 
Os bebês nada entendem a respeito disso. Não 
sabem o que deve e o que não deve fazer. 
Muitos têm morrido como resultado dessa falta 
de conhecimento. Pegaram alguma coisa 
venenosa que acabou com a vida deles. 
 
Houve um caso, que chegou ao meu 
conhecimento, de um bebê de 14 meses, que, 
engatinhando, pegou comida estragada, deixada 
talvez por uma criança maior. Antes de 
conseguirem chegar ao médico, ele morreu. A 
autópsia revelou o alimento venenoso. Os pais 
voltaram para casa e acharam mais restos do 
mesmo alimento no chão de um aposento que 
quase nunca era usado. Aquele pequenino não 
sabia que não deveria comê-lo. Ignorava o 
efeito que teria. 
 
Aonde quero chegar? O mesmo se aplica à 
dimensão espiritual. Precisamos tomar cuidado 
com aquilo que entra em nossa boca espiritual. 
Necessitamos tomar cuidado com aquilo que 
lemos, assim como nos resguardamos quanto 
aquilo que comemos fisicamente. É muito 
comum o tipo de cristão que não sente o 
mínimo problema em engolir alguma doutrina 
peçonhenta, a qual envenenará sua vida 
espiritual, furtará a sua espiritualidade e 
arruinará seu testemunho, se a aceitar. 
 
Há vários anos, certo pastor denominacional foi 
cheio do Espírito Santo e teve uma experiência 
maravilhosa com Deus. Garanto que não 
conheço um ganhador de almas, seja qual for a 
denominação, melhor do que aquele homem. 
Era notável! Conseguia levar à salvação aquela 
pessoa com quem ninguém mais podia lidar. 
Fiquei com a impressão de que seria possível 
colocar em pé os 12 melhores pregadores dos 
Estados Unidos e deixar todos eles pregarem e 
fazerem um apelo. Então, o pastor a quem me 
refiro poderia fazer a mesma coisa com os 
mesmos ouvintes e conseguir mais conversões 
do que todos os demais juntos, e isso depois de 
eles terem tido a primeira oportunidade. Aquele 
era o ministério dele, do tipo evangelístico. 
Começou, porém, a leitura de livros contrários à 
sã doutrina, acabou aceitando alguns falsos 
ensinamentos e foi seguindo determinada linha. 
Se ele conquistou uma só alma nos 20 anos 
depois disso, não fiquei sabendo, e ninguém 
mais soube disso. 
 
Tomei conhecimento de algumas pessoas, 
nascidas de novo, cheias do Espírito Santo, as 
quais eram ganhadoras de almas, que levavam 
seus semelhantes à salvação e à plenitude do 
Espírito Santo. Entretanto, ficaram envolvidas 
com certas doutrinas. Algumas delas me 
disseram: "Deus está fazendo uma coisa 
diferente hoje em dia". Não. Deus não está 
fazendo uma coisa diferente hoje em dia. São 
aquelas pessoas que perderam o equilíbrio. Ele 
ainda Se preocupa com a salvação dos seres 
humanos. Elas, simplesmente, abandonaram as 
verdades fundamentais da doutrina da Palavra 
de Deus e saíram correndo atrás de alguma coisa 
que não vale um punhado de feijão. 
 
Algumas coisas realmente são venenosas em si 
mesmas; outras, não fazem muita diferença 
quanto ao nosso modo de crer nelas, porque, 
simplesmente, não são essenciais à salvação e 
não influenciariam se crêssemos nelas ou não. 
 
No entanto, acontece frequentemente que o 
povo cristão se dispõe a alimentar-se com tudo 
o que existe, menos com a coisa certa, e, por 
isso, fica envenenado.vocês!"], e vós, 
de Cristo, e Cristo, de Deus (1 Coríntios 3.21-
23). 
 
Capítulo 11 
 
O HOMEM ESPIRITUAL 
 
E eu, irmãos, não vos pude falar como a 
espirituais, mas como a carnais, como a 
meninos em Cristo. 
1 Coríntios 3.1 
 
Paulo disse: Não vos pude falar como a homens 
espirituais. Essa não é uma tragédia? Quem é 
esse homem espiritual? Quais são as suas 
características? 
 
EFÉSIOS 1.3 
Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus 
Cristo, o qual nos abençoou com todas as 
bênçãos espirituais nos lugares celestiais em 
Cristo. 
 
O homem espiritual é aquele que sabe aquilo o 
que lhe pertence em Cristo Jesus e tira o devido 
proveito disso. 
 
É aquele que bebeu profundamente da Fonte, 
alimentou-se regularmente à mesa do Senhor e 
embebeu-se no amor de Deus. 
 
Conhecendo o Pai 
 
Esse homem chegou a conhecer o Pai na 
realidade. 
 
Houve uma época em minha vida em que eu 
conhecia o Senhor Jesus, estava cheio do 
Espírito Santo, havia pregado durante muitos 
anos e possuía vários dons do Espírito, os quais 
operavam em minha vida - de alguma maneira, 
eu sabia, lá no meu íntimo, que Deus poderia 
tornar-Se mais real para mim, como meu Pai, 
do que um pai na carne. A Palavra diz que Ele é 
meu Pai. Eu sabia em meu espírito que Ele 
poderia ser mais real do que minha esposa, do 
que meus dois filhos. Eu sabia em meu coração 
e assim dizia ao dirigir o carro pelas estradas, a 
caminho das reuniões de reavivamento: Deus 
poderia tornar-Se mais real para mim do que o 
automóvel que eu dirigia. Mas eu sabia que Ele 
não era tão real para mim. 
 
A solução não apareceu da noite para o dia. 
Nem em um mês. Nem em um ano. Mas, à 
medida que eu continuava a fazer conforme 
mandava a Bíblia - a ter comunhão com o Pai 
por meio da Palavra e da oração - pouco a 
pouco, Ele Se tomou cada vez mais real para 
mim. 
 
Finalmente, chegou o dia em que pude dizer: 
"Deus é mais real para mim do que minha 
esposa, e conheço-O melhor do que conheço 
minha mulher. Tenho mais intimidade com 
Deus, meu Pai, do que com minha esposa. Ele é 
mais real para mim do que os meus filhos e do 
que o automóvel que dirijo". Para dizer a 
verdade, não há muitas pessoas que podem falar 
dessa maneira, porque os assuntos naturais são 
mais reais para elas do que os espirituais. 
Cheguei a tal condição que, em todo momento 
enquanto estava acordado, mesmo quando 
despertava durante a noite, tinha consciência da 
presença do Senhor - mais consciente da Sua 
presença do que a da minha esposa. 
Conhecendo o Filho 
 
O homem espiritual conhece o Senhor Jesus 
Cristo no Seu grande ministério à destra de Deus 
Pai. Todo crente nascido de novo conhece Jesus 
Cristo como Salvador. Mas somente nascer de 
novo não produzirá o crescimento. Quem 
apenas O conhece como Salvador jamais será 
mais do que um bebê. Para o crente crescer, 
precisa saber o que ele é em Cristo e o que 
Cristo é nele. Necessita chegar a reconhecer o 
ministério atual do Senhor Jesus à destra do Pai. 
Conhecer a realidade do ministério atual de 
Jesus foi de maior proveito em meu 
crescimento espiritual do que qualquer outra 
coisa. Precisamos tornar-nos adultos no 
conhecimento da realidade do ministério de 
Jesus hoje como Sumo Sacerdote (Hebreus 
4.14-16), Advogado (1 João 2.1), Intercessor 
(Romanos 8.34; Hebreus 7.25), Pastor (Salmo 
23.1; João 10.14) e Senhor! 
 
Não é só porque já ouvimos tais ensinamentos 
que podemos dizer que estamos andando na 
realidade deles. A medida que nos alimentamos 
com eles e conhecemos a verdade, é que 
chegamos ao pleno conhecimento do Filho de 
Deus, à perfeita varonilidade (maturidade). 
 
Conhecendo o Espírito Santo 
 
O homem espiritual passou a ter consciência da 
bendita intimidade do Espírito Santo conforme 
Ele é desvendado na Palavra. No entanto, é 
possível alguém estar batizado no Espírito Santo 
e falar em outras línguas sem jamais desfrutar 
dessa intimidade. 
É esse o lado triste do assunto. O batismo no 
Espírito Santo tem sido pregado de uma 
maneira que não é exatamente a correta. As 
pessoas pensam que, pelo fato de terem o 
batismo no Espírito Santo, chegaram ao ponto 
final. Mas não é isso; é apenas o início. Por 
causa do modo errôneo de pensar, nunca 
realmente aprendem a conhecer de modo 
íntimo o Espírito Santo e ficam impedidas de 
crescer. 
 
Como bebês espirituais, ficaram cheios do 
Espírito Santo, falaram em outras línguas e 
ficaram totalmente embevecidos com a 
manifestação externa. Certamente, acredito em 
falar em outras línguas. Dou graças a Deus por 
isso. Nós os ouvimos, no entanto, falar a 
respeito de como se "sentiram", e eles estão 
procurando "sentir" o mesmo de novo. 
Para mim, não faz a menor diferença se eu 
chegar a ter aquele mesmo "sentimento" de 
novo. Fundamento tudo na Palavra. 
 
Quando, então, perdem aquela "sensação" que 
pensavam ter, acham que Ele foi embora. Mas 
não foi. Jesus disse: E eu rogarei ao Pai, e ele vos 
dará outro Consolador, para que fique convosco 
para sempre (Jo 14.16). Cristo não afirmou que 
passaria férias conosco. Ele declarou que o 
Espírito Santo viria a fim de que estivesse 
sempre conosco. 
 
Alguém pode questionar: "Mas, Irmão Hagin, 
você não acredita que, se alguém pecar, o 
Espírito Santo o deixará?" É claro que não. Se o 
Espírito Santo chegasse a deixá-lo, ele estaria 
condenado ao castigo eterno no inferno. 
Nunca poderia voltar a Deus. O Espírito Santo 
não fica entrando e saindo. Nenhum versículo 
da Bíblia diz isso. Davi, depois de adulterar com 
uma mulher e ter mandado matar o marido 
dela, disse, em sua oração de arrependimento: 
Não me lances fora da tua presença e não retires 
de mim o teu Espírito Santo (Salmo 51.11). Se o 
Espírito Santo o tivesse abandonado, ele não 
poderia ter chegado ao arrependimento. Jamais 
poderia ter orado. Nunca poderia ter voltado. 
 
Se o Espírito Santo deixasse você, também seria 
o fim do assunto. Mas Ele ainda está presente 
para lhe mostrar o caminho de volta ao 
arrependimento. Se você pecou e fracassou, Ele 
ainda está presente - porque Ele é um 
representante de Deus - para lhe indicar o 
caminho de saída e trazê-lo de volta. 
 
Descobri que, quando fico fora da vontade de 
Deus e peco, não é o Espírito Santo dentro de 
mim que me condena, mas o meu próprio 
espírito. Jesus disse que não viera ao mundo 
para condená-lo, mas para que o mundo fosse 
salvo por intermédio dEle (João 3.17). 
 
Percebi que o Espírito Santo está presente para 
pegar a Palavra de Deus e abri-la diante de mim, 
a fim de mostrar-me o ministério de Jesus para 
mim hoje. Suavemente. Mesmo quando eu erro 
o alvo e fico tão envergonhado a ponto de 
odiar o acontecido com todas as fibras do meu 
ser, Ele continua manso, suave, para me guiar, 
mostrar-me a saída e o caminho de volta. 
 
...Como Aquele que habita em nós 
 
1 JOÃO 4.4 
Filhinhos, sois de Deus e já os tendes vencido, 
porque maior é o que está em vós do que o que 
está no mundo. 
 
Precisamos tornar-nos conscientes da presença 
do Espírito Santo que habita em nós e aprender 
a andar na luz da Palavra nesse assunto. Nesse 
caso, permaneceremos calmos e sob controle 
nos tempos de crise, porque saberemos que a 
Bíblia é a Verdade, quer pareça certa, quer não. 
 
Se soubermos que maior é o que está em vós do 
que o que está no mundo, então, ao surgir uma 
crise, não precisaremos correr por aí como um 
frango decapitado, batendo as asas para lá e para 
cá, procurando socorro. Saberemos que a Ajuda 
está disponível. Saberemos que Ele está lá 
dentro, que Aquele que é maior está lá dentro. 
Estamos andando em comunhão íntima com 
Ele, o qual nos mostrará o que devemos fazer. 
 
Em todas as crises da vida, o Espírito de Deus me 
mostra exatamente o que devo fazer. Dentro de 
mim, Ele Se levantará para iluminar minha 
mente e orientar meu espírito. MasEle não 
poderá fazer assim se você não O conhecer 
suficientemente bem para ter consciência dessa 
Sua obra. 
 
Se você nasceu de novo e recebeu a plenitude 
do Espírito Santo, tem dentro de si tudo de que 
poderá necessitar para sair vitorioso. Jesus disse: 
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro 
Consolador, para que fique convosco para 
sempre (João 14.16). A palavra grega traduzida 
por Consolador também significa - conforme 
mostra a versão Ampliada - Conselheiro, 
Ajudador, Intercessor, Advogado, Fortalecedor 
e Amigo fiel. 
 
De que mais você poderá precisar? 
 
Conheça o Espírito Santo por meio da Palavra. 
Quando você souber o que a Palavra diz a 
respeito dEle, saberá o que Ele fará. Saberá 
como Ele Se manifestará e como você deverá 
entregar-se a Ele. Saberá andar com Ele e poderá 
crescer espiritualmente. 
 
...Como Mestre 
 
Aqui temos um convite; um convite precioso e 
bendito do Espírito para penetrarmos nas 
questões profundas de Deus: 
 
1 CORÍNTIOS 2.12 
Mas nós não recebemos o espírito do mundo, 
mas o Espírito que provém de Deus, para que 
pudéssemos conhecer o que nos é dado 
gratuitamente por Deus, Não recebemos o 
espírito do mundo - recebemos o Espírito 
Santo, o qual é de Deus. Por quê? Com que 
propósito? A fim de que saibamos alguma coisa. 
 
Jesus disse a respeito do Espírito Santo: "Ele vos 
ensinará, guiar-vos-á em toda a verdade, 
mostrar-vos-á as coisas do porvir; receberá do 
que é meu e o revelará a vós". 
 
O que por Deus nos foi dado gratuitamente é 
aquilo que Paulo menciona em Efésios 1.3b: 
Todas as bênçãos espirituais nos lugares 
celestiais em Cristo. São coisas desse tipo: 
 
1 CORÍNTIOS 2.13 
As quais também falamos, não com palavras de 
sabedoria humana, mas com as que o Espírito 
Santo ensina, comparando as coisas espirituais 
com as espirituais. 
 
Note, agora, algo que Paulo disse 
anteriormente no mesmo capítulo: Todavia, 
falamos sabedoria entre os perfeitos [maduros - 
os cristãos ''bebês" não entenderiam]; não, 
porém, a sabedoria deste mundo, nem dos 
príncipes deste mundo, que se aniquilam (1 
Coríntios 2.6). Outra tradução diz: Nem a dos 
poderes destronizados deste mundo. É isso que 
está envolvido em tudo o que Ele fez por nós. 
 
Jesus, em Sua morte, Seu sepultamento e Sua 
ressurreição, destronou o diabo e todas as forças 
espirituais que tinham governado a terra desde a 
ocasião em que Adão se entregou a ele no 
jardim do Éden. Adão era o deus deste mundo. 
Deus lhe deu domínio sobre todas as obras das 
Suas mãos. O primeiro homem, porém, 
cometeu alta traição e se vendeu ao diabo; 
então, este se tornou o deus deste mundo (2 
Coríntios 4.4). 
 
O texto de Efésios 6.12 diz: Porque não temos 
que lutar contra carne e sangue, mas, sim, 
contra os principados, contra as potestades, 
contra os príncipes das trevas deste século, 
contra as hostes espirituais da maldade, nos 
lugares celestiais. 
 
Jesus destronou principados e potestades! No 
grande plano da redenção que Deus planejou - 
o qual foi consumado por Jesus -, essas 
potestades perderam a posição que tinham. Já 
não nos podem governar; nós é que temos o 
domínio sobre eles por meio do Nome de 
Jesus. 
 
Agora, essa sabedoria é assim: As quais também 
falamos, não com palavras de sabedoria 
humana, mas com as que o Espírito Santo 
ensina, comparando as coisas espirituais com as 
espirituais ( 1 Coríntios 2.13). É um desvendar 
de coisas espirituais. Não poderíamos obter 
conhecimento da dimensão carnal - nem para 
salvarmos a nossa vida - sobre a derrota do 
diabo por Jesus. Não poderíamos vê-lO fazer 
isso. Os discípulos O viram morrer no Calvário, 
mas não sabiam por que Ele morreu. Jesus 
estivera entre eles, procurando explicar-lhes 
tudo. Quando, no entanto, Cristo morreu, eles 
não sabiam o motivo. Depois que o Senhor 
apareceu a eles, disseram: "Senhor, será este o 
tempo em que restaurarás o reino a Israel?" Não 
compreenderam o plano da salvação e aquilo 
que Deus fizera por eles na redenção, a não ser 
depois da vinda do Espírito Santo, que começou 
a ensinar-lhes. Tais coisas não poderiam ser 
vistas pelos olhos naturais. É um desvendar dos 
assuntos espirituais mediante a ajuda e a energia 
do Espírito do próprio Deus. 
 
...Sua herança 
 
O homem espiritual conhece sua herança. 
 
COLOSSENSES 1.12-14 
Dando graças ao Pai, que nos fez idôneos para 
participar da herança dos santos na luz. 
 
Ele nos tirou da potestade das trevas e nos 
transportou para o Reino do Filho do seu amor, 
em quem temos a redenção pelo seu sangue, a 
saber, a remissão dos pecados. 
 
Outra tradução diz: Dando graças ao Pai, que 
nos deu a capacidade. Se Ele nos fez idôneos, 
deu-nos a capacidade. De fazer o quê? Desfrutar 
da nossa parte da herança dos santos na luz! 
 
O homem espiritual saberá qual é a sua herança 
na luz, porque a luz da Palavra de Deus estará 
brilhando. Esta luz será revelará a ele, o qual 
saberá que está apto a desfrutá-la. 
 
... Sua capacidade 
 
Deus, pois, deu-nos a capacidade que temos. Ele 
mesmo é a nossa habilidade, que se revela ao 
desvendar os tesouros da graça de Deus que nos 
pertencem. 
 
Nosso pensamento tem sido tão superficial em 
alguns aspectos, que temos sido despojados das 
bênçãos do Pai. Temos citado, por exemplo: 
Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que 
há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas 
tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e 
Samaria e até aos confins da terra (Atos 1.8). 
Sem estudarmos o texto, enfatizamos a palavra 
poder sem termos consciência do sentido dela 
nesse contexto. 
 
Estava pastoreando uma igreja comunitária 
quando recebi o batismo no Espírito Santo e 
falei em outras línguas. Ao ouvir membros do 
Evangelho Pleno talar a respeito desse poder, 
imaginava que seria algum tipo de experiência 
física e emocional forte e assoberbante. Mas 
nada fiz senão falar em outras línguas (quando, 
porém, fui lendo a totalidade dos Atos dos 
Apóstolos, era só isso que acontecia, conforme 
aparecia no texto. Se, pois, outros aspectos 
tivessem sido importantes, a Bíblia teria dito 
algo a respeito). Embora eu falasse em outras 
línguas durante uma hora e meia e cantasse três 
cânticos em línguas, falei em minha mente, 
enquanto falava em outras línguas: "Mas o que 
é isso? Já tive maiores bênçãos do que essa em 
muitas ocasiões, simplesmente morando 
sozinho". 
 
Veja bem: receber o Espírito Santo não é obter 
uma bênção sensível. Podemos receber tais 
bênçãos antes ou depois. O batismo no Espírito 
Santo é acolher uma Personalidade divina que 
entra em você e habita o seu espírito! 
 
Eu, porém, não sabia disso. Movimentava-me, 
apalpava-me e pensava: "Mas o que é isso? Não 
tenho mais poder agora do que já tive em 
qualquer tempo". 
 
Sendo assim, voltei para a minha igreja e não 
falei a mínima palavra sobre isso. Não senti 
poder adicional para pregar, mas a congregação 
começou a perceber tal fato. 
 
Diziam: "Você tem alguma coisa que não tinha 
antes". 
 
Perguntei: "Do que se trata?" 
 
"Pois bem, é uma capacidade maior do que você 
tinha. Tem mais impacto". 
 
Verifiquei na Concordância de Young a palavra 
poder, que se encontra em Atos 1.8. Descobri 
que é uma palavra grega, traduzida por poder, a 
qual também significa capacidade. 
 
Minha congregação percebia que eu possuía 
mais capacidade de pregar do que antes. Fiquei 
com minha mente fixada no poder. Deus disse 
que receberíamos uma capacidade - a de 
testemunhar. Deixamos passar desapercebida 
essa capacidade ao procurarmos poder. 
 
João a chamava de unção e disse que ela está em 
nós. Quando sabemos que a capacidade de Deus 
está dentro de nós, sabemos o significado 
daquilo que João falou: Maior é o que está em 
vós. 
 
Quando sabemos disso, então, ao nos 
depararmos com uma situação difícil, 
poderemos, simplesmente, recostar-nos nEle, 
em vez denos debatermos e procurarmos orar 
até o poder descer ou ser gerado dentro de nós. 
Poderemos, simplesmente, descansar nEle e rir. 
Poderemos gritar a vitória pela caminhada 
inteira, porque sabemos que está presente 
Aquele que é maior. Ele nos fará vencer, dar-
nos-á o sucesso e nos tirará do apuro. 
 
O homem espiritual chegará a saber disso, mas o 
"bebê" não o sabe. O "bebê" não sabe que teve 
uma experiência. 
 
Deus nos fez idôneos e nos tem dado a 
capacidade, que vem com a plenitude do 
Espírito Santo. Sim, a habilidade de 
testemunhar. No entanto, há mais do que isso; 
Ele nos deu a capacidade de desfrutar da nossa 
herança. Ele nos tirou da potestade das trevas e 
nos transportou para o Reino do Filho do seu 
amor, em quem temos a redenção pelo seu 
sangue, a saber, a remissão dos pecados 
(Colossenses 1.13,14). A libertação e redenção 
são a nossa herança. Fomos libertados da 
autoridade de Satanás. Ele não tem autoridade 
sobre você, sobre mim, nem sobre a igreja. Não 
permitamos que ele assuma alguma autoridade. 
 
...Governados pela Palavra 
 
Você está na posição da proteção e do cuidado 
de Deus. Você tem condições de alimentar-se 
do Pão do Céu. A Palavra de Deus é o Pão. Jesus 
disse: Nem só de pão viverá o homem, mas de 
toda a palavra que sai da boca de Deus (Mateus 
4.4). Ao meditarmos nessa Palavra, cresceremos 
espiritualmente segundo a imagem e a estatura 
do Filho de Deus. 
 
Não há outra maneira de chegarmos lá. Por 
mais importante que seja a oração, não é 
mediante a oração que chegaremos lá. Embora 
o jejum tenha seu devido lugar, não é pelo 
jejum que chegaremos lá. Embora a abnegação 
faça parte da vida crista, não é por meio da 
abnegação que atingiremos aquele alvo. 
Embora a experiência tenha seu valor na vida 
cristã - e graças a Deus pelas experiências! -, por 
mais maravilhosas que tenham sido as 
experiências, visões e revelações que já tivemos, 
elas não nos levarão até aquela condição. Os 
dons espirituais sequer nos levarão até lá. Todas 
essas coisas têm seu devido lugar e propósito, 
mas a Bíblia nos diz exatamente como chegar 
até lá. Essa maturidade vem pelo conhecimento 
da Palavra. 
 
O homem espiritual é aquele de quem a Palavra 
ganhou a ascendência sobre sua mente e seu 
corpo. A Palavra o levou até a harmonia com a 
vontade de Deus, pois Ela é a Sua vontade. 
 
PARTE V 
 
Capítulo 12 
 
A DIETA CERTA 
 
Precisamos ter a dieta certa se quisermos crescer. 
 
Qual é essa dieta? 
 
Ora, a Palavra de Deus, é claro, mais 
especialmente o Novo Testamento. Isso porque 
vivemos segundo a Nova Aliança, e não 
conforme a Antiga Aliança. Algumas coisas 
daqueles tempos antigos não se aplicam a nós. 
Muitos princípios, sim, mas outros, não. São 
aplicáveis aos judeus. 
 
Certas passagens do Novo Testamento são 
escritas especialmente para nosso benefício 
(outras partes, tais como os quatro Evangelhos, 
visam a beneficiar não somente os cristãos, mas 
também o mundo e os pecadores). 
 
São epístolas escritas diretamente à Igreja. Passe 
a maior parte do seu tempo alimentando-se 
delas. 
 
Ninguém me mandou agir assim, mas creio 
que, naquele leito de enfermidade onde nasci de 
novo, quando era um rapaz de 15 anos, 
inconscientemente, entreguei-me ao Espírito 
de Deus e passei a ser guiado por Ele. Na 
primeira vez em que fiquei fisicamente 
capacitado para pedir uma Bíblia que ficasse ao 
lado da cama, olhei para ela e vi que estava 
escrito: Antigo Testamento e Novo 
Testamento. Raciocinei, portanto, que o Novo 
deve tomar o lugar do Antigo. Comecei, pois, a 
minha leitura em Mateus. 
 
Percebi que as cartas foram escritas à Igreja - 
desde os escritos de Paulo aos romanos e aos 
coríntios até as cartas de Pedro e João. No 
decurso de muitos anos, dediquei a esses 
escritos 90% do meu estudo da Palavra de Deus. 
E a dieta que devo seguir. É a mensagem que foi 
escrita para mim. Há fatos nos evangelhos que 
não se podem achar em qualquer outra parte. 
Paulo fez uma declaração clara a respeito do 
ministério dessa revelação que agora se 
manifestou (Romanos 16.25,26). 
 
Faça sua dieta principalmente das epístolas ou 
cartas que foram dirigidas à Igreja. Em especial, 
que a dieta consista de 1 Coríntios 13 e de 1 
João. 
 
Adquira uma tradução Ampliada de 1 Coríntios 
13 e examine-a cuidadosamente. Ela fará 
exatamente aquilo que seu nome subentende - 
ampliará aqueles versículos e o ajudará a 
entendê-los ainda melhor2. 
 
Você descobrirá que nessas duas cartas - 1 
Coríntios 13 e 1 João -, são desvendados e 
revelados os grandes ensinamentos sobre o 
amor. João volta repetidas vezes ao tema: Nós 
sabemos que passamos da morte para a vida, 
porque amamos os irmãos; quem não ama a seu 
irmão permanece na morte (1 João 3.14). 
 
Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e 
vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe 
o seu coração, como pode permanecer nele o 
amor de Deus? (1 João 3.17 - ARA). 
 
Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor 
de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; 
nisto conhecemos que estamos nele (1 Jo 2.5). 
 
No amor não existe medo; antes, o perfeito 
amor lança fora o medo. Ora, o medo produz 
tormento; logo, aquele que teme não é 
aperfeiçoado no amor (1 João 4.18 - ARA). 
 
Essas são apenas umas poucas das muitas 
declarações que se acham nesses textos em um 
mesmo sentido. 
 
A natureza de Deus é o amor. Você, como filho 
dEle, tem em si a natureza do amor. Mesmo 
assim, essa natureza precisa ser alimentada a fim 
de crescer. A não ser que você se alimente onde 
esse amor pode ser encontrado, ele não 
crescerá, nem se desenvolverá na sua vida. 
 
Estou totalmente convicto de que, se todo 
cristão penetrar profundamente em 1 Coríntios 
13 e 1 João e viver os ensinamentos contidos 
nessas passagens por algum tempo, dentro em 
breve, ficará tão transformado, que terá de dar 
um beliscão em si mesmo e perguntar: "Sou eu 
que estou aqui?" 
 
Não demorará muito a que seus lares fiquem 
tão diferentes, que será de se estarrecer mesmo. 
Uma das declarações em 1 Coríntios 13 é: [O 
amor] não busca os seus interesses (v. 5). Os 
"bebês" sempre estão procurando as próprias 
vantagens - no campo natural e no espiritual 
também. O "bebê" sempre está dizendo: 
"Mamãe, João está com meu carrinho". 
 
Ou: "Maria pegou a minha boneca". Contendas. 
As brigas pelos seus interesses. As brigas nos 
lares, bem como os divórcios, oferecem-nos 
um retrato da condição infantil da Igreja 
moderna. Aqueles que agem no amor e 
amadurecem nele não agem assim. Essa 
condição imatura da Igreja só pode ser 
remediada pelo estudo da Palavra de Deus, 
alimentando-se dEla e colocando-A em prática. 
Estude o plano da redenção. Descubra aquilo 
que você é em Cristo e o que Cristo é em você. 
Descubra a sua boa situação diante de Deus. 
Constate que você é a justiça divina em Jesus 
Cristo. 
 
Visualize aquilo que Ele fez por você em Sua 
morte, Seu sepultamento, Sua ressurreição, 
ascensão e entronização à destra do Pai; aquilo 
que Ele está fazendo em seu favor agora 
mesmo, à destra do Pai em Seu ministério 
natural, no qual vive para sempre para fazer 
intercessão por nós. 
 
Esse conhecimento ajudará você a crescer até 
sair do estado de "bebê" e passar a ser um cristão 
maduro. 
 
É este o comentário que Deus faz a respeito 
disso: 
 
1 CORÍNTIOS 4.7 
7 Porque quem te diferença? E que tens tu que 
não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que 
te glorias como se não o houveras 
recebido?Tudo quanto recebemos da parte de 
Deus nos foi dado pela graça. 
 
EFÉSIOS 4.7 
Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo 
a medida do dom de Cristo. 
 
Todo cristão - embora tenha nascido de novo 
como "bebê" - tem uma medida, um depósito 
que lhe dará cobertura para toda emergência em 
sua vida. 
 
Todo cristão tem o mesmonovo nascimento, a 
mesma vida eterna, o mesmo amor de Deus, a 
mesma graça, o mesmo Espírito Santo (nós O 
conhecemos, em certa medida, no novo 
nascimento, mas há a plenitude do Espírito 
Santo à nossa disposição), o mesmo Intercessor 
eterno, Jesus Cristo, o mesmo Pai Celeste 
incomparável. 
 
Já que tudo isso é a verdade, não há motivo 
para ficarmos fracos e permanecermos no 
estado da primeira infância quando, em razão da 
decorrência do tempo, devemos estar 
plenamente desenvolvidos. 
 
Olhemos de novo o cristão plenamente adulto 
e maduro: Até que todos cheguemos à unidade 
da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a 
varão perfeito, à medida da estatura completa 
de Cristo, para que não sejamos mais meninos 
inconstantes, levados em roda por todo vento 
de doutrina, pelo engano dos homens que, com 
astúcia, enganam fraudulosamente (Efésios 
4.13,14). 
 
Não estava no plano de Deus que você 
permanecesse espiritualmente "bebê", da mesma 
forma que Ele nunca quis que você 
permanecesse física ou mentalmente "bebê". 
 
Achamos atraentes os bebezinhos. São doces e 
maravilhosos. Mas não seria triste se um 
pequenino vivesse até os 25 anos, sem crescer 
física ou mentalmente? Vi um indivíduo assim - 
com 38 anos, e ainda no berço! A mãe, com 
quase 70 anos, colocava fralda nele e o 
alimentava assim como se faz com uma criança. 
Como sentimos dor no coração por causa disso! 
Os pais idosos, os outros filhos já crescidos e 
casados, mas ficavam na mão com esse último. 
 
É igualmente triste na vida espiritual dos 
cristãos. Muitos deles se enquadram na situação 
descrita anteriormente. Se pudéssemos vê-los 
espiritualmente, veríamos que nunca se 
desenvolveram. Mesmo com 40 anos, ainda são 
"bebês" - egoístas, sensíveis, suscetíveis à mágoa, 
ciumentos e invejosos. 
 
Certo diácono, um homem mais idoso, que há 
30 anos fora salvo e cheio do Espírito Santo, 
dirigiu-se à casa pastoral, chorando como um 
bebê: "Irmão Hagin, você não me visita como 
os outros. Vi seu automóvel três vezes na 
semana passada, lá na casa do irmão Fulano". 
 
Respondi: "Sim, e posso acrescentar ainda outro 
versículo àquilo. Não vou mesmo visitá-lo. 
Você fica em pé e testifica: 'Há 30 anos, 
contando a partir de outubro passado, fui salvo; 
30 anos de plenitude do Espírito Santo'". Um 
"bebê" bem grande, de 30 anos de idade. 
 
O homem que o diácono me vira visitando 
acabara de ser salvo em nossa campanha poucas 
semanas antes. Por não passar de um recém-
nascido, tinha tropeçado por aí e perdido a 
bênção. Deus falou comigo, em meu coração, e 
enviou-me para lá a fim de tratar do caso. E, 
assim, fui ajudá-lo. 
 
Falei ao diácono: "Você não precisa de quem 
quer que seja para sair correndo até sua casa a 
fim de lhe dar mamadeira. Você mesmo deveria 
estar na obra da visitação". 
 
Temos igrejas cheias de "bebês". É só tirar suas 
mamadeiras, e temos de aguentar uma 
choradeira. Procuramos persuadi-los a 
levantarem-se e sair do berçário espiritual e 
ceder o berço a algum outro recém-nascido, 
mas não fazem isso por nada nesse mundo. 
 
Outro diácono, um líder, que deveria dar um 
exemplo na igreja, ficou bravo e não quis mais 
frequentar a igreja. Eu sabia que algo havia 
acontecido, porque a esposa dele continuava 
comparecendo ao culto (alguns homens 
estariam em apuros se não tivessem uma boa 
esposa). Vi-o na cidade, mas ele não quis trocar 
uma palavra comigo. Era duro e frio, e inchado 
como um sapo. 
 
A esposa dele era uma mulher meiga. Perguntei 
a ela: "O que há de errado com ele?" 
 
Ela respondeu: "Oh, ele está com raiva de 
alguma coisa. Depois do culto, voltou para casa 
e foi dormir. Não quis falar-me uma palavra 
durante três dias. Finalmente, perguntei-lhe 
diretamente o que havia de errado. Pensava que 
talvez fosse a minha culpa. Mas não era. Não se 
trata exatamente de você. É que alguém se 
sentou no lugar dele na igreja. Ele sempre se 
senta aqui mesmo, na segunda fileira e no 
segundo assento do fim. Quando chegou até 
aqui, já havia alguém sentado naquele assento. 
Ele ficou tão zangado, que permaneceu em pé. 
Não queria sentar-se em nenhum outro lugar". 
 
Um homem assim não tem condições de ser 
um diácono. 
 
Não foi, de modo algum, o plano de Deus que 
aquele diácono permanecesse um "bebê" no 
campo espiritual. Deus quer que cresçamos 
espiritualmente. 
 
Exortações ao crescimento e à 
espiritualidade 
 
EFÉSIOS 3.20 
20 Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo 
muito mais abundantemente além daquilo que 
pedimos ou pensamos, segundo o poder que 
em nós opera. 
 
Não há necessidade de permanecermos em um 
estado de primeira infância, ou de 
subdesenvolvimento. Temos o poder de Deus 
operando em nós! Possuímos a capacidade de 
Deus em nós! Mas, em vez de se submeterem a 
Deus, os "bebês" se submetem à carne. 
 
FILIPENSES 5.13 
Posso todas as coisas naquele que me fortalece. 
 
Veja! Não há lugar para o subdesenvolvimento! 
 
HEBREUS 5.11 
Do qual muito temos que dizer, de difícil 
interpretação, porquanto vos fizestes 
negligentes para ouvir. 
 
A Epístola aos Hebreus não foi escrita ao 
mundo, mas foi dirigida para os cristãos, os 
crentes. Se o cristão não tomar cuidado, poderá 
ficar com a audição tão insuficiente, que a 
Palavra não poderá alcançá-lo. Dessa forma, 
ficará mantido naquele estado de primeira 
infância e de carnalidade. Continuando com o 
versículo seguinte: 
 
HEBREUS 5.12 
Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, 
ainda necessitais de que se vos torne a ensinar 
quais sejam os primeiros rudimentos das 
palavras de Deus; e vos haveis feito tais que 
necessitais de leite e não de sólido mantimento. 
 
Isso não significa que cada um deles deveria ter 
um dom de mestre. Significa que, por terem 
conhecido a Palavra e terem sido alimentados 
com Ela, deveriam saber ensinar a outra pessoa. 
Cada crente deve aspirar a, pelo menos, ensinar 
a alguém. Mas não poderá ministrar um ensino 
se for um "bebê", alimentando-se ainda de leite. 
 
HEBREUS 5.13,14 
Porque qualquer que ainda se alimenta de leite 
não está experimentado na palavra da justiça, 
porque é menino. 
Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os 
quais, em razão do costume, têm os sentidos 
exercitados para discernir tanto o bem como o 
mal. 
 
Paulo fala a respeito dos mesmos assuntos para 
Timóteo. 
 
1 TIMÓTEO 3.7 
7 Que aprendem sempre e nunca podem chegar 
ao conhecimento da verdade. 
 
Não é esse o retrato de algumas pessoas hoje? 
Vão à igreja a cada domingo, sempre 
aprendendo, mas nunca alcançam o alvo. Se 
surgirem a calamidade, a enfermidade, a perda 
de bens ou de entes queridos, ficarão paralisadas 
e indefesas diante da presença do inimigo. 
 
Possuem os recursos da parte de Deus, porque 
são crentes, e Ele as proveu. Têm a capacidade 
de Deus e Suas palavras amorosas, mas nunca 
tiraram proveito de tudo isso. Jamais fazem uso 
das riquezas que lhes pertencem quando 
aparecem as crises. 
 
As situações difíceis da vida sobrevêm a todos 
nós. Mas, quando um momento difícil ocorrer, 
fará muita diferença se estivermos na etapa da 
primeira infância carnal, ou se, pelo menos, 
tivermos crescido um pouco. 
 
As "crianças" que nunca se desenvolveram não 
conseguem tirar bom proveito daquilo que lhes 
pertence quando vem a crise. Permaneceram na 
infância. Que quadro triste! Os trechos de 
Efésios 5.1,2 mostram o que poderiam ser: 
 
EFÉSIOS 5.1,2 
Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos 
amados; e andai em amor, como também 
Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por 
nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro 
suave. 
 
A que se refere essa imitação de Deus? 
 
Lembre-se: Deus é amor. Na Primeira Epístola 
de João, a qual pedi que você estudasse por 
algum tempo como meditação, o apóstolo diz, 
com efeito, que, se andarmos no amor, 
estaremos andando em Deus; Deus estáem você 
e você está em Deus, porque Deus é amor. 
 
Imite Deus no amor. "Assim amou Deus o 
mundo". Ele nos amou enquanto ainda éramos 
pecadores. Imite-O nisso, portanto. É fácil 
amarmos aqueles que nos amam. Qualquer 
pessoa pode fazer isso. 
 
Mas devemos fazer como Deus - imitá-lO no 
amor - e amar os poucos amáveis, os que são 
difíceis de amar, os nossos inimigos. 
 
Não conseguiremos fazer assim, a não ser que 
tenhamos o amor de Deus em nós. E não o 
faremos, a não ser que cresçamos no amor. 
 
Quando somos sensíveis e facilmente 
magoados, basta alguém, que não seja inimigo 
fora do Corpo de Cristo, mas um simples 
cristão, um irmão no Senhor, fazer alguma coisa 
conosco, que ficamos muito ofendidos e quase 
dispostos a cortar-lhe a cabeça. 
 
Sejamos imitadores de Deus, andando no amor. 
Esse é o nosso privilégio. É assim que devemos e 
podemos viver. 
 
Temos esta lei da Nova Aliança para nos 
governar como Igreja: 
 
JOÃO 13.34,35 
Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis 
uns aos outros; como eu vos amei a vós, que 
também vós uns aos outros vos ameis. 
Nisto todos conhecerão que sois meus 
discípulos, se vos amardes uns aos outros. 
 
Fruto do espírito humano 
 
O amor é o primeiro fruto do espírito humano 
que surge quando nascemos de novo. Não é o 
fruto do Espírito Santo. Não é certo escrever 
espírito com E maiúsculo em Gálatas 5.22, 
porque se refere ao espírito humano. 
 
Jesus disse. Eu sou a videira, vós, as varas (João 
15.5a). 
 
Onde crescem os frutos? Nos ramos. 
 
Quem são os ramos? O Espírito Santo? Não. 
Somos nós. 
 
Esse fruto do espírito (Gálatas 5.22) é fruto que 
cresce em nossa vida por causa da vida de Cristo 
em nós. 
 
Como vamos saber e perceber que somos 
salvos? Nós sabemos que passamos da morte 
para a vida, porque amamos os irmãos; quem 
não ama a seu irmão permanece na morte (1 
João 3.14). 
 
É esse o fruto do espírito humano que foi 
criado de novo, que nasceu de novo. Podemos 
examinar, um por um, os frutos do espírito, e 
comprovar pela Bíblia que, se somos salvos, nós 
o possuímos. Um dos frutos, por exemplo, é a 
paz. Romanos 5.1 diz: Sendo, pois, justificados 
pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor 
Jesus Cristo. 
 
Se nascermos de novo, esse amor estará dentro 
de nós. É possível que não o estejamos 
praticando, mas está em nosso interior, em 
nosso espírito. 
 
Quem quer crescer e desenvolver-se, até sair da 
condição da primeira infância, precisará 
aprender a alimentar com a Palavra de Deus essa 
natureza do amor e pôr em prática essa natureza 
do amor na arena da vida. Então, crescerá no 
amor. 
 
Não poderemos desenvolver o amor de outra 
maneira. Poderíamos ficar sentados por aí, o dia 
inteiro, orando: "Senhor, dá-me amor. Deus, 
ajuda-me a amar o meu irmão. Deus, ajuda-me 
a amar o mundo", e não surtiria mais efeito do 
que girar com os polegares e dizer: "Atirei o pau 
no gato-tô-tô". 
 
Quando, porém, reconhecermos que a Bíblia 
ensina que, uma vez que somos nascidos de 
Deus, somos nascidos do amor, fomos feitos 
co-participantes da natureza divina, da natureza 
de Deus, que é o amor (nós o temos, ou pelo 
menos alguma medida dele, e nos 
prontificamos a alimentar com a Pala vra de 
Deus aquela natureza amorosa e pô-la em 
prática), começaremos o desenvolvimento e o 
crescimento espirituais. Mas não antes disso. 
amor deve governar totalmente a vida do 
coração da Igreja. 
 
1 CORÍNTIOS 10.24 
24 Ninguém busque o proveito próprio; antes, 
cada um, o que é de outrem. 
 
Quantos entre nós estamos procurando o nosso 
bem? A maioria. Quando o amor não impera, a 
motivação da vida fica distorcida, a conduta se 
torna anormal, e o corpo governa o espírito de 
tal maneira que a mente é submetida à 
escravidão das coisas terrestres. 
 
Renovando a mente 
 
ROMANOS 12.2 
E não vos conformeis com este mundo, mas 
transformai-vos pela renovação do vosso 
entendimento, para que experimenteis qual seja 
a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. 
 
A necessidade primordial do homem é a 
renovação da sua mente. 
 
E não vos conformeis com este mundo. Outra 
versão diz: Não vos conformeis com esta era. 
Não pense como esta era! Não pense como esta 
geração! Não pense como esse mundo! 
 
Não seja moldado de acordo com este mundo, 
como este tempo. Mas transformai-vos pela 
renovação do vosso entendimento, para que 
experimenteis qual seja a boa, agradável e 
perfeita vontade de Deus. Essas palavras inferem 
que, se a nossa mente é renovada - e a Palavra 
de Deus a renova mesmo - logo, sabemos qual 
é a vontade boa, agradável (certa versão diz: 
permissiva) e perfeita vontade de Deus. No 
entanto, até que a nossa mente seja renovada, 
permaneceremos no estado da primeira 
infância. 
 
COLOSSENSES 3.10 
E vos vestistes do novo, que se renova para o 
conhecimento, segundo a imagem daquele que 
o criou. 
 
É da máxima importância que a mente do 
cristão seja renovada segundo a imagem de 
Jesus. Era essa uma das razões por que Ele 
enviou o Espírito Santo para habitar em nós e 
ser nosso Mestre e Guia. Mas, quando vier 
aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em 
toda a verdade [assim poderá acontecer 
somente à medida que o Espírito, mediante a 
Palavra, guia-nos para a realidade de nossa 
redenção em Cristo], porque não falará de si 
mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos 
anunciará o que há de vir (João 16.13). 
 
EFÉSIOS 4.23,24 
E vos renoveis no espírito do vosso sentido, 
e vos revistais do novo homem, que, segundo 
Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade. 
 
Você sabe tão bem quanto eu que, se você se 
revestir do novo homem, criado segundo Deus, 
em justiça e retidão procedentes da Verdade, 
isso será o fim das invejas, dos ciúmes, das 
contendas e das divisões, não é verdade? Então, 
você já não será bebê, nem estará na condição 
carnal. 
 
ROMANOS 12.1,2 
Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de 
Deus, que apresenteis o vosso corpo em 
sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o 
vosso culto racional. 
 
E não vos conformeis com este mundo, mas 
transformai-vos pela renovação do vosso 
entendimento, para que experimenteis qual seja 
a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. 
 
Paulo não escreveu assim às pessoas não-salvas. 
Foi um verdadeiro choque para mim quando, 
após passar 15 anos no ministério, tomei 
consciência de que o apóstolo estava dizendo às 
pessoas nascidas de novo e com a plenitude do 
Espírito Santo que tudo isso não afetara o corpo 
nem a mente delas. 
 
Logo, o novo nascimento e o batismo com o 
Espírito Santo não são experiências mentais, 
nem físicas, mas, sim, espirituais. 
 
Depois de nascermos de novo e recebermos a 
plenitude do Espírito Santo, é nossa 
responsabilidade fazer algo com o nosso corpo. 
Depende de nós o que fazemos com nossa 
mente. 
 
O verdadeiro eu é o homem por dentro - o 
homem espiritual. Você precisa apresentar seu 
corpo a Deus (Ele está querendo corpos 
transfigurados). Você precisa obter a renovação 
da sua mente. Como? Pela Palavra de Deus. Pela 
meditação na Palavra de Deus e por Sua prática. 
 
 
 
Capítulo 13 
 
UMA PALAVRA DE ENCORAJAMENTO 
 
Não fique desanimado porque você não se 
torna um cristão plenamente crescido e maduro 
da noite para o dia. 
 
A Bíblia manda que examinemos a nós mesmos. 
Não diz que eu devo examinar você, nem que 
você deve examinar a mim. Mas examine a si 
mesmo. À medida que me analiso, acho que 
estou crescendo muito bem em determinados 
campos, que estou bastante amadurecido. 
Entretanto, quando faço um exame de outros 
campos, parece que ainda sou bebê naquela 
área. Ao pesquisar outra área, parece que estou 
na etapa da meninice. Imagino que você esteja 
na mesma situação. 
 
Alguém fica totalmente maduro? Totalmente 
espiritual? Já aperfeiçoado no amor? Acho que 
não. Masestamos caminhando para isso, 
louvado seja Deus! 
 
Não fique desanimado porque não se chega ao 
amadurecimento espiritual da noite para o dia. 
Você não ficou desanimado porque começou a 
frequentar a escola em determinada semana, e 
não se formou na semana seguinte. Não, você 
continuou na primeira série e ficou muito 
satisfeito ao passar para a segunda série no ano 
seguinte. 
 
Você não crescerá espiritualmente da noite para 
o dia, assim como não crescerá mental ou 
espiritualmente desse modo. Mas uma coisa se 
pode dizer com certeza: não há a mínima 
necessidade de não crescer. 
 
Sempre é da maior solicitude da minha vida 
descobrir se conheço melhor Deus e se cresci 
durante esse ano mais do que no ano passado. 
 
Acredito em progredir para a perfeição. Não 
estou perfeito ainda, e você? Mas estou 
progredindo. Não vou parar e desistir só porque 
não cresci na semana passada ou cometi um 
engano ou uma falha. 
 
O cristão crescido tampouco desistirá porque 
sabe que Jesus está bem presente para 
representá-lo à destra do Pai. 
 
Cada passo dado fora do amor é pecado. 
Frequentemente, temos adotado a ideia de que 
pecado é só quando se quebra um dos Dez 
Mandamentos. Mas essa era a lei da Antiga 
Aliança. A nova lei da Nova Aliança é que 
amemos uns aos outros. Logo, toda palavra 
falada sem amor é pecado. Toda ação feita sem 
amor é pecado 
 
A Epístola de João escrita à Igreja diz: Meus 
filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não 
pequeis; e, se alguém pecar, temos um 
Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo 
(1 João 2.1). 
 
UMA PALAVRA DE ENCORAJAMENTO 
 
Quando relembro o passado - acho que todos 
aqueles que já tiveram algum crescimento 
espiritual fazem isso -, penso que estávamos 
muito bem espiritualmente, naqueles tempos da 
primeira infância. Pensávamos que a nossa vida 
não tinha praticamente nenhum pecado. 
Estávamos à altura de todos os padrões 
humanos que as igrejas estabeleciam para nós, 
de modo que pensávamos estar quase isentos do 
pecado. Contudo, depois, ao crescermos um 
pouco e nos desenvolvermos espiritualmente, 
acho que estávamos pecando mais do que 
imaginávamos. Acabamos descobrindo que 
tínhamos errado o alvo mais do que 
percebíamos. Tínhamos deixado de andar no 
amor. 
 
Mas não foi por termos falhado que 
permanecemos em tal situação. Nós nos 
colocávamos em pé e voltávamos a caminhar. E 
o conhecimento da Palavra de Deus que nos 
ajuda a crescer. A Palavra é o Alimento 
espiritual - Alimento para o nosso espírito!Consequentemente, esses 
falsos cristãos desviam outros discípulos. Se o 
Espírito de Deus tem parte em algum 
movimento, Ele deseja que haja união. Você 
notou que o texto de Efésios 4.13a diz: Até que 
todos cheguemos à unidade da fé? Aquilo que 
tende a dividir os cristãos não é do Espírito de 
Deus, é do diabo. O Espírito do Amor nunca 
divide. 
 
Certa vez, entrei em um lar cristão e vi em uma 
mesa da sala alguns livros que eu sabia que eram 
venenosos. Eram livros religiosos, mas 
venenosos (precisamos não somente tomar 
cuidado com os exemplares seculares, mas 
também com a leitura de certas obras 
"religiosas"). Deliberadamente, manipulei a 
conversa até chegar ao assunto daqueles livros. 
Peguei um deles e disse algo a respeito. 
 
A família era de cristãos nascidos de novo, 
cheios do Espírito Santo. Eles disseram: "Oh, 
aquele livro é realmente maravilhoso!" 
 
"Realmente?", perguntei. 
 
"Sim", responderam. 
 
Nos primeiros tempos da minha experiência 
cristã, chegaram às minhas mãos alguns desses 
livros, e, imediatamente, detectei o veneno que 
neles havia. Por isso, na ocasião referida, abri o 
exemplar em determinadas páginas e comecei a 
ler certos trechos em voz alta. 
 
"Ora, irmão Hagin, eles citam capítulos e 
versículos da Bíblia. Verifiquei alguns daqueles 
textos, e estão na Palavra". 
 
Respondi: "Sem dúvida. Se não citassem alguns 
versículos - mesmo tirando-os do contexto - 
oferecendo alguma coisa da Bíblia, as pessoas 
não leriam os livros. Se quiséssemos envenenar 
um cachorro, ele não comeria o veneno 
isoladamente. Teríamos de colocar o veneno 
em um bom pedaço de carne". 
 
Você entende o que eu estou dizendo? É 
necessário pôr o veneno em um bom pedaço de 
carne para atrair o cachorro. O diabo lançará 
mão de uns bons trechos bíblicos para nos atrair 
e nos levar a engolir certa literatura, mas ele 
colocará ali um pouco de veneno. Tenha 
cuidado, seja quem for o autor que você esteja 
lendo. Não leia tudo o que chegar suas mãos. A 
não ser que você seja um cristão plenamente 
maduro, capacitado para discernir corretamente, 
é melhor não ler uma literatura do tipo que 
envenena. 
 
Há muitos anos, realizei uma campanha de 
reavivamento, a pedido de um pastor do 
Evangelho Pleno, homem de altíssima cultura e 
doutor em Divindades. Até aquela ocasião, eu 
nunca tinha visto uma biblioteca particular 
maior do que a dele. Não se pode imaginar 
quantas centenas de volumes estavam 
enfileirados ao longo das paredes, desde o chão 
até o teto. Sendo eu também um "rato" de 
biblioteca, achei interessante dar uma olhada. Li 
alguns dos livros dele enquanto lá estava 
hospedado durante três semanas, por ocasião 
das reuniões de reavivamento. 
 
Enquanto conversávamos, certo dia, ele disse: 
"Irmão Hagin, serei totalmente franco com 
você. Há coisas que já li, as quais desejei nunca 
ter lido. Elas me perturbam. São um empecilho 
para mim, embora não as leia mais..." e 
mencionou alguns daqueles livros, os quais 
eram religiosos. Ele disse, no entanto: 
"Sinceramente, queria que jamais os tivesse lido. 
São um empecilho para a minha fé hoje. 
Continuam sendo um tropeço para minha fé 
em Deus". 
 
Para ele, teria sido muito melhor nunca ter 
embutido tais ensinos em sua consciência 
interior, mas assim ele fizera. 
 
Quando começo a ler algo que tira a minha fé, 
em vez de colocá-la dentro de mim, tenho bom 
senso suficiente para cessar imediatamente a 
leitura. Tenha cuidado com o que você se 
alimenta. Há um ditado muito citado na 
questão da dieta natural do homem: "Você é o 
que você come". Na dimensão espiritual, existe 
a mesma verdade: "Você é aquilo que lê". 
 
Irritabilidade 
 
Os bebês se deixam mimar facilmente. Uma vez 
mimados, tornam-se irritáveis. É fácil demais 
mimá-los com uma luz acesa, a ponto de 
exigirem iluminação durante a noite inteira. É 
tão fácil mimá-los no colo, até exigirem cada 
vez mais. São bebês. 
 
A Bíblia, no entanto, tem algo a dizer a respeito 
dos bebês que crescem. Davi disse: Decerto, fiz 
calar e sossegar a minha alma; qual criança 
desmamada para com sua mãe, tal é a minha 
alma para comigo (Salmo 131.2). A Bíblia diz a 
respeito de Isaque: E cresceu o menino e foi 
desmamado; então, Abraão fez um grande 
banquete no dia em que Isaque foi desmamado 
(Gênesis 21.8). 
 
Deve ser um dia festivo aquele em que os 
cristãos ficam suficientemente crescidos para 
não dependerem da "mamadeira". Entretanto, 
vou dizer-lhe: não é festa para eles. Em vez de 
festejar conforme devem, eles choram. Sei disso 
porque pastoreei igrejas durante quase 12 anos. 
Tendo em vista tais fatos, não é mistério para 
mim a razão por que não estamos conseguindo 
grande coisa em muitas das nossas igrejas. Se 
chegarmos a receber mais um "bebê", não 
teremos "mamadeiras" para ele, porque todas 
estão sendo ocupadas, e os "bebês" maiores não 
querem abrir mão das suas. 
 
Todos os berços no berçário espiritual estão 
sendo ocupados, e os bebês maiores não 
querem levantar e abrir mão dos seus berços. 
 
Na última igreja em que pastoreei, havia duas 
senhoras que moravam em casas geminadas. 
Deus as abençoe! Tinham sido salvas há mais 
tempo do que posso imaginar e batizadas no 
Espírito Santo com o falar em outras línguas. 
No entanto, nem por isso o cristão toma-se um 
adulto. Aquelas senhoras eram as maiores 
criancinhas da Terra. Era necessário correr atrás 
delas para atendê-las incessantemente. Queriam 
que fôssemos para a casa delas para mimá-las. 
Faltavam à igreja aos domingos a fim de que 
fôssemos para lá nas segundas-feiras, 
satisfazendo a manha delas. 
 
Então, simplesmente, deixei de fazer isso. 
Quando um dos diáconos me falou algo a 
respeito, respondi: "Irmão, se quiser ir até lá 
visitá-las, vá. Mas eu nunca mais irei até lá. Por 
mais tempo que eu viva, ou por mais tempo 
que eu pastoreie essa igreja, nunca mais porei os 
pés na casa delas. Já me cansei de desperdiçar o 
meu tempo com elas. São "bebês" que querem 
continuar assim. Existem outras pessoas que 
poderão ser ajudadas. Há gente nova a ser 
visitada e os que estão recebendo a salvação e 
estão dispostos a ser ensinados". 
 
Não seria possível ensinar coisa alguma àquelas 
"velhas" criancinhas. Por isso, deixei de visitá-las 
e não mais pus os meus pés na casa delas 
durante os 18 meses que continuei pastoreando 
aquela igreja. Mas, sabe de uma coisa? Quando 
perceberam que não quis mais ir até lá, segundo 
creio, ficaram mais firmes na igreja do que em 
qualquer tempo anterior. 
 
Precisamos crescer espiritualmente de tal modo 
que, em vez de alguém precisar chegar até nós 
para visitar-nos, para insuflar-nos pressão, 
apoiar-nos, orar conosco e alimentar-nos, nós 
mesmos possamos estar lá fora, ajudando o 
próximo. Ao chegar a hora do desmame, 
devemos dar graças a Deus por isso. 
 
Na realidade, se uma criança for corretamente 
desmamada, desviará o rosto da mamadeira na 
época certa. Caso contrário, estaremos com o 
problema de uma choradeira interminável. É só 
alimentar as pessoas com o leite genuíno, que 
elas crescerão. Pedro disse: Desejai 
ardentemente, como crianças recém-nascidas, o 
genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos 
seja dado crescimento para salvação (1 Pedro 
2.2 - ARA). 
 
Ouvi alguns pastores, atualmente, dizerem, ao 
tentarem explicar-me que eu dava leite em 
demasia às congregações deles: "Ora, Irmão 
Hagin, sei que a minha congregação deveria 
estar em condições um pouco melhores, mas é 
necessário tomar cuidado. Ela não aguenta mais 
do que um pouquinho de leite. Nunca dou aos 
membros mais do que um pouquinho". 
 
Respondi: "Não, você sequer lhes deu leite. Faz 
30 anos que você é pastor dessa igreja. Se os 
membros tivessem recebido leite, teriam 
recebido crescimento". 
 
Não tinham crescido, e isso comprova que 
sequer estavam recebendo leite. Recebiam 
apenasum tipo de soro de leite - o leite depois 
da remoção da totalidade do creme. 
 
Os "bebês" espirituais ficam facilmente 
frustrados, magoados ou com a atenção 
desviada. O Senhor quer levar-nos a uma 
condição que não nos deixe tão facilmente 
frustrados, deseja dar-nos condições de não 
sermos tão facilmente magoados e firmeza para 
que a nossa atenção não seja tão facilmente 
desviada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 3 
 
MENINICE 
 
Para que não mais sejamos como meninos. 
Efésios 4.14a - ARA 
 
Neste versículo, Paulo está falando a respeito 
dos meninos espirituais. O apóstolo escreveu 
essa carta à Igreja em Éfeso, e sabemos que havia 
pelo menos 12 homens naquela igreja. O texto 
de Atos 19.7 menciona 12 homens, e tenho 
certeza de que havia mais. Quando Paulo disse: 
Para que não mais sejamos como meninos, o 
sentido era que aqueles homens já não seriam 
meninos, espiritualmente falando, mas seriam 
espiritualmente adultos. 
 
As características da etapa infantil do 
desenvolvimento espiritual são semelhantes às 
da etapa física. 
 
Instabilidade 
 
Quando meu filho era um menino de 13 ou 14 
anos, mandei-o cortar a grama no quintal. 
Olhando como ele segurou firme no cortador 
de grama e dedicou-se ao serviço, tive a 
impressão de que a tarefa seria feita em 30 
minutos. Naquele tempo, tínhamos um 
cortador manual, de empurrar. O quintal não 
era grande, e o menino poderia ter cortado toda 
a grama em 45 minutos se tivesse continuado 
sem interrupção. Tive de ir para a cidade a fim 
de tratar de um negócio. Quando voltei, cerca 
de uma hora e meia mais tarde, lá estava o 
cortador, parado no meio do quintal. Depois da 
minha saída, o menino havia feito um só corte, 
de ida e de volta. Comecei a procurá-lo. 
Perguntei à minha esposa onde ele estava. 
 
"Não sei", respondeu. "Ele não foi com você?" 
 
"Não", falei. Olhei para ver se havia alguns 
meninos jogando bola na esquina. Sabia que, se 
houvesse, lá estaria ele. Havia. E ele estava. 
 
Ele era instável. Não se podia depender dele. 
Conforme o ditado tão citado, não se pode 
colocar cabeça de adulto nos ombros de uma 
criança. Não é possível. E o mesmo se aplica 
espiritualmente. 
 
Uma mãe diz à filhinha: "Quero que você lave a 
louça e varra a cozinha. Vou fazer uma visita 
breve à vizinha". A filha começa firme, mas, 
quando a mãe volta, a louça está por lavar, ou 
parcialmente lavada, e, quanto à Maria, ela nem 
pode ser encontrada. A mãe sai e começa a 
chamá-la. Depois de algum tempo, procura 
entre os vizinhos do outro lado da rua, e lá está 
Maria brincando de bonecas com Suzana. 
 
As crianças físicas são instáveis, pouco 
fidedignas, impressionáveis, espasmódicas. As 
espirituais são do mesmo jeito. 
 
Quando um novo pastor visita a igreja, todos 
comparecem. Às vezes, na minha chegada para 
pastorear uma igreja, as pessoas se reuniam ao 
meu redor, davam-me tapinhas nas costas e 
apertos de mão, dizendo: "Irmão Hagin, quero 
que você saiba que estou com você. Estou 100% 
com você. Estou na sua retaguarda". Passavam-
se seis meses sem que eu visse mais sinal delas. 
Nove meses, e ainda não as via. Pensei: "Pois 
bem, estão na minha retaguarda; elas mesmas 
assim disseram". O problema era que estavam 
em uma retaguarda tão distante, tão longe de 
mim, que não tive o mínimo contato com elas. 
Ficaram para trás, a ponto de não servirem para 
coisa alguma. 
 
Depois, como evangelista, fui de igreja em 
igreja, realizando campanhas de reavivamento 
durante vários anos. Nos primeiros cultos, 
algumas pessoas chegavam perto, apertavam-me 
as mãos, abraçavam-me e me diziam: "Louvado 
seja Deus. Estou com você. Creio que essa é a 
grande obra. Teremos um reavivamento e 
tanto". Em seguida, a campanha continuava por 
duas ou três semanas sem voltarmos a ver 
aquelas pessoas. No culto final, do domingo à 
noite, quando o pastor avisava o fim da 
campanha, aquelas pessoas corriam até mim, 
olhavam para o pastor como se este estivesse 
totalmente por fora e diziam: "Ele não vai 
encerrar esse reavivamento, vai?" Mas, quanto a 
elas, esteve encerrado o tempo todo. 
 
Curiosidade 
 
As crianças estão cheias de curiosidade. 
Sabíamos, com absoluta certeza, que, se 
entrássemos na casa, carregando um saco, e o 
colocássemos na mesa da cozinha, nossa 
segunda neta, que tinha cerca de oito anos 
naquela época, estaria imediatamente lá dentro. 
Ela estava cheia de curiosidade. Queria saber o 
que havia lá. 
 
Algumas dessas crianças na dimensão espiritual, 
que nunca realmente cresceram espiritualmente 
- embora tivessem tido tempo e oportunidade - 
tão logo que captam os sussurros de alguma 
fofoca, querem logo saber: "Quem? Quem?" 
Estão cheias de curiosidade. 
 
A curiosidade é a característica da criança. Se a 
proibirmos de olhar em um armário, ela entrará 
lá tão certamente como o mundo existe. 
Curioso! As crianças na dimensão espiritual são 
assim também. Sempre se metem nos negócios 
alheios. A Palavra de Deus nos ensina a cuidar 
dos nossos assuntos. Deus não quer que nos 
intrometamos nos assuntos particulares do 
nosso próximo. Aprenda a calar a boca e cuide 
dos seus interesses. 
 
Estava pastoreando uma igreja quando um dos 
membros quis saber exatamente o que eu fazia 
com o meu dinheiro. 
 
Indaguei-lhe: "O que você faz com o seu?" 
 
Revidou: "Não é assunto seu". 
 
Respondi: "Tampouco considero assunto seu 
aquilo que faço com o meu". 
 
Ele aprendeu a lição. O membro da igreja não 
tem mais direito de mexer com o assunto sobre 
como o pastor gasta seu dinheiro do que o 
pastor tem direito de interferir nas finanças do 
membro da igreja. 
 
A curiosidade é a característica da criança. 
 
Tagarelice 
 
As crianças nunca aprenderam o valor do 
silêncio. São tagarelas. E vemos que pessoas na 
etapa juvenil do crescimento espiritual estão 
quase sempre falando. 
 
Você sabia que a Palavra de Deus tem algo a 
dizer nesse sentido? Ela nos diz: Na multidão de 
palavras não falta transgressão, mas o que 
modera os seus lábios é prudente (Provérbios 
10.19). A voz do tolo [é percebida] da multidão 
das palavras (Eclesiastes 5.3b). Precisamos 
aprender a ficar quietos. A criança não entende 
bem as coisas e, por isso, sempre está 
tagarelando. 
 
Lembro-me de certa ocasião em que meu 
filhinho tinha três anos. Tínhamos ido dormir 
certa noite de domingo depois do culto na 
igreja. Senti-me cansado depois de ter pregado 
duas vezes. Todos nós dormíamos em um único 
quarto grande. O menino estava em uma cama, 
no outro lado do quarto. O bebê estava no 
berço. As luzes estavam apagadas, e ficávamos 
no escuro. 
 
"Papai", sussurrou ele. 
 
Eu ainda não adormecera, mas achava que, se 
fingisse estar dormindo, ele ficaria quieto e iria 
dormir. 
 
"Papai!" Nada respondi. 
 
"Papai!" Nada respondi. "Papai!" 
 
Não falei coisa alguma, mas ele insistia, falando 
cada vez mais alto. Finalmente, minha esposa 
me cutucou e disse, em voz baixa: "Por que 
você não dá uma resposta ao menino?" 
 
Respondi, sussurrando: "Conheço o jeito dele; 
ele vai entrar em uma longa conversa". O 
menino, com três anos, nada sabia a respeito do 
valor do silêncio. Quando começava a falar, não 
havia jeito de aquietá-lo. Minha ideia era que, se 
não lhe respondesse, ele pensaria que estivesse 
dormindo, e calaria a boca. Mas continuava 
falando mais alto. 
 
"Papai, Papai, Papai!". Finalmente, respondi: "O 
que é, filho?" 
 
"Que dia é amanhã?" 
 
Falei: "Oh, fique quieto e vá dormir. É hora de 
dormir". 
 
"Então, que dia é amanhã?" 
 
"É segunda-feira. Agora vá dormir". 
 
"Qual é o dia seguinte?" 
 
"É terça-feira". 
 
"Amanhã é sempre segunda-feira?" 
 
"Não, amanhã não é sempre segunda-feira. 
Quando o amanhã chegar, então amanhã será 
terça-feira". 
 
"Pensei que você tivesse dito que amanhã era 
segunda-feira". 
 
"Ora, era a segunda-feira,mas quando a 
segunda-feira chegar, então, amanhã será terça-
feira". 
 
"Se amanhã é segunda-feira, como poderá ser 
terça-feira?" 
 
"Pois bem, as coisas são assim mesmo". 
 
"Qual é o dia seguinte?" 
 
"É quarta-feira". 
 
"Nunca chegará a ser amanhã?" 
 
"Sim. Agora, fique quieto e vá dormir". 
 
"Qual é o dia seguinte?" 
 
"Quinta-feira". 
 
"Qual é o dia seguinte?" 
 
"Sexta-feira". 
 
"Qual é o dia seguinte?" 
 
"Domingo. É hoje". 
 
"Domingo é sempre hoje?" 
 
"Não, é hoje que é hoje. Quando a segunda-
feira chegar, será hoje". 
 
"Pensei que você tivesse dito que era amanhã". 
 
"Oh, agora você me deixou confuso. Quero que 
fique quieto, e, se você não ficar, vou levantar-
me e dar-lhe umas chineladas". 
 
Assim como as crianças físicas, quem é 
espiritualmente criança nunca aprendeu o valor 
do silêncio. Precisamos tomar cuidado com 
aquilo que dizemos. 
 
Havia alguém que se chamava Pai Nash, que 
chegava antes de Charles Finney nos locais 
programados para os reavivamentos deste, e 
reunia umas poucas pessoas para orarem em 
favor da campanha. Alguém perguntou a 
Finney, certa vez: "Você conhece um pregador 
baixinho com o nome de Pai Nash?" 
 
Finney respondeu: "Conheço. Ele vai antes do 
dia marcado e ora em prol do reavivamento. 
Nada combinei com ele. Ele simplesmente age 
por conta própria". 
 
"Que tipo de pessoa é ele?", foi a pergunta 
seguinte. 
 
"Pois bem", disse Finney, "ele é exatamente 
como qualquer um que ora - é um homem de 
poucas palavras". 
 
As pessoas que falam o tempo todo, 
geralmente, incorrem em, pelo menos, três 
pecados. Frequentemente, são culpadas de 
maledicência - de comentar e debater os 
defeitos e as faltas de outras pessoas que estão 
ausentes. Muitas vezes, são culpadas de falar 
vaidades, pois sempre falam a respeito de si 
mesmas: o que fizeram, o que farão, para onde 
já viajaram etc. Em geral, são culpadas de falar 
tolices como piadas, anedotas e outras coisas 
que para nada se aproveitam. 
 
1. Maledicência - Comentar e debater os 
defeitos e as faltas de outras pessoas que estão 
ausentes. 
 
Não demoraremos muito tempo nesse lado 
negativo do crescimento, embora ele precise ser 
examinado aqui, e passaremos para o lado 
positivo. 
 
Estava realizando uma campanha de 
reavivamento em Oklahoma quando meu filho 
estava com uns 12 anos. Ele tinha quatro dias de 
recesso escolar, e, por isso, fui de carro para o 
Texas e o levei para passar aqueles dias comigo. 
Visto que eu ficava quase sempre longe de casa 
nessas viagens, não passava muito tempo com 
meu filho. Em Oklahoma, estávamos 
hospedados na casa pastoral com o pastor e sua 
esposa. 
 
Certo dia, à mesa das refeições, o pastor 
começou a falar a respeito de alguns membros 
da igreja, expondo alguns dos defeitos e falhas 
deles. Notei que meu filho ficou olhando para 
ele fixamente. 
 
Finalmente, falei ao pastor na casa dele: "Irmão, 
eu gostaria que você não falasse assim na frente 
do meu filho". 
 
O pastor olhou para mim, um pouco espantado. 
 
Falei: "Seria até preferível você xingar na frente 
dele. Tal coisa não teria efeito sobre ele, pois 
não prestaria a mínima atenção. Mas, durante os 
12 anos do meu pastorado, ele sempre achava 
que todo e qualquer membro que já tivemos 
era um anjo". 
 
Não eram anjos; eram como os membros da 
igreja daquele pastor. Ken, porém, achava que 
brotavam asas em todos eles; não sabia que 
apenas se tratava das omoplatas que se 
salientavam. Ele nunca ouviu seus pais falarem 
uma palavra contra qualquer diácono, professor 
ou superintendente da escola dominical ou 
membro da igreja. 
 
Devemos tomar cuidado com aquilo que 
dizemos perto das crianças e de outras pessoas 
também. 
 
Lembro-me de certa alma querida. Deus a 
abençoe! Todas as vezes que aceitávamos 
pedidos para oração, ela dizia: "Orem por 
Fulano", e dava o nome do marido. Ele vinha 
com ela de vez em quando, e, mesmo na 
presença dele, ela nem parava para pensar, mas 
se levantava e dava o nome dele. 
 
Aquele homem simpatizava comigo, e eu o 
visitava. Falávamos a respeito da Bíblia. Para 
dizer a verdade, ele conhecia a Bíblia muito 
melhor do que ela. E, conversando com ele, 
fiquei sabendo algumas coisas. Entendi em que 
assunto a mulher estava por fora. Procurei falar 
com ela sobre isso, mas tudo foi em vão. 
 
E assim, certa quarta-feira à noite, quando não 
havia pessoas de fora na reunião, e quando ela 
disse: "Orem por Fulano", respondi: "Irmã, não 
vamos fazer isso". 
 
Repreendi-a diretamente do púlpito, dizendo: 
"Não vamos fazer nada disso. Não faça mais 
qualquer pedido de oração em favor dele. Já 
oramos, mas você desfaz todas as nossas 
orações. Você vai correndo para casa ao sair da 
igreja, todas as vezes que alguma mulher olha 
para você com um pouco de despeito (segundo 
você imagina), e conta ao seu marido que 
aquela é uma mulher horrorosa. Se o pregador 
não fala exatamente segundo o seu gosto, você 
corre para casa e diz ao seu esposo que o pastor 
é ruim. Eu sei. Já falei com ele. Ele não poderia 
saber coisa alguma a respeito daquilo que 
acontece aqui na igreja do que qualquer 
membro sabe. Você corre para casa e conta-lhe 
tudo o que ocorre - e muitas coisas que nunca 
sucederam. Você faz uma mistura requentada 
de todas as falhas, culpas e insuficiências de cada 
pessoa aqui. Enquanto você proceder assim, vai 
subverter os efeitos das nossas orações". 
 
Acabei dando valor àquela alma querida. Ela 
tinha o bom senso suficiente para endireitar-se. 
Aquela mulher tornou-se uma crente 
esplêndida, e o marido foi salvo. Lidei com ela 
de uma maneira que parecia severa, mas ela 
aceitou a correção. Não era totalmente 
ignorante. As pessoas que possuem um pouco 
de cérebro conseguem perceber quando 
estamos dizendo a verdade. Algumas pessoas 
não conseguem entender as coisas, e precisamos 
ajudá-las da melhor maneira possível. 
 
2. Falar vaidades - Sempre falar a respeito de 
si mesmo. 
 
Às vezes, quase fico doente quando vou à igreja. 
Todos os cânticos dizem respeito àquilo que 
"eu" fiz, que "eu" senti, e que "me" aconteceu. 
Há pouca adoração ao Senhor. Não estranho 
por que Deus não atua em nosso meio tanto 
quanto poderia. A Bíblia diz em Atos 13 a 
respeito do grupo em Antioquia: E, servindo 
eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo 
(v. 2a). Não estavam servindo a si mesmos, mas 
ao Senhor. 
 
Se conseguirmos ser suficientemente humildes e 
dedicados, Deus poderá usar-nos. Realmente, 
não gosto da ideia de deixarmos a impressão de 
sermos algo grandioso e impressionante. Nada 
há de errado em contar como Deus está usando 
as pessoas e em alegrar-nos com aquilo que Ele 
está fazendo, mas já frequentei reuniões nas 
quais os responsáveis ficavam elogiando uns aos 
outros na carne, a ponto de realmente me 
causar náuseas. 
 
Graças a Deus por Suas bênçãos. Tomemos o 
cuidado de não nos ocuparmos com conversas 
vãs! 
 
3. Falar tolices 
 
Ter um jeito amistoso é bom. Nada há de 
errado em contar algo engraçado de vez em 
quando. No entanto, existe a possibilidade de 
dedicarmos uma parte grande demais do nosso 
tempo a isso. A Bíblia fala algo sobre as piadas e 
anedotas inconvenientes. Não diz que são 
necessariamente pecado, mas que não são 
convenientes. 
 
EFÉSIOS 5.4 
Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, 
que não convêm; mas, antes, ações de graças. 
 
Certa ocasião, estava realizando uma campanha 
de reavivamento a pedido de certo obreiro, 
pessoa excelente. Tenho-o em alta estima. 
Ficou consideravelmente transformado. Mas 
nunca vi um homem tão cheio de piadas como 
ele naqueles tempos. Realizávamos dois cultos 
por dia, e, cada vez que eu o via, ele me contava 
uma piada diferente. Não posso imaginar como 
ele se lembrava delas. Contava-me pelo menos 
três totalmente novas por dia. Na hora do culto 
da manhã, do culto da noite e donosso lanche 
depois dos cultos, ele tinha outra piada para 
mim; às vezes, várias delas. 
 
Geralmente, cito os versículos bíblicos de cor 
enquanto prego, e, certa vez, quando estávamos 
comendo fora, ele disse: "Bem que gostaria de 
saber de cor os versículos bíblicos como você". 
 
Respondi: "Você conseguiria, se dedicasse a eles 
o tempo que dedica às piadas. Como você se 
lembra das anedotas? Não consigo lembrar-me 
delas. Procuro repetir algumas e deixo tudo 
embaralhado". 
 
O importante era que eu não me interessava por 
elas. 
 
Não vá dizer, porém, que falei que é pecado 
contar algo engraçado. Não falei isso. Só disse 
que é errado colocar tais coisas em primeiro 
lugar e ir falando incessantemente, à toa, 
deixando Deus de fora. Estou falando das coisas 
que tendem a ser um empecilho para nosso 
crescimento espiritual. Jamais poderemos 
crescer espiritualmente enquanto nos 
alimentarmos somente com coisas assim e 
comentarmos sobre elas com os outros. 
 
Sou pregador e tenho mais convívio com 
pastores do que a maioria das pessoas. É fato 
estranho, mas, às vezes, ao procurar comunhão 
com outros ministros, não é possível achar 
muitos deles com os quais se pode realmente 
conversar a respeito de assuntos espirituais. 
Realizei campanhas de reavivamento em muitas 
igrejas do Evangelho Pleno e um grande 
número dos pregadores quer conversar a 
respeito da pesca e da caça, ou de quanto gado 
possuem na fazenda, ou quantas casas ou outros 
bens imóveis eles têm. Acho que nada há contra 
a pesca, nem contra a caça. Nada nos proíbe de 
possuirmos imóveis. Estou contente que 
aqueles pregadores tenham tudo isso. Mas, se 
procurarmos mencionar as coisas de Deus e 
tentarmos ir além do nível superficial, eles nos 
olham como se estivéssemos loucos. 
 
Felizmente, há muitas pessoas que não são 
assim, mas há um número demasiadamente 
grande daquelas que são dessa forma. Não será 
possível crescermos espiritualmente se 
dedicarmos nosso tempo às conversas a respeito 
das coisas naturais. 
 
 
Capítulo 4 
 
VARONILIDADE 
 
Existem muitas características bíblicas da etapa 
madura da espiritualidade. De fato, esse livro 
visa a examinar esse homem espiritual. Três das 
características dele que consideraremos são as 
seguintes: 
 
1. Estimar pouco as coisas da Terra. 
2. Ser insensível diante da censura ou do 
louvor. 
3. Ter a habilidade para reconhecer que 
Deus está operando. 
 
Estimar pouco as coisas da Terra 
 
Pela fé, Moisés, sendo já grande, recusou ser 
chamado filho da filha de Faraó, escolhendo, 
antes, ser maltratado com o povo de Deus do 
que por, um pouco de tempo, ter o gozo do 
pecado; tendo, por maiores riquezas, o vitupério 
de Cristo do que os tesouros do Egito; porque 
tinha em vista a recompensa. 
Hebreus 11.24-26 
 
Moisés, quando já homem feito, recusou ser 
chamado filho da filha de Faraó. 
 
Pense naquilo que Moisés recusou. Ele viu uma 
diferença entre o povo de Deus e o do mundo 
(o Egito tipifica o mundo). No mundo, ele era 
filho da filha do Faraó, um possível herdeiro do 
trono. Tinha honrarias, riquezas e prestígio. 
Possuía as coisas que a terra e o mundo podiam 
oferecer. Mesmo assim, considerou o opróbrio 
de Cristo por maiores riquezas do que os 
tesouros do Egito. Herdeiro dos tesouros do 
Egito, preferiu o opróbrio. 
 
Uma das características de ficar espiritualmente 
adulto é estimar pouco as coisas da Terra. Não é 
possível colocarmos os assuntos terrestres acima 
dos espirituais, e ainda crescermos 
espiritualmente. 
 
Deus quer que Seus filhos prosperem e possuam 
as coisas boas da vida. Ele disse em Sua Palavra: 
Se quiserdes, e ouvirdes, comereis o bem desta 
terra (Isaías 1.19). O Senhor não quer, porém, 
que coloquemos tais coisas em primeiro lugar. 
 
Há pessoas que se interessam mais pelo dinheiro 
que podem ganhar do que pelo servir a Deus. 
Para sermos espirituais, os assuntos espirituais 
devem ficar em primeiro lugar. 
 
Devemos estimar as coisas espirituais mais do 
que as riquezas, o dinheiro e as coisas terrestres. 
 
Não, não é pecado possuir dinheiro; é pecado o 
dinheiro possuir você. É errado quando ele se 
torna o seu soberano, o seu mestre. 
 
Deus quer que prosperemos. 
 
JOÃO 2 - ARA 
Amado, acima de tudo, faço votos por tua 
prosperidade e saúde, assim como é próspera a 
tua alma. 
 
Há referência aqui à prosperidade financeira, 
física e espiritual. Olhemos de novo: Amado, 
acima de tudo, faço votos tua prosperidade 
[material] e saúde [física], assim como é 
próspera a tua alma [espiritual]. 
 
O primeiro salmo é tão belo e deixa muito claro 
que Deus deseja que prosperemos. 
 
SALMO 1.1-3 
Bem-aventurado o varão que não anda segundo 
o conselho dos ímpios, nem se detém no 
caminho dos pecadores, nem se assenta na roda 
dos escarnecedores. 
Antes, tem o seu prazer na lei do SENHOR, e 
na sua lei medita de dia e de noite. 
Pois será como a árvore plantada junto a 
ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na 
estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo 
quanto fizer prosperará. 
 
O Senhor deseja que prosperemos. 
 
Nossa necessidade, no entanto, é avaliar as 
coisas conforme devem ser examinadas - 
apreciar pouco as coisas da Terra - e pôr os 
assuntos mais importantes em primeiro lugar. 
 
Todos acham que o pregador deve ser assim. Se 
um pastor aceita uma igreja maior onde recebe 
um pagamento melhor, as pessoas pensam: "Ele 
ficou com aquela igreja a fim de ganhar mais". 
Elas, porém, não teriam a mínima hesitação em 
aceitar um emprego com um salário melhor, e, 
por esse motivo, sair de mudança, deixando para 
trás uma boa igreja espiritual, passando para 
uma que as desviaria. 
 
Há muitos anos, estava conversando com um 
conhecido. Fui a negócios para a cidade onde 
ele morava e encontrei-o na rua. Foi naqueles 
tempos distantes da Grande Depressão. Ele tinha 
um bom emprego, ganhava bem, mas alguém 
lhe oferecera um emprego com um aumento 
salarial de 50 dólares por mês. Não parece ser 
uma soma grande nos dias de hoje, mas, 
naqueles dias difíceis da Depressão, era bastante 
dinheiro. Conhecia muitos homens com 
famílias para sustentar, cujo salário mensal não 
chegava a esse valor. O homem a quem me 
refiro já ganhava bem, mas lhe ofereceram um 
emprego em outra cidade, com 50 dólares a 
mais do que já ganhava. 
 
Ele disse: "Você sabia que vou de mudança para 
a cidade X?" 
 
Era membro de uma igreja do Evangelho Pleno, 
e eu sabia que não havia, na cidade para onde 
ele ia, igreja do Evangelho Pleno. 
 
Perguntei, então: "Que tipo de igreja há naquela 
cidade?" 
 
Ele estranhou: "O que você quer dizer?" 
 
Perguntei: "Há ali uma igreja do Evangelho 
Pleno?" 
 
Falou: "Não sei, nem pensei a respeito". 
 
Observei: "Não, você está interessado 
simplesmente no aumento salarial. Mas, espere 
aí! Eu o conheci antes que você viesse para o 
meio pentecostal. Sei que você gastou todo o 
seu dinheiro com a doença de sua esposa. Os 
médicos pensavam que ela tinha câncer no 
estômago. Mas, quando recebeu o batismo com 
o Espírito Santo, foi curada sem que ninguém 
orasse por ela, e agora pode comer tudo o que 
quer. Sei também que você tem gastado 
milhares de dólares com um de seus garotos por 
problemas físicos, mas, desde que você se 
mudou para onde a cura divina é ensinada, o 
garoto tem gozado de boa saúde". 
 
Ele concordou: "Sim, é certo". 
 
Prossegui: "Sei que não há igreja do Evangelho 
Pleno naquela cidade". 
 
A situação teria sido diferente se ele estivesse 
pensando em ir para lá a fim de começar uma 
igreja assim, mas ele não tinha capacidade para 
isso. 
 
Ele admitiu: "Sabe, nem pensei nisso". 
 
Falei: "Não, você tiraria sua família de uma 
igreja boa, onde o Evangelho é pregado, onde 
vocês receberam bênçãos sem medida, tanto 
físicas quanto espirituais, por um aumento de 
50 dólares. Não voudizer-lhe que deve ou não 
ir, mas vou pedir-lhe que ore a respeito". 
 
Na outra ocasião em que me encontrei com ele, 
disse: "Não irei mesmo. Creio que não vale a 
pena". 
 
Certo casal foi para uma campanha de 
reavivamento que dirigi em Dallas. A mãe da 
esposa, uma senhora que já partira para estar 
com o Senhor, pertencera a uma igreja que eu 
pastoreara alguns anos antes. Havia sido uma 
cristã maravilhosa e uma grande bênção para 
minha esposa e para mim, quando éramos um 
jovem casal com filhos pequenos. 
 
Desde o início, eu sabia que aquela mulher que 
se dirigiu para a campanha não era cristã. Ela 
visitava a mãe, e esta dizia que a filha não era 
salva. Posteriormente, porém, a filha fora salva, 
recebeu o Espírito Santo e passou a frequentar 
uma igreja independente do Evangelho Pleno - 
uma igreja excelente - e estava progredindo nos 
assuntos de Deus. 
 
Perguntei, portanto: "Qual a igreja que você 
frequenta agora?" 
 
Ela disse: "Oh, não frequento uma igreja". 
 
"O que é isso? Pensei que você era membro 
da...", e mencionei determinada igreja. 
 
"Oh, nem mesmo existe uma igreja lá. Ficou 
fechada por algum tempo. Depois, alguém a 
adquiriu. Nosso pastor desviou-se e deixou de 
pregar. Não frequentamos uma congregação, só 
visitamos uma ou outra. Enquanto você estiver 
aqui, viremos para cá". 
 
Perguntei: "Onde vocês entregam o dízimo?" 
 
"Oh, deixamos de entregá-lo. Dávamos o 
dízimo, mas paramos. Dávamos ao nosso pastor, 
mas ele se desviou". 
 
Falei: "Não há proveito em vocês se desviarem 
somente porque ele o fez". Não sei se gostaram 
disso ou não, mas continuei: "Vocês precisam 
afiliar-se a alguma igreja, trabalhar na causa de 
Deus e adorar o Senhor. ‘Pedra que rola não cria 
limo', conforme diz o ditado". 
 
Precisamos uns dos outros. Necessitamos do 
convívio uns dos outros. 
 
Alguém disse: "Oh, irmão Hagin, posso ficar em 
casa e ser um cristão tão bom quanto qualquer 
outro". 
 
Não é possível. A Bíblia diz: Não deixando a 
nossa congregação, como é costume de alguns; 
antes, admoestando-nos uns aos outros; e 
tanto mais quanto vedes que se vai 
aproximando aquele Dia (Hebreus 10.25). 
 
Estamos vendo que aquele dia se aproxima - a 
vinda do Senhor. Precisamos um dos outros. 
Precisamos crescer. Necessitamos estimar pouco 
as coisas da Terra e pôr Deus em primeiro lugar. 
 
Não vamos à igreja porque estamos 
apaixonados pelo pastor ou pela esposa dele, ou 
pelo professor da escola bíblica. Devemos ir 
porque amamos a Deus e queremos adorá-lO. 
 
As pessoas, às vezes, deixam seus filhos longe de 
Cristo por não colocarem os assuntos mais 
importantes em primeiro lugar. Os filhos 
crescem fisicamente, mas distanciam-se de 
Deus, porque foi colocado diante deles o 
exemplo errado. 
 
Estávamos visitando os parentes da minha 
esposa em Sherman, Texas, na época do Natal, 
quando minha filha tinha apenas seis anos. O 
Natal caiu em um sábado. O dia seguinte era 
um domingo. Eu tinha sido escalado para pregar 
em um lugar a quase 1OOkm de distância. 
Chovia e fazia um tempo desagradável. Ao 
sairmos, a chuva era intensa. 
 
Naquela manhã de domingo, minha sogra disse: 
"Vou ficar com Patrícia. Deixe-a aqui. Ela está 
com uma tosse rouca e parece que está um 
pouco febril". 
 
Respondi: "Não, não vamos deixá-la aqui. Já 
oramos com fé em Deus. Além disso, quando 
viajamos para cá ontem, ela estava com a 
mesma tosse rouca. Na realidade, ela já 
melhorou muito hoje. Se não a levarmos à 
escola bíblica dominical e ao culto hoje de 
manhã, deixaremos uma criança de seis anos 
com a impressão de que é mais importante o 
almoço de Natal com a vovó do que ir à igreja 
no domingo da manhã, e não é essa a minha 
crença.” 
 
Você percebe como as pessoas perdem os seus 
filhos e, como eles, ao crescerem, desviam-se da 
igreja? 
 
Não basta apenas mandá-los. A Bíblia diz: 
Instrui o menino no caminho em que deve 
andar, e, até quando envelhecer, não se desviará 
dele (Provérbios 2.6). 
 
F. F. Bosworth disse: "Algumas pessoas ficam 
perguntando a si mesmas por que não 
conseguem ter fé para obter a cura. Alimentam 
o corpo com três boas refeições por dia, e o 
espírito, com um só lanche frio por semana". 
 
Resolva em seu coração que colocará as 
questões espirituais em primeiro lugar. As coisas 
mais importantes devem ter a primazia. Não dê 
extremo valor aos assuntos terrenos, mesmo 
em se tratando dos próprios parentes. Coloque 
Deus acima deles, acima da vida do próprio eu. 
Você será abençoado espiritualmente e passará 
muito bem fisicamente - tanto você quanto a 
sua família. 
 
Ser insensível diante da censura ou do 
louvor 
 
Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser 
julgado por vós ou por algum juízo humano; 
nem eu tampouco a mim mesmo me julgo. 
Porque em nada me sinto culpado; mas nem 
por isso me considero justificado, pois quem 
me julga é o Senhor. 
1 Coríntios 4.3,4 
 
Paulo crescera na maturidade de tal maneira que 
procurava ser aceitável a Deus somente. Não era 
influenciado nem afetado por aquilo que os 
outros pensavam dele. Não se deixou escravizar 
por quem quer que seja. Não se tratava de uma 
independência carnal, mas de uma santa 
dignidade. 
 
A lei do amor o dominava. Ele não ficava 
facilmente envaidecido, nem era irritável, 
tampouco ressentido. Seu espírito - onde o 
amor de Deus era derramado dominava-o. 
 
Os cristãos imaturos ficam melindrados ou 
envaidecidos. Se forem criticados - mesmo que 
seja só na imaginação deles - ficam inquietos, 
pouco à vontade e cheios de compaixão por si 
mesmos. Por outro lado, se alguém presta 
atenção a eles e os aprecia, sentem-se enlevados 
e cheios de importância. 
 
Os cristãos infantis têm consciência de si 
mesmos e daquilo que os outros pensam a 
respeito deles. Por isso, estão agitados de um 
lado para outro (Efésios 4.14b - ARA) em seu 
esforço infantil de conseguir a popularidade. 
 
O cristão maduro tem consciência de Deus e a 
percepção daquilo que a Palavra de Deus diz a 
respeito dele e a ele. Posto que pode testificar 
com Paulo: A mim mui pouco se me dá de ser 
julgado por vós ou por algum juízo humano (1 
Coríntios 4.3a), ele tem a liberdade de andar 
segundo suas convicções e expressá-las. 
 
Ele se encaixa na descrição dada em 1 Coríntios 
13.5 (versão Ampliada): Não se conduz 
inconvenientemente; não é arrogante, nem 
insuflado de orgulho. Não é irritável, queixoso 
ou ressentido. Não leva em conta o mal 
praticado contra ele; não presta atenção a uma 
injustiça sofrida. 
 
Ter a habilidade para reconhecer que Deus 
está operando 
 
Um dos melhores exemplos dessa característica 
espiritual é José. 
 
Você se lembra, decerto, que ele viu em sonhos 
certos acontecimentos, e seus irmãos ficaram 
com ciúmes dele. Iam matá-lo, mas venderam-
no como escravo. José foi levado para o Egito e, 
depois de algum tempo, teve de ficar firme e 
resistir às vontades da esposa do seu senhor. 
Com isso, foi lançado ao cárcere e passou sete 
anos naquela prisão. 
 
A maioria das pessoas teria sido tomada pela 
amargura e diria: "Deus me abandonou depois 
de sete anos". 
 
Em seguida, interpretou um sonho de outro 
encarcerado - o copeiro do Faraó - no qual 
vislumbrou que, dentro de três dias, ele (o 
copeiro) seria libertado e restaurado ao seu 
cargo. José pediu que aquele homem levasse o 
caso dele ao Faraó, depois de sair do cárcere. O 
copeiro foi perdoado, conforme José predissera, 
mas esqueceu-se de José. Passaram-se mais dois 
anos antes de José sair de lá. 
 
No decurso dos dois anos, a maioria das pessoas 
se entregaria ao sofrimento e diria: "As coisas 
são assim. Procuramos ajudar as pessoas, e elas 
não nos querem ajudar". 
 
Finalmente, porém, chegou a hora de José ser 
tirado do cárcere. No fim, foi nomeado 
primeiro-ministro do Egito. 
 
Um período de fome na terra de origem de José 
levou o pai destea enviar os filhos (irmãos de 
José) ao Egito para procurar alimentos. Tinham 
de comparecer diante de José por este ser o 
primeiro-ministro. 
 
Eles não reconheceram José, mas este os 
reconheceu; eram os mesmos que o haviam 
vendido como escravo. Não lhes revelou sua 
identidade, mas perguntou: Vosso pai, o velho 
de quem falastes, está bem? Ainda vive? 
(Gênesis 43.27). Responderam que estava com 
boa saúde. 
 
Benjamim não estava com eles. Por isso, José 
lhes disse: Nisto sereis provados: pela vida de 
Faraó, não saireis daqui senão quando vosso 
irmão mais novo vier aqui (Gênesis 42.15). 
Voltaram e contaram ao pai: Fortemente nos 
protestou aquele varão, dizendo: Não vereis a 
minha face, se o vosso irmão não vier convosco 
(Gênesis 43.3). 
 
Coitado do velho Jacó! Não sabia que tudo isso 
vinha da parte de Deus. José já havia ido e, 
naquele momento, queriam levar Benjamim. 
Pensava que tudo estava contra ele. Mas não era 
assim. Tudo concorria para o bem dele, só que 
ele não sabia disso. Quem está com fome está 
disposto a tudo; por isso, Benjamim acabou 
indo com eles. Ao chegarem lá, José lhes 
ofereceu um banquete e revelou: Eu sou José 
(Gênesis 45.3). 
 
Sabe o que aconteceu? 
 
Todos aqueles homens ficaram boquiabertos! 
Fora exatamente isso que José vira em seu 
sonho - seus irmãos prostrando-se diante dele. 
 
Realmente, aquela seria uma oportunidade 
magnífica para muitas pessoas, que não 
possuem maturidade espiritual e ainda estão na 
etapa da primeira infância, encherem-se de 
vaidade. Teria sido uma situação perfeita para 
José dizer presunçosamente: "Está bem, rapazes, 
deem uma boa olhada para mim. Vocês se 
lembram daqueles sonhos que tive? Acabam de 
ser realizados!" 
 
José, todavia, era magnânimo - tinha grandeza 
de alma. Ele disse, com efeito: Agora, pois, não 
vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos 
por me haverdes vendido para cá; porque, para 
conservação da vida, Deus me enviou diante da 
vossa face. Porque já houve dois anos de fome 
no meio da terra, e ainda restam cinco anos em 
que não haverá lavoura nem sega. Pelo que 
Deus me enviou diante da vossa face, para 
conservar vossa sucessão na terra e para 
guardar-vos em vida por um grande livramento 
(Gênesis 45.5,7). 
 
Quando conseguimos enxergar Deus operando 
em todas as coisas, podemos regozijar-nos em 
tudo o que acontecer! 
 
 
 
 
 
 
 
PARTE II 
 
Capítulo 5 
 
ANDANDO COM SEU PAI 
 
Por isso, vos digo: não andeis cuidadosos 
quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer 
ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao 
vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a 
vida mais do que o mantimento, e o corpo, 
mais do que a vestimenta? Olhai para as aves do 
céu, que não semeiam, nem segam, nem 
ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as 
alimenta. Não tendes vós muito mais valor do 
que elas? E qual de vós poderá, com todos os 
seus cuidados, acrescentar um côvado ã sua 
estatura? E, quanto ao vestuário, porque andais 
solícitos? Olhai para os lírios do campo, como 
eles crescem; não trabalham, nem fiam. E eu vos 
digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua 
glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se 
Deus assim veste a erva do campo, que hoje 
existe e amanhã é lançada no forno, não vos 
vestirá muito mais a vós, homens de pequena 
fé? Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que 
comeremos ou que beberemos ou com que nos 
vestiremos? (Porque todas essas coisas os 
gentios procuram.) Decerto, vosso Pai celestial 
bem sabe que necessitais de todas essas coisas; 
Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua 
justiça, e todas essas coisas vos serão 
acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia 
de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de 
si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. 
Mateus 6.25-34 
 
Esse é um trecho maravilhoso das Escrituras. 
Mas, por enquanto, quero que você preste 
atenção a duas frases específicas no texto: Vosso 
Pai celestial bem sabe que necessitais de todas 
essas coisas (v. 32b) e Vosso Pai celestial as 
alimenta (v. 26b). 
 
Não há referência aqui aos pecadores 
(descrentes), porque Ele não é o Pai Celestial 
dos pecadores. Do jeito que algumas pessoas 
falam, parece que todos nós somos filhos de 
Deus, o Senhor é Pai de todos nós, e somos 
irmãos uns dos outros. Mas não é assim. O 
diabo é pai de algumas pessoas. 
 
Jesus disse àquelas pessoas mais religiosas 
daqueles dias: Vós tendes por pai ao diabo e 
quereis satisfazer os desejos de vosso pai (João 
8.44a). Ele não disse que o nosso Pai Celeste era 
pai deles, mas falou que o diabo era. 
 
No entanto, embora tenhamos nascido de 
novo e nos tornado filhos de Deus, creio que, 
muitas vezes, não temos intimidade profunda 
com o nosso Pai. Nosso tema é crescer - crescer 
na maturidade espiritual. Precisamos 
amadurecer mediante o conhecimento íntimo 
do nosso Pai Celeste. 
 
Quando ensinei a respeito desse assunto, no 
leste do estado do Texas, certa mulher me disse: 
 
"Irmão Hagin, faz 11 anos que estou salva. Desde 
a minha salvação, sempre amei Jesus. Mas, não 
sei por quê, não conheço o Pai tão 
intimamente como deveria. Depois de você ter 
ensinado nesse sentido, no entanto, fiquei 
conhecendo bem o meu Pai Celeste. E vou 
mesmo amá-lO até a morte". 
 
Foi essa a expressão empregada por ela. 
 
Nenhuma verdade em toda a Bíblia tem um 
alcance tão amplo quanto o fato bendito de 
que, se todos nascemos de novo e entramos na 
família de Deus, Ele é nosso Pai e tem cuidado 
de nós. 
 
Ele Se interessa por nós. E quero dizer mesmo: 
cada um de nós, não apenas como grupo, 
Corpo ou Igreja. Ele Se interessa por Seus filhos, 
um por um, e os ama com o mesmo amor. 
 
Na realidade, no texto bíblico de Mateus, Jesus 
estava pregando aos judeus. Mesmo assim, 
exatamente uma das razões por que eles não O 
compreendiam era que Ele Se referia a Deus 
como Seu Pai. Esforçava-Se para apresentar a 
eles um Pai Celestial bondoso e amoroso. Não 
conseguiam entender aquele tipo de Deus. Sua 
mensagem era: Porque Deus amou o mundo de 
tal maneira que deu o seu Filho unigênito 
(João 3.16a). Mas eles não conseguiam 
entender isso. 
 
A Antiga Aliança era a da lei do pecado e da 
morte. Era a lei de "olho por olho, dente por 
dente". Você fura meu olho, e eu furo o seu. 
 
Era a Lei segundo a qual Deus exigia, sob 
ameaça de um castigo terrível, amor e outros 
sentimentos. As pessoas não conseguiam 
cumprir a Lei, porque suas naturezas não 
tinham sido transformadas. Por isso, Deus 
estabeleceu o sacerdócio levítico, mediante o 
qual o sangue dos animais podia ser derramado 
para cobrir os pecados delas, a fim de poderem 
ser consideradas justas aos Seus olhos, e 
abençoadas por Ele. Os pecados do povo 
podiam ser confessados sobre a cabeça de um 
bode expiatório. O bode era, então, levado ao 
deserto, onde era solto. O julgamento caía lá 
fora, em vez de ficar sobre o povo, que tinha 
sido criado nessa atmosfera dura e severa de 
justiça. 
 
Quando Deus deu a Moisés as tábuas de pedra 
da Lei, fogo e fumaça pairavam sobre o monte. 
Se até mesmo um animal tocasse no monte, 
seria traspassado por uma espada. 
 
No Antigo Testamento, depois de terem 
construído primeiro o tabernáculo e, em 
segundo lugar, o templo, eles não O conheciam 
como Deus Pai. Conheciam-nO como Elohim, 
ou Jeová. Não O conheciam pessoalmente. Não 
tinham comunhão pessoal com Ele. Sua 
presença era mantida fechada no Santo dos 
Santos. Era necessário que todo homem de 
Israel, pelo menos uma vez por ano, subisse ao 
templo em Jerusalém para se apresentar diante 
de Deus. Era ali que Ele ficava. Mesmo assim, as 
pessoas não ousavam entrar na presença dEle. 
 
Ninguém entrava em Sua Presença, senão o 
sumo sacerdote e, mesmo ele, somente com 
grandes precauções. Se, pois, alguém entrasse 
naquele local da maneira errada, conforme 
alguns faziam, caía morto instantaneamente. O 
sumosacerdote, depois de oferecer sacrifício 
pelo sangue de animais em favor dos próprios 
pecados e dos pecados do povo, podia entrar no 
Santo dos santos e receber expiação pelas 
transgressões de todos, empurrando-as para o 
futuro, por assim dizer. 
 
Os judeus haviam sido criados nessa atmosfera 
dura e severa. Não era de se admirar que, 
quando Jesus apareceu para lhes apresentar um 
Pai amoroso e bondoso, não tenham 
conseguido compreender. 
 
Lastimo dizer, no entanto, que não eram 
somente aqueles judeus que estavam naquela 
situação; infelizmente, é essa a situação dos 
filhos e das filhas do Deus Onipotente hoje em 
dia. Jamais, realmente, conheceram Deus como 
Pai. 
 
Eis, a seguir, algumas considerações de Jesus a 
respeito do Pai: E, naquele dia, nada me 
perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo 
que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu 
nome, ele vo-lo há de dar (João 16.23). 
 
Pois o mesmo Pai vos ama, visto como vós me 
amastes e crestes que saí de Deus (João 16.27). 
 
Não vos assemelheis, pois, a eles, porque vosso 
Pai sabe o que vos é necessário antes de vós lho 
pedirdes. Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, 
que estás nos céus, santificado seja o teu nome 
(Mateus 6.8,9). Note a grande ternura disso: 
"Pai nosso..." 
 
Gosto do que Paulo disse ao orar em favor da 
Igreja em Éfeso. Começou assim a sua oração: 
Por causa disso, me ponho de joelhos perante o 
Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a 
família nos céus e na terra toma o nome 
(Efésios 3.14,15). 
 
Gosto de fazer assim! Gosto de ficar de joelhos 
e repetir aquelas palavras de Paulo: "Por esta 
causa, ponho-me de joelhos diante do Pai de 
nosso Senhor Jesus Cristo, de quem toma o 
Nome toda família, tanto no céu como na 
terra". Assim, tudo se torna muito real. Dessa 
maneira, nada há de atmosfera religiosa severa. 
Não se trata da religião. Não tem 
absolutamente nada a ver com a religião. 
 
Algumas pessoas dizem: "Você tem religião?" 
 
Não tenho coisa alguma disso, graças a Deus! 
Não quero religião. No caso da religião, trata-se 
de Deus, mas, na família cristã, trata-se de Pai. 
 
Talvez, Seu Nome seja Deus para o pecador, mas 
para mim é Pai. Por causa disso, me ponho de 
joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus 
Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra 
toma o nome. Trata-se, agora, do Pai com Sua 
família! Estamos na família de Deus. Não 
importa a que igreja você pertence - o 
importante é a família da qual você faz parte. 
 
Conhecendo-O por meio da Palavra 
 
Sinto-me feliz porque estou na família do 
Senhor. Quero conhecer melhor o meu Pai, 
você quer também? Quero mais convívio 
estreito com Ele, você quer também? Podemos, 
graças a Deus! 
 
Como? Como podemos saber mais a respeito 
do nosso Pai e conhecê-lO melhor? 
 
Gosto de uma coisa que Smith Wigglesworth 
disse: "Não posso compreender Deus pelos 
meus sentimentos. 
 
Compreendo Deus Pai por meio daquilo que a 
Palavra diz a respeito dEle. Ele é tudo o que a 
Palavra diz que Ele é. Conheça o Pai mediante a 
Palavra". 
 
É na Palavra que sabemos a respeito dEle, do 
Seu amor, da Sua natureza, de como Ele tem 
cuidado de nós, de como Ele nos ama. Jesus 
disse: Nem só de pão viverá o homem, mas de 
toda a palavra que sai da boca de Deus (Mateus 
4.4). 
 
MATEUS 6.26 
Olhai para as aves do céu, que não semeiam, 
nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso 
Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito 
mais valor do que elas? 
 
As pessoas que ouviam a pregação de Jesus não 
chegaram a captar tais ideias. Aquilo era 
novidade para elas. E quase novidade para nós. 
Não chegamos a captá-las realmente, porque a 
maioria de nós tem sido ensinada a ter medo de 
um Deus da justiça e a fugir dEle. Nunca vimos 
o lado amoroso do Senhor, o qual Jesus veio 
trazer-nos. 
 
MATEUS 6.30,31 
Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que 
hoje existe e amanhã é lançada no forno, não 
vos vestirá muito mais a vós, homens de 
pequena fé? 
Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que 
comeremos ou que beberemos ou com que nos 
vestiremos? 
 
Certa tradução diz: Portanto não sede 
incrédulos, dizendo: Que comeremos? Ou, Que 
beberemos...? Quem fala assim não tem fé. 
 
MATEUS 6.32,33 
(Porque todas essas coisas os gentios 
procuram.) Decerto, vosso Pai celestial bem 
sabe que necessitais de todas essas coisas; 
Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua 
justiça, e todas essas coisas vos serão 
acrescentadas. 
 
Não serão tiradas de você; ser-lhe-ão 
acrescentadas! Assim fica comprovado que o Pai 
cuida dos Seus. 
 
MATEUS 6.34 
Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, 
porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. 
Basta a cada dia o seu mal. 
 
Gosto da versão que diz: Não fiquem ansiosos 
com o dia de amanhã. Às vezes, precisamos 
pensar no dia de amanhã para marcar uma 
entrevista ou planejar algo. Realmente, o 
pensamento que Ele quer transmitir é: "Não 
fiquem preocupados com o amanhã". Deus não 
deseja que Seus filhos se sobrecarreguem de 
preocupações. Ele não nos quer ver ansiosos. 
Por quê? Porque Ele nos ama. 
 
Nosso Pai Celeste sabe que precisamos dessas 
coisas. Nada, portanto, de preocupações, 
queixumes, ansiedades. Se o Senhor é o nosso 
Pai, podemos ter plena certeza de que Ele 
desempenhará o papel de pai e agirá como tal. 
Podemos ter a convicção de que, Se Deus é 
nosso Pai, Ele nos ama e cuida de nós. 
 
JOÃO 14.21-23 
Aquele que tem os meus mandamentos e os 
guarda, este é o que me ama; e aquele que me 
ama será amado de meu Pai, e eu o amarei e me 
manifestarei a ele. 
Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): Senhor, de 
onde vem que te hás de manifestar a nós e não 
ao mundo? 
Jesus respondeu e disse-lhe: Se alguém me ama, 
guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e 
viremos para ele e faremos nele morada. 
 
Aqui temos a revelação da atitude do Pai em 
relação aos Seus filhos. Dois fatos são 
enfatizados: 
 
Que guardeis os meus mandamentos. Quais são 
os mandamentos de Jesus? Ele disse: Um novo 
mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos 
outros; como eu vos amei a vós, que também 
vós uns aos outros vos ameis (João 13.34). 
Assim tudo fica resumido. Não há propósito 
em preocupar-se com qualquer outro 
mandamento porque o amor não faz mal ao 
próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o 
amor (Romanos 13.10). Se cumprirmos os 
mandamentos de Jesus, teremos cumprido 
todos os demais. 
 
Sereis amados por meu Pai. Se andarmos no 
amor, andaremos na dimensão de Deus, porque 
Deus é amor (trataremos mais profundamente 
do andar no amor no capítulo 6). O grande 
Deus Pai é um Deus de amor. Sua própria 
natureza - porque Ele é amor - obriga-O a 
cuidar de nós, a proteger-nos e a abrigar-nos. 
 
MATEUS 7.11 
Se, vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas 
aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que 
está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem? 
 
Muito mais! Isso faz meu espírito estremecer de 
emoção. Quanto mais? Você é pai ou mãe? 
Você teria o plano, o propósito e a vontade de 
deixar seus filhos passarem pela vida sujeitos à 
indigência, trabalhando árdua e 
constantemente, doentes, aflitos, rebaixados, 
desanimados, jogados no esgoto? Não! 
 
Os pais fazem um esforço sacrificante porque 
amam os seus filhos. Trabalham e economizam 
para ajudar seus filhos a obterem uma educação, 
de modo a terem uma situação na vida melhor 
do que os pais. Querem abrigar os filhos, 
porque os amam, de alguns dos trancos e 
barrancos e tempos difíceis que os pais tiveram 
de suportar. As pessoas mais comuns já são 
assim na carne. Foi assim que Jesus disse: Ora, se 
vós, pois, sendo maus [ou carnais]... 
 
Nosso relacionamento como filhos e filhas é 
uma reivindicação ao Seu amor. Temos com o 
Pai o mesmo relacionamento que Jesus tinha 
quando Ele andava na Terra. 
 
JOÃO 17.23 
Eu neles, e tu

Mais conteúdos dessa disciplina