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APOCALIPSE 1 
 
1. A Revelação – Propriamente assim chamada; porque as coisas, 
antes encobertas estão aqui reveladas, ou desvelada. Nenhuma 
profecia no Velho Testamento tem este título; ele foi reservado para 
este somente no Novo. É, por assim dizer, um manifesto, em que o 
Herdeiro de todas as coisas declara, que todo o poder é dado a ele 
no céu e terra, e que ele, no final, gloriosamente exercerá aquele 
poder, a despeito de toda a oposição de todos os seus inimigos. 
 
De Jesus Cristo – Não de "João, o Divino", um título acrescentado 
nas épocas recentes. Certo é que esta apelação, o Divino, não foi 
trazida dentro da igreja, muito menos, ela foi afixada para João o 
apóstolo, até muito tempo depois da era apostólica. Foi João, de 
fato, quem escreveu este livro, mas o autor dele é Jesus Cristo. 
 
Que Deus deu junto a ele – De acordo com sua santa, glorificada 
humanidade, assim o grande profeta da igreja. Deus deu a 
Revelação para Jesus Cristo; Jesus Cristo a tornou conhecida aos 
seus servos. 
 
Para mostrar – Esta palavra recorre (capítulo 22:6) "E disse-me: 
Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos santos 
profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em 
breve hão de acontecer"; e, em muitos lugares as partes deste livro se 
refere um ao outro. De fato, toda a estrutura dele respira a 
sabedoria de Deus, incluindo, em um compêndio melhor terminado, 
coisas vindouras, muitas, várias; próximas, intermediárias, remotas, 
as maiores, as menores; terríveis, confortáveis; antigas, novas; 
longas, curtas; e esses entrelaçamentos, oponentes, compostos; 
relativos um ao outro, a uma distância pequena, a uma distância 
grande; e, portanto, algumas vezes, por assim dizer, desaparecendo, 
irrompendo, suspendendo, e, mais tarde, inexplicavelmente e mais 
ocasionalmente, aparecendo novamente. Em todas as suas partes, 
ele tem uma variedade admirável, com a mais exata harmonia, 
belamente ilustradas por aquelas próprias digressões que parecem 
interrompê-la. Neste assunto, ele dispõe as múltiplas sabedorias de 
Deus, brilhando na administração da igreja, através de muitas eras. 
 
Seus servos – Muito é compreendido nesta apelação, É uma grande 
coisa ser um servo de Jesus Cristo. Este livro é dedicado 
especificamente aos servos de Cristo, nas sete igrejas na Ásia; mas 
não exclusiva a todos os outros servos, em todas as nações e épocas. 
É uma simples Revelação, e, ainda assim, suficiente, para todos eles, 
do tempo em que foi escrita, até o fim do mundo. Serve tu, o Senhor 
Jesus Cristo, em verdade: Assim tu deverás aprender o segredo dele 
neste livro; sim, e tu sentirás em teu coração, se este livro é divino 
ou não. 
 
As coisas que devem em breve acontecer – As coisas contidas nesta 
profecia começaram a ser cumpridas, pouco tempo depois que foram 
dadas; e o todo poderia ser dito, acontecerá brevemente, no mesmo 
sentido em que Pedro diz: "O fim de todas as coisas está à mão"; e o 
próprio nosso Senhor: "Observem que eu venho rapidamente". Existe 
neste livro um tesouro rico de todas as doutrinas pertencentes à fé e 
santidade. Mas esses são também entregues em outras partes do 
Escrito Santo; de maneira que a Revelação não precisa ter sido dada 
por causa desses. O objetivo específico disto é mostrar as coisas que 
devem acontecer. E isto nós especialmente temos diante de nossos 
olhos, onde quer que o leiamos ou ouçamos. É dito, mais tarde: 
"Escreve o que tu vês"; e novamente: "Escreve o que tu tens visto, e o que 
é, e o que deverá ser daqui por diante"; mas, aqui, onde a extensão do 
gancho é mostrada, é apenas dito: as coisas que deverão acontecer. 
Assim sendo, o mostrar coisas vindouras, é o grande ponto em 
vista, através do todo. E João escreve o que ele viu, e o que é, 
apenas quando isto tem uma influência sobre, ou fornece 
conhecimento para o que deverá ser. E ele – Jesus Cristo. 
 
As enviou e anunciou – Mostrou-as, através de sinais e emblemas: 
assim a palavra grega propriamente significa. 
 
Através de seu anjo – Peculiarmente chamado, na seqüência, "o anjo 
de Deus", e, particularmente mencionado no (capítulos 17:1) "E 
veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo-
me: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está 
assentada sobre muitas águas"; (21:9) "E veio a mim um dos sete anjos 
que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, 
dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro"; (22:6, 16) 
"E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos 
santos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas 
que em breve hão de acontecer (...) Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos 
testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a 
resplandecente estrela da manhã". Ao seu servo João – Um título dado 
a nenhuma outra pessoa em especial, em todo o livro. 
 
2. Quem testificara – No livro seguinte. 
 
A palavra de Deus – Dada diretamente por Deus. 
 
E o testemunho de Jesus – Que ele nos deixou, como testemunho 
fiel e verdadeiro. 
 
Quaisquer coisas que ele viu – De tal maneira, como uma completa 
confirmação do original divino deste livro. 
 
3. Feliz aquele que lê e aqueles que ouvem as palavras desta 
profecia - Alguns têm miseravelmente manipulado este livro. Por 
isso, outros estão temerosos de tocá-lo; e, enquanto eles desejam 
saber todas as coisas mais, rejeitam apenas o conhecimento daquelas 
que Deus tem mostrado. Eles inquirem, em busca de alguma, 
preferivelmente a esta; como se estivesse escrito: "Feliz aquele que 
não lê esta profecia". 
 
Mais ainda: feliz aquele que lê e aqueles que ouvem, e mantêm as 
palavras dele – Especialmente, neste tempo, quando tão 
considerável parte dele está a ponto de ser cumprida. Nem necessita 
de ajuda, para que algum inquiridor sincero e diligente possa 
entender o que ele lê nele. O próprio livro é escrito, da maneira 
mais cuidadosa possível. Ele distingue as diversas coisas, por meio 
das quais ele trata, através das sete epístolas; sete selos; sete 
trombetas; sete frascos; cada um destes sete é divido em quatro e 
três. Muitas coisas, o próprio livro explica; como as sete estrelas; os 
sete castiçais; o cordeiro; seus sete chifres, e sete olhos; o incenso; o 
dragão; as cabeças e chifres das bestas; o fino linho; o testemunho 
de Jesus: e muita luz surge do comparar esta com as antigas 
profecias, e as predições em outros livros do Novo Testamento. 
Neste livro, nosso Senhor incluiu o que estava faltando naquelas 
profecias, no tocante ao tempo em que se seguiram à sua ascensão, e 
o final da diplomacia judaica. Assim sendo, ele atinge, da velha 
Jerusalém à nova, reduzindo todas as coisas em uma soma, na mais 
exata ordem, e com uma semelhança próxima aos profetas antigos. 
A introdução e conclusão concordam com Daniel; a descrição do 
filho do homem, e as promessas de Sião, com Isaías; o julgamento 
da Babilônia, com Jeremias; novamente, a determinação dos tempos, 
com Daniel; a arquitetura da cidade santa, com Ezequiel; os 
emblemas dos cavalos, os castiçais, etc., com Zacarias. Muitas coisas 
largamente descritas, pelos profetas, estão aqui resumidamente 
repetidas; e, freqüentemente nas mesmas palavras. A eles, nós 
podemos, então, recorrer utilmente. 
 
Ainda assim, o Apocalipse satisfaz a própria explanação, até mesmo, 
se nós ainda não entendemos aquelas profecias; sim, ele lança muita 
luz sobre elas. Freqüentemente, onde existe uma semelhança, existe 
uma diferença também; o Apocalipse, por assim dizer, tomando um 
sortimento de um dos profetas antigos, e inserindo um novo 
enxerto nele. Assim, Zacarias fala de duas oliveiras; e assim João; 
mas com um significado diferente. Daniel tem uma besta com dez 
chifres; assim tem João; mas não completamente a mesma 
significação. E aqui a diferença de palavras, emblemas, coisas, 
tempos, deve estudiosamente ser observada. Nosso Senhor predisse 
muitas coisas,antes de sua paixão; mas não todas as coisas; porque 
ainda não era a época. Muitas coisas, igualmente, seu Espírito 
profetizou nos escritos dos apóstolos, tanto quanto as necessidades 
daqueles tempos requereram: agora ele os compreende todos em um 
livro resumido; em que pressupondo todas as outras profecias, e, ao 
mesmo tempo, explicando, continuando, e aperfeiçoando-as em uma 
linha. 
 
É correto, portanto, compará-las; mas não medi-las na plenitude 
dessas, pela escassez daquelas precedentes. Cristo, quando sobre a 
terra, predisse o que viria acontecer em um curto tempo; 
acrescentando uma breve descrição das últimas coisas. Aqui ele 
prediz as coisas intermediarias; de modo que, ambas, colocadas 
juntas, constituem uma completa série de profecia. Este livro é, 
portanto, não apenas a somatória e a chave de todas as profecias que 
precedem, mas igualmente, um suplemento para todas; os selos 
sendo fechados antes. Em conseqüência, ele contém muitas 
específicas, não reveladas em alguma outra parte das Escrituras. 
Eles, portanto, têm pequena gratidão a Deus, por tal Revelação, 
reservada para a exaltação de Cristo, que atrevidamente rejeitam o 
que quer que eles encontrem aqui que não foi revelado, ou não tão 
claramente, em outras partes das Escrituras. 
 
Ele que lê e aqueles que ouvem. – João provavelmente envia este 
livro, através de uma simples pessoa, na Ásia, que o lê nas igrejas, 
enquanto muitos ouvem. Mas isto, igualmente, em um sentido 
secundário, refere-se a todos que deverão devidamente ler ou ouvi-
lo em todas as épocas. 
 
As palavras desta profecia – É a Revelação com respeito a Cristo 
que a dá; a profecia, com respeito a João que a entrega às igrejas. 
 
E mantém as coisas que são escritas nele – De tal maneira, quanto à 
natureza delas requeira; ou seja, com arrependimento, fé, paciência, 
oração, obediência, vigilância, constância. Convém a todo cristão, 
em todas as oportunidades, ler o que está escrito nos oráculos de 
Deus; e ler este precioso livro, em especial, freqüentemente, 
reverentemente, e atentamente. 
 
Para o tempo – Do seu início, a ser concluído. Está perto – Até 
mesmo quando João escreveu. Quão mais perto de nós está, até 
mesmo, do completo cumprimento desta preciosa profecia! 
 
4. João – A dedicação deste livro está contida no quarto, quinto, 
sexto versos; mas todo o Apocalipse é uma espécie de carta. 
 
Às sete igrejas que estão na Ásia – Aquela parte da Ásia Menor, que 
era, então, uma província romana. Elas viram outras diversas 
igrejas plantadas aqui; mas parece que essas eram agora as mais 
eminentes; e foi em meio a essas que João trabalhou mais durante 
sua moradia na Ásia. Nessas cidades havia muitos judeus. Tais que 
acreditavam em cada um que estivesse reunido com os crentes 
gentios em uma igreja. 
 
Graça e paz sejam junto a ti – O favor de Deus, com todas as 
bênçãos temporais e eternas. Dele que é, e quem foi, e quem vem, ou 
está por vir – Uma tradução maravilhosa do grande nome JEOVÁ: 
ele foi, no passado; é agora; e será; ou seja, será para sempre. 
 
E dos sete espíritos, que estão diante do seu trono – Cristo é aquele 
que "tem os sete espíritos de Deus". As sete lâmpadas que queimam 
diante do trono são os sete espíritos de Deus. O cordeiro tem sete 
chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus. Sete foi um 
número sagrado na igreja judaica: mas ele nem sempre implicou um 
número preciso. Ele, algumas vezes, é tomado figurativamente, para 
denotar inteireza ou perfeição. Através desses sete espíritos, não 
sete anjos criados, mas o Espírito Santo é para ser entendido. Os 
anjos nunca são denominados espíritos neste livro: e, quando todos 
os anjos se levantam, enquanto as quatro criaturas viventes, e os 
vinte e quatro anciãos adoram a ele que se senta no trono, e o 
Cordeiro, os sete espíritos nem se levantam, nem adoram. A esses, 
os "sete espíritos", as sete igrejas, para os quais o Espírito fala tantas 
coisas, estão subordinadas; como estão também seus anjos; sim, e 
"os sete anjos que estão diante de Deus". Ele é chamado de sete 
espíritos; não com respeito à sua essência; que é uma, mas com 
respeito às suas múltiplas operações. 
 
5. E de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o Primogênito da morte, e o 
príncipe dos reis da terra – Três gloriosas apelações são aqui dadas 
a ele, e na ordem própria delas. Ele foi a testemunha fiel de toda a 
vontade de Deus, diante de sua morte, e permanece tal na glória. 
Ele se ergueu dos mortos, como "os primeiros frutos deles que 
dormiram"; e agora têm todo o poder, ambos no céu e terra. Ele está 
aqui denominado um príncipe: mas, logo, ele ouve seu título de rei; 
sim, "Rei dos reis; e Senhor dos senhores". Esta frase, os reis da terra, 
significa o poder e multidão deles, e, também a natureza do seu 
reino. Torna-se Majestade Divina chamá-los reis, com uma 
limitação; especialmente, neste manifesto de seu reino celeste; 
porque nenhuma criatura; muito menos, um pecador, pode carregar 
o título de rei, no sentido absoluto diante dos olhos de Deus. 
 
6. A ele que nos amou, e daquela liberdade, amor abundante, tem 
nos lavado da culpa e poder de nossos pecados, com seu próprio 
sangue, e nos fez reis – Parceiros de seu presente, e herdeiros de seu 
eterno, reino. 
 
E sacerdotes, juntos a seu Deus e Pai – Para quem nós 
continuamente nos oferecemos, como um sacrifício vivo e santo. 
 
A ele, seja a glória – Por seu amor e redenção. 
 
E o poder – Por meio do qual, ele governa todas as coisas. 
 
7. Observa – Neste e no próximo verso está a proposição, e o 
sumário de todo o livro. 
 
Ele vem – Jesus Cristo – Através deste livro, quando quer que seja 
dito: Ele vem, isto significa sua vinda gloriosa. A preparação para 
isto começou na destruição de Jerusalém, e, mais especificamente, 
no tempo de escrever este livro; e segue, sem interrupção alguma, 
até que aquele grande evento seja concluído. Portanto, nunca é dito 
neste livro, Ele virá, mas, Ele vem. E ainda assim, não é dito, Ele 
vem novamente: porque quando ele veio antes, não foi como ele 
mesmo; mas "na forma de um servo". Mas seu aparecer na glória é 
propriamente seu vir; ou seja, na maneira merecedora do Filho de 
Deus. 
 
E todo olho – do judeu em específico. 
 
Deverá vê-lo – Mas com quais emoções diferentes, de acordo como 
eles o receberam ou rejeitaram. 
 
E eles que o pregaram – Eles, acima de todos, que pregaram suas 
mãos, ou pés, ou lado. Tomé viu a marca desses ferimentos, até 
mesmo depois de sua ressurreição. E o mesmo, sem dúvida, será 
visto por todos, quando ele vier nas nuvens do céu. 
 
E todas as tribos da terra – A palavra tribos, em Apocalipse, sempre 
significa os Israelitas; mas onde outra palavra, tais como nações ou 
pessoas, está junto a ela, isto implica igualmente (como aqui) todo o 
resto da humanidade. 
 
Deverá lamentar, por causa dele – Pelo terror e dor, se eles não 
lamentaram antes, devido ao arrependimento verdadeiro. 
 
Sim, Amém – Isto se refere a que todo olho deverá vê-lo. Ele que 
vem diz: sim; ele que testifica isto, Amém. A palavra traduzida, sim, 
é Grega; Amém é Hebraica: porque o que é aqui falado diz respeito 
a ambos, aos judeus e aos gentios. 
 
8. Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus – Alfa é a primeira, 
Ômega, a última, letra no alfabeto grego. Que seus inimigos se 
vangloriem e enfureçam-se tanto, no tempo intermediário, ainda 
assim, o Senhor Deus é ambos o Alfa, ou começo, e o Ômega, o fim, 
de todas as coisas. Deus é o começo, como ele é o Autor e Criador 
de todas as coisas, e como ele propõe, declara, e promete tão 
grandes coisas: ele é o fim, quando ele traz todas as coisas que estão 
aqui reveladas, para uma conclusão completa e gloriosa. 
Novamente, o começo e o fim de uma coisa é a escritura 
denominada de toda a coisa. Portanto, Deus é o Alfa e o Ômega; o 
começo e o fim; ou seja, alguém que está em todas as coisas, e 
sempre o mesmo. 
 
9. Eu, João. – A instrução e a preparação do apóstolo para a obra 
sãodescritas, do novo ao vigésimo versículo. 
 
Seu irmão – Na fé comum. 
 
E companheiro na aflição – Porque a mesma perseguição, que o 
levou para Ptmos os dirigiu para dentro da Ásia. Este livro, 
peculiarmente pertence a esses que estão, debaixo dos cuidados da 
cruz. Foi dado a um homem banido; e homens em aflição entendem 
e apreciam isto ainda mais. Assim sendo, foi pouco estimado pelas 
igrejas asiáticas, depois da época de Constantino; mas altamente 
valorizado por todas as igrejas Africanas, como tinha sido, desde, 
então, por todos os filhos de Deus. 
 
Na aflição, e reino e paciência de Jesus – O reino se situa no meio. É 
principalmente debaixo de várias aflições, que a fé obtém sua parte 
no reino; e quem quer que seja um parceiro deste reino, não está 
temeroso de sofrer por Jesus (II Timóteo 2:12) "Se sofrermos, 
também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará". 
 
Eu estava na Ilha de Patmos – No reino de Domitiano e de Nerva. 
E lá ele viu e escreveu tudo que se segue. Foi um local 
peculiarmente próprio para essas visões. Ele tinha defronte dele, a 
uma pequena distância, a Ásia e as sete igrejas; seguindo do lado 
oriente, Jerusalém e a terra de Canaã; e além desta, a Antioquia; 
sim, e todo o continente asiático. Para o ocidente, ele tinha os 
romanos, Itália, e toda a Europa, mergulhando, por assim dizer, no 
mar; para o sul, Alexandria e o Nilo com suas vazões, Egito, e toda 
a África; e para o norte, o que foi mais tarde chamado 
Constantinopla, nos estreitos entre Europa e Ásia. Assim, ele teve 
todas as três partes do mundo que eram, então, conhecidas, por toda 
a Cristandade, por assim dizer, diante de seus olhos; um largo 
teatro para todas as várias cenas que estavam por passar diante 
dele; como se esta ilha tivesse sido feita, principalmente, para esta 
finalidade, para servir como um observatório para o apóstolo. Para 
pregar a palavra de Deus, ele foi banido para lá, e para o 
testemunho de Jesus – Para testificar que ele é o Cristo. 
 
10. Eu estava no Espírito – Ou seja, em êxtase, uma visão profética, 
tão subjugada com o poder, e preenchida com a luz, do Espírito 
Santo, de maneira a estar inconsciente das coisas exteriores, e 
totalmente elevado com o espiritual e divino. O que se segue é uma 
visão, simples, ligada entre si, que João viu um dia; e, portanto, ele 
que poderia entendê-la, levaria seu pensamento direto através do 
todo, sem interrupção. Os outros livros proféticos são coleções de 
profecias distintas, fornecidas em várias ocasiões: mas aqui é um 
tratado simples, em que todas as partes exatamente dependem umas 
das outras. (capítulo 4:1) "Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do 
Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e 
no seu reino", está ligado com o versículo 19 "Saúda a Prisca e a 
Áqüila, e à casa de Onesíforo"; e o que é entregue no quarto capítulo, 
segue em frente, diretamente para o vigésimo-segundo. 
 
No dia do Senhor – Neste, nosso Senhor se ergueu dos mortos: 
neste, os anciãos acreditaram que ele viria para o julgamento. Foi, 
portanto, com a mais extrema propriedade, que João neste dia, tanto 
viu e descreveu sua vinda. 
 
E eu ouvi, atrás de mim – João tinha sua face para o leste: nosso 
Senhor, igualmente, nesta aparência, olhou para o oriente, em 
direção à Ásia, para onde o apóstolo escreveria. 
 
Uma grande voz, como de uma trombeta – Que era peculiarmente 
apropriado para proclamar a vinda do grande Rei, e sua vitória 
sobre todos os seus inimigos. 
 
11. Dizendo: O que tu viste – E ouviste. Este comando se estenda a 
todo o livro. Todos os livros do Novo Testamento foram escritos 
pela vontade de Deus; mas nenhum foi tão expressamente ordenado 
que fosse escrito. 
 
No livro - Assim todo o Apocalipse é apenas um livro: nem a carta 
para o anjo de cada igreja pertence a ele, ou sua igreja apenas; mas a 
todo o livro que foi enviado a eles todos. 
 
Para as igrejas – Daqui por diante intitulada; e através deles das 
igrejas todas, em todas as épocas e nações. 
 
A Éfeso – Sr. Thomas Smith, quem, no ano de 1671, viajou através 
de todas essas cidades, observa, que, de Éfeso a Esmirna são 
quarenta e seis milhas inglesas; de Esmirna à Pergamos, sessenta e 
oito; de Pergamos a Tiatira, quarenta e oito; de Tiatira a Sardis, 
trinta e três; de Sardis a Filadélfia, vinte e sete; de Filadélfia a 
Laodicéia, por volta de quarenta e duas milhas. 
 
12, 13. E eu me virei para ver a voz – Ou seja, para ver aquele de 
quem era a voz. 
 
E me virando, eu vi – Parece que a visão se apresentou 
gradualmente. Primeiro, ele ouviu a voz; e, ao olhar para trás, ele 
viu os castiçais de ouro, e, então, no meio dos castiçais, o que foi 
colocado em um círculo, ele viu alguém como o filho do homem – 
Ou seja, uma forma humana. Um homem parecido com nosso 
Senhor, sem dúvida, aparece no céu: embora não exatamente nesta 
maneira simbólica, em que ele se apresenta como a cabeça de sua 
igreja. A seguir, observou que nosso Senhor estava vestido com 
uma vestimenta até os pés, e amarrado com um cinto dourado –Tal 
como os sumos sacerdotes judeus usavam. Mas ambos são aqui 
marcas da dignidade real, igualmente. 
 
Amarrado em volta do peito – ele que está em uma jornada, amarra 
seu quadril. Amarrando o peito, foi um emblema do descanso 
solene. Parece que o apóstolo tendo visto todas as coisas, olhou para 
cima para observar a face de nosso Senhor: mas recuou pela 
aparição de seus olhos flamejantes, que fez com que ele mais 
especificamente observasse seus pés. Recebendo força para levantar 
seus olhos novamente, ele viu as estrelas em sua mão direta, e a 
espada saindo de sua boca: mas, no observar o brilho de seu 
semblante glorioso, que, provavelmente foi muito aumentado, desde 
o primeiro relance que o apóstolo teve dele, ele "caiu aos seus pés 
como morto". Durante o tempo em que João estava descobrindo estas 
diversas particulares, nosso Senhor parece ter falado. E, sem 
dúvida, até mesmo sua voz, bem no princípio, anunciou a Deus: 
embora tão magnificamente como sua aparência gloriosa. 
 
14. Sua cabeça e seus cabelos – Ou seja, os cabelos de sua cabeça, e 
não toda sua cabeça. Eram brancos como a lã – Como nos Dias 
Antigos, representou a visão de Daniel (Daniel 7:9) "Eu continuei 
olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; 
a sua veste era branca como a neve, e o cabelo da sua cabeça como a pura 
lã; e seu trono era de chamas de fogo, e as suas rodas de fogo ardente". A 
lã supõe-se comumente ser um emblema da eternidade. Como a 
neve – Indicando sua pureza imaculada. E seus olhos como uma 
chama de fogo – Atravessando todas as coisas, um toque de sua 
Onisciência. 
 
15. E seus pés como metal fino – Denotando sua estabilidade e 
força. 
 
Como se eles queimassem em uma fornalha – Como se tendo sido 
derretido e refinado, eles estivessem ainda incandescentes. 
 
E sua voz – Para o conforto de seus amigos, e o terror de seus 
inimigos. 
 
Como a voz de muitas águas – Rugindo alto, e pressionando todos 
diante deles. 
 
16. E ele tinha em sua mão direita, sete estrelas – Como uma 
indicação de seu favor e proteção poderosa. 
 
E de sua boca saiu uma espada afiada de dois gumes – Significando 
sua justiça e ira justa, continuamente apontada contra seus 
inimigos, como uma espada; afiada; de dois gumes, para cortar. 
 
E seu semblante foi como o brilho do sol na força dele – Sem 
qualquer névoa ou nuvem. 
 
17. E eu caí aos pés dele, como morto – A natureza humana não 
sendo capaz de suportar tão gloriosa aparição. Assim, ele estava 
preparado (como Daniel do passado, a quem ele peculiarmente se 
assemelha) para receber tão valorosa profecia. Uma grande queda 
da natureza, usualmente precede uma grande comunicação das 
coisas celestes. João, antes do que nosso Senhor sofreu, foi tão 
íntimo com ele, de maneira a recostar-se em seu peito, e deitar-se 
em seu colo. Ainda assim, agora, perto de setenta anos depois, o 
velho apóstolo,é, por um relance jogado ao chão. Que glória deve 
ser isto! Vocês, pecadores, estejam temerosos de limparem suas 
mãos: purificarem seus corações. Vocês, santos, sejam humildes, se 
preparem: regozijem-se. Mas regozijem-se junto a ele com 
reverência: uma reverência crescente em direção a esta majestade 
maravilhosa não pode ser prejudicial à sua fé. Que toda a petulância, 
com toda a curiosidade vã, esteja longe, enquanto você está 
pensando e lendo sobre essas coisas. 
 
E ele impõe sua mão direta sobre mim – A mesma em que ele 
segurou as sete estrelas. O que João, então, sentiu em si mesmo? 
 
Dizendo: Não tema – Seu olho aterroriza, seu discurso fortalece. Ele 
não chama João pelo seu nome (com os anjos fizeram com Zacarias 
e outros), mas fala como seu bem conhecido mestre. O que se segue 
é também falado para fortalecê-lo e encorajá-lo. 
 
Eu sou – Quando em seu estado de humilhação, ele falou de sua 
glória, ele freqüentemente falou na terceira pessoa, como (Mateus 
26:64) "Disse-lhe Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em 
breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as 
nuvens do céu". Mas ele agora fala de sua própria glória, sem 
qualquer véu, em termos claros e diretos. O primeiro e o último – 
Ou seja, o único e eterno Deus, que é de vida eterna a vida eterna. 
(Isaías 41:4) "Quem operou e fez isto, chamando as gerações desde o 
princípio? Eu o Senhor, o primeiro, e com os últimos eu mesmo". 
 
18. E ele que vive – Um outro título peculiar de Deus. 
 
E eu tenho as chaves da morte e do hades – Ou seja, do mundo 
invisível. No estado intermediário, o corpo habita na morte, a alma 
no hades. Cristo tem as chaves deles, ou seja, o poder sobre ambos; 
matando ou vivificando o corpo, e dispondo-se da alma, como isto 
lhe agradar. Ele deu a Pedro as chaves do reino dos céus; mas não 
as chaves da morte ou do hades. Como, então, seu suposto sucessor, 
em Roma, tem as chaves do purgatório? Da descrição precedente, a 
maioria das vezes, são tomados os títulos dados a Cristo, nas cartas 
seguintes, particularmente nas quatro primeiras. 
 
19. Escreva as coisas que tu tens visto – Este dia: que, portanto, 
está escrito. (versículo 11-18). E que são – As instruções 
referentes ao estado presente das sete igrejas. Essas estão escritas 
(versículo 20 – capítulo 3:22). E que deverá ser daqui para frente 
– Até o fim do mundo. Escrito no (capítulo 4:1 em diante). 
 
20. Escreva primeiro o mistério – O significado misterioso das sete 
estrelas – João sabia melhor do que nós, em quantos aspectos, essas 
estrelas eram um emblema próprio daqueles anjos: quão 
proximamente eles se assemelham uns aos outros, e quanto eles 
diferem na magnitude, brilho, etc., e outras circunstâncias. 
 
As sete estrelas são anjos das sete igrejas – Mencionadas no verso 
décimo-primeiro. Em cada igreja existia um pastor ou um ministro 
em vigor, a quem todo os demais estavam subordinados. Este 
pastor, bispo, ou supervisor, tinham o cuidado especial com aquele 
rebanho: dele, a prosperidade daquela congregação, em uma grande 
medida, dependia, e ele deveria responder por todas aquelas almas 
no trono do julgamento de Cristo. E os sete castiçais são as sete 
igrejas. Quão significativo emblema é este! Porque um castiçal, 
embora de ouro, não tem luz em si mesmo; nem tem alguma igreja 
ou filho do homem. Mas eles recebem de Cristo, a luz da verdade, 
santidade, conforto, para que possam brilhar para todos em volta 
deles. Tão logo isto foi falado, João anotou, até mesmo isto que está 
contido no primeiro capítulo. Mais tarde, o que estava contido no 
segundo e terceiro capítulos foi ditado a ele, de maneira semelhante. 
 
APOCALIPSE 2 
 
Das cartas seguintes aos anjos das sete igrejas, pode ser necessário 
falar, primeiro, em geral, e, então, especificamente. No geral, nós 
podemos observar, quando os israelitas estavam para receber a lei 
do Monte Sinai, eles deveriam primeiro ser purificados; e quando o 
reino de Deus estava à mão, João, o Batista, preparou homens para 
ele, através do arrependimento. Em igual maneira, estamos 
preparados, através dessas cartas para a recepção merecedora de sua 
Revelação gloriosa. Seguindo as direções dadas nele, expulsando 
incorrigivelmente homens maus, e tirando fora toda maldade, 
aquelas igrejas foram preparadas para receber este depósito 
precioso. E quem quer que, em alguma época, adequadamente, 
possa ler ou ouvir, deverá observar as mesmas admoestações. Essas 
cartas eram uma espécie de prefácio sétuplo para o livro. Cristo 
agora aparece na forma de um homem (não ainda, sob o emblema de 
um cordeiro), e fala, na maioria das vezes, em palavras apropriadas, 
e não figuradas. Não é até que João entre nesta grande visão 
(capítulo 4:1) "Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta 
aberta no céu; e a primeira voz que, como de trombeta, ouvira falar 
comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem 
acontecer"; que toma o restante do livro. Existe em cada uma dessas, 
cartas: 
 
1º. Uma ordem para escrever para o anjo da igreja; 
 
2º. Um título glorioso de Cristo; 
 
3º. Um endereçamento para o anjo daquela igreja, contendo: um 
testemunho de seu estado promíscuo, ou bom, ou ruim; uma 
exortação ao arrependimento e constância; uma declaração do que 
acontecerá, geralmente, da vinda do Senhor; 
 
4º. Uma promessa para aquele que domina; junto com a exortação: 
"Aquele que tem ouvido, que ouça, deixe-o ouvir". O discurso em cada 
carta está expresso em palavras claras; a promessa, em figuradas. 
No discurso, nosso Senhor fala para o anjo de cada igreja, que, 
então, havia, e para os membros dela diretamente; considerando que 
na promessa, ele fala de todos que poderiam dominar, em qualquer 
igreja ou época, e distribuir a eles uma das preciosas promessas 
(antecipadamente), dos últimos capítulos do livro. 
 
1. Escreva – Assim Cristo ditou a ele cada palavra. 
 
Essas coisas, diz aquele que mantém as sete estrelas, em sua mão 
direita – Tal é seu grandioso poder! Tal seu favor a eles e cuidado 
sobre eles, para que possam, de fato, brilhar como estrelas, ambos 
pela pureza da doutrina e santidade de vida! Quem caminha – De 
acordo com sua promessa: "eu estou com vocês sempre, até o fim do 
mundo". No meio dos castiçais de ouro – Observando todas as obras 
e pensamentos deles, e pronto para "remover o castiçal do seu lugar". 
Se algum, sendo advertido, não se arrepender. Talvez, aqui exista 
igualmente uma alusão ao ofício dos sacerdotes, no arrumar as 
lâmpadas, de maneira a mantê-las sempre queimando diante do 
Senhor. 
 
2. Eu sei - Jesus sabe todo o bem, e todo o mal, que seus servos e 
seus inimigos sofrem e fazem. Palavra grave: "Eu sei", quão terrível 
será algum dia sondar o mau, e quão doce o justo! As igrejas e seus 
anjos devem estar atônitos, ao encontrarem as condições gerais 
deles, tão exatamente descritas, até mesmo, na ausência do apóstolo, 
e não poderia deixar de reconhecer o olho que tudo vê de Cristo, e 
de seu Espírito. Com respeito a nós, para cada um de nós também 
ele diz: "Eu conheço tuas obras". Feliz é aquele que imagina, menos 
bem de si mesmo, do que Cristo conhece, concernente a ele. E teu 
trabalho – Depois do geral, três específicos são nomeados, e, então, 
mais largamente descritos na ordem invertida: 
 
1º. Teu trabalho. 
 
6. Tu nasceste, por causa do meu nome, e não fraquejaste. 
 
2º. Tua paciência. 
 
5. Tu tens paciência: 
 
3º. Tu não podes. 
 
4º. Tu tens provado aqueles que dizem que eles têm as 
características de homens maus: apóstolos, e não são, e os tem 
considerado mentirosos. E tua paciência – Não obstante o que, tu 
não podes suportar, que os homens incorrigivelmente maus possam 
permanecer no rebanho de Cristo. E tu tens provado aqueles que 
dizem que eles são apóstolos, e não são – Porque o Senhor não os 
enviou. 
 
4. Mas eu tenho contra ti, que tu deixaste teu primeiro amor – 
Aquele amor pelo qual todas estas igrejas eram tão eminentes,quando Paulo escreveu sua epístola a eles. Ele não precisava ter 
deixado isto. Ele deveria tê-lo preservado, inteiro até o fim. E ele 
não o preservou em parte, ou não teria permanecido tanto do que 
era recomendável nele. Mas ele não manteve, como deveria ter feito, 
o primeiro amor terno em seu vigor e calor. Leitor, tu tens? 
 
5. Não é possível para alguém recuperar seu primeiro amor, a não 
ser tomando estes três passos: 
 
1º. Lembrar-te: 
 
2º. Arrepender-te: 
 
3º. Pratica as primeiras obras. Lembra-te de onde tu caíste – De que 
grau da fé, amor, santidade, embora, talvez, inconscientemente. E 
arrependa-te – O que em um sentido menor implica uma profunda e 
viva convicção de tua queda. Dos sete anjos, dois, em Éfeso, e em 
Pergamo, estavam em um estado misturado; dois em Sardis e 
Laodicéia, estavam grandemente corrompidos: todos esses eram 
exortados a arrependerem-se; como os seguidores de Jezebel e 
Tiatira: dois, em Esmina e Filadélfia, estavam em um estado 
florescente, e eram, portanto, apenas exortados à firmeza. Não pode 
haver estado, que para algum pastor, igreja, ou pessoa comum, que 
não tenha aqui instruções adequadas. Todos, quer eles sejam 
ministros, ou ouvintes, junto com seus inimigos ocultos ou 
declarados, em todas os lugares, e em todas as épocas, podem 
esboçar disto, necessariamente autoconhecimento, reprovação, 
recomendação, advertência, ou confirmação. Quer alguém esteja tão 
morto quanto o anjo em Sardis; ou tão vivo quanto o anjo em 
Filadélfia, este livro é enviado a ele, e o Senhor Jesus tem alguma 
coisa para dizer a ele, nele. Porque as sete igrejas representam, com 
seus anjos, toda a igreja cristã, dispersa por todo o mundo, já que 
ela subsiste, não como alguns têm imaginado, em uma era após a 
outra, mas em todas as épocas. Este é um ponto de profunda 
importância, e sempre necessário de ser lembrado: que essas sete 
igrejas sejam, por assim dizer, um modelo de toda a igreja de 
Cristo, assim como foram, então, como são agora, e como serão em 
todas as épocas. 
 
Pratica as primeiras obras – Exteriormente e interiormente, ou tu 
nunca poderás recuperar o primeiro amor. Mas, se não – Através 
desta palavra está a advertência severa àquelas cinco igrejas que 
foram chamadas ao arrependimento; porque, se Éfeso foi ameaçada, 
quanto mais Sardis e Laodicéia deverão estar temerosas! E, 
portanto, quando elas obedecem ao chamado ou não, existe uma 
promessa ou uma ameaça. (versículo 5, 16, 22) "Lembra-te, pois, de 
onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, 
brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te 
arrependeres. (...) Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e 
contra eles batalharei com a espada da minha boca (...) Eis que a porei 
numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se 
não se arrependerem das suas obras"; (capítulo 3:3, 20) "Lembra-te, 
pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não 
vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti 
virei. (...) Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e 
abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo". Mas, 
até mesmo na ameaça, a promessa está inserida, no caso do 
verdadeiro arrependimento. Eu virei a ti, e removerei teu castiçal do 
lugar – E removerei, a menos que tu te arrependas; o rebanho que 
está agora sob teu cuidado, para outro lugar, onde deverão ser mais 
bem cuidados. Mas do estado florescente da igreja de Éfeso, depois 
disto, existe motivo para crer que eles se arrependeram. 
 
6. Mas tu tens isto – Graça divina busca, o que quer que possa 
ajudar aquele que está caído a recuperar seu estado. Que tu tens as 
obras dos Nicolaitas – Provavelmente assim chamados de Nicolas, 
um dos sete diáconos. (Atos 6:5) "E este parecer contentou a toda a 
multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e 
Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de 
Antioquia". A doutrina e a vida deles eram igualmente corruptas. 
Eles admitiam as mais abomináveis lascívias e adultérios, assim 
como sacrifício para ídolos; tudo que eles colocavam em meio às 
coisas medíocres, e reivindicavam para os ramos da liberdade cristã. 
 
7. Ele que tem ouvido, que ouça – Todo homem, quem quer que 
possa ouvir, afinal, deve cuidadosamente ouvir isto. O que o 
Espírito diz – Nestas grandes e preciosas promessas. 
 
Para as igrejas. E nelas, a todo aquele que conquista; que segue em 
frente, de fé em fé, para a completa vitória sobre o mundo, e a carne, 
e o diabo. Nestas sete cartas, doze promessas estão contidas, que 
são um extrato de todas as promessas de Deus. Algumas delas não 
são expressamente mencionadas, como "a árvore da vida" (capítulo 
22:2) "No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a 
árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e 
as folhas da árvore são para a saúde das nações"; livramento da 
"segunda morte"; (capítulo 20:6) "Bem-aventurado e santo aquele que 
tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda 
morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil 
anos"; o nome no "livro da vida"; (capítulo 20:12) " E vi os mortos, 
grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e 
abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas 
coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras"; (21:27) " E 
não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e 
mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro"; e 
permanecendo "no tempo de Deus" (capítulo 7:15); a inscrição do 
"nome de Deus e do Cordeiro" (capítulo 14:1) " E olhei, e eis que estava 
o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que 
em suas testas tinham escrito o nome de seu Pa"; (22:4) "E verão o seu 
rosto, e nas suas testas estará o seu nome". Nestas promessas, algumas 
vezes, o desfrute dos mais altos bens; algumas vezes, o livramento 
dos maiores males, é mencionado. E cada um encerra o outro; de 
modo que, onde parte é expressa, o todo deve ser entendido. Aquela 
parte é expressa que tem mais semelhança com as virtudes ou obras 
dele que estava falando na carta precedente. 
 
Comer da árvore da vida – A primeira coisa prometida nestas cartas 
é de última e mais alta no cumprimento capítulo 22:2, 14, 19) "No 
meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, 
que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da 
árvore são para a saúde das nações (...) Bem-aventurados aqueles que 
guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, 
e possam entrar na cidade pelas portas... E, se alguém tirar quaisquer 
palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, 
e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro". A árvore da 
vida e da água da vida seguem juntas (capítulo 22:1,2) "E mostrou-
me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono 
de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, e de um e de outro lado do 
rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de 
mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações"; ambos 
implicando o viver com Deus eternamente. 
 
No paraíso do meu Deus – A palavra paraíso significa um jardim de 
prazer. No paraíso terrestre havia uma árvore da vida: não existem 
outras árvores no paraíso de Deus. 
 
8. Essas coisas, diz o primeiro e o último; aquele que estava morto e 
está vivo – Quão diretamente esta descrição tende a confirmá-lo 
contra o medo da morte! (versículos 10, 11) "Nada temas das coisas 
que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para 
que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, 
e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito dizàs igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte". Até 
mesmo o conforto em que o próprio João foi consolado (capítulo 
1:17, 18) "E eu, quando vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim 
a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último; e o 
que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E 
tenho as chaves da morte e do inferno"; deverá o anjo desta igreja ser 
confortado. 
 
9. Eu conheço esta aflição e pobreza – Uma pobre prerrogativa aos 
olhos do mundo! O anjo em Filadélfia igualmente tinha na luz deles, 
a não ser "uma pequena força". E, ainda assim, essas duas foram as 
mais honradas de todas aos olhos do Senhor. Mas tu és rico – Na fé 
e amor, de mais valor do que todos os reinos da terra. Quem diz que 
eles são judeus – O próprio povo de Deus. E não são – Eles não são 
judeus interiormente, não circuncisos no coração. Mas a sinagoga 
de satanás – Que, como eles, foi um mentiroso e assassino, desde o 
início. 
 
10. As primeiras e as últimas palavras deste verso são 
particularmente direcionadas ao ministro, de onde nós podemos 
reunir que seu sofrimento e a aflição da igreja eram, ao mesmo 
tempo, e na mesma duração. 
 
Não temas alguma dessas coisas que tu estás prestes a sofrer – 
Provavelmente, por significar os falsos judeus. 
 
Observa – Isto anuncia a proximidade da aflição. Talvez, em dez 
dias começou no mesmo dia que a Revelação foi lida em Esmirna, 
ou, pelo menos, muito pouco tempo depois. 
 
O diabo - Que coloca todos os opressores para trabalharem; e estes 
mais especificamente. 
 
Esta para arremessar alguns de vocês – Cristãos em Esmirna; onde, 
nas primeiras épocas, o sangue de muitos mártires foi derramado. 
 
Na prisão, que vocês podem ser provados – Para sua vantagem 
inexplicável (I Pedro 4:12, 14) "Amados, não estranheis a ardente 
prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos 
acontecesse; (...) Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados 
sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus; quanto a eles, 
é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, é glorificado". 
 
E vocês deverão ter aflição – Tanto em si mesmos, ou pela simpatia 
com seus irmãos. 
 
Dez dias – (literalmente tomados) no final da perseguição de 
Domitiano, que foi interrompida pelo edito do Imperador Nerva. 
 
É tu fiel – Nosso Senhor não diz, "até que eu venha", como nas outras 
cartas, mas junto a morte. Significando que o anjo desta igreja 
rapidamente depois selou seu testemunho com seu sangue; 
cinqüenta anos antes do martírio de Policarpo, pelo qual alguns o 
têm confundido. 
 
E eu darei a ti a coroa da vida – A recompensa peculiar daqueles 
que são fiéis junto à morte. 
 
11. A segunda morte – O lago de fogo, a porção do medroso, que 
não domina (capítulo 21:8) "Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, 
e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e 
aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde 
com fogo e enxofre; o que é a segunda morte". 
 
12. A espada – Com a qual eu eliminarei o impenitente (versículo 
16) "Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles 
batalharei com a espada da minha boca". 
 
13. Onde o trono de satanás está – Pergamo estava 
desmedidamente entregue à idolatria: assim satanás tinha seu trono 
e completa moradia lá. 
 
Tu reténs rapidamente meu nome – Abertamente e resolutamente 
confessando-me diante de homens. 
 
Até mesmo no dia em que Antipas – Martirizado, sob a ordem de 
Domitiano. 
 
Foi minha testemunha fiel – Feliz é aquele que conhece Jesus, a 
testemunha fiel e verdadeira, dá tal testemunho! 
 
14. Mas tu tens lá – A quem tu deves ter imediatamente lançado 
fora do rebanho. 
 
Aqueles que mantêm a doutrina de Balaão – Doutrina 
proximamente semelhante à dele. 
 
Quem ensinou Balaque – E o restante dos Moabitas. 
 
Para lançar uma pedra de tropeço diante dos filhos homens de 
Israel – Eles são geralmente denominados, os filhos, mas aqui, 
filhos homens, de Israel, em oposição às filhas de Moabe, através 
das quais Balaão as seduziu à fornicação e idolatria. 
 
Comer coisas sacrificadas a ídolos – Que, em cidade tão idólatra, 
como Pergamo, foi, no mais alto grau, prejudicial ao Cristianismo. 
 
E cometer fornicação – Que estava constantemente unida com o 
adorar ídolos pelos ateus. 
 
15. Em igual maneira tu também - Assim como o anjo de Éfeso. 
 
Eles mantinham a doutrina dos Nicolaítas – E tu admitiste que eles 
permanecessem no rebanho. 
 
16. Se não, eu virei a ti – que não escapará totalmente quando eu os 
punir. 
 
E eu lutarei com ele – Não com os Nicolaitas, que são mencionados 
apenas de passagem, mas os seguidores de Balaão. 
 
Com a espada em minha boca – Com meu justo e penetrante 
desprazer. O próprio Balaão, primeiro, teve a oposição do anjo do 
Senhor, com "sua espada desembainhada". (Números 22:23) "Viu, 
pois, a jumenta o anjo do Senhor, que estava no caminho, com a sua 
espada desembainhada na mão; pelo que se desviou a jumenta do caminho, 
indo pelo campo; então Balaão espancou a jumenta para fazê-la tornar ao 
caminho"; e, mais tarde, assassinado com a espada". (Números 31:8) 
"Mataram também, além dos que já haviam sido mortos, os reis dos 
midianitas: a Evi, e a Requém, e a Zur, e a Hur, e a Reba, cinco reis dos 
midianitas; também a Balaão, filho de Beor, mataram à espada". 
 
 17. A ele que vence – E não come daqueles sacrifícios. 
 
Eu darei o maná oculto – Descrito em (João 6). O novo nome 
responde a isto: está agora "oculto com Cristo, em Deus". O maná 
judaico foi mantido na antiga arca da aliança. A arca celestial da 
aliança aparece sob a trombeta dos sete anjos. (Apocalipse 11:19) 
"E abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca da sua aliança foi vista no 
seu templo; e houve relâmpagos, e vozes, e trovões, e terremotos e grande 
saraiva"; onde também o maná oculto é mencionado novamente. 
Parece propriamente significar, a completa, gloriosa, eterna 
realização de Deus. 
 
E eu darei a ele uma pedra branca – Os antigos, em muitas ocasiões, 
deram seus votos no julgamento, através de pequenas pedras; 
através das pretas, eles condenavam; através das brancas, eles 
absolviam. Algumas vezes, também, eles escreviam em pequenas 
pedras lisas. Aqui pode ser uma alusão a ambas. 
 
E um novo nome – Assim, Jacó, depois de sua vitória, ganhou o 
novo nome de Israel. Tu saberias dizer o que teu nome será? O 
caminho para isto é claro: - vencer. Até, então, todas as tuas 
perguntas serão em vão. Tu, então, lerás isto na pedra branca. 
 
18. E o anjo da igreja em Tiatira – Onde o fiel era apenas um 
pequeno rebanho. 
 
Essas coisas, diz o Filho de Deus – Veja quão grande ele é, que 
apareceu "como um filho do homem". (verso 1:13) "E no meio dos sete 
castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma 
roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro". 
 
Quem tem olhos como uma chama de fogo – "Sondando as mentes e o 
coração", (verso 23) "E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas 
saberão que eu sou aquele que sonda as mentes e os corações. E darei a 
cada um de vós segundo as vossas obras". E pés como de metal fino – 
Denotando sua força imensa. Jó contém a ambas, sua sabedoria para 
discernir o que quer que seja inoportuno, e seu poder para vingar 
isto, em uma sentença. (Jó 42:2) "Nenhum pensamento está oculto para 
ele, e ele pode fazer todas as coisas". 
 
19. Eu conheço teu amor – Quão diferente característica é esta, 
daquela do anjo da igreja em Éfeso! O último não poderia admitir o 
mau, e odiava as obras dos Nicolaitas; mas havia deixado seu 
primeiro amor e as primeiras obras. O anterior reteve seu primeiro 
amor, e teve mais e mais obras, mas admitiam os maus, e não se 
opuseram a eles, com conveniente veemência. Características 
misturadas, ambas; ainda assim, o último, não o primeiro, é 
reprovado por sua queda, e ordenado a arrepender-se. 
 
E a fé, e teuserviço, e perseverança – O amor é mostrado, 
exercitado, e melhorado por servir a Deus e nosso próximo; assim é 
fé, pela perseverança e boas obras. 
 
20. Mas tu admitiste aquela mulher Jezebel – Quem não deveria 
ensinar, afinal (I Timóteo 2:12) "Não permito, porém, que a mulher 
ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio". 
 
Para ensinar e seduzir meus servos – Em Pergamo, estavam muitos 
seguidores de Balaão; em Tiatira, um grande enganador. Muitos 
dos antigos disseram que esta era a esposa do próprio pastor. 
Jezebel do passado conduziu o povo de Deus à declarada idolatria. 
Esta Jezebel, adequadamente chamada pelo seu nome, pela 
semelhança entre as obras deles, os conduziu a tomarem parte da 
idolatria dos pagãos. Isto ela parece ter feito, primeiro, seduzindo-
os à fornicação, exatamente como Balaão fizera: considerando que 
em Pergamo, eles eram primeiro seduzidos à idolatria, e, mais tarde 
à fornicação. 
 
21. E eu dei tempo a ela para arrepender-se – Tão grande é o poder 
de Cristo! Mas ela não se arrependerá – Assim, embora o 
arrependimento seja o dom de Deus, o homem pode recusá-lo; Deus 
não irá obrigar. 
 
22. Eu a lançarei na cama, em grande aflição – e eles que cometem, 
quer adultério carnal ou espiritual com ela, exceto que se 
arrependam – Ela teve sua chance antes. 
 
Das obras dela – Aquelas às quais ela induziu a deles, e com as quais 
ela os havia comprometido. Observa-se que o anjo da igreja em 
Tiatira estava apenas envergonhado por aceitá-la. Esta falta cessou, 
quando Deus trouxe vingança sobre ela. Portanto, ele não está 
expressamente exortando a arrependerem-se, embora esteja 
contido. 
 
23. Eu matarei os filhos dela – Aqueles a quem ela arrastou para o 
adultério, e aqueles a quem ela seduziu. 
 
Com a morte – Esta expressão denota morte, através de praga, ou 
por algum golpe manifesto da mão de Deus. Provavelmente, a 
vingança notável, levada sobre os filhos dela, foi o sinal da certeza 
de tudo o mais. 
 
E todas as igrejas – Para as quais tu agora escreves. 
 
Devem saber que eu sondo as mentes – Os desejos. 
 
E os corações – Pensamentos. 
 
24. Mas eu digo a vocês que não mantêm esta doutrina – De 
Jezebel. 
 
Quem não conhece as profundezas de satanás – Ó feliz ignorância! 
À medida que falam – Isto foi continuamente alardeando as coisas 
das profundezas que eles ensinaram. Nosso Senhor reconhece que 
eles estavam no fundo, até mesmo, no fundo como no inferno: 
porque eles estavam nas mesmas profundezas de satanás. Foram 
sobre estas, o mesmo que Martinho Lutero fala? Seria bom que não 
houvesse alguns de seus compatriotas agora na Inglaterra que as 
conheçam tão bem! Eu colocarei sobre vocês nenhum outro fardo – 
Do que aqueles que vocês já sofrem de Jezebel e seus adeptos. 
 
25. O que vocês – Ambos o anjo e a igreja têm. 
 
26. Através das obras – Aquelas que eu tenho ordenado. 
 
A ele eu darei poder sobre as nações – Ou seja, eu darei a ele o 
compartilhar comigo daquela vitória gloriosa que o Pai me 
prometeu sobre todas as nações, quem até agora me resistiu 
(Salmos 2:8, 9) "Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins 
da terra por tua possessão. Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu 
os despedaçarás como a um vaso de oleiro". 
 
27. E ele deverá governá-las – Ou seja, deverá compartilhar 
comigo, quando eu fizer isto. 
 
Com bastão de ferro – Com poder irresistível empregado naqueles 
apenas que do contrário não se submeterão; os quais, por meio 
disto, serão feitos em pedaços – Totalmente conquistados. 
 
28. Eu darei a ele a estrela da manhã – Tu, ó Jesus, és a estrela da 
manhã! Ó dá-me a ti mesmo! Então, eu não desejarei o sol, apenas a 
ti, que és o sol também. Aquele a quem está estrela ilumina tem 
sempre manhã e não, noite. Os deveres e promessas aqui respondem 
uns aos outros; o conquistador valente tem poder sobre as nações 
obstinadas. E ele que, depois de ter conquistado seus inimigos, 
mantém as palavras de Cristo até o fim, terá a estrela da manhã – 
um brilho inexprimível, e domínio pacífico nele. 
 
APOCALIPSE 3 
 
1. Os sete espíritos de Deus – O Espírito Santo, de quem somente 
toda a vida e força espiritual procede. 
 
E as sete estrelas – que estão subordinadas a ele. 
 
Tu tens um nome que tu vives – Uma justa reputação, uma 
aparência exterior agradável. Mas aquele Espírito vê através de 
todas as coisas, e cada aparência vazia desaparece diante dele. 
 
2. As coisas que permanecem – Na tua alma; conhecimento da 
verdade, bons desejos, e convicções. 
 
O que estava pronto para morrer – Onde quer que o orgulho, 
indolência, ou leviandade revivem, todos os frutos do Espírito estão 
prontos para morrer. 
 
3. Lembra-te como – Humildemente, zelosamente, seriamente – Tu 
recebeste a graça de Deus, uma vez, e ouviste – Sua palavra. 
 
E seguraste firme – A graça que tu recebeste. 
 
E arrependa-te – De acordo com a palavra que tu tens ouvido. 
 
4. Ainda assim, tu tens poucos nomes – Ou seja, pessoas, Mas 
embora poucos, eles não se separaram do restante; do contrário, o 
anjo de Sardes não os teria. Ainda assim, não foi virtude dele, que 
eles estivessem imaculados. Considerando que foi sua falta que eles 
fossem a não ser, poucos. 
 
Quem não tem corrompido suas vestes – Quer por macularem a si 
mesmos, quer por compartilharem dos pecados de outros homens. 
 
Eles deverão caminhar comigo puros – na alegria. Em perfeita 
santidade; na glória. 
 
Eles são merecedores – Alguns poucos bons, entre muitos maus, 
são indubitavelmente aceitáveis para Deus. Ó, quão mais feliz é este 
mérito, do que aquele mencionado em Apocalipse 16:6 "Visto como 
derramaram o sangue dos santos e dos profetas, também tu lhes deste o 
sangue a beber; porque disto são merecedores". 
 
5. Ele deverá ser vestido com vestes brancas – A cor da vitória, 
alegria, e triunfo. 
 
E eu não mancharei seu nome do livro da vida – Como aquele do 
anjo da igreja de Sardes: mas ele deverá viver para sempre. 
 
Eu confessarei seu nome – Como um dos meus servos fiéis e 
soldados. 
 
7. O santo, o verdadeiro – Dois grandes e gloriosos nomes, ele que 
tem a chave de Davi – Um chefe de uma família, ou um príncipe, 
tem uma ou mais chaves, com as quais ele pode abrir e fechar todas 
as portas de sua casa oi palácio. Assim Davi tem a chave, um toque 
do direito e soberania, que foi, mais tarde, ordenado a Eliaquim 
(Isaías 22:22) "E porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro, e 
abrirá, e ninguém fechará; e fechará, e ninguém abrirá". Muito mais tem 
Cristo, o Filho de Davi, a chave da cidade espiritual de Davi, a Nova 
Jerusalém; o supremo direito, poder, e autoridade, como em sua 
própria casa. Ele abriu isto a eles que conquistaram, e ninguém 
fechou: ele a fechou contra todos os medrosos, e ninguém abriu. 
Igualmente, quando ele abriu a porta na terra para suas obras e seus 
servos, ninguém pode fechar; e quando ele fechar, contra o que quer 
que possa ferir ou corromper, ninguém poderá abrir. 
 
8. Eu dei, diante de ti, abri a porta – Para entrar na alegria de teu 
senhor; e, neste meio tempo, seguir desimpedido em toda boa obra. 
 
Tu tens uma pequena força – mas pouca força humana exterior; 
uma companhia pequena, pobre, simples, e desprezível. Ainda assim, 
tu tens mantido minha palavra – Ambos no julgamento e prática. 
 
9. Observe, eu – que tenho todo o poder; e eles devem, então, 
condescender. 
 
Eu irei fazê-los vir e curvarem-se diante de teus pés – Prestarem a 
ti a mais profunda referência. 
 
E sei – Por fim, que tudo depende do meu amor, e que tu tens um 
lugar nele. Ó, quão freqüentemente o julgamento das pessoas 
mudam completamente, quando o Senhor olha para elas! (Jó 42:7, 
em diante) "Sucedeu que, acabando o Senhor de falar a Jó aquelas 
palavras, o Senhor disse a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu 
contra ti, e contra os teus dois amigos, porque não falastes de mim o que 
era reto, como o meu servo Jó". 
 
10. Porque tu tens mantido a palavra de minhaperseverança – A 
palavra de Cristo é, de fato, uma palavra de perseverança. Eu 
também manterei a ti – Ó, feliz isenção daquela calamidade 
espalhada! Da hora da tentação – De maneira que tu não deverás 
cair em tentação; mas ela passará por sobre ti. A hora denota o 
curto tempo de sua continuidade; ou seja, em qualquer lugar. A 
todos foi muito violenta, embora curta; em que a grande disposição 
não foi negligente. (capítulo 2:10) "Nada temas das coisas que hás de 
padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais 
tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-
ei a coroa da vida". Cuja hora virá sobre toda a terra - Todo o 
Império Romano. Foi sobre os cristãos, e sobre os judeus e pagãos; 
embora em de uma maneira muito diferente. Foi a hora da 
perseguição, sob o comando aparentemente virtuoso do imperador 
Trajano. As duas perseguições precedentes estavam debaixo desses 
monstros, Nero e Domitiano; mas Trajano era tão admirado, pela 
sua bondade, e sua perseguição foi de tal natureza, que ela foi uma 
tentação de fato, e tentou totalmente a eles que habitavam sobre a 
terra. 
 
11. Tua coroa – Que está pronta para ti, se tu agüentar até o fim; 
 
12. E eu farei dele um pilar no templo de meu Deus – Eu o fixarei 
como bonito, tão útil, e tão inalterável, como um pilar na igreja de 
Deus. 
 
E ele não deverá ir mais embora – Mas deverá ser santo e feliz para 
sempre. 
 
E eu irei escrever junto a ele o nome de meu Deus – De maneira 
que a natureza e a imagem de Deus deva aparecer visivelmente 
junto a ele. 
 
E o nome da cidade de meu Deus – Dando a ele um título para 
habitar na Nova Jersualém. E meu novo nome – Uma porção 
naquela alegria, com em que eu entrei, depois de dominar todos 
meus inimigos. 
 
14. Para o anjo da Igreja de Lodicéia – Por esses, Paulo tinha uma 
grande preocupação. (Colossenses 2:1) "Porque quero que saibais 
quão grande combate tenho por vós, e pelos que estão em Laodicéia, e por 
quantos não viram o meu rosto em carne". 
 
Essas coisas, diz o Amém – Ou seja, O Verdadeiro, o Deus da 
verdade. 
 
O princípio – O Autor, Príncipe, Governador. 
 
Da criação de Deus – De todas as criaturas; o princípio, ou Autor, 
através de quem Deus fez todos eles. 
 
15. Eu conheço tuas obras; que tu nem és frio, nem quente: eu 
gostaria que tu fosses frio ou quente. 
 
Que tu és nem frio – Um estranho completo para as coisas de Deus, 
tendo nenhum cuidado ou pensamento a respeito delas. 
 
Nem quente – Como água fervente: assim devemos ser penetrados e 
aquecidos pelo fogo do amor. 
 
O que tu és – Isto deseja nosso Senhor plenamente concluir que ele 
não opera sobre nós irresistivelmente, como o fogo faz sobre a água 
que ele ferve. 
 
Frio ou calor – Até mesmo, se tu fores frio, sem algum pensamento 
ou profissão de religião, haveria mais esperança de tua recuperação. 
 
16. Assim, porque tu és morno – O efeito da água morna é bem 
conhecido. 
 
Eu estou prestes a vomitar-te – Eu irei lançar-te fora de mim 
extremamente; ou seja, exceto se te arrependeres. 
 
17. Porque tu dizes – Portanto "Eu aconselho a ti", etc. 
 
Eu sou rico – Nos dons e graça, assim como bens mundanos. 
 
E não sabes que tu és – no relato de Deus, vil e deplorável. 
 
18. Eu aconselho a ti – que és pobre, e cego, e nu. 
 
A comprar de mim – Sem dinheiro ou valor. 
 
Deus purificou no fogo – Fé viva, e verdadeira, que é purificada na 
fornalha da aflição. 
 
E vestimenta branca – Santidade verdadeira. 
 
E olho Salvador – Iluminação spiritual; a "unção do Espírito único", 
que ensina todas as coisas. 
 
19. A quem quer que eu ame – Até mesmo a ti, tu pobre 
Laodiceanos! Ó, quanto mais tem seu amor incansável a fazer! Eu 
repreendo – Pelo que é passado. 
 
E repreendo – Para que eles possam emendar-se para o tempo 
vindouro. 
 
20. Eu permaneço à porta, e bato – Até mesmo, neste instante; 
enquanto ele está falando esta palavra. 
 
Se algum homem abre – Prontamente, receba-me. 
 
Eu cearei com ele – Renovando-o com minhas graças e dons, e me 
encantando no que eu tenho dado. 
 
E ele comigo – Na vida eterna. 
 
21. Eu permitirei a ele sentar-se comigo em meu trono – Uma 
felicidade e glória inexplicáveis. Em outras partes, o próprio céu é 
denominado o trono de Deus: mas este trono está no céu. 
 
22. Ele que tem ouvido, que ouça… - Isto se situa nas primeiras 
cartas, antes da promessa; nas quatro últimas, depois dela; 
claramente dividindo as sete em duas partes; a primeira contendo 
três; a última, quatro cartas. Os títulos dados a nosso Senhor, nas 
primeiras três cartas, peculiarmente, se referem ao seu poder, depois 
de sua ressurreição e ascensão; particularmente, sobre sua igreja; 
aquelas, nas quatro cartas, sua divina glória, e a unidade com o Pai e 
o Espírito Santo. Novamente, esta palavra, colocada antes das 
promessas, nas três primeiras cartas, exclui os falsos profetas em 
Éfeso; os falsos judeus em Esmirna; e os parceiros com os ateus em 
Pergamo, de terem alguma porção nela. Nas quatro cartas, sendo 
colocadas depois delas, deixa as promessas imediatamente juntas 
com o discurso de Cristo ao anjo da igreja, para mostrar que o 
cumprimento dessas estava próximo; considerando que as outras 
alcançam além do fim do mundo. Deve-se observar, que o domínio, 
ou vitória (ao que, somente, essas promessas peculiares estão 
anexadas), não é a vitória comum obtida por cada crente; mas a 
vitória especial sobre as grandes e peculiares tentações, através 
desses que são fortes na fé. 
 
CAPÍTULO 4 
 
1. Depois dessas coisas – Como se ele tivesse dito: Depois de eu ter 
escrito essas cartas, da boca de meu Senhor. Através da pequena 
parte e, das diversas partes desta profecia são usualmente ligadas: 
através da expressão, depois dessas coisas, elas são distinguidas 
umas das outras (capítulo 7:9) "Depois destas coisas, eu olhei, e eis 
aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e 
tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o 
Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos". (19:1) 
"E, depois destas coisas, eu ouvi no céu como que uma grande voz de uma 
grande multidão, que dizia: Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder 
pertencem ao Senhor nosso Deus". Através daquela expressão, e depois 
dessas coisas, elas são distinguidas, e ainda assim, ligadas. (capítulo 
7:1) "E depois destas coisas, eu vi quatro anjos que estavam sobre os 
quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que 
nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore 
alguma".(15:5) "E depois disto, eu olhei, e eis que o templo do tabernáculo 
do testemunho se abriu no céu". (18:1) "E depois destas coisas, eu vi descer 
do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a 
sua glória". João sempre viu e ouviu, e, então, imediatamente anotou 
uma parte depois outra: e uma parte é constantemente dividida da 
outra, por algumas dessas expressões. 
 
Eu vi – Aqui começa a relação da visão principal, que está ligada 
totalmente; como aparece "do trono, e dele que se senta nele"; "o 
Cordeiro", (quem até aqui tem aparecido na forma de um homem); 
"as quatro criaturas vias"; e "os vinte e quatro anciãos", representados 
deste lugar até o fim. Deste lugar, é absolutamente necessário 
manter em mente as ordens genuínas dos textos, como se situam na 
lista precedente. 
 
A porta abriu no céu – Diversas dessas aberturas são 
sucessivamente mencionadas. Aqui uma porta é aberta; mais yarde, 
"o templo de Deus no céu". (apocalipse 11:19) "E homens de vários 
povos, e tribos, e línguas, e nações verão seus corpos mortos por três dias e 
meio, e não permitirão que os seus corpos mortos sejam postos em 
sepulcros"; (15:5) "E depois disto olhei, e eis que o templo do tabernáculo 
do testemunho se abriu no céu"; e, por fim, o próprio "céu" (19:11) "E 
vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele 
chama-seFiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça". Através de 
cada um desses, João ganha uma nova e mais extensiva perspectiva. 
 
E a primeira voz que eu ouvi – Ou seja, aquela de Cristo: mais 
tarde, ele ouviu as vozes de muitos outros. 
 
Disse: Venha para cá – Não em corpo, mas em espírito; que foi 
imediatamente feita. 
 
2. E imediatamente eu estava em espírito – Até mesmo, no mais 
alto grau do que antes (capítulo 1:10) "Eu fui arrebatado no Espírito 
no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de 
trombeta". 
 
E, observe, um trono estava colocado no céu – João vai escrever: 
"coisas que deverão ser"; e, com este objetivo, ele é aqui mostrado, 
depois de uma maneira celeste, como, o quer que "deva ser", se bom 
ou mau, flui de fontes invisíveis; e como, depois disto ser feito no 
teatro visível do mundo e da igreja, flui de volta novamente para o 
mundo invisível, como sua extensão apropriada e final. Aqui os 
comentaristas se dividem: alguns procedem teologicamente; outros, 
historicamente; conseqüentemente, a maneira correta é reunir 
ambos. A corte do céu está aqui colocada aberta; e o trono de Deus 
é, por assim dizer, o centro do qual tudo no mundo visível parte, e 
para o qual tudo retorna. Aqui, também o reino de satanás é 
exposto; e, conseqüentemente, nós podemos extrair as coisas mais 
importantes da maioria compreensiva, e, ao mesmo tempo, a 
historia mais secreta do reino do inferno e céu. Mas nisto nós 
devemos estar satisfeito em conhecer apenas o que é expressamente 
revelado neste livro. Isto descreve, não meramente que bem ou mal 
é sucessivamente conduzidos sobre a terra, mas como cada um 
brota do reino da luz ou das trevas, e continuamente tende à fonte 
de onde ela surge: De modo que nenhum homem pode explicar tudo 
que está contido nela, da história da igreja militante apenas. E ainda 
assim, as histórias das épocas passadas têm seu uso, como este livro 
é propriamente profético. Quanto mais, portanto, nós observamos o 
cumprimento dele, tanto mais podemos louvar a Deus, em sua 
verdade, sabedoria, justiça, e poder onipotente, e aprender adequar 
a nós mesmo ao tempo, de acordo com as direções notáveis contidas 
na profecia. 
 
E alguém se sentou no torno – Como um rei, governador, e juiz. 
Aqui está descrito Deus, Onipotente; o Pai do céu, em sua 
majestade, glória e domínio. 
 
3. E ele que se sentava era na aparência – Brilhava com um brilho 
visível, como aquele das pedras preciosas cintilante, tais como 
aqueles que estavam no passado, sobre o peitoral do sumo 
sacerdote, e aquelas colocadas quando das fundações da nova 
Jerusalém (capítulo 21:19, 20) "E os fundamentos do muro da cidade 
estavam adornados de toda a pedra preciosa. O primeiro fundamento era 
jaspe; o segundo, safira; o terceiro, calcedônia; o quarto, esmeralda; O 
quinto, sardônica; o sexto, sárdio; o sétimo, crisólito; o oitavo, berilo; o 
nono, topázio; o décimo, crisópraso; o undécimo, jacinto; o duodécimo, 
ametista". Se existe alguma coisa emblemática nas cores destas 
pedras, possivelmente o jaspe, que é transparente e de branco 
resplandecente, com uma mistura de bonitas cores, possa ser um 
símbolo da pureza de Deus, com várias outras perfeições, que brilha 
em todas as suas dispensações. A pedra sardinha, de um vermelho 
vivo, pode ser um emblema da justiça, e a vingança que ele está 
prestes a executar sobre seus inimigos. Uma esmeralda, sendo 
verde, pode indicar favor para o bem; um arco-íris, a aliança eterna. 
Veja (Gênesis 9:9) "E eu, eis que estabeleço a minha aliança convosco e 
com a vossa descendência depois de vós". E isto estando em volta de 
toda a largura do trono, fixada da distância daqueles que 
permaneceram ou se sentaram ao redor dele. 
 
4. E em volta do trono – Em um círculo, estão os vinte e quatro 
tronos, e sobre os tronos vinte e quatro anciãos – O mais santo de 
todas as primeiras épocas (Isaías 24:23) "E a lua se envergonhará, e o 
sol se confundirá quando o Senhor dos Exércitos reinar no monte Sião e 
em Jerusalém, e perante os seus anciãos gloriosamente"; (Hebreus 12:1) 
"Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande 
nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de 
perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está 
proposta"; representando todo o corpo dos santos. 
 
Sentado – Em geral; mas caindo ao chão, quando eles adoraram. 
 
Vestido em vestes brancas – Este e as coroas de ouro deles mostram 
que eles já terminaram seu curso, tomado o lugar deles, em meio 
aos cidadãos do céu. Eles nunca são denominados, almas, e, disto, é 
provável que eles já têm seus corpos glorificados. Compare com 
(Mateus 27:52) "E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos 
que dormiam foram ressuscitados". 
 
5. E do trono saem luzes – Que afeta a vista. 
 
Vozes – Que afetam o ouvir. 
 
Trovões – Que fazem todo o corpo tremer. Homens fracos 
consideram tudo isto terrível; mas para os habitantes dos céus, é 
uma mera fonte de alegria e prazer, misturado com reverência à 
Majestade Divina. Até mesmo para os santos na terra, esses 
transmitem luz e proteção; mas para seus inimigos, terror e 
destruição. 
 
6. E diante do trono está um mar como vidro, como cristal – Amplo 
e profundo; puro e claro; transparente e suave. Ambas as "sete 
lâmpadas de fogo", e este mar está diante do trono; e ambos podem 
significar "os sete espíritos de Deus", o Espírito Santo; cujos poderes e 
operações são freqüentemente representados, ambos sob o emblema 
do fogo e água. Nós lemos novamente (capítulo 15:2) "E vi um 
como mar de vidro misturado com fogo; e também os que saíram vitoriosos 
da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome, que 
estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus"; de "um mar 
como de vidro", onde não existe menção das "as sete lâmpadas de fogo"; 
mas, ao contrário, o próprio mar está "misturado com fogo". Nos 
lemos também (capítulo 22:1) "E mostrou-me o rio puro da água da 
vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro"; de 
"uma corrente de água da vida, clara como cristal". Agora, o mar que 
está diante do trono, e a correnteza que sai dele, podem ambos 
significar o mesmo; ou seja, o Espírito de Deus. 
 
E, no meio do trono – Com respeito à sua altura. 
 
Em volta do trono – Ou seja, em direção aos quatro cantos, leste, 
oeste, norte e sul. 
 
Havia quatro criaturas vivas – Não bestas, não mais do que 
pássaros. Esses parecem ser tomados do querubim, nas visões de 
Isaías e Ezequiel, e no Santíssimo. Havia, sem dúvida, alguns dos 
poderes principais dos céus; mas de que ordem, não é fácil 
determinar. É muito provável que os vinte e quatro anciãos possam 
representar a igreja judaica: suas harpas parecem anunciar o seu 
terem pertencido ao serviço do tabernáculo antigo, onde era 
costume usá-las. Se assim, as criaturas viventes podem representar 
a igreja cristã. Seu número, também é simbólico da universalidade e 
graus com a dispensação do Evangelho, que se estendeu a todas as 
nações debaixo do céu. E a "canção nova", que eles todos cantam diz: 
"Tu redimiste a nós de todo parentesco, e língua, e pessoas e nação". 
(capítulo 5:9) "E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de 
tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu 
sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e 
nação"; não poderia possivelmente ajustar o judeu, sem a igreja 
cristã. 
 
A primeira criatura vivente era como um leão – Para significar 
coragem destemida. 
 
A segunda como um bezerro – Ou boi (Ezequiel 1:10) "E a 
semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e do lado direito 
todos os quatro tinham rosto de leão, e do lado esquerdo todos os quatro 
tinham rosto de boi; e também tinham rosto de águia todos os quatro".; 
para significar paciência incansável. 
 
A terceira, com a face de um homem – Para significar prudência e 
compaixão. 
 
A quarta – como uma águia – Parasignificar atividade e vigor. 
 
Cheio de olhos – Para indicar sabedoria e conhecimento. 
 
Diante – Para ver a face daquele que se senta no trono. 
 
E atrás – Para ver o que é feito, entre as criaturas. 
 
7. E o primeiro – Exatamente tal eram os quatro querubins em 
Ezequiel, que sustentavam o movimento do trono de Deus, 
conseqüentemente cada um desses que obscureciam o trono da 
misericórdia do Santíssimo tinham todas essas quatro faces: de onde 
um grande homem, recentemente falecido, os supõe terem sido 
emblemáticos da Trindade, e a encarnação da segunda Pessoa. 
 
Uma água voando – Com as asas expandidas. 
 
8. Cada uma delas tem seis asas – Como tinha cada um dos serafins 
na visão de Isaías. "Duas cobriam sua face", como sinal de humildade 
e reverência: "duas seus pés", talvez, em sinal de prontidão e 
diligência por executarem incumbências divinas. 
 
Em volta e dentro elas eram cheias de olhos – Em volta – Para ver 
todas as coisas que estão além do trono do que elas mesmas estão. 
 
E dentro – Na parte interior do círculo, que elas fizeram com uma 
outra. Primeiro, elas olharam do centro para a circunferência, então, 
da circunferência para o centro. 
 
E elas não descansaram – Ó, feliz desassossego! Dia e noite! – Como 
falamos na terra. Mas não existe noite no céu. 
 
E dizem: Santo, santo, santo – É o Deus Trino. Existem duas 
palavras no original, muito diferente uma da outra. ; ambas que 
traduzimos santos. Uma significa, propriamente, misericordioso; 
mas a outra, que ocorre aqui, implica muito mais. Esta santidade é a 
soma de todo louvor, que é dado ao Criador Onipotente, por tudo 
que ele faz e revela, concernente a si mesmo, até que a nova canção 
traga consigo a nova matéria de glória. Esta palavra significa 
propriamente separada, ambas, em Hebreu e outras línguas. E 
quando Deus é denominado santo, isto denota aquela excelência que 
é completamente peculiar a si mesmo; e a glória fluindo de todos os 
seus atributos, unidos, brilhando adiante de todas as suas obras, e 
escurecendo todas as coisas além de si mesmo, por meio da qual ele 
está, e eternamente permanece, de uma maneira incompreensível, 
separada, e à uma distância, não apenas de tudo que é impuro, mas 
igualmente de tudo que é criado. Deus está separado de todas as 
coisas. Ele está, e as obras de si mesmo; provinda de si mesmo; em 
si mesmo; através de si mesmo; para si mesmo. Portanto, ele é o 
primeiro e o último, o único e o Eterno, vivo e feliz, infinito, e 
imutável; Onipotente, Onisciente; sábio e verdadeiro; justo e fiel; 
gracioso e misericordioso. Por esta razão é que santo e santidade 
significam o mesmo como Deus e Divindade: e como nós dizemos 
de um rei: "Sua Majestade"; assim as Escrituras dizem de Deus: "Sua 
Santidade". (Hebreus 12:10) "Porque aqueles, na verdade, por um 
pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso 
proveito, para sermos participantes da sua santidade". O Espírito Santo 
é o Espírito de Deus. Quando se fala de Deus, ele é freqüentemente 
nomeado, "o Espírito Único": e como Deus jura pelo seu nome, assim 
ele também, pela sua santidade; ou seja, por si mesmo. Esta 
santidade é freqüentemente denominada glória: freqüentemente sua 
santidade e glória são celebradas juntas. (Levíticos 10:3) "E disse 
Moisés a Arão: Isto é o que o Senhor falou, dizendo: Serei santificado 
naqueles que se chegarem a mim, e serei glorificado diante de todo o povo. 
Porém Arão calou-se"; (Isaías 6:3) "E clamavam uns aos outros, 
dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está 
cheia da sua glória". Porque santidade é glória oculta, e glória é 
santidade revelada. As Escrituras falam abundantemente de 
santidade e glória do Pai, Filho e Espírito Santo. E, por meio disto, 
está o mistério da Santa Trindade, eminentemente confirmada. 
Também é chamado santo o que é consagrado a ele, e por tal 
finalidade separado das outras coisas: e assim é que dentro podemos 
ser como Deus, ou unido a ele. No hino semelhante a isto, 
registrado por Isaías (Isaias 6:3), é acrescentado: "toda a terra é 
cheia de sua glória". Mas isto é adiado na Revelação, até que a glória 
do Senhor (seus inimigos sendo destruídos) preencha a terra. 
 
9 – 10. E quando as criaturas vivas dão glória, os anciãos caíram – 
Ou seja, tão freqüentemente quanto as criaturas vivas dão glória, 
imediatamente os anciãos caem ao chão. A expressão implica que 
eles caíram, assim, ao mesmo tempo, e que eles ambos, fazem isto 
freqüentemente. As criaturas vivas não dizem diretamente: "Santo, 
santo, santo és tu"; mas apenas se curvam um pouco, da profunda 
reverência e dizem: "Santo, santo, santo é o Senhor". Mas os anciãos, 
quando eles caem, pode dizer: "Merecedor és tu, ó Senhor nosso Deus". 
 
11. Merecedor és tu de receber – Isto ele recebe não apenas quando 
ele é assim louvado, mas também quando ele destrói seus inimigos e 
glorifica a si mesmo novamente. 
 
A glória e a honra e o poder – Respondendo o trino-santo das 
criaturas vivas (verso 9). Porque tu criaste todas as coisas – 
Criação é o alicerce de todas as obras de Deus: portanto, por isto, 
assim como por suas outras obras, ele será louvado por toda a 
eternidade. 
 
E através de ti, eles serão – Eles começaram a ser. É para a livre, 
graciosa vontade Dele, quem não pode possivelmente precisar de 
alguma coisa, operando poderosamente, para que todas as coisas 
possuam a primeira existência delas. 
 
E são criadas - Ou seja, continuam na existência sempre, desde que 
foram criadas. 
 
CAPÍTULO 5 
 
1. E eu vi – Esta é a continuação da mesma narrativa. 
 
Na mão direta – O emblema de seu poder todo governante. Ele a 
mantinha abertamente, com o objetivo de dá-lo a ele que era 
merecedor. É escassamente necessário observar, que não existe no 
céu algum livro verdadeiro ou pergaminho, ou papel, ou o que 
Cristo realmente coloque lá, na forma de um leão ou de um 
cordeiro. Nem existe na terra alguma besta monstruosa com sete 
cabeças ou dez chifres. Mas como existe sobre a terra alguma coisa 
que, em seu tipo, responde a tal representação, então existem nos 
conselhos e transações divinos celestes respondíveis a essas 
expressões figuradas. Tudo isto foi representado a João, em Patmos, 
em um dia, através de visão. Mas o cumprimento dela se estende 
daquele tempo, através de todas as épocas. Escritos servem para nos 
informar de coisas distantes e futuras. E destas coisas que estão 
ainda para vier são figurativamente ditas estarem "escritas no livro de 
Deus"; assim eram naquele tempo os conteúdos desta profecia 
valiosa. Mas o livro foi selado. Agora vem a abertura e execução 
também das grandes coisas que são, por assim dizer, as letras dele. 
 
Um livro escrito dentro e fora – Ou seja, nenhuma parte dele é 
branca; é cheia de matéria. 
 
Selado com sete selos – De acordo com as sete partes principais 
contidas nele, um do lado de fora de cada. Os livros usuais dos 
antigos não eram iguais aos nossos, mas eram volumes, ou longas 
peças de pergaminho, enrolados junto a um longo bastão, como 
freqüentemente enrolamos fios de seda. Tal era isto representado, o 
que foi selado com sete selos. Não, como se o apóstolo visse todos 
os selos de uma vez; porque havia sete volumes empacotado um 
dentro do outro, cada qual estava selado: de maneira que abrindo e 
desenrolando o primeiro, o segundo pareceria estar selado, até que 
fosse aberto, e assim seguinte até o sétimo. O livro e seus selos 
representam todo o poder no céu e terra dado para Cristo. Uma 
cópia deste livro está contida nos capítulos seguintes. Através "das 
trombetas", contida, sob os sete selos, o reino do mundo é 
estremecido, para que ele possa, por fim, tornar-se o reino de Cristo. 
Através "dos frascos", sob as sete trombetas, o poder da besta e o que 
quer que esteja ligado a ela, seja quebrado. Esta soma de todos, nós 
devemos ter continuamente diante de nossos olhos: de modo que 
toda a Revelação flua em sua ordem natural. 
 
2. E euvi um anjo forte – Esta proclamação a toda criatura foi tão 
grande para um homem fazer, e, ainda assim, não se tornou o 
próprio Cordeiro. Foi, portanto, feita por um anjo, e um de 
eminência incomum. 
 
3. E ninguém – Nenhuma criatura; não, nem a própria Maria. 
 
No céu, ou na terra; nem debaixo da terra – Ou seja, ninguém no 
universo. Porque estas são as três grandes regiões dentro do que 
toda a criação é dividida. 
 
Mas capaz de abrir o livro – De declarar os conselhos de Deus. 
 
Não para olhar sobre ele – De modo a entender alguma parte dele. 
 
 
4. E eu choro muito – Um choro que brota da grandeza da mente. A 
ternura do coração que ele sempre teve aparece mais claramente 
agora que ele esteve fora de seu próprio poder. A Revelação não foi 
escrita sem lágrimas; nem sem lágrimas será entendida. Quão longe 
estão eles do temperamento de João que inquiriu, segundo alguma 
coisa melhor do que os conteúdos deste livro! Sim. Quem aplaude a 
própria clemência deles, se eles perdoam aqueles que inquirem 
neles! 
 
5. E um dos anciãos – Provavelmente, um daqueles que se erguem 
com Cristo, e, mais tarde, ascendem ao céu. Talvez, um dos 
patriarcas. Alguns pensam que foi Jacó, de cuja profecia o nome do 
Leão é dado a ele. (Gênesis 49:9) "Judá é um leãozinho, da presa 
subiste, filho meu; encurva-se, e deita-se como um leão, e como um leão 
velho; quem o despertará?". 
 
O Leão da tribo de Judá – O príncipe vitorioso que é, como um leão, 
capaz de rasgar todos os seus inimigos em pedaços. 
 
Uma raiz de Davi – Um Deus, a raiz e fonte da família de Davi 
(Isaías 11:1, 10) "Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das 
suas raízes um renovo frutificará. (...) E acontecerá naquele dia que a raiz 
de Jessé, a qual estará posta por estandarte dos povos, será buscada pelos 
gentios; e o lugar do seu repouso será glorioso". 
 
Tem prevalecido para abrir o livro – Tem superado todas as 
obstruções, e obtido a honra para revelar os conselhos divinos. 
 
6. E viu – (1) Cristo no, ou no meio do trono; (2) as quarto 
criaturas viventes fazendo um círculo em volta dele; e, (3) os vinte e 
quatro anciãos fazer um circulo maior em volta dele e deles. 
 
De pé – Ele não mais se deita. Ele não mais cai em sua face; os dias 
de sua fraqueza e murmúrio estão terminados. Ele está agora na 
postura de prontidão para executar todos os seus ofícios de profeta, 
sacerdote, e rei; 
 
Como se ele tivesse sido assassinado – Sem dúvida, com as marcas 
das machucaduras que ele uma vez recebeu. E porque ele foi 
assassinado, ele é merecedor de abrir o livro (verso 9), para a 
alegria de seu próprio povo, e terror de seus inimigos. 
 
Tendo sete chifres – Como um rei, o emblema da força perfeita. 
 
E sete olhos – O emblema do conhecimento e sabedoria perfeitos. 
Através desses, ele cumpre o que está contido no livro, ou seja, 
através de seu poderoso e todo-sábio Espírito. A esses sete chifres e 
sete olhos, respondem os sete selos, e as sétuplas canções louvor 
(verso 12) "Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi 
morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, 
e ações de graças". Em Zacarias, igualmente (Zacarias 3:9) "Porque 
eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre esta pedra única estão sete 
olhos; eis que eu esculpirei a sua escultura, diz o Senhor dos Exércitos, e 
tirarei a iniqüidade desta terra num só dia". (Zacarias 4:10) "Porque, 
quem despreza o dia das coisas pequenas? Pois esses sete se alegrarão, 
vendo o prumo na mão de Zorobabel; esses são os sete olhos do Senhor, que 
percorrem por toda a terra"; menção é feita "dos sete olhos do Senhor, 
que segue em frente sobre toda a terra". Os quais – Ambos os chifres e 
os olhos. 
 
E os sete espíritos de Deus enviado para toda a terra – Para a obra 
efetiva do Espírito de Deus, através de toda a criação, e isto, no 
mundo natural, assim como no espiritual. Porque poderia a mera 
matéria agir ou mover-se? Poderia ela gravitar ou atrair? Tanto 
quanto ela poderia pensar ou falar. 
 
7. E ele vem – Aqui estava "Peça-me". (Salmos 2:8) "Pede-me, e eu 
te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão"; 
cumprida da maneira mais gloriosa. 
 
E pega – é um estado de exaltação que alcança da ascensão de nosso 
Senhor para sua vinda na glória. Ainda assim, este estado admite os 
vários graus. Em sua ascensão: "anjos e principados, e potestades foram 
subjugados a ele". Dez dias depois, ele recebeu do Pai e enviou, o 
Espírito Santo. E agora ele pegou o livro da mão direita dele que 
estava junto ao trono – quem deu a ele, como um sinal de ter 
entregue a ele todo o poder sobre o céu e terra. Ele recebeu isto, 
como sinal de ser capaz e desejoso de cumprir tudo que estava 
escrito nele. 
 
8. E quando ele pegou o livro, as quatro criaturas viventes caíram – 
Agora a honra é feita ao Cordeiro, por toda criatura. Essas, junto 
com os anciãos, criam o começo; e, mais tarde, a conclusão. 
(capítulo 5:14) "E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e 
quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o 
sempre"; e juntos, cantam a nova canção, como ele fizeram antes, 
louvando a Deus, juntos. (capítulo 4:8 etc.) "E os quatro animais 
tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam 
cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, 
Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há 
de vir (...)". 
 
Tendo cada um – Dos anciãos, não das criaturas viventes. 
 
Uma harpa – O que foi um dos principais instrumentos usados para 
a ação de graças no serviço do templo: um emblema adequado da 
melodia dos corações deles. 
 
E frascos dourados – Taças ou incensórios. 
 
Cheios de incenso, que são as orações dos santos – Não dos próprios 
anciãos, mas dos outros santos ainda sobre a terra, cujas orações 
estavam assim emblematicamente representadas no céu. 
 
9. E eles cantam uma nova canção – Uma que nem eles, nem algum 
outro tinham cantado antes. 
 
Tu nos redimiste – Assim as criaturas vivas também foram do 
número dos redimidos. Isto não se refere tanto ao ato de redenção; 
que foi muito antes, quanto ao fruto dele; e tanto mais diretamente 
àqueles que tinham terminado o curso deles, "quem fora redimido da 
terra" (capítulo 14:1) "E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte 
Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em suas testas tinham 
escrito o nome de seu Pai"; de cada tribo, e língua, e povo, e nação – 
Ou seja de toda a humanidade. 
10. E os fez – Os redimidos – Assim eles falam de si mesmos 
também, na terceira pessoa, da profunda humilhação própria. 
 
Eles reinarão sobre a terra – A nova terra: em que concordam as 
coroas de ouro dos anciãos. O reino dos santos em geral se segue, 
sob a trombeta do sétimo anjo; especialmente, depois da primeira 
ressurreição, como também na eternidade (capítulo 11:18) "E 
iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam 
julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos 
santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de 
destruíres os que destroem a terra". (15:7) "E um dos quatro animais deu 
aos sete anjos sete taças de ouro, cheias da ira de Deus, que vive para todo 
o sempre".(20:4) "E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o 
poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo 
testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, 
nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas 
mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos".(22:5) "E ali 
não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, 
porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre".(Daniel 
7:27) "E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o 
céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino 
eterno, e todos os domínios o servirão, elhe obedecerão". (Salmos 49:14) 
"Como ovelhas são postos na sepultura; a morte se alimentará deles e os 
retos terão domínio sobre eles na manhã, e a sua formosura se consumirá 
na sepultura, a habitação deles". 
 
11. E eu vi – Os muitos anjos. 
 
E ouvi – a voz e o número deles. 
 
Em volta dos anciãos – Assim, formando o terceiro círculo. É 
notável, que homens são representados, através de toda esta visão, 
como mais perto de Deus do que algum dos anjos. 
 
E o número deles era – Pelo menos, duzentos milhões, e dois 
milhões acima. E ainda assim, esses eram, a não ser parte do anjos 
santos. Mais tarde, João os ouve todos. (capítulos 7:11) "E todos os 
anjos estavam ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro animais; e 
prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus". 
 
12. Merecedor é o Cordeiro – Os anciãos disseram: "Merecedor és 
tu". (capítulo 5:9) "E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de 
tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu 
sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e 
nação". Eles estavam mais proximamente aliados a ele do que os 
anjos. 
 
Para receber o poder... – Este sétupla aprovação responde aos sete 
selos, dos quais, os primeiros quatro descrevem todas as coisas 
visíveis; o último, todas as invisíveis, feitas submissas ao Cordeiro. 
E cada uma dessas sete palavras carrega uma semelhança com o 
selo que ela responde. 
 
13. E cada criatura – Em todo o universo, boa ou má. 
 
No céu, na terra, e debaixo da terra, no mar – Com essas quatro 
regiões do mundo, concorda com a palavra quádrupla do louvor. O 
que está no céu, anuncia bênção; o que está na terra, honra; o que 
está debaixo da terra, glória; o que está no mar, força; está junto a 
ele. Este louvor de todas as criaturas comera antes do abrir do 
primeiro selo; mas continua daquele momento até a eternidade, de 
acordo com a capacidade de cada. Seus inimigos devem reconhecer 
sua glória; mas aqueles no céu dizem: Abençoados, sejam Deus e o 
Cordeiro. Este manifesto real é, por assim dizer, uma proclamação, 
mostrando como Cristo cumpre todas as coisas, e "todo joelho se 
dobra a ele", não apenas na terra, mas também no céu, e debaixo da 
terra. Este livro extenua todas as coisas (I Coríntios 15:27-28) 
"Porque todas as coisas, ele sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz 
que todas as coisas lhe estão sujeitas, isto está claro, que se excetua aquele 
que lhe sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas lhe estiverem 
sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as 
coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos"; e é adequado ao 
coração ampliar-se como a areia do mar. Ele inspira a atenção e 
inteligência do leitor com tal magnanimidade, que ele considera 
nada neste mundo grande; não, nem toda a estrutura da natureza 
visível, comparada à imensa grandeza do que é aqui chamado a 
observar, sim, e em parte, herdar. João tem, em estudo, através de 
toda a visão seguinte, o que ele agora tem descrito, ou seja, as 
quatro criaturas, os anciãos, os anjos e todas as criaturas, olhando 
juntas, ao abrir dos sete selos. 
 
CAPÍTULO 6 
 
1. Eu ouvi uma – Ou seja, a primeira. Das criaturas vivas – Que 
olha adiante, em direção ao oriente. 
 
2. E eu vi, e observei um cavalo branco e ele que se senta nele e tem 
um arco – Esta cor, e o arco atirando flechas, ao longe, sinalizam 
vitória, triunfo, prosperidade, ampliação do império, e domínio 
sobre muitas pessoas. Um outro cavaleiro, na verdade, e de outro 
tipo completamente diferente, aparece no cavalo branco. (capítulo 
19:11) "E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado 
sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça". Mas 
ele de quem se fala no primeiro selo, deve ser tão compreendido 
quanto carregar uma proporção aos cavaleiros, no segundo, 
terceiro, e quatro selo. Nerva sucedeu o imperador Domitiano, ao 
mesmo tempo, quando Apocalipse foi escrito, no ano 96 de nosso 
Senhor. Ele reinou escassamente um ano apenas; e três meses antes 
de sua morte, ele nomeou Trajano seu colega e sucessor, e morrei 
no ano de 98. A sucessão de Trajano ao império parece ser a aurora 
dos sete selos. 
 
E uma coroa é dada a ele – Isto, considerando sua descendência, 
Trajano teria nenhuma esperança de obter. Mas Deus deu isto a ele, 
pela mão de Nerva; e, então, o oriente logo sentiu seu poder. 
 
E ele seguiu conquistando e para conquistar – Ou seja, de uma 
vitória a outra. No ano de 108, o já vitorioso Trajano seguiu em 
frente em direção ao oriente, para conquistar não apenas a Armênia, 
Assíria e Mesopotâmia, mas também as cidades além do Tigre, 
carregando os limites do Império romano, para uma extensão ainda 
maior do que nunca. Nós não encontramos um imperador como ele 
para realizar conquistas. Ele não almejou coisa alguma mais; ele 
viveu apenas para conquistar. Entretanto, nele estava 
eminentemente cumprido o que tinha sido profetizado no quarto 
império, de que ele deveria "devorar, esmagar, e quebrar em pedaços 
toda a terra". (Daniel 2:40) "E o quarto reino será forte como ferro; 
pois, como o ferro, esmiúça e quebra tudo; como o ferro que quebra todas as 
coisas, assim ele esmiuçará e fará em pedaços". (Daniel 7:23) "Disse 
assim: O quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente, 
de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em 
pedaços". 
 
3. E quando ele abriu o segundo selo, eu ouvi a segunda criatura 
vivente – Que olhou em direção ao ocidente. 
 
Dizendo: Vem – A cada selo foi necessário virar em direção àquele 
quarto do mundo, a que mais ele dizia respeito imediatamente. 
 
4. Seguiu adiante um outro cavalo que era vermelho – Uma cor 
adequada ao derramamento de sangue. 
 
E a ele que se sentou nele foi dado tomar a paz da terra – 
Vespasiano, no ano de 75, tinha dedicado um templo para a Paz; 
mas, depois de um tempo, nós ouvimos bem pouco de paz. Tudo 
estava cheio de guerra e derramamento de sangue, principalmente, 
no mundo ocidental, onde os principais homens de negócios 
pareciam existir para matar um ao outro. A este cavaleiro foi dada 
uma grande espada; e ele tinha muito a fazer com ela; porque tão 
logo Trajano ascendeu ao trono, a paz foi tomada da terra. 
Decebalus, rei de Dacia, que se situa à oeste de Patmos, colocou os 
romanos em um não pequeno problema. A guerra durou cinco anos, 
e consumiu abundância de homens de ambos os lados; ainda assim, 
foi apenas um prelúdio de muitos outros derramamentos de sangue, 
que se seguiram, por uma longa época. Tudo isto foi significado 
pela grande espada que atinge aqueles que estão perto, assim como 
o arco faz com aqueles que estão à uma distância. 
 
5. E quando ele abriu o terceiro selo, eu ouvi a terceira criatura 
vivente – Em direção ao sul. 
 
Dizendo: Vem. E observei um cavalo negro – Um símbolo adequado 
do murmurar e aflição, peculiarmente da penúria negra, como os 
poetas antigos a denominam. 
 
E ele que se sentou nele, tinha um par de balanças em sua mão – 
Quando há grande abundância, os homens escassamente pensam 
que vale a pena pesarem e medirem todas as coisas (Gênesis 41:49) 
"Assim ajuntou José muitíssimo trigo, como a areia do mar, até que cessou 
de contar; porquanto não havia numeração". Assim sendo, essas 
balanças significavam escassez. Elas servem também como sinal de 
que todos os frutos da terra, e conseqüentemente de todos os céus, 
com seus cursos e influências; que todas as estações do ano, com o 
que quer que elas produzam, na natureza, ou estados, estão sujeitos 
a Cristo. Assim sendo, sua mãe é maravilhosa, não apenas nas 
guerras e vitórias, mas igualmente em todo o curso da natureza. 
 
6. E eu ouvi uma voz – Parece do próprio Deus. 
 
Dizendo – Para o cavalheiro "Até aqui, tu vens, e não mais além". Que 
exista uma medida de trigo por um pêni - A palavra traduzida, 
medida, foi uma medida grega, proximamente igual a nossoquarto 
[Inglês]. Esta era a mesada diária de um escravo. O pêni romano, 
tanto quanto um trabalhador, então, ganhou em um dia, era por 
volta de sete pênis, metade de um pêni inglês. De acordo com isto, o 
trigo seria perto de vinte xelins por alqueire. Isto deve ter sido 
cumprido, enquanto a medida grega e o dinheiro romano estavam 
ainda em uso; assim como também onde aquela medida era a medida 
comum, e este dinheiro a moeda corrente. Foi assim no Egito, sob o 
governo de Trajano. 
 
E três medidas de cevada, por um pêni – Quer cevada fosse, em 
comum, muito mais barata, entre os anciãos do que o trigo, ou a 
profecia menciona isto como alguma coisa peculiar. 
 
E não danifique o óleo e o vinho – Que não haja escassez de todas as 
coisas. Que haja alguma provisão restante, para suprir a necessidade 
dos demais. Isto foi também cumprido no reino de Trajano, 
especialmente, no Egito, que se estendia ao sul de Patmos. Nesta 
região que usou ser o celeiro do império, havia uma carência 
incomum, bem no início do reino; de maneira que ele foi obrigado a 
suprir o próprio Egito com milho de outras regiões. A mesma 
escassez que havia no décimo-terceiro ano de seu reinado, a colheita 
caindo por falta de elevação do Nilo: e isto não apenas no Egito, 
mas em todas aquelas outras partes da África, onde o Nilo usa 
alagar. 
 
7. Eu ouvi a voz da quarta criatura vivente – Em direção ao norte. 
 
8. e eu vi, e observei um cavalo empalidecido – Adequado à morte 
pálida, seu cavaleiro. 
 
E o hades – O representativo do estado de almas separadas. 
 
Seguindo até mesmo com ele – Os quatro primeiros selos, com 
respeito aos homens viventes. A morte, portanto, é propriamente 
introduzida. O hades é apenas ocasionalmente mencionado como 
uma companhia da morte. Assim o quarto selo alcança os limites 
das coisas invisíveis que estão contidas nos três últimos selos. 
 
E o poder foi dado a ele sobre a quarta parte da terra – O que vem 
sozinho, e em um grau mais baixo antes, vem agora junto, e muito 
mais severamente. O primeiro selo trouxe vitória com ele: no 
segundo, estava "uma grande espada"; mas aqui uma cimitarra [sabre 
de lâmina recurva]. No terceiro, havia uma carência moderada; 
aqui, penúria, e praga, além de bestas selvagem. E pode ser que 
daquele tempo da época anterior a Trajano, a quarta parte dos 
homens sobre a terra, ou seja, dentro do Império romano, morreu 
pela espada, penúria, peste e bestas selvagens. "Naquele tempo", diz 
Aurelius Victor, "o Tigre inundou muito mais fatalmente, do que sob o 
governo de Nerva, com uma grande destruição de casas, e havia um 
terrível terremoto, através de muitas províncias, e uma terrível praga e 
penúria, e muitos lugares consumidos pelo fogo". Pela morte – Ou seja, 
através das bestas selvagens pestilentas, em diversas vezes, destruiu 
abundância de homens; e indubitavelmente, havia dado a eles, 
naquele tempo, uma ferocidade e força incomum. É observável que a 
guerra traz a escassez; e escassez, pestilência, através da falta de 
alimento saudável; e peste, por despovoar a região, torna, os poucos 
sobreviventes, uma presa mais fácil das bestas selvagens. E assim, 
esses julgamentos abrem caminho para um outro, na ordem em que 
eles são aqui representados. O que já tem sido observado pode ser 
uma prova quádrupla daqueles quatro cavaleiros, quanto à primeira 
entrada deles no reino de Trajano (que, de modo algum, exaure os 
conteúdos dos quatro primeiros selos), assim com todas as entradas 
deles, nas épocas sucessivas, e com todo o curso do mundo e da 
natureza visível, estão em todas as épocas sujeitas a Cristo, 
subsistindo, através de seu poder, e servindo á sua vontade, contra o 
mau, e em defesa do reto. Até aqui, igualmente, um caminho é 
pavimentado para as trombetas que regularmente sucedem uma a 
outra; e toda a profecia, assim como o que é futuro, é confirmado 
pelo claro cumprimento desta parte dela. 
 
9. E quando ele abriu o quinto selo – Assim como os quarto 
primeiros selos, então as três cartas, têm uma ligação próxima um 
com o outro. Esses todos se referem ao mundo invisível; o quinto, 
ao morto feliz, particularmente, os mártires; o sexto, aos infelizes; o 
sétimo aos anjos; especialmente, aqueles aos quais as trombetas são 
dadas. 
 
E eu vi – Não apenas a igreja guerreando, sob Cristo, e o mundo 
guerreando, sob satanás; mas também as hostes invisíveis, ambos 
do céu e inferno, são descritas neste livro. E não apenas descritas, 
nas ações de ambos esses exércitos sobre a terra. Mas suas 
respectivas remoções da terra, para um estado mais feliz, ou mais 
miserável, sucedendo um ao outro, em diversos tempos, 
distinguidos por vários graus, celebrado por várias ações de graças; 
e, também o aumento gradual da expectativa e triunfo no céu, e do 
terror e miséria do inferno. 
 
Sob o altar – Ou seja, aos pés dele. Dois altares são mencionados em 
Apocalipse; "o altar dourado", do incenso (capítulo 9:13) "E tocou o 
sexto anjo a sua trombeta, e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do 
altar de ouro, que estava diante de Deus"; e o altar das ofertas 
queimando, mencionado aqui (Revelação 8:5) "E o anjo tomou o 
incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra; e houve 
depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos". (capítulo 14:8) " E 
outro anjo seguiu, dizendo: Caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade, 
que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição" 
(capítulo 16:7) "E ouvi outro do altar, que dizia: Na verdade, ó Senhor 
Deus Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos". Neste, as 
almas dos mártires agora se prostram. Mais tarde, o sangue deles 
será vingado junto a Babilônia; mas não ainda, de onde parece que 
as pragas do quarto sele não diz respeito à Roma em específico. 
 
10. E eles gritaram – Este grito não começou agora, mas sob a 
primeira perseguição romana. Os próprios romanos já haviam 
vingado os mártires assassinados pelos judeus, em toda aquela 
nação. 
 
Quanto tempo – Eles sabiam que o sangue deles seria vingado; mas 
não imediatamente, quanto agora é mostrado a eles. 
 
O Senhor – A palavra grega propriamente significa o mestre de 
uma família: é, portanto, lindamente usado por esses, que são 
peculiarmente da família de Deus. 
 
Tu, Espírito Único e verdadeiro – Ambas, a santidade e verdade de 
Deus, requerem que ele execute julgamento e vingança. 
 
Tu não julgas e vingas nosso sangue? – Não existe afeição impura 
no céu: portanto, este desejo deles é puro e adequado à vontade de 
Deus. Os mártires estão preocupados com respeito ao louvor do 
Mestre deles, de sua santidade e verdade: e o louvor é dado a ele 
(Capítulos 19:2) " Porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois 
julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua 
prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos"; onde a 
oração dos mártires é mudada para a ação de graças: - Tu, santo, 
Único, e verdadeiro: "Verdadeiro e correto são teus julgamentos". Por 
quanto tempo tu não julgas. "Ele julgou a grande prostituta, e vingou 
nosso sangue? E vingou o sangue de seus servos?". 
 
11. E foi dado a todos, um manto branco – Um símbolo da 
inocência, alegria, e vitória, como sinal de honra e aceitação 
favorável. 
 
E foi dito a eles – Foi-lhes dito há muito. Eles não foram deixados 
naquela incerteza. 
 
Que eles deveriam descansar – Deveriam parar de chorar. Eles 
descansariam da dor adiante. 
 
Um tempo – Esta palavra tem um significado peculiar neste livro, 
para denotar que nós podemos reter a palavra original cronos. Aqui 
existem duas classes de mártires especificadas: os primeiros mortos, 
sob a Roma pagã; os últimos, sob a Roma Papal. Os primeiros 
foram comandados para descansar, até que os últimos fossem 
acrescentados a eles. Havia muitos dos primeiros nos dias de João: 
os primeiros frutos dos últimos mortos, no décimo-terceiro século. 
Agora, um tempo, ou cronos, é mil cento e onze anos. Este cronos 
começa em 98 d.C.,e continuou até o ano 1.209; ou da perseguição 
de Trajano, à primeira cruzada contra os Valdeses [Membro de 
uma seita cristã fundada por Pedro de Valdo, no século XII, que se 
estendeu principalmente pela França meridional]. 
 
Até – Não é dito, imediatamente depois que este tempo seja 
expirado, a vingança deverá ser executada; mas apenas que 
imediatamente depois deste tempo, os irmãos e servos deles virão 
até eles. Este evento precederá o outro; e haverá algum espaço 
intermediário. 
 
12. E eu vi – Este sexto selo parece particularmente indicar o 
julgamento de Deus sobre o morto, que é mau. João viu como o fim 
do mundo estava, até mesmo, então, colocado diante dos espíritos 
infelizes. Esta representação poderia ser feita a eles, sem alguma 
coisa dele, sendo percebido sobre a terra. Representação semelhante 
é feita no céu. (Apocalipse 11:18) "E iraram-se as nações, e veio a tua 
ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o 
galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu 
nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a 
terra". 
 
E havia um grande abalo – Ou estremecimento, não da terra apenas, 
mas dos céus. Esta é uma descrição adicional da representação feita 
daquelas almas infelizes. 
 
13. E as estrelas caíram na terra, ou em direção à terra – Sim, e 
assim elas certamente irão; que os astrônomos fixem a magnitude 
delas como lhes agradar. 
 
Como uma figueira lança seus figos precoces, quando ela é 
chacoalhada por um vento poderoso – Quão sublimemente é a 
violência daquele abalo expressado por esta comparação! 
 
14. E os céus partiram como um livro que é enrolado junto – 
Quando as Escrituras comparam algumas coisas grandes, com uma 
coisa pequena, a majestade e onipotência de Deus, diante das quais 
as grandes coisas são pequenas, é altamente exaltada. 
 
Cada montanha e ilha – O que uma montanha é para a terra, aquela 
ilha é para o mar. 
 
15. E os reis da terra – Eles que têm sido assim, nos dias deles. 
 
E os grandes homens e principais capitães – Os generais e nobres. 
 
Escondem-se – Tanto quanto neles cabe. 
 
Nas rochas das montanhas – Existem também pedras nas planícies; 
elas eram rochas no alto, que eles observaram cair sobre eles. 
 
16. Para as montanhas e rochas – Que já foram agitadas (verso 12) 
"E, havendo aberto o sexto selo, eu olhei, e eis que houve um grande tremor 
de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se 
como sangue". Ocultou-nos da face dele – Que "é contra o descrente". 
(salmos 34:16) "A face do Senhor está contra os que fazem o mal, para 
desarraigar a memória deles da terra". 
 
CAPÍTULO 7 
 
1. E depois dessas coisas – O que se segue é uma preparação para o 
sétimo selo, que é o mais valioso de todos. Ele está ligado com o 
sexto por uma pequena parte e; conseqüentemente, o que está 
acrescentado no (verso 9) "Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma 
multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e 
povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, 
trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos", permanece livre e 
desligado. 
 
Eu vi quatro anjos – Provavelmente anjos do mal. Eles tinham a 
aplicação deles com as quatro trombetas, como têm os outros anjos 
do mal, com os três últimos; ou seja, o anjo do abismo, os quatro 
amarrados no Eufrates, e o próprio satanás. Esses quatro anjos, 
prontamente, teriam trazido todas as calamidades que se seguem 
sem demora. Mas eles foram impedidos, até que os servos de Deus 
foram selados, e até que os sete anjos estivessem prontos para tocar: 
mesmo que o anjo do abismo não estivesse solto, nem os anjos do 
Eufrates desamarrados, nem satanás lançado á terra, até que o 
quinto, sexto, e sétimo anjos severamente tocassem. 
 
Permanecendo nos quarto cantos da terra – Leste, oeste, sul, norte. 
Nesta ordem precede as primeiras quatro trombetas. 
 
Retendo os quarto ventos – Que também teria suavizado o calor 
abrasador, sob a primeira, segunda e terceira trombeta. 
 
Que o vento não deveria soprar sobre a terra, nem sobre o mar, nem 
sobre alguma árvore – Parece que essas expressões sinalizam os 
cantos diversos do mundo; que a terra significa aquela do leste de 
Patmos, Ásia, que estava mais próxima de João, e onde a trombeta 
do primeiro anjo tinha sua execução. Europa mergulha no mar 
defronte a esta; e é, portanto, denominada pelos profetas de "as 
ilhas". A terceira parte, África, parece significar (Capítulo 8:7,8,10) 
" E o primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve saraiva e fogo 
misturado com sangue, e foram lançados na terra, que foi queimada na 
sua terça parte; queimou-se a terça parte das árvores, e toda a erva verde 
foi queimada. E o segundo anjo tocou a trombeta; e foi lançada no mar 
uma coisa como um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se em sangue 
a terça parte do mar. (..)E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do 
céu uma grande estrela ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte 
dos rios, e sobre as fontes das águas"; através "das correntezas de água", 
ou "das árvores", que crescem plenamente através delas. 
 
2. E eu vi um outro (um bom) anjo, descendo do oriente – As pragas 
começam no oriente; assim a vedação. Tendo o selo do único Deus 
vivo e verdadeiro: e ele clamou com uma voz alta para os quatro 
anjos – Quem estava se apressando para executar a incumbência 
deles. 
 
A quem foi dado ferir a terra e o mar – Primeiro, e mais tarde, "as 
árvores". 
 
3. Não ferir a terra, até que nós – Outros anjos foram reunidos na 
incumbência com ele. 
 
Tenhamos selado os servos de nosso Deus em suas testas – 
Protegidos os servos de Deus das doze tribos das calamidades 
iminente; por meio do qual, eles seria tão claramente distinguidos 
dos demais, como se eles fossem visivelmente marcados em suas 
testas. 
 
4. Dos filhos de Israel – Para esses, mais tarde, se reunirão uma 
multidão de todas as nações, mas pode ser observado que não é o 
número de todos os israelitas que são salvos de Abraão ou Moisés 
para o fim de todas as coisas; mas apenas aqueles que estiveram 
seguros das pragas que estavam, então, prontas a cair sobre a terra. 
Parece como, se este livro tivesse, em muitos lugares, uma visão 
especial para o povo de Israel. 
 
5. Judá é mencionado, primeiro, com respeito ao reino, e do Messias 
surgindo disto. 
 
7. Depois que as cerimônias levíticas foram abolidas, Levi estava 
novamente em um nível com seus irmãos. 
 
8. Da tribo de José – Ou Efraim; talvez não mencionado pelo nome, 
como tem sido com Dan, a mais idólatra de todas as tribos. É 
observável mais além de Dan, que ela foi muito cedo reduzida a uma 
família simples; cuja própria família parece ter sido expulsa na 
guerra, antes do tempo de Ezra; porque em Crônicas, onde a 
posteridade de patriarcas é relatada, Dan é totalmente omitida. 
 
9. Uma grande multidão – Daqueles que têm felizmente terminado 
o curso deles. Tais multidões são, mais tarde, descritas, e ainda em 
graus mais altos da glória que eles alcançam, depois de uma luta 
feroz e vitória magnífica (capítulo 14:1) "E olhei, e eis que estava o 
Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que 
em suas testas tinham escrito o nome de seu Pai" (capítulo 15:2) "E vi 
um como mar de vidro misturado com fogo; e também os que saíram 
vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu 
nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus". 
(capítulo 19:1) "E, DEPOIS destas coisas ouvi no céu como que uma 
grande voz de uma grande multidão, que dizia: Aleluia! Salvação, e 
glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus". (capítulo 
20:4) "E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de 
julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de 
Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua 
imagem, e não receberam o sinal em suas testasnem em suas mãos; e 
viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos". Existe uma 
variedade inconcebível nos graus de recompensa no outro mundo. 
Que nenhum indolente diga: "Se eu alcançar o céu, afinal, já me dou 
por satisfeito": tal pode deixar o céu completamente. Nas coisas 
mundanas, os homens são ambiciosos para chegar tão alto quanto 
puderem. Os cristãos têm uma ambição ainda mais nobre. A 
diferença entre o estado mais alto e o mais baixo no mundo é nada 
para as menores diferenças entre os graus de glória. Mas quem tem 
tempo para pensar nisto? Quem está, afinal, preocupado com isto? 
 
Permanecendo diante do trono – na completa visão de Deus. 
 
E as palmas de suas mãos – Sinais de alegria e vitória. 
 
10. Salvação para nosso Deus – Que nos salvou de todo mal, em 
todas as felicidades do céu. A salvação pela qual eles oram a Deus é 
descrita no (versículo 15) "Por isso estão diante do trono de Deus, e o 
servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que está assentado sobre o 
trono os cobrirá com a sua sombra"; ao Cordeiro no (versículo 14) "E 
eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da 
grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue 
do Cordeiro"; e ambos, no (versículo 16,17) "Nunca mais terão fome, 
nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles. Porque 
o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia 
para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a 
lágrima". 
 
11. E todos os anjos permaneceram – Na espera. 
 
Em volta do trono, e os anciãos e as quatro criaturas viventes – Ou 
seja, as criaturas vivas, próximas ao trono; os anciãos, em volta 
desses; e os anjos; em volta de ambos. 
 
E eles caíram em suas faces – Assim fizeram os ancião, uma vez 
apenas (capítulo 11:16) "E os vinte e quatro anciãos, que estão 
assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos e 
adoraram a Deus". O cerimonial celeste tem sua ordem e medida, 
fixas. 
 
12. Amém – Com esta palavra todos os anjos confirmam as palavras 
da "grande multidão", mas eles igualmente conduzem o louvor muito 
mais alto. 
 
A bênção, e a glória, e a sabedoria, e a ação de graças, e a honra, e o 
poder, e a força, sejam junto a Deus, para sempre e sempre – Antes 
do Cordeiro começar abrir os sete selos, um hino sétuplo foi trazido 
a ele, por muitos anjos (capítulo 5:12) "Que com grande voz diziam: 
Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e 
sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças". Agora ele vai 
abrir o último selo, e os sete anjos estão indo receber as sete 
trombetas, com o objetivo de tornar os reinos do mundo 
subordinados a Deus. Todos os anjos dão sétuplos louvores a Deus. 
 
13. E um dos anciãos – Que permanece (Versículos 13-17) "E um 
dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, 
quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-
me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes 
e as branquearam no sangue do Cordeiro. Por isso estão diante do trono 
de Deus, e o servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que está 
assentado sobre o trono os cobrirá com a sua sombra. Nunca mais terão 
fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles. 
Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá 
de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos 
toda a lágrima"; teria imediatamente seguido ao versículo dez; mas o 
louvor dos anjos que estava, ao mesmo tempo, com aquela "grande 
multidão", entrou no meio. 
 
Respondeu – Ele respondeu ao desejo de João de saber, não algumas 
palavras que ele falou. 
 
Meu senhor – Ou, meu mestre; um termo comum de respeito. 
Assim, Zacarias, igualmente trata o anjo (Zacarias 1:9; 4:4; 6:4) "E 
eu disse: Senhor meu, quem são estes? E disse-me o anjo que falava comigo: 
Eu te mostrarei quem são estes". "E respondi, dizendo ao anjo que falava 
comigo: Senhor meu, que é isto?". "E respondi, dizendo ao anjo que falava 
comigo: Que é isto, senhor meu?". 
 
Tu conheces – Ou seja, eu não conheço; mas tu conheces. 
 
Esses são eles – Não mártires; porque esses não são tal uma 
multidão, que nenhum homem possa contar. Mas como todos os 
anjos aparecem aqui, então todas as almas dos retos que viveram 
desde o início do mundo. 
 
Quem surge – Ele não diz quem surgiu; mas quem vem agora 
também: a quem, igualmente, pertencem todos que virão mais tarde. 
 
Nossa grande aflição – Dos vários tipos, sabiamente e 
graciosamente, distribuídos por Deus a todos os seus filhos. 
 
E têm lavado seus mantos – De toda culpa. 
 
E os torna branco – Em toda santidade. 
 
Pelo sangue do Cordeiro – Que não apenas limpa, mas nos adorna 
também. 
 
15. Portanto – Porque eles vieram de grande aflição, e têm lavado 
suas vestes em seu sangue. 
 
Eles estão diante do trono – Parece, até mesmo, mais perto do que 
os anjos. 
 
E servem a ele, dia e noite – Falando, segundo a maneira de 
homens; ou seja, continuamente. 
 
Em seu templo - Que está no céu. 
 
E ele terá sua tenda sobre eles – Deverá espalhar sua glória sobre 
eles como uma cobertura. 
 
16. Nem a luz do sol sobre eles – Porque Deus é lá o sol deles. Nem 
algum calor doloroso, ou estações inclementes. 
 
17.Porque o Cordeiro os alimentará – Com a paz e alegria eterna; 
de modo que eles não terão fome mais. 
 
E os conduzirei para as fontes de água viva – Os confortos do 
Espírito Santo; de maneira que eles não deverão mais ter sede. Nem 
sofrerão ou se afligirão mais; porque Deus "enxugará todas as 
lágrimas de seus olhos". 
 
CAPÍTULO 8 
1. E quando ele abriu o sétimo selo, houve um silêncio no céu – Tal 
silêncio é mencionado, a não ser neste único lugar. Foi incomum e 
altamente observável: porque o louvor é ouvido no céu, dia e noite. 
Em especial, imediatamente antes deste silêncio, todos a anjos, e 
antes deles, as multidões inumeráveis, tinham estado clamando em 
alta voz; e agora todos estão silenciosos, de repente: Há uma pausa 
universal. Por meio da qual o sétimo selo é muito notavelmente 
distinguido do sexto precedente. Este silêncio, diante de Deus, 
mostra que aqueles que estavam ao redor dele, estavam esperando, 
com a mais profunda reverência, as grandes coisas que a Majestade 
Divina abriria e ordenaria mais adiante. Imediatamente depois, as 
sete trombetas foram ouvidas e um som mais augusto do que 
sempre. O silêncio é apenas uma preparação: o grande ponto é, o 
som das trombetas para o louvor de Deus. 
Depois de meia hora – Para João, na visão, poderia parecer uma 
meia-hora comum. 
2. Eu vi – As sete trombetas pertencendo ao sétimo selo, como fez o 
sétimo frasco para a sétima trombeta. Isto deve ser cuidadosamente 
lembrado, para que não possamos nos confundir simultaneamente 
os tempos que se seguem um ao outro. E ainda assim, pode ser 
observado, em geral, concernente aos tempos dos incidentes 
mencionados neste livro, não é uma regra certa que, cada parte do 
texto, seja completamente cumprida, antes da conclusão da parte 
seguinte comece. Todas as coisas mencionadas nas epístolas não são 
completamente cumpridas antes que os selos sejam abertos; nem 
todas as coisas mencionadas, sob os selos, cumpridas, antes que as 
trombetas comecem; nem ainda, a sétima trombeta totalmente 
passará totalmente, antes que os frascos sejam derramados. Apenas 
o começo de cada parte segue antes do início da seguinte. Assim, as 
epístolas começam antes dos selos, os selos antes das trombetas, e 
as trombetas antes dos frascos. Uma epístola come antes de outra; 
um selo, antes de outro; uma trombeta, especialmente de outra; um 
frasco, antes de outro. Ainda assim, algumas vezes, o que começa 
por último, do que outra coisa, termina mais cedo; e o que começa 
mais cedo, do que outra coisa, termina mais tarde: assim a sétima 
trombeta começa mais cedo do que os frascos, e aindaassim, se 
estende além deles todos. 
Os sete anjos que permaneceram diante de Deus – Uma 
característica da mais alta eminência. 
E as sete trombetas foram dadas a eles – Quando os homens 
desejam tornar conhecida abertamente uma coisa do interesse 
público, eles dão um sinal de que pode ser ouvido, em todo o redor; 
e, em meio a tal, nada é mais antigo do que as trombetas (Levítico 
25:9) "Então no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta do 
jubileu; no dia da expiação fareis passar a trombeta por toda a vossa 
terra". (Números 10:2) "Faze-te duas trombetas de prata; de obra 
batida as farás, e elas te servirão para a convocação da congregação, e 
para a partida dos arraiais". (Amos 3:6) " Tocar-se-á a trombeta na 
cidade, e o povo não estremecerá? Sucederá algum mal na cidade, sem que 
o Senhor o tenha feito?". Os israelitas, em específico, as usaram, tanto 
no adorar a Deus, quanto na guerra; com isto abertamente 
louvaram o poder de Deus antes, depois, e durante a batalha (Josué 
6:4) "E sete sacerdotes levarão sete buzinas de chifres de carneiros adiante 
da arca, e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes 
tocarão as buzinas". (II Crônicas 13:14) "Então Judá olhou, e eis que 
tinham que pelejar por diante e por detrás; então clamaram ao Senhor; e os 
sacerdotes tocaram as trombetas"; etc. E os anjos aqui, através desses 
trombetas, fizeram conhecidas as obras maravilhosas de Deus, por 
meio das quais, todos os poderes ao contrário são sucessivamente 
abalados, até que o reino do mundo se torne o reino de Deus e seu 
Ungido. Essas trombetas alcançam proximamente, do tempo de 
João, até o fim do mundo; e elas são distinguidas pelo toques 
manifestos. O lugar dos quatro primeiros é especificado; ou seja, 
leste, oeste, sul e norte, sucessivamente: nas últimas três últimas, 
imediatamente depois do tempo de cada, o lugar igualmente é 
indicado. O sétimo anjo não começou a tocar, até depois de sair da 
segunda calamidade: mas as trombetas foram dadas a ele, e as 
outras seis juntas (como se fossem, mais tarde, os frascos para os 
sete anjos); e, portanto, é dito de todas as sete juntas, que "elas se 
prepararam para tocar". Esses, portanto, não eram homens, como 
alguns têm pensado, mas anjos, propriamente assim chamados. 
3. E – No segundo verso, (capítulo 8:2) "E vi os sete anjos, que 
estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas" a sete anjos; 
e no sexto (Capítulo 8:6) "E os sete anjos, que tinham as sete trombetas, 
prepararam-se para tocá-las"; eles "preparavam-se para tocá-las". Mas 
entre essas, o incenso deste anjo e as orações dos santos são 
mencionadas; o interpor-se do que mostra que as orações dos santos 
e as trombetas dos anjos seguem juntas: e essas orações, com os 
efeitos delas, podem ser bem supostas se estenderem através de 
todos os sete. 
Um outro anjo – Um outro anjo criado. Tais são todos dos quais se 
fala aqui. Nesta parte de Apocalipse, Cristo nunca é denominado de 
um anjo; mas "o Cordeiro". Veio e parou no altar – Das oferendas 
queimando. E havia dado a ele um incensório de ouro – Um 
incensório era uma taça e um prato ou pires. Este foi o sinal e o 
trabalho do ofício. E muito incenso foi dado – Incenso geralmente 
significa oração: aqui ele significa os desejos veementes dos anjos, 
para que o conselho santo de Deus fosse cumprido. E havia muito 
incenso; porque como as orações de todos os santos no céu e terra 
estavam aqui reunidas: assim, estão os desejos de todos os anjos, 
que são trazidos por este anjo. 
Para que ele o colocasse – Não é dito, oferecesse a ele; porque ele 
estava desincumbindo do ofício de um anjo, e não de um sacerdote. 
Com as orações de todos os santos – Ao mesmo tempo; mas não 
para os santos. Os anjos são servos companheiros dos santos, não 
mediadores por eles. 
4. E a fumaça do incense subiu diante de Deus, com as orações dos 
santos – Um sinal de que ambas foram aceitas. 
5. E havia trovões, e relâmpagos, e vozes, e terremotos – Esses, 
especialmente, quando atendidos com fogo, eram emblemas dos 
julgamentos terríveis de Deus, que são imediatamente seguidos. 
6. E os sete anjos prepararam-se para cantar – Para que cada um, 
quando pudesse vir para seu turno, cantasse, sem demora. Mas, 
enquanto eles cantam, eles ainda permanecem diante de Deus. 
7. E o primeiro tocou - E todo anjo continuou a tocar, até que todos 
que trouxeram suas trombetas tivessem completado, e até que o 
próximo começasse. Há intervalos entre as três calamidades, mas 
não entre as quatro primeiras trombetas. 
E havia granizo e fogo misturado com sangue, e tinha lançado sobre 
a terra – A terra parece significar a Ásia; Palestina, em especial. 
Rapidamente, depois que a Revelação foi dada, as calamidades 
judaicas, sob Adriano começaram; sim, antes que o reinado de 
Trajano terminasse. E aqui as trombetas começam. Até mesmo, sob 
Trajano, no ano de 114, os judeus fizeram uma insurreição com a 
fúria mais terrível; e nas partes ao redor de Cirene, no Egito, e em 
Chipre, destruiu quatrocentos e sessenta mil pessoas. Mas eles 
foram reprimidos pelo vitorioso poder de Trajano, e, mais tarde, 
massacraram-se em vastas multidões. O alarme espalhou-se 
também na Mesopotâmia, onde Lucio Quinto assassinou um grande 
número deles. Eles surgiram na Judéia novamente, no segundo ano 
de Adriano; mas foram presentemente suprimidos. Ainda assim, no 
ano 133, eles irromperam mais violentamente do que nunca, sob o 
falso messias deles, Barcocabe; e a guerra continuou, até o ano de 
135, quando quase toda a Judéia foi desolada. Na praga egípcia, 
também granizo e fogo estavam juntos. Mas aqui granizo deve ser 
tomado figurativamente, assim também o sangue, por uma 
veemente, repentina, poderosa, e danosa invasão; e o fogo sinaliza a 
vingança de um inimigo enraivecido, com a desolação disto. 
E eles foram lançados sobre a terra – Ou seja, o fogo e granizo, e 
sangue. Mas eles existiram antes que fossem lançados sobre a terra. 
A tempestade caiu, e o sangue fluiu, e as chamas devastaram ao 
redor de Cirene, e no Egito, e Chipre, antes que alcançassem a 
Mesopotâmia e Judéia. 
E a terceira parte da terra foi queimada – cinqüenta cidades bem 
fortalecidas, e novecentas e oitenta e cinco cidades dos judeus, bem 
habitadas, foram totalmente destruídas nesta guerra. Vastas áreas 
de terra foram igualmente deixadas desoladas e sem habitantes. 
E a terceira parte das árvores foram queimadas, e toda a grama 
verde foi queimada – Alguns entenderam, por árvores, homens de 
eminência em meio aos judeus; por grama, o povo comum. Os 
romanos pouparam muitos dos primeiros: os últimos foram quase 
todos destruídos. Assim, a vingança começou nos inimigos judeus 
do reino de Cristo; embora, até mesmo, então, os romanos não 
escaparam completamente. Mas, mais tarde, veio sobre eles mais e 
mais violentamente: a segunda trombeta afeta os pagãos romanos, 
em especial; a terceira, os cristãos mortos, profanos; a quarta, o 
próprio império. 
8. E o segundo anjo tocou, e foi como se uma grande montanha 
queimando fosse lançada no mar – Por mar, especificamente, como 
se aqui fosse oposto à terra, nós podemos entender o ocidente, ou 
Europa; e, principalmente as partes do centro dele, o vasto Império 
romano. Uma montanha aqui parece significar uma grande força e 
multidão de pessoas. (Jeremias 51:25) "Eis-me aqui contra ti, ó 
monte destruidor, diz o Senhor, que destróis toda a terra; e estenderei a 
minha mão contra ti, e te revolverei das rochas, e farei de ti um monte de 
queima"; assim, isto pode apontar para a erupção das nações 
bárbaras dentro do Império romano. Os guerreiros Godos forçaram 
sobre ele, por volta do ano 250: e daquele tempo, a erupção de uma 
nação, depois da outra, nunca cessou, até a própria forma do 
Império romano, e todos, a não ser o nome, foram perdidos. O fogo 
pode significar o fogo da guerra, e a ira daquelas nações selvagens. 
E a terceira parte do mar se tornou sangue – Isto nãoprecisa 
deduzir que exatamente a terça parte dos romanos foi assassinada; 
mas é certo que uma distribuição inconcebível de sangue foi 
espalhada em todas essas invasões. 
9. E a terça parte das criaturas que estavam no mar – Ou seja, todas 
as espécies de homens de cada situação e grau. 
Morreram – Por aqueles invasores impiedosos. 
E a terceira parte dos navios foram destruídos – É uma coisa 
freqüente, assemelhar um estado ou república a um navio, em que 
muitas pessoas são embarcadas juntas, e compartilham dos mesmos 
perigos. E quantos estados foram completamente destruídos por 
aqueles conquistadores desumanos! Muito igualmente a isto foi 
literalmente cumprido. Quão freqüentemente foi o mar tingido com 
sangue! Quantos daqueles que habitavam, em sua maior parte, sobre 
ele, foram mortos! E que número de navios destruídos! 
10. E o terceiro anjo tocou, e lá caiu do céu uma grande estrela, e 
ela caiu sobre a terceira parte dos rios – Parece que a África é 
significada por rios (com a qual esta parte do mundo queimando 
aflui de uma maneira especial); Egito, em especifico, que o Nilo 
inunda todo ano, mais além e amplamente. Em toda a história 
africana, entre a erupção das nações bárbaras, dentro do Império 
romano, e a ruína do Império ocidental, depois da morte de 
Valentiniano III, existe nada mais momentoso do que a calamidade 
de Ariano, que surge no ano de 315. Não é possível dizer como 
muitas pessoas, particularmente, em Alexandria, em todo o Egito, e 
nas cidades próximas, foram destruídas pela ira dos arianos. Ainda 
assim, a África saiu-se melhor do que outras partes do império, com 
respeito às nações bárbaras, até o governador dela, cuja esposa foi 
uma zelosa ariana, e tia do Genserico, rei dos Vândalos, foi, sob esta 
pretensão, injustamente acusado diante da imperatriz Placidia. 
Ele foi, então, bem-sucedido sobre o convite dos Vândalos na 
África; quem sob o comando de Genserico, no ano 428, fundou lá o 
reino para si, que continuou até o ano de 533. Sob esses reis 
vândalos, os crentes verdadeiros suportaram toda maneira de 
aflições e perseguições. E assim, o Arianismo foi a entrada para 
todas as heresias e calamidades, e, por fim, para o próprio 
Maometismo. Esta grande estrela não foi um anjo (anjos não são 
agentes nas duas trombetas precedentes, ou nas trombetas 
seguintes), mas um professor de igreja, um das estrelas na mão 
direita de Cristo. Tal foi Ário. Ele caiu do alto, como se fosse do 
céu, para as mais perniciosas doutrinas, e causou em sua queda um 
espanto de todos os lados; sendo grande e agora queimando como 
uma tocha. Ele caiu sobre a terceira parte dos rios – Sua doutrina se 
espalha distante e amplamente, particularmente no Egito. 
E sobre as fontes de água – por meio da qual a África aflui. 
11. E o nome da estrela é Absinto - A amargura sem paralelo 
ambos do próprio Ário e de seus seguidores mostra a exata 
propriedade de seu titulo. 
E a terceira parte das águas se tornaram absinto – Uma parte muito 
considerável da África foi infectada com a mesma doutrina e espírito 
amargo. E muitos homens (embora não a terceira parte deles) 
morreram – Pela crueldade dos arianos. 
12. E o quarto anjo tocou, e a terceira parte do sol foi atingida – Ou 
afetada. Depois o Imperador Teodósio morreu, e o império foi 
dividido em oriental e ocidental, as nações bárbaras se precipitaram 
como uma correnteza. Os Godos e Hunos, no ano de 403 e 405, 
caíram sobre a própria Itália, com uma força impetuosa; e o 
primeiro delas, no ano de 410, tomaram Roma pela violência, e a 
saquearam, sem misericórdia. No ano de 452, Átila tratou a parte 
mais alta da Itália, da mesma maneira. Em 455, Valentiniano III foi 
morto, e Genserico convidado da África. Ele saqueou Roma por 
quatorze dias consecutivos. Recimero saqueou-a novamente em 
472. Durante todas essas comoções, uma província após a outra foi 
perdida, até que no ano de 476, Odoacero cercou Roma, depôs o 
imperador, e colocou um fim ao próprio império. Um eclipse do sol 
ou lua é denominado pelos Hebreus, um golpe. Agora, como tal 
escuridão não vem toda imediatamente, mas por graus, assim, 
igualmente, a escuridão que caiu sobre Roma, especificamente o 
império ocidental; porque o golpe começou antes de Odoacero, ou 
seja, quando os bárbaros primeiro conquistaram a cidade sede do 
governo. 
E a terceira parte da lua, e a terceira parte das estrelas; de modo que 
a terceira parte delas ficou nas trevas – Como debaixo da primeira, 
segunda e terceira trombetas, por "terra", "mar", e "rios", devem ser 
entendidos homens que vivem sob esses, desfrutam da luz do céu: 
exceto se isto implicar o eles serem mortos; de maneira que o sol, 
lua e estrelas, não brilham mais sobre eles. A mesma expressão nós 
encontramos em (Ezequiel 32:8) "Todas as brilhantes luzes do céu 
enegrecerei sobre ti, e trarei trevas sobre a tua terra, diz o Senhor Deus". 
"Eu escureceria todas as luzes do céu sobre eles". Como, então, o quarto 
selo transcende os três selos precedentes, assim faz a quarta 
trombeta e as três trombetas precedentes. Porque neste, não apenas 
a terceira parte da terra, ou mar, ou rios apenas, mas tudo que está 
debaixo do sol é atingido. E o dia não brilhou para a terceira parte 
dela – Ou seja, brilhou com apenas a terceira parte de seu brilho 
usual. 
E a noite igualmente – a lua e estrelas, tendo perdido a terceira 
parte de seu brilho, quer com respeito a esses que, estando mortos, 
não o viu mais; ou aqueles que viu o brilho delas, com nenhuma 
satisfação. As três últimas trombetas têm o tempo da continuidade 
delas fixado, e entre cada uma delas existe uma pausa notável: 
conseqüentemente, entre as quatro primeiros não existe pausa, nem 
é o tempo de sua continuidade mencionado; mas todas juntas, essas 
quatro parecem tomar um pouco menos do que quatrocentos anos. 
13. E eu vi, e ouvi um anjo voando – Entre as trombetas do quarto 
e quinto anjo. 
No meio do céu – As três primeiras calamidades, como nós devemos 
ver, estendem-se sobre a terra, da Pérsia oriental, além da Itália, 
ocidental; tudo que está preenchido com o Evangelho dos apóstolos. 
No meio destas se situa Patmos, onde João viu este anjo dizendo: 
Calamidade, calamidade, calamidade – Em direção ao fim do quinto 
século, houve muitos presságios de calamidades se aproximando. 
Para os habitantes da terra – Todos sem exceção. Julgamento 
severo estava vindo sobre eles todos. Até mesmo enquanto o anjo 
está proclamando isto, os prelúdios dessas três calamidades já 
estavam em movimento. Essas caíram mais especialmente sobre os 
judeus. Como para o prelúdio da primeira calamidade na Pérsia, 
Isdegard II, em 454, resolvera abolir o sabbath, até que ele foi, 
através do Rabino Mar, desviado de seu propósito. Igualmente, no 
ano de 474, Firuz afligiu, muito, os judeus, e compeliu muitos deles 
a apostatarem-se Um prelúdio da segunda calamidade foi o 
surgimento dos Saracenos, que, em 510, caíram na Arábia e 
Palestina. Para preparar para a terceira calamidade, Inocêncio I, e 
seus sucessores, não apenas se esforçaram para ampliar sua 
jurisdição episcopal, além de todos os limites, mas, também, o poder 
mundano dele, aproveitando toda a oportunidade de desrespeitar o 
império, que, ainda permanecia no caminho de sua monarquia 
ilimitada. 
 
CAPÍTULO 9 
1. O quinto anjo tocou, e eu vi uma estrela – Muito diferente 
daquela mencionada em (capítulo 8:11) "E o nome da estrela era 
Absinto, e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos homens 
morreram das águas, porque se tornaram amargas". Esta estrela 
pertence ao mundo invisível. A terceira calamidade é ocasionada 
pelo dragão lançado do céu; a segunda toma lugar na perda dos 
quatro anjos que estavam destinados ao Eufrates. O primeiro é aqui 
trazido pelo anjo do abismo, que é aberto por esta estrela, ou anjo 
santo. 
Caindo na terra – Vindo rápido e com grande força. 
E a ele foi dado – Quando ele estava vindo. 
A chave do abismo sem fim – Uma profundae odiosa prisão; mas 
diferente do "lago de fogo". 
2. E surgiu uma fumaça do abismo – Os gafanhotos, que mais tarde 
surgiram dele, parecem, como devemos ver mais tarde, serem os 
persas, cuja fumaça é a detestável doutrina idólatra deles, e o falso 
zelo por ela, que agora irrompeu em um paroxismo incomum. 
Como a fumaça de uma grande fornalha – onde as nuvens dela se 
erguem mais e mais densas, espalham-se mais distante e 
amplamente, e pressionam uma sobre a outra, de modo que a 
escuridão aumenta continuamente. 
E o sol e ar foram escurecidos – Uma expressão figurada, 
denotando grande aflição. Esta fumaça ocasionou mais a mais tal 
escuridão sobre os judeus na Pérsia. 
3. E da fumaça – Não do abismo sem fim, mas da fumaça que emitiu 
de lá. 
Lá saíram os gafanhotos – Um conhecido sinal de pessoas 
numerosas, hostis e prejudiciais. Tais foram os persas, dos quais os 
judeus, no sexto século, sofreram além de expressão. No ano de 540, 
suas universidades foram interrompidas, nem lhes era permitido 
terem um presidente por aproximadamente cinqüenta anos. Em 
589, esta aflição terminou; mas ela começara muitos anos antes de 
540. O prelúdio dela foi por volta do ano de 455 e 474; a principal 
tempestade veio sobre ela no reino de Cabades, e durou de 483 a 
532. Em direção ao começo do sexto século, o Mestre em Religião, 
Rab Isaac, presidente da universidade foi colocado para morrer. 
Disto, seguiu-se uma insurreição dos judeus, que durou sete anos, 
antes que eles fossem dominados pelos persas. Alguns deles foram 
colocados à morte, mas não muitos, o restante estritamente 
aprisionado. E desde este tempo, a nação dos judeus foi odiada e 
perseguida pelos persas, até que eles quase os extirparam. 
Os escorpiões da terra – Os da espécie mais danosa. Os escorpiões 
do ar têm asas. 
4. E os estava comandando – Pelo poder secreto de Deus. 
Não para ferir a grama, nem alguma coisa verde, nem alguma 
árvore – Nem aqueles do grau inferior, médio, ou alto, mas apenas 
tais deles que não foram selados – Principalmente os israelitas 
descrentes. Mas muitos que foram chamados cristãos sofreram com 
eles. 
5. Não para matá-los – Muito poucos deles foram mortos: em geral, 
eles eram aprisionados e atormentados de várias maneiras. 
6. Os homens – Ou seja, os homens que são assim atormentados. 
7. E as aparências – Esta descrição serve às pessoas, nem 
totalmente civilizadas, nem inteiramente selvagens; e tais eram os 
persas daquela época. 
Os gafanhotos são como cavalos – Com seus cavaleiros. Os persas 
sobrepujavam-se na habilidade em lidar com cavalos. 
E sobre suas cabeças estão como se fossem coroas – Turbantes. 
E suas faces como as faces de homens – Amigavelmente, e 
agradáveis. 
8. E os cabelos deles como os cabelos de mulheres – Todos os 
persas do passado gabavam-se de cabelos longos. 
E os dentes deles como dentes de leões – Quebrando e rasgando 
todas as coisas em pedaços. 
9. E o barulho de suas asas era como o barulho de carruagens de 
muitos cavalos – Com suas carruagens de Guerra, arrastando 
muitos cavalos, eles, como por assim dizer, voavam de um lado para 
outro. 
10. E eles tinham rabos como escorpiões – Ou seja, cada rabo é 
como um escorpião, não como o rabo de um escorpião. Para ferir os 
homens não selados por cinco meses. Cinco meses proféticos; ou 
seja, setenta e nove anos comuns. Por quanto tempo essas 
calamidades duraram. 
11. E eles tinham sobre eles um rei – Alguém, através do qual eles 
são peculiarmente dirigidos e governados. 
Seu nome é Abadon – Ambos esse e Apolion significam um 
destruidor. Através deste ele é distinguido do dragão, cujo nome 
próprio é satanás. 
12. Uma calamidade passou; observe, lá vem ainda duas, depois 
dessas coisas – O poder persa, sob o qual foi a primeira calamidade, 
estava agora quebrado pelos Sarracenos: desde este tempo, a 
primeira pausa criou um amplo caminho para as duas calamidades 
subseqüentes. Em 589, quando a primeira calamidade terminou, 
Maomé estava com vinte anos, e as contenções dos cristãos, uns 
com os outros era excessivamente grande. Em 591, Chosroe II, que, 
depois da morte do imperador, reinou na Pérsia, causou terríveis 
perturbações no oriente, onde Maomé encontrou uma porta aberta 
para sua nova religião e império. E quando o usurpador Pocas 
tinha, no ano de 606, não apenas se declarado o Bispo de Roma, 
Bonifácio II, bispo universal, mas também da Igreja de Roma, a 
cabeça de todas as Igrejas, este foi um passo certo para o avanço do 
Papado para sua altura mais elevada. Assim, depois da passagem da 
primeira calamidade, a segunda, sim, e a terceira, rapidamente se 
seguiram; como, de fato, elas foram, ambas, de certa maneira, junto 
com ela, antes que a primeira efetivamente começasse. 
13. E o sexto anjo tocou – Sob este anjo segue a segunda 
calamidade. 
E eu ouvi a voz dos quatro cantos do altar de ouro – Este altar de 
ouro é o padrão celeste do altar levítico do incenso. Esta voz 
significou que a execução da ira de Deus mencionada em (capítulo 
9:20, 21) "E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, 
não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os 
demônios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de 
madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar. E não se 
arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua 
prostituição, nem dos seus furtos"; poderia, na intercessão, demorar-se 
um pouco mais tempo. 
14. Solto os quatro anjos – Para seguir por todos os caminhos. Para 
os quatro cantos. Esses eram anjos diabólicos, ou eles não teriam 
sido amarrados. Por que, ou quanto tempo, eles foram amarrados, 
nós não sabemos. 
15. E os quarto anjos foram soltos; os que foram preparados – Por 
soltá-los, assim como, através da força e ira deles. 
Para matar a terça parte dos homens – Ou seja, um imenso número 
deles. 
Para a hora, e dia, e mês e ano – Tudo isto concorda com a 
carnificina que os sarracenos causaram, por um longo tempo depois 
da morte de Maomé. E com o número de anjos, deixados soltos, 
concorda com o número dos primeiros e mais eminentes califas 
deles. Esses foram: Ali, Abubeker, Omar, e Osman. Maomé, 
denominado Ali, seu primo e cunhado, para seu sucessor; mas ele foi 
logo destituído pelo restante, até que eles severamente morreram, e 
assim deram lugar para ele. Eles sucederam um ao outro, e cada um 
destruiu inumeráveis multidões de homens. Há em um profético 
cálculo: 
 
 Anos Dias 
Hora 8 
Dia 196 Ao todo 212 anos. 
Mês 15 318 
Ano 196 117 
Agora, a segunda calamidade, como também o começo da terceira, 
tem seu lugar entre o cessar dos gafanhotos e o surgir da besta do 
mar, mesmo quando os sarracenos, que eram principalmente 
cavaleiros, estavam no apogeu do massacre deles; do seu primeiro 
califa, Abubeker, até que foram repelidos de Roma, sob o governo 
de Leo IV. Esses 212 anos podem, portanto, serem calculados, do 
ano 634 a 847. A gradação no cálculo do tempo, começando com a 
hora e terminando com um ano, corresponde com o começo 
pequeno e o vasto crescimento deles. Antes e depois da morte de 
Maomé, eles tiveram o suficiente a fazer, para estabelecer os 
afazeres deles em casa. Mais tarde, Abubeker foi mais além, e no 
ano de 634, obteve grande vantagem sobre os persas e romanos na 
Síria. Sob o governo de Osmar, aconteceu a conquista da 
Mesopotâmia, Palestina e Egito. Sob o governo de Osman, esta da 
África (com a total supressão do governo romano no ano de 647), 
de Chipre, e de toda a Pérsia, em 651. Depois que Ali morreu, seu 
filho, Ali Hasen, um pacífico príncipe, foi expulso pela Muavia; sob 
o governo de quem, e de seus sucessores, o poder dos sarracenos 
aumentou muito, de maneira que, em oitenta anos depois da morte 
de Maomé, eles tinham estendido suas conquistas além do que os 
guerreiros romanos fizeram em quatrocentos anos. 
16. E o número de cavaleiros foi duzentos milhões – Não que tantos 
foram sempre trazidos para o campo,imediatamente, mas (se nós 
entendemos a expressão literalmente), no curso de "da hora, do dia, e 
mês, e ano". Assim nem foi "a terceira parte dos homens mortos", 
imediatamente, mas durante o curso daqueles anos. 
E assim, eu vi os cavalos e eles que se sentaram neles, na visão – 
João parece acrescentar essas palavras, na visão, para notificar que 
nós não devemos tomar esta descrição, exatamente de acordo com a 
carta. 
Tendo peitoral de fogo – Vermelho fogo. 
E jacinto – azul acinzentado. 
E enxofre – Um amarelo pálido. Da mesma cor que o fogo e a 
fumaça e o enxofre que saíam das bocas de seus cavalos. E as 
cabeças deles são como as cabeças de leões – Ou seja, violentas e 
terríveis. 
E de suas bocas saem fogo e fumaça e enxofre – Esta expressão 
figurativa pode denotar a ira, a fúria, e força, destruidoras, cegas, 
toda perfurantes, daqueles cavaleiros. 
18. Através dessas árvores – Que estavam inseparavelmente unidas. 
Estava a terça parte dos homens – Nas regiões que eles devastaram. 
Mortos – Somente Omar, em onze anos e meio, tomou trinta e seis 
mil cidades ou fortes. Quantos homens devem ter sido mortos nisto! 
19. Porque o poder desses cavalos está em suas bocas, e em seus 
rabos – Seus cavaleiros lutam retrocedendo, assim como avançando: 
de maneira que a retaguarda deles é tão terrível quanto a dianteira. 
Porque seus rabos são como serpentes, tendo cabeças – Não como 
os rabos de serpentes apenas. Eles podem ser adequadamente 
comparados à anfisbena, uma espécie de serpente que tem um rabo 
curto, não diferente da cabeça, do qual ela atira seu veneno como se 
tivesse duas cabeças. 
20. E o resto dos homens que não foram mortos – A quem os 
sarracenos não destruíram. É de se observar que as regiões que eles 
aniquilaram eram, em sua maioria, aquelas onde o Evangelho tinha 
sido plantado. 
Por essas pragas – Aqui a descrição da segunda calamidade termina. 
Ainda assim, não se arrependeram – embora eles fossem chamados 
de cristãos. 
Das obras de suas mãos – Presentemente especificadas. 
De que eles não deveriam adorar a demônios – A invocação de 
santos mortos, se verdadeira, ou falsa, ou duvida, ou forjada, 
rastejou-se cedo por meio das igrejas cristã, e foi conduzida mais e 
mais além; e quem sabe quantos dos que são invocados como santos 
estão em meio aos demônios, que não são anjos bons, ou até onde os 
demônios se misturaram com tal adoração cega, e com as 
maravilhas forjadas naquelas ocasiões? E ídolos – Por volta do ano 
590, os homens começaram a venerar imagens; e embora homens 
honestos zelosamente se opuseram a isto, ainda assim, pouco a 
pouco, as imagens cresceram nos ídolos manifestos. Porque depois 
de muita contenção, tanto no oriente quanto no ocidente, no ano de 
787, a adoração de imagens foi estabelecida pelo segundo Concílio 
de Nice. Ainda assim, a adoração de imagem foi prontamente 
objetada algum tempo depois, pelo imperador Teófilo. Mas, quando 
ele morreu, em 842, sua viúva, Teodora, estabeleceu-a novamente, 
como fez o Concilio em Constantinopla, no ano de 863, e 
novamente em 871. 
21. Nem se arrependeram dos seus assassinos, nem de seus 
feiticeiros – Quem quer que leia as histórias dos séculos 
sétimo, oitavo, e novo, encontrará inúmeras instâncias de 
todas essas em todas as partes do mundo cristão. Mas, embora 
Deus tenha eliminado tantos desses escândalos ao nome 
cristão, ainda assim, o restante seguiu no mesmo curso. Alguns 
deles, no entanto, se arrependeram, sob as pragas que se 
seguiram. 
 
CAPÍTULO 10 
1. E eu vi um outro anjo poderoso – Um outro daqueles "anjos 
poderosos", mencionados em (capítulo 5:2) "E vi um anjo forte, 
bradando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de desatar os 
seus selos?"; ainda assim ele foi um anjo criado; porque ele não jurou 
por si mesmo: (capítulo 5:6) "E olhei, e eis que estava no meio do trono 
e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como 
havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos 
de Deus enviados a toda a terra". Vestido com uma nuvem – Em sinal 
de sua elevada dignidade. 
E um arco-íris junto a sua cabeça – Um sinal gracioso do favor 
divino. E ainda assim, não é tão glorioso para uma criatura: a 
mulher (capítulo 12:1) "E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher, 
vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze 
estrelas sobre a sua cabeça"; é descrito mais gloriosa ainda. 
E sua face como o sol – Nem é isto muito para uma criatura: porque 
todos os retos "deverão brilhar como o sol". (Mateus 13:43) "Então 
os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos 
para ouvir, ouça". 
E seus pés como os pilares de fogo – Brilhante como a chama. 
2. E ele tinha em sua mão – Sua mão esquerda: ele jurou com sua 
direita. Ele permaneceu com seu pé direito no mar, em direção ao 
ocidente; seu esquerdo, na terra, em direção ao oriente: de modo que 
ele olhava para a direção sul. E assim João (como Patmos se estende 
perto da Ásia) podia convenientemente tirar o livro de sua mão 
esquerda. Este livro selado estava, primeiro, na mão direta dele, que 
se sentava no trono: disto o Cordeiro o pegou, e abriu os selos. E 
agora este pequeno livro contendo o restante do outro, é dado 
aberto, como se fosse, para João. Deste lugar a Revelação fala mais 
claramente e menos figurativamente do que antes. 
E ele colocou seu pé direito sobre o mar – Do qual a primeira besta 
estava por vir. 
E seu pé esquerdo sobre a terra – Do qual deveria vir a segunda. O 
mar podia sinalizar a Europa; a terra, a Ásia; os teatros principais 
dessas grandes coisas. 
3. E ele clamou – Afirmando as palavras colocadas abaixo (capítulo 
10:6) "E jurou por aquele que vive para todo o sempre, o qual criou o céu 
e o que nele há, e a terra e o que nela há, e o mar e o que nele há, que não 
haveria mais demora". E, enquanto ele clamava, ou foi clamando – Ao 
mesmo tempo. 
Sete trovões expressaram suas vozes – Em palavras distintas, um 
após o outro. Esses que falaram essas palavras em gloriosos, 
poderes celestes, cuja voz era como do mais alto trovão. 
4. E eu ouvi uma voz do céu – Sem dúvida, dele que tinha, a 
princípio, ordenado a ele para escrever, e quem presentemente 
comanda a ele para pegar o livro; ou seja, Jesus Cristo. 
Seladas essas coisas que os sete trovões tinham afirmado, e não as 
escreveu – Essas são as únicas coisas de todas que ele ouviu que ele 
é ordenado a manter segredo: assim, alguma coisa peculiarmente 
secreta foi revelada pelo amado João, além de todos os segredos que 
estão escritos neste livro. Ao mesmo, nós estamos impedidos de 
inquirir o que foi que esses trovões afirmaram: é suficiente que 
possamos saber todos os conteúdos dos livros abertos, e do 
juramento do anjo. 
5. E o anjo – Esta manifestação das coisas vindouras, sob a 
trombeta do sétimo anjo tem uma dupla introdução: primeiro, o 
anjo fala por Deus (capítulo 10:7) "Mas nos dias da voz do sétimo 
anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como 
anunciou aos profetas, seus servos"; então, Cristo para por si mesmo, 
(Capítulo 11:3) "E darei poder às minhas duas testemunhas, e 
profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco". O anjo 
apela aos profetas dos primeiros tempos; Cristo, para suas duas 
testemunhas. 
Quem eu vi de pé sobre a terra, e sobre o mar, ergueu sua mão 
direita em direção ao céu – Já que o dragão ainda estava no céu. 
Quando ele é lançado de lá, ele traz a terceira e a mais terrível 
tempestade sobre a terra e mar: de modo que parece como se fosse 
no fim das calamidades. Portanto, o anjo compreende, em sua 
postura, e em seu juramento, tanto o céu, mar, e terra, e faz da parte 
do eterno Deus e Onipotente Criador, uma solene afirmação, de que 
ele afirmará sua autoridade amável contra todos os seus inimigos. 
Ele levanta sua mão direita em direção ao céu – O anjo em Daniel 
(Daniel 12:7) "E eu ouvi o homem vestido de linho,e que estava sobre as 
águas do rio, o qual levantou ao céu a sua mão direita e a sua mão 
esquerda, e jurou por aquele que vive eternamente que isso seria para um 
tempo, tempos e metade do tempo, e quando tiverem acabado de espalhar o 
poder do povo santo, todas estas coisas serão cumpridas". (não 
improvavelmente o mesmo anjo), ergueu ambas suas mãos. 
6. E jurou – As seis trombetas precedentes, passaram sem alguma 
tal solenidade. Apenas a trombeta do sétimo, que é confirmada por 
tão alto juramento. 
Por ele que vive para sempre e sempre – Diante de quem mil anos é 
apenas um dia. 
Quem criou o céu, e terra, e mar, e todas as coisas que estão neles – 
E, conseqüentemente, tem o poder soberano sobre todos: portanto, 
todos os seus inimigos, embora eles se enfureçam, por enquanto, no 
céu, no mar, e na terra, ainda assim, devem dar lugar a ele. 
Que não deverá haver mais tempo – "Mas nos dias da voz do sétimo 
anjo, o mistério de Deus deverá ser cumprido": ou seja, um tempo, um 
cronos, não deverá expirar antes que o mistério seja cumprido. Um 
cronos (1111 anos), quase passará antes deles, mas não 
completamente. O período, então, que nós podemos determinar a 
um não-cronos (não um tempo completo) deve ser um pouco e não 
mais, curto do que este. O não-cronos aqui mencionado parece 
começar no ano 800 (quando Charles o Grande instituiu no 
ocidente uma nova linha de imperadores, ou de "muitos reis") até o 
fim do ano de 1836; e conter, entre outras coisas, o "curto tempo" da 
terceira calamidade, os "três tempos e a metade" da mulher no deserto, 
e a "duração" da besta. 
7. Mas nos dias da voz do sétimo anjo – Que não tocou apenas no 
início daqueles dias, mas do início ao fim. 
O mistério de Deus deverá ser cumprido – É dito (Revelação 
17:17) "Porque Deus tem posto em seus corações, que cumpram o seu 
intento, e tenham uma mesma idéia, e que dêem à besta o seu reino, até que 
se cumpram as palavras de Deus". "A palavra de Deus deverá ser 
cumprida". A palavra de Deus é cumprida pela destruição da besta; 
o mistério, pela remoção do dragão. Mas esses grandes eventos 
estão tão próximos um do outro, que eles são aqui mencionados 
como um. O começo deles está no céu, tão logo a sétima trombeta 
toca; o fim está na terra e mar. Por quanto tempo a terceira 
calamidade permanece sobre a terra e o mar, o mistério de Deus não 
é cumprido. E o juramento do anjo é peculiarmente para o conforto 
dos homens santos, que estão aflitos sob aquela calamidade. De fato, 
a ira de Deus deve ser primeira cumprida, através do derramar dos 
frascos: e, então, vir o alegre cumprimento do mistério de Deus. 
 
E ele declarou para seus servos, os profetas – A execução, 
exatamente respondendo á predição. As profecias antigas relatam 
parcialmente para o grande período, do nascimento de Cristo à 
destruição de Jerusalém; parcialmente, para o tempo do sétimo anjo, 
em que elas serão completamente realizadas. À sétima trombeta, 
pertencem tudo que ocorre: (capítulo 11:15) "E o sétimo anjo tocou a 
sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do 
mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para 
todo o sempre". E a terceira calamidade, que toma lugar, sob o 
mesmo, propriamente se situa: (Capítulo 12:12) "Por isso alegrai-
vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; 
porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco 
tempo". (capítulo 13: 1-18) "E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi 
subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus 
chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia. (...) 
Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da 
besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e 
sessenta e seis". 
8. E – o que se segue deste verso (capítulo 11:13) "E naquela 
mesma hora houve um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade, 
e no terremoto foram mortos sete mil homens; e os demais ficaram muito 
atemorizados, e deram glória ao Deus do céu"; corre paralelo com o 
juramento do anjo, e com "o cumprimento do mistério de Deus", já que 
ele segue sob a trombeta do sétimo anjo; o que é dito no (capítulo 
11:11) "E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida, vindo de 
Deus, entrou neles; e puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre 
os que os viram"; concernente ao João "profetizar novamente" é 
esclarecido imediatamente depois; o que é dito em (capítulo 11:7) 
"E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes 
fará guerra, e os vencerá, e os matará"; concernente "ao cumprimento do 
mistério de Deus", é revelado em (capítulo 11:15-19) "E o sétimo anjo 
tocou a sua trombeta; e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos 
do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para 
todo o sempre. E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus 
tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus, 
Dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que 
eras, e que hás de vir, que tomaste o teu grande poder, e reinaste. E 
iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam 
julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos 
santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de 
destruíres os que destroem a terra. E abriu-se no céu o templo de Deus, e a 
arca da sua aliança foi vista no seu templo; e houve relâmpagos, e vozes, e 
trovões, e terremotos e grande saraiva"; e nos capítulos seguintes. 
9. Coma-o – Igual foi ordenado a Ezequiel. Este foi um emblema da 
completa consideração e digestão dele. 
E isto deixará tua barriga amarga, mas ela será doce, como mel em 
tua boca – A doçura sinaliza as muitas boas coisas que se seguem 
(capítulo 11:1-15) "E foi-me dada uma cana semelhante a uma vara; e 
chegou o anjo, e disse: Levanta-te, e mede o templo de Deus, e o altar, e os 
que nele adoram. (...) E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu 
grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso 
SENHOR e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre"; etc.; a 
amargura, os demônios que sucedem sob a terceira calamidade. 
11. Tu deves profetizar novamente – Do mistério de deus; do qual 
os profetas antigos haviam profetizado antes. E ele profetizou, 
"medindo o templo" (capítulo 11:1); uma vez que uma profecia pode 
ser entregue que pelas palavras ou ações. 
Concernente às pessoas, e nações, e línguas, e muitos reis – As 
pessoas, nações, e línguas são simultâneos; mas os reis, sendo 
muitos, sucedem um ao outro. Esses reis não são mencionados por 
causa delas, mas com uma visão da "cidade santa" (capítulo 11:2) 
"E deixa o átrio que está fora do templo, e não o meças; porque foi dado às 
nações, e pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses". Aqui está 
uma referência para os grandes reinos na Espanha, Inglaterra, 
Itália, etc., que surge do oitavo século; ou, pelo menos, sofreram 
uma mudança considerável, como França e Alemanha, em especial; 
para o cristão, mais tarde, Turquia, império no ocidente; e, 
especialmente para os vários potentados, que têm reinado 
sucessivamente em ou por Jerusalém, e o fazem agora, pelo menos, 
nominalmente, reinam sobre ele. 
CAPÍTULO 11 
2. Mas a corte que é fora do templo – O antigo templo tinha uma 
corte a céu aberto, por causa dos ateus que adoraram o Deus de 
Israel. 
Joga fora – De teu relato. 
E não meça – Como não sendo santo em tão alto grau. 
E eles deverão pisar – habitar. 
Na cidade santa – Jerusalém (Mateus 4:5) "Então o diabo o 
transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo". 
Assim eles começaram a fazer, antes que João escrevesse. E isto tem 
sido pisoteado quase sempre, desde os romanos, persas, sarracenos e 
turcos. Mas este tipo severo de pisadura de que se fala 
peculiarmente aqui, não acontecerá até sob a trombeta do sétimoanjo, e em direção ao fim dos templos perturbados. Isto continuará, 
a não ser por quarenta e dois meses comuns, ou mil duzentos e 
sessenta dias comuns; sendo apenas uma pequena parte do não-
cronos. 
3. E eu – Cristo. 
Eu darei às minhas duas testemunhas – esses homens parecem ser 
dois profetas; dois instrumentos seletos, eminentes. Alguns supõem 
(embora sem fundamento) que eles são Moisés e Elias, a quem eles 
se assemelham em diversos aspectos. 
À profecia mil duzentos e sessenta dias – Dias comuns, ou seja, 
cento e oitenta semanas. Por quanto eles profetizam (mesmo 
enquanto aquele último pisotear severo das cidades santas 
continuam), ambos por palavra e ação, testemunhando que Jesus é 
Filho de Deus, e herdeiro de todas as coisas, e exortando todos os 
homens a arrependerem-se e temerem e glorificarem a Deus. 
Vestido em pano de saco – O hábito dos mais profundos 
murmuradores, da tristeza e preocupação pelas pessoas. 
4. Essas duas oliveiras – Ou seja, como Zerobabel e Josué, as duas 
oliveiras falaram através de Zacarias (Zacarias 3:9; 4:10) "Porque 
eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre esta pedra única estão sete 
olhos; eis que eu esculpirei a sua escultura, diz o Senhor dos Exércitos, e 
tirarei a iniqüidade desta terra num só dia". "Porque, quem despreza o 
dia das coisas pequenas? Pois esses sete se alegrarão, vendo o prumo na 
mão de Zorobabel; esses são os sete olhos do Senhor, que percorrem por 
toda a terra"; foram, então, os dois instrumentos escolhidos na mão 
de Deus, desta forma, deverão ser esses em seu tempo. Sendo eles 
mesmos cheios da unção do Espírito Único, eles deverão 
continuamente transmitir o mesmo para outros também. 
E os dois castiçais – Queimando e brilhando. 
Diante do Senhor da terra – Sempre esperando em Deus, sem a 
ajuda de homem, e afirmando seu direito sobre a terra e todas as 
coisas nela. 
5. Se alguém matá-los – Como os israelitas teriam feito a Moisés e 
Aron (Números 16:41) "Mas no dia seguinte toda a congregação dos 
filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão, dizendo: Vós 
matastes o povo do Senhor". 
Ele deverá ser morto assim – Através daquele fogo devorador. 
Esses têm poder – E eles usam aquele poder. Veja no (capítulo 
11:10) "E os que habitam na terra se regozijarão sobre eles, e se 
alegrarão, e mandarão presentes uns aos outros; porquanto estes dois 
profetas tinham atormentado os que habitam sobre a terra". Para fechar 
o céu, para que não chova nos dias do profetizar deles – Durante 
esses "mil duzentos e sessenta dias". E tem poder sobre as águas – 
Dentro e perto de Jerusalém. 
Para transformá-las em sangue – Como Moisés fez aquelas no 
Egito. 
E atingir a terra com todas as pragas, tão freqüentemente quanto 
eles forem fazer – Isto não é dito de Moisés ou Elias, ou algum 
mero homem além deles. E como é possível entender isto, do 
contrário, do que de duas pessoas individuais? 
7. E quando eles terminarem o testemunho deles – Até, então, eles 
são invencíveis. 
A besta selvagem – Daqui por diante a ser descrita. 
Que ascende – Primeiro do mar (capítulo 13:1) "E eu pus-me sobre a 
areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez 
chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um 
nome de blasfêmia"; e, então, do abismo sem fim (capítuo 17:8) "A 
besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição; e os 
que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida, 
desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não 
é, mas que virá". 
Deverá guerrear com eles – Foi em sua última ascensão, não do 
mar, mas do abismo sem fim, para que a besta faça guerra junto às 
duas testemunhas. E, mesmo por meio disto, é fixado o tempo do 
"pisotear da cidade santa", e das "duas testemunhas". Aquele tempo 
termina depois da ascensão da besta do abismo, e ainda assim, 
depois do cumprimento do mistério. 
E deverá conquistá-las – O fogo não mais procedendo de suas 
bocas, quando eles tiverem acabado a obra deles. 
E os matará – Esses serão em meio aos últimos mártires, embora 
não o último de todos. 
8. E os corpos deles ficarão – Talvez dependurados em cruz. 
Nas estradas da grande cidade – De Jerusalém, uma cidade muito 
maior do que alguma outra naquelas partes. Isto é descrito ambos 
espiritualmente e historicamente: espiritualmente, como é chamado 
Sodoma (Isaías 1:9) "Se o Senhor dos exércitos não nos tivesse deixado 
algum remanescente, já como Sodoma seríamos, e semelhantes a 
Gomorra"., etc. e Egito; por causa das mesmas abominações 
abundando lá, no tempo das testemunhas, como aconteceu, uma vez, 
no Egito e Sodoma. Historicamente: Onde também o Senhor deles 
foi crucificado – Isto possivelmente se refere ao mesmo chão, onde 
sua cruz permaneceu. Constantino o Grande encerrou isto dentro 
das paredes da cidade. Talvez, naquele mesmo local seus corpos 
serão expostos. 
9. Três dias e meio – Assim, exatamente, são os tempos escritos 
nesta profecia. Se nós supusermos que este tempo comece à noite, e 
termine de manhã, e incluído (o que não é uma maneira impossível), 
sexta, sábado e domingo, o festival semanal do povo turco, as tribos 
judaicas e as línguas cristãs; então, esses juntos, com as nações 
pagãs, teriam completo lazer para observar e regozijar-se sobre ele. 
10. E eles que habitam sobre a terra – Talvez, esta expressão possa 
peculiarmente denotar homens mundanos. 
Deverão se divertir – Como fizeram os Filisteus sobre Sansão. 
E enviar presentes, um ao outro – Ambos turcos, e judeus, e pagãos, 
e falsos cristãos. 
11. E um grande temor caiu sobre eles que os viram – E agora 
sabem que Deus estava do lado deles. 
12. E eu ouvi uma grande voz – Designada para todos ouvirem. 
E eles subiram ao céu, e seus inimigos os observaram – quem não 
tinha notado a ascensão deles novamente; pelo que alguns foram 
convencidos antes. 
13. E houve um grande terremoto, e a décima parte da cidade 
desmoronou – Nós temos aqui uma prova inquestionável de que 
esta cidade não é Babilônia ou Roma, mas Jerusalém. Porque 
Babilônia deverá ser totalmente queimada antes do cumprimento do 
mistério de Deus. Mas esta cidade não é queimada, afinal; ao 
contrário, quando do cumprimento daquele mistério, a décima parte 
dela é destruída por um terremoto, e as outras nove partes, 
convertidas. 
E houve morte no terremoto de sete mil homens – Sendo a décima 
parte dos habitantes, que, portanto, eram setenta mil, ao todo. 
E o restante – Os remanescentes sessenta e três mil foram 
convertidos: um grande passo em direção ao cumprimento do 
mistério de Deus. Tal conversão, nós, em lugar algum lemos a 
respeito. Assim, haverá uma igreja maior, assim como, mais santa 
em Jerusalém do que alguma vez já existiu. 
Estava aterrorizado – Abençoado terror! E deram glória – A 
característica da verdadeira conversão. (Jeremias 13:16) "Dai 
glória ao Senhor vosso Deus, antes que venha a escuridão e antes que 
tropecem vossos pés nos montes tenebrosos; antes que, esperando vós luz, ele 
a mude em sombra de morte, e a reduza à escuridão". 
 Ao Senhor dos céus – Ele é denominado, "O Senhor da terra" 
(capítulo 11:4) "Estas são as duas oliveiras e os dois castiçais que estão 
diante do Deus da terra"; quando ele declara seu direito sobre a terra, 
através das duas testemunhas, mas o Deus do céu, quando ele não 
apenas dá chuva do céu, depois da mais angustiante secura, mas 
também, declara sua majestade do céu, levando suas testemunhas 
até ele. Quando toda a multidão dá glória ao Deus ao céu, então, 
aquele "pisotear da cidade santa" cessa. Este é o ponto já tanto 
almejado e desejado: "o cumprimento do mistério de Deus", quando as 
promessas divinas são tão ricamente cumpridas, naqueles que têm 
passado por tão grandes aflições. Tudo isto está aqui relatado junto, 
para que, considerando que a primeira calamidade e a segunda 
seguiram para o oriente, o restante dos assuntos orientais sendo 
acrescidosimediatamente, a descrição do ocidente mais tarde, 
pudesse permanecer intacto. Pode ser útil aqui ver como as coisas 
de que se fala, e aquelas daqui por diante descritas, seguem uma a 
outra, em sua ordem. 
1º. O anjo jura; o não-cronos começa; João come o livro; muitos reis 
surgem. 
2º. O não-cronos e os "muitos reis", estando em declínio, aquele 
pisotear começa, e as "duas testemunhas" surgem. 
3º. A besta, depois de, com os dez reis, destruir Babilônia, guerrear 
com eles e matá-los. Depois de três dias e meio eles revivem e 
ascendem ao céu. Há um grande terremoto na cidade santa: sete 
mil perecem, e o restante é convertido. O "pisotear" da cidade pelos 
gentios termina. 
4º. A besta e os reis da terra, e seus exércitos se reúnem para lutar 
contra o Grande Rei. 
5º. Multidões de seus inimigos são mortas, e a besta e o falso 
profeta jogados vivos no lago de fogo. 
6º. Enquanto João mede o templo de Deus e o altar com os 
adoradores, a verdadeira adoração do Senhor é estabelecida. As 
nações que têm pisoteado a cidade santa são convertidas. Por meio 
disto, o mistério de Deus é cumprido. 
7º. Satanás é aprisionado. Sendo liberto por um tempo, ele com 
Gogue e Magogue, faz seu último ataque em Jerusalém. 
14. A segunda calamidade é passada – A carnificina feita pelos 
sarracenos cessou, por volta do ano 847, quando o poder deles foi 
destruído por Charles o Grande, o que eles nunca recuperaram. 
Observe a terceira calamidade vindo rapidamente – Seu prelúdio 
vem enquanto os romanos consideram aproveitar todas as 
oportunidades de reivindicarem sua amada universalidade, e 
aumentar seu poder e grandeza. E no ano de 755, o bispo de Roma 
tornou um príncipe secular, através do rei Pepino dar a ela o 
exarcado de Lombardia. O começo da terceira calamidade se 
estabelece. (capítulos 12:12) "Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que 
neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo 
desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo". 
 
15. E o sétimo anjo tocou – Esta trombeta contém os eventos mais 
importantes e jubilosos, e conferem a todas as primeira trombetas 
razão para alegria de todos os habitantes do céu. A alusão, portanto, 
nesta, e em todas as trombetas, é para estas usarem em solenidades 
festivas. Todas essas sete trombetas foram ouvidas no céu, talvez, a 
sétima deve uma vez ser ouvida na terra também (I 
Tessalonicenses 4:16) "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com 
alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que 
morreram em Cristo ressuscitarão primeiro". 
 
E houve grandes vozes – Dos diversos cidadãos do céu. Na abertura 
do sétimo selo "existiu silêncio no seu"; no tocar da sétima trombeta, 
grandes vozes. Isto apenas é suficiente para mostrar que os sete 
selos e as sete trombetas não seguem paralelos uns com os outros. 
Tão logo quanto o sétimo anjo tocou, o reino inclina-se para Deus e 
Cristo. Isto imediatamente aparece no céu, e é lá celebrado com 
louvor alegre. Mas na terra, diversas ocorrências terríveis vão 
aparecer, em primeiro lugar. Esta trombeta compreende todas que 
se seguem dessas vozes até (capítulo 22:5) "E ali não haverá mais 
noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor 
Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre". 
 O reino do mundo – Ou seja, o governo real sobre todo o mundo, e 
todos os seus reinos. (Zacarias 14:9) "E o Senhor será rei sobre toda a 
terra; naquele dia um será o Senhor, e um será o seu nome". 
E tornar-se o reino do Senhor – Esta província tem estado nas 
mãos do inimigo: agora retorna para seu Mestre por direito. No 
Velho Testamento, de Moisés a Samuel, o próprio Deus foi o Rei de 
seu próprio povo. E o mesmo será no Novo Testamento: Ele 
próprio reinará sobre a Israel de Deus. 
E de seu Cristo – Esta apelação é agora primeiro dada a ele, desde a 
introdução do livro, na menção do reino, devolvendo junto a ele, 
debaixo da sétima trombeta. Profetas e sacerdotes foram ungidos, 
mas mais especialmente reis: de onde aquele termo, o ungido, e 
aplicado apenas a um rei. Assim sendo, quando quer que o Messias 
é mencionado nas Escrituras, seu reino está implícito. 
Torna-se – Na realidade, todas as coisas (e assim, o reino do 
mundo) são de Deus, em todas as épocas: ainda assim, satanás e o 
mundo presente, com seus reis, e lordes, se levantam contra o 
Senhor e contra seu Ungido. Deus agora coloca um fim a esta 
rebelião monstruosa, e mantém seu direito a todas as coisas. E isto 
aparece em uma maneira inteiramente nova, tão logo o sétimo anjo 
toca. 
E os vinte e quarto anciãos – Esses deverão reinar sobre a terra 
(capítulo 5:10) "E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles 
reinarão sobre a terra". 
Que se sentam diante de Deus em seus tronos – O que nós não 
lemos de anjo algum. 
17. O Altíssimo – Ele que tem todas as coisas em seu poder como o 
único Governador delas. 
 Quem está, e quem esteve – Deus é freqüentemente denominado 
"Ele que está, e quem esteve, e quem virá", mas agora, ele 
verdadeiramente vem, as palavras "quem está para vir", são, por 
assim dizer, absorvidas. Quando é dito: Nós agradecemos que tu 
tenhas tomado teu grande poder, é tudo o mesmo como: "Nós 
agradecemos a ti que estás para vir". Toda esta ação de graças é 
parcialmente uma ampliação sobre os dois grandes pontos 
mencionados no décimo-quinto verso (capítulos 11:15) "E o sétimo 
anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os 
reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele 
reinará para todo o sempre"; parcialmente um sumário do que é daqui 
por diante, mais distintamente relatado. Aqui é mencionado, como o 
reino é do Senhor; mais tarde, como ele é o reino de seu Cristo. 
Tu tens tomado teu grande poder – Este é o começo do que é feito 
sob a trombeta do sétimo anjo. Deus nunca cessa de usar seu poder; 
mas ele tem permitido que seus inimigos se oponham a isto, o que 
ele irá agora não admitir mais. 
18. E as nações pagãs estavam iradas – Do expandir-se do poder e 
reino de Deus. Esta ira dos pagãos agora se levanta ao mais alto 
grau; mas ela encontra a ira do Altíssimo, e se desvanece. Neste 
verso está descrito ambos, o seguir em frente e o término da ira de 
Deus, o que conseqüentemente toma diversas épocas. 
E o tempo da morte é vinda – Ambos, o vivo e o morto, dos quais 
aqueles que já morreram são uma parte muito mais numerosa. 
Em que eles serão julgados – Isto, sendo infalivelmente certo, eles 
falam disto, como já presente. 
E para dar a recompense – Quando da vinda de Cristo (capítulo 
22:12) "E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a 
cada um segundo a sua obra"; mas da livre graça, não do débito. 
 
1º. Para seus servos, os profetas: 
2º. Para seus santos: àqueles que foram eminentemente santos: 
3º. A eles que temem seu nome: esses são da classe mais inferior. 
Aqueles que nem mesmo temem a Deus não terão recompensa dele. 
 Pequeno e grande – Todos, universalmente, jovem e idoso, alto e 
baixo, rico e pobre. 
E para destruir os que destruíram a terra – A terra foi destruída 
pela "grande prostituta", em específico (capítulo 19:2) "Porque 
verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que 
havia corrompido a terra, com a sua prostituição, e das mãos dela vingou 
o sangue dos seus servos". (capítulo 17:2, 5) "Com a qual se 
prostituíram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram 
com o vinho da sua prostituição. (...) E na sua testa estava escrito o nome: 
Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da 
terra"; mas igualmente em geral, através da ira e ódio declarado dos 
homens maus, contra tudo que é bom; através das guerras, e das 
várias destruições e desolações, naturalmente fluindo destas; 
através de tais leis e constituições, como a impedirem muito do 
bem, e causarem muitas ofensas e calamidades; através de 
escândalos públicos, por meio dos quais a portaé aberta para toda 
libertinagem e iniqüidade; através do abuso dos poderes seculares e 
espirituais; através das doutrinas diabólicas, máximas, e conselhos; 
através da violência e perseguição declarada; e através dos pecados 
clamando a Deus para enviar as pragas sobre a terra. Esta grande 
obra de Deus, destruindo os destruidores, sob a trombeta do sétimo 
anjo, não é a terceira calamidade, mas motivo de alegria, porque os 
anciãos solenemente dão graças. Todas as calamidades, e, 
particularmente a terceira seguem sobre esses "que habitam na 
terra"; mas a destruição, sobre aqueles "que destroem a terra", e foram 
instrumentos daquela calamidade. 
19. E o templo de Deus – A parte interior dele. Foi aberta no céu – 
E por meio dele é aberta uma nova cena das coisas mais 
momentosas, para que possamos ver como os conteúdos da sétima 
trombeta são executados; e, não obstante uma oposição ainda maior 
(particularmente, através da terceira calamidade) trazida para a 
conclusão gloriosa. 
E a arca da aliança foi vista em seu templo – A arca da aliança que 
foi feita por Moisés não estava no segundo templo, sendo 
provavelmente queimada com o primeiro templo pelos Caldeus. 
Mas aqui está a arca celestial da aliança eterna, a sombra da qual 
estava sob o Velho Testamento (Hebreus 9:4) "Que tinha o 
incensário de ouro, e a arca da aliança, coberta de ouro toda em redor; em 
que estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que 
tinha florescido, e as tábuas da aliança". Os habitantes do céu viram a 
arca antes: João também a viu agora; porque um testemunho, do 
que Deus havia prometido, deveria ser cumprido ao extremo. 
E houve raios, vozes, e trovões, e um terremoto, e um grande 
granizo – As mesmas que haviam, e na mesma ordem, quando o 
sétimo anjo derramou seu frasco (capítulo 16:17-21) "E o sétimo 
anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo do céu, do 
trono, dizendo: Está feito. E houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um 
grande terremoto, como nunca tinha havido desde que há homens sobre a 
terra; tal foi este tão grande terremoto. E a grande cidade fendeu-se em 
três partes, e as cidades das nações caíram; e da grande Babilônia se 
lembrou Deus, para lhe dar o cálice do vinho da indignação da sua ira. E 
toda a ilha fugiu; e os montes não se acharam. E sobre os homens caiu do 
céu uma grande saraiva, pedras do peso de um talento; e os homens 
blasfemaram de Deus por causa da praga da saraiva; porque a sua praga 
era mui grande". 
CAPÍTULO 12 
2. E estando grávida, ela chora, em trabalho de parto – A mesma 
dor, sem alguma oposição exterior, constrangeria a mulher em dor, 
gritar. Esses gritos, espasmos, e dores de parto, foram os desejos 
veementes, os suspiros e orações dos santos para a vinda do reino 
de Deus. A mulher gemeu e labutou em espírito, para que Cristo 
pudesse aparece, como o Pastor e Rei de todas as nações. 
3. E observa um grande dragão vermelho – Seu vermelho ardente 
denotando sua disposição. 
Tendo sete cabeças – Significando vasta sabedoria. 
E dez chifres – Talvez, na sétima cabeça; emblemas do grande 
poder e força, que ele ainda retinha. 
E sete diademas sobre suas cabeças – Não propriamente coroas, mas 
guarnição de grande valor, tal como reis antigamente usavam; 
porque, embora caído, ele era um grande potentado ainda, até 
mesmo "o príncipe deste mundo". 
4. E sua cauda – Sua falsidade e sutileza. 
Arrastava – Como um trem. 
A terceira parte – Um grande número. 
Das estrelas do céu – Os cristãos e seus professores, que antes se 
sentaram nos lugares celestiais com Cristo Jesus. 
E lançou-os por terra – Totalmente priva-os de todas aquelas 
bênçãos celestiais. Isto é propriamente a parte da descrição do 
dragão, que não foi ainda ele mesmo na terra, mas no céu: 
conseqüentemente, este lançá-lo para baixo foi entre o começo da 
sétima trombeta e o começo da terceira calamidade; ou entre o ano 
de 847 e o ano de 947; em cujo tempo as doutrinas pestilentas, 
especificamente aquela dos Maniqueístas [Religião sincretista 
gnóstica, fundada por Maniou Maniqueu (século III), na Pérsia, 
segundo a qual o universo é criação de dois princípios que se 
combatem: o bem, ou Deus, e o mal, ou o diabo], no oriente, 
arrastou abundância de pessoas da verdade. 
E o dragão permaneceu diante da mulher, para que quando ela 
desse a luz, ele pudesse devorar a criança – Para que ele pudesse 
impedir o reino de Cristo de se espalhar, como ele faz sob esta 
trombeta. 
5. E ela deu a luz a um menino – Até mesmo Cristo, não é 
considerado em sua pessoa, mas em seu reino. Na nona era, muitas 
nações, com seus príncipes, foram acrescidas à Igreja Cristã. 
Quem governaria todas as nações – Quando seu tempo viesse. 
E seu filho – Que já estava no céu, como estavam a mulher e o 
dragão. 
Foi apanhado por Deus – Tirado extremamente fora do alcance 
dele. 
6. E a mulher fui para o deserto – Este deserto é indubitavelmente 
sobre a terra, onde se supõe estar a própria mulher também. Ele 
indica aquela parte da terra onde, depois de ter dado a luz, ela 
encontrou uma nova moradia. E este deve ser na Europa, já que a 
Ásia e África estavam totalmente nas mãos dos turcos e sarracenos; 
e em uma parte dela, onde a mulher não tinha estado antes. Neste 
deserto, Deus já tinha preparado um lugar; ou seja, feito ele salvo e 
conveniente para ela. O deserto é, aquelas regiões da Europa que se 
estende deste lado do Danúbio, porque as regiões que se estendem 
além dele, já tinham recebido o Cristianismo antes. 
Para que eles possam alimentá-la – Para que as pessoas daquele 
lugar possam providenciar todas as coisas necessárias para ela. 
Mil duzentos e sessenta dias – Tantos dias proféticos, que não são, 
como alguns supuseram, mil duzentos e sessenta, mas setecentos e 
setenta e sete, anos comuns. Este Bengelio tem mostrado, 
largamente em sua Introdução Alemã. Esses nós podemos calcular 
do ano de 847 a 1524. Por quanto tempo a mulher desfrutou do 
lugar seguro e conveniente na Europa, o que foi principalmente 
Boemia, onde ela foi alimentada, até que Deus providenciou a ela 
um mais plenamente na Reforma. 
7. E havia Guerra no céu – Aqui satanás faz sua grande oposição ao 
reino de Deus; mas um final é agora colocado para seu acusar os 
santos diante de Deus. A causa segue contra ele (capítulo 12:10-
11) "E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a 
salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque 
já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os 
acusava de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e 
pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte"; 
e Miguel executa a sentença. Que Miguel é um anjo criado, aparece 
de seu não se atrever, na disputa com satanás (Judas 9) "Mas o 
arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do 
corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas 
disse: O Senhor te repreenda"; para trazer uma acusação afrontosa; 
mas apenas dizendo: "O Senhor repreenda a ti". E esta modéstia está 
contida em seu próprio nome; porque Miguel significa "Quem é como 
Deus?", que implica também sua profunda reverência em direção a 
Deus, e a distância de toda auto-exaltação. Satanás seria como 
Deus: o próprio nome de Miguel pergunta: "Quem é como Deus?". 
Não satanás; nem o mais alto arcanjo. É ele igualmente que e mais 
tarde incumbido de prender, amarrar, e aprisionar aquele espírito 
orgulhoso. 
8. E ele não prevaleceu – O próprio dragão é principalmente 
mencionado; mas seus anjos, igualmente devem ser entendidos. 
Nem foi este local encontrado mais no céu – Assim, até agora, ele 
teve um lugar no céu. Quão profundo mistério é este! Alguém pode 
comparar isto com (Lucas 10:8) "E, em qualquer cidade em que 
entrardes, e vos receberem, comei do que vos for oferecido". (Efésios 2:2; 
4:8; 6:12) "Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo,segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos 
filhos da desobediência". "Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o 
cativeiro, E deu dons aos homens". "Porque não temos que lutar contra a 
carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, 
contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da 
maldade, nos lugares celestiais". 
9. E o grande dragão foi lançado – Ainda assim, não é dito, junto a 
terra – Ele foi lançado do céu; e nisto, os habitantes do céu se 
regozijaram. Ele é denominado o grande dragão, como aparecendo 
aqui naquela forma, para intimidar com sua disposição venenosa e 
cruel. 
A antiga serpente – Uma alusão a ela ter enganado Eva daquela 
forma. Dragões são espécies de grandes serpentes. 
Que é chamado de demônio e satanás – Essas são palavras de 
exatamente o mesmo significado; apenas a primeira é grega; a 
última, Hebraica, denotando o grande adversário de todos os 
santos, quer judeus ou gentios. Ele tem enganado todo o mundo – 
Não apenas nos seus primeiros pais, mas através de todas as eras, e 
em todas as regiões, na descrença e em toda maldade; no odiar e no 
perseguir a fé e toda bondade. 
 Ele foi lançado junto a terra – Ele foi lançado do céu; e sendo 
lançado fora dele, ele mesmo veio para a terra. Nem ele esteve 
inativo sobre a terra antes, embora sua habitação ordinária fosse no 
céu. 
10. Agora veio – De onde é evidente que todo este capítulo 
pertence à trombeta do sétimo anjo. No capítulo décimo-primeiro, 
do décimo-quinto ao décimo-oitavo verso, são propostos os 
conteúdos desta extensa trombeta, a execução da qual é 
copiosamente descrita neste e nos capítulos seguintes. 
A salvação – Dos santos. 
O poder – Por meio do qual o inimigo é lançado. 
O reino – Aqui a majestade de Deus é mostrada. 
O poder de seu Cristo – Que ele irá exercer contra a besta; e, 
quando ele também for levado embora, então, o reino será afirmado 
para o próprio Cristo (capítulo 19:16; 20:4) "E no manto e na sua 
coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores". "E vi 
tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as 
almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela 
palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não 
receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram 
com Cristo durante mil anos". 
O acusador de nossos irmãos – Por quanto tempo eles 
permaneceram na terra. Esta grande voz, portanto, foi a voz de 
homens apenas. 
Quem os acusou diante de nosso Deus, dia e noite – Espantosa 
malícia de satanás, e paciência de Deus! 
11. E eles tinham dominado a ele – Levado a causa contra ele. 
Através do sangue do Cordeiro – Que limpa a alma de todos os 
pecados, e assim, não deixa espaço para acusação. 
E através da palavra do testemunho deles – A palavra de Deus, que 
eles acreditaram e testificaram, até mesmo junto à morte. Assim, 
por exemplo, morreu Olam, rei da Suécia, no ano de 900, a quem 
seus próprios súditos teriam compelido à idolatria; e, na sua recusa, 
assassinado como um sacrifício ao ídolo que ele não adoraria. Assim 
multidões de cristãos da Boêmia, no ano de 916, quando a rainha 
Draomira [fanática pagã] levantou severa perseguição, em que 
muitos "não amaram suas vidas junto à morte". 
12. Calamidade para a terra e o mar – Esta é a quarta e a última 
denúncia da terceira calamidade, a mais grave de todas. A primeira 
foi apenas, a segunda principalmente, sobre a terra, Ásia; a terceira, 
ambos sobre a terra e mar, Europa. A terra é mencionada primeira, 
porque ela começa na Ásia, depois a besta a trouxe sobre a Europa. 
Ele sabe que ele tem pouco tempo – Que se estende, do momento 
em que é lançado do céu até ser jogado no abismo. Nós estamos 
agora vindo para o período mais importante do tempo. O não-
cronos se apressa para um fim. Nós vivemos no pequeno tempo em 
que satanás tem grande ira; e este pequeno tempo está agora em 
declínio. Nós estamos no "tempo, tempos, e meio tempo", em que a 
mulher é "alimentada no deserto"; sim, a última parte dele, "o meio 
tempo", começou. Nós estamos, como será mostrado, em direção ao 
encerramento dos "quarenta e dois meses" da besta; e quando seu 
número é cumprido, coisas graves acontecerão. Que aquele que não 
se preocupa com o ser preso pela ira do diabo; o cair nas armadilhas 
na tentação geral; o ser arrastado fora, pela mais terrível violência, 
na adoração da besta e sua imagem, e, conseqüentemente, bebendo o 
vinho sem mistura da ira de Deus, e sendo atormentado, dia e noite, 
para sempre e sempre, no lago do fogo e enxofre; que ele que está 
confiante de que pode fazer seu caminho através de todos esses, pela 
sua própria sabedoria, e força, sem precisar de alguma tal 
conservante peculiar como a palavra desta profecia proporciona; 
permita que ele escute, siga daqui. Mas que ele que não aceita esses 
avisos, por causa dos clamores inconscientes, e alarmes cegos, peça 
a Deus, com toda a sinceridade possível, para dar a ele sua luz 
celestial nisto. Deus não tem dado esta profecia, de maneira tão 
solene, apenas para mostrar sua providência sobre sua igreja, mas 
também que seus servos podem saber, em todos os tempos, em que 
período específico eles estão. E quanto mais perigoso algum período 
de tempo é, maior é a ajuda que ele proporciona. Mas onde podemos 
fixar o começo e o fim do pequeno tempo? Que é provavelmente 
quatro-quintos de um cronos, ou algo acima de 888 anos. Este, que 
é o tempo da terceira calamidade, pode alcançar de 947, ao ano de 
1836. Porque: 
1º. O curso intervalo da segunda calamidade (cuja calamidade 
terminou no ano de 840), e os 777 anos da mulher, que começou por 
volta do ano 847, rapidamente depois que seguiu a Guerra no céu, 
fixa o começo não muito tempo depois de 864; e, assim, a terceira 
calamidade cai no décimo século, estendendo-se de 900 a 1000; 
chamada de negra, de ferro, idade infeliz. 
2º. Se nós comparamos a extensão da terceira calamidade com o 
período de tempo que sucede a ele no vigésimo capítulo, é pouco 
tempo para aquele vasto espaço que alcança do começo do não-
cronos ao fim do mundo. 
13. E quando o dragão vu – Que não poderia por mais tempo acusar 
os santos no céu, ele virou sua ira para causar todo dano possível na 
terra. 
Ele perseguiu a mulher – As perseguições antigas da igreja foram 
mencionadas (capítulo 1:9; 2:10; 7:14) "Eu, João, que também sou 
vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de Jesus 
Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e 
pelo testemunho de Jesus Cristo". "Nada temas das coisas que hás de 
padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais 
tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-
ei a coroa da vida". "E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes 
são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as 
branquearam no sangue do Cordeiro"; mas esta perseguição veio 
depois da fuga dela. (capítulo 12:6) "E a mulher fugiu para o deserto, 
onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada 
durante mil duzentos e sessenta dias"; exatamente no começo da 
terceira calamidade. Assim sendo, no décimo e décimo-primeiro 
séculos, as igrejas foram furiosamente perseguidas, por diversos 
poderes pagãos. Na Prússia, o rei Adelbert foi morto no ano de 997; 
o rei Brunos em 1008; e, quando o rei Stephen encorajou o 
Cristianismo na Hungria, ele se encontrou com oposição violenta. 
Depois de sua morte, os pagãos na Hungria, estabeleceram-se para 
extirpá-lo, e prevaleceram por diversos anos. Por volta do mesmo 
tempo, o exército do imperador Henrique III, foi totalmente 
derrotado pelos Vândalos. Esses e todos os relatos daqueles tempos 
mostram com que fúria o dragão, então, perseguiu a mulher. 
14. E foram dadas à mulher duas asas de uma grande águia, para 
que ela pudessefugir do deserto para seu lugar – Águias são 
símbolos usuais de grandes potentados. Assim (Ezequiel 17:3) "E 
disse: Assim diz o Senhor Deus: Uma grande águia, de grandes asas, de 
plumagem comprida, e cheia de penas de várias cores, veio ao Líbano e 
levou o mais alto ramo de um cedro"; por "grande águia", significa o rei 
da Babilônia. Aqui a grande águia é o império romano; as duas asas, 
os ramos oriental e ocidental dele. Um lugar no deserto foi 
mencionado no sexto verso também (capítulo 12:6) "E a mulher 
fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali 
fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias"; mas não é o 
mesmo que é mencionado aqui. No texto, segue-se um depois o 
outro: 
1º. O dragão esperar para devorar a criança. 
2º. O nascimento da criança, que é levada para Deus. 
3º. A fuga da mulher para o deserto. 
4º. A guerra no céu, e o dragão é lançado. 
5º. O início da terceira calamidade. 
6º. A perseguição erguida pelo dragão contra a mulher. 
7º. A fuga da mulher em asas de águia. 
De igual maneira segue-se, um após o outro: 
1º. O começo dos mil duzentos e sessenta dias. 
2º. O começo do pequeno tempo. 
3º. O começo do tempo, tempos, e meio tempo. 
Este terceiro período parcialmente coincide tanto com o primeiro, 
quanto com o segundo. Depois do início dos mil duzentos e sessenta 
dias, ou antes, da terceira calamidade, o Cristianismo foi 
excessivamente propagado, em meio às várias perseguições. Por 
volta do ano de 948, foi novamente estabelecido na Dinamarca; em 
965, na Polônia e Silícia; em 980, através de toda a Rússia. Em 997, 
foi trazido para a Hungria; para dentro da Suécia e Noruega, tanto 
antes, quanto depois. Transilvânia o recebeu, por volta do ano 1000; 
e, logo depois, outras partes da Dácia. Agora, todas as regiões em 
que o Cristianismo foi estabelecido entre o começo dos dias mil 
duzentos e sessenta, e o aprisionamento do dragão, pode ser 
entendido, pelo deserto, e pelo lugar dela em especial. Este lugar 
continha muitas regiões; de maneira que o Cristianismo agora 
alcançou, em um tratado ininterrupto, do império oriental ao 
império ocidental; e ambos os imperadores agora emprestaram suas 
asas para a mulher e providenciaram uma morada segura para ela. 
Onde ela é alimentada – Através de Deus, preferivelmente do que 
homem; tendo pouca ajuda humana. Porque um tempo, e tempos, e 
meio tempo – A extensão de diversos períodos aqui mencionados 
parecem ser proximamente isto: 
 Anos 
1 O não-cronos contém menos do que 1111 
2 O pequeno tempo 888 
3 O tempo, tempos, e meio tempo 777 
4 O tempo da besta 666 
E comparando a profecia e a história, juntas, elas parecem começar 
e terminar proximamente assim: 
1 
O não-cronos se 
estende 
De aproximadamente 800 a 1836 
2 Os 1260 dias da mulher De 847 – 1524 
3 O pequeno tempo 947 – 1836 
4 
O tempo, tempo, e meio 
tempo 
1058 - 1836 
5 O tempo da besta 
Entre o começo e o término dos três 
tempos e meio 
No ano de 1058, os impérios tiveram um bom entendimento um 
com o outro, e ambos protegeram a mulher, Os bispos de Roma, 
igualmente, particularmente, Victor II, foram devidamente 
subordinados ao imperador. Nós podemos observar os mil duzentos 
e sessenta dias da mulher de 847 a 1524, e os três tempos e meio, se 
referem ao mesmo deserto. Mas na primeira parte dos mil duzentos 
e sessenta dias, antes que os três tempos e meio comecem, ou seja, 
do ano de 847 a 1058, ela foi alimentada por outros, sendo pouco 
capaz de ajudar-se; considerando que de 1058 a 1524, ela é ambos 
alimentada pelos outros, e tem alimento ela mesma. A isto as 
ciências transplantadas nas regiões ocidental e oriental muito 
contribuíram; as Escrituras, nas línguas originais, trazidas para o 
oeste da Europa, através dos judeus e gregos, muito mais; e mais do 
que tudo, a Reforma, alicerçada nestas Escrituras. 
15. Água é um símbolo de grande número de pessoas; esta água, 
dos turcos, em especial. Por volta do ano de 1060 eles aniquilaram a 
parte cristã da Ásia. Mais tarde, eles derramaram na Europa, e se 
espalharam mais e mais além. Até que inundaram muitas nações. 
16. Mas a terra ajudou a mulher – Os poderes da terra; e, de fato, 
ela precisou de ajuda, durante todo este período. "O tempo" dói 1058 
a 1280; durante o qual a inundação turca correu mais e mais alta, 
embora freqüentemente represada pelos imperadores, ou seus 
generais, ajudando a mulher. "Os" dois "tempos" foram de 1280 a 
1725. Durante esses, igualmente, o poder turco fluiu mais distante e 
amplamente; mas ainda de tempos em tempos os príncipes da terra 
ajudaram a mulher, de maneira que ela não foi levada embora, 
através dele. "O meio tempo" é de 1725 a 1836. No começo deste 
período, os turcos começaram a interferir com os assuntos da 
Pérsia: em que eles tinham tão se envolvido, de maneira a serem 
menos capazes de prevalecerem contra os dois impérios cristãos 
remanescentes. Ainda assim, esta inundação alcança a mulher "em 
seu lugar", e irá, até perto do fim do "meio tempo", ela mesma ser 
tragada, talvez, pelos meios da Rússia, que se ergueu no lugar do 
império oriental. 
17. E o dragão ficou furioso – De novo, porque ele não poderia 
fazer com que ela fosse levada pela correnteza. 
E ele seguiu em frente – Para outras terras. 
Para fazer guerra com o restante de sua semente – Os cristãos 
verdadeiros, vivendo sob os governos pagãos ou turcos. 
CAPÍTULO 13 
 
1. E eu permaneci na areia do mar – Isto também foi na visão. E eu 
vi – Logo depois da mulher fugir. Uma besta selvagem surgindo – 
Ela surgiu três vezes; a primeira, do mar; então das profundezas. 
Ela veio do mar antes dos sete frascos; "a grande prostituta" veio 
depois deles. Ó, leitor, este é um assunto em que nós também 
estamos duplamente preocupados, e que deve ser tratado, não como 
um ponto de curiosidade, mas como uma advertência solene de 
Deus! O perigo está por perto. Esteja armado tanto contra a força, 
quanto à fraude, mesmo com toda a armadura de Deus. Do Mar – 
Isto é, da Europa. Assim, as três desgraças (a primeira na Pérsia; a 
segunda ao redor do Eufrates), move-se em uma linha do leste para 
oeste. A besta é o Papado Romano, uma vez que ele chegou ao 
momento decisivo, há seiscentos anos, permanece agora, e irá 
permanecer por algum tempo mais. A este, e nenhum outro poder 
sobre a terra, concorda todo o texto, e cada parte dele, em cada 
ponto; como nós podemos ver, com a evidência extrema, das 
proposições seguintes: 
 
Proposição 1ª. É a referida e a mesma besta, tendo sete cabeças e 
dez chifres, que está descrito neste e no capítulo décimo-sétimo. Em 
conseqüência, suas cabeças são as mesmas, e seus chifres também. 
 
Proposição 2ª. Esta besta é espiritualmente um poder secular, e 
oposto ao reino de Cristo. Um poder não meramente espiritual, ou 
eclesiástico, nem meramente secular, ou político, mas uma mistura 
de todos. Ele é um príncipe secular; porque uma coroa; sim, e um 
reino está atribuído a ele. E ainda assim, ele não é meramente 
secular; porque ele é também um falso profeta. 
 
Proposição 3ª. A besta tem uma ligação estrita com a cidade de 
Roma. Isto aparece claramente no décimo-sétimo capítulo. 
 
Proposição 4ª. A besta existe agora. Ela não passou. Porque Roma 
está agora existindo; e a besta não será lançada no lago, até a 
destruição de Roma. Ela não virá completamente: porque a segunda 
desgraça há muito tempo passou, depois do que a terceira veio 
rapidamente; e presentemente depois que ela começou, a besta se 
levantou do mar. Portanto, o que quer que ela seja, ela existe agora. 
 
Proposição 5ª. A besta é o Papado Romano. Isto manifestadamente 
se segue da terceira e quarta proposições; a besta está estritamente 
ligada com aquela cidade, ou o Papa é a besta. 
 
Proposição 6ª. O Papado, ou o reino Papal, começou há muito 
tempo. Os relatos particulares mais notáveis a isto estão aqui 
anexos; tomados tão altamente e abundantemente para mostrar o 
surgimento da besta,e trazer tão resumido quanto nosso próprio 
tempo, com o objetivo de lançar uma luz na parte seguinte da 
profecia: 
 
 1033. Benedict o Nono, um filho de onze anos, é bispo de 
Roma, e ocasiona graves desordens por mais de vinte anos. 
 1048. Damasus II introduz o uso da tripla coroa. 
 1058. A igreja de Milão, depois de longa oposição, é 
submetida à Roma. 
 1073. Hildebrando, ou Gregório VII, chega ao trono. 
 1076. Ele destitui e excomunga o imperador. 
 1077. Ele o usa vergonhosamente o absolve. 
 1080. Ele o excomunga novamente, e envia a coroa a Rodolfo, 
seu adversário. 
 1083. Roma é tomada. Gregório foge. Clemente é feito Papa, e 
coroa o imperador. 
 1085. Gregório VII morre em Salerno. 
 1095. Urbano II institui o primeiro Concílio Papal e cria as 
cruzadas. 
 1111. Paschal II briga furiosamente com o imperador. 
 1123. O primeiro concílio ocidental geral em Lateran. O 
casamento dos padres é proibido. 
 1132. Inocente II declara que o imperador é um vassalo do 
Papa. 
 1143. Roma estabelece o seu próprio imperador, independente 
de Inocente II. Ele os excomunga e morre. Celestino II é, 
através de uma importante inovação, escolhido para o reino 
Papal, sem o sufrágio do povo; o direito da escolha do Papa é 
tomado do povo, e mais tarde, do clérigo, e residiu nos 
Cardinais apenas. 
 1152. Eugene II assume o poder de canonizar santos. 
 1155. Adrian IV condena Arnold de Brescia à morte, por falar 
contra o poder secular do Papado. 
 1159. Victor IV é eleito e coroado. Mas Alexandre II o 
domina e é seu sucessor. 
 1168. Alexandre III excomunga o imperador e o traz tão 
humilhado, que, em 1177, ele se submete a cavalgar sobre a 
própria cabeça. 
 1024. Inocente estabelece a Inquisição contra os Vaudois. 
 1208. Ele proclama uma cruzada contra eles. 
 1300. Bonifácio VIII introduz do ano do jubileu. 
 1305. A residência do Papa é removida para Avignon. 
 1377. Ela é removida de volta para Roma 
 1378. Os quinze anos de cisma começam. 
 1449. Felix V, o ultimo Antipapa, submete-se a Nicolas V. 
 1517. A Reforma começa. 
 1527. Roma é tomada e saqueada. 
 1557. Charles V renuncia ao império; Ferdinand I acredita que 
ser coroado pelo Papa é supérfluo. 
 1564. Pius IV confirma o Concílio de Trent. 
 1682. As doutrinas altamente derrogatórias para a autoridade 
Papal são abertamente ensinadas na França. 
 1713. A constituição Unigenitus. 
 1721. Papa Gregório VII é canonizado outra vez. 
 
Aquele que comparar esta tabela resumida com o que será 
observado, versículo 3, e capítulo XVII, 10, verão que a ascensão da 
besta do mar deve ser fixada, através do início dela; nem mais além 
de Gregório VII, nem antes de Alexandre II. Os príncipes seculares 
agora favoreciam o reino de Cristo; mas os bispos de Roma se 
opunham a ele veementemente. Esses, a princípio, eram ministros 
simples ou pastores da congregação cristã em Romã, mas, através 
de graus, eles se elevaram a uma eminência de honra e poder, sobre 
todos os seus irmãos, até por volta do tempo de Gregório VII (e, 
assim, desde então), eles assumiram todos os símbolos da majestade 
real; sim, de uma majestade e poder muito superior àquela de todos 
os outros soberanos na terra. Nós não estamos considerando aqui 
suas falsas doutrinas, mas seu poder ilimitado. Quando pensamos 
nestes, nós devemos olhar para o falso profeta, que é também 
denominado uma besta selvagem em sua ascensão na terra. Mas a 
primeira besta, então, propriamente surgiu, quando depois de 
diversos prelúdios dele, o Papa elevou-se acima do imperador. 
 
Proposição 7ª. Hildebrando, ou Gregório VII, é o próprio fundador 
do reino Papal. Todos os patronos do Papado admitem que ele fez 
muitas adições consideráveis a ele; e esta mesma coisa constituiu a 
besta, por completar o reino espiritual: as novas máximas e as novas 
ações de Gregório, todas proclamam isto. Algumas de suas 
máximas são: 
 
1. Que o bispo de Roma somente é bispo universal. 
2. Que ele somente pode destituir bispos, ou recebê-los 
novamente. 
3. Que ele somente tem poder para fazer novas leis na igreja. 
4. Que ele somente deve usar os símbolos da realeza. 
5. Que todos os príncipes devem beijar seus pés. 
6. Que o nome do Papa é o único nome debaixo do céu; e que 
seu nome somente pode ser citado nas igrejas. 
7. Que ele tem o poder de destituir imperadores. 
8. Que nenhum sínodo geral pode reunir-se, a não ser através 
dele. 
9. Que nenhum livro é canônico sem sua autoridade. 
10. Que ninguém na terra pode revogar sua sentença, mas ele 
somente pode revogar qualquer uma. 
11. Que ele não está sujeito a algum julgamento humano. 
12. Que nenhum poder deve se atrever a proferir sentença 
sobre alguém que apela ao Papa. 
13. Que todas as causas de muita influência em todo lugar 
devem ser referidas a ele. 
14. Que a igreja de Roma nunca errou, nem poderá errar. 
15. Que o bispo, ordenado de forma cônega, torna-se 
imediatamente santo, pelos méritos de São Pedro. 
16. Que ele pode absolver indivíduos, pela sua lealdade. 
 
Estes, os mais eminentes escritores Romanos asseguram, são seus 
dizeres genuínos. E suas ações concordam com suas palavras. Até 
aqui, os Papas têm se submetido aos imperadores, embora 
freqüentemente contra a vontade; mas agora o próprio Papa 
começa, sob um pretexto espiritual, a atuar como imperador de todo 
o mundo cristão: a disputa imediata foi, sobre a investidura de 
bispos, o direito a que cada um reivindica para si mesmo. E agora é 
o tempo do Papa, tanto desistir, quanto estabelecer seu império para 
sempre: para concluir que, Gregório excomungou o imperador 
Henrique IV; "tendo ele próprio", diz Platina, "se desprovido de todas as 
suas dignidades". A sentença seguiu-se nestes termos: "Abençoado 
Pedro, príncipe dos Apóstolos, inclina, eu imploro a ti, teus ouvidos para 
ouvir a mim, teu servo. Em nome do Onipotente Deus, Pai, Filho e 
Espírito Santo, eu subjugo o imperador Henrique de toda a sua 
autoridade imperial e real, e isento todos os cristãos, que foram seus 
súditos, do juramento, por meio do qual, eles usavam jurar lealdade aos 
reis verdadeiros. E, além disto, porque ele desprezou minhas, sim, tuas 
advertências, eu o vinculo com a obrigação de um anátema". 
 
A mesma sentença, ele repetiu em Roma, nestes termos: "Abençoado 
Pedro, príncipe dos Apóstolos, e tu, Paulo, professor dos gênios, inclinai, eu 
imploro, vossos ouvidos a mim, e graciosamente ouvi-me. Henrique, a 
quem eles chamam imperador, tem orgulhosamente levantado suas 
trombetas e sua cabeça contra a igreja de Deus, -- quem veio até mim, 
humildemente implorando ser absolvido de sua excomunhão – Eu o 
restauro para a comunhão, mas não para seu reino – nem eu permito que 
seus súditos retornem sua lealdade". 
 
"Diversos bispos ou príncipes da Alemanha, falando nesta oportunidade 
na sala de Henrique, justamente deposto, escolheram Rodolfo imperador, 
quem imediatamente enviou embaixadores até mim, informando que ele, 
preferia obedecer a mim que aceitar um reino, e que permaneceria sempre à 
disposição de Deus e de nós. Henrique, então, ficou irado, e, a princípio, 
nos solicitou impedir Rodolfo de apoderar-se de seu reino. Eu lhe disse que 
veria a quem de direito ele pertencia, e daria a sentença que fosse 
preferida. Henrique proibiu isto. Então, eu o obriguei, e a todos os seus 
favorecidos, com a obrigação de um anátema, e novamente tirei dele todos 
os seus poderes reais. Eu liberto todos os cristãos do juramento de lealdade; 
proíbo-os de obedecerem a Henrique em alguma coisa, e ordeno a eles 
receberem Rodolfo como seu rei". 
 
"Confirmai isto, portanto, pela vossa autoridade, vós mais santos dos 
príncipes dos Apóstolos, que todos possam agora saber, por fim, que vós 
tendes o poder de deter e libertar no céu, de maneira que nós temos poder 
para dar e tirar fora da terra, impérios, reinos, principados, e o que quer 
que o homem possa ter". 
 
Quando Henrique submeteu-se, então, Gregóriocomeçou a reinar 
sem controle. Neste mesmo ano, 1077, em 1º. de Setembro, ele fixou 
uma nova era de tempo, chamada de Indicção [qualquer um dos 
anos em um ciclo de 15 anos], usada em Roma até hoje. Assim, o 
Papa reivindicou a si mesmo toda autoridade sobre todos os 
príncipes cristãos. Assim feito, ele tirou ou conferiu reinos e 
impérios, como o rei dos reis. Nem seus sucessores falharam em 
seguir seus passos. É bem sabido que os Papas seguintes não 
ficaram em falta de exercitar o mesmo poder, tanto sobre reis 
quanto sobre imperadores. E isto, os últimos Papas têm estado 
longe de desaprovar, já que três deles canonizaram este mesmo 
Gregório, isto é, Clemente VIII; Paulo V, e Benedict XIII. Aqui 
está, então a besta, ou seja, o rei: de fato tal, embora não no nome: 
de acordo com aquela observação notável do Cardeal Bellarmino: 
"Anticristo governará o império Romano, ainda assim, sem o nome do 
imperador Romano". Seu título espiritual impediu que ele usasse o 
nome, enquanto ele exercia todo o poder. Agora Gregório era o 
mentor desta novidade. Assim, o próprio Aventino disse: "Gregório 
VII foi o primeiro fundador do império pontífice". Desta forma, o tempo 
de ascensão da besta está claro. A apostasia e mistério da iniqüidade 
gradualmente aumentaram, até que ela surgiu; "aquela que se opôs e 
exaltou a si mesmo acima de todos". (II Tessalonicenses 2:3-4) 
"Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que 
venha, primeiro, a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da 
perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus 
ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, 
apresentando-se como Deus". 
 
4. Antes que a sétima trombeta, o adversário operou mais 
secretamente; mas, logo depois, a besta opôs-se abertamente ao Seu 
reino, ao reino de Cristo. 
 
Proposição 8ª. O império de Hildebrando propriamente começou 
no ano de 1077. Então, aconteceu que, na saída do imperador, da 
Itália, Gregório exerceu seu poder por completo. E, em 1º. De 
Setembro, deste ano, ele começou sua famosa época. Isto pode ser 
estabelecido e explicado mais adiante, pelas observações seguintes: 
 
1ª. A besta é o Papado Romano, que tem agora reinado por algumas 
eras. 
 
2ª. A besta tem sete cabeças e dez chifres. 
 
3ª. As sete cabeças são as sete eminências, e também sete reis. Uma 
das cabeças não poderia ter sido, "por assim dizer, ferida 
mortalmente", tivesse sido apenas uma eminência. 
 
4ª. A ascensão da besta, do mar é diferente de sua ascensão do 
abismo: O Apocalipse freqüentemente menciona o mar e o abismo, 
mas nunca usa os termos desordenadamente. 
 
5ª. As cabeças da besta não começam antes que ela se erga do mar, 
porém, com ela. 
 
6ª. Essas cabeças, como reis, sucederam-se uma após a outra. 
 
7ª. O tempo que elas levaram nesta sucessão está dividido em três 
partes: "Cinco" dos reis anunciados, por meio disto, "caíram": um 
existe; e o outro ainda não veio. 
 
8ª. "Um existe": ou seja, enquanto o anjo estava falando isto. Ele se 
situou e a João, o mais perto do centro do tempo, de modo que ele 
poderia mais comodamente apontar o primeiro como passado, o 
segundo como presente e o terceiro como futuro. 
 
9ª. A continuidade da besta está dividida da mesma maneira. A 
besta "existiu, e não existe, irá ascender do abismo", (capítulo 
17:8,11) "A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à 
perdição; e os que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro 
da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era 
e já não é, mas que virá. Aqui o sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças 
são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada. E são também sete 
reis; cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, 
convém que dure um pouco de tempo. E a besta que era e já não é, é ela 
também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição". Entre esses dois versos, 
que se interpuseram como paralelos a eles, "Cinco caíram; uma existe; 
e a outra não veio ainda". 
 
10ª. Babilônia é Roma. Todas as coisas que Apocalipse diz da 
Babilônia, concorda com os Romanos, e Romano apenas. Principia-
se com a "Babilônia", quando se principia "a grande". Quando 
Babilônia sucumbe, no leste, ela surge no oeste; e ela existiu no 
tempo dos Apóstolos, cujo julgamento diz-se é "desforra sobre ela". 
 
11ª. A besta reina antes e depois do reino da Babilônia. Primeiro, a 
besta reina (capítulo 13:1) "E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi 
subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus 
chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia."; etc. 
então, Babilônia, (capítulo 17:1) "E veio um dos sete anjos que tinham 
as sete taças, e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a condenação 
da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas"; etc.; e, 
então, a besta novamente (capítulo 17:8) "A besta que viste foi e já 
não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição; e os que habitam na terra 
(cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do 
mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, mas que virá" 
 
12ª. As cabeças são da essência da besta; os chifres, não. O 
ferimento de uma das cabeças é chamado de "o ferimento da" própria 
"besta", versículo 3; mas os chifres, ou reis, receberam o reino "com a 
besta" (capítulo 13:3) "E vi uma das suas cabeças como ferida de morte, 
e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a 
besta."; mas os chifres, ou reis, receberam o reino "com a besta" 
(capítulo 17:12) " E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não 
receberam o reino, mas receberão poder como reis por uma hora, 
juntamente com a besta". Esta palavra somente: "os chifres e a besta" 
(capítulo 17:16) "E os dez chifres que viste na besta são os que odiarão 
a prostituta, e a colocarão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a 
queimarão no fogo", mostra suficientemente que eles são alguma 
coisa acrescida a ela. 
 
13ª. Os quarenta e dois meses da besta caíram dentro do primeiro 
dos três períodos. A besta ascendeu do mar no ano de 1077. Pouco 
depois, o poder foi dado a ela por quarenta e dois meses. O poder 
ainda existe. 
 
14ª. O tempo, quando a besta "não existe", e o reino da "Babilônia!", 
estão juntos. A besta, quando se ergueu do mar, enraiveceu-se 
violentamente, até "seu reino estava nas trevas", através do quinto 
frasco. Mas era um reino ainda. Mas foi dito mais tarde: "a besta 
existiu", e não reina, tendo perdido seu reino. Por que? Porque "a 
mulher sentou-se sobre a besta", em quem "senta-se uma rainha", 
reinando sobre os reis da terra: até que a besta, erguendo-se do 
abismo, e tomando com ela os dez reis, repentinamente a destrói. 
 
15ª. A diferença que existe entre Roma e o Papa, que tem sempre 
subsistido, será, então, mais aparente. Roma, distinta do Papa, 
carrega três significados: a própria cidade, a Igreja romana, e o 
povo de Roma. No último sentido da palavra, Roma com seus 
holandeses, que contém parte de Toscana e Campânia, revoltou-se 
contra o Imperador grego, em 1726, e se tornou um estado livre, 
governado por seu senado. Deste o tempo do senado, e não do Papa, 
desfrutou o supremo poder civil. Mas em 796, Leo III, sendo 
escolhido Papa, enviou mensagem a Carlos, o Grande, pedindo-lhe 
que viesse e subjugasse o senado e o povo de Roma, e os 
constrangesse a jurar obediência a ele. Disto ergueu-se uma 
contenda cruciante entre o Papa e o povo Romano, que o prendeu e 
o confinou dentro de um monastério. Ele escapou e fugiu até o 
imperador, que rapidamente o enviou de volta no grande estado. 
 
No ano de 800, o imperador veio de Roma, e brevemente depois, o 
povo Romano que tinha até aqui escolhido seus próprios bispos, e 
olhado para si mesmos e seu senado como tendo os mesmos direitos 
que o antigo senado e o povo de Roma, escolheu Carlos para seu 
imperador, e se submeteu a ele, da mesmamaneira que os anciãos 
de Roma fizeram com seus imperadores. O Papa o coroou, e prestou 
uma homenagem a ele de joelhos, como foi formalmente feito com 
os imperadores Romanos: e o imperador fez o juramento de 
"defender a santa igreja romana, e todos os seus emolumentos". 
 
Ele também foi nomeado cônsul, e denominou a si mesmo, desde 
então, Augusto, o Imperador dos Romanos. Mais tarde, deu o 
governo da cidade e holandeses de Roma [Toscana] ao Papa, e 
ainda assim, súditos de si mesmo. A distinção entre a igreja de 
Roma e o Papa aparece: 
 
1. Quando o concílio acontece antes da confirmação do Papa; 
2. Quando em uma competição, o julgamento é dado ao que é 
o Papa verdadeiro; 
3. Quando a diocese está vaga; 
4. Quando o próprio Papa é suspeito pela Inquisição. 
 
Como Roma, já que ela é uma cidade, difere do Papa, não existe 
necessidade de mostrar. 
 
16ª. No primeiro e segundo período de sua duração, a besta é um 
corpo de homens; no terceiro, um indivíduo. A besta com sete 
cabeças é o Papado de muitas épocas: a sétima cabeça é o homem do 
pecado, o anticristo. Ele é um corpo de homens do (capítulo 13:1) 
"Eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha 
sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as 
suas cabeças um nome de blasfêmia"; (capítulo 17:7) "E o anjo me disse: 
Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a 
traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres"; ele é um corpo de homens e 
um indivíduo (capítulo 17:8) "A besta que viste foi e já não é, e há de 
subir do abismo, e irá à perdição; e os que habitam na terra (cujos nomes 
não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se 
admirarão, vendo a besta que era e já não é, mas que virá"; (capítulo 
17:11) "E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e 
vai à perdição"; ele é um indivíduo (capítulo 17:12) "E os dez chifres 
que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão 
poder como reis por uma hora, juntamente com a besta"; (capítulo 
19:20) "E a besta foi presa, e com ela o falso profeta que fizera diante 
dela os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e os que 
adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo 
que arde com enxofre". 
17ª. Este indivíduo é a sétima cabeça da besta, ou, o outro rei, 
depois dos cinco [os que caíram] e um [que existe], ele mesmo 
sendo o oitavo, embora um dos sete. Uma vez que ele é um Papa, ele 
é uma das sete cabeças. Mas é a oitava, não uma cabeça, mas a 
própria besta; não, enquanto Papa, mas enquanto carrega uma 
característica nova e singular, na sua vinda do abismo. Para ilustrar 
isto, através de uma comparação: suponha uma árvore de sete 
braços, um dos quais é muito maior do que o restante; se esses seis 
são cortados, e o sétimo permanece, esta é a árvore. 
 
18ª. "Ele é o diabo, o homem do pecado, o filho da perdição", usualmente 
denominado de anticristo. 
 
19ª. Os dez chifres, ou reis, "recebem poder como reis, com a besta 
selvagem por uma hora", (capítulo 17:12) "Os dez chifres que viste são 
dez reis, os quais ainda não receberam o reino, mas receberão autoridade, 
como reis, por uma hora, juntamente com a besta"; com a besta 
individual, "que não existiu". Mas ela recebe seu poder novamente, e 
os reis com ela, quem rapidamente dá seu novo poder a ela. 
 
20ª. Todo o poder da monarquia romana dividida em dez reis será 
conferido sobre a besta, (capítulo 17:13, 16, 17) "Estes têm um 
mesmo intento, e entregarão seu poder e autoridade à besta (...) Os dez 
chifres que viste, e a besta, estes odiarão a prostituta e a tornarão desolada 
e nua, e comerão as suas carnes, e a queimarão no fogo. Porque Deus lhes 
pôs nos corações o executarem o intento dele, chegarem a um acordo, e 
entregarem à besta o seu reino, até que se cumpram as palavras de Deus". 
 
21ª. Os dez chifres e a besta irão destruir a prostituta. (Capítulo 
17:16) "E os dez chifres que viste na besta são os que odiarão a prostituta, 
e a colocarão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no 
fogo". 
 
22ª. Por fim, a besta, e os dez chifres, e os outros reis da terra, 
cairão naquele grande carnificina (capítulo 19:19) "E vi a besta, e os 
reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que 
estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército" 
 
23ª. A quarta besta de Daniel é a monarquia Romana, do começo 
dela, até que os tronos são fixados. Isto, portanto, inclui tanto a 
besta apocalíptica, e a mulher e muitas outras coisas. Esta 
monarquia é como um rio que corre de sua fonte em um canal, mas 
em seu curso, algumas vezes, toma outros rios; algumas vezes, ele 
mesmo parte para diversas correntezas, ainda assim, é ainda um rio 
contínuo. O poder Romano esteve, a princípio, ininterrupto; porém, 
mais tarde, foi dividido em vários canais, até a grande divisão em 
impérios orientais e ocidentais, que igualmente sofreu várias 
mudanças. Mais tarde, os reis de Heruli, Godo, Lombardia, os 
exarcas de Ravena, os próprios imperadores Romanos, da França e 
Alemanha, além de outros reis, apoderaram-se de diversas partes do 
poder Romano. Agora, qualquer que fosse o poder que os Romanos 
tinham antes de Gregório VII, e que a besta de Daniel contém; 
qualquer que fosse o poder que o Papado tenha obtido de Gregório 
VII, esta besta apocalíptica representa, a mesma besta (e assim, 
Roma com sua última autoridade) é compreendida sob aquela de 
Daniel. E sobre suas cabeças o nome da blasfêmia – Referir-se a um 
homem que pertence a Deus somente é blasfêmia. Tal nome a besta 
tem, não sobre seus chifres, nem sobre uma cabeça, mas sobre todas. 
A própria besta carrega este nome, e, de fato, através de toda sua 
duração. Este é o nome do Papa; não no sentido inocente em que 
era anteriormente dado a todos os bispos, mas naquele alto e 
peculiar sentido, em que é agora dado ao bispo de Roma, por si 
mesmo, e seus seguidores: um nome que inclui toda a preeminência 
do mais alto e mais santo pai sobre a terra. Assim sendo, entre os 
dizeres acima citados de Gregório, estes dois estão juntos, o de que 
seu "nome apenas deve ser citado nas igrejas"; e que ele é "o único nome 
no mundo". Assim, ambos a igreja e o mundo deveriam nomear 
nenhum outro pai sobre a face da terra. 
 
2. As três primeiras bestas em Daniel são como "um leopardo", "um 
urso", e "um leão". Em todas as partes, exceto em sua cabeça e boca, 
esta besta era como um leopardo ou uma pantera fêmea; que é tão 
feroz como um leão ou urso, mas é também ligeira e sutil. Tal é o 
Papado, que tem, parcialmente pela sutileza; parcialmente pela 
força, ganhado poder sobre muitas nações. Os vários usos, maneiras 
e modos do Papa extremamente podem igualmente comparados às 
marcas do leopardo. E seus pés eram como os pés de um urso – Que 
é muito forte, e armados com garras afiadas. E, tão volumoso, 
quanto ele parece, ele pode, com isto, caminhar, manter-se ereto, 
subir ou agarrar qualquer coisa. Assim, esta besta agarra e toma 
como sua presa, o que esteja ao alcance de suas garras. E sua boca 
era como a boca de um leão – Para rosnar e devorar. E de um 
dragão – cujo vassalo e vice-regente ele é. Dá a ela seu poder – Suas 
próprias resistências e inumeráveis forças. E seu trono – De modo 
que ele comandaria o que quisesse, tendo grande e absoluta 
autoridade. O dragão tem seu trono na Roma pagã, por quanto 
tempo a idolatria e perseguição reinaram por lá. E, depois que ele 
fosse perturbado em sua possessão, ainda assim, ele nunca reinaria 
completamente, até que a desse para a besta na assim chamada 
Roma cristã. 
3. E eu vi a número um – Ou a primeira. De suas cabeças, quando 
ela foi ferida – Assim, ela apareceu, tão logo ela surgiu. Primeiro, a 
besta é descrita mais geralmente, então, mais especificamente, 
ambos neste e no décimo-sétimo capítulo. A descrição mais 
específica aqui se refere às partes anteriores; lá, as últimas partes desua duração: apenas aquelas circunstâncias relacionadas à primeira 
são repetidas no capítulo décimo-sétimo. (capítulo 17:1-18) "E 
veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo-
me: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está 
assentada sobre muitas águas. (...) E a mulher que viste é a grande cidade 
que reina sobre os reis da terra". Esta ferida mortal foi dada na sua 
primeira cabeça, através da espada, versículo 14 "Estes combaterão 
contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores 
e o Rei dos reis; vencerão também os que estão com ele, os chamados, e 
eleitos, e fiéis"; (capítulo 13:14) "E, por meio dos sinais que lhe foi 
permitido fazer na presença da besta, enganava os que habitavam sobre a 
terra e lhes dizia que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida 
da espada e vivia"; ou seja, através da resistência sangrenta das 
potestades seculares; particularmente, os imperadores alemães. 
Esses tinham, por uma longa época, tomado a cidade de Roma, com 
seu bispo, sob a jurisdição deles. Gregório determinou tirar este 
jugo de seus próprios ombros, e colocá-lo nos ombros dos 
imperadores. Ele rompeu e excomungou o imperador, que manteve 
seu direito pela força, e deu ao Papa tal golpe, que alguém teria 
pensado que a besta seria morta por meio disto, imediatamente 
depois de sua ascensão. Mas ele se recuperou, e cresceu mais e mais 
forte do que antes. A primeira cabeça da besta se estendeu de 
Gregório VII, pelo menos, até Inocente III. Neste trecho do tempo 
a besta foi muito ferida pelos imperadores. Mas, não obstante, o 
ferimento era curado. Dois sintomas mortais atenderam este 
ferimento: 
 
(1) Os cismas e rupturas abertos na igreja. Porque, enquanto os 
imperadores afirmavam seus direitos, houve, desde o ano de 1080, 
até o ano de 1176 apenas, cinco divisões declaradas, e, pelo menos, 
muitos antipapas, alguns dos quais eram, de fato, Papas por direito. 
Isto foi altamente perigoso para os reinos Papais. Mas um sintoma 
ainda mais perigoso foi: 
 
(2) O surgimento de uma nobreza em Roma, que não aceitaria que 
seus bispos fossem um príncipe secular, especificamente, sobre eles. 
Sob o Papado de Inocente II. Eles conduziram seu ponto, re-
estabeleceram a comunidade; tiraram o governo da cidade do 
controle do Papa, e o deixaram apenas com sua autoridade 
episcopal. 
 
"Nisto", diz o historiador, "Inocente II e Celestine II se enervaram até a 
morte: Lucius II, quando ele atacou o capitólio, no qual o senado estava, 
espada na mão, foi golpeado com uma pedra, e morreu em poucos dias: 
Eugene III; Alexandre II; e Lucius III foram expulsos da cidade: Urbano 
III e Gregório VIII passaram seus dias em banimento. Por fim, eles 
entraram em acordo com Clemente III, que era, ele mesmo, um Romano". 
E toda a terra – O mundo oriental. Espantou-se atrás da besta 
selvagem – Ou seja, a seguiu com espanto. Em seus concílios, suas 
cruzadas, e seus jubileus. Isto não se refere apenas a primeira 
cabeça, mas também às quatro seguintes. 
 
4. E eles adoraram o dragão – Até mesmo, adoraram a besta, 
embora eles não soubessem. E adoraram a besta selvagem – 
Oferecendo a ela tal honra, como não foi dada meramente a nenhum 
soberano secular. O próprio título, "Nosso mais santo Senhor" nunca 
foi dado a algum outro monarca na terra. Dizendo: Quem é igual à 
besta selvagem – "Quem é como ela?", trata-se de um atributo 
específico de Deus; mas, os livros de todos os seus adeptos mostram 
que isto é constantemente atribuído à besta. 
 
5. E foi dado a ela – Pelo dragão, através da permissão de Deus. 
Uma boca dizendo grandes coisas e blasfêmias – O mesmo é dito do 
pequeno chifre da quarta besta, em Daniel. Nada maior; nada mais 
blasfemo pode ser concebido, do que aquilo que os Papas têm dito 
de si mesmos; especialmente, antes da Reforma. E autoridade foi 
dada a eles, quarenta e dois meses. – O inicio desses quarenta e dois 
dias não é para ser datado imediatamente de sua ascensão do mar, 
mas um pouco depois dela. 
 
6. Blasfemar seu nome – O que muitos dos Papas têm feito, 
explicitamente, e da maneira mais terrível. E seu tabernáculo, até 
mesmo esses que habitam nos céus. – (Já que o próprio Deus habita 
nas moradas dos céus). Escavando os ossos de muitos deles, e 
amaldiçoando-os com as mais profundas execrações. 
 
7. E foi dado a ela – Ou seja, Deus permitiu a ela. - Fazer guerra 
com seus santos – Com os Waldenses e Albigenses. É um erro 
vulgar dizer que os Waldenses foram assim chamados devido a 
Peter Waldo de Lion. Eles eram muito mais antigos do que ele; e o 
verdadeiro nome deles era Vallenses ou Vaudois, dos seus 
habitantes dos vales de Lucerne e Agrogne. Este nome, Vallenses, 
depois que Waldo surgiu, por volta do ano de 1160, foi mudado 
pelos Papistas para Waldenses, com o propósito de representá-los 
como de origem moderna. Os Albigenses eram originalmente 
pessoas de Albigeois, parte da Upper Languedoc, onde eles 
consideravelmente prevaleceram, e possuíram diversas cidades, no 
ano de 1.200. Contra esses, muitos dos Papas declararam guerra. 
Até agora, o sangue dos cristãos foi espalhado apenas pelos ateus ou 
Arianos [membros da seita de Ario, que, no dogma da Santíssima 
Trindade, não admitia a consubstancialidade do Pai com o Filho]; 
desde este tempo, raramente por alguém, a não ser o Papado. 
 
No ano de 1208, Inocente III proclamou a cruzada contra eles. Em 
Junho de 1209, o exército reuniu-se em Toulouse; desde então, 
abundância de sangue tem sido derramada, e o segundo exército de 
mártires começou a ser acrescido aos primeiros, que tinham 
clamado: "de debaixo do altar". E, desde então, a besta tem se oposto 
contra os santos, e espalhado o sangue deles como água. E a 
autoridade foi dada a ela sobre cada tribo e pessoas – 
Particularmente, na Europa. E quando um caminho foi encontrado 
pelo mar, nas Índias Orientais, e Ocidentais, esses também foram 
trazidos debaixo de sua autoridade. 
 
8. E todos que habitam na terra irão adorá-la – E serão levados 
embora pela torrente, a não ser o pequeno rebanho de crentes 
verdadeiros. O nome desses apenas está escrito no livro da vida do 
Cordeiro. E, se até mesmo algum desses "naufragarem na fé", Ele irá 
apagá-los "de seu livro"; embora eles estivessem escritos nele, desde 
(ou seja, antes) da fundação do mundo. (capítulo 17:8) "A besta que 
viste era e já não é; todavia está para subir do abismo, e vai-se para a 
perdição; e os que habitam sobre a terra e cujos nomes não estão escritos no 
livro da vida, desde a fundação do mundo, se admirarão, quando virem a 
besta que era e já não é, e que tornará a vir". 
 
9. Se alguém tem ouvido, que ouça – Foi dito antes: "Aquele que tem 
ouvido, que ouça". Esta expressão, se alguém, parece implicar que 
escassamente alguém terá um ouvido. Que ele ouça – com toda a 
atenção a advertência seguinte, e toda a descrição da besta. 
 
10. Se algum homem conduz ao cativeiro – Deus irá, no devido 
tempo, retribuidor aos seguidores da besta em sua própria 
gentileza. Enquanto isto, aqui está a paciência e a fidelidade dos 
santos, exercitadas: a paciência deles por suportarem o cativeiro ou 
aprisionamento; sua fidelidade, por resistirem com sangue. 
 
11. E eu vi uma outra besta selvagem – Assim, ela foi uma vez 
denominada, para mostrar sua ferocidade e força, mas em todas as 
outras partes, "o falso profeta". Ele veio para confirmar o reino da 
primeira besta. – Surgindo – Depois que a outra exercitou sua 
autoridade por muito tempo. Da terra – Isto é, da Ásia. Mas ela 
ainda não veio, embora não possa ir muito além, já que ela irá 
aparecer no final dos quarenta e dois meses da primeira besta. E ela 
tinha dois chifres como um cordeiro – um meigo, de aparência 
inocente. Mas falava como um dragão - Venenoso, exaltado, 
temeroso. Assim, aqueles que são zelosos pela besta. 
 
12. E ele exercitou toda a autoridade da primeira besta selvagem – 
Descrita no segundo, quarto, quinto e sétimo versículos.(capítulo 
13:2,3,5,7 "E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés 
como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu 
poder e o seu trono e grande autoridade. Também vi uma de suas cabeças 
como se fora ferida de morte, mas a sua ferida mortal foi curada. Toda a 
terra se maravilhou, seguindo a besta. (...) Foi-lhe dada uma boca que 
proferia arrogâncias e blasfêmias; e deu-se-lhe autoridade para atuar por 
quarenta e dois meses. (...)Também lhe foi permitido fazer guerra aos 
santos, e vencê-los; e deu-se-lhe autoridade sobre toda tribo, e povo, e 
língua e nação". Antes dela – Porque elas estavam juntas. Cujas 
feridas mortais foram curadas – Mais completamente curadas, pelos 
métodos da segunda besta. 
 
13. Ele fez fogo – Fogo verdadeiro. Para descer – Pelo poder do 
diabo. 
 
14. Antes da besta selvagem – Cuja majestade usurpada, é 
confirmada, através desses admiradores. Dizendo a eles – Como se 
fosse de Deus. Para fazerem uma imagem para a besta selvagem – 
Como aquela de Nabucodonosor, quer de ouro, prata, ou pedra. A 
imagem original será colocada onde a própria besta deverá apontar. 
Mas a abundância de cópias será levada, e poderá ser carregada para 
as diversas partes, como aquelas de Diana e Efésios. 
 
15. Deste modo, a imagem da besta selvagem falaria – Muitas 
instâncias deste tipo já existiu entre os Papistas, tanto quanto entre 
os ateus. E tantos quantos não adorarem – Quando isto for 
requerido deles; como será de todos que compram ou vendem. Serão 
mortos – Através disto, o Papa manifesta que ele é o anticristo, 
diretamente contrário a Cristo. É Cristo espalhou seu próprio 
sangue; é o anticristo espalha o sangue de outros. E, ainda assim, 
parece, que sua última e mais cruel perseguição está para vir. Esta 
perseguição, o reverso de tudo que precedeu, irá, como podemos 
reunir de muitas escrituras, cair, principalmente, sobre a corte 
exterior de adoradores, os cristãos formais. É provável que poucos 
cristãos verdadeiros, interiores perecerão, através dela: ao 
contrário, aqueles que "oram e vigiam sempre" serão "considerados 
merecedores de escapar a todas essas coisas, e permanecer diante do Filho 
do homem". (Lucas 21:36) "Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para 
que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de 
acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem". 
 
16. Em sua testa – O mais zeloso de seus seguidores provavelmente 
escolherá isto. Outros podem receber em suas mãos. 
 
17. Que nenhum homem deveria comprar ou vender. – Tais éditos 
têm sido publicados, há muito tempo, desde quando contra o pobre 
Vaudois. Mas aquele que tinha a marca, ou seja, o nome da primeira 
besta, ou o número de seu nome – O nome da besta é aquele que ele 
carrega através de toda sua existência; ou seja, aquele do Papa: o 
número de seu nome corresponde a todo o tempo durante o qual ele 
carrega este nome. Quem quer que, portanto, receba marca da 
besta, faz, tanto quanto, como se ele tivesse expressamente dito: 
"Eu reconheço o presente Papado como precedendo de Deus"; ou, "Eu 
reconheço que o que Gregório VII tem feito, de acordo com sua lenda 
(autorizada por Benedito XIII), e o que tem sido mantido, em virtude 
disto, pelos seus sucessores até este dia, é de Deus". Através do primeiro, 
um homem tem o nome da besta como uma marca; através do 
último, o número de seu nome. Em uma palavra, ter o nome da 
besta é, reconhecer Sua Santidade o Papa; ter o número de seu 
nome é reconhece a sucessão Papal. A segunda besta irá reafirmar o 
recebimento desta marca sob as mais severas penalidades. 
 
18. Aqui está a sabedoria – A ser exercida. "A paciência dos santos", 
servindo contra o poder da primeira besta: a sabedoria que Deus dá 
àqueles que servirão contra a sutileza da segunda. Àquele que tem 
entendimento – Que é um dom de Deus, subserviente àquela 
sabedoria. Calcule o número da besta selvagem. – Certamente 
ninguém ficará envergonhado por tentar obedecer este comando. 
Porque é o número de um homem – Um número de tais anos como 
são comuns entre os homens. E seu número é seiscentos e sessenta 
e seis anos – Por quanto tempo ela dure, desde sua primeira 
aparição. 
CAPÍTULO 14 
1. E vi sobre o Monte Sião – Sião celestial. 
Cento e quarenta e quarto mil – Quer aqueles de toda a humanidade 
que tinham sido os mais eminentes santos, ou os mais santos das 
doze tribos de Israel, as mesmas que foram mencionadas em 
(capítulo 7:4) "E ouvi o número dos assinalados, e eram cento e 
quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel"; 
e, talvez, também (capítulo 16:2) "E foi o primeiro, e derramou a sua 
taça sobre a terra, e fez-se uma chaga má e maligna nos homens que 
tinham o sinal da besta e que adoravam a sua imagem". Mas eles 
estavam, então, no mundo e foram selados em suas testas, para 
preservá-los das pragas que deveriam se seguir. Eles estão agora 
em segurança, e têm o nome do Cordeiro e de seu Pai, escrito em 
suas testas, como sendo agora, a inalienável propriedade de Deus e 
do Cordeiro. Esta profecia freqüentemente introduz os habitantes 
dos céus, como um tipo de coro com grande propriedade e 
elegância. A igreja acima, fazendo reflexões aceitáveis sobre os 
grandes eventos que estão previstos neste livro, serve grandemente 
para levantar a atenção dos cristãos verdadeiros, e ensinar-lhes 
quanto à sublime preocupação que eles têm neles. Assim, a igreja da 
terra é instruída, animada e encorajada, através da disposição de 
sentimentos e devoção da igreja no céu. 
2. E eu ouvi um som do céu – Ecoando mais e mais claro: primeiro, 
a uma distância, como o som de muitas águas e trovões; e, mais 
tarde, estando mais perto, foi como os harpistas tocando suas 
harpas. Soou vocal e instrumentalmente, de uma só vez. 
3. E eles – Os cento e quarenta e quarto mil – Cantam uma nova 
canção – e ninguém poderia aprender aquela canção – Para cantar e 
tocar daquela mesma maneira. 
Mas os cento e quarenta e quarto mil que estavam redimidos da 
terra – De entre os homens; de todo pecado. 
4. Esses eram aqueles que não tinham sido corrompidos com 
mulheres – Parece que a mais profunda perversão e a tentação mais 
fascinante são afirmadas por todas as outras. 
Eles são virgens – Almas imaculadas; tais que têm preservado 
pureza universal. 
Esses são aqueles que seguiram o Cordeiro – Que estão mais perto 
dele. Esta não é a característica deles, mas sua recompensa. Os 
primeiros frutos – Dos espíritos glorificados. Quem ambiciona ser 
deste número? 
 5. E em suas bocas não for a encontrada culpa – Parte para o todo. 
Nada inverídico, indelicado, impuro. 
Eles estão sem falta – Têm preservado inviolada uma pureza 
virgem, ambos da alma e do corpo. 
6. E eu vi um outro anjo – Um segundo é mencionado, verso 8; um 
terceiro, verso 9 (Capítulo 14:8-9) "E outro anjo seguiu, dizendo: 
Caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade, que a todas as nações deu a 
beber do vinho da ira da sua prostituição. E seguiu-os o terceiro anjo, 
dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e 
receber o sinal na sua testa, ou na sua mão". Esses três denotam os 
grandes mensageiros de Deus com seus assistentes; três homens 
que trazem mensagens de Deus para os homens. O primeiro exorta 
a temer e adorar a Deus; o segundo proclama a queda a Babilônia; o 
terceiro adverte, concernente à besta. Felizes são eles que fazem o 
uso correto dessas mensagens divinas! Fugindo – Seguindo em 
frente rapidamente. 
No meio do céu – Transversalvemente, em largura 
Tendo um Evangelho eterno – Nenhum Evangelho, propriamente 
assim chamado, mas um evangelho, ou mensagem alegre que 
deveria ter uma influência sobre todas as épocas. 
Para pregar a toda a nação, e tribo, e língua, e pessoas – Tanto 
judeus, quanto gentios, até mesmo, onde a autoridade da besta 
tivesse se estendido. 
7. Temer a Deus e dar glória a ele; porque a hora de seu julgamento 
é vinda – A mensagem alegre é propriamenteesta, de que a hora do 
julgamento de Deus é vinda. E, conseqüentemente, esta 
admoestação é esboçada: Tema a Deus e dê glória a ele. Aqueles que 
fazem isto, não adoram a besta, nem alguma imagem ou ídolo 
quaisquer que sejam. 
E adoram a ele que o fez – Por meio do qual, ele é absolutamente 
distinguido dos ídolos de todo o tipo. 
O céu, e terra, e mar, e fontes de água – E eles que adoram a ele, 
deverão ser libertos, quando os anjos derramarem seus frascos 
sobre a terra, mar, fontes de água, sobre o sol, e no ar. 
8. E um outro anjo se seguiu, dizendo: Babilônia caiu – Com a 
derrota da Babilônia, a que de todos os inimigos de Cristo, e, 
conseqüentemente, dos tempos felizes, estão ligados. 
Babilônia, a grande – Assim a cidade de Roma é chamada em muitos 
relatos. Babilônia foi magnífica, forte, orgulhosa, poderosa. Assim 
também é Roma; Babilônia, primeiro; Roma, mais tarde, foram a 
residência dos imperadores do mundo. O que a Babilônia foi para 
Israel do passado, Roma tem sido ambos para o "Israel de Deus", 
literal e espiritual. Conseqüentemente, o livramento dos judeus 
antigos estava ligado com a destruição do Império Babilônico. E, 
quando Roma for finalmente destruída, então, o povo de Deus 
estará em liberdade. Sempre que Babilônia for mencionada, aqui 
neste livro, o grande é acrescentado, para nos ensinar que Roma, 
então, principiou a Babilônia, quando ela iniciou uma grande cidade; 
quando ela tragou a monarquia grega e seus fragmentos; Síria, em 
especial; e, em conseqüência disto, obteve domínio sobre Jerusalém, 
por volta de sessenta anos antes do nascimento de Cristo. Então, ela 
começou. Mas ela não cessará de ser Babilônia, até que finalmente 
seja destruída. Sua grandeza espiritual começa no quinto século, e 
aumenta de época em época. Parece que ela virá para sua altura 
extrema, exatamente antes de sua destruição final. Sua fornicação é 
sua idolatria; invocação de santos e anjos; adoração de imagens; 
tradições humanas, com toda aquela pompa exterior, sim, e aquele 
zelo feroz e sanguinário, no qual ela pretende servir a Deus. Mas 
com fornicação espiritual, como alhures, assim, em Roma, 
fornicação carnal é juntada abundantemente. Testemunha a 
confusão lá, permitida pelo Papa, que não são ramos inconsiderados 
de sua fonte de renda. Isto é adequadamente comparado ao vinho, 
devido à sua natureza tóxica. Deste vinho, ela tem, de fato, feito 
todas as nações beberem – Mais especificamente, por suas recentes 
missões. Nós podemos observar, que o fazê-las beber deste vinho, 
não é afirmado da besta, mas da Babilônia. Porque a própria Roma, 
as inquisições, congregações, e jesuítas romanos, continuamente 
propagam as doutrinas e práticas idólatras, com ou sem o 
consentimento deste ou daquele Papa, que, ele próprio, não está 
seguro da condenação delas. 
9. E o terceiro anjo se seguiu – A nenhuma grande distância de 
tempo. 
Dizendo: se alguém adorar a besta selvagem – Esta adoração 
consiste parcialmente na submissão interior, uma persuasão de que 
todos que estão sujeitos a Cristo devam ser submissos à besta ou 
eles não receberão as influências da graça divina, ou como eles 
expressam isto, não haverá salvação fora da igreja deles; 
parcialmente, em uma reverência exterior adequada à própria besta, 
e, conseqüentemente à sua imagem. 
10. Ele deverá beber – Com a Babilônia. (capítulo 16:19) "E os 
homens foram abrasados com grandes calores, e blasfemaram o nome de 
Deus, que tem poder sobre estas pragas; e não se arrependeram para lhe 
darem glória". 
E será atormentado - Com a besta (capítulo 20:10) "E o diabo, que 
os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o 
falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre". 
Em todas as Escrituras não existe outra ameaça tão terrível, quanto 
esta. E Deus, através deste temor maior arma seus servos contra o 
temor da besta. 
A ira de Deus, que é derramada sem mistura – Sem alguma mistura 
de misericórdia; sem esperança. 
No cálice de sua indignação – E a ira verdadeira não está implícita 
em tudo isto? Ó, o que até mesmo os homens sábios não afirmarão, 
para servir como hipótese! 
11. E a fumaça – Do fogo e enxofre, em que eles são atormentados. 
Ascende para sempre e sempre – Deus garante que tu e eu nunca 
possamos testar deste tormento, severo, e de eternidade literal! 
12. Aqui a perseverança dos santos – Vista, no suportar todas as 
coisas, preferivelmente do que receber esta marca. 
Quem mantém os mandamentos de Deus – A característica de todos 
os santos verdadeiros; e, particularmente do grande mandamento 
para crer em Jesus. 
13. E eu ouvi uma voz – Esta é mais ocasionalmente ouvida, 
quando a besta está em seu poder e fúria mais alta. 
Dos céus – Provavelmente de um santo morto. 
Escreva – Ele foi, a princípio, ordenado a escrever todo o livro. 
Quando quer que isto seja repetido, denota alguma coisa 
peculiarmente observável. 
Feliz são os mortos – Doravante, especificamente: 
1º. Porque eles escaparam da aproximação das calamidades: 
2º. Porque eles já desfrutam de tão perto aproximação da glória. 
Que morrem no Senhor – Na fé do Senhor Jesus. 
Porque eles descansam – Nenhuma dor; nenhum purgatório se 
segue; mas a pura, e sem mistura, felicidade. 
Porque seus trabalhos – E quanto mais trabalhosa suas vidas foram, 
mais doce é o descanso deles. Quão diferente deste estado daqueles 
dos que "não descansam dia e noite!" (capítulo 14:11) "E a fumaça do 
seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem 
de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal 
do seu nome". Leitor, qual será tua escola? 
A obra deles – Cada uma das obras peculiares. 
Seguem – Ou os acompanham; ou seja, os frutos de suas obras. Suas 
obras não seguem, antes de conseguir para eles, admissão nas 
mansões de alegria; mas elas os seguem, quando admitidos. 
14. Nos versos seguintes, sob o sinal de uma colheita e uma 
vindima, estão significadas suas visitações gerais; na primeira, 
muitos bons homens são levados da terra, através da colheita; então, 
muitos pecadores, durante a vindima. O último é completamente 
uma visitação penal; a primeira parece ser totalmente graciosa. Aqui 
não existe referência, em ambas, ao dia do julgamento, mas a uma 
época que não pode estar longe. 
E vi uma nuvem branca – Um sinal de misericórdia. 
E sobre a nuvem, sentado alguém como filho do homem – Um anjo 
na forma humana, enviado por Cristo, o Senhor de ambas, da 
vindima e da colheita. 
Tendo uma coroa de ouro em sua cabeça – Como toque de sua alta 
dignidade. 
E uma foice afiada em sua mão – O mais afiado bem-vindo para o 
justo. 
15. E outro anjo saiu do templo – "Que está no céu", (capítulo 
14:17) "E saiu do templo, que está no céu, outro anjo, o qual também 
tinha uma foice aguda". De onde procedem os julgamentos de Deus 
nas épocas indicadas. 
16. Clamando – Pelo comando de Deus. 
Confiando na foice, porque a colheita é propícia – Isto implica um 
grau maior de santidade naqueles bons homens e um desejo sincero 
de estarem com Deus. 
18. E outro anjo do altar – Das oferendas queimando; de onde os 
mártires clamaram por justiça. 
E tinha poder sobre o fogo – Como "o anjo das águas" tinha sobre a 
água, (capítulo 16:5) "E ouvi o anjo das águas, que dizia: Justo és tu, ó 
Senhor, que és, e que eras, e santo és, porque julgaste estas coisas". 
Clamaram, dizendo: Cortem fora os cachos da videira da terra – 
Todos os maus são considerados como constituindo um só corpo. 
20. E o lagar do vinho foi pisoteado – Pelo Filho de Deus (capítulo 
19:15) "E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as 
nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar 
do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso". 
Sem a cidade – Jerusalém. Eles a quem João escreve, quando um 
homem diz: "A cidade", imediatamente entendeu esta. 
E o sangue jorrou do lagar, até mesmo nas rédeas dos cavalos– 
Tão profundo, é o seu primeiro fluir do lagar de vinho. Mil e 
seiscentos "furlongs"; o que equivale a 201,17 m (1/8 de milha) – 
Tão distante! Pelo menos, duzentas milhas, através de toda a terra 
da Palestina. 
CAPÍTULO 15 
 
1. E eu vi sete anjos santos, tendo as sete últimas pragas – Diante 
deles havia os frascos, que eram os instrumentos, por meio dos 
quais, aquelas pragas deveriam ser transportadas. Elas eram 
denominadas de últimas, porque, através delas a ira de Deus é 
cumprida – Até agora. Deus tem suportado seus inimigos com 
muita longanimidade; mas agora a sua ira segue adiante ao 
extremo, derramando pragas sobre a terra, de uma extremidade a 
outra, e em volta de toda sua circunferência. Mas, mesmo depois 
dessas pragas, a ira santa de Deus contra seus outros inimigos não 
cessa. (capítulo 20:15) "E aquele que não foi achado escrito no livro da 
vida foi lançado no lago de fogo". 
2. A canção foi cantada, enquanto os anjos, que são mencionados 
antes e depois disto, saíram com suas pragas (capítulo 15:1-6) "E 
vi outro grande e admirável sinal no céu: sete anjos, que tinham as sete 
últimas pragas; porque nelas é consumada a ira de Deus. (...) E os sete 
anjos que tinham as sete pragas saíram do templo, vestidos de linho puro e 
resplandecente, e cingidos com cintos de ouro pelos peitos". E eu vi como 
se fosse um mar de vidro misturado com fogo. Ele antes era "claro 
como cristal" (capítulo 4:6) "E havia diante do trono como que um mar 
de vidro, semelhante ao cristal. E no meio do trono, e ao redor do trono, 
quatro animais cheios de olhos, por diante e por detrás"; mas, agora, 
misturado com fogo, que devora os adversários. E, então, aquele 
que teve, ou estava obtendo, uma vitória sobre a besta selvagem – 
Mais estava ainda para vir. A marca da besta, a marca de seu nome, 
e o número de seu nome, parecem significar aqui proximamente a 
mesma coisa. 
De pé no mar de vidro – Que estava diante do trono. 
Tendo as harpas de Deus – Dadas por ele, e apropriadas para seu 
louvor. 
3. E eles cantam a canção de Moisés – Assim chamada, 
parcialmente, de sua próxima concordância com as palavras daquela 
canção que ele cantou ao atravessar o Mar Vermelho (Êxodo 
15:11) "Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu 
glorificado em santidade, admirável em louvores, realizando 
maravilhas?"; e daquela que ele ensinou aos filhos de Israel um 
pouco antes de sua morte (Deuteronômio 32:3-4) "Porque 
apregoarei o nome do Senhor; engrandecei a nosso Deus. Ele é a Rocha, 
cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a 
verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é". Mas, principalmente, 
porque Moisés foi o ministro e representante da igreja judaica, 
como Cristo o é da igreja universal. Portanto, é também 
denominado de filhos do Cordeiro. Ela consiste de seis partes, que 
respondem uma a outra: 
1º. Grandes e maravilhosas são tuas obras, Senhor Deus Altíssimo. 
2º. Porque tu apenas és gracioso. 
3º. Justos e verdadeiros são teus caminhos, Ó Rei das nações. 
4º. Porque todas as nações virão e adorarão diante de ti. 
5º. Quem não temeria a ti, Ó Senhor, e glorificaria teu nome? 
6º. Porque teus julgamentos estão manifestos. 
Nós sabemos e reconhecemos que todas as tuas obras nas criaturas 
e em direção a todas elas são grandes e maravilhosas; que teus 
caminhos com todas os filhos dos homens, bons e maus, são justos e 
verdadeiros. 
Porque tu és gracioso – E esta graça é a fonte de todas aquelas 
obras maravilhosas, até mesmo, na destruição dos inimigos de seu 
povo. Portanto, (Salmos 136:1-26) "Louvai ao Senhor, porque ele é 
bom; porque a sua benignidade dura para sempre. (...) Louvai ao Deus dos 
céus; porque a sua benignidade dura para sempre"; aquela condição: 
"Porque sua misericórdia dura para sempre" é anexada a ação de 
graças por suas obras de justiça, assim como por seu livramento dos 
justos. 
Porque todas as nações deverão vir e adorar diante de ti – Eles 
devem servir a ti, como o rei deles, com reverência alegre. Este é o 
testemunho glorioso da conversão futura de todos os pagãos. Os 
cristãos são agora um pequeno rebanho: eles que não adoram a 
Deus, uma multidão imensa. Mas todas as nações virão, de todas as 
partes da terra, para adorar a ele e glorificar seu nome. Porque teus 
julgamentos são manifestos – E, então, os habitantes da terra irão, 
por fim, aprender a temê-lo. 
5. Depois dessas coisas, o templo do tabernáculo do testemunho – 
Os mais santos de todos. 
Foi aberto – Descortinando um novo teatro para a realização dos 
julgamentos de Deus agora manifestos. 
6. E os sete anjos saíram do templo – Como tendo recebido seus 
instrumentos dos oráculos do próprio Deus. João os viu no céu 
(capítulo 15:1) "E vi outro grande e admirável sinal no céu: sete anjos, 
que tinham as sete últimas pragas; porque nelas é consumada a ira de 
Deus"; antes de eles saírem do templo. Eles apareceram em seus 
hábitos, como aqueles dos sumos sacerdotes, quando saem para a 
maioria dos lugares santos, para consultar os oráculos. Nisto, foi o 
testemunho visível da presença de Deus. 
Vestido em puro linho branco – Linho é o hábito do serviço e 
atendimento. 
Puro – imaculado, sem manchas. 
Branco – Ou claro e brilhante, o que implica muito mais do que 
mera inocência. 
E tendo seus peritos amarrados com cordões de ouro – Um toque 
da mais alta dignidade e descanso glorioso deles. 
7. E uma das quatro criaturas viventes deu aos sete anjos – Depois 
de eles terem saído do templo. 
Sete frascos dourados – Ou vasos. A palavra grega significa vasos 
mais largos no topo do que no fundo. 
Cheio da ira de Deus, que vive para sempre e sempre – A 
circunstância que acrescenta grandemente ao terror de sua ira. 
8. E o templo foi preenchido com fumaça – A nuvem de glória foi a 
manifestação visível da presença de Deus no tabernáculo e templo. 
Foi o sinal da proteção, na edificação do tabernáculo e na dedicação 
do templo. Mas no julgamento do Coré, a gloria do Senhor 
apareceu, quando ele e seus companheiros foram tragados pela 
terra. [Números 26:10 "E a terra abriu a sua boca, e os tragou com 
Coré, quando morreu aquele grupo; quando o fogo consumiu duzentos e 
cinqüenta homens, os quais serviram de advertência"]. Assim, 
apropriado, é o símbolo da fumaça da glória de Deus, ou da nuvem 
da glória, para expressar a execução do julgamento, assim como, ser 
um sinal do favor. Ambos procedem do poder de Deus, e em ambos 
ele é glorificado. 
E ninguém – Nem mesmo aqueles que ordinariamente 
permaneceram diante de Deus. 
Puderem ir para o templo – Ou seja, para a parte mais interior dele. 
Até que as sete pragas, dos sete anjos, fossem cumpridas – O que 
não levou um longo tempo, como as sete trombetas, mas 
rapidamente se seguiram umas às outras. 
CAPÍTULO 16 
1. Derramaram os sete frascos – As Epístolas para as sete igrejas 
estão divididas em três e quatro: os sete selos, e assim as trombetas 
e frascos, em quatro e três. As sete trombetas, gradualmente, e em 
um longo tratado de tempo, derrotou o reino do mundo: os frascos 
destroem, principalmente, a besta e seus seguidores, com a força 
veloz e impetuosa. Os primeiros quatro afetam a terra, o mar, os 
rios, o sol; o restante cai, alhures, e são muito mais terríveis. 
2. E o primeiro derramou – Assim o segundo, terceiro, etc., sem 
acrescentar o anjo, para denotar a mais extrema rapidez; do que isto 
também é um sinal de que não existe período de tempo mencionado 
para o derramar de cada frasco. Eles têm uma grande semelhança 
com as pragas do Egito, que os Hebreus geralmente supuseram ter 
sido um mês distante uma da outra. Talvez, assim possam os fracos; 
mas eles todos ainda virão. 
E derramou seu frasco sobre a terra – Literalmente tomada. 
E surgiu uma grave úlcera – Como no Egito (Êxodo 9:10-11) "E 
eles tomaram a cinza do forno, e puseram-se diante de Faraó, e Moisés a 
espalhou para o céu; e se transformou em sarna, que arrebentava emúlceras nos homens e no gado; de maneira que os magos não podiam parar 
diante de Moisés, por causa da sarna; porque havia sarna nos magos, e em 
todos os egípcios". 
Nos homens que tinham a marca da besta selvagem – Todos os 
homens, e eles apenas. Todas aquelas pragas parecem ser descritas 
em palavras apropriadas, e não figuradas. 
3. O Segundo derramou seu frasco sobre o mar – Em oposição à 
terra seca. 
E ele se transformou em sangue, como daquele homem morto – 
Denso, congelado, e pútrido. 
E toda alma vivente – Homens, bestas, e peixes; quer sobre, ou 
dentro do mar, morreu. 
4. O terceiro derramou seu frasco sobre os rios e fontes de água – 
Que estavam sobre toda a terra. 
5. O Gracioso – Assim é denominado, quando seu julgamento está 
espalhado, e isto com uma propriedade peculiar. No começo do 
livro, ele é denominado "O Altíssimo". No tempo de sua paciência, 
ele é louvado por seu poder, que, do contrário, teria, então, sido 
menos cuidadoso. No tempo dele realizar sua vingança, por sua 
misericórdia. Do seu poder, então, não existiria dúvida. 
6. Tu deste, então, sangue para beber – Homens não bebem do mar, 
mas das fontes e rios. Portanto, este está adequadamente 
acrescentado aqui. 
Eles são merecedores – Está ligado a uma bonita rudeza. 
7. Sim – Respondendo ao anjo das águas, e afirmando dos 
julgamentos de Deus, em geral, o que ele disse de um julgamento 
em específico. 
8. O quarto derramou seu frasco sobre o sol – O que foi igualmente 
afetado pela quarta trombeta. Existe também uma semelhança clara, 
entre o primeiro, o segundo, e o terceiro frascos, e a primeira, a 
segunda, e a terceira trombeta. 
E foi dado a ele – O anjo 
A marca de queimadura de homens – Que tinham a marca da besta. 
Com fogo – Assim como com os raios do sol. Desta forma, esses 
quatro frascos afligiram a terra, água, fogo, e ar. 
9. E os homens blasfemaram contra Deus, que tinha poder sobre 
essas pragas – eles não puderam reconhecer a mão de Deus; ainda 
assim, eles se endureceram contra ele. 
10. Os quatro frascos estão estritamente ligados; o quinto concerne 
ao trono da besta; o sexto aos Maometanos; o sétimo, 
principalmente aos ateus. Os quatro primeiros frascos e as quatro 
primeiras trombetas seguem ao redor de toda a terra; os três 
últimos frascos, e as três últimas trombetas seguem, ao longo de 
toda terra, e em linha direta. 
O quinto derramou seu frasco sobre o trono da besta selvagem – 
Não é dito "sobre a besta e seu trono". Talvez, o mar irá, então, se 
esvaziar. 
E seu reino foi escurecido – Com uma escuridão duradoura, e não, 
passageira. No entanto, a besta ainda assim tinha seu reino. Mais 
tarde, a mulher senta-se sobre a besta, e então, ela diz: "A besta 
selvagem não é" (capítulo 17:3, 7,8) " E levou-me em espírito a um 
deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que 
estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres.(...) E 
o anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher, e da 
besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres. A besta que viste foi 
e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição; e os que habitam na 
terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do 
mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, mas que virá" 
11. E eles – Seus seguidores. 
Mordendo suas línguas – Da impaciência furiosa. 
Por causa de suas dores, e por causa de suas úlceras – Agora, 
mencionadas juntas, e no plural, para significar que elas eram 
grandemente intensificadas e multiplicadas. 
12. E o sexto derramou seu frasco sobre o grande rio Eufrates – 
Afetado também pela sexta trombeta. 
E a água dele – E em todos os rios que fluem dentro dele. 
Secou – A maior parte do Império Turco se situa neste lado do 
Eufrates. Os assuntos católicos e maometanos correm 
proximamente paralelos um ao outro, por diversas épocas. No 
século sete o próprio Maomé; e um pouco depois dele, Bonifácio III, 
com seu bispado universal. No século onze, ambos os turcos e 
Gregório VII conduziram todos antes deles. No mesmo ano, surgiu 
o Otomano Porte [O Império Otomano foi um estado que existiu 
entre 1281 e 1923 e que no seu auge compreendia a Anatólia, o 
Médio Oriente, parte do norte de África e do sudestes europeu. Foi 
estabelecido por uma tribo de turcos Oghuz no oeste da Anatólia e 
era governado pela dinastia Osmanli. Era, por vezes, referida em 
círculos diplomáticos como a da "Sublime Porte" ou, simplesmente, 
como "a Porte", devido à cerimônia de acolhimento com que o 
sultão agraciava os embaixadores à entrada do palácio]; sim, e no 
mesmo dia. E aqui o frasco, derramado sobre o trono da besta, é 
imediatamente seguida por aquele derramar sobre o Eufrates; para 
que o caminho dos reis do lado oeste pudesse ser preparado. Esses 
que se estendem do leste do Eufrates, na Pérsia, Índia, etc., 
rapidamente vendarão os olhos sobre as pragas que já estão prontas 
para eles, em direção à Terra Santa, que se estende à oeste do 
Eufrates. 
13. Da boca do dragão, a besta selvagem e o falso profeta – Parece 
que o dragão luta principalmente contra Deus; a besta, contra 
Cristo; o falso profeta, contra o Espírito Santo; e que os três 
espíritos impuros que saem deles, e exatamente se assemelham a 
eles, se esforçam para obscurecer as obras da criação, da redenção e 
da santificação. 
O falso profeta – Assim é a segunda besta freqüentemente chamada, 
depois que o reino da primeira é enegrecido; porque ela não pode 
mais prevalecer, através da força principal, e assim, as obras 
mentem e enganam. Maomé foi o primeiro, um falso profeta, e, mais 
tarde um poderoso príncipe: mas esta besta foi primeira poderosa 
como um príncipe; mais tarde, um falso profeta, um professor de 
mentiras. 
Como rãs – Cuja habitação é em pântanos, brejos, e outros lugares 
sujos. 
Os reis de todo o mundo - Ambos maometanos e pagãos. 
Juntaram-se a eles – Para a assistência de seus três dirigentes. 
15. Observem, eu venho como um ladrão – De repente, 
inesperadamente. Observem a bonita brusquidão. 
Eu – Jesus Cristo. Ouça a ele. 
Feliz é aquele que vigia – Olhando continuamente para ele que "vem 
rapidamente". E mantém suas vestes – As quais os homens usam 
tirar, quando dormem. 
A fim de que ele não caminhe nu, e eles vejam sua vergonha – a 
menos que eles percam a graça que ele não cuidou de manter, e 
outros vejam o pecado e punição dele. 
16. E eles se reuniram para o Armagedon – Mageddon, ou 
Megiddo, é freqüentemente mencionado no Velho Testamento. 
Armagedon significa a cidade ou montanha de Megiddo; ao qual o 
vale de Megiddo é anexado. Este foi um lugar bem conhecido nos 
tempos antigos, por muitas ocorrências memoráveis; em especial, o 
assassinato de reis de Canaã, relatado em (Juízes 5:19) "Vieram reis, 
pelejaram; então pelejaram os reis de Canaã em Taanaque, junto às águas 
de Megido; não tomaram despojo de prata". Aqui a narrativa se 
interrompe. Ela é resumida (capítulo 19:19) "E vi a besta, e os reis 
da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que 
estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército". 
17. E o sétimo derramou seu frasco sobre o ar – Que circundou 
toda a terra. Este é o mais importante frasco de todos, e parece 
levar mais tempo do que algum dos precedentes. 
É feito – O que foi ordenado (capítulo 16:1) "E ouvi, vinda do 
templo, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide, e derramai sobre a 
terra as sete taças da ira de Deus". Os frascos são derramados. 
18. Um grande terremoto, tal como nunca tinha sido visto, desde 
que os homens estão sobre a terra – Foi, portanto, um terremoto 
literal, não figurado. 
19. E a grande cidade – Ou seja, Jerusalém, aqui se opôs às cidades 
pagãs em geral, e em especial, a Roma. 
E as cidades das nações caíram – Foram totalmente destruídas. 
E a Babilônia foi lembrada diante de Deus – Ele não se esqueceu da 
vingança que era devida a ela, embora a execução dela fossedemorada. 
20. Cada ilha e montanha foi "movida de seu lugar" (capítulo 6:14) 
"E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas 
foram removidos dos seus lugares"; mas aqui eles todos fugiram. Que 
chance, isto pode criar, em face de todo o globo terrestre! E ainda 
assim, não é o fim do mundo. 
21. E uma grande chuva de granizo caiu do céu – Da qual, não 
existia proteção. Os terremotos, os homens poderiam fugir para os 
campos; mas, aqui, eles eram recebidos pelo granizo: nem eles 
estavam seguros, se eles retornassem para suas casas, quando cada 
pedra de granizo pesou sessenta libras. 
CAPÍTULO 17 
 
1. E de lá veio um dos sete anjos dizendo: Venha até aqui – Esta 
relação, concernente ao grande prostituta, e aquela concernente à 
esposa do Cordeiro, tem a mesma introdução, em sinal da exata 
oposição entre elas. (capítulo 21:9, 10) "E veio a mim um dos sete 
anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou 
comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro. E 
levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande 
cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu". 
 Eu mostrarei a ti o julgamento da grande prostituta – Que agora 
está circunstancialmente descrito. 
Que se senta com uma rainha – Em pompa, poder, conforto, e 
luxúria. 
Sobre muitas águas – Muitas pessoas e nações (capítulo 17:15) "E 
disse-me: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e 
multidões, e nações, e línguas". 
2. Com a qual os reis da terra – Ambos, antigos e modernos; por 
muitas eras. 
Cometeram fornicação – Por compartilharem da idolatria delas e 
várias maldades. 
E os habitantes da terra – As pessoas comuns. 
Embebedaram-se com o vinho de sua fornicação – Nenhum vinho 
pode mais completamente intoxicar aqueles que o bebem, do que o 
falso zelo faz aos seguidores da grande prostituta. 
3. E ele me levou embora – Na visão. 
No deserto – A Campagna di Roma, a região em volta de Roma, é 
agora um deserto comparado ao que ela foi uma vez. 
E eu vi uma mulher – Tanto as Escrituras e outros escritos 
freqüentemente representam uma cidade sob este emblema. 
Sentada em uma besta selvagem escarlate – A mesma que é descrita 
no décimo-terceiro capítulo (capítulo 13:1-8) "E eu pus-me sobre a 
areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez 
chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um 
nome de blasfêmia. E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra; 
esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi 
morto desde a fundação do mundo". Mas ela foi lá descrita como se 
carregasse seus próprios desejos apenas: aqui, como ela está ligada à 
prostituta. Há, de fato, uma estreita ligação entre ela; as sete 
cabeças da besta sendo "as sete montanhas em que a mulher se sentou". 
E ainda assim, há uma diferença muito notável entre elas – entre o 
poder Papal e a cidade de Roma. Esta mulher é a cidade Roma, com 
seus edifícios e habitantes, especialmente, os nobres. A besta, que é 
agora colorida de escarlate (carregando o uniforme ensangüentado, 
assim como a pessoa, da mulher) parece muito diferente de antes. 
Portanto, João diz, a primeira vista, eu vi uma besta, e não a besta, 
cheia de nomes de blasfêmia – Ela tinha antes "um nome de blasfêmia 
sobre sua cabeça" (capítulo 13:1); agora, ela tem muitos. Do tempo 
de Hildebrando, os títulos blasfemos do Papa têm sido 
abundantemente multiplicados. 
Tendo sete cabeças – Que alcança em uma sucessão de sua ascensão 
do mar ao ser lançada no fogo do inferno. 
E dez chifres – Que são contemporâneos um ao outro, e pertencem 
ao seu último período. 
4. E a mulher estava adornada – Com a maior pompa e 
magnificência. 
Em púrpura e escarlate – Essas eram as cores do hábito imperial: a 
púrpura, nos temos da paz; e a escarlate, nos tempos de guerra. 
Tendo em sua mão um cálice de ouro – Como da antiga Babilônia 
(Jeremias 51:7) "Babilônia era um copo de ouro na mão do Senhor, o 
qual embriagava a toda a terra; do seu vinho beberam as nações; por isso 
as nações enlouqueceram". 
Cheio de abominações – As mais abomináveis doutrinas, assim 
como as práticas. 
5. E sobre sua testa um nome escrito – Considerando que os santos 
têm o nome de Deus e do Cordeiro sobre suas frontes. 
Mistério – Esta mesma palavra foi inscrita na frente da mitra do 
Papa, até que alguns dos Reformadores tomaram notícia pública 
dela. 
Babilônia a grande – Benedito XIII, em sua proclamação de jubileu, 
1725, explica isto suficientemente. Suas palavras são: "A esta cidade 
santa, famosa pela memória de tantos mártires santos, está de acordo com 
a vivacidade religiosa. Apressando-se para o lugar que o Senhor escolheu. 
Ascende a esta nova Jerusalém, de onde a lei do Senhor e a luz da verdade 
evangélica fluíram adiante em todas as nações, bem do início da igreja: a 
cidade mais corretamente chamada 'O Palácio', situada para o orgulho de 
todas as épocas, a cidade do Senhor, o Sião do Santo Único de Israel. Esta 
Igreja Católica e Apostólica Romana é a cabeça do mundo, a mãe de todos 
os crentes, a fiel intérprete de Deus e a preceptora de todas as igrejas". 
Mas Deus de certa forma varia de estilo. 
A mãe das meretrizes – A mãe, o líder, protetora, e nutridora de 
muitas filhas, que negligentemente a copiam. 
E abominações – De todo o tipo, spiritual e carnal. 
Da terra – Em todas as terras. Neste aspecto ela é, de fato, católica 
ou universal. 
6. E eu vi a mulher embebedada com o sangue dos santos – De 
maneira que Roma bem pode ser chamada de "O matadouro dos 
mártires". Ela tem espalhado muito sangue cristão em todas as 
épocas, mas, por fim, ela é embebedada com ele, ao mesmo tempo 
em que esta visão se refere. 
As testemunhas de Jesus – Os pregadores de suas palavras. 
E eu me maravilhei excessivamente – Da crueldade dela e da 
paciência de Deus. 
7. Eu direi a ti o mistério – O significado oculto dele. 
8. A besta que tu vês era, etc. (capítulo 17:3) "E levou-me em 
espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de 
escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez 
chifres". - Esta é uma descrição observável e exata da besta 
(capítulo 17:8,10,11) "A besta que viste foi e já não é, e há de subir do 
abismo, e irá à perdição; e os que habitam na terra (cujos nomes não estão 
escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo 
a besta que era e já não é, mas que virá. (...) E são também sete reis; cinco 
já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém 
que dure um pouco de tempo. E a besta que era e já não é, é ela também o 
oitavo, e é dos sete, e vai à perdição". Toda sua duração está aqui 
dividida em três períodos, que são expressos, em uma maneira 
quádrupla. 
I. Ela 
1. Foi; 
2. E não é; 
3. E ascenderá do abismo sem fim, e seguirá para a perdição. 
II. Ela 
1. Foi; 
2. E não é; 
3. E será novamente. 
III. As sete cabeças são sete colinas e sete reis 
1. Cinco caíram 
2. Uma existe 
3. A outra virá; e quando vier, deverá continuar por um curto 
espaço. 
IV. Ela 
1. Foi; 
2. E não é; 
3. Mesmo ela é a oitava, e um das sete e segue para a perdição. 
A primeira, dessa três, é descrita em (capítulo 13:1-18). 
Isto havia passado, quando o anjo falou a João. A segunda 
estava, então, em seu curso; e a terceira calamidade viria. 
E não é – O quinto frasco trouxe escuridão sobre seu reino: e a 
mulher usou desta vantagem para sentar-se nele. Então, poder-se-ia 
dizer: Ela não é. Ainda assim, ascenderá do abismo sem fim – 
Erguer-se-á novamente, com força e fúria diabólica. Mas ela não 
reinará muito tempo: logo depois, de sua ascensão cairá na perdição 
para sempre. 
9. Ela é a mente que tem sabedoria – Apenas aqueles que são sábios 
entenderão isto. As sete cabeças são as sete colinas. 
10. E elas são sete reis – Antigamente havia palácios reais em 
todasas sete colinas romanas. Essas eram as colinas de Palatino, 
Capitolino, Coeliano, Exquelino, Viminal, Quirinal, Aventino. Mas 
a profecia se refere às sete colinas do tempo da besta, quando a 
Palatino estava despovoada, e o Vaticano em uso. Não que as sete 
cabeças signifiquem colinas distintas dos reis; mas elas têm um 
significado composto, implicando ambas. Talvez, a primeira cabeça 
da besta é a colina Coeliano, e sobre ela a Laterano, com Gregório 
VII, e seus sucessores; a segunda, o Vaticano com a igreja de São 
Pedro, escolhida por Bonifácio VIII; a terceira, a Quirinal, com a 
Igreja de St. Mary; e o palácio Quiririnal, construído por Paulo II; e 
a quarta a colina Exquilino, com o templo de Santa Maria 
Maggiore, onde Paulo V reinou. A quinta será acrescida daqui por 
diante. Assim sendo, no registro Papal, quatro períodos são 
observáveis desde Gregório VII. No primeiro, quase todas as bulas 
Papais feitas na cidade eram datadas na Laterano; na segunda, na de 
São Pedro; na terceira, em São Marcos, ou na Quririnal; na quarta, 
em Santa Maria Maggiore. Mas nem a quinta, sexta ou sétima 
colina têm sido residência ainda de algum Papa. Não que a colina 
estivesse desabitada, quando outra foi feita a residência Papal; mas 
uma nova foi acrescida aos outros palácios sagrados. Talvez, os 
tempos, até aqui mencionados possam ser fixados assim: 
 
 1058 Asas são dadas à mulher 
 1077 A besta ascende do mar. 
 1143 Os quarenta e dois meses começam 
 1810 Os quarenta e dois meses terminam 
 1832 A besta ascende do abismo sem fim 
 1836 A besta finalmente é derrotada. 
A queda desses cinco reis parece implicar não apenas a morte dos 
Papas que reinaram naquelas colinas, mas também tal anulação de 
tudo que eles fizeram lá, do que será dito, a besta não é; o poder real 
que há tanto tempo havia habitado no Papa, sendo, então, 
transferido para a cidade. 
Uma é, a outra não veio ainda – Essas duas são notavelmente 
distinguidas das cinco precedentes, a quem elas sucedem em seus 
turnos. A primeira delas continuará não por um curto espaço, como 
pode ser reunido do que é dito da última: a primeira está debaixo do 
governo da babilônia; a última está com a besta. Neste segundo 
período, um é; ao mesmo tempo, que a besta não é. Até mesmo, 
então, haverá um Papa, embora não com o poder que seus 
predecessores tinham. E ele residirá em uma das colinas 
remanescentes, deixando a sétima para seu sucessor. 
11. E a besta selvagem que era, e não é, até mesmo ela é a oitava – 
Quando o tempo de seu existir estiver terminado. A besta consiste, 
por assim dizer, de oito partes. As sete cabeças são sete partes delas; 
e a oitava é seu próprio corpo, ou a própria besta. Ainda assim, a 
própria besta, embora ela seja em um sentido denominada de a 
oitava, é da sétima, sim, contém todas elas. Toda a sucessão de 
Papas desde Gregório VII são indubitavelmente anticristos. Sim, 
isto não impede, a não ser que o último Papa, nesta sucessão seja 
mais eminentemente o anticristo, o homem do pecado, 
acrescentando àquele de seus predecessores um peculiar grau de 
maldade do abismo sem fim. Esta pessoa individual, como Papa, é a 
sétima cabeça da besta; como homem de pecado, ele é a oitava, ou a 
própria besta. 
12. Os dez chifres são os dez reis – Em lugar algum é dito que esses 
chifres estão na besta, ou sobre suas cabeças. Diz-se que ela os tem, 
não quando ela é uma das sete, mas quando ela é a oitava. Esses são 
dez potentados seculares, contemporâneos a ela, não sucedendo, um 
ao outro, que receberam autoridade como reis com a besta; 
provavelmente, em alguma convenção, que, depois de um curto 
espaço, entregarão à besta. Devido à sua curta continuidade, apenas 
a autoridade como reis, não um reino, é atribuída a eles. Enquanto 
eles retêm esta autoridade, juntos com a besta, ela ficará mais forte 
do que antes, mas muito mais forte ainda, quando o poder deles for 
também transferido para ela. 
13. Nos versos (capítulo 17:13-14) "Estes têm um mesmo intento, e 
entregarão seu poder e autoridade à besta. Estes combaterão contra o 
Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei 
dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis"; está 
resumido o que é, mais tarde, mencionado, concernente aos chifres e 
a besta, neste e nos dois capítulos seguintes. 
Esses têm uma mente, e dão – Eles todos, com um consentimento, 
dão seu poder de guerrear e autoridade real à besta selvagem. 
Esses – Reis com a besta. 
Ele é o Senhor dos senhores – Soberano legítimo de todos, e 
governando todas as coisas bem. 
O Rei dos reis – Como um rei, ele luta com todos os seus inimigos, 
e conquista. 
E eles que estão com ele – Observando sua vitória, são tais por 
assim dizer, enquanto no corpo, chamados, através de sua palavra e 
Espírito. 
E escolhidos – Tomados do mundo, quando eles foram capacitados 
a crerem nele. 
E fiéis – Junto à morte. 
15. Pessoas, e multidões, e nações, e línguas – Não se diz tribos: 
porque Israel nada tem a ver com Roma em especial. 
16. E deverão comer a carne dela – Devorar suas imensas riquezas. 
17. Porque Deus tem colocado isto em seus corações – O que, na 
verdade, não menos do que o poder Altíssimo poderia ter efetuado. 
Para executar sua sentença – até as palavras de Deus – Tocando a 
derrota de todos os seus inimigos deverão ser cumpridas. 
A mulher é a grande cidade que reina – Ou seja, enquanto a besta 
"não é", e a mulher "senta-se nela". 
CAPÍTULO 18 
 
1. E eu vi um outro anjo vindo do céu – Denominado outro, com 
respeito àquele que "desceu do céu" (capítulo 10:1) "E vi outro anjo 
forte, que descia do céu, vestido de uma nuvem; e por cima da sua cabeça 
estava o arco celeste, e o seu rosto era como o sol, e os seus pés como colunas 
de fogo". 
E a terra foi iluminada com sua glória – Para tornar sua vinda mais 
conspícua. Se tal for o brilho do servo, quais imagens podem 
mostrar a majestade do Senhor, que tem "milhares e milhares" 
daqueles atendentes gloriosos "ministrando para ele, e dez mil vezes 
dez mil, parado diante dele?". 
2. E ele clamou: Babilônia caiu – Esta queda é mencionada antes 
(capítulo 14:8) "E outro anjo seguiu, dizendo: Caiu, caiu Babilônia, 
aquela grande cidade, que deu a beber do vinho da ira da sua prostituição 
a todas as nações"; mas agora é declarado largamente. 
E se torna uma habitação – Uma moradia livre. 
De diabos, e uma fortaleza – Uma prisão. 
De todos os espíritos impuros – Talvez, confinados lá, onde eles, 
uma vez, praticaram toda sorte de impureza, até o julgamento do 
grande dia. Quantos habitantes horríveis, a desolada Babilônia 
tinha! De seres invisíveis, diabos, e espíritos imundos; do invisível, 
toda besta imunda, todo tipo corrupto e detestável. Supondo-se, 
então, que Babilônia signifique a Roma pagã, o que os católicos têm 
ganhado, vendo-se que, do tempo daquela destruição, que eles 
dizem é passada, esses devam ser seus únicos habitantes para 
sempre. 
4. E eu ouvi uma outra voz – De Cristo, cujo povo secretamente 
espalhou-se, até mesmo lá, é advertido da destruição próxima dela. 
Para que vocês não sejam parceiros dos pecados dela – Ou seja, dos 
frutos deles. Que providência notável foi esta que a Revelação 
imprimiu no meio da Espanha, em uma grande Bíblia Poliglota, 
antes da Reforma! [Em 1514, saiu da imprensa o primeiro Novo 
Testamento Grego, como parte de uma Bíblia poliglota. Planejada 
em 1502, pelo Cardeal Primado da Espanha, Francisco Jiménez de 
Cisneros, uma magnífica edição do texto hebraico, aramaico, grego 
e latino, foi impresso na cidade universitária de Alcalá 
(Complutum)]. Ou quão muito mais fácil seria para os Católicos 
rejeitarem todo o livro, do que se esquivarem dessas partes 
impressionantes dele. 
5. Até mesmo, até o céu – Uma expressão que implica a mais alta 
culpa. 
6. Retribuí a ela – Isto Deus fala para os executores de sua 
vingança. 
Como ela tem retribuído – A outros; em específico, os santos de 
Deus.E dá-lhe o dobro – Isto, de acordo com o idioma hebreu, implica 
apenas uma completa retaliação. 
7. Tanto quanto ela tem glorificado a si mesma – Através do 
orgulho, e pompa, e orgulho arrogante. 
E viveu deliciosamente – Em todos os tipos de elegância, luxúria, e 
libertinagem. 
Tanto tormento dê a ela - Proporcional à punição para o pecado. 
Porque ela diz em seu coração – Como fez a antiga Babilônia (Isaías 
47:8-9) "Agora, pois, ouve isto, tu que és dada aos prazeres, e que habitas, 
tão segura, que dizes no teu coração: Eu o sou, e fora de mim não há outra; 
não ficarei viúva, nem conhecerei a perda de filhos. Porém ambas estas 
coisas virão sobre ti num momento, no mesmo dia, perda de filhos e viuvez; 
em toda a sua plenitude virão sobre ti, por causa da multidão das tuas 
feitiçarias, e da grande abundância dos teus muitos encantamentos". 
Eu me sento – Seu estilo usual. De onde aquelas expressões: "A 
cadeira, o bispo de Roma: ele se sentou por tanto anos". Como uma 
rainha – Sobre muitos reis, "preceptora de todas as igrejas; a suprema; a 
infalível; a única esposa de Cristo; fora da qual não existe salvação". Não 
sou viúva - Mas a esposa de Cristo. 
E não deverá ver tristeza – Da morte de meus filhos, ou alguma 
outra calamidade; porque o próprio Deus irá defender "a igreja". 
8. Portanto – como ambas as conseqüências naturais e judiciais 
desta segurança orgulhosa. Deverão suas pragas vir – A morte de 
seus filhos, com uma incapacidade de suportar mais. 
Tristeza – de todo o tipo. 
E penúria – No lugar da plenitude luxuriosa: as mesmas coisas das 
quais ela se imaginou a mais segura. 
Porque forte é o Senhor Deus que a julga – Contra quem, portanto, 
toda sua força, grande como ela é, de nada valerá. 
10. Tu, cidade forte – Roma foi antigamente denominada por seus 
habitantes, Valência, ou seja, forte. E a própria palavra Roma, em 
Grego, significa força. Este nome foi dado a ela pelos estrangeiros 
gregos. 
12. Mercadoria de ouro … Quase todos esses estão ainda em uso 
em Roma, ambos em seus serviços idólatras, e na vida comum. 
Fino linho – A espécie dele mencionada no original é 
excessivamente cara. 
Sua Madeira – Uma madeira perfumada não diferente da cidra, 
usada no adorno de palácio magníficos. 
 Vasos da mais preciosa madeira – Ébano, em especial, que é 
freqüentemente mencionado com marfim: um excede na brancura, o 
outro na negritude; e ambos em maciez incomum. 
13.Canela – Um arbusto cuja madeira é um fino perfume. 
E animais – Vacas e bois. 
E das carruagens – uma palavra puramente Latina é aqui inserida 
no Grego. Isto João, indubitavelmente usou de propósito, no 
descrever a luxúria de Roma. 
E dos corpos – Um termo comum para escravos. 
E almas dos homens – Porque esses também são continuamente 
comprados e vendidos em Roma. E isto de todos os outros é o 
comércio mais lucrativo para os comerciantes romanos. 
14. E os frutos – Do que foi importado, eles procederam para os 
doces domésticos de Roma; nenhum dos que está em maior 
demanda lá, do que a espécie que é aqui mencionada. A palavra 
propriamente significa pêras, pêssegos, nectarinas, e todos os tipos 
de maçã a ameixa. 
E todas as coisas que são iguarias – Para o paladar. 
E esplêndido – Aos olhos; como roupas, construções, mobílias. 
19.E eles lançam pó sobre suas cabeças – Como murmuradores. A 
maioria das expressões aqui usadas ao descrever a queda da 
Babilônia é tomada da descrição de Ezequiel da queda de Tigre 
(Ezequiel 26:1-2) "E sucedeu no undécimo ano, ao primeiro do mês, que 
veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, visto que Tiro 
disse contra Jerusalém: Ah! Está quebrada a porta dos povos; virou-se 
para mim; eu me encherei, agora que ela está assolada". 
26. Regozijem-se sobre ela, tu céu – Ou seja, todos os habitantes 
dele; e mais especialmente, vocês santos; e em meio aos santos ainda 
mais eminentemente vocês, apóstolos e profetas. 
21. E um poderoso anjo pegou uma pedra e atirou-a no mar. 
Através de igual símbolo, Jeremias mostrou antecipadamente a 
queda da Babilônia Caldéia (Jeremias 51:63-64) "E será que, 
acabando tu de ler este livro, atar-lhe-ás uma pedra e lançá-lo-ás no meio 
do Eufrates. E dirás: Assim será afundada Babilônia, e não se levantará, 
por causa do mal que eu hei de trazer sobre ela; e eles se cansarão. Até aqui 
são as palavras de Jeremias". 
22. E a voz de tocadores de harpas – Tocadores de instrumentos de 
corda. 
E músicos – Cantores talentosos, em especial. 
E tocadores de gaitas – Que tocavam flautas, principalmente, nas 
ocasiões pesarosas; considerando que os trombeteiros tocavam em 
ocasiões alegres. 
Não se ouvirá mais em ti; e nenhum artífice – As artes de todo tipo, 
especialmente, música, escultura, pintura, e escultura, eram lá 
levadas à sua altura mais alta. Não, nem mesmo o som de uma 
pedra de moinho deverá ser ouvida mais em ti – Não apenas as artes 
que adornam a vida, mas, até mesmo, aquelas ocupações, sem as 
quais não se podem subsistir, cessarão de ti, para sempre. Todas 
essas expressões denotam absoluta e eterna desolação. 
A voz dos tocadores de harpas – A música era o entretenimento do 
rico e grande; o comercio, o negócio de homens de classe média; o 
preparo do pão e das coisas necessárias da vida, a ocupação das 
pessoas mais simples: casamentos, no que lâmpadas e canções eram 
cerimônias conhecidas, eram os meios de povoar as cidades, já que 
novos nascimentos suprem o lugar daqueles que morrem. A 
desolação de Roma é, portanto, descrita de tal maneira, como a 
mostrar que nem o rico, nem o pobre, nem as pessoas de classe 
média, nem aquelas das condições mais baixas, serão capazes de 
viver lá mais. Nem será ela repovoada por novos casamentos, mas 
permanecerá desolada e inabitada para sempre. 
23. Porque teus comerciantes eram os grandes homens da terra – A 
circunstância que foi, em si mesma, indiferente, e, ainda assim, os 
conduzia ao orgulho, luxúria, e inúmeros outros pecados. 
24. E nela foi achado o sangue dos profetas e santos – O mesmo 
anjo fala ainda, mas ele não diz: "em ti", mas nela, agora tão 
mergulhada, de maneira a não ouvir as últimas palavras. 
E de todos que haviam sido assassinados – Até mesmo, antes que 
ela fosse construída. Veja (Mateus 23:35) "Para que, sobre vós, caia 
todo sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue 
de Abel, o justo, até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que 
matastes entre o santuário e o altar". Não existe cidade, sob o sol, 
que tenha tão claro título para o homicídio universal, como Roma. 
A culpa do sangue que se espalha, sob os imperadores pagãos não 
tem sido removida, sob os Papas, mas enormemente multiplicado. 
Nem Roma é considerada apenas pelo que tem sido espalhado, na 
cidade, mas pelo que se espalhou em toda a terra. Porque em Roma, 
sob o Papa, assim como, sob os imperadores pagãos, eram dados 
ordens e editos sanguinários: e, onde quer que o sangue de homens 
santos fosse derramado, havia grandes regozijos por isto. E que 
imensas quantidades de sangue têm sido espalhadas por seus 
agentes! Charles IX, da França, em sua carta para Gregório XIII, 
vangloria-se de que, não muito tempo depois do massacre em Paris, 
ele havia destruído milhares de Protestantes. Alguns têm calculado 
que, do ano de 1518 a 1548, quinze milhões de Protestantes 
pereceram, através da Inquisição. Isto pode ser exagerado; mas, 
certamente, o número deles naqueles trinta anos, assim como, desde 
então, é quase inacreditável. A esses, podemos acrescentar 
inumeráveis mártires, nas idades, antiga, média, e recente; na 
Boêmia, Alemanha, Holanda, França, Inglaterra, Irlanda, e muitas 
outras partes da Europa, África, e Ásia. 
CAPÍTULO 19 
 
1. Eu ouvi a voz alta de uma grande multidão – Cujo sangue, a 
grande prostituta tem espalhado. 
Dizendo, Aleluia – Esta palavra Hebraica significa, Louva a Javé, ou 
Ele que é. O próprio Deus chamou a si mesmo a Moisés: Eu Sou o 
Que Sou, ou seja, eu serei (Êxodo3:14) "E disse Deus a Moisés: EU 
SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU 
SOU me enviou a vós"; e ao mesmo tempo, "Jeová", ou seja: "Ele que 
é, e foi, e virá": durante a trombeta do sétimo anjo, ele é intitulado: 
"Ele que é e foi". (capítulo 16:5) "E ouvi o anjo das águas, que dizia: 
Justo és tu, ó Senhor, que és, e que eras, e santo és, porque julgaste estas 
coisas"; e não: "Ele que está para vir"; porque sua vinda há tanto 
esperada está sob esta trombeta, verdadeiramente presente. Por fim, 
ele é denominado, "Javé", "Ele que é"; o passado junto com o futuro, 
tragados pelo presente, e as primeiras coisas não mais sendo 
mencionadas, por causa da grandeza daqueles que agora são. Este 
título é de todos os outros, o mais peculiar para o Deus eterno. 
A Salvação – É oposta à destruição que a grande prostituta trouxe 
sobre a terra. 
Seu poder e glória – Aparecem do julgamento executado nela, e do 
estabelecer seu reino, para durar através de todas as épocas. 
2. Porque verdadeiros e justos são seus julgamentos – Assim é o 
clamor de almas, sob o altar transformado em uma oração de 
louvor. 
4. E os vinte e quatro anciãos, e as quatro criaturas vivas 
prostraram-se - As criaturas vivas estão mais perto do trono do que 
os anciãos. Assim sendo, elas são mencionadas antes deles, com o 
louvor que elas ofereceram a Deus. (capítulo 4:9-10) "E, quando os 
animais davam glória, e honra, e ações de graças ao que estava assentado 
sobre o trono, ao que vive para todo o sempre. Os vinte e quatro anciãos 
prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam o 
que vive para todo o sempre; e lançavam as suas coroas diante do trono, 
dizendo". (capítulo 5:8, 14) "E, havendo tomado o livro, os quatro 
animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, 
tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as 
orações dos santos. E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e 
quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o 
sempre"; visto que lá o louvor se move do centro para a 
circunferência. Mas aqui, quando os julgamentos de Deus são 
cumpridos, ele se move de volta da circunferência para o centro. 
Aqui, portanto, os vinte e quatro anciãos são denominados antes de 
criaturas viventes. 
5. E a voz saiu do trono – Provavelmente, das quatro criaturas 
viventes, dizendo: Louvem nosso Deus – O motivo e assunto desta 
canção de louvor seguem-se imediatamente depois, (capítulo 19:6) 
"Aleluia! pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina"; etc. Deus foi 
louvado antes, por causa do julgamento da grande prostituta 
(capítulo 19-1-4) "Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder 
pertencem ao Senhor nosso Deus. Porque verdadeiros e justos são os seus 
juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com 
a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue. E outra vez disseram: 
Aleluia! E a fumaça dela sobe para todo o sempre. E os vinte e quatro 
anciãos, e os quatro animais, prostraram-se e adoraram a Deus, que 
estava assentado no trono, dizendo: Amém. Aleluia!". Agora, para o que 
se segue a isto: porque o Senhor Deus, o Altíssimo, toma o reino 
para si mesmo, e vinga-se do restante de seus inimigos. Estavam 
todos esses habitantes do céu errados? Se não, existe uma real, sim, 
e uma terrível ira em Deus. 
6. E eu ouvi a voz de uma grande multidão. Assim todos os seus 
servos louvaram a ele. 
O Altíssimo reina – Mais eminentemente e gloriosamente do que 
antes. 
7. O casamento do Cordeiro é chegado – Está perto da mão, para 
ser solenizado rapidamente. O que isto implica, nenhum dos 
"espíritos dos homens justos", até mesmo, no paraíso, já sabem. Ó que 
coisas são estas que ainda estão escondidas! E que pureza de 
coração haveria, para mediar junto a elas. E sua esposa está pronta 
– Mesmo sobre a terra; mas em um sentido muito maior, naquele 
mundo. Depois de um tempo admitido para isto, a nova Jerusalém 
descerá, pronta e adornada (capítulo 21:2) "E eu, João, vi a santa 
cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma 
esposa ataviada para o seu marido". 
8. E é dado a ela – Por Deus. A noiva são todos os homens santos, e 
toda a igreja invisível. 
Para ser adornado em linho fino, branco e limpo – Este é um 
símbolo da retidão dos santos – Tanto da justificação quanto da 
santificação deles. 
9. E ele – O anjo diz a mim: Escreva – João parece ter sido tão 
amável naquelas gloriosas vistas, que ele precisou ser lembrado 
disto. 
Felizes são aqueles que são convidados para a ceia do casamento do 
Senhor – Chamados para a glória. 
E ele disse – Depois de uma pequena pausa. 
10. E prostrou-se diante dos pés dele para adorá-lo. – Parece, 
confundindo-o com um anjo da aliança. Mas ele disse: Vê, não faças 
isto {- No original, está a penas, Não vejas}, com uma bonita 
brusquidão. Pata orar ou adorar a mais alta criatura é clara 
idolatria. 
Eu sou teu conservo, para testificar do Senhor Jesus, através do 
mesmo Espírito que inspirou os profetas do passado. 
11. Eu vi o céu aberto – Isto é uma nova e peculiar abertura dele, 
com o objetivo de mostrar a expedição magnífica de Cristo e seus 
atendentes, contra o grande adversário dele. 
E observei um cavalo branco – Muito poucos se preocuparam com 
Cristo, quando ele veio humilde, "montado em seu asno", mas o que 
eles dirão, quando ele vier sobre seu cavalo branco, com a espada 
em sua boca? Branco – Tal como os generais usam em triunfo 
solene. 
E ele que se senta nele, chamado Fiel – Na execução de todas as 
suas promessas. 
E Verdadeiro – Na execução de todas as suas ameaças. 
E na retidão – Com a mais extrema justice. 
Ele julga e faz guerra – Freqüentemente a sentença e execução 
seguem juntas. 
12. E seus olhos são chamas de fogo – Disseram que eles seriam 
como uma chama de fogo, antes no (capítulo 1:14) "E a sua cabeça e 
cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como 
chama de fogo"; um símbolo de sua Onisciência. 
E sobre sua cabeça estão muitos diademas – Porque ele é rei em 
todas as nações. 
E ele tem um nome escrito, que ninguém conhece; a não ser, ele 
próprio – Como Deus, ele é incompreensível a toda criatura. 
13. E ele é vestido em uma vestimenta mergulhada em sangue – O 
sangue dos inimigos que ele já conquistou (Isaías 63:1) "Quem é 
este, que vem de Edom, de Bozra, com vestes tintas; este que é glorioso em 
sua vestidura, que marcha com a sua grande força? Eu, que falo em 
justiça, poderoso para salvar"; etc. 
15. E ele deverá governá-lo – Quem não foi morto por sua espada. 
Com um bastão de ferro – Ou seja, se eles não se submeterem ao seu 
cetro dourado. 
E ele pisoteou o vinho da ira de Deus – Ou seja, ele executa seus 
julgamentos no iníquo. Este governador das nações nasceu (ou 
surgiu como tal), imediatamente após que o sétimo anjo começou a 
tocar. Ele agora aparece, não como uma criança, mas como um 
guerreiro vitorioso. As nações sentiram há muito tempo seu "bastão 
de ferro", parcialmente, enquanto os pagãos romanos, depois da 
selvagem perseguição deles aos cristãos, eles mesmos gemeram sob 
inúmeras pragas e calamidades, através de sua vingança justa; 
parcialmente, enquanto outros pagãos foram feitos em pedaços, por 
aqueles que levaram o nome de cristãos. Porque, embora a 
crueldade, por exemplo dos Espanhóis na América, fosse injusta e 
detestável, ainda assim Deus, nela, executou seu julgamento justo 
nas nações descrentes; mas eles experimentarão seu bastão de ferro, 
como eles nunca o fizeram antes, e, então, eles todos retornarão 
para o justo Senhor deles. 
16. E ele tinha sobre suas vestes e sobre sua coxa - Ou seja, na 
parte de sua veste que está sobre sua coxa. 
Um nome escrito - Era costume, no passado, para grandes 
personagens nas regiões orientais, terem magníficos títulos 
afixados em suas vestimentas. 
17. Reúnam-se para a grande Ceia de Deus – Como para uma 
grande festa, que a vingançade Deus irá providenciar; uma 
expressão fortemente figurada (tomada de Ezequiel 29:17) "Tu, 
pois, ó filho do homem, assim diz o Senhor Deus, dize às aves de toda 
espécie, e a todos os animais do campo: Ajuntai-vos e vinde, congregai-vos 
de toda parte para o meu sacrifício, que eu ofereci por vós, um sacrifício 
grande, nos montes de Israel, e comei carne e bebei sangue"; denotando a 
vastidão da matança que resultará. 
19. E eu vi os reis da terra – Os dez reis mencionados (capítulo 
17:12) "E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o 
reino, mas receberão poder como reis por uma hora, juntamente com a 
besta"; que, agora, arrastaram os outros reis da terra até eles, tanto 
papistas, maometanos ou pagãos. 
Reunidos para guerrearem com ele que se sentou sobre o cavalo – 
Todos os seres, bons e maus, visíveis e invisíveis, estão preocupados 
com este grande confronto. Veja (Zacarias 14:1) "Eis que vem o dia 
do Senhor, em que teus despojos se repartirão no meio de ti. Porque eu 
ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será 
tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres forçadas; e metade da 
cidade sairá para o cativeiro, mas o restante do povo não será extirpado 
da cidade"; etc. 
20. O falso profeta, que tinha forjado os milagres, diante dele – E, 
portanto, tomou parte em sua punição; esses dois homens iníquos 
foram lançados vivos – Sem passarem pela morte corpórea. 
No lago de fogo – E isto antes do próprio diabo (capítulo 20:10) 
"E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde 
está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para 
todo o sempre". Aqui está a última das bestas. Depois de diversos 
golpes repetidos do Onipotente, ele é deixado vivo no inferno. 
Existiram dois que entraram vivos no céu; talvez, existam dois que 
vão vivos para o inferno. Pode ser, Enoque e Elias que entraram, 
uma vez na glória, sem primeiro, esperarem no paraíso; a besta e o 
falso profeta mergulharam, imediatamente, no mais extremo grau 
de tormento, sem serem reservados nas algemas da escuridão, até o 
julgamento do grande dia. Certamente, ninguém, a não ser a besta 
de Roma teria se endurecido assim contra o Deus que eles 
pretenderam adorar, ou se recusaram a se arrepender, sob tais 
visitações terríveis e repetidas! Bem é ela denominada de uma besta, 
de suas afeições carnais e vis; uma besta selvagem, de seu espírito 
feroz e cruel! O restante foi assassinado – Uma diferença é, mais 
tarde, feita entre o diabo, e Gogue e Magogue (capítulo 20:9, 10) " 
E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a 
cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou. E o diabo, que 
os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o 
falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre". 
21. Aqui está a mais magnífica descrição da derrota da besta e seus 
adeptos. Ela tem, em especial, uma beleza requintada; que, depois de 
exibir os dois exércitos opositores, e todo o aparato para uma 
batalha, (capítulo 19:11-19) "Eu vi o céu aberto, e eis um cavalo 
branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e 
julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e 
sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que 
ninguém sabia senão ele mesmo. E estava vestido de uma veste salpicada 
de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus. E seguiam-
no os exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e 
puro. (...) E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para 
fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu 
exército"; então, segue-se imediatamente, no verso (19:20) "E a besta 
foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que 
enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. 
Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre"; o 
relato da vitória, sem uma palavra de um engajamento ou luta. Aqui 
está a mais exata propriedade, porque que esforço pode existir entre 
o Onipotente, e o poder de toda a criação unida contra ela! Cada 
descrição deve lograr este admirável silêncio. 
CAPÍTULO 20 
 
2. E ele prendeu o dragão – Com quem, indubitavelmente, seus 
anjos eram agora lançados no abismo sem fim, assim como 
finalmente "no fogo eterno". (Mateus 25:41) "Então dirá também aos 
que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo 
eterno, preparado para o diabo e seus anjos". 
E o amarrou por mil anos – Que esses mil anos não precedem, ou 
correm paralelos com os tempos da besta, mas seguem totalmente 
com ela, pode manifestadamente aparecer: 
1º. Das séries de todo o livro, representando uma série contínua de 
eventos. 
2º. Das circunstâncias que precedem. A mulher dar a luz é seguido 
pelo atirar o dragão do céu para a terra. Com isto, está relacionada a 
terceira calamidade, por meio da qual, o dragão, através da besta, e 
com ela, enfurece-se horrivelmente. Da conclusão da terceira 
calamidade, a besta é derrotada e lançada no "lago de fogo". Ao 
mesmo tempo, o outro grande inimigo, o dragão, deverá ser 
amarrado e encarcerado. 
3º. Esses mil anos trazem uma nova, completa e duradoura 
imunidade de todos os males exteriores e interiores, cujos autores 
estão agora removidos, e há uma afluência de todas as bênçãos. 
Mas, tal tempo, a igreja ainda não viu. Portanto, ainda está para 
acontecer. 
4º. Esses mil anos são seguidos pelos últimos tempos do mundo; 
com o deixar satanás solto; que se junta com Gogue e Magogue, e 
com o arremessar a besta e o falso profeta no "lago de fogo". Agora, 
o acusar de satanás os santos no céu, sua ira sobre a terra, seu 
aprisionamento no abismo, seu seduzir Gogue e Magogue, e ser 
lançado no lago de fogo, evidentemente sucedem um ao outro. 
5º. O que ocorre de (capítulo 20:11) "E vi um grande trono branco, e 
o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e 
não se achou lugar para eles"; manifestadamente segue as coisas 
relatadas no capítulo dezenove. Os mil anos vêm neste intervalo; 
uma vez que, se eles já passaram, nem o começo, nem o fim deles 
cairiam dentro deste período. Em pouco tempo, esses que afirmam 
que eles estão agora à mão parecerão ter falado a verdade. 
Entretanto, que todo homem considere que tipo de felicidade ele 
espera nisto. O perigo não se situa em manter que os mil anos já 
estão para vir; mas no interpretá-los, quer já passado, ou vindouro, 
em um sentido grosseiro e carnal. A doutrina do Filho de Deus é 
um mistério. Assim é sua cruz; e, assim é sua glória. Em todos 
esses, eles é um sinal do que é falado contra. Felizes aqueles que 
acreditam e o reconhecem em tudo! 
3. E coloca um selo nele – Até onde estas expressões devem ser 
levadas literalmente; até onde figurativamente apenas, quem pode 
dizer? Para que ele não possa mais enganar as nações – Um 
benefício apenas é expresso aqui, como resultado do confinamento 
de satanás. Mas quantas e grandes bênçãos estão inseridas! Porque 
o grande inimigo sendo removido, o reino de Deus prossegue seu 
ininterrupto curso em meio às nações; e o grande mistério de Deus, 
há tanto previsto, é, por fim, cumprido; ou seja, quando a besta é 
destruída e satanás amarrado. Este cumprimento aproxima mais e 
mais, e contém coisas da mais extrema importância, o conhecimento 
do que torna cada dia mais distinto e fácil. Neste meio tempo, é 
altamente necessário guardar-se contra a presente ira e subterfúgio 
do diabo. Rapidamente, ele será amarrando: quando ele é solto 
novamente, os mártires viverão e reinarão com Cristo. Então, 
segue-se sua vinda na glória, e novo céu, nova terra, e nova 
Jerusalém. O abismo sem fim é propriamente a prisão do diabo; 
mais tarde, ele é lançado no lago de fogo. Ele não mais poderá 
enganar as nações, até que os "mil anos", mencionados antes 
(capítulo20:2) "Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo 
e Satanás, e amarrou-o por mil anos"; seja cumprido. 
Então, ele deverá ser solto – Assim, a sabedoria misteriosa de Deus 
permite. 
Por um curto tempo – Pequeno comparativamente: embora no todo, 
ele não possa ser muito curto, devido às coisas a serem realizadas 
nele (capítulo 20:8, 9) "E sairá a enganar as nações que estão sobre os 
quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do 
mar, para as ajuntar em batalha. E subiram sobre a largura da terra, e 
cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do 
céu, e os devorou"; deva levar um espaço considerável. Nós devemos 
brevemente esperar, uma após a outra, as calamidades ocasionadas 
pela segunda besta, a colheita e a vindima, o derramar dos frascos, o 
julgamento da Babilônia, a última ira da besta e sua destruição, o 
aprisionamento de satanás. Quão grandes coisas essas! E quão curto 
tempo! O que é necessário para nós? Sabedoria, paciência, 
fidelidade, vigilância. Não é tempo de deliberando sobre nossos 
sedimentos. Esta não é, se for corretamente entendida, uma 
mensagem aceitável para o sábio, o poderoso, o honrado deste 
mundo. Ainda assim, isto que é para ser feito, deverá ser feito: não 
existe deliberação contra o Senhor. 
4. E eu vi tronos – Tais como são prometidos aos apóstolos 
(Mateus 19:28) "E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que 
me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no 
trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar 
as doze tribos de Israel". (Lucas 22:30) "Para que comais e bebais à 
minha mesa no meu reino, e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze 
tribos de Israel". 
 
E eles – Ou seja, os santos, a quem João viu, ao mesmo tempo 
(Daniel 7:22) "Até que veio o ancião de dias, e fez justiça aos santos do 
Altíssimo; e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino."; sentou-
se junto a eles: e foi dado julgamento a eles. (I Coríntios 6:2) "Não 
sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser 
julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas?". 
Quem esses são, e quantos, não é dito. Mas eles são distinguidos das 
almas, ou pessoas, mencionadas imediatamente depois; e dos santos 
que já ressuscitaram. 
E eu vi as almas daqueles que tinham sido decapitados – Com um 
machado: assim a palavra original significa. Um tipo de morte, que 
foi especialmente imposta em Roma, é mencionado para todos. 
Por causa do testemunho de Jesus, e por causa da palavra de Deus – 
Os mártires foram, algumas vezes, mortos por causa da palavra de 
Deus, em geral; algumas vezes, especialmente, por causa do 
testemunho de Jesus: alguns, enquanto eles se recusaram a adorar 
ídolos; outros, enquanto eles confessaram o nome de Cristo. 
E aqueles que não adoraram a besta selvagem, nem sua imagem – 
Esses parecem ser uma companhia distinta desses que apareceram 
(capítulo 15:2) "E vi um como mar de vidro misturado com fogo; e 
também os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, 
e do número do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as 
harpas de Deus". Esses não tinham conquistado, provavelmente, em 
tais disputas como estas. Antes que o número da besta fosse 
expirado, as pessoas foram compelidas a adorarem-no, através da 
mais terrível violência. Mas, quando a besta "não estava", eles foram 
apenas seduzidos, nela, através da destreza dos falsos profetas. 
E eles viveram – Suas almas e corpos sendo re-unidos. 
E reinaram com Cristo – Não sobre a terra, mas no céu. O "reino 
sobre a terra" é completamente diferente (capítulo 11:15) "E o 
sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que 
diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, 
e ele reinará para todo o sempre". 
Mil anos – Deve ser observado, que dois distintos mil anos são 
mencionados, através de toda esta passagem. Cada um é 
mencionado três vezes: o mil anos, em que satanás é amarrado 
(capítulo 20:2; 3:7) "Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o 
Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos". "E ao anjo da igreja que 
está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que 
tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém 
abre"; o mil, em que os santos deverão reinar: (capítulo 20:4-6) " E 
vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi 
as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela 
palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não 
receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram 
com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que 
os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado 
e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem 
poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e 
reinarão com ele mil anos". O primeiro fim, antes do fim do mundo; o 
ultimo alcança a ressurreição geral. De maneira que o começo e o 
fim do primeiro mil antes é antes do começo e o fim do último. 
Portanto, como no segundo verso (capítulo 20:2) "Ele prendeu o 
dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil 
anos",- a primeira menção do primeiro; assim no quarto verso 
(capítulo 20:4) "E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o 
poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo 
testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, 
nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas 
mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos"; à primeira 
menção do último, é apenas dito, mil anos, em outros lugares, "os 
mil anos", (capítulo 20:3,5,7) "E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e 
pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos 
se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo. (...)Mas 
os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a 
primeira ressurreição. (…) E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto 
da sua prisão"; ou seja, o mil mencionado antes. Durante o primeiro, 
as promessas concernentes ao estado florescente da igreja, 
(capítulo 10:7) "Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a 
sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, 
seus servos"; deverá ser cumprido; durante o último, enquanto os 
santos reinam com Cristo no céu, homens e terra estarão 
despreocupados e seguros. 
5. O restante dos mortos reviveram, não até o mil anos - 
Mencionado no versículo 4 " E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e 
foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram 
degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não 
adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas 
testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil 
anos". 
Terminarem – Os mil anos, durante os quais satanás é amarrado, 
ambos no começo e no final muito mais cedo. O pequeno tempo, e o 
segundo mil anos, começam ao mesmo tempo, imediatamente 
depois do primeiro mil anos. Mas nem o começo do primeiro, nem 
do segundo mil serão conhecidos para os homens sobre a terra, já 
que tanto o aprisionamento de satanás quanto sua soltura são 
realizadas no mundo invisível. Observando esses dois mil anos 
distintos, muitas dificuldades são evitadas. Existe oportunidade 
suficiente para o cumprimento de todas as profecias, e aqueles que 
antes pareceram entrar em conflito são reconciliados; especialmente 
aqueles que falam, por um lado, de um estado mais florescente da 
igreja, como já para vir; e, por outro, da fatal segurança de homens 
nos últimos dias do mundo. 
6. Eles serão os sacerdotes de Deus e de Cristo – Portanto, Cristo é 
Deus. 
E reinarão com ele – Com Cristo, mil anos. 
7. E, quando o primeirodos mil anos for cumprido, satanás será 
solto de sua prisão – E, ao mesmo tempo, a primeira ressurreição 
começa. Existe uma grande semelhança entre esta passagem e 
(capítulo 12:12) "Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. 
Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem 
grande ira, sabendo que já tem pouco tempo". No lançar fora o dragão, 
houve alegria no céu, mas calamidade sobre a terra: de maneira 
quando da soltura de satanás, os santos começam a reinar com 
Cristo; mas as nações sobre a terra são enganadas. 
8. E seguirá em frente, para enganar as nações nos quatro cantos da 
terra – (ou seja, em toda a terra) – o mais diligentemente, como tem 
sido por tanto tempo impedido, e sabe que ele tem pouco tempo. 
Gogue e Magogue – Magogue, o filho de Jafé, é o pai de 
inumeráveis nações do ocidente em direção ao oriente. O príncipe 
dessas nações, das quais a parte maior daquele exército consistirá, é 
denominada Gogue, por Ezequiel também "Filho do homem, dirige o 
teu rosto contra Gogue, terra de Magogue, príncipe e chefe de Meseque, e 
Tubal, e profetiza contra ele".Ambos gogue e Magogue significam ao 
alto, ou o erguer-se, um nome bem adequado tanto para o príncipe 
quanto o povo. Quando este líder aterrador de muitas nações 
aparecer, então, seu próprio nome será conhecido. 
Para reuni-los – Ambos, Gogue e seus exércitos. De Gogue, pouco 
mais é dito, como estando logo misturado com o restante na 
carnificina comum. Apocalipse fala disto o mais brevemente, porque 
tem sido tão especialmente descrito por Ezequiel. 
Cujo número é como a areia do mar – Imensamente numeroso: uma 
expressão proverbial. 
9. E subiram sobre a largura da terra, ou região – Preenchendo 
toda a largura dela. 
E circundaram o campo dos santos – Talvez, a igreja pagã, 
habitando em volta de Jerusalém. 
E a cidade amada - Assim denominada igualmente (Eclesiastes 
24:11 - Apócrifo) "E através do meu poder, eu tenho colocado sob meus 
pés os corações de todos os grandes e pequenos: em todos esses, eu busco 
descanso; e habitarei na herança do Senhor". 
10. E eles – Todos esses. 
Serão atormentados dia e noite – Ou seja, sem qualquer 
intermissão. Estritamente falando, existe apenas noite lá: não existe 
dia, nem sol, nem esperança! 
11. E eu vi – Uma representação daquele grande dia do Senhor. 
Um grande trono branco – Quão grande, quem pode dizer? Branco 
com a glória de Deus, dele que se senta sobre ele – Jesus Cristo. O 
apóstolo não tenta descrevê-lo aqui; apenas acrescenta aquela 
circunstância, acima de toda descrição. De cuja face, terra e céu 
fugirão – Provavelmente ambos o céu imaginário e o estrelado; que 
"passarão com um grande barulho". E não haveria lugar para eles – 
Mas eles foram totalmente dissolvidos, os mesmos "elementos 
derretidos, com fogo fervente". Não é dito, eles foram atirados em 
grandes comoções, mas eles fugiram inteiramente; não, eles 
partiram de suas fundações, mas "caíram em dissolução"; não, eles se 
removeram para um lugar distante, mas não foi encontrado lugar 
para eles; eles cessarão de existir. E tudo isto, não, a um comando 
estrito do Senhor Jesus, não na sua presença terrível, ou diante de 
sua indignação veemente; mas à mera presença de sua Majestade, 
sentando-se com dignidade severa, mas adorável, sobre seu trono. 
12. E eu vi o morto, grande e pequeno – De toda as épocas e 
condição. Isto inclui, também, aqueles que sofreram uma mudança 
equivalente à morte (I Coríntios 15:51) "Eis aqui vos digo um 
mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos 
transformados". 
 
E os livros – Juizes humanos têm seus livros escritos com pena e 
tinta: quão diferente é a natureza desses livros! Foram abertos – Ó 
quantas coisas escondidas virão para a luz; e quantas terão uma 
aparência completamente outra do que tinham antes, aos olhos dos 
homens! Com o livro da Onisciência de Deus, aquela da consciência, 
então, exatamente elevada. O livro da lei natural, assim como da 
revelada, será, então, também disposto. Não é dito: Os livros serão 
lidos: a luz daquele dia os tornará visíveis a todos. Então, 
especialmente, cada homem conhecerá a si mesmo, e isto com a 
derradeira exatidão. Este será a primeira, completa e imparcial 
história universal. 
E um outro livro – Em que são inscritos, todos que são aceitos 
através do Amado; todos que viveram e morreram na fé e que é 
operada pelo amor. 
O que é o livro da vida foi aberto – Que tipo de expectativa haverá, 
então, com respeito à questão do todo! (Malaquias 3:16 etc.) 
"Então aqueles que temeram ao SENHOR falaram freqüentemente um ao 
outro; e o Senhor atentou e ouviu; e um memorial foi escrito diante dele, 
para os que temeram o Senhor, e para os que se lembraram do seu nome". 
13. Morte e hades desistiram do morto que havia neles – A morte 
desistiu de todos os corpos de homens; e o hades, o receptáculo das 
almas separadas, desistiu, para ser re-unido aos corpos deles. 
14. E a morte e o hades foram lançados no lago de fogo – Ou seja, 
foram abolidos para sempre; porque nem o reto, nem o pecaminoso 
deveriam morrer mais: suas almas e corpos não mais estariam 
separados. Conseqüentemente, nem a morte, nem o hades teriam 
mais existência. 
 
CAPÍTULO 21 
 
1. E eu vi – Assim acontecem em (capítulo 19:11; 20:1,4,11) "E vi 
o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele 
chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça". "E vi descer do 
céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua 
mão (...) E vi tronos; e eles se assentaram sobre eles, e foi-lhes dado o poder 
de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de 
Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua 
imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e 
viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. (..) E vi um grande 
trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a 
terra e o céu; e não se achou lugar para eles"; em uma sucessão. Todos 
essas representações diversas seguem uma a outra em ordem: assim 
a visão alcança a eternidade. 
Um novo céu e uma nova terra – Depois da ressurreição e 
julgamento geral. João não está agora descrevendo um estado 
florescente da igreja, mas um novo e eterno estado de todas as 
coisas. 
Porque o primeiro céu e a primeira terra - Não apenas a parte mais 
baixa do céu, não apenas o sistema solar, mas todo o céu etéreo, 
com todas as suas hostes, se de planetas ou estrelas fixas (Isaías 
34:4) "E todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão como 
um livro; e todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide e como cai o 
figo da figueira".(Mateus 24:29) "E, logo depois da aflição daqueles 
dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do 
céu, e as potências dos céus serão abaladas". Todas as primeiras coisas 
passarão; para que tudo possa tornar-se novo (capítulo 21:4,5) "E 
Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem 
pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. 
E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as 
coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis". 
(II Pedro 3:10, 12) "Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; 
no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se 
desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. (...) Aguardando, 
e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se 
desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?". 
 
Passarão – Mas no quarto verso é dito "passou". Lá a palavra mais 
forte é usada; porque a morte, o murmurar, e a tristeza, vão embora 
todos juntos: o primeiro céu e terra apenas passarão, para dar lugar 
para o novo céu e nova terra. 
2. E eu vi a cidade santa – O novo céu, e a nova terra, e o novo 
Jerusalém estão intimamente ligados. Estacidade é totalmente 
nova, não pertencendo a este mundo, não ao milênio, mas à 
eternidade. Isto aparece das séries de visões, a magnificência da 
descrição, e a oposição desta cidade para a segunda morte (capítulo 
20:11,12) "E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre 
ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E 
vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-
se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram 
julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas 
obras". (capítulo 21:1) "E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já 
o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe". 
(capítulo 21:2, 5, 8, 9) "E eu, João, vi a santa cidade, a nova 
Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa 
ataviada para o seu marido. (...) E o que estava assentado sobre o trono 
disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas 
palavras são verdadeiras e fiéis. (...) Mas, quanto aos tímidos, e aos 
incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos 
feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago 
que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte. E veio a mim um 
dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e 
falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do 
Cordeiro". (capítulo 22:5) "E ali não haverá mais noite, e não 
necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os 
ilumina; e reinarão para todo o sempre". 
Descendo – No próprio ato de descer. 
3. Eles serão seu povo, e o próprio Deus estará com eles, e Ele será 
o Deus deles – Assim a aliança entre Deus e seu povo será 
executada da maneira mais gloriosa. 
4. E a morte não existirá mais – Esta é uma prova completa de que 
toda a descrição não pertence ao tempo, mas à eternidade. 
Nem a tristeza, ou clamor, ou dor, existirá mais: porque as 
primeiras coisas terão passado – Sob o céu anterior, e sob a terra 
anterior, havia morte e tristeza; clamor e dor; tudo que ocasionava 
muitas lágrimas: mas agora a dor e a tristeza fugiram, e os santos 
têm vida e alegria eternas. 
5. E ele que se sentou sobre o trono disse – Não para João apenas. 
Da primeira menção "dele que se sentou no trono" (capítulo 4:2) "E 
logo fui arrebatado no Espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e 
um assentado sobre o trono"; este é o primeiro discurso que é 
expressamente afirmado para ele. 
E ele – O anjo. 
Disse para eu escrever – Como se segue. 
Esses dizeres são fieis e verdadeiros – Isto inclui todos que foram 
antes. Os apóstolos parecem novamente ter cessado de escrever, 
estando dominado pelo êxtase, diante da voz daquele que fala. 
6. E ele – Aquele que se sentou no trono. 
Disse para mim: É feito – Tudo que os profetas haviam falado; tudo 
que foi falado (capítulo 4:1) "Depois destas coisas, olhei, e eis que 
estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz que, como de trombeta, 
ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois 
destas devem acontecer". Nós lemos esta expressão duas vezes nesta 
profecia: primeiro em (capítulo 16:17) "E o sétimo anjo derramou a 
sua taça no ar, e saiu grande voz do templo do céu, do trono, dizendo: 
Está feito"; no cumprimento da ira de Deus; e aqui, ao tornar todas 
as coisas novas. 
E sou o Alfa e Ômega, o começo e o fim – O último explica o 
primeiro: o Eterno. 
Eu darei a ele que tem sede – O Cordeiro diz o mesmo (capítulo 
22:17) "E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E 
quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida". 
7. Ele que vence – Que é mais do que "aquele que tem sede". Herdará 
essas coisas – Que eu tenho feito novas. 
Eu serei seu Deus, e ele será meu filho – Tanto na Língua Hebraica 
quanto Grega, nas quais as Escrituras foram escritas, o que 
traduzimos deverá ser e será é uma e a mesma palavra. A única 
diferença consiste na tradução Inglesa, ou na falta de conhecimento 
naquele que interpreta o que não entende. 
8. Mas o fiel e o descrente – Quem, através da falta de coragem e fé 
não vence. 
E o abominável – Ou seja, sodomitas. 
E os libertinos, e feiticeiros, e idólatras – Estes três pecados 
geralmente vêm juntos; a parte deles é no lago. 
9. E lá vem um dos sete anjos que têm os sete frascos – Por meio do 
qual oportunidade tem sido dada para o reino de Deus. 
Dizendo: Vem. Eu mostrarei a ti a noiva – O mesmo anjo antes 
mostrou a ele a Babilônia (capítulo 17:1) "E vei um dos sete anjos que 
tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a 
condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas"; 
que está diretamente em oposição à nova Jerusalém. 
 10. E ele me levou em espírito – A mesma expressão como antes 
(capítulo 17:3) "E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher 
assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes 
de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres". 
E me mostrou a cidade santa de Jerusalém – A velha cidade está 
agora esquecida, de modo que está não mais é denominada de nova, 
mas absolutamente Jerusalém. Ó, como João desejou entrar nela! 
Mas o tempo ainda não tinha vindo. Ezequiel também descreve "a 
cidade santa", e o que pertence a ela (Ezequiel 40:1) "No ano vinte e 
cinco do nosso cativeiro, no princípio do ano, no décimo dia do mês, 
catorze anos depois que a cidade foi conquistada, naquele mesmo dia veio 
sobre mim a mão do Senhor, e me levou para lá". (Ezequiel 48:35) 
"Dezoito mil canas por medida terá ao redor; e o nome da cidade desde 
aquele dia será: O SENHOR ESTÁ ALI"; mas uma cidade 
completamente diferente da velha Jerusalém, como foi tanto antes 
quanto depois do cativeiro dos babilônicos. As descrições do profeta 
e do apóstolo concordam em muitos pormenores; mas em muitos 
mais, eles diferem. Ezequiel expressamente descreve o tempo, e a 
ira de Deus nele, estritamente aludindo para o serviço levítico. Mas 
João não viu o templo, e descreve a cidade muito mais larga, 
gloriosa, e celestial do que o profeta. Ainda assim, esta que ele 
descreve é a mesma cidade; mas como ela subsistiu logo depois da 
destruição da besta. Podendo-se observar que, tanto as profecias 
concordam juntas, quanto uma pode explicar a outra. 
11. Tendo a glória de Deus – Porque sua luz (capitulo 21:23) "E a 
cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque 
a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada". (Isaías 
40:1) "Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus". (Zacarias 2:5) 
"Pois eu, diz o Senhor, serei para ela um muro de fogo em redor, e para 
glória estarei no meio dela". 
Sua viúva – Existiu apenas uma, que correu em volta de toda a 
cidade. A luz não entrou de fora, através disto, porque a glória de 
Deus está dentro da cidade. Mas ela brilha de dentro para fora a 
uma grande distância (capítulo 21:23-24) "E a cidade não necessita 
de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a 
tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada. E as nações dos salvos 
andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra". 
12. Doze anjos – Ainda esperando junto aos herdeiros da salvação. 
14. E o muro da cidade tinha doze alicerces, e sobre eles os nomes 
dos doze apóstolos do Cordeiro – Figurativamente mostrando que 
os habitantes da cidade construíram apenas sobre aquela fé que os 
apóstolos uma vez entregaram aos santos. 
 
15. E ele mediu a cidade, doze mil furlongs [furlong = 201,17 m 
(1/8 de milha)] – Não na circunferência, mas de cada um dos 
quatro lados. Jerusalém era trinta e três furlongs na circunferência; 
Alexandria, trinta em comprimento e dez na largura. Nínive é 
reportada como tendo quatrocentos furlongs em sua volta: 
Babilônia, quatrocentos e oitenta. Mas que vilas insignificantes 
foram todas essas, comparadascom a nova Jerusalém! Através desta 
medida é entendida a grandeza da cidade, com a exata ordem e justa 
proporção de cada parte dela; para mostrar figurativamente, que 
esta cidade foi preparada para um grande número de habitantes, por 
pequeno que número dos cristãos reais possa, algumas vezes, 
parecer; e que tudo relacionado com a felicidade daquele estado foi 
preparado com a maior ordem e exatidão. A cidade é doze mil 
furlongs de altura; o muro, mil e quarenta e quatro canas de medir. 
Esta é exatamente a mesma altura, apenas afirmada de uma maneira 
diferente. Os doze mil furlongs, sendo falado, absolutamente, sem 
qualquer explanação, são comuns, furlongs humanos: cento e 
quarenta e quatro canas de medir não é comprimento humano 
comum, mas do angélico, abundantemente maior do que o humano. 
É dito, a medida de um homem, ou seja, de um anjo, porque João 
viu o anjo medindo em uma forma humana. A cana de medir, 
portanto, era tão grande quanto era a estatura daquela forma 
humana em que o anjo apareceu. No tratar de todas essas coisas, 
uma profunda reverência é necessária; e assim, é uma medida da 
sabedoria espiritual; para que possamos nem entendê-los muito 
literalmente e grosseiramente, nem irmos muito longe da força 
natural das palavras. O ouro, as pérolas, as pedras preciosas, os 
muros, alicerces, portões são indubitavelmente expressões 
figuradas, vendo que a própria cidade está na glória, e os habitantes 
dela têm corpos espirituais; ainda assim, esses corpos espirituais são 
também corpos reais, e a cidade é uma habitação distinta de seus 
habitantes, e proporcionada a eles, que consideram um espaço finito 
e determinado. As medidas, portanto, acima mencionadas são reais e 
determinadas. 
18. E o construir do muro era jasper – Ou seja, o muro foi 
construído de jasper. 
E a cidade – As casas, eram de puro ouro. 
19. E os alicerces eram adornados com pedras preciosas – Ou seja, 
belamente feitos delas. As pedras preciosas no peitoral dos sumo 
sacerdotes do julgamento eram um símbolo apropriado para 
expressar a felicidade da igreja de Deus em sua presença com eles, e 
no abençoar de sua proteção. Os ornamentos iguais sobre os 
alicerces dos muros desta cidade podem expressar a perfeita glória e 
felicidade de todos os habitantes dela, da mais gloriosa presença e 
proteção de Deus. Cada pedra preciosa não foi o ornamento da 
fundação, mas a própria fundação. As cores destes estão 
notavelmente misturadas. Um jasper é da cor do mármore branco, 
com uma leve tonalidade de verde e de vermelho; uma safira é de 
um azul-celeste, salpicada com ouro; uma calcedônia, ou carbúnculo, 
de cor ferro vermelho-intenso; uma esmeralda, de um verde grama. 
20. A sardônia é vermelha, listrada com branco; uma sárdio, de um 
vermelho profundo; uma crisólita, de um amarelho profundo; um 
berílio, verde-marinho; um topázio, amarelo pálido; uma crisoprásio 
é verde-clara e transparente, com manchas douradas; um jacinto, de 
um vermelho escarlate; uma ametista, violeta escarlate. 
22. O Senhor Deus e o Cordeiro são o templo dele – Ele preenche o 
novo céu e a nova terra. Ele circunda a cidade e a santifica, e tudo 
que nela há. Ele é "tudo em tudo". 
23. A glória de Deus – Infinitamente mais brilhando do que o 
brilho do sol. 
24. E as nações – Todo o verso é tomado de (Isaías 60:3) "E os 
gentios caminharão à tua luz, e os reis ao resplendor que te nasceu". 
Caminhará, através da luz dele – Que se propaga da cidade, longe e 
perto. 
E os reis da terra – Aqueles que têm uma porção lá. 
Trazem sua glória para dentro dela – Não a glória antiga deles, que 
está agora abolida; mas tal a se tornar a nova terra, e recebe uma 
imensa adição, através da entrada deles na cidade. 
26. E eles trazem a glória das nações dentro dela – Parece, uma 
parte selecionada de cada nação; ou seja, tudo que pode contribuir 
para tornar esta cidade honrável e gloriosa deverá ser encontrada 
nela; como se tudo que fosse rico e precioso, no mundo, fosse 
trazido para dentro de uma só cidade. 
27. Comum – Ou seja, ímpio. 
Mas esses que estão escritos no livro da vida do Cordeiro – Crentes 
verdadeiros, santos, perseverantes. Estas bem-aventuranças são 
desfrutadas por aqueles apenas; e, como tais, elas estão registradas 
em meio a eles que herdarão a vida eterna. 
CAPÍTULO 22 
 
1. E ele me mostrou um rio da água da vida – A emanação sempre 
renovada do Espírito Santo. Veja (Ezequiel 47:1-2) "Depois disto 
me fez voltar à porta da casa, e eis que saíam águas por debaixo do 
umbral da casa para o oriente; porque a face da casa dava para o oriente, e 
as águas desciam de debaixo, desde o lado direito da casa, ao sul do altar. 
E ele me fez sair pelo caminho da porta do norte, e me fez dar uma volta 
pelo caminho de fora, até à porta exterior, pelo caminho que dá para o 
oriente e eis que corriam as águas do lado direito"; onde também se 
menciona que as árvores "produzem frutos todo o mês"; ou seja, 
perpetuamente. 
Procedendo do trono de Deus, e do Cordeiro – "Tudo que o Pai tem", 
diz o Filho de Deus, "é meu"; até mesmo, o trono de sua glória. 
2. No meio da rua – Aqui está o paraíso de Deus, mencionado em 
(capítulo 2:7) "Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: 
Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do 
paraíso de Deus". 
É a árvore da vida – Não uma árvore apenas, mas muitas. 
Todo o mês – Ou seja, uma abundância inexprimível. A variedade, 
igualmente, assim como a abundância de frutos do Espírito, pode 
ser sugerida por meio disto. 
E as folhas são para a cura de nações – Para o continuar da saúde 
delas, não para restaurá-la; porque nenhuma doença existe. 
3. E não haverá mais maldição – Mas a vida e bênção puras; toda 
conseqüência do desprazer de Deus pelo pecado, estando agora 
totalmente removido. 
E seus servos – A mais alta honra no universo. 
O adorarão – A mais nobre ocupação. 
4. E verão sua face – O que não foi garantido para Moisés. Eles 
terão o acesso mais próximo a ele, e disto, a mais sublime 
semelhança com ele. Esta é a mais alta expressão na linguagem das 
Escrituras para denotar a mais perfeita felicidade no estado celestial 
(I João 3:2) "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é 
manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se 
manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos". 
E seu nome estará em suas testas – Cada um deles será 
declaradamente reconhecido como propriedade de Deus, e sua 
natureza gloriosa mais visivelmente brilhará neles. 
E reinarão – Mas quem são os súditos destes reis? Os outros 
habitantes da nova terra. Porque deverá haver uma diferença eterna 
entre aqueles, que quando sobre a terra excederam em virtude, e 
aqueles comparativamente servos indolentes e inútil, que foram 
exatamente salvos como pelo fogo. O reino de Deus é tomado pela 
força; mas o prêmio é merecedor de todo trabalho. O que quer que 
seja alto, amável, ou excelente, que exista em todas as monarquias 
da terra, tudo junto não é um grão de areia, comparado com a glória 
dos filhos de Deus. Deus "não se envergonha de ser chamado de Deus 
deles, por aqueles para os quais ele preparou esta cidade". Mas quem 
virá para seu lugar santo? "Aqueles que mantêm seus mandamentos". 
(capítulo 22:14) "Bem-aventurados aqueles que guardam os seus 
mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar 
na cidade pelas portas". 
 
5. E eles reinarão para sempre e sempre – Que encorajamento é este 
para os pacientes e fiéis dos santos, que, o que quer que seus 
sofrimentos sejam, eles serão para eles "um peso eterno de glória!". 
Assim, termina a doutrina desta Revelação, na felicidade eterna de 
todo o fiel. Os caminhos misteriosos da Providência são 
esclarecidos, e todas as coisas providenciadas no Sabbath eterno, 
um estado eterno da paz e felicidade perfeitas, reservadas para todos 
que suportaram até o fim. 
6. E ele disse a mim – Aqui começa a conclusão do livro, 
exatamenteconcordando com a introdução (particularmente 
capítulo 22:6, 7, 10 "E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; 
e o Senhor, o Deus dos santos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos 
seus servos as coisas que em breve hão de acontecer. Eis que presto venho: 
Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro. 
(...) E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque 
próximo está o tempo"; com capítulo 1:1,3 "Revelação de Jesus Cristo, a 
qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente 
devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo 
(...) Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta 
profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está 
próximo".); e dando uma luz a todo o livro, já que este livro o faz a 
toda as Escrituras. 
Essas coisas são fiéis e verdadeiras – Todas as coisas que você tem 
ouvido e visto deve ser fielmente acompanhado em sua ordem, e são 
infalivelmente verdadeiras. 
O Senhor, o Deus dos profetas santos – Que inspirou e autorizou 
aqueles do passado. Tem agora enviado seu anjo, para mostrar a 
seus servos – Através de ti. 
As coisas que deverão acontecer brevemente – Que irão começar a 
serem executadas imediatamente. 
7. Observe, eu venho rapidamente – Diz o próprio nosso Senhor, 
para o cumprimento dessas coisas. 
Feliz é ele que mantém – Sem acrescentar ou diminuir as palavras 
deste livro (capítulo 22:18, 19) "Porque eu testifico a todo aquele que 
ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar 
alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste 
livro. E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus 
tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que 
estão escritas neste livro". 
8. E prostrou-se para adorar, aos pés do anjo – As mesmas palavras 
que ocorrem (capítulo 19:10) "E eu lancei-me a seus pés para o 
adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus 
irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho 
de Jesus é o espírito de profecia". A reprovação do anjo, igualmente: 
Vê, tu, não faças isto; porque eu sou teu conservo, é expresso nos 
mesmos termos como antes. Pode não ser o mesmo incidente que é 
aqui relatado novamente? Isto não é mais provável do que o 
apóstolo ter cometido a mesma falta novamente, do qual ele tinha 
sido tão solenemente advertido antes? 
9. Vê, tu, não faças isto – A expressão no original é curta e elíptica, 
como é usual ao mostrar veemente aversão. 
10. E ele disse a mim – Depois de uma pequena pausa. 
Não sele os dizeres deste livro – Não o oculte, como as coisas que 
são seladas. 
O tempo está perto – Em que elas começarão a tomar lugar. 
11. Ele que é ímpio – Como se ele dissesse: O julgamento final está 
á mão; depois do que a condição de toda humanidade não admitirá 
mudança para sempre. 
Iníquo - Injustificado. 
Corrupto – Não santo, impuro. 
12. Eu – Jesus Cristo. 
Venho rapidamente – Para julgar o mundo. 
E minha recompensa é comigo – As recompensas que eu afirmo, 
ambos ao justo e ao pecaminoso serão dadas quando da minha vida. 
Para dar a todo homem, de acordo com suas obras – Todo seu 
comportamento interior e exterior. 
13. Eu sou o Alfa e o ômega, o primeiro e o último – Quem existe 
de eternidade a eternidade. Quão clara e incontestável prova, nosso 
Senhor dá de sua glória divina! 
14. Felizes são aqueles que cumprem seus mandamentos – Seu, 
quem diz: Eu venho – Ele fala de si mesmo. 
Para que eles possam ter direito – Através de sua aliança graciosa. 
A árvore da vida – Para todas as bênçãos que ela significa. Quando 
Adão quebrou seu mandamento, ele foi afastado da árvore da vida. 
Eles que os mantêm deverão comer dela. 
15. Do lado de fora, estarão os cães – A sentença no original é 
abrupta, como expressando repugnância. Os portões estão sempre 
abertos; mas não para cães; homens violentos e vorazes. 
16. Eu Jesus enviei meu anjo para testificar essas coisas – 
Principalmente. 
A vocês – Os sete anjos das igrejas, então, para aquelas igrejas – e, 
mais tarde, a todas as outras igrejas nas eras sucessivas. 
Eu – como Deus. 
Sou a raiz – E origem da família e reino de Davi; como homem, um 
descendente de sua geração. "Eu sou a estrela de Jacó". (Número 
24:17) "Vê-lo-ei, mas não agora, contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma 
estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel, que ferirá os termos 
dos moabitas, e destruirá todos os filhos de Sete"; como a estrela da 
manhã, que coloca um fim na noite da ignorância, pecado, e tristeza, 
e conduz ao dia de luz, pureza e alegria, eternas. 
17. O Espírito e a noiva – O Espírito de adoção na noiva, no 
coração de todo crente verdadeiro. 
Diz – com desejo sincero e expectativa. 
Vem – E se cumpram todas as palavras desta profecia. 
E que ele que tem sede, venha – Aqui ele também que estão mais 
além são convidados. 
E quem quer que venha, que ele tome da água da vida – Ele pode 
compartilhar de minhas bênçãos espirituais e inexprimíveis, tão 
livremente quanto ele faz uso dos mais comuns refrigérios; tão 
livremente quanto ele bebe da correnteza que corre. 
18-19. Eu testifico a cada um – Da plenitude do meu coração, o 
apóstolo afirma este testemunho; esta admoestação valiosa, não 
apenas às igrejas da Ásia, mas a todos que, alguma vez, possam 
ouvir este livro. Aquele que acrescenta, todos os infortúnios lhe 
serão acrescentados; aquele que tira, todas as bênçãos deverão lhe 
ser tiradas; e, sem dúvida, esta culpa incorre, através de todos 
aqueles que colocam obstáculos no caminho dos fiéis, que os 
impedem de ouvir de seu Senhor: "Eu venho", e responderem: 
"Venha, Senhor Jesus". Isto pode, igualmente, ser considerado como 
uma sanção terrível, dada a todo o Novo Testamento; de igual 
maneira como Moisés guardou a lei (Deuteronômio 4:2) "Não 
acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que 
guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando"; e 
(Deuteronômio 12:32) "Tudo o que eu te ordeno, observarás para 
fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás"; e como o próprio Deus 
diz (Malaquias 4:4) "Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo, que lhe 
mandei em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos", no 
encerramento do cânone do Velho Testamento. 
20. Ele que testifica essas coisas – Até mesmo tudo que está contido 
neste livro. 
Diz – Para o encorajamento da igreja em todas as suas aflições. 
Sim – Respondendo o chamado do Espírito e da noiva. 
Eu venho rapidamente – Para destruir todos os seus inimigos, e 
estabelecê-la em um estado de felicidade perfeita e eterna. O 
apóstolo expressa seu desejo e esperança, sinceros, disto, 
respondendo, Amém. Vem, Senhor Jesus! 
21. A graça – O livre amor. 
Do Senhor Jesus – E todos os seus frutos. 
Seja com todos – Aquele que, assim, espera por pelo seu retorno! 
CAPÍTULO 8 
1. Agora, concernente à próxima questão que você propôs. 
Todos nós temos conhecimento – Uma reprovação gentil da 
presunção deles. Conhecimento, sem amor, sempre ensoberbece. 
Amor apenas edifica – Edifica na santidade. 
2. Se algum homem pensa que ele conhece alguma coisa – 
Corretamente, exceto até onde ele for ensinado por Deus. 
Ele conhece nada, ainda assim, ainda que ele deva conhecer – Vendo 
que não existe conhecimento verdadeiro sem o amor divino. 
3. Ele é conhecido – Ou seja, aprovado por ele (Salmos 1:6) 
"Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos 
ímpios perecerá" 
4. Nós sabemos que um ídolo é nada – Um mero deus nominal, 
tendo nenhuma divindade, virtude ou poder. 
5. Porque, embora existam aqueles que são chamados deuses – 
Através dos pagãos, tanto celestiais (como eles os denominam), 
terrestres, e deidades infernais. 
6. Ainda assim, para nós – Cristãos. 
Há um só Deus – Este é exclusivo, não o Único Senhor, comose ele 
fosse uma deidade inferior; mas apenas dos ídolos a que o Único 
Deus é antagônico. 
De quem são todas as coisas – Através da criação, providência, e 
graça. 
E nós por ele – A finalidade de tudo que somos, temos, e fazemos. 
E um Senhor – Igualmente o objeto da adoração divina. 
Através de quem são todas as coisas – Criadas, mantidas e 
governadas. 
7. Alguns comem, conscientes do ídolo – Ou seja, imaginando que 
isto seja alguma coisa, e que isto torna a carne proibida de ser 
comida. 
E a consciência deles, sendo fraca – Não corretamente informada. 
É pervertida – Contrai culpa por fazer isto. 
8. Mas carne não nos recomenda a Deus - Nem por comê-la; nem 
por abstermo-nos dela. Comendo ou não comendo, são, em nós 
mesmos, coisas meramente indiferentes. 
10. Porque, se alguém vir a ti que tens conhecimento – A quem ele 
acredita ter mais conhecimento do que ele próprio; e quem 
realmente tem este conhecimento, de que um ídolo é nada – sentado 
para a diversão em um templo do ídolo. Os pagãos freqüentemente 
divertiam-se em seus templos, nos quais havia sacrifícios para seus 
ídolos. 
A consciência dele que é fraca não – É escrupulosa. 
Será encorajada – Pelo teu exemplo. 
A comer - Embora com uma consciência duvidosa. 
11. E através de teu conhecimento deverá o irmão fraco, por quem 
Cristo morreu, perecer? – E por quem tu não perderás uma refeição 
de carne, quanto dera, morrer por ele! Nós vemos, Cristo morreu, 
até mesmo, por aqueles que perecem. 
12. Vocês pecam contra Cristo – De cujos membros vocês são. 
13. Se carne – De nenhum tipo. Quem seguirá este exemplo? Que 
pregador ou cristão individual irá se abster de alguma coisa lícita 
em si mesma, quando ela ofende um irmão fraco? 
 
CAPÍTULO 9 
 
1. Eu não estou livre? Eu não sou um apóstolo? Ou seja, eu não 
tenho a liberdade de um cristão comum? Sim, aquele de um 
apóstolo? Ele justifica seu apostolado (I Corintios 9:1-3) "Não sou 
eu apóstolo? Não sou livre? Não vi eu a Jesus Cristo Senhor nosso? Não 
sois vós a minha obra no Senhor? Se eu não sou apóstolo para os outros, 
ao menos o sou para vós; porque vós sois o selo do meu apostolado no 
Senhor. Esta é minha defesa para com os que me condenam"; sua 
liberdade apostólica (I Corintios 9:4-19) " Não temos nós direito de 
comer e beber? Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, 
como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas? (...) 
Logo, que prêmio tenho? Que, evangelizando, proponha de graça o 
evangelho de Cristo para não abusar do meu poder no evangelho. Porque, 
sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda 
mais". 
Eu não tenho visto Jesus Cristo? – Sem isto ele não teria sido uma 
daquelas primeiras testemunhas. 
Não são vocês minha obra no Senhor – A completa evidência de que 
Deus me enviou? E ainda assim, alguns, pelo que parece, objetaram 
o fato dele ser um apóstolo, porque ele não afirmou seu privilégio 
em demandar e receber tal manutenção das igrejas, como era devida 
àquele oficio. 
2. Vocês são o selo do meu apostolado – Quem recebeu, não apenas 
fé, através de minha boca, mas todos os dons do Espírito, através de 
minhas mãos. 
3. Minha resposta a eles que me examinam – Concernente a meu 
apostolado. 
É esta – Que eu agora dei. 
4. Nós não temos direito – Eu e meus colaboradores. 
A comer e a beber – À custa daqueles em meio aos quais 
trabalhamos. 
5. Nós não temos o direito de levar conosco uma irmã, uma esposa 
– E reivindicar alimento para ela também? Assim como os outros 
apóstolos – Quem, portanto, está claro, fizeram isto. 
E Pedro – De onde aprendemos: 
1º. Que Pedro continuou a viver com sua esposa, depois que ele se 
tornou um apóstolo. 
2º. Que ele não teve direitos como um apóstolo, o que não era 
comum a Paulo. 
6. De deixar de trabalhar – Com nossas mãos. 
8. Eu falo como um homem – Escassamente sobre a autoridade da 
razão humana? Deus não diz, em efeito, a mesma coisa? O boi que 
espreme o milho – Este foi o costume em Judéia, e muitas nações 
orientais. Em diversas delas é mantido ainda. E até hoje, cavalos 
pisam o milho em algumas partes da Alemanha. 
9. Deus – Nesta direção. 
Cuida dos bois – Apenas? Ele não tem um significado além? E 
assim indubitavelmente ele tem, em todas as outras leis Mosaicas 
deste tipo. 
10. Ele que arou, deve arar na esperança – Da colheita. Isto parece 
ser uma expressão proverbial. 
E ele que debulhou na esperança – Não deverá ser desapontado; 
deverá comer o fruto de seu trabalho. E deverão aqueles que 
trabalharam na agricultura de Deus. (Deuteronômio 25:4) "Não 
atarás a boca ao boi, quando trilhar". 
11. Será muito, se pudermos ceifar tanto de suas coisas carnais – 
Como as que são necessárias para nosso sustento? Vocês nos dão 
coisas de valor maior do que aquelas que vocês recebem de nós? 
12. Se outros – Quer apóstolos verdadeiros ou falsos. 
Parceiros deste poder – Têm o direito de serem mantidos. 
Preferivelmente, nós não teríamos – Pelo fato de termos trabalhado 
muito mais? A fim de que não causemos algum impedimento ao 
Evangelho – Dando oportunidade à objeção ou reprovação. 
14. (Mateus 10:10) "Nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, 
nem alparcas, nem bordão; porque digno é o operário do seu alimento". 
15. Melhor seria para mim, morrer – Do que dar oportunidade a 
eles que a buscam contra mim (II Corintios 11:12) "Mas o que eu 
faço, o farei, para cortar ocasião aos que buscam ocasião, a fim de que, 
naquilo em que se gloriam, sejam achados assim como nós". 
17. Prontamente – Ele parece querer dizer, sem receber coisa 
alguma. Paulo aqui fala de uma maneira peculiar a si mesmo. Um 
outro teria pregado prontamente, e, ainda assim, recebido um apoio 
dos Corintios. Mas, se ele tivesse recebido alguma coisa deles, ele o 
teria limitado, pregando a contragosto. E assim, no próximo 
versículo, um outro teria usado aquele poder, sem abusar dele. Mas 
seu próprio usar dele, afinal, teria limitado o abuso dele. 
Uma dispensação é confiada a mim – Portanto, eu não me atrevo a 
refrear. 
18. Qual, então, é minha recompensa – Aquela circunstância em 
minha conduta, pela qual eu espero uma recompensa pessoal de meu 
grande Mestre? Para que eu não abuse – Não faça uso intempestivo 
de meu poder, que eu tenho em pregar o Evangelho. 
19. Eu me fiz servo de todos – Eu agi com cuidado tão abnegado 
com respeito aos interesses deles, tanta precaução para não ofendê-
los, como se eu tivesse sido literalmente servo ou escravo deles. 
Onde está o pregador que trilha nos mesmos passos? 
20. Para os judeus eu me tornei como um judeu – Confirmando a 
mim mesmo em todas as coisas, na maneira de pensar e viver deles; 
até onde eu pude com inocência. 
A eles que estão sob a lei – Os que se compreendem ainda presos 
pela Lei Mosaica. 
Como sob a lei – Cumprindo-a, eu mesmo, enquanto estou entre 
eles. Não que ele declarou ser isto necessário, ou se recusou a 
conviver com aqueles que não a observaram. Esta foi a mesma coisa 
que ele condenou em Pedro (Gálatas 2:14) "Mas, quando vi que não 
andavam bem e corretamente, conforme a verdade do evangelho, disse a 
Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não 
como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?". 
21. A eles que estão sem a lei – Os ateus. 
Como sem a lei – Negligenciando suas cerimônias. 
Não estando sem a lei de Deus – Mas tanto quanto, sob seus 
preceitos morais. 
Sob a lei de Cristo – E neste sentido, todos os cristãos estarão sob a 
lei para sempre. 
22. Eu me tornei como fraco – Como se eu fosse escrupuloso 
também. 
Eu me tornei todas as coisas para todos os homens – Acomodando-
me a tudo, até onde eu pude, consistente com a verdade e 
sinceridade. 
24. Vocês não sabem que – Naqueles famosos jogos que são 
mantidos no istmo, perto de sua cidade. Eles que correm em na 
corrida em que todos correm, embora apenas um receba o prêmio – 
Quanto maior encorajamento,vocês têm para correrem; uma vez 
que todos vocês podem receber o prêmio de seu alto chamado! 
25. E cada um que lá competem é equilibrado em todas as coisas – 
A um grau quase inacreditável; usando o mais rigoroso 
desprendimento no alimento, sono, e todas as outras indulgências 
carnais. 
Uma coroa corruptível – Uma guirlanda de folhas, que deve logo 
murchar. Os atuais apenas descobriram que é "lícito" fazer tudo isto 
e mais por uma coroa eterna, do que eles fizeram por uma 
corruptível! 
26. Eu, assim, corro, não como de maneira incerta – Eu olho direto 
ao objetivo; e corro direito em direção a ele. Eu jogo fora todo peso, 
eu não me preocupo com respeito a quem quer que esteja ao lado. 
Eu luto, não como alguém que golpeia o ar – Esta é uma expressão 
proverbial, para um que perde seu golpe, e gasta sua força, não nos 
seus inimigos, mas no ar vazio. I 
 27. Mas reprimo meu corpo – Através de todos os tipos de 
abnegação. 
E o trago a sujeição – Ao meu espírito e a Deus. As palavras são 
fortemente figurativas, e significam a mortificação do corpo do 
pecado, "através de uma alusão aos corpos naturais daqueles que foram 
feridos ou subjugados em combate". 
Para que, de qualquer maneira, depois de ter pregado – A palavra 
grega significa, depois de ter executado o ofício de um arauto (ainda 
continuando a alusão), cujo ofício foi proclamar as condições, e 
exibir os prêmios. 
Eu mesmo não me torne reprovável – Desaprovado pelo Juiz, e 
assim, não alcance o prêmio. Este texto simples pode nos dar uma 
justa noção da doutrina bíblica da eleição e reprovação; e 
claramente nos mostrar que indivíduos não são representados, nos 
escritos santos, como eleitos, absoluta e incondicionalmente, para a 
vida eterna, ou predestinados absoluta e incondicionalmente, para a 
morte eterna; mas que crentes, em geral, são eleitos para 
desfrutarem dos privilégios cristãos sobre a terra. Que, se elas 
fazem mau uso, aquelas mesmas pessoas eleitas tornar-se-ão 
réprobas. Paulo foi certamente uma pessoa eleita, se alguma vez 
existiu uma; e ainda assim, ele declara que seria possível que ele 
mesmo pudesse se tornar um réprobo. Mais ainda, ele 
verdadeiramente teria se tornado tal, se ele não tivesse assim 
mantido seu corpo subjugado, mesmo que ele tivesse sido por tanto 
tempo uma pessoa eleita, um cristão, e um apóstolo.

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