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INTRODUÇÃO O objetivo com o presente trabalho será apresentar os efeitos da modulação a serem considerados após o julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) nº 49, que firmou a tese de que é inconstitucional a incidência de ICMS sobre a transferência de mercadorias entre filias de uma mesma pessoa jurídica, julgada pelo Supremo Tribunal Federal, no dia 12 de abril de 2023, concebendo os esclarecimentos pertinentes sobre o fato que teve como o Ministro Relator Edson Fachin, cujo julgou a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei Complementar 87/96 (Lei Kandir) Artigos 11, § 3º, inciso II, 12, I e 13 § 4 os embargos de declaração pleiteada pelo estado do Rio Grande do Norte, o qual foi por unanimidade os votos dos ministros do STF, passando a valer a partir do exercício financeiro de janeiro de 2024. Abordaremos a evolução histórica do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviço de Transporte Interestadual e de Comunicação – ICMS, que é um tributo estadual previsto no Artigo 155, II, da Constituição Federal de 1988, o qual veio substituir o antigo Imposto sobre as Vendas de Consignações – IVC. Visto que, com a Ementa Constitucional 18/1965 surgiu para suprir o antigo ICM, sempre se mantendo como um tributo estadual e com novidade a característica da não – cumulatividade e de suma importância para o desenvolvimento do país. Dessa maneira, deparamos que ao longo dos anos de sua história o ICMS foi considerado um imposto complexo, nem sempre foi entendido da mesma forma entre os contribuintes, fiscos e legislações, acabando por gerar dúvidas aceita da interpretação da lei e, por correntes divergências entre as partes. Nesse tocante, será abordada a aplicabilidade da Súmula 166/1966, editada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a qual relata que a hipótese de incidência de ICMS ocorre com a incidência jurídica da mercadoria com a transferência da sua propriedade e não o mero deslocamento de bens ou mercadorias entre estabelecimento de uma mesma empresa de um mesmo titular. Mediante isso, vindo a contrapor com a Lei Complementar nº 87/96, também conhecida como “Lei Kandir”, que definiu regras para a instituição do ICMS aos estados da Federação e ao Distrito Federal, no Art. 12, inciso I, que considera fato gerador do tributo a circulação de mercadorias de estabelecimento do mesmo contribuinte para estados distintos, levando em considerações os recentes julgamentos do RE 1.255.885, pelo Supremo Federal e a criação de grande repercussão o Tema 1.099, que serviu de grande aparato para a concretização do julgamento da ADC n. 49, juntamente com outros julgados sobre o mesmo assunto pela corte. Em respeito ao julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade ( ADC) N. 49, ao declarar pela inconstitucionalidade de dispositivos legais que previam a incidência do ICMS sobre as transferências; a decisão trouxe um entendimento jurídico e eficaz quanto pela manutenção dos créditos dos contribuintes, advendo de operações anteriores, sem necessidade de realização do estorno. Diante desse cenário, a Lei Complementar 204/2023, regulamentou e alterou a legislação do ICMS o Art. 12, inciso I, da Lei Complementar nº 87/96 “Lei Kandir”, a vedação da incidência do imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) nas transferências de mercadorias entre estabelecimentos do mesmo contribuinte, e a Revogação do § 4º do art. 13 da referida lei, cujo esse dispositivo tratava de questões relacionadas ao crédito do ICMS nas operações. Com isso, os estados e o Distrito Federal estão seguindo o Convênio ICMS 178/2023, através de Nota Técnica Orientativa instruído pela CONFAZ. Por fim, o presente trabalho tem como objetivo trazer com transparência e jurisprudência no sentido, que a decisão da ADC n 49 trouxe importantes mudanças na tributação sobre o ICMS, que não deve incidir sobre as transferências de mercadorias entre estabelecimentos do mesmo contribuinte.