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19/02/2025 MICOSES SISTÊMICAS (ENDÊMICAS/PROFUNDAS) Prof. Rodrigo Moraes DOENÇAS FÚNGICAS MICOSES ALERGIA INTOXICAÇÕES SUPERFICIAIS CUTÂNEAS SUBCUTÂNEAS SISTÊMICAS OPORTUNISTAS HIPERSENSIBILIDADE MICEDES OU IDES MICETISMOS MICOTOXICOSE PITIRÍASE VERSICOLOR TÍNEA NIGRA(PALMARIS) PIEDRA NEGRA PIEDRA BRANCA DERMATOFITOSE ESPOROTRICOSE CROMOBLASTOMICOSE FEOHIFOMICOSE MICETOMA EUMICÓTICO LOBOMICOSE PARACOCCIDIOIDOMICOSE HISTOPLASMOSE COCCIDIOIDOMICOSE BLASTOMICOSE CANDIDOSE CRIPTOCOCOSE ASPERGILOSE MUCORMICOSE PPC Conceito: Doenças causadas por fungos dimórficos, transmitida por via respiratória, capazes de disseminar por órgãos internos. Micoses sistêmicas/profundas/endêmicas AGENTES DE MICOSES SISTÊMICAS Paracoccidioides brasiliensis Histoplasma capsulatum Blastomyces dermatitidis Coccidioides immitis Paracoccidioidomicose Blastomicose sul-americana PARACOCCIDIOIDOMICOSE Conceito: Doença granulomatosa crônica que se inicia como infecção pulmonar. Comumente, ocorrem disseminações, resultando em lesões nas mucosas nasal, oral e, ocasionalmente, intestinal. 1 2 3 4 5 6 19/02/2025 • Agente etiológico: Paracoccidioides brasiliensis (fungo dimórfico) – 28ºC – fase miceliana (infectante) – 37ºC – fase leveduriforme (parasitária) • O habitat da fase miceliana ainda não está determinado (solo). Ocorrência: Indivíduos do sexo masculino, trabalhadores rurais; Fator profissional = exposição; Fator hormonal = M L; • Infectados: 10% da população do Brasil (Coura, 2013) • Incidência: 3 a 4 casos por milhão (áreas endêmicas) • Epidemiologia: – A doença ocorre na América Latina, com exceção do Chile e Guianas Francesas; – Brasil: a maioria dos casos – Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso. Fatores de Virulência • Termotolerância; • Dimorfismo; • Parede Celular: resistência à atividade de enzimas de fagócitos (fagócitos humanos produzem enzimas para digestão da parede celular do fungo apenas na fase miceliana); • Proteínas de adesão – gp43 – disseminação do fungo; • Enzimas proteolíticas – invasão tecidual. Fatores de virulência Manifestações clínicas 7 8 9 10 11 12 19/02/2025 1) Forma progressiva subaguda (juvenil / imunocomprometidos) Evolução rápida, com linfadenopatia marcada, deterioração do estado geral do paciente, destruição do parênquima dos nódulos linfáticos, fígado, baço e medula óssea. Não são vistas lesões pulmonares e de mucosa. Fungemia é comum 2) Forma progressiva crônica (adulto) –FORMA CLÁSSICA É de curso localizado e benigno, marcado por problemas respiratório. Progressão por meses a anos, com tosse persistente. - (25% dos casos apenas pulmão) Manifestações clínicas Presença de infiltrado pulmonar irregular e adenopatia hilar Diagnóstico laboratorial Microscopia - micológico: Exame Micológico Direto (EMD): KOH ou Gram : biópsia, escarro ou lavado bronco-alveolar – Rodas de leme, “Mickey Mouse” •Histopatológico: biópsia 13 14 15 16 17 18 19/02/2025 Cultura: Meios de cultura: Fungo fastidioso – meios de cultura ricos (Fava Netto). Temperatura de incubação: 28ºC – fase miceliana 37ºC – fase leveduriforme Crescimento: 7 dias ou mais. Tratamento: Paracoccidioidomicose: Anfotericina B; Azólicos (itraconazol); Sulfametoxazol-trimetoprim – manutenção do paciente. Cura clínica – acompanhamento do paciente – comprometimento imunológico – Recidiva. FUNGOS NA INTERNET Micologia geral: www.ucmp.berkeley.edu/fungi/ www.botany.utoronto.ca/ResearchLabs/MallochLab/Malloch/Moulds/ biodiversity.uno.edu/~fungi/ www. mycolog.com • Lista de fungos Brasileiros: http://www.bdt.org.br/bdt/fungilistbr/ • Fatos curiosos sobre fungos: http://www.herb.lsa.umich.edu/kidpage/factindx.htm • Líquens: http://mgd.nacse.org/hyperSQL/lichenland/ • Micologia Médica: http://fungus.utmb.edu/ http://alces.med.umn.edu/Candida.html http://www.aspergillus.man.ac.uk/ Fungos e alergias: http://pollenuk.worc.ac.uk/Aero/FUNGI/allergy.htm#allergy 19 20 21 22