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1 MICOSES OPORTUNISTAS MICOLOGIA MÉDICA Prof. Rodrigo Moraes DOENÇAS FÚNGICAS MICOSES ALERGIA INTOXICAÇÕES SUPERFICIAIS CUTÂNEAS SUBCUTÂNEAS SISTÊMICAS OPORTUNISTAS HIPERSENSIBILIDADE MICEDES OU IDES MICETISMOS MICOTOXICOSE PITIRÍASE VERSICOLOR TÍNEA NIGRA(PALMARIS) PIEDRA NEGRA PIEDRA BRANCA DERMATOFITOSE ESPOROTRICOSE CROMOBLASTOMICOSE FEOHIFOMICOSE MICETOMA EUMICÓTICO LOBOMICOSE PARACOCCIDIOIDOMICOSE HISTOPLASMOSE COCCIDIOIDOMICOSE BLASTOMICOSE CANDIDOSE CRIPTOCOCOSE ASPERGILOSE MUCORMICOSE PPC "George é um paciente de 45 anos que se submeteu a transplante alogênico de células-tronco como parte de seu tratamento de leucemia aguda. O transplante foi bem-sucedido e, após o enxerto, George recebeu alta do hospital. Durante o curso de seu transplante, os médicos fizeram profilaxia antifúngica com voriconazol, devido às preocupações com aspergilose, que tem sido um problema no hospital nos últimos anos. Após receber alta, George reagiu bem e sua profilaxia antifúngica continuou; contudo, durante uma consulta, 140 dias após o transplante, foram observados exantema e elevados resultados no estudo das funções hepáticas. Cerca de 1 semana depois, ele apresentou diarreia sanguinolenta, e seu médico ficou preocupado com a doença do enxerto versus hospedeiro (GVHD, graft-versus-host disease). Realizou-se biópsia retal, confirmando GVHD, e o regime de imunossupressão de George foi aumentado, assim como sua dose diária de voriconazol. Os sinais e sintomas de GVHD continuaram, e eventualmente ele foi novamente hospitalizado com febre, confusão e falta de ar. A radiografia do tórax mostrou infiltrado cuneiforme no campo pulmonar inferior direito, e as investigações dos seios mostraram opacificação. O que é uma Micose Oportunista? Introdução DEFESAS NATURAIS FATORES PREDISPONENTES Fatores predisponentes FISIOLÓGICOS Aumento da prematuridade e longevidade MEDICAMENTOS Antineoplásicos, antibioticoterapia, corticosteróides INTERVENÇÕES Instrumentos médicos invasivos, transplantes de MO e órgãos sólidos AGENTES FÍSICOS AMBIENTE HOSPITALAR Expansão da população em UTIs INTRÍNSECOS EXTRÍNSECOS PATOLÓGICOS AIDS & Micoses oportunistas http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.guiaitabuna.com.br/novovisual/boneco.jpg&imgrefurl=http://www.guiaitabuna.com.br/novovisual/&h=245&w=150&sz=6&tbnid=zzbVaHz5_WSYwM:&tbnh=105&tbnw=64&hl=pt-BR&start=8&prev=/images%3Fq%3Dboneco%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR%26lr%3D http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f7/Karl_Johanssvamp,_Iduns_kokbok.jpg/200px-Karl_Johanssvamp,_Iduns_kokbok.jpg&imgrefurl=http://pt.wikipedia.org/wiki/Cogumelo&h=219&w=200&sz=12&tbnid=a4NFLFY1YxYYjM:&tbnh=102&tbnw=93&hl=pt-BR&start=41&prev=/images%3Fq%3Dcogumelo%26start%3D40%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR%26lr%3D%26sa%3DN 2 Principais fungos oportunistas FUNGOS OPORTUNISTAS FILAMENTOSOS LEVEDURAS Aspergillus spp. Fusarium spp. Scedosporium spp. Mucorales Dematiaceos Candida spp. Cryptococcus spp. Trichosporon spp. Malassezia spp. Rodotorula spp. Saccharomyces, etc DIMÓRFICOS Histoplasma spp. Coccidioides spp. Pneumocystis jirovecii Principais fungos causadores de micoses oportunistas Candidíase http://www.medizin-forum.de/prostatitis/candida.jpg Candidíase - Introdução ◼ A candidíase é a infecção fúngica oportunista mais comum ◼ Mais de 150 espécies → cerca de 20 patogênicas ◼ Espécies: Candida albicans (60%), C. tropicalis, C. glabrata, C. parapsilosis, C. krusei, C. lusitaniae, C. guilliermondii e C. dubliniensis. ◼ Habitat No ambiente: folhas, flores, água e solo. No homem: membro da microbiota normal da pele, boca, vagina e intestino; mucosas. Formas clínicas Formas leves: ◼ Oral do recém nascido; ◼ Sistema genito-urinário; ◼ Ungueal e periungueal; ◼ Cárie; ◼ Intestinal; Formas graves e disseminadas: ◼ CMCC (Candidíase Muco-Cutânea Crônica); ◼ Sistema respiratório – pneumonia; ◼ Sistema cardiovascular – endocardites. http://www.mycology.adelaide.edu.au/gallery Formas Clínicas http://www.medizin-forum.de/prostatitis/candida.jpg 3 Formas Clínicas ◼ Candidíase cutânea Áreas de dobras → placas eritematosas e lesões satélites ◼ Paroníquia e onicomicose Irritação dos tecidos periungueais → distrofia ou hipertrofia das dobras ungueais ◼ Candidíase oral Lesão pseudomembranosa esbranquiçada Formas Clínicas ◼ Candidíase vaginal •Irritação, prurido e corrimento vaginal esbranquiçado •Grávidas, diabéticas, alterações hormonais, antibioticoterapia prolongada (alteração da microbiota normal) ◼ Candidíase sistêmica Candidemia Neonatos, transplantados, neoplasias, queimados, nutrição parenteral, cateteres de demora, antibioticoterapia... Diagnóstico ◼ Fontes de amostra Líquor, escarro, pele, unha, subcutâneo, vaginal, urina, sangue etc. ◼ Coleta / Transporte Rotular, esterilidade, rapidez, uso de medicamentos? ◼ Diagnóstico laboratorial Exame direto → colorações/microscopia Cultura → colorações, provas de identificação etc. http://www.mycology.adelaide.edu.au/gallery Sidrim & Rocha, 2004 Tratamento FORMAS LEVES - Correção das condições subjacentes; - Antimicótico tópico (iodo, nistatina) ou oral (fluconazol) FORMAS GRAVES - Correção das condições subjacentes; - Anfotericina B (antimicótico sistêmico, uso venoso ou intrarraquidiano) - Imidazólicos (uso oral) - Candicidina (Acetato de caspofungina) http://www.mycology.adelaide.edu.au/gallery