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Processos de
Formação de
Palavras
Unidade 1
20/01/2026, 18:25 Unidade 1
https://unicv-lingua-portuguesa-i.webflow.io/unidade-1 1/30
O estudo dos processos de formação de palavras ocupa um lugar
central na compreensão dos fenômenos linguísticos, uma vez que
possibilita a análise da estrutura interna das palavras e dos mecanismos
que permitem a ampliação e o enriquecimento do léxico de uma
língua. A morfologia, enquanto área da linguística que investiga a
constituição e a organização das palavras, permite não apenas entender
como os vocábulos se formam, mas também refletir sobre os sentidos
que esses elementos carregam, suas funções e suas possibilidades de
uso nas práticas comunicativas.
Ao longo da história, as línguas vêm se moldando a partir de
necessidades comunicativas, sociais, culturais e até tecnológicas. Nesse
contexto, a criação de novas palavras surge como resposta às
demandas de nomeação, expressão e representação da realidade.
Assim, compreender os processos de formação de palavras é essencial
para desvendar como a língua se adapta, se transforma e se mantém
viva, dinâmica e em constante expansão.
Nesta unidade de estudos serão abordados os principais processos que
regem a formação das palavras na língua portuguesa. Iniciaremos pelos
processos mais produtivos e sistemáticos, como a derivação e a
composição, que consistem, respectivamente, na formação de palavras
por meio da junção de afixos e da combinação de radicais. Na
sequência, serão analisados processos considerados não tradicionais,
mas de grande relevância no funcionamento da língua, como a
redução, que se manifesta na criação de formas abreviadas; o
hibridismo, que resulta da combinação de elementos de línguas
distintas; e a onomatopeia, que tem como característica principal a
tentativa de representar sons e ruídos por meio da linguagem verbal.
Ao aprofundar-se no estudo desses processos, caro(a) estudante, você
desenvolverá habilidades para reconhecer, analisar e compreender
como as palavras se estruturam, como se originam e como se inserem
nos diferentes contextos discursivos. Tal conhecimento contribui
diretamente para a ampliação da competência linguística e discursiva,
favorecendo uma atuação mais consciente, crítica e reflexiva diante das
múltiplas manifestações da língua em situações formais, informais,
acadêmicas e sociais. Bons estudos!
Processos de Formação de
Palavras
20/01/2026, 18:25 Unidade 1
https://unicv-lingua-portuguesa-i.webflow.io/unidade-1 2/30
A língua é um organismo vivo, dinâmico e em constante transformação.
Sua capacidade de adaptação e de renovação se expressa, entre outros
aspectos, na formação de novas palavras, fenômeno essencial para
acompanhar as mudanças sociais, culturais, científicas e tecnológicas. A
análise dos processos de formação de palavras permite compreender
de que modo o léxico se amplia e se atualiza, atendendo às demandas
comunicativas dos falantes em diferentes contextos.
No âmbito da morfologia, o estudo dos processos de formação lexical
revela os mecanismos que possibilitam tanto a criação de novos
vocábulos quanto a modificação de palavras já existentes. Esses
processos não apenas enriquecem a língua, mas também refletem sua
flexibilidade, criatividade e capacidade de expressar as mais diversas
realidades. Por exemplo, no contexto digital, surgem vocábulos como
'deslike', 'printar' e 'selfie', que são incorporados rapidamente ao léxico
para atender às demandas comunicativas do mundo virtual.
Nesta perspectiva, compreender os processos de formação de palavras
é fundamental para a análise da língua portuguesa, especialmente
quando se busca interpretar como os elementos linguísticos se
organizam para gerar novos significados e construir sentido nas práticas
comunicativas.
Processos de Formação das Palavras
20/01/2026, 18:25 Unidade 1
https://unicv-lingua-portuguesa-i.webflow.io/unidade-1 3/30
Você já se perguntou como as línguas conseguem aumentar
continuamente seu repertório de palavras? Esse fenômeno não ocorre
de maneira aleatória, mas obedece a princípios e mecanismos
estruturados, que garantem a criação e a incorporação de novos termos
ao léxico. De acordo com Basílio (1998), o estudo da formação das
palavras não se restringe às unidades lexicais já consolidadas, mas
também engloba os processos que permitem a emergência de novos
vocábulos e expressões, seja pela criação de formas inéditas, seja pela
atribuição de novos sentidos a palavras existentes, seja ainda pela
influência de contextos sociais, culturais e históricos.
Conforme aponta Basílio (1998, p. 10),
“a razão básica de formarmos palavras é a de que seria muito difícil
para nossa memória — além de pouco prático — captar e guardar
formas diferentes para cada necessidade que temos de usar palavras
em diferentes contextos e situações”. Ou seja, a formação de palavras é
uma estratégia linguística que otimiza o funcionamento da
comunicação, permitindo ao falante nomear, expressar, organizar e
categorizar o mundo ao seu redor.
20/01/2026, 18:25 Unidade 1
https://unicv-lingua-portuguesa-i.webflow.io/unidade-1 4/30
Além de otimizar a memória, os processos de formação de palavras
também revelam aspectos culturais e sociais. Palavras surgem não
apenas por necessidade comunicativa, mas também como reflexo de
valores, modas, tendências e transformações tecnológicas.
As transformações e criações lexicais ocorrem, portanto, como um
reflexo da necessidade humana de se comunicar de maneira eficiente,
precisa e adaptada às diferentes circunstâncias. Na língua portuguesa,
esse processo se dá por meio de mecanismos estruturados, entre os
quais se destacam a derivação e a composição, considerados os mais
produtivos (HINTZE; PANTE, 2011).
Além desses dos processos de derivação e composição, a língua
portuguesa conta ainda com outros mecanismos de formação de
palavras, como a abreviação, a sigla, o empréstimo linguístico e a
INDICAÇÃO DE LEITURA
Livro: Formação e classes de palavras no português do
Brasil
Autor: Margarida Basílio
Ano: 2000
Editora: Contexto
ISBN: 9788572445214 1
Sinopse: No livro Formação e classes de palavras no português
do Brasil, Margarida Basílio aborda, de forma clara e didática,
como as palavras se formam, se transformam e se adaptam no
português brasileiro. A obra explora os principais processos e
padrões que regem a criação de palavras, demonstrando que o
léxico é um sistema dinâmico, porém organizado, essencial para
garantir a eficiência da comunicação. Indicado a estudantes,
professores e profissionais da área, o livro contribui para a
compreensão das estruturas que sustentam a formação vocabular
na língua portuguesa.
20/01/2026, 18:25 Unidade 1
https://unicv-lingua-portuguesa-i.webflow.io/unidade-1 5/30
onomatopeia, que também atuam em papéis importantes na expansão
do léxico (ROSA, 2000).
A diferença fundamental entre esses dois processos está nas
necessidades de expressão; a derivação tem um caráter fixo e não
altera a sintaxe da estrutura frasal:
a. Eu fiz o trabalho ontem à noite.
b. Eu refiz o trabalho ontem à noite.
Temos, nos exemplos acima, duas formas verbais que se referem ao
mesmo sujeito (eu), ou seja, o fato de derivarmos um verbo de outro por
meio de prefixo não altera a estrutura da frase b.
Outro aspecto da derivação é a necessidade de mudança de
classe da palavra:
A Petrobras é uma empresa nacional.
Se quisermos dizer que a Petrobras se tornou nacional a partir de
uma certa data, devemos construir a seguinte estrutura:
A nacionalização da Petrobras ocorreu no governo de Getúlio
Vargas.
20/01/2026, 18:25 Unidade 1
https://unicv-lingua-portuguesa-i.webflow.io/unidade-1 6/30
Temos, nesse caso, a substantivação do adjetivo nacional por derivação
sufixal e por necessidade de adaptação sintática. Nessa derivação,
podemos constatar que a expressão nacionalização passa a ser um
termo geral obtido mediante o sufixo -ção.
Formação de Palavras por
Derivação
A língua está sempre se modificando com o passar dos anos e tambémcom os movimentos históricos, políticos e geográficos. Ela absorve, cria
e modifica palavras, assume gírias, estrangeirismos e, de tanto ser
usada, pode até contrair novas expressões.
Para maior compreensão deste processo é necessário entender o
significado e distinguir três tipos de palavras. São elas: palavra primitiva,
palavra derivada e palavra composta (BASÍLIO, 1998). Clique nas setas
laterais para uma melhor compreensão dos conceitos:
Para compreender melhor como as palavras se estruturam na língua
portuguesa, observe o Quadro 1, que apresenta uma comparação entre
os principais tipos de palavras, suas definições e alguns exemplos
representativos:
Palavra primitiva: aquela que não vem de outra palavra dentro da língua portuguesa. Pode servir
como início da formação de nova palavra. Exemplos: rua, sol, pedra, cidade etc.
20/01/2026, 18:25 Unidade 1
https://unicv-lingua-portuguesa-i.webflow.io/unidade-1 7/30
Quadro 1: Comparação entre os tipos de palavras
Fonte: Elaborado pelo(a) autor(a)
#PraCegoVer: o quadro apresenta três colunas e quatro linhas incluindo o
cabeçalho. Na primeira linha, estão os títulos: "Tipo de palavra", "Definição" e
"Exemplos". Na segunda linha: "Primitiva" na coluna tipo de palavra, "Palavra
original, sem origem em outra palavra da língua" na coluna definição e "pedra,
flor, vida" na coluna exemplos. Na terceira linha: "Derivada" na coluna tipo de
palavra, "Formada a partir de uma palavra primitiva, com afixos" na coluna
definição e "pedreiro, florista, vivente" na coluna exemplos. Na quarta linha:
"Composta" na coluna tipo de palavra, "Formada pela junção de duas ou mais
palavras" na coluna definição e "guarda-roupa, passatempo, bem-te-vi" na coluna
exemplos. As informações estão organizadas de forma alinhada, facilitando a
compreensão dos tipos de palavras, suas características e exemplos.
De acordo com Sandmann (1989), esses processos de formação de
palavras — primitivas, derivadas e compostas — são fundamentais para
a expansão do vocabulário na língua portuguesa, permitindo que a
comunicação acompanhe as transformações sociais, culturais e
tecnológicas, favorecendo a criação de termos capazes de nomear
novos objetos, conceitos e situações do nosso cotidiano.
20/01/2026, 18:25 Unidade 1
https://unicv-lingua-portuguesa-i.webflow.io/unidade-1 8/30
Segundo Basílio (1998), nomeamos derivação o processo por meio do
qual uma palavra nova (derivada) é formada a partir de outra já
existente (primitiva) na língua, por meio do acréscimo de prefixo ou
sufixo. Na Figura 1, a seguir, podemos entender melhor os tipos de
derivação:
20/01/2026, 18:25 Unidade 1
https://unicv-lingua-portuguesa-i.webflow.io/unidade-1 9/30
#PraCegoVer: imagem em formato de organograma com três caixas principais conectadas por
setas. No topo, há uma caixa com o texto: “Palavra Primitiva (Base na Língua Portuguesa). Ex.: sol,
pedra, rua”. Dessa caixa saem duas setas que apontam para duas caixas inferiores. Na caixa à
esquerda, lê-se: “Palavra Derivada (Formada por meio de afixos). → Prefixo e/ou sufixo. Ex.:
ensolarado (de sol)”. Na caixa à direita, lê-se: “Palavra Composta (Formada pela união de dois ou
mais radicais ou palavras). Ex.: pontapé (ponta + pé)”. O fundo é claro, as linhas são pretas, e a fonte
utilizada é simples e legível.
Dessa forma, compreender os conceitos de palavra primitiva, derivada e
composta é fundamental para que possamos entender como se dá o
processo de derivação na língua portuguesa. Esse conhecimento não
apenas esclarece a lógica da formação de novas palavras, mas também
evidencia a dinamicidade e a capacidade de adaptação da língua frente
às transformações sociais, culturais e comunicativas. A partir dessa base,
torna-se possível avançar no estudo dos diferentes tipos de derivação e
reconhecer, na prática, como esses processos se manifestam no nosso
cotidiano linguístico.
Derivação prefixal ou prefixação
A derivação prefixal, também chamada de prefixação, ocorre quando
adicionamos um prefixo — elemento que se posiciona antes do radical
ou da palavra primitiva — com a finalidade de modificar seu sentido.
Nesse processo, a classe gramatical da palavra geralmente se mantém,
alterando-se apenas seu significado (ROSA, 2000). Por exemplo, ao
unirmos o prefixo “re-” (que transmite ideia de repetição) ao verbo
“fazer”, formamos o verbo “refazer”, que significa fazer novamente.
Exemplo:
→ re + fazer = refazer
(prefixo + palavra primitiva)
É interessante notar que alguns prefixos podem ter mais de um sentido
dependendo do contexto. Por exemplo, o prefixo ‘re-’ geralmente indica
repetição (refazer = fazer de novo), mas também pode ter sentido de
intensificação (rebuscar = buscar com rigor ou minúcia).
Derivação Sufixal
A derivação sufixal, conhecida como sufixação, caracteriza-se pela
junção de um sufixo — elemento que se posiciona após o radical — a
uma palavra primitiva, a um radical ou até mesmo a uma palavra
derivada. Esse processo não apenas modifica o significado da palavra,
mas frequentemente altera sua classe gramatical, produzindo, por
20/01/2026, 18:25 Unidade 1
https://unicv-lingua-portuguesa-i.webflow.io/unidade-1 10/30
exemplo, substantivos a partir de adjetivos, ou advérbios a partir de
adjetivos (BASÍLIO, 1998).
Veja como a sufixação pode ocorrer em diferentes situações, clicando
nas abas a seguir:
De acordo com Rosa (2000), a sufixação é o processo de formação de
palavras mais recorrente na língua portuguesa. Ao observar nosso
vocabulário cotidiano, é possível perceber a expressiva quantidade de
termos formados por meio desse mecanismo, o que evidencia sua
importância na expansão e na flexibilidade da língua.
Para perceber isso na prática, experimente observar, por exemplo, os
nomes de profissões, ferramentas tecnológicas ou expressões usadas
nas redes sociais. Muitos desses termos surgiram a partir da sufixação,
evidenciando como a língua se molda às necessidades
contemporâneas.
Pares Formados por Derivação
De acordo com Silva e Koch (2012), alguns substantivos formam o
feminino por meio do processo de derivação sufixal, ou seja, pela
adição de sufixos específicos que indicam o gênero. Veja os exemplos:
→ galo + inha ⇒ galinha
→ duque + esa ⇒ duquesa
→ profeta + isa ⇒ profetisa
No primeiro exemplo, percebe-se que não há possibilidade de formar o
feminino apenas por flexão de gênero com a desinência -a. Se
aplicássemos essa regra, teríamos *galo + a ⇒ gala, que, apesar de ser
uma palavra existente na língua portuguesa, não representa o feminino
de “galo”.
Acréscimo ao radical
Acréscimo à palavra primitiva
Acréscimo à palavra derivada
20/01/2026, 18:25 Unidade 1
https://unicv-lingua-portuguesa-i.webflow.io/unidade-1 11/30
No segundo caso, ocorre situação semelhante. Não há formação do
feminino por meio de simples acréscimo da vogal temática -a, uma vez
que *duque + a ⇒ duca não existe nem é aceitável na norma culta.
Assim, a forma feminina se estabelece pela derivação sufixal: duquesa.
O terceiro exemplo traz um aspecto ainda mais interessante. O
substantivo “profeta”, apesar de terminar em -a, é do gênero masculino.
Isso impede a formação do feminino por acréscimo de uma desinência
de gênero, pois resultaria na forma inadequada “profetaa”. Contudo,
convém destacar que, atualmente, a palavra “profeta” é utilizada para
designar tanto homens quanto mulheres, conforme o contexto,
configurando-se como um substantivo comum de dois gêneros, de
acordo com Hintze e Pante (2011): dizemos “o profeta” ou “a profeta”,
sem alteração na forma da palavra.
A derivação para formação de feminino, especialmente em palavras de
origem culta ou de origem latina, revela como a história da língua
influencia a gramática atual. Em alguns casos, há resistência a essas
mudanças, enquanto em outros, adaptações contemporâneas surgem
para contemplar questões de gênero, como ocorre atualmente na
discussão sobre linguagem neutra (SILVA; KOCH, 2012).
Derivação prefixal e sufixal
De acordo com Sandmann (1989), esse processo ocorrequando um
prefixo e um sufixo são adicionados ao mesmo radical, de forma
independente, ou seja, cada um poderia ser acrescentado
separadamente. Observe o exemplo:
20/01/2026, 18:25 Unidade 1
https://unicv-lingua-portuguesa-i.webflow.io/unidade-1 12/30
Nesse caso, tanto o prefixo (des-) quanto o sufixo (-ado) são afixados à
base (graç-), mas a retirada de um deles ainda preserva uma palavra
existente na língua: “graçado” (embora pouco usual atualmente) ou
“desgraça”. Portanto, não há dependência obrigatória entre prefixo e
sufixo para formar o vocábulo.
Derivação parassintética
Diferente da derivação prefixal e sufixal, a parassíntese exige a presença
simultânea do prefixo e do sufixo para que a palavra exista. Sem um dos
dois, ela simplesmente não se forma. Vamos entender melhor esse
processo?
A derivação parassintética ocorre quando há a junção simultânea de
um prefixo e de um sufixo a um radical, de modo que a palavra só existe
se ambos forem acrescentados ao mesmo tempo. Isoladamente, nem o
prefixo nem o sufixo formam uma palavra válida na língua (BASÍLIO,
1998).
Exemplo:
Observe que, se retirarmos apenas o prefixo (ficando chocolatado) ou
apenas o sufixo (ficando achocolat), nenhuma dessas formas existe na
língua portuguesa. Portanto, caracteriza-se como um processo de
derivação parassintética, que depende da adição conjunta dos dois
afixos para a formação do vocábulo (ROSA, 2000).
Na dúvida, não sofra! Uma regra prática bastante utilizada é: se ao
retirar o prefixo ou o sufixo a palavra não existir na língua, trata-se de
derivação parassintética. Porém, se ao retirar o prefixo ou o sufixo, a
palavra ainda fizer sentido e existir na língua, não se trata de derivação
parassintética, mas sim de derivação prefixal e sufixal.
Veja o exemplo:
20/01/2026, 18:25 Unidade 1
https://unicv-lingua-portuguesa-i.webflow.io/unidade-1 13/30
Se retirarmos o prefixo, temos lealmente — uma palavra existente. Se
retirarmos o sufixo, temos desleal — também uma palavra existente.
Isso comprova que não se trata de derivação parassintética, e sim de
derivação prefixal e sufixal, na qual o prefixo e o sufixo se agregam ao
radical, mas não de forma interdependente.
Segundo Rocha Lima (2006), a derivação parassintética é caracterizada
pela necessidade da aplicação conjunta dos elementos afixais, pois a
ausência de qualquer um deles compromete a existência e o
significado da palavra derivada. Além disso, Bechara (2004)
complementa que a derivação parassintética não admite a ausência de
qualquer um dos elementos acessórios — prefixo ou sufixo —, sob pena
de a palavra se tornar inexistente na língua corrente.
Outros exemplos de derivação parassintética incluem:
a + noite + cer = anoitecer
en + raiz + ar = enraizar
a + terra + ar = aterrar
Perceba que, em todos os exemplos, nem o radical isolado com apenas
o prefixo (anoite, enraiz, aterr) nem com apenas o sufixo (noitecer,
raizar, terrar) formam palavras na língua portuguesa.
Portanto, a derivação parassintética é um processo produtivo na língua
portuguesa, responsável por ampliar o léxico, sobretudo na formação
de verbos e adjetivos. Ela revela a flexibilidade e a capacidade de criação
do idioma, alinhando-se à necessidade comunicativa dos falantes,
como bem destacam Hintze e Pante (2011), ao afirmarem que os
processos derivacionais refletem não apenas regras estruturais da
língua, mas também dinâmicas culturais e sociais de produção de
sentido.
20/01/2026, 18:25 Unidade 1
https://unicv-lingua-portuguesa-i.webflow.io/unidade-1 14/30
Derivação regressiva
De acordo com Sandmann (1989), nos processos de derivação, é
comum que as palavras derivadas sejam mais longas do que suas
palavras primitivas, em razão da adição de afixos. Contudo, a derivação
regressiva rompe esse padrão. Como o próprio nome sugere, trata-se
de um processo no qual ocorre uma redução da forma da palavra
primitiva, sem, no entanto, perder seu núcleo semântico.
Nesse processo, retira-se parte final do vocábulo — geralmente uma
desinência verbal — e, a partir dela, forma-se um novo substantivo,
muitas vezes associado à ideia de ação, efeito ou resultado. Veja, a
seguir, um exemplo clássico:
Perceba que o substantivo choro surge da retirada da desinência verbal
-ar do verbo chorar, com eventuais adaptações fonológicas ou
morfológicas para a formação da nova palavra.
A derivação regressiva é, portanto, responsável, em grande parte, pela
formação de substantivos deverbais, ou seja, substantivos originados
de verbos, que geralmente indicam:
Ação: gritar → grito (ato de gritar)
Efeito: batizar → batismo (ato ou efeito de batizar)
Resultado: pescar → peixe (resultado da ação de pescar, embora neste caso haja
também transformação fonológica mais significativa)
Rocha Lima (2006) observa que a derivação regressiva caracteriza-se,
sobretudo, pela redução da palavra primitiva, sem adição de elementos
afixais, sendo, portanto, um fenômeno inverso à maioria dos processos
derivacionais. Complementando, Bechara (2004) explica que a
derivação regressiva é um mecanismo morfológico que permite ao
falante, a partir de um verbo, nomear tanto a ação quanto seu efeito,
condensando a significação verbal em uma forma nominal mais
econômica. A seguir, no Quadro 2, veremos outros exemplos comuns de
derivação regressiva:
20/01/2026, 18:25 Unidade 1
https://unicv-lingua-portuguesa-i.webflow.io/unidade-1 15/30
Quadro 2: Exemplos de derivação regressiva
Fonte: Elaborado pelo(a) autor(a)
#PraCegoVer: o quadro possui duas colunas e cinco linhas. Na primeira linha,
estão os títulos das colunas: “Verbo” e “Substantivo Derivado”. Na segunda linha,
na coluna “Verbo”, está escrito “lutar”; na coluna “Substantivo Derivado”, está
“luta”. Na terceira linha, “vender” na coluna “Verbo” e “venda” na coluna
“Substantivo Derivado”. Na quarta linha, “julgar” na coluna “Verbo” e “julgo” na
coluna “Substantivo Derivado”. Na quinta linha, “caçar” na coluna “Verbo” e “caça”
na coluna “Substantivo Derivado”. As informações estão organizadas de forma
alinhada, facilitando a compreensão dos exemplos de derivação regressiva, em
que verbos originam substantivos relacionados à ação ou ao seu efeito.
Dessa forma, é possível afirmar que a derivação regressiva contribui
para o enriquecimento lexical da língua portuguesa, oferecendo aos
falantes a possibilidade de transformar ações em conceitos, de maneira
econômica e funcional, como destacam Hintze e Pante (2011),
afirmando que a derivação regressiva reflete a tendência natural da
linguagem em converter processos em entidades, abstraindo ações em
conceitos nominais.
Derivação imprópria ou conversão
A derivação imprópria, também conhecida como conversão ou
transposição, é um processo no qual uma palavra passa a exercer a
função de outra classe gramatical, sem sofrer qualquer alteração em
sua forma primitiva. Em outras palavras, não há acréscimo de afixos
nem mudanças na estrutura da palavra, apenas uma mudança de
categoria gramatical no uso.
20/01/2026, 18:25 Unidade 1
https://unicv-lingua-portuguesa-i.webflow.io/unidade-1 16/30
Veja alguns exemplos práticos desse processo:
a) Adjetivos empregados como substantivos:
Estava proibido de tomar gelado. → O adjetivo gelado assume função
de substantivo, indicando algo que é servido gelado, como uma bebida
ou sobremesa.
b) Verbos empregados como substantivos:
Chamava sua atenção para corrigir seu andar. → O verbo andar
assume valor substantivo, representando o modo de caminhar da
pessoa.
c) Advérbios empregados como substantivos:
Foi um não categórico! → O advérbio de negação não é usado como
substantivo, referindo-se à negativa como um conceito.
d) Pronomes empregados como substantivos:
Mandei o cujo me procurar na esquina. →  O pronome relativo cujo,
aqui, assume função de substantivo, representando uma pessoa de
forma genérica.
e) Interjeições empregadas como substantivos:
Impressionada, soltava vivas de alegria. → A interjeição viva, que
expressa aclamação, passa a atuar como substantivo plural,referindo-se
às manifestações de entusiasmo.
A derivação imprópria ocorre, ainda, quando uma mesma palavra
desempenha diferentes funções, dependendo do contexto em que é
empregada (ROSA, 2000). Clique no card a seguir, para uma melhor
compreensão:
20/01/2026, 18:25 Unidade 1
https://unicv-lingua-portuguesa-i.webflow.io/unidade-1 17/30
De acordo com Hintze e Pante (2011), a chamada derivação imprópria
não é, na essência, um fenômeno morfológico, pois “não envolve a
formação de uma nova palavra, mas sim a utilização de um mesmo
vocábulo em diferentes classes gramaticais, dependendo de seu
contexto sintático e semântico”. Portanto, é mais adequado considerá-
la um processo de ordem funcional e semântica, e não estritamente
morfológica.
Essa constatação leva à reflexão sobre o próprio termo “derivação
imprópria”, que, segundo Bechara (2004), pode ser considerado
impreciso, pois a língua, em sua dinamicidade, permite que uma
mesma unidade lexical atue em diversas funções sem que,
necessariamente, se constitua um novo vocábulo.
Em suma, a derivação imprópria ou conversão é uma estratégia natural
da língua para ampliar seus recursos expressivos, utilizando as palavras
de forma flexível, adaptando-as a diferentes funções comunicativas sem
modificar sua estrutura formal.
Antes de passarmos para o próximo tópico, assista ao vídeo a seguir,
que traz um compilado sobre os assuntos estudados até o momento.
Aperte o play!
João é um
homem forte
Nessa construção,
forte é adjetivo,
qualificando o
substantivo homem.
Na luta livre,
geralmente o
forte sempre
vence o fraco
Neste caso, forte e
fraco atuam como
substantivos,
representando
indivíduos com essas
características.
O homem
entrou na
delegacia
pisando forte
Aqui, forte funciona
como advérbio,
modificando o verbo
pisando, indicando
intensidade da ação.
20/01/2026, 18:25 Unidade 1
https://unicv-lingua-portuguesa-i.webflow.io/unidade-1 18/30
E agora, após assistirmos ao vídeo acima, vamos entender como
acontece a formação de palavras por composição. Seguimos?
Formação de Palavras por
Composição
A composição é um processo de formação de palavras que ocorre por
meio da junção de dois ou mais radicais, ou seja, elementos que
possuem significado próprio. Ao se unirem, esses radicais formam uma
nova palavra, cujo sentido geralmente é diferente ou mais específico do
que o dos seus componentes isolados (BECHARA, 2004).
Quando uma palavra é formada por apenas um radical, ela é
classificada como uma palavra simples. Já as palavras formadas pela
combinação de dois ou mais radicais são denominadas palavras
compostas.
04:54
20/01/2026, 18:25 Unidade 1
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Na língua portuguesa, existem dois principais tipos de composição,
cada um com características específicas. São eles:
Composição por justaposição
Composição por aglutinação
A seguir, estudaremos detalhadamente cada uma dessas modalidades
de formação de palavras por composição.
Composição por justaposição
Esse processo ocorre quando dois ou mais radicais se unem sem que
haja alteração na forma sonora ou gráfica desses elementos, e cada
um mantém, de maneira evidente, sua autonomia semântica. Ou seja,
os significados dos radicais permanecem intactos na formação da nova
palavra (ROSA, 2000).
Veja alguns exemplos:
beija-flor
pula-pula
estrela-do-mar
erva-doce
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joão-ninguém
cor-de-rosa
Observe que em todos os casos os radicais continuam reconhecíveis e
preservam seus significados originais. No caso de estrela-do-mar, por
exemplo, entende-se claramente a junção de estrela e mar, formando
uma nova palavra que nomeia um ser específico, mantendo a referência
dos termos que a compõem.
Na sequência, estudaremos o segundo tipo de composição existente na
língua portuguesa: a composição por aglutinação. Vamos lá?
Composição por aglutinação
Na composição por aglutinação, ocorre a junção de dois ou mais
radicais, mas, diferentemente da justaposição, pelo menos um dos
elementos sofre alteração fonética e/ou morfológica. Esse ajuste
resulta na perda ou modificação de fonemas, sílabas ou letras, e
frequentemente os radicais já não são tão facilmente reconhecíveis de
forma isolada (BASÍLIO, 1998).
A seguir, observe alguns exemplos:
plano + alto → planalto (região plana e elevada)
outra + hora → outrora (em outro tempo; antigamente)
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água + ardente → aguardente (bebida alcoólica forte)
bom + homem → bonome (homem bondoso, pouco usual atualmente)
Percebe-se que, ao contrário da justaposição, esse tipo de composição
exige adaptações fonológicas para garantir fluidez na pronúncia e na
grafia, sem perder o valor semântico que dá sentido à palavra
composta.
Agora seguimos para mais uma etapa importante: conhecer outros
processos de formação de palavras, que também enriquecem a língua
portuguesa. Vamos estudar o hibridismo, a redução e a onomatopeia,
processos que revelam a criatividade, a dinamicidade e as influências
culturais presentes na formação do nosso vocabulário. Seguimos?
Outros Processos de
Formação de Palavras    
Além dos dois processos principais já estudados (derivação e
composição), temos ainda outros processos que contribuem para a
formação de novas palavras na língua portuguesa. Esses processos
enriquecem o vocabulário e demonstram a flexibilidade e criatividade
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da língua. Estudaremos alguns deles, destacando suas características e
exemplos práticos:
1. Hibridismo
2. Redução
3. Onomatopeia
A seguir, vamos explorá-los, entendendo suas características e
observando exemplos práticos que ilustram como eles enriquecem
nosso vocabulário.
Hibridismo
O hibridismo ocorre quando uma palavra é formada pela junção de
elementos provenientes de línguas diferentes, o que revela a influência
de mais de uma cultura na formação do vocabulário. Este processo está
diretamente ligado à justaposição, ou seja, os elementos são colocados
lado a lado sem alteração fonética significativa (SANDMANN, 1989).
Um exemplo clássico é:
Sócio (do latim socius, que significa "companheiro") + logia (do
grego -λογία, que significa "estudo") = sociologia (estudo das
sociedades).
Esse fenômeno é comum em termos científicos, técnicos e acadêmicos,
onde os termos latinos e gregos se combinam para nomear novos
conceitos. Além disso, o hibridismo demonstra como a língua
portuguesa é dinâmica, incorporando influências externas para ampliar
seu repertório lexicológico.
Segundo Sandmann (1989), vale destacar que o hibridismo não se limita
a termos científicos. No cotidiano, também encontramos palavras
híbridas, principalmente no contexto da tecnologia e da cultura
globalizada. Termos como 'automóvel' (do grego 'auto', que significa
'por si', e do latim 'mobilis', que significa 'movível') estão tão
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naturalizados que raramente refletimos sobre sua origem composta por
línguas distintas.
Além disso, as palavras podem ganhar novos sentidos, cair em desuso
ou serem substituídas por termos mais adequados ao contexto atual,
demonstrando a dinâmica da linguagem.
O infográfico a seguir exemplifica como essas transformações e
inovações acontecem no português contemporâneo.
Neologismo
Ressemantização
Arcaísmo
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#PraCegoVer: o infográfico interativo possui fundo ilustrado por uma árvore; o tronco da árvore é
formado por um lápis marrom claro, representando a escrita, o conhecimento e a criatividade. Dos
galhos e ramos, crescem folhas verdes misturadas a várias letras espalhadas, como se brotassem da
própria árvore, simbolizando a formação, o desenvolvimento e a transformação das palavras nalíngua. Sobre essa imagem de fundo, há um título: “A dinâmica das palavras: transformações na
Língua”, e quatro botões interativos. Cada botão tem um título que representa um dos processos de
transformação da língua. Ao clicar sobre cada botão, abre-se uma janela pop-up com o seguinte
conteúdo: “Neologismo – As línguas estão em constante transformação, e uma das formas de
inovação é a criação de novas palavras, conhecidas como neologismos. Elas surgem, em geral, a
partir da combinação de palavras ou morfemas já existentes na língua, mas também podem ser
adaptadas de outros idiomas, refletindo avanços tecnológicos, culturais e sociais. Exemplo: o verbo
“deletar”, vindo do inglês delete, tornou-se comum na nossa comunicação digital”.
“Ressemantização – Nem sempre a inovação vem de palavras novas. Muitas vezes, palavras que já
existem ganham novos significados, adaptando-se ao contexto e ao uso social. Esse processo é
chamado de ressemantização, e mostra como a língua é dinâmica e sensível às transformações
culturais. Exemplo: o verbo “curtir”, que originalmente se referia ao tratamento de couro, hoje é
amplamente utilizado no sentido de “aproveitar”, “gostar” ou “se divertir”, especialmente nas redes
sociais”. “Arcaísmo – Enquanto algumas palavras surgem ou se transformam, outras caem em
desuso. Isso ocorre quando um termo deixa de atender às necessidades comunicativas da
sociedade ou é substituído por palavras mais atuais, diretas ou simplificadas. Esse fenômeno é
chamado de arcaísmo e faz parte do ciclo natural da evolução linguística. Exemplo: a palavra
“obsequio”, antes usada no sentido de “favor” ou “gentileza”, hoje é raramente empregada na
linguagem cotidiana”. “Apropriação – Há também palavras que, embora tenham sido neologismos
em algum momento, estão tão incorporadas na língua que nem percebemos sua origem
estrangeira ou recente. Esse processo de absorção e naturalização de termos se chama apropriação
Apropriação
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linguística, e demonstra como a língua adota e transforma elementos externos. Exemplo: a palavra
“cinema”, que veio do francês cinéma, derivado do grego kinema (movimento), hoje é
completamente integrada ao português”.
Esses exemplos ilustram como o hibridismo, juntamente com outros
processos linguísticos, contribui para o enriquecimento do vocabulário.
A combinação de elementos de línguas distintas, como o latim e o
grego, não apenas cria termos técnicos e científicos essenciais para o
avanço do conhecimento, mas também reflete a interação cultural e
histórica presente na língua portuguesa. Assim, o hibridismo é um
subprocesso da justaposição que mostra a flexibilidade da língua em
incorporar influências externas para nomear novas realidades,
fenômeno fundamental para a compreensão do desenvolvimento
lexical abordado neste item.
Redução
A redução consiste na formação de uma palavra a partir da eliminação
de uma parte dela, criando uma forma mais curta que mantém o
mesmo significado ou um significado muito próximo. Esse processo é
muito comum na linguagem coloquial, popular e em gírias, e ajuda a
tornar a comunicação mais rápida e informal (ROSA, 2000).
Por exemplo:
botequim → boteco
menina → mina
cinema → cine
São Paulo → Sampa
Basílio (1998) afirma que a redução pode ocorrer de diferentes formas,
incluindo:
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Apócope (eliminação de uma ou mais sílabas finais, como em moto de
motocicleta);
Acrônimo ou sigla, que é uma forma especial de redução, formando palavras a
partir das iniciais (exemplo: ONU para Organização das Nações Unidas).
Além de facilitar a comunicação, a redução também pode refletir
aspectos culturais e sociais, como o desejo de estabelecer proximidade
ou pertencimento a grupos específicos. É importante observar que,
embora inicialmente associadas à informalidade, algumas palavras
reduzidas tornam-se tão comuns que acabam incorporadas ao uso
formal, como ocorre com 'foto' (de fotografia) e 'moto' (de motocicleta),
presentes inclusive em documentos, reportagens e textos acadêmicos
(ROCHA LIMA, 2006). Isso demonstra como o uso contínuo e
socialmente aceito pode transformar gírias e abreviações em
vocabulário corrente.
Onomatopeia
A onomatopeia é um processo linguístico muito particular, pois as
palavras formadas buscam reproduzir sons reais da natureza, de
objetos, animais ou ações humanas. Essas palavras servem para dar
mais expressividade e vivacidade ao discurso, sendo muito usadas em
literatura, quadrinhos, publicidade e na fala cotidiana (BECHARA, 2004).
Exemplos de onomatopeias incluem:
tic-tac (som do relógio)
zum-zum (som de insetos)
cócórócó (som do galo)
ploc (som de algo caindo)
Apesar de serem palavras que reproduzem sons, as onomatopeias são
reconhecidas e compreendidas universalmente, o que facilita a
comunicação mesmo entre pessoas de diferentes línguas. Além disso, o
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uso de onomatopeias pode variar conforme o contexto cultural,
adaptando-se às características sonoras de cada língua.
Ao longo deste estudo, percebemos como a língua portuguesa é viva,
dinâmica e em constante transformação. Através dos processos de
derivação, composição, hibridismo, redução e onomatopeia, o idioma
não apenas acompanha as mudanças sociais, culturais e tecnológicas,
como também reflete a criatividade dos falantes na construção de
novos sentidos e expressões. Entender esses mecanismos é
fundamental para ampliar a compreensão da língua, enriquecer o
vocabulário e aprimorar a comunicação, seja na oralidade, na escrita ou
na interpretação de textos. Assim, estudar a formação de palavras é,
acima de tudo, compreender a própria evolução da linguagem como
reflexo da sociedade.
Considerações Finais
Estudante, nesta unidade, aprofundamos nosso entendimento sobre os
processos de formação de palavras, fundamentais para compreender a
dinâmica e a riqueza da língua portuguesa. Iniciamos nossa jornada
explorando os aspectos morfológicos da palavra e, a partir disso,
identificamos os principais mecanismos que permitem a constante
renovação do léxico. Estudamos os processos tradicionais, como a
derivação e a composição, que estruturam grande parte do vocabulário
da língua. Na sequência, conhecemos também outros processos que
refletem a criatividade linguística, como o hibridismo, a redução e as
onomatopeias, cada um com sua função específica na comunicação.
Ao atingir os objetivos propostos, esperamos que você tenha
desenvolvido a capacidade de reconhecer esses processos no uso
cotidiano da língua, percebendo como eles não apenas ampliam nosso
repertório vocabular, mas também evidenciam a flexibilidade, a
evolução e a expressividade do português. Encerramos esta etapa
certos de que compreender a formação das palavras é essencial tanto
para o domínio da norma culta quanto para a valorização da
diversidade linguística presente na sociedade. Até breve, nos vemos!
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Atividade
A língua está sempre se modificando com o passar dos anos e também com os
movimentos históricos, políticos e geográficos. Ela absorve, cria e modifica palavras,
assume gírias, estrangeirismos e, de tanto ser usada, pode até contrair novas
expressões.
A partir do exposto acima e dos estudos acerca da derivação, leia as assertivas a seguir.
I. A língua portuguesa é considerada viva, modificável e dinâmica.
II. Com o tempo, novas palavras surgem para classificar novos objetos.
III. É impossível englobar todas as palavras de uma língua nos dicionários.
IV. Os dois processos básicos para a formação das palavras são derivação e composição.
Está correto o que se afirma em:
I e II, apenas.
III e IV, apenas.
I, III e IV, apenas.
II e III, apenas.
I, II, III e IV.
Atividade
A língua portuguesa, assim comoqualquer idioma, é um sistema vivo, dinâmico e em
constante transformação. À medida que surgem novas necessidades de comunicação,
a língua se adapta, criando ou incorporando palavras que atendem às demandas
socioculturais e tecnológicas de cada época. Dentro desse contexto, os processos de
formação de palavras tornam-se fundamentais na ampliação e renovação do léxico,
contribuindo para a expressividade e riqueza da língua. Esses processos seguem
padrões morfológicos que permitem compreender como as palavras são estruturadas
e como novos vocábulos são formados.
Referente aos processos de formação das palavras Derivação e Composição, assinale a
alternativa correta.
Na Derivação a formação de uma nova palavra ocorre a partir de uma palavra simples
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Na Derivação, a formação de uma nova palavra ocorre a partir de uma palavra simples
ou de um radical já existente, por meio da adição de afixos (prefixos ou sufixos).
O processo de formação das palavras pode ser por Derivação Prefixal e por Derivação
Sufixal, somente.
Na Composição, o processo de formação das palavras ocorre por um único radical.
Na Aglutinação, como o nome já diz, ocorre ganho de radicais, sem
comprometimento da identidade ortográfica.
Hibridismo refere-se quando há formação de palavras pela imitação de sons ou vozes
dos seres.
Atividade
Além dos processos de Derivação e Composição, há outros processos que contribuem
para a formação de novas palavras na língua portuguesa.  Leia o texto a seguir:
“Entramos no automóvel e percorremos toda Sampa. Descemos em frente ao cine e lá
de dentro escutávamos o som dos carros a todo o momento. O filme foi cercado pelo
estresse da vida urbana.”
Assinale a alternativa que contém os processos de formação de palavras presentes no
texto.
Hibridismo, abreviação, onomatopéia.
Neologismo, estrangeirismo, abreviação.
Sigla, abreviação, neologismo.
Hibridismo, abreviação, estrangeirismo.
Abreviação, neologismo, onomatopeia.
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