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ROTEIRO DA APA
PARA O ALUNO 
PRÁTICA FLEXÍVEL: PREPARO DE CHÁS, INFUSÕES E DECOCTOS
Professor Dr.ᵃ Camila Cristina Iwanaga
2
ROTEIRO DA APA PARA O DISCENTE
1. Todos os campos do Formulário Padrão deverão ser devidamente preenchidos.
2.	Esta	é	uma	atividade	individual.	Caso	seja	identificado	plágio,	inclusive	de	colegas,	
a atividade será zerada.
3.	Cópias	de	terceiros	como	livros	e	internet,	sem	citar	a	fonte	caracterizam-se	como	plágio,	
sendo o trabalho zerado.
4.	Ao	utilizar	autores	para	fundamentar	seu	Projeto	Integrador,	os	mesmos	devem	
ser	referenciados	conforme	as	normas	da	ABNT.
5.	Ao	realizar	sua	atividade,	renomeie	o	arquivo,	salve	em	seu	computador,	
anexe	no	campo	indicado,	clique	em	responder	e	finalize	a	atividade.
6.	Procure	argumentar	de	forma	clara	e	objetiva,	de	acordo	com	o	conteúdo	da	disciplina.	
Formatação	exigida:	documento	Word,	Fonte	Arial	ou	Times	New	Roman	tamanho	12.
ORIENTAÇÕES GERAIS
3
POR QUE PRECISO APRENDER ISSO ?
Objetivos	de	aprendizagem:	
01. Conhecer e correlacionar a prática à teoria aprendida. 
02. Capacitar	 e	 desenvolver	 habilidades	 práticas	 para	 a	 preparação	 de	 infusos	 e	
decoctos.
03. Desenvolver	competências	e	habilidades	que	serão	fundamentais	para	o	exercício	
futuro	da	profissão	farmacêutica.	
04. Despertar	o	interesse	científico.	
A	cura	através	de	plantas	é	uma	prática	milenar	que	faz	parte	da	história	do	homem.	
Anti-	gas	civilizações	têm	descrições	de	tratados	de	espécies	vegetais	e	suas	respectivas	formas	
de	usos,	incluindo	infusões	e	decocções,	que	são	empregadas	até	os	dias	de	hoje.	Com	objetivo	
de	 proporcionar	 o	 uso	 racional	 e	 seguro,	 em	2006	o	Ministério	 da	Saúde	aprovou	 a	Política	
Nacional	de	Plantas	Medicinais	e	Fitoterápicos,	que	serviu	de	base	para	o	Programa	Nacional	de	
Plantas	Medicinais	e	Fitoterápicos	criado	em	2009,	tendo	como	objetivo	o	uso	sustentável	dos	
componentes da biodiversidade brasileira.
Em	2011,	foi	publicada	a	primeira	edição	do	Formulário	de	Fitoterápicos	da	Farmacopeia	
Brasileira,	 que	é	a	primeira	 literatura	brasileira	 de	 referência	 que	promove	o	uso	 racional	 de	
algumas	plantas	medicinais	de	uso	popular.	Em	2016,	 foi	publicada	a	primeira	edição	do	Me-	
mento	Fitoterápico,	que	é	um	documento	de	consulta	destinado	aos	profissionais	prescritores,	
abordando	principalmente	doses	e	posologias	de	algumas	das	plantas	medicinais.	Em	2018,	foi	
publicado	o	1º	Suplemento	do	Formulário	de	Fitoterápicos	da	Farmacopeia	Brasileira,	 dando	
continuidade	e	ampliando	a	publicação	inicial.	Trata-se	de	um	longo	caminho	e,	analisando	esta	
linha	cronológica,	observa-se	o	trabalho	incessante	da	ANVISA	para	fortalecer	informações	de	
qualidade	sobre	as	plantas	medicinais,	sendo	fontes	seguras	e	de	fácil	acesso	aos	profissionais	
de	saúde	e	aos	usuários.
Essas	bases	de	dados	são	de	 fundamental	 importância,	pois	a	utilização	de	chás,	
infusos	 e	 decoctos	 de	 forma	 indiscriminada,	 pode	 culminar	 em	 consequências	 sérias	 para	 a	
saúde.	 O	 conhecimento	 sobre	 plantas	 medicinais	 e	 suas	 formas	 corretas	 de	 utilização	 são	
fundamentais	para	o	farmacêutico	e	devem	fazer	parte	de	sua	formação	acadêmica.	É	necessário	
que	os	futu-	ros	profissionais	farmacêuticos	estejam	alinhados	com	a	realidade	do	mercado	de	
trabalho,	no	qual	grande	parte	da	população	utiliza	espécies	vegetais	como	forma	de	tratamento	
e prevenção de doenças.
Por	isso,	caro(a)	aluno(a),	é	importante	que	você	conheça	e	saiba	consultar	a	literatura	
disponível,	compreenda	as	formas	corretas	de	preparo	e	utilização	dos	produtos	à	base	de	plan-	
tas,	incluindo	chás,	infusos	e	decoctos,	para	poder	orientar	e	acompanhar	adequadamente	seus	
futuros	pacientes.	
4
AMBIENTE NA PRÁTICA
Caro	estudante,
A	 atividade	 prática	 deverá	 ser	 realizada	 em	domicílio,	 garantindo	 que	 os	 objetivos	
propos-	 tos	 sejam	 alcançados	 de	 maneira	 adequada.	 Para	 isso,	 é	 essencial	 que	 o	 aluno	
providencie	 um	 ambiente	 apropriado,	 garantindo	 as	 condições	 necessárias	 para	 a	 execução	
segura	e	eficaz	da	atividade.
Além	 disso,	 o	 aluno	 será	 responsável	 pela	 aquisição	 dos	 materiais	 previamente	
solicitados,	 seguindo	 as	 especificações	 indicadas.	 A	 correta	 organização	 e	 preparação	 do	
espaço	contribuirão	para	uma	melhor	assimilação	dos	conteúdos	e	um	desempenho	satisfatório	
na atividade prática.
O	cumprimento	dessas	orientações	é	fundamental	para	o	êxito	da	prática,	assegurando	
a	aplicação	dos	conhecimentos	adquiridos	e	promovendo	um	aprendizado	mais	efetivo.
5
EMBASAMENTO TEÓRICO
1. HISTÓRIA E CULTURA DO CHÁ
A	utilização	de	plantas	como	forma	de	curar	ou	evitar	doenças	é	uma	prática	milenar	
que	faz	parte	da	história	da	humanidade.	Desde	os	tempos	imemoriais,	o	homem	busca	recursos	
na	 natureza	 que	 melhorem	 sua	 condição	 de	 vida	 para,	 assim,	 aumentar	 suas	 chances	 de	
sobrevivência	pela	melhoria	de	sua	saúde.	É	provável	que	o	uso	de	plantas	teve	seu	início	na	
pré-história,	quando	os	homens	primitivos,	assim	como	os	animais,	alimentavam-se	e	utilizavam	
determinadas	 plantas	 pelo	 instinto	 de	 sobrevivência,	 observando	 determinados	 efeitos	 para	
minimizar	suas	enfermidades,	e	acumulando	conhecimentos	empíricos	que	foram	passados	de	
geração	em	geração,	até	os	tempos	atuais.	Através	dessa	prática,	muitas	plantas	passaram	a	ser	
utilizadas	na	forma	de	“chás”	e	diversos	benefícios	à	saúde	foram	observados	(Degmar,	2006).	
O hábito de tomar chá está presente em diversas culturas no mundo e é uma 
prática	conhecida	desde	a	mais	remota	antiguidade.	O	aroma	e	o	sabor	agradáveis,	além	das	
propriedades	 terapêuticas,	 contribuíram	 para	 a	 popularização	 da	 bebida	 ao	 redor	 do	mundo	
(Braibante	et	al.,	2014).	
Há	diversos	relatos	e	lendas	a	respeito	da	história	dos	chás,	todas	impregnadas	de	
mistérios	 e	 lendas.	Uma	das	mais	 conhecidas,	 data	 de	 2.737	 a.C.	 e	 relata	 que	 o	 imperador	
Chinês,	Shen	Nung,	teria	sido	o	primeiro	a	saborear	um	chá,	após	folhas	de	uma	árvore,	na	qual	
ele	havia	parado	para	descansar	em	uma	sombra,	caíram	no	recipiente	onde	ele	bebia	água	
quente.	A	curiosidade	levou-o	a	experimentar	aquela	que	seria	a	primeira	versão	de	chá	(Saigg;	
Silva,	2009;	Braibante	et	al.,	2014).	Shen	Nung	introduziu,	assim,	o	hábito	de	beber	chá	em	sua	
corte,	costume	que	rapidamente	se	espalhou	pela	aristocracia	e	posteriormente	pelas	demais	
pessoas	(Valenzuela,	2004).	
Já	nos	séculos	IV	e	V,	os	chás	e	suas	propriedades	se	tornaram	mais	conhecidos.	
Nesse	 período,	 existiam	 inúmeras	 plantações	 no	 vale	 do	 Rio	 Yangtzé,	 considerado	 o	 mais	
extenso	da	China,	o	que	proporcionou	o	cultivo	de	diferentes	espécies	de	chás,	que	iam	desde	
os	mais	refinados,	que	eram	destinados	aos	imperadores,	até	os	mais	os	populares,	consumidos	
por	 todos	 (Braibante	et	al.,	2014).	Foi	por	meio	da	Rota	da	Seda	que	o	hábito	de	 tomar	chá	
se	expandiu	pelo	mundo,	saindo	da	China	e	chegando	ao	Japão,	à	Ásia	Central,	aos	países	
islâmicos	e	à	Europa,	estabelecendo	suas	raízes	no	continente	europeu	a	partir	do	século	XVI.	
Nessa	época,	o	chá	no	mundo	Ocidental	possuía	um	simbolismo	de	status	social	e	era	utilizado	
como	elemento	de	distinção	da	elite.	Em	1784,	quando	o	governo	britânico	reduziu	os	impostos	
sobre	o	chá,	a	bebida	tornou-se	mais	acessível	para	toda	a	população,	passando	a	ser	consumida	
em	massa	(Fernandes;	Araujo;	Monteiro	et	al.,	2021).	
Conforme	foi	se	difundindo	pelos	diversos	países	da	Europa,	foi	recebendo	diferentes	
nomes	derivados	dos	dialetos	de	cada	região,	mantendo	o	sotaque	de	sua	origem.	Deste	modo,	
o	tê	da	região	de	Fujian	na	China	virou	o	thé	francês,	o	te	italiano,	o	tea	inglês	e	o	tee	alemão.	Os	
6
portugueses	adquiriam	o	chá	em	Macau,	colônia	portuguesa	na	China,	onde	se	falava	o	dialeto	
cantonês,	que	se	parece	com	o	mandarim	e,	assim,	o	tchá	falado	por	eles	chegou	ao	Brasil	e	
ficou	conhecido	como	chá	(Braibante	et	al.,	2014).
Em	1812,	aconteceu	a	primeira	tentativa	de	introduzir	o	chá	no	Brasil,	entretanto,	só	
em	1824o	plantio	 foi	bem-sucedido.	A	princípio	não	houve	grande	adesão	ao	seu	consumo,	
devido	à	forte	cultura	do	café	e	por	se	tratar	de	um	país	de	clima	tropical,	mas	aos	poucos	o	
consumo	foi	se	materializando	(Saigg;	Silva,	2009;	Fernandes,	2021).	Atualmente,	o	hábito	de	
beber	chá	vai	muito	além	do	consumo	de	uma	bebida,	é	um	acontecimento	cultural	e	tem	um	
importante	papel	social	no	Brasil	(Silva	et	al.,	2017).	A	partir	de	então,	o	consumo	do	chá	foi	se	
consolidando	e	o	que	aconteceu	depois	já	é	conhecido.	Atualmente,	o	chá	é	a	segunda	bebida	
mais	consumida	no	mundo,	atrás	apenas	da	água.	A	cultura	de	seu	consumo	não	é	atribuída	
apenas	ao	quão	gratificante	é	 ingeri-lo	 (devido	à	ampla	variedade	de	sabores	e	aromas	que	
oferecem),	mas	também	pelos	efeitos	benéficos	para	a	saúde	(Braibante	et	al.,	2014;	Fernandes;	
Araujo;	Monteiro	et	al.,	2021).	
1.1 Chás Verdadeiros
Nem	tudo	aquilo	que	consideramos	chá,	é	de	fato,	chá.	Popularmente,	a	palavra	“chá”	
é	usada	para	se	referir	a	todas	as	ervas,	flores,	especiarias	e	até	mesmo	frutos	que	são	colocados	
em	imersão	na	água	quente.	Porém,	segundo	a	Food	and	Agriculture	Organization	(2020),	o	chá	
é	definido	como	uma	bebida	obtida	a	partir	da	infusão	apenas	da	planta	Camellia	sinensis	(Figura	
1),	diferentemente	das	infusões	herbais,	que	são	infusões	preparadas	a	partir	de	outras	espécies	
vegetais	(Santos;	Abrantes,	2015).	
FIGURA 1 – CAMELLIA SINENSIS L. O KUNTZE, A PLANTA DO CHÁ.
Fonte: Braibante et al., 2014.
O	chá	verdadeiro	é	feito	com	folhas	da	espécie	vegetal	C.	sinensis,	um	arbusto	da	
Família	Theaceae,	nativo	da	China,	que	se	reproduz	em	zonas	de	alta	umidade	e	de	temperaturas	
amenas,	 independente	 da	 altitude.	Atualmente,	 a	 planta	 é	 cultivada	 em	 mais	 de	 30	 países	
tropicais	e	subtropicais	e	possui	uma	complexidade	em	sua	composição	química,	que	lhe	confere	
variedade	de	aromas,	sabores	e	atividades	terapêuticas,	dependendo	das	condições	de	cultivo	
e	processamento	de	suas	folhas	(Braibante	et	al.,	2014).
7
1.1.1 Tipos de Chás
A	C.	sinensis	é	uma	planta	que	produz	seis	tipos	(ou	famílias)	de	chás:	branco,	amarelo,	
verde,	preto,	oolong	e	escuro	(pu’erh)	(Figura	2).	Esses	chás	são	classificados	em	categorias	
distintas,	conforme	o	processo	de	fabricação	e	os	diferentes	procedimentos	pelas	quais	as	folhas	
são	submetidas.	Dentre	os	processos,	podemos	destacar,	por	exemplo,	a	coleta	em	diferentes	
fases	de	crescimento	da	planta;	os	tratamentos	específicos	da	matéria-prima	antes	e/ou	após	a	
colheita;	os	variados	métodos	de	tratamento/secagem	que	podem	inativar	enzimas	ou	promover	
a	oxidação	e/ou	fermentação	do	material	vegetal,	influenciando	diretamente	na	fitoquímica.	Essas	
variações	dão	origem	a	chás	com	coloração,	sabor	e	aroma	característicos	e	são	responsáveis	
por	definir	a	concentração	dos	compostos	bioativos	presentes	na	bebida	(Lee	et	al.,	2020).	
FIGURA 2 – AS SEIS FAMÍLIAS DE CHÁS DE CAMELLIA SINENSIS. 
 
Fonte: PASSOS, Bárbara. Conhecendo 6 tipos de chá. 2016. Disponível em: https://momentosvidaearte.blogspot.com/2016/04/
conhecendo-os-6-tipos-de-cha.ht. Acesso em: 20 jul. 2024.
Para	o	preparo	do	chá	preto,	as	folhas	são	totalmente	oxidadas.	Quanto	mais	lento	e	
controlado	for	o	processo	de	oxidação,	melhor	será	o	resultado.	Já	para	o	chá	verde,	as	folhas	
são	apenas	escaldadas	e	fervidas	para	garantir	a	preservação	da	cor.	Nesse	tipo	de	chá,	logo	
após	a	colheita,	as	enzimas	foliares	são	inativadas	pela	exposição	ao	calor,	evitando	a	oxidação	
enzimática.	Isso	garante	um	chá	com	perfil	mais	fresco	e	mais	rico	em	antioxidantes	(Nishiyama	
et	al.,	2010;	Braibante	et	al.,	2014;	Hinojosa-Nogueira	et	al.,	2021).		
Os	chás	oolong	encaixam-se	numa	categoria	intermediária,	ou	seja,	passam	por	um	
processo	de	fermentação	mais	brando	e,	por	isso,	têm	aroma	menos	acentuado	do	que	o	preto.	
O	chá	branco,	não	passa	por	nenhum	processo	de	oxidação.	Ele	é	preparado	a	partir	de	folhas	
jovens	de	C.	sinensis,	cujos	botões	são	protegidos	e	não	sofrem	oxidação.	O	chá	amarelo	é	
complexo	e	praticamente	não	é	oxidado.	É	caracterizado	pelo	sabor	fresco	e	com	notas	herbais,	
mas	com	suavidade	e	dulçor	devido	à	sua	levíssima	oxidação.	Já	o	chá	escuro	é	fermentado,	
envelhecido	de	 forma	acelerada	 (através	de	cozimento)	ou	 lenta	 (processo	natural	que	pode	
levar	anos)	(Nishiyama	et	al.,	2010;	Braibante	et	al.,	2014;	Hinojosa-Nogueira	et	al.,	2021).	
8
1.2 Infusos e Decoctos
No	 Brasil,	 a	 palavra	 “chá”	 é	 usada	 popularmente	 como	 sinônimo	 de	 infusão	 ou	
decocção	de	frutos,	folhas,	raízes,	cascas	e	outras	partes	vegetais.	O	que	é	comumente	conhecido	
como	“chá”	deveria	ser	chamado	de	infusão	ou	decocção,	seguido	do	nome	da	espécie	vegetal	
correspondente,	ou	seja,	 infusão	de	camomila,	 infusão	de	erva-cidreira,	 infusão	de	alecrim,	e	
assim	 por	 diante.	 Todas	 as	 bebidas	 que	 não	 sejam	 provenientes	 de	C.	 sinensis,	 devem	 ser	
chamadas	de	infusos	ou	decoctos,	a	depender	da	técnica	de	preparo	(Santos,	Abrantes,	2015).
São	 diversos	 os	 tipos	 de	 infusos	 e	 decoctos	 utilizados,	 principalmente	 para	 fins	
terapêuticos.	 Dentre	 os	 mais	 difundidos	 no	 Brasil,	 temos:	 boldo,	 camomila,	 capim-limão,	
erva-doce,	erva-cidreira,	hortelã,	 canela,	 carqueja	e	muitos	outros.	Apesar	do	grande	avanço	
tecnológico	da	indústria	de	medicamentos,	o	uso	de	práticas	alternativas	na	saúde,	por	meio	do	
uso	de	infusões	de	plantas	medicinais	tem	permanecido.	Alguns	aspectos	têm	contribuído	para	
que	isso	aconteça,	como:	costumes	populacionais,	melhoria	nos	hábitos	de	vida,	facilidade	de	
utilização,	relação	custo-benefício,	menos	efeitos	colaterais,	baixo	custo	e	eficiência	no	combate	
a	 inúmeras	 enfermidades.	 Contudo,	 é	 necessário	 que	 haja	 um	 consumo	 adequado,	 pois	 o	
excesso	ou	o	consumo	irracional	pode	trazer	problemas	à	saúde.	A	diferença	entre	o	benefício	e	
o	malefício	depende,	por	exemplo,	da	dosagem	administrada	(Silva	et	al.,	2017).	
1.3 Técnicas de Preparo
Instruir	o	preparo	de	um	chá	pode	parecer	desnecessário,	pois	se	parte	do	princípio	que	
qualquer	pessoa	seja	hábil	a	preparar	uma	bebida	com	um	punhado	de	ervas	frescas	ou	secas	
e	água.	Mas,	na	verdade,	não	é	tão	simples	assim	e	alguns	cuidados	devem	ser	tomados.	Para	
conservar	o	aroma	e	o	sabor	desta	bebida,	algumas	orientações	devem	ser	observadas,	como	o	
tipo	de	recipiente	para	o	preparo,	que	deve	ser	de	cerâmica,	inox	ou	vidro	e	a	técnica	adequada.	
A	infusão	costuma	ser	a	técnica	mais	comum	e	mais	popular	de	preparo.	Contudo,	dependendo	
da	 planta	 a	 ser	 utilizada,	 de	 seus	 princípios	 ativos	 e	 do	 plano	 de	 tratamento,	 uma	 forma	de	
preparo	pode	ser	mais	eficaz	que	a	outra.	Logo,	é	necessário	observar	algumas	especificidades	
de	cada	método	de	preparação	(Gouveia;	Simionato,	2019).
1.3.1 Infusão
É	a	preparação	que	consiste	em	verter	água	quente	sobre	as	partes	da	planta	seca	
ou	fresca	e,	em	seguida,	tampar	ou	abafar	o	recipiente	por	tempo	variável	entre	5	e	10	minutos,	
a	depender	da	espécie	vegetal	utilizada	(figura	3).	Passado	o	período,	o	infuso	é	coado	e	deve	
ser	consumido,	preferencialmente,	logo	após	o	preparo.	Também	é	possível	realizar	o	processo	
inverso,	ou	seja,	colocar	as	partes	da	planta	dentro	da	chaleira	ou	do	bule	contendo	água	quente	
em	seu	 interior,	após	desligar	o	 fogo.	Passado	o	 tempo	estabelecido	para	 infusão,	o	 infuso	é	
coado	e	está	pronto	para	ser	consumido	(Gouveia;	Simionato,	2019;	Alves	et	al.,	2022).
9
FIGURA 3 – MÉTODO DE INFUSÃO: 
 
Legenda: Aqueça a água até que comece a ferver. Em seguida, adicione a quantidade recomendada da planta escolhida em 
uma xícara. Despeje a água quente sobre a planta e tampe a xícara, permitindo que as propriedades da planta sejam extraídas 
pela água. Aguarde o tempo indicado para a infusão e coe em seguida.
Fonte: Anvisa (2022).
Essa	técnica	preserva	óleos	essenciais	e	substâncias	aromáticas	da	planta	e	resulta	
em	uma	bebida	leve	e	delicada,	de	sabor	suave.	Vale	ressaltar	que	não	são	todas	as	espécies	
vegetais,	nem	qualquer	parte	da	planta,que	podem	ser	utilizadas	para	o	preparo	de	infusões.	
Esse	é	um	método	 indicado	para	espécies	vegetais	de	consistência	menos	 rígida,	 tais	como	
folhas,	flores,	inflorescências	e	frutos,	ou	que	contenham	substâncias	ativas	voláteis	ou	que	se	
degradam	pela	ação	do	calor	prolongado.	Não	é	aconselhável	 ferver	a	água	 juntamente	com	
estes	tipos	de	espécies	vegetais,	pois	além	das	essências	evaporarem,	elas	podem	perder	suas	
propriedades	medicinais	(Silva,	2022).
1.3.2 Decocção
Decocção	é	o	método	de	preparo,	realizado	por	meio	de	ebulição	da	planta	seca	ou	
fresca	em	água	 (figura	4).	Em	resumo,	consiste	em	colocar	a	planta	para	 ferver	 junto	com	a	
água,	por	um	tempo	determinado.	Após	o	período	de	cozimento,	o	decocto	é	coado	e	está	pronto	
para	ser	consumido.	Trata-se	de	uma	técnica	indicada	para	as	partes	mais	rígidas	de	vegetais,	
como	cascas,	caules,	 rizomas,	semente,	 raízes,	 folhas	coriáceas	ou	plantas	que	apresentam	
substância	de	baixa	solubilidade	em	água	(Gouveia;	Simionato,	2019;	Capeleto	et	al.,	2022).	
Normalmente,	cada	parte	da	planta	tem	um	tempo	de	cozimento	específico,	sendo	2	
minutos	para	folhas	coriáceas,	7	minutos	para	raízes	e	caules	e	10	minutos	para	planta	inteira.	O	
resultado	é	uma	bebida	mais	concentrada,	com	um	sabor	mais	forte	e	amargo	do	que	os	infusos	
(Silva,	2022).
FIGURA 4 – MÉTODO DE DECOCÇÃO. 
Legenda: adicione a quantidade apropriada da parte vegetal escolhida a uma chaleira com água fria. Aqueça a água com 
a planta até começar a ferver, reduzindo o fogo para manter uma fervura suave. Após o tempo adequado de fervura, coe o 
decocto e consuma em seguida
Fonte: Anvisa (2022). 
10
1.3.3 Maceração 
A	maceração	é	considerada	a	técnica	mais	demorada.	Trata-se	de	um	processo	que	
consiste	em	colocar	a	planta,	amassada	ou	picada,	de	molho	em	água	à	temperatura	ambiente,	
por	tempo	determinado.	As	partes	mais	delicadas	podem	permanecer	de	10	a	12	horas,	entretanto,	
raízes	e	cascas	que	são	partes	duras	poderão	permanecer	por	mais	tempo,	podendo	chegar	a	
24	horas	(Alves	et	al.,	2022).	Após	o	tempo	determinado	de	contato,	o	macerado	pode	ser	coado	
e	consumido	(Figura	5).	As	plantas	mais	adequadas	para	a	técnica	de	maceração	são	as	que	
são	mais	delicadas	e/ou	que	as	substâncias	se	degradam	com	o	aquecimento	(Moura;	Dantas;	
Carvalho,	2021).		
FIGURA 5 – MACERAÇÃO: .
Legenda: Põem-se de molho as ervas em água fria, durante 10 a 24 horas, segundo o material a ser usado. Folhas, flores e 
sementes ficam menos tempo em contato com água do que cascas e raízes. O método de maceração oferece a vantagem de os 
sais minerais e as vitaminas das ervas serem aproveitadas
Fonte: Anvisa (2022). 
1.4 Fatores que Influenciam no Preparo
Existem,	basicamente,	cinco	fatores	críticos	que	podem	influenciar	as	propriedades	
sensoriais	e	terapêuticas	na	preparação	de	chás,	infusos	e	decoctos.	São	eles:	a	qualidade	da	
água,	a	qualidade	da	matéria-prima	vegetal,	a	quantidade	da	matéria-prima	vegetal,	a	temperatura	
da	água	e	o	tempo	de	contato.	Todos	esses	fatores	estão	relacionados	com	a	capacidade	de	
extrair	mais	ou	menos	substâncias	da	planta	utilizada.	Portanto,	a	otimização	destes	permite	
obter	produtos	com	melhor	qualidade	(Nishiyama	et	al.,	2010;	Cardoso,	2013).			
1.4.1 Qualidade da Água
A	qualidade	da	água	utilizada	é	um	parâmetro	fundamental	e	de	grande	influência	no	
resultado	sensorial	 e	 terapêutico	dos	chás,	 infusos	e	decoctos	preparados.	Desaconselha-se	
a	 utilização	 da	 água	 de	 abastecimento	 público,	 visto	 que	 esta	 pode	 conter	 alguns	minerais,	
como	 o	 cálcio	 e	magnésio	 em	 concentrações	 que	 lhe	 conferem	 dureza,	 além	 de	 poluentes.	
Todos	esses	compostos	podem	conferir	características	sensoriais	indesejáveis,	mascarando	os	
verdadeiros	aromas	e	sabores	extraídos.	Como	alternativa,	é	aconselhado	o	uso	de	água	mineral	
ou,	preferencialmente,	água	filtrada.	O	pH	também	é	um	fator	a	ser	levado	em	consideração	e	o	
ideal	é	que	seja	de	aproximadamente	7,	um	pH	neutro,	para	que	o	sabor	seja	igualmente	neutro	
(Cardoso,	2013;	Ferreira,	2015).
11
1.4.2 Qualidade da Matéria-Prima Vegetal
A	utilização	de	matéria-prima	vegetal	de	qualidade	na	preparação	de	um	chá,	infuso	
ou	decocto	tem	grande	influência	no	resultado	final,	pois	é	nela	que	se	encontram	os	compostos	
aromáticos	 e	 que	 também	 conferem	 carácter	 terapêutico	 à	 bebida.	A	 garantia	 da	 qualidade	
da	matéria-prima	depende	de	vários	 fatores,	desde	o	modo	de	produção,	época	e	horário	de	
colheita,	processos	de	secagem	e	armazenamento	e	ausência	de	micro-organismos	e	compostos	
tóxicos.	No	cultivo	das	espécies	vegetais,	existem	vários	parâmetros	 relativos	ao	clima,	solo,	
irrigação,	propagação	vegetativa,	colheita	e	controle	de	pragas,	insetos	e	doenças	que	devem	
ser	monitorados	para	que	haja	padronização	e	qualidade	do	material	produzido	(Cardoso,	2013;	
Ferreira,	2015).	
1.4.3 Quantidade da Matéria-Prima Vegetal
A	 quantidade	 de	matéria-prima	 vegetal	 utilizada	 para	 o	 preparo	 de	 chá,	 infuso	 ou	
decocto,	 influencia	na	sua	análise	sensorial,	no	caráter	 terapêutico	e	na	segurança	e	eficácia	
dessas	bebidas.	Normalmente,	como	regra	geral,	utiliza-se	a	proporção	de	1	a	2	colheres	de	
sobremesa	(o	que	corresponde	a	2g,	cada)	para	cada	xícara	de	água	(150	mL).	Mas	nem	sempre	
dá	para	seguir	à	risca	essa	medida,	pois	algumas	plantas	são	mais	volumosas	ou	mais	leves	
do	que	outras.	Além	disso,	depende	dela	estar	seca	ou	fresca.	O	ideal	é	usar	uma	balança	para	
medir	com	precisão	e	sempre	consultar	a	monografia	do	material	vegetal	nas	literaturas	oficiais	
para	ter	certeza	da	quantidade	ideal	a	ser	utilizada	(Pedroso;	Andrade;	Pires,	2021).			
1.4.4 Temperatura da Água
A	temperatura	da	água	é	um	fator	crucial	para	preparar	um	chá,	 infuso	ou	decocto	
da	maneira	correta.	Para	que	estas	bebidas	sejam	sensorialmente	agradáveis,	é	necessário,	
para	além	de	outros	 fatores,	que	na	sua	preparação	seja	aplicada	uma	 temperatura	de	água	
correta,	uma	vez	que	esta	variável	é	diretamente	proporcional	à	velocidade	e	concentração	dos	
compostos	extraídos	do	material	vegetal	(Cardoso,	2013;	Ferreira,	2015).	
Não	existe	uma	medida	certa	de	temperatura	da	água	para	todos	os	tipos	de	chás,	
infusos	e	decoctos,	já	que	cada	um	necessita	de	uma	temperatura	específica.	Contudo,	a	média	
adequada	 fica	 entre	 75	°C	 a	 90	°C.	Para	 se	 certificar	 da	 temperatura	 ideal	 a	 ser	 utilizada,	 é	
fundamental	consultar	a	literatura	específica	do	material	vegetal	(Cardoso,	2013;	Ferreira,	2015).
Utilizar	água	fervente	na	hora	de	preparar	o	chá	pode,	não	somente	queimar	as	folhas,	
como	deixar	a	bebida	amarga.	Temperaturas	muito	elevadas	podem	causar	a	degradação	de	
certas	substâncias,	uma	vez	que	a	exposição	de	alguns	compostos	a	altas	temperaturas	pode	
ocasionar	 sua	oxidação.	Da	mesma	 forma,	a	água	muito	 fria	 não	proporciona	a	 temperatura	
adequada	para	a	extração	das	substâncias,	comprometendo	o	sabor	da	bebida	e	os	benefícios	
para	a	saúde.	Por	isso,	estar	atento	quanto	à	temperatura	da	água	é	a	melhor	forma	de	acertar	
(Xu;	Chang,	2007).
Para	garantir	um	bom	resultado,	é	essencial	utilizar	um	termômetro	ou	então,	utilizar	
o	método	de	bolhas.	Esse	método	ajuda	a	medir,	de	forma	aproximada,	a	temperatura	da	água	
12
e	consiste	em	observar	o	comportamento	das	bolhas	que	vão	se	 formando,	à	medida	que	a	
temperatura	 da	 água	 vai	 aumentando.	 Basta	 levar	 um	 recipiente	 (bule,	 chaleira	 ou	 panela)	
com	água	ao	fogo	e	observar	atentamente	as	bolhas	que	se	formam,	para	inferir	a	temperatura	
aproximada.	Aos	aproximados	60	°C,	ocorre	a	formação	de	pequenas	bolhas	fixas	no	fundo	e	
na	lateral	do	recipiente	(figura	6a).	Por	volta	dos	70	°C,	formam-se	bolhas	um	pouco	maiores	e	
apenas	uma	ou	outra	se	desprende	pelas	laterais	de	forma	lenta	(figura	6b).	Em	estimados	80	°C,	
as	bolhas,	 já	maiores	em	tamanho	e	quantidade,	sobem	mais	rápido	pelas	 laterais,	 formando	
uma	espécie	de	cordão	(figura	6c).	Aos	90	°C,	bolhas	cada	vez	maiores	começam	a	chegar	na	
superfície	(figura6d).	Ao	atingir	os	100	°C,	bolhas	grandes	e	circulantes	provocam	um	turbilhão	
que	atinge	a	superfície	de	forma	intensa	(figura	6e)	(Cardoso,	2013;	Ferreira,	2015).
FIGURA 6 - TEMPERATURA DA ÁGUA. 
 
Legenda: a) água a aproximadamente 60 °C; b) água a aproximadamente 70 °C; c) água a aproximadamente 80 °C; d) água 
a aproximadamente 90 °C; e) água a aproximadamente 100 °C
Fonte: Depositphotos. Disponível em: https://depositphotos.com/br/similar-images/512474396.html. Acesso em: 09 ago. 2024. 
1.4.5 Tempo de Contato
Para	 ter	 uma	bebida	adequada	e	equilibrada,	 tanto	em	aspectos	 sensoriais,	 como	
em	 relação	 aos	 benefícios	 terapêuticos,	 o	 tempo	 em	que	 o	material	 vegetal	 fica	 em	 contato	
com	a	água	é	 fundamental.	Curtos	períodos	de	extração	podem	ser	 ineficientes	e	não	extrair	
quantidades	adequadas	de	substâncias	ativas.	Porém,	se	o	tempo	de	contato	for	ultrapassado,	
13
pode	ocasionar	um	sabor	mais	amargo	à	bebida,	além	da	degradação	de	alguns	compostos	(Xu;	
Chang,	2007).	
Como	regra	geral,	recomenda-se	3	a	5	minutos	de	infusão	para	as	bebidas	à	base	
de	flores	e	folhas	e	10	minutos	para	as	partes	mais	rígidas,	entre	elas,	as	raízes.	No	entanto,	
a	 temperatura	da	água	também	deve	ser	 levada	em	consideração,	visto	que	a	 temperatura	e	
tempo	de	infusão,	são	variáveis	inversamente	proporcionais.	No	caso	do	chá	verde,	para	água	a	
60	°C,	o	tempo	de	infusão	é	de	3	minutos,	mas	ao	elevar	a	temperatura	para	80	°C,	o	tempo	de	
infusão	é	de	apenas	1	minuto	(Ferreira,	2015).	
Esse	 tempo	 também	 pode	 variar	 de	 acordo	 com	 cada	 planta	 e	 com	 a	 forma	 e	 o	
tamanho	em	que	esta	se	encontra	dividida	(pó	grosso,	pó	fino,	inteira,	pedaços,	entre	outros).	Ao	
picar	ou	triturar	o	material	vegetal,	as	substâncias	ativas	são	extraídas	mais	rapidamente.	Isso	
ocorre	porque	aumenta	a	superfície	de	contato	e	a	água	entra	nas	células	vegetais	com	mais	
facilidade	(Rodrigues,	2018).	
1.5 Conservação e Qualidade
Os	chás,	 infusos	e	decoctos	 recém-preparados	devem	ser	 consumidos	no	mesmo	
dia,	ou	seja,	no	máximo	em	24	horas,	pois	se	ficam	de	um	dia	para	outro,	costumam	fermentar	
e	perder	suas	propriedades.	É	possível	preparar	a	quantidade	total	que	será	consumida	em	um	
dia,	desde	que	a	bebida	fique	armazenada	na	geladeira	(Secretaria	Municipal	de	Saúde,	2014).	
1.6 Análise Sensorial
	As	 propriedades	 sensoriais	 são	 caracterizadas	 pela	 aparência,	 pelo	 sabor	 e	 pela	
sua	 textura.	A	análise	 sensorial	 tem	como	objetivos	a	manutenção	de	 critérios	de	qualidade,	
a	 identificação	 de	 possíveis	 defeitos,	 a	 avaliação	 da	 aceitação	 e	 preferência,	 dentre	 outros	
(Ferreira,	2015).		
A	aceitação	de	chás,	infusos	e	decoctos	depende	de	vários	fatores,	embora	o	sabor	
tenha	 um	 papel	 determinante	 e	 por	 isso,	 uma	 bebida	 de	 elevada	 qualidade	 deverá	 possuir	
um	sabor	agradável	e	característico.	A	produção	de	espécies	vegetais	com	elevada	qualidade	
sensorial	 requer	uma	excelente	matéria-prima,	o	que	 implica	boas	práticas	agrícolas,	colheita	
correta	e	condições	de	processamento	e	armazenamento	adequadas.	Tais	aspectos	irão	refletir	
diretamente	sobre	a	quantidade	e	qualidade	de	substâncias	ativas	presentes	na	matéria-prima	e	
consequentemente,	nas	características	sensoriais	(Ferreira,	2015).		
2. CONDIÇÕES AMBIENTAIS PARA O CULTIVO DE PLANTAS
As	 plantas	 produzem	 inúmeros	 constituintes	 químicos,	 os	 chamados	 metabólitos	
secundários,	 como,	 por	 exemplo,	 óleos	 essenciais,	 lactonas	 sesquiterpênicas,	 compostos	
fenólicos,	cumarinas,	saponinas,	alcaloides,	taninos,	dentre	outros.	Esses	são	os	princípios	ativos	
responsáveis	pelas	atividades	terapêuticas	e,	normalmente,	encontram-se	restritos	e	em	maior	
quantidade	em	determinados	órgãos	ou	em	partes	específicas	da	planta.	A	quantidade	de	cada	
componente	ativo	pode	variar	dependendo	dos	fatores	edafoclimáticos	e,	como	consequência,	
ocorrer	uma	alteração	na	eficácia	do	material	vegetal	(Gobbo-Neto;	Lopes,	2007).	
14
É	por	 isso	que	as	plantas	 têm	características	particulares	para	seu	cultivo.	Fatores	
ambientais,	como	altitude,	latitude,	temperatura,	umidade	relativa	do	ar,	solo,	disponibilidade	de	
água	e	nutrientes	interferem	diretamente	na	produção	dos	princípios	ativos,	fazendo	com	que	
seu	teor	aumente	ou	diminua	de	acordo	com	esses	fatores	(figura	7).	Compreender	e	garantir	
que	a	planta	tenha	as	condições	adequadas	para	seu	desenvolvimento,	é	o	primeiro	passo	para	
o	cultivo	eficiente	de	espécies	vegetais	(Rodrigues,	2018).
FIGURA 7 – PRINCIPAIS FATORES QUE PODEM INFLUENCIAR O ACÚMULO DE METABÓLITOS 
SECUNDÁRIOS EM PLANTAS. 
 
Fonte: Gobbo-Neto e Lopes (2007). 
2.1 Colheita
O	primeiro	aspecto	a	ser	observado	na	produção	de	plantas	com	qualidade	é	a	colheita	
no	momento	certo.	Fazer	a	seleção	do	material	que	será	colhido	é	fundamental,	a	fim	de	eliminar	
partes	com	impurezas,	manchas,	sinais	de	doenças,	sujidades	e	outras	condições	desfavoráveis	
que	possam	interferir	na	qualidade	(Tavares,	2015).
Basicamente,	a	colheita	de	espécies	vegetais	varia	de	acordo	com	o	órgão	da	planta	
a	ser	coletado,	seu	estágio	de	desenvolvimento,	a	época	do	ano	e	a	hora	do	dia	(Rodrigues,	
2004).	A	distribuição	de	metabólitos	secundários	numa	planta	pode	ser	bem	irregular.	Conforme	
citado	anteriormente,	 alguns	grupos	de	 substância	 localizam-se	preferencialmente	 em	partes	
específicas.	De	maneira	geral,	os	flavonoides	estão	mais	concentrados	na	parte	aérea	da	planta.	
Na	camomila,	por	exemplo,	o	camazuleno	e	outras	substâncias	estão	mais	concentrados	nas	
flores.	Por	 isso,	para	otimizar	as	propriedades	terapêuticas	que	serão	extraídas,	é	necessário	
conhecer	qual	parte	ou	órgão	deve	ser	colhido	(Rodrigues,	2004).
15
Já	o	estágio	de	desenvolvimento	é	muito	importante	para	que	se	determine	o	ponto	
ideal	da	colheita,	principalmente,	em	plantas	perenes	e	anuais	de	ciclo	longo,	em	que	a	máxima	
concentração	é	atingida	a	partir	de	certa	idade	ou	fase	do	desenvolvimento	(Rodrigues,	2004).
A	época	do	ano	(primavera,	verão,	outono	e	inverno)	em	que	a	planta	é	coletada	é	
um	dos	fatores	de	maior	importância,	visto	que	a	quantidade	e,	às	vezes,	até	mesmo	a	natureza	
dos	metabólitos	secundários	não	é	constante	durante	o	ano	todo.	São	relatadas,	por	exemplo,	
variações	 sazonais	 no	 conteúdo	 de	 praticamente	 todas	 as	 classes	 de	 constituintes	 químicos	
(Gobbo-Neto;	Lopes,	2007).	
Existem,	também,	cada	vez	mais	estudos	mostrando	que	a	composição	de	metabólitos	
secundários	 pode	 variar	 apreciavelmente	 durante	 o	 ciclo	 dia/noite,	 tendo	 sido	 descritas,	 por	
exemplo,	 variações	 circadianas	 nas	 concentrações	 de	 óleos	 voláteis,	 iridoides,	 alcaloides	 e	
outros	(Gobbo-Neto;	Lopes,	2007).	
O	processo	adequado	de	colheita	também	envolve	o	conhecimento	botânico	de	cada	
espécie.	 No	Brasil,	 em	 função	 das	 distintas	 características	 climáticas	 e	 diversidade	 da	 flora,	
a	mesma	 planta	 recebe	 nomes	 populares	 diferentes	 e,	 ao	mesmo	 tempo,	 diferentes	 plantas	
recebem	o	mesmo	nome	popular,	de	acordo	com	o	regionalismo	local.	A	identificação	correta	é	
fundamental	para	evitar	que	espécies	semelhantes	sejam	confundidas	e	que	intoxicações	sejam	
causadas	por	esse	tipo	de	troca.	A	semelhança	entre	o	capim-limão	(Cymbopogon citratus)	e	a	
citronela	(Cymbopogon	nardus)	é	um	bom	exemplo	ilustrativo	(figura	8)	(Secretaria	Municipal	de	
Saúde,	2014;	Rodrigues,	2018).
FIGURA 8 – À ESQUERDA, CAPIM-LIMÃO (CYMBOPOGON CITRATUS) E À DIREITA, CITRONELA 
(CYMBOPOGON NARDUS). 
 
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde (2014). 
Para	agregar	ferramentas	à	identificação	correta	das	espécies	vegetais	e	garantir	a	sua	
padronização,	a	nomenclatura	botânica	é	adotada.	O	nome	científico	da	espécie	vegetal	é	uma	
combinação	binária,	ou	seja,	é	composto	pelo	nome	do	gênero,	seguido	do	epíteto	específico	da	
espécie.	O	gênero	deve	estar	com	inicial	maiúscula	e	o	epíteto	específico	com	inicial	minúscula.	
Devem	sempre	ser	grifados	ou	em	itálico	ou,	se	escritos	manualmente,	sublinhados.	Por	exemplo:	
Cymbopogoncitratus	(Rodrigues,	2018).	
16
2.2 Secagem
A	secagem	sucede	a	etapa	da	colheita	e	é	realizada	de	acordo	com	as	características	
de	cada	planta	cultivada.	A	secagem	 também	confere	maior	estabilidade	ao	material	vegetal,	
pois	garante	que	a	água	presente	nas	estruturas	vegetais	seja	reduzida	até	valores	residuais,	
impedindo,	 dessa	 maneira,	 a	 proliferação	 de	 micro-organismos,	 principalmente	 fungos,	 e	
reduzindo	a	ação	de	enzimas.	As	principais	técnicas	de	secagem	baseiam-se	na	utilização	de	
calor,	associado	ou	não,	a	sistemas	de	redução	da	pressão.	No	entanto,	a	secagem	também	
pode	ocorrer	à	sombra,	sem	emprego	do	calor	(Rodrigues,	2018).
Essa	 etapa	 pode	 ser	 realizada	 de	maneira	 bastante	 simples,	 com	 a	 utilização	 de	
dessecadores	e	estufas	ou	ainda	utilizando	técnicas	mais	complexas.	A	escolha	da	técnica	deve	
seguir	as	orientações	descritas	nas	monografias	oficiais	e	literatura	técnico-científica	(Rodrigues,	
2018).
Em	virtude	da	evaporação	da	água	 contida	nas	 células	 e	 nos	 tecidos,	 a	 secagem	
reduz	o	peso	da	planta,	promovendo	aumento	percentual	de	princípios	ativos	em	 relação	ao	
peso	do	material.	Por	essa	razão,	é	comum	usar	uma	quantidade	menor	de	material	vegetal	seco	
para	o	preparo	de	chás,	quando	comparado	com	o	mesmo	material	 fresco	(Rodrigues,	2004;	
Rodrigues,	2018).
2.3 Armazenamento e Embalagem
As	embalagens	utilizadas	e	o	 local	em	que	a	matéria-prima	vegetal	é	armazenada,	
devem	garantir	as	condições	ideais	de	temperatura	e	umidade	para	a	preservação	das	espécies,	
a	fim	de	garantir	a	qualidade	do	produto	 (Rodrigues,	2018).	O	armazenamento	com	controle	
de	 temperatura	 e	 umidade	 adequados	 inibe	 o	 desenvolvimento	 de	 fungos	 que	 produzem	
micotoxinas,	algumas	das	quais	são	potencialmente	patogênicas,	como	as	aflatoxinas	(Gomes;	
Elpo;	Negrelle,	2007).
Outro	 cuidado	 a	 ser	 destacado	 é	 que	 não	 se	 deve	 armazenar	 diferentes	 plantas	
na	 mesma	 embalagem.	 Cada	 planta	 deve	 ser	 armazenada	 em	 embalagem	 própria,	 sendo	
devidamente	identificada.	O	material	vegetal	deve	ser	armazenado	o	menor	tempo	possível,	pois	
geralmente	quanto	maior	o	tempo	de	armazenamento,	maior	a	perda	de	princípios	ativos.	Além	
disso,	o	armazenamento	inadequado,	pode	favorecer	a	contaminação	por	agentes	diversos,	que	
podem	causar	danos	à	saúde.	Portanto,	o	local	de	armazenamento	deve	ser	limpo,	arejado,	sem	
insetos,	roedores	ou	poeira	(Gomes;	Elpo;	Negrelle,	2007;	Tavares,	2015).	
3. PROPRIEDADES E BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE
As	 plantas	 são	 formadas	 por	 um	 grande	 arsenal	 de	 substâncias	 químicas,	 com	
diferentes	potenciais	para	exploração	pelo	homem.	Muitas	vezes	são	utilizadas	como	 terapia	
complementar	a	tratamentos	instituídos	(Pedroso;	Andrade;	Pires.,	2021).	
Os	chás	podem	apresentar	propriedades	curativas	e	preventivas	e,	por	essa	razão,	
muitas	vezes	são	usados	como	remédios.	Os	estudos	demonstram	que	há	uma	relação	entre	as	
estruturas	químicas	das	moléculas	dos	compostos	bioativos	e	as	influências	dessas	sobre	o	corpo	
17
humano,	possibilitando	compreender	como	elas	agem	e	quais	efeitos	terapêuticos	promovem.	
Os	chás	apresentam	uma	série	de	atividades	biológicas,	como	anti-inflamatória,	antioxidante,	
quimioprotetora,	 termogênica,	 antimicrobiana,	 anticarcinogênica,	 para	 prevenção	 de	 doenças	
cardiovasculares,	dentre	outras.	Muitas	dessas	propriedades	medicinais	já	foram	comprovadas	
cientificamente,	porém,	ainda	existem	muitas	plantas	utilizadas	popularmente	que	não	têm	seu	
efeito	terapêutico	comprovado	cientificamente	e	por	esse	motivo,	o	uso	deve	ser	cauteloso	(Tang	
et	al.,	2019;	Alves	et	al.,	2022).	
A	 literatura	 demonstra	 que	 os	 chás	 verde	 e	 branco	 são	 os	 que	 apresentam	maior	
concentração	de	compostos	bioativos,	de	forma	que	estes	chás	também	apresentam	os	maiores	
efeitos	protetores	à	saúde.	Existe	uma	ampla	aceitação	de	que	tais	efeitos	podem	ser	obtidos	
com	o	consumo	moderado	desses	chás,	o	que	corresponde	de	3	a	5	xícaras	por	dia	(Hinojosa-
Nogueira	et	al.,	2021).	O	Quadro	1	apresenta	alguns	efeitos	benéficos	à	saúde,	relacionando-os	
com cada tipo de chá.
QUADRO 1: OS TIPOS DE CHÁ E SEUS POSSÍVEIS BENEFÍCIOS À SAÚDE.
Fonte: Braibante et al. (2014).
4. RECOMENDAÇÕES PARA USO CORRETO E SEGURO DE PLANTAS 
MEDICINAIS
A	segurança	e	a	eficácia	na	utilização	de	uma	planta	medicinal	dependem	da	sua	
identificação	correta,	conhecimento	de	qual	parte	deve	ser	usada,	modo	de	preparo,	forma	de	
uso	e	quantidade	apropriada,	que	agregam	saberes	do	uso	popular	consolidado	e	evidências	
reveladas	por	estudos	científicos	(Pedroso;	Andrade;	Pires,	2021).	
18
A	 utilização	 incorreta	 de	 espécies	 vegetais	 pode	 levar	 à	 ocorrência	 de	 efeitos	
adversos,	seja	pelo	seu	uso	isolado,	uso	crônico,	em	associação	com	medicamentos	alopáticos	
ou	até	mesmo	com	outras	plantas.	Se	usadas	de	maneira	imprópria,	as	plantas	podem	causar	
diversas	reações,	como	alergias	na	pele	e	mucosas,	distúrbios	cardiovasculares,	respiratórios,	
metabólicos,	gastrintestinais,	neurológicos,	dentre	outros	(Campos	et	al.,	2016).
Isso	 ocorre	 porque	 grande	 parte	 da	 população	 acredita	 que	 as	 plantas	medicinais	
não	oferecem	perigo	ou	efeitos	prejudiciais	à	saúde	e	que	sua	utilização	é	totalmente	segura.	
Estudos	toxicológicos	indicam	que	essa	é	uma	premissa	falsa,	mostrando	que	no	uso	de	plantas	
medicinais,	 há	 casos	de	 intoxicação	e	 que	essas	 intoxicações	 são	agravadas	especialmente	
em	 grupos	 de	 risco,	 como	 idosos,	 crianças	 e	 gestantes,	 podendo	 desencadear	 interações	
medicamentosas	de	maior	potencial	tóxico	(Braghini	et	al.,	2015;	Pedroso;	Andrade;	Pires,	2021).	
Em	muitos	casos,	a	planta	medicinal	 já	é	utilizada	 tradicionalmente	sem	relatos	de	
efeitos	adversos,	porém,	a	crença	popular	de	que	seja	inócua,	leva	o	usuário	a	utilizar	grandes	
quantidades,	passando	a	ser	vítima	de	uma	reação	adversa	ou	intoxicação.	Isso	ocorre	porque	
os	vegetais	apresentam	uma	composição	variada	de	metabólitos,	ou	seja,	alguns	podem	exercer	
efeitos	terapêuticos,	enquanto	outros,	que	estão	em	menor	concentração,	efeitos	tóxicos.	Desta	
forma,	quando	a	planta	é	ingerida	em	quantidade	além	da	recomendada,	os	efeitos	tóxicos	que	
não	eram	expressivos	em	doses	terapêuticas,	tornam-se	perigosos	(Braghini	et	al.,	2015).
Por	outro	lado,	existem	espécies	que	são	naturalmente	tóxicas	(independentemente	
da	quantidade	utilizada),	em	que	sua	ingestão	pode	causar	alterações	patológicas	em	homens	e	
animais	e,	em	alguns	casos,	pode	levar	a	sérios	distúrbios	no	organismo	e	até	mesmo	ao	óbito.	
As	intoxicações	podem	ocorrer	de	forma	aguda	ou	crônica.	O	primeiro	caso	geralmente	ocorre	
após	contato	único.	Pode	ser	acidental,	principalmente	em	crianças,	ou	intencional,	como	nas	
tentativas	de	aborto	e	suicídio,	sendo	estes	os	casos	que	geralmente	aparecem	nas	estatísticas	
do	Sistema	Nacional	de	Informações	Toxico-farmacológicas	-	SINITOX.	Já	a	intoxicação	crônica	
ocorre	por	contato	continuado.	Podemos	citar	como	exemplo,	o	costume	da	ingestão	de	certas	
espécies	na	terapêutica	ou	na	alimentação	em	determinadas	localidades	(Campos	et	al.,	2016).	
Outros	fatores	que	afetam	a	segurança	no	uso	de	plantas	medicinais	estão	relacionados	
à	má	qualidade	ou	falta	de	padronização	na	obtenção	destes	produtos,	como	a	falta	de	cuidados	
na	coleta	e	processamento	da	espécie	vegetal.	É	comum,	em	muitos	casos,	encontrar	materiais	
estranhos	e	contaminantes,	como	fungos,	bactérias,	partes	ou	até	mesmo	outra	espécie	vegetal	
que	não	a	requerida,	toxinas,	sujidades,	pesticidas	e	metais	(Braghini	et	al.,	2015).
A	composição	química	dos	chás	pode	variar,	não	somente	quanto	à	espécie	e	idade	do	
vegetal,	estação,	clima,	condições	de	cultivo,	mas	também	pelas	condições	de	armazenamento	
e	tipo	de	processamento	a	que	são	submetidos,	ressaltando-se	a	necessidade	de	fiscalização	
quanto	a	comercialização	deste	tipo	de	produto	(Gobbo-Neto;	Lopes,	2007;	Braghini	et	al.,	2015).	
Embora	existam	parâmetros	específicos	para	a	produção	e	a	comercializaçãode	chás	
e	produtos	à	base	de	plantas,	a	fraude	e	a	má	qualidade	têm	preocupado	profissionais	da	área	da	
saúde	e	a	comunidade	científica.	A	ausência	de	qualidade,	a	adulteração	e	a	incorreta	utilização	
interferem	na	eficácia	e	segurança	do	produto,	quando	somado	com	um	serviço	de	vigilância	não	
19
muito	eficiente	e	que	muitas	vezes	não	dispõe	de	estrutura	ou	recursos	adequados	para	toda	
a	demanda	de	fiscalização.	Por	esse	motivo,	é	indispensável	adotar	procedimentos	de	controle	
de	qualidade	que	envolvam	a	 identificação	da	planta	 (análise	macroscópica	e	microscópica),	
análise	do	grau	de	pureza,	rotulagem,	determinação	de	matéria	estranha,	peso,	teor	de	umidade,	
determinação	de	cinzas,	dentre	outros	(Campos	et	al.,	2016).	
Portanto,	a	utilização	de	plantas	na	terapêutica	deve	ser	restrita	a	plantas	conhecidas	
e/ou	corretamente	 identificadas	e	a	utilização	de	ensaios	de	controle	de	qualidade	que	visam	
avaliar	a	autenticidade,	pureza	e	características	qualitativas	e	quantitativas	dos	chás,	se	faz	cada	
vez	mais	necessário	(Campos	et	al.,	2016).	
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RECURSOS UTILIZADOS
Materiais de consumo: 
Descrição Observação 
Luvas	de	procedimento;
Touca;
Máscara;
Jaleco;
Material	de	responsabilidade	do	aluno	para	a	
execução da atividade.
Peneira;
Pires;
Água	mineral;
Colher	de	sopa;
Fogão
Xícara	de	chá	ou	copo	de	vidro	resistente	ao	
calor	(com	capacidade	mínima	de	250	ml);
Panela	pequena	ou	chaleira.
Tampa da panela ou chaleira.
Folha	de	papel	sulfite.
Timer	de	cozinha	ou	cronômetro;
Material	de	responsabilidade	do	aluno	para	a	
execução da atividade.
Matricaria chamomilla (Camomila	-	
Inflorescências	secas);
Cymbopogon citratus (Capim-limão	ou	capim-
santo	-	Folhas	secas);
Cinnamomum verum (Canela	em	rama);
Zingiber officinale	(Rizomas	secos	de	
gengibre	-	gengibre	seco).
Material	de	responsabilidade	do	aluno	para	a	
execução	da	atividade,	adquirido	em	lojas	de	
produtos naturais.
Aproxidamente	10	g	de	cada	um.
ATENÇÃO: SAÚDE E SEGURANÇA
Atenção	para	a	higiene	pessoal	do	local	e	dos	equipamentos,	bem	como	a	utilização	
deles	como	luvas,	máscara	e	touca,	adequados	para	ambiente.
21
O QUE PRECISO FAZER NESSA ATIVIDADE PRÁTICA
Neste	 projeto	 integrador,	 você,	 caro(a)	 aluno(a),	 irá	 aprender	 a	 preparar	 infusos	 e	
decoctos	com	diferentes	matérias-primas	vegetais.	Por	gentileza,	siga	as	instruções	abaixo	para	
o	desenvolvimento	das	técnicas.	Boa	prática!
1. INFUSÃO
1.1 Infusão de Matricaria chamomilla
• Sinonímia:	Chamomilla recutita.
• Nome	popular:	Camomila.	
1.1.1 Materiais e Equipamentos:
• Inflorescências	secas	de	Matricaria chamomilla	(camomila);
• Água	mineral;
• Colher	de	sopa;
• Xícara	de	chá		ou	copo	de	vidro	resistente	ao	calor,	com	capacidade	mínima	de	250	
ml);
• 	Fogão;
• Pires;	
• Cronômetro;
• Peneira;
• Panela	pequena	ou	chaleira;
• Folha	de	papel	sulfite
1.1.2 Procedimentos:
Para	executar	a	prática,	você	adquiriu	uma	embalagem	contendo	o	material	vegetal	
seco	 que	 será	 utilizado.	 Primeiramente,	 verifique	 a	 data	 de	 validade	 do	 produto.	 É	 muito	
Prática
https://youtu.be/XDh0FVsI9m0?si=wF3ePsf16dPoqde8
https://youtu.be/XDh0FVsI9m0?si=wF3ePsf16dPoqde8
https://youtu.be/eRdFQFvdERc?si=CxGyRvgm1GvLsO4h
https://youtu.be/XDh0FVsI9m0?si=wF3ePsf16dPoqde8
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importante	usar	apenas	matéria-prima	vegetal	em	bom	estado	de	conservação	e	dentro	do	prazo	
de	validade.	Não	utilizar	o	material	caso	esteja	com	aparência	de	mofo	ou	coloração	alterada.	É	
importante	que	a	embalagem	esteja	íntegra	e	em	bom	estado	de	armazenamento.
Verifique	 se	 o	 nome	 científico	 da	 planta	 consta	 no	 rótulo	 e	 está	 de	 acordo	 com	a	
monografia	 da	 planta	 (neste	 caso,	 deve	 constar	Matricaria chamomilla).	 Essa	 etapa	 é	muito	
importante	para	que	não	haja	confusão	sobre	a	espécie	utilizada.
Antes	de	iniciar	de	fato	a	prática,	verifique	se	todos	os	materiais	e	equipamentos	estão	
limpos e secos. 
 – Passo 1:	disponha	 todo	o	conteúdo	da	embalagem	sob	um	papel	sulfite,	na	mesa	
da	 cozinha.	 Faça	 uma	 inspeção	 visual	 na	matéria-prima	 vegetal.	 Verifique	 e	 remova	
manualmente	 sujidades,	 insetos,	 materiais	 estranhos,	 pedaços	 de	 madeira,	 pedras,	
dentre outros. 
 – Passo 2:	 Meça	 a	 quantidade	 aproximada	 de	 1	 a	 2	 colheres	 de	 sopa	 rasas	 de	
inflorescências	 secas	 de	 camomila	 (Observação:	 cada	 colher	 de	 sopa	 rasa	 pesa	 em	
média	de	1	a	2	g,	dependendo	da	planta.	Para	este	preparo,	use	cerca	de	2	colheres	de	
sopa	rasas	para	se	aproximar	de	3	g).	
 – Passo 3:	Transfira	o	material	vegetal	para	um	recipiente	limpo	(pode	ser	uma	xícara	
de	chá	ou	copo	de	vidro	resistente	ao	calor,	com	capacidade	mínima	de	250	mL).	
 – Passo 4: Meça	150	mL	de	água	filtrada	ou	mineral,	utilizando	um	copo	de	medida	ou,	
se	não	tiver,	considere	aproximadamente	⅔	de	um	copo	comum	(200	mL).	
 – Passo 5: Coloque	a	água	(150	mL)	em	uma	panela	pequena	ou	chaleira	e	aqueça	até	
começar	a	formar	as	primeiras	bolhas	no	fundo	(antes	de	ferver	completamente).	Esse	
ponto	equivale	aproximadamente	a	90	°C.
 – Passo 6: Despeje	 a	 água	 quente	 sobre	 as	 inflorescências	 secas	 de	 camomila	 já	
colocadas	na	xícara	de	chá	ou	copo	de	vidro	resistente	ao	calor.	Tampe	a	xícara	com	um	
pires	para	evitar	a	perda	do	vapor.	Deixe	o	material	em	infusão	por	cerca	de	5	minutos	
(podendo	chegar	até	10	minutos),	utilizando	o	cronômetro	para	contar	o	tempo.
 – Passo 6: Coe	a	infusão	utilizando	uma	peneira	de	cozinha	limpa.
 – Passo 7: Deixe	amornar	e	deguste.	A	infusão	deve	ser	consumida	dentro	de	24	horas	
para	garantir	o	seu	frescor	e	eficácia.
1.2 Infusão de Cymbopogon citratus
• Sinonímia:	Andropogon cerifer, Andropogon citratus e Andropogon citriodorum. 
• Nome	popular:	Capim-santo,	capim-limão,	capim-cidró,	capim-cidreira	e	cidreira.	
1.2.1 Materiais e Equipamentos:
• Folhas secas de Cymbopogon citratus	(capim-santo);
• Água	mineral;
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• Fogão;
• Colher	de	sopa;
• 03	Xícaras	de	chá	ou	copo	de	vidro	resistente	ao	calor,	com	capacidade	mínima	de	
250	ml;
• Pires	(3	unidades);	
• Cronômetro;
• Peneira;
• Panela	pequena	ou	chaleira;
• Folha	de	papel	sulfite;
• Caneta Permanente.
1.2.2 Procedimentos:
Para	executar	a	prática,	você	adquiriu	uma	embalagem	contendo	o	material	vegetal	
seco	 que	 será	 utilizado.	 Primeiramente,	 verifique	 a	 data	 de	 validade	 do	 produto.	 É	 muito	
importante	usar	apenas	matéria-prima	vegetal	em	bom	estado	de	conservação	e	dentro	do	prazo	
de	validade.	Não	utilizar	o	material	caso	esteja	com	aparência	de	mofo	ou	coloração	alterada.	É	
importante	que	a	embalagem	esteja	íntegra	e	em	bom	estado	de	armazenamento.
Verifique	 se	 o	 nome	 científico	 da	 planta	 consta	 no	 rótulo	 e	 está	 de	 acordo	 com	a	
monografia	 da	 planta	 (neste	 caso,	 deve	 constar	Cymbopogon citratus).	 Essa	 etapa	 é	 muito	
importante	para	que	não	haja	confusão	sobre	a	espécie	utilizada.
Certifique-se	de	que	os	materiais	a	serem	usados	(xícaras,	canecas,	panelas,	peneira)	
estão limpos e secos.
Obs.:	você	irá	preparar	3	infusões	de	Cymbopogon citratus,	cada	uma	com	temperatura	
de	água	diferente:	45	°C,	60	°C	e	90	°C.	Prepare uma de cada vez.	Ao	final,	você	terá	3	infusões	
diferentes	e	deve	se	atentar	às	semelhanças	e	diferenças	entre	elas.	
 – Passo 1: Coloque	 todo	o	conteúdo	da	embalagem	sob	uma	 folha	de	papel	sulfite,	
na	mesa	da	cozinha.	Faça	uma	 inspeção	visual	na	matéria-prima	vegetal.	Verifique	e	
remova	 manualmente	 sujidades,	 insetos,	 materiais	 estranhos,	 pedaços	 de	 madeira,	
pedras,	dentre	outros.	
 – Passo 2: Meça	aproximadamente	1	colher	de	sopa	rasa	de	folhas	secas	para	cada	
infusão	(cada	colher	corresponde	a	cerca	de	2	g).	No	total,	serão	necessárias	3	colheres	
de	sopa	 rasas,	distribuídas	em	 três	 recipientes	diferentes	—	como	xícaras	de	chá	ou	
copos	 de	 vidro	 resistentes	 ao	 calor,	 com	 capacidade	mínima	 de	 250	mL.	 Utilize	 um	
recipiente	limpo	para	cada	preparo	e	identifique-os	previamente	com	o	auxílio	de	uma	
caneta	permanente,	escrevendo,	por	exemplo:	“45	°C”,	“60°C”	e	“90	°C”.
 – Passo 3: Meça	150	mL	de	água	para	cada	preparo.	Caso	não	tenha	copo	medidor,	
utilize	aproximadamente	¾	de	um	copo	americano	ou	⅔	de	um	copo	comum	(200	mL).	
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Infusão a 45 °C
 – Passo 4: Aqueça	150	mL	de	água	em	uma	panela	pequena.	Quando	estiver	morna	
(aproximadamente	45	°C,	temperatura	agradável	ao	toque,	sem	chegar	a	ferver),	desligue	
o	fogo.
 – Passo 5: Despeje	a	água	morna	sobre	as	folhas	da	xícara	“45	°C”.	Cubra	com	um	
pires	para	evitar	a	perda	de	vapor.	Deixe	descansar	por	5	minutos	(pode	chegar	até	10	
minutos).
 – Passo 6: Coe	em	outra	xícara	limpa	usando	uma	peneira	de	cozinha.
 – Passo 7:	deixe	a	infusão	esfriar	e	deguste.	
Infusão a 60 °C
 – Repita	os	passos	4-7	da	sessão	anterior,	mas	agora	aqueça	a	água	até	quente,	mas	sem	
ferver	(quando	começam	a	sair	os	primeiros	vapores).	Isso	equivale	a	aproximadamente	
60	°C.	Siga	o	mesmo	tempo	e	modo	de	preparo.	
Infusão a 90 °C
 – Novamente,	repita	os	passos	4-7	da	sessão	anterior,	mas	desta	vez	aqueça	a	água	
até	 quase	 ferver	 (quando	 surgem	 bolhas	 no	 fundo	 da	 panela).	 Isso	 corresponde	 a	
aproximadamente	90	°C.	
Observação final
 – As	infusões	devem	ser	consumidas	em	até	24	horas.
 – Registre	o	experimento	com	uma	foto	das	3	xícaras.
 – Anote	as	suas	impressões	sobre	aroma,	cor	e	sabor	de	cada	uma,	para	relatar	depois	
as	diferenças	observadas.	
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2. DECOCÇÃO
2.1 Decocção de Cinnamomum verum
• Sinonímia:	Camphora mauritiana,	Cinnamomum zeylanicum e Laurus cinnamomum. 
• Nome	popular:	Canela	e	canela-do-ceilão.	
2.1.1 Materiais e Equipamentos:
• Cascas secas de Cinnamomum verum	(canela);
• Água	mineral;
• Fogão;
• Colher	de	sopa;
• Xícara	de	chá	ou	copo	de	vidro	resistente	ao	calor,	com	capacidade	mínima	de	250	
ml;
• Peneira;
• Panela	pequena	ou	chaleira;
• Tampa	da	panela	ou	chaleira;
• Pires;	
• Cronômetro;
• Folha	de	papel	sulfite.
2.1.2 Procedimentos:
Chegou	a	hora	de	preparar	decocto!	Há	uma	pequena	diferença	na	técnica	em	relação	
ao	preparo	de	infusões,	por	isso,	caro(a)	aluno(a),	fique	atento.
Assim	como	realizado	anteriormente,	verifique	a	data	de	validade	do	produto.	É	muito	
importante	 usar,	 apenas,	matéria-prima	 vegetal	 em	bom	estado	de	 conservação	e	 dentro	 do	
prazo	 de	 validade.	Não	 utilizar	 o	material,	 caso	 esteja	 com	aparência	 de	mofo	 ou	 coloração	
alterada.	É	importante	que	a	embalagem	esteja	íntegra	e	em	bom	estado	de	armazenamento.
Verifique	 se	 o	 nome	 científico	 da	 planta	 consta	 no	 rótulo	 e	 está	 de	 acordo	 com	a	
monografia	 da	 planta	 (neste	 caso,	 deve	 constar	Cinnamomum verum).	 Essa	 etapa	 é	 muito	
importante	para	que	não	haja	confusão	sobre	a	espécie	utilizada.
Antes	de	iniciar	de	fato	a	prática,	verifique	se	todos	os	materiais	e	equipamentos	estão	
limpos e secos.
 – Passo 1: disponha	todo	o	conteúdo	da	embalagem	sob	um	papel	de	folha	de	sulfite	
na	mesa	da	cozinha.	Faça	uma	 inspeção	visual	na	matéria-prima	vegetal.	Verifique	e	
remova	 manualmente	 sujidades,	 insetos,	 materiais	 estranhos,	 pedaços	 de	 madeira,	
pedras,	dentre	outros.
 – Passo 2: Meça	meia	colher	de	sopa	 rasa	de	cascas	secas	de	canela	 (quantidade	
aproximada	de	1	g).
26
 – Passo 3: Transfira	a	canela	para	uma	panela	pequena	ou	chaleira	e	adicione	150	mL	
de	água	(aproximadamente	¾	de	um	copo	americano	ou	⅔	de	um	copo	comum).
 – Passo 3: Leve	ao	 fogo	até	 levantar	 fervura	(quando	a	água	começar	a	borbulhar).	
Esse	ponto	equivale	aproximadamente	a	95	°C-100	°C
 – Passo 4: quando	a	água	começar	a	ferver,	reduza	a	intensidade	do	aquecimento	para	
manter	uma	fervura	suave.	Deixe	a	casca	de	canela	em	decocção	na	água	fervente	por	
cerca	de	7	minutos	(utilize	o	cronômetro	para	contar	o	tempo).	Cubra	o	recipiente	com	
um pires ou tampa para evitar a perda de vapor.
 – Passo 5: após	o	tempo	de	decocção,	remova	com	bastante	cuidado	as	cascas	de	
canela,	com	auxílio	de	uma	colher.	Coe	o	decocto	em	xícara	limpa	usando	a	peneira.			
 – Passo 6: deixe	o	decocto	esfriar	e	deguste.	O	decocto	deve	ser	consumido	dentro	de	
24	horas	para	garantir	o	seu	frescor	e	eficácia 
Registre	o	preparo	por	meio	de	uma	foto.	Aprecie	o	aroma,	a	cor	e	o	sabor,	para	que	
posteriormente você possa descrever em seu relatório
2.2 Decocção de Zingiber officinale
• Sinonímia:	Amomum zingiber e Zingiber aromaticum. 
• Nome	popular:	Gengibre.	
2.2.1 Materiais e Equipamentos:
• Rizomas	secos	de	Zingiber officinale	(gengibre);
• Água	mineral;
• Fogão;
• Pires;	
• Colher	de	sopa;
• Xícara	de	chá	ou	copo	de	vidro	resistente	ao	calor,	com	capacidade	mínima	de	250	
ml;
• Peneira
• Panela	pequena	ou	chaleira;
• Tampa	da	panela	ou	chaleira;
• Folha	de	papel	sulfite;
• Cronômetro.
2.2.2 Procedimentos:
Caro(a)	aluno(a),	agora	você	irá	preparar	outro	decocto,	dessa	vez,	utilizando	uma	parte	
diferente	de	material	vegetal.	Você	utilizará	os	rizomas	secos	do	gengibre.	Comece	verificando	
27
a	data	de	validade	do	produto.	É	muito	importante	usar,	apenas,	matéria-prima	vegetal	em	bom	
estado	de	conservação	e	dentro	do	prazo	de	validade.	Não	utilizar	o	material,	caso	esteja	com	
aparência	de	mofo	ou	coloração	alterada.	É	importante	que	a	embalagem	esteja	íntegra	e	em	
bom estado de armazenamento.
Verifique	 se	 o	 nome	 científico	 da	 planta	 consta	 no	 rótulo	 e	 está	 de	 acordo	 com	a	
monografia	da	planta	(neste	caso,	deve	constar	Zingiber officinale).	Essa	etapa	é	muito	importante	
para	que	não	haja	confusão	sobre	a	espécie	utilizada.
Antes	de	iniciar	de	fato	a	prática,	verifique	se	todos	os	materiais	e	equipamentos	estão	
limpos	e	secos.	Certifique-se	de	seguir	todas	as	normas	de	segurança	durante	o	procedimento.
 – Passo 1: disponha	todo	o	conteúdo	da	embalagem	sob	um	papel	de	folha	de	sulfite	
na	mesa	da	cozinha	na	bancada.	Faça	uma	inspeção	visual	na	matéria-prima	vegetal.	
Verifique	e	 remova	manualmente	sujidades,	 insetos,	materiais	estranhos,	pedaços	de	
madeira,	pedras,	dentre	outros.
 – Passo 2: Meça	meia	colher	de	sopa	rasa	de	rizoma	seco	de	gengibre	(quantidade	
aproximada	de	1	g).
 – Passo 3:	Transfira	o	gengibre	para	uma	panela	pequena	ou	chaleira	e	adicione	150	
mL	de	água	(aproximadamente	¾	de	um	copo	americano	ou	⅔	de	um	copo	comum).
 – Passo 4:	Leve	ao	 fogo	até	 levantar	 fervura	(quando	a	água	começar	a	borbulhar).	
Esse	ponto	equivale	aproximadamente	a	95	°C-100	°C
 – Passo 5:	Quando	a	água	começar	a	 ferver,	 reduza	a	 intensidade	do	aquecimento	
para	manter	uma	 fervura	suave.	Deixe	o	gengibre	em	decocção	na	água	fervente	por	
cerca	de	7	minutos	(utilize	o	cronômetro	para	contar	o	tempo).	Cubra-a	com	um	pires	ou	
com a tampa para evitar a perda de vapor.
 – Passo 6: após	o	tempo	de	decocção,	coe	o	decocto	em	xícara	limpa	usando	a	peneira.			
 – Passo 7: deixe	o	decocto	esfriar	e	deguste.	O	decocto	deve	ser	consumido	dentro	de	
24	horas	para	garantir	o	seu	frescor	e	eficácia.
Registre	 o	 preparo	por	meio	de	 uma	 foto.	Aprecie	 o	 aroma,	 a	 cor	 e	 o	 sabor,	 para	
que posteriormente você possa descrever em seu relatório.
RELATÓRIO
Caro(a)	aluno	(a),
Você	deverá	entregar	o	Relatório	tipo	Apresentação	Simples	(Power	point).	Para	isso,	
faça	o	download	do	template,	disponibilizado	junto	a	este	roteiro,	e	siga	as	instruções	contidas	
no mesmo.
28
MATERIAISMATERIAIS COMPLEMENTARES COMPLEMENTARES
BRASIL.	Agência	 Nacional	 de	 Vigilância	 Sanitária.	 Formulário	 de	 Fitoterápicos	 da	
Farmacopeia	Brasileira.	1.	ed.	Brasília:	ANVISA,	2011.
BRASIL.	Agência	 Nacional	 de	 Vigilância	 Sanitária.	 Formulário	 de	 Fitoterápicos	 da	
Farmacopeia	Brasileira.	2.	ed.	Brasília:	ANVISA,	2021.
BRASIL.	Agência	Nacional	de	Vigilância	Sanitária.	1º	Suplemento	do	Formulário	de	
Fitoterápicos	da	Farmacopeia	Brasileira.	1.	ed.	Brasília:	ANVISA,	2018.
BRASIL.	 Agência	 Nacional	 de	 Vigilância	 Sanitária.	 Memento	 Fitoterápico	 da	
Farmacopeia	Brasileira.	1.	ed.	Brasília:	ANVISA,	2016.
BRASIL.	Ministério	da	Saúde.	Agência	Nacional	de	Vigilância	Sanitária.	Farmacopeia	
Brasileira.	6.	ed.	Brasília:	ANVISA,	2019.	
29
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