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Resumo do Caso Clínico: Entorse de Tornozelo O caso clínico apresentado envolve um paciente do sexo masculino, I.H.M., de 22 anos, que busca tratamento fisioterapêutico devido a uma entorse no tornozelo direito. O paciente, que trabalha como promotor de marketing e passa longas horas em pé, relata dor e edema no pé direito, o que dificulta sua capacidade de caminhar longas distâncias, correr e subir ou descer escadas. A lesão ocorreu há seis meses durante uma partida de futebol, onde sofreu uma entorse em inversão. Após a lesão, ele foi ao médico, onde um raio-X não mostrou fraturas, mas foi diagnosticada uma ruptura parcial de um ligamento lateral. O paciente foi orientado a aplicar gelo e retornou às suas atividades normais uma semana após a lesão. Na anamnese, o paciente menciona que, apesar de ter voltado ao trabalho, ainda enfrenta dificuldades, como dor ao final do dia e insegurança ao caminhar, o que o leva a transferir o peso para a perna esquerda, resultando em dor também nesse membro. Além disso, o paciente apresenta sobrepeso, com um IMC de 35,32 kg/m², e faz uso de medicação sem prescrição médica. Ele expressa o desejo de retomar atividades físicas, como caminhar, correr e jogar futebol, sem dor e com mais segurança. No entanto, enfrenta barreiras como o uso de calçados desconfortáveis e a necessidade de subir escadas em sua residência. A avaliação do paciente revelou várias disfunções de movimento e postura. Observou-se que o paciente apresenta pés abduzidos, rotação externa do membro inferior e inclinação lateral do tronco para a direita, além de uma diferença de comprimento entre os membros. A marcha do paciente é caracterizada por uma diminuição da dorsiflexão e contato excessivo com a borda lateral do pé, o que pode contribuir para entorses recorrentes. A avaliação da dor, utilizando a Escala Visual Analógica (EVA), mostrou que a dor varia de 3 durante o atendimento a 7 ou 8 no final do dia, sendo agravada por atividades como subir escadas e ficar muito tempo em pé. Avaliação Funcional e Postural Os testes de amplitude de movimento (ADM) mostraram limitações significativas, especialmente na dorsiflexão, que é um fator de risco para novas entorses. A força muscular foi avaliada e apresentou resultados variados, com os flexores plantares, dorsiflexores e inversores apresentando grau 4. Testes específicos, como o teste da gaveta anterior e o teste de estresse em varo, foram negativos, indicando que não há instabilidade aguda. No entanto, a avaliação postural revelou que a abdução dos pés e a inclinação lateral do tronco podem ser consequências de rigidez passiva dos rotadores externos do quadril e da diferença de comprimento dos membros, o que pode levar a uma pronação excessiva durante a marcha. A instabilidade do tornozelo do paciente é uma preocupação, e fatores como disfunção do controle neuromuscular, déficits de força muscular e alterações na propriocepção foram identificados como possíveis causas. A avaliação subjetiva e funcional da lesão do tornozelo resultou em um escore baixo, indicando uma percepção negativa da condição do tornozelo direito. A combinação de fatores como a falta de tratamento adequado e a instabilidade crônica das estruturas laterais do tornozelo contribui para a condição atual do paciente, que busca reabilitação para melhorar sua qualidade de vida e retornar às atividades físicas desejadas. Implicações e Conclusões O caso de I.H.M. ilustra a complexidade das lesões do tornozelo e a importância de uma abordagem multidisciplinar no tratamento de entorses. A reabilitação deve focar não apenas na recuperação da amplitude de movimento e força, mas também na reeducação da marcha e no fortalecimento do controle neuromuscular. A identificação de barreiras e facilitadores no tratamento é crucial para o sucesso da reabilitação. Além disso, a educação do paciente sobre a importância do uso de calçados adequados e a realização de exercícios de fortalecimento e propriocepção são fundamentais para prevenir novas lesões e promover uma recuperação eficaz. Destaques Paciente de 22 anos com entorse no tornozelo direito, resultante de uma lesão durante uma partida de futebol. Queixas incluem dor, edema e dificuldade em atividades físicas, agravadas por sobrepeso e uso de calçados inadequados. Avaliação funcional revelou limitações na amplitude de movimento e força, além de instabilidade do tornozelo. A reabilitação deve focar na recuperação da função, controle neuromuscular e prevenção de novas lesões. Importância da educação do paciente sobre cuidados e exercícios para uma recuperação eficaz.