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PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E EXPLOSÃO

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Proteção Contra Incêndios
 e Explosão
Proteção Contra Incêndios
Este deck abordará o tema da proteção contra incêndios, explorando desde os conceitos básicos até as 
soluções práticas para garantir a segurança em ambientes residenciais, comerciais e industriais. Abordaremos 
a legislação relevante, os princípios da teoria do fogo, os métodos de prevenção e combate, os sistemas de 
alarme e detecção, além de tópicos como brigadas de incêndio, planos de emergência e evacuação.
Sumário
Introdução1.
Legislação Relacionada à Proteção Contra Incêndios2.
Teoria do Fogo3.
Prevenção e Combate a Incêndios4.
Sistemas de Alarmes e Detecção5.
Riscos de Explosões6.
Brigada de Incêndio e Plano de Abandono7.
Sistemas de Supressão de Incêndios8.
Sinalização de Segurança Contra Incêndio9.
Plano de Emergência Contra Incêndio10.
Inspeção e Manutenção de Sistemas de Combate a Incêndios11.
Análise de Riscos de Incêndio12.
Controle de Fumaça em Edificações13.
Sistemas de Detecção e Supressão em Áreas Especiais14.
Referências Bibliográficas15.
Prevenção e Combate a Incêndios
A prevenção e combate a incêndios constituem um conjunto de medidas estruturais, técnicas e 
organizacionais destinadas a evitar a ocorrência de incêndios e, quando estes ocorrem, limitar sua propagação 
e facilitar sua extinção. No Brasil, estas atividades são regulamentadas por normas técnicas específicas e 
legislações que variam conforme o estado, mas seguem diretrizes nacionais estabelecidas pelo Corpo de 
Bombeiros e ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
As medidas preventivas incluem o projeto adequado das edificações, com saídas de emergência 
dimensionadas, compartimentação correta, sistemas de detecção precoce, instalações elétricas seguras e 
controle de materiais combustíveis. Já as medidas de combate envolvem equipamentos como extintores, 
hidrantes, sprinklers, além da formação de brigadas e elaboração de planos de emergência.
De acordo com dados do Corpo de Bombeiros, aproximadamente 70% dos incêndios poderiam ser evitados 
com medidas preventivas adequadas. Por isso, a cultura de prevenção é tão importante quanto os 
equipamentos de combate. Um sistema eficaz de prevenção e combate deve considerar três aspectos 
fundamentais: proteção estrutural passiva, proteção ativa e medidas de gerenciamento de emergências.
Proteção Estrutural 
Passiva
Elementos da construção que 
dificultam o início e a 
propagação do incêndio sem 
necessitar de acionamento, 
como compartimentação, 
materiais resistentes ao fogo 
e rotas de fuga adequadas.
Proteção Ativa
Equipamentos e sistemas que 
necessitam ser acionados, 
manual ou automaticamente, 
para funcionar em caso de 
incêndio, como extintores, 
hidrantes, sprinklers e 
alarmes.
Gerenciamento de 
Emergências
Conjunto de procedimentos e 
recursos humanos treinados 
para atuar em situações de 
incêndio, incluindo brigadas 
de incêndio, planos de 
abandono e simulados 
periódicos.
A eficácia de um sistema de prevenção e combate a incêndios depende da integração harmoniosa destes três 
aspectos, adaptados às características específicas de cada edificação e seu uso. Para isso, é fundamental a 
atuação de profissionais especializados em segurança do trabalho na elaboração, implementação e 
manutenção destes sistemas.
Legislação Relacionada à Proteção Contra 
Incêndios
No Brasil, a legislação sobre proteção contra incêndios é composta por um conjunto de normas federais, 
estaduais e municipais que estabelecem os requisitos mínimos de segurança. Em âmbito federal, destacam-se 
a Lei nº 13.425/2017, conhecida como "Lei Kiss" (em referência à tragédia ocorrida na boate Kiss, em Santa 
Maria-RS), que estabelece diretrizes gerais sobre medidas de prevenção e combate a incêndio e a desastres 
em estabelecimentos, edificações e áreas de reunião de público.
A Norma Regulamentadora NR-23 do Ministério do Trabalho e Emprego estabelece os requisitos para 
proteção contra incêndios em ambientes laborais, sendo obrigatória para todas as empresas regidas pela CLT. 
Em complemento, as Instruções Técnicas (ITs) dos Corpos de Bombeiros Estaduais normatizam 
procedimentos específicos, como dimensionamento de saídas de emergência, sistemas de combate a incêndio 
e planos de emergência.
As Normas Técnicas da ABNT também são importantes instrumentos regulatórios, especialmente a NBR 
14276, que trata da formação de brigadas de incêndio, e a NBR 9077, que estabelece parâmetros para saídas 
de emergência em edifícios. A NBR 17240 regulamenta sistemas de detecção e alarme de incêndio, enquanto 
a NBR 13714 normatiza sistemas de hidrantes e mangotinhos.
É fundamental que os profissionais da área de segurança do trabalho acompanhem constantemente as 
atualizações na legislação. Após o incêndio da Boate Kiss em 2013, que resultou em 242 mortes, vários 
estados revisaram suas legislações, tornando-as mais rigorosas quanto à fiscalização e às exigências técnicas. 
Muitos municípios também instituíram códigos de edificações mais rígidos e implementaram vistorias mais 
frequentes em estabelecimentos comerciais e industriais.
Lei Federal nº 13.425/2017 (Lei Kiss): Estabelece diretrizes nacionais para prevenção de incêndios e 
pânico
NR-23: Proteção contra incêndios nos ambientes de trabalho
Instruções Técnicas dos Corpos de Bombeiros Estaduais
NBR 14276: Brigada de incêndio - Requisitos
NBR 9077: Saídas de emergência em edifícios
NBR 17240: Sistemas de detecção e alarme de incêndio
NBR 13714: Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio
Códigos de obras e posturas municipais
Teoria do Fogo
A teoria do fogo é o estudo científico que explica os processos físico-químicos envolvidos na combustão. 
Compreender estes fundamentos é essencial para o desenvolvimento de estratégias eficazes de prevenção e 
combate a incêndios. O fogo é definido como uma reação de oxidação rápida entre um combustível e um 
comburente (geralmente o oxigênio), que libera energia na forma de calor e luz, caracterizando o fenômeno da 
combustão.
Para que ocorra o fogo, são necessários três elementos básicos, tradicionalmente representados pelo 
"Triângulo do Fogo": combustível (material que pode queimar), comburente (geralmente o oxigênio do ar) e 
calor (energia necessária para iniciar e manter a reação). A compreensão moderna da combustão incorporou 
um quarto elemento: a reação em cadeia, formando assim o conceito do "Tetraedro do Fogo".
A combustão pode ocorrer de diferentes formas, dependendo da velocidade da reação. Na combustão lenta, 
como na oxidação de metais, a reação libera calor tão lentamente que não há chama visível. Na combustão 
viva, a reação é rápida o suficiente para produzir chamas. Já na combustão muito rápida, como explosões, a 
liberação de energia é quase instantânea.
Tipos de Combustão
A combustão pode ser 
classificada como completa 
(quando todo o 
combustível reage com o 
comburente) ou 
incompleta (quando parte 
do combustível não é 
completamente oxidado, 
gerando produtos como o 
monóxido de carbono).
Temperatura de 
Ignição
É a temperatura mínima na 
qual um combustível, em 
contato com o oxigênio, 
entra em combustão 
espontaneamente, sem 
necessidade de fonte 
externa de ignição.
Ponto de Fulgor
Temperatura mínima na 
qual um combustível libera 
vapores em quantidade 
suficiente para formar com 
o ar uma mistura 
inflamável, que se 
incendeia na presença de 
uma fonte de ignição 
externa.
Os conhecimentos da teoria do fogo são aplicados diretamente na definição de estratégias de prevenção e 
combate a incêndios. Por exemplo, sistemas de inertização atuam na remoção do comburente, extintores à 
base de água atuam no resfriamento, removendo o calor, e agentes químicos podem interromper a reação em 
cadeia. Assim, a compreensão teórica dos mecanismos do fogo permite o desenvolvimento de técnicas cada 
vez mais eficazes para sua prevenção e extinção.
Tetraedrosequenciais e 
coordenados, maximizando a eficiência da resposta a emergências. Tecnologias emergentes incluem sistemas 
adaptativos que ajustam sua operação conforme as características específicas do incêndio detectado, 
otimizando o uso de agentes extintores e minimizando danos colaterais.
Sinalização de Segurança Contra Incêndio
A sinalização de segurança contra incêndio é um conjunto de estímulos visuais que orientam os ocupantes de 
uma edificação quanto às ações necessárias para prevenção e combate a incêndios, bem como para evacuação 
segura em situações de emergência. Trata-se de um elemento crítico para a segurança, pois mesmo os 
melhores equipamentos e sistemas de proteção podem ser ineficazes se as pessoas não souberem localizá-los 
rapidamente ou não compreenderem como seguir as rotas de fuga. No Brasil, esta sinalização é 
regulamentada principalmente pela NBR 13434 (partes 1, 2 e 3), complementada por instruções técnicas 
específicas dos Corpos de Bombeiros estaduais.
De acordo com a NBR 13434-2, a sinalização de segurança contra incêndio é classificada em quatro 
categorias principais, cada uma com cores, formas e símbolos padronizados para facilitar o reconhecimento 
rápido mesmo em situações de estresse:
Sinalização de Proibição
Tem por objetivo proibir ações que possam 
comprometer a segurança contra incêndio. Utiliza 
formato circular, com bordas e faixa diagonal na cor 
vermelha, símbolo na cor preta sobre fundo branco. 
Exemplos incluem "Proibido Fumar", "Proibido 
Produzir Chamas", "Proibido Utilizar Elevador em 
Caso de Incêndio". Estas placas devem ser 
posicionadas em locais visíveis e próximos ao objeto 
da proibição.
Sinalização de Alerta
Alerta para riscos potenciais de incêndio ou 
explosão. Utiliza formato triangular, com bordas e 
símbolo na cor preta sobre fundo amarelo. 
Exemplos incluem "Risco de Incêndio", "Material 
Inflamável", "Risco de Explosão". Devem ser 
posicionadas em áreas de armazenamento de 
produtos perigosos, próximas a equipamentos que 
representem risco, e em locais onde atividades 
perigosas são realizadas.
Sinalização de Orientação e Salvamento
Indica rotas de fuga e saídas de emergência. Utiliza 
formato retangular ou quadrado, com símbolo na 
cor branca sobre fundo verde. Exemplos incluem 
"Saída de Emergência", setas indicativas de direção, 
"Escada de Emergência". Estas placas devem ser 
posicionadas de forma a orientar o fluxo de pessoas, 
em corredores, acessos às saídas, portas de saída, e 
nos pontos de interrupção visual ao longo da rota 
de fuga.
Sinalização de Equipamentos
Indica a localização e o tipo de equipamentos de 
combate a incêndio disponíveis. Utiliza formato 
quadrado ou retangular, com símbolo na cor branca 
sobre fundo vermelho. Exemplos incluem "Extintor 
de Incêndio", "Hidrante", "Alarme Manual". Devem 
ser posicionadas acima dos equipamentos, a uma 
altura mínima de 1,80m, e podem ser 
complementadas por sinalização de solo quando 
necessário.
A NBR 13434-1 estabelece requisitos específicos para o dimensionamento das placas de sinalização, 
considerando a distância máxima de visualização pretendida. A norma define uma fórmula de cálculo: A g 
L²/2000, onde A é a área da placa em m² e L é a distância máxima de visualização em metros. 
Complementarmente, a NBR 13434-3 estabelece requisitos para a fotoluminescência da sinalização, 
garantindo visibilidade mesmo após a falha da iluminação normal.
Além da sinalização básica, sistemas avançados podem incluir sinalização dinâmica, que altera suas indicações 
durante emergências para orientar rotas alternativas caso as principais estejam bloqueadas. Esta tecnologia 
utiliza LEDs ou painéis eletrônicos integrados ao sistema de detecção e alarme, representando uma evolução 
importante especialmente para edificações complexas com grande circulação de pessoas.
O correto posicionamento da sinalização é tão importante quanto suas características visuais. A NBR 13434-
1 determina que a sinalização de orientação e salvamento deve ser instalada de forma que qualquer pessoa, 
em qualquer ponto da edificação, consiga visualizar pelo menos uma placa que indique a direção da rota de 
fuga. Nas interseções de corredores, a sinalização deve estar presente para indicar claramente as opções de 
rota. Adicionalmente, faixas de sinalização de solo são recomendadas em áreas amplas, e sinalizações 
complementares como pisos táteis podem ser necessárias para atender a requisitos de acessibilidade 
conforme a NBR 9050.
Evacuação de Edificações
A evacuação de edificações é o processo coordenado de retirada rápida e segura dos ocupantes em situações 
de emergência. Trata-se de um aspecto crítico da segurança contra incêndios, pois mesmo com sistemas 
avançados de prevenção e combate, a exposição contínua da população à fumaça e calor pode resultar em 
fatalidades. Estatísticas do Corpo de Bombeiros indicam que aproximadamente 70% das mortes em incêndios 
são causadas por inalação de fumaça durante tentativas de evacuação mal sucedidas, destacando a 
importância do planejamento adequado deste processo.
O dimensionamento das saídas de emergência no Brasil é regulamentado pela NBR 9077 e por Instruções 
Técnicas específicas dos Corpos de Bombeiros estaduais. Estas normas estabelecem critérios para 
quantidade, largura, distância máxima a percorrer e características construtivas das rotas de fuga, com base 
na ocupação, altura, dimensões e características de risco da edificação. A premissa fundamental é garantir que 
todos os ocupantes possam evacuar o edifício antes que as condições se tornem insustentáveis à vida humana.
Elementos Essenciais das Rotas de Fuga
Acessos ou corredores: Caminhos contínuos, 
desobstruídos e protegidos, que conduzem de 
qualquer ponto da edificação até uma escada ou 
saída. Devem ter largura mínima proporcional à 
população (calculada à razão de 0,55cm por 
pessoa) e altura livre mínima de 2,50m.
1.
Escadas e rampas: Dependendo da altura e 
ocupação da edificação, podem ser comuns (não 
enclausuradas), protegidas (com paredes 
resistentes ao fogo), à prova de fumaça (com 
antecâmaras ventiladas) ou pressurizadas (com 
sistema mecânico que mantém pressão positiva 
na caixa de escada).
2.
Descarga: Parte da saída que conecta a escada 
ou corredor ao logradouro público ou área 
segura. Deve ser dimensionada para permitir o 
escoamento rápido de todos os ocupantes.
3.
Áreas de refúgio: Em edifícios muito altos, são 
áreas protegidas onde pessoas podem aguardar 
resgate quando não for possível completar a 
evacuação imediatamente.
4.
Sistemas Complementares de Apoio à 
Evacuação
Iluminação de emergência: Regulamentada 
pela NBR 10898, deve garantir nível mínimo de 
iluminamento de 5 lux ao longo das rotas de 
fuga, mantendo-se operacional por no mínimo 1 
hora após falha na iluminação normal.
1.
Sinalização de emergência: Conforme NBR 
13434, deve indicar claramente as rotas de fuga 
e saídas, sendo fotoluminescente para 
visibilidade mesmo sem energia elétrica.
2.
Sistema de comunicação de emergência: 
Permite transmitir orientações aos ocupantes 
durante o processo de evacuação, com 
mensagens pré-gravadas ou ao vivo.
3.
Detectores e alarmes: Essenciais para alertar os 
ocupantes nos estágios iniciais do incêndio, 
quando a evacuação é mais segura e eficaz.
4.
Sistema de controle de fumaça: Em edificações 
maiores, sistemas de exaustão ou pressurização 
mantêm as rotas de fuga livres de fumaça 
durante o tempo necessário para evacuação.
5.
O tempo necessário para evacuação completa pode ser estimado através de modelos matemáticos que 
consideram fatores como população, disposição das saídas, comportamento humano e possíveis obstruções. A 
equação básica de evacuação considera: T = Td + Ta + Tc, onde T é o tempo total, Td é o tempo de detecção e 
alarme, Ta é o tempo para início do movimento (tempo de pré-movimento) e Tc é o tempo de caminhamentoaté local seguro. Em edificações complexas, simulações computacionais avançadas são utilizadas para modelar 
diferentes cenários e otimizar o projeto das rotas de fuga.
Fatores comportamentais impactam significativamente a eficácia da evacuação. Estudos mostram que, sem 
treinamento adequado, pessoas tendem a utilizar as mesmas rotas pelas quais entraram no edifício, ignorando 
saídas de emergência potencialmente mais seguras. Outros comportamentos comuns incluem buscar 
pertences antes de evacuar, tentar verificar a situação antes de deixar o ambiente, e procurar reagrupar 
familiares ou colegas. Estes comportamentos podem aumentar significativamente o tempo de pré-
movimento, destacando a importância de programas educativos e simulados regulares.
Considerações especiais são necessárias para ocupantes com necessidades específicas, como idosos, crianças 
e pessoas com deficiência. A NBR 9050 (Acessibilidade) e normas complementares estabelecem requisitos 
específicos como áreas de resgate em pavimentos elevados, rotas acessíveis alternativas, e meios de 
comunicação adaptados. Estratégias modernas incluem o conceito de "evacuação faseada" para edifícios 
muito altos, onde apenas os andares em risco imediato são evacuados inicialmente, enquanto os demais 
aguardam instruções, reduzindo congestionamentos nas escadas.
Plano de Emergência Contra Incêndio
O Plano de Emergência Contra Incêndio (PECI) é um documento técnico que estabelece os procedimentos a 
serem adotados em caso de incêndio ou emergências correlatas, definindo as ações necessárias para garantir 
a segurança dos ocupantes, minimizar os danos ao patrimônio e facilitar o controle da situação pelos serviços 
de emergência. No Brasil, a elaboração deste documento é regulamentada pela NBR 15219 e por instruções 
técnicas específicas dos Corpos de Bombeiros estaduais, sendo obrigatória para edificações conforme seu 
uso, risco e dimensões.
A NBR 15219 estabelece os requisitos mínimos para a elaboração, implantação, manutenção e revisão do 
plano, definindo-o como um instrumento no qual estão definidas as ações a serem realizadas em caso de 
emergência, bem como identificados os recursos humanos e materiais disponíveis para combate. O 
documento deve ser personalizado para cada edificação, considerando suas particularidades estruturais, 
operacionais e populacionais.
Elementos 
Constituintes do PECI
Dados da edificação: 
características 
construtivas, ocupação, 
sistemas de segurança 
instalados
Recursos humanos: 
identificação de 
responsáveis, brigada de 
incêndio, organograma de 
emergência
Procedimentos básicos de 
emergência: alerta, análise 
da situação, alarme, 
primeiros socorros
Procedimentos 
complementares: corte de 
energia, acionamento do 
Corpo de Bombeiros, 
isolamento de áreas
Plantas de emergência: 
rotas de fuga, localização 
de equipamentos, pontos 
de encontro
Programação de 
exercícios simulados: 
periodicidade, 
metodologia, cronograma
Protocolos específicos: 
procedimentos para 
situações particulares da 
edificação
Protocolos de Ação por 
Fase
Fase Preventiva: 
inspeções rotineiras, 
manutenção de 
equipamentos, 
treinamentos
Fase de Alarme: 
acionamento de sistemas 
de alerta, comunicação 
interna
Fase de Intervenção: 
combate inicial, 
evacuação, primeiros 
socorros
Fase de Apoio: recepção e 
orientação do Corpo de 
Bombeiros
Fase de Normalização: 
verificação de condições 
para retorno, liberação de 
áreas
Fase Analítica: 
investigação de causas, 
avaliação da resposta à 
emergência
Procedimentos de 
Implementação
Divulgação a todos os 
ocupantes da edificação
Treinamento periódico da 
brigada e demais 
responsáveis
Exercícios simulados com 
frequência mínima anual
Revisão após cada 
exercício ou ocorrência 
real
Atualização completa no 
mínimo a cada 12 meses
Manutenção de registros 
de todas as atividades 
relacionadas ao plano
A eficácia do PECI depende diretamente da qualidade de sua elaboração e da frequência e realismo dos 
treinamentos realizados. Conforme a NBR 15219, devem ser realizados exercícios simulados periódicos com a 
participação de todos os ocupantes da edificação. Estes simulados podem ser parciais (envolvendo apenas 
setores específicos) ou completos (toda a edificação), e devem ser executados no mínimo uma vez a cada 12 
meses.
Um aspecto fundamental do PECI é a interface com os serviços públicos de emergência, particularmente o 
Corpo de Bombeiros. O plano deve prever procedimentos específicos para recepção destes profissionais em 
caso de emergência, incluindo disponibilização de informações sobre a edificação, acessos, riscos específicos e 
pessoas possivelmente presas ou feridas. Esta interface é facilitada pela existência de documentos como a 
Planta de Risco de Incêndio, que identifica os principais riscos da edificação, e pela realização de visitas 
técnicas prévias do Corpo de Bombeiros às instalações.
A tecnologia tem contribuído significativamente para a modernização dos planos de emergência, com 
ferramentas como aplicativos móveis que disponibilizam o plano digitalmente para todos os envolvidos, 
sistemas de geolocalização para rastreamento de brigadistas e evacuados, e plataformas de gerenciamento de 
crises que centralizam as informações e facilitam a tomada de decisões. Estas inovações, quando bem 
implementadas, potencializam a eficácia das ações previstas no plano de emergência.
O PECI deve ser considerado um documento vivo, em constante evolução. Alterações na edificação, em seus 
sistemas ou em sua ocupação devem desencadear revisões específicas. Adicionalmente, após cada exercício 
simulado ou ocorrência real, deve ser realizada uma análise crítica para identificar oportunidades de melhoria. 
Este ciclo de melhoria contínua é essencial para garantir que o plano permaneça atual e eficaz ao longo do 
tempo.
Inspeção e Manutenção de Sistemas de 
Combate a Incêndios
A inspeção e manutenção de sistemas de combate a incêndios constituem aspectos fundamentais da 
segurança contra incêndio, garantindo que os equipamentos e sistemas preventivos e de combate estejam em 
plenas condições operacionais quando necessários. Falhas nestes sistemas durante emergências podem 
resultar em consequências catastróficas, tornando essencial a implementação de programas de manutenção 
rigorosos. No Brasil, estes procedimentos são regulamentados por normas técnicas específicas da ABNT para 
cada tipo de sistema, complementadas por Instruções Técnicas dos Corpos de Bombeiros estaduais.
Um programa eficaz de inspeção e manutenção deve contemplar todos os sistemas e equipamentos de 
proteção contra incêndio da edificação, desde os mais simples, como extintores portáteis, até os mais 
complexos, como sistemas de detecção e alarme ou chuveiros automáticos. Para cada sistema, são 
estabelecidos diferentes níveis de verificação, com periodicidades e procedimentos específicos.
1
Inspeções Visuais
Verificações básicas, realizadas com 
alta frequência (diária a mensal), para 
identificar problemas evidentes como 
obstruções, danos físicos ou 
indicações visuais de falha. Podem ser 
executadas por brigadistas ou 
responsáveis pela edificação, sem 
necessidade de ferramentas ou 
procedimentos complexos.
2
Testes Funcionais
Verificações operacionais para 
confirmar o funcionamento adequado 
dos sistemas, realizadas com 
periodicidade intermediária (mensal a 
semestral). Incluem procedimentos 
como acionamento de alarmes, 
verificação de pressão em sistemas 
hidráulicos e teste de baterias de 
emergência.
3
Manutenções Preventivas
Procedimentos detalhados de 
verificação, limpeza, lubrificação e 
substituição de componentes com 
vida útil predeterminada. Realizadas 
com periodicidade semestral a anual, 
conforme o sistema, por profissionais 
especializados seguindo 
metodologias específicas.
4
Manutenções Corretivas
Intervenções não programadas paracorreção de falhas identificadas 
durante inspeções ou testes. Devem 
ser realizadas imediatamente quando 
a falha compromete a operação do 
sistema, ou programadas para o curto 
prazo em casos menos críticos.
A documentação completa de todas as atividades de inspeção e manutenção é essencial, não apenas para 
comprovar conformidade com requisitos legais, mas também para proporcionar rastreabilidade e histórico de 
intervenções. Esta documentação deve incluir registros detalhados de cada intervenção, relatórios de não-
conformidades, certificados de manutenção emitidos por empresas especializadas, e laudos técnicos quando 
aplicável. Atualmente, sistemas informatizados de gestão da manutenção (CMMS) facilitam este controle, 
permitindo programação automatizada, notificações de vencimentos e armazenamento digital da 
documentação.
Cada sistema de proteção contra incêndios possui requisitos específicos de manutenção, conforme normas 
técnicas dedicadas. A tabela a seguir resume as principais verificações e suas periodicidades para os sistemas 
mais comuns:
Sistema Norma Aplicável Inspeção Visual Testes 
Funcionais
Manutenção 
Completa
Extintores 
Portáteis
NBR 12962 Mensal Anual 5 anos (teste 
hidrostático)
Hidrantes e 
Mangotinhos
NBR 13714 Mensal Semestral Anual
Chuveiros 
Automáticos
NBR 10897 Semanal Trimestral Anual
Detecção e 
Alarme
NBR 17240 Mensal Trimestral Anual
Iluminação de 
Emergência
NBR 10898 Mensal Trimestral Anual
Portas Corta-
fogo
NBR 11742 Mensal Semestral Anual
Sistemas de 
Espuma
NBR 17505-7 Mensal Semestral Anual
A contratação de empresas especializadas com profissionais devidamente capacitados é fundamental para a 
qualidade dos serviços de manutenção. No Brasil, muitas jurisdições exigem que estas empresas sejam 
cadastradas junto ao Corpo de Bombeiros local e que possuam responsável técnico com registro em conselho 
profissional (CREA ou CAU). Adicionalmente, os profissionais que realizam intervenções em sistemas 
específicos, como detecção e alarme ou chuveiros automáticos, devem possuir certificações específicas que 
comprovem sua competência técnica.
A gestão eficaz da manutenção dos sistemas de proteção contra incêndios deve ser vista como parte 
integrante do gerenciamento de riscos da organização, com alocação de recursos adequados e inclusão no 
planejamento estratégico. O investimento em programas robustos de manutenção, embora represente um 
custo operacional constante, é significativamente menor que os potenciais prejuízos decorrentes de falhas 
destes sistemas durante emergências.
Análise de Riscos de Incêndio
A análise de riscos de incêndio é um processo sistemático de identificação, avaliação e priorização dos perigos 
relacionados a incêndios em uma edificação ou instalação. Esta abordagem permite o desenvolvimento de 
estratégias de proteção proporcionais aos riscos identificados, otimizando recursos e garantindo níveis 
adequados de segurança. No contexto atual da engenharia de segurança contra incêndio, a análise de riscos 
tem assumido papel cada vez mais central, complementando e, em alguns casos, substituindo a abordagem 
puramente prescritiva tradicionalmente adotada pelos códigos e normas.
Existem diversas metodologias para análise de riscos de incêndio, variando em complexidade e aplicabilidade 
conforme as características da edificação e os objetivos específicos da análise. As abordagens mais comuns 
incluem métodos qualitativos, semi-quantitativos e quantitativos, cada um com vantagens e limitações 
específicas.
Métodos Qualitativos
Baseiam-se principalmente no julgamento 
profissional e experiência dos analistas. São 
relativamente simples de aplicar e úteis para 
identificação inicial de perigos e desenvolvimento 
de recomendações básicas. Incluem:
Checklist: Verificação sistemática de 
conformidade com requisitos predefinidos
What-if: Questionamentos estruturados sobre 
possíveis cenários de falha
HAZOP (Hazard and Operability Study): 
Análise detalhada de desvios em parâmetros 
operacionais
APR (Análise Preliminar de Riscos): 
Identificação inicial de perigos e suas possíveis 
consequências
Estes métodos são particularmente úteis em 
edificações de menor complexidade ou como etapa 
inicial de análises mais aprofundadas. Sua principal 
limitação é a dificuldade de comparar 
quantitativamente diferentes cenários de risco.
Métodos Semi-quantitativos
Combinam elementos qualitativos com atribuição 
de valores numéricos, permitindo comparações 
mais objetivas entre cenários de risco. Os principais 
incluem:
Método de Gretener: Desenvolvido na Suíça, 
calcula um índice de risco baseado na relação 
entre fatores de perigo e medidas de proteção
Método FRAME (Fire Risk Assessment Method 
for Engineering): Avalia separadamente riscos 
para pessoas, patrimônio e atividades
Método de Mosler: Combina probabilidade e 
impacto em diversas dimensões para calcular 
risco global
Matrizes de Risco: Classificam cenários 
combinando probabilidade e severidade em 
escalas predefinidas
Estes métodos oferecem um bom equilíbrio entre 
simplicidade de aplicação e objetividade dos 
resultados, sendo amplamente utilizados na prática 
profissional.
Os métodos quantitativos representam o nível mais avançado de análise, empregando modelagem 
matemática, simulações computacionais e dados estatísticos para calcular probabilidades específicas de 
ocorrência e magnitude das consequências. Incluem Análise de Árvore de Falhas (FTA), Análise de Árvore de 
Eventos (ETA), e modelagem de incêndio utilizando ferramentas como Fire Dynamics Simulator (FDS) e 
Computational Fluid Dynamics (CFD). Estes métodos proporcionam resultados detalhados que permitem 
comparações precisas entre alternativas de proteção, mas requerem significativa expertise técnica, dados de 
entrada confiáveis e considerável esforço computacional.
A escolha da metodologia mais adequada deve considerar fatores como a complexidade da edificação, a 
disponibilidade de dados, os recursos disponíveis para a análise, as exigências regulatórias e os objetivos 
específicos do estudo. Em muitos casos, uma abordagem progressiva é vantajosa, iniciando com métodos mais 
simples para identificação de áreas críticas, seguidos pela aplicação de métodos mais sofisticados nessas 
áreas.
O processo típico de análise de riscos de incêndio, independentemente da metodologia específica, envolve as 
seguintes etapas:
Caracterização do objeto de análise: Levantamento detalhado das características da edificação, incluindo 
aspectos construtivos, ocupação, sistemas existentes e contexto.
1.
Identificação de perigos: Reconhecimento sistemático de fontes potenciais de ignição, materiais 
combustíveis, atividades de risco e possíveis falhas em sistemas de proteção.
2.
Análise de cenários: Desenvolvimento de sequências plausíveis de eventos que podem levar a incêndios e 
suas possíveis consequências.
3.
Avaliação de riscos: Estimativa da probabilidade e severidade de cada cenário, geralmente expressa como 
risco individual, risco social ou perdas esperadas.
4.
Definição de critérios de aceitabilidade: Estabelecimento de parâmetros para determinar quais níveis de 
risco são toleráveis.
5.
Proposição de medidas mitigadoras: Identificação de intervenções que possam reduzir os riscos a níveis 
aceitáveis, com análise de custo-benefício.
6.
Monitoramento e revisão: Implementação de procedimentos para acompanhamento contínuo e 
reavaliação periódica dos riscos.
7.
A integração da análise de riscos de incêndio ao processo de projeto e gestão de edificações representa uma 
evolução significativa na engenharia de segurança contra incêndio, permitindo soluções mais eficientes, 
eficazes e adaptadas às características específicas de cada caso. No Brasil, esta abordagem tem sido 
gradualmente incorporada à prática profissional, especialmente para edificações complexas ou não 
convencionais, onde a aplicação diretade normas prescritivas pode ser inadequada ou insuficiente.
Controle de Fumaça em Edificações
O controle de fumaça é um conjunto de técnicas e sistemas destinados a limitar a propagação dos produtos da 
combustão em caso de incêndio, visando garantir condições tenable (sustentáveis à vida humana) nas rotas de 
fuga, facilitar as operações de combate e reduzir danos materiais. A fumaça, composta por gases tóxicos, 
partículas sólidas em suspensão e vapor d'água, representa o fator mais letal em incêndios, sendo responsável 
por aproximadamente 80% das mortes, segundo dados do Corpo de Bombeiros. Em edificações modernas, a 
velocidade de propagação da fumaça pode superar 30 metros por minuto em corredores horizontais e subir 
vários andares em minutos através de escadas e átrios não protegidos.
No Brasil, os sistemas de controle de fumaça são regulamentados pela NBR 16401-3, NBR 14880 e por 
Instruções Técnicas específicas dos Corpos de Bombeiros estaduais, como a IT-15 do CBPMESP. A exigência 
destes sistemas varia conforme características da edificação como altura, área, ocupação e risco, sendo 
obrigatórios em muitos casos para edificações de grande altura, locais de reunião de público com alta 
densidade populacional e áreas com carga de incêndio elevada.
Princípios Fundamentais do Controle de 
Fumaça
O controle eficaz da fumaça baseia-se em três 
princípios fundamentais:
Contenção: Confinamento da fumaça em áreas 
específicas através de barreiras físicas como 
paredes, portas corta-fogo e cortinas de fumaça, 
impedindo sua propagação para áreas 
adjacentes.
Extração: Remoção da fumaça do ambiente 
através de sistemas mecânicos de exaustão ou 
aberturas para o exterior, reduzindo a 
concentração de produtos tóxicos e melhorando 
a visibilidade.
Pressurização diferencial: Criação de 
diferenças de pressão entre áreas protegidas 
(como escadas e antecâmaras) e áreas 
potencialmente afetadas pelo incêndio, 
impedindo a infiltração de fumaça nas rotas de 
fuga.
A implementação destes princípios pode ser 
realizada através de sistemas naturais, que 
aproveitam forças como o empuxo térmico e vento, 
ou sistemas mecânicos, que utilizam ventiladores e 
dutos para movimento controlado do ar e da 
fumaça.
Sistemas de Controle de Fumaça
Os principais sistemas utilizados em edificações 
modernas incluem:
Sistemas de exaustão natural: Utilizam 
aberturas estrategicamente posicionadas na 
parte superior de ambientes, aproveitando o 
efeito de empuxo térmico que faz a fumaça 
quente subir naturalmente. São econômicos, 
mas dependentes de condições favoráveis de 
temperatura e vento.
Sistemas de exaustão mecânica: Empregam 
ventiladores e dutos para extração forçada da 
fumaça, oferecendo maior confiabilidade e 
controle preciso das taxas de exaustão, 
independentemente de fatores ambientais.
Sistemas de pressurização: Injetam ar limpo em 
áreas críticas como escadas e antecâmaras, 
criando pressão positiva que impede a entrada 
de fumaça. A NBR 14880 estabelece critérios 
específicos para pressurização de escadas.
Sistemas de zona de fumaça: Dividem a 
edificação em compartimentos através de 
barreiras físicas (paredes, cortinas) que 
impedem a propagação horizontal da fumaça, 
facilitando sua extração localizada.
O dimensionamento adequado de sistemas de controle de fumaça exige análise detalhada de fatores como 
produção estimada de fumaça (baseada na carga de incêndio e taxa de liberação de calor), geometria dos 
ambientes, altura do teto, e condições ambientais. Para cálculos simplificados, as normas técnicas fornecem 
métodos analíticos baseados em princípios de dinâmica de fluidos e termodinâmica. Para edificações 
complexas, são utilizadas simulações computacionais de dinâmica de fluidos (CFD) que modelam 
tridimensionalmente o movimento da fumaça e permitem avaliar a eficácia das soluções propostas.
Um aspecto crítico destes sistemas é sua integração com outros sistemas de proteção contra incêndio. O 
controle de fumaça deve ser cuidadosamente coordenado com sistemas de detecção e alarme, que 
frequentemente acionam automaticamente os exaustores e registros; sistemas de chuveiros automáticos, que 
podem resfriar a fumaça e reduzir seu empuxo térmico; e sistemas de compartimentação, que auxiliam na 
contenção. Esta integração é geralmente gerenciada por controladores lógicos programáveis (CLPs) ou 
sistemas de automação predial que garantem a sequência correta de operações em caso de emergência.
Detecção
Sensores de fumaça ou temperatura identificam o princípio de incêndio e enviam sinal ao 
sistema central
Alarme e Acionamento
Sistema central processa o sinal, aciona alarmes e inicia a sequência de controle de fumaça
Posicionamento de Dampers
Registros corta-fogo fecham para isolar áreas não afetadas, enquanto registros de exaustão se 
abrem na zona do incêndio
Ativação dos Ventiladores
Ventiladores de exaustão na zona afetada e de pressurização nas áreas protegidas iniciam 
operação na vazão projetada
Controle dos Fluxos de Ar
Sistema mantém fluxos direcionais que conduzem a fumaça para áreas de exaustão, afastando-
a das rotas de fuga
A manutenção e testes periódicos são essenciais para garantir a confiabilidade destes sistemas. A NBR 14880 
e instruções técnicas complementares estabelecem requisitos mínimos, incluindo testes semanais de partida 
dos ventiladores, verificações mensais de tensão e corrente, testes semestrais de acionamento automático, e 
avaliações anuais completas com medição de pressão diferencial e vazões. Todos os testes devem ser 
documentados, e não-conformidades devem ser corrigidas imediatamente.
Tendências contemporâneas no controle de fumaça incluem sistemas adaptativos que ajustam 
automaticamente parâmetros operacionais conforme a evolução do incêndio, monitoramento em tempo real 
da concentração de gases tóxicos para orientar evacuações, e modelagem preditiva utilizando inteligência 
artificial para antecipar o comportamento da fumaça com base nos primeiros sinais do incêndio. Estas 
inovações, combinadas com abordagens de projeto baseadas em desempenho, têm permitido soluções mais 
eficientes e eficazes, particularmente para edificações com arquitetura não convencional, onde abordagens 
prescritivas tradicionais podem ser inadequadas.
Sistemas de Detecção e Supressão em 
Áreas Especiais
Determinados ambientes apresentam características e riscos singulares que exigem sistemas de detecção e 
supressão de incêndios especialmente projetados para suas condições específicas. Estas áreas especiais 
incluem datacenters, salas de equipamentos eletrônicos, museus, acervos históricos, laboratórios, áreas 
classificadas com risco de explosão, entre outras. Nestas situações, os sistemas convencionais podem ser 
inadequados por diversas razões: risco de danos aos equipamentos ou acervos, ineficácia contra incêndios 
específicos, ou incompatibilidade com as condições ambientais presentes.
O desenvolvimento de estratégias de proteção para áreas especiais requer análise aprofundada dos riscos 
específicos, considerando fatores como o valor dos bens protegidos, criticidade dos sistemas, potenciais 
fontes de ignição, características dos materiais presentes, requisitos de continuidade operacional e impactos 
ambientais dos agentes extintores. A abordagem frequentemente combina detecção precoce altamente 
sensível com métodos de supressão que minimizam danos colaterais.
Sistemas Avançados de Detecção
Para áreas críticas, tecnologias de detecção 
ultraprecoce são fundamentais:
Sistemas de Amostragem de Ar (ASD): Utilizam 
uma rede de tubulações para coletar 
continuamente amostras de ar de múltiplos 
pontos da área protegida, analisando-as em uma 
unidade central com sensibilidade até 1000 
vezes maior que detectores pontuais 
convencionais. Podem detectar fumaça em 
concentrações ínfimas, antes que seja visível.
Detecção por Imagem de Vídeo (VID): Emprega 
algoritmosavançados de processamento de 
imagem para identificar padrões visuais 
característicos de chamas ou fumaça em 
imagens de câmeras de segurança, permitindo 
localização precisa do foco de incêndio.
Detecção Espectroscópica: Analisa a 
composição química dos gases presentes no 
ambiente, identificando produtos específicos da 
pirólise ou combustão antes mesmo que ocorra 
fumaça visível.
Sensores de Gás Combustível: Em áreas com 
risco de vazamento de gases inflamáveis, 
detectam concentrações bem abaixo do limite 
inferior de inflamabilidade, permitindo 
intervenção preventiva.
Sensores Térmicos Lineares: Cabos que 
respondem a variações de temperatura ao longo 
de seu comprimento, ideais para proteção de 
bandejas de cabos, túneis e áreas extensas com 
geometria complexa.
Sistemas Especiais de Supressão
A supressão em áreas especiais frequentemente 
utiliza agentes e tecnologias específicos:
Sistemas de Gases Inertes: Utilizam nitrogênio, 
argônio ou misturas (como Inergen®) para 
reduzir a concentração de oxigênio abaixo do 
nível necessário para combustão, mas acima do 
mínimo para segurança humana. Não deixam 
resíduos e são seguros para equipamentos 
eletrônicos.
Agentes Limpos Químicos: Compostos como 
HFC-227ea (FM-200®) e FK-5-1-12 (NOVEC 
1230#) que suprimem incêndios principalmente 
por absorção de calor e, em menor grau, por 
inibição química. Evaporam rapidamente, não 
conduzem eletricidade e têm baixo impacto 
ambiental.
Sistemas de Névoa d'Água: Produzem gotículas 
microscópicas (menores que 1000 ¿m) que 
maximizam a absorção de calor, consumindo até 
90% menos água que sistemas convencionais e 
minimizando danos por água.
Aerossóis Condensados: Partículas ultrafinas 
suspensas em gás que combatem o fogo por 
inibição química da reação em cadeia, eficazes 
em espaços confinados como gabinetes de 
equipamentos.
Sistemas de Supressão Localizada: 
Direcionados a equipamentos específicos, 
detectam e suprimem incêndios diretamente na 
fonte, como em motores, transformadores ou 
máquinas de processo.
A proteção de datacenters e salas de equipamentos eletrônicos representa um caso particularmente 
desafiador, pois exige conciliar alta sensibilidade na detecção com métodos de supressão que não danifiquem 
equipamentos sensíveis nem interrompam operações críticas. A abordagem típica envolve sistemas de 
detecção por amostragem de ar configurados em múltiplos níveis de alarme, permitindo investigação em 
estágios iniciais. Para supressão, predominam agentes gasosos como FM-200®, NOVEC 1230# ou gases 
inertes, descarregados em inundação total após confirmação da presença de incêndio por detecção cruzada 
(dois ou mais sistemas de detecção independentes ativados). Muitas instalações adotam estratégias em 
camadas, com detecção precoce em nível de rack, sob piso elevado e acima do forro, combinada com 
supressão por zonas.
Em museus, bibliotecas e acervos históricos, a preservação dos itens é tão importante quanto a supressão do 
incêndio. Sistemas de água nebulizada em alta pressão têm ganhado preferência nestas aplicações, pois 
controlam o fogo utilizando quantidade mínima de água. Alternativamente, sistemas de gás inerte são 
empregados quando qualquer contato com água pode ser prejudicial. A detecção geralmente combina 
sistemas de amostragem de ar com detectores pontuais específicos para cada ambiente, frequentemente 
integrados com sistemas de CFTV para confirmação visual antes do acionamento da supressão.
Áreas classificadas com risco de explosão, como refinarias, plataformas de petróleo e instalações químicas, 
demandam equipamentos certificados para uso em atmosferas explosivas (com certificação Ex), conforme 
normas como NBR IEC 60079. Detectores de chama ultravioleta/infravermelho são amplamente utilizados 
nestas áreas por sua capacidade de identificar incêndios instantaneamente, mesmo a grandes distâncias. Para 
supressão, sistemas de água com espuma formadora de filme aquoso (AFFF) ou espuma resistente a álcool 
(AR-AFFF) são comuns, frequentemente complementados por sistemas de dilúvio de água para resfriamento 
de estruturas e equipamentos adjacentes.
A integração destes sistemas especializados com a infraestrutura geral de proteção da edificação é crucial 
para uma resposta coordenada em emergências. Interfaces com sistemas de controle de acesso, ventilação, 
energia e processos industriais permitem ações automáticas como: desligamento de equipamentos 
específicos, fechamento de dampers de ventilação, abertura de alívios de sobrepressão (para sistemas 
gasosos), e notificação de equipes de emergência. Esta integração é geralmente realizada através de 
controladores dedicados com redundância e proteção contra falhas, garantindo operação mesmo em 
condições adversas.
Referências Bibliográficas
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https://fireball.com.br/blog. Acesso em: 12 ago. 2023.do Fogo
O Tetraedro do Fogo representa a evolução do tradicional Triângulo do Fogo, incorporando um quarto 
elemento essencial para compreender completamente os processos de combustão: a reação em cadeia. Este 
modelo tridimensional em forma de pirâmide triangular (tetraedro) demonstra que, além dos três elementos 
básicos 3 combustível, comburente e calor 3 é necessária a continuidade da reação química para que o fogo se 
mantenha.
A descoberta da importância da reação em cadeia ocorreu quando pesquisadores verificaram que 
determinados agentes extintores conseguiam apagar o fogo sem necessariamente eliminar qualquer um dos 
três elementos do triângulo. Isso ocorre porque tais agentes interrompem as reações químicas em nível 
molecular, impedindo a propagação da combustão mesmo quando combustível, comburente e calor ainda 
estão presentes em quantidades suficientes.
O conceito do Tetraedro do Fogo é fundamental para as estratégias modernas de extinção de incêndios, pois 
permite classificar os métodos de combate conforme o elemento do tetraedro sobre o qual atuam. Assim, 
temos métodos de extinção por isolamento (remoção do combustível), abafamento (exclusão do comburente), 
resfriamento (retirada do calor) e inibição química (interrupção da reação em cadeia).
Na prática, extintores de pó químico seco e de halon atuam principalmente interrompendo a reação em 
cadeia, enquanto a água atua predominantemente pelo resfriamento. Já os extintores de CO¢ combinam o 
efeito de abafamento (diluição do oxigênio) com o resfriamento. Compreender essa dinâmica permite aos 
profissionais de segurança do trabalho selecionar os métodos mais adequados para cada situação e tipo de 
incêndio.
O conhecimento do Tetraedro do Fogo também fundamenta as estratégias preventivas, pois ao entender 
como cada elemento contribui para o fogo, é possível desenvolver medidas específicas que evitem sua 
coexistência em condições propícias à combustão.
Combustível
Material que pode sofrer 
oxidação e liberar energia 
durante a combustão (madeira, 
papel, líquidos inflamáveis, 
gases combustíveis)
Comburente
Elemento que alimenta a reação 
química, geralmente o oxigênio 
presente no ar atmosférico
Calor
Energia térmica necessária para 
atingir a temperatura de ignição 
do combustível
Reação em Cadeia
Processo de auto-sustentação 
da combustão através de 
reações químicas sucessivas
Propagação do Fogo
A propagação do fogo é o processo pelo qual um incêndio se expande a partir do seu ponto de origem para 
outras áreas. Este fenômeno ocorre através de três mecanismos principais de transferência de calor: 
condução, convecção e radiação. Compreender estes mecanismos é fundamental para o desenvolvimento de 
estratégias eficazes de proteção contra incêndios e para o projeto de sistemas de compartimentação que 
limitem a propagação do fogo em edificações.
A condução é a transferência de calor através do contato direto entre materiais sólidos. Materiais como 
metais, que possuem alta condutividade térmica, podem transmitir calor rapidamente para áreas distantes do 
foco inicial do incêndio, causando a ignição de materiais combustíveis nessas áreas. Por exemplo, vigas 
metálicas que atravessam paredes podem conduzir calor suficiente para iniciar um incêndio em outro 
compartimento da edificação.
A convecção envolve a transferência de calor através do movimento de fluidos aquecidos, principalmente 
gases. Durante um incêndio, o ar aquecido e os produtos da combustão sobem, formando uma pluma térmica 
que pode propagar o fogo para andares superiores através de aberturas verticais como escadas, elevadores e 
dutos. Este é o mecanismo mais comum de propagação vertical em edificações multípavimentos.
A radiação é a transferência de calor através de ondas eletromagnéticas, sem necessidade de um meio 
material para se propagar. O calor radiante de um incêndio pode atravessar espaços abertos e causar a ignição 
de materiais combustíveis mesmo a distâncias consideráveis, especialmente se houver uma grande massa de 
fogo. Este mecanismo é particularmente preocupante em áreas densamente construídas, onde pode causar a 
propagação do incêndio entre edificações vizinhas.
Propagação Vertical
Ocorre principalmente por 
convecção, através de 
escadas, átrios, dutos e 
aberturas entre pavimentos. A 
movimentação ascendente de 
gases quentes e chamas pode 
rapidamente comprometer 
múltiplos andares de uma 
edificação, dificultando o 
combate e o escape.
Propagação Horizontal
Ocorre por radiação e 
condução através de paredes, 
portas, janelas e corredores. 
Uma compartimentação 
horizontal adequada, com 
paredes corta-fogo e portas 
resistentes ao fogo, pode 
retardar significativamente 
esta propagação.
Propagação Externa
Pode ocorrer entre 
edificações por radiação ou 
quando chamas saem por 
aberturas (janelas, portas) e 
atingem fachadas ou 
edificações adjacentes. 
Afastamentos mínimos entre 
edificações e materiais de 
fachada adequados são 
essenciais para minimizar este 
risco.
O controle da propagação do fogo é um dos objetivos principais dos sistemas de proteção passiva contra 
incêndios, que incluem compartimentação horizontal e vertical, uso de materiais resistentes ao fogo, proteção 
de aberturas e criação de barreiras corta-fogo. Estas medidas são complementadas por sistemas ativos como 
sprinklers, que atuam para controlar o incêndio em seu estágio inicial, antes que a propagação se torne 
significativa.
Limites Inferior e Superior de 
Inflamabilidade
Os limites de inflamabilidade são parâmetros fundamentais para a segurança contra incêndios e explosões, 
especialmente em ambientes onde há manipulação de gases e vapores inflamáveis. Esses limites definem a 
faixa de concentração na qual uma mistura de combustível (gás ou vapor) e ar pode entrar em combustão 
quando exposta a uma fonte de ignição. Fora desses limites, a combustão não ocorre, mesmo na presença de 
uma fonte de ignição.
O Limite Inferior de Inflamabilidade (LII), também chamado de Limite Inferior de Explosividade (LIE), 
representa a concentração mínima de combustível no ar necessária para que a mistura se torne inflamável. 
Abaixo deste limite, a mistura é considerada "pobre", contendo combustível insuficiente para sustentar a 
combustão. Já o Limite Superior de Inflamabilidade (LSI) ou Limite Superior de Explosividade (LSE) representa 
a concentração máxima de combustível no ar acima da qual a mistura se torna "rica" demais, não havendo 
oxigênio suficiente para manter a combustão.
0
40
80
120
Metano Propano Hidrogênio Acetileno Gasolina
Limite Inferior (%) Limite Superior (%)
A faixa de inflamabilidade varia significativamente entre diferentes substâncias. Por exemplo, o hidrogênio 
possui uma faixa ampla (4% a 75% no ar), tornando-o particularmente perigoso, enquanto a gasolina possui 
uma faixa mais estreita (1,4% a 7,6%). Estes valores são determinados experimentalmente e são específicos 
para condições padrão de temperatura e pressão (20°C e 1 atm). Alterações nestas condições podem 
modificar os limites de inflamabilidade.
O conhecimento destes limites é crucial para o desenvolvimento de estratégias de segurança. Em ambientes 
industriais, por exemplo, onde gases inflamáveis podem estar presentes, são instalados detectores que 
monitoram continuamente a concentração destes gases no ar, acionando alarmes quando a concentração se 
aproxima de 10% do LII, permitindo ações preventivas antes que se atinja uma condição perigosa. Técnicas 
como inertização (adição de gases inertes para reduzir a concentração de oxigênio) e ventilação forçada (para 
diluir a concentração de gases inflamáveis) são utilizadas para manter as concentrações fora da faixa de 
inflamabilidade.
Do ponto de vista prático da segurança, é mais importante o monitoramento do LII, pois representa o ponto a 
partir do qual a mistura se torna perigosa. Sistemas de ventilação deemergência são projetados para garantir 
que a concentração de gases ou vapores inflamáveis permaneça sempre significativamente abaixo do LII, 
criando assim uma margem de segurança contra incêndios e explosões.
Propagação de Um Incêndio
A propagação de um incêndio em edificações segue um padrão de desenvolvimento que pode ser descrito por 
fases relativamente previsíveis. Compreender este processo é crucial para o desenvolvimento de estratégias 
de prevenção, combate e evacuação. As estimativas do Corpo de Bombeiros indicam que, dependendo das 
condições do ambiente e dos materiais presentes, um incêndio pode passar da fase inicial para uma 
conflagração total em menos de 5 minutos, destacando a importância de sistemas de detecção precoce e 
resposta rápida.
Um incêndio típico em ambiente confinado evolui através de quatro fases principais: ignição, crescimento, 
desenvolvimento pleno (flashover) e declínio. A fase de ignição representa o início do fogo, quando uma fonte 
de calor atinge a temperatura de ignição de um material combustível. Neste momento, o fogo é geralmente 
pequeno e localizado, liberando quantidades relativamente baixas de calor e produtos de combustão. É nesta 
fase que a intervenção tem maior probabilidade de sucesso, com o uso de extintores portáteis ou outros meios 
simples de combate.
Na fase de crescimento, o fogo se expande, aquecendo progressivamente o ambiente e gerando mais gases 
combustíveis por pirólise (decomposição térmica de materiais). A temperatura aumenta gradualmente, e os 
mecanismos de transferência de calor (condução, convecção e radiação) começam a afetar materiais 
próximos, acelerando a propagação. Esta fase pode durar de alguns minutos a várias horas, dependendo dos 
materiais envolvidos, da ventilação e das características do ambiente.
O flashover representa a transição entre a fase de crescimento e o desenvolvimento pleno do incêndio. Neste 
momento crítico, que geralmente ocorre quando a temperatura próxima ao teto atinge cerca de 600°C, todos 
os materiais combustíveis no ambiente atingem simultaneamente sua temperatura de ignição, resultando em 
uma combustão generalizada. A temperatura sobe rapidamente, podendo alcançar 1.100°C, e as condições se 
tornam insustentáveis para a vida humana em poucos segundos.
Na fase de desenvolvimento pleno, o incêndio atinge sua máxima intensidade, com todos os materiais 
combustíveis participando da combustão. A taxa de liberação de calor é controlada principalmente pela 
ventilação (incêndio controlado pela ventilação) ou pela disponibilidade de combustível (incêndio controlado 
pelo combustível). Esta fase persiste até que o combustível comece a se esgotar ou o suprimento de oxigênio 
se torne insuficiente.
Finalmente, na fase de declínio, a intensidade do fogo diminui gradualmente à medida que o combustível é 
consumido ou o oxigênio se torna limitado. Mesmo nesta fase, as temperaturas permanecem elevadas, e 
brasas podem persistir por horas, representando risco de reignição se oxigênio fresco for introduzido. As 
operações de rescaldo são críticas nesta fase para garantir a extinção completa de todos os focos 
remanescentes.
NR 23 - Proteção Contra Incêndios
A Norma Regulamentadora 23 (NR 23) é um instrumento legal estabelecido pelo Ministério do Trabalho e 
Emprego que define os requisitos básicos para a proteção contra incêndios nos ambientes de trabalho. Seu 
objetivo principal é garantir a segurança dos trabalhadores e a preservação do patrimônio através da 
implementação de medidas preventivas e sistemas de combate a incêndios eficazes. A NR 23 aplica-se a todas 
as empresas privadas e públicas, bem como órgãos da administração direta e indireta que possuam 
empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Em sua versão atualizada, a NR 23 estabelece que os empregadores devem adotar medidas de prevenção de 
incêndios em conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis. Um aspecto 
fundamental da norma é a obrigatoriedade de que os locais de trabalho disponham de saídas em número 
suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez 
e segurança em caso de emergência.
Principais Exigências 
da NR 23
Saídas de emergência 
desobstruídas e 
devidamente sinalizadas
Equipamentos de combate 
a incêndio adequados aos 
riscos presentes
Alarmes de incêndio 
quando exigidos pelas 
características da 
edificação
Treinamento de 
trabalhadores em 
procedimentos de 
emergência
Planos de ação para 
situações de emergência
Dispositivos de 
Combate
Extintores de incêndio 
adequados às classes de 
fogo
Sistemas de hidrantes 
quando exigidos pela 
legislação local
Sistemas de detecção e 
alarme conforme 
características do local
Sprinklers automáticos 
quando necessários pelo 
risco
Proteção Coletiva
Sinalização de segurança 
conforme NBR 13434
Iluminação de emergência 
autônoma
Rotas de fuga com 
capacidade adequada à 
população
Brigadas de incêndio 
treinadas conforme 
legislação
A NR 23 determina que os extintores devem ser distribuídos conforme as classes de fogo predominantes no 
local, respeitando as distâncias máximas a percorrer e a capacidade extintora necessária. Além disso, exige 
que os equipamentos sejam inspecionados periodicamente, com registro das inspeções e manutenções 
realizadas.
Um aspecto importante da norma é a obrigatoriedade de treinamento dos funcionários. Conforme a NR 23, os 
empregadores devem proporcionar aos trabalhadores informações sobre a utilização dos equipamentos de 
combate a incêndio, procedimentos de evacuação, alarmes e saídas de emergência. Este treinamento deve ser 
periódico e documentado.
É fundamental observar que a NR 23 estabelece requisitos mínimos, devendo ser complementada pelas 
normas técnicas da ABNT e pelas legislações estaduais específicas, que geralmente são mais detalhadas e 
restritivas. Os profissionais de segurança do trabalho devem, portanto, conhecer não apenas a NR 23, mas 
também as regulamentações locais aplicáveis ao estabelecimento em que atuam.
Classes de Incêndios
A classificação dos incêndios em classes específicas é um método universalmente adotado para identificar o 
tipo de material combustível envolvido em um incêndio. Esta categorização é fundamental para a seleção 
adequada dos agentes extintores e estratégias de combate, pois diferentes materiais queimam de maneiras 
distintas e requerem abordagens específicas para sua extinção segura e eficaz. No Brasil, seguindo padrões 
internacionais, os incêndios são classificados em cinco classes principais, identificadas pelas letras A, B, C, D e 
K.
Classe A
Incêndios em materiais 
sólidos comuns de 
natureza orgânica, como 
madeira, papel, tecidos, 
borracha e diversos 
plásticos. Estes materiais 
queimam em superfície e 
profundidade, deixando 
resíduos sólidos (brasas). 
São eficientemente 
combatidos com água ou 
agentes que possuam 
grande capacidade de 
resfriamento.
Classe B
Incêndios em líquidos e 
gases inflamáveis, como 
gasolina, álcool, GLP, GNV, 
querosene e óleos. Estes 
materiais queimam apenas 
em superfície e não deixam 
resíduos. Os agentes 
extintores mais adequados 
são aqueles que atuam por 
abafamento, como pó 
químico seco, CO¢ e 
espumas especiais.
Classe C
Incêndios envolvendo 
equipamentos elétricos 
energizados, como 
motores, transformadores, 
quadros de distribuição e 
computadores. O risco 
principal é a possibilidade 
de choque elétrico durante 
o combate. Requerem 
agentes extintores não 
condutores de eletricidade, 
como CO¢ e pó químico 
seco.
Classe D
Incêndios em metais combustíveis, como 
magnésio, titânio, zircônio, sódio, potássio e 
lítio. Estes metais queimam a altas 
temperaturas e reagem violentamente com 
água. Necessitam de agentes extintores 
especiais, como pós à base de grafite ou 
cloreto de sódio.
ClasseK
Incêndios em óleos e gorduras de cozinha. 
Embora sejam líquidos combustíveis 
(semelhantes à Classe B), são tratados 
separadamente devido às altas temperaturas 
envolvidas e aos métodos específicos de 
extinção necessários. São combatidos com 
agentes especiais que saponificam as 
gorduras e atuam por abafamento e 
resfriamento.
É importante observar que alguns incêndios podem envolver múltiplas classes simultaneamente, como um 
incêndio em uma cozinha industrial que pode apresentar características das classes A, B, C e K. Nestes casos, a 
estratégia de combate deve considerar todos os riscos presentes e utilizar agentes extintores compatíveis 
com todas as classes envolvidas, ou múltiplos agentes aplicados de forma coordenada.
A correta identificação da classe de incêndio é o primeiro passo para uma intervenção eficaz. Por isso, os 
equipamentos de combate a incêndio, como extintores, são claramente identificados com símbolos 
padronizados que indicam para quais classes são adequados. Treinamentos periódicos devem ser realizados 
para que os brigadistas e funcionários sejam capazes de identificar rapidamente a classe de incêndio e 
selecionar o equipamento adequado.
Métodos de Extinção de Incêndios
Os métodos de extinção de incêndios são técnicas desenvolvidas para interromper o processo de combustão 
através da eliminação de um ou mais elementos do tetraedro do fogo. Com base nesse princípio, existem 
quatro métodos principais: isolamento, abafamento, resfriamento e inibição química da reação em cadeia. A 
eficácia de cada método varia conforme a classe do incêndio e as características dos materiais envolvidos, 
sendo comum a aplicação de múltiplos métodos simultaneamente para uma extinção mais rápida e segura.
Isolamento
Este método consiste na remoção ou separação do 
material combustível que ainda não foi atingido 
pelo fogo, interrompendo a continuidade da 
combustão. Na prática, isso pode envolver ações 
como:
Fechamento de válvulas que alimentam gases 
ou líquidos inflamáveis
Construção de aceiros para impedir a 
propagação de incêndios florestais
Remoção de materiais combustíveis próximos 
ao foco do incêndio
Demolição controlada para criar uma barreira 
física entre áreas
O isolamento é particularmente eficaz em incêndios 
de Classe B envolvendo vazamentos de líquidos ou 
gases inflamáveis, onde o controle da fonte pode 
extinguir rapidamente o incêndio.
Abafamento
O abafamento visa eliminar ou reduzir o oxigênio 
(comburente) disponível para a combustão. Este 
método pode ser implementado de várias formas:
Cobertura do material em chamas com mantas 
ignífugas ou tampas
Aplicação de espumas que formam uma barreira 
entre o combustível e o ar
Utilização de gases inertes como CO¢ ou 
nitrogênio que deslocam o oxigênio
Fechamento hermético de ambientes para 
consumo do oxigênio interno
O abafamento é eficiente para incêndios das 
Classes B e C, mas pode ser perigoso para a Classe 
D, pois alguns metais conseguem extrair oxigênio de 
compostos químicos como a água.
Resfriamento
É o método que atua sobre o elemento calor, 
reduzindo a temperatura do material em combustão 
abaixo de seu ponto de ignição. O resfriamento é 
tipicamente realizado por:
Aplicação de água, que absorve calor ao se 
transformar em vapor
Uso de soluções aquosas com aditivos para 
aumentar a capacidade de absorção de calor
Aplicação de gases liquefeitos, como CO¢, que 
absorvem calor ao se expandirem
Sistemas de dilúvio que inundam toda uma área 
com água
Este é o método mais comum para combate a 
incêndios de Classe A, e é particularmente eficaz 
porque atua tanto no fogo visível quanto nas brasas 
que poderiam causar reignição.
Inibição Química
Este método interrompe a reação em cadeia que 
sustenta a combustão através de agentes químicos 
que reagem com os radicais livres gerados durante 
o processo. Entre as técnicas utilizadas estão:
Aplicação de pó químico seco, que reage com os 
radicais livres interrompendo a cadeia
Uso de halons (embora restrito por questões 
ambientais) e seus substitutos ecológicos
Sistemas fixos de agentes limpos como FM-200 
ou NOVEC 1230
Aplicação de compostos específicos para 
incêndios de Classe D
A inibição química é particularmente valiosa para 
incêndios em equipamentos sensíveis (Classe C) e 
certos líquidos inflamáveis (Classe B), pois não deixa 
resíduos condutores nem causa danos por contato 
direto.
Na prática, muitos agentes extintores combinam múltiplos métodos. A água com espumógeno, por exemplo, 
atua tanto por resfriamento quanto por abafamento. O pó químico seco age primariamente por inibição da 
reação em cadeia, mas também promove certo abafamento. A seleção do método mais adequado deve 
considerar não apenas a eficácia na extinção, mas também os possíveis danos colaterais aos equipamentos e 
ao ambiente, bem como a segurança dos operadores e a possibilidade de reignição.
Extintores de Incêndio
Os extintores de incêndio são equipamentos portáteis ou sobre rodas destinados ao combate de princípios de 
incêndio. Eles constituem a primeira linha de defesa contra o fogo e, quando utilizados corretamente e nos 
estágios iniciais do incêndio, podem prevenir grandes sinistros. Sua eficácia depende da correta seleção do 
tipo de extintor para a classe de incêndio presente, bem como da manutenção adequada e do treinamento dos 
usuários.
No Brasil, os extintores são regulamentados pela NBR 15808 (extintores portáteis) e NBR 15809 (extintores 
sobre rodas), que estabelecem requisitos de fabricação, desempenho, manutenção e identificação. Além disso, 
a NR 23 e as Instruções Técnicas dos Corpos de Bombeiros Estaduais determinam a quantidade, o tipo e a 
localização dos extintores nas edificações, com base em critérios como a área, o risco e a ocupação do local.
Existem diversos tipos de extintores, cada um contendo um agente extintor específico, projetado para 
combater determinadas classes de incêndio. Os principais tipos são:
Tipo de Extintor Agente Extintor Classes de 
Incêndio
Método de 
Extinção 
Principal
Alcance Médio
Água 
Pressurizada
Água A Resfriamento 8-10 metros
Espuma 
Mecânica
Água + LGE 
(Líquido Gerador 
de Espuma)
A e B Abafamento e 
Resfriamento
5-6 metros
Pó Químico BC Bicarbonato de 
sódio ou 
potássio
B e C Inibição da 
reação em 
cadeia
3-5 metros
Pó Químico ABC Fosfato 
monoamônico
A, B e C Inibição da 
reação em 
cadeia e 
abafamento
3-5 metros
Dióxido de 
Carbono (CO¢)
CO¢ liquefeito B e C Abafamento e 
Resfriamento
1-2 metros
Halon e 
substitutos
Halocarbonetos B e C Inibição da 
reação em 
cadeia
2-4 metros
Pó para Metais Compostos 
específicos 
(grafite, cloreto 
de sódio)
D Abafamento e 
Resfriamento
1-2 metros
Agentes 
Especiais para 
Classe K
Acetato de 
potássio
K Saponificação e 
Abafamento
2-3 metros
A correta utilização de extintores requer treinamento específico, seguindo a técnica do PACIS 
(Posicionamento, Acionamento, Combate, Inspeção e Simulação). Os extintores devem ser inspecionados 
visualmente todos os meses e submetidos a manutenção de segundo nível (recarga) a cada 12 meses, além de 
testes hidrostáticos a cada 5 anos. A localização dos extintores deve ser claramente sinalizada, eles devem 
estar desobstruídos e facilmente acessíveis, e instalados a uma altura máxima de 1,60m do piso para a alça de 
manuseio.
Apesar de serem fundamentais, os extintores têm limitações. Possuem carga limitada, curto tempo de 
descarga (entre 10 e 30 segundos para portáteis) e são eficazes apenas em incêndios em estágio inicial. Por 
isso, devem ser considerados parte de um sistema integrado de proteção contra incêndios, complementados 
por outros sistemas como hidrantes, sprinklers e alarmes.
Sistemas de Alarmes
Sistemas de alarmes de incêndio são componentes essenciais da proteção contra incêndios em edificações, 
fornecendo detecção precoce e notificação de emergências.Estes sistemas podem reduzir significativamente 
o tempo entre o início do incêndio e a resposta, minimizando danos materiais e, mais importante, protegendo 
vidas. Um sistema de alarme de incêndio completo é composto por diversos elementos, desde dispositivos de 
detecção até equipamentos de alerta e controle, todos integrados para oferecer uma resposta rápida e 
coordenada.
De acordo com a NBR 17240, que estabelece os requisitos para sistemas de detecção e alarme de incêndio no 
Brasil, estes sistemas podem ser classificados em dois tipos principais: convencionais e endereçáveis. Os 
sistemas convencionais dividem a edificação em zonas, permitindo identificar apenas a área aproximada onde 
o alarme foi acionado. Já os sistemas endereçáveis, mais modernos, possibilitam a identificação precisa do 
dispositivo específico que foi ativado, facilitando a localização exata do problema.
Um sistema de alarme de incêndio típico é composto pelos seguintes elementos:
Central de Alarme
É o cérebro do sistema, responsável por 
receber e processar os sinais dos dispositivos 
de detecção, acionar os alarmes e, em 
sistemas mais avançados, iniciar ações 
automatizadas como fechamento de portas 
corta-fogo, desligamento de sistemas de ar-
condicionado e ativação de sistemas de 
supressão.
Dispositivos de Detecção
Incluem detectores automáticos (de fumaça, 
temperatura, chama e gás) e acionadores 
manuais. Os detectores automáticos 
monitoram continuamente o ambiente, 
enquanto os acionadores manuais permitem 
que pessoas sinalizem emergências 
observadas visualmente.
Dispositivos de Alarme
Responsáveis por alertar os ocupantes da 
edificação, incluem alarmes sonoros (sirenes, 
campainhas), alarmes visuais (luzes 
estroboscópicas) e sistemas de comunicação 
de emergência com mensagens gravadas ou 
ao vivo.
Elementos Complementares
Fontes de alimentação secundárias (baterias), 
módulos de interface para controle de outros 
sistemas, e dispositivos de comunicação para 
transmissão de alertas para centrais de 
monitoramento remoto ou diretamente para 
o Corpo de Bombeiros.
O dimensionamento e a configuração de um sistema de alarme de incêndio devem considerar as 
características específicas da edificação, como seu uso, área, altura, população e riscos específicos. As 
Instruções Técnicas dos Corpos de Bombeiros Estaduais, em conjunto com as normas da ABNT, definem os 
critérios mínimos para cada tipo de ocupação.
A manutenção regular é crucial para garantir a confiabilidade destes sistemas. A NBR 17240 recomenda 
inspeções visuais mensais, testes funcionais semestrais e manutenções preventivas anuais, além de 
substituição de componentes conforme a vida útil especificada pelos fabricantes. Os testes devem incluir a 
verificação da operação de todos os dispositivos, a medição da tensão das baterias e a simulação de falhas 
para confirmar que o sistema entrará em modo de alarme em caso de problemas.
Sistemas modernos de alarme de incêndio frequentemente integram-se a plataformas de automação predial, 
permitindo monitoramento remoto e respostas coordenadas que vão além da simples notificação. Esta 
integração, combinada com tecnologias como análise por inteligência artificial e conectividade IoT, representa 
a próxima geração em detecção e resposta a emergências.
Tipos de Detectores de Incêndio
Os detectores de incêndio são dispositivos projetados para identificar a presença de fenômenos associados à 
combustão, como calor, fumaça, chamas ou gases, e transmitir esta informação para um sistema de alarme. A 
escolha do tipo adequado de detector é crucial para a eficácia do sistema de proteção contra incêndios, pois 
diferentes ambientes e materiais combustíveis produzem diferentes manifestações durante as fases iniciais 
de um incêndio. A NBR 17240 e as Instruções Técnicas dos Corpos de Bombeiros fornecem orientações sobre 
a seleção, instalação e manutenção destes equipamentos.
Detectores de Fumaça
São os mais utilizados e podem ser de dois tipos 
principais:
Iônicos: Contêm uma pequena quantidade de 
material radioativo que ioniza o ar entre duas placas 
eletricamente carregadas. Quando partículas de 
fumaça entram na câmara, alteram a condutividade 
do ar ionizado, acionando o alarme. São mais 
sensíveis a partículas pequenas, produzidas por 
incêndios de combustão rápida (chamas).
Ópticos (Fotoelétricos): Utilizam um emissor de luz 
e um receptor fotossensível posicionados em 
ângulo. Normalmente, a luz não atinge o receptor, 
mas quando partículas de fumaça entram na 
câmara, dispersam a luz em direção ao receptor, 
acionando o alarme. São mais sensíveis a partículas 
maiores, típicas de incêndios lentos e fumacentos.
Detectores de fumaça são ideais para áreas como 
escritórios, hospitais, hotéis, escolas e residências, 
onde a detecção precoce é essencial para a 
segurança dos ocupantes.
Detectores Térmicos
Respondem ao aumento da temperatura ambiente e 
são de dois tipos principais:
Termovelocimétricos: Acionam quando detectam 
uma taxa anormal de elevação de temperatura, 
tipicamente acima de 8°C por minuto, 
independentemente da temperatura absoluta do 
ambiente.
Temperatura Fixa: Ativam quando a temperatura 
ambiente atinge um valor predeterminado, 
geralmente entre 57°C e 93°C, dependendo do 
modelo.
Detectores térmicos são menos suscetíveis a falsos 
alarmes que os de fumaça, tornando-os adequados 
para ambientes com poeira, umidade ou fumaça 
ocasional, como cozinhas industriais, lavanderias, 
garagens e áreas de fabricação.
Detectores de Chama
Detectam a radiação emitida por chamas, operando 
em diferentes espectros:
Ultravioleta (UV): Sensíveis à radiação UV emitida 
pelas chamas, proporcionam resposta rápida, mas 
podem sofrer interferências de fontes como soldas 
elétricas e luz solar.
Infravermelho (IR): Detectam a radiação IR 
característica da combustão, frequentemente com 
algoritmos que analisam a oscilação típica das 
chamas para evitar falsos alarmes.
Combinados UV/IR: Oferecem maior confiabilidade 
ao exigir a detecção simultânea de radiação em 
ambos os espectros, reduzindo falsos alarmes.
São adequados para áreas com potencial de 
incêndios rápidos e intensos, como refinarias, 
plataformas de petróleo, hangares de aeronaves e 
áreas de armazenamento de líquidos inflamáveis.
Detectores de Gás
Identificam a presença de gases combustíveis ou 
produtos de combustão:
Gases Combustíveis: Detectam a presença de 
metano, propano, hidrogênio e outros gases 
inflamáveis antes que atinjam a concentração 
necessária para combustão, permitindo ação 
preventiva.
Monóxido de Carbono: Identificam a presença de 
CO, frequentemente produzido em combustões 
incompletas e potencialmente letal mesmo em 
baixas concentrações.
Estes detectores são essenciais em áreas com 
sistemas de gás, caldeiras, garagens fechadas, 
laboratórios e processos industriais que utilizam ou 
produzem gases combustíveis.
Detectores multicriterios ou multissensores representam a tecnologia mais avançada, combinando diferentes 
tecnologias de detecção (fumaça, calor, monóxido de carbono) em um único dispositivo. Utilizando algoritmos 
sofisticados, eles analisam dados de múltiplos sensores para tomar decisões mais precisas, reduzindo 
significativamente a ocorrência de falsos alarmes enquanto mantêm alta sensibilidade a incêndios reais. São 
particularmente valiosos em ambientes com condições variáveis, como hotéis, hospitais e edifícios multiuso.
A escolha do detector adequado deve considerar fatores como as características do ambiente protegido, os 
possíveis combustíveis presentes, condições ambientais normais (temperatura, umidade, poeira), a 
necessidade de detecção precoce versus a tolerância a falsos alarmes, e as exigências normativas aplicáveis ao 
local.
Acionadores Manuais
Os acionadores manuais, também conhecidos como botoeiras de alarme ou "pull stations", são dispositivos 
essenciaisem qualquer sistema de alarme de incêndio, representando o meio mais direto de alerta em caso de 
emergência. Estes equipamentos permitem que qualquer pessoa que detecte um princípio de incêndio ou 
situação de risco possa rapidamente acionar o sistema de alarme, alertando os ocupantes da edificação e, em 
sistemas mais avançados, notificando automaticamente serviços de emergência e ativando sistemas de 
proteção.
De acordo com a NBR 17240, os acionadores manuais devem ser instalados em locais visíveis e acessíveis, a 
uma altura entre 0,9m e 1,35m do piso acabado, de forma a permitir o acionamento por qualquer pessoa, 
incluindo pessoas com deficiência. Devem ser posicionados próximos às saídas de emergência, nos acessos 
principais de cada pavimento e de forma que a distância máxima a ser percorrida por uma pessoa, em 
qualquer ponto da edificação até o acionador mais próximo, não ultrapasse 30 metros.
Existem diversos tipos de acionadores manuais, com diferentes mecanismos de ativação, cada um com suas 
vantagens específicas:
Acionadores de 
Quebrar Vidro
Consistem em uma pequena 
placa de vidro que deve ser 
quebrada para pressionar um 
botão ou ativar um 
interruptor. Este design ajuda 
a prevenir acionamentos 
acidentais, mas requer a 
substituição do vidro após 
cada uso. Alguns modelos 
modernos utilizam vidros 
especiais que se fragmentam 
sem produzir estilhaços 
cortantes, melhorando a 
segurança durante o 
acionamento.
Acionadores de Puxar
Possuem uma alavanca que 
deve ser puxada para baixo 
para acionar o alarme. Após o 
uso, geralmente a alavanca 
permanece na posição 
"acionada" até ser reiniciada 
com uma chave especial, 
proporcionando uma 
indicação visual de qual 
acionador foi utilizado. São 
comuns em países como os 
Estados Unidos.
Acionadores de 
Pressionar
Apresentam um botão de 
pressão que, quando 
apertado, ativa o alarme. 
Muitos modelos exigem uma 
força considerável ou um 
movimento secundário (como 
girar o botão) para evitar 
acionamentos acidentais. 
Alguns possuem um plástico 
transparente de proteção que 
deve ser levantado antes do 
acionamento.
Em sistemas endereçáveis, cada acionador possui um endereço único que permite à central de alarme 
identificar precisamente qual dispositivo foi ativado, facilitando a localização rápida do incêndio. Em sistemas 
convencionais, os acionadores são agrupados em zonas, permitindo identificar apenas a área aproximada do 
acionamento.
Para prevenir acionamentos maliciosos, muitos modelos modernos incorporam características de segurança 
como tintas especiais que marcam as mãos de quem aciona o dispositivo, alarmes locais sonoros que disparam 
imediatamente no próprio acionador, ou até mesmo câmeras integradas que capturam imagens no momento 
do acionamento. Adicionalmente, em locais de alto risco para alarmes falsos, podem ser utilizadas capas 
protetoras transparentes com alarmes próprios, que soam quando a capa é aberta, desencorajando o uso 
indevido sem comprometer a acessibilidade em emergências reais.
A manutenção regular dos acionadores manuais é crucial para garantir sua operacionalidade em situações de 
emergência. Conforme a NBR 17240, devem ser realizados testes funcionais periódicos, pelo menos uma vez 
a cada seis meses, utilizando dispositivos de teste específicos que simulam o acionamento sem danificar o 
equipamento. Adicionalmente, inspeções visuais regulares devem verificar se os dispositivos estão 
desobstruídos, sinalizados adequadamente e sem danos aparentes.
Alarmes
O sistema de alarmes em uma edificação constitui um conjunto de dispositivos de notificação que alertam os 
ocupantes sobre a existência de uma emergência, direcionando-os para as ações apropriadas conforme os 
protocolos de segurança estabelecidos. Estes sistemas são fundamentais para o gerenciamento de riscos e 
podem fazer a diferença entre uma evacuação ordenada e o pânico generalizado em situações críticas. Os 
alarmes modernos vão além dos simples sinais sonoros, incorporando múltiplos modos de notificação para 
garantir que todas as pessoas, incluindo aquelas com diferentes tipos de deficiência, sejam adequadamente 
alertadas.
Conforme estabelecido na NBR 17240 e nas regulamentações estaduais, os dispositivos de alarme devem ser 
dimensionados e distribuídos de forma a garantir que possam ser ouvidos e/ou visualizados em todos os 
pontos da edificação. O nível sonoro deve estar pelo menos 15 dB acima do nível de ruído ambiente normal, 
sem exceder 120 dB para não causar danos auditivos. Em áreas com ruído intenso, como fábricas, devem ser 
complementados por sinalizadores visuais.
Dispositivos Sonoros
Sirenes: Produzem som 
contínuo ou intermitente 
de alta intensidade
Campainhas: Dispositivos 
eletromecânicos de som 
característico, utilizados 
em sistemas mais antigos
Alto-falantes: Permitem a 
transmissão de 
mensagens gravadas ou ao 
vivo, orientando os 
ocupantes
Buzinas: Produzem sons 
de alta intensidade, 
adequadas para 
ambientes industriais 
ruidosos
Dispositivos Visuais
Luzes estroboscópicas: 
Emitem flashes intensos 
de luz, visíveis mesmo com 
fumaça moderada
Painéis luminosos: Exibem 
mensagens como "FOGO" 
ou "SAIA 
IMEDIATAMENTE"
Sinalizadores rotativos: 
Luzes giratórias que 
chamam atenção em 
ambientes amplos
LEDs pulsantes: 
Consomem menos 
energia, ideais para 
sistemas com baterias de 
backup
Sistemas Avançados
Sistemas de comunicação 
de emergência: Combinam 
alarmes com instruções 
detalhadas por áudio
Dispositivos vibratórios: 
Para alertar pessoas com 
deficiência auditiva, como 
almofadas ou pulseiras
Integração com outros 
sistemas: Ativação 
automática de iluminação 
de emergência e 
desbloqueio de portas
Notificação em 
dispositivos pessoais: 
Envio de alertas para 
smartphones e outros 
dispositivos
Os sistemas de alarme podem operar em diferentes modos, dependendo da estratégia de emergência adotada 
para a edificação. O modo de evacuação total emite sinais em toda a edificação simultaneamente, enquanto o 
modo de evacuação faseada ativa os alarmes inicialmente na área afetada e áreas adjacentes, com expansão 
progressiva se necessário. Já o modo de "preparar para mover" utiliza sinais distintos para alertar funcionários 
treinados antes de iniciar uma evacuação completa.
Os alarmes devem ser claramente distinguíveis de outros sinais sonoros do edifício, como campainhas de 
recreio em escolas ou sirenes de troca de turno em fábricas. Por isso, a NBR 17240 estabelece padrões 
específicos de tom e frequência. Adicionalmente, em edificações com grande concentração de público, como 
centros comerciais e hospitais, recomenda-se o uso de mensagens pré-gravadas que forneçam instruções 
claras, reduzindo o risco de pânico.
A alimentação elétrica dos dispositivos de alarme deve ser garantida mesmo em situações de falha da rede 
elétrica principal. Por isso, sistemas de baterias de backup são obrigatórios, dimensionados para manter o 
sistema operacional por pelo menos 24 horas em modo de supervisão, seguido de 15 minutos em modo de 
alarme. Inspeções e testes regulares são essenciais, incluindo verificação sonora e visual de todos os 
dispositivos, teste de autonomia das baterias e simulações de falhas para garantir o funcionamento adequado 
do sistema em situações críticas.
Central de Alarme
A central de alarme de incêndio é o componente principal de qualquer sistema de detecção e alarme, 
funcionando como o cérebro da operação. É responsável por receber e processar sinais dos dispositivos de 
detecção, acionar os dispositivos de notificação, monitorar o sistema quanto a falhas e, em sistemas mais 
sofisticados, iniciar ações automatizadas de proteção. A escolha, instalação e manutenção adequadas da 
central são fundamentais para garantir a eficácia de todo o sistema de proteção contra incêndios.
De acordo com a NBR 17240, as centrais de alarme podemser classificadas em dois tipos principais: 
convencionais e endereçáveis. As centrais convencionais dividem o sistema em zonas, identificando apenas a 
área aproximada onde ocorreu a detecção, enquanto as centrais endereçáveis podem identificar com precisão 
qual dispositivo específico foi acionado, fornecendo localização exata e informações detalhadas sobre o 
evento.
Componentes Principais
Processador central: Unidade que analisa todos 
os sinais recebidos e executa a programação do 
sistema
Interface de operação: Teclado, botões e display 
que permitem a interação dos operadores com o 
sistema
Anunciadores: Indicadores visuais e sonoros 
que mostram o status do sistema (normal, 
alarme, falha)
Fontes de alimentação: Sistema primário 
conectado à rede elétrica e baterias de backup
Circuitos de detecção: Entradas para conexão 
dos dispositivos de detecção (detectores, 
acionadores)
Circuitos de notificação: Saídas para 
acionamento de sirenes, luzes estroboscópicas e 
outros alertas
Módulos de relé: Para acionamento de 
equipamentos externos como elevadores, 
dampers e sistemas de extinção
Interfaces de comunicação: Para conexão com 
sistemas externos e centrais de monitoramento 
remoto
Funcionalidades Avançadas
Verificação de alarme: Confirma a existência 
real de um incêndio antes de acionar alertas 
gerais, reduzindo falsos alarmes
Programação por horário: Permite configurar 
diferentes modos de operação para horários 
específicos
Registro de eventos: Armazena histórico 
detalhado de alarmes, falhas e operações do 
sistema
Auto-diagnóstico: Monitora continuamente os 
componentes do sistema, alertando sobre falhas
Integração predial: Comunica-se com sistemas 
de ar-condicionado, controle de acesso e 
automação
Evacuação faseada: Permite programar 
sequência específica de acionamento de 
alarmes por áreas
Comunicação bidirecional: Possibilita 
comunicação por voz entre a central e áreas 
remotas da edificação
Redundância: Sistemas críticos possuem 
processadores duplicados para garantir 
operação contínua
A central de alarme deve ser instalada em local protegido, de fácil acesso, preferencialmente próximo à 
entrada principal da edificação ou em sala de controle/segurança com presença permanente de operadores 
treinados. O ambiente deve ter iluminação adequada, temperatura controlada e proteção contra poeira e 
umidade. Conforme a NBR 17240, a área de instalação deve ser protegida por detectores de incêndio e, 
quando necessário, por sistemas de extinção apropriados.
A supervisão contínua é um aspecto crítico das centrais modernas. Elas monitoram constantemente todos os 
circuitos, detectores e fontes de alimentação, identificando e sinalizando qualquer falha, como curtos-
circuitos, circuitos abertos, remoção de detectores ou problemas nas baterias. Esta função garante que o 
sistema estará operacional quando necessário, evitando falhas silenciosas que poderiam comprometer a 
segurança.
Grandes edificações frequentemente utilizam sistemas distribuídos, com múltiplas centrais interconectadas 
em rede. Nestes casos, uma central principal (master) supervisiona as demais, permitindo controle 
centralizado enquanto mantém a autonomia local. Tecnologias emergentes incluem centrais baseadas em 
computação em nuvem, com capacidades de análise preditiva utilizando inteligência artificial, que podem 
identificar padrões anormais e prever falhas antes que ocorram.
Riscos de Explosões
Explosões são fenômenos caracterizados pela liberação súbita e violenta de energia, resultando em uma onda 
de pressão expansiva, geralmente acompanhada de ruído intenso e, frequentemente, de efeitos térmicos. Em 
ambientes industriais, comerciais e até mesmo residenciais, os riscos de explosões representam uma 
preocupação significativa para os profissionais de segurança do trabalho, pois possuem alto potencial 
destruidor e podem causar fatalidades, lesões graves e danos estruturais extensos em frações de segundo.
As explosões podem ser classificadas em três tipos principais, cada um com características e riscos específicos. 
As explosões físicas ocorrem quando um recipiente pressurizado falha estruturalmente, liberando 
repentinamente a energia armazenada na pressão, como em caldeiras ou cilindros de gases comprimidos. As 
explosões químicas resultam de reações exotérmicas rápidas entre substâncias, como a detonação de 
explosivos ou a combustão quase instantânea de misturas de combustíveis e oxidantes. Já as explosões BLEVE 
(Boiling Liquid Expanding Vapor Explosion) ocorrem quando um líquido em um recipiente fechado é aquecido 
muito acima de seu ponto de ebulição e o recipiente falha, resultando na vaporização instantânea do líquido e 
expansão explosiva.
Explosões de Poeira
Partículas finas de 
materiais combustíveis 
suspensas no ar em 
concentração suficiente 
podem formar misturas 
explosivas. Materiais 
aparentemente inofensivos 
como farinha, açúcar, 
madeira, carvão, alumínio e 
plásticos, quando 
finamente divididos, 
podem causar explosões 
devastadoras. O potencial 
explosivo aumenta com a 
diminuição do tamanho das 
partículas, pois isso 
aumenta a área superficial 
total disponível para 
combustão.
Explosões de 
Vapores e Gases
Gases inflamáveis (metano, 
propano, hidrogênio) e 
vapores de líquidos 
voláteis (gasolina, álcool, 
solventes) podem formar 
misturas explosivas com o 
ar quando presentes em 
concentrações dentro de 
seus limites de 
inflamabilidade. Estas 
podem ser iniciadas por 
fontes de ignição como 
faíscas elétricas, 
superfícies quentes ou 
chamas abertas.
Explosões por 
Reação Química
Certas substâncias são 
intrinsecamente instáveis 
ou tornam-se explosivas 
quando misturadas, como 
peróxidos orgânicos, 
nitrocompostos e materiais 
pirofóricos. Em 
laboratórios e indústrias 
químicas, explosões podem 
ocorrer devido a reações 
exotérmicas 
descontroladas ou 
combinações inadequadas 
de reagentes.
A prevenção de explosões baseia-se em estratégias que abordam os três elementos necessários para uma 
explosão: material combustível, oxidante (geralmente oxigênio) e fonte de ignição, além da condição específica 
de confinamento ou acumulação. As medidas preventivas incluem:
Controle de atmosferas explosivas: Ventilação adequada, sistemas de exaustão, monitoramento de 
concentrações de gases e vapores, e inertização de ambientes com gases como nitrogênio.
1.
Eliminação de fontes de ignição: Utilização de equipamentos com certificação à prova de explosão, 
controle de eletricidade estática, sistemas de permissão para trabalhos a quente, e proibição de fumar.
2.
Classificação de áreas de risco: Zoneamento de ambientes conforme NBR IEC 60079, com requisitos 
específicos para instalações elétricas e equipamentos em cada zona.
3.
Gerenciamento da poeira combustível: Sistemas de coleta, manutenção preventiva, limpeza regular das 
superfícies e projeto adequado para evitar acumulação.
4.
Sistemas de alívio de explosão: Painéis de ruptura, válvulas de alívio e paredes leves que direcionam a 
força da explosão para direções seguras.
5.
Sistemas de supressão: Detectam o início da explosão e liberam agentes supressores em milissegundos, 
antes que a explosão se desenvolva totalmente.
6.
A avaliação quantitativa dos riscos de explosão é realizada através de metodologias específicas como a IEC 
61511/NBR 16651 (para sistemas instrumentados de segurança) e estudos de análise de riscos como HAZOP 
e LOPA. A legislação brasileira aborda estes riscos através de normas como a NR-20 (segurança com 
inflamáveis e combustíveis), NR-10 (segurança em instalações elétricas) e NR-13 (caldeiras e vasos de 
pressão), além de instruções técnicas específicas dos Corpos de Bombeiros estaduais.
Gás Liquefeito de Petróleo (GLP)
O Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) é uma mistura de hidrocarbonetos, predominantemente propano (C£H¨) e 
butano (C¤H¡ ), obtida do processamentodo gás natural ou do refino do petróleo. Esta mistura gasosa possui a 
característica singular de se liquefazer sob pressão moderada à temperatura ambiente, permitindo seu 
armazenamento em estado líquido em cilindros metálicos, o que facilita seu transporte e aumenta 
significativamente a densidade energética do produto armazenado. No Brasil, o GLP é amplamente utilizado, 
estando presente em aproximadamente 95% dos domicílios, além de aplicações comerciais e industriais.
Do ponto de vista da segurança contra incêndios e explosões, o GLP apresenta características físico-químicas 
que exigem cuidados específicos. É mais denso que o ar (densidade relativa de aproximadamente 1,5 a 2,0), 
fazendo com que, em caso de vazamento, tenda a se acumular em áreas baixas como porões, fossas e 
depressões do terreno. Possui limites de inflamabilidade entre 1,8% e 9,5% em volume no ar, uma faixa 
relativamente ampla que aumenta o risco de formação de atmosferas explosivas. Sua temperatura de 
autoignição é aproximadamente 450°C, e o ponto de fulgor abaixo de -40°C o classifica como extremamente 
inflamável.
Riscos Principais do GLP
Incêndios: Em vazamentos de GLP, a ignição 
pode resultar em incêndios de poça (se em 
estado líquido) ou incêndios em jato (se em 
estado gasoso sob pressão).
Explosões: A acumulação de GLP em espaços 
confinados dentro dos limites de 
inflamabilidade pode resultar em explosões 
devastadoras se houver fonte de ignição.
BLEVE (Boiling Liquid Expanding Vapor 
Explosion): Fenômeno explosivo que ocorre 
quando um recipiente contendo GLP líquido é 
exposto ao fogo, causando aumento de pressão 
interna até a ruptura catastrófica do recipiente.
Asfixia: Em concentrações elevadas, o GLP pode 
deslocar o oxigênio do ar, causando riscos de 
asfixia em espaços confinados.
Queimaduras criogênicas: O GLP líquido em 
descompressão rápida pode atingir 
temperaturas extremamente baixas, causando 
queimaduras por congelamento.
Requisitos de Segurança (NBR 15526)
Instalação: Recipientes devem estar em áreas 
ventiladas, afastados de fontes de ignição, em 
bases niveladas e com proteção contra 
impactos.
Distâncias de segurança: Afastamentos 
mínimos de edificações, limites de propriedade 
e fontes de ignição, conforme capacidade de 
armazenamento.
Tubulações e conexões: Materiais adequados, 
preferencialmente aço-carbono ou cobre, com 
proteção contra corrosão e danos mecânicos.
Válvulas e dispositivos de segurança: Válvulas 
de bloqueio, reguladores de pressão, válvulas de 
alívio e dispositivos de excesso de fluxo.
Sistemas de detecção de vazamentos: 
Detectores de gases, testes de estanqueidade e 
odorização do gás com mercaptanas para 
facilitar a percepção.
Sinalização de segurança: Placas indicativas de 
"Perigo - Inflamável" e "Proibido Fumar" em 
locais de armazenamento.
Para centrais de GLP de maior porte, a norma NBR 13523 estabelece requisitos específicos, incluindo 
sistemas fixos de proteção contra incêndio, como hidrantes e canhões monitores para resfriamento dos 
recipientes em caso de incêndios nas proximidades. A edificação onde se utiliza GLP deve contar com 
extintores adequados para incêndios classe B e C, preferencialmente de pó químico seco ou gás carbônico.
Em caso de vazamento sem ignição, as medidas emergenciais incluem: interrupção do fluxo de gás fechando 
válvulas; eliminação de fontes de ignição; ventilação do ambiente; evacuação da área afetada; e acionamento 
da brigada de incêndio ou Corpo de Bombeiros. Para vazamentos com ignição, prioriza-se o resfriamento dos 
recipientes para evitar BLEVE, enquanto se avalia a possibilidade de interrupção segura do fluxo de gás.
A norma técnica NBR 15526, complementada por instruções técnicas dos Corpos de Bombeiros estaduais, 
estabelece os requisitos para instalações residenciais e comerciais de GLP. Já a NR-20 (Segurança e Saúde no 
Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis) regulamenta aspectos ocupacionais relacionados ao manuseio de 
GLP em ambientes de trabalho, incluindo requisitos de treinamento, procedimentos operacionais de 
segurança e planos de resposta a emergências.
Brigada de Incêndio
A brigada de incêndio é um grupo organizado de pessoas previamente treinadas para atuar na prevenção e no 
combate ao princípio de incêndio, abandono de área e primeiros socorros, visando, em caso de emergência, 
proteger a vida e o patrimônio, bem como reduzir as consequências sociais e os danos ao meio ambiente. No 
Brasil, a formação, implantação e atuação das brigadas de incêndio são regulamentadas principalmente pela 
NBR 14276 da ABNT, complementada por instruções técnicas específicas dos Corpos de Bombeiros 
estaduais.
A NBR 14276 estabelece critérios para determinar o número mínimo de brigadistas em função da população 
fixa (funcionários, colaboradores, terceirizados fixos), do grau de risco e das características da edificação. Em 
organizações com turnos de trabalho, cada turno deve ter sua própria brigada dimensionada, com pelo menos 
50% dos brigadistas da população fixa total em serviço. Em edificações complexas ou de grande porte, é 
comum a estruturação da brigada em equipes especializadas, como equipe de combate a incêndio, equipe de 
primeiros socorros e equipe de abandono.
Seleção de Brigadistas
Os candidatos a brigadistas devem atender 
a requisitos como: permanecer na 
edificação durante o horário de trabalho, 
apresentar boa condição física e de saúde, 
possuir bom conhecimento das instalações, 
ter comportamento equilibrado em 
situações de crise, e demonstrar 
capacidade de trabalho em equipe. É 
fundamental que participem 
voluntariamente ou sejam indicados com 
base em suas competências.
Formação e Treinamento
O treinamento deve incluir parte teórica e 
prática, abrangendo temas como: 
prevenção e combate a incêndios, técnicas 
de abandono, conhecimentos básicos de 
primeiros socorros e uso dos 
equipamentos de proteção. A carga horária 
mínima varia conforme o grau de risco da 
edificação, sendo de 4 a 16 horas para o 
treinamento inicial, com reciclagens anuais 
de pelo menos 50% dessa carga.
Atribuições da Brigada
As responsabilidades incluem ações 
preventivas (inspeções rotineiras, 
verificação de equipamentos de segurança, 
identificação de riscos) e ações de 
emergência (acionamento do alarme, 
primeiros combates ao incêndio, 
orientação para evacuação, primeiros 
socorros às vítimas e recepção do Corpo de 
Bombeiros).
Manutenção e Atualização
A brigada deve realizar reuniões 
periódicas, exercícios simulados no mínimo 
duas vezes ao ano, manter registros de 
todas as atividades, e passar por 
reciclagem anual. Após cada simulado ou 
ocorrência real, deve ser realizada uma 
análise crítica para identificar 
oportunidades de melhoria.
A estrutura organizacional de uma brigada típica inclui o coordenador geral (responsável por toda a brigada), 
líderes de pavimento ou setor (que comandam as ações de emergência em suas áreas específicas) e brigadistas 
de área (que atuam diretamente nas ações de emergência). Em organizações maiores, pode existir ainda um 
chefe da brigada que se reporta ao coordenador geral e supervisiona diretamente os líderes de área.
A identificação visual dos brigadistas é obrigatória, podendo ser feita por meio de uniformes, coletes, 
capacetes, braçadeiras ou crachás específicos. Esta identificação deve ser padronizada em toda a edificação e 
facilmente reconhecível pelos demais ocupantes. Além disso, a localização dos pontos de encontro da brigada 
e a distribuição dos brigadistas pelos setores devem ser amplamente divulgadas, geralmente através de 
plantas de emergência afixadas em locais estratégicos.
As normas mais recentes têm enfatizado o conceito da "cultura de segurança", onde a brigada atua não apenas 
como equipe de resposta, mas também como agente multiplicador de conhecimentos e boas práticas de 
segurança. Esta abordagem inclui a realizaçãode campanhas educativas, a disseminação de informações 
sobre prevenção e a promoção de comportamentos seguros entre todos os ocupantes da edificação, 
transformando a brigada em um componente essencial da gestão de riscos organizacional.
Plano de Abandono
O Plano de Abandono, também conhecido como Plano de Evacuação, é um conjunto estruturado de 
procedimentos e ações coordenadas para a retirada segura e eficiente dos ocupantes de uma edificação em 
situações de emergência. Este documento é parte fundamental do planejamento de emergência e tem como 
objetivo principal garantir que todas as pessoas presentes na edificação possam deixá-la com rapidez e 
segurança, minimizando o risco de pânico, congestionamentos, acidentes e eventuais ferimentos ou mortes 
durante o processo de evacuação.
No Brasil, a elaboração do Plano de Abandono é uma exigência legal para a maioria das edificações comerciais, 
industriais, de reunião de público e multifamiliares, sendo regulamentada pela NBR 15219 (Plano de 
Emergência Contra Incêndio), por Instruções Técnicas específicas dos Corpos de Bombeiros estaduais e, em 
alguns casos, pela NR-23 do Ministério do Trabalho e Emprego. O nível de detalhamento e complexidade do 
plano varia conforme as características específicas da edificação, como seu porte, ocupação, altura, população 
fixa e flutuante, e presença de riscos específicos.
Acionamento do Alarme
Define quem está autorizado a acionar o alarme de evacuação, em quais circunstâncias, e qual 
o procedimento exato para fazê-lo. Estabelece também os diferentes tipos de sinais sonoros ou 
visuais utilizados (alarme geral, alarme por setores, pré-alarme) e seu significado para os 
ocupantes.
Procedimentos de Evacuação
Determina as rotas de fuga preferenciais e alternativas, a sequência de abandono (por 
exemplo, evacuação do andar afetado primeiro, seguido pelos andares superiores e depois 
inferiores), os pontos de encontro externos, e procedimentos específicos para pessoas com 
deficiências ou mobilidade reduzida.
Responsabilidades Específicas
Designa funções claras para a brigada de incêndio, incluindo líderes de evacuação por setor, 
responsáveis por verificação de ambientes para garantir que ninguém permaneça no local, 
controladores de pontos de encontro para contagem dos evacuados, e coordenadores que 
farão interface com o Corpo de Bombeiros.
Cuidados Pós-Evacuação
Estabelece procedimentos para o atendimento inicial a possíveis feridos, verificação de 
presença no ponto de encontro para identificar pessoas que possam ter ficado para trás, 
controle de acesso à edificação para evitar reentradas não autorizadas, e comunicação com 
familiares e imprensa.
Um plano de abandono eficaz deve ser amplamente divulgado entre os ocupantes da edificação, através de 
treinamentos periódicos, distribuição de material informativo, sinalização adequada e realização de 
simulados. Conforme a NBR 15219, devem ser realizados exercícios simulados de abandono com 
periodicidade máxima de 12 meses, envolvendo todos os ocupantes e com registro formal dos resultados para 
análise e aprimoramento do plano.
A sinalização de orientação e salvamento, regulamentada pela NBR 13434, é elemento crucial para a 
efetividade do plano de abandono. Esta deve incluir placas indicativas de saídas de emergência, setas 
direcionais para rotas de fuga, e indicação de equipamentos de emergência. A iluminação de emergência, 
exigida pela NBR 10898, garante visibilidade adequada das rotas mesmo em caso de falha no fornecimento 
normal de energia elétrica.
A tecnologia tem contribuído significativamente para o aprimoramento dos planos de abandono, com 
inovações como sistemas de orientação por voz que transmitem instruções específicas durante emergências, 
aplicativos móveis que auxiliam na evacuação e contagem dos ocupantes, e mesmo sistemas de realidade 
aumentada que podem orientar os ocupantes através de caminhos alternativos em caso de bloqueio das rotas 
principais. Independentemente da tecnologia empregada, o fator humano permanece essencial, exigindo 
treinamento constante e comprometimento da organização com a cultura de segurança.
Sistemas de Supressão de Incêndios
Os sistemas de supressão de incêndios são instalações projetadas para controlar ou extinguir 
automaticamente focos de incêndio, atuando nos estágios iniciais da combustão, quando o combate é mais 
eficaz. Estes sistemas representam uma das formas mais eficientes de proteção ativa contra incêndios, pois 
operam independentemente da intervenção humana, 24 horas por dia. No Brasil, são regulamentados por 
normas técnicas específicas da ABNT e por Instruções Técnicas dos Corpos de Bombeiros estaduais, sendo 
sua instalação obrigatória em muitas edificações, conforme características de ocupação, risco e área 
construída.
A seleção do sistema de supressão mais adequado deve considerar diversos fatores, como o tipo de ocupação 
da edificação, a classe de incêndio predominante, a presença de equipamentos sensíveis, questões ambientais, 
aspectos econômicos e exigências normativas. Um projeto eficaz frequentemente combina diferentes tipos de 
sistemas para proteção completa da edificação.
Sistemas de Chuveiros Automáticos 
(Sprinklers)
Rede hidráulica pressurizada com bicos 
dispersores (sprinklers) distribuídos pelo teto, 
que se abrem individualmente quando 
atingem uma temperatura predeterminada. 
São altamente eficazes para incêndios classe 
A e podem controlar incêndios classe B se 
utilizados com aditivos apropriados. A NBR 
10897 estabelece os requisitos para projeto, 
instalação e manutenção.
Sistemas de Água Nebulizada
Utilizam água em forma de névoa com gotas 
muito pequenas (diâmetro menor que 1000 
¿m), criando uma superfície de contato muito 
maior que sistemas convencionais. Podem ser 
de alta, média ou baixa pressão e apresentam 
alta eficiência de resfriamento com menor 
quantidade de água, reduzindo danos por 
água e sendo adequados para equipamentos 
elétricos específicos.
Sistemas de Espuma
Combinam água com concentrado de espuma 
para formar uma cobertura que isola o 
combustível do oxigênio. São ideais para 
incêndios classe B (líquidos inflamáveis) e 
podem ser de baixa, média ou alta expansão. A 
NBR 17505-7 regulamenta estes sistemas, 
utilizados principalmente em refinarias, 
plataformas de petróleo e hangares.
Sistemas de Gases
Utilizam gases para inertização do ambiente 
ou inibição química da combustão. Incluem 
CO¢ (com riscos à vida humana, exigindo 
alarmes e retardos), gases inertes (nitrogênio, 
argônio), e agentes limpos como FM-200 e 
NOVEC 1230 (substitutos ecológicos dos 
halon). A NBR 17240 estabelece requisitos 
para sistemas gasosos em salas de 
equipamentos eletrônicos, acervos históricos 
e outras áreas sensíveis.
Além destes, existem sistemas especiais para aplicações específicas, como sistemas de pó químico fixo (para 
proteção de transformadores, áreas com metais combustíveis), sistemas de inundação total por água (dilúvio), 
adequados para áreas com risco de propagação rápida como silos e túneis, e sistemas de resfriamento por 
aspersores, utilizados para proteção de tanques de armazenamento de líquidos inflamáveis.
A confiabilidade dos sistemas de supressão depende de projeto adequado, componentes de qualidade e 
manutenção rigorosa. A NBR 17505 estabelece que estes sistemas devem ser inspecionados semanalmente 
para verificações visuais, mensalmente para testes operacionais básicos, e anualmente para testes 
abrangentes que incluem acionamento real de bombas, abertura de válvulas e, em alguns casos, descarga de 
agentes extintores em áreas de teste.
A integração dos sistemas de supressão com outros sistemas de proteção contra incêndio, como detecção, 
alarme e controle de fumaça, é fundamental para uma estratégia eficaz. Em edifícios modernos, esta 
integração é gerenciada por sistemas de automação predial que permitem acionamentos

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