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AULA 9 AULA 7 PROVAS VESTIBULARES Fga. Adriana Marques da Silva Doutoranda em Ciências da Saúde UNIFESP Docente da FMU Prova Rotatória Pendular Decrescente (PRPD) Provas rotatórias 1907 → Báràny desenvolveu uma cadeira rotatória → observação do nistagmo rotatório Com o tempo surgiram cadeiras com pendulação sinusoidal harmônica → capaz de produzir movimentos harmônicos da cabeça (ganho e fase na frequência de 0,1 a 5,0 Hz) Provas Rotatórias são mais fisiológicas → mais toleradas que as provas calóricas Importantes para avaliar crianças Provas rotatórias Importante para avaliar função vestibular em casos de provas calóricas sugerindo arreflexia vestibular bilateral Fornecem dados a respeito da localização (periférica ou central) Estimulam ambos os lados simultaneamente e não sofrem influência física: anatomia do MAE, espessura do osso temporal, variações anatômicas da OI Provas rotatórias Prova rotatória pendular decrescente (PRPD) para canais semicirculares laterais → ny per rotatório Prova rotatória pendular decrescente (PRPD) para canais semicirculares verticais (anterior e posterior) → ny per rotatório Prova rotatória com aceleração constante (Báràny) → ny pós rotatório Prova Rotatória Pendular Decrescente-PRPD A cadeira é deslocada 90° do centro e liberada para um movimento pendular periódico de amplitude decrescente Pesquisa dos canais laterais: cabeça 30° para frente → ny horizontal ou oblíquo Pesquisa dos canais verticais: 45° para o lado (D/E) e 60° para trás → ny oblíquo Paciente deve permanecer de olhos fechados, mãos sobre os joelhos que devem estar juntos PRPD Prova Rotatória Pendular Decrescente-PRPD Antes de iniciar a pendulação da cadeira → pesquisar a presença de ny espontâneo (NE pré PRPD) com a cabeça na posição do teste Manter o paciente mentalmente ocupado → evitar inibição cortical A cadeira irá pendular com velocidade decrescente em sentido horário e em sentido anti horário Prova Rotatória Pendular Decrescente-PRPD Pesquisa dos canais laterais: cabeça 30° para frente → ny horizontal Movimento da cadeira em sentido horário → ny para a DIREITA Movimento da cadeira em sentido anti-horário → ny para a ESQUERDA Prova Rotatória Pendular Decrescente-PRPD Pesquisa dos canais laterais: cabeça 30° para frente → ny horizontal Avaliar se há simetria entre os batimentos → frequência e VACL Aplicar a forma de JONGKEES → PDN menor que 25% Prova Rotatória Pendular Decrescente-PRPD Pesquisa dos canais laterais: cabeça 30° para frente → ny horizontal Presença de ny espontâneo na posição do teste → pode ser responsável por uma assimetria → PDN para o lado do ny espontâneo Nistagmo espontâneo – ny pré-rotatório Prova Rotatória Pendular Decrescente-PRPD Pesquisa dos canais verticais: cabeça 60° para trás e 45° para o lado → ny oblíquo 60° para trás e 45° para D 60° para trás e 45° para E Anti-Horário Horário Horário Anti- Horário CSC AD CSC PE CSC AE CSC PD Oblíquo p/E e p/Baixo Oblíquo p/D e p/Cima Oblíquo p/D e p/ baixo Oblíquo p/E e p/cima Prova Rotatória Pendular Decrescente-PRPD Pesquisa dos canais verticais: cabeça 60° para trás e 45° para o lado → ny oblíquo Avaliar se há simetria entre os batimentos → frequência e VACL Aplicar a forma de JONGKEES PDN menor que 27% para canais posteriores PDN menor que 26% para canais superiores PRPD PRPD Pesquisa do Nistagmo Pós-calórico Prova Calórica É a prova mais importante da avaliação vestibular, pois avalia cada labirinto em separado Posição ideal para estimulação dos CSC laterais é a sua verticalização → paciente reclinado (posição I Brünnings) Estimulações calóricas que modificam a densidade da endolinfa, provocando correntes de convecção (estimulação da crista ampular) Prova Calórica Aquecimento → diminuição do peso específico das moléculas peso???? Aumento da energia cinética molecular- expansão molecular- dimui a densidade da endolinfa → corrente ascendente → corrente ampulípeta Resfriamento → aumento do peso específico das moléculas → corrente descendente → corrente ampulífuga A ação destas correntes sobre a crista ampular altera o potencial de ação desse receptor → desencadeando o RVO Presença de nistagmo Estímulo Quente Corrente Ampulípeta Excitação CSC Estimulado Nistagmo no mesmo sentido Estimulação Quente Estímulo Frio Corrente Ampulífuga Inibição CSC Estimulado Nistagmo no sentido contrário Estimulação Fria Prova Calórica Resposta horizontal ou oblíqua Antes da estimulação, pesquisar a presença de ny pré-calórico (NE na posição do exame) Indivíduos normais apresentam resposta simétrica entre os labirintos. Considerar valores absolutos e relativos (comparação entre os lados) Prova Calórica – Direção do nistagmo A componente lenta acompanha sempre o deslocamento da endolinfa Estimulação quente → corrente ampulípeta → nistagmo para o lado estimulado Estimulação fria → corrente ampulífuga → nistagmo para o lado oposto ao estimulado Estimulação realizada com ar ou água Estimulação com ar: permite avaliar pacientes com membrana timpânica perfurada e provoca menos reações neurovegetativas Prova Calórica – Temperatura de Estimulação Água → quente 44° e fria 30° Tempo de estimulação = 40 segundos Volume = 200 ml Ar → quente 50° e fria 24° Tempo de estimulação = 60 segundos Vazão = 8l/m Nishino ,2013 Otocalorímetro - ar http://www.marcamedica.com.br/1759- thickbox/otocalormetro-estimulador-calrico-otoneurolgico-a-ar- para-a-realizao-dos-exames-ps-calricos.jpg http://www.contronic.com.br/img/produtos/e107- otocalorimetro-a-ar.jpg www.pedreira.org.br/pre/otoneurologico.jpg Otocalorímetro - ar http://www.neurograff.com.br/imagens/upload/otocalorimetro_oat10 _plis.png Otocalorímetro - água http://www.marcamedica.com.br/1760-home/otocalormetro- estimulador-otoneurolgico-a-gua-para-a-realizao-das-provas-calricas- da-vectonistagmografia.jpg http://www.contronic.com.br/img/E96AG_01.jpg VÍDEO Prova Calórica Prova Calórica Prova Calórica Medir a VACL no ponto de culminância da resposta vestibular A análise do nistagmo é sempre pós estimulação Registrar por pelo menos 20 segundos depois do término da estimulação Abrir os olhos e pesquisar o EIFO – efeito inibidor da fixação ocular Prova Calórica Na ausência de resposta na estimulações quente e fria → realizar prova gelada (10°) Inversão do nistagmo pós calórico → nistagmo latente ou nistagmo invertido Prova Calórica Análise do nistagmo pós calórico → medir um trecho com vários nistagmos e obter a média aritmética. Escolher nistagmos morfologicamente semelhantes e que esteja ma mesma linha de base Análise dos valores absolutos: normorreflexia, hiperreflexia, hiporreflexia, arreflexia Análise da Preponderância direcional do nistagmo (PD) e Preponderância labiríntica (PL) → aplicar fórmula de Jongkees Prova Calórica Análise da Preponderância direcional do nistagmo (PD) e Preponderância labiríntica (PL) → aplicar fórmula de Jongkees Exemplo: Labirinto direito maior que o esquerdo tanto na prova quente, quanto fria → PL PL = ( 50° OD + 24°OD) – ( 50° OE + 24° OE) x 100 ______________________________________________ ( 50° OD + 24°OD) + ( 50° OE + 24° OE) Prova Calórica Análise da Preponderância direcional do nistagmo (PD) e Preponderância labiríntica (PL) → aplicar fórmula de Jongkees Exemplo: nistagmos para a direita maior que os nistagmos para a esquerda → PD PD = ( 50° OD + 24°OE) – ( 50° OE + 24° OD) x 100 _____________________________________ ( 50° OD + 24°OE) + ( 50° OE + 24° OD) Análise dos valores absolutos e Relativos Diagnóstico da prova calórica 50° 24° D 0 D 2 E 0 E 3 50° 24° D 48 D 39 E 46 E 35 Interpretação da prova Calórica Valores Absolutos Unilateral (5°/s a 62 °/s) Somatóriadas 2 temperaturas em cada lado Hiporreflexia Hiper-reflexia Valores de Referência 5°/s 62°/s Neurograff – estimulação a ar Albertino S, et al. Valores de referência da prova calórica a ar. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia.2012, maio/junho ; volume 78 Interpretação da prova calórica Valores Absolutos Bilateral (12 °/s a 122 °/s) Somatória das 2 temperaturas nos 2 lados Hiporreflexia Hiper-reflexia Valores de Referência 12°/s 122°/s Neurograff – estimulação a ar Albertino S, et al. Valores de referência da prova calórica a ar. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia.2012, maio/junho ; volume 78 Análise dos resultados da Prova calórica Valor Absoluto Hiporreflexia ▪ Unilateral – somatória das 2 temperaturas do mesmo lado menor que 5°/s “ disfunção vestibular deficitária unilateral” ▪ Bilateral - somatória das 2 temperaturas dos 2 lados menor que 12/s “ disfunção vestibular deficitária bilateral” (Albertino et al, 2012) Análise dos resultados da Prova calórica Valor Absoluto Hiperreflexia ▪ Unilateral – somatória das 2 temperaturas do mesmo lado maior que 62/s “ disfunção vestibular unilateral” ▪ Bilateral - somatória das 2 temperaturas dos 2 lados maior que 122/s “ disfunção vestibular bilateral” (Albertino et al, 2012) Interpretação VALOR RELATIVO ❖(Soma dos maiores) - (Soma dos menores) x 100% (Soma dos maiores) + (Soma dos menores) PL = Predomínio Labiríntico = 19% PD = Predomínio Direcional do Nistagmo = 17% Prova Calórica Análise da Preponderância direcional do nistagmo (PDN) e Preponderância labiríntica (PL) → aplicar fórmula de Jongkees Exemplo: Labirinto direito maior que o esquerdo tanto na prova quente, quanto fria → PL PL = ( 50° OD + 24°OD) – ( 50° OE + 24° OE) x 100 ______________________________________________ ( 50° OD + 24°OD) + ( 50° OE + 24° OE) Prova Calórica Análise da Preponderância direcional do nistagmo (PD) e Preponderância labiríntica (PL) → aplicar fórmula de Jongkees Exemplo: nistagmos para a direita maior que os nistagmos para a esquerda → PDN PDN = ( 50° OD + 24°OE) – ( 50° OE + 24° OD) x 100 _____________________________________ ( 50° OD + 24°OE) + ( 50° OE + 24° OD) Análise dos resultados da Prova calórica Valor Relativo ➢Preponderância Direcional do Nistagmo (PD) maior que 17% ▪ “ disfunção vestibular ” – sem lado definido ➢Preponderância Labiríntica (PL) maior que 19% ▪ “ disfunção vestibular deficitária do lado oposto ao da PL” (Albertino et al, 2012) Análise dos resultados da Prova calórica Devemos sempre analisar os dados obtidos quanto aos padrões de valor absoluto e de valor relativo Uma alteração em valor absoluto já indica o diagnóstico Sempre a disfunção deficitária deve ser priorizada no diagnóstico ❖ Prova calórica normal: presença de nistagmo, vertigem, EIFO, valores absolutos e relativos dentro dos padrões pré- estabelecidos. Análise dos valores absolutos e Relativos Diagnóstico da prova calórica 50° 24° D 17 D 9 E 10 E 18 50° 24° D 8 D 19 E 6 E 15 PD PL Análise dos valores absolutos e Relativos Diagnóstico da prova calórica 50° 24° D 2 D 1 E 10 E 13 50° 24° D 8 D 35 E 40 E 24 Análise dos valores absolutos e Relativos Diagnóstico da prova calórica 50° 24° D 0 D 2 E 0 E 3 50° 24° D 48 D 39 E 46 E 35 Análise dos valores absolutos e Relativos Diagnóstico da prova calórica 50° 24° D 12 D 19 E 31 E 40 50° 24° D 8 D 29 E 26 E 5 Análise dos valores absolutos e Relativos Diagnóstico da prova calórica 50° 24° D 12 D 14 E 13 E 17 50° 24° D 48 D 57 E 14 E 28 Análise dos valores absolutos e Relativos Diagnóstico da prova calórica 50° 24° D 20 D 10 E 39 E 48 50° 24° D 7 D 11 E 16 E 19