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Metodologia PECS para o tratamento do TEA 2 PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL, SEM AUTORIZAÇÃO. Lei nº 9610/98 – Lei de Direitos Autorais 3 Um dos grandes desafios encontrados com crianças com TEA é o atraso na fala e a dificuldade de comunicação. Pensando que comunicação diz respeito a determinados tipos de interações entre as pessoas e indivíduos com TEA apresentam grandes dificuldades de interação social, portanto, apresentam dificuldades em manter uma comunicação funcional. A comunicação funcional é definida como comportamento (cuja forma é definida pela comunidade) dirigido a outra pessoa, que por sua vez responde com recompensas diretas ou sociais. A comunicação é bidirecional. Ao mesmo tempo em que podemos concentrar uma grande parte da atenção em melhorar a capacidade de utilização da comunicação da criança, queremos também que as crianças compreendam a nossa comunicação com elas. Para o indivíduo com TEA e dificuldades na fala e na comunicação, podemos pensar em uma forma de comunicação alternativa. Existem diversos meios de Comunicação Alternativa, como por exemplo o PECS – Sistema de Comunicação por Troca de Figuras. Figura 1 - Exemplos de cartões PECs Fonte: Canal Autismo O sistema de comunicação por troca de figuras – Picture Exchange Communication System (PECS), foi desenvolvido em 1985 em resposta à nossa dificuldade em usar com sucesso diversos programas de treinamento em comunicação com os alunos pequenos com autismo. Ele foi originalmente desenvolvido para uso com crianças em idade pré-escolar 4 com TEA e outros transtornos em comunicação social que não apresentem fala funcional ou socialmente aceitável. A base da abordagem em pirâmide repousa sobre o domínio da Análise Comportamental Aplicada, campo dedicado à ciência da aprendizagem. A premissa básica da Análise Comportamental Aplicada (ABA) e da Abordagem Educacional em Pirâmide afirma que o comportamento é inequivocamente relacionado a fatores ambientais (incluindo os interiores ao indivíduo). A base da pirâmide envolve quatro elementos: Objetivos funcionais;1. Sistemas de reforço;2. Habilidades de comunicação e sociais;3. Comportamentos contextualmente inadequados.4. Enquanto os elementos do topo da pirâmide são: Generalização;1. Projeto de Lições Efetivas;2. Estratégias de ensino Específicas;3. Minimização e correção de erros.4. O treinamento PECS vai estreitamente paralelo ao desenvolvimento normal da linguagem no sentido de que, primeiro, ensina à criança “como” se comunicar ou quais são as regras básicas de comunicação. Em seguida, as elas aprendem a comunicar mensagens específicas. As crianças que utilizam PECS aprendem a se comunicar primeiro com figuras isoladas, e mais tarde aprendem a combinar imagens para aprender diversas estruturas gramaticais, relações semânticas e funções comunicativas. Um ambiente propício ao desenvolvimento da comunicação para os nossos alunos é aquele onde criamos muitas oportunidades de comunicação; conhecemos as habilidades que nossos alunos já têm para ensinar e poder programar as próximas e presumimos que ocorrerá também a comunicação. Ele é dividido em seis fases: Fase 1: “Como” comunicar Fase 2: Distância e persistência Fase 3: Discriminação de figuras Fase 4: Estrutura de sentença Atributos (estimulação da linguagem) - entre as fases 4 e 5 Fase 5: Responder a “O que você quer?” Fase 6: Comentar 5 Sintetizando, o PECS é uma forma de Comunicação Alternativa eficiente para auxiliar indivíduos com TEA a terem uma comunicação mais funcional e efetiva. Por meio de trocas de figuras o indivíduo mostra o que deseja e tal comportamento é reforçado pelo parceiro de comunicação. 6 Referências BONDY, A.; FROST, L. Manual de treinamento do sistema de comunicação por troca de figuras. Newark: Pyramid, 2009. CABRAL, Ana Beatriz Souza et al. O uso do PECS como tecnologia do cuidado à criança com autismo. Revista Eletrônica Acervo Saúde, n. 31, p. e923-e923, 2019. COSTA, Gabriela Cristina de Paula et al. Influência dos métodos de ensino pecs e teacch sobre o desenvolvimento neuropsicomotor de crianças com transtorno do espectro autista. CuidArte, Enferm, p. 22-28, 2021. OLIVEIRA, Gabriela Coelho et al. Considerações da aplicação do método PECS em indivíduos com TEA. Revista EVS-Revista de Ciências Ambientais e Saúde, v. 42, n. 3, p. 303-314, 2015. OLIVEIRA, Mariane Sotero et al. Autisdata: Software to Help the Development of People with ASD based on TEACCH and PECS Methodologies. In: CSEDU (2). 2019. p. 331-338.