Prévia do material em texto
Roseane Madeira Bezerra 2014.1 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIENCIAS AGRARIAS DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA DISCIPLINA: NUTRIÇÃO DE NÃO RUMINANTES AULA 07 Proteínas Introdução As proteínas são grandes moléculas, composta por uma cadeia de aminoácidos unidos por ligações peptídicas 2 3 Composição As proteínas são constituídas de carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. Algumas apresentam também enxofre, ferro e fósforo: Elementos Composição % C 51 – 55 H 6,5 – 7,3 O 21,5 – 23,5 N 15,5 – 18,0 S 0,5 – 2,0 P 0,0 – 1,5 Composição percentual 4 Classificação DE ACORDO COM SUA COMPOSIÇÃO: PROTEINAS SIMPLES (homoproteinas): fornecem por hidrólise somente aminoácidos. Exemplo: albuminas, globulinas, glutelinas, prolaminas, protaminas, histonas e escleroproteínas. PROTEINAS CONJUGADAS: fornecem por hidrólises, aminoácidos mais um radical não peptídico, denominado grupo prostético. Os grupos prostéticos podem ser: -Orgânicos (vitaminas) -Inorgânicos (íon metálico) Exemplo: Hemoglobina, ferritina, etc 5 Classificação Classes Grupos prostéticos Exemplos Lipoproteínas Lipídios Lip. de baixa densidade (LDL) Lip. de densidade muito baixa (VLDL) Lip. de alta densidade (HDL) Glicoproteínas Carboidratos Imunoglobulinas (IgG, IgA, IgM, IgD e IgE). Fosfoproteínas Fosfato (HPO43-) Caseína Hemoproteínas Heme Hemoglobina Flavoproteínas Nucleotídeos de flavina (FMN e FAD) Desidrogenase succínica Metaloproteínas Ferro Zinco Ferritina Álcool desidrogenase Classificação das proteínas conjugadas 6 Estrutura das proteínas Constitui a Seqüência de AA na ligação peptídica Constitui o enrolamento da estrutura primária É a forma tridimensional como a proteína se "enrola” Ex: Insulina proteínas conjugadas com várias cadeias polipeptídicas enoveladas. Ex: hemoglobina 7 Função 1- Estrutural: -FORMAÇÃO DOS TECIDOS: Os órgãos e a maioria dos tecidos são formados principalmente por substâncias protéicas Pele, pelos, penas, unhas, chifres e músculos são constituídos quase que totalmente de proteínas. - MANUTENÇÃO E REPARO: Necessárias para a construção dos tecidos novos e para renovação dos mesmos, com necessidades que variam segundo o estagio de desenvolvimento e a categoria do animal dentro da espécie. 8 Função 2 - Regulação do metabolismo: - SECREÇÕES GLANDULARES: Muitos hormônios e enzimas são materiais protéicos ou contem resíduos de aminoácidos como parte essencial de sua estrutura. Ex: pepsina e tripsina. -DESINTOXICAÇÃO DO ORGANISMO: Durante o metabolismo há produção de ácido benzóico (tóxico), a combinação com a glicina produz o ácido hipurico (não tóxico) 9 Função 3 - Fonte 3º de energia: As proteínas atuam como fonte de energia quando em excesso de AA, ou na falta de carboidratos e gorduras 4 - Mecanismo de defesa: A proteína desempenha uma importante função no mecanismo de defesa pela formação de anticorpos imunoglobulinas. 5 – Balanço de fluidos: A manutenção do equilíbrio ácido-base tem a participação das proteínas. 6 - Transporte: Hemoglobina, mioglobina e globulinas 10 São conhecidos 23 aminoácidos que compõem as proteínas. O que diferencia um aminoácido do outro é sua cadeia lateral Aminoácidos Os aminoácidos são os produtos finais da hidrolise das proteínas 11 Aminoácidos São moléculas orgânicas que apresentam em comum: Um grupo amina, grupo carboxila, hidrogênio e uma molécula de carbono 12 13 Os Aminoácidos são necessários para todos os processos físicos que afetam o corpo: Crescimento muscular Produção de energia Produção de hormônios Bom funcionamento do sistema nervoso Aminoácidos As proteínas são macromoléculas complexas, compostas de aminoácidos, e necessárias para os processos químicos que ocorrem nos organismos vivos 13 Aumento da síntese hepática; Aumento da síntese de gorduras; Redução da eficiência alimentar; Redução do crescimento; Reprodução ineficiente; Problemas com a aparência: pelos, pele, penas, etc. Na deficiência de aminoácido ocorre: Os PEPTÍDEOS são formados pela união de aminoácidos por ligações peptídicas. São classificados de acordo com o número de resíduos de AA na cadeia: Dipeptídeos – 2 resíduos de AA. Tripeptídeos – 3 resíduos de AA. Tetrapeptídeos – 4 resíduos de AA. Pentapeptídeos – 5 resíduos de AA. Polipeptídeos - são polímeros lineares de até 40 resíduos de AA. Mais de 40 resíduos é considerado proteína. Aminoácidos Aminoácidos São classificados segundo a polaridade da cadeia lateral: Grupo R – apolares (glicina, alanina, valina, leucina, metionina e isoleucina) Grupo R – aromáticos (fenilalanina, tirosina e triptofano) Grupo R - polares não-carregados (serina, treonina, cisteína, prolina, asparangina e glutamina) Grupo R - polares carregados positivamente (lisina, arginina e histidina) Grupo R – polares carregados negativamente (aspartato e glutamato) 16 17 Aminoácidos São classificados segundo sua síntese pelo organismo: Aminoácidos essenciais Não são sintetizados pelo organismo em velocidade suficiente para atender as exigências nutricionais dos animais, necessitando suplementar pela dieta Aminoácidos não essenciais São aqueles que podem ser sintetizados pelo organismo a partir de outras substâncias. 18 Aminoácidos Aminoácidos Essenciais Aminoácidos Leitões Suínos/Aves Pintos Não essenciais Lisina Lisina Lisina Glicinaa Metionina Metionina Metionina Serina Triptofano Triptofano Triptofano Alanina Valina Valina Valina Ácido aspártico Histidina Histidina Histidina Ácido glutâmico Fenilalanina Fenilalanina Fenilalanina Cistinab Leucina Leucina Leucina Prolina Isoleucina Isoleucina Isoleucina OH-Prolina Treonina Treonina Treonina Tirosinac Arginina - Glicina Asparagina Serina Glutamina Prolina Classificação dos aminoácidos para aves e suínos a - Parcialmente sintetizado (60%) b - Pode atender até metade das exigências de metionina c - Pode atender até 30% das exigências de fenilalanina 19 Aminoácidos Aminoácido Essenciais para eqüídeos: 1-Lisina 2-metionina 3-triptofano 4-treonina 5-arginina 6-histidina 7-isoleucina 8-leucina 9-fenilalanina 10-valina 20 Aminoácidos Aminoácido Essenciais para coelhos: 21 Aminoácidos Limitantes Estão presentes na dieta em uma concentração menor do que a exigida para máximo crescimento, necessitando ser suplementado Pode estar limitante numa ração um ou mais aminoácidos ao mesmo tempo, porém, em uma ordem de limitação. Variam de acordo com a espécie, idade e função fisiológica Aminoácidos Aves Suínos 1º limitante Metionina Lisina 2º limitante Lisina Metionina 3º limitante Treonina/triptofano Treonina/triptofano Dietas a base de farinha de soja. Aminoácidos limitantes para aves e suínos 22 Aminoácidos Limitantes COELHO Segundo a composição dos AA mais utilizadas na alimentação desses animais, os únicos aminoácidos que devem ser levados em consideração seriam: - Lisina (0,60 a 0,90%) -Metionina (met+cistina) = 0,45 a 0,60%) -Arginina (0,99 a 1,51%) EQUINO A lisina é o aminoácido mais limitante para eqüinos Na dieta deve-se ter em torno de 0,65% para potros lactentes e 0,5% para potros jovens desmamados Treonina – potencial limitante para crescimento. potros de 4 a 10 meses necessitam de 33 a 42g de lisina para suporte do crescimento. Lisina (gramas/dia): Exigência PB x 4,3% 23 B = 1 ° limitante C = 2° limitante D = 3° limitante Suprindo-se “A” A = 1° limitante B = 2 ° limitante C = 3° limitante D = 4° limitante Suplementação: Lei do Mínimo: “O aminoácido que estiver em menor concentração em relação à sua exigência é o que limitará o desempenho” Exigências nutricionais dos aminoácidos Composição da dieta Para saber o aminoácido limitante é necessário conhecer: Conteúdo de Aminoácido Total e Digestível Verdadeiro dos Alimentos (na matéria natural) 25 Ingredientes Excelência Limitação Milho AAS Lisina Sorgo - Lisina, Treonina Farelo de soja Lisina AAS Farelo de amendoim - Lisina Farelo de girassol - LisinaFarinha de carne e ossos Vários Triptofano Farinha de peixe AAS, Lisina - Farinha de glúten de milho AAS Lisina Excelência e limitação de aminoácidos de alguns ingredientes de rações de aves e suínos. Imbalanços de aminoácidos Existem basicamente três tipos de Imbalanços: -Desequilíbrio na ingestão de aminoácidos; -Antagonismo entre os aminoácidos; -Toxidez dos aminoácidos A ingestão da dieta imbalanceada altera a concentração dos AAs do plasma e tecidos com redução do AA limitante. Acarretando em decréscimo no consumo e retardamento no crescimento do animal. 27 Imbalanços de aminoácidos 1. Desequilíbrio na ingestão Dietas desproporcionais as exigências, levando à redução no consumo de ração e crescimento. É corrigido pela suplementação do primeiro aminoácido limitante Metionina – Aves Lisina – Suínos, coelhos e eqüinos 28 Imbalanços de aminoácidos 2. Antagonismo Ocorre quando um AA em excesso exerce influencia sobre as exigências de outro, por interferência com seu metabolismo Interação entre aminoácidos estruturalmente similares, havendo competição entre os sítios de absorção. Exemplo: - Excesso de lisina prejudica a utilização de arginina; - Excesso de leucina prejudica a utilização de isoleucina e valina 29 Imbalanços de aminoácidos 3. Toxidez É quando o excesso de um aminoácido se torna prejudicial para o animal Exemplo: A metionina é o mais tóxico dos aminoácidos, reduz o consumo de ração e o crescimento, a níveis em torno de 3 vezes os requerimentos. 30 Relação ideal de Aminoácidos Proteína ideal São dietas que possuem o perfil de aminoácidos nas proporções exatas das necessidades dos animais. Sem deficiência ou excesso. O aminoácido lisina foi escolhido como referência de comparação (Padrão = 100%), usada para estimar as necessidades de todos os outros aminoácidos da dieta Constitui-se na relação entre a lisina e os demais aminoácidos para melhor produtividade 31 Relação ideal de Aminoácidos Fatores para a escolha da lisina como padrão : Fácil análise Participa intensamente do crescimento dos tecidos Tem exigência metabólica alta É limitante nas dietas de monogastricos Existe grande número de trabalhos avaliando sua exigência nutricional e digestibilidade Não ocorre transaminação, evitando qualquer modificação metabólica que possa interferir nas exigências É considerado o menos tóxico Processo de transferência do grupo amino 32 Rostagno et al. 2011 33 Rostagno et al. 2011 34 Rostagno et al. 2011 Exigências Nutricionais de Frangos de Corte Machos de Desempenho Médio Rostagno, 2011 A partir da lisina calculamos o valor de cada aminoácido MANEIRAS DE ADEQUAR OS NIVEIS DE AA´S NAS DIETAS Utilização dos aa´s sintéticos na ração Aminoácidos Eficiência Relativa (%) Equivalente Protéico (%) L - Metionina1 100 59 DL – Metionina1 97 59 D-Metionina1 82 59 MHA-AL2 MHA-Ca2 88 88 0 0 L - Lisina2 100 120 L - Lisina - HCl2 79 96 L-Triptofano2 100 86 L-Treonina2 100 74 Ácido Glutânico2 100 177 1.Patrick e Schaible (1980); 2. Leeson e Summers (2001) Eficiência relativa e equivalente protéico dos aminoácidos sintéticos MANEIRAS DE ADEQUAR OS NIVEIS DE AA´S NAS DIETAS Formulação com excesso de proteína Sobrecarregam a digestão, absorção, fígado, rins dos animais A elevação do nível de proteína da dieta também elevará os níveis dos aminoácidos e desta maneira supera as necessidades dos aminoácidos limitantes. Apesar desta maneira de elevar os níveis mínimos dos aminoácidos limitantes ser prática, acarreta problemas de metabolismo e de custo da ração. Rações com níveis protéicos elevados sobrecarregam a digestão, absorção e eliminação do nitrogênio não aproveitável, havendo sobrecarga de fígado e rins no animal. A associação de todos estes efeitos, reduz a eficiência destas rações além do seu maior custo. Esta maneira de adequar os aminoácidos deveria ser usada em última instância a não ser que a elevação necessária do nível de proteína para atendimento da necessidade do ácido seja pequena, não afetando significativamente o desempenho destas rações. 38 Dietas Formuladas Utilizando o Conceito de Proteína Ideal 5 Fases Proteína Bruta (%) T1- Proteína Normal T2 - Redução Protéica + AAs Pré-Inicial (1-8 dias) 26,0 24,5 Inicial (8-21 dias) 22,1 20,8 Cresc I (21-33 dias) 21,0 19,8 Cresc II (33-40 dias) 20,0 18,8 Terminação (40-46 dias) 19,2 18,0 Redução média da PB = -1,28% Lora et al (2007), citado por Albino et al. (2009) 39 Tratamentos Período (dias) 1-21 1-40 1-46 Ganho de Peso (g/ave) T1. Proteína Normal. 892 2740 3194 T2. Redução Protéica + AAs. 895 2808 3271 Conversão Alimentar T1. Proteína Normal. 1,413 1,613 1,762 T2. Redução Protéica + AAs. 1,383 1,599 1,732 Efeito de Dietas Formuladas com Base no Conceito de Proteína Ideal Lora et al (2007), citado por Albino et al. (2009) 40 20 30 40 50 9,8 7,8 5,8 3,8 Concentração de NH3 no Aviário (ppm) Efeito de Dietas Formuladas com Base no Conceito de Proteína Ideal T1 - Proteína Normal e T2 - Redução Protéica + AAs (Proteína Ideal) Lora et al (2007), citado por Albino et al. (2009) Redução de 13% de nitrogênio excretado ao meio ambiente 41 Tratamento Custo Arraçoamento R$/ave Margem Bruta R$/ave T1. Proteína Normal. 4,05 1,30 T2. PB Baixa + AAs. 3,98 1,49 Efeito de Dietas Formuladas com Base no Conceito de Proteína Ideal - Análise Econômica - Lora et al (2007), citado por Albino et al. (2009) Redução dos custos= - 0,19R$/animal 42 PROTEÍNA BRUTA (%) = N (%) x 6,25* DETERMINAÇÃO DOS NÍVEIS DE PROTEÍNA BRUTA: A quantificação dos níveis de proteína de uma ração é feita a partir da determinação do conteúdo de nitrogênio da amostra. O método de determinação é conhecido como Método de Kjeldahl, onde a amostra sofre três processos: Digestão, Destilação e Titulação * Conteúdo de nitrogênio de 16% na proteína total Proteína Bruta Baseado em que as proteínas possuem em média 16% de nitrogênio (100/16 = 6,25). Tabela 01: Fatores de conversão de nitrogênio em proteína em alguns alimentos selecionados Alimento % N na proteína Fator de conversão Sementes oleaginosas 18,2 5,40 Proteína de cereais 17,0 5,90 Folhas verdes 15,0 6,60 peixe, carne de bovinos e aves 16,0 6,25 Ovo, peixe, carne de bovinos e aves 16,0 6,25 Leite, caseína 15,8 6,38 Gelatina 18,0 5,55 Milho grão, sorgo, mandioca 16,0 6,25 Cevada grão 17,2 5,83 Fonte: PATRICK & SCHAIBLE (1980) 44 Necessidades nutricionais internacionais por quilo para coelhos considerando uma dieta com 90,0% de matéria seca Machado et al, 2011 Necessidades Nutricionais Diárias dos Cavalos (Peso adulto de 200Kg) NRC, 2007 Exigências Nutricionais de suínos machos castrados de alto potencial genético com desempenho médio Rostagno, 2011 Digestibilidade e disponibilidade Conceito: A digestibilidade refere-se a fração da proteína que foi ingerida e absorvida, não aparecendo nas fezes. É determinada com base no local em que é realizada a coleta de fezes, podendo ser pelo método de coleta fecal ou ileal A disponibilidade refere-se a utilização efetiva dos aminoácidos absorvidos para síntese protéica. A disponibilidade dos aminoácidos é determinada em ensaios de crescimento, nos quais a utilização dos aminoácidos é avaliada pelo crescimento dos animais. 48 Cálculos da digestibilidade dos aminoácidos Para se obter a digestibilidade verdadeira deve-se fazer a correção pela coleta da excreta dos animais em jejum DIGESTIBILIDADE APARENTE A diferença entre a quantidade de aminoácido consumido e a quantidade excretado. DIGESTIBILIDADE VERDADEIRA A diferença entre a quantidade de aminoácido na dieta pela a das fezes ou conteúdo ileal, sendo consideradas as perdas endógenas 49 A digestibilidade varia conforme o local do animal onde o aminoácido é avaliado. 50 51 Os aa´s são absorvidos até o nível de íleo. No INTESTINO GROSSO os aa´s sofrem ação de microrganismos: Usam aa´s para a multiplicação da floraRealizam a desaminação para usar como fonte de energia Sofrem acréscimo pois os microrganismo podem sintetizar aa´s Microrganismos possuem aa´s em sua estrutura, acrescentando o nível de aa´s totais 52 Digestibilidade das proteínas Desaminação é o processo pelo qual o aminoácido libera o seu grupo amina na forma de amônia e se transforma em um cetoácido correspondente 52 Digestibilidade das proteínas A digestibilidade das proteínas depende da composição e estrutura química dos alimentos A qualidade de uma proteína depende Digestibilidade Quantidade e equilíbrio dos AAs essenciais contidos na proteína Quando for formular a ração deve-se: -Avaliar os aa´s digestíveis e não os aa´s totais (bruto) AA digestíveis = AA totais – AA fecais 53 DIGESTIBILIDADE ILEAL É um método mais preciso para a determinação da quantidade de aa´s não digeridos contidos na dieta. As fezes são coletadas via íleo e não via reto/ânus. 54 Figura – Técnicas cirúrgicas para a determinação da digestibilidade ileal com suínos A - Técnica do sacrifício B - Cânula reentrante C- Implantação no íleo de uma cânula tipo T D - Anastomose ileo-retal Ensaios com galos cecectomizados Retirada dos cecos para evitar a fermentação dos aas pela microflora Alimentação forçada com quantidade conhecida do alimento teste Coleta das excretas 55 Em eqüinos e coelhos As digestibilidades aparente e verdadeira dos compostos nitrogenados pré-cecal e pós-ileal são obtidas com a instalação de cânulas no íleo ou jejuno terminal e os compostos nitrogenados endógenos são estimados por método da regressão linear ou uso de dietas deficientes em proteína As perdas nitrogenadas endógenas no tubo digestivo são definidas como os compostos nitrogenados presentes na digesta ileal ou nas fezes de animais alimentados com dietas deficientes de proteína 56 são compostos de enzimas, mucoproteínas, células de descamação, albumina, peptídeos, aminoácidos, amidas, aminas e bactérias, tendo como origem as secreções salivares, gástricas, pancreáticas e da mucosa intestinal Ensaios de digestibilidade ileal Animais em crescimento Alimento teste como única fonte de proteína na dieta Uso de indicador Fornecimento da dieta por 4 a 5 dias Abate os animais para retirada do íleo 57 Coleta de conteúdo ileal 58 CDIA = (100 - [(AAd / AAf) × (CRF / Crd)]) × 100 Cálculos do Coeficiente de Digestibilidade Aparente usando Cr2O3 como indicador CDIA = coeficiente de digestibilidade ileal aparente (%); AAd = concentração de aa da digesta ileal (g/kg de MS); AAf = concentração de aa da ração (g/kg de MS); Crf = concentração de Cr na ração (g/kg de MS); Crd = concentração de Cr da digesta ileal (g/kg de MS). 59 DIGESTIBILIDADE ILEAL Digestibilidade ileal correta valorização nutritiva das proteínas alimentícias No IG ocorre a fermentação anaeróbica que pode comprometer a determinação da digestibilidade. -No caso de suínos, coelhos e eqüinos as diferenças entre a digestibilidade ileal e a total são maiores do que nas aves (IG maior) Coleta ileal é mais precisa nestes animais. Já no caso das aves, as diferenças nas digestibilidades ileal e total são pequenas, devido a pequena participação dos cecos no contexto da digestão protéica. FATORES QUE INFLUENCIAM NA DIGESTIBILIDADE PROTÉICA 61 FATORES QUE INFLUENCIAM NA DIGESTIBILIDADE PROTÉICA Uso de enzimas. Melhoram a digestibilidade dos aminoácidos em torno de 2 a 3%, por possibilitar a hidrólise dos complexos de proteínas com fitato. FATORES QUE INFLUENCIAM NA DIGESTIBILIDADE PROTÉICA Nível de fibra Nível de fibra na dieta Nível de Proteína Ocorre aumento da digestibilidade intestinal dos aminoácidos a medida que se eleva o conteúdo de aminoácidos na dieta até o nível da sua exigência. A medida que se eleva o conteúdo do AA exógeno no intestino delgado, vai reduzindo proporcionalmente o endógeno 63 EXIGÊNCIAS DE PROTEÍNAS /AA´S LINHAGEM – RAÇA Animais com porte corporal maior teor de PB ESTADO SANITÁRIO DO PLANTEL Animais sadio exigência de aa´s é de acordo com a sua necessidade normal Animais doentes exigência de aa´s é bem maior que animais sadios 64 EXIGÊNCIAS DE PROTEÍNAS /AA´S IDADE DO ANIMAL idade necessidade dietética protéica Fase inicial nível alto Fase de recria nível médio Fase de engorda nível baixo 65 Figura - Requerimento de proteína conforme a idade do frango de corte. Redução do peso metabólico Aumento do consumo em relação ao peso vivo 65 EXIGÊNCIAS DE PROTEÍNAS /AA´S FUNÇÃO FISIOLÓGICA Diferentes das diferentes fases 66 As necessidades para acréscimo de proteína no tecido é maior do que para a mantença. Alguns aminoádos não são citados como necessários para mantença de aves como a glicina e a histidina. Por outro lado, metionina, arginina e treonina são exigidos em altas concentrações para mantença. De maneira geral, as necessidades de mantença da lisina para aves é menor do que para os suínos. 66 EXIGÊNCIAS DE PROTEÍNAS /AA´S FUNÇÃO FISIOLÓGICA Diferentes das diferentes fases 67 EXIGÊNCIAS DE PROTEÍNAS /AA´S NÍVEL DE ENERGIA DA RAÇÃO Consumo de ração varia de acordo com o valor energético da mesma consumo de energia aa´s devem ser corrigidos TEMPERATURA AMBIENTE Afeta diretamente o consumo de ração calor taxa de consumo 68 Em altas temperaturas, em condições de consumo reduzido, deve-se elevar o teor protéico da dieta O aumento da taxa respiratória em ambientes quentes leva a uma redução no consumo de ração. Considerando as necessidades de proteínas (aminoácidos) em gramas por dia, deve-se elevar o teor protéico da dieta em condições de consumo reduzido, provocado por altas temperaturas ambiente 68 EXIGÊNCIAS DE PROTEÍNAS /AA´S SEXO Quando criados em sexos separados Machos exigência maior que as fêmeas Maior deposição de carne magra 69 AMINOÁCIDOS (%) 1-21 dias 22-42 dias 43-53 dias M F M F M F Lisina 0,368 0,345* 0,318 0,304 0,241 0,227 Metionina 0,154 0,140 0,145 0,131 0,114 0,100* Metionina + Cistina 0,273 0,273 0,254 0,227 0,209 0,186 Treonina 0,241 0,227 0,232 0,214* 0,191 0,173* Triptofano 0,073 0,068* 0,054 0,050 0,050 0,045* Arginina 0,400 0,377 0,368 0,323 0,300 0,268* Tabela - Exigências de aminoácidos, para frangos de corte, segundo o sexo e a idade (% aminoácidos/Kcal EM) Fonte: THOMAS et. al. (1992) citado por LECLERCQ (1998). * Valor estimado. OBS: Exigência das fêmeas são 4 a 8% inferior as do macho 69 EXIGÊNCIAS DE PROTEÍNAS /AA´S Exercício físico 70 70 OBRIGADA 71 image1.jpeg image2.png image3.jpeg image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.jpeg image12.png image13.png image14.png image15.jpeg image16.png image17.png image18.png image19.jpeg image20.png image21.jpeg image22.png image23.png image24.png image25.gif image26.png image27.jpeg image28.png image29.gif image30.png image31.png image32.png image33.png image34.png image35.png image36.jpeg image37.png image38.png image39.png image40.png image41.png image42.png image43.png image44.png image45.png image46.png image47.png image48.png image49.png image50.png image51.png image52.png image53.png image54.jpeg image55.jpeg image56.jpeg image57.jpeg image58.png image59.jpeg image60.jpeg image61.jpeg image62.png image63.png image64.png image65.gif image66.png image67.png image68.jpeg image69.png image70.png image71.png image72.png