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Roseane Madeira Bezerra
2014.1
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIENCIAS AGRARIAS
DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA
DISCIPLINA: NUTRIÇÃO DE NÃO RUMINANTES
AULA 07
Proteínas
Introdução
As proteínas são grandes moléculas, composta por uma cadeia de aminoácidos unidos por ligações peptídicas
2
3
Composição
As proteínas são constituídas de carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. Algumas apresentam também enxofre, ferro e fósforo:
	Elementos	Composição %
	C	51 – 55
	H	6,5 – 7,3
	O	21,5 – 23,5
	N	15,5 – 18,0
	S	0,5 – 2,0
	P	0,0 – 1,5 
Composição percentual
4
Classificação
DE ACORDO COM SUA COMPOSIÇÃO:
PROTEINAS SIMPLES (homoproteinas): fornecem por hidrólise somente aminoácidos. 
Exemplo: albuminas, globulinas, glutelinas, prolaminas, protaminas, histonas e escleroproteínas.
PROTEINAS CONJUGADAS: fornecem por hidrólises, aminoácidos mais um radical não peptídico, denominado grupo prostético. 
Os grupos prostéticos podem ser:
	-Orgânicos (vitaminas)
	-Inorgânicos (íon metálico)
Exemplo: Hemoglobina, ferritina, etc
5
Classificação
	Classes	Grupos prostéticos	Exemplos
	Lipoproteínas	Lipídios	Lip. de baixa densidade (LDL)
Lip. de densidade muito baixa (VLDL)
Lip. de alta densidade (HDL)
	Glicoproteínas	Carboidratos	Imunoglobulinas (IgG, IgA, IgM, IgD e IgE).
	Fosfoproteínas	Fosfato
(HPO43-)	Caseína
	Hemoproteínas	Heme	Hemoglobina
	Flavoproteínas	Nucleotídeos de flavina
(FMN e FAD)	Desidrogenase succínica
	Metaloproteínas	Ferro
Zinco	Ferritina
Álcool desidrogenase
Classificação das proteínas conjugadas
6
Estrutura das proteínas
Constitui a Seqüência de AA na ligação peptídica
Constitui o enrolamento da estrutura primária
É a forma tridimensional como a proteína se "enrola”
Ex: Insulina
proteínas conjugadas com várias cadeias polipeptídicas enoveladas. Ex: hemoglobina
7
Função
1- Estrutural:
	-FORMAÇÃO DOS TECIDOS:
Os órgãos e a maioria dos tecidos são formados principalmente por substâncias protéicas
Pele, pelos, penas, unhas, chifres e músculos são constituídos quase que totalmente de proteínas.
	- MANUTENÇÃO E REPARO:
Necessárias para a construção dos tecidos novos e para renovação dos mesmos, com necessidades que variam segundo o estagio de desenvolvimento e a categoria do animal dentro da espécie.
8
Função
2 - Regulação do metabolismo:
- SECREÇÕES GLANDULARES:
Muitos hormônios e enzimas são materiais protéicos ou contem resíduos de aminoácidos como parte essencial de sua estrutura. 
Ex: pepsina e tripsina. 
-DESINTOXICAÇÃO DO ORGANISMO:
Durante o metabolismo há produção de ácido benzóico (tóxico), a combinação com a glicina produz o ácido hipurico (não tóxico)
9
Função
3 - Fonte 3º de energia:
As proteínas atuam como fonte de energia quando em excesso de AA, ou na falta de carboidratos e gorduras
4 - Mecanismo de defesa:
A proteína desempenha uma importante função no mecanismo de defesa pela formação de anticorpos imunoglobulinas.
5 – Balanço de fluidos:
A manutenção do equilíbrio ácido-base tem a participação das proteínas. 
6 - Transporte:
Hemoglobina, mioglobina e globulinas
10
São conhecidos 23 aminoácidos que compõem as proteínas.
O que diferencia um aminoácido do outro é sua cadeia lateral
Aminoácidos
Os aminoácidos são os produtos finais da hidrolise das proteínas
11
Aminoácidos
São moléculas orgânicas que apresentam em comum:
Um grupo amina, grupo carboxila, hidrogênio e uma molécula de carbono
12
13
Os Aminoácidos são necessários para todos os processos físicos que afetam o corpo:
Crescimento muscular
Produção de energia
Produção de hormônios
Bom funcionamento do sistema nervoso
Aminoácidos
As proteínas são macromoléculas complexas, compostas de aminoácidos, e necessárias para os processos químicos que ocorrem nos organismos vivos
13
Aumento da síntese hepática; 
Aumento da síntese de gorduras;
Redução da eficiência alimentar;
Redução do crescimento;
Reprodução ineficiente;
Problemas com a aparência: pelos, pele, penas, etc.
Na deficiência de aminoácido ocorre:
Os PEPTÍDEOS são formados pela união de aminoácidos por ligações peptídicas.
São classificados de acordo com o número de resíduos de AA na cadeia:
Dipeptídeos – 2 resíduos de AA.
Tripeptídeos – 3 resíduos de AA.
Tetrapeptídeos – 4 resíduos de AA.
Pentapeptídeos – 5 resíduos de AA.
Polipeptídeos - são polímeros lineares de até 40 resíduos de AA.
Mais de 40 resíduos é considerado proteína.
Aminoácidos
Aminoácidos
São classificados segundo a polaridade da cadeia lateral:
Grupo R – apolares 
(glicina, alanina, valina, leucina, metionina e isoleucina)
Grupo R – aromáticos 
(fenilalanina, tirosina e triptofano)
Grupo R - polares não-carregados 
(serina, treonina, cisteína, prolina, asparangina e glutamina)
Grupo R - polares carregados positivamente 
(lisina, arginina e histidina)
Grupo R – polares carregados negativamente 
(aspartato e glutamato)
16
17
Aminoácidos
São classificados segundo sua síntese pelo organismo:
Aminoácidos essenciais
Não são sintetizados pelo organismo em velocidade suficiente para atender as exigências nutricionais dos animais, necessitando suplementar pela dieta
Aminoácidos não essenciais
São aqueles que podem ser sintetizados pelo organismo a partir de outras substâncias. 
18
Aminoácidos
	Aminoácidos Essenciais			Aminoácidos
	Leitões	Suínos/Aves	Pintos	Não essenciais
	Lisina	Lisina	Lisina	Glicinaa
	Metionina	Metionina	Metionina	Serina
	Triptofano	Triptofano	Triptofano	Alanina
	Valina	Valina	Valina	Ácido aspártico
	Histidina	Histidina	Histidina	Ácido glutâmico
	Fenilalanina	Fenilalanina	Fenilalanina	Cistinab
	Leucina	Leucina	Leucina	Prolina
	Isoleucina	Isoleucina	Isoleucina	OH-Prolina
	Treonina	Treonina	Treonina	Tirosinac
	Arginina	-	Glicina	Asparagina
			Serina	Glutamina
			Prolina	
Classificação dos aminoácidos para aves e suínos 
a - Parcialmente sintetizado (60%)
b - Pode atender até metade das exigências de metionina
c - Pode atender até 30% das exigências de fenilalanina
19
Aminoácidos
Aminoácido Essenciais para eqüídeos:
1-Lisina
2-metionina
3-triptofano
 4-treonina 
5-arginina 
6-histidina 
7-isoleucina
8-leucina 
9-fenilalanina
10-valina
20
Aminoácidos
Aminoácido Essenciais para coelhos:
21
Aminoácidos Limitantes
Estão presentes na dieta em uma concentração menor do que a exigida para máximo crescimento, necessitando ser suplementado 
Pode estar limitante numa ração um ou mais aminoácidos ao mesmo tempo, porém, em uma ordem de limitação.
Variam de acordo com a espécie, idade e função fisiológica
	Aminoácidos	Aves	Suínos
	1º limitante	Metionina	Lisina
	2º limitante	Lisina	Metionina
	3º limitante	Treonina/triptofano	Treonina/triptofano
Dietas a base de farinha de soja.
Aminoácidos limitantes para aves e suínos
22
Aminoácidos Limitantes
COELHO
Segundo a composição dos AA mais utilizadas na alimentação desses animais, os únicos aminoácidos que devem ser levados em consideração seriam:
	- Lisina (0,60 a 0,90%)
	-Metionina (met+cistina) = 0,45 a 0,60%)
	-Arginina (0,99 a 1,51%)
EQUINO
A lisina é o aminoácido mais limitante para eqüinos 
Na dieta deve-se ter em torno de 0,65% para potros lactentes e 0,5% para potros jovens desmamados
Treonina – potencial limitante para crescimento.
potros de 4 a 10 meses necessitam de 33 a 42g de lisina para suporte do crescimento.
Lisina (gramas/dia): Exigência PB x 4,3%
23
B = 1 ° limitante
C = 2° limitante
D = 3° limitante
Suprindo-se “A”
A = 1° limitante
B = 2 ° limitante
C = 3° limitante
D = 4° limitante
Suplementação: Lei do Mínimo: “O aminoácido que estiver em menor concentração em relação à sua exigência é o que limitará o desempenho”
	
	
 Exigências nutricionais dos aminoácidos
 Composição da dieta
Para saber o aminoácido limitante é necessário conhecer:
Conteúdo de Aminoácido Total e Digestível Verdadeiro dos Alimentos (na matéria natural)
25
	Ingredientes	Excelência	Limitação
	Milho	AAS	Lisina
	Sorgo	-	Lisina, Treonina
	Farelo de soja	Lisina	AAS
	Farelo de amendoim	-	Lisina
	Farelo de girassol	-	LisinaFarinha de carne e ossos	Vários	Triptofano
	Farinha de peixe	AAS, Lisina	-
	Farinha de glúten de milho	AAS	Lisina
Excelência e limitação de aminoácidos de alguns ingredientes de rações de aves e suínos.
Imbalanços de aminoácidos
Existem basicamente três tipos de Imbalanços:
-Desequilíbrio na ingestão de aminoácidos;
-Antagonismo entre os aminoácidos;
-Toxidez dos aminoácidos
A ingestão da dieta imbalanceada altera a concentração dos AAs do plasma e tecidos com redução do AA limitante. 
Acarretando em decréscimo no consumo e retardamento no crescimento do animal. 
27
Imbalanços de aminoácidos
1. Desequilíbrio na ingestão
Dietas desproporcionais as exigências, levando à redução no consumo de ração e crescimento.
É corrigido pela suplementação do primeiro aminoácido limitante
Metionina – Aves
Lisina – Suínos, coelhos e eqüinos
28
Imbalanços de aminoácidos
2. Antagonismo
Ocorre quando um AA em excesso exerce influencia sobre as exigências de outro, por interferência com seu metabolismo
Interação entre aminoácidos estruturalmente similares, havendo competição entre os sítios de absorção. 
Exemplo: 
- Excesso de lisina prejudica a utilização de arginina;
- Excesso de leucina prejudica a utilização de isoleucina e valina
29
Imbalanços de aminoácidos
3. Toxidez
É quando o excesso de um aminoácido se torna prejudicial para o animal
 Exemplo:
A metionina é o mais tóxico dos aminoácidos, reduz o consumo de ração e o crescimento, a níveis em torno de 3 vezes os requerimentos. 
30
Relação ideal de Aminoácidos
Proteína ideal
São dietas que possuem o perfil de aminoácidos nas proporções exatas das necessidades dos animais. Sem deficiência ou excesso.
O aminoácido lisina foi escolhido como referência de comparação (Padrão = 100%), usada para estimar as necessidades de todos os outros aminoácidos da dieta
Constitui-se na relação entre a lisina e os demais aminoácidos para melhor produtividade
31
Relação ideal de Aminoácidos
Fatores para a escolha da lisina como padrão : 
Fácil análise
Participa intensamente do crescimento dos tecidos
Tem exigência metabólica alta
É limitante nas dietas de monogastricos
Existe grande número de trabalhos avaliando sua exigência nutricional e digestibilidade
Não ocorre transaminação, evitando qualquer modificação metabólica que possa interferir nas exigências
É considerado o menos tóxico
Processo de transferência do grupo amino
32
Rostagno et al. 2011
33
Rostagno et al. 2011
34
Rostagno et al. 2011
Exigências Nutricionais de Frangos de Corte
Machos de Desempenho Médio
Rostagno, 2011
A partir da lisina calculamos o valor de cada aminoácido
MANEIRAS DE ADEQUAR OS NIVEIS DE AA´S NAS DIETAS
Utilização dos aa´s sintéticos na ração
	Aminoácidos	Eficiência Relativa
(%)	Equivalente Protéico
(%)
	L - Metionina1	100	59
	DL – Metionina1	97	59
	D-Metionina1	82	59
	MHA-AL2
MHA-Ca2 	88
88	0
0
	L - Lisina2	100	120
	L - Lisina - HCl2	79	96
	L-Triptofano2	100	86
	L-Treonina2	100	74
	Ácido Glutânico2	100	177
1.Patrick e Schaible (1980); 2. Leeson e Summers (2001) 
Eficiência relativa e equivalente protéico dos aminoácidos sintéticos
MANEIRAS DE ADEQUAR OS NIVEIS DE AA´S NAS DIETAS
Formulação com excesso de proteína
Sobrecarregam a digestão, absorção, fígado, rins dos animais
A elevação do nível de proteína da dieta também elevará os níveis dos aminoácidos e desta maneira supera as necessidades dos aminoácidos limitantes. 
Apesar desta maneira de elevar os níveis mínimos dos aminoácidos limitantes ser prática, acarreta problemas de metabolismo e de custo da ração. Rações com níveis protéicos elevados sobrecarregam a digestão, absorção e eliminação do nitrogênio não aproveitável, havendo sobrecarga de fígado e rins no animal. A associação de todos estes efeitos, reduz a eficiência destas rações além do seu maior custo. Esta maneira de adequar os aminoácidos deveria ser usada em última instância a não ser que a elevação necessária do nível de proteína para atendimento da necessidade do ácido seja pequena, não afetando significativamente o desempenho destas rações.
38
Dietas Formuladas Utilizando o Conceito de Proteína Ideal
	5 Fases	Proteína Bruta (%)	
		T1- Proteína Normal	T2 - Redução Protéica + AAs
	Pré-Inicial (1-8 dias)	26,0	24,5
	Inicial (8-21 dias)	22,1	20,8
	Cresc I (21-33 dias)	21,0	19,8
	Cresc II (33-40 dias)	20,0	18,8
	Terminação (40-46 dias)	19,2	18,0
Redução média da PB = -1,28% 
Lora et al (2007), citado por Albino et al. (2009)
39
	Tratamentos 	Período (dias)		
		1-21	1-40	1-46
	Ganho de Peso (g/ave)			
	T1. Proteína Normal.	892	2740	3194
	T2. Redução Protéica + AAs.	895	2808	3271
	Conversão Alimentar			
	T1. Proteína Normal.	1,413	1,613	1,762
	T2. Redução Protéica + AAs.	1,383	1,599	1,732
Efeito de Dietas Formuladas com Base no Conceito 
de Proteína Ideal
Lora et al (2007), citado por Albino et al. (2009)
40
20
30
40
50
9,8
7,8
5,8
3,8
Concentração de NH3 no Aviário (ppm)
Efeito de Dietas Formuladas com Base no Conceito 
de Proteína Ideal
T1 - Proteína Normal e T2 - Redução Protéica + AAs (Proteína Ideal) 
Lora et al (2007), citado por Albino et al. (2009)
Redução de 13% de nitrogênio excretado ao meio ambiente
41
	Tratamento	Custo Arraçoamento
R$/ave	Margem Bruta
R$/ave
	T1. Proteína Normal.	4,05	1,30
	T2. PB Baixa + AAs.	3,98	1,49
Efeito de Dietas Formuladas com Base no Conceito 
de Proteína Ideal
- Análise Econômica -
Lora et al (2007), citado por Albino et al. (2009)
Redução dos custos= - 0,19R$/animal 
42
PROTEÍNA BRUTA (%) = N (%) x 6,25*
DETERMINAÇÃO DOS NÍVEIS DE PROTEÍNA BRUTA:
A quantificação dos níveis de proteína de uma ração é feita a partir da determinação do conteúdo de nitrogênio da amostra. 
O método de determinação é conhecido como Método de Kjeldahl, onde a amostra sofre três processos: Digestão, Destilação e Titulação 
* Conteúdo de nitrogênio de 16% na proteína total
Proteína Bruta
Baseado em que as proteínas possuem em média 16% de nitrogênio (100/16 = 6,25). 
Tabela 01: Fatores de conversão de nitrogênio em proteína em alguns alimentos selecionados 
Alimento
% N na proteína
Fator de conversão
Sementes oleaginosas 
18,2
5,40
Proteína de cereais 
17,0
5,90
Folhas verdes
15,0
6,60
peixe, carne de bovinos e aves
16,0
6,25
Ovo, peixe, carne de bovinos e aves 
16,0
6,25
Leite, caseína 
15,8
6,38
Gelatina
18,0
5,55
Milho grão, sorgo, mandioca
16,0
6,25
Cevada grão
17,2
5,83
Fonte: PATRICK & SCHAIBLE (1980)
44
Necessidades nutricionais internacionais por quilo para coelhos considerando uma dieta com 90,0% de matéria seca
Machado et al, 2011
Necessidades Nutricionais Diárias dos Cavalos
(Peso adulto de 200Kg)
NRC, 2007
Exigências Nutricionais de suínos
machos castrados de alto potencial genético com desempenho médio
Rostagno, 2011
Digestibilidade e disponibilidade
Conceito:
A digestibilidade refere-se a fração da proteína que foi ingerida e absorvida, não aparecendo nas fezes. É determinada com base no local em que é realizada a coleta de fezes, podendo ser pelo método de coleta fecal ou ileal
	
A disponibilidade refere-se a utilização efetiva dos aminoácidos absorvidos para síntese protéica. A disponibilidade dos aminoácidos é determinada em ensaios de crescimento, nos quais a utilização dos aminoácidos é avaliada pelo crescimento dos animais.
48
Cálculos da digestibilidade dos aminoácidos
Para se obter a digestibilidade verdadeira deve-se fazer a correção pela coleta da excreta dos animais em jejum
DIGESTIBILIDADE APARENTE
A diferença entre a quantidade de aminoácido consumido e a quantidade excretado.
DIGESTIBILIDADE VERDADEIRA
A diferença entre a quantidade de aminoácido na dieta pela a das fezes ou conteúdo ileal, sendo consideradas as perdas endógenas 
49
A digestibilidade varia conforme o local do animal onde o aminoácido é avaliado.
50
51
Os aa´s são absorvidos até o nível de íleo.
No INTESTINO GROSSO os aa´s sofrem ação de microrganismos:
Usam aa´s para a multiplicação da floraRealizam a desaminação para usar como fonte de energia
Sofrem acréscimo pois os microrganismo podem sintetizar aa´s
Microrganismos possuem aa´s em sua estrutura, acrescentando o nível de aa´s totais
52
Digestibilidade das proteínas
Desaminação é o processo pelo qual o aminoácido libera o seu grupo amina na forma de amônia e se transforma em um cetoácido correspondente
52
Digestibilidade das proteínas
A digestibilidade das proteínas depende da composição e estrutura química dos alimentos
A qualidade de uma proteína depende
Digestibilidade
Quantidade e equilíbrio dos AAs essenciais contidos na proteína
Quando for formular a ração deve-se:
-Avaliar os aa´s digestíveis e não os aa´s totais (bruto)
	AA digestíveis = AA totais – AA fecais
53
DIGESTIBILIDADE ILEAL
É um método mais preciso para a determinação da quantidade de aa´s não digeridos contidos na dieta.
As fezes são coletadas via íleo e não via reto/ânus.
54
Figura – Técnicas cirúrgicas para a determinação da digestibilidade ileal com suínos
A - Técnica do sacrifício
B - Cânula reentrante
C- Implantação no íleo de uma cânula tipo T
D - Anastomose ileo-retal
Ensaios com galos cecectomizados


 Retirada dos cecos para evitar a fermentação dos aas pela microflora
 Alimentação forçada com quantidade conhecida do alimento teste
 Coleta das excretas 
55
Em eqüinos e coelhos
As digestibilidades aparente e verdadeira dos compostos nitrogenados pré-cecal e pós-ileal são obtidas com a instalação de cânulas no íleo ou jejuno terminal e os compostos nitrogenados endógenos são estimados por método da regressão linear ou uso de dietas deficientes em proteína
As perdas nitrogenadas endógenas no tubo digestivo são definidas como os compostos nitrogenados presentes na digesta ileal ou nas fezes de animais alimentados com dietas deficientes de proteína
56
são compostos de enzimas, mucoproteínas,
células de descamação, albumina, peptídeos,
aminoácidos, amidas, aminas e bactérias, tendo como origem as secreções salivares, gástricas, pancreáticas e da mucosa intestinal
Ensaios de digestibilidade ileal 
 Animais em crescimento
 Alimento teste como única fonte de proteína na dieta
 Uso de indicador 
 Fornecimento da dieta por 4 a 5 dias
 Abate os animais para retirada do íleo
57
Coleta de conteúdo ileal
58
CDIA = (100 - [(AAd / AAf) × (CRF / Crd)]) × 100
Cálculos do Coeficiente de Digestibilidade Aparente usando Cr2O3 como indicador
CDIA = coeficiente de digestibilidade ileal aparente (%);
AAd = concentração de aa da digesta ileal (g/kg de MS);
AAf = concentração de aa da ração (g/kg de MS);
Crf = concentração de Cr na ração (g/kg de MS);
Crd = concentração de Cr da digesta ileal (g/kg de MS).
59
DIGESTIBILIDADE ILEAL
Digestibilidade ileal  correta valorização nutritiva das proteínas alimentícias
No IG ocorre a fermentação anaeróbica que pode comprometer a determinação da digestibilidade. 
	-No caso de suínos, coelhos e eqüinos as diferenças entre a digestibilidade ileal e a total são maiores do que nas aves (IG maior)
Coleta ileal é mais precisa nestes animais. Já no caso das aves, as diferenças nas digestibilidades ileal e total são pequenas, devido a pequena participação dos cecos no contexto da digestão protéica.
FATORES QUE INFLUENCIAM NA DIGESTIBILIDADE PROTÉICA
61
FATORES QUE INFLUENCIAM NA DIGESTIBILIDADE PROTÉICA
Uso de enzimas. 
Melhoram a digestibilidade dos aminoácidos em torno de 2 a 3%, por possibilitar a hidrólise dos complexos de proteínas com fitato.
FATORES QUE INFLUENCIAM NA DIGESTIBILIDADE PROTÉICA
Nível de fibra
Nível de fibra na dieta
Nível de Proteína
Ocorre aumento da digestibilidade intestinal dos aminoácidos a medida que se eleva o conteúdo de aminoácidos na dieta até o nível da sua exigência.
A medida que se eleva o conteúdo do AA exógeno no intestino delgado, vai reduzindo proporcionalmente o endógeno
63
EXIGÊNCIAS DE PROTEÍNAS /AA´S
LINHAGEM – RAÇA
Animais com porte corporal maior  teor de PB
ESTADO SANITÁRIO DO PLANTEL
Animais sadio exigência de aa´s é de acordo com a sua necessidade normal
Animais doentes  exigência de aa´s é bem maior que animais sadios
64
EXIGÊNCIAS DE PROTEÍNAS /AA´S
IDADE DO ANIMAL
 idade  necessidade dietética protéica
Fase inicial  nível alto
Fase de recria  nível médio
Fase de engorda  nível baixo
65
Figura - Requerimento de proteína conforme a idade do frango de corte.
Redução do peso metabólico
Aumento do consumo em relação ao peso vivo
65
EXIGÊNCIAS DE PROTEÍNAS /AA´S
FUNÇÃO FISIOLÓGICA
Diferentes das diferentes fases
66
As necessidades para acréscimo de proteína no tecido é maior do que para a mantença. Alguns aminoádos não são citados como necessários para mantença de aves como a glicina e a histidina. Por outro lado, metionina, arginina e treonina são exigidos em altas concentrações para mantença. De maneira geral, as necessidades de mantença da lisina para aves é menor do que para os suínos. 
66
EXIGÊNCIAS DE PROTEÍNAS /AA´S
FUNÇÃO FISIOLÓGICA
Diferentes das diferentes fases
67
EXIGÊNCIAS DE PROTEÍNAS /AA´S
NÍVEL DE ENERGIA DA RAÇÃO
Consumo de ração varia de acordo com o valor energético da mesma
 consumo de energia  aa´s devem ser corrigidos 
TEMPERATURA AMBIENTE
Afeta diretamente o consumo de ração
 calor  taxa de consumo
68
Em altas temperaturas, em condições de consumo reduzido, deve-se elevar o teor protéico da dieta
O aumento da taxa respiratória em ambientes quentes leva a uma redução no consumo de ração. Considerando as necessidades de proteínas (aminoácidos) em gramas por dia, deve-se elevar o teor protéico da dieta em condições de consumo reduzido, provocado por altas temperaturas ambiente
68
EXIGÊNCIAS DE PROTEÍNAS /AA´S
SEXO
Quando criados em sexos separados
Machos  exigência maior que as fêmeas
Maior deposição de carne magra
69
	AMINOÁCIDOS (%)	1-21 dias		22-42 dias		43-53 dias	
		M	F	M	F	M	F
	Lisina	0,368	0,345*	0,318	0,304	0,241	0,227
	Metionina	0,154	0,140	0,145	0,131	0,114	0,100*
	Metionina + Cistina	0,273	0,273	0,254	0,227	0,209	0,186
	Treonina	0,241	0,227	0,232	0,214*	0,191	0,173*
	Triptofano	0,073	0,068*	0,054	0,050	0,050	0,045*
	Arginina	0,400	0,377	0,368	0,323	0,300	0,268*
Tabela - Exigências de aminoácidos, para frangos de corte, segundo o sexo e a idade (% aminoácidos/Kcal EM)
Fonte: THOMAS et. al. (1992) citado por LECLERCQ (1998). * Valor estimado.
OBS:
Exigência das fêmeas são 4 a 8% inferior as do macho
69
EXIGÊNCIAS DE PROTEÍNAS /AA´S
Exercício físico
70
70
OBRIGADA
71
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