Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
 
 
 
Revisão de Literatura 
 
 
 
Abordagem multifatorial dos fatores que influenciam a 
eficiência de utilização da energia metabolizável e a 
maximização do desempenho em bovinos de corte em sistemas 
de pastejo e confinamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 3 
2. REVISÃO DE LITERATURA ................................................................................. 3 
2.1. CONCEITOS DE ENERGIA NA NUTRIÇÃO ANIMAL ............................... 3 
2.2. EFICIÊNCIA DE UTILIZAÇÃO DA ENERGIA METABOLIZÁVEL .......... 8 
2.3. FATORES QUE INFLUENCIAM A EFICIÊNCIA DE UTILIZAÇÃO DA 
ENERGIA METABOLIZÁVEL EM SISTEMAS DE PASTEJO E 
CONFINAMENTO .................................................................................................... 12 
2.3.1. Fatores Nutricionais ..................................................................................... 12 
2.3.2. Fatores Ambientais e de Manejo .................................................................. 21 
2.3.3. Fatores Fisiológicos e Genéticos .................................................................. 26 
2.3.4. Sistema de Produção .................................................................................... 29 
3. CONCLUSÃO ........................................................................................................ 38 
4. REFERÊNCIAS ...................................................................................................... 39 
 
 
 
3 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Os recursos alimentares são compostos por diferentes frações de nutrientes 
(carboidratos, proteínas e lipídios) que fornecem energia tanto para a manutenção das 
atividades basais e fisiológica dos animais, quanto para seu desempenho (Caton & 
Dhuyvetter, 1997). Assim, o uso ineficiente dessa energia está diretamente associado a 
uma menor produtividade por área e ao aumento na liberação de gases de efeito estufa, o 
que pode resultar em impactos ambientais negativos. 
A compreensão dos múltiplos fatores que influenciam a eficiência de utilização da 
energia metabolizável é essencial para otimizar o desempenho produtivo dos bovinos de 
corte em diferentes sistemas de produção. Aspectos como composição da dieta, qualidade 
do alimento, condições ambientais, manejo nutricional e características fisiológicas dos 
animais interagem de forma complexa, determinando o aproveitamento energético (Caton 
& Dhuyvetter, 1997). 
Dessa forma, estratégias que promovam o uso eficiente da energia não apenas 
potencializam o ganho de desempenho e a sustentabilidade econômica dos sistemas de 
pastejo e confinamento, mas também contribuem para a redução das emissões de gases 
de efeito estufa, alinhando a produção animal às demandas ambientais e de eficiência 
produtiva (Johnson & Johnson, 1995). Diante disso, o objetivo desse trabalho é realizar 
uma revisão de literatura, sob uma perspectiva multifatorial, dos principais fatores que 
influenciam a eficiência de utilização da energia metabolizável e sua relação com a 
maximização do desempenho produtivo de bovinos de corte em sistemas de pastejo e 
confinamento. Busca-se compreender como variáveis como composição e qualidade da 
dieta, manejo alimentar e fisiologia dos animais interagem e afetam o aproveitamento 
energético. 
2. REVISÃO DE LITERATURA 
 
2.1. CONCEITOS DE ENERGIA NA NUTRIÇÃO ANIMAL 
Em nutrição animal, a energia representa o potencial que os nutrientes possuem 
de realizar trabalho biológico no organismo, sendo indispensável para a manutenção das 
funções vitais, o crescimento, a reprodução e a produção (McDonald et al., 2011; NRC, 
2016; Soest, 1994). Essa energia é obtida, principalmente, a partir da oxidação de 
4 
 
carboidratos, lipídios e proteínas, e sua utilização eficiente é essencial para o desempenho 
e a sustentabilidade dos sistemas de produção animal. 
Existem várias formas de energia, como química, térmica, elétrica e radiante, 
todas interconvertíveis por meios adequados. Como todas as formas de energia podem 
ser convertidas em calor, unidades de calor têm sido usadas para representar a energia 
envolvida no metabolismo. Tradicionalmente, a unidade básica usada tem sido a caloria 
termoquímica (cal), baseada no valor calorífico do ácido benzoico como padrão de 
referência. No entanto, a caloria é uma unidade muito pequena para uso rotineiro e a 
quilocaloria (Kcal = 1.000 cal) ou megacaloria (Mcal = 1.000 Kcal) é mais comumente 
usada na prática (McDonald et al., 2011). 
Diversas abreviações são utilizadas para representar as diferentes frações de 
energia no sistema animal. Para compreender corretamente essas frações, é fundamental 
conhecer os conceitos básicos relacionados à energia na nutrição animal. A energia bruta 
(EB) corresponde à energia total contida nos alimentos, enquanto a energia digestível 
(ED) representa a parcela da energia bruta que é absorvida pelo trato digestivo. A energia 
metabolizável (EM) é a fração da energia digestível que o animal efetivamente utiliza, 
após descontadas as perdas na urina e nos gases, e a energia líquida (EL) corresponde à 
energia disponível para manutenção, crescimento, lactação ou engorda. O conhecimento 
dessas frações é essencial para o planejamento de dietas eficientes e para a maximização 
do desempenho produtivo, garantindo o aproveitamento energético dos nutrientes e a 
sustentabilidade dos sistemas de produção animal (NRC, 2016). 
De acordo com o NRC (2016), a energia bruta (EB) ou calor de combustão é a 
energia liberada como calor quando uma substância orgânica é completamente oxidada a 
dióxido de carbono e água. A energia bruta está relacionada à composição química, mas 
não fornece nenhuma informação sobre a disponibilidade de energia para o animal. 
Portanto, a EB é de uso limitado para avaliar o valor de uma dieta ou ingrediente alimentar 
específico como fonte de energia para o animal. 
Já a energia digestível (ED) pode ser obtida subtraindo-se da EB do alimento a 
energia perdida nas fezes. A proporção de ED em relação à EB varia amplamente: pode 
ser tão baixa quanto 0,3 em forragens muito maduras e pouco nutritivas, e próxima de 0,9 
em grãos de cereais processados e de alta qualidade. A ED é útil para avaliar alimentos, 
pois reflete a digestibilidade da dieta e pode ser medida de forma relativamente simples. 
No entanto, para ruminantes, a EB não leva em conta perdas significativas de energia 
associadas à digestão e ao metabolismo, o que leva a uma superestimação do valor 
5 
 
energético de alimentos ricos em fibras, como fenos e palhas, em comparação com 
alimentos de baixo teor de fibra e altamente digestíveis, como os grãos (Pedro Del Bianco 
et al., 2023). 
A energia metabolizável (EM) é calculada subtraindo-se da energia bruta do 
alimento as perdas fecais, urinárias e gasosas, ou seja, EM = ED – (energia urinária + 
energia gasosa). A EM representa a fração de energia efetivamente disponível para o 
animal e é um indicador útil para avaliar os valores energéticos dos alimentos e as 
exigências nutricionais (McDonald et al., 2011; NRC, 2016). 
Apesar disso, muitas das limitações da ED também se aplicam à EM, uma vez que 
a energia urinária e a energia perdida na forma de gases são relativamente previsíveis a 
partir da ED, resultando em forte correlação entre EM e ED. A principal fonte de energia 
perdida em gases, o metano, provém da fermentação microbiana, que também produz 
calor. Esse calor pode auxiliar na manutenção da temperatura corporal em animais 
expostos ao frio, mas, em outros casos, representa uma perda energética não contabilizada 
na EM (NRC, 2016). 
 
Figura 1. Partição da energia em energia bruta, digestível, metabolizável e líquida. 
Adaptado de (Berchielli et al.,apresentados como médias e desvios-padrão. 
2F = necessidade metabólica em jejum (kJ∙PC⁻⁰·⁷⁵∙d⁻¹). 
3AC alojamento = subsídio de atividade sob manejo de alojamento (kJ∙PC⁻⁰·⁷⁵∙d⁻¹). 
4EE VeDBA = gasto energético derivado da aceleração corporal dinâmica vetorial 
(VeDBA), calculado como (F + AChousing)/km (kJ∙PC⁻⁰·⁷⁵∙d⁻¹), em que km é a eficiência 
de utilização da energia metabolizável para mantença. 
5AC pastejo = subsídio de atividade sob manejo de pastejo; estimado como 
VeDBApastejo/VeDBAalojamento × ACalojamento (kJ∙PC⁻⁰·⁷⁵∙d⁻¹), em que 
VeDBApastejo e VeDBAalojamento são os valores de VeDBA sob manejo de pastejo e 
de alojamento, respectivamente. 
6EEVeDBA estimado como (F + ACpastejo)/km (kJ∙PC⁻⁰·⁷⁵∙d⁻¹). 
7EE FC = gasto energético baseado na frequência cardíaca (kJ∙PC⁻⁰·⁷⁵∙d⁻¹). 
 
A determinação precisa das exigências energéticas dos animais depende 
diretamente da avaliação do valor nutricional dos alimentos consumidos, o que representa 
um desafio significativo, especialmente em condições de pastejo. Conforme discutido por 
Tedeschi e Fox (2015), diferentes métodos vêm sendo empregados para estimar o valor 
nutritivo dos alimentos, incluindo técnicas laboratoriais e modelos preditivos. No entanto, 
em situações em que não é possível realizar ensaios diretos de digestibilidade, a 
estimativa da energia digestível (ED) torna-se incerta. 
Para contornar essa limitação, têm sido utilizadas abordagens baseadas em 
modelagem matemática e previsões empíricas, que relacionam a composição química da 
dieta a parâmetros energéticos, como a energia metabolizável (EM) e os nutrientes 
digestíveis totais (NDT). Ainda assim, a acurácia dessas estimativas é afetada por fatores 
como a variabilidade na ingestão, a seletividade dos animais e as perdas de energia 
34 
 
associadas à produção de metano (Galyean et al., 2016; Tedeschi e Fox., 2015). Assim, 
permanece o desafio de obter estimativas confiáveis de consumo e partição de energia em 
bovinos mantidos sob pastejo, quando comparados aos sistemas de confinamento 
(Tedeschi, 2023). 
A figura 7, do trabalho de Tedeschi (2023) ilustra a energia metabolizável (EM) 
diária total requerida por bovinos em pastejo, discriminada em suas principais frações de 
gasto energético: metabolismo basal, atividade física, alimentação e ruminação, e 
incremento calórico. A modelagem considerou dietas com teores de EM variando de 1,5 
a 3,5 Mcal/kg e peso corporal reduzido (SBW) entre 100 e 550 kg. As distâncias 
horizontais e verticais percorridas pelos animais (1.500–0 m/dia e 500–0 m/dia, 
respectivamente) foram ajustadas de modo a representar condições de pastejo em 
forragens de baixa a alta qualidade. Essa variação reflete o maior esforço locomotor 
exigido de animais mantidos em pastagens de menor valor nutritivo, em comparação 
àqueles alimentados com dietas de alta qualidade, como ocorre em sistemas de 
confinamento ou pastejo rotacionado. Considerou-se que os animais permanecem em 
estação por 12 horas diárias, com seis mudanças de posição corporal por dia, 
independentemente do peso corporal e da qualidade da dieta. 
A proporção da energia metabolizável ingerida (EMI) dissipada na forma de calor 
foi semelhante entre diferentes categorias de peso, uma vez que foi calculada com base 
na EM dietética. Observou-se que o incremento calórico (HiE) foi mais elevado em 
animais de maior peso corporal, enquanto a fração de energia destinada aos processos de 
ingestão e ruminação apresentou maior relevância nos animais mais leves, variando 
conforme a densidade energética da dieta. O gasto energético com alimentação e 
ruminação foi mais expressivo quando os animais consumiram forragens de baixa 
qualidade, em comparação com dietas de terminação à base de grãos. A energia 
dispendida em atividade física representou de 7 a 14% do total, variando de 0,16 a 0,61 
Mcal/dia para animais de 100 kg e de 0,90 a 3,35 Mcal/dia para animais de 550 kg. 
Conforme esperado, o consumo de forragens de menor valor energético demandou maior 
gasto energético total, sobretudo pela intensificação da atividade locomotora e do tempo 
de ingestão (Tedeschi, 2023). 
A figura 7.B estima que dietas contendo menos de aproximadamente 1,9 Mcal de 
EM/kg não suprem as exigências energéticas de mantença, resultando em balanço 
energético negativo e consequente perda de peso (Tedeschi, 2023). Tal valor equivale a 
aproximadamente 53% dos nutrientes digestíveis totais (NDT), corroborando o limite 
35 
 
mínimo de digestibilidade proposto por Van Soest (1994), de cerca de 50%, necessário 
para que bovinos mantenham o peso corporal sob condições de pastejo. 
 
 
Fig. 7. (A) Energia metabolizável (EM) necessária para o metabolismo basal (H e E), 
atividade física (H j E pa ), alimentação e ruminação (H j E er ) e incremento de calor (H 
i E) de gado em pastejo para diferentes PCs reduzidos e conteúdo de EM dietéticos 
calculados usando a Eq. (15). (B) EM total necessária para manutenção (roxo) e ingestão 
prevista de EM. 
 
Marcondes et al. (2010) descrevem ainda que à medida que há ingestão de 
alimento (consumo de energia metabolizável), a produção de calor por animais em pastejo 
aumenta de forma mais acentuada em relação aos animais confinados, levando a maiores 
estimativas de exigências de energia metabolizável para mantença, isso é mostrado na 
figura 7. Como podemos observar, os modelos gerados para a produção de calor em 
função do CEM de animais confinados e em pastejo, permitem afirmar que há diferenças 
36 
 
na eficiência de utilização da energia metabolizável para mantença nos dois sistemas de 
alimentação. 
 
Figura 8. Relação exponencial entre a produção de calor e o consumo de energia 
metabolizável para animais zebuínos puros e cruzados em condição de confinamento (+, 
n = 554) e pastejo (●, n = 78) (Marcondes et al., 2010) 
 
Animais a pasto geralmente também apresentam diferenças na matéria seca (MS) 
da dieta necessária para um ganho médio diário (GMD) específico, e uma menor 
eficiência de energia metabolizável (EM) que é usada para crescimento (kg). Essa 
diferença ocorre porque as dietas fornecidas a animais confinados têm uma alta proporção 
de grãos, que tem um kg maior do que a forragem consumida em condições típicas de 
pastejo. Portanto, animais em pastejo normalmente apresentam menor GMD porque a 
ingestão de MS (CMS) pode ser menor do que a de animais alimentados em 
confinamento, dependendo das condições de pastejo (qualidade da forragem e distância 
percorrida na tentativa de atingir a ingestão voluntária máxima) (Tedeschi and Fox, 
2015). 
Assim, espera-se que animais em pastejo tenham maior atividade e custo de 
alimentação e ruminação em comparação com animais confinados. No entanto, como o 
preenchimento físico do rúmen se torna a primeira limitação da CMS, os animais em 
pastejo geralmente são limitados pela quantidade de alimento que podem consumir e 
fermentar diariamente no rúmen; limitando, assim, seu desempenho (Tedeschi and Fox, 
2015). 
37 
 
Em suma, a comparação entre os sistemas de pastejo e confinamento evidencia 
que a eficiência de utilização da energia metabolizável depende da interação entre dieta, 
manejo e comportamento animal. No confinamento, a maior densidade energética das 
dietas e o controle da alimentação favorecem a conversão da energia em ganho de peso. 
Já no pastejo, a variabilidade da forragem e o maior gasto energético com locomoção 
reduzem a eficiência global. Portanto, estratégias integradas que considerem o ambiente, 
o tipo de alimento e o perfil fisiológico dos animais são fundamentais para equilibrar 
produtividade, sustentabilidade e eficiência energética nos diferentes sistemas de 
produção bovina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
38 
 
3. CONCLUSÃO 
 
A eficiência de utilização da energia metabolizável em bovinos de corte é resultado 
da interação multifatorial entre aspectosnutricionais, fisiológicos, ambientais e de 
manejo. Os estudos revisados evidenciam que a composição e qualidade da dieta, o nível 
de concentrado, a relação volumoso:concentrado, a estrutura da pastagem, entre outros 
fatores, exercem efeitos diretos sobre o aproveitamento energético e, consequentemente, 
sobre o desempenho animal. 
Nos sistemas de confinamento, o controle preciso da dieta e a maior densidade 
energética dos alimentos permitem uma conversão mais eficiente da energia 
metabolizável em ganho de peso e deposição tecidual, refletindo maiores valores de kg e 
km. Por outro lado, nos sistemas de pastejo, fatores como variações sazonais na qualidade 
da forragem, deslocamento dos animais, condições ambientais e maior custo energético 
associado à atividade de pastejo reduzem a eficiência global de utilização da energia, 
exigindo estratégias de manejo nutricional que compensem essas perdas, embora isso seja 
variável entre os autores. 
A compreensão de como os diversos fatores influenciam a utilização da energia 
metabolizável (EM) em bovinos de corte é fundamental para otimizar o desempenho 
animal e a eficiência produtiva em diferentes sistemas de produção, seja em confinamento 
ou pastejo. Além disso, compreender o gasto energético de bovinos em sistemas de 
pastejo é essencial para o adequado atendimento das exigências nutricionais, uma vez que 
a alimentação representa parcela significativa dos custos de produção. Nesse contexto, 
ainda há necessidade de estudos específicos em regiões de clima tropical, de modo a 
reduzir lacunas de conhecimento e permitir estimativas mais precisas do gasto energético 
dos animais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
39 
 
4. REFERÊNCIAS 
 
Agnew, R. E., & Yan, T. (2000). Impact of recent research on energy feeding systems for 
dairy cattle. Livestock Production Science, 66(3), 197–215. 
https://doi.org/10.1016/S0301-6226(00)00161-5 
Andersen, H.J.; Oksbjerg, N.; Young, J.F.; Therkildsen, M. Feeding and meat quality – a 
future approach. Meat Science, v.70, p.543-554, 2005. 
Baldwin, R. L., & Donovan, K. C. (1998). Modeling Ruminant Digestion and Metabolism 
(pp. 325–343). https://doi.org/10.1007/978-1-4899-1959-5_21 
Berchielli, T. T., Pires, A. V., & Oliveira, S. G. (2006). Nutrição de Ruminantes. Funep. 
Blaxter, K. Lyon. (1989). Energy Metabolism in Animals and Man. 
BR Corte. (2016). Exigências Nutricionais de Zebuínos Puros e Cruzados - BR-CORTE. 
Editora Federal de Viçosa. https://doi.org/10.5935/978-85-8179-111-1.2016B001 
BR Corte. (2023). Exigências Nutricionais de Zebuínos Puros e Cruzados (4a edição). 
Brosh, A., Aharoni, Y., Shargal, E., Sharir, B., Gutman, M., & Choshniak, I. (2004). 
Energy balance of grazing beef cattle in Mediterranean pasture, the effects of 
stocking rate and season. Livestock Production Science, 90(2–3), 101–115. 
https://doi.org/10.1016/j.livprodsci.2004.03.008 
Brosh, A., Henkin, Z., Ungar, E. D., Dolev, A., Shabtay, A., Orlov, A., Yehuda, Y., & 
Aharoni, Y. (2010). Energy cost of activities and locomotion of grazing cows: A 
repeated study in larger plots1. Journal of Animal Science, 88(1), 315–323. 
https://doi.org/10.2527/jas.2009-2108 
Caton, J. S., & Dhuyvetter, D. V. (1997). Influence of energy supplementation on grazing 
ruminants: requirements and responses. Journal of Animal Science, 75(2), 533. 
https://doi.org/10.2527/1997.752533x 
Chen, X., Reynolds, C. K., Crompton, L. A., Lively, F., Gordon, A., & Yan, T. (2025). 
Development of updated maintenance energy requirements of cattle using 
calorimeter data of growing cattle and suckler cows. Livestock Science, 296, 105714. 
https://doi.org/10.1016/j.livsci.2025.105714 
Cole, N. A., Meyer, B. E., Parker, D. B., Neel, J., Turner, K. E., Northup, B. K., Jennings, 
T., & Jennings, J. S. (2020). Effects of diet quality on energy metabolism and 
methane production by beef steers fed a warm-season grass-based hay diet. Applied 
Animal Science, 36(5), 652–667. https://doi.org/10.15232/aas.2020-02025 
CSIRO. (2007). Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization. 
Commonwealth Scienti® c and Industrial Research Organization - CSIRO. Feeding 
Standards for Australian Livestock, Ruminants. Victoria: CSIRO Publications; 
1990. 266 p. 
Dong, L. F., Ferris, C. P., McDowell, D. A., & Yan, T. (2015). Effects of diet forage 
proportion on maintenance energy requirement and the efficiency of metabolizable 
energy use for lactation by lactating dairy cows. Journal of Dairy Science, 98(12), 
8846–8855. https://doi.org/10.3168/jds.2015-9465 
Fernandes SR, Rossi Junior P, Stieven ICB, Santana MH de A, Schmidt P. Utilização de 
energia para crescimento e sua influência na composição corporal de bovinos de 
corte. Pubvet, 2011. Disponível em: 
https://ojs.pubvet.com.br/index.php/revista/article/view/2391 
Ferracini, J. G., Pauly, J. F., Freire, H. R., Saraiva, B. R., Vital, A. C. P., & Prado, I. N. 
do. (2024). Diferentes sistemas de produção de bovinos de corte em pastagem, 
confinamento convencional e confinamento a partir do desmame sobre desempenho 
animal, características de carcaça e custo de produção. Pubvet, 18(09), e1660. 
https://doi.org/10.31533/pubvet.v18n09e1660 
https://doi.org/10.1016/S0301-6226(00)00161-5
https://doi.org/10.3168/jds.2015-9465
40 
 
Ferreira, A. L., Borges, A. L. C. C., Mourão, R. C., Silva, R. R., Duque, A. C. A., Silva, 
J. S., Souza, A. S., Gonçalves, L. C., & Carvalho, P. H. A. (2019). Energy partition, 
nutritional energy requirements and methane production in F1 Holstein × Gyr bulls, 
using the respirometric technique. Animal Production Science, 59(7), 1253. 
https://doi.org/10.1071/AN17432 
Ferrell, C. L., & Jenkins, T. G. (1998). Body composition and energy utilization by steers 
of diverse genotypes fed a high-concentrate diet during the finishing period: I. 
Angus, Belgian Blue, Hereford, and Piedmontese sires. Journal of Animal Science, 
76(2), 637. https://doi.org/10.2527/1998.762637x 
Ferrell CL. Metabolismo de la Energía. En: Church DC, editor. El Rumiante: Fisiología 
Digestiva y Nutrición. Zaragoza: ACRIBIA; 1993. p.283-303. 
Freitas, J. A. de, Queiroz, A. C. de, Dutra, A. R., Vieira, R. A. M., Lana, R. de P., Leonel, 
F. de P., Henrique, D. S., Lima, A. V. de, & Souza, J. C. de. (2006). Eficiência de 
utilização da energia metabolizável em bovinos Nelore puros e cruzados submetidos 
a quatro níveis de concentrado na ração. Revista Brasileira de Zootecnia, 35(3), 
894–901. https://doi.org/10.1590/S1516-35982006000300036 
Fuller, A. L., Wickersham, T. A., Sawyer, J. E., Freetly, H. C., Brown-Brandl, T. M., & 
Hales, K. E. (2020). The effects of the forage-to-concentrate ratio on the conversion 
of digestible energy to metabolizable energy in growing beef steers. Journal of 
Animal Science, 98(8). https://doi.org/10.1093/jas/skaa231 
Galyean, M. L., Cole, N. A., Tedeschi, L. O., & Branine, M. E. (2016). BOARD-
INVITED REVIEW: Efficiency of converting digestible energy to metabolizable 
energy and reevaluation of the California Net Energy System maintenance 
requirements and equations for predicting dietary net energy values for beef cattle1. 
Journal of Animal Science, 94(4), 1329–1341. https://doi.org/10.2527/jas.2015-
0223 
Garrett, W. N. (1958). The Comparative Energy Requirements of Sheep and Cattle for 
Maintenance and Gain. University of California, Davis. 
Garrett, W. N. (1979). Energy utilization by growing cattle as determined in 72 
comparative slaughter experiments. Energy Metabolism: Proceedings, 8th 
Symposium on Energy Metabolism. 
Geay, Y. (1984). Energy and Protein Utilization in Growing Cattle. Journal of Animal 
Science, 58(3), 766–778. https://doi.org/10.2527/jas1984.583766x 
Hales, K. E., Brown-Brandl, T. M., & Freetly, H. C. (2014). Effects of decreased dietary 
roughage concentration on energy metabolism and nutrient balance in finishing beef 
cattle1. Journal of Animal Science, 92(1),264–271. 
https://doi.org/10.2527/jas.2013-6994 
Hales, K. E., Cole, N. A., & MacDonald, J. C. (2013). Effects of increasing concentrations 
of wet distillers grains with solubles in steam-flaked, corn-based diets on energy 
metabolism, carbon-nitrogen balance, and methane emissions of cattle1. Journal of 
Animal Science, 91(2), 819–828. https://doi.org/10.2527/jas.2012-5418 
Havstad, K. M., & Malechek, J. C. (1982). Energy Expenditure by Heifers Grazing 
Crested Wheatgrass of Diminishing Availability. Journal of Range Management, 
35(4), 447. https://doi.org/10.2307/3898602 
Herd, R.M.; Oddy, V.H.; Richardson, E.C. Biological basis for variation in residual feed 
intake in beef cattle. 1. Review of potential mechanisms. Australian Journal of 
Agricultural Research, v.44, p.423–430, 2004. 
Johnson, K. A., & Johnson, D. E. (1995). Methane emissions from cattle. Journal of 
Animal Science, 73(8), 2483–2492. https://doi.org/10.2527/1995.7382483x 
https://doi.org/10.2527/1998.762637x
https://doi.org/10.2307/3898602
41 
 
Kenny, D. A., Fitzsimons, C., Waters, S. M., & McGee, M. (2018). Invited review: 
Improving feed efficiency of beef cattle – the current state of the art and future 
challenges. Animal, 12(9), 1815–1826. 
https://doi.org/10.1017/S1751731118000976 
Lofgreen, G. P., & Garrett, W. N. (1968). A System for Expressing Net Energy 
Requirements and Feed Values for Growing and Finishing Beef Cattle. Journal of 
Animal Science, 27(3), 793. https://doi.org/10.2527/jas1968.273793x 
Mandok, K. M., Kay, J. K., Greenwood, S. L., McNamara, J. P., Crookenden, M., White, 
R., Shields, S., Edwards, G. R., & Roche, J. R. (2014). Efficiency of use of 
metabolizable energy for body weight gain in pasture-based, nonlactating dairy 
cows. Journal of Dairy Science, 97(7), 4639–4648. 
https://doi.org/10.3168/jds.2013-6912 
Marco, O. N. Di, & Aello, M. S. (1998). Energy Cost of Cattle Walking on the Level and 
on a Gradient. Journal of Range Management, 51(1), 9. 
https://doi.org/10.2307/4003556 
Marcondes, M. I., Chizzotti, M. L., Valadares Filho, S. C., Gionbelli, M. P., Paulino, P. 
V. R., & Paulino, M. F. (2010). Exigências nutricionais de energia para bovinos de 
corte. In Exigências nutricionais de zebuínos puros e cruzados BR-CORTE (Vol. 2, 
pp. 85–111). 
Marcondes, M. I., Tedeschi, L. O., Valadares Filho, S. C., & Gionbelli, M. P. (2013). 
Predicting efficiency of use of metabolizable energy to net energy for gain and 
maintenance of Nellore cattle1. Journal of Animal Science, 91(10), 4887–4898. 
https://doi.org/10.2527/jas.2011-4051 
McDonald, P., Edwards, R. A., Greenhalgh, J. F. D., Morgan, C. A., Sinclair, L. A., & 
Wilkinson, R. G. (2011). Animal Nutrition (7th ed.). Pearson Education Limited. 
Miwa, M., Oishi, K., Anzai, H., Kumagai, H., Ieiri, S., & Hirooka, H. (2017). Estimation 
of the energy expenditure of grazing ruminants by incorporating dynamic body 
acceleration into a conventional energy requirement system1. Journal of Animal 
Science, 95(2), 901–909. https://doi.org/10.2527/jas.2016.0749 
Moraes, E. H. B. K. de, Paulino, M. F., Moraes, K. A. K. de, Figueiredo, D. M. de, 
Valadares Filho, S. de C., Paulino, P. V. R., & Couto, V. R. M. (2009). Exigências 
de energia de bovinos de corte em pastejo. Revista Brasileira de Zootecnia, 38(5), 
933–940. https://doi.org/10.1590/S1516-35982009000500021 
Neiva, J. N. M. (2023). As pastagens e a produção animal no Brasil. In Mércia Virginia 
Ferreira dos Santos (Ed.), Pastagens tropicais: dos fundamentos ao uso sustentável. 
(pp. 29–36). 
Nkrumah, J. D., Okine, E. K., Mathison, G. W., Schmid, K., Li, C., Basarab, J. A., Price, 
M. A., Wang, Z., & Moore, S. S. (2006). Relationships of feedlot feed efficiency, 
performance, and feeding behavior with metabolic rate, methane production, and 
energy partitioning in beef cattle1. Journal of Animal Science, 84(1), 145–153. 
https://doi.org/10.2527/2006.841145x 
NRC. (2000). Nutrient Requirements of Beef Cattle. National Academies Press. 
https://doi.org/10.17226/9791 
NRC. (2016). Nutrient Requirements of Beef Cattle, 8th Revised Edition. National 
Academies Press. https://doi.org/10.17226/19014 
Palhano, A. L., Carvalho, P. C. de F., Dittrich, J. R., Moraes, A. de, Silva, S. C. da, & 
Monteiro, A. L. G. (2006). Padrões de deslocamento e procura por forragem de 
novilhas leiteiras em pastagem de capim-mombaça. Revista Brasileira de Zootecnia, 
35(6), 2253–2259. https://doi.org/10.1590/S1516-35982006000800008 
https://doi.org/10.1590/S1516-35982009000500021
https://doi.org/10.1590/S1516-35982006000800008
42 
 
Paulino, P.V.R.; Costa, M.A.L.; Valadares Filho, S.C.; Paulino, M.F.; Valadares, R.F.D.; 
Magalhães, K.A.; Moraes, E.H.B.K.; Porto, M.O.; Andreatta, K. Exigências 
nutricionais de zebuínos. Energia. Revista Brasileira de Zootecnia, v.33, n.3, p.781-
791, 2004. 
Pedro Del Bianco, B., Marcos Inácio, M., Alex Lopes da, S., Flávia Adriane de Sales, S., 
Mateus Pies, G., & Sebastião de Campos, V. F. (2023). Exigências de energia para 
bovinos de corte. In Exigências Nutricionais de Zebuínos Puros e Cruzados - BR-
CORTE (pp. 177–204). Editora Scienza. https://doi.org/10.26626/978-85-8179-192-
0.2023.C008.p.177-204 
Posada, Sandra Lucía, et al. "Necessidades energéticas para bovinos de corte: conceitos 
e resultados experimentais em condições tropicais." Revista Colombiana de Ciências 
Animais 24.4 (2011): 617–622. 
Resende KT, Teixeira IA, Fernandes MH. Metabolismo de energia. Em: Berchielli TT, 
Pires AV, Oliveira SG, editores. Nutrição de Ruminantes. São Paulo: FUNEP; 2006. 
583 p. 
Reynolds, C. K., Tyrrell, H. F., & Reynolds, P. J. (1991). Effects of Diet Forage-to-
Concentrate Ratio and Intake on Energy Metabolism in Growing Beef Heifers: 
Whole Body Energy and Nitrogen Balance and Visceral Heat Production. The 
Journal of Nutrition, 121(7), 994–1003. https://doi.org/10.1093/jn/121.7.994 
Richardson, E.C.; Herd, R.M.; Archer, J.A.; Arthur, P.F. Metabolic differences in Angus 
steers divergently selected for residual feed intake. Australian Journal of 
Experimental Agriculture, v.44, p.441-452, 2004. 
Sales, M.F.L.; Paulino, M.F.; Valadares Filho, S.C.; Paulino, P.V.R.; Porto, M.O.; Couto, 
V.R.M. Composição corporal e requisitos energéticos de bovinos de corte sob 
suplementação em pastejo. Revista Brasileira de Zootecnia, v.38, n.7, p.1355-1362, 
2009. 
Silva, F. F. da, Valadares Filho, S. de C., Ítavo, L. C. V., Veloso, C. M., Paulino, M. F., 
Cecon, P. R., Moraes, E. B. K. de, & Paulino, P. V. R. (2002). Eficiência de 
Utilização da Energia Metabolizável para Mantença e Ganho de Peso e Exigências 
de Energia Metabolizável e de Nutrientes Digestíveis Totais de Bovinos Nelore Não-
Castrados. Revista Brasileira de Zootecnia, 31(1 suppl), 514–521. 
https://doi.org/10.1590/S1516-35982002000200028 
Silva, F.F.; Valadares Filho, S.C.; Ítavo, L.C.V.; Veloso, C.M.; Paulino, M.F.; Cecon, 
P.R.; Moraes, E.B.K.; Paulino, P.V.R. Eficiência de utilização da energia 
metabolizável para mantença e ganho de peso e exigências de energia metabolizável 
e de nutrientes digestíveis totais de bovinos Nelore não-castrados. Revista Brasileira 
de Zootecnia, v.31, n.1, p.514521, 2002b. 
Soest, P. J. Van. (1994). Nutritional ecology of the ruminant (2nd ed.). Ithaca: Comstock 
Pub. 
Talmón, D., Jasinsky, A., Marin, F., Menegazzi, G., Chilibroste, P., & Carriquiry, M. 
(2025). Estimation of the energy cost of activities in grazing dairy cows using the 
oxygen pulse–heart rate method. Journal of Dairy Science, 108(6), 5847–5859. 
https://doi.org/10.3168/jds.2024-25756 
Tedeschi, L. O., and D. G. Fox. "Energy and nutrient requirements of grazing and 
confined growing beef cattle: refining the assessment of energy expenditure for 
grazing animals." Proceedings of the X NESPRO Meeting & II International 
Symposium on Beef Cattle Production Systems. Porto Alegre,(RS), Brazil: 
Universidade Federal do Rio Grande doSul. 2015. 
https://doi.org/10.26626/978-85-8179-192-0.2023.C008.p.177-204
https://doi.org/10.26626/978-85-8179-192-0.2023.C008.p.177-204
https://doi.org/10.1093/jn/121.7.994
https://doi.org/10.1590/S1516-35982002000200028
https://doi.org/10.3168/jds.2024-25756
43 
 
Tedeschi, L. O. (2023). Review: Harnessing extant energy and protein requirement 
modeling for sustainable beef production. Animal, 17, 100835. 
https://doi.org/10.1016/j.animal.2023.100835 
Vandermark, L. R., Brennan, J. R., Ehlert, K. A., & Menendez, H. M. (2025). Estimating 
net energy for activity for grazing beef cattle by integrating GPS tracking data, in-
pasture weighing technology, and animal nutrition models. Frontiers in Veterinary 
Science, 12. https://doi.org/10.3389/fvets.2025.1620584 
Véras, A.S.C.; Valadares Filho, S.C.; Silva, J.F.C.; Paulino, M.F.; Cecon, P.R.; Ferreira, 
M.A.; Valadares, R.F.D.; Moraes, E.H.B.K. Eficiência de utilização da energia 
metabolizável para mantença e ganho de peso e exigências de energia metabolizável 
e de nutrientes digestíveis totais de bovinos Nelore, não-castrados. Revista Brasileira 
de Zootecnia, v.30, n.3, p.904-910, 2001. 
Veloso, C.M.; Valadares Filho, S.C.; Gesuladi Júnior, A.; Silva, F.F.; Paulino, M.F.; 
Valadares, R.F.D.; Cecon, P.R.; Paulino, P.V.R. Eficiência de utilização da energia 
metabolizável para mantença e ganho de peso e exigências de energia metabolizável 
e de nutrientes digestíveis totais de bovinos F1 Limousin x Nelore não-castrados. 
Revista Brasileira de Zootecnia, v.31, n.3, p.1286-1293, 2002. 
Vermorel, M., & Bickel, H. (1980). Utilisation of feed energy by growing ruminants. 
Annales de Zootechnie, 29(Hors-série), 127–143. 
https://doi.org/10.1051/animres:19800508 
Wang, H., Li, H., Wu, F., Qiu, X., Yu, Z., Niu, W., He, Y., Su, H., & Cao, B. (2019). 
Effects of Dietary Energy on Growth Performance, Rumen Fermentation and 
Bacterial Community, and Meat Quality of Holstein-Friesians Bulls Slaughtered at 
Different Ages. Animals, 9(12), 1123. https://doi.org/10.3390/ani9121123 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://doi.org/10.3389/fvets.2025.16205842006). 
 
A conversão da energia digestível (ED) em energia metabolizável (EM) é 
determinada por diversos fatores, como a taxa de crescimento microbiano no rúmen, a 
produção de metano, a proporção entre energia e proteína na dieta e a eficiência de 
utilização da proteína metabolizável, entre outros aspectos. O valor tradicionalmente 
utilizado para a relação entre energia metabolizável (EM) e energia digestível (ED) em 
bovinos de corte tem sido 0,82 (Garrett, 1979; NRC, 2000). 
6 
 
Outros estudos mostram variações significativas entre essa relação. Por exemplo, 
Vermorel & Bickel (1980) observaram que essa relação varia de 0,82 a 0,93 em bovinos 
em crescimento e tende a ser menor, cerca de 0,81, em ovinos adultos, sendo influenciada 
por fatores como idade, nível de concentrado na dieta, ingestão e composição alimentar. 
Hales et al. (2013) encontrou relações mais elevadas, sendo de 0,89 a 0,92. 
Apesar desses dados, a aplicação de relações mais altas pode levar a 
superestimações do ganho médio diário em confinamento. Por esse motivo, as 
atualizações das exigências nutricionais de bovinos de corte mantêm a relação EM:ED 
tradicional de 0,82, recomendando cautela na aplicação de valores superiores em modelos 
nutricionais práticos (NRC, 2000, 2016). 
 Galyean et al. (2016) desenvolveram um modelo para estimar a energia 
metabolizável (EM) a partir da energia digestível (ED), expressa em Mcal/kg de matéria 
seca (MS), com base na análise de 23 estudos publicados entre 1975 e 2015. O modelo 
linear proposto apresentou alta correlação com os componentes da dieta, e embora a 
inclusão das variáveis porcentagem de proteína bruta (%PB), extrato etéreo (%EE) e 
amido (%amido) tenha proporcionado um leve aumento na precisão, os autores 
concluíram que a regressão linear simples é suficiente para a estimativa. 
O BR Corte (2016) também propôs um modelo, com um banco de dados mais 
robusto, com informações brasileiras, com maior número de trabalhos em que se 
utilizaram dietas com menor densidade energética do que as de Galyean et al. (2016). Na 
figura abaixo podemos observar que há grande semelhança entre os valores preditos pelos 
modelos, contatou-se que a eficiência de conversão da EM proposta por Galyean et al. (2016) 
é superior à eficiência encontrada pelo (BR Corte, 2016). 
 
Figura 2. Predição da EM (Mcal/kg) a partir da ED (Mcal/kg) segundo os modelos 
propostos por BR Corte (2016) e Galyean et al. (2016). 
 
7 
 
A determinação precisa das exigências nutricionais é fundamental para garantir o 
suprimento adequado de energia metabolizável necessária ao animal, sendo um fator 
decisivo tanto para a eficiência produtiva quanto para a sustentabilidade do sistema de 
produção. 
A relação entre a ingestão de energia metabolizável (EM) e a retenção de energia 
em bovinos reflete a eficiência com que o animal utiliza a energia consumida. Quando a 
ingestão de EM é nula, como em situações de jejum, a retenção de energia torna-se 
negativa, indicando que o animal utiliza suas reservas corporais para suprir as 
necessidades de manutenção das funções vitais, com a energia perdida principalmente na 
forma de calor. Com o aumento da ingestão de EM, as perdas de energia diminuem, até 
que a retenção de energia se torne nula, momento em que a ingestão é suficiente apenas 
para atender às necessidades de manutenção. Quando a ingestão ultrapassa esse nível, o 
animal passa a reter energia em seus tecidos corporais ou em produtos de origem animal, 
como leite (McDonald et al., 2011). 
A eficiência da utilização de EM é determinada pela proporção entre o incremento 
de energia retida e o acréscimo de EM consumida. Por exemplo, se a ingestão de EM 
aumenta 10 MJ e a retenção de energia correspondente é de 7 MJ, a eficiência de 
utilização de EM é de 0,7, sendo os 3 MJ restantes dissipados como calor. Esses 
coeficientes de eficiência são denominados fatores k, que recebem subscritos para indicar 
a função específica de EM (McDonald et al., 2011). Entre os fatores mais utilizados, 
destaca-se o kf, que representa a eficiência da deposição de gordura, enquanto o kg é 
aplicado para indicar a eficiência geral de crescimento energético, refletindo a deposição 
de energia em animais em fase de desenvolvimento. As principais abreviações são 
descritas na tabela 1. 
Tabela 1. Fatores de eficiência (k) usados para descrever a eficiência da utilização de 
energia metabolizável (EM). Adaptado de McDonald et al. (2011). 
Fator k Eficiência da utilização de ME para 
Km Manutenção 
Kp Deposição de proteína 
Kf Deposição de gordura 
kg (ou kpf) Crescimento em geral 
Kl Produção de leite 
Kc Crescimento fetal (o concepto) 
Kw Trabalho (por exemplo, em animais de tração) 
Klã Crescimento da lã 
Para suprir suas exigências de manutenção, o animal utiliza os nutrientes 
provenientes da digestão e absorção dos alimentos, os quais são oxidados com o objetivo 
8 
 
principal de gerar energia para sustentar as funções vitais. Na ausência de alimento, essa 
energia provém predominantemente da oxidação das reservas lipídicas corporais. Quando 
há oferta alimentar insuficiente para atender completamente às necessidades energéticas 
de manutenção, parte da produção de ATP passa a ser suprida tanto pelos nutrientes 
ingeridos quanto pelas reservas de gordura. Se a conversão energética desses nutrientes 
absorvidos ocorrer com a mesma eficiência observada na oxidação da gordura corporal, 
o calor produzido será restrito apenas ao decorrente dos processos fisiológicos associados 
à ingestão, digestão e absorção do alimento. Nessa categoria, enquadram-se o calor 
gerado pela fermentação ruminal e o trabalho muscular envolvido na mastigação, 
propulsão do conteúdo digestivo, absorção e transporte de nutrientes até os tecidos 
(Blaxter, 1989; McDonald et al., 2011). 
De modo geral, a gordura dietética apresenta alta eficiência na conversão de 
energia para fins de manutenção, enquanto o uso de proteína como fonte energética é 
menos eficiente, apresentando incremento calórico de cerca de 0,2 resultado, em parte, 
da energia despendida na síntese de ureia (Blaxter, 1989; NRC, 2016). Nos ruminantes, 
a maior parte da energia destinada à manutenção é absorvida sob a forma de ácidos graxos 
voláteis (AGV), resultantes da fermentação ruminal. Estudos envolvendo infusões 
controladas desses ácidos em ovelhas em jejum demonstraram que existem diferenças na 
eficiência de utilização energética entre os distintos AGV. No entanto, quando esses 
ácidos são fornecidos em proporções que simulam as misturas típicas do ambiente 
ruminal, a eficiência de uso energético torna-se relativamente constante e elevada, ainda 
que inferior à observada para a oxidação direta de lipídios e carboidratos simples (Hales 
et al., 2013; Galyean et al., 2016). 
 
2.2. EFICIÊNCIA DE UTILIZAÇÃO DA ENERGIA METABOLIZÁVEL 
 
A energia metabolizável (EM) representa a fração de energia disponível para 
atender tanto às exigências de manutenção quanto às demandas produtivas dos animais, 
como crescimento, lactação, deposição de gordura e síntese proteica. A eficiência de 
conversão dessa energia em produtos corporais ou metabólitos de interesse econômico 
está diretamente relacionada à complexidade dos processos biossintéticos envolvidos. 
Embora os animais possam armazenar energia em diferentes formas (gordura corporal, 
tecido muscular, leite, ovos e lã), a maior parte da energia retida está contida em gordura 
e proteína, sendo que, no caso do leite, uma proporção significativa é também 
9 
 
representada por carboidratos, principalmente lactose (McDonald et al., 2011; NRC, 
2016). 
De maneira geral, a eficiência com que a EM é utilizada para a síntese de proteína 
é menor do que para a deposição de gordura, refletindo o maior custo energético associado 
à formação de ligações peptídicas e ao transporte ativo de aminoácidos para dentro das 
célulasmusculares. Estudos indicam que a eficiência média da utilização da EM para 
deposição de gordura (kf) varia entre 0,75 e 0,80, enquanto para deposição de proteína 
(kp) os valores situam-se entre 0,45 e 0,55, dependendo da espécie, idade e composição 
da dieta (Ferrell & Jenkins, 1998; NRC, 2016). Essa diferença justifica, em parte, a maior 
eficiência energética observada em animais em terminação, cuja deposição tecidual é 
majoritariamente lipídica, em comparação com animais em crescimento, que sintetizam 
proporcionalmente mais proteína (Baldwin & Donovan, 1998). 
Em bovinos de corte, por exemplo, a utilização da EM para fins produtivos está 
fortemente condicionada à natureza da dieta e ao sistema de produção adotado. Em 
sistemas de confinamento, nos quais há maior densidade energética da dieta e menor custo 
de fermentação ruminal, observa-se maior eficiência de conversão da EM em ganho de 
peso e deposição de tecido adiposo. Por outro lado, em sistemas de pastejo, parte 
considerável da energia é dissipada em forma de calor e trabalho muscular adicional 
decorrente do deslocamento e da busca por alimento, o que reduz a eficiência líquida da 
utilização da EM (Moraes et al., 2009; Wang et al., 2019). 
A energia metabolizável é uma estimativa da energia disponível para o animal e 
representa uma progressão contábil para avaliar os valores energéticos dos alimentos e as 
necessidades animais (NRC, 2016). Quando falamos de EM, torna-se necessário o 
entendimento de outros conceitos fundamentais, como por exemplo a energia líquida para 
mantença (ELm). 
A ELm corresponde à quantidade de energia necessária para sustentar as funções 
vitais do organismo, como respiração, circulação, manutenção da temperatura corporal, 
síntese enzimática e renovação tecidual, além de atividades voluntárias, como ruminação 
e locomoção (Garrett, 1958). Essa exigência pode ser estimada por meio de métodos 
diretos, como calorimetria indireta em câmaras respirométricas, nas quais se mensura o 
consumo de oxigênio e a produção de dióxido de carbono e metano (Ferrell & Oltjen, 
2008), ou por métodos indiretos, como o abate comparativo (Lofgreen & Garrett, 1968). 
10 
 
A ELm é estimada, em estudos com câmaras respirométricas ou por meio de 
abates comparativos, a partir de uma regressão exponencial não linear entre a produção 
de calor (PCalor) e o consumo de energia metabolizável (CEM) (Figura 03). 
 
Figura 3. Relação exponencial entre a produção de calor e o consumo de energia 
metabolizável (BR-Corte 2023). 
 
As exigências de ELm são estimadas avaliando-se os efeitos da classe sexual, do 
grupo genético e do sistema de criação sobre os parâmetros obtidos (Pedro Del Bianco et 
al., 2023). 
A eficiência de utilização da EM para mantença (Km) pode ser expressa pela razão 
entre a produção de calor em jejum e o consumo de energia metabolizável (CEM) para 
mantença. Por outro lado, a eficiência de utilização da EM para ganho de peso (Kg) é 
definida como a razão entre a EL para ganho e o consumo de EM para ganho (Garrett, 
1979). 
Esse parâmetro é fundamental para o balanceamento de dietas e para a formulação 
de estratégias nutricionais eficientes, uma vez que representa a base sobre a qual são 
calculadas as exigências adicionais para crescimento e produção. A compreensão precisa 
das exigências de mantença permite, portanto, otimizar o uso de energia na dieta e reduzir 
perdas energéticas, especialmente em sistemas de produção a pasto, onde fatores como 
deslocamento e ingestão seletiva impactam significativamente o balanço energético do 
animal (BR Corte, 2016). 
A eficiência de utilização da EM (k) é definida como o aumento na retenção de 
energia por unidade de aumento da ingestão de EM. A EM é utilizada pelos tecidos com 
11 
 
uma eficiência inferior a 1 como resultado da produção de calor. A eficiência para 
mantença corresponde a km = ELm/EMm, em quanto a eficiência para produção pode ser 
expressa como kp = ELr/EM-EMm (Resende et al., 2006; Posada et al, 2011). 
Na figura 2 as linhas sólidas (pendentes da regressão linear) ilustram as eficiências 
para as diversas funções. Mostra-se que a EM é utilizada com maior eficiência para 
mantença (km), e com menor eficiência para crescimento (kg) e lactação (kl). Na mesma 
figura, as necessidades de EM para mantença (EMm) se apresentam como o consumo de 
EM no qual a ER=0. Neste ponto, a EMm é equivalente à produção de calor durante o 
jejum (PCmb) mais o IC, ou seja, EM=PC (CSIRO, 1990). 
 
 Figura 4. Mudança no balanço energético do animal com mudanças no seu 
consumo de EM (Posada et al., 2011). 
 
O conhecimento da eficiência de utilização da energia metabolizável (k) da dieta 
para os diferentes processos biológicos é necessário para a determinação das exigências 
de energia metabolizável (a partir das exigências líquidas) e até mesmo de nutrientes 
digestíveis totais (NDT), o que tem maior valor prático, uma vez que a maioria das tabelas 
tropicais de composição química de alimentos fornece o valor energético dos alimentos 
em termos de NDT (Silva et al., 2002). 
A magnitude do valor de k varia de acordo com o tipo de dieta, o nível de energia 
ingerido e a função metabólica desempenhada pelo animal. Dietas com maior densidade 
energética e menor teor de fibra geralmente resultam em valores mais elevados de 
eficiência, pois reduzem as perdas de energia associadas à fermentação ruminal e à 
12 
 
produção de calor. Por outro lado, dietas volumosas, com alta proporção de fibra, 
apresentam menor eficiência devido ao aumento das perdas fecais e gasosas, 
especialmente na forma de metano. Além disso, a eficiência tende a ser maior em 
processos destinados à manutenção, intermediária em crescimento e menor em lactação 
ou produção de proteína tecidual, refletindo as diferenças no custo energético entre as 
vias biossintéticas. Essa variabilidade demonstra que o valor de k não é fixo, mas sim o 
resultado da interação entre fatores nutricionais, fisiológicos e ambientais, os quais serão 
abordados nas seções seguintes. 
 
2.3. FATORES QUE INFLUENCIAM A EFICIÊNCIA DE UTILIZAÇÃO DA 
ENERGIA METABOLIZÁVEL EM SISTEMAS DE PASTEJO E 
CONFINAMENTO 
2.3.1. Fatores Nutricionais 
Relação Volumoso : Concentrado 
 
Diversos estudos têm buscado compreender os fatores que influenciam a 
eficiência de utilização da energia metabolizável (EM) em bovinos de corte, considerando 
aspectos fisiológicos, ambientais e de manejo. Um dos fatores que deve ser levado em 
consideração quando avaliamos o sistema de pastejo e o de confinamento é o alimento. 
Diferenças nas composições das dietas provenientes de variados ingredientes, animais em 
sistemas de pastejo e confinamento, produzem diferentes produtos finais na digestão, 
promovendo uma grande variação nas estimativas da eficiência da utilização da EM para 
síntese de proteína e gordura (Garrett, 1979). 
Nos sistemas de confinamento, a alta disponibilidade de grãos e subprodutos 
agroindustriais tem permitido a formulação de dietas com maior densidade energética, 
favorecendo o desempenho produtivo dos bovinos de corte. Nessas regiões, o custo por 
unidade de energia (seja expressa como NDT, EM, ELm ou ELg) tende a ser menor para 
os grãos, tornando economicamente viável a adoção de dietas mais concentradas, 
frequentemente denominadas “pesadas” ou “quentes” por nutricionistas e pecuaristas 
envolvidos com a atividade (Paulino et al., 2013), otimizando o uso dos recursos 
alimentares e a conversão energética para ganho de peso e deposição de tecido corporal. 
Além disso, dietas com maior densidade energética favorecem uma utilização 
mais eficiente da energia metabolizável destinada ao ganho de peso, permitindo que uma 
13 
 
proporção maior da energia ingerida seja convertida em tecido corporal, seja sob a forma 
de proteína ou de gordura (Paulino et al., 2013). 
Quando o teor de fibra da dieta aumenta, aeficiência na utilização da energia 
metabolizável para deposição de gordura tende a diminuir, pois a metabolizabilidade da 
fibra é menor. A metabolizabilidade (q) pode ser definida como a razão entre a energia 
metabolizável (EM) e a energia bruta (EB) dos alimentos. Para um mesmo nível de 
ingestão de EM, dietas com valores mais elevados de metabolizabilidade (q = 0,64 a 0,69) 
resultam em maior ganho de peso, maior retenção de gordura e proteína, além de uma 
eficiência superior na utilização da EM para manutenção e crescimento, em comparação 
com dietas de menor metabolizabilidade (q = 0,49 a 0,54). Além disso, dietas ricas em 
concentrado e com valores semelhantes de q promovem incremento na retenção de 
energia à medida que o consumo de EM aumenta; entretanto, esse efeito foi mais 
pronunciado em novilhas do que em bovinos inteiros (Geay, 1984). 
A EM é calculada a partir da energia digestível (ED) usando um fator de conversão 
constante de 0,82. Entretanto as perdas de energia de metano e urina variam entre as dietas 
e ingestão de matéria seca (CMS), sugerindo que um fator de conversão estático não 
consegue descrever a biologia. Diante disso, Fuller et al. (2020) realizaram um trabalho 
com o objetivo de quantificar os efeitos da relação forragem-concentrado (F:C) na 
eficiência de conversão de ED para EM. Milho seco laminado foi incluído em dietas 
experimentais em 0%, 22,5%, 45,0%, 67,5% e 83,8% em uma base de matéria seca (MS), 
resultando em um F:C alto (A-F:C), F:C intermediário (IN-F:C), F:C igual (I-GF:C), F:C 
baixo (B-F:C) e um F:C muito baixo (MB-F:C). 
Como resultado, a ingestão bruta de energia (GEI) aumentou linearmente (P = 
0,04) conforme F:C diminuiu. A eficiência da conversão de DE para ME aumentou 
quadraticamente (P(Agnew & Yan, 2000). 
Isso também é corroborado por Marcondes et al., (2010), que relatou que bovinos 
terminados a pasto apresentam um maior enchimento digestivo devido à ingestão de 
forragem volumosa, enquanto que os animais em confinamento recebem uma proporção 
mais elevada de alimentos concentrados na dieta. Quando comparados, os bovinos 
terminados em confinamento apresentam maior rendimento de corpo vazio em relação ao 
peso em jejum, que os terminados a pasto, resultando em menor variação entre PVJ e 
PCVZ. 
Na meta análise de Chen et al. (2025), usando dados de calorímetro de bovinos 
em crescimento e vacas em aleitamento, o ajuste da proporção de forragem na dieta 
(dietas somente de forragem vs. dietas de forragem-concentrado) como um efeito fixo 
adicional nas equações, não teve efeito significativo na relação entre energia retida e 
ingestão de EM. Isso indica que os bovinos alimentados somente com dietas de forragem 
exigiram uma taxa similar de energia de manutenção para aqueles alimentados com dietas 
de forragem-concentrado. 
Os autores justificam que a diferença no efeito da proporção de forragem na dieta 
sobre as taxas metabólicas entre o presente estudo e o de Dong et al. (2015) pode refletir 
a variação na raça do gado (leite vs. carne), propósito de produção (leite vs. carne) e idade 
do animal (por exemplo, vacas leiteiras multíparas vs. gado em crescimento), bem como 
as proporções relativamente altas de forragem fornecida para muitas das observações no 
presente estudo (Chen et al., 2025). 
Silva et al., (2002) fizeram um experimento com o objetivo de determinar a 
eficiência de utilização da energia metabolizável para ganho de peso e as exigências de 
17 
 
energia metabolizável e de nutrientes digestíveis totais para bovinos Nelore não- 
castrados, alimentados com rações contendo 4 níveis de concentrado. Observaram que as 
eficiências de utilização da EM para ganho (kf) foram estimadas em 0,30; 0,35; 0,38; e 
0,43, respectivamente, para as concentrações de EM da dieta de 2,65; 2,84; 2,92 e 2,90 
Mcal/kg de MS, obtidas para os níveis de 20, 40, 60 e 80% de concentrado, conforme 
apresentado na tabela 5. 
Tabela 5. Consumo de matéria seca (CMS), concentrações energéticas e eficiências de 
utilização da energia metabolizável para mantença (km) e ganho (kg) (Silva et al., 2002). 
 Nível de Concentrado na Dieta 
Item 20 40 60 80 
CMS mantença 49,66 46,47 45,27 45,53 
CMS ganho (g/ PCVZ0,75 49,73 58,60 54,69 40,66 
NDT (%) 73,44 78,64 80,67 80,16 
EM (Mcal/kg de MS) 2,65 2,84 2,92 2,90 
ELm (Mcal/kg de MS) 1,68 1,80 1,85 1,84 
ELg (Mcal/kg de MS) 0,81 1,02 1,10 1,26 
km
1 0,63 0,63 0,63 0,63 
kg
1 0,30 0,35 0,38 0,43 
kg
2 0,26 0,25 0,32 0,40 
1 Calculada a partir dos dados do presente trabalho. 
2 Estimada segundo o NRC (1996), utilizando-se dados do presente trabalho. 
 
De forma semelhante, Freitas et al. (2006), estimou a eficiência de utilização da 
energia metabolizável para mantença e ganho de peso (Kg) de bovinos Nelore puros e 
mestiços, com idade inicial de 10 a 11 meses (peso médio entre 286 e 333 kg), submetidos 
a diferentes proporções de concentrado na dieta (30, 40, 60 e 70% da MS), em 
confinamento. As proporções utilizadas de volumoso:concentrado eram: 70:30, 60:40, 
40:60 e 30:70. Os resultados indicaram que as eficiências médias de utilização da EM 
para manutenção e ganho foi de 0,67 e 0,40, respectivamente, sem efeito significativo do 
grupo genético ou do nível de concentrado, e que as exigências de EM para ganho (EMg) 
e de EM total (EMt) aumentaram com a elevação do peso vivo (PV), conforme mostrado 
na tabela 6. 
Tabela 6. Efeitos das relações volumoso:concentrado sobre a concentração de NDT, 
consumo e utilização da energia metabolizável para mantença e ganho em bovinos 
(Freitas et al., 2006) 
Variáveis 
V:C 
70:30 60:40 40:60 30:70 
NDT (%) 60,2 63,1 68,98 71,7 
PCj (kcal/kg⁰·⁷⁵) 79,45 79,45 79,45 79,45 
18 
 
EM (kcal/kgMS) 2,17 2,28 2,49 2,59 
CEMm (kcal/kg⁰·⁷⁵) 118 118 118 118 
CMSm (g/kgPV⁰·⁷⁵) 54,38 51,75 47,39 45,56 
ELm (kcal/kgMS) 1,46 1,54 1,68 1,74 
EM (kcal/kg/MS) 2,17 2,28 2,49 2,59 
CEMg (kcal/kg⁰·⁷⁵) 148,53 158,53 184,1 177,06 
CMSg (g/kgPV⁰·⁷⁵) 68,45 69,53 73,94 68,36 
ER (kcal/kg⁰·⁷⁵) 61,59 67,56 76,62 73,5 
ELg (Mcal/kgMS) 0,90 0,97 1,04 1,08 
Kg 0,40 0,40 0,40 0,40 
 Para animais alimentados com concentrados e silagem, o trabalho de Ferreira et 
al. (2019) avaliou as exigências energéticas para mantença e ganho de peso, bem como a 
partição da energia da dieta, em bovinos F1 Holandês × Gir submetidos a diferentes níveis 
de alimentação com silagem de milho e concentrado, formulados para ganhos diários de 
100, 500 e 900 g. Os autores observaram que o aumento do consumo de matéria seca 
resultou em maiores perdas energéticas fecal e urinária, enquanto a energia retida cresceu 
de forma linear com a ingestão de energia metabolizável. A energia líquida para ganho 
na dieta não diferiu entre os tratamentos, assim como a eficiência de utilização da energia 
metabolizável para ganho de peso kg (0,34). A energia líquida para mantença foi de 312 
kJ/kg PV 0,75, e a energia metabolizável para mantença foi de 523 kJ/kg PV 0,75. 
 
 Tipo de Dieta e Ingredientes 
 A concentração ideal de volumoso necessária em dietas para confinamento varia 
continuamente por diversos motivos, como fonte, disponibilidade, preço e interação com 
outros ingredientes da dieta. Grãos úmidos de destilaria e solúveis (WDGS) são comuns 
em dietas de terminação e contêm quantidades relativamente altas de fibra em 
comparação com outros grãos que substituem, ou seja, a concentração de volumoso pode 
ser alterada quando os WDGS são incluídos em dietas para confinamento (Hales et al., 
2014). Diante disso, os autores avaliaram dietas que consistiam em 25% de WDGS e o 
equilíbrio sendo milho laminado a seco e feno de alfafa grosseiramente moído (AH) 
substituindo o milho em 2% (AH-2), 6% (AH-6), 10% (AH-10) e 14% (AH-14) da 
matéria seca da dieta. Os principais resultados são apresentados na tabela abaixo. 
Tabela 7. Influência da alimentação com dietas à base de milho laminado a seco com 25% 
de grãos úmidos de destilaria com solúveis (WDGS) e 2, 6, 10 e 14% de feno de alfafa 
na partição de energia em novilhos em terminação alimentados com ingestão ad libitum1. 
Item 
Tratamento Valor de p 
AH-2 AH-6 AH-10 AH-14 SEM2 Linear3 Quadráti-
19 
 
1As dietas foram baseadas em milho seco laminado com 25% de grãos úmidos de destilaria e 
solúveis com concentrações de feno de alfafa (AH) de 2% (AH-2), 6% (AH-6), 10% (AH- 10) e 
14% (AH-14) de DM dietético. 
2Erro padrão combinado das médias dos mínimos quadrados (n = 8). 3Níveis de significância 
observados para comparações de tratamento. 
 
 Podemos observar que com o aumento da AH, a GE reduziu, e a perda de energia 
fecal aumentou linearmente (P = 0,02) e a ED diminuiu linearmente (P = 0,02) conforme 
o nível de AH na dieta aumentou. A perda de energia de metano, como uma proporção 
da ingestão de GE, aumentou linearmente (PEnergia digestível, % de 
GE 
79,41 76,03 71,56 73,33 2,34 0,02 0,20 
Energia urinária, Mcal 1,08 1,25 1,23 1.19 0,12 0,45 0,24 
Energia urinária, % de 
GE 
3.27 3,49 3,65 3,65 0,33 0,35 0,72 
Energia do metano, Mcal 1,07 1,15 1,26 1,36 0,10 0,01 0,95 
Energia de metano, % de 
GE 
3.07 3,35 3,80 4.18 0,32livremente, sem restrições. Para o 
primeiro modelo da análise, usamos todo o experimento dados. Para o segundo modelo, 
utilizamos apenas os períodos e os animais cujo IEM foi medido. 
 
Os autores trazem ainda que a FC, EE e energia retida (ER) foram altamente 
correlacionadas com IEM (Ppois ingerindo menos alimento conseguem obter o mesmo desempenho que os outros, 
isso é benéfico quando falamos de sistemas de confinamento, pois reduz a ingestão 
necessária de energia metabolizável, sendo benéfico para o bolso do produtor, pois são 
animais mais eficientes, atuando de forma positiva também na sustentabilidade e redução 
na emissão de metano (Nkrumah et al., 2006). 
A revisão de Kenny et al. (2018), aborda o estado atual da arte e os desafios futuros 
sobre melhorias na eficiência alimentar de bovinos de corte. Os autores citam que a 
maioria dos estudos publicados que avaliaram a CAR em bovinos de corte em 
crescimento (terminação) referem-se a animais alimentados com dietas ricas em energia. 
Eles avaliaram alguns trabalhos realizados para sistemas de confinamento e 
pastagens, e observaram que em 14 publicações sobre dietas ricas em concentrados, o R2 
(coeficiente de determinação da equação de regressão) indica um valor médio de 0,70 
para o modelo "base" usado para prever a IMS. O valor correspondente de outros oito 
estudos semelhantes, nos quais bovinos em crescimento receberam dietas principalmente 
forrageiras foi de 0,61 (Kenny et al., 2018). 
O menor grau de variação explicado para dietas, justifica-se devido características 
de ingestão mais pobres e taxa de passagem mais lenta pelo rúmen. Em comparação com 
dietas baseadas em concentrado, a alimentação com dietas ricas em forragem pode limitar 
a capacidade voluntária de ingestão de ração, reduzindo assim a expressão do potencial 
inerente de IMS (Kenny et al., 2018). 
Quando comparado ao sistema de confinamento, o sistema de pastejo apresenta 
maior variabilidade na oferta de energia metabolizável (EM), o que pode levar a levar a 
uma redução na km (Garrett, 1958), diferente dos os animais confinados que recebem 
dietas formuladas e controladas, com composição química e valor nutricional constantes 
ao longo do período de terminação, sendo ajustadas para atingir o potencial máximo 
CAR, kg/dia 1.25 ± 0.13a −0.08 ± 0.17b −1.18 ± 0.16ce a variação na energia disponível para 
mantença e crescimento estão intimamente ligados à intensidade dessa atividade. Durante 
o pastejo, há mobilização das reservas energéticas presentes no tecido muscular, como 
creatina e fosfocreatina (Richardson et al., 2004), que são posteriormente restauradas por 
meio da ingestão de energia adequada (Andersen et al., 2005). Assim, parte da energia 
ingerida é destinada à reposição dessas reservas utilizadas durante a atividade de pastejo, 
o que reduz a energia líquida de ganho (ELg) e a eficiência de utilização da energia 
metabolizável para ganho (kg) em relação aos animais mantidos em confinamento. 
Diante de todos os fatores abordados que que influenciam a eficiência de 
utilização da energia metabolizável, podemos observar que a atividade de pastejo 
contribui para o aumento das exigências energéticas dos animais em relação aos mantidos 
em sistemas intensivos como os confinamentos (Moraes et al., 2009). Essa maior 
atividade física está associada a um aumento nas exigências de energia de mantença 
quando comparados a animais confinados. Contudo, os resultados disponíveis na 
literatura são divergentes, variando desde a ausência de diferença significativa ((Marco 
& Aello, 1998) até incrementos próximos de 50% nas exigências energéticas de 
manutenção (Havstad & Malechek, 1982). 
Um exemplo é o trabalho de Marcondes et al. (2013), que relata que quando 
compararam os efeitos dos sistemas (confinamento versus pastejo) e da raça, não 
observaram efeitos da raça na estimativa da exigência de ELm e no coeficiente de IEM. 
Ou seja, não houve diferença nas estimativas da exigência de ELm entre bovinos 
confinados ou em pastejo, sugerindo que a correção para a atividade física devido ao 
pastejo pode estar inflando a exigência de ELm, conforme recomendado pelos sistemas 
de alimentação do CSIRO (2007) e do AFRC (1993). 
Machado et al. (2012), citam em seu trabalho que a energia metabolizável para 
mantença de bovinos Nelore a pasto seria de 130,08 kcal/kg PCVZ0,75, com uma 
eficiência de utilização da energia metabolizável para ganho (kg) de 24,6%. Dividindo-
se as exigências de ELm (85,0) pelas exigências de EMm (130,1), obteve-se o valor da 
eficiência de uso da energia metabolizável para mantença (km) de 64,2%. 
31 
 
O BR Corte 2010, obteve uma EMm de aproximadamente 112,4 
kcal/PCVZ⁰·⁷⁵/dia para animais em confinamento, ponto em que o consumo de energia 
metabolizável se iguala à produção de calor. Para os animais mantidos em pastejo, o 
mesmo procedimento, resultou em uma EMm estimada de 124,7 kcal/PCVZ⁰·⁷⁵/dia, valor 
cerca de 11% superior ao observado para animais em confinamento. Recomendando que, 
após a obtenção do valor de km e o consequente cálculo da EMm, seja aplicado um 
acréscimo de aproximadamente 11% na estimativa para animais criados em pastejo, de 
modo a refletir adequadamente o maior custo energético associado a esse sistema de 
produção. 
Já, a versão mais atual do BR Corte (2023), cita que para animais em pastejo, seja 
aplicado um acréscimo de 8,5% na estimativa final da EMm, ou seja, animais em pastejo 
apresentam uma km 8,5% menor que animais criados em confinamento. 
O CSIRO (2007) considera que animais em pastejo gastam mais energia com a 
atividade de ingestão que animais confinados, apresentando exigências de mantença 10 a 
20% superiores em relação à animais confinados, dependendo da topografia do terreno, 
da taxa de lotação, e da disponibilidade e qualidade do pasto (Marcondes et al., 2010). 
Ainda há limitações e alta variabilidade nos dados disponíveis referentes a animais 
mantidos em pastagens, evidenciando a necessidade de avanços nas pesquisas nesse 
sistema (BR Corte, 2023). 
 
Gasto Energético e locomoção 
Quando falamos de recomendações para as necessidades de energia e proteína de 
animais em pastejo, infelizmente a maioria foram baseadas naquelas determinadas para 
animais confinados, uma vez que esse sistema permite o controle preciso da quantidade 
de alimento ofertado e a mensuração do consumo de energia metabolizável. Nesse 
ambiente, considera-se que a produção de calor resulta das atividades físicas básicas, 
como levantar, deitar, mastigar, ruminar, manter-se em pé e realizar pequenos 
deslocamentos (Marcondes et al., 2010). Contudo, em sistemas de pastejo, a demanda 
energética tende a ser maior, pois os animais apresentam maior atividade locomotora em 
razão da busca e colheita do alimento, o que eleva o gasto total de energia, além disso, a 
determinação de energia, proteína e outros nutrientes para animais em pastejo requer 
equipamento e metodologia especiais, tornando-a mais desafiadora, cara e trabalhosa 
(Tedeschi, 2023). 
32 
 
Estimar de forma precisa o gasto energético (EE) em animais em pastejo é 
fundamental para o manejo eficiente de bovinos de corte, entretanto poucos estudos 
focam na necessidade extra de energia para o pastejo, provavelmente devido à 
complexidade de quantificá-la, pois o pastejo é um processo que ocorre em uma escala 
espacial que não é possível replicar dentro de câmaras respirométricas, que são 
consideradas o método padrão ouro para medir a produção de calor (Talmón et al., 2025). 
O estudo Miwa et al. (2017) propôs um método para estimar o EE com base em 
medições da aceleração corporal, integradas ao sistema convencional do Agricultural and 
Food Research Council (AFRC). Foram registradas acelerações tridimensionais e 
frequências cardíacas de bovinos, caprinos e ovinos sob manejo em pastejo e em 
confinamento. O índice de aceleração corporal dinâmica vetorial (VeDBA) foi utilizado 
para calcular a atividade física e incorporado ao sistema AFRC, originando o EE VeDBA. 
Os resultados mostraram que os animais em pastejo apresentaram maior VeDBA, 
frequência cardíaca e EE, em comparação aos animais confinados. Embora o EE estimado 
pela frequência cardíaca (EE FC) tenha sido superior ao obtido pelo VeDBA, este último 
mostrou maior sensibilidade para detectar o aumento do gasto energético associado ao 
pastejo. O método baseado no VeDBA permitiu isolar o componente específico da 
atividade física do EE total, demonstrando que a atividade sob pastejo foi cerca de duas 
vezes maior que em confinamento (Miwa et al., 2017). 
Tabela 15. Médias, desvios padrão e estimativas do gasto energético em animais sob 
manejo de pastejo e alojamento com base na aceleração corporal dinâmica vetorial 
(VeDBA; g) e frequência cardíaca (FC; batimentos/min), de animais sob manejo de 
pastejo e alojamento. Adapatado de (Miwa et al., 2017). 
 VeDBA 
 
 
Animal 
 
 
No. 
 
 
Alojado 
 
 
Pastejo 
 
 
P-value 
Proporção 
(pastejo/alojado), 
% 
Bovino 7 0.0106 ± 0.0020 0.0212 ± 0.0025 0.001 206.9 ± 52.1 
Cabra 6 0.0102 ± 0.0022 0.0217 ± 0.0030 0.001 218.0 ± 38.8 
Ovelha 4 0.0119 ± 0.0017 0.0279 ± 0.0037 0.002 237.8 ± 27.9 
 FC 
 
 
Animal 
 
 
No. 
 
 
Alojado 
 
 
Pastejo 
 
 
P-value 
Proporção 
(pastejo/alojado), 
% 
Bovino 7 58.1 ± 10.2 67.0 ± 10.9 0.008 116.0 ± 12.6 
Cabra 6 90.9 ± 9.3 107.1 ± 4.9 0.003 118.6 ± 10.5 
Ovelha 4 89.5 ± 18.1 101.2 ± 10.9 0.067 114.8 ± 11.2 
33 
 
 Método VeDBA 
 
 
Animal 
 
 
No. 1,2F 
Alojamento Pastejo 
3AC 4EE VeDBA 5AC 6EEVeDBA 
Bovino 7 302.2 34.3 487.7 70.9 ± 18.0 565.4 ± 27.0 
Cabra 6 315.0 55.5 529.3 121.0 ± 21.6 692.0 ± 34.3 
Ovelha 4 217.1 24.7 345.4 58.7 ± 7.5 437.7 ± 12.0 
 Método FC 
 
 
Animal 
 
 
No. 
Alojamento Pastejo 
EE FC7 EE FC7 P-value 
Bovino 7 34.3 487.7 70.9 ± 18.0 
Cabra 6 55.5 529.3 121.0 ± 21.6 
Ovelha 4 24.7 345.4 58.7 ± 7.5 
1Apenas as médias foram apresentadas para F, AChousing e EE VeDBA sob manejo de 
alojamento, pois esses valores dependiam apenas do peso corporal (PC) e, portanto, não 
foi realizado um teste t pareado para investigar a diferença de EE VeDBA entre os 
manejos. Os valores de ACgrazing e EEVeDBA sob manejo de pastejo e de EEHR foram

Mais conteúdos dessa disciplina