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2ª Rodada - IBGE
(Agente de Pesquisa e
Mapeamento)
IBGE - Temporários (Agente de Pesquisa
e Mapeamento) Rodadas Avançadas de
Simulados - 2025 (Pós Edital)
Autor:
Sérgio Furtado Filho
09 de Fevereiro de 2026
1
Rodadas Avançadas de Simulados para IBGE (Agente de Pesquisa e Mapeamento) - 08/02/2026
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Gabarito Preliminar
01 B
13 C
25 B
37 B
49 C
02 C 14 E 26 C 38 D 50 C
03 B 15 C 27 C 39 C 51 A
04 E 16 A 28 B 40 C 52 B
05 D 17 A 29 C 41 C 53 C
06 C 18 E 30 C 42 C 54 A
07 D 19 C 31 C 43 D 55 D
08 A 20 D 32 C 44 C 56 C
09 B 21 C 33 C 45 E 57 D
10 E 22 C 34 C 46 B 58 A
11 B 23 C
35 C
47 C
59 E
12 A 24 C 36 C 48 A 60 E
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LÍNGUA PORTUGUESA
Leia o texto para responder às questões de números 1 a
15.
A morte da piada — por que não ouvimos mais anedotas,
e onde foram parar?
As piadas desapareceram. Pense bem: há quanto
tempo você não ouve alguém, no meio da conversa,
iniciar uma história dizendo “Você conhece aquela...?”, e
então contar uma historinha fictícia, terminando de
forma inesperada e divertida, levando todo mundo a rir?
Não falo das piadas espontâneas, comentários divertidos
que surgem de improviso ao sabor do papo. Aquela coisa
do tipo “Isso porque você ainda não me viu dormindo de
sunga”, que alguém solta em resposta a um comentário
qualquer.
Refiro-me às anedotas propriamente ditas, histórias
conhecidas previamente que não estão necessariamente
ligadas à situação da conversa. Normalmente são curtas
e podemos contá-las de cabeça. Começam por um set up
— uma certa contextualização — e terminam com uma
punch line, a conclusão inesperada que nos leva a rir. E
então? Há quanto tempo não ouve uma dessas? Você
poderia contar uma agora mesmo, se alguém pedisse?
Ainda tem piadas no seu repertório decorado?
Não é que o humor tenha desaparecido de nossas
vidas — segundo pesquisa seriada do Instituto Gallup em
vários países, por volta de 70% das pessoas dizem que
sorriram ou riam muito no dia anterior, número que vem
se mantendo estável há anos. O que aconteceu é que o
suporte da graça, o meio para ela circular, se
transformou. E sim, provavelmente por causa dos
smartphones.
Antes de termos agendas telefônicas nos nossos
bolsos nós sabíamos de cor vários números de telefone.
Hoje, com os celulares, mal sabemos o nosso número. A
mesma coisa aconteceu com o humor: quando queremos
dividir algo engraçado com as pessoas basta encaminhar
o link. Ou no máximo sacar o celular no momento
propício e mostrar a cena. Além, disso, com o advento das
redes sociais, novos tipos de humor começaram a ser
cada vez mais explorados, como os memes e vídeos
curtos, que progressivamente tomaram o lugar da
narrativa decorada.
Pode ou não ser coincidência, mas a busca por piadas
começa a cair mais ou menos na mesma época em que a
busca por memes começa a subir, pouco depois do
lançamento do Instagram, no início dos anos 2010. Essa
tendência se aprofunda até que o interesse por memes
ultrapassa definitivamente o por piadas, logo após a
expansão internacional do TikTok ocorrida em 2017.
Além disso, as redes sociais tornaram tudo mais rápido
e transitório. E a velocidade com que os assuntos se
sucedem no debate público não ajuda o mercado de
piadas: uma das formas de sedimentação das anedotas
no repertório cultural são os ciclos de piadas, aquelas que
surgem como reflexo de situações socialmente relevantes
— mudanças estruturais importantes, alterações de
papeis sociais etc. Quando os fenômenos sociais eram
mais lentos, os ciclos de piadas eram mais longos,
permitindo que as pessoas decorassem algumas delas.
Hoje em dia, em que o assunto da manhã já foi atropelado
pela polêmica da tarde, os memes nascem e morrem em
questão de dias.
A mim parece inevitável que sigamos em direção à
morte da piada como a conhecíamos, inexoravelmente.
Esse tipo de manifestação cultural é como os vírus: para
que se mantenha ativa e circulante é preciso um
contingente de pessoas sendo exposto de forma
contínua. A partir do momento em que reduzimos sua
circulação, menos gente tem contato e a coisa se
dissemina cada vez menos, até desaparecer.
Talvez elas não sumam totalmente e sobrevivam em
nichos, quase como relíquias arqueológicas, a exemplo da
declamação de poesias ou realização de serenatas. Mas
não vejo muita chance de elas voltarem a fazer parte do
nosso cotidiano como antes. E tudo bem. Cada época tem
seu jeito próprio de nos fazer rir. Não fica aqui nenhum
saudosismo. Só era preciso registrar o passamento dessa
forma de humor que marcou minha infância e juventude
e que não merecia ir embora sem a devida eulogia.
Adeus, piadas. Vida longa ao humor.
(Daniel Barros. CNN Brasil. A morte da piada — por que não ouvimos mais
anedotas, e onde foram parar? Em: https://www.cnnbrasil.com.br/colunas,
01.02.2026. Adaptado)
Sérgio Furtado Filho
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1. No texto, o autor afirma que “as piadas
desapareceram”, embora reconheça que o humor
não deixou de existir. Considerando o
desenvolvimento argumentativo apresentado, qual
é a ideia central que melhor explica essa aparente
contradição?
a) As pessoas pararam de achar graça nas situações
cotidianas, tornando o humor menos presente nas
conversas informais.
b) A forma tradicional da piada perdeu espaço para
outros formatos de humor mais rápidos e
compartilháveis, impulsionados pelas tecnologias
digitais.
c) Os indivíduos estão cada vez mais introspectivos, o
que reduz a disposição para interagir socialmente e
contar piadas decoradas.
d) As anedotas foram substituídas por comentários
espontâneos, que se tornaram mais complexos e
elaborados ao longo do tempo.
e) A dificuldade crescente em memorizar histórias
completas explica por que as pessoas evitam contar
piadas como antes.
Gabarito: B
Comentário:
a) Incorreto. O texto não afirma que as pessoas
deixaram de achar graça em situações cotidianas.
Pelo contrário, apresenta dados indicando que 70%
das pessoas continuam rindo muito.
b) Correto. Esta alternativa sintetiza exatamente a
tese do autor: a piada tradicional enfraqueceu
porque novos suportes de humor, como memes,
vídeos e links compartilháveis, passaram a dominar
a circulação da graça, especialmente com
smartphones e redes sociais.
c) Incorreto. O texto não menciona introspecção ou
retração social como causa da mudança. O foco da
explicação recai sobre a transformaçãode resfriamento
correspondente a 20% da duração do primeiro
ciclo. Imediatamente após o resfriamento, iniciou-
se o segundo ciclo de funcionamento, cuja duração
foi igual a dois terços da duração do primeiro ciclo.
Sabendo que a máquina foi ligada às 08h20min e
que não houve outros intervalos, o horário de
término do segundo ciclo foi
a) 14h35min.
b) 14h55min.
c) 15h05min.
d) 15h20min.
e) 15h45min.
Gabarito: D
Comentário:
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Para resolver questões envolvendo intervalos de
tempo e porcentagens, a estratégia mais segura é
converter as durações para minutos.
Primeiro, convertemos a duração do primeiro ciclo.
Como cada hora tem 60 minutos, 3 horas e 45
minutos correspondem a 3 vezes 60 mais 45,
totalizando 225 minutos.
O enunciado informa que o tempo de resfriamento é
20% da duração do primeiro ciclo. Calculamos 20%
de 225 minutos, o que resulta em 45 minutos.
Em seguida, calculamos a duração do segundo ciclo,
que é 2 terços da duração do primeiro. Para achar
2 terços de 225, dividimos 225 por 3, obtendo 75, e
multiplicamos o resultado por 2, chegando a 150
minutos. Convertendo de volta para horas, 150
minutos equivalem a 2 horas e 30 minutos.
Agora somamos sequencialmente os tempos ao
horário inicial de 08h20min.
Término do 1º ciclo: 08h20min + 3h 45min = 11h
65min, que ajustamos para 12h05min.
Término do resfriamento: 12h05min + 45min =
12h50min.
Término do 2º ciclo: 12h50min + 2h 30min = 14h
80min.
Como 80 minutos correspondem a 1 hora e 20
minutos, ajustamos o horário final para 15h20min.
39. O proprietário de um terreno retangular decidiu
modificar as dimensões da propriedade para
adequá-la a um novo projeto de construção. O
novo projeto prevê que o comprimento do terreno
seja aumentado em 30% e que a largura seja
reduzida em 20%. Após essas alterações,
constatou-se que a área do terreno aumentou em
exatos 12 metros quadrados em relação à área
original. A área original desse terreno, em metros
quadrados, era
a) 120.
b) 240.
c) 300.
d) 400.
e) 600.
Gabarito: C
Comentário:
Para resolver essa questão, analisamos o impacto das
variações percentuais das dimensões
(comprimento e largura) sobre o produto delas,
que é a área.
Vamos chamar a área original de A.
A área de um retângulo é calculada multiplicando-se
o comprimento pela largura.
Quando o comprimento aumenta em 30%, ele passa
a ser 130% do original, ou seja, multiplicamos o
comprimento por 1,30.
Quando a largura é reduzida em 20%, ela passa a ser
80% da original, ou seja, multiplicamos a largura
por 0,80.
A nova área será o produto desses novos fatores
aplicado à área original:
Fator de variação da área = 1,30 x 0,80.
Realizando a multiplicação:
1,30 x 0,80 = 1,04.
Isso significa que a nova área corresponde a 104% da
área original.
Portanto, houve um aumento percentual de 4% (pois
104% - 100% = 4%).
O enunciado informa que esse aumento corresponde,
em valor absoluto, a 12 metros quadrados. Assim,
podemos montar a seguinte relação:
4% da Área Original = 12.
Para encontrar a Área Original (100%), basta dividir o
valor do aumento pela taxa decimal
correspondente (0,04):
Área Original = 12 ÷ 0,04.
Para facilitar a divisão, multiplicamos ambos os
números por 100 para eliminar a vírgula:
Área Original = 1200 ÷ 4 = 300.
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40. Roberto reservou uma quantia inicial em dinheiro
para realizar alguns pagamentos e investimentos.
Primeiramente, ele utilizou 1 de cada 4 partes
dessa quantia para quitar uma dívida com o banco.
Em seguida, do valor que sobrou, ele utilizou 2 de
cada 5 partes para pagar o conserto de seu carro.
Após esses dois pagamentos, Roberto investiu R$
630,00 e ainda lhe restaram R$ 270,00 em conta. O
valor que Roberto pagou pelo conserto do carro foi
a) R$ 400,00.
b) R$ 500,00.
c) R$ 600,00.
d) R$ 800,00.
e) R$ 900,00.
Gabarito: C
Comentário:
Vamos reconstruir o raciocínio de forma organizada,
começando pela fração do dinheiro que restou
após os dois pagamentos.
No primeiro momento, Roberto utilizou 1 de cada 4
partes do total, então ficaram 3 de cada 4 partes da
quantia inicial.
Em seguida, ele utilizou 2 de cada 5 partes do valor
restante, então permaneceram 3 de cada 5 partes
desse montante.
A fração final em relação ao valor inicial é o produto
dessas duas parcelas que sobraram:
3 de cada 4 × 3 de cada 5 = 9 de cada 20
Isso significa que, depois dos dois pagamentos, o
valor disponível correspondia a 9 partes de um
total de 20.
O enunciado informa que, nesse momento, Roberto
investiu R$ 630,00 e ainda permaneceu com R$
270,00, então o valor correspondente às 9 partes
foi:
630 + 270 = R$ 900,00
Se 9 partes valem R$ 900,00, então cada parte vale:
900 ÷ 9 = R$ 100,00
Como o total inicial correspondia a 20 partes, o valor
inicial era:
20 × 100 = R$ 2.000,00
Agora seguimos o fluxo direto dos pagamentos.
Primeiro pagamento, dívida com o banco:
1 de cada 4 partes de 2.000 = 2.000 ÷ 4 = R$ 500,00
Após esse pagamento, restaram:
2.000 − 500 = R$ 1.500,00
Conserto do carro, que corresponde a 2 de cada 5
partes do que sobrou:
1.500 ÷ 5 = 300
300 × 2 = R$ 600,00
Assim, o valor pago pelo conserto do carro foi R$
600,00.
41. Uma empreiteira planejou pavimentar uma
estrada em 12 dias, utilizando 6 máquinas de
mesmo rendimento trabalhando juntas. Após o
término do quarto dia de trabalho, 2 máquinas
apresentaram defeito e foram retiradas da obra,
não sendo substituídas. Supondo que o ritmo de
trabalho das máquinas restantes se mantenha
inalterado, o prazo original de conclusão da obra
será excedido em
a) 2 dias.
b) 3 dias.
c) 4 dias.
d) 6 dias.
e) 8 dias.
Gabarito: C
Comentário:
Vamos organizar a resolução a partir da ideia de
esforço total, medido em dias-máquina, que nos
permite acompanhar quanto trabalho foi feito e
quanto ainda falta.
No planejamento inicial, 6 máquinas concluiriam a
obra em 12 dias, então o esforço total necessário é:
6 × 12 = 72 dias-máquina.
Nos primeiros 4 dias, todas as 6 máquinas
trabalharam normalmente, o que corresponde a:
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6 × 4 = 24 dias-máquina realizados.
Assim, o trabalho que ainda resta corresponde a:
72 − 24 = 48 dias-máquina.
Após a retirada das máquinas com defeito,
permanecem apenas 4 máquinas em operação.
Para concluir os 48 dias-máquina restantes com
esse novo número de máquinas, o tempo
necessário passa a ser:
48 ÷ 4 = 12 dias.
O tempo total gasto na obra será, então:
4 dias iniciais + 12 dias finais = 16 dias.
Como o prazo original era de 12 dias, o excesso de
prazo é:
16 − 12 = 4 dias.
Portanto, o prazo original será excedido em 4 dias.
42. Em um programa de incentivo à eficiência, uma
empresa estabeleceu que seus consultores
recebem um salário fixo de R$ 3.000,00, acrescido
de um bônus de R$ 150,00 para cada meta mensal
atingida e reduzido em R$ 50,00 para cada meta
não atingida.
No mês de janeiro, foram estabelecidas 20 metas
para o consultor André. Sabendo que André
recebeu o total de R$ 4.400,00 naquele mês,o
número de metas que ele atingiu superou o
número de metas não atingidas em
a) 2.
b) 3.
c) 4.
d) 6.
e) 8.
Gabarito: C
Comentário:
Vamos representar por x o número de metas
atingidas. Como o total de metas é 20, o número de
metas não atingidas é 20 − x.
O salário final é composto por três parcelas:
Salário fixo:
3.000
Bônus pelas metas atingidas:
150 × x
Desconto pelas metas não atingidas:
50 × (20 − x)
Montamos a expressão do salário total:
3.000 + 150x − 50(20 − x)
Aplicando a distributiva:
3.000 + 150x − 1.000 + 50x
Somando os termos semelhantes:
2.000 + 200x
O enunciado informa que o valor recebido foi 4.400,
então:
2.000 + 200x = 4.400
Subtraindo 2.000 dos dois lados:
200x = 2.400
Dividindo ambos os lados por 200:
x = 12
Assim, André atingiu 12 metas. O número de metas
não atingidas foi:
20 − 12 = 8
A diferença entre metas atingidas e não atingidas é:
12 − 8 = 4
43. Um terreno retangular possui um perímetro total
de 60 metros. O proprietário avalia uma proposta
de modificação na qual a medida de sua largura
seria aumentada em 2 metros e a medida de seu
comprimento seria reduzida em 25%. Constatou-se
que, mesmo com essas alterações, a área total do
terreno permaneceria a mesma da configuração
original. A medida do maior lado do terreno
original, em metros, é
a) 18.
b) 20.
c) 22.
d) 24.
e) 25.
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Gabarito: D
Comentário:
Vamos organizar a resolução passo a passo,
relacionando perímetro, área e as alterações
propostas.
Denotemos a largura original por L e o comprimento
original por C. Como o perímetro do retângulo é 60
metros, temos:
2 × (L + C) = 60,
o que implica:
L + C = 30,
e, portanto, C = 30 − L.
A área original do terreno é dada por:
Área original = L × C.
Após a modificação, a largura passa a ser L + 2 e o
comprimento é reduzido em 25%, o que equivale a
manter 75% do valor original, isto é, 0,75 × C.
Assim, a nova área será:
Nova área = (L + 2) × (0,75 × C).
Como a área permanece a mesma, igualamos as duas
expressões:
(L + 2) × 0,75 × C = L × C.
Como C é diferente de zero, podemos simplificar
dividindo ambos os lados por C:
(L + 2) × 0,75 = L.
Aplicando a distributiva:
0,75L + 1,5 = L.
Isolando L:
1,5 = L − 0,75L
1,5 = 0,25L.
Dividindo ambos os lados por 0,25:
L = 6.
Com L = 6 e sabendo que L + C = 30, obtemos:
C = 30 − 6 = 24.
44. Em uma central de monitoramento, três alarmes
de sistemas diferentes emitem sinais de
manutenção em intervalos regulares. O alarme A
emite um sinal a cada 12 horas, o alarme B a cada
15 horas e o alarme C a cada 20 horas. No dia 1º de
abril, às 08h00min, os três alarmes emitiram o sinal
simultaneamente. O próximo dia e horário em que
os três alarmes voltarão a emitir o sinal de
manutenção ao mesmo tempo será
a) 03 de abril, às 08h00min.
b) 03 de abril, às 12h00min.
c) 03 de abril, às 20h00min.
d) 04 de abril, às 08h00min.
e) 04 de abril, às 20h00min.
Gabarito: C
Comentário:
Para determinar quando eventos periódicos que
partem de um mesmo instante voltarão a ocorrer
juntos, precisamos encontrar o Mínimo Múltiplo
Comum (MMC) entre os intervalos de tempo.
Os intervalos são 12, 15 e 20 horas. Vamos realizar a
decomposição em fatores primos:
12 = 2 x 2 x 3
15 = 3 x 5
20 = 2 x 2 x 5
O MMC é obtido multiplicando os fatores de maior
expoente:
MMC = 2 x 2 x 3 x 5 = 60 horas.
Isso significa que os alarmes coincidem a cada 60
horas. Agora, vamos converter esse intervalo para
dias e horas para facilitar a contagem no
calendário.
Sabemos que um dia tem 24 horas.
60 ÷ 24 resulta em 2 dias completos (48 horas) e
sobram 12 horas.
Agora, somamos esse tempo ao momento da
primeira coincidência (01 de abril às 08h00min):
01 de abril às 08h00min + 2 dias = 03 de abril às
08h00min.
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03 de abril às 08h00min + 12 horas = 03 de abril às
20h00min.
Portanto, o próximo encontro dos sinais ocorrerá no
dia 03 de abril, às 20h00min.
45. Uma empresa realizou um processo de seleção
interna para um cargo de gerência, no qual os
candidatos foram divididos em dois grupos:
funcionários com mais de dez anos de casa e
funcionários com até dez anos de casa. Do total de
candidatos, 40% pertenciam ao primeiro grupo e os
demais ao segundo. Ao final do processo,
constatou-se que 80% dos candidatos do primeiro
grupo foram aprovados, enquanto apenas 30% dos
candidatos do segundo grupo obtiveram a
aprovação. Considerando apenas o conjunto dos
candidatos que foram reprovados, a porcentagem
de funcionários com até dez anos de casa é de
a) 42%.
b) 60%.
c) 70%.
d) 80%.
e) 84%.
Gabarito: E
Comentário:
Vamos trabalhar com um total hipotético de 100
candidatos, o que simplifica a leitura das
porcentagens sem alterar o resultado.
Do total, 40 candidatos pertencem ao grupo com mais
de dez anos de casa e 60 candidatos ao grupo com
até dez anos de casa.
No primeiro grupo, 80% foram aprovados, logo 20%
foram reprovados. Como esse grupo tem 40
candidatos, o número de reprovados é:
40 × 20% = 8.
No segundo grupo, 30% foram aprovados, portanto
70% foram reprovados. Como há 60 candidatos
nesse grupo, o número de reprovados é:
60 × 70% = 42.
Somando os reprovados dos dois grupos, obtemos o
total de candidatos reprovados:
8 + 42 = 50.
Entre esses 50 reprovados, 42 pertencem ao grupo
com até dez anos de casa. Assim, a porcentagem
solicitada é:
42 ÷ 50 = 0,84,
o que corresponde a 84%.
46. A tabela a seguir apresenta a capacidade total e o
nível atual de preenchimento de três reservatórios
de uma indústria química:
Reservatório Capacidade (m³) Nível atual
A 4,8 75%
B 5,5 40%
C 6,2 50%
Sabe-se que 1 metro cúbico equivale a 1.000 litros e
que cada litro do produto armazenado possui uma
massa de 0,9 kg. A massa total do produto contido
nos três reservatórios, em quilogramas, é
a) 7.110.
b) 8.010.
c) 8.900.
d) 9.810.
e) 14.850.
Gabarito: B
Comentário:
Para encontrar a massa total, precisamos primeiro
determinar o volume de líquido em cada
reservatório, somá-los e, por fim, converter esse
volume para massa.
Iniciamos calculando o volume individual em metros
cúbicos (m³), aplicando a porcentagem do nível
atual sobre a capacidade total de cada tanque:
Reservatório A: 75% de 4,8 = 0,75 x 4,8 = 3,6 m³.
Reservatório B: 40% de 5,5 = 0,40 x 5,5 = 2,2 m³.
Reservatório C: 50% de 6,2 = 0,50 x 6,2 = 3,1 m³.
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Somamos os volumes encontrados para obter o
volume total em metros cúbicos:
3,6 + 2,2 + 3,1 = 8,9 m³.
Agora, realizamos a conversão de metros cúbicos
para litros. Como 1 m³ corresponde a 1.000 litros,
multiplicamos o total por 1.000:
8,9 x 1.000 = 8.900 litros.
O passo final é calcular a massa total. O enunciado
informa que cada litro pesa 0,9 kg. Portanto,
multiplicamos a quantidade total de litros pela
massa unitária:
8.900 x 0,9 = 8.010 kg.
Podemos observar que, embora o volume total em
litros seja 8.900, a massa é menor devido à
densidade do produto ser inferior a 1 (0,9 kg porlitro), resultando em 8.010 kg.
47. Em uma planta arquitetônica desenhada na escala
1:250, um salão de festas retangular ocupa uma
área de 48 centímetros quadrados. O proprietário
decidiu trocar o piso desse salão e o custo do
material escolhido é de R$ 85,00 por metro
quadrado. O valor total que o proprietário gastará
com a compra do piso para esse salão é
a) R$ 1.020,00.
b) R$ 10.200,00.
c) R$ 25.500,00.
d) R$ 30.000,00.
e) R$ 75.000,00.
Gabarito: C
Comentário:
Vamos converter a área representada na planta para
a área real do salão, lembrando que, em escalas, a
relação entre áreas é o quadrado da relação entre
comprimentos.
A escala linear é 1 para 250, o que significa que cada
centímetro no desenho corresponde a 250
centímetros na realidade. Como estamos lidando
com área, elevamos esse fator ao quadrado:
250 × 250 = 62.500.
Assim, cada centímetro quadrado da planta
representa 62.500 centímetros quadrados na
realidade. Calculando a área real em centímetros
quadrados:
48 × 62.500 = 3.000.000 cm².
Agora, convertemos para metros quadrados, sabendo
que 1 metro quadrado corresponde a 10.000
centímetros quadrados:
3.000.000 ÷ 10.000 = 300 m².
Com a área real determinada, basta calcular o custo
total do piso:
300 × 85 = 25.500.
48. A fatura de água de uma residência é calculada
com base em um sistema de faixas de consumo
progressivas. Até o consumo de 10 metros cúbicos,
o valor é fixo em R$ 45,00. Para o consumo que
exceder 10 metros cúbicos até o limite de 20
metros cúbicos, cobra-se R$ 6,50 por metro cúbico
adicional. Para o consumo que exceder 20 metros
cúbicos, o valor do metro cúbico adicional passa a
ser de R$ 9,80. No mês de janeiro, o consumo dessa
residência foi de 24 metros cúbicos. O valor total da
fatura de água referente a esse mês foi de
a) R$ 149,20.
b) R$ 156,00.
c) R$ 182,40.
d) R$ 235,20.
e) R$ 245,00.
Gabarito: A
Comentário:
Vamos decompor o consumo total de 24 metros
cúbicos conforme as faixas estabelecidas.
Na primeira faixa, correspondente aos primeiros 10
metros cúbicos, o valor é fixo, resultando em um
custo de R$ 45,00.
Na segunda faixa, consideramos o consumo entre 10
e 20 metros cúbicos, o que corresponde a 10
metros cúbicos adicionais. Multiplicando esse
volume pela tarifa dessa faixa, obtemos:
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10 × 6,50 = 65,00.
Na terceira faixa, incluímos apenas o consumo que
excedeu 20 metros cúbicos. Como o consumo total
foi de 24 metros cúbicos, há um excedente de:
24 − 20 = 4 metros cúbicos.
Aplicando a tarifa dessa faixa, temos:
4 × 9,80 = 39,20.
Somando os valores cobrados em cada etapa:
45,00 + 65,00 + 39,20 = 149,20.
49. Um técnico de telecomunicações deve instalar um
cabo de fibra óptica conectando o topo de dois
postes verticais, A e B, posicionados em um terreno
plano. O poste A possui 14 metros de altura e o
poste B possui 23 metros de altura, sendo a
distância entre as bases dos postes igual a 12
metros. Devido às especificações técnicas para a
curvatura e fixação, o comprimento do cabo deve
ser exatamente 15% superior à distância em linha
reta entre os topos dos dois postes. O
comprimento total do cabo necessário para essa
instalação, em metros, é de
a) 15,00.
b) 16,25.
c) 17,25.
d) 18,75.
e) 21,00.
Gabarito: C
Comentário:
Vamos determinar inicialmente a distância em linha
reta entre os topos dos postes, modelando a
situação como um triângulo retângulo.
O cateto horizontal corresponde à distância entre as
bases dos postes, que é de 12 metros. O cateto
vertical corresponde à diferença de altura entre os
postes, obtida pela subtração:
23 − 14 = 9 metros.
Aplicando o Teorema de Pitágoras para calcular a
hipotenusa, que representa a distância direta entre
os topos:
9² + 12² = 81 + 144 = 225.
A raiz quadrada de 225 é 15, logo a distância em linha
reta entre os topos dos postes é de 15 metros.
O enunciado informa que o cabo deve ter
comprimento 15% maior do que essa distância.
Calculamos esse acréscimo:
15% de 15 = 0,15 × 15 = 2,25 metros.
Somando o acréscimo à distância original:
15 + 2,25 = 17,25 metros.
50. Um mosaico retangular é composto por cinco
peças retangulares menores e idênticas entre si.
Quatro dessas peças são posicionadas
verticalmente, lado a lado, formando um bloco
retangular. A quinta peça é posicionada
horizontalmente sobre esse bloco, de modo que
suas extremidades coincidam exatamente com as
laterais do bloco formado. Sabendo que o
perímetro de cada uma das cinco peças menores é
de 50 centímetros, a área total ocupada pelo
mosaico, em centímetros quadrados, é de
a) 400.
b) 450.
c) 500.
d) 625.
e) 1.000.
Gabarito: C
Comentário:
Vamos visualizar a montagem do mosaico. Temos
cinco retângulos pequenos e iguais, cada um com
uma medida menor, que chamaremos de largura x,
e uma medida maior, que chamaremos de
comprimento y.
Quatro desses retângulos estão posicionados em pé,
um ao lado do outro. A largura total desse conjunto
de quatro peças é 4 vezes x, e a altura desse bloco
é y.
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O quinto retângulo é colocado deitado sobre esse
bloco. Para que ele se encaixe perfeitamente, com
as extremidades coincidindo com as laterais do
bloco de baixo, o seu comprimento y deve ser
exatamente igual à largura total das quatro peças
inferiores. Portanto, estabelecemos a relação y =
4x.
O enunciado informa que o perímetro de uma única
peça pequena é 50 centímetros. O perímetro é a
soma de todos os quatro lados (x + y + x + y), o que
resulta na equação 2x + 2y = 50.
Ao dividirmos todos os termos por 2, simplificamos
para x + y = 25.
Como já descobrimos que y = 4x, substituímos esse
valor na equação simplificada:
x + 4x = 25
5x = 25
x = 5 centímetros.
Se o valor de x é 5, calculamos o valor de y:
y = 4 x 5 = 20 centímetros.
Agora, determinamos as dimensões do mosaico
completo. A largura total do mosaico é o próprio
comprimento da peça de cima, ou seja, y = 20
centímetros. A altura total do mosaico é a soma da
altura do bloco inferior (y) com a espessura da peça
superior (x):
Altura total = 20 + 5 = 25 centímetros.
Para finalizar, calculamos a área total multiplicando a
largura pela altura do mosaico:
Área = 20 x 25 = 500 centímetros quadrados.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
51. Um Agente de Pesquisa e Mapeamento do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), utilizando o Windows 11 em sua
configuração padrão, acessou o Explorador de
Arquivos para localizar um documento de apoio às
atividades de coleta em campo. O agente precisava
encontrar um arquivo cuja extensão era
desconhecida, lembrando apenas que o nome do
arquivo continha exatamente 5 letras, sendo que as
duas primeiras letras eram “IB”.
Com base na situação hipotética, assinale
corretamente o que o Agente de Pesquisa e
Mapeamento deve digitar no campo de pesquisa
para localizar o arquivo.
a) IB???.*
b) IB***.?
c) IB$$$.?
d) IB*
e) IB?
Gabarito: A
Comentário:
a) Correta. O Asterisco (*) representa um grupo de
caracteres (como se utilizássemos a palavra todos).
Já a interrogação (?) representa um único
caractere qualquer. Portanto, veja que o agente
lembra somente as duas primeiras palavras e
desconhece a extensão do arquivo, desse modo a
busca que deve ser corretamente realizada é:
IB???.*
b) Incorreta. Essa alternativainverteu os símbolos de
busca.
c) Incorreta. O cifrão($) não é utilizado para busca de
caracteres, além disso a interrogação foi utilizada
de forma indevida.
d) Incorreta. A alternativa não atende aos critérios
apresentados.
e) Incorreta. A alternativa não atende aos critérios
apresentados.
52. Sobre os conceitos de segurança da informação,
ameaças e vulnerabilidades, analise as afirmativas
a seguir.
I. Ataques de engenharia social geralmente envolvem
a exploração de vulnerabilidades técnicas em
sistemas de computação.
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II. A engenharia social é uma técnica utilizada por
golpistas para enganar e persuadir as vítimas a
fornecerem informações sensíveis ou realizarem
ações prejudiciais, como executar programas
maliciosos ou acessar páginas falsas de comércio
eletrônico ou internet banking.
III. A engenharia social é uma técnica exclusiva de
ataques realizados por meio de e-mails
fraudulentos.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas
b) II, apenas
c) III, apenas
d) II e III, apenas
e) I, II e III
Gabarito: B
Comentário:
Assertiva I - Incorreta. Ataques de engenharia social
não dependem de vulnerabilidades técnicas, mas
sim da manipulação psicológica das vítimas.
Assertiva II - Correta. Golpistas utilizam engenharia
social para enganar e persuadir as vítimas a
fornecerem informações sensíveis ou realizarem
ações prejudiciais.
Assertiva III - Incorreta. A engenharia social pode
ocorrer por diversos meios, incluindo telefone, e-
mail, redes sociais, entre outros.
53. Considere a seguinte planilha elaborada no
Microsoft Excel 2016, em português, utilizada no
apoio às atividades de organização e validação de
dados coletados em campo pelo IBGE.
Um Agente de Pesquisa e Mapeamento necessita
contar quantas vezes aparece exatamente o termo
“Concluído” no intervalo de células C2 a C6, a fim
de verificar o status de registros de coleta.
Qual fórmula ele deve utilizar para realizar essa
contagem corretamente?
a) =CONT.VALORES(C2:C6;"Concluído")
b) =PROCV("Concluído";C2:C6;1;FALSO)
c) =CONT.SE(C2:C6;"Concluído")
d) =CONTAR(C2:C6;"Concluído")
e) =SOMARPRODUTO(C2:C6;"Concluído")
Gabarito: C
Comentário:
a) Incorreta. A fórmula CONT.VALORES conta todas
as células não vazias em um intervalo,
independentemente do conteúdo. Não aceita
critério de texto, portanto não conta somente os
“Aprovado”.
b) Incorreta. A fórmula PROCV serve para procurar
um valor em uma coluna e retornar outro valor
relacionado. Não realiza contagem, apenas
retorna a primeira ocorrência do critério, portanto
não atende ao objetivo da questão.
c) Correta. A função CONT.SE conta quantas células
dentro de um intervalo atendem a um critério
específico. Aqui, ela verifica todas as células de
C2:C6 que possuem exatamente o texto
"Aprovado".
d) Incorreta. A função CONTAR conta apenas células
com números, ignorando textos. Como
“Aprovado” é texto, o resultado seria 0, não
atendendo ao objetivo.
e) Incorreta. A função SOMARPRODUTO multiplica
ou soma valores numéricos de arrays. Não
funciona para contar textos diretamente, e essa
fórmula está incorreta na sintaxe, portanto não
retorna o resultado esperado.
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54. Um hospital privado sofre um ataque cibernético
em que todos os arquivos dos computadores da
recepção, do prontuário eletrônico e dos exames
de pacientes são criptografados. Ao tentar acessar
os arquivos, os funcionários recebem uma
mensagem exigindo pagamento em criptomoeda
para que os dados sejam liberados.
Com base na situação hipotética, o tipo de ameaça
cibernética descrito é um:
a) Ransomware
b) Spyware
c) Worm
d) Cavalo de Troia
e) Vírus
Gabarito: A
Comentário:
a) Correta. O Ransomware criptografa arquivos ou
sistemas, tornando-os inacessíveis, e exige
pagamento para resgate. Sendo, portanto, o
malware descrito na situação hipotética.
b) Incorreta. O Spyware coleta dados de forma
oculta, porém não impede o acesso aos arquivos
nem exige pagamento.
c) Incorreta. Um Worm código malicioso que se
replica automaticamente pela rede, consumindo
recursos do sistema, além de propagar-se
automaticamente, mas não sequestra ou
criptografa os arquivos para exigir resgate.
d) Incorreta. Embora um trojan possa ser porta de
entrada para um Ransomware, ele não realiza
criptografia em massa por si só.
e) Incorreta. Um vírus precisa de execução manual e
normalmente não solicita resgate, diferentemente
do ransomware.
55. Em um Sistema de Informação Geográfica (SIG),
um analista deseja estudar a evolução espacial de
ocorrências de um determinado fenômeno,
comparando sua distribuição em diferentes
períodos, de modo a identificar padrões, variações
e tendências ao longo do tempo.
Considerando a situação hipotética, qual elemento da
informação geográfica é essencial para possibilitar
esse tipo de análise temporal integrada aos dados
espaciais?
a) A geometria linear
b) O atributo descritivo alfanumérico
c) A relação topológica
d) O campo temporal
e) O sistema de coordenadas geográficas
Gabarito: D
Comentário:
a) Incorreta. A geometria linear é utilizada para
representar feições como estradas, rios ou redes,
descrevendo a forma e a localização espacial dos
objetos. No entanto, por si só, não permite analisar
variações ao longo do tempo, pois não incorpora
informação temporal.
b) Correta. Os atributos alfanuméricos descrevem
características dos objetos geográficos, podendo
ser qualitativos ou quantitativos. Contudo, sem a
inclusão explícita de dados temporais, esses
atributos não possibilitam a análise de padrões e
tendências temporais de um fenômeno.
c) Incorreta. As relações topológicas são
fundamentais para análises espaciais como
conectividade, proximidade e sobreposição.
Entretanto, elas se concentram nas relações
espaciais entre feições, não sendo suficientes para
avaliar mudanças ao longo do tempo.
d) Correta. O campo temporal possibilita registrar
datas, períodos ou séries temporais associadas às
feições geográficas, permitindo comparar o mesmo
fenômeno em diferentes momentos. É o elemento
essencial para identificar padrões, variações e
tendências temporais em análises espaciais.
e) Incorreta. O sistema de coordenadas define a
posição dos objetos no espaço, garantindo precisão
locacional. Contudo, ele não contém informação
temporal, sendo insuficiente para análises que
envolvam a evolução de fenômenos ao longo do
tempo.
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ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO
56. Durante o expediente, um servidor do IBGE
utilizou sua posição funcional para solicitar a um
empresário local vantagens pessoais em troca de
facilidades no atendimento de demandas
administrativas.
Segundo o Código de Ética do IBGE, a conduta
descrita é:
a) Permitida, desde que não haja prejuízo direto ao
serviço público.
b) Tolerável, por decorrer de relação pessoal entre as
partes.
c) Vedada, por configurar uso do cargo para obtenção
de favorecimento pessoal.
d) Regular, se não houver recebimento financeiro
direto.
e) Irrelevantesob o ponto de vista ético-
administrativo.
Gabarito: C
Comentário:
Comentários
a) Incorreta. A vedação ética independe da existência
de prejuízo direto ao serviço. O simples uso do
cargo para obtenção de vantagem pessoal já
configura infração ética.
b) Incorreta. Relações pessoais não legitimam o uso
da função pública para favorecimento próprio ou
de terceiros, sendo irrelevante a natureza da
relação entre as partes.
c) Correta. É expressamente vedado ao servidor
público utilizar o cargo, função, facilidades,
amizades, tempo, posição ou influência para obter
qualquer favorecimento para si ou para outrem,
conforme dispõe o inciso XV, alínea “a”, do Código
de Ética do IBGE.
d) Incorreta. A infração ética não exige
necessariamente vantagem financeira direta,
bastando qualquer tipo de favorecimento indevido.
e) Incorreta. A conduta é altamente relevante do
ponto de vista ético, pois compromete a
moralidade administrativa e a confiança na
instituição.
Portanto, o nosso gabarito é a LETRA C.
57. Após apuração interna, a Comissão de Ética do
IBGE concluiu que determinado servidor praticou
uma conduta incompatível com os padrões éticos
da instituição, recomendando a aplicação da
penalidade cabível.
Nos termos do Código de Ética do IBGE, a sanção
aplicável ao servidor é a:
a) Advertência verbal.
b) Suspensão funcional.
c) Multa administrativa.
d) Censura.
e) Demissão sumária.
Gabarito: D
Comentário:
a) Incorreta. O Código de Ética do IBGE não prevê
advertência verbal como penalidade aplicável pela
Comissão de Ética.
b) Incorreta. A suspensão é penalidade disciplinar
típica do regime estatutário, não sendo sanção
atribuída à Comissão de Ética.
c) Incorreta. Não há previsão de multa administrativa
como sanção ética no âmbito do Código de Ética do
IBGE.
d) Correta. O Código de Ética do IBGE estabelece
expressamente que a pena aplicável ao servidor
público pela Comissão de Ética é a de censura, cuja
fundamentação constará do respectivo parecer,
assinado por todos os seus integrantes, com ciência
do servidor faltoso, segundo o item XVIII do
referido Código.
e) Incorreta. A demissão não é penalidade de
natureza ética aplicada pela Comissão de Ética, mas
sim sanção administrativa disciplinar, cuja
competência não é desse órgão.
Portanto, o nosso gabarito é a LETRA D.
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58. Um servidor público federal ocupa um cargo
efetivo em uma autarquia e, paralelamente,
pretende assumir outro cargo público remunerado
em uma empresa pública federal, com
compatibilidade de horários.
De acordo com a Lei nº 8.112/1990, é correto afirmar
que:
a) A proibição de acumulação alcança cargos,
empregos e funções em autarquias e empresas
públicas.
b) A acumulação é sempre permitida quando houver
compatibilidade de horários.
c) A vedação se limita aos cargos da administração
direta.
d) A acumulação é admitida desde que ambos sejam
cargos efetivos.
e) A acumulação só é vedada quando envolver cargo
em comissão.
Gabarito: A
Comentários
a) Correta. O art. 118, §1º, da Lei 8.112/90 estende
expressamente a vedação de acumulação
remunerada a cargos, empregos e funções em
autarquias, fundações públicas, empresas públicas
e sociedades de economia mista, em todos os entes
federativos.
b) Incorreta. A compatibilidade de horários é
condição apenas para a acumulação lícita (art. 118,
§2º), mas não transforma em lícita uma
acumulação vedada pela Constituição ou pela lei.
c) Incorreta. A vedação não se limita à administração
direta, alcançando também a administração
indireta.
d) Incorreta. A natureza efetiva dos cargos não torna,
por si só, a acumulação lícita, pois é necessário que
haja previsão constitucional.
e) Incorreta. A vedação não se restringe a cargos em
comissão, sendo regra geral para cargos públicos
remunerados.
Portanto, o nosso gabarito é a LETRA A.
59. Um servidor público federal praticou uma
irregularidade funcional que resultou
simultaneamente em prejuízo ao erário e na
configuração de crime. Após a conclusão do
processo administrativo disciplinar, sofreu uma
sanção administrativa.
Nessa situação, segundo a Lei nº 8.112/1990, é
correto afirmar que:
a) Apenas a responsabilidade administrativa poderá
subsistir.
b) A responsabilidade penal exclui automaticamente
a administrativa.
c) A responsabilidade civil substitui as demais.
d) A responsabilidade administrativa depende da
penal.
e) As sanções civil, penal e administrativa podem
cumular-se, sendo independentes entre si.
Gabarito: E
Comentário:
a) Incorreta. A lei não estabelece exclusividade da
responsabilidade administrativa.
b) Incorreta. A responsabilidade penal não exclui
automaticamente as demais, salvo hipóteses
específicas previstas em lei.
c) Incorreta. A responsabilidade civil não substitui as
demais esferas de responsabilização.
d) Incorreta. A responsabilidade administrativa é, em
regra, independente da penal, conforme
expressamente previsto.
e) Correta. O art. 125 da Lei 8.112/90 dispõe que as
sanções civis, penais e administrativas poderão
cumular-se, sendo independentes entre si,
consagrando a autonomia das instâncias.
Portanto, o nosso gabarito é a LETRA E.
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60. Um servidor federal estável do Tribunal Regional
Federal da 1° Região foi submetido a um processo
administrativo disciplinar e, ao final, foi
reconhecida a prática de uma infração punível com
a penalidade de suspensão por prazo superior a 30
dias.
Conforme dispõe a Lei nº 8.112/1990, a penalidade,
nesse caso, deverá ser aplicada pela(o):
a) Presidente da República, por se tratar de
penalidade superior a 30 dias.
b) Autoridade que houver realizado a nomeação do
servidor.
c) Chefe imediato da unidade administrativa do
servidor.
d) Presidente do Tribunal ao qual o servidor esteja
vinculado.
e) Autoridade administrativa de hierarquia
imediatamente inferior àquelas competentes para
a demissão.
Gabarito: E
Comentário:
a) Incorreta. O Presidente da República é competente
para aplicar penalidades de demissão e cassação de
aposentadoria ou disponibilidade, e não
suspensão, ainda que superior a 30 dias, conforme
art. 141, I, da Lei 8.112/90.
b) Incorreta. A autoridade nomeante é competente
apenas para a destituição de cargo em comissão,
nos termos do art. 141, IV, não se aplicando às
hipóteses de suspensão.
c) Incorreta. O chefe imediato somente pode aplicar
advertência ou suspensão de até 30 dias, conforme
art. 141, III, da Lei 8.112/90.
d) Incorreta. Embora o servidor esteja vinculado a um
Tribunal Federal, o art. 141 não atribui
genericamente ao Presidente do Tribunal
competência para suspensões superiores a 30 dias,
reservando-lhe competência para demissão e
cassação. Assim, como não é caso de demissão, a
autoridade a aplicar será a imediatamente inferior
ao presidente do TRF 1.
e) Correta. Nos termos do art. 141, II, da Lei 8.112/90,
as penalidades de suspensão superiores a 30 dias
são aplicadas pelas autoridades administrativas de
hierarquia imediatamente inferior àquelas
competentes para a demissão.
Portanto, o nosso gabarito é a LETRA E.
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de circulação do humor, não sobre
comportamentos psicológicos.
d) Incorreto. O autor diferencia anedotas de
comentários espontâneos, mas não afirma que
estes se tornaram mais complexos ou que
substituíram as piadas por evolução qualitativa. Ele
destaca apenas que são formas diferentes.
e) Incorreto. A dificuldade de memorizar piadas é
apresentada como consequência da mudança
tecnológica (análogo aos números de telefone),
não como causa independente.
2. Sobre a relação entre transformações tecnológicas
e mudanças culturais discutidas no texto, qual
interpretação está mais alinhada com a visão do
autor?
a) O fenômeno é apenas um ciclo natural, e as piadas
tradicionais provavelmente retornarão quando as
pessoas enjoarem dos formatos audiovisuais.
b) A tecnologia tem um papel secundário, e o principal
motivo para o desaparecimento das piadas é a falta
de interesse das novas gerações por narrativas
mais longas.
c) As redes sociais aceleraram tanto o fluxo de
informações que dificultaram o processo pelo qual
as piadas se fixavam no repertório cultural coletivo.
d) O fato de as piadas desaparecerem demonstra que
as pessoas preferem humor explícito e direto, e não
mais a surpresa característica da punch line.
e) A substituição das piadas ocorreu por uma
mudança no senso de humor da sociedade, que
passou a rejeitar formas antigas de comicidade.
Gabarito: C
Comentário:
a) Incorreto. O autor argumenta que a morte da piada
tende a ser inexorável, não um ciclo natural
reversível. Ele não prevê retorno.
b) Incorreto. A “falta de interesse por narrativas
longas” não é mencionada. O argumento é
centrado na transformação dos suportes
tecnológicos e na rapidez dos debates públicos.
c) Correto. O texto explica que antigamente os ciclos
de piadas eram longos, pois os fenômenos sociais
eram mais lentos. As redes sociais tornaram tudo
rápido e transitório, o que impede que as piadas se
sedimentem, favorecendo memes efêmeros.
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d) Incorreto. O texto não sugere preferência por
humor explícito, mas sim mudança no modo de
circulação do humor. A punch line não é rejeitada;
apenas deixou de ser difundida da mesma forma.
e) Incorreto. O autor não afirma que houve rejeição
estética ao humor antigo. Ele fala em mudanças
culturais derivadas de alterações nos meios e não
de mudança no “senso de humor”.
3. No trecho final, o autor compara as piadas a vírus,
afirmando que sua sobrevivência depende de
circulação contínua. Qual interpretação melhor
reflete o sentido dessa metáfora no contexto geral
do texto?
a) Assim como os vírus se transformam, as piadas
também se adaptam rapidamente e por isso
permanecem vivas na cultura digital.
b) A circulação constante é condição necessária para
que certos elementos culturais continuem
existindo, e quando essa circulação diminui, o
desaparecimento se torna provável.
c) Tal como os vírus são combatidos pelas tecnologias
modernas, as piadas foram eliminadas pela
velocidade excessiva das redes sociais.
d) O autor sugere que as piadas desapareceram
porque se tornaram prejudiciais às relações sociais,
tal como um vírus prejudica o organismo.
e) A metáfora indica que a humanidade está mais
preocupada com temas sérios e, por isso, evita
manter vivas formas culturais consideradas
“supérfluas”, como as piadas.
Gabarito: B
Comentário:
a) Incorreto. O texto não fala em adaptação rápida
das piadas; ao contrário, indica que não
acompanharam a velocidade dos novos meios e
perderam espaço.
b) Correto. Esta alternativa capta o sentido central da
metáfora: a piada depende de contato contínuo,
repetição e compartilhamento. Sem circulação,
desaparece, assim como um vírus perde força
quando deixa de se disseminar.
c) Incorreto. A metáfora não propõe que as piadas
foram “combatidas” como vírus, mas que
funcionam analogamente na necessidade de
circulação.
d) Incorreto. Não há associação entre piadas e
“prejuízo social”; o autor não atribui culpa moral ou
social às piadas.
e) Incorreto. O texto não sugere que as pessoas
abandonaram as piadas por priorizar temas sérios.
A mudança é explicada principalmente por
transformações tecnológicas e comunicacionais.
4. Considerando o texto “A morte da piada — por que
não ouvimos mais anedotas, e onde foram parar?”,
assinale a alternativa que identifica corretamente o
modo de organização discursiva predominante e a
forma como outros modos aparecem
pontualmente ao longo do texto.
a) Predomínio da descrição, já que o texto detalha
extensamente como funcionam as piadas e os
memes, utilizando a argumentação apenas como
recurso acessório.
b) Predomínio da narração, porque o autor apresenta
uma sequência temporal de eventos que explicam
o desaparecimento das piadas, com personagens e
conflitos.
c) Predomínio da exposição, pois o texto apenas
relata informações neutras sobre o humor e as
redes sociais, sem apresentar ponto de vista.
d) Predomínio da injunção, visto que o autor procura
orientar o leitor sobre como deveria consumir
humor, oferecendo instruções implícitas ao longo
do texto.
e) Predomínio da argumentação, pois o autor
apresenta uma tese — o desaparecimento das
piadas tradicionais — e a sustenta com explicações,
dados, comparações e análises, recorrendo
ocasionalmente à descrição para exemplificar.
Gabarito: E
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Comentário:
a) Incorreto. Embora haja descrição pontual (como ao
caracterizar piadas, memes e ciclos de humor), ela
não constitui o modo central. O texto usa descrição
como apoio à argumentação.
b) Incorreto. O texto não apresenta personagens,
enredo ou conflito. As referências temporais (como
o lançamento do Instagram) não configuram
narração, mas contextualização argumentativa.
c) Incorreto. A exposição pura é informativa e neutra.
Aqui há um ponto de vista explícito: as piadas estão
“morrendo”. O texto não apenas informa, mas
defende essa tese.
d) Incorreto. Não há instruções, orientações ou
ordens ao leitor. O texto não busca ensinar como
agir, mas discutir um fenômeno cultural.
e) Correto. O texto é claramente argumentativo:
apresenta uma tese, desenvolve justificativas, usa
exemplos, dados e comparações. A descrição
aparece apenas para ilustrar conceitos, não para
estruturar o texto.
5. Analise o trecho retirado do texto:
“Pense bem: há quanto tempo você não ouve alguém,
no meio da conversa, iniciar uma história dizendo
‘Você conhece aquela...?’”
O autor utiliza dois-pontos após “Pense bem”. A
função desse sinal, nesse contexto, é:
a) introduzir uma conclusão lógica do argumento
anterior.
b) marcar uma interrupção brusca no fluxo do
pensamento do autor.
c) apresentar uma explicação detalhada sobre o
conceito de humor.
d) introduzir um enunciado que exemplifica ou
desenvolve a ideia anterior.
e) indicar uma citação direta reproduzida de outra
fonte externa ao texto.
Gabarito: D
Comentário:
a) Incorreto. Os dois-pontos não introduzem
conclusão, mas sim um desenvolvimento da ideia.
b) Incorreto. Interrupções bruscas seriam marcadas
por travessões ou reticências, não pelos dois-
pontos nesse caso.
c) Incorreto. O trecho introduz um exemplo concreto
(uma situação típica de piada), não uma explicação
conceitual extensa.
d) Correto. Os dois-pontos introduzem uma ilustração
da ideia apresentada: o autor pede queo leitor
reflita e, em seguida, dá o exemplo que
fundamenta essa reflexão.
e) Incorreto. Não se trata de citação de outra fonte,
mas de um exemplo criado pelo autor dentro da
argumentação.
6. No trecho “[…] os ciclos de piadas, aquelas que
surgem como reflexo de situações socialmente
relevantes — mudanças estruturais importantes,
alterações de papeis sociais etc.”, o travessão tem
a função de:
a) introduzir uma fala de personagem que ilustra o
argumento do autor.
b) marcar uma interrupção brusca do fluxo do texto,
indicando que o autor perdeu a linha de raciocínio.
c) destacar uma enumeração explicativa que
aprofunda o sentido da expressão imediatamente
anterior.
d) substituir uma vírgula obrigatória entre termos
coordenados dentro da frase.
e) indicar ironia ou tom humorístico, reforçando a
crítica implícita ao desaparecimento das piadas.
Gabarito: C
Comentário:
a) Incorreto. Não há discurso direto ou fala de
personagem; o trecho é expositivo e
argumentativo.
b) Incorreto. O travessão não explicita interrupção
inesperada nem quebra de raciocínio. Ele é usado
de modo intencional, não acidental.
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c) Correto. O travessão introduz uma explicação
enumerativa, especificando o que são as “situações
socialmente relevantes”: “mudanças estruturais
importantes” e “alterações de papéis sociais”. É um
uso típico do travessão para isolamento de inciso
explicativo, semelhante ao uso de parênteses.
d) Incorreto. O travessão não substitui vírgula entre
termos coordenados. Sua função é marcar um
trecho explicativo mais destacado.
e) Incorreto. Não há indicação de ironia ou humor. A
função é sintática e explicativa, não estilística nesse
sentido.
7. No trecho “Quando os fenômenos sociais eram
mais lentos, os ciclos de piadas eram mais
longos...”, é possível identificar duas orações.
Considerando a relação entre elas, assinale a
alternativa correta quanto ao tipo de oração e sua
função sintática.
a) A oração “Quando os fenômenos sociais eram mais
lentos” é a oração principal, pois apresenta a ideia
central, enquanto a segunda apenas acrescenta
uma circunstância.
b) As duas orações são independentes e coordenadas,
ligadas apenas pelo conectivo “quando”.
c) A oração “os ciclos de piadas eram mais longos”
funciona como oração subordinada adverbial, pois
depende da circunstância temporal indicada na
primeira oração.
d) A oração “Quando os fenômenos sociais eram mais
lentos” é uma oração subordinada adverbial
temporal, introduzindo circunstância que modifica
a oração principal “os ciclos de piadas eram mais
longos”.
e) A oração iniciada por “quando” funciona como
sujeito oracional da oração principal, completando
o significado do verbo “eram”.
Gabarito: D
Comentário:
a) Incorreto. A oração iniciada por “quando” não é
principal; ela é subordinada, introduzindo uma
circunstância temporal.
b) Incorreto. Há dependência sintática, pois “quando”
é conjunção subordinativa temporal. Portanto, não
são orações coordenadas.
c) Incorreto. A oração principal é “os ciclos de piadas
eram mais longos”, e não a oração subordinada. A
função adverbial pertence à oração iniciada por
“quando”, não à segunda.
d) Correto. A oração “Quando os fenômenos sociais
eram mais lentos” é uma oração subordinada
adverbial temporal, pois indica tempo e modifica a
oração principal “os ciclos de piadas eram mais
longos”.
e) Incorreto. A oração iniciada por “quando” não
exerce função de sujeito, mas de adjunto adverbial
(tempo).
8. No trecho “Hoje em dia, em que o assunto da
manhã já foi atropelado pela polêmica da tarde
(...).”
A expressão “Hoje em dia” exerce função típica de:
a) advérbio de tempo.
b) advérbio de modo.
c) numeral.
d) artigo.
e) pronome demonstrativo.
Gabarito: A
Comentário:
a) Correto. “Hoje em dia” é locução adverbial de
tempo, situando a ação em uma temporalidade
contemporânea.
b) Incorreto. Não indica modo, e sim tempo.
c) Incorreto. Não indica quantidade, e sim tempo.
d) Incorreto. Não determina substantivo, e sim indica
tempo.
e) Incorreto. Não há valor de referenciação típica dos
demonstrativos.
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9. No trecho: “E então? Há quanto tempo não ouve
uma dessas?”, o termo destacado funciona como:
a) pronome indefinido, retomando um referente
genérico.
b) pronome demonstrativo, retomando o substantivo
“anedotas” já mencionado.
c) pronome pessoal, substituindo a pessoa do
discurso.
d) conjunção integrante, introduzindo oração
subordinada.
e) artigo definido, especificando o termo posterior.
Gabarito: B
Comentário:
a) Incorreto. Os pronomes indefinidos têm sentido
vago ou impreciso (ex.: “algo”, “qualquer”,
“muitas”). No trecho, dessas não expressa
indefinição; ao contrário, aponta para um referente
já mencionado no texto — as “anedotas”. Portanto,
não há genericidade.
b) Correto. O termo “dessas” é uma forma de
pronome demonstrativo (“de + essas”), utilizada
para retomar ou remeter ao termo citado
anteriormente. Assim, “uma dessas” significa
especificamente “uma dessas anedotas
mencionadas no texto”. O valor demonstrativo
anafórico confirma essa classificação.
c) Incorreto. Pronomes pessoais substituem pessoas
gramaticais (eu, tu, ele, nós, etc.). O termo dessas
não substitui nenhuma pessoa; refere-se a um
grupo de coisas (anedotas). Não há função de
interlocução nem referência a participantes do
discurso.
d) Incorreto. As conjunções integrantes são “que” e
“se”, e introduzem orações subordinadas
substantivas. O termo dessas não tem valor de
conectivo, nem inicia oração. Em vez disso, atua
dentro do termo nominal “uma dessas”.
e) Incorreto. Artigos definidos são “o, a, os, as”.
“Dessas” não acompanha substantivo para
determiná-lo; é parte da expressão “uma dessas” e
desempenha função demonstrativa, remetendo a
algo já mencionado.
10. Considere o trecho retirado do texto:
“A mim parece inevitável que sigamos em direção à
morte da piada como a conhecíamos,
inexoravelmente.”
Nesse segmento, o autor utiliza elementos
linguísticos que desempenham função de
modalização discursiva. Assinale a alternativa que
identifica corretamente tais elementos e seus
efeitos de sentido.
a) “Inexoravelmente” funciona como advérbio
modalizador que expressa dúvida, enquanto
“parece” reforça incerteza e hesitação.
b) Ambos são conjunções coordenativas que
articulam ideias contrastivas dentro do período.
c) “Parece” funciona como pronome demonstrativo,
reforçando a objetividade da afirmação, enquanto
“inexoravelmente” apenas qualifica o verbo
“sigamos”.
d) “Inexoravelmente” é adjetivo que caracteriza
“morte da piada”, enquanto “parece” é advérbio
usado para atenuar a crítica.
e) “Parece” é um verbo modalizador que expressa
avaliação subjetiva do autor, e “inexoravelmente”
é advérbio que intensifica a noção de certeza na
argumentação.
Gabarito: E
Comentário:
a) Incorreto. “Inexoravelmente” não expressa dúvida;
ao contrário, é um advérbio que indica certeza
absoluta, inevitabilidade, algo que não pode ser
evitado. Já “parece”, embora reduza o grau de
assertividade, não é usado aqui como expressão de
hesitação emocional, mas sim como marcador de
avaliação. Portanto, a descrição do valor semântico
dos termos não corresponde ao uso no trecho.
b) Incorreto. Nenhum dos termos é conjunção:
“Parece” = verbo;“Inexoravelmente” = advérbio.
Além disso, não há relação de coordenação nem
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contraste entre ideias. Logo, tanto a classe
gramatical quanto a função sintática e semântica
estão equivocadas.
c) Incorreto. “Parece” não é pronome; é verbo, e
expressa justamente uma subjetivização, não
objetividade.
“Inexoravelmente” não é mero qualificativo; é um
advérbio modalizador, marcando grau de certeza e
inevitabilidade. A alternativa erra na classe
gramatical e no papel semântico.
d) Incorreto. “Inexoravelmente” não é adjetivo, e sim
advérbio. Além disso, ele não caracteriza a
expressão “morte da piada”, mas a ação verbal
implícita (“sigamos em direção à morte da piada”).
“Parece” tampouco é advérbio; é verbo
modalizador. Também não funciona como
estratégia de amenização da crítica, mas como
marca de avaliação do enunciador.
e) Correto. “Parece” é um verbo que atua como
modalizador epistêmico, indicando que a
conclusão apresentada é construída pela
perspectiva do autor — ou seja, expressa avaliação
subjetiva, não uma verdade absoluta.
“Inexoravelmente” é um advérbio que reforça a
ideia de fatalidade e certeza inevitável,
contribuindo para fortalecer o argumento. A
combinação desse modalizador de incerteza parcial
(“parece”) com o advérbio de certeza absoluta cria
um efeito argumentativo importante: o autor
reconhece sua perspectiva pessoal ao mesmo
tempo que afirma a inevitabilidade do fenômeno
descrito.
11. No trecho do texto “Hoje em dia, em que o
assunto da manhã já foi atropelado pela polêmica
da tarde, os memes nascem e morrem em questão
de dias.”, a expressão “foi atropelado”, nesse
contexto, está empregada em:
a) sentido próprio, indicando que uma informação
elimina fisicamente outra.
b) sentido figurado, indicando que um assunto é
rapidamente substituído por outro mais relevante.
c) sentido próprio, reforçando que a notícia da manhã
foi literalmente ignorada.
d) sentido figurado, sugerindo que os debates
públicos são violentos como acidentes.
e) sentido figurado, mas com referência direta ao
trânsito, criando humor pela analogia.
Gabarito: B
Comentário:
a) Incorreto. O texto não fala de atropelamento
literal; não há evento físico. Portanto, não há
emprego em sentido próprio.
b) Correto. “Atropelado” funciona aqui em sentido
figurado, indicando que um tema é rapidamente
substituído ou sobreposto por outro mais recente
e impactante. É metáfora para velocidade da
informação.
c) Incorreto. Apesar de sugerir superação ou
esquecimento, não se trata de sentido próprio; não
há atropelamento real.
d) Incorreto. Embora também use sentido figurado,
esta alternativa atribui a ideia de “violência” ao
debate público, o que não é o foco do texto. O
emprego metafórico expressa rapidez e
substituição, não agressividade.
e) Incorreto. Não há referência ao trânsito nem
intenção humorística. O emprego é metafórico,
mas relacionado ao fluxo de informações, não a
analogias literais ou humorísticas.
12. No trecho “Talvez elas não sumam totalmente e
sobrevivam em nichos, quase como relíquias
arqueológicas…”, o termo “nichos”, nesse
contexto, pode ser corretamente substituído, sem
alteração de sentido, por:
a) Setores.
b) Antros.
c) Espécies.
d) Esconderijos.
e) Comunidades.
Gabarito: A
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Comentário:
a) Correto. “Nichos”, no texto, significa segmentos
específicos, pequenos grupos sociais ou culturais
que preservariam a prática de contar piadas.
“Setores” mantém adequadamente esse sentido.
b) Incorreto. “Antro” tem significado negativo (lugar
ruim, de má fama), o que não se encaixa no
contexto, que fala apenas de espaços sociais ou
culturais restritos.
c) Incorreto. “Espécies” refere-se à classificação
biológica e não expressa a ideia de subdivisão social
ou cultural.
d) Incorreto. “Esconderijos” remete a algo oculto
fisicamente, sentido diferente de “nichos”
entendidos como grupos restritos ou ambientes
culturais.
e) Incorreto. “Comunidades” é mais amplo e não
expressa a especificidade ou a restrição que
“nichos” sugere; altera o sentido do texto.
13. Assinale a alternativa que representa
corretamente uma palavra acentuada pela mesma
regra de “alguém”, presente no texto:
a) Lápis.
b) Saída.
c) Também.
d) Fictícia.
e) País.
Gabarito: C
Comentário:
a) Incorreto. A palavra é acentuada por ser
paroxítona terminada em “-is”. A regra é diferente
da de “alguém”.
b) Incorreto. Acentuação por hiato (sa-í-da), em que
o “i” tônico forma hiato com vogal anterior. Não
corresponde à regra das oxítonas terminadas em “-
em”.
c) Correto. Assim como “alguém”, a palavra
“também” é oxítona terminada em “-em”, e o
acento é aplicado exatamente pela mesma regra:
oxítonas terminadas em -em/-ens são acentuadas.
d) Incorreto. A palavra “fictícia” é paroxítona
terminada em ditongo crescente (ia), assim,
acentuada por regra distinta da palavra “alguém”.
e) Incorreto. Acento por hiato (a-ís), em que o “i” é
tônico. Também não corresponde à regra das
oxítonas terminadas em “-em”.
14. No trecho “A mim parece inevitável que sigamos
em direção à morte da piada...”, a ocorrência do
acento grave em “à morte” justifica-se porque:
a) o verbo “sigamos” exige complemento regido pela
preposição “a”, e “morte” é palavra feminina
antecedida por artigo obrigatório.
b) “Morte” está especificada pelo complemento “da
piada”, o que torna obrigatório o uso do artigo
feminino e, automaticamente, da crase.
c) o verbo “parece” é transitivo indireto e exige o uso
obrigatório da crase em qualquer termo seguinte.
d) a presença do pronome oblíquo “a mim” exige a
repetição da preposição “a” antes de “morte”,
formando crase.
e) a locução “em direção a” já contém preposição,
que se soma ao artigo feminino antes do
substantivo “morte”.
Gabarito: E
Comentário:
a) Incorreto. O verbo “sigamos” não rege a
preposição “a”. A exigência da preposição vem da
locução prepositiva “em direção a”, e não do verbo.
Portanto, a justificativa está errada.
b) Incorreto. Embora seja verdade que “morte”
admite artigo feminino (“a morte”), isso não torna
automaticamente obrigatória a crase. A crase
depende da união de preposição + artigo, e a razão
da preposição nesse trecho é especificamente a
locução “em direção a”.
c) Incorreto. O verbo “parece” não tem relação com
o uso da crase nesse trecho. Ele não rege
preposição “a” e tampouco torna obrigatória a
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crase. A crase decorre da locução prepositiva e do
artigo feminino.
d) Incorreto. O termo “a mim” é apenas um adjunto
adverbial deslocado e não exige nem influencia o
uso da crase posterior. Não existe relação sintática
entre “a mim” e “à morte”.
e) Correto. A expressão “em direção a” é uma locução
prepositiva que termina em preposição “a”. Diante
do substantivo feminino “morte”, que admite
artigo (“a morte”), ocorre a fusão: a (da locução) +
a (artigo) = à. Por isso há crase.
15. Assinale a alternativa em que o uso da vírgula está
correto.
a) O aluno que estudou, passou na prova.
b) Maria, disseque voltaria amanhã.
c) Ou você estuda, ou não passa.
d) João viajou para o interior e visitou, seus parentes.
e) Cheguei cedo porém, não encontrei ninguém.
Gabarito: C
Comentário:
a) Incorreto. A vírgula separa sujeito (“O aluno que
estudou”) do predicado (“passou na prova”), o que
é proibido pela norma culta. A oração relativa é
restritiva, portanto, não deve ser isolada por
vírgulas.
b) Incorreto. “Maria” é o sujeito da oração. A vírgula
não pode separar sujeito e predicado. Não há
justificativa sintática para esse isolamento.
c) Correto. A conjunção coordenativa alternativa
“ou… ou” admite vírgula para separar as duas
orações coordenadas, marcando a alternância.
Trata-se do uso adequado da vírgula.
d) Incorreto. A vírgula separa o verbo “visitou” de seu
complemento (“seus parentes”), o que é incorreto.
Não há motivo sintático para essa pausa.
e) Incorreto. A posição da conjunção “porém” está
inadequada. Quando deslocada para o meio da
frase, deve aparecer entre vírgulas: “Cheguei cedo,
porém, não encontrei ninguém”.
16. Conforme as regras de formação das palavras, é
correto afirmar que “reenviar” é formada por:
a) derivação prefixal.
b) derivação imprópria.
c) composição por aglutinação.
d) parassíntese.
e) derivação sufixal.
Gabarito: A
Comentário:
a) Correto. “Reenviar” é formada pelo acréscimo do
prefixo re- ao verbo “enviar”. Esse processo é típico
da derivação prefixal, em que o prefixo se junta ao
radical sem alterar sua estrutura base.
b) Incorreto. Derivação imprópria ocorre quando uma
palavra muda de classe gramatical sem alteração
na forma (“o jantar”, por exemplo). “Reenviar” não
muda de classe; apenas recebe um prefixo.
c) Incorreto. A aglutinação ocorre quando duas
palavras se unem, havendo perda de fonema
(“aguardente”, “planalto”). Não há união de
palavras em “reenviar”.
d) Incorreto. Parassíntese exige prefixo + sufixo
simultaneamente, e a retirada de qualquer um
deles inviabiliza a palavra. Em “reenviar”, não há
sufixo derivacional sendo acrescentado.
e) Incorreto. Derivação sufixal ocorre pelo acréscimo
de um sufixo ao radical (“feliz → felicidade”). Em
“reenviar”, o acréscimo é de um prefixo, não de
sufixo.
17. Em: “Aquelas duas crianças chegaram cedo”, a
palavra “duas” é classificada como:
a) numeral cardinal.
b) numeral ordinal.
c) pronome indefinido.
d) adjetivo.
e) advérbio.
Gabarito: A
Comentário:
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a) Correto. “Duas” indica uma quantidade exata,
desempenhando o papel de numeral cardinal, que
expressa contagem.
b) Incorreto. Numerais ordinais indicam ordem
(primeiro, segundo, terceiro…). “Duas” não
expressa ordem, mas quantidade.
c) Incorreto. Pronomes indefinidos dão ideia de
indeterminação (algum, certo, vários, tantos…).
“Duas” é um número determinado.
d) Incorreto. Adjetivos qualificam substantivos
(“criança feliz”, “noite fria”). “Duas” não expressa
qualidade, mas quantidade.
e) Incorreto. Advérbios modificam verbos, adjetivos
ou advérbios, indicando circunstâncias. “Duas” não
possui essa função na frase.
18. Em qual alternativa a palavra destacada funciona
como modalizador, expressando opinião do
enunciador?
a) Ele saiu cedo para o trabalho.
b) Ela correu rápido para pegar o ônibus.
c) O documento foi enviado ontem pela secretaria.
d) A reunião ocorrerá aqui na próxima semana.
e) Provavelmente, o resultado será divulgado
amanhã.
Gabarito: E
Comentário:
a) Incorreto. “Cedo” é um advérbio de tempo,
indicando momento aproximado. Não expressa
opinião, julgamento ou grau de certeza do
enunciador. Não é modalizador.
b) Incorreto. “Rápido” funciona como advérbio de
modo, indicando a maneira como a ação foi
realizada. Não expressa atitude subjetiva do
enunciador. Não é modalizador.
c) Incorreto. “Ontem” é um advérbio de tempo,
situando a ação no passado. Não carrega
subjetividade nem avaliação. Não é modalizador.
d) Incorreto. “Aqui” é um advérbio de lugar, apenas
localizando espacialmente a ação. Não expressa
opinião ou certeza do enunciador. Não é
modalizador.
e) Correto. “Provavelmente” é um advérbio
modalizador epistêmico, porque expressa o grau
de certeza do enunciador. É o único termo que
manifesta opinião ou avaliação subjetiva.
19. Assinale a alternativa em que a conjunção
destacada estabelece relação de
oposição/contraste entre as ideias:
a) Ele estudou muito, porque queria passar no
concurso.
b) Fui ao mercado, e comprei frutas.
c) Ela sairia cedo, mas precisou terminar o relatório.
d) Aguarde aqui que chamaremos seu nome em
instantes.
e) Terminamos o relatório quando o gerente chegou.
Gabarito: C
Comentário:
a) Incorreto. “Porque” é conjunção subordinativa
causal, introduzindo a causa da ação. Não expressa
oposição.
b) Incorreto. “E” é conjunção coordenativa aditiva,
unindo duas ações. Não há contraste entre as
ideias.
c) Correto. “Mas” é conjunção coordenativa
adversativa, estabelecendo oposição/contraste
entre a intenção (sair cedo) e o impedimento
(terminar o relatório). É a única alternativa correta.
d) Incorreto. “Que” aqui atua como conjunção
explicativa, justificando o pedido para aguardar.
Não expressa contraste.
e) Incorreto. “Quando” é conjunção subordinativa
temporal, indicando circunstância de tempo. Não
estabelece oposição.
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20. Assinale a alternativa que apresenta
corretamente um trecho característico do tipo
textual injuntivo, cujo objetivo central é orientar,
instruir ou ordenar uma ação.
a) “O vento soprava forte naquela noite, levantando
folhas e poeira pela rua.”
b) “A fotossíntese é o processo pelo qual as plantas
produzem seu próprio alimento.”
c) “A economia do país apresentou crescimento de
2% no último trimestre.”
d) “Misture os ingredientes em uma tigela e leve ao
forno por 30 minutos.”
e) “Ele descreveu a paisagem com riqueza de
detalhes, ressaltando as cores do amanhecer.”
Gabarito: D
Comentário:
a) Incorreto. Trata-se de um trecho descritivo, pois
apresenta características de uma cena. Não há
instrução, ordem ou orientação ao leitor. Não
pertence ao tipo injuntivo.
b) Incorreto. Esse trecho é expositivo, pois explica um
conceito científico. Não instrui o leitor a realizar
nenhuma ação. Não é injuntivo.
c) Incorreto. É um trecho expositivo-informativo,
apresentando dados e informações. Não há caráter
diretivo ou instrucional. Não é injuntivo.
d) Correto. Esse trecho apresenta verbo no
imperativo (“misture”, “leve”), orientando uma
ação. É típico do texto injuntivo, cujo foco é instruir
ou ordenar.
e) Incorreto. Trata-se de um trecho descritivo, pois
retrata um cenário. Não há instrução ou orientação
ao leitor. Não é injuntivo.
GEOGRAFIA
21. No planejamento de políticas públicas voltadas à
mitigação de riscos socioambientais, mapas
temáticos são frequentemente utilizados para
sintetizar informações complexas sobre o
território. Entretanto, a leitura desses produtos
exige cautela quanto aos limites analíticos da
representação espacial. Considerando esse uso, é
correto afirmar que
a) a representação cartográfica permite estabelecer
relações causais diretas entre fenômenos espaciais
observados no mapa.
b) a proximidade espacial entre fenômenos distintos
indica, necessariamente, a existência de relação
funcional entre eles.
c) omapa constitui instrumento de síntese e análise
exploratória, devendo ser articulado a outras
abordagens para interpretação conclusiva.
d) a visualização cartográfica substitui análises
estatísticas e qualitativas na compreensão dos
fenômenos territoriais.
e) a coincidência espacial de padrões elimina a
necessidade de contextualização histórica e social
do território.
Gabarito: C
Comentário:
a) Incorreta. A cartografia temática permite
identificar padrões e correlações espaciais, mas
não estabelece, por si só, relações causais diretas
entre os fenômenos representados.
b) Incorreta. A proximidade espacial não implica,
necessariamente, relação funcional, sendo
indispensável análise complementar para evitar
inferências indevidas.
c) Correta. O mapa é instrumento de síntese e apoio
à análise exploratória, devendo ser articulado a
dados estatísticos, históricos e qualitativos para
interpretação consistente dos fenômenos
territoriais.
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d) Incorreta. A visualização cartográfica não substitui
outras metodologias analíticas, funcionando como
complemento no processo de investigação.
e) Incorreta. A interpretação espacial exige
contextualização histórica, social e econômica, não
sendo suficiente a mera coincidência visual de
padrões.
22. Em estudos que integram dados ambientais e
socioeconômicos, a escolha da unidade espacial de
análise influencia diretamente a leitura dos
padrões territoriais. Quando informações
originalmente coletadas em escala local são
agregadas para recortes mais amplos,
determinados efeitos estatísticos podem alterar a
interpretação dos resultados cartográficos.
Considerando esse contexto, é correto afirmar que
a) a agregação espacial elimina vieses interpretativos,
ao reduzir a variabilidade dos dados originais.
b) o aumento da escala de análise tende a ampliar o
detalhamento e a precisão das informações
espaciais.
c) a modificação da unidade espacial pode alterar
correlações observadas, produzindo resultados
distintos a partir dos mesmos dados.
d) a leitura cartográfica independe da unidade
territorial adotada, desde que os dados sejam
quantitativos.
e) a agregação espacial impede qualquer forma de
comparação entre áreas distintas do território.
Gabarito: C
Comentário:
a) Incorreta. A agregação espacial pode reduzir a
variabilidade aparente, mas também pode
introduzir vieses e ocultar padrões relevantes
presentes nos dados originais.
b) Incorreta. A ampliação do recorte espacial tende a
reduzir o detalhamento e a precisão, em razão da
generalização inerente à agregação dos dados.
c) Correta. A alteração da unidade espacial de análise
pode modificar correlações e padrões observados,
fenômeno conhecido na análise espacial, exigindo
cautela na interpretação dos resultados
cartográficos.
d) Incorreta. A unidade territorial adotada influencia
diretamente a leitura e a interpretação dos dados,
mesmo quando se trata de informações
quantitativas.
e) Incorreta. A agregação não impede a comparação
entre áreas, mas condiciona o tipo de comparação
possível e os limites da análise.
23. Na elaboração de mapas temáticos para apoiar
decisões de planejamento territorial, a escolha das
variáveis visuais deve ser compatível com a
natureza dos dados representados, sob pena de
induzir leituras equivocadas. Considerando esse
princípio, é correto afirmar que
a) variáveis visuais ordenadas são adequadas para
representar categorias qualitativas, pois facilitam a
comparação entre classes distintas.
b) a utilização de símbolos proporcionais é indicada
para representar variáveis relativas associadas a
áreas extensas.
c) a variável visual tamanho é apropriada para
expressar magnitudes quantitativas, desde que
respeitada a proporcionalidade perceptiva.
d) o uso de cores distintas e sem ordenação é
preferível para representar dados quantitativos
contínuos.
e) a escolha da variável visual independe do tipo de
dado, desde que a legenda esteja claramente
apresentada.
Gabarito: C
Comentário:
a) Incorreta. Variáveis visuais ordenadas são
apropriadas para dados quantitativos ou
hierarquizáveis, e não para categorias qualitativas
sem ordem intrínseca.
b) Incorreta. Símbolos proporcionais são adequados
para valores absolutos associados a pontos ou
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áreas de referência, não para variáveis relativas
distribuídas por áreas extensas.
c) Correta. A variável visual tamanho permite
expressar diferenças de magnitude quantitativa,
desde que a proporcionalidade perceptiva seja
respeitada para evitar distorções na leitura.
d) Incorreta. Dados quantitativos contínuos exigem
variáveis visuais ordenadas, e não cores sem
hierarquia perceptiva.
e) Incorreta. A escolha da variável visual é
fundamental para a correta interpretação do mapa
e deve ser coerente com a natureza do dado
representado.
24. As transformações recentes da dinâmica
demográfica brasileira têm repercutido de maneira
diferenciada no território, afetando tanto a
organização dos sistemas urbanos quanto a oferta
de serviços públicos. A leitura desses processos
exige atenção à estrutura etária e à mobilidade
populacional. Nesse contexto, é correto afirmar
que
a) a redução das taxas de fecundidade eliminou a
relevância das migrações internas como fator de
reorganização territorial.
b) o envelhecimento populacional tende a produzir
impactos homogêneos sobre o território nacional,
independentemente das condições regionais.
c) a redistribuição espacial da população envolve
fluxos variados, incluindo deslocamentos de curta
distância e movimentos intra-regionais.
d) a dinâmica demográfica recente reforçou
exclusivamente a concentração populacional nas
grandes metrópoles nacionais.
e) as mudanças na estrutura etária afetam apenas
indicadores sociais, sem implicações para o
planejamento territorial.
Gabarito: C
Comentário:
a) Incorreta. As migrações internas continuam
desempenhando papel relevante na reorganização
do território, ainda que apresentem novos padrões
e direções.
b) Incorreta. O envelhecimento populacional produz
impactos diferenciados conforme a base
econômica, a infraestrutura e a capacidade
institucional das regiões.
c) Correta. A redistribuição populacional recente
envolve múltiplos tipos de fluxos, com destaque
para deslocamentos intra-regionais e de curta
distância, associados à reorganização econômica e
urbana do território.
d) Incorreta. Embora as metrópoles mantenham
centralidade, a dinâmica atual não se caracteriza
por concentração exclusiva, mas por maior
complexidade nos fluxos populacionais.
e) Incorreta. As transformações demográficas têm
implicações diretas para o planejamento territorial,
a oferta de serviços e a organização do espaço
urbano e regional.
25. A análise da dinâmica populacional brasileira
evidencia que as mudanças recentes na
distribuição da população não decorrem apenas de
deslocamentos migratórios clássicos, mas também
de transformações no padrão de permanência e
mobilidade dos indivíduos no território.
Considerando esse contexto, é correto afirmar que
a) a redução das migrações inter-regionais eliminou a
mobilidade populacional como fator relevante de
reorganização territorial.
b) a intensificação dos deslocamentos pendulares
está associada à expansão urbana e à articulação
funcional entre cidadespróximas.
c) a mobilidade cotidiana substituiu integralmente as
migrações definitivas como principal forma de
redistribuição populacional.
d) os deslocamentos pendulares ocorrem
exclusivamente em áreas metropolitanas
consolidadas.
e) a mobilidade populacional recente é homogênea
no território nacional, independentemente das
características regionais.
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Gabarito: B
Comentário:
a) Incorreta. Embora as migrações inter-regionais
tenham perdido intensidade relativa, a mobilidade
populacional permanece relevante para a
reorganização do território.
b) Correta. O aumento dos deslocamentos
pendulares relaciona-se à expansão urbana, à
formação de áreas conurbadas e à articulação
funcional entre cidades próximas, especialmente
no acesso ao trabalho e aos serviços.
c) Incorreta. A mobilidade cotidiana não substitui
integralmente as migrações definitivas, coexistindo
com diferentes formas de deslocamento
populacional.
d) Incorreta. Deslocamentos pendulares também
ocorrem fora das metrópoles consolidadas,
envolvendo cidades médias e arranjos urbanos
regionais.
e) Incorreta. A mobilidade populacional apresenta
padrões diferenciados conforme estrutura
econômica, rede urbana e condições regionais.
26. A produção do espaço urbano no Brasil
contemporâneo revela a atuação de diferentes
agentes, cujas estratégias contribuem para a
configuração desigual das cidades. Esse processo
manifesta-se tanto na forma física do espaço
quanto no acesso diferenciado a infraestrutura e
serviços. Nesse contexto, é correto afirmar que
a) a valorização imobiliária decorre exclusivamente
de dinâmicas naturais de crescimento urbano, sem
relação com a ação do Estado.
b) a atuação do mercado imobiliário tende a produzir
homogeneização socioespacial, ao ampliar a oferta
de moradia em diferentes áreas da cidade.
c) políticas urbanas e investimentos públicos
influenciam a valorização de áreas específicas,
afetando a distribuição socioespacial da população.
d) a segregação socioespacial é fenômeno residual,
restrito a cidades de grande porte.
e) a organização interna das cidades resulta apenas
de decisões individuais de moradia, desvinculadas
de interesses econômicos e políticos.
Gabarito: C
Comentário:
a) Incorreta. A valorização imobiliária é influenciada
por decisões estatais, como investimentos em
infraestrutura e regulação do uso do solo, além de
dinâmicas de mercado.
b) Incorreta. A atuação do mercado tende a reforçar
diferenciações socioespaciais, não a produzir
homogeneização.
c) Correta. Investimentos públicos e políticas urbanas
direcionam a valorização de determinadas áreas,
influenciando padrões de ocupação e
aprofundando desigualdades no espaço urbano.
d) Incorreta. A segregação socioespacial ocorre em
cidades de diferentes portes, ainda que com
intensidades variadas.
e) Incorreta. A produção do espaço urbano envolve
interesses econômicos, políticos e institucionais,
não se limitando a escolhas individuais.
27. A distribuição espacial das chuvas no território
brasileiro apresenta grande variabilidade regional,
resultante da atuação combinada de fatores
atmosféricos e geográficos. Essa variabilidade tem
implicações diretas para a organização das
atividades econômicas e para o planejamento
territorial. Nesse contexto, é correto afirmar que
a) a regularidade das chuvas no Brasil decorre da
atuação uniforme das massas de ar ao longo do
ano.
b) a Zona de Convergência Intertropical influencia
predominantemente o regime pluviométrico do Sul
do país.
c) a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul
contribui para a concentração de precipitações em
extensas áreas do Centro-Sul.
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d) o relevo brasileiro impede a formação de chuvas
orográficas, tornando irrelevante sua influência
climática.
e) a variabilidade pluviométrica não exerce impacto
significativo sobre o uso do solo e a organização do
território.
Gabarito: C
Comentário:
a) Incorreta. A atuação das massas de ar varia
sazonalmente e regionalmente, o que explica a
diversidade de regimes pluviométricos no território
brasileiro.
b) Incorreta. A Zona de Convergência Intertropical
atua principalmente nas áreas próximas à Linha do
Equador, influenciando o regime de chuvas do
Norte e do Nordeste setentrional.
c) Correta. A Zona de Convergência do Atlântico Sul é
responsável pela organização de extensas faixas de
precipitação no Centro-Sul do Brasil, sobretudo nos
meses de verão, influenciando a dinâmica climática
e hidrológica dessas regiões.
d) Incorreta. O relevo exerce influência climática
relevante, inclusive na formação de chuvas
orográficas em áreas serranas e de planalto.
e) Incorreta. A variabilidade das chuvas condiciona
atividades agrícolas, disponibilidade hídrica e
planejamento territorial, tendo impactos
significativos sobre o espaço geográfico.
28. A configuração do relevo brasileiro resulta da
interação entre estruturas geológicas antigas e
processos exógenos atuantes ao longo de extensos
períodos. Essa combinação condiciona tanto a
morfologia predominante quanto os usos
diferenciados do território. Nesse contexto, é
correto afirmar que
a) a presença de dobramentos modernos explica a
elevada altitude média do relevo brasileiro.
b) a predominância de planaltos está associada, em
grande parte, à ação erosiva sobre estruturas
geológicas antigas.
c) as planícies brasileiras correspondem
majoritariamente a áreas tectonicamente
instáveis, sujeitas a soerguimentos recentes.
d) a diversidade morfológica do relevo brasileiro
decorre principalmente de atividade vulcânica
contemporânea.
e) a compartimentação do relevo é explicada
exclusivamente pelas condições climáticas atuais.
Gabarito: B
Comentário:
a) Incorreta. O relevo brasileiro não apresenta
dobramentos modernos extensos, sendo marcado
por estruturas antigas e relativamente estáveis.
b) Correta. A ação prolongada da erosão sobre
escudos cristalinos e bacias sedimentares antigas
explica a predominância de planaltos e superfícies
dissecadas no território brasileiro.
c) Incorreta. As planícies estão associadas à
acumulação recente de sedimentos em áreas
relativamente estáveis do ponto de vista tectônico.
d) Incorreta. A atividade vulcânica não tem papel
relevante na configuração atual do relevo
brasileiro.
e) Incorreta. A forma do relevo resulta da interação
entre estrutura geológica, processos erosivos de
longa duração e condições climáticas, não podendo
ser atribuída apenas ao clima atual.
29. A dinâmica das bacias hidrográficas brasileiras
resulta da interação entre relevo, clima e uso do
solo, produzindo regimes fluviais distintos e
impactos territoriais diferenciados. A compreensão
desses regimes é fundamental para o
planejamento ambiental e energético. Nesse
contexto, é correto afirmar que
a) a predominância de rios de planalto no Brasil
explica a ampla navegabilidade fluvial observada
em todo o território.
b) o regime fluvial brasileiro é majoritariamente nival,
em função das altitudes elevadas presentes em
extensas áreas do país.
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c) a sazonalidade das chuvas influencia diretamente a
variação da vazão dos rios, especialmente nas
bacias de regime pluvial.
d) a construção de barragens elimina a variabilidade
natural da vazão fluvial, estabilizando
permanentemente os cursos d’água.
e) a dinâmica das bacias independe do uso do solo,
sendo determinada exclusivamente por fatores
naturais.
Gabarito: C
Comentário:
a) Incorreta. Rios de planalto apresentam maior
declividade e corredeiras, o que limita a
navegabilidade em grande parte do território.
b) Incorreta. O regime nival não caracteriza os rios
brasileiros, já que o país não apresenta áreas com
degelo significativo.
c) Correta. A maioria dos rios brasileiros possui
regime pluvial, no qual a sazonalidade das chuvas
condiciona diretamente a variação da vazão ao
longo do ano.
d) Incorreta. Barragens podem regular a vazão, mas
não eliminam completamente a variabilidade
natural, além de introduzirem novos impactos
ambientais e territoriais.
e) Incorreta. O uso do solo influencia escoamento
superficial, infiltração e assoreamento, interferindo
diretamente na dinâmica das bacias hidrográficas.
30. A classificação dos domínios naturais brasileiros
busca compreender grandes conjuntos
paisagísticos a partir da integração entre
elementos físicos e bióticos, sem ignorar as
transições e as dinâmicas internas a cada domínio.
Considerando essa abordagem, é correto afirmar
que
a) os domínios naturais correspondem a unidades
homogêneas, definidas por limites nítidos e
estáveis no território.
b) a vegetação constitui o único critério relevante
para a definição dos domínios naturais brasileiros.
c) as áreas de transição entre domínios apresentam
combinações de características ambientais,
refletindo processos gradativos e não rupturas
abruptas.
d) a classificação em domínios naturais elimina a
necessidade de análises regionais detalhadas, por
oferecer síntese suficiente do espaço geográfico.
e) os domínios naturais permanecem inalterados,
independentemente das transformações
antrópicas recentes.
Gabarito: C
Comentário:
a) Incorreta. Os domínios naturais não apresentam
homogeneidade interna nem limites rígidos, sendo
marcados por variações ambientais e zonas de
contato.
b) Incorreta. A definição dos domínios envolve a
articulação entre clima, relevo, hidrografia, solos e
cobertura vegetal, e não apenas a vegetação.
c) Correta. As áreas de transição combinam
elementos de diferentes domínios, expressando
processos gradativos e reforçando o caráter
dinâmico da organização natural do território.
d) Incorreta. A classificação em domínios naturais
constitui uma síntese, mas não substitui análises
regionais mais detalhadas, necessárias para captar
especificidades locais.
e) Incorreta. Transformações antrópicas, como
desmatamento e uso intensivo do solo, alteram
profundamente as características dos domínios
naturais.
31. A organização do espaço agrário brasileiro
expressa a convivência de diferentes formas de
produção, relações de trabalho e níveis de inserção
nos mercados nacional e internacional. Essa
heterogeneidade territorial resulta de processos
históricos e de transformações recentes na
economia. Nesse contexto, é correto afirmar que
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a) a modernização agrícola promoveu distribuição
equilibrada da terra e da renda no campo,
reduzindo conflitos fundiários.
b) a expansão do agronegócio ocorre de forma
desvinculada do mercado externo, concentrando-
se no abastecimento interno.
c) a agricultura familiar mantém relevância territorial
e produtiva, coexistindo com o agronegócio em
arranjos espaciais distintos.
d) a mecanização eliminou a necessidade de mão de
obra no campo, extinguindo formas tradicionais de
trabalho rural.
e) o uso intensivo de tecnologia tornou irrelevantes as
condições naturais para a produção agropecuária.
Gabarito: C
Comentário:
a) Incorreta. A modernização agrícola ocorreu de
maneira seletiva, mantendo ou aprofundando
desigualdades fundiárias e conflitos no espaço
rural.
b) Incorreta. O agronegócio brasileiro apresenta forte
inserção no mercado externo, especialmente por
meio da exportação de commodities.
c) Correta. A agricultura familiar continua
desempenhando papel significativo na produção
de alimentos, na ocupação do território e no
emprego rural, coexistindo com o agronegócio em
diferentes regiões.
d) Incorreta. A mecanização reduziu a demanda por
mão de obra em algumas atividades, mas não
extinguiu formas tradicionais de trabalho nem
eliminou completamente o emprego rural.
e) Incorreta. Condições naturais, como clima, solo e
disponibilidade hídrica, permanecem
fundamentais para a produção agropecuária,
mesmo com elevado uso de tecnologia.
32. A organização político-administrativa do território
brasileiro estrutura a atuação do Estado em
diferentes escalas e condiciona a formulação e a
implementação de políticas públicas de caráter
territorial. Essa organização envolve a distribuição
de competências e a necessidade de coordenação
entre entes federativos. Nesse contexto, é correto
afirmar que
a) a autonomia dos municípios exclui a necessidade
de articulação com estados e União na execução de
políticas territoriais.
b) a repartição constitucional de competências
impede a atuação conjunta dos entes federativos
em políticas de alcance regional.
c) a cooperação interfederativa é fundamental para o
enfrentamento de problemas territoriais que
extrapolam limites municipais.
d) a centralização decisória na União garante maior
eficiência e homogeneidade na organização do
território nacional.
e) a organização federativa inviabiliza políticas
integradas em regiões metropolitanas.
Gabarito: C
Comentário:
a) Incorreta. A autonomia municipal não elimina a
necessidade de articulação com estados e União,
especialmente em políticas que envolvem
infraestrutura, meio ambiente e mobilidade.
b) Incorreta. A repartição de competências não
impede, mas demanda cooperação e coordenação
entre os entes federativos em ações de interesse
comum.
c) Correta. Problemas territoriais de escala regional
ou metropolitana exigem cooperação
interfederativa, já que decisões isoladas de um
único ente são insuficientes para enfrentá-los.
d) Incorreta. A centralização excessiva tende a
desconsiderar especificidades regionais e locais,
não garantindo, por si só, maior eficiência
territorial.
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e) Incorreta. A organização federativa permite a
formulação de políticas integradas em regiões
metropolitanas, embora sua implementação
envolva desafios institucionais.
33. A formação territorial do Brasil resultou de um
processo histórico marcado por disputas políticas,
interesses econômicos e estratégias de ocupação
do espaço, que redefiniram continuamente os
limites e a integração do território nacional. Esse
processo não se restringiu ao período colonial,
estendendo-se ao longo do século XX. Nesse
sentido, é correto afirmar que
a) a consolidação das fronteiras brasileiras ocorreu
exclusivamente por meio de tratados diplomáticos
firmados ainda no período colonial.
b) a expansão territorial brasileira esteve dissociada
de projetos estatais de integração e ocupação do
interior do país.
c) a interiorização do território brasileiro esteve
associadaà busca por soberania, integração
econômica e controle político das fronteiras.
d) a ocupação do interior brasileiro ocorreu de forma
espontânea, sem relação com interesses
econômicos ou estratégicos do Estado.
e) a definição das fronteiras nacionais eliminou
conflitos territoriais e disputas internacionais no
século XX.
Gabarito: C
Comentário:
a) Incorreta. A consolidação territorial não se limitou
ao período colonial, envolvendo também
negociações e ações ao longo do século XIX e XX.
b) Incorreta. Projetos estatais de integração e
ocupação, como políticas de interiorização, foram
centrais para a expansão e consolidação do
território.
c) Correta. A interiorização esteve ligada à afirmação
da soberania, à integração econômica e ao controle
político das áreas fronteiriças e do interior.
d) Incorreta. A ocupação do interior esteve
fortemente relacionada a interesses econômicos,
estratégicos e a ações deliberadas do Estado.
e) Incorreta. Mesmo após a definição formal das
fronteiras, persistiram disputas e tensões
territoriais em diferentes momentos do século XX.
34. A divisão político-administrativa do Brasil
expressa tanto a necessidade de organização do
território quanto as transformações históricas,
econômicas e demográficas que marcaram o país.
Ao longo do tempo, a criação de novas unidades
federativas respondeu a diferentes interesses e
contextos. A esse respeito, é correto afirmar que
a) a criação de estados e municípios decorre
exclusivamente de critérios demográficos definidos
pela Constituição Federal.
b) a redefinição das unidades federativas sempre
ocorreu sem conflitos políticos ou disputas de
interesses regionais.
c) a criação de novas unidades federativas esteve
associada à integração territorial, ao controle
político e à reorganização administrativa do espaço
nacional.
d) a divisão político-administrativa brasileira
permaneceu inalterada desde a Proclamação da
República.
e) a autonomia dos entes federativos impede
qualquer tipo de planejamento territorial em
escala nacional.
Gabarito: C
Comentário:
a) Incorreta. Critérios demográficos são relevantes,
mas não exclusivos, já que fatores políticos,
econômicos e estratégicos também influenciam a
criação de unidades federativas.
b) Incorreta. O processo frequentemente envolveu
disputas políticas, interesses regionais e
negociações complexas.
c) Correta. A criação de unidades federativas esteve
ligada à integração do território, ao fortalecimento
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do controle estatal e à reorganização
administrativa do país.
d) Incorreta. A divisão político-administrativa passou
por diversas alterações ao longo do século XX, com
a criação de novos estados e municípios.
e) Incorreta. A autonomia federativa não inviabiliza o
planejamento nacional, que se realiza por meio da
cooperação entre os entes.
35. A formação territorial brasileira resultou de
processos históricos distintos, articulando
ocupação econômica, disputas políticas e
estratégias de controle do espaço. Essa dinâmica
explica permanências e desigualdades regionais
observadas no país contemporâneo. Nesse
contexto, é correto afirmar que
a) a ocupação do território ocorreu de forma
homogênea, guiada por planejamento estatal
contínuo desde o período colonial.
b) a interiorização do povoamento esteve
desvinculada de interesses econômicos, sendo
motivada prioritariamente por fatores
demográficos.
c) a expansão territorial incorporou diferentes lógicas
de ocupação, associadas a ciclos econômicos e a
formas desiguais de integração regional.
d) a definição das fronteiras brasileiras eliminou
conflitos territoriais internos e externos ainda no
período imperial.
e) a formação territorial resultou em integração
regional equilibrada, reduzindo contrastes
socioespaciais entre as regiões.
Gabarito: C
Comentário:
a) Incorreta. A ocupação do território foi marcada por
descontinuidades e por iniciativas voltadas a
interesses específicos, sem planejamento
homogêneo ao longo do tempo.
b) Incorreta. A interiorização esteve fortemente
ligada a interesses econômicos, como exploração
de recursos, expansão agropecuária e controle
estratégico do território.
c) Correta. A formação territorial brasileira envolveu
diferentes lógicas de ocupação associadas a ciclos
econômicos e a estratégias políticas, produzindo
integração regional desigual e contrastes
persistentes no espaço nacional.
d) Incorreta. Conflitos territoriais e disputas de
fronteira se estenderam para além do período
imperial, exigindo negociações e ajustes
posteriores.
e) Incorreta. O processo histórico de formação
territorial contribuiu para a manutenção de
desigualdades regionais, e não para sua superação.
RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICO
36. Um comerciante adota uma política de
precificação na qual o lucro bruto em cada
mercadoria deve corresponder a exatamente 20%
do preço final de venda. Para atender a esse
critério, a porcentagem de acréscimo que o
comerciante deve aplicar sobre o preço de custo de
um produto é de
a) 20%.
b) 22,5%.
c) 25%.
d) 30%.
e) 40%.
Gabarito: C
Comentário:
Para resolver essa questão, devemos diferenciar o
lucro sobre o custo do lucro sobre a venda. Vamos
utilizar as seguintes relações fundamentais, onde V
é o Preço de Venda, C é o Preço de Custo e L é o
Lucro:
V = C + L
Sérgio Furtado Filho
2ª Rodada - IBGE (Agente de Pesquisa e Mapeamento)
IBGE - Temporários (Agente de Pesquisa e Mapeamento) Rodadas Avançadas de Simulados - 2025 (Pós Edital)
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O enunciado informa que o lucro deve ser igual a 20%
do preço de venda. Matematicamente, isso
significa:
L = 0,20 x V
Substituindo essa informação na primeira equação,
temos:
V = C + 0,20V
Agora, vamos isolar o Preço de Custo (C) em função
do Preço de Venda (V):
V - 0,20V = C
0,80V = C
Para descobrir a taxa de marcação sobre o custo,
precisamos expressar V em termos de C. Logo:
V = C ÷ 0,80
Realizando a divisão:
V = 1,25 x C
Isso indica que o preço de venda é 125% do preço de
custo. Portanto, o acréscimo aplicado sobre o custo
foi de 25%.
37. Um prêmio de produtividade no valor total de R$
7.440,00 será dividido integralmente entre três
funcionários, Aldo, Bia e Carla. A divisão será feita
em partes inversamente proporcionais aos
números de faltas que cada um registrou no último
semestre, que foram, respectivamente, 2, 3 e 5. A
diferença entre o maior e o menor valor recebido
nessa divisão é
a) R$ 1.440,00.
b) R$ 2.160,00.
c) R$ 2.232,00.
d) R$ 2.400,00.
e) R$ 3.600,00.
Gabarito: B
Comentário:
Como a divisão é inversamente proporcional a 2, 3 e
5, vamos trabalhar com proporções diretas dos
inversos desses números, ou seja, 1 de cada 2, 1 de
cada 3 e 1 de cada 5.
Para colocar tudo em uma mesma base, usamos o
MMC de 2, 3 e 5, que é 30, e reescrevemos:
1 de cada 2 = 15 de cada 30
1 de cada 3 = 10 de cada 30
1 de cada 5 = 6 de cada 30
Como o denominador é o mesmo, a divisão do prêmio
fica proporcional a 15, 10 e 6, então o total de
partes é:
15 + 10 + 6 = 31
Agora, cada parte vale:
R$ 7.440,00 ÷ 31 = R$ 240,00
Assim, os valores ficam:
Aldo: 15 × 240 = R$ 3.600,00
Bia: 10 × 240 = R$ 2.400,00
Carla: 6 × 240 = R$ 1.440,00
A diferença entre o maior e o menor valor é:
R$ 3.600,00 − R$ 1.440,00 = R$ 2.160,00
38. Uma máquina industrial opera em ciclos
rigorosos. O primeiro ciclo de funcionamento
durou 3 horas e 45 minutos. Após esse período, a
máquina precisou de um tempo