Prévia do material em texto
Semiologia I Enfermeira Ma. Professora Roberta Nascimento EXAME FÍSICO GERAL Dividido em duas etapas: Exame físico geral: dados gerais independentes dos vários sistemas orgânicos; visão do paciente como um todo; Exame dos diferentes sistemas e aparelhos. Elementos de um bom exame físico: Local adequado; Iluminação correta; Posição do paciente. SEMIOTÉCNICA O paciente deve ser examinado nas posições de decúbito, sentada, de pé e andando. Avaliar sempre: Estado geral Nível de consciência Fala e linguagem Estado de hidratação Altura e medidas antropométricas Peso Estado de nutrição Desenvolvimento físico Fácies Atitude e decúbito preferido no leito Pele, mucosas e fâneros Linfonodos Edema Postura em pé Biotipo Marcha AVALIAÇÃO DO ESTADO GERAL Avaliação subjetiva; É o que o paciente aparenta, visto em sua totalidade; É importante para compreender até que ponto a doença atingiu o organismo visto como um todo; Para descrever usa-se a seguinte nomenclatura: estado geral bom estado geral regular estado geral ruim AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA A percepção consciente do mundo exterior e de si mesmo caracteriza o estado de vigília que é resultante de diversas áreas cerebrais coordenadas. Para o exame de nível de consciência deve-se considerar: Perceptividade: Capacidade para responder a perguntas simples (Ex: Como vai?), ou informar nomes de familiares, seu endereço, fazer cálculos comuns e atender a ordens. Reatividade: Capacidade de reagir a estímulos inespecíficos (Ex: levar os olhos aonde escutou barulho, reagir a um estimulo de dor) Deglutição: Capacidade de levar alimentos até a boca e degluti-los Reflexos: Respostas a manobras de alguns reflexos tendinosos (Ex: Patelar, pupilares) FALA E LINGUAGEM Durante a entrevista o examinador deve prestar atenção a linguagem falada do paciente procurando alterações: Disfonia ou afonia: Alteração no timbre da voz (Ex: rouquidão) Dislalia: Alterações menores da fala (Ex: troca de letras, “tasa” por “casa”) Disartria: Alterações nos músculos da fonação (Ex: hipertonia do parkinsonismo traduz voz baixa, monótona e lenta) Disfasia: Alterações na fala, podendo ter perda total da fala (Ex: paciente não consegue se expressar ou o paciente não entende o que diz a ele) Disgrafia: perda da capacidade de escrever Dislexia: perda da capacidade de ler AVALIAÇÃO DO ESTADO DE HIDRATAÇÃO O paciente está normalmente hidratado quando a oferta de líquidos e eletrólitos estiver de acordo com as necessidades do organismo. É avaliado tendo-se em conta os seguintes parâmetros: Alteração abrupta do peso (diarreias, vômitos???) Alterações da pele quanto a umidade, elasticidade e turgor (Pele com coloração adequada, boa elasticidade e com leve grau de umidade???) Alterações da mucosa quanto à umidade (Mucosas estão úmidas??) Fontanelas (Crianças) (As fontanelas estão planas e normotensas??) Alterações oculares Estado geral ALTURA Altura: Medida do individuo que vai da planta dos pés ao vértice da cabeça Adultos: Medir por uma haste milimetrada que acompanha as balanças, ou fita métrica presa a parede, com o individuo em pé Crianças até 4 anos de idade: Medir a altura na posição deitada usando uma régua graduada fixa no zero e um cursor PESO Na prática emprega-se a balança comum para determinação do peso. Tendo diversos tipos de balanças, para as mais diversas situações PESO Obtido o peso, este é comparado com os valores considerados normais em relação à idade e ao sexo. Seguindo Tabelas. IMC: Índice de massa corpórea OUTRAS MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS Circunferência abdominal: A medida da circunferência abdominal logo acima da crista ilíaca é um procedimento simples e útil na avaliação de risco de doença, mesmo com peso corporal normal. O excesso de gordura abdominal está relacionado com alterações metabólicas, incluindo dislipidemias, resistência à insulina, DM tipo II, hipertensão arterial e doença arterial coronariana. Valores normais são: • Homens: até 102 cm • Mulheres: até 88 cm. OUTRAS MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS Relação cintura-quadril (RCQ): Para obtê-lo mede-se a circunferência da cintura em um ponto médio entre o final dos arcos costais e o quadril, no nível das espinhas ilíacas anteriores. Mostra o risco do individuo de sofrer doenças cardiovasculares. Valores normais: Homens: RCQFÁCIES Fácies Mongolóide: olhos oblíquos bem distantes um do outro, rosto redondo e boca quase sempre entreaberta Indica: Síndrome de Down FÁCIES Fácies de depressão: cabisbaixo, olhos com pouco brilho e fixos em um ponto distante. Indica: depressão, transtornos de humor. FÁCIES Fácies pseudobulbar: súbitas crises de choro ou risos, involuntárias, mas, conscientes, que leva o paciente a tentar contê-las, dando um aspecto espasmódico as fácies Indica: aterosclerose cerebral (paralisia pseudobulbar) FÁCIES Fácies da paralisia facial periférica: assimetria da face, com impossibilidade de fechar as pálpebras e repuxamento da boca para o lado. FÁCIES Fácies miastênica: ptose palpebral bilateral que obriga o paciente a franzir a testa e levantar a cabeça. Indica: miopatias que compro metem os músculos das pálpebras superiores. FÁCIES Fácies etílica: olhos avermelhados, ruborização da face, hálito etílico, voz pastosa e sorriso meio indefinido Indica: Exagero no consumo de álcool FÁCIES Fácies esclerodérmicas: imobilidade facial (fácies de múmia). Pele com alterações que levam a rigidez, planos profundos, repuxamento dos lábios, afinamento do nariz e imobilização das pálpebras. image1.jpeg image2.jpeg image3.png image4.jpeg image5.png image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.jpeg image15.jpeg image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg image23.jpeg image24.jpeg image25.jpeg image26.jpeg image27.jpeg image28.jpeg image29.jpeg image30.jpeg image31.jpeg