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UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA COMPONENTE CURRICULAR: ZOOLOGIA DOS INVERTEBRADOS I PROFESSOR:Bruno Halluan Soares de Oliveira DISCENTE: Isaac Sávio Santiago dos Santos RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA: FILO CNIDARIA INTRODUÇÃO As atividades foram realizadas no laboratório didático de zoológico no prédio das Três Marias no campus da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). A prática foi ministrada pelo professor Oliveira, Halluan S. Bruno, no dia 10/02/2026, com a turma do terceiro período de ciências biológicas. Como o objetivo de alcançar a abordagem completa para o conteúdo (filo cnidaria), e assim os discentes, observando os exemplares, puderam absorver melhor o conteúdo. O filo cnidaria foi amplamente observado na prática com exemplares conservados em soluções e mantidos em potes de vidro, exemplificando e comparando os exemplos de espécies discutidas em aulas teóricas anteriores. Trata-se de um filo com espécies amplamente distribuídas nos oceanos, cerca de 13.400 espécies sem representantes terrestres e podem ter hábitos solitários ou colonial. Baseando-se na sinapomorfia por possuírem a organela cnida, altamente especializada perfurar o tecido de presas, tal organela está em células especiais chamada cnidócitos. Por sua morfologia, suas espécies podem se desenvolver em formas polipóides e medusoides, de modo que, os subfilos agrupam as espécies em anthozoa, morfologia somente de pólipo e medusozoa, morfologia de medusa em uma das gerações, ambos os subfilos são de espécies diblasticas, apenas ectoderma e endoderma. MATERIAL E MÉTODOS Utilizou o aparato presente no laboratório didático de zoologia: pinças, vidrarias e lupas. Bem como o material biológico conservado em meio líquido (solução de álcool ou formol) mantidos em potes de vidro com tampa. Para melhor visualização dos exemplares, pelos alunos, foram retirados dos potes de vidro: antozoas, hydrozoa e scyphozoa, bem como o material seco exposto na bancada estavam: ossos de corais pétreos e um esqueleto de gorgônia. Com os exemplares fora da solução de conserva puderam ser observadas em lupas uma pequena colônia de antozoário dispostos, na lupa o aumento permitiu notar a região oral dos pólipos. Outro cnidário, que pôde ser visto na lupa, com hábito colonial são os hydrozoas como as popularmente chamadas de caravelas, colônias polimórficas onde vários indivíduos se unem e formam uma colônia funcional e complexa. RESULTADOS Com clareza pôde ser visto pelos discentes as diferenças morfológicas entre pólipos e medusas, sua região oral e aboral de scyphozoa (Figura 1 C e D), colônia polimórfica de hydrozoa (caravela) (Figura 1 A) , esqueletos calcários de corais pétreos (Figura 1 B), anthozoa (anêmonas) (Figura 1 E), uma gorgônia (Figura 1 F) e uma pequena colônia de zoantídeo. Figura 1 – Exemplares de cnidários Fonte: Autoral DISCUSSÃO A prática foi focada em anthozoas e medusozoas, são os subfilos do filo cnidaria. Dessas, foram vistos de anthozoa: gorgônia, anêmona do mar, uma colônia zoantídeo, esqueletos de corais pétreos e um esqueleto de gorgônia. Com sua forma polipóide, são sésseis ou sedentários, podem viver sozinhos como anêmonas ou em colônias como os corais pétreos, as gorgônias e zoantídeo, ambos são exclusivamente marinhos. É ressaltado por Brusca, Richard C et al, 2018 que os esqueletos de calcário dos antozoários pétreos e alguns hydrozoas são secretados por uma camada fina de epiderme vica que os envolve formando um esqueleto de carbonato de cálcio, de modo que, alguns estudiosos podem classificar como um esqueleto interno. Porém, em maioria, os classifica como uma estrutura inerte onde a colônia se fixa. Esses organismo são os responsáveis por criar o bioma marinho com mais biodiversidade do mundo os recifes de corais, abrigando presas e predadores. Observa-se o disco pedal de uma pequena anêmona (Figura 1 E) são antozoários que apresentam as mais variados maneiras de reprodução assexuada, destacada na imagem, está o disco pedal, na região aboral da anêmona é capaz, em alguma espécie – mas não a fontes suficiente para relacionar o exemplar da imagem com a laceração pedal– de produzir clones após o disco pedal deixar para trás pequenos fragmentos desse disco, mas em sua grande maioria o disco pedal é um órgão de fixação do animal no substrato. Também foram vistos de medusozoas: hydrozoas e scyphozoa. O subfilo dos medusozoários é composto por cnidários que apresenta forma medusóide em uma das gerações como as duas classes apresentadas. em seu ciclo de vida as medusas são produzidas por brotamento lateral. Inclui formas sésseis e de vida livre. Existem cerca de 4.775 espécies descritas, que estão divididas em 5 classes. (Brusca, Richard C et al, 2018). A classe cubozoa inclui os indivíduos com as toxinas da cnida mais dolorosas e até fatais, existem relatos de alguns casos fatais aos seres humanos. A classe hydrozoa apresenta dimorfismo entres as gerações, mas algumas, frequentemente os medusoides são retidos no pólipo; os pólipos geralmente são coloniais com pólipos individuais frequentemente polimórficos como as caravelas (Figura 1 A) onde os pólipos se modificam para desenvolver suas funções (Brusca, Richard C et al, 2018). Nas scyphozoa a fazer meduzoide predomina. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Brusca, Richard C. Invertebrados / Richard C. Brusca, Wendy Moore, Stephen M. Shuster ; tradução Carlos Henrique de Araújo Cosendey. - 3. ed. - Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2018.