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SEGURANÇA DO TRABALHO E ERGONOMIA Prezado (a) aluno (a), A fisiologia do trabalho é um campo de estudo que se concentra nas respostas do corpo humano às demandas do ambiente de trabalho. Envolve a compreensão dos sistemas corporais, como respiratório, cardiovascular e muscular, em relação às atividades laborais. Isso inclui investigar como fatores como (Por favor, reformule a abertura do módulo, pois a palavra ‘como’ foi repetida três vezes.)calor, frio, ruído, postura e carga física afetam o corpo humano durante a execução das tarefas no ambiente de trabalho. Compreender a fisiologia do trabalho é essencial para garantir a saúde, segurança e bem-estar dos trabalhadores, além de otimizar a eficiência e produtividade nas organizações. Bons estudos! AULA 02 - FISIOLOGIA DO TRABALHO 1 FISIOLOGIA HUMANA A fisiologia é o campo de estudo dedicado à compreensão da função biológica, abrangendo desde o funcionamento das células até o desempenho do organismo na totalidade. Essencialmente, investiga-se como o corpo opera em diferentes níveis, desde a escala celular até a coordenação de sistemas complexos. Nesse contexto, a fisiologia explora os mecanismos pelos quais o organismo executa tarefas vitais para a vida. Ao enfocar os mecanismos, busca-se compreender as interações entre diferentes componentes do corpo e como essas interações influenciam o funcionamento global. Por meio de uma abordagem que abarca sequências de causa e efeito, a fisiologia tem em vista desvendar os processos que sustentam a vida, integrando aspectos estruturais (anatomia) e conceitos de outras disciplinas, como química e física, para uma compreensão abrangente do funcionamento do organismo. A fisiopatologia e o estudo da fisiologia normal são complementares e interdependentes. Frequentemente, essas investigações são auxiliadas por “experimentos naturais” - isto é, doenças - que resultam em lesões específicas nos órgãos. Dessa forma, o estudo dos processos patológicos contribui para a compreensão do funcionamento normal. Os fundamentos da fisiologia humana englobam os sistemas corporais essenciais, os quais serão resumidamente detalhados em tópicos subsequentes. 1.1 Sistema Respiratório O sistema respiratório compreende uma zona respiratória, onde ocorre a troca gasosa entre o ar e o sangue, e uma zona de condução, responsável por direcionar o ar para a zona respiratória. A transferência de gases entre o ar e o sangue se dá através das paredes dos alvéolos respiratórios. Essas estruturas diminutas, compostas por apenas uma camada celular de espessura, facilitam a rápida difusão dos gases. A inspiração normal e tranquila é desencadeada pela contração muscular, enquanto a expiração normal resulta do relaxamento muscular e da elasticidade dos tecidos. No entanto, em certas circunstâncias, essas ações podem ser intensificadas pela ativação dos músculos acessórios da respiração. A quantidade de ar inalado e exalado pode ser quantificada por meio de diversos métodos de avaliação da função pulmonar. Tanto a inspiração quanto a expiração são resultados da contração e do relaxamento dos músculos esqueléticos, em resposta à atividade dos neurônios motores somáticos na medula espinhal. 1.2 Sistema Nervoso O sistema nervoso desempenha um papel fundamental ao estabelecer nossas interações com o ambiente, buscando alcançar a homeostase por meio de transformações adequadas. As vias neurais conectam o meio interno e externo, constituindo o sistema nervoso autônomo (SNA), responsável por reações como a “reação de fuga ou luta”. Para motivar o sistema nervoso em suas funções, foram atribuídas emoções ao organismo, derivadas essencialmente do desprazer e do prazer, que conduzem a comportamentos defensivos e apetitivos. Comportamento é definido como qualquer resposta coordenada do indivíduo em busca de um objetivo, geralmente relacionado ao bem-estar pessoal. Podem ser reflexos, automáticos, impulsivos ou decisórios, associando estímulos específicos a ações apropriadas. No âmbito da consciência, as experiências têm destaque, sendo seu palco de manifestação. Anatomicamente, o cérebro é o centro dos comportamentos, composto pelo sistema nervoso central (SNC), que inclui o encéfalo e a medula espinhal. Didaticamente, o sistema nervoso é dividido em sistema nervoso somático, voltado para interações externas, e sistema nervoso autônomo (SNA), responsável pelo controle do meio interno, subdividido em SNA simpático e parassimpático. O comando do SNA reside no tronco encefálico e no hipotálamo. O sistema límbico, integrando estruturas antigas e modernas, nos mantém no equilíbrio entre o instinto animal e a racionalidade. 1.3 Sistema Muscular Os músculos esqueléticos são compostos por fibras individuais que se contraem quando estimuladas por um neurônio motor. Cada neurônio motor se ramifica para inervar várias fibras musculares, e todas essas fibras se contraem quando o neurônio motor correspondente é ativado. A ativação de diferentes quantidades de neurônios motores resulta em variações na quantidade de fibras musculares contratadas, o que proporciona graduações na força de contração do músculo na totalidade. Geralmente, os músculos esqueléticos estão fixados aos ossos em ambas as extremidades por meio de tendões compostos por tecido conjuntivo resistente. Quando um músculo se contrai, ele encurta, gerando tensão em seus tendões e nos ossos aos quais está fixado. Essa tensão muscular resulta no movimento dos ossos em uma articulação, onde um dos ossos fixados se movimenta mais do que o outro. A extremidade óssea do músculo mais móvel, denominada inserção, é puxada em direção à extremidade óssea menos móvel, chamada origem. Diversos tipos de movimentos esqueléticos são possíveis, dependendo do tipo de articulação envolvida e das fixações dos músculos. Por exemplo, quando os músculos flexores se contraem, eles diminuem o ângulo de uma articulação, enquanto a contração dos músculos extensores aumenta esse ângulo. O principal músculo responsável por iniciar qualquer movimento esquelético é chamado de músculo agonista. Por exemplo, durante a flexão, o músculo flexor atua como o agonista. Músculos flexores e extensores que atuam sobre a mesma articulação para produzir ações opostas são denominados músculos antagonistas. 2 FATORES AMBIENTAIS E TRABALHO As mudanças constantes no mundo e na sociedade têm impacto direto nos negócios. As empresas enfrentam o desafio de se adaptarem a essas mudanças, aproveitando as oportunidades e utilizando suas capacidades para alcançar sucesso a curto e longo prazo. Cada empresa, em seu contexto específico e em um mercado determinado, requer uma estratégia adaptada às suas necessidades e ajustada conforme as condições do ambiente interno e externo se transformam. Cêra e Escrivão Filho (2003) argumentam que as pequenas empresas enfrentam uma competição desigual em relação às grandes empresas devido a uma série de fatores. Entre esses fatores estão: a limitada capacidade de negociação com fornecedores e clientes; a pouca influência diante das mudanças e exigências do ambiente externo; a estrutura organizacional; a falta de utilização de ferramentas administrativas formais; a informalidade nas relações de trabalho e a falta de habilidade na gestão do tempo. Os riscos físicos no ambiente de trabalho referem-se às condições físicas presentes, como ruído, calor, frio, vibração e radiações, que, dependendo das características do local de trabalho, podem representar riscos à saúde dos trabalhadores afetando nos sistemas corporais. Os limites de tolerância para esses riscos são definidos pela Norma Regulamentadora 15 (NR 15). Quando o corpo humano estáexposto a baixas temperaturas, ocorre a perda de calor para o ambiente. Se essa perda de calor exceder a produção metabólica de calor do trabalhador, ocorrerá vasoconstrição para reduzir a perda excessiva de calor corporal, resultando na diminuição do fluxo sanguíneo devido à queda de temperatura. Se a temperatura interna do corpo cair abaixo de 36 °C, haverá uma redução nas atividades fisiológicas, na taxa metabólica e na pressão arterial, acompanhada por uma diminuição nos batimentos cardíacos. Isso pode levar a sintomas como sonolência, diminuição da atividade mental, dificuldade na tomada de decisões, perda de consciência, coma e até mesmo à morte. Os agentes químicos podem ser por poeiras e essas poeiras têm o potencial de causar pneumoconioses, que é um estado patológico resultante da infiltração de poeiras nos pulmões, levando à formação de tecido cicatricial (fibrose) ou a alergias e irritações nas vias respiratórias. Os agentes biológicos referem-se a micro-organismos presentes no ambiente de trabalho que podem adentrar o organismo humano através das vias respiratórias, da pele ou por ingestão. Os casos mais comuns de manifestação incluem infecções de ferimentos e lesões que podem resultar em infecções por tétano, hepatite, tuberculose, micoses da pele, entre outras, muitas vezes transportadas por outros funcionários para o ambiente de trabalho, Diarreias decorrentes da falta de higiene e asseio em ambientes destinados à alimentação. Os agentes mecânicos apresentam riscos que se manifestam pela interação física direta com a vítima, evidenciando sua nocividade. Tais agentes podem ocasionar uma variedade de lesões nos trabalhadores, tais como cortes, fraturas, escoriações e queimaduras. Incluem nesses riscos incluem máquinas desprotegidas, pisos defeituosos ou escorregadios, bem como empilhamento irregular de materiais. 3 FISIOLOGIA DO SONO NO TRABALHO Considerando os aspectos neurobiológicos, o sono é caracterizado como um estado neurocomportamental ativo, mantido por meio de uma interação altamente organizada de neurônios e circuitos neurais no Sistema Nervoso Central - SNC (MARKOV et al., 2012). A sugestão de que o sono diminui o gasto energético está ligada à concepção de que a energia utilizada durante a vigília é restabelecida durante o sono. Essa redução no consumo de energia é vista como uma estratégia adaptativa. O ciclo sono- vigília, mesmo em organismos como bactérias, é visto como uma estratégia para conservação de energia e uma forma de defesa contra predadores (KRUEGER et al., 2016). O sono desempenha um papel crucial na restauração dos níveis de energia cerebral. Apesar de o cérebro representar apenas cerca de 2% da massa corporal, ele consome aproximadamente 20% da glicose e oxigênio disponíveis no organismo, tornando-se o tecido com o maior custo energético. Durante o sono, a demanda energética do cérebro diminui significativamente em comparação com a vigília. Estudos indicam que a taxa metabólica cerebral de glicose é reduzida em cerca de 44%, e a taxa metabólica cerebral de oxigênio é reduzida em cerca de 25% durante o sono. A interação entre as mudanças dependentes do estado de adenosina trifosfato (ATP) e da proteína - cinase ativada por AMP (AMPK) está intimamente relacionada ao anabolismo e catabolismo cerebral. Durante a vigília e a privação de sono, ocorre um aumento na atividade neuronal e no consumo de ATP. Esse aumento resulta em uma maior relação AMP/ATP, levando à fosforilação da AMPK (P-AMPK) e ao aumento dos processos catabólicos. Por outro lado, durante o sono NREM, ocorre um aumento na atividade delta e uma redução na atividade neuronal, resultando em menor consumo de ATP. 3.1 Trabalho Noturno e estresse Segundo Selye (1926), o Estresse é uma série de respostas do corpo diante de uma mudança, quando o indivíduo é removido da homeostase. Isso requer uma adaptação a novas circunstâncias, resultando em reações específicas e inespecíficas às demandas. Entre as reações inespecíficas está a Síndrome Geral de Adaptação (SGA), que compreende três estágios: reação de alarme, fase de resistência e fase de exaustão (Vieira, 1998). Conforme Silva & Marchi (1997), o Estresse Ocupacional surge de tensões no ambiente de trabalho ou na própria vida profissional, originando-se de diversos desencadeadores, chamados de agentes estressores. Entre eles, destacam-se três principais: as condições externas, como situações na conjuntura governamental ou empresarial que afetam os aspectos econômicos e sociais; as demandas culturais, representando as pressões da sociedade sobre o indivíduo e sua percepção pessoal de sucesso; e, por fim, a condição interna, considerada a mais significativa, pois depende unicamente do próprio indivíduo, refletindo sua incapacidade de se sentir bem consigo mesmo. Isso resulta em insatisfação profissional e problemas nos relacionamentos com colegas de trabalho e clientes. Trabalhadores noturnos relataram uma incidência maior de eventos estressantes, independentemente de sexo, idade, etnia ou posição hierárquica. Esses eventos incluíam tanto pressão profissional ou administrativa quanto perigo físico, ou psicológico (MA et al., 2015). A Carga de Trabalho pode ser subdividida em quantitativa e qualitativa. A primeira está relacionada à quantidade de trabalho a ser realizada, muitas vezes excedendo o tempo disponível estabelecido pela empresa. Por outro lado, a carga qualitativa diz respeito à dificuldade das tarefas atribuídas, nas quais o trabalhador pode enfrentar desafios para completá-las devido à falta de recursos intelectuais adequados. Estudos indicaram que tanto reações psicológicas quanto físicas podem surgir em resposta a essa sobrecarga, incluindo um acentuado desgaste fisiológico, hipertensão e liberação de adrenalina na corrente sanguínea (Spector, 2002). O Controle refere-se ao poder de decisão que o funcionário tem sobre seu próprio trabalho. Quando o controle é elevado, há maior flexibilidade de horários, permitindo que o empregado faça o que gosta, resultando em maior satisfação. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FILHO, João Bento de Oliveira. SILVA, Roseane Grossi. OS FATORES AMBIENTAIS, O PROCESSO EMPREENDEDOR E A FORMAÇÃO ESTRATÉGICA NAS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS. Empreendedorismo, Gestão e Negócios, v. 3, n. 3, Mar. 2014, p. 100–122. FOX, Stuart I. Fisiologia Humana. Editora Manole, 2007. E-book. ISBN 9788520449905. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520449905/. Acesso em: 01 mar. 2024. JR., Carlos Alberto M. Fisiologia Humana. Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788527737401. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737401/. Acesso em: 01 mar. 2024. MARTINS, Evandro Alonso. TRABALHO NOTURNO EFEITOS IMUNOFISIOLÓGICOS DA RESTRIÇÃO DO SONO E DO DESALINHAMENTO CIRCADIANO. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialista em Neurociências) - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, Belo Horizonte, 2017. Riscos ambientais e a legislação. Disponível em: https://jorgestreet.com.br/pedagogico/offline2020/junho/1CN/1CN_MATERIAL_SAT_ Meire_Yokota.pdf. Acesso em: 28 fev. 2024. SILVA, Cláudia Ribeiro Da. ESTRESSE NO TRABALHO NOTURNO. 2003. Monografia (Conclusão do curso de Psicologia) - FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE — FACS, Brasília, 2003. https://jorgestreet.com.br/pedagogico/offline2020/junho/1CN/1CN_MATERIAL_SAT_Meire_Yokota.pdf https://jorgestreet.com.br/pedagogico/offline2020/junho/1CN/1CN_MATERIAL_SAT_Meire_Yokota.pdf 1 Fisiologia Humana 1.1 Sistema Respiratório 1.2 Sistema Nervoso 1.3 Sistema Muscular 2 Fatores ambientais e TRABALHO 3 Fisiologia do sono no trabalho 3.1 Trabalho Noturno e estresse REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS