Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

SEGURANÇA DO TRABALHO E 
ERGONOMIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prezado (a) aluno (a), 
 
Os riscos profissionais são elementos inerentes ao ambiente de trabalho 
que podem representar perigos para a saúde e segurança dos trabalhadores. 
Podem ser de natureza física, química, biológica, ergonômica ou de acidentes. A 
gestão adequada desses riscos é essencial para prevenir acidentes de trabalho, 
doenças ocupacionais e promover um ambiente laboral seguro e saudável. A 
avaliação, identificação e controle desses riscos são fundamentais para garantir 
a proteção dos trabalhadores e o cumprimento das normas regulamentadoras. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 01 - 
INTRODUÇÃO: RISCOS 
PROFISSIONAIS 
 
 
1 INTRODUÇÃO: RISCOS PROFISSIONAIS 
O termo "risco" é abordado de várias maneiras na literatura, que vai desde o 
gerenciamento de riscos até a prevenção de riscos, incluindo aspectos 
organizacionais e as mudanças culturais e processuais necessárias para uma eficaz 
mitigação dos riscos. Esses riscos estão associados com mudanças organizacionais, 
como mencionado por Dudova (2004). Segundo a autora, o "risco" pode ser definido 
como qualquer evento que tenha potencial para afetar negativamente o desempenho 
das organizações e impedir que estas alcancem seus objetivos (Dudova, 2004, p. 1). 
É importante ressaltar que o "risco", além de representar oportunidade, também 
implica em incerteza e ambiguidade. 
A avaliação dos riscos profissionais desempenha um papel crucial e serve de 
base para as atividades de segurança, saúde e higiene no trabalho (SSHT). Essas 
atividades são elementos essenciais nas empresas, contribuindo significativamente 
para a prevenção de riscos profissionais e para a promoção e vigilância da saúde dos 
trabalhadores, conforme estabelecido pelo Decreto-Lei 26/94. É responsabilidade dos 
empregadores realizar a avaliação de riscos e informar sobre os perigos aos quais os 
trabalhadores estão expostos durante o exercício de suas funções, conforme 
estipulado pelo Decreto-Lei n.º 441/91. 
 Portanto, a avaliação de riscos profissionais emerge como uma ferramenta 
indispensável em qualquer sistema de gestão da prevenção e segurança no trabalho. 
Permite a identificação dos riscos existentes e a definição de medidas de controle para 
eliminar ou reduzir esses riscos a níveis aceitáveis. No entanto, é importante ressaltar 
que a avaliação é um processo contínuo e dinâmico, sujeito a revisões periódicas para 
identificar novos riscos que possam surgir e aprimorar as medidas de segurança 
existentes. 
Envolve em uma análise detalhada da significância dos riscos identificados 
dentro do contexto laboral em que foram observados. Esses riscos precisam ser 
avaliados com o objetivo de orientar as decisões para priorizar as ações de prevenção 
a serem implementadas. 
Essa avaliação consiste em examinar de forma sistemática uma instalação, 
tanto em fase de projeto quanto em operação, a fim de identificar os riscos presentes 
no sistema e avaliar os potenciais ocorrências perigosas e suas consequências. O 
 
 
principal propósito é promover métodos que forneçam informações concretas para 
embasar um processo decisório sobre a redução de riscos e prejuízos em uma 
determinada instalação industrial, seja essa decisão tomada internamente ou 
externamente à empresa. 
O ambiente de trabalho é definido como qualquer espaço, físico ou conceitual, 
que, ao interagir com o trabalhador, pode influenciá-lo de forma positiva ou negativa, 
afetando seu bem-estar físico, mental e social. Outros estudiosos descrevem esse 
conceito como "um conjunto de fatores interdependentes, tangíveis ou intangíveis, que 
impactam diretamente ou indiretamente na qualidade de vida das pessoas e nos 
resultados de seu trabalho" (Wada, 1990, p. 36). 
Cada ambiente de trabalho é composto por uma série de fatores interligados. 
Quando um desses fatores, ou um conjunto deles, foge ao controle, seja por exceder 
os limites permitidos ou devido a processos desencadeados, o ambiente de trabalho 
fica suscetível ao desenvolvimento de patologias ocupacionais. Essas patologias 
podem se manifestar como acidentes de trabalho, doenças profissionais ou doenças 
relacionadas ao trabalho. 
2 RISCOS AMBIENTAIS 
O conceito de risco ambiental abrange as situações de perigo que não estão 
isoladas do ambiente em que ocorrem - seja o ambiente natural ou o ambiente 
construído pelo homem, que engloba aspectos sociais e tecnológicos. Portanto, o 
risco ambiental se torna um termo abrangente que incorpora outras formas de riscos, 
sem que estas sejam negligenciadas ou subestimadas. Segundo a definição de Veyret 
e Meschinet de Richemond (2007, p. 63), os riscos ambientais são aqueles que 
resultam da combinação entre os riscos naturais e os riscos provenientes de 
processos naturais, agravados pela intervenção humana e pela ocupação do território. 
Conforme a legislação que aborda o Licenciamento Ambiental, a ideia de 
"impacto ambiental" está associada à repetição de eventos passados que podem ter 
consequências positivas ou negativas, podendo influenciar a concessão de licença 
para a instalação de um empreendimento em um determinado local. O conceito de 
impacto ambiental está relacionado à localização precisa do evento ou à investigação 
da responsabilidade, que é crucial em qualquer avaliação ambiental, bem como à sua 
 
 
classificação, que determinará a extensão do dano causado por esse impacto. 
2.1 Classificação de riscos 
Levando em consideração a natureza dos perigos e seu impacto no corpo 
humano, existem diversos exemplos de agentes presentes no ambiente de trabalho 
que representam riscos à saúde dos trabalhadores. A seguir, uma tabela sobre: 
 
 
 
Fonte adaptada: Roberto Lima e outros, 2017. 
 
 
Os fatores meteorológicos desempenham um papel crucial na propagação da 
poluição do ar e na dispersão dos poluentes. Dessa forma, vários são os elementos 
meteorológicos que afetam esse fenômeno, especialmente os ventos, a temperatura 
e a umidade do ar, além das precipitações (chuva, neve, etc.). 
Esses fatores podem desencadear, em muitas ocasiões, doenças que estavam 
latentes no organismo do trabalhador, como é o caso das rinites alérgicas, que tendem 
a se manifestar mais frequentemente quando o trabalhador está exposto a ambientes 
com poeira, ar seco, entre outros. Essas condições podem se agravar em atividades 
altamente insalubres, devido à poluição atmosférica. 
A cada dia, novos eventos, novos tipos de trabalho e novas situações práticas 
surgem, resultando em classificações cada vez mais complexas de analisar. Isso tem 
levado os profissionais de segurança do trabalho a desenvolverem tecnologias de 
prevenção cada vez mais precisas e eficientes. 
2.2 Gestão de Segurança e Riscos Profissionais 
A responsabilidade das entidades empregadoras em garantir a organização e 
o funcionamento dos serviços de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (SHST) 
com o objetivo de prevenir os riscos profissionais e promover a saúde dos 
trabalhadores, é um dos princípios gerais consagrados no novo Código do Trabalho e 
sua regulamentação correspondente (conforme artigo 272.º da Lei n.º 99/2003, de 27 
de agosto, e artigos 218.º a 312.º da Lei n.º 35/2004, de 29 de julho). 
O Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (SHST) é sempre uma medida 
preventiva em relação aos riscos profissionais. Ao reduzir significativamente a 
probabilidade de ocorrência de acidentes, a entidade empregadora não só obtém 
benefícios econômicos, mas também sociais, jurídicos e técnicos. Isso demonstra 
para os agentes externos, como parceiros, associações, entidades certificadoras, 
auditorias e autoridades fiscais, que a empresa é confiável e tem um histórico 
comprovado na área da prevenção de riscos profissionais. 
Organizar a Segurançae Saúde no Trabalho (SST) na empresa, conforme 
estabelecido pelo Decreto-Lei n.º 26/94, de 01 de fevereiro, implica estabelecer um 
quadro de papéis e responsabilidades e desenvolver uma rede de relações que 
permitam uma constante identificação e interpretação dos problemas existentes em 
 
 
cada momento, assim como uma contínua integração das ações preventivas em todas 
as áreas de atividade. 
O processo conjunto de avaliação e controle de riscos é conhecido como 
gestão de riscos, envolvendo a aplicação sistemática de políticas de gestão, 
procedimentos e práticas de trabalho para analisar, avaliar e controlar os riscos 
(conforme citado por Burriel, 1999, p. 8, in Roxo, 2003, p. 40). O conceito de Sistema 
de Prevenção de Riscos Profissionais, como um conjunto articulado de áreas de 
intervenção, está definido no regime jurídico estabelecido pelo Decreto-Lei n.º 441/91, 
de 19 de novembro (artigos 16.º a 21.º). 
Cabe ao Estado, em primeiro lugar, promover o desenvolvimento de um manual 
nacional para a prevenção de riscos profissionais. Essa rede nacional, conforme o 
artigo 5.º do referido diploma, deve abranger áreas como regulamentação, 
licenciamento, certificação, normalização, investigação, formação, informação, 
consulta e participação, serviços técnicos de prevenção, vigilância da saúde e 
fiscalização. 
3 NORMAS REGULAMENTADORAS ( NRs) 
As Normas Regulamentadoras (NRs) foram estabelecidas para definir um 
padrão nas leis relacionadas à segurança e saúde no trabalho, e, por terem sido com 
base na obrigação estabelecida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) na 
Convenção nº 161/85, o governo brasileiro promulgou a Portaria GM nº 3.214, de 8 
de junho de 1978, do Ministério do Trabalho (BRASIL, 1978a). Essa portaria se 
fundamentou no Artigo 200 da Consolidação das Leis do Trabalho, conforme redação 
dada pela Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977 (BRASIL, 1977). 
No seu Artigo 1º, essa Portaria aprovou as Normas Regulamentadoras do 
Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), referentes à 
segurança e medicina do trabalho (BRASIL, 1943).No entanto, sua elaboração e 
atualização dependem da emissão de uma portaria pelo Ministério do Trabalho e 
Emprego (MTE), que informa sobre a necessidade de criação, alteração, revisão ou 
exclusão das normas. 
A Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), sob a responsabilidade do 
MTE, é encarregada de desenvolver, atualizar, alterar ou excluir as NRs, coordenando 
 
 
seus membros. A CTPP é composta por representantes do governo, empregadores e 
trabalhadores, o que a torna uma comissão tripartite, dividida em três partes. 
O processo de desenvolvimento de uma Norma Regulamentadora (NR) é 
complexo e demorado, podendo levar anos para ser concluído e publicado. Isso 
ocorre devido à necessidade de considerar uma variedade de interesses envolvidos 
no processo. 
 Estabelecimento de prioridades: CTPP 
 Elaboração do texto técnico inicial: Grupo de Trabalho (GT) ou Grupo de 
Estudos Tripartite (GET) 
 Realização de consulta pública: Publicação no Diário Oficial da União 
(DOU) pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) 
 Discussão tripartite: Grupo Tripartite de Trabalho (GTT) 
 Avaliação final: Conduzida pela CTPP e revisada pela SIT 
 Publicação pela SIT 
 Monitoramento: Comissão Nacional Temática Tripartite (CNTT). 
Foram emitidas 28 normas, fundamentadas em regulamentos e práticas 
principalmente utilizadas durante a construção da hidrelétrica de Itaipu, as quais 
substituíram várias portarias anteriores. No momento, estão em vigor 38 normas 
regulamentadoras. 
A falta de cumprimento das Normas Regulamentadoras pelo empregador é 
considerada uma violação. Isso pode resultar na aplicação de penalidades 
apropriadas. 
Durante uma inspeção, se for identificada uma situação de grave e iminente 
risco à saúde e/ou integridade física dos trabalhadores, o fiscal pode propor 
imediatamente a interdição do estabelecimento, setor de serviço, máquina ou 
equipamento. Além disso, ele pode ordenar o embargo parcial ou total da obra. A 
empresa tem um prazo máximo de 60 dias para cumprir os itens notificados. Além 
disso, são impostas multas que podem variar consoante o número de funcionários do 
estabelecimento. 
As sanções pelo não cumprimento da NR 1 (Disposições Gerais) são 
estabelecidas na NR 28 (Fiscalização e Penalidades). As Normas Regulamentadoras 
são a principal referência para a sociedade no que diz respeito à segurança e saúde 
no trabalho. Portanto, a NR 1 desempenha um papel fundamental ao definir princípios 
 
 
gerais em relação às responsabilidades do empregador e do empregado para o 
cumprimento das NRs. 
É importante destacar que a própria NR-1 estabelece o conceito de empregador 
e empregado para efeitos de sua aplicação, conforme descrito no item 1.6, a e b: 1.6 
Para efeitos de aplicação das Normas Regulamentadoras (NRs), considera-se: 
a) Empregador: a pessoa física ou jurídica, individual ou coletiva, que, 
assumindo os riscos da atividade econômica, contrata, remunera e dirige a prestação 
pessoal de serviços. Equiparam-se ao empregador os profissionais liberais, as 
instituições de beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem 
fins lucrativos que contratem trabalhadores como empregados; 
b) Empregado: a pessoa física que presta serviços de forma não eventual a um 
empregador, sob sua subordinação e mediante remuneração. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
BARSANO, Paulo R.; BARBOSA, Rildo P. Higiene e Segurança do Trabalho. 
Editora Saraiva, 2014. E-book. ISBN 9788536514154. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536514154/. Acesso em: 27 
fev. 2024. 
 
CHIRMICI, Anderson; OLIVEIRA, Eduardo Augusto Rocha de. Introdução à 
Segurança e Saúde no Trabalho. Grupo GEN, 2016. E-book. ISBN 9788527730600. 
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527730600/. 
Acesso em: 27 fev. 2024. 
 
Dagnino, Ricardo de Sampaio; Junior, Salvador Carpi. RISCO AMBIENTAL: 
CONCEITOS E APLICAÇÕES. Rio Claro - Vol.2 - n.2 - julho/dezembro/2007, p. 50. 
 
DIOGO, Miguel F. Tato; FREIXO, Mário Alberto Gomes; TEIXEIRA, Manuel Antônio 
Machado. A GESTÃO DA PREVENÇÃO DE RISCOS PROFISSIONAIS. Disponível 
em: https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/581/2/224-237FCT2005-14.pdf. Acesso em 
27 fev. 2024. 
 
Leonardo, A., & Brás, I. (2016). Avaliação de riscos profissionais: em actividade 
industrial têxtil. Millenium - Journal of Education, Technologies, and Health, (38), 37–
51. Retrieved from https://revistas.rcaap.pt/millenium/article/view/8248. 
 
MESETRAB – Medicina e Segurança no Trabalho, Lda. AVALIAÇÃO DE RISCOS 
PROFISSIONAIS. Disponível em: 
https://www.sociprime.com/media/1/documentos/212/6117912181234a.pdf. Acesso 
em: 27 fev. 2024. 
 
MASCHIO, Adriana. GERENCIAMENTO DE RISCOS E SEGURANÇA: 
APLICABILIDADE E IMPORTÂNCIA PARA O SUCESSO DE PROJETOS. 
Dissertação (Mestre em Engenharia de Produção) - UNIVERSIDADE FEDERAL DO 
RIO GRANDE DO SUL, ESCOLA DE ENGENHARIA. 
https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/581/2/224-237FCT2005-14.pdf
https://revistas.rcaap.pt/millenium/article/view/8248
https://www.sociprime.com/media/1/documentos/212/6117912181234a.pdf
 
 
 
SESI. O QUE SÃO NORMAS REGULAMENTADORAS. Disponível em: 
https://fieg.com.br/repositoriosites/repositorio/portalfieg/download/Pesquisas/O_que_
sao_Normas_Regulamentadoras.pdf. Acesso em: 26 fev. 2024. 
 
 
 
 
 
https://fieg.com.br/repositoriosites/repositorio/portalfieg/download/Pesquisas/O_que_sao_Normas_Regulamentadoras.pdf
https://fieg.com.br/repositoriosites/repositorio/portalfieg/download/Pesquisas/O_que_sao_Normas_Regulamentadoras.pdf
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
	1 Introdução: Riscos profissionais
	2 riscos ambientais
	2.1 Classificação de riscos2.2 Gestão de Segurança e Riscos Profissionais
	3 Normas regulamentadoras ( NRs)
	Referências bibliográficas
	3.1

Mais conteúdos dessa disciplina