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71 Capítulo 5 Trade marketing 4.0 O trade marketing não é apenas um departamento das empresas, é uma filosofia de trabalho que tem como essência auxiliar tanto o depar- tamento de marketing como o departamento de vendas de uma orga- nização, unindo empresas fabricantes de bens de consumo com seus canais de distribuição, varejistas e consumidores. Por essência, é todo o esforço de uma empresa e de seus parceiros comerciais para disponibilizar seus produtos no ponto de venda quando o consumidor o procura, evitando a ruptura e estimulando-o a escolher seu produto em vez de o concorrente ao tomar a decisão de qual marca levará para casa. M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. 72 Gestão de Trade Marketing, Canais e Logística M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .Trata-se de um trabalho multidisciplinar, que envolve pessoas de diferentes empresas e áreas com o objetivo de disponibilizar os pro- dutos no varejo físico ou virtual somado a uma estratégia de destaque dos bens de consumo no ponto de venda, levando em consideração comportamentos de compra, trabalhando a ambientação e a organi- zação do varejo utilizando-se do gerenciamento de categoria. 1 Trade marketing: conceito, estrutura, intensidade e interação com diversos setores O trade marketing é uma estrutura que se desenvolveu para orientar e apoiar as atividades de marketing e vendas dentro do varejo. Lembrando que o varejista é uma corporação que organiza uma variedade de produ- tos por meio da promoção da livre concorrência em sua loja, permitindo o consumidor a tomar sua decisão perante a uma variedade de marcas de uma mesma categoria de produtos. Alvarez (2008) descreve: o trade marketing é acima de tudo uma fi- losofia da empresa, a qual entende que o foco no consumidor deve ser ampliado para a ação diante deste consumidor no ponto de venda, local da arena competitiva. O trade marketing está na área de vendas estimulando os con- sumidores, em busca da interação entre empresa, varejista e con- sumidor. Para tanto, Alvarez (2008, p. 74) destaca sete objetivos do trade marketing: 1. Promover a atratividade do seu produto dentro do ponto de venda por meio de estudos de localização e visibilidade. 2. Orientar a comunicação dos produtos, assim como o mix mais apropriado para o varejista. 3. Desenvolver ações de comunicação com materiais específicos para aplicação dentro do ponto de venda. 73Trade marketing 4.0 M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. 4. Apoiar o lançamento de produtos, promovendo experimentações e curiosidades aos consumidores presentes dentro do varejo. 5. Orientar a equipe de vendas e desenvolver material de apresentação de produtos que reforce os argumentos dessa equipe. 6. Desenvolver ações de estímulo de venda ao consumidor. 7. Acompanhar as necessidades e ideias dos clientes varejistas para desenvolver ações customizadas. Segundo Alvarez (2008), o trade marketing é um departamento que se relaciona e interage com distintos setores, como vendas, marketing, finanças e logística. Para desenvolver suas atividades rotineiras, carac- teriza-se por multidisciplinaridade de perfis de colaboradores, que têm a responsabilidade de trabalhar com diferentes setores e desenvolver uma visão sistêmica concentrando-se nos diversos objetivos dos setores com que se relaciona. Esses setores são marketing, vendas, financeiro, logísti- ca, clientes distribuidores, clientes varejistas e consumidores dos produ- tos da empresa. 2 Estratégias de trade marketing: ponto de vendas como diferenciação, construindo valor por curva de experiência O ponto de venda, físico ou virtual, é o ambiente onde se encontram os consumidores com um serviço. É o local onde o consumidor toma a sua decisão escolhendo bens de consumo. Os consumidores têm um ranking de preferência de suas marcas favoritas, principalmente quando falamos de bens de consumo não duráveis. Estímulos no ponto de venda são apropriados para auxiliar o consumidor a decidir qual bem de consu- mo levará para a casa. Diferentes formas de estímulo foram destacadas no apontamento dos sete objetivos do trade marketing. 74 Gestão de Trade Marketing, Canais e Logística M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .Entretanto existe um conceito a ser explorado que pode ou não tra- zer conforto para o consumidor: apresentação do ponto de venda como uma diferenciação perante os concorrentes. Esse conceito é conhecido como ambientação do ponto de venda, físico ou virtual. Lovelock, Wirtz e Hemzo (2011) observam que o ambiente em que um ponto de venda recebe seus consumidores transmite uma infinida- de de mensagens não verbais. Cores, disposição, organização, aparên- cia, paisagismo, mobiliário, equipamentos, uniformes, sinalização são elementos que ajudarão o cliente a ter uma boa ou má experiência do ponto de venda. O ambiente também deve estar organizado para facili- tar o funcionamento do local, seja no processo de venda e atendimento, seja para o consumidor conseguir encontrar o que procura. A comunicação não verbal é uma ferramenta que pode gerar boa ou má experiência para o consumidor. Um ponto de venda mal iluminado, desorganizado e descuidado gera má impressão, afasta o consumidor da loja ou do site. Um ambiente em que se trabalha a organização, boa iluminação, boa combinação de cores tende a criar bem-estar, aumen- tando as chances de o consumidor voltar à loja. O que explica esse com- portamento é um conceito da psicologia, a gestalt. A gestalt pode ser definida como processo de dar forma, de configurar o que é colocado diante dos olhos, exposto ao olhar. Nosso cérebro por meio dos cinco sentidos rapidamente interpreta o ambiente que estamos e responde com uma sensação positiva, que gera um sentimento de bem-estar, ou uma sensação de desconforto, que gera um sentimento de mal-estar. A figura 1 apresenta um modelo de padaria que podemos classificar como bem organizada, pois a ambientação tem o cuidado com a ilumi- nação voltada para as prateleiras de produtos. Destaca-se a organiza- ção dos itens por categoria onde temos uma seção de pães, subdividida com menores segmentos de acordo com o tipo. 75Trade marketing 4.0 M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Figura 1 – Exemplo de um ponto de venda organizado A figura 2 é um exemplo de loja desorganizada. Excesso de pro- dutos expostos tende a criar desconforto para o consumidor, já que, de acordo com o conceito da gestalt, terá dificuldade de interpretar a quantidade de elementos visuais no seu campo de visão. Há uma infinidade de bolsas expostas sem categorização objetiva. O ponto de venda tem pouca área para circulação de clientes e apresenta falta de iluminação. Caixasespalhadas pelo único e pequeno corredor cen- tral também não auxiliam no processo de interpretação do ponto de venda. A quantidade de ruídos visuais em virtude do grande número de itens exibidos afastará consumidores de entrar na loja ou mesmo aqueles que lá estiverem não estarão dispostos a permanecer por muito tempo em ambiente tão confuso. 76 Gestão de Trade Marketing, Canais e Logística M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .Figura 2 – Exemplo de um ponto de venda desorganizado 3 Convergência de canais e mix de trade marketing: aplicados em canais físicos, e-commerce e lojas híbridas com recursos digitais e IoT Nos capítulos 2 e 3, foram apresentados conceitos de diferentes tipos de canais de venda e o conceito de e-channel. O mundo físico e o virtual se complementam, cada um com suas vantagens e desvan- tagens está à disposição de um mesmo consumidor propiciando-lhe ocasião de compra, categoria de produto, tempo disponível ou prazo de recebimento. Já existem lojas físicas que integram disponibilidade de bens de consumo com tecnologia, reconhecendo o perfil do consumidor toda vez que este se apresenta a uma seção de produtos. O monitor de in- teração da seção apresentará, ao consumidor devidamente identifica- do, quais são os itens de sua preferência disponíveis, exibirá os preços 77Trade marketing 4.0 M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. dos produtos, os descontos direcionados a esse consumidor de acordo com as categorias de produtos relevantes no seu histórico de compras e fará sugestões de combinação de diferentes categorias de produtos que geram descontos se comprados de forma combinada. Tudo de acordo com o perfil de cada um dos consumidores. Com certeza o que a interação do monitor mostra de vantagens em forma de descontos para um cliente será diferente do que apresentará para outro. No e-commerce, o consumidor logo se apresenta ao fazer o login no site de compras. Instantaneamente, o sistema reconhece as compras já feitas, assim como os produtos vistos e não adquiridos no histórico do consumidor. Com todas essas informações, o e-commerce também oferecerá descontos aderentes ao perfil do consumidor com o objetivo de gerar a conversão em vendas. Além dos descontos personalizados, o site também sugere opções de produtos que são em geral adquiridas por consumidores de perfil parecido ao daquele que fez o login, inte- grando seu histórico de visitas com outras pessoas de perfil similar. Temos a IoT, internet of things, acrônimo em inglês para internet das coisas. Mas o que é IoT? IoT é um conceito que integra digitalmente objetos cotidianos à internet, conectando objetos a objetos, indo além da conexão entre pessoas. A IoT é uma rede de objetos como auto- móveis, prédios entre outros, dotados de tecnologias e sensores que permitem que a rotina de uma pessoa seja reconhecida e conectada à internet, reunindo e transmitindo dados, controlando remotamente os objetos. A IoT abre caminho para novas possibilidades como, por exemplo, a geladeira fazer pedidos automáticos para um supermercado solicitando reposição de produtos que acabaram ou estão por acabar. A IoT tem seus desafios e está sendo continuamente aprimorada, mas já é uma realidade que traz uma série de benefícios e conveniências, principalmente quando pensamos na reposição de bens de consumo não duráveis. Cabe aos varejistas rapidamente se integrarem à IoT para serem uma alternativa de varejo digital à disposição de objetos como uma geladeira, e não de um ser humano. 78 Gestão de Trade Marketing, Canais e Logística M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . 4 Jornada de experiência: tornando o momento de compra memorável e único, por meio de ambientação customizada e por pagamento automático A jornada de compra é uma expressão utilizada que reúne o ciclo de identificação do consumidor pela necessidade da aquisição de um bem de consumo ou serviço, escolha do varejo em que fará a aquisição, o tempo dentro do varejo físico ou virtual, o processo de atendimento, a apresentação dos produtos, a seleção dos produtos e, por fim, o paga- mento dos itens escolhidos ou pelo serviço executado. Parte da atratividade de uma loja física está na sua capacidade de diferenciação e organização do ambiente em que recebe seus consumi- dores, fator que gera boa ou má impressão a cada um dos clientes, um ponto de atenção que pode determinar a volta de um deles. Se for posi- tiva a impressão do ponto de venda, bem como o relacionamento com o atendimento do varejista, o ofertante estará caminhando para que a jor- nada de compra do seu consumidor seja uma experiência memorável, ganhando a preferência de um bom grupo de clientes que retornarão. No ambiente virtual, a ambientação também é um elemento que au- xilia na jornada de compras para torná-la memorável. Um site organiza- do, com uma lógica simples de categorização de produtos, diversidade de filtros e boa imagem dos itens vendidos, auxilia na experiência de compra. Os sites têm uma vantagem: ao reconhecerem seu consumi- dor por meio do login, eles podem se organizar e destacar os itens que fazem parte da rotina desse consumidor, melhorando sua experiência de compra, reforçando o vínculo com o cliente. Mas ainda há uma etapa do processo de compra que pode gerar des- conforto e má experiência: o pagamento. Fazer uma compra de reposição programada num supermercado, de mais de 100 itens, ainda nos obriga a retirar os produtos do carrinho, passar um a um pelo caixa, empacotá-los 79Trade marketing 4.0 M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. e devolvê-los ao carrinho. É um momento que demanda tempo, movi- mentação e paciência. A solução para tal desconforto já existe há anos e só não é utilizada porque as etiquetas RFID ainda têm um custo para serem aplicadas em cada produto pelo varejo supermercadista. RFID, radio frequency identification, é o acrônimo em inglês para identificação por radiofrequência. São etiquetas programáveis que, por meio de radiofrequência, conseguem transmitir as informações do produto escolhido pelo consumidor, identificando-o, bem como o seu preço. Hoje já é possível o consumidor selecionar seus produtos na loja, organizar em caixas dentro dos carrinhos, passar por uma antena que interpreta instantaneamente todos os itens e faz o fechamento da compra em um segundo, cabendo ao cliente apenas realizar o pa- gamento, livrando-se assim de todo o processo menos atraente da jornada de compras. 5 Iniciativas de ECR: conceito de ECR e projetos de gerenciamento por categorias ECR, efficient consumer response ou resposta eficiente ao consu- midor. Trata-se de um movimento global que, no Brasil, se tornou uma associação em que empresas industriais e comerciais, operadores lo- gísticos, empresas de informática, etc. trabalham em conjunto na busca de padrões comuns e processos eficientes que permitam minimizaros custos e otimizar a produtividade em suas relações. O ECR busca padrões comuns e processos eficientes que permitam: • Derrubar custos do sistema. • Ganhar velocidade nas transações. • Minimizar os estoques. • Otimizar a produtividade em suas relações. 80 Gestão de Trade Marketing, Canais e Logística M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .Todo esse planejamento e trabalho tem um objetivo comum para a indústria, cadeia de distribuidores e varejistas: o de evitar a ruptu- ra. Ruptura é a expressão utilizada quando há falta de um produto na gôndola. Quando o consumidor não encontra seu bem de consumo favorito no varejo, há algumas possibilidades, como desistir da compra, escolher um concorrente ou uma categoria substituta. Num primeiro momento, o varejista não é tão afetado, pois oferecerá um produto concorrente ou apresentará em suas prateleiras um produto substituto. Porém, a médio prazo, se o consumidor visitar um varejista que tenha ruptura de alguns itens que compõem sua cesta de preferência, ele poderá buscar outro varejista para fazer suas compras. Quem objetivamente perde receita com a ruptura de um produto é o seu respectivo fabricante que deixará de ter um item vendido em prol de um concorrente ou em prol de um produto substituto, perdendo receita que nunca mais voltará para a empresa. O processo ECR integra cinco diferentes atividades: ABC, que é a si- gla em inglês para custos baseados na atividade; escaneamento de có- digo de barras; pedido assistido por computador; EDI, que é a sigla em inglês para troca de dados eletrônicos; e gerenciamento de categorias. A figura 3 mostra como as cinco atividades estão integradas para evitar a ruptura de itens com a reposição e a gestão de sortimento de produ- tos no ponto de venda. 81Trade marketing 4.0 M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Figura 3 – Integração dos processos ECR Gerenciamento de categorias Promoção eficiente de produtosECRIntrodução eficiente de produtos Sortimento eficiente de produtos Reposição eficiente de produtos Reposição contínua Pedido assistido Código de barras/scanners ABC EDIEntrega direta em por computador loja/cross-docking Fonte: adaptado de Kurnia et al. (1998). Para a rotina do trade marketing, a atividade gerenciamento de catego- ria se destaca por auxiliar tanto o varejista como os canais de distribuição e a indústria a apresentar os bens de consumo demandados pelos con- sumidores de cada um dos pontos de venda existentes. O gerenciamento de categorias é um processo no qual o varejista co- nhece a real demanda dos produtos por parte dos seus consumidores e busca organizar e expô-los em categorias, com o objetivo de administrá- -las de forma independente. As categorias usualmente abrangem produ- tos semelhantes com demandas parecidas, ciclos de recompra similares e, por muitas vezes, complementares. De acordo com Mattar (2011), o gerenciamento de categorias per- mite o consumidor a tomar decisões por departamentos, facilitando o processo de compra com a organização de itens similares e comple- mentares. Ao classificar os produtos por volume de vendas, é possível 82 Gestão de Trade Marketing, Canais e Logística M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .ao varejista uma melhor utilização dos espaços da loja, buscando mon- tar as gôndolas como um espelho da demanda dos consumidores. O maior ganho de um varejista e, por consequência, de seus fornecedores ao utilizarem o gerenciamento de categorias é a menor ruptura de pro- dutos de alto giro, aumentando a margem do varejista. Considerações finais O trade marketing é antigo e aplicado há décadas. Porém, a organi- zação dos conceitos e seu emprego de forma estruturada e holística ocorrem desde o começo do século XXI. O trade marketing visa auxiliar fabricantes a disponibilizar e expor seus produtos no varejo, ajuda o va- rejista a organizar o ponto de venda para uma melhor experiência de compra dos consumidores e contribui para que os clientes encontrem os bens de consumo no ponto de venda. Como Alvarez (2008) descreve, o ponto de venda é o local em que estão reunidos diferentes fabricantes e categorias de produtos, orga- nizados por um varejista com o objetivo de proporcionar uma expe- riência confortável para o consumidor. É o local onde o consumidor toma suas decisões de compra. O ponto de venda é uma arena com- petitiva que permite a apresentação de diversos estímulos aos consu- midores visando gerar conversão de vendas. Uma boa apresentação de produtos, um ponto de venda diferenciado e organizado seguindo as diretrizes do ECR, levando em consideração a tecnologia como a IoT, aumentará as chances de sucesso do varejista, cabendo aos fabricantes, por meio dos canais de marketing, avaliarem quais são os canais e varejos mais apropriados para estarem à disposição de seu público-alvo. 83Trade marketing 4.0 M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Referências ALVAREZ, F. M. Trade marketing: a conquista do consumidor no ponto de ven- da. São Paulo: Saraiva, 2008. E-book. KURNIA, S.; SWATMAN, P. M. C.; SCHAUDER, D. Efficient consumer response: a preliminary comparison of US and European experiences. In: INTERNATIONAL CONFERENCE ON ELECTRONIC COMMERCE, 11., 1998, Bled. Proceedings [...]. New York: Association for Computing Machinery, 1998. p. 126-143. LOVELOCK, C; WIRTZ, J; HEMZO, M. Marketing de serviços: pessoas, tecnolo- gia e estratégia. 7. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011. MATTAR, F. N. Administração de varejo. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.