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SP2 HISTOLOGIA- CEREBELO Anatomia: ● O cerebelo está localizado na fossa craniana posterior e é dorsal ao ponte e à medula, dos quais é separado pelo quarto ventrículo. O cerebelo possui duas partes principais: os núcleos profundos cerebelosos e o córtex cerebeloso. ● Ele contribui para a função motora ao controlar a coordenação muscular, o equilíbrio e a postura. Histologia: ● Corte com semelhança à couve-flor. Isso se deve à aparência com haste da substância branca revestida pela substância cinzenta externa do córtex. ● Às lobulações e fólios do cerebelo são imediatamente evidentes.Esses fólios são os giros em forma de folha do córtex cerebeloso. O extenso suprimento vascular também será evidente, pois é necessário um alto fluxo sanguíneo para atender às demandas da atividade neural do cerebelo. ● A pia mater, a camada mais interna das meninges, que cobre e protege o cerebelo, também tende a aparecer ao redor do perímetro dessa estrutura em uma seção manchada. Córtex cerebelar: ● A substância cinzenta do cerebelo também é chamada de córtex e pode ser dividida em três camadas; a camada molecular externa, a camada intermediária das células de Purkinje e a camada granular interna. Existem muitos neurônios, células gliais e fibras localizadas no córtex, que contribuem para as funções motoras do cerebelo. ➔ Camada molecular: ● Externa ● Sináptica: contém muitos axônios de células granulares e dendritos das células de Purkinje com menor densidade celular. Células estreladas e células cesta localizadas superficialmente são encontradas nessa camada. ● As células estreladas geralmente possuem dendritos curtos que fazem contato com um pequeno número de dendritos celulares de Purkinje. Em comparação, as células cesta possuem extensos processos dendríticos que podem entrar em contato com um número muito maior de células de Purkinje. Ambas as células recebem entrada excitatória das fibras paralelas e, por sua vez, exibem influência inibitória sobre as células de Purkinje ● A camada molecular é pobre em células, aparecendo em HE como rósea e finamente granulosa. É, porém, rica em prolongamentos celulares e sinapses. Abriga os dendritos das células de Purkinje e de Golgi, e os axônios das células granulosas (chamados fibras paralelas), que cursam ao longo do maior eixo da folha. Os neurônios presentes na camada molecular são os neurônios estrelados externos (outer stellate https://www.kenhub.com/en/library/anatomy/white-matter https://www.kenhub.com/en/library/anatomy/white-matter https://www.kenhub.com/en/library/anatomy/pia-mater https://www.kenhub.com/en/library/anatomy/meninges-of-the-brain-and-spinal-cord https://www.kenhub.com/en/library/anatomy/axon https://www.kenhub.com/en/library/anatomy/dendrites HISTOLOGIA- CEREBELO cells) na porção mais externa e, na porção mais interna, as células em cesto (basket cells) assim chamadas porque seu axônio termina em volta das células de Purkinje em formações comparadas a pequenos cestos (ver NF). Tanto os neurônios estrelados como as células em cesto exercem influência inibitória em suas sinapses. ➔ Camada de células de Purkinje: ● Camada intermediária com grandes células de Purkinje em formato de pera. ● Seus corpos celulares são maiores no cerebelo, com aparência única e distinta. Os dendritos dessas células residem na camada molecular, enquanto seus axônios projetam-se profundamente através da camada granular e fazem sinapse até os núcleos profundos do cerebelo ● São neurônios inibitórios cruciais localizados no córtex cerebelar, essenciais para coordenar movimentos motores, postura e equilíbrio. ● As grandes células de Purkinje correspondem à via efetora ou de saída do córtex cerebelar. Seu axônio sai do polo inferior da célula e penetra na camada granulosa a caminho dos núcleos profundos do cerebelo, onde faz uma sinapse do tipo inibitório. O corpo celular volumoso e globoso origina no polo superior um elaborado dendrito que se ramifica no plano perpendicular ao do maior eixo da folha. O núcleo da célula de Purkinje é grande, com cromatina granulosa e nucléolo proeminente. ● Dendrito é voltado para a camada molecular ● Axônio para a camada granulosa ➔ Camada Granulosa ● Interna contém muitas células granulares compactas e células de Golgi tipo II. Células granulosas, que estão entre os menores neurônios do cérebro, com quase 5μm de diâmetro e formato arredondado a oval, geralmente representam as extensões das fibras musgosas. Seus axônios se estendem para a camada molecular externa, onde se ramificam em formato de T formando fibras paralelas e fazem sinapse com os dendritos de Purkinje, células de cesta e estreladas. ● Os núcleos dessas células granulares geralmente se tingem de escuro, dando à camada granular inteira uma aparência mais escura em comparação com a substância branca e a camada molecular do córtex. As células de Golgi também estão espalhadas por toda a camada granular, com seus dendritos se ramificando na camada molecular, enquanto seus axônios fazem sinapse com as células granulares ● Glomérulos cerebelares: menores neurônios do corpo. Seu núcleo pequeno lembra o de um linfócito e o nucléolo, quando presente, é pouco evidente. Os espaços róseos entre as células granulosas são sinapses complexas denominadas HISTOLOGIA- CEREBELO glomérulos cerebelares. No glomérulo, um axônio chamado fibra musgosa termina em um pequeno bulbo, que faz sinapses com dendritos das células granulosas próximas e dendritos de células de Golgi. O axônio de uma célula de Golgi (abaixo) também participa do complexo. ● As células de Golgi: são neurônios que têm o corpo celular na parte superficial da camada granulosa, isto é, mais próximo à camada de Purkinje. Seu dendrito é dirigido à camada molecular onde se arboriza em todas direções, e não em um só plano como o dendrito das células de Purkinje. O axônio da célula de Golgi termina nos glomérulos cerebelares (acima), onde tem influência inibitória. ● Núcleo denteado. É o maior núcleo profundo do cerebelo, que recebe os axônios das células de Purkinje. Os neurônios do núcleo denteado são multipolares, com vários dendritos e citoplasma abundante que acumula considerável quantidade de lipofuscina, mesmo em indivíduos jóvens. (Comparativamente, as células de Purkinje quase não formam lipofuscina, mesmo em indivíduos idosos). A lipofuscina é um pigmento amarelado ou levemente pardacento que se forma no citoplasma de células que não se dividem, e aumenta gradualmente com a idade. Compõem-se de organelas degeneradas e macromoléculas polimerizadas que a célula não consegue eliminar. HISTOLOGIA- CEREBELO SP3 HISTOLOGIA- MEDULA ESPINHAL A medula espinhal é um importante órgão de comunicação entre o encéfalo e os membros e tronco. ● Pela substância branca da medula passam importantes conjuntos de feixes de axônios transmitindo informações do encéfalo assim como para o encéfalo ● Na substância cinzenta da medula há neurônios motores e também muitos interneurônios. Os neurônios motores comandam funções importantes do corpo, tais como contração de músculo liso e esquelético, secreção de glândulas ● Neurônios motores situados na porção ventral da medula espinhal controlam a contração de músculos esqueléticos dos vários segmentos do corpo. Os axônios destes neurônios saem da medula na sua porção ventral contribuindo para a constituição dos nervos raquidianos que se dirigem aos músculos esqueléticos. ● Pelos mesmos nervos raquidianos chegam axônios de vários locais do corpo trazendo informações sensoriais. Estes axônios têm extremidades na periferia e trazem informação aos gânglios sensitivos situados próximos à medula, formando duas cadeias de gânglios (uma de cada lado) ao longo de todamedula. ● Estes gânglios contêm neurônios pseudounipolares dos quais saem os axônios que trazem informação sensorial do corpo. Estes axônios continuam seu trajeto, saem do gânglio e entram da medula espinal por sua face dorsal. Ali estabelecem sinapses com outros neurônios e a informação é enviada para os centros superiores ou para os neurônios motores próximos formando um arco reflexo. ● ● Um corte transversal da medula espinhal mostra que a sua substância cinzenta se situa no centro – ao contrário do cérebro e cerebelo – e que sua forma em cortes lembra a de uma borboleta. ● A substância escura – ressaltada em cinza escuro – ocupa a região central da medula, envolvida pela substância branca, periférica – ressaltada em cor cinza claro. Conforme a localização dos cortes transversais da medula espinhal a substância cinzenta lembra o aspecto de uma borboleta. ● O centro da substância cinzenta é percorrido por um canal denominado canal central da medula ou canal ependimário – representado pelo circulo azul. O canal contém líquido céfalo-raquidiano e se continua com a cavidade do quarto ventrículo.O canal é revestido por um epitélio simples cilíndrico ou cúbico ciliado. As setas na figura inferior indicam cílios das células desse epitélio. HISTOLOGIA- MEDULA ESPINHAL ● A substância cinzenta ocupa o centro da medula. É mais corada que a substância branca por que possui grande quantidade de corpos celulares dos neurônios e de células da glia, além de grande quantidade de axônios não mielinizados e de prolongamentos das células da glia. ● A substância branca é menos corada e tem um aspecto rendilhado. A maioria de suas fibras é mielinizada e está seccionada transversalmente. A mielina, que recobre os axônios, é uma mistura de lipídios complexos. Os lipídios costumam ser dissolvidos durante a preparação de cortes histológicos por técnicas rotineiras, devido ao uso de etanol e solventes orgânicos (xilol, benzol, toluol). Desta maneira, onde havia mielina existem agora espaços claros. ● O número 4 corresponde aos corpúsculos de Nissl, que aparecem como áreas mais basofílicas (arroxeadas) no citoplasma do neurônio. Eles são formados por retículo endoplasmático rugoso associado a ribossomos. Sua função principal é a síntese proteica, fundamental para a produção de neurotransmissores, enzimas e proteínas estruturais necessárias ao funcionamento e à regeneração neuronal. ● O número 6 identifica os núcleos das células da neuróglia, especialmente a micróglia. São núcleos pequenos, mais escuros e alongados, distribuídos entre os neurônios. A micróglia exerce função imunológica no sistema nervoso central, atuando como célula de defesa. Ela realiza fagocitose de detritos celulares, participa de processos inflamatórios e responde a lesões. ● O número 7 corresponde ao astrócito protoplasmático, célula típica da substância cinzenta. Possui núcleo mais claro e múltiplos prolongamentos, embora estes nem sempre sejam bem visíveis na coloração HE. Os astrócitos exercem funções de suporte estrutural, controle do ambiente extracelular (regulação de íons e neurotransmissores), nutrição neuronal e participação na barreira hematoencefálica. ● O número 8 indica o oligodendrócito, célula menor, com núcleo arredondado e mais denso. Sua principal função é a produção da bainha de mielina no sistema nervoso central, permitindo o aumento da velocidade de condução do impulso nervoso. Diferentemente das células de Schwann, cada oligodendrócito pode mielinizar vários axônios simultaneamente. ● HISTOLOGIA- MEDULA ESPINHAL Diferenciar células ependimarias e da glia cérebro e medula SP4 HISTOLOGIA- NERVO PERIFÉRICO E GÂNGLIO O sistema nervoso central é composto pelo cérebro e pela medula espinhal, enquanto o sistema nervoso periférico inclui todas as fibras espinhal e dos nervos cranianos que fornecem a inervação dos órgãos finais. Vale mencionar que o sistema nervoso periférico é dividido em duas subdivisões principais: a somática e a autônoma. A divisão autonômica pode ser ainda dividida em simpática, que desencadeia a resposta de "luta ou fuga", e parasimpática, que promove a resposta de "descanso e relaxamento". Em uma inspeção geral, os nervos podem ser percebidos como faixas brancas sólidas e solitárias. A inspeção histológica revela que cada fibra nervosa é composta por um grande número de axônios cujos corpos celulares residem nos gânglios centrais ou periféricos, na medula espinhal ou no cérebro Uma célula nervosa ou neurônio consiste em um corpo de formato irregular com projeções (que afilam em bulbos arredondados) conhecidos como dendritos. Todos os componentes celulares padrão podem ser encontrados em um neurônio. Além disso, os neurônios possuem uma projeção alongada que se estende a partir do corpo celular, conhecida como axônio. O comprimento de um axônio é variável, e eles frequentemente são encapsulados em bainhas isolantes interrompidas conhecidas como bainhas de mielina (produzidas pelas células de Schwann). Os pontos de interrupção são chamados de nós de Ranvier. Juntos, os nós de Ranvier e a bainha de mielina podem alterar a taxa de condução ao longo de um neurônio. Se a bainha de mielina for espessa e o neurônio tiver numerosos nós de Ranvier, então a taxa de condução será maior do que se a bainha de mielina fosse fina e o neurônio tivesse menos nós de Ranvier. As células de Schwann são a principal célula de suporte no sistema nervoso periférico. Sua função é envolver HISTOLOGIA- NERVO PERIFÉRICO E GÂNGLIO cada axônio em mielina branca e gordurosa. Em um neurônio não mielinizado, o potencial de ação é propagado sequencialmente ao longo do axônio de um canal de sódio para o outro (imediatamente adjacente a ele). Camadas finas de fibras reticulares formando tecido conjuntivo vascular solto, conhecido como endoneurio ou bainha de Henle, envolve um aglomerado de axônios não mielinizados ou um único axônio mielinizado. Uma fina camada de tecido conjuntivo achatado chamada perineurio envolve um grupo de axônios conhecido como fascículo nervoso. Uma camada externa espessa de tecido conjuntivo então une todos os fascículos; Isso é chamado de epineurio. O epineurio possui algum grau de laxitude inerente que permite o alongamento dos fascículos nas articulações e durante o movimento geral. Ao contrário dos neurônios, que são de origem neuroectodérmica, as camadas de tecido conjuntivo ao redor surgem do mesoderme. O epineurio é formado a partir de tecido conjuntivo areolar de origem mesodérmica. Por convenção, a espessura do epineurio está relacionada ao número de fascículos que ele envolve. Fibroblastos, colágeno dos tipos I e III e alguns adipócitos dão suporte aos nervos envolvidos. No perineurio, há camadas de células poligonais fibroblásticas e fibras de colágeno, circunscritas pela lâmina basal. É uma borda metabolicamente ativa e, como tal, o citoplasma das células constituintes geralmente inclui vesículas, e a membrana citoplasmática demonstra atividade pinocitotica. O endoneurio é rico em colágeno tipo III, que está organizado ao longo do eixo longo das fibras nervosas. Essa camada é principalmente povoada por células de Schwann, bem como por células endoteliais. Mastócitos ocasionais e macrófagos locais também podem ser encontrados Gânglio Nervoso Os gânglios são agrupamentos de corpos de neurônios no sistema nervoso periférico. Eles podem ser classificados em dois grupos, os gânglios sensitivos (relacionados ao sistema nervoso somático) e os HISTOLOGIA- NERVO PERIFÉRICO E GÂNGLIO gânglios autonômicos (relacionados ao sistema nervoso autônomo). SP2 SP3 SP4