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METODOLOGIA DO ENSINO DE
HISTÓRIA E GEOGRAFIA NO
ENSINO FUNDAMENTAL I
_______________________
RESUMO PREMIUM
PÁGINAS DO SABER • Resumos para Pedagogia FAM
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KANBAN: AULA 1| METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA E
GEOGRAFIA
TÓPICOS E
CONTEÚDO
INTEGRAL
A ESTUDAR EM LEITURA REVISÃO /
CONCLUÍDO
MÓDULO 1:
HISTORIOGRAFIA E
PERCEPÇÃO
TEMPORAL
1. O Tempo e os
Calendários (Pág. 1)
☐ ☐ ☐
2. O que é
Historiografia? (Pág. 1)
☐ ☐ ☐
3. Desafios do
Historiador (Pág. 1)
☐ ☐ ☐
4. A História na Sala de
Aula (Pág. 2)
☐ ☐ ☐
MÓDULO 2: TEORIAS E
EVOLUÇÃO DO
PENSAMENTO
1. O Historiador como
Ser Humano (Pág. 3)
☐ ☐ ☐
2. Evolução das
Escolas Históricas
(Pág. 3)
☐ ☐ ☐
3. O Perigo das Ideias
de "Progresso" e
"Evolução" (Pág. 3)
☐ ☐ ☐
4. A História e a
Interdisciplinaridade
(Pág. 3)
☐ ☐ ☐
5. Grandes Pensadores
Contemporâneos (Pág.
3)
☐ ☐ ☐
MÓDULO 3: ESCOLA
DOS ANNALES E
NOVAS ABORDAGENS
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1. Origem e Contexto
(Pág. 4)
☐ ☐ ☐
2. A Quebra de
Paradigma (A Grande
Mudança) (Pág. 4)
☐ ☐ ☐
3. Novos Objetos de
Estudo (Pág. 4)
☐ ☐ ☐
4.Interdisciplinaridade
(Pág. 5)
☐ ☐ ☐
1. O Conceito de
Escala (Micro vs.
Macro) (Pág. 5)
☐ ☐ ☐
2. A Quebra da
Hierarquia de
Importância (Pág. 5)
☐ ☐ ☐
3. História Regional: O
Meio do Caminho (Pág.
6)
☐ ☐ ☐
MÓDULO 4: GRUPOS
SILENCIADOS E
HISTÓRIA DO BRASIL
1. O Mundo Público vs.
Mundo Privado (Pág. 6)
☐ ☐ ☐
2. História de Gênero e
o Matriarcado (Pág. 6)
☐ ☐ ☐
3. A História dos
Marginalizados (Pág. 7)
☐ ☐ ☐
4. Influências na
Historiografia
Brasileira (Pág. 7)
☐ ☐ ☐
MÓDULO 5:
METODOLOGIA,
CULTURA E ARTE
1. A Revolução das
Fontes Históricas (Pág.
7)
☐ ☐ ☐
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2. O Historiador como
questionador (Pág. 8)
☐ ☐ ☐
3. Rigor e
Complexidade (Pág. 8)
☐ ☐ ☐
1. Cultura: Senso
Comum vs. Ciência
(Pág. 8)
☐ ☐ ☐
2. O Mito das Culturas
"Atrasadas" (Pág. 9)
☐ ☐ ☐
3. Eurocentrismo e
Invisibilidade (Pág. 9)
☐ ☐ ☐
4. Dinamismo e Trocas
Culturais (Pág. 9)
☐ ☐ ☐
5. A Arte como
Documento (Pág. 9)
☐ ☐ ☐
MÓDULO 6: ARTE,
DISCURSO E FONTES
ORAIS
1. A Arte como Fonte
Histórica (Pág. 10)
☐ ☐ ☐
2. A Evolução do Papel
do Artista (Pág. 10)
☐ ☐ ☐
3. Arte "Maior" vs. Arte
"Menor" (Pág. 10)
☐ ☐ ☐
4. A Liberdade e o
Imponderável (Pág. 11)
☐ ☐ ☐
1. Discurso: Além do
Senso Comum (Pág.
11)
☐ ☐ ☐
2. Definição
Acadêmica e
Metodologia (Pág. 11)
☐ ☐ ☐
3. Discurso, Tempo e
Espaço (Pág. 12)
☐ ☐ ☐
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1. O que é uma Fonte
Histórica? (Pág. 12)
☐ ☐ ☐
2. A Evolução do
Conceito de
Documento (Pág. 12)
☐ ☐ ☐
3. A História Oral (Pág.
12)
☐ ☐ ☐
4. O Desafio do
Pesquisador (Pág. 13)
☐ ☐ ☐
MÓDULO 7: MEMÓRIA,
PATRIMÔNIO E
GEOGRAFIA
1. O Conceito de
Memória (Pág. 13)
☐ ☐ ☐
2. Patrimônio Histórico
e Cultural (Pág. 13)
☐ ☐ ☐
3. As Quatro
Categorias de
Patrimônio (Pág. 14)
☐ ☐ ☐
4. Patrimônio Imaterial
(Intangível) (Pág. 14)
☐ ☐ ☐
5. O Objetivo da
Preservação (Pág. 14)
☐ ☐ ☐
1. O Papel da Geografia
(Pág. 15)
☐ ☐ ☐
2. A Evolução do
Pensamento
Geográfico (Pág. 15)
☐ ☐ ☐
3. Geografia Escolar no
Brasil (Pág. 15)
☐ ☐ ☐
1. A Geografia como
Ciência e Disciplina
(Pág. 15)
☐ ☐ ☐
2. O Objeto de Estudo:
O Espaço Geográfico
(Pág. 16)
☐ ☐ ☐
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3. Categorias de
Análise (Pág. 16)
☐ ☐ ☐
4. A Geografia nos
Anos Iniciais e os PCN
(Pág. 16)
☐ ☐ ☐
1. Geografia Moderna e
Clássica (Séc. XIX ao
início do XX) (Pág. 17)
☐ ☐ ☐
2. Geografia Teorético-
Quantitativa (Década
de 1960) (Pág. 17)
☐ ☐ ☐
3. Geografia Crítica ou
Radical (Década de
1970) (Pág. 17)
☐ ☐ ☐
4. Geografia
Humanista (Década de
1980 em diante) (Pág.
18)
☐ ☐ ☐
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AULA 1. METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA
NO ENSINO FUNDAMENTAL I
Este resumo organiza os conceitos fundamentais sobre Historiografia e a percepção
do tempo, facilitando o estudo direto dos pontos essenciais.
1. O Tempo e os Calendários
A História estuda a humanidade no tempo. Para organizar essa passagem, usamos
ferramentas específicas.
• Cronologia: É a forma de listar e representar os fatos no tempo.
• Calendário: É uma construção humana. Não é apenas um papel com datas,
mas uma representação simbólica e cultural.
• Natureza do Calendário: Segundo Jacques LeGoff, ele é um objeto:
o Religioso;
o Científico;
o Cultural;
o Social.
• Ideia Principal: O tempo não é neutro. O uso de um calendário (como o
Gregoriano) revela escolhas políticas e culturais de uma sociedade.
2. O que é Historiografia?
Se a História estuda o passado, a Historiografia estuda como a História é escrita.
• Reflexão Interna: É a ciência que analisa o papel do historiador e suas
escolhas.
• Nenhuma escolha é ingênua: O historiador decide o que "merece" ser
lembrado e o que será esquecido.
• Escolas de Pensamento: A forma de escrever a História muda conforme a
época, o lugar e a linha ideológica do pesquisador.
• Utilidade: Serve para mostrar que todo historiador sofre pressões (políticas,
ideológicas) e possui preconceitos, sendo impossível uma neutralidade total.
3. Desafios do Historiador
O trabalho de pesquisa enfrenta obstáculos que podem distorcer a realidade do
passado.
• Distanciamento: É difícil para alguém do século 21 entender povos antigos
(como a República Romana) sem projetar valores atuais.
• Subjetividade: Em pesquisas pessoais (como árvores genealógicas), o lado
emocional pode levar o autor a exagerar fatos bons ou esconder fatos ruins.
• O Erro Acidental: Ocorre quando aplicamos a moral de hoje ao passado.
o Exemplo das Togas: Alunos podem achar que romanos usavam
"roupas femininas" porque as togas se parecem com vestidos
modernos. O erro é não entender o padrão (paradigma) daquela época.
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4. A História na Sala de Aula
O estudo da historiografia é fundamental para o ensino de qualidade.
• Papel do Professor: Explicar os contextos antigos para evitar visões
equivocadas dos alunos.
• Dinamismo Social: Mostrar que as sociedades mudam constantemente e que
nossos conceitos atuais não servem para julgar o passado.
• Propósito: Fugir de aulas decorativas e estimular o pensamento crítico sobre
como o conhecimento é construído.
Ideia Central para Memorizar:
A História não é apenas uma lista de fatos;ela é uma construção feita por pessoas
que escolhem o que contar e como contar, baseadas em seu próprio tempo e cultura.
Este resumo organiza as Teorias da História e a evolução do pensamento dos
historiadores, focando na ideia de que a História é uma construção humana e,
portanto, sujeita a falhas e interpretações.
1. O Historiador como Ser Humano
A História é uma ciência feita por pessoas. Por isso, ela nunca é 100% neutra.
• Perspectiva Pessoal: O historiador é moldado por suas experiências e pelo
contexto político ao seu redor.
• Limites à Escrita: A liberdade de um historiador muda conforme o regime
(ditadura vs. democracia) e seus próprios interesses.
• Subjetividade: Não se pode ignorar que as opiniões e sentimentos do
pesquisador influenciam o trabalho.
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2. Evolução das Escolas Históricas
A definição de "o que é História" mudou drasticamente ao longo dos séculos.
Movimento Período Visão da História
Iluminismo Sécs. 17 e 18 A humanidade caminha sempre para o progresso.
Positivismo 1898 - 1950 Busca a verdade absoluta e objetiva (ciência rígida).
Escola dos Annales 1929 - 1989 Defende a interdisciplinaridade (união com outras
ciências).
Nova História 1970 - Hoje Não existe uma explicação única; foco em novas
abordagens.
3. O Perigo das Ideias de "Progresso" e "Evolução"
No passado, esses conceitos foram usados de forma maliciosa para justificar
dominações.
• Eurocentrismo: No século 19, a Europa se via como o "auge da civilização".
• Erros Propositais: Historiadores usaram a ideia de "progresso" para dizer que
povos africanos eram "atrasados".
• O Fardo do Homem Branco: Justificativa racista usada para colonizar terras
sob o pretexto de "civilizar" os povos.
• A Crise do Conceito: Após as Guerras Mundiais e a quebra da bolsa de 1929, a
ideia de que a humanidade só melhora (progresso inevitável) entrou em
colapso.
4. A História e a Interdisciplinaridade
Para diminuir erros e entender melhor o passado, a História "pede ajuda" a outras
áreas.
• Psicologia: Ajuda a entender como líderes convenciam as massas.
• Sociologia: Explica movimentos sociais e organizações de classes.
• Antropologia: Auxilia no entendimento de costumes e figuras regionais.
• Geopolítica: Colabora no estudo de fronteiras e poder entre países.
5. Grandes Pensadores Contemporâneos
Ideias principais de nomes que moldaram a História atual:
• Marc Bloch: A História é a ciência dos homens no tempo.
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• E. H. Carr: A História é uma interpretação, não o fato puro. Depende da
sociedade de quem escreve.
• Jacques LeGoff: Todos os indivíduos pertencem ao seu tempo (historicidade).
• Ciro Flamarion Cardoso: A História foca em estruturas globais (economia,
cultura) e não apenas em fatos isolados.
Ideia Central para Memorizar:
A História não é uma ciência infalível nem uma verdade absoluta. Ela é uma
interpretação constante que depende de quem conta a história e de quais outras
ciências ajudam a analisar o passado.
Este resumo detalha o surgimento e a importância da Escola dos Annales, um dos
movimentos mais revolucionários para a ciência histórica.
1. Origem e Contexto
A Escola dos Annales mudou o jeito de se fazer História no século 20.
• O que foi: Um movimento formado por historiadores ligados à revista francesa
Annales.
• Fundadores: Liderada por Lucien Febvre e Marc Bloch.
• Marco inicial: A primeira edição da revista foi publicada em 1929.
• Cenário do mundo: O movimento surgiu em uma época de crise econômica e
logo após os traumas da Primeira Guerra Mundial.
2. A Quebra de Paradigma (A Grande Mudança)
Antes dessa escola, a História era muito limitada e focada apenas em grandes figuras.
• História Tradicional (Antes): Focava apenas na política, em países, governos,
reis e generais.
• Visão dos "Vencedores": Antigamente, só os grandes acontecimentos
nacionais eram estudados.
• A Crítica dos Annales: Os fundadores diziam que olhar apenas para os
poderosos criava uma narrativa "fraca e pobre", pois ignorava a maioria da
população.
3. Novos Objetos de Estudo
Com os Annales, a História passou a olhar para o que era "invisível" antes.
• Vida Privada: O cotidiano das pessoas passou a ser importante.
• Ambiente Social: A casa e a família viraram temas de estudo.
• Novos Protagonistas: Inclusão do papel das mulheres e das crianças na
história, além do patriarca.
• Ações Humanas: O foco mudou dos grandes heróis para as ações de seres
humanos comuns em diferentes esferas.
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4. Interdisciplinaridade
A Escola dos Annales defendia que a História não consegue explicar tudo sozinha.
• Diálogo entre Ciências: O historiador deve conversar com outras áreas para
entender a humanidade.
• Ciências Parceiras:
o Sociologia e Economia: Para entender as estruturas sociais e
financeiras.
o Geografia: Para entender o espaço onde o homem vive.
o Artes e Música: Para entender a cultura e as expressões de um povo.
Ideia Central para Memorizar:
A Escola dos Annales tirou a História do gabinete dos reis e generais e a levou para o
dia a dia das pessoas comuns, defendendo que toda atividade humana (arte,
economia, vida familiar) é importante para entender o passado.
Este resumo explica as diferentes escalas que um historiador pode usar para estudar
o passado, focando nos conceitos de Micro-história, Macro-história e História
Regional.
1. O Conceito de Escala (Micro vs. Macro)
A diferença entre essas duas correntes está no "tamanho" do objeto que o
pesquisador escolhe estudar.
• Micro-história: Estuda o "pequeno". Foca em narrativas individuais ou grupos
reduzidos.
o Exemplo: A história de uma única pessoa, de uma família ou de uma
instituição do bairro (como uma igreja ou um terreiro).
o Característica: É muito aprofundada e pessoal.
• Macro-história: Estuda o "grande". Foca em temas abrangentes e gerais.
o Exemplo: A história econômica de um país inteiro ou as relações entre
continentes.
o Característica: É mais impessoal e busca encontrar padrões que se
repetem ao longo do tempo.
2. A Quebra da Hierarquia de Importância
A partir da Escola de Annales (década de 1930), houve uma mudança na forma de
escolher o que estudar.
• Fim da "Grande História": Antigamente, achava-se que só o "Macro" (reis,
guerras, países) era importante.
• Novo Critério: O historiador agora pode escolher qualquer recorte.
• A Pergunta Chave: "O assunto é importante para quem?". O que é importante
hoje pode não ser amanhã.
• O Valor da Pesquisa: Não importa o tamanho do tema, o que vale é se ele traz
reflexões valiosas sobre as ações humanas.
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3. História Regional: O Meio do Caminho
Entre o micro e o macro, existe uma grande variedade de opções, onde se destaca a
História Regional.
• Localização Flexível: A história regional fica entre o micro e o macro,
dependendo do objetivo do pesquisador.
• Recortes Possíveis: O historiador define sua região por:
o Continente;
o País;
o Estado;
o Cidade ou Bairro.
• Importância da Definição: O pesquisador deve sempre deixar claro qual
conceito de "região" está usando para que o estudo seja preciso.
Ideia Central para Memorizar:
A Micro-história olha para o indivíduo e o detalhe; a Macro-história olha para a
estrutura e o todo. Nenhuma é "melhor" que a outra; ambas são ferramentas para
entender a humanidade em diferentes níveis.
Este resumo aborda como a História passou a dar voz a grupos e temas que antes
eram ignorados, focando na transição do mundopúblico para o privado e na crítica ao
eurocentrismo.
1. O Mundo Público vs. Mundo Privado
A partir dos anos 1980, a historiografia (influenciada pelos Annales) mudou o foco das
grandes decisões políticas para a vida cotidiana.
• História Pública: Foca na política, no Estado e em espaços de livre circulação.
• História Privada: Foca no ambiente doméstico, na família e nas pessoas
simples.
• Dificuldade de Definição: Alguns lugares confundem esses conceitos, como os
shoppings centers (são propriedades privadas, mas de uso público).
• Papel de Gênero: Historicamente, o mundo público era ocupado por homens,
enquanto o privado era o domínio das mulheres.
2. História de Gênero e o Matriarcado
Ao estudar a vida privada, a História finalmente começa a dar destaque às mulheres.
• Visibilidade Feminina: Antigamente, mulheres só apareciam na História se
estivessem ligadas a um homem importante.
• História de Gênero: Estudar o mundo privado é, na prática, resgatar a história
das mulheres e das relações de poder dentro do lar.
• Importância do Matriarcado: Ganha força como tema de estudo ao analisar a
organização das famílias ao longo do tempo.
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3. A História dos Marginalizados
Este campo busca resgatar a trajetória de grupos que foram "escondidos" pela visão
oficial (eurocêntrica).
• Exemplo dos Malês (Bahia, 1835):
o Foi um levante de escravizados na Bahia.
o Diferencial: Eram alfabetizados e muçulmanos (possuíam exemplares
do Corão).
o Eram líderes, professores e artesãos, desafiando o estereótipo de
"selvagens".
• Etnocentrismo: É a visão que coloca a Europa como o centro de tudo,
ocultando a riqueza das culturas africanas e dos povos pré-colombianos
(América antes de Colombo).
4. Influências na Historiografia Brasileira
A forma como o Brasil escreve sua própria história mudou conforme as potências
mundiais do momento.
• Fase Europeia: Por muito tempo, seguimos apenas os modelos de pensamento
da Europa.
• Fase Americana: Após a 2ª Guerra Mundial, o Brasil sofreu forte influência dos
EUA (cinema, música e TV).
• Fase Contemporânea (Século 21): A influência dos EUA perde força.
• Diversidade Atual: Com a internet e a globalização, novas referências surgiram,
como a influência cultural e comercial da Ásia.
Ideia Central para Memorizar:
Estudar as Histórias Marginalizadas significa entender que a História não é feita
apenas por generais europeus, mas também por mulheres, escravizados letrados,
povos indígenas e diversas culturas que foram silenciadas pelo tempo.
Este resumo aborda a mudança na postura do historiador e a ampliação do que é
considerado "prova" histórica, preparando o terreno para o estudo de conceitos
específicos como a cultura.
1. A Revolução das Fontes Históricas
A Escola dos Annales mudou radicalmente o que pode ser usado para estudar o
passado.
• Tudo é Fonte: Absolutamente qualquer registro humano serve como
documento (fotos, roupas, músicas, relatos, objetos).
• Fim do Monopólio Político: A política deixou de ser o único tema. Ela passou a
ser apenas mais uma fonte entre muitas outras.
• A Influência da Economia: Com a Crise de 1929, os historiadores começaram a
dar importância à economia e como ela afetava a vida das pessoas comuns.
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2. O Historiador como questionador
O papel do pesquisador mudou: ele não é mais alguém que apenas "conta uma
história" pronta.
• Recusa ao Simplismo: A História não deve ser simplificada apenas para
parecer uma "narrativa fluida" ou interessante.
• Foco nas Perguntas: O historiador moderno é um investigador. Ele faz
perguntas ao passado em vez de apenas narrar fatos.
• Ciclo de Dúvidas: Cada resposta encontrada pelo historiador deve gerar novas
perguntas, aprofundando o conhecimento.
3. Rigor e Complexidade
A História exige cuidado com os termos usados para não se tornar superficial.
• Rigor Conceitual: É necessário usar conceitos técnicos de forma correta para
entender a realidade de cada época.
• Complexidade dos Fatos: Os acontecimentos são cheios de camadas. O
pesquisador deve mostrar essas dificuldades em vez de ignorá-las.
• Conceitos-Chave: Para evitar a superficialidade, o estudo deve se basear em
pilares fundamentais, começando pela definição de Cultura.
Ideia Central para Memorizar:
Na História moderna, o historiador não é um contador de histórias, mas um detetive
que usa qualquer vestígio do passado (fontes) para tentar entender a complexidade
das ações humanas.
Este resumo aborda o conceito científico de Cultura e como ele combate preconceitos
do senso comum, além de explicar como essa ideia transforma o estudo da História.
1. Cultura: Senso Comum vs. Ciência
O uso da palavra "cultura" no dia a dia é muito diferente do seu significado acadêmico.
• No Senso Comum: É usada como elogio ("fulano é culto") ou ofensa ("isso não
é cultura"). Cria uma ideia de que cultura é apenas ter muito conhecimento
escolar ou gosto refinado.
• Nas Ciências Humanas: Cultura é tudo o que é produzido pela humanidade.
o Material: Objetos, artefatos, obras de arte, prédios.
o Imaterial: Ideias, crenças, músicas, tradições orais, danças (como o
funk ou o Carnaval).
• Ideia Principal: Não existe cultura "melhor" ou "pior". Toda produção humana é
valiosa para entender a sociedade.
2. O Mito das Culturas "Atrasadas"
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A ciência moderna rejeita a ideia de que um povo seja mais evoluído que outro.
• Padrões Relativos: Para dizer que algo é "atrasado", precisaríamos de um
padrão universal, o que não existe. Cada povo cria suas próprias soluções e
modos de vida.
• Justificativa de Domínio: Historicamente, dizer que indígenas ou africanos eram
"atrasados" serviu apenas como desculpa para europeus roubarem terras e
praticarem violência.
• Aprendizado Social: A cultura é um comportamento aprendido e transmitido,
independente da biologia (genética).
3. Eurocentrismo e Invisibilidade
A forma como a História foi contada por muito tempo privilegiou uma única visão de
mundo.
• O que é Eurocentrismo: É a crença de que a Europa é o centro cultural do
mundo e que suas tradições são superiores às demais.
• Historiografia Brasileira: Por muito tempo, focou apenas na herança portuguesa
e masculina.
• Silenciamento: Indivíduos nativos (indígenas), africanos, mulheres e pobres
foram deixados de fora dos livros como protagonistas por séculos.
• Necessidade de Mudança: Em sala de aula, é preciso buscar autores
africanos, indígenas e asiáticos para não limitar a visão do aluno a apenas um
lado da história.
4. Dinamismo e Trocas Culturais
Nenhuma cultura vive isolada; elas estão em constante movimento e mistura.
• Interação: As culturas influenciam umas às outras o tempo todo.
• Sociedades Históricas: Todo grupo humano tem história, sejam tribos de
caçadores ou grandes países industrializados. Nenhum povo está "parado no
tempo".
• Exemplo de Troca: O "Dia de Ação de Graças" é tradicional na América do
Norte, mas é celebrado em igrejas no Brasil. Isso prova que tradições não
ficam presas a uma única fronteira nacional.
5. A Arte como Documento
A arte é uma ferramenta poderosa para o historiador reconstruir o passado.
• Arte não é inocente: Nenhuma obra busca apenas a "beleza". Ela sempre
carrega mensagens políticas, sociais ou religiosas da época em que foi feita.
• Reconstrução do Olhar: Estudar História através da arte é "reaprender a
enxergar" o mundo sob o ponto de vista de quem viveu naquele período.
Ideia Central para Memorizar:
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Cultura é a produçãototal de um povo (do pensamento ao objeto). O historiador deve
combater o Eurocentrismo para perceber que todas as sociedades são históricas e
que nenhuma é superior à outra.
Este resumo aborda a relação entre a História e a Arte, mostrando como as produções
culturais servem de documentos e como a visão sobre o que é "arte" muda com o
tempo.
1. A Arte como Fonte Histórica
Toda produção cultural é uma ferramenta para o historiador entender uma época.
• Fontes Primárias: Jornais, filmes, esportes e obras de arte são registros diretos
do passado.
• Leitura de Arte: O historiador não apenas olha para a beleza; ele precisa
"aprender a ler" a obra para extrair informações históricas dela.
• Produção Contínua: A arte nunca para. Mesmo em guerras ou crises, a
humanidade continua produzindo cultura.
2. A Evolução do Papel do Artista
O lugar que o artista ocupa na sociedade mudou ao longo dos séculos.
• Até o Renascimento: O artista era visto como um artesão. Ele trabalhava por
encomenda para a classe rica ou para a Igreja.
• Período Moderno: O artista ganha independência e liberdade criativa.
• Mudança no Mecenato: Antes, ricos indivíduos (mecenas) financiavam a arte.
Hoje, quem dita as regras é o mercado de arte, uma instituição mais volátil e
impessoal.
3. Arte "Maior" vs. Arte "Menor"
O que é considerado "grande arte" geralmente depende de quem está no poder ou da
crítica da época.
• Visão da Elite: Muitas vezes, a classe dominante define o que é importante,
rotulando o resto como "arte menor".
• O Exemplo do Impressionismo (Século 19):
o Na época: Críticos diziam que as pinceladas soltas eram falta de
talento.
o Hoje: É considerado um dos movimentos mais importantes da história
ocidental.
• A Semana de Arte Moderna de 1922 (Brasil):
o Foi um movimento multidisciplinar (música, poesia, pintura).
o Reação: Os artistas foram ridicularizados e humilhados pelos críticos
tradicionais da época.
4. A Liberdade e o Imponderável
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A História e a Arte não podem ser presas em regras fixas.
• Sem Critérios Universais: Não existe uma regra única para definir o que é arte
ou história, pois cada sociedade e cada indivíduo são diferentes.
• Contra o Controle: Criar critérios rígidos é uma forma de tirar a liberdade das
pessoas.
• O Imponderável: Tanto a História quanto a Arte são "imponderáveis" — ou
seja, não podem ser totalmente dominadas, previstas ou definidas em caixas
fechadas.
Ideia Central para Memorizar:
A arte é o reflexo do "espírito da História". O que hoje pode ser rejeitado como "feio"
ou "sem técnica", amanhã pode ser a fonte principal para entender as transformações
de uma sociedade.
Este resumo explica o conceito de Discurso dentro das ciências humanas,
diferenciando-o do uso cotidiano e mostrando como ele é uma ferramenta essencial
para entender a História.
1. Discurso: Além do Senso Comum
No dia a dia, a palavra "discurso" tem um sentido limitado que não serve para o estudo
acadêmico.
• Senso Comum: Geralmente associado apenas à fala de um político ou líder
fazendo promessas em uma campanha.
• Ciências Humanas: O discurso é o modo como uma mensagem é transmitida e
o que ela revela sobre quem fala.
• Interpretação: Analisar um discurso significa observar elementos que
caracterizam o indivíduo e o grupo social ao qual ele pertence.
2. Definição Acadêmica e Metodologia
O estudo do discurso utiliza ferramentas de áreas como a Semiótica (estudo dos
signos) e a Linguística.
• Prática da Linguagem: Segundo a estudiosa Eni Orlandi, o discurso é a
linguagem em ação, ou seja, uma narrativa construída sob condições sociais e
históricas específicas.
• Atividade Histórica: O modo como as pessoas usam a linguagem é
determinado pelo momento histórico em que vivem.
• Materialização da Ideologia: Todo discurso carrega e torna visível uma
ideologia (um conjunto de ideias, valores ou crenças).
3. Discurso, Tempo e Espaço
O discurso não nasce "do nada"; ele é fruto do ambiente em que o autor está inserido.
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• Influência do Meio: Embora uma pessoa possa escolher o que dizer
conscientemente, sua fala é moldada pelo espaço e pelo tempo em que ela
vive.
• Reflexo Cultural: O discurso utiliza a moralidade e os significados que um
grupo social acumulou ao longo dos anos.
• Conexão com a História: Por isso, para entender a História, não basta ler o que
foi escrito; é preciso analisar o "discurso" (os valores e intenções) por trás
daquelas palavras.
Ideia Central para Memorizar:
O Discurso não é apenas "o que se diz", mas a prática da linguagem que revela a
ideologia e as condições históricas de quem fala. Ele é a ponte entre a fala individual e
o pensamento de toda uma época.
Este resumo detalha o conceito de Fonte Histórica, o "combustível" do trabalho do
historiador, e como a definição do que serve como prova mudou ao longo do tempo.
1. O que é uma Fonte Histórica?
Sem fontes, não existe História. Elas são as provas que diferenciam a ciência histórica
de uma obra de ficção.
• Definição: É todo vestígio, registro ou herança (material ou imaterial) deixado
pela humanidade no tempo e no espaço.
• Função: Serve de base para construir o conhecimento e comprovar que um
fato realmente aconteceu.
• Termos Relacionados: Documento, registro e vestígio são palavras usadas
para falar da mesma coisa.
2. A Evolução do Conceito de Documento
A forma como os historiadores olham para as provas mudou drasticamente com o
passar dos anos.
• Visão Tradicional (Antes dos Annales): Só aceitava documentos escritos, como
cartas, livros, tratados e pergaminhos (papel e tinta).
• Revolução dos Annales: Ampliou o conceito. Como nem todos os povos
dominavam a escrita ou tinham papel, outras formas de registro passaram a
ser aceitas.
• Abertura Total: Hoje, qualquer objeto ou relato pode ser considerado uma fonte
histórica.
3. A História Oral
Uma das maiores contribuições modernas foi o reconhecimento da voz como
documento.
• O que é: Entrevistas, cantigas, lendas, orações ou qualquer comunicação feita
pela voz que nunca foi para o papel.
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• Importância Social: Permitiu conhecer a história de grupos ignorados pela
escrita oficial, como povos indígenas, escravizados e donas de casa.
• Herança Imaterial: A história oral preserva a cultura de povos que transmitem
conhecimento através das gerações sem usar livros.
4. O Desafio do Pesquisador
Trabalhar com fontes, especialmente as orais, exige um cuidado científico rigoroso.
• Subjetividade: O historiador muitas vezes entrevista pessoas que vivem na
mesma época que ele. Isso pode gerar influências pessoais.
• Dilemas do Indivíduo: Os preconceitos e opiniões do historiador podem
distorcer a interpretação do relato.
• Rigor Científico: O cientista deve estar atento para não deixar que sua visão de
mundo atual mude a verdade do fato que está sendo relatado.
Ideia Central para Memorizar:
A Fonte Histórica é o vestígio deixado pelo ser humano. Graças à inclusão da História
Oral, a ciência histórica deixou de ser apenas a "história do papel" e passou a ouvir as
vozes de quem não teve acesso à escrita.
Este resumo explica como a Memória e o Patrimônio são fundamentais para manter
viva a história de um povo, indo além de simples prédios antigos.
1. O Conceito de Memória
A memória é a base da História, mas ela funciona em diferentes níveis que o
historiador precisa organizar.
• Memória do Indivíduo vs. Memória Individual: * A primeira é a lembrança
isolada de uma pessoa.
o A segunda é como essa pessoa se relaciona com as memórias de
outros indivíduos.
• Memória Coletiva:É o conjunto de memórias de várias pessoas que formam a
base da Macro-história.
• Processo Seletivo: Nem toda memória é levada em conta; algumas são
esquecidas ou silenciadas. Por isso, o historiador deve sempre reler o passado
e nunca considerar uma história como "terminada".
2. Patrimônio Histórico e Cultural
A forma como chamamos os bens preservados revela o que valorizamos na
sociedade.
• Patrimônio Histórico: Geralmente focado na política e economia da classe
dominante (ex: palácios, estátuas de generais).
• Patrimônio Cultural: Termo mais atual e inclusivo. Abrange artes e grupos que
foram marginalizados (pobres, indígenas, mulheres).
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• O que é o "Tombamento"? É um ato legal de proteção. Um prédio "tombado"
não pode ser destruído pois é considerado valioso para a identidade de um
lugar.
• Exemplos no Brasil: Ouro Preto, Olinda e Salvador são cidades onde todo o
espaço urbano é tombado, não apenas alguns prédios.
3. As Quatro Categorias de Patrimônio
De acordo com a ciência atual, o patrimônio não é só o que podemos tocar (pedra e
cal). Ele se divide em:
1. Bens Naturais: Reservas ambientais e paisagens.
2. Bens Materiais: Prédios, monumentos, objetos e artefatos.
3. Bens Intelectuais: O conjunto do conhecimento científico e técnico humano.
4. Bens Emocionais: Manifestações religiosas, folclóricas e artísticas.
4. Patrimônio Imaterial (Intangível)
A Unesco (órgão mundial) agora reconhece que ideias e tradições orais são tão
importantes quanto monumentos de pedra.
• Exemplo Importante: A arte gráfica e oral do povo Wajãpis (Amapá) foi
reconhecida como Patrimônio da Humanidade.
• Significado: Isso quebra o padrão de que só "coisas grandes e monumentais"
merecem ser lembradas.
• Ameaças: O tombamento mundial serve para proteger culturas ameaçadas por
genocídios ou tomada de terras.
5. O Objetivo da Preservação
Por que gastar recursos preservando algo?
• Evitar Prejuízos à Humanidade: Preserva-se algo porque sua perda causaria
um dano irreparável à cultura e à identidade de um povo.
• Dimensão Emocional: O patrimônio gera um sentimento de pertencimento e
conexão com os antepassados.
Ideia Central para Memorizar:
O Patrimônio Cultural moderno protege tanto o material (prédios) quanto o imaterial
(conhecimento e emoção). A Memória é o que dá sentido a esses bens, e o historiador
trabalha para que as memórias individuais não sejam apagadas pela história oficial.
Este resumo explica o papel da Geografia como ciência e sua importância para
entender o mundo de forma crítica, preparando a base para o estudo da Geografia no
ensino brasileiro.
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1. O Papel da Geografia
A Geografia não serve apenas para decorar nomes de países ou capitais; ela é uma
ferramenta de análise da vida real.
• Visão Crítica: Ajuda a entender como e por que as transformações acontecem
no dia a dia.
• Análise de Comunidade: Estuda as mudanças desde o nível local (seu bairro)
até a sociedade global.
• Escalas e Pontos de Vista: Permite observar um mesmo problema de
diferentes ângulos (por exemplo: como uma chuva afeta uma rua e como ela
afeta uma cidade inteira).
2. A Evolução do Pensamento Geográfico
A ciência geográfica não é estática; ela muda conforme o mundo e as ideias evoluem.
• Correntes de Pensamento: Diferentes formas de entender o espaço surgiram
ao longo do tempo (as chamadas "escolas" geográficas).
• Contexto Político: As mudanças na Geografia também acompanham as
transformações políticas do Brasil.
• Influência das Leis: Parâmetros legais e normas (como a BNCC) definem como
a Geografia deve ser ensinada nas escolas hoje.
3. Geografia Escolar no Brasil
O foco aqui é como essa ciência é aplicada no sistema educacional.
• Níveis de Ensino: A Geografia é adaptada para o Ensino Infantil e os Anos
Iniciais do Ensino Fundamental.
• Geografia Escolar: É a aplicação prática dos conceitos científicos para a
formação de estudantes.
• Base Legal: O estudo depende de normas que garantem que todos os alunos
brasileiros aprendam conceitos fundamentais sobre o espaço onde vivem.
Ideia Central para Memorizar:
A Geografia é a ciência que nos ensina a olhar criticamente para o mundo. Ela evolui
através de pensamentos teóricos e regras educacionais para nos ajudar a entender o
espaço em que vivemos.
Este resumo aborda a definição do objeto de estudo da Geografia, diferenciando sua
atuação como ciência e como disciplina escolar, além de detalhar suas principais
categorias de análise.
1. A Geografia como Ciência e Disciplina
A Geografia investiga a relação entre o mundo natural e a presença humana.
• Ciência Geográfica: Investiga o espaço e suas modificações causadas por
agentes naturais ou ações antrópicas (humanas).
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• Geografia Escolar: Busca formar uma visão crítica do estudante sobre sua
realidade, explicando o "porquê" dos fenômenos sociais e naturais.
• Geografia Renovada (Crítica ou Radical): Foca na relevância social e no
planejamento, deixando de lado divisões rígidas entre as ciências para
entender como a sociedade transforma o espaço através da tecnologia.
2. O Objeto de Estudo: O Espaço Geográfico
Embora existam várias definições, o foco principal da Geografia moderna é o Espaço
Geográfico.
• Definição: É o espaço alterado pela ação humana, utilizando técnicas e
tecnologias.
• Composição: Formado por elementos naturais (rios, matas), culturais (prédios,
pontes) e invisíveis (poluição, sons).
• Evolução: Antes visto apenas como uma "base" ou "palco", hoje é entendido
como um ser dinâmico onde ocorrem relações sociais e econômicas
complexas.
3. Categorias de Análise
Para estudar o espaço geográfico de forma organizada, a Geografia utiliza quatro
categorias principais:
• Lugar: É o espaço do cotidiano e do afeto. Refere-se ao sentimento de
pertencimento (ex: sua rua, sua casa). É o "espaço vivido".
• Paisagem: É tudo o que podemos perceber através dos sentidos
(principalmente a visão). Ela une elementos do presente e marcas do passado.
o Natural: SeA Evolução do Conceito de Documento m intervenção
humana.
o Cultural/Construída: Modificada pelo homem.
• Região: Um agrupamento de áreas com características semelhantes (clima,
economia, cultura ou relevo). Serve para diferenciar as particularidades de
cada espaço.
• Território: Define-se por relações de poder e domínio. É o local onde alguém
(Estado, grupo ou indivíduo) exerce controle.
4. A Geografia nos Anos Iniciais e os PCN
Na escola, o ensino segue orientações oficiais para garantir o aprendizado básico.
• Alfabetização Geográfica: Nos anos iniciais, o foco é ensinar a criança a ler o
mundo e entender mapas (alfabetização escrita).
• História do Presente: Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), a
Geografia estuda o espaço no seu tempo presente, usando a observação
direta das paisagens para entender como elas mudaram.
• Papel do Professor: Deve ter clareza de que o objetivo é ensinar o espaço
geográfico e suas categorias, conectando-as à vida do aluno.
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Ideia Central para Memorizar:
O objeto central da Geografia é o Espaço Geográfico. Para entendê-lo, olhamos para
a Paisagem (o que vemos), o Lugar (o que sentimos), a Região (o que as áreas têm
em comum) e o Território (quem manda no espaço).
Este resumo organiza a evolução da Geografia como ciência, destacando as principais
escolas de pensamento e como cada uma interpreta a relação entre o homem e o
meio.
1. Geografia Moderna e Clássica (Séc. XIX ao início do XX)
É o períodoonde a Geografia se torna ciência oficial, focada na descrição e na relação
homem-natureza.
• Geografia Moderna (Alemanha): Liderada por Alexander Von Humboldt e Carl
Ritter. Focava na descrição detalhada da natureza.
• Geografia Clássica: Divide-se em duas grandes vertentes:
o Geografia Física: Estuda fenômenos naturais (clima, relevo, biologia).
o Geografia Humana: Estuda o ser humano e suas marcas no espaço.
• Escolas de Pensamento Clássicas:
o Determinismo (Friedrich Ratzel): Diz que a natureza dita o
comportamento humano. O meio natural "determina" o progresso de um
povo.
o Possibilismo (Vidal de La Blache): Diz que o homem pode transformar a
natureza. Foca na Geografia Regional (vínculos entre sociedade e
natureza). Essa vertente francesa foi a base da Geografia no Brasil.
2. Geografia Teorético-Quantitativa (Década de 1960)
Também chamada de Geografia Pragmática, surgiu no Brasil durante a Ditadura
Militar.
• O Método: Usa a matemática e a estatística para provar fatos.
• Objetivo: Criar modelos e dados para planejar cidades e políticas de
desenvolvimento.
• Contexto: O IBGE foi um grande protagonista dessa fase. É uma geografia
técnica, usada como base para decisões do governo na época.
3. Geografia Crítica ou Radical (Década de 1970)
Surge para questionar os modelos técnicos anteriores e o contexto político da época
(Ditadura e Guerra Fria).
• Principais Nomes: Yves Lacoste (França) e Milton Santos (Brasil).
• Visão Social: Baseada no pensamento marxista, estuda a luta de classes e as
desigualdades do capitalismo.
• Espaço como Produto Social: O espaço não é neutro; ele reflete como a
sociedade se organiza.
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• O Papel do Geógrafo: Não deve apenas descrever, mas ajudar a transformar a
realidade. Milton Santos revolucionou o campo ao estudar a globalização e as
questões urbanas com um olhar crítico.
4. Geografia Humanista (Década de 1980 em diante)
Foca na subjetividade, nos sentimentos e na experiência individual.
• O "Espaço Vivido": O objeto de estudo são as vivências e os sentidos das
pessoas no cotidiano.
• Principal Nome: Yi-Fu Tuan.
• Conceito de Lugar: Aqui surge a ideia de que o "Lugar" é o espaço com o qual
temos laços afetivos e simbólicos.
• Foco: Relação emocional entre o ser humano e a natureza, focando no
simbólico e no estético.
5. Resumo da Evolução (Linha do Tempo)
Corrente Período Foco Ideia Principal
Moderna/Clássica Séc. XIX Natureza/Região O meio determina o homem ou o homem se adapta ao
meio.
Quantitativa 1960 Estatística Uso de dados e matemática para planejamento.
Crítica/Radical 1970 Social A Geografia deve servir para mudar as desigualdades
sociais.
Humanista 1980 Afetividade O espaço é definido pelos sentimentos e vivências (Lugar).
Ideia Principal para Memorizar:
A Geografia evoluiu de uma ciência que apenas descrevia a natureza (Moderna) para
uma que usa dados (Quantitativa), depois para uma que contesta a sociedade (Crítica)
e, finalmente, para uma que valoriza os sentimentos do indivíduo (Humanista).
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MAPA MENTAL: METODOLOGIA DE
HISTÓRIA E GEOGRAFIA
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SIMULADO: METODOLOGIA DE HISTÓRIA E
GEOGRAFIA
1. De acordo com Jacques LeGoff, o calendário não é apenas um papel com
datas, mas um objeto que revela escolhas políticas e culturais. Quais são as
quatro naturezas atribuídas ao calendário?
A) Política, económica, biológica e geográfica.
B) Matemática, astronómica, individual e comercial.
C) Religiosa, científica, cultural e social.
D) Arqueológica, literária, artística e pedagógica.
Resposta: ( )
2. O que diferencia a 'História' da 'Historiografia' segundo o texto?
A) A História estuda o passado, enquanto a Historiografia estuda como a História é escrita.
B) A História foca em factos presentes e a Historiografia foca em factos futuros.
C) A História é subjetiva e a Historiografia é a única ciência totalmente neutra.
D) História é o estudo de governos e Historiografia é o estudo de datas.
Resposta: ( )
3. O movimento que revolucionou a historiografia no século 20, focando na vida
cotidiana e nas pessoas comuns, foi:
A) Positivismo.
B) Escola dos Annales.
C) Iluminismo.
D) Eurocentrismo.
Resposta: ( )
4. Qual é a principal diferença entre Micro-história e Macro-história?
A) A Micro foca em narrativas individuais/grupos reduzidos; a Macro em temas abrangentes e
gerais.
B) A Micro é para crianças e a Macro é apenas para pesquisadores.
C) A Macro estuda o passado e a Micro estuda o presente.
D) Apenas a Macro-história é considerada ciência verdadeira.
Resposta: ( )
5. Sobre o conceito de Cultura nas Ciências Humanas, é correto afirmar que:
A) Cultura é apenas o acúmulo de conhecimento escolar e gosto refinado.
B) Existem culturas superiores (evoluídas) e culturas inferiores (atrasadas).
C) Cultura é tudo o que é produzido pela humanidade, material ou imaterial.
D) A cultura é determinada exclusivamente pela genética de cada povo.
Resposta: ( )
6. O levantamento dos Malês (Bahia, 1835) é um exemplo de:
A) História dos Marginalizados que desafia estereótipos de 'selvageria'.
B) Como a Europa civilizou os povos africanos.
C) Uma revolta liderada por generais europeus na América.
D) Um evento sem importância para a historiografia contemporânea.
Resposta: ( )
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7. O termo 'Patrimônio Imaterial' refere-se a:
A) Prédios, monumentos e objetos antigos.
B) Reservas ambientais e paisagens naturais.
C) Ideias, tradições orais, saberes e manifestações folclóricas.
D) Apenas documentos escritos guardados em arquivos.
Resposta: ( )
8. Na Geografia moderna, o conceito de 'Lugar' é definido como:
A) O espaço do cotidiano, do afeto e do sentimento de pertença.
B) Uma área administrativa delimitada por fronteiras políticas.
C) Apenas os elementos naturais de uma paisagem.
D) O globo terrestre visto de uma escala macroscópica.
Resposta: ( )
9. Qual a principal mudança no papel do historiador moderno quanto às fontes?
A) Ele deve aceitar apenas documentos escritos como provas.
B) Ele atua como um investigador que faz perguntas ao passado através de qualquer vestígio.
C) Ele deve simplificar a história para torná-la uma narrativa fluida.
D) Ele não precisa de rigor científico para analisar relatos orais.
Resposta: ( )
10. O 'Espaço Geográfico' é definido no texto como:
A) Um palco estático onde a natureza se desenvolve sozinha.
B) O espaço alterado pela ação humana através de técnicas e tecnologias.
C) Apenas as áreas urbanas com grandes prédios e poluição.
D) Um conceito puramente matemático de coordenadas.
Resposta: ( )
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GABARITO OFICIAL: PÁGINAS DO SABER
Questão Resposta Correta Assunto Principal
01 C As quatro naturezas do calendário (Le Goff)
02 A Diferença entre História e Historiografia
03 B Escola dos Annales e a vida cotidiana
04 A Diferença entre Micro-história e Macro-história
05 C Conceito de Cultura nas Ciências Humanas
06 A Revolta dos Malês e História dos Marginalizados
07 C Definição de Patrimônio Imaterial
08 A Conceito de "Lugar" na Geografia Moderna
09 B O novo papel do Historiador frente às fontes
10 B Definição de Espaço Geográfico
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CASE DIDÁTICO: METODOLOGIA DE
HISTÓRIA E GEOGRAFIA
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