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Revista do Ancionato - 1trim 2026

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P1 51382 – Revista do Ancionato - 1o Trimestre 2026
18 de novembro de 2025 às 14:54P2P3
R$ 13,70
1 O T R I M E S T R E 2026
Entrevista 
Ministerial
Lições práticas
da liderança
O pacto
de Esdras
IDENTIDADE
Uma publicação da Igreja Adventista do Sétimo Dia
Ano 26 – No 1 – 1o Trimestre de 2026
Revista trimestral – ISSN 2764-6386
Editor Nerivan Silva 
Editor Associado Oscar Lopes
Assistente de Editoria Isabel Camargo
Revisora Rose Santos
Editor de Arte Thiago Lobo
Projeto Gráfi co Rodrigo Neto
Imagem de Capa Rodrigo Neto
Conselho Editorial
Carlos Gill, Otávio Barreto, Claudiney Santos, 
Daniel Díaz, Edmundo Campoverde, 
Edison Choque, Elieser Vargas, Francisco Abdoval, 
Guillermo Delgado, Henrique Gonçalves, 
Javier López, José Erinaldo, José Wilson, 
Luciano Salviano, Luiz Mário, Milton Mayo, 
Norman Bentancor e Reginaldo Irala.
CASA PUBLICADORA BRASILEIRA
Editora da Igreja Adventista do Sétimo Dia
Rodovia SP 127 – km 106
Caixa Postal 34 – 18270-970 – Tatuí, SP
Presidente Uilson Garcia
Diretor Financeiro Diego Lottermann
Gerente Editorial Wellington Barbosa
Gerente de Produção Reisner Martins
Gerente Comercial Filipe Corrêa de Lima
Serviço de Atendimento ao Cliente
Ligue Grátis: 0800 979 06 06
Segunda a quinta, das 8h às 20h
Sexta, das 7h30 às 15h45
Domingo, das 8h30 às 14h
WhatsApp: (15) 98100-5073
Site: www.cpb.com.br
E-mail: sac@cpb.com.br
Assinatura R$ 43,80
Exemplar Avulso R$ 13,70
Todos os direitos reservados. Proibida 
a reprodução total ou parcial, por 
quaisquer meios, sejam impressos, 
eletrônicos, fotográfi cos ou sonoros, 
entre outros, sem prévia autorização por 
escrito da editora.
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UMA QUESTÃO 
IMPORTANTE
Nerivan Silva
Editor
O controle fi nanceiro é algo 
fundamental na vida pes-
soal e familiar. Administrar 
as fi nanças sabiamente re-
quer disciplina e domínio 
próprio. No Brasil, estudos mostram 
que boa parte da população vive um 
caos fi nanceiro.
Lamentavelmente, essa realidade 
sombria também atinge muitas famílias 
da igreja, incluindo líderes. Vale salientar 
que nem todos aqueles que se encon-
tram em situação fi nanceira deprimente 
 estão nessa condição por conta de uma 
má administração de suas fi nanças. Pelo 
contrário, embora muitos sejam sábios 
administradores nessa área, vários per-
deram seus empregos e outros vivencia-
ram situações trágicas na família , como 
enfermidades, luto e outras adversidades . 
Nessa questão, os líderes, na igreja local, 
especialmente os anciãos, precisam estar 
atentos. É bom lembrar que uma sábia 
administração das fi nanças pessoais re-
fletirá no exercício da mordomia cristã e 
na assistência aos necessitados.
A Bíblia e o Espírito de Profecia têm 
muitas orientações e conselhos sobre 
questões fi nanceiras. Salomão escre-
veu : “Honre ao Senhor com os seus bens 
e com as primícias de toda a sua renda” 
(Pv 3:9). “O dinheiro é de grande valor, 
porque pode realizar grande bem. Nas 
mãos dos fi lhos de Deus , é alimento para 
o faminto, água para o sedento, vestido 
para o nu. É proteção para o opresso e 
meio para socorrer o enfermo” (Ellen 
White, Conselhos Sobre Administração 
Financeira [CPB, 2011], p. 52).
E D I T O R I A L
A BÍBLIA E O ESPÍRITO 
DE PROFECIA TÊM 
MUITAS ORIENTAÇÕES 
E CONSELHOS 
SOBRE QUESTÕES 
FINANCEIRAS
Por outro lado, muitas famílias e indiví-
duos em nossas igrejas estão em situações 
complicadas em função da negligência no 
cuidado de suas fi nanças. Como resultado, 
dívidas são contraídas sem previsão e, mui-
to menos, possibilidades de pagamento. 
Isso afeta não só o bem-estar da família, 
principalmente, mas também o exercício 
da mordomia cristã. Muitos, inclusive líde-
res, têm deixado de ser exemplo positivo 
na devolução dos dízimos e das ofertas. 
Ellen White escreveu: “É dever dos anciãos 
e ofi ciais da igreja instruir o povo nessa 
importante questão e pôr as coisas em 
ordem. Como colaboradores de Deus, os 
ofi ciais da igreja devem ser corretos nesse 
assunto claramente revelado” (Conselhos 
Sobre Mordomia [CPB, 2021], p. 77).
Prezado ancião, pedimos sabedoria 
a Deus para resolver questões do dia a 
dia na igreja; para dirigir efi cientemen-
te a Comissão Diretiva da Igreja; para 
aconselhar sabiamente aqueles que 
nos procuram. Também precisamos de 
sabedoria do Céu para uma boa adminis-
tração das fi nanças pessoais. Isso será 
uma bênção para a família e para a igreja.
Pense nisso!
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EDITORIAL
MENSAGEM DO PRESIDENTE
ENTREVISTA
ESBOÇOS DE SERMÕES
PERGUNTAS E RESPOSTAS
BIBLIOTECA
AGENDA
JANEIRO
FEVEREIRO
MARÇO 2026
COMO ESTÁ SUA LIDERANÇA?
PREGAÇÃO
Uma publicação da Igreja Adventista do Sétimo Dia
Ano 26 – No 1 – 1o Trimestre de 2026
Revista trimestral – ISSN 2764-6386
Editor Nerivan Silva 
Editor Associado Oscar Lopes
Assistente de Editoria Isabel Camargo
Revisora Rose Santos
Editor de Arte Thiago Lobo
Projeto Gráfi co Rodrigo Neto
Imagem de Capa Rodrigo Neto
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Carlos Gill, Otávio Barreto, Claudiney Santos, 
Daniel Díaz, Edmundo Campoverde, 
Edison Choque, Elieser Vargas, Francisco Abdoval, 
Guillermo Delgado, Henrique Gonçalves, 
Javier López, José Erinaldo, José Wilson, 
Luciano Salviano, Luiz Mário, Milton Mayo, 
Norman Bentancor e Reginaldo Irala.
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Rodovia SP 127 – km 106
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Diretor Financeiro Diego Lottermann
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Sexta, das 7h30 às 15h45
Domingo, das 8h30 às 14h
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Exemplar Avulso R$ 13,70
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7178 / 51382 MARANATA
JOVENS
O PACTO DE ESDRAS
ANCIONATO
ÚNICA REGRA DE
FÉ E PRÁTICA
ESPECIAL
S U M Á R I O
8IDENTIDADE E ADORAÇÃO
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@RevistadoAncionato
@revistadoancionato
revista.ancionato@cpb.com.br
M E N S A G E M D O P R E S I D E N T E Stanley E. Arco
Presidente da Divisão Sul-Americana
1. Qual é o número de anciãos, 
incluindo mulheres, em toda a 
América do Sul?
Segundo dados da Secretaria 
Ministerial, atualmente, a igreja , em toda 
a América do Sul , tem 43.959 anciãos . 
Destes, 6.680 são mulheres, o que re-
presenta 15% do total.
2. Qual é a sua visão do ministério 
do Ancionato?
Vejo o ancião como uma pessoa cha-
mada por Deus para servir. Ele é um líder 
espiritual local, que caminha ombro a 
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SÍNTESE DAS ÊNFASES DA IGREJA PARA O PRÓXIMO QUINQUÊNIO NA AMÉRICA DO SUL
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O capítulo 15 do livro de Atos registra o Concílio de Jerusalém. Esse evento 
foi crucial porque afi rmou que a salvação é pela graça, fortaleceu a mis-
são aos gentios, protegeu a unidade da igreja e deu exemplo de como 
lidar com controvérsias internas. Quer dizer: decisões denominacio-
nais são importantes para avaliar e determinar o crescimento da igreja. 
O resultado desse concílio foi: “Assim as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, 
aumentavam em número” (At 16:5).
Foi feita uma avaliação da igreja em toda a América do Sul. Ouvi ram-se 4 mil 
pastores de todas as instâncias administrativas (distritais, capelães, administradores 
e departamentais). Após oração e clamor pela busca do Espírito Santo, em um diá-
logo amplo, a liderança da igreja, tendo em vista o planejamento de atividades para 
o quinquênio 2026-2030,física, intelectual e moral” 
(Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 22).
II. DEGRADAÇÃO DO CASAMENTO
1. Ler Gênesis 3:7 e 8.
2. A partir da entrada do pecado no mundo, 
a humanidade – e, por consequência, o 
casamento – entrou em um processo de 
degradação.
3. Em Gênesis, encontramos muitos desses 
relatos:
a) Gênesis 4:18-24 – O primeiro registro de 
poligamia;
b) Gênesis 19:5 – A licenciosidade de Sodoma e 
Gomorra, incluindo o homossexualismo;
c) Gênesis 19:30-38 – O incesto na família de Ló;
4. A infidelidade conjugal e o número de 
divórcios sem as razões bíblicas (ver Mt 19:3-
9) têm aumentado cada vez mais. “O adultério 
é geralmente definido como relação sexual 
de um cônjuge com outro que não é o seu 
esposo ou esposa. Isso é especificamente 
proibido pelo sétimo mandamento. [...] 
A única base bíblica para o divórcio é o 
adultério” (Tratado de Teologia Adventista do 
Sétimo Dia [CPB, 2011], p. 816, 817).
5. “Aqueles que amam ‘a si mesmos’ [...], 
naturalmente vão em busca dos prazeres, 
em vez de cumprir as exigências do sagrado 
modo de viver estipulado por Deus” 
(Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia
[CPB, 2014], v. 7, p. 358, 359).
III. RESTAURAÇÃO DO CASAMENTO
1. Ler Romanos 8:19-25.
2. Embora esse texto tenha uma aplicação 
imediata para a restauração humana, o 
casamento está aqui incluído.
3. Princípios bíblicos para a restauração do 
casamento nos tempos atuais:
a) Respeito mútuo entre os cônjuges 
(Ef 5:22-33);
“A esposa, se tem o Espírito de Cristo, terá 
cuidado de suas palavras; controlará seu 
espírito, será submissa e não sentirá contudo 
que seja uma escrava, mas uma companheira 
de seu marido. Se o marido é servo de Deus, 
não procederá como senhor de sua esposa; 
não será arbitrário e exigente” (Ellen G. White, 
O Lar Adventista [CPB, 2021], p. 92).
b) Consideração para com a esposa (1Pe 3:7);
“Que os maridos e pais estudem e procurem 
compreender as palavras de Cristo, não 
unilateralmente, fazendo ressaltar apenas a 
sujeição da esposa ao marido, mas estude à 
luz da cruz do Calvário o que diz respeito à sua 
posição no círculo da família. ‘Maridos, amai 
vossa mulher, como também Cristo amou a 
igreja e a Si mesmo Se entregou por ela, para 
que a santificasse, tendo-a purificado por 
meio da lavagem de água pela Palavra’ (Ef 
5:25, 26). Jesus Se entregou para morrer na 
cruz a fim de que, pela influência do Espírito 
Santo, pudesse nos purificar do pecado e da 
degradação” (ibid., p. 92).
c) Casamento sem hierarquia (Ct 2:16; 7:10);
“Nem o marido nem a esposa deve pensar 
em exercer governo arbitrário sobre o 
outro. Não intentem impor um ao outro 
seus desejos. Não é possível fazer isso e ao 
mesmo tempo reter o amor mútuo. Sejam 
bondosos, pacientes, longânimos, corteses e 
cheios de consideração mútua. Pela graça de 
Deus, vocês podem ter êxito em fazer felizes 
um ao outro, como prometeram no voto 
matrimonial” (ibid., p. 93).
CONCLUSÃO
1. Ler Salmo 128.
2. Neste Salmo, vemos uma descrição do que 
ocorre em um lar que tem a bênção de Deus. 
Hoje, o sonho de Deus é que as famílias da 
igreja, em seus lares, reflitam esse ideal.
3. Que o Senhor esteja sobre você e seu lar.
CASAMENTO / GÊNESIS 2:24
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Mikael Vinícius Sales Engelage
Pastor na Associação Sul-Riograndense
espírito, será submissa e não sentirá contudo 
que seja uma escrava, mas uma companheira 
de seu marido. Se o marido é servo de Deus, 
não procederá como senhor de sua esposa; 
não será arbitrário e exigente” (Ellen G. White, 
O Lar Adventista [CPB, 2021], p. 92).
b) Consideração para com a esposa (1Pe 3:7);
“Que os maridos e pais estudem e procurem 
compreender as palavras de Cristo, não 
unilateralmente, fazendo ressaltar apenas a 
sujeição da esposa ao marido, mas estude à 
luz da cruz do Calvário o que diz respeito à sua 
posição no círculo da família. ‘Maridos, amai 
vossa mulher, como também Cristo amou a 
igreja e a Si mesmo Se entregou por ela, para 
que a santificasse, tendo-a purificado por 
meio da lavagem de água pela Palavra’ (Ef 
5:25, 26). Jesus Se entregou para morrer na 
cruz a fim de que, pela influência do Espírito 
Santo, pudesse nos purificar do pecado e da 
degradação” (ibid., p. 92).
c) Casamento sem hierarquia (Ct 2:16; 7:10);
“Nem o marido nem a esposa deve pensar 
em exercer governo arbitrário sobre o 
outro. Não intentem impor um ao outro 
seus desejos. Não é possível fazer isso e ao 
mesmo tempo reter o amor mútuo. Sejam 
bondosos, pacientes, longânimos, corteses e 
cheios de consideração mútua. Pela graça de 
Deus, vocês podem ter êxito em fazer felizes 
um ao outro, como prometeram no voto 
matrimonial” (ibid., p. 93).
CONCLUSÃO
1. Ler Salmo 128.
2. Neste Salmo, vemos uma descrição do que 
ocorre em um lar que tem a bênção de Deus. 
Hoje, o sonho de Deus é que as famílias da 
igreja, em seus lares, reflitam esse ideal.
3. Que o Senhor esteja sobre você e seu lar.
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PERGUNTAS E
RESPOSTAS
O ancionato deve desenvolver, junto 
com o pastor, um plano para nutrir 
espiritualmente a congregação, 
capacitando e liderando os membros 
como Cristo fazia com Seus discípulos. 
Assim, os membros podem se desenvolver, 
alcançando seu potencial e se tornando 
missionários eficazes (ver Guia do 
Ancionato, 2025, p. 71, 72). 
O ancionato deve promover a missão 
mundial de várias maneiras: promover 
os projetos missionários trimestrais 
e as ofertas mundiais; deve se 
manter informado sobre os desafios e 
oportunidades missionárias da igreja 
mundial. Para isso, se faz necessário 
consultar sites oficiais, publicações, 
mídias sociais e outros meios de 
comunicação. “Os anciãos também 
devem promover a missão global, 
estudando cuidadosamente a obra 
mundial e encorajando os membros a 
apoiá-la pessoalmente” (Manual da 
Igreja, 2025, p. 87). 
Uma das principais responsabilidades do 
ancionato é fortalecer a identidade espiritual 
dos membros da igreja. Devem “incentivar os 
membros a desenvolverem um relacionamento 
pessoal com Jesus, fortalecendo seus 
hábitos de estudo pessoal da Bíblia e de 
oração. Os anciãos devem ser um modelo 
de compromisso com o estudo da Bíblia e a 
oração” (Manual da Igreja, 2025, p. 86).
As pessoas nomeadas para compor o 
ancionato da igreja têm diversos dons e 
devem usá-los amplamente. No entanto, 
ao desempenhar suas responsabilidades 
para com a igreja, devem, de forma geral, 
promover e acompanhar o trabalho em todas 
as áreas da igreja. Em harmonia com o pastor, 
devem ser colaboradores da obra desde a 
igreja local (jurisdição do ancionato) até o 
âmbito mundial. Os anciãos devem conhecer 
bem o funcionamento e os processos 
organizacionais da igreja (ver Manual da 
Igreja, 2025, p. 87).
Como o ancionato contribui para a 
implantação do discipulado na igreja?
Como o ancionato pode 
promover a missão mundial?
Qual é o papel do ancionato no 
desenvolvimento espiritual da igreja local?
Na igreja local, a atuação dos anciãos 
está restrita apenas aos seus dons?
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E S P E C I A L
O pastor [ancião] que quer 
trabalhar com efi cácia pela 
salvação de pessoas deve ser 
estudante da Bíblia e homem 
de oração. Quem tenta ensi-
nar a Palavra a outros peca quando ne-
gligência seu estudo. As verdades com 
que ele lida são poderosas? Então deve 
tratá-las habilmente. Suas ideias devem 
ser apresentadas com clareza e vigor. De 
todos os seres humanos da Terra, os que 
proclamam a mensagem para este tempo 
devem ser os que mais compreendem a 
Bíblia. Eles devem estar inteiramente fa-
miliarizados com as provas de sua fé. Uma 
pessoa que não possui o conhecimento 
da Palavra da Vida não tem o direito de 
instruir outros no caminho do Céu.
A Bíblia é nossa regra de fé e doutrina. 
Não há coisa quecomunique mais agili-
dade à mente e mais força ao intelecto do 
que o estudo da Palavra de Deus. Nenhum 
outro livro é tão poderoso para elevar os 
pensamentos ou fortalecer as capacida-
des como as amplas verdades da Bíblia. 
Se a Palavra de Deus fosse estudada 
DE FÉ E PRÁTICA
 O IMPACTO DA BÍBLIA NO MINISTÉRIO DO ANCIÃO
ÚNICA
REGRA
como deveria, os seres humanos possuiriam uma 
amplitude de mentalidade, uma nobreza de caráter 
e uma estabilidade de propósito que raramente se 
veem neste tempo.
A muitos que pregam no púlpito faltam as quali-
dades essenciais de espírito e caráter. Isso porque 
não se aplicam ao estudo das Escrituras. Eles con-
tentam-se com um conhecimento superfi cial das 
verdades da Palavra de Deus e preferem prosseguir 
perdendo por todos os modos em vez de procurar 
diligentemente os tesouros ocultos. O salmista de-
clara: “Guardo a Tua palavra no meu coração para 
não pecar contra Ti” (Sl 119:11). Paulo escreveu a 
Timóteo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil 
para o ensino, para a repreensão, para a correção, 
para a educação na justiça, a fi m de que o servo de 
Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para 
toda boa obra” (2Tm 3:16, 17).
Ellen G. White
Autora de vários livros
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A vida de Deus, que dá vida ao mundo, 
está em Sua Palavra. Foi pela Sua Palavra 
que Jesus curava as enfermidades e ex-
pulsava demônios. Por Sua Palavra acal-
mou o mar e ressuscitou os mortos. O 
povo dava testemunho de que Sua Palavra 
tinha autoridade. Ele falava a Palavra de 
Deus como a tinha falado para todos os 
escritores do Antigo Testamento. Toda a 
Bíblia é uma manifestação de Cristo. É 
nossa única fonte de poder.
Essa Palavra não reprime a ativida-
de, mas abre caminhos para ela diante 
do consciencioso indagador. Não deixa 
os seres humanos na incerteza, sem um 
objetivo, mas põe na frente deles o mais 
elevado propósito de todos: atrair pes-
soas a Cristo. Coloca na mão deles uma 
lâmpada que ilumina o caminho do Céu. 
Fala de insondáveis riquezas, tesouros de 
inestimável valor.
A Palavra de Deus é a norma do ca-
ráter. Ao nos dar esta Palavra, Deus nos 
concedeu toda a verdade essencial à sal-
vação. Milhares têm tirado água dessas 
fontes de vida, todavia sua provisão não 
diminui. Milhares têm colocado o Senhor 
diante de si e, por meio da contempla-
ção, têm sido transformados à mesma 
imagem. Mas esses pesquisadores não 
esgotaram esses temas grandiosos e san-
tos. Milhares de outras pessoas também 
podem se dedicar à obra de investigar os 
mistérios da salvação.
Quando o obreiro estuda a vida de 
Cristo e medita no caráter de Sua mis-
são, cada nova busca revelará algo mais 
profundamente interessante do que 
aquilo que já foi descoberto. O assunto 
é inesgotável. O estudo da encarnação 
de Cristo, de Seu sacrifício expiatório e 
da obra mediadora ocupará a mente do 
estudante aplicado enquanto o tempo 
durar; e, contemplando o Céu com seus 
inumeráveis anos, exclamará: “Grande é 
o mistério da piedade” (1Tm 3:16).
Nós falamos acerca da primeira men-
sagem angélica e da segunda mensagem 
angélica e pensamos que compreende-
mos alguma coisa da mensagem do 
terceiro anjo. Mas, enquanto nos conten-
tarmos com um conhecimento limitado, 
não estaremos habilitados a obter mais 
claras visões da verdade. Aquele que pre-
ga a Palavra da vida precisa dedicar tempo 
ao estudo da Bíblia e ao exame do próprio 
coração. Negligenciando isso, não saberá 
como servir aos corações necessitados. 
NÃO HÁ 
COISA QUE 
COMUNIQUE 
MAIS 
AGILIDADE À 
MENTE E MAIS 
FORÇA AO 
INTELECTO DO 
QUE O ESTUDO 
DA PALAVRA 
DE DEUS.
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O estudante diligente e humilde, que 
busca com fervorosa oração e pesqui-
sa a verdade segundo ela é em Jesus, 
certamente será recompensado. Ele 
busca auxílio, não nas ideias de es-
critores humanos, mas na Fonte da 
sabedoria e conhecimento; e, sob a 
guia de seres santos, obtém um claro 
conhecimento da verdade.
Não é pela força ou pelo poder 
do instrumento humano que a ver-
dade será impressa na mente, “mas 
pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos 
Exércitos” (Zc 4:6). Não é o tempera-
mento ou a eloquência do que prega 
a Palavra que torna a sua obra bem-
-sucedida. Paulo pode plantar e Apolo 
regar, mas o crescimento vem de Deus 
(1Co 3:6). É a familiarização do pastor 
[ancião] com a Palavra de Deus e sua 
submissão à vontade divina que dão 
êxito aos seus esforços.
O coração que recebe a Palavra 
de Deus não é como uma poça 
d’água que se evapora, nem como 
“cisternas rachadas que não retêm 
as águas” (Jr 2:13). É como o ribeirão 
que desce da montanha, alimenta-
do por fontes perenes, cujas águas 
frescas saltam de rocha em rocha, 
espargindo-se, refrescando o can-
sado, o sedento, o oprimido.
A familiarização com as verdades 
da Escritura dará ao mestre da ver-
dade habilitações que o tornem um 
representante de Cristo. O espírito do 
ensino do Salvador dará força à sua 
instrução e às suas súplicas, e as fará 
ir direto ao ponto. Seu testemunho não 
será estreito e sem vida. Não pregará 
sempre os mesmos sermões, pois sua 
mente será aberta à constante ilumi-
nação do Espírito Santo.
Cristo disse: “Quem come a Minha 
carne e bebe o Meu sangue tem a vida 
eterna. […] Assim como o Pai, que vive, 
Me enviou, e igualmente Eu vivo por 
causa do Pai, também quem de Mim se 
alimenta viverá por Mim. […] O Espírito 
é O que vivifica […]. As palavras que Eu 
lhes tenho falado são espírito e são 
vida” (Jo 6:54, 57, 63). Quando os ser-
vos de Deus conhecerem realmente 
o sentido dessas palavras, encontra-
rão os elementos da vida eterna no 
ministério. Os sermões fracos e sem 
vida cessarão. As verdades fundamen-
tais do evangelho serão apresentadas 
numa nova luz. Haverá uma sã per-
cepção da verdade, uma clareza e vi-
gor que todos discernirão. Os que têm 
o privilégio de estar sob um ministério 
assim, se são suscetíveis à influência 
do Espírito Santo, sentirão o poder re-
vigorante de uma nova vida. O fogo do 
amor de Deus será aceso em seu inte-
rior. Suas capacidades serão avivadas 
para discernir a beleza e a majestade 
da verdade.
O pastor [ancião] que faz da Palavra 
de Deus sua companheira constante 
apresentará continuamente verdades 
com beleza renovada. O Espírito de 
Cristo virá sobre ele e Deus agirá por 
seu intermédio para ajudar a outros. 
O Espírito Santo encherá sua mente 
e seu coração de esperança e ânimo 
e, por meio de imagens bíblicas, tudo 
isso será comunicado aos que se en-
contram sob sua instrução.
Temos na Bíblia o infalível conse-
lho de Deus. Seus ensinos, postos em 
prática, habilitarão os homens para 
qualquer posição de dever. 
É  a voz de Deus falando 
cada dia ao coração. […] 
A obra do Espírito Santo 
é iluminar o entendi-
mento obscurecido, 
amolecer o coração 
egoísta e insensível, 
conquistar o trans-
gressor rebelde e 
salvá-lo das influências corruptoras 
do mundo. A  oração de Cristo por 
Seus discípulos foi: “Santifica-os na 
verdade; a Tua Palavra é a verdade” 
(Jo 17:17). A espada do Espírito, que 
é a Palavra de Deus, penetra o coração 
do pecador, cortando-o em pedaços. 
Quando a teoria da verdade é repe-
tida sem que sua sagrada influência 
seja sentida no coração do que fala, 
não tem força alguma sobre os ou-
vintes, mas é rejeitada como erro, 
tornando-se o próprio orador respon-
sável pela perdição de pessoas.
Nota do editor
Texto extraído e adaptado do livro Obreiros 
Evangélicos, [CPB, 2024], p. 194-197.
A adaptação desse texto teve como ponto 
de partida o fato de o ancião exercer função 
pastoral (ver Manual da Igreja, 2025, p. 38 e 
84) na igreja local. Por isso, em cada ocorrência 
da palavra “pastor” foi acrescentada, entre 
colchetes, a palavra “ancião”. 
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PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS PARA O ANCIONATO
O PACTO DE ESDRAS
Valmir Barros
Presidente da Associação Sul-Maranhense
Leonardo da Silva
Pastor na Associação Sul-Maranhense
No dia 1 de janeiro de 2001, a sociedade inaugurou um novo século caracterizado pelo dinamismo, pela tec-
nologia e pela sofi sticação. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade passou a ser “vista 
e tratada cada vez mais como uma ‘rede’ em vez de uma ‘estrutura’ (para não falar em uma ‘totalidade só-
lida’). Ela é percebida e encarada como uma matriz de conexões e desconexões aleatórias e de um volume 
essencialmente infi nito de permutações possíveis.1
Diante desse cenário, seria possível perder de vista os 
fundamentos da liderança cristã? Este estudo vai extrair três 
princípios bíblicos da liderança de Esdras e mostrar como 
aplicá-los à liderança da igreja.
O PACTO DE ESDRAS
Um dos capítulos lamentáveis na história de Israel foi o 
cativeiro babilônico. “Depois do exílio, Esdras, o sacerdote, 
voltou da Babilônia levando consigo os livros de Moisés e 
dos profetas (Ed 6:18; Ne 9:14, 26-30)”.2 Sua jornada até a 
antiga cidade de Jerusalém durou cerca de quatro meses, 
um período sufi ciente para refletir sobre os desafi os que 
enfrentaria ao chegar lá. 
Em algum momento da jornada, Esdras fez um voto 
a Deus: “Esdras havia dedicado a sua vida a estudar, e a 
praticar a Lei do Senhor, e a ensinar todos os Seus man-
damentos ao povo de Israel. (Ed 7:10, NTLH). Esse texto 
apresenta três princípios fundamentais da liderança de 
Esdras, e eles estão fi rmemente entrelaçados como uma 
corda de três pontas.
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TRÊS PRINCÍPIOS
1. A BUSCA DA PALAVRA
Esdras era um cronista ou 
escriba, versado na exposição 
dos escritos de Moisés e dos 
profetas (Ed 7:6). Segundo Ellen 
White , ele “foi impressionado 
pelo Espírito de Deus a esqua-
drinhar os livros históricos e 
poéticos da Bíblia e, dessa ma-
neira, tornar-se familiarizado 
com o signifi cado e o entendi-
mento da lei.”3 Sadrac Meza diz 
que o “desejo dominante [de 
Esdras] havia sido estudar a lei 
divina – seus princípios, institui-
ções, privilégios e exigências”. 4
Esdras 7:10 é o único texto 
do AT que relaciona o verbo he-
braico d ārash (buscar) à tôrah
(lei)”5. Esse verbo “é usado co-
mumente no hebraico moderno 
com o signifi cado de ‘interpretar, 
expor’ e em suas formas subs-
tantivas derivadas com o senti-
do de ‘sermão ou pregador’”.6
Portanto, o uso específi co do 
verbo d ārash demonstra que 
Esdras extraía das Escrituras o 
conteúdo dos seus sermões.
2. A PRÁTICA DA PALAVRA
Ellen White diz que “durante o cativeiro, o conhecimento da vontade de Deus 
se havia perdido em certo grau. Esdras reuniu todos os exemplares da lei que pôde 
encontrar”7. Em seguida, ele os estudou, fez cópias e as distribuiu à comunidade 
judaica. Essa atitude foi um diferencial em sua liderança. No entanto, ele foi além 
do estudo e transcrição do texto sagrado, como evidencia a estrutura literária de 
Esdras 7:10.
Observe que a organização das palavras nesse texto foi proposital. Esdras 
posiciona a palavra hebraica ‘ashat (praticar) no centro, entre a busca e o ensino 
da Palavra de Deus, para dar ênfase na prática. Veja:
De acordo com o Léxico James Strong, o verbo hebraico ‘ashat pode ser traduzido 
por “fazer, trabalhar, fabricar, produzir”8. “Em seu sentindo primário, esse verbo 
representa a produção de vários objetos [...] como, por exemplo, produzir um livro. 
Também pode ter um sentido relacional de praticar algo para alguém, com o enfoque 
na relação mútua e contínua entre duas partes que as obriga a um ato recíproco.”9
O texto destaca que Esdras vinculou, de forma intencional, essas três pala-
vras, estabelecendo uma ordem lógica, consistente e inalterável. “Esdras não 
apenas transmitia a Palavra de Deus, mas também tinha intimidade com o Deus 
da Palavra.”10
De acordo com o Comentário Bíblico Adventista, Esdras “era um homem con-
sagrado, que tinha como alvo e ambição de sua vida conhecer a vontade de Deus, 
cooperar com Ele e ensinar os outros fazer o mesmo”.11
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ד וּלְלַמֵּ וְלַעֲשׂתֹ יְהוָה אֶת־תּוֹרַת לִדְרוֹשׁ לְבָבוֹ הֵכִין עֶזְרָא י כִּ
ט׃ ֽ פָּ וּמִשְׁ חֹק רָאֵל יִשְׂ בְּ
lamad
ensinar
‘ashat
praticar
dārash
buscar
3. O ENSINO DA PALAVRA 
Esdras foi tomado por uma pro-
funda preocupação pela identidade 
e pela espiritualidade de povo. “Esta 
preocupação é o resultado natural dos 
dois princípios citados anteriormente: 
estudar e obedecer à Palavra. Mas, ele 
adverte que ‘o estudo pode facilmente 
se tornar um fim em si mesmo’ e que 
tanto o aprendizado quanto a obedi-
ência, quando não avançam além de 
si mesmos, correm o risco de se tor-
narem estéreis.”12
A palavra hebraica lamad (en-
sinar) em Esdras 7:10 foi usada por 
Moisés quando ele entregou a lei ao 
povo. Ele disse: “O SENHOR me orde-
nou, ao mesmo tempo, que vos en-
sinasse estatutos e juízos” (Dt 4:14 
ARA). O termo lamad carrega a ideia 
de continuidade da missão de Moisés, 
sendo renovada e dirigida por Esdras. 
Esse termo também pode apresentar 
uma ideia de aprender e ensinar ao 
mesmo tempo.13
De acordo com Ellen White, “à 
medida que Esdras trabalhava para 
comunicar o que havia aprendido, au-
mentavam e se desenvolviam as suas 
capacidades para o labor”.14
Portanto, Esdras entrelaça o en-
sino, o estudo e a prática da Palavra, 
como uma corda de três pontas. Ao 
fazer isso, ele “tornou-se um mestre 
da Lei e das profecias nas escolas 
dos profetas [e] [...] proporcionou um 
conhecimento inestimável naquele 
tempo”.15
LÍDERES EM TRÊS DIMENSÕES
Os princípios de liderança de Esdras 
ainda são relevantes em nossos dias? 
Ellen White afirma: “Mais de dois mil 
anos se passaram desde que Esdras 
preparou ‘o seu coração para buscar 
a lei do Senhor, e para a cumprir’ 
(Ed 7:10) mas o lapso de tempo não 
diminuiu a influência do seu piedoso 
exemplo. Através dos séculos, o regis-
tro de sua vida de consagração tem 
inspirado a muitos com a determina-
ção de ‘buscar a lei do Senhor, e para 
a cumprir’ [e ensinar aos outros]”.16
O ministério de Esdras se tornou 
um protótipo para os que vivem as la-
butas da liderança. “É um ministério 
que os retornados precisam agora”.17
Os tempos mudaram, mas os funda-
mentos da liderança cristã (pesquisa, 
prática e ensino da Bíblia) permane-
cem inabaláveis.
1. FORTES NO CONHECIMENTO DA 
PALAVRA
As Escrituras devem ter prima-
zia no coração do líder. Assim, ele 
conseguirá desfrutar paz, regozijo 
e sabedoria. Para isso, é necessário 
um relacionamento profundo com a 
Palavra. John Owen e A. Pink afirmam: 
“A simples citação da Escritura no púl-
pito não é suficiente [...]. Ninguém, se-
não aqueles que foram pessoalmente 
ensinados por Deus na dura escola 
da experiência, está qualificado para 
‘expor’ a Palavra”.18 Intimidade com 
o texto bíblico: eis um dos pilares 
fundamentais para uma vida cristã 
autêntica. E todos devemos buscá-la. 
Owen e Pink completam o pensamen-
to quando afirmam: “Buscar meras 
noções da verdade, sem um esforço 
por uma experiência de seu poder em 
nosso coração não é o caminho para 
aumentar nossa compreensão das 
coisas espirituais. Somente está em 
condições de aprender de Deus aquele 
que sinceramente entrega a suamen-
te, consciência e afeições ao poder e 
governo do que é revelado a ele”.19
É possível ser um líder de igreja 
sem o poder que emana das Sagradas 
Escrituras? Talvez alguém possa ten-
tar, mas o resultado será frustração, 
cansaço, desânimo e enfraquecimen-
to de sua liderança. Portanto, aquele 
que lidera deve fazê-lo com a Bíblia, 
não apenas nas mãos e na mente, 
mas, sobretudo, no coração. Esse foi 
o legado de Esdras.
2. FORTES NA VIVÊNCIA DA 
PALAVRA
De acordo com o Comentário 
Bíblico Andrews, “Mateus 23:1 a 36 
consiste em uma extensa denúncia 
que Jesus fez contra os fariseus. Ele 
começou incisivamente dizendo que 
se deve prestar atenção ao que os fa-
riseus dizem, mas não fazem”.20
No original grego, a expressão 
“mestre da lei” é grammateus, que 
pode ser traduzida como “escriba” 
ou “mestre da Lei”.21 Também, na 
Septuaginta (LXX), versão grega do 
Antigo Testamento, a palavra hebraica 
sōpēr, em Esdras 7:6, foi traduzida por 
grammateus, indicando que a função 
do escriba é a mesma em todo o relato 
bíblico. Biblicamente, o escriba “era 
versado na lei mosaica e nas Sagradas 
Escrituras, intérprete e professor”.22
Portanto, é perfeitamente natural su-
por que os escribas, citados por Jesus 
em Mateus 23, eram herdeiros da de-
dicação, do exemplo e do legado de 
Esdras, o antigo escriba. Im
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Mas, lamentavelmente, esse não foi o caso. Eles “eram ambiciosos de honra 
(por exemplo Mt 23:5-11), a qual exigiam especialmente dos alunos, sendo-lhes 
prontamente concedida. [...] No seu regime, a devoção era reduzida a forma-
lismo externo. A vida, sob a direção deles, se tornou um fardo; eles mesmos 
buscavam fugir furtivamente dos próprios preceitos (Mt 23:16)”.23 Parece que 
os escribas e fariseus, repreendidos por Jesus, se adequaram apenas ao “es-
tudo profissional” da Bíblia, dedicando-se a conhecê-la apenas para ensiná-la 
a outros, mas sem aplicá-la para si mesmos.
Em nossos dias, esse é um dos perigos que rodeiam muitos líderes cristãos. 
Ou seja, estudam a Bíblia somente para preparar sermões e palestras. Ellen 
White afirma: “É possível pregar a Palavra e andar diretamente contrário a 
seus ensinos, revelando na vida doméstica e na vida comercial uma forma de 
santidade sem o poder”.24
Ao olhar para seus líderes, a igreja precisa ver na vida deles o exemplo de 
Esdras, isto é, alguém que seja profundo conhecedor e praticante dos princípios 
bíblicos, pois o impacto da verdadeira liderança vem do exemplo pessoal, do 
estilo de vida e da coerência entre a mensagem e o mensageiro. Como disse 
Jonas Arrais: “A vida deve comandar enquanto a boca persuade.”25
3. FORTES NO ENSINO DA PALAVRA
O líder que se alimenta da Palavra de Deus transbordará de grande felicidade, 
como diz o profeta Jeremias (Jr 15:16). Para Ellen White, essa felicidade é o 
resultado da “graça de Cristo na alma é como uma fonte no deserto, vertendo 
para refrigerar a todos e fazendo com que os que estão prestes a perecer tenham 
sede da água da vida. Fazendo essa obra, é recebida uma maior bênção do que 
se trabalhamos unicamente para nos beneficiar a nós mesmos”.26
O líder precisa observar atentamente como a graça de Deus e Sua Palavra 
transformaram profundamente a vida de Esdras, tornando-o um exemplo de 
fé e liderança, pois ele tornou-se: (a) sedento pela Palavra, vivendo por meio 
dela; (b) servo da Palavra, cumprindo fielmente suas ordens; (c) emissário da 
Palavra, transmitindo sua mensagem.
 A trajetória do escriba Esdras deve ser a mesma dos líderes cristãos de 
hoje. Eles devem: (a) experimentar a graça e o poder de Deus, para ser fortes 
no ensino da Sua Palavra; (b) atender ao “chamado para cumprir a missão que 
Ele [Jesus] lhes confiou; e (c) ser portadores de uma mensagem de esperança: 
o Senhor ressuscitou e logo retornará em glória. Isso deve ser proclamado em 
todo o mundo enquanto aguardamos Sua gloriosa vinda”.27
CONCLUSÃO
Este artigo procurou analisar o pacto de Esdras e, como resultado, extraiu 
três princípios fundamentais para a liderança cristã. Consideramos os novos 
desafios com os quais a sociedade e a liderança eclesiástica se depararam no 
início do século XXI. De fato, os tempos mudaram, mas os princípios praticados 
por Esdras são permanentes ainda hoje.
Suas ações ainda ecoam pelo tempo e projetam um modelo ideal para a 
liderança da igreja. Como afirmou Israel Loken, Esdras “foi um reformador 
exemplar, pois o que ele ensinou, ele primeiro viveu, e o que ele viveu, ele pri-
meiro se certificou nas Escrituras. Com o estudo, a conduta e o ensino colocados 
deliberadamente nessa ordem correta, cada um deles foi capaz de funcionar 
adequadamente em seu melhor: o estudo foi salvo da irrealidade, a conduta da 
incerteza e o ensino da insinceridade 
e da superficialidade”.28
Esdras era forte no estudo, na vi-
vência e no ensino da Palavra de Deus. 
Cada líder da igreja precisa aprender 
com seu exemplo. Sua “história reve-
la como poucas pessoas podem fazer 
grandes coisas quando são conduzi-
das por líderes corajosos, sinceros 
e tementes a Deus”29,cuja liderança 
tem como alicerce a soberania das 
Escrituras. 
Referências
1 Zygmunt Bauman, Tempos Líquidos (Rio de Janeiro, RJ: 
Editora Jorge Zahar, 2007), p. 9.
2 Norman Geisler, Willian Nix, Introdução Bíblica (São Paulo, 
SP: Editora Vida, 2006), p. 84.
3 Ellen G. White, Cristo Triunfante (Tatuí, SP: Casa 
Publicadora Brasileira, 2002), 27 de junho.
4 Sadrac Meza, “Esdras”, em Comentário Bíblico Latino-
Americano, (São Paulo, SP: Mundo Cristão, 2022), p. 559.
5 Ángel Manuel Rodríguez (org.), Comentário Bíblico 
Andrews (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2024), 
v. 1, p. 790.
6 W. E. Vine, Merril F. Unger Vine, Willian White Jr., Dicionário 
Vine (Rio de Janeiro, RJ: CPAD, 2010), p. 247.
7 White, Cristo Triunfante, 27 de junho.
8 James Strong, Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de 
Strong, Sociedade Bíblica do Brasil, 2002)., ת לעַשֲֹׂ֑ ‘ashat, 
Esdras 7:10.
9 Dicionário Vine, p. 310-311.
10 Hernandes Dias Lopes, Bíblia Pregação Expositiva, (São 
Paulo, SP: Hagnos, 2020, [Esdras 7:1-10]).
11 Francis D. Nichol (ed.), Comentário Bíblico Adventista do 
Sétimo Dia, v. 7 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 
2012), v. 3, p. 396.
12 Robert Fyall. The Message of Ezra and Haggai, (England: 
Inter-Varsity Press, 2010), p. 106.
13 Dicionário Vine, p. 102.
14 Cristo Triunfante, 27 de junho.
15 Cristo Triunfante, 27 de junho.
16 Ellen G. White, Exaltai-o, (Tatuí, SP: Casa Publicadora 
Brasileira, 1992), 31 de maio.
17 Esdras: Explicação e Aplicação, O regresso (outubro 
de 2022), p. 52.
18 John Owen e A. W. Pink, A Interpretação das Escrituras
(São Paulo, SP: O Estandarte de Cristo, 2018), p. 41, 42.
19 Owen e Pink, A Interpretação das Escrituras, p. 42.
20 Ángel Manuel Rodríguez (org), Comentário Bíblico 
Andrews (Tatuí, SP. Casa Publicadora Brasileira, 2024), 
v. 3. p. 160.
21 James Strong, Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de 
Strong, Sociedade Bíblica do Brasil, 2002).
22 Strong, Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong.
23 Dicionário Vine, p. 611.
24 Ellen White, Olhando Para o Alto (Santo André, SP: (Casa 
Publicadora Brasileira, 1983), 1o de setembro.
25 Jonas Arrais, Procura-se um Bom Pastor (Tatuí, SP: Casa 
Publicadora Brasileira, 2011), p. 34.
26 Ellen G. White, A Ciência do Bom viver (Tatuí, SP: Casa 
Publicadora Brasileira, 2021), p. 54.
27 Rodriguez (org.), Comentário Bíblico Andrews, v. 3, p. 256.
28 Israel Loken, Ezra & Nehemiah, Evangelical Exegetical 
Commentary (Bellingham, WA: Lexham Press, 2011).
29 Nichol (ed.), Comentário Bíblico Adventista do Sétimo 
Dia, v. 3, p. 346.
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J O V E N S
MAIS QUE UM GRITO 
DE GUERRA, UM 
PLANO INTENCIONAL
Ao longo dos anos, os jovens adventistas adotaram um grito de guerra, uma saudaçãoou 
um sinal, que é: “Maranata: o Senhor logo vem!” Maranata faz referência aos quatro “As”: 
Amar, Anunciar, Apressar e Aguardar. Esse termo destaca a história dos jovens adventistas, 
que é pautada pela grande esperança de ver Jesus voltar. Ele identifi ca perfeitamente 
a essência da mensagem adventista. Maranata é mais do que uma simples palavra ou 
um simples tema para um ano ou evento especial : é um termo identitári o que possui fundamentos 
bíblicos e características mundiais e está relacionad o ao estilo de vida de um movimento profético 
que aguarda o retorno de Cristo. 
Carlos Campitelli
Diretor do Ministério Jovem 
da Divisão Sul-Americana
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sul-americana, buscando promover um compromisso du-
radouro com a fé e o serviço cristão. 
Afi nal, o que é o Maranata Plan? É um plano estruturado 
e intencional de discipulado jovem, que foi desenvolvido 
com base nos princípios bíblicos relacionados ao discipu-
lado e à juventude, na análise de modelos conhecidos de 
discipulado jovem, na revisão da literatura contemporânea 
sobre a nova geração de jovens e na busca por alternativas 
e caminhos para o trabalho com essa geração. O objetivo 
do Maranata Plan é proporcionar um roteiro abrangente 
para o discipulado dos jovens, com base em uma compre-
ensão sólida dos princípios bíblicos e das necessidades 
específi cas dos jovens da nova geração. 
Por que um plano de discipulado para jovens? Nós 
entendemos que o principal propósito daqueles que tra-
balham em prol da juventude é desenvolver discípulos 
maduros em Cristo. Para alcançar esse objetivo existem 
áreas principais de enfoque, elementos, fundamentos e 
pilares, que servem de base para alcançar o objetivo prin-
cipal. Cada uma dessas áreas principais de enfoque será 
representada por uma letra: “M” para Missão, “R” para 
Relacionamento, “N” para Nutrição e “T” para Templo e 
suas duas dimensões. 
No gráfi co a seguir, são apresentados os principais 
objetivos para cada área principal de enfoque. Esses ob-
jetivos representam os desafi os para os jovens da nova 
geração. O objetivo 1 traz um desafi o de caráter pessoal 
(eu), enquanto o objetivo 2 oferece oportunidades de 
envolvimento com outros jovens, com a igreja e com a 
comunidade (nós). É fundamental que os líderes traba-
lhem de forma intencional para garantir que os jovens 
sob seu pastoreio alcancem todos os objetivos em cada 
área do MRNT.
Nota do editor
Este artigo foi publicado originalmente na Revista Ação Jovem (julho-
setembro, 2024, p. 4-9). Republicado aqui com adaptações.
Após analisar 48 modelos distintos de discipulado jo-
vem aplicados em diversos países e denominações, usan-
do a técnica de análise categorial, identifi camos quatro 
categorias temáticas, as quais chamaremos neste artigo 
de “áreas principais de enfoque”. 
A área identifi cada de maneira mais recorrente foi 
“Nutrição”, abrangendo elementos signifi cativos, como 
ensino profundo da Bíblia, cosmovisão cristã e desen-
volvimento espiritual. A segunda área foi “Missão”, en-
globando evangelismo, descoberta e utilização dos dons 
espirituais, envolvimento em ministérios e outros tipos 
de missões. A terceira área foi “Relacionamentos”, que 
abarcou itens signifi cativos , como formação de amizades 
saudáveis, família, companheirismo, mentoreamento e 
promoção de relacionamentos intergeracionais. Por fi m, 
a quarta área principal de enfoque foi “Adoração” (aqui 
denominada de “Templo” para fi ns de entendimento e 
para ampliar as duas dimensões da adoração), que trouxe 
 ingredientes, como adoração coletiva, adoração pessoal, 
vida devocional e conexão com Deus. Essas quatro áreas 
principais de enfoque agrupam os elementos signifi cativos 
que foram mais recorrentes nos diferentes modelos de 
discipulado jovem analisados, fornecendo uma estrutura 
para a construção do plano de discipulado jovem. 
A partir dessa análise, bem como da visão e do desejo 
de trabalhar com e para os jovens, surgiu a necessidade 
de desenvolver um plano de discipulado específi co para 
essa faixa etária, o qual denominamos Maranata Plan. O 
termo “Maranata” foi escolhido para representar o movi-
mento que busca unir, aproximar, integrar e desafi ar os 
jovens adventistas a se tornar discípulos de Jesus neste 
momento crucial da história mundial. Essa palavra simbo-
liza uma visão de longo prazo para a juventude adventista 
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OBJETIVO GERAL O objetivo do Maranata Plan é proporcionar um roteiro abrangente para o discipulado dos jovens, com base em uma compreensão 
sólida dos princípios bíblicos sobre discipulado e juventude e das necessidades específicas dos jovens dessa nova geração.
ÁREAS PRINCIPAIS
DE ENFOQUE DIMENSÃO OBJETIVO PROJETOS GERAIS PROJETOS 
EM DESTAQUE RESUMO DO PROJETO
Missão
Empoderar os jovens 
adventistas para 
proclamar a última 
mensagem ao mundo 
por meio de projetos e 
ações que os envolvam 
ativamente na missão 
da igreja.
M1 – Eu Desafiar o jovem 
a se comprometer 
pessoalmente com a 
missão de anunciar 
a última mensagem 
ao mundo.
• Evangelismo Pessoal/
Estudos Bíblicos
• Classe Bíblica Jovem
• Missão Calebe
• Um Ano em Missão
• Serviço Voluntário 
Adventista (SVA)
• Projetos Missionários 
de curto prazo
• Dia Mundial do Jovem 
Adventista
• Vida por Vidas
• Maranata Modo On
• Ministérios Urbanos
Evangelismo 
Pessoal/
Estudo Bíblico
Uma ferramenta que está à disposição para 
nutrir os jovens com a Palavra de Deus por 
meio de séries de estudos bíblicos.
M2 – Nós Desenvolver projetos que 
permitirão aos jovens 
assumir um papel ativo na 
missão da igreja.
Missão Calebe A Missão Calebe é uma das principais marcas 
da juventude adventista na América do Sul. 
É uma estratégia evangelística que envolve 
toda a igreja, mas é liderada e protagonizada 
pelos jovens. É uma forma de apresentar a 
missão aos jovens como a maior de todas as 
experiências que eles podem viver, além de 
uma oportunidade para desafiá-los a usar seus 
dons para abençoar pessoas e participar da 
proclamação por meio de estudos bíblicos e da 
pregação evangelista.
Relacionamento
Cultivar amizades e 
relações de confiança 
como parte essencial do 
autocuidado, promovendo 
uma comunidade na qual 
os jovens compartilhem, 
aprendam e se fortaleçam 
juntos.
R1 – Eu Encorajar o jovem a 
cultivar amizades e 
relações de confiança 
como um aspecto 
fundamental de 
autocuidado.
• PG Jovem
• Hora Social
• Eventos Esportivos
• Maranata Class
• Youth Alive
Youth Alive Youth Alive é um programa para jovens 
projetado para construir resiliência, inspirando 
e capacitando-os a fazer escolhas saudáveis.
R2 – Nós Promover a vida em 
comunidade para que os 
jovens compartilhem suas 
experiências, aprendam 
uns com os outros e se 
fortaleçam mutuamente.
PG Jovem O PG Jovem é um espaço de relacionamentos 
saudáveis, crescimento espiritual e 
desenvolvimento dos dons para a missão – 
uma extensão da experiência do Maranata 
Class.
Nutrição
Promover o crescimento 
espiritual dos jovens, 
incentivando-os a 
se aprofundar na 
compreensão da Bíblia 
por meio de um ensino 
consistente, claro e 
relevante, que abrange 
a Bíblia e o Espírito 
de Profecia.
N1 – Eu Incentivar o jovem 
a aprofundar sua 
compreensão da Bíblia, 
visando ao crescimento 
espiritual e à maturidade 
na fé.
• ComTexto Bíblico
• Maranata Class
• Semana Jovem
• Bible Plan
• Maranata Adoracão
• Meditação Jovem
• #rpsp
ComTexto 
Bíblico
Recentemente, a Lição da Escola Sabatina 
Jovem passou por um processo de 
atualização. Em sintonia com os tempos em 
que vivemos e, por isso, atendendo à demanda 
desta geração por mais conteúdo bíblico, a 
lição ganhou o nome de ComTexto Bíblico.
N2 – Nós Ensinar de forma contínua 
e consistente a Bíblia e 
o Espírito de Profecia, 
utilizando uma linguagem 
clara e contextualizada.Maranata Class O Maranata Class tem como objetivo 
estabelecer um ambiente acolhedor e 
envolvente para os jovens da igreja local, por 
meio da Escola Sabatina Jovem. Aplicando 
uma abordagem centrada no encontro, 
ensino e envio, a classe busca promover o 
engajamento e a participação ativa dos jovens 
na vida da igreja.
Templo
Motivar os jovens a 
priorizar sua conexão 
pessoal com Deus 
por meio de práticas 
devocionais diárias; 
promover a participação 
ativa dos jovens na 
adoração coletiva.
T1 – Eu Encorajar o jovem a 
priorizar a relação pessoal 
com Deus por meio de 
hábitos devocionais e a se 
desenvolver integralmente 
(o templo).
• Culto Divino
• Meditação Jovem
• Maranata Adoração
• Vigília Jovem
• Semana de Oração 
Jovem
• 10 Dias de Oração
• Maranata Faith
Maranata Faith O projeto Maranata Faith tem como objetivo 
inspirar e capacitar os jovens da nova geração 
a viver uma vida de comunhão com Deus e 
de fidelidade.
T2 – Nós Fomentar a participação 
dos jovens na adoração 
coletiva (no templo), 
em um contexto 
intergeracional que reflita 
a unidade da família 
de Deus. 
Maranata
Adoração
O Maranata Adoração é uma expressão 
vibrante da fé e do compromisso dos jovens 
da nova geração com Deus e um momento de 
edificação e renovação espiritual para a igreja. 
O culto dos jovens para toda a igreja.
M2/nós
M1
/eu
T2/
nó
s
T1/eu
Criar oportunidades de projetos 
de ações que permitam aos 
jovens assumir um papel ativo 
na missão da igreja.
Desafiar o jovem a se 
comprometer 
pessoalmente com a 
missão de anunciar a 
última mensagem ao 
mundo.
Encorajar o jovem a 
priorizar a relação pessoal 
com Deus por meio de 
hábitos devocionais e a se 
desenvolver integralmente
(o templo).
Fomentar a participação 
dos jovens na adoração 
coletiva (no templo), em 
um contexto 
intergeracional que 
reflita a unidade da 
família de Deus.
R1/eu
R2/nós
N1/eu
N2/nós
Incentivar o jovem 
a aprofundar sua 
compreensão da 
Bíblia, visando ao 
crescimento 
espiritual e à 
maturidade na fé.
Ensinar, de forma 
contínua e consistente, a 
Bíblia e o Espírito de 
Profecia, utilizando
uma linguagem clara e
contextualizada.
Encorajar o jovem a cultivar 
amizades e relações de 
confiança como um 
aspecto fundamental
de autocuidado.
Promover a vida em 
comunidade para que 
os jovens compartilhem 
suas experiências, 
aprendam uns com os 
outros e se fortaleçam 
mutuamente.
P1 51382 – Revista do Ancionato - 1o Trimestre 2026
18 de novembro de 2025 às 14:54P2P3
jan - mar • 2026 33
OBJETIVO GERAL O objetivo do Maranata Plan é proporcionar um roteiro abrangente para o discipulado dos jovens, com base em uma compreensão 
sólida dos princípios bíblicos sobre discipulado e juventude e das necessidades específicas dos jovens dessa nova geração.
ÁREAS PRINCIPAIS
DE ENFOQUE DIMENSÃO OBJETIVO PROJETOS GERAIS PROJETOS 
EM DESTAQUE RESUMO DO PROJETO
Missão
Empoderar os jovens 
adventistas para 
proclamar a última 
mensagem ao mundo 
por meio de projetos e 
ações que os envolvam 
ativamente na missão 
da igreja.
M1 – Eu Desafiar o jovem 
a se comprometer 
pessoalmente com a 
missão de anunciar 
a última mensagem 
ao mundo.
• Evangelismo Pessoal/
Estudos Bíblicos
• Classe Bíblica Jovem
• Missão Calebe
• Um Ano em Missão
• Serviço Voluntário 
Adventista (SVA)
• Projetos Missionários 
de curto prazo
• Dia Mundial do Jovem 
Adventista
• Vida por Vidas
• Maranata Modo On
• Ministérios Urbanos
Evangelismo 
Pessoal/
Estudo Bíblico
Uma ferramenta que está à disposição para 
nutrir os jovens com a Palavra de Deus por 
meio de séries de estudos bíblicos.
M2 – Nós Desenvolver projetos que 
permitirão aos jovens 
assumir um papel ativo na 
missão da igreja.
Missão Calebe A Missão Calebe é uma das principais marcas 
da juventude adventista na América do Sul. 
É uma estratégia evangelística que envolve 
toda a igreja, mas é liderada e protagonizada 
pelos jovens. É uma forma de apresentar a 
missão aos jovens como a maior de todas as 
experiências que eles podem viver, além de 
uma oportunidade para desafiá-los a usar seus 
dons para abençoar pessoas e participar da 
proclamação por meio de estudos bíblicos e da 
pregação evangelista.
Relacionamento
Cultivar amizades e 
relações de confiança 
como parte essencial do 
autocuidado, promovendo 
uma comunidade na qual 
os jovens compartilhem, 
aprendam e se fortaleçam 
juntos.
R1 – Eu Encorajar o jovem a 
cultivar amizades e 
relações de confiança 
como um aspecto 
fundamental de 
autocuidado.
• PG Jovem
• Hora Social
• Eventos Esportivos
• Maranata Class
• Youth Alive
Youth Alive Youth Alive é um programa para jovens 
projetado para construir resiliência, inspirando 
e capacitando-os a fazer escolhas saudáveis.
R2 – Nós Promover a vida em 
comunidade para que os 
jovens compartilhem suas 
experiências, aprendam 
uns com os outros e se 
fortaleçam mutuamente.
PG Jovem O PG Jovem é um espaço de relacionamentos 
saudáveis, crescimento espiritual e 
desenvolvimento dos dons para a missão – 
uma extensão da experiência do Maranata 
Class.
Nutrição
Promover o crescimento 
espiritual dos jovens, 
incentivando-os a 
se aprofundar na 
compreensão da Bíblia 
por meio de um ensino 
consistente, claro e 
relevante, que abrange 
a Bíblia e o Espírito 
de Profecia.
N1 – Eu Incentivar o jovem 
a aprofundar sua 
compreensão da Bíblia, 
visando ao crescimento 
espiritual e à maturidade 
na fé.
• ComTexto Bíblico
• Maranata Class
• Semana Jovem
• Bible Plan
• Maranata Adoracão
• Meditação Jovem
• #rpsp
ComTexto 
Bíblico
Recentemente, a Lição da Escola Sabatina 
Jovem passou por um processo de 
atualização. Em sintonia com os tempos em 
que vivemos e, por isso, atendendo à demanda 
desta geração por mais conteúdo bíblico, a 
lição ganhou o nome de ComTexto Bíblico.
N2 – Nós Ensinar de forma contínua 
e consistente a Bíblia e 
o Espírito de Profecia, 
utilizando uma linguagem 
clara e contextualizada.
Maranata Class O Maranata Class tem como objetivo 
estabelecer um ambiente acolhedor e 
envolvente para os jovens da igreja local, por 
meio da Escola Sabatina Jovem. Aplicando 
uma abordagem centrada no encontro, 
ensino e envio, a classe busca promover o 
engajamento e a participação ativa dos jovens 
na vida da igreja.
Templo
Motivar os jovens a 
priorizar sua conexão 
pessoal com Deus 
por meio de práticas 
devocionais diárias; 
promover a participação 
ativa dos jovens na 
adoração coletiva.
T1 – Eu Encorajar o jovem a 
priorizar a relação pessoal 
com Deus por meio de 
hábitos devocionais e a se 
desenvolver integralmente 
(o templo).
• Culto Divino
• Meditação Jovem
• Maranata Adoração
• Vigília Jovem
• Semana de Oração 
Jovem
• 10 Dias de Oração
• Maranata Faith
Maranata Faith O projeto Maranata Faith tem como objetivo 
inspirar e capacitar os jovens da nova geração 
a viver uma vida de comunhão com Deus e 
de fidelidade.
T2 – Nós Fomentar a participação 
dos jovens na adoração 
coletiva (no templo), 
em um contexto 
intergeracional que reflita 
a unidade da família 
de Deus. 
Maranata
Adoração
O Maranata Adoração é uma expressão 
vibrante da fé e do compromisso dos jovens 
da nova geração com Deus e um momento de 
edificação e renovação espiritual para a igreja. 
O culto dos jovens para toda a igreja.
MARANATA PLAN (MRNT)
B I B L I O T E C A
LÁGRIMAS
Casa Publicadora Brasileira, 2018.
271 páginas.
Sob inúmeras formas – aguda, violenta, tênue, 
dilacerante, crônica – a dor deteriora o corpo e oprime 
a mente. Ela atormenta a vida do pobre e arruína a do 
rico. Faz a criança chorar, mutila o corpo do jovem, 
marca o rosto do adulto e encurva as costas do ido-
so. Do berço à sepultura, o sofrimento é implacável. 
Trabalho e prazer, dependência e liberdade, virtude e 
vício, amor e ódio, tudo pode nos fazer sofrer. A dor é 
parte da condição humana. Deixamos de ser crianças 
quando descobrimos que o beijo de nossa mãe não 
cura inteiramente nossas dores.
Este livro tem como objetivo principalajudar você 
a combater e a assumir a realidade da dor até onde 
seja possível, sem perder o ânimo e a esperança. 
Ele ajudará você a enfrentar a dor com dignidade e 
realismo, encarando os dramas humanos dos pon-
tos de vista psicológico, social, filosófico e espiritual. 
Você encontrará recursos simples não apenas para 
superar o próprio sentimento com serenidade, mas 
também para aconselhar, com solidariedade e tato, 
quem sofre ao seu lado.
O autor deste livro convida o leitor a se deparar 
com a essência da realidade humana que se equilibra 
entre a dor e o prazer, a angústia e a esperança, a 
finitude e o anseio por eternidade.
Indispensável para líderes e membros da igreja.
ORAÇÃO
Casa Publicadora Brasileira, 2024.
264 páginas.
A oração é um privilégio e um dever. É espantoso e 
deslumbrante o fato de que o ser humano, pequeno, li-
mitado, pecador e mortal, possa entreter conversa com 
um Ser que é maior do que os 93 bilhões de anos-luz 
de extensão do Universo conhecido, um Deus de exis-
tência infinita. O Criador das galáxias não só conhece o 
nosso nome.
Ele acompanha com interesse tudo o que se refere a 
nós. Deleita-Se em ouvir as nossas palavras, assim como 
espera que tenhamos prazer em ouvir Suas promessas e 
declarações de amor por nós. A oração também é um de-
ver porque seria insano de nossa parte saber que temos 
acesso direto ao Soberano dos mundos e não recorrer à 
ajuda do Todo-poderoso e amável Pai celestial.
O livro Oração traz os mais impactantes textos de 
Ellen White sobre o conversar com Deus, compilados de 
sua extensa produção literária. Inédito até agora em por-
tuguês, o livro tem tudo para ser amado pelos leitores. 
Com 264 páginas, é de leitura fácil e repleto de declara-
ções comoventes de quem manteve comunhão constan-
te com Deus ao longo de toda a vida. Oração é para ser 
lido e relido. Sua mensagem enternece o coração, dobra 
os joelhos e faz a alma extravasar em súplicas e louvores.
Ler Oração é descobrir em Deus um Pai Amoroso, um 
Amigo, um Ajudador. É conhecer um novo estilo de vida, 
livre da autossuficiência e cheio de poder sobre- humano 
para vencer o mal, obter a cura e alcançar a paz.
Indispensável para líderes e membros da igreja.
jan - mar • 202634
P1 51382 – Revista do Ancionato - 1o Trimestre 2026
18 de novembro de 2025 às 14:54P2P3
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO
1-31 Atividades da 
igreja local
19-28 10 Dias de Oração e 
10 Horas de Jejum
21
28 - 4 /4
Dia Mundial do 
Jovem Adventista
Semana Santa
Você que é líder voluntário ou pastor e deseja compartilhar suas 
reflexões, testemunhos e conhecimentos com outros leitores, envie 
seu texto para a nossa equipe editorial seguindo esse passo a passo.
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AGENDA 2026
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• Esboços de sermões;
• Temas teológicos;
• Saúde e prevenção de doenças;
• Ética cristã;
• Espiritualidade e vida 
devocional;
• Liturgia, culto, adoração 
e música;
• Discipulado e crescimento 
da igreja;
• Liderança e administração 
eclesiástica;
• Relacionamentos interpessoais 
e familiares;
• Testemunhos de atividades 
evangelísticas;
• Dicas práticas para os 
ministérios da igreja (Escola 
Sabatina, Desbravadores, 
Ministério da Mulher, etc.)
Formate seu texto
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• Artigos de 3 páginas: até 9.500 
caracteres com espaços;
• Artigos maiores: publicação 
excepcional, a critério dos 
editores.
Siga os critérios
• Esboços de sermões
Tópicos claros, aplicação 
prática, apelo e alinhamento 
com as regras de 
interpretação bíblica.
• Artigos
Devem estar em harmonia com 
as crenças e posicionamentos da 
Igreja Adventista do Sétimo Dia;
• Não serão publicados
textos com pontos de 
vista político-partidários, 
revisionismos históricos ou 
científicos, ou especulações 
teológicas que divirjam da 
interpretação adventista 
tradicional.
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revista.ancionato@cpb.com.br, 
acompanhado de uma fotografia 
em alta resolução.
jan - mar • 2026 35
P R O P A G A N D A
Um canal de podcasts para toda a família 
Conteúdos que vão desde as histórias das novas lições 
da Escola Sabatina até profundos debates teológicos.
M
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ob
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ckestabeleceu as Prioridades Estratégicas (PE). São elas: 
Identidade, Liderança, Novas Gerações e Discipulado.
Em Atos 16:1-6 , vemos de forma bem clara estas prioridades 
evidenciadas na igreja primitiva.
1. Identidade. (Somos) – “Havia ali um discípulo chamado 
Timóteo [...]. Os irmãos [...] davam bom testemunho dele” (v. 1, 2). 
Sonhamos com uma igreja fortalecida na fé, com uma clara iden-
tidade em Jesus Cristo e marcada pelo testemunho diante de to-
dos. Somos a igreja remanescente, enviada para testemunhar de 
Jesus e preparar um povo para a Sua vinda.
2. Liderança. (Formamos) – “Paulo queria que Timóteo fos-
se em sua companhia [...]” (v. 3). Aqui vemos um processo de 
formação de liderança. Essa estratégia visa envolver e capacitar 
os membros da igreja, principalmente os recém-batizados, para 
exercerem liderança espiritual na igreja local, envolvendo-se na missão e no plantio 
de novas igrejas.
3. Novas Gerações. (Integramos) – “Timóteo, fi lho de uma judia crente, mas de 
pai grego. Paulo queria que Timóteo fosse em sua companhia” (v. 1, 3). Timóteo re-
presenta as novas gerações da igreja, e Paulo investe nele. Hoje, as novas gerações 
são nossas crianças, adolescentes e jovens. Essa estratégia tem por objetivo inte-
grar as novas gerações na liderança da igreja e no cumprimento da missão.
4. Discipulado. (Fazemos) – “Ao passar pelas cidades [...] as igrejas eram forta-
lecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número” (v. 4, 5). Devemos investir no 
ensino, no acompanhamento e na prática da fé. As implicações do processo são: 
ir, ensinar e batizar. O processo é 
multiplicador ; ou seja, forma discí-
pulos. Nossos “bebês espirituais” re-
cém-batizados são fortalecidos com 
es se processo, em que são formados 
cristãos maduros, comunidades vi-
vas e igrejas comprometidas com a 
evangelização. Dessa forma, a igreja 
cresce saudável e equilibrada.
Finalmente, irmãos, com a lide-
rança do Espírito Santo, a igreja cres-
cia e se fortalecia com o propósito de 
formar discípulos para Jesus. Ellen 
White escreveu: “O segre-
do de nosso êxito na obra 
de Deus encontra-se na 
atuação harmoniosa de 
nosso povo. É preciso 
haver uma ação concen-
trada. Todo membro do 
corpo de Cristo tem que 
fazer sua parte na causa 
de Deus, segundo a ca-
pacidade que Ele lhe deu. 
Temos que conjugar es-
forços contra as difi culdades e obstá-
culos, ombro a ombro, e unidos pelo 
coração. Se os cristãos agissem de 
comum acordo, avançando como um 
só homem, sob a direção de um único 
Poder, para a realização de um só ob-
jetivo, abalariam o mundo” (Serviço 
Cristão [CPB, 2022], p. 63).
Qual será sua resposta ao parti-
cipar na liderança da igreja de Deus? 
PRIORIDADES 
ESTRATÉGICAS
DECISÕES 
DENOMINACIONAIS 
SÃO IMPORTANTES
PARA AVALIAR E 
DETERMINAR O 
CRESCIMENTO 
DA IGREJA.
P1 51382 – Revista do Ancionato - 1o Trimestre 2026
18 de novembro de 2025 às 14:54P2P3
E N T R E V I S T AE N T R E V I S T A
Carlos
O pastor Carlos Gill nasceu 
no Paraguai, mas cresceu na 
Argentina. Graduou-se e obteve 
título de mestre em Teologia na 
Universidade Adventista d el Plata. 
Na Argentina, atuou como pastor 
distrital, diretor de departamentos 
e presidente de Associação e 
União. No Brasil, o pastor Carlos 
 atuou como distrital na Associação 
Planalto Central (APlaC), em 
Brasília. Estudou Clínica Pastoral 
nos Estados Unidos e foi diretor 
espiritual do Kettering Adventist 
Health , Hamilton, em Ohio , EUA. 
Casado com Anny Walter, diretora 
da Afam e do Ministério da Mulher , 
na APlaC. O casal tem dois fi lhos , 
Eric e Kevin, e uma neta , Alícia. 
Na última Assembleia mundial da 
Igreja, ele foi nomeado líder da 
Associação Ministerial da Divisão 
Sul-Americana.
1. Qual é o número de anciãos, 
incluindo mulheres, em toda a 
América do Sul?
Segundo dados da Secretaria 
Ministerial, atualmente, a igreja , em toda 
a América do Sul , tem 43.959 anciãos . 
Destes, 6.680 são mulheres, o que re-
presenta 15% do total.
2. Qual é a sua visão do ministério 
do Ancionato?
Vejo o ancião como uma pessoa cha-
mada por Deus para servir. Ele é um líder 
espiritual local, que caminha ombro a 
ombro com o pastor, sob sua orientação e em harmonia com as diretrizes do Manual 
da Igreja.
Seu foco é simples e essencial: cuidar de pessoas e cumprir a missão.
Isso se traduz em : visitar ; orar ; ungir; conduzir e zelar pelo culto , quando ne-
cessário; formar novos líderes ; e manter a igreja unida e centrada no evangelho. 
O ancião não é apenas um gestor de programas, mas um servo-guia que, pelo 
exemplo, inspira e promove a unidade e mantém Cristo no centro da vida da igreja.
3. De que forma a Associação Ministerial pode auxiliar os anciãos no 
exercício de seu ministério?
A Associação Ministerial tem um papel essencial na formação e no cuidado espiri-
tual dos anciãos. Esse apoio começa com presença, oração e comunhão. Ele também 
ocorre com a provisão de recursos práticos. Um dos instrumentos mais valiosos é a 
Revista do Ancionato, que é preparada com esmero e carinho para abordar as áreas 
Gil l
VISÃO MINISTERIAL
DO ANCIONATO
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jan - mar • 2026 5
ir, ensinar e batizar. O processo é 
multiplicador ; ou seja, forma discí-
pulos. Nossos “bebês espirituais” re-
cém-batizados são fortalecidos com 
es se processo, em que são formados 
cristãos maduros, comunidades vi-
vas e igrejas comprometidas com a 
evangelização. Dessa forma, a igreja 
cresce saudável e equilibrada.
Finalmente, irmãos, com a lide-
rança do Espírito Santo, a igreja cres-
cia e se fortalecia com o propósito de 
formar discípulos para Jesus. Ellen 
White escreveu: “O segre-
do de nosso êxito na obra 
de Deus encontra-se na 
atuação harmoniosa de 
nosso povo. É preciso 
haver uma ação concen-
trada. Todo membro do 
corpo de Cristo tem que 
fazer sua parte na causa 
de Deus, segundo a ca-
pacidade que Ele lhe deu. 
Temos que conjugar es-
forços contra as difi culdades e obstá-
culos, ombro a ombro, e unidos pelo 
coração. Se os cristãos agissem de 
comum acordo, avançando como um 
só homem, sob a direção de um único 
Poder, para a realização de um só ob-
jetivo, abalariam o mundo” (Serviço 
Cristão [CPB, 2022], p. 63).
Qual será sua resposta ao parti-
cipar na liderança da igreja de Deus? 
O ancião é 
chamado 
para ser uma 
presença 
firme e 
confiável, 
alguém 
que indica 
a direção a 
seguir e dá 
esperança.
do ministério: espiritualidade, família, liderança, 
pregação, discipulado e missão. Cada edição 
traz reflexões e orientações que ajudam o ancião 
a servir melhor e crescer como líder espiritual. 
Outro recurso precioso é o Guia do Ancionato, 
que atualmente encontra-se em processo de 
atualização. Com linguagem simples e conteúdo 
prático, ele orienta o ancionato quanto aos cuidados 
pastorais, à condução do culto e à liderança missio-
nária na igreja local. Por meio desses materiais, a 
Associação Ministerial reafirma seu compromisso 
de capacitar, acompanhar e inspirar os anciãos.
4. Fale um pouco da necessidade e da 
importância de os anciãos estarem 
familiarizados com o Manual da Igreja e 
com o Guia do Ancionato.
O Manual da Igreja e o Guia do Ancionato
reúnem a experiência e a sabedoria acumuladas 
da Igreja ao longo dos anos. Quando o ancião co-
nhece e aplica seus princípios, a igreja caminha 
em harmonia: decisões equilibradas, funções 
bem definidas e parceria saudável com o pas-
tor e a Associação. Obviamente, esses materiais 
não engessam a atuação do ancionato, mas eles 
protegem, esclarecem e fortalecem a missão. 
Ao aplicar os princípios do Manual da Igreja, 
um conselho: Faça-o com amor. Lembre-se de 
que a verdade deve ser dita em amor (Ef 4:15).
5. Qual é o incentivo da Associação 
Ministerial para que os anciãos sejam uma 
referência para as novas gerações?
A Associação Ministerial incentiva os anciãos 
a serem referências vivas para as novas gera-
ções, lembrando que o exemplo é a influência 
mais poderosa noministério. O testemunho de 
um ancião fiel e apaixonado por Cristo inspi-
ra mais do que qualquer discurso. Por isso, o 
convite é para que cada ancião viva de forma 
exemplar, mas o exemplo precisa vir acompa-
nhado de inclusão e proximidade. É importante 
convidar os jovens a participar. Deve-se confiar 
neles, dando-lhes oportunidades para servir.
Quando o ancião escolhe um jovem para ca-
minhar ao seu lado, além de estar fortalecendo 
o presente da igreja, está também formando a 
sua realidade como líder. Sendo assim, seja um 
exemplo, abra espaço e confie.
6. O que você sugere aos anciãos quanto 
à atuação deles diante dos desafios da 
pós-modernidade?
Vivemos em um tempo de mudanças rápi-
das, excesso de informação e relacionamentos 
frágeis. Embora as pessoas estejam conecta-
das, elas se sentem sozinhas. Buscam sentido 
na vida, mas desconfiam das verdades. Nesse 
contexto, o ancião é chamado para ser uma pre-
sença firme e confiável, alguém que indica a 
direção a seguir e dá esperança. Sua vida e seu 
exemplo podem trazer estabilidade e fé a uma 
geração que anseia por autenticidade. Algumas 
atitudes práticas podem ajudar. São elas:
• Viva com coerência – O exemplo convence 
mais que o discurso.
• Escute com empatia – As pessoas precisam 
ser ouvidas antes de serem orientadas.
• Crie vínculos reais – Promova momentos de 
comunhão, oração e amizade sincera.
• Comunique com amor – Fale a verdade com 
ternura e construa pontes.
• Inclua os jovens – Aproxime-os e confie 
em seu potencial.
• Cultive a comunhão – Quem não se renova 
em Deus, se desgasta no serviço.
Mais do que reagir aos desafios atuais, o an-
cião é chamado a encarnar a solidez do evange-
lho, oferecendo paz e esperança em um tempo 
instável.
7. No contexto eclesiástico, que visão os 
anciãos devem ter da igreja?
Os anciãos devem ver a igreja como o corpo 
de Cristo, uma comunidade viva na qual Deus 
habita e atua por meio de cada membro.
A igreja é o organismo espiritual por meio do 
qual Cristo continua Sua missão no mundo. Ele é 
a Cabeça, e nós somos os membros (1Co 12:12-
27). Cada ancião, cada líder e cada membro tem 
uma função específica e indispensável. Quando 
atuamos em harmonia, o corpo cresce saudável; 
quando agimos isoladamente, a unidade se en-
fraquece, e a missão sofre. A Igreja Adventista 
recebeu uma missão profética e restauradora: 
anunciar o evangelho eterno (Ap 14:6, 7), pre-
parar um povo para a volta de Jesus e revelar 
o caráter de Cristo ao mundo. Essa missão é 
ampla – envolve adoração, serviço, discipulado, 
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O ancião é 
chamado 
para ser uma 
presença 
firme e 
confiável, 
alguém 
que indica 
a direção a 
seguir e dá 
esperança.
educação e compaixão. E cada igreja local é um reflexo 
desse propósito global.
Por isso, o ancião deve lembrar que:
• A igreja é de Cristo, não nossa.
• Servir é cooperar, não competir.
• A unidade é um testemunho vivo.
A missão é o coração da igreja (tudo o que fazemos 
deve apontar para Cristo e Sua volta).
Quando os anciãos lideram com essa visão, a igreja se 
torna um corpo vivo e missionário, revelando a presença 
de Cristo entre o Seu povo.
8. Como os anciãos podem contribuir para que o 
ministério do pastor seja eficiente na igreja local?
Quando penso na importância dos anciãos para a efici-
ência do ministério pastoral, lembro-me do meu primeiro 
distrito. Eu tinha apenas 24 anos, era recém-casado, cheio 
de sonhos e incertezas. Quando chegamos, fomos recebi-
dos pelo primeiro-ancião. Ele nos acolheu com tanto amor, 
carinho e respeito que logo nos sentimos em casa. Aquele 
gesto simples marcou profundamente o início do nosso 
ministério. Desde então, aprendi que, quando pastor e 
ancião caminham juntos como companheiros, o ministério 
floresce e a igreja cresce em unidade. O ancião é o braço 
direito do pastor – conselheiro, intercessor e amigo. Ele 
compartilha o peso das responsabilidades e age com sabe-
doria nas decisões. Assim como Timóteo e Tito cooperaram 
com Paulo. Havia entre eles confiança, diálogo e missão 
compartilhada. O ancião é chamado a cooperar com seu 
pastor, e essa mesma dinâmica pode existir hoje. Algumas 
atitudes fortalecem essa parceria:
• Oração mútua – Intercessão de um pelo outro e pela 
igreja.
• Lealdade e diálogo – Cultivar sinceridade e preservar 
a unidade.
• Divisão equilibrada de tarefas – Servir conforme os 
dons, sem sobrecarga.
• Apoio público – O ancião que apoia o pastor fortalece 
a liderança diante da igreja.
• Amizade verdadeira – Celebrar juntos as vitórias e 
sustentar-se nas dificuldades.
Quando pastor e ancião se veem como companheiros 
de missão, a presença de Cristo se torna visível na lide-
rança, e a igreja experimenta crescimento e harmonia.
9. Que mensagem de motivação você daria aos 
anciãos em toda a América do Sul?
Quando leio sobre o momento em que Jesus estava 
prestes a deixar Seus discípulos, há uma expressão em 
Mateus que sempre me toca profundamente: “Jesus, 
aproximando-Se, falou-lhes, dizendo [...]” (Mt 28:18). 
Queridos anciãos, o mesmo Jesus também Se aproxima 
de você. Ele conhece suas lutas, seus desafios e seus can-
saços, mas também vê sua fidelidade e o desejo sincero 
de servir bem à sua igreja. E, hoje, Ele lhe dá a mesma 
segurança que deu aos discípulos: “E eis que estou com 
vocês todos os dias, até o fim dos tempos” (v. 20). Jesus 
nos assegura Sua presença. É essa presença que sustenta 
nosso ministério, que nos dá coragem para continuar e que 
enche o coração de paz quando o peso das responsabilida-
des parece grande demais. Caminhe com essa convicção. 
Onde você estiver – seja em uma pequena igreja do interior, 
em uma grande cidade, em um grupo novo ou em uma 
congregação antiga –, Cristo sempre estará ao seu lado. 
Lembre-se de que o presente da Sua presença é o nosso 
sustento enquanto esperamos o cumprimento da grande 
promessa – a Sua gloriosa vinda. 
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C A P A Josué Espinoza
 Diretor espiritual da Adventist Health, em Brasília, DF. 
IDENTIDADE E 
ADORAÇÃO
EM UM MUNDO QUE 
VALORIZA AS APARÊNCIAS, 
DEUS NOS CHAMA À 
AUTENTICIDADE
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Quando Daniel e seus amigos foram 
levados cativos para a Babilônia, 
tudo o que representava a vida es-
piritual comunitária desapareceu 
repentinamente para eles. Naquela 
terra estranha e hostil, não havia templo, nem 
sinagoga, nem espaços para as reuniões de 
adoração habituais (Dn 1:1-8). No entanto, na-
quele contexto adverso, eles mantiveram acesa 
a chama da fé porque sua identidade espiritual 
não dependia de um lugar ou de circunstâncias 
externas, mas de um relacionamento pessoal e 
constante com Deus. Eles sabiam quem eram 
e quem era o Deus que adoravam.
Como Daniel e seus amigos, hoje enfren-
tamos desafi os e pressões em relação à ado-
ração. Vivemos em um mundo saturado de 
estímulos, e a tentação é viver para o que é 
visível e imediato, esquecendo que a fé autên-
tica é cultivada principalmente em segredo, 
na intimidade com Deus. Dessa experiência, 
emerge a forma de adoração pública e, mais 
amplamente, o estilo de vida de um verdadei-
ro adorador. A adoração pública deve refletir 
o que ocorre na vida privada do crente com 
Deus. Uma discrepância entre essas duas 
dimensões revelará uma realidade espiritual 
contraditória, pois “a religião fatalmente se 
transformará em formalismo, e a espirituali-
dade vital desaparecerá”.1
Como adventistas, temos 
um conceito de adoração que 
integra todas as dimensões da 
vida. Essa compreensão, apoia-
da pela Bíblia, nos permite 
identifi car as características da 
adoração que Deus requer de 
nós, independentemente dascircunstâncias ou do momento 
histórico no qual vivemos.
CARACTERÍSTICAS DA 
VERDADEIRA ADORAÇÃO
Deus estabelece princípios 
e critérios para uma adoração 
genuína. Que características 
tem a verdadeira adoração?
1. Cristocêntrica
Cristo deve ser o centro da nossa adoração, 
porque Nele Se revela a glória do Pai. Paulo 
diz: “Para que ao nome de Jesus se dobre todo 
joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e 
toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, 
para glória de Deus Pai” (Fp 2:10, 11). Outro fato 
essencial é que Cristo é nosso único e sufi ciente 
Salvador e, portanto, merece nossa total adoração 
(At 4:12). Ellen White escreveu: “Contemplando 
o crucifi cado Redentor, compreendemos mais 
plenamente o tamanho e signifi cado do sacri-
fício feito pela Majestade do Céu. O plano da 
salvação é glorifi cado diante de nossos olhos, 
e pensar no Calvário desperta vivas e sagradas 
emoções em nosso ser. No coração e nos lábios 
haverá louvores a Deus e ao Cordeiro, pois o 
orgulho e a adoração a si mesmo não podem 
crescer no coração que conserva sempre vivas 
na memória as cenas do Calvário.”2
2. Bíblica
A Bíblia é o fundamento da nossa fé e es-
tabelece os parâmetros para a experiência 
cristã em suas diversas dimensões. Ela nos 
apresenta a natureza, o propósito e as formas 
de adoração centradas em Deus. Ela também 
contém os princípios e exemplos práticos que 
guiam nossa adoração em todos os contextos. 
Jesus orou ao Pai: “Santifi ca-os na verdade; 
a Tua palavra é a verdade” 
(Jo 17:17). A Palavra revela 
a verdade sobre a adoração 
e expõe falsas expressões 
de adoração inspiradas 
pelo inimigo. Além disso, a 
Bíblia deve ser central para 
a adoração pessoal e co-
munitária, pois infunde vida 
ao espírito humano e dá 
sentido à adoração. Assim 
como no princípio o poder 
da Palavra criou todas as 
coisas, hoje a Palavra cria, 
em nós, nova vida e renova 
nossa experiência de adora-
ção (Sl 33:6).
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COMO 
ADVENTISTAS, 
TEMOS UM 
CONCEITO DE 
ADORAÇÃO 
QUE INTEGRA 
TODAS AS 
DIMENSÕES 
DA VIDA.
3. Em Espírito e em verdade
Em Seu diálogo com a mulher samaritana, em res-
posta à sua inquietude sobre o verdadeiro local de ado-
ração, Cristo disse: “Os verdadeiros adoradores adorarão 
o Pai em espírito e em verdade. Porque são esses que 
o Pai procura para Seus adoradores” (Jo 4:23). As pa-
lavras de Cristo indicam que devemos adorar com total 
sinceridade, com fervor, dedicando todas as faculdades 
do nosso ser. Expressões vazias e rotineiras não repre-
sentam a qualidade da adoração que Deus deseja. Por 
meio da graça, o crente deve desenvolver uma atitu-
de de adoração que corresponda à expectativa divina. 
Além disso, esse tipo de adoração é caracterizado pela 
“sinceridade, com as mais elevadas faculdades do ser, 
aplicando à vida os princípios da verdade”.3 A adoração 
sincera, em harmonia com os padrões divinos, distingue 
os verdadeiros adoradores dos falsos.
4. Reverente e santa
Em algumas igrejas e congregações, tem-se visto o 
seguinte texto bíblico: “O Senhor, porém, está no Seu santo 
templo; cale-se diante Dele toda a Terra” (Hc 2:20). É 
verdade que, dependendo da cultura, o conceito de reve-
rência pode variar. No entanto, o princípio aqui é claro. Na 
adoração pessoal e pública, deve-se adotar uma atitude de 
reverência sincera, entendendo que estamos na presença 
do Senhor e Rei de todo o Universo. Essa noção da grandeza 
de Deus também deve ser acompanhada do senso de Sua 
santidade. Isso nos obriga moralmente a oferecer, de tudo, 
o nosso melhor a Deus. Por essa razão, a expressão de 
nossa adoração deve ser distinta de expressões comuns ou 
grosseiras. Ellen White declarou: “A verdadeira reverência 
a Deus é inspirada pela percepção de Sua infinita grandeza 
e de Sua presença.”4
5. Integral
A Bíblia nos apresenta a adoração não apenas como uma 
expressão de culto, mas como um estilo de vida em que todas 
as dimensões da vida se apresentam como espaços para 
adorar. Essa ideia é apresentada com força e clareza pelo 
apóstolo Paulo, quando escreveu à igreja de Roma: “Portanto, 
irmãos, pelas misericórdias de Deus, peço que ofereçam o seu 
corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Este é 
o culto racional de vocês” (Rm 12:1). Nos relatos do Antigo 
Testamento, a “adoração e o sacrifício eram inseparáveis nas 
narrativas patriarcais. Um lugar de adoração era identificado 
pelo seu altar (Gn 8:20; 12:7; 26:25)”5. Portanto, Paulo nos 
lembra aqui de que a melhor maneira de adorar a Deus é 
dedicar-nos completamente a Ele. É viver de acordo com 
Seus princípios e permitir que Ele seja a motivação e o objeto 
de nossa adoração. Essa experiência A verdadeira reverência 
a “obediência voluntária a todas as Suas ordens. Esse é o 
verdadeiro culto”.6
6. Individual e comunitária
O livro de Atos descreve a vida de adoração de uma 
igreja, a igreja apostólica, cheia do Espírito Santo. “E per-
severavam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no 
partir do pão e nas orações” (At 2:42). A adoração individu-
al favorecia a adoração comunitária, e esses dois aspectos 
da adoração se reforçavam mutuamente. A comunhão com 
Deus – nos níveis pessoal, familiar e congregacional – para 
os cristãos daquela época resultava em uma experiência 
de adoração vibrante e envolvente que conectava todos 
os aspectos da vida. Esse modelo continua vigente para 
os adoradores de hoje e para os que virão.
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exige, ao mesmo tempo, que a pessoa 
se despoje do orgulho, da vaidade e 
das atitudes viciosas”.8
Hoje, não estamos imunes quanto 
à repetição dessa história. Programas 
bem-organizados, eventos de qualida-
de profissional, mas corações vazios e 
nenhuma experiência real de transfor-
mação. Sermões emocionantes e frases 
poderosas, mas poucos adoradores 
experimentando transformação real. 
Ellen White nos adverte: “Religião não 
é limitar-se a ritos e cerimônias exte-
riores. A religião que vem de Deus é a 
única que leva a Ele”9. Sem essa raiz es-
piritual, a adoração será reduzida a um 
ritual opulento, mas vazio. Mas, quando 
o coração está unido a Cristo, até as 
expressões mais simples se tornam 
uma fragrância agradável para Deus.
UM APELO AO AUTOEXAME
O apóstolo Paulo nos exorta: 
“Examinem-se para ver se realmente 
estão na fé” (2Co 13:5). O exame do 
nosso próprio coração e os motivos 
que nos movem a adorar é de extrema 
importância. A honestidade conosco 
mesmos e com Deus é o primeiro 
passo para a prática de uma adora-
ção genuína. Devemos estar cientes 
do que está acontecendo em nossa 
vida interior para pedir e experimentar 
a graça. Essa graça não é mero con-
forto emocional, mas um poder orien-
tador e transformador (Tt 2:11, 12).
A redução da fé a um sentimento 
religioso nos transforma em cristãos frá-
geis e infantis. Isso pode nos levar a ver 
a igreja como um supermercado no qual 
escolhemos e consumimos os produtos 
religiosos de nossa preferência. A ado-
ração poderia até ser comparada a um 
parque de diversões que gera emoções 
agradáveis e intensas enquanto perma-
necemos nele. A fé bíblica, por sua vez, 
nos impele a tomar decisões firmes e 
obedecer, mesmo quando isso implica 
sacrifício e renúncia (Lc 9:23). A verda-
deira adoração não diz respeito a nós, 
7. Orientada para a missão no 
tempo do fim
O grande conflito é uma disputa 
transcendental sobre adoração. Por um 
lado, Satanás reivindica o direito de ser 
adorado e usa o engano para atingir esse 
objetivo. Deus, por Sua vez, que merece 
toda a adoração, revela-Se à humanida-
de para convidá-la a adorar em espírito 
e em verdade. Ele apela a uma forma de 
adoração voluntária, transparente e em 
conformidade com elevados princípios 
divinos. O livro do Apocalipse faz uma 
demonstração extraordináriado poder 
divino que conclama o mundo inteiro 
a unir-se aos verdadeiros adoradores. 
Isso nos mostra que as três mensagens 
angélicas (Ap 14:6-12) têm um claro 
objetivo missionário, pois mobilizam o 
remanescente no cumprimento urgente 
dessa missão e convocam a humani-
dade a adorar ao Deus Criador (v. 7). 
Portanto, “a ênfase bíblica na adoração 
a Ele faz parte do cerne da missão e 
mensagem na Igreja Adventista”.7
EGOÍSMO E ADORAÇÃO
O “eu” busca tomar o lugar de 
Deus, e, quando isso acontece, a 
adoração se degrada. Nesse ponto, 
não se trata mais de nos rendermos 
ao Criador, mas de satisfazer nossas 
emoções e preferências pessoais. 
Paulo antecipou o domínio dessa di-
cotomia religiosa no fim dos tempos: 
“Tendo forma de piedade, mas negan-
do o poder dela” (2Tm 3:5). A prática 
de uma religião externa desprovida de 
conteúdo caracterizará a experiência 
de adoração, e não podemos ignorar 
os riscos que isso representa para a 
Igreja. Não nos esqueçamos de que 
Israel também se desviou para uma 
adoração falsa ao concentrar-se na 
promoção de festas solenes e litur-
gias pomposas, mas desprovidas da 
obediência e devoção que Deus es-
perava (Is 29:13). Por essa razão, “re-
conhecer Deus como Rei supremo e 
único ser digno de adoração e serviço 
mas a Deus e ao nosso reconhecimento 
de quem Ele é. Trata-se também de 
seguir os passos de Cristo e imitar Sua 
atitude de obediência, pois “se alguém 
persiste em desobedecer aos manda-
mentos de Deus e em desconsiderar 
seus compromissos com o semelhante, 
essa pessoa não é cristã, independen-
temente daquilo que disser”.10
CONCLUSÃO
A história de Daniel e seus ami-
gos nos lembra de que o essencial 
e genuíno jamais pode ser tirado de 
nós. A comunhão íntima com Deus, 
sustentada pelos princípios de Sua 
Palavra, constitui o fundamento da 
verdadeira adoração. Em um mundo 
que mais valoriza as aparências, Deus 
nos chama à autenticidade. O Senhor 
continua buscando crentes que O 
adorem não apenas com palavras, 
mas com toda a sua vida. Se souber-
mos quem realmente somos e quem 
Deus é, estaremos preparados para 
adorá-Lo em espírito e em verdade. 
Não pode haver duas versões de nós 
mesmos. Nas esferas pública e privada 
da adoração, devemos ser coerentes. 
Os verdadeiros cristãos não devem 
se acostumar a viver divididos entre 
o secular e o sagrado. Quando a vida 
íntima com Deus é sincera e genuína, 
a adoração comunitária é repleta de 
vida e poder. 
Referências
1 Ellen G. White, O Grande Conflito (Tatuí, SP: Casa 
Publicadora Brasileira, 2021), p. 269.
2 Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações (Tatuí, 
SP: Casa Publicadora Brasileira, 2021), p. 532.
3 Francis D. Nichol (ed), Comentário Bíblico Adventista 
do Sétimo Dia, (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 
2013), v. 5, p. 1041.
4 Ellen G. White, Profetas e Reis, (Tatuí, SP: Casa 
Publicadora Brasileira, 2021), p. 26.
5 Raoul Dederen (ed.), Tratado de Teologia Adventista 
do Sétimo Dia, (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 
2011), p. 423.
6 White, O Desejado de Todas as Nações, p. 141.
7 Ángel Manuel Rodríguez (org.), A Igreja: Adoração, 
Ministério e Autoridade (Tatuí, SP: Casa Publicadora 
Brasileira, 2020), p. 156.
8 Dederen, Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, 
p. 265.
9 White, O Desejado de Todas as Nações, p. 141.
10 John Stott, Cristianismo Básico (Viçosa, MG: Editora 
Ultimato, 2007), p. 187.
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Márcio Dias Guarda
Autor do livro Pregação Objetiva.
Reside em Tatuí, SP.
LIDERANÇA?
LIÇÕES PRÁTICAS DA GESTÃO DO REI EZEQUIAS
Compartilho com você um ex-
celente sermão que foi pu-
blicado, há muitos anos, num 
jornalzinho de liderança. A au-
tora pode ser defi nida como 
“viúva de pastor, mãe de pastor e sogra 
de fi lha de pastor, Nancy Dusilek é uma 
das lideranças femininas evangélicas 
mais respeitadas do Brasil”.
Note como a pregadora vê no texto 
de 2 Crônicas 32:1 a 8 um exemplo de 
liderança inteligente e submissa a Deus . 
A  partir daí , constrói sua mensagem, 
passo a passo, sempre fundamentada 
nas ideias claramente expostas no texto bíblico, na sequência em que lá 
aparecem para estabelecer parâmetros objetivos para os líderes cristãos 
atuais – típico de um sermão expositivo. Assim, uma mensagem rigorosa-
mente bíblica chega até o ouvinte contemporâneo, respondendo às suas 
necessidades e propondo soluções bíblicas para problemas enfrentados 
pelos líderes cristãos em geral.
Mais uma vez , repito: a pregação expositiva exige preparo cuidadoso, 
completa submissão ao texto bíblico e muita atenção às necessidades da 
sua congregação, mas é sempre bem recebida pelos seus ouvintes atuais 
e entesourada na mente e coração de todos. Vale a pena se esforçar para 
pregar com mais frequência sermões expositivos. Numa época em que 
centenas de mulheres adventistas estão sendo eleitas como anciãs de 
igreja e convocadas a pregar, este sermão pode servir de exemplo e ins-
piração. – MDG 
COMO 
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INTRODUÇÃO
Uma das tendências em noss a função de 
líderes é assumirmos cada vez mais novas ta-
refas e encargos . Envolvemo-nos de tal forma 
n as inúmeras atividades que acabamos afas-
tando totalmente a ideia de uma autoavaliação 
 – de para r para refletir sobre como estamos 
agindo e o que estamos fazendo com o grupo 
que lideramos.
Crescer na arte de liderar deve ser uma 
busca constante de qualquer líder cristão 
que deseja, de fato, realizar um trabalho 
sério junto às pessoas. Por exemplo: Como 
sabemos que uma criança está crescendo? 
Normalmente , há um padrão e , quando a 
criança não o atinge, os pais se preocupam. 
Qual é o padrão para o líder cristão? O texto 
de Efésios 4:13 diz: “Até que todos chegue-
mos à unidade da fé e do pleno conhecimento 
do Filho de Deus, ao estado de pessoa ma-
dura, à medida da estatura da plenitude de 
Cristo.” Cristo é o nosso padrão e modelo. 
É preciso desenvolver atitude de humildade 
para reconhecer onde estamos falhando e o 
que é necessário dinamizar ou mudar.
Um exemplo claro de liderança inteligen-
te foi a exercida pelo rei Ezequias, de Judá, 
conforme o relato de 2 Crônicas 32:1-8. 
Se acompanharmos as ideias claramente 
expostas no texto bíblico na sequência em 
que estão, poderemos estabelecer alguns 
parâmetros objetivos para avaliarmos nosso 
desempenho como líderes cristãos.
TÓPICOS ESTRUTURAIS
1. “Quando Ezequias viu…” (v. 2). Ezequias 
foi um líder que estava sempre em alerta para 
o que estava ocorrendo ao seu redor. O líder 
cristão não pode parar no tempo e no espa-
ço. Precisa acompanhar o desenvolvimento 
do mundo e como isso está influenciando seu 
grupo , de maneira que possa ajudar seus li-
derados a apoiarem as pessoas em suas reais 
necessidades.
Atentar para as necessidades mais urgentes 
do grupo é outro passo importante do líder que 
está alerta e vigia como a sentinela para que 
seu grupo seja provido do que mais necess ita.
2. “Decidiu em consulta com os seus… 
e eles o ajudaram” (v. 3). Ezequias não era 
um líder que decidia tudo sozinho ; por isso, 
conseguiu que o grupo colaborasse para al-
cançar o objetivo comum. Ele teve a ideia e 
a levou ao grupo para ser estudada. O ver-
dadeiro líder cresce – e leva seus liderados 
a crescerem – quando lhes dá oportunidade 
de opinar. Encontros para planejamento de 
atividades e projetos são até comuns entre 
nós ; porém, quando se fala em avaliação, a 
tendência é adiar ou sequer realizar. Afi nal, 
avalia r é, em essência, julga r o que fazemos, 
e poucos gostam de ser julgado s. Contudo, 
um dos sinais de crescimento de um líder é 
 sua disposição para ouvir o julgamento do 
grupo – aceitar ou esclarecer as motivações 
que o levaram a agir de determinada forma . 
Isso abre espaço para que todos se sintam à 
vontadepara serem avaliados da mesma ma-
neira. Isso é sinal de maturidade emocional. 
Mas não se deve esquecer de que o que está 
em julgamento é o trabalho e os métodos , e 
não as pessoas.
Outro fator importante na liderança de 
Ezequias é que seus liderados “o ajudaram”. 
O líder compartilhou o problema, pediu con-
selhos, deu oportunidade de expressão de 
opiniões , e o grupo reagiu positivamente, aju-
dando-o. O líder não faz tudo sozinho – ele vai Im
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COMO LÍDERES CRISTÃOS, 
DEVEMOS FAZER A OBRA 
DO SENHOR DE TODO 
O CORAÇÃO.
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à frente do grupo, mas também caminha 
com o grupo. Um líder que faz tudo sozi-
nho, enquanto o grupo apenas o observa, 
acaba cansado, desanimado e desaponta-
do, pois perdeu o horizonte da liderança 
– ajudar as pessoas a crescerem e serem 
saudáveis em todos os aspectos.
3. “Ezequias se animou […]” (v. 5).
Ezequias foi um líder humano. Ele 
também teve seus momentos de fra-
queza. Reconheceu cada um deles e 
suas limitações, mas não se deixou 
abater. Quantas vezes, pessoas e situ-
ações nos fazem sentir abatidos de tal 
forma que todo o grupo percebe e aca-
bamos destruindo-o. Lembremo-nos da 
advertência de Tiago 3:1, que, pelo fato 
de sermos líderes, pesa sobre nós um 
juízo mais severo, pois temos em nos-
sas mãos as pessoas pelas quais somos 
responsáveis diante de Deus. Se nos 
entregarmos aos nossos problemas 
e fraquezas, nos tornaremos um 
obstáculo para o crescimento do 
grupo: em nível espiritual e pessoal. 
O líder é o exemplo – nunca devemos 
esquecer isso. Ezequias não se intimi-
dou diante daquela situação, pois sabia 
que o povo o esperava. Assim, “ele 
se animou”, isto é, reagiu 
positivamente e levou o 
povo à ação.
4. “Pôs oficiais [...] à frente do povo” (v. 6).
Ezequias foi um líder que delegava o trabalho. Ele atribuía funções a 
cada um de seus liderados e confiava neles. Era impossível liderar um grupo 
tão grande sem a ajuda de pessoas confiáveis às quais se pudesse atribuir 
responsabilidades. Para manter uma equipe de trabalho, é necessário que 
o líder planeje, junto com ela, quais os alvos e metas a serem alcançados. 
Em liderança, planejar o trabalho e preparar o chão onde se vai pisar é algo 
fundamental. Mas não basta colocar “os oficiais à frente do povo” ou dividir 
o trabalho, é preciso organizar para não tumultuar. Líder desorganizado leva 
o grupo à instabilidade, pois nunca se sabe o que vai acontecer.
O líder também deve orientar. Ele não é o dono da verdade, mas ouve 
sugestões para não se perder em detalhes sem relevância, esquecendo-se 
dos fatos importantes.
Além disso, o líder precisa defender o grupo tanto de ataques quanto 
de problemas internos, como rivalidades, fofocas, ciúmes e outros. Não 
com superproteção, mas com uma atitude que requer muita habilidade e 
dependência divina. Lembre-se de que Ezequias, ao dividir o trabalho, pas-
sou a liderar líderes, e isso lhe trouxe um encargo maior e mais trabalhoso.
P1 51382 – Revista do Ancionato - 1o Trimestre 2026
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5. “Sejam fortes e corajosos, não tenham medo, nem 
se assustem” (v. 7).
Ezequias era um líder de ação. Embora tivesse ficado 
desanimado durante algum tempo, retomou o ânimo, divi-
diu o trabalho e transmitiu uma mensagem simples, rápida 
e de grande significado para o povo. Foi uma mensagem 
de coragem, pois era o que mais precisava naquela hora. 
Muitas vezes não nos apercebemos do que o nosso grupo 
está necessitando ouvir e transmitimos uma mensagem 
sem ressonância, pois estamos dessintonizados. Como 
líderes cristãos, orientados por Deus, devemos ter sempre 
nos lábios e no coração uma mensagem adequada às ne-
cessidades do grupo. Para isso, é necessário que estejamos 
inteiramente sintonizados com Deus.
6. “Porque conosco está Alguém que é maior do que 
o que está com ele” (v. 7).
A confiança de Ezequias no Deus todo-poderoso per-
mitiu que ele agisse como um verdadeiro líder do Senhor. 
Sua confiança em Deus contagiou o povo. É importante para 
o líder cultivar uma vida espiritual profunda e uma busca 
pelo crescimento constante, a fim de que seu grupo não 
se frustre ao descobrir sua superficialidade. Vida espiritual 
profunda, além de tempo diário dedicado à leitura da Bíblia 
e à oração, também é traçar um paralelo entre o que está 
nas Escrituras e sua vida diária. É necessário cuidado espe-
cial com nossa vida cristã, pois Satanás, para atingir maior 
número de pessoas, ataca os líderes. Líderes superficiais 
em suas crenças se tornam presas fáceis de Satanás.
7. “O povo se animou com as palavras de Ezequias”
(v. 8).
Uma liderança tranquila é aquela que transmite segu-
rança ao grupo. E isso fica mais evidente em circunstân-
cias de conflito. Portanto, um líder eficaz deve estar apto 
para enfrentar os conflitos no grupo. É bom lembrar que 
os grandes problemas de hoje começaram muito peque-
nos, por meio de situações e detalhes aos quais não se 
deu importância. Por exemplo, quando os liderados estão 
sobrecarregados de atividades, há um desgaste emocional 
e aumentam as tensões. Consequentemente, surgem os 
conflitos no grupo.
O líder precisa estar atento para conciliar as posições no 
grupo. Isso implica não tomar partido, mas ajudar ambos os 
lados. Nesse caso, neutralidade não é omissão. Problemas 
existem e sempre existirão. O importante é saber como 
enfrentá-los e deles tirar lições para o crescimento indivi-
dual de cada participante do grupo. Lembremo-nos de que 
“muitas cabeças dependem da do líder. Por essa razão ele 
não tem o direito de perder a sua” (F. Serra).
CONCLUSÃO
O texto de 2 Crônicas 31:20 e 21 narra o segredo da 
liderança de Ezequias: “Foi isso que Ezequias fez em todo 
o Judá; fez o que era bom, reto e verdadeiro aos olhos do 
Senhor, seu Deus. Em toda a obra que Ezequias realizou 
no serviço da casa de Deus, na lei e nos mandamentos, 
para buscar o seu Deus, ele o fez de todo o coração e foi 
bem-sucedido.”
Como líderes cristãos, devemos fazer a obra do Senhor 
de todo o coração. O padrão é Jesus Cristo. A meta não 
deve ser apenas o crescimento numérico do grupo (em-
bora isso, muitas vezes, seja importante), mas o fortaleci-
mento do relacionamento entre os participantes do grupo, 
de modo que cada personalidade seja desenvolvida, ama-
durecida e posta a serviço do Mestre, numa atmosfera 
agradável, sadia, alegre e de profundo comprometimento 
com as propostas do reino de Deus.
Que Deus nos ilumine e nos dê condições para isso. 
COMO ESTÁ SUA LIDERANÇA?
TEXTO
2 Crônicas 32:1-8
INTRODUÇÃO:
– Um exemplo de liderança inteligente.
– Parâmetros objetivos para avaliar nosso 
desempenho como líderes cristãos.
1. LIÇÕES DA GESTÃO DO REI EZEQUIAS 
1. Quando Ezequias viu – v. 2
2. Decidiu em consulta com os seus […] e eles o 
ajudaram – v. 3
3. Ezequias se animou – v. 5
4. Pôs oficiais à frente do povo – v. 6
5. Sejam fortes e corajosos, não tenham medo, 
nem se assustem – v. 7
6. Porque conosco está Alguém que é maior do 
que o que está com ele – v. 7
7. O povo se animou com as palavras de Ezequias 
– v. 8
CONCLUSÃO
O segredo da liderança de Ezequias está narrado em 
2Cr 31:20, 21.
E S B O Ç O D E S E R M Ã O
INTRODUÇÃO
1. Muitas pessoas tendem a julgar o caráter 
e o valor das outras apenas pela aparência 
externa. Para muitos, se uma pessoa é alta, 
de boa aparência, em forma ou bem-vestida, 
então, ela possui boas qualidades que, aos 
olhos humanos, merecem respeito.
2. Frequentemente, essas são as qualidades 
físicas que se busca em um líder. Entretanto, 
Deus tem a capacidade única de ver o 
íntimo de uma pessoa. Deus conhece 
verdadeiramente nosso caráter, porque Ele 
enxerga além das aparências.
3. A nomeação do segundo rei de Israel era 
tão importante que não podia ficar restrita 
apenas à aparência exterior. Por isso, a 
intervençãode Deus era imprescindível.
I. POTENCIAL ALÉM DAS APARÊNCIAS
1. Ler 1 Samuel 16:11 e 12.
2. Quando Samuel convidou Jessé e seus filhos 
para o sacrifício, Davi foi o único que não foi 
chamado por seu pai (v. 10, 11). Ellen White 
escreveu: “Toda a família de Jessé estava 
presente, menos Davi, o filho mais novo, que 
ficou cuidando das ovelhas” (Os Escolhidos
[CPB, 2019], p. 396).
3. Aquele dia, na casa de Jessé, foi simplesmente 
memorável. O profeta Samuel foi àquela 
casa para ungir como rei aquele que seria 
considerado o homem segundo o coração de 
Deus (1Sm 13:14; At 13:22). “Quando Samuel 
chega à casa de Jessé, um elemento de 
suspense é introduzido na narrativa, pois um 
filho após o outro é rejeitado. O nome de Davi 
é mencionado no último momento, quando o 
profeta, embora não Deus, parecia ter ficado 
sem opções” (Comentário Bíblico Andrews
[CPB, 2024], v. 1, p. 573).
4. A rejeição humana não significa a rejeição 
divina. Quantas histórias conhecemos de 
pessoas que fracassaram nos negócios, 
foram abandonadas pelos pais e familiares, 
foram invisíveis para a sociedade quanto 
ao seu potencial – mas, ainda assim, foram 
fortes e superaram as dificuldades e barreiras 
diante delas!
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os mais improváveis na sociedade judaica 
(Mt 10:1-4).
III. O DEUS INCLUSIVO E CAPACITADOR
1. Ler 1 Samuel 16:10-14.
2. “O pastorzinho solitário ficou surpreso com 
a chegada inesperada do mensageiro que 
anunciou que o profeta viera a Belém e havia 
mandado chamá-lo. Por que o profeta e juiz 
de Israel desejava vê-lo? Sem demora, ele saiu 
para atender o chamado” (ibid.).
3. O chamado de Deus para Davi era uma 
demonstração de como Deus pode capacitar 
uma pessoa para cumprir Seu propósito. 
“Escolhido ainda jovem, Davi teve a 
oportunidade de um período de capacitação 
e teste antes de assumir as responsabilidades 
do ofício. Nos pontos em que o caráter de 
Davi falhava em alcançar os padrões divinos, 
era possível realizar as mudanças necessárias 
antes da coroação. Deus lida de maneira 
semelhante com cada indivíduo a quem 
convida para fazer parte do Seu reino, em 
especial, com aqueles chamados a exercer 
funções de responsabilidade” (Comentário 
Bíblico Adventista do Sétimo Dia [CPB, 2012], 
v. 2, p. 568).
4. Um pensamento atribuído a Dwight L. Moody, 
evangelista norte-americano do século 19, 
diz: “Uma vida consagrada produzirá uma 
impressão mais profunda. Os faróis não 
carregam nenhuma buzina; eles apenas 
brilham”.
CONCLUSÃO
1. Ler 1 Samuel 16:13.
2. Nas mãos do Senhor, Davi se tornou o maior 
rei de Israel. Conquistou diversas batalhas e 
foi considerado o homem “segundo o coração 
de Deus”.
3. Coloque-se você também à disposição do 
Senhor, e deixe que Ele opere maravilhas 
através de sua vida.
INTRODUÇÃO
1. Muitas pessoas tendem a julgar o caráter 
e o valor das outras apenas pela aparência 
externa. Para muitos, se uma pessoa é alta, 
de boa aparência, em forma ou bem-vestida, 
então, ela possui boas qualidades que, aos 
olhos humanos, merecem respeito.
2. Frequentemente, essas são as qualidades 
físicas que se busca em um líder. Entretanto, 
Deus tem a capacidade única de ver o 
íntimo de uma pessoa. Deus conhece 
verdadeiramente nosso caráter, porque Ele 
enxerga além das aparências.
3. A nomeação do segundo rei de Israel era 
tão importante que não podia ficar restrita 
apenas à aparência exterior. Por isso, a 
intervenção de Deus era imprescindível.
I. POTENCIAL ALÉM DAS APARÊNCIAS
1. Ler 1 Samuel 16:11 e 12.
2. Quando Samuel convidou Jessé e seus filhos 
para o sacrifício, Davi foi o único que não foi 
chamado por seu pai (v. 10, 11). Ellen White 
escreveu: “Toda a família de Jessé estava 
presente, menos Davi, o filho mais novo, que 
ficou cuidando das ovelhas” (Os Escolhidos
[CPB, 2019], p. 396).
3. Aquele dia, na casa de Jessé, foi simplesmente 
memorável. O profeta Samuel foi àquela 
casa para ungir como rei aquele que seria 
considerado o homem segundo o coração de 
Deus (1Sm 13:14; At 13:22). “Quando Samuel 
chega à casa de Jessé, um elemento de 
suspense é introduzido na narrativa, pois um 
filho após o outro é rejeitado. O nome de Davi 
é mencionado no último momento, quando o 
profeta, embora não Deus, parecia ter ficado 
sem opções” (Comentário Bíblico Andrews
[CPB, 2024], v. 1, p. 573).
4. A rejeição humana não significa a rejeição 
divina. Quantas histórias conhecemos de 
pessoas que fracassaram nos negócios, 
foram abandonadas pelos pais e familiares, 
foram invisíveis para a sociedade quanto 
ao seu potencial – mas, ainda assim, foram 
fortes e superaram as dificuldades e barreiras 
diante delas!
5. Muitas dessas pessoas chegaram a ocupar 
posições importantes na sociedade e 
deixaram marcas de vitórias ao longo de 
sua trajetória neste mundo. Em termos 
espirituais, a Bíblia dá como fórmula do 
sucesso o temor do Senhor (Pv 9:10).
II. PROFETAS SÃO SERES HUMANOS
1. Ler 1 Samuel 16:6.
2. O homem de Deus também fixou seus olhos 
na aparência exterior. Eliabe tinha o mesmo 
porte físico que Saul, e, por conta desses 
traços, Samuel imaginou que esse seria o 
próximo rei de Israel. Eliabe, o primogênito 
de Jessé, não se enquadrava na moldura 
espiritual de Deus. Ellen White escreveu: 
“Eliabe não temia ao Senhor. Seria um 
governante orgulhoso, severo e exigente” (Os 
Escolhidos, p. 396).
3. De fato, Eliabe não tinha o perfil que Deus 
desejava para aquele que seria o rei de Israel. 
“Antes da ruína vem a soberba, e o espírito 
orgulhoso precede a queda” (Pv 16:18). Israel 
não precisava de um “novo” Saul. Ao escolher 
Davi, Deus pretendia remodelar a monarquia 
que precisava seguir o curso de Sua vontade.
4. Ler 1 Samuel 16:7.
5. Os seres humanos, limitados no tempo e 
no espaço, veem apenas o que está diante 
deles. A visão de Deus vai além de qualquer 
fato ou circunstâncias. Às vezes, os eleitos de 
Deus são os mais improváveis, da perspectiva 
humana.
6. A nomeação e o chamado de Davi para ser 
o rei de Israel testificam essa realidade. Ellen 
White afirma: “A grande honra concedida 
a Davi não o tornou orgulhoso. Humilde 
e simples como era antes de ser ungido, 
o menino-pastor voltou às colinas para 
cuidar de seus rebanhos” (ibid., p. 397). 
A escolha de Davi foi inteiramente feita pelo 
Senhor, e, com o passar do tempo, Davi foi 
percebendo que havia sido guardado desde o 
nascimento (Sl 22:9, 10), a fim de cumprir um 
propósito especial.
7. Quando Cristo chamou e nomeou os 
discípulos, núcleo da igreja cristã, eles eram 
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INTRODUÇÃO
1. No período do Antigo Testamento, a idolatria 
era algo presente em muitas nações, inclusive 
em Israel. A influência dos ídolos era marcante 
na vida das pessoas. A lei de Deus, já no 
primeiro mandamento (Êx 20:2, 3), proibia a 
idolatria.
2. Um caso curioso em Israel foi o da serpente 
de bronze (Nm 21:4-9). Nos dias de Moisés, de 
forma tipológica, ela serviu como um elemento 
que apontava para a salvação. Posteriormente, 
essa mesma serpente foi usada como ídolo 
(2Rs 18:1-4).
3. Percebe-se que hoje a idolatria, em suas várias 
formas, é um elemento influente, inclusivena 
igreja. Algumas perguntas são importantes: 
O que é a idolatria? Estou sendo um idólatra? 
Como abandonar a idolatria?
I. O CONCEITO DE IDOLATRIA
1. Ler Jonas 2:8.
2. Esse texto nos apresenta uma ideia do que é 
idolatria. De acordo com ele, idolatria é tudo 
aquilo que nos leva a abandonar a Deus e os 
princípios de Sua Palavra.
3. Jiři Moskala, teólogo adventista, afirma: “Ídolo 
é o que colocamos no lugar de Deus e, mesmo 
sabendo que não é certo, ainda assim o 
adoramos repetidamente. O ídolo captura 
nossa imaginação, afeições, tempo e mente 
mais do que Deus. Pode até escravizar nossos 
pensamentos. Nós nos tornamos aquilo que 
contemplamos e não seremos melhores do 
que o ‘deus’ ao qual servimos” (Lição da Escola 
Sabatina, 3o Trim., 2025, p. 80, 81).
4. Ellen White escreveu: “O que quer que 
afaste nossas afeições e elimine da mente o 
supremo amor por Deus assume a forma de 
um ídolo. Nosso coração carnal se apega aos 
nossos ídolos e busca levá-los junto, mas não 
poderemos avançar até que nos livremos deles, 
pois eles nos separam de Deus” (Testemunhos 
Para a Igreja [CPB, 2021], v. 1, p. 264).
5. Sabendo que um ídolo é tudo aquilo que nos 
afasta de Deus e dos Seus princípios, pergunto: 
O que tem sido um deus ou um ídolo em 
sua vida?
Eduardo Renard Peglow
Pastor na Associação Sul-Riograndense.
6. Talvez você imagine que, diferentemente do 
que aconteceu em Israel ou até mesmo em 
Corinto, onde enormes templos se erguiam 
dedicados a diversos deuses, você não esteja 
sendo idólatra.
II. A REALIDADE DA IDOLATRIA
1. Ler 1 Coríntios 10:5-7, 11-14.
2. Na cidade de Corinto, havia templos 
construídos para muitos deuses: Vênus, 
Hermes, Zeus, Dionísio e outros. “Corinto 
era afetada pela licenciosidade a tal ponto 
que o nome da cidade se tornou sinônimo 
de sensualidade. A expressão ‘corintianizar’ 
significava praticar luxúria desenfreada” 
(Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia
[CPB, 2014], v. 6, p. 723).
3. Paulo recorda à igreja de Corinto as práticas 
idólatras de Israel registradas no Antigo 
Testamento. No pensamento paulino, o que 
ocorreu com os israelitas nos serviu de exemplo 
e advertência para que, como igreja, não 
venhamos a repeti-lo.
4. Nos versos 7 e 14, o apóstolo chama a atenção 
da igreja para não cair no pecado da idolatria.
III. ÍDOLOS DO CORAÇÃO
1. Ler Ezequiel 14:1-4.
2. O profeta Ezequiel descreveu a apostasia de 
Israel por meio da idolatria. O contexto do livro 
é o cativeiro babilônico. Os judeus “continuavam 
rebeldes e idólatras [...] e mostravam pouca 
disposição para uma reforma completa” 
(Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia
[CPB, 2013], v. 4, p. 620).
3. Foi nesse ambiente que o profeta viveu e 
exerceu o seu ministério.
4. O texto de Ezequiel nos apresenta uma 
realidade muito difícil: a adoração aos ídolos do 
coração.
5. Diante disso, eu lhe pergunto: Você tem algum 
ídolo no seu coração? Que ídolo é esse? Por 
que continuar com esse ídolo, já que ele não 
pode salvar você de você mesmo?
6. Ellen White escreveu: “O Israel moderno está 
em maior perigo de esquecer-se de Deus e 
ser levado à idolatria do que o antigo povo 
de Deus. Muitos ídolos são adorados, mesmo 
entre os professos observadores do sábado. 
Deus advertiu Seu antigo povo a guardar-se da 
idolatria, pois, caso se desviasse do Deus vivo, 
Sua maldição recairia sobre ele, ao passo que, 
se O amasse ‘de todo o coração e de todo o 
entendimento e de toda a força’ (Mc 12:33), Ele 
abençoaria abundantemente […]” (Testemunhos 
Para a Igreja, v. 1, p .530).
7. Possivelmente, depois dessa exposição, você 
tenha examinado seu próprio coração e 
encontrado algum ídolo que tem tomado o 
lugar de Deus.
IV. ABANDONANDO A IDOLATRIA
1. Ler Ezequiel 14:6-8.
2. Assim, a pergunta que surge é: O que pode ser 
feito? Em primeiro lugar, tenha certeza de que 
Deus quer salvar você.
3. Assim como em Jonas 2:8, que apresenta a 
idolatria em conexão com o abandono do 
Senhor, Ezequiel 14:7 descreve como sendo 
alienação, afastamento do Senhor, o levantar 
ídolos dentro do próprio coração.
4. Contudo, Deus convida Seu povo a abandonar 
seus ídolos. Caso contrário, corremos sério 
risco de termos nossos pecados colocados 
sobre nós mesmos e sermos abandonados à 
nossa própria sorte.
5. Ellen White escreveu: “Aqueles que se 
revestiram de Cristo pelo batismo, mostrando 
por esse passo sua separação do mundo, e que 
prometeram andar em novidade de vida, não 
devem erguer ídolos no coração” (Testemunhos 
Para a Igreja [CPB, 2021], v. 3, p .303).
CONCLUSÃO
1. Talvez, no altar do seu coração, existam ídolos 
que estejam tomando o lugar de Cristo, mas 
tudo pode mudar no dia de hoje.
2. Busque o perdão de Deus e escolha ainda hoje 
adorar o único e verdadeiro Deus, digno de 
adoração e louvor (Ap 5:13).
O PECADO DA
IDOLATRIA / 1 CORÍNTIOS 10:5-14
INTRODUÇÃO
1. Jesus tinha uma forma muito peculiar de tratar 
das coisas celestiais. Ele falava de maneira 
simples, cativante e com muita sabedoria, 
fazendo uso de ilustrações e histórias, ao 
narrar Suas parábolas. O desconhecido era 
ilustrado pelo conhecido, verdades divinas 
eram apresentadas por coisas terrenas com as 
quais o povo estava mais familiarizado. Jesus 
procurava um caminho para cada coração!
2. Por que Jesus falava por meio de parábolas 
(Mt 13:10-15)? O povo estava com o coração 
endurecido (v. 15), e Jesus queria curá-lo. 
Parábola é uma narrativa cujo principal 
objetivo é ensinar uma verdade! Por meio 
das parábolas, Cristo despertava o interesse, 
a atenção e a curiosidade das pessoas; 
comunicava verdades essenciais sem despertar 
preconceito; e esquivava-Se de espias que O 
perseguiam implacavelmente.
3. Que lições podemos tirar da figueira estéril?
I. A IDENTIDADE DA FIGUEIRA
1. Ler Isaías 5:7.
2. Os profetas Jeremias e Oseias também usaram 
a figueira para representar Israel e Judá (Jr 8:13; 
Os 9:10). Em um sentido geral, a figueira 
representa cada pessoa e, no sentido especial, 
a nação judaica.
3. Ellen White afirma: “A geração à qual o Salvador 
tinha vindo era representada pela figueira no 
pomar do Senhor, dentro do círculo de Seus 
cuidados e bênçãos especiais” (Parábolas de 
Jesus [CPB, 2022], p. 121).
4. Warren W. Wiersbe escreveu: “A árvore também 
nos traz à memória a bondade especial de 
Deus para com Israel e sua paciência com eles. 
Deus esperou três anos, durante o ministério 
de Jesus aqui na Terra, mas a nação não 
produziu frutos. Assim esperou mais cerca 
de quarenta anos antes de permitir que os 
exércitos romanos destruíssem Jerusalém e 
o templo” (Comentário Bíblico Expositivo Novo 
Testamento, v. 5, p. 292).
II. A EXPECTATIVA SOBRE A FIGUEIRA
1. Ler Lucas 13:6.
DEIXE-A AINDA
ESTE ANO / LUCAS 13:6-9
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Eduardo Renard Peglow
Pastor na Associação Sul-Riograndense.
de Deus. Muitos ídolos são adorados, mesmo 
entre os professos observadores do sábado. 
Deus advertiu Seu antigo povo a guardar-se da 
idolatria, pois, caso se desviasse do Deus vivo, 
Sua maldição recairia sobre ele, ao passo que, 
se O amasse ‘de todo o coração e de todo o 
entendimento e de toda a força’ (Mc 12:33), Ele 
abençoaria abundantemente […]” (Testemunhos 
Para a Igreja, v. 1, p .530).
7. Possivelmente, depois dessa exposição, você 
tenha examinado seu próprio coração e 
encontrado algum ídolo que tem tomado o 
lugar de Deus.
IV. ABANDONANDO A IDOLATRIA
1. Ler Ezequiel 14:6-8.
2. Assim, a pergunta que surge é: O que pode ser 
feito? Em primeiro lugar, tenha certeza de que 
Deus quer salvar você.
3. Assim como em Jonas 2:8, que apresenta a 
idolatria em conexão com o abandono do 
Senhor, Ezequiel 14:7 descreve como sendo 
alienação, afastamento do Senhor, o levantar 
ídolos dentro do próprio coração.
4. Contudo, Deus convida Seu povo a abandonar 
seus ídolos. Caso contrário, corremos sério 
risco de termos nossos pecados colocados 
sobre nós mesmos e sermosabandonados à 
nossa própria sorte.
5. Ellen White escreveu: “Aqueles que se 
revestiram de Cristo pelo batismo, mostrando 
por esse passo sua separação do mundo, e que 
prometeram andar em novidade de vida, não 
devem erguer ídolos no coração” (Testemunhos 
Para a Igreja [CPB, 2021], v. 3, p .303).
CONCLUSÃO
1. Talvez, no altar do seu coração, existam ídolos 
que estejam tomando o lugar de Cristo, mas 
tudo pode mudar no dia de hoje.
2. Busque o perdão de Deus e escolha ainda hoje 
adorar o único e verdadeiro Deus, digno de 
adoração e louvor (Ap 5:13).
INTRODUÇÃO
1. Jesus tinha uma forma muito peculiar de tratar 
das coisas celestiais. Ele falava de maneira 
simples, cativante e com muita sabedoria, 
fazendo uso de ilustrações e histórias, ao 
narrar Suas parábolas. O desconhecido era 
ilustrado pelo conhecido, verdades divinas 
eram apresentadas por coisas terrenas com as 
quais o povo estava mais familiarizado. Jesus 
procurava um caminho para cada coração!
2. Por que Jesus falava por meio de parábolas 
(Mt 13:10-15)? O povo estava com o coração 
endurecido (v. 15), e Jesus queria curá-lo. 
Parábola é uma narrativa cujo principal 
objetivo é ensinar uma verdade! Por meio 
das parábolas, Cristo despertava o interesse, 
a atenção e a curiosidade das pessoas; 
comunicava verdades essenciais sem despertar 
preconceito; e esquivava-Se de espias que O 
perseguiam implacavelmente.
3. Que lições podemos tirar da figueira estéril?
I. A IDENTIDADE DA FIGUEIRA
1. Ler Isaías 5:7.
2. Os profetas Jeremias e Oseias também usaram 
a figueira para representar Israel e Judá (Jr 8:13; 
Os 9:10). Em um sentido geral, a figueira 
representa cada pessoa e, no sentido especial, 
a nação judaica.
3. Ellen White afirma: “A geração à qual o Salvador 
tinha vindo era representada pela figueira no 
pomar do Senhor, dentro do círculo de Seus 
cuidados e bênçãos especiais” (Parábolas de 
Jesus [CPB, 2022], p. 121).
4. Warren W. Wiersbe escreveu: “A árvore também 
nos traz à memória a bondade especial de 
Deus para com Israel e sua paciência com eles. 
Deus esperou três anos, durante o ministério 
de Jesus aqui na Terra, mas a nação não 
produziu frutos. Assim esperou mais cerca 
de quarenta anos antes de permitir que os 
exércitos romanos destruíssem Jerusalém e 
o templo” (Comentário Bíblico Expositivo Novo 
Testamento, v. 5, p. 292).
II. A EXPECTATIVA SOBRE A FIGUEIRA
1. Ler Lucas 13:6.
José Eduardo Nogueira
Pastor em Palmas, TO
2. O dono da vinha criou uma expectativa sobre 
a figueira. Ele teve que esperar o tempo 
específico, conforme Levítico 19:23 a 35, e, no 
momento de colher o fruto, decepcionou-se, 
experimentando grande frustração.
3. A figueira não correspondeu às expectativas 
do seu dono. Na vida, precisamos saber lidar 
com as frustrações em várias circunstâncias – 
principalmente no trato com as pessoas. Você 
e eu podemos estar correspondendo ou não às 
expectativas criadas sobre cada um de nós.
4. Sobre Israel, foi criada uma expectativa. 
No entanto, a nação foi “um estorvo à terra. 
Toda a sua existência era uma maldição, pois 
ocupava na vinha o lugar que uma árvore 
frutífera poderia preencher. Privava o mundo 
das bênçãos que Deus intencionava dar. Os 
israelitas representavam mal a Deus perante 
os povos. Não eram somente inúteis, mas 
decididamente um empecilho. Sua vida 
religiosa iludia em alto grau e, em vez de 
salvação, acarretava ruína” (Parábolas de Jesus, 
p. 122).
III. O FRUTO DA FIGUEIRA
1. Ler Lucas 13:7.
2. O problema da figueira foi não ter sido 
encontrado nela nenhum fruto. De maneira 
geral, aplicando isso ao povo de Israel – e 
também à nossa vida –, conforme vimos 
nas palavras de Ellen White, “os israelitas 
representavam mal a Deus perante os povos” 
(ibid.).
3. O povo peculiar de Deus, ao invés de um 
testemunho positivo, deu um mal testemunho 
às nações vizinhas. A nação que tinha uma 
história tão linda com Deus – história de 
resgate, proteção e provisão –, que havia 
sido abençoada por Deus em um espaço 
geográfico privilegiado para abençoar outros 
povos, acabou impedindo que as bênçãos 
celestiais alcançassem o mundo, pois 
representava Deus de forma negativa diante 
dos povos (ver Is 5:1, 2).
4. Você e eu também temos uma linda história 
com Deus – história de resgate, proteção 
e provisão. Deus tem nos abençoado. Ele 
nos chamou para representar Seu amor, 
Seu caráter para outras pessoas. Deus tem 
expectativas sobre nós; por isso, devemos 
dar frutos.
5. Será que estamos ocupando inutilmente o 
espaço no qual Deus nos plantou?
IV. O ANO DA FIGUEIRA
1. Ler Lucas 13:8.
2. Diante da situação, surge o viticultor propondo 
um tempo de misericórdia.
3. Mesmo o povo de Israel não correspondendo 
às expectativas divinas, Jesus estava mostrando, 
por meio desta parábola, a bondade e a 
misericórdia de Deus em salvar Seu povo.
4. Para isso, estava concedendo tempo oportuno 
e condições favoráveis para que o povo 
se voltasse para Deus e permitisse que os 
recursos ilimitados do Céu pudessem produzir 
em sua vida o fruto esperado.
5. Havia uma condição a ser considerada: “Se 
vier a dar o fruto” (v. 9). Aquele era o ano da 
figueira, o ano decisivo para a continuidade de 
sua existência. Para Israel, era a porta da graça, 
ainda aberta, esperando o arrependimento e 
os frutos.
6. Deus sabe como você está. Talvez você se 
sinta como essa figueira estéril, sem forças, 
desanimado e frustrado consigo mesmo. 
Permita que o Espírito Santo faça uma grande 
obra em sua vida, arrancando-o do estado de 
letargia, de sequidão, de sombreamento e de 
trevas.
CONCLUSÃO
1. Ler Filipenses 1:6.
2. Todo Céu está empenhado em nossa salvação. 
Este é o nosso ano. Cristo está declarando: 
Deixe-a ainda por este ano, Eu quero continuar 
lutando por ela.
3. Essa parábola nos ensina que Deus 
está concedendo a todos nós a grande 
oportunidade de nos tornarmos ramos 
frutíferos na vinha do Senhor, pois, sobre 
você, está sendo dito nos Céus: “Deixe-o ainda 
este ano!”
DEIXE-A AINDA
ESTE ANO / LUCAS 13:6-9
jan - mar • 2026 19
E S B O Ç O D E S E R M Ã O
INTRODUÇÃO
1. Na Bíblia, o assunto do casamento é 
apresentado como algo fundamental para o 
ser humano, pois está associado à origem do 
homem.
2. Dos Dez Mandamentos, quatro fazem 
referência às funções do casamento: (a) 
o segundo relaciona as ações dos pais 
à prosperidade dos filhos; (b) o quarto 
mandamento direciona a família para a 
observância e guarda do sábado; (c) o quinto 
ordena aos filhos a honrarem seus pais; (d) 
e o décimo proíbe cobiçar qualquer coisa de 
outra família.
3. Três dos seis mandamentos restantes, 
embora não nomeiem especificamente os 
membros da família, fornecem orientação 
explícita sobre relações familiares. Vejamos: 
(e) o sétimo mandamento proíbe o adultério; 
(f) o oitavo proíbe o furto; (g) e o nono proíbe 
o falso testemunho contra o próximo.
4. Nesse contexto, o tema sobre casamento 
merece nossa atenção. Vejamos o casamento 
em sua instituição, degradação e restauração.
I. INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO
1. Ler Gênesis 2:24.
2. Três verbos são apresentados nesse texto: 
a) Deixar – Aponta para um “deixar” físico, 
emocional e financeiro.
b) Unir-se – Representa a ligação completa do 
casal nos mesmos aspectos: físico, emocional 
e financeiro.
c) Tornar-se – Homem e mulher se tornam uma 
só carne. “A unidade entre marido e mulher 
é expressa em palavras inequívocas, pois 
existe entre ambos uma unidade de corpos, 
uma comunidade de interesses e uma 
reciprocidade de afeições” (Comentário Bíblico 
Adventista do Sétimo Dia [CPB, 2011], v. 1, p. 
210, 211).
3. Em termos de unidade, o casamento se 
assemelha à forma como Deus Se apresenta 
em Sua unidade (ver Dt 6:4).
4. Ellen White escreveu: “Quando os princípios 
divinos são reconhecidos e obedecidos nessa 
relação, o casamento é uma bênção; preserva 
Mikael Vinícius Sales Engelage
Pastor na Associação Sul-Riograndense
a pureza e felicidade do gênero humano, 
provê as necessidades sociais do homem e 
eleva a natureza

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