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Anatomia aplicada da parede abdominal e canal inguinal Sara Vasconcelos • limites da parede abdominal: —> estende-se da caia torácica até a pelve. —> superior: cartilagens costais 7a a 10a e apêndice xifoide. —> inferior: ligamento inguinal e ossos da pelve. • divisão da parede abdominal: • camadas da parede abdominal: 1- pele 2- tecido subcutâneo (fáscia superficial) 3- músculo 4- fáscia profundo 5- fáscia transversal/gordura endoabdominal 6-peritônio parietal • Principais tipos de hérnias abdominais: —> Hérnia inguinal: A mais comum, ocorre na região da virilha e é mais frequente em homens. Pode ser direta (atravessa a parede posterior do canal inguinal) ou indireta (passa pelo anel inguinal profundo). —> Hérnia umbilical: Surge ao redor do umbigo, frequentemente em bebês e mulheres após múltiplas gestações. —> Hérnia epigástrica: Ocorre entre o umbigo e o esterno devido a fraquezas na linha alba. —> Hérnia incisional: Aparece em locais de cicatrizes cirúrgicas devido à falha na cicatrização da parede abdominal. —> Hérnia femoral: Mais comum em mulheres, ocorre abaixo do ligamento inguinal e tem maior risco de complicação. —> Hérnia de Spiegel: Rara, ocorre na borda lateral do músculo reto abdominal. —> Hérnia Encarcerada: Ocorre quando o conteúdo da hérnia (intestino, gordura, etc.) fica preso no saco herniário e não pode ser reduzido (empurrado de volta para a cavidade abdominal). Pode causar dor persistente e obstrução intestinal, levando a sintomas como náuseas, vômitos e distensão abdominal. Embora não seja uma emergência absoluta, pode evoluir para estrangulamento, exigindo cirurgia se os sintomas forem intensos ou progressivos. —> Hérnia Estrangulada: Ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo do conteúdo herniado devido à compressão do anel herniário. Pode levar à isquemia e necrose dos tecidos envolvidos, resultando em perfuração intestinal e peritonite. Os sintomas incluem dor intensa e contínua, endurecimento da hérnia, coloração avermelhada ou arroxeada da pele, febre e sinais de choque (taquicardia, hipotensão). Tratamento imediato com cirurgia de urgência para evitar complicações fatais. ·: - • Região inguinal: —> passagem oblíqua d 3 a 5 cm através da parede abdominal —> ele contem o nervo ilioinguinal —> homem: funículo espermático e mulher: ligamento redondo do útero • triangulo inguinal: O triângulo inguinal, também chamado de triângulo de Hesselbach, é uma área anatômica localizada na parede posterior do abdômen, na região da virilha. Ele é importante porque representa um ponto de fraqueza na parede abdominal, sendo um local comum para a ocorrência de hérnias inguinais diretas. Limites do Triângulo Inguinal (Hesselbach): 1. Borda lateral: Vasos epigástricos inferiores 2. Borda medial: Margem lateral do músculo reto abdominal 3. Base (inferior): Ligamento inguinal • hérnia direta e indireta: + Hérnia Inguinal Direta: —> Origem: Surge devido a um enfraquecimento da parede posterior do canal inguinal, permitindo que o conteúdo abdominal protrua diretamente através do triângulo de Hesselbach. —> Causa: Está associada ao envelhecimento e ao esforço crônico (como levantamento de peso excessivo ou constipação crônica). —> Localização: Não passa pelo canal inguinal completo nem alcança o escroto. + Hérnia Inguinal Indireta: —> Origem: Ocorre quando o conteúdo abdominal (geralmente intestino delgado) protrui através do anel inguinal interno e percorre o canal inguinal. —> Causa: Está associada a uma falha congênita no fechamento do processo vaginal, sendo mais comum em crianças e jovens adultos. —>Localização: Passa pelo canal inguinal e pode alcançar o escroto em homens. 📍 Diferença Principal 📍 —> A hérnia indireta segue o trajeto do canal inguinal e pode chegar ao escroto. —> A hérnia direta atravessa diretamente a parede abdominal sem passar pelo anel inguinal interno. • Inervação do peritônio: A inervação do peritônio é dividida conforme as diferentes regiões e suas sensibilidades, sendo classificada em peritônio parietal e visceral. 1. Peritônio Parietal: Reveste a parede abdominal e tem uma inervação somática, semelhante à da pele, o que o torna muito sensível à dor, temperatura, pressão e tato. + Nervos envolvidos: —> Nervos intercostais (T7-T12) e nervo ilio-hipogástrico/ilioinguinal (L1) – inervam o peritônio da parede abdominal anterior e lateral. —> Nervo frênico (C3-C5) – inerva o peritônio da cúpula diafragmática. A irritação desse nervo pode causar dor referida no ombro (sinal de Kehr). —> Nervos espinhais lombares e sacrais – inervam o peritônio da pelve. 2. Peritônio Visceral: Reveste as vísceras abdominais e possui uma inervação autonômica, ligada ao sistema nervoso simpático e parassimpático. + Características: —> Sensível apenas a estímulos como distensão e isquemia. —> A dor gerada é difusa, mal localizada e referida a dermátomos correspondentes ao órgão afetado. + Nervos envolvidos: —> Plexos autonômicos (celíaco, mesentérico superior e inferior) transmitem sinais ao sistema nervoso central através das fibras aferentes viscerais. • Importância Clínica: —> Irritação do peritônio parietal (como na peritonite) causa dor intensa e bem localizada. —> Irritação do peritônio visceral (como na distensão intestinal) gera dor difusa e mal definida, referida a regiões correspondentes ao órgão afetado.