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6 ONU E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 
 
Apresentação 
Neste capitulo estudaremos a importância da sustentabilidade e das ações 
sustentáveis em nossas escolhas diárias, além de ter uma visão ampla de como nossas 
escolhas podem impactar o planeta. Outro ponto a ser analisado é o olhar global sobre 
os problemas que afetam todos e a importância das reuniões da ONU, além dos 
documentos que são firmados, como a Agenda 2030 e os 17 Objetivos dos 
Desenvolvimento Sustentável, espero que aproveitem o conteúdo. 
 
6.1 Conceito de Sustentabilidade 
A sustentabilidade é um conceito fundamental que se refere à capacidade de atender 
às necessidades atuais sem comprometer a capacidade das futuras gerações de 
atender às suas próprias necessidades. Ou seja, sustentabilidade de forma direta é o 
equilíbrio nos aspectos econômicos, sociais e ambientais, visando garantir um futuro 
duradouro e saudável para o planeta e todos os seres presentes (VEYRET, 2012). 
Definir sustentabilidade vai além de uma explicação simplista dada pelos principais 
meios de comunicação, é preciso transcender o exercício analítico, entender a 
realidade local e as condições que podem ser utilizadas para sair do discurso e alcançar 
a prática, a lógica e ter um parâmetro comum, mas no caminho a sustentabilidade é a 
prática da realidade objetiva. 
Através de práticas concretas, os atores sociais e as suas ações ganham legitimidade 
política e poder para orientar a ação social e as políticas de desenvolvimento. A 
iniciativa feita por atores sociais de forma livre ou organizada de forma orgânica, 
reação a verdadeira aplicação de sustentabilidade na prática (RATTNER, 1999). 
 
95 
 
De contra partida as discussões teóricas ou midiáticas revelam lutas de poder oculto 
entre diferentes atores, esses competem por posições hegemónicas para definir 
diretrizes e apoiar suas expressões simbólicas de sustentabilidade relacionadas com a 
biodiversidade, a sobrevivência do planeta ou a autossuficiência e sociedade 
independente. 
A estrutura da sustentabilidade deve levar em consideração as condições passadas, 
presentes e futuras com foco nas características ambientais, sociais, culturais e 
econômicas. Toda essa contextualização serve como cenário norteador para ajustar a 
realidade para ações sustentáveis. 
A importância de analisar a temporalidade é para ter fundamentação das experiências 
vividas e buscar incentivar as gerações atuais a fazerem as mudanças e os sacrifícios 
necessários visando a melhoria daquele momento em diante. A base da 
sustentabilidade é constituída por três pilares que são intrinsicamente conectados 
(OLIVEIRA et al. 2012): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
96 
 
 
 
Figura X: Pilares da Sustentabilidade 
 
Fonte: https://reciclos.ufop.br/news/trip%C3%A9-da-sustentabilidade-uni%C3%A3o-
sustent%C3%A1vel-entre-sociedade-economia-e-meio-ambiente 
Sustentabilidade Ambiental: Envolve a conservação e gestão responsável dos recursos 
naturais, a preservação da biodiversidade, a mitigação das mudanças climáticas e a 
redução da poluição no planeta. Carrega como premissa a diminuição dos impactos 
das atividades humanas, evitando os danos irreparáveis ao meio ambiente e focando 
na regeneração da natureza. 
Sustentabilidade Econômica: Envolve práticas empresariais com características éticas, 
eficiência econômica, comércio justo, transparência e equidade na distribuição de 
benefícios econômicos. Procura garantir que as atividades econômicas sejam perenes, 
sem o esgotamento dos recursos naturais e sem prejudicar outros aspectos da 
sustentabilidade. 
 
97 
 
 
Sustentabilidade Social: Essa diz a respeito do desenvolvimento de politica publicas e 
justiça social, igualdade, respeito aos direitos humanos e a melhoria da qualidade de 
vida para todos. Inclui aspectos como acesso à educação, saúde, emprego digno, 
equidade de gênero e inclusão social. 
O reflexo negativo em qualquer um dos pilares tem escala nos outros, para 
exemplificar os danos casos no meio ambiente geram impactos diretos na saúde e no 
bem-estar (pilar social), assim como causa práticas insustentáveis afetando a 
economia (pilar econômico). 
Todos os setores da sociedade têm como desafio encontrar soluções sustentáveis, isso 
envolve governos, empresas, organizações e a sociedade civil. A eficiência das práticas 
de sustentabilidade é crucial para superar os desafios atuais dos três pilares 
(ambientais, sociais e econômicos), buscando garantir o futuro equilibrado do planeta. 
A seguir algumas ações sustentáveis para cada um dos três pilares: 
Pilar ambiental 
Energia Renovável: mudar as matrizes mais poluentes para as renováveis, diminuindo 
os danos no meio ambiente. 
Gestão Sustentável de Resíduos: Implementar sistemas de gestão de resíduos que 
incluam a reciclagem, a reutilização e a redução de resíduos, promovendo a economia 
circular. 
Práticas de Agricultura Sustentável: Adotar métodos agrícolas que conservem o solo, 
promovam a biodiversidade e minimizem o uso de agroquímicos, como a agricultura 
orgânica e agroecologia. 
Pilar social 
Educação Ambiental Critica: Integrar princípios de educação ambiental e 
sustentabilidade nos currículos educacionais de todos os níveis para conscientizar as 
gerações futuras sobre a importância da preservação ambiental e equidade social. 
 
98 
 
 
 
 
Inclusão e Diversidade: Ser sustentável incluir ter a promoção de ambientes de 
trabalho inclusivos, respeitando as diversidades de gêneros, raças, etnias e orientações 
sexuais, garantindo igualdade de oportunidades. 
Desenvolvimento Comunitário: os projetos sociais fazem parte da mudança social, 
portanto deve envolver as comunidades para que aprendam e que promovam o 
desenvolvimento sustentável local, como acesso à água potável, saneamento, saúde e 
educação. 
Pilar Econômico: 
Investimento em Empresas Socialmente Responsáveis: Apoiar as marcas e empresas 
que adotam práticas sustentáveis em seus processos, tanto em termos ambientais 
quanto sociais, promovendo um modelo de negócios ético e responsável. 
Desenvolvimento de Produtos Sustentáveis: Projetar produtos com menor impacto 
ambiental ao longo de seu ciclo de vida, pensando desde a produção, meios de entrega 
e até o descarte correto, incentivando a economia circular. 
Transparência e Relatórios de Sustentabilidade: As empresas devem provar que 
realmente são sustentáveis, para isso devem fornecer informações transparentes 
sobre suas práticas ambientais e sociais, adotando relatórios de sustentabilidade para 
comunicar seu desempenho e impactos. 
5 R's 
Uma das abordagens mais populares quando tratamos de sustentabilidade é a 
aplicação dos "5 R's", cada um dos R representa em uma escolha sustentável que pode 
ser aplicada em muitas das nossas escolhas diárias (DA SILVA et al, 2017), os R 
significam: 
 
99 
 
 
https://eurio.com.br/coluna/educandocomsustentabilidade/717-os-5rs-da-sustentabilidade.html 
Repensar: Pense se realmente é necessário e repense se aquilo que deseja adquirir 
gera algum dano ao meio ambiente, se existe alguma alternativa que te atenda e seja 
mais sustentável. 
Recusar: Recuse produtos descartáveis sempre que possível. Evite sacolas plásticas, 
utensílios descartáveis, embalagens excessivas e outros itens que contribuem para o 
desperdício. 
Reduzir: Reduza a quantidade de produtos que você consome. Pense em suas 
necessidades reais e evite o consumo excessivo em tudo (alimentos, roupas, bens de 
consumo, etc). Compre conscientemente e escolha produtos de qualidade que durem 
mais tempo. 
Reutilizar: Opte por produtos reutilizáveis em vez de descartáveis. Utilize garrafas de 
água recarregáveis, sacolas de compras reutilizáveis, embalagens duráveis e outros 
itens que podem ser usados várias vezes. 
Reciclar: Recicle materiais sempre que possível. Separe seus resíduos e recicle papel, 
plástico, vidro, metal e outrosmateriais conforme as diretrizes locais de reciclagem. 
 
 
100 
 
 
 
6.2 Conferências das Nações Unidas 
A ONU tem uma influência mundial sobre as principais questões mundiais, ela cria 
conferências mundiais para debater os temas com os líderes e especialistas do tema e 
com essa discussão acabam firmando acordos entre diversos países. 
Em 1972 aconteceu a conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano 
na cidade de Estocolmo na Suécia, essa reunião marcou como o início do processo de 
cooperação internacional em questões ambientais e na promoção do desenvolvimento 
sustentável, sendo considerada a primeira grande conferência internacional sobre 
meio ambiente. Essa conferência teve como resultado a “Declaração de Estocolmo” 
que tem como objetivo escrever a situação atual e definir metas e responsabilidades 
para nortear as políticas futuras sobre a temática. 
Após alguns anos, em 1977 houve a conferência de Tbilisi na Geórgia que foi bem 
significativo para aumentar os esforços globais para promover a educação ambiental, 
seu objetivo principal foi promover a discussão e estabelecer diretrizes para a 
educação ambiental em nível internacional. Ela resultou na "Declaração de Tbilisi sobre 
Educação Ambiental", que traçou os princípios fundamentais e as metas para a 
educação. 
O Brasil sediou em 1992 na cidade do Rio de Janeiro a Conferência das Nações Unidas 
sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida como Rio-92 ou Eco-92, essa 
conferência resultou em documentos fundamentais, como a Agenda 21 e a 
Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). 
Na agenda 21 foi redigida em 4 seções que contemplaram 40 capítulos, a seguir o 
documento: 
 
 
 
 
101 
 
Tabela 1: Agenda 21 
 
SEÇÃO Capítulo 
I - DIMENSÕES 
SOCIAIS E 
ECONÔMICAS 
01 - Preâmbulo 
02 - Cooperação Internacional para Acelerar o 
Desenvolvimento Sustentável dos Países em 
Desenvolvimento e Políticas Internas Correlatas. 
03 - Combate à Pobreza 
04 - Mudança dos Padrões de Consumo 
05 - Dinâmica Demográfica e Sustentabilidade 
06 - Proteção e Promoção das Condições da Saúde Humana 
07 - Promoção do Desenvolvimento Sustentável dos 
Assentamentos Humanos 
08 - Integração entre Meio Ambiente e Desenvolvimento na 
Tomada de Decisões 
II - CONSERVAÇÃO E 
GERENCIAMENTO 
DOS RECURSOS 
PARA 
DESENVOLVIMENTO 
09 - Proteção da Atmosfera 
10 - Abordagem Integrada do Planejamento e do 
Gerenciamento dos Recursos Terrestres 
11 - Combate ao Desflorestamento 
12 - Manejo de Ecossistemas Frágeis: A Luta contra a 
Desertificação e a Seca 
13 - Gerenciamento de Ecossistemas Frágeis: 
Desenvolvimento Sustentável das Montanhas 
14 - Promoção do Desenvolvimento Rural e Agrícola 
Sustentável 
15 - Conservação da Diversidade Biológica 
16 - Manejo Ambientalmente Saudável da Biotecnologia 
17 - Proteção dos Oceanos, de Todos os Tipos de Mares 
Inclusive Mares Fechados e Semifechados - e das Zonas 
Costeiras, e Proteção. Uso Racional e Desenvolvimento de 
seus Recursos Vivos 
18 - Proteção da Qualidade e do Abastecimento dos Recursos 
Hídricos: Aplicação de Critérios Integrados no 
Desenvolvimento, Manejo e Uso dos Recurso Hídricos 
19 - Manejo Ecologicamente Saudável das Substâncias 
Químicas Tóxicas, Incluída a Prevenção do Tráfico 
Internacional Ilegal dos Produtos Tóxicos e Perigosos 
20 - Manejo Ambientalmente Saudável dos Resíduos 
Perigosos, Incluindo a Prevenção do Tráfico Internacional 
Ilícito de Resíduos Perigosos 
21 - Manejo Ambientalmente Saudável dos Resíduos Sólidos e 
Questões Relacionadas com os Esgotos 
22 - Manejo Seguro e Ambientalmente Saudável dos Resíduos 
Radioativos 
23 - Preâmbulo 
 
102 
 
 
 
III - 
FORTALECIMENTO 
DO PAPEL DOS 
GRUPOS PRINCIPAIS 
24 - Ação Mundial pela Mulher, com vistas a um 
Desenvolvimento Sustentável e Equitativo 
25 - A Infância e a Juventude no Desenvolvimento Sustentável 
26 - Reconhecimento e Fortalecimento do Papel das 
Populações Indígenas e suas Comunidades 
27 - Fortalecimento do Papel das Organizações Não-
Governamentais: Parceiros para um Desenvolvimento 
Sustentável 
28 - Iniciativas das Autoridades Locais em Apoio à Agenda 21 
29 - Fortalecimento do Papel dos Trabalhadores e de seus 
Sindicatos 
30 - Fortalecimento do Papel do Comércio e da Indústria 
31 - A Comunidade Científica e Tecnológica 
32 - Fortalecimento do Papel dos Agricultores 
IV - MEIOS DE 
IMPLEMENTAÇÃO 
33 - Recursos e Mecanismos de Financiamento 
34 - Transferência de Tecnologia Ambientalmente Saudável, 
Cooperação e Fortalecimento Institucional. 
35 - A Ciência para o Desenvolvimento Sustentável 
36 - Promoção do Ensino, da Conscientização e do 
Treinamento 
37 - Mecanismos Nacionais e Cooperação Internacional para 
Fortalecimento Institucional nos Países em Desenvolvimento 
38 - Arranjos Institucionais Internacionais 
39 - Instrumentos e Mecanismos Jurídicos Internacionais 
40 - Informação para Tomada de Decisões 
 
Fonte:https://www.conexaoambiental.pr.gov.br/sites/conexaoambiental/arquivos_restritos/files/doc
umento/2019-05/agenda_21_global_integra.pdf 
Em Joanesburgo (África do Sul) aconteceu a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento 
Sustentável em 2002, esta foi chamada de Rio+10, a reunião foi uma medida avaliativa 
que procurou entender o progresso desde a Eco-92, além de ressaltar a promoção do 
desenvolvimento sustentável. Neste evento houve a reafirmação do compromisso 
com a Agenda 21 por parte das nações. 
Após 20 anos do Rio-92 em 2012 aconteceu a Cúpula da Terra da ONU no Rio de 
Janeiro, evento chamado de Rio+20 e focou o desenvolvimento sustentável e a 
economia verde. 
 
103 
 
Em 2015 aconteceu em Nova York a Assembleia Geral das Nações Unidas que firmou 
a Agenda 2030 da ONU, que “é um plano global para atingirmos em 2030 um mundo 
melhor para todos os povos e nações. [...] com a participação de 193 estados membros, 
estabeleceu 17 objetivos de desenvolvimento sustentável” (STF, 2023). 
No ano de 2019 em Nova York nos Estados Unidos aconteceu a Cúpula sobre Ação 
Climática da ONU que buscou impulsionar ações concretas em resposta às mudanças 
climáticas mundiais, a reunião uniu líderes mundiais e diversos setores da sociedade. 
A ONU desde 1995, realiza anualmente uma Conferência das Nações Unidas sobre as 
Mudanças Climáticas, chamada de COP, esse encontro acontece em diversos países e 
na reunião são tratados diversos temos relevantes como os apresentados no quadro 
abaixo. 
Tabela X: COP e tema central 
COP Cidade Pais Ano Tema Central 
COP1 Berlim Alemanha 1995 
Estabelecimento do IPCC e a Convenção-Quadro 
das Nações Unidas sobre Mudança do Clima 
COP2 Genebra Suíça 1996 
Implementação da Convenção-Quadro das Nações 
Unidas sobre Mudança do Clima 
COP3 Kyoto Japão 1997 
Protocolo de Quioto e Metas de Redução de 
Emissões 
COP4 Buenos Aires Argentina 1998 Implementação do Protocolo de Quioto 
COP5 Bonn Alemanha 1999 Questões Institucionais e de Implementação 
COP6 La Haya Holanda 2000 Implementação do Protocolo de Quioto 
COP7 Marrakech Marrocos 2001 Detalhes Operacionais do Protocolo de Quioto 
COP8 Delhi Índia 2002 Implementação do Protocolo de Quioto 
COP9 Milão Itália 2003 Implementação do Protocolo de Quioto e Finanças 
COP10 Buenos Aires Argentina 2004 
Implementação do Protocolo de Quioto e 
Adaptação 
COP11 Montreal Canadá 2005 
Implementação do Protocolo de Quioto e 
Adaptação 
COP12 Nairóbi Quênia 2006 
Implementação do Protocolo de Quioto e 
Adaptação 
COP13 Bali Indonésia 2007 Roteiro de Bali para o Futuro 
COP14 Poznań Polônia 2008 Implementação do Protocolo de Quioto 
COP15 Copenhague Dinamarca 2009 
Acordo de Copenhague e Metas de Redução de 
Emissões 
COP16 Cancún México 2010 Metas de Redução de Emissões e Adaptação 
COP17 Durban África do Sul 2011 Acordo de Durban e Plataforma de Durban 
COP18 Doha Catar 2012 Implementação do Protocolo de Quioto e Finanças 
 
104COP19 Varsóvia Polônia 2013 
Roteiro de Varsóvia para um Acordo Global em 
2015 
COP20 Lima Peru 2014 Contribuições Nacionalmente Determinadas (INDCs) 
COP21 Paris França 2015 Acordo de Paris 
COP22 Marrakech Marrocos 2016 Implementação do Acordo de Paris 
COP23 Bonn Alemanha 2017 Resiliência Climática e Finanças 
COP24 Katowice Polônia 2018 
Implementação do Acordo de Paris e Regras de 
Transparência 
COP25 Madrid Espanha 2019 Ação Climática Global 
COP26 Glasgow Reino Unido 2021 
Mudanças Climáticas e Metas de Redução de 
Emissões 
COP27 
Sharm El 
Sheikh 
Egito 2022 Mudanças Climáticas 
COP28 Dubai 
Emirados 
Árabe 
2023 
Mudanças Climáticas e Mudanças das Matrizes 
Energéticas 
 
As reuniões globais da ONU para o debate sobre os temas de extrema importância são 
realmente necessárias e servem para unir os líderes mundiais e propor medidas para 
sanar os problemas pautados. 
 
6.3 Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 
O ano de 2030 é um marco importante na agenda global de desenvolvimento 
sustentável. A comunidade internacional estabeleceu os Objetivos de 
Desenvolvimento Sustentável (ODS) em 2015 pensando nos resultados em 2030, por 
meio do documento norteador chamado de Agenda 2030, essa composição aconteceu 
durante a Cúpula das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em 
setembro de 2015 em Nova York (ONU, 2023). 
A Agenda 2030 consiste em 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, cada um 
com metas específicas, destinadas a abordar uma variedade de desafios globais, esses 
desafios incluem: pobreza, fome, saúde, educação, igualdade de gênero, preservação 
da água, saneamento, energia acessível, crescimento econômico, redução das 
desigualdades, cuidados com o clima, com a vida marinha e com a vida terrestre, paz, 
justiça e parcerias para atingir esses objetivos (ONU, 2023). 
 
105 
 
Esses objetivos refletem a visão de um mundo mais equitativo, inclusivo e sustentável, 
abaixo uma breve descrição de cada um dos itens: 
ODS 1 - Erradicação da Pobreza: Combater a pobreza extrema, buscando assegurar que 
todas as pessoas possam desfrutar de condições de vida dignas e igualdade de 
oportunidades. 
ODS 2 - Fome Zero: Visa erradicar a fome, promovendo a segurança alimentar global. 
Busca garantir acesso suficiente e nutritivo à comida para todos. 
ODS 3 - Saúde e Bem-Estar: Foca em assegurar uma vida saudável e bem-estar para 
todos, promovendo acesso a serviços de saúde de qualidade e prevenção de doenças. 
ODS 4 - Educação de Qualidade: Busca proporcionar educação inclusiva e de qualidade 
para todos, promovendo oportunidades de aprendizado ao longo da vida e equidade 
educacional. 
ODS 5 - Igualdade de Gênero: Promover a igualdade de gênero, visando eliminar 
discriminação e violência, garantindo oportunidades iguais para mulheres e meninas. 
ODS 6 - Água Limpa e Saneamento: Concentra-se em assegurar a disponibilidade e 
gestão sustentável da água e saneamento para todos, promovendo o acesso a serviços 
básicos. 
ODS 7 - Energia Limpa e Acessível: Promove o acesso a fontes de energia sustentáveis 
e acessíveis, impulsionando a transição para uma matriz energética mais limpa. 
ODS 8 - Trabalho Decente e Crescimento Econômico: Assegurar trabalho digno e 
crescimento econômico sustentável, visando empregos decentes e oportunidades 
para todos. 
ODS 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura: Busca promover infraestrutura resiliente, 
industrialização inclusiva e inovação para um desenvolvimento sustentável. 
ODS 10 - Redução das Desigualdades: Visa reduzir as desigualdades sociais, 
econômicas e políticas, promovendo a inclusão e igualdade de oportunidades. 
 
106 
 
 
 
ODS 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis: Busca tornar as cidades e comunidades 
mais sustentáveis, promovendo o planejamento urbano inclusivo e o uso eficiente de 
recursos. 
ODS 12 - Consumo e Produção Sustentáveis: Promove práticas de consumo e produção 
sustentáveis, incentivando a eficiência no uso de recursos e a redução de resíduos. 
ODS 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima: Busca ação climática global, 
promovendo medidas para combater as mudanças climáticas e seus impactos. 
ODS 14 - Vida na Água: Proteger a vida marinha, buscando conservar os oceanos e 
promover o uso sustentável dos recursos marinhos. 
ODS 15 - Vida Terrestre: Visa proteger e restaurar ecossistemas terrestres, 
combatendo a degradação da terra e promovendo a biodiversidade. 
ODS 16 - Paz, Justiça e Instituições Eficazes: Promover sociedades pacíficas e justas, 
visando instituições eficazes, inclusivas e responsáveis. 
ODS 17 - Parcerias e Meios de Implementação: Busca fortalecer parcerias para o 
desenvolvimento sustentável, promovendo a cooperação global e a implementação 
eficaz dos objetivos. 
 
Fonte: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs 
 
107 
 
 
Conclusão 
É de extrema importância entedermos que nossas ações atuais resultam em graves 
prejuízos para o planeta, e a única forma de mudar isso é nos responsabilizarmos pelos 
problemas atuais e procurar mudar nossos hábitos e também criar o senso crítico 
sobre as empresas e para os produtos que escolhemos. 
Devemos ser extremamente críticos quanto as ações dos nossos governantes e 
questionar as decisões, assim como devemos orientar as pessoas que estão ao nosso 
redor para propor um futuro melhor para nossas próximas gerações. 
 
Referências Bibliográficas 
AMBIENTEBRASIL. Histórico das COPS. Ambiente Brasil. Disponível em: 
https://ambientes.ambientebrasil.com.br/mudancas_climaticas/evolucao_do_debat
es/historico_das_cops.html. Acesso em 15 de nov de 2023. 
DA SILVA, Saionara; FERREIRA, Elaine; ROESLER, Celio; BORELLA, Diego; GELATTI, 
Elisangela; BOELTER, Fernando; MENDES, Patrick. Os 5 R’S da sustentabilidade. V 
Seminário de Jovens Pesquisadores em Economia & Desenvolvimento, UFSM. 2017. 
FAS. O caminho até Dubai: confira o histórico de COPs desde 1995. Fundação Amazônia 
Sustentável. Disponível em: https://fas-amazonia.org/blog-da-fas/2023/11/17/o-
caminho-ate-dubai-confira-o-historico-de-cop-desde-1995/. Acesso em 30 de nov de 
2023. 
OLIVEIRA, Lucas Rebello de; MEDEIROS, Raffaela Martins; TERRA, Pedro de Bragança; 
QUELHAS, Osvaldo Luiz Gonçalves. Sustentabilidade: da evolução dos conceitos à 
implementação como estratégia nas organizações. Production, v. 22, p. 70-82, 2012. 
ONU. Sobre o nosso trabalho para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento 
Sustentável no Brasil. Nações Unidas Brasil. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-
br/sdgs. Acesso em 15 de nov de 2023. 
 
108 
 
 
 
RATTNER, Henrique. Sustentabilidade-uma visão humanista. Ambiente & sociedade, p. 
233-240, 1999. 
STF. Agenda 2030. Supremo Tribunal Federal, Brasília. Disponível em: 
https://portal.stf.jus.br/hotsites/agenda-
2030/#:~:text=A%20Agenda%202030%20da%20ONU,17%20objetivos%20de%20dese
nvolvimento%20sustent%C3%A1vel. Acesso em 15 de nov de 2023. 
VEYRET, Yvette. Meio Ambiente. Dicionário do meio ambiente. VEYRET, Yvette (org.). 
São Paulo: Editora Senac, 2012. 
 
https://portal.stf.jus.br/hotsites/agenda-2030/#:~:text=A%20Agenda%202030%20da%20ONU,17%20objetivos%20de%20desenvolvimento%20sustent%C3%A1vel
https://portal.stf.jus.br/hotsites/agenda-2030/#:~:text=A%20Agenda%202030%20da%20ONU,17%20objetivos%20de%20desenvolvimento%20sustent%C3%A1vel
https://portal.stf.jus.br/hotsites/agenda-2030/#:~:text=A%20Agenda%202030%20da%20ONU,17%20objetivos%20de%20desenvolvimento%20sustent%C3%A1vel

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