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ANÁLISE SINTÁTICA Sintaxe 1 — Período simples | Revisão + resolução de questões 1) Conceitos básicos Frase • Frase: enunciado com sentido completo. • Frase nominal: tem sentido completo sem verbo. Ex.: “Silêncio.” • Frase verbal: tem sentido completo com verbo. Ex.: “Choveu.”Oração • Oração: estrutura que gira em torno de um verbo, podendo ou não ter sentido completo fora de contexto. • Toda frase verbal é uma oração, mas nem toda oração é frase verbal (oração pode não ter sentido completo isoladamente). Ex.: “Levaram tudo.” (tem verbo; pode ser oração sem sentido completo fora de contexto). Período • Período: enunciado completo com pontuação, centrado em verbo(s). • Período simples: tem 1 verbo (logo, 1 oração). • Período composto: tem 2 ou mais verbos (logo, 2 ou mais orações). Ex.: “Chovia e trovejava.” → 2 verbos, 2 orações, período composto. 2) Termos da oração (visão geral) Categoria Termos Termos essenciais Sujeito • Predicado Termos integrantes Complementos verbais (OD, OI) • Complemento nominal • Agente da passiva Termos acessórios Adjunto adverbial • Adjunto adnominal • Aposto Termo isolado Vocativo (chamamento, geralmente separado por vírgula) 3) Regra de ouro para análise sintática 1. Ache o verbo 2. Pergunte quem + verbo → sujeito 3. Depois pergunte ao verbo: • o quê?/quem? (sem preposição) → Objeto Direto (OD) • de quê?/a quem?/com quê?/em quê? (com preposição) → Objeto Indireto (OI) 4. Se o termo completar um nome (substantivo/adjetivo/advérbio), é Complemento Nominal (e não objeto indireto). 4) Sujeito: oculto, indeterminado e impessoal Sujeito oculto • Você identifica quem é, mas não está escrito de forma explícita. • Normalmente aparece pela desinência verbal ou pelo contexto. Sujeito indeterminado (cai muito) • Acontece principalmente em 2 casos: • 1) Verbo na 3ª pessoa do plural sem sujeito expresso. Ex.: “Falaram mal de você.” • 2) Verbo + SE (índice de indeterminação do sujeito) com: • VI + se (verbo intransitivo) • VTI + se (verbo transitivo indireto) • VL + se (verbo de ligação) Ex.: “Necessita-se de carinho.” → VTI + se → sujeito indeterminado. Verbos impessoais (não confundir!) • Não têm sujeito (não é sujeito indeterminado). • Exemplos: chover (fenômeno da natureza) • haver no sentido de existir (“Há alguém…”) 5) Transitividade verbal (para ganhar velocidade) Tipo O que faz Perguntas / Observações VI Não pede complemento. — VTD Pede complemento sem preposição. Perguntas: o quê? / quem? VTI Pede complemento com preposição. Perguntas: de quê? / a quem? / com quê? / em quê? etc. VTDI Pede dois complementos: um OD e um OI. — VL Liga o sujeito a uma característica (predicativo). Ex.: ser, estar, permanecer, continuar… Dica prática usada na aula • Perguntou com preposição → responde com preposição (e tende a ser OI ou CN dependendo do termo que completa). • Se o “a / de / com…” aparecer por causa do artigo (“a pesquisa”), não é preposição. Questões resolvidas Questão 1 — sujeito oculto • Frase: “Os futurologistas acreditam na hipótese da moeda única.” • Objetivo: adaptar para ter sujeito oculto. • Ideia aplicada: remover o sujeito expresso (“Os futurologistas”) para que o sujeito não apareça escrito. • Resposta: retirar “Os futurologistas”. Observação: sem contexto, “Acreditam…” pode soar como sujeito indeterminado; com contexto anterior (“os futurologistas”), pode ficar entendido como sujeito oculto (eles). Questão 2 — sujeito indeterminado • Pergunta: qual verbo destacado apresenta sujeito indeterminado? • Resposta: “Necessita-se de carinho e compaixão…” • Justificativa: VTI + se = índice de indeterminação do sujeito. • Atenção: “chove” e “há” são impessoais → sem sujeito. Questão 3 — identificar VTD • Pedia: alternativa com verbo transitivo direto. • Resposta: “Concluímos a pesquisa às pressas.” • Análise: quem conclui, conclui algo → “a pesquisa” = objeto direto. • Observação: “a” em “a pesquisa” = artigo, não preposição. Questão 4 — objeto indireto x complemento nominal • Frase: “Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas.” • Verbo: dava • Quem dava? sua experiência de barata (sujeito). • Dava o quê? acesso (objeto direto). • Dava acesso a quem? lhe (objeto indireto). • Acesso a quê? a sujeiras… completa o nome “acesso” → complemento nominal. • Resumo: “lhe” = OI | “a sujeiras…” = CN. Questão 5 — termo integrante • Pergunta: em qual alternativa a expressão destacada é termo integrante? • Resposta: “Meu amigo está grávido de razões.” • Explicação: “grávido” é adjetivo; “de razões” completa o adjetivo → complemento nominal. • Conclusão: complemento nominal = termo integrante. Questão 6 — adjunto adverbial • Pergunta: marcar o termo que não funciona como adjunto adverbial. • Resposta defendida: “muitos”. • Por quê? ali funciona como pronome indefinido (flexionado no plural), e não como advérbio (invariável). Adjunto adnominal x Complemento nominal Regras organizadas Complemento nominal (CN) Adjunto adnominal (AAdj) Função Termo integrante. Termo acessório. Completa Substantivo abstrato • Adjetivo • Advérbio. Substantivo (concreto ou abstrato). Valor semântico (atalho) Valor passivo (quem recebe/sofre a ação). Muitas vezes valor ativo (quem pratica a ação); pode indicar posse/característica. Atalho usado na aula • Se completa adjetivo → CN (não tem discussão). • Se completa substantivo concreto → AAdj (não tem discussão). • Zona de dúvida: quando completa substantivo abstrato → aplicar ativo x passivo. Exercício final (coluna 1 e 2) 1 = adjunto adnominal | 2 = complemento nominal Item Frase Classificação (1/2) 1 “Sinto-me plenamente apto para o trabalho.” 2 (apto = adjetivo → CN) 2 “O respeito às leis é obrigação de todo cidadão.” 2 (leis são respeitadas → passivo → CN) 3 “Aquela casa de madeira pertenceu a meu avô.” 1 (casa = substantivo concreto → AAdj) 4 “A invenção da lâmpada é extremamente útil ao homem.” 2 (lâmpada é inventada → passivo → CN) 5 “A criança com febre fica tão manhosa.” 1 (criança = substantivo concreto → AAdj) Sequência final: 2 – 2 – 1 – 2 – 1