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2 CONTEÚDO Planos de secção (pág. 3) Cavidade oral (pág. 4) Ossos da cabeça (pág. 9) Foramas intracanianos: localização e estruturas que passam por eles (pág. 22) Principais nervos crânianos (pág. 25) Músculos (pág. 29) Articulação temporomandibular (pág. 46) Vascularização (pág. 50) Referências (pág. 52) 3 PLANOS DE SECÇÃO O termo “secção” significa cortar. Portanto, os planos de secção são planos que dividem (cortam) o corpo do indivíduo em partes menores. Planos sagitais: são aqueles planos de secção do corpo feitos paralelamente ao plano. Plano frontal ou coronal: são todas aquelas secções paralelas aos planos ventral ou dorsal que dividem o corpo do indivíduo em duas partes: uma anterior (ventral) e a outra posterior (dorsal). Plano transversal ou axial: são todas aquelas secções paralelas aos planos superior ou inferior. Este plano de secção divide o corpo do indivíduo em duas partes: superior e inferior. 4 CAVIDADE ORAL Elemento dentário e periodonto 5 6 7 8 OSSOS DA CABEÇA VISTA FRONTAL 9 VISTA LATERAL ÓRBITA 10 VISTA INFERIOR 11 VISTA INTERNA 12 MAXÍLA 13 14 MANDÍBULA 15 ESFENÓIDE E OCCIPITAL 16 17 ETMÓIDE 18 ZIGOMÁTICO 19 TEMPORAL 20 FRONTAL 21 PARIETAL 22 FORAMAS INTRACANIANOS: LOCALIZAÇÃO E ESTRUTURAS QUE PASSAM POR ELES TEMPORAL Canal Carotídeo: pode ser encontrado na porção petrosa do osso temporal, e contém a artéria carótida interna e o plexo nervoso carotídeo interno, que possui fibras simpáticas. O hiato para o nervo petroso superior: na proporção petrosa do osso abriga o nervo petroso menor. O hiato para o nervo petroso maior: também na proporção petrosa do osso, contém de forma semelhante, o nervo petroso maior. Meato acústico interno: envolve o nervo fácil (NC VII), o nervo vestibulococlear (NC VIII) e a artéria labiríntica. Abertura do aqueduto vestibular: inclui o ducto endolinfático. Forame mastoideo: na porção mastoidea, que contém a veia emissária e alguns ramos da artéria occipital. Canalículo timpânico: abriga o ramo timpânico do nervo glossofaríngeo (NC IX) e reside no interior do forame jugular do osso temporal. Forame estilomastóideo: abriga o nervo fácil (NC VII) e a artéria estilomastóidea. Fissura petrotimpânica: inclui a corda timpânica e a artérias timpânica anterior. Fissura timpanomastóidea: ramo auricular do nervo vago OSSO FRONTAL Forame supraorbitário: contém o nervo supraorbitário e seus vasos correspondentes, e é o único marco anatômico que se encontra completamente no interior do osso frontal. OSSO ESFENÓIDE Canal óptico: envolve o nervo óptico e a artéria oftálmica. Fissura orbitária superior: nas asas, maior e menor osso esfenoide, estes permitem que muitas estruturas passem através do crânio, incluindo o ramo nasociliar, o ramo frontal e o ramo lacrimal 23 da divisão oftálmica do nervo trigêmeo (NC V/I), e o nervo oculomotor (NC III), e o nervo troclear (NC IV), o nervo abducente (NC VI) e as veias oftálmicas superior e inferior. Forame redondo: envolve a divisão maxilar do nervo trigêmeo (N V/II). Forame oval: abriga a divisão mandibular do nervo trigêmeo (NC V/III), e as artérias meníngea acessória, o nervo petroso inferior e a veia emissária. Forame espinhoso: circunda os vasos meníngeos médios e o ramo meníngeo da divisão mandibular do nervo trigêmeo (NC V/III). Forame esfenoide: contém a veia emissária OSSO PALATINO Forame palatino maior: contém a artéria, veia e nervo palatinos maiores. Forame palatino menor: abriga os vasos e o nervo palatinos menores. OSSO OCCIPITAL Canal condilar: contém a veia emissária e os ramos meníngeos da artéria faríngea ascendente. Canal do hipoglosso: envolve o nervo hipoglosso (NC XIII). Forame magno: é o maior forame em todo o crânio, e contém o bulbo, as artérias vertebrais e as raízes espinhais dos nervos espinhais acessórios (NC XI) FORAMES SITUADOS ENTRE DOIS OU MAIS OSSOS Forame cego: pode ser encontrado entre o osso frontal e o osso etmoide, e nele cursa a veia emissária da cavidade nasal para o seio sagital superior. Forame etmoidal anterior: também se encontra entre o osso frontal e o etmoide, e contém o nervo etmoidal posterior e seus vasos correspondentes. Forame etmoidal posterior: encontra-se entre o osso frontal e etmoidal, e envolve o nervo etmoidal posterior e seus vasos correspondentes. 24 Forame lacerado: está situado entre várias articulações, incluindo a asa maior e o corpo do osso esfenoide, bem como a porção petrosa do osso temporal e a porção basilar do osso occipital. Ele não leva nenhum vaso, mas está preenchido por fibrocartilagem e possui uma abertura anterior para o canal pteriogoide e uma abertura posterior para o canal carotídeo. Osso temporal e osso esfenoide: envolvem a abertura da tuba auditiva, que abriga a porção cartilaginosa da tuba auditiva. Forame jugular: é cercado pela porção petrosa do osso temporal e o osso occipital. Ele permite que muitas estruturas passem através dele, incluindo o nervo glossofaríngeo (NC IX), e o nervo vago (NC X), o nervo espinhal acessório (NC XI), e o seio petroso inferior, o seio sigmoide e a artéria maníngea posterior. Fissura orbitária inferior: cursa entre a asa maior do osso esfenoide, a maxila e a porção orbital dos ossos palatinos. Ela abriga a divisão maxilar do nervo trigêmeo (NC V/II), o nervo zigomático e os vasos infraorbitários. 25 PRINCIPAIS NERVOS CRÂNIANOS Nervo Trigêmeo (V): As duas raízes do V par têm origem aparente na face anterior (ântero- lateral) da ponte, no nível da união do terços inferiores e no limite com os pedúnculos cerebelares médios. • As raiz sensitiva é a mais lateral e volumosa das duas. Apresenta um aspecto achatado e tem uma espessura de aproximadamente 5 mm. • A raiz motora, situada medialmente à precedente, distingue-se por ser menos espessa; compõe-se de tronco arredondado de 2 mm de espessura. • Entre ambas as raízes se intercala uma ponte de substância nervosa: a língua. Função mista: É um nervo com função mista (motora e sensitiva), porém há o predomínio de função sensitiva. Controla, principalmente, a musculatura da mastigação e a sensibilidade facial. Parte motora do trigêmeo: é formada por fibras que pertencem ao ramo mandibular, assim inervando os músculos mastigadores (temporal, masseter, pterigoideo lateral e pterigoideo medial), além de emitir também ramos nervosos para os músculos: milo-hióideo e ventre anterior do músculo digástrico. 26 Parte sensitiva: inerva os 2/3 anteriores da língua, dos dentes, da conjuntiva ocular, da pele da face, dura-máter craniana e da parte ectodérmica da mucosa da cavidade bucal, nariz e seios paranasais. O nervo oftálmico (V1): é o primeiro ramo do nervo trigêmeo, sendo responsável pela inervação da porção do terço superior da face, compreendendo principalmente a região da cavidade orbital, como o próprio nome sugere. Emerge da porção superior do gânglio trigeminal e adentra a órbita através da fissura orbital superior. Para inervação de tais estruturas, divide-se em: • Nervo supra orbital: responsável pela inervação da pálpebra superior, parte do couro cabeludo e a pele da fronte. • Nervo supra troclear: responsável pela inervação da região da glabela, da pálpebra superior e da pele do nariz. 27 • Nervo frontal: responsável pela abrangência da área cutânea da fronte ea porção ântero- posterior do couro cabeludo. • Nervo nasociliar e nervo lacrimal: responsáveis pela inervação do conteúdo da órbita (da glândula lacrimal pelo nervo lacrimal) e parte da cavidade nasal (pelo nervo nasociliar). • Nervo infra troclear: responsável pela inervação da raiz do nariz e da pele das pálpebras. • Ramo nasal externo: responsável pela inervação da pele do dorso do nariz. O nervo maxilar (V2): é o segundo ramo do nervo trigêmeo, sendo responsável pela inervação da porção do terço médio da face, compreendendo as maxilas, abrangendo a área cutânea da fronte, porção ântero-posterior do couro cabeludo e lábio superior. Diante das suas atribuições, divide-se da seguinte forma: • Nervo infra orbital: responsável pela inervação da região lateral do nariz, pele e mucosa do lábio superior e pele da pálpebra inferior. • Nervo zigomático facial: responsável pela inervação da pele que recobre o osso zigomático. • Nervo zigomático temporal: responsável pela inervação da porção mais anterior da pele da fossa temporal, além da pele da porção lateral da fronte. • Nervos alveolares superiores: responsáveis pela inervação dos dentes da arcada dentária superior, possuindo ainda, uma subdivisão (nervo alveolar superior posterior, nervo alveolar superior médio e nervo alveolar superior anterior). A título de curiosidade, são de extrema importância para a área odontológica, uma vez que as técnicas anestésicas possuem estes ramos como referência. • Nervo palatino maior: responsável pela inervação da região de palato duro, no interior da cavidade oral. • Nervo palatino menor: responsável pela inervação da região de palato mole, no interior da cavidade oral. • Nervo nasopalatino: responsável pela inervação da região de extremidade do palato, próximo aos dentes incisivos da arcada dentária superior. O nervo mandibular: é o terceiro e último ramo do nervo trigêmeo, sendo considerado o seu maior ramo. Possui duas raízes: uma sensitiva, que tem origem no ângulo inferior do trigêmeo e outra motora, que tem origem no núcleo motor localizado no bulbo e no tronco encefálico. Estes se unem logo após a saída deste nervo pelo forame oval, na parte interna do crânio. Raiz sensitiva: as áreas inervadas são a pele da região temporal, orelha, bochecha, lábio inferior e a porção inferior da face, além da mucosa da bochecha, 2/3 anteriores da língua, os dentes inferiores, a própria mandíbula e a articulação temporomandibular (ATM). Raiz motora: é responsável pela inervação dos músculos da mastigação, tais como o músculo masseter, o músculo temporal, o músculo pterigoideo lateral e o pterigoideo medial. Além disso, 28 também abrange os músculos milo-hioideo, digástrico (ventre anterior), tensor do tímpano e tensor do véu palatino. • Visto que possui a função de inervar o terço inferior da face, o nervo mandibular pode ser dividido em ramos anteriores e posteriores: • Ramos anteriores: responsáveis pela inervação motora dos músculos da mastigação e sensitiva das mucosas da bochecha e da gengiva. • Ramos posteriores: responsáveis pela inervação sensitiva, possuindo um pequeno componente motor, abrangendo áreas como a língua, os dentes inferiores e a pele do mento. O nervo facial constitui o sétimo (VII): par de nervos cranianos. É constituido por uma raiz motora (nervo facial propriamente dito) e uma raiz sensitiva (nervo intermédio). Ele controla os músculos da expressão facial e a sensação gustativa dos dois terços anteriores da língua. Também é responsável por levar as fíbras parassimpáticas para as glândulas submandibular e sublingual, através do nervo corda do tímpano e do gânglio submandibular; e também das glândulas lacrimais através do gânglio esfenopalatino • O ramo temporal do Nervo facial: emerge da margem superior da glândula parótida e cruza o arco zigomático para suprir os músculos auricular superior e auricular anterior; o ventre frontal do músculo occipitofrontal; e a parte superior do músculo orbicular do olho. • O ramo zigomático do Nervo facial: segue através de dois ou três ramos superiormente e, em especial, inferiormente ao olho para suprir a parte inferior do músculo orbicular do olho e outros músculos faciais inferiores à órbita. • O ramo bucal do Nervo facial: segue externamente ao músculo bucinador para suprir este músculo e os músculos do lábio superior (partes superiores do músculo orbicular da boca e fibras inferiores do músculo levantador do lábio superior). • O ramo marginal da mandíbula do Nervo facial: supre os músculos risório e do lábio inferior e do queixo. Emerge da margem inferior da glândula parótida e cruza a margem inferior da mandíbula profundamente ao músculo platisma até chegar à face. • O ramo cervical do Nervo facial: segue inferiormente a partir da margem inferior da glândula parótida e posteriormente à mandíbula para suprir o músculo platisma. 29 MÚSCULOS MÚSCULOS FACIAIS 30 Músculo orbicular da boca: Esse é o responsável por comprimir os lábios contra os dentes, fechar a boca e protair os lábios, sua origem são nas fossas incisivas e no tecido cutâneo da mandíbula e da maxila e ele insere-se nos lábios. Ocorre uma divisão em 3 partes, a semiorbicular superior, a semiorbicular inferior e o modíolo, é muito utilizado para indicar raiva ou ira. Músculo levantador do lábio superior e asa do nariz: Origina-se no processo frontal do osso maxilar e insere-se na asa do nariz e no lábio superior, e responsável pelo levantamento desses dois (asa e lábio) dilatando a narina e favorecendo expressões faciais 31 Músculo levantador do lábio superior: Como o nome sugere, ele é responsável pelo levantamento do lábio superior, comum em expressões faciais de riso, insulto ou desaprovação, sua origem é na margem infraorbital e sua inserção no lábio superior. Músculo zigomático menor: É responsável por realizar a tração do lábio superior também agindo do sorriso, origina-se no corpo do osso zigomático e insere-se no lábio superior. Músculo zigomático maior: É responsável pela tração do ângulo da boca facilitando o sorriso, origina-se no processo temporal do osso zigomático e insere-se no ângulo da boca Músculo levantador do ângulo da boca: É responsável por realizar elevar o ângulo da boca durante o riso, origina-se na fossa canina e insere-se no ângulo da boca. Músculo zigomático maior: É responsável pela tração do ângulo da boca facilitando o sorriso, origina-se no processo temporal do osso zigomático e insere-se no ângulo da boca. O músculo bucinador: Origina-se na região dos processos alveolares da maxila e da mandíbula e vai se inserir no ângulo da boca, tem como função tracionar o ângulo da boca lateralmente, distender a bochecha e fazer parte de movimentos como sucção, sorriso, beijo e assobio. Músculo abaixador/depressor do ângulo da boca: É responsável por realizar a tração do ângulo da boca para baixo, expressando sentimentos negativos, origina-se na porção anterior da linha oblíqua e insere-se no ângulo da boca. Músculo abaixador/depressor do lábio inferior: É responsável por realizar a tração do lábio inferior, para baixo e para os lados, origina-se na porção anterior da linha oblíqua e se insere no lábio inferior. Músculo mentoniano/mentual: É responsável por realizar a tração superiormente do mento e dobrar para fora o lábio inferior, em expressões duvidosas ou de choro, tem sua origem na fossa mentual e sua inserção no lábio inferior 32 Músculo occipitofrontal: faz parte do couro cabeludo e é responsável pela tração desse para trás, elevando os supercílios. A parte occipital fixa a aponeurose epicraniana para a ação do frontal à medida que a parte frontal eleva o supercílio, o que origina as rugas da expressão facial. Músculos auriculares: Como o nome deixa bem claro, são responsáveis pela movimentaçãodas orelhas, são 3, o auricular anterior, o auricular médio e o auricular posterior. O anterior origina-se na aponeurose epicrânica e insere-se na espinha da hélice; o médio também tem sua origem na aponeurose epicrânica, porém insere-se na face medial da orelha e por fim o posterior origina-se no processo mastóide e tem sua inserção na iminência da concha da orelha. Músculos orbitais: São aqueles responsáveis por fechar os olhos e auxiliar no escoamento da lágrima, sua origem se dá em 3 pontos, a margem medial da órbita, no osso lacrimal e no processo frontal do osso maxilar e ele vai inserir-se em volta da órbita ocular e nas pálpebras. Músculo corrugador do supercílio: É responsável por tracionar a sobrancelha medialmente, causando uma expressão de concentração ou seriedade, sua origem é na região medial do arco superciliar e sua inserção na lateral da pele do supercílio. Músculo prócero: Vai tracionar inferiormente, aproximando assim os supercílios e enrugando a glabela, ele vai ter sua origem ligada à sutura frontonasal, além da cartilagem do nariz e vai se inserir na glabela. Músculo nasal: Tem sua origem atrelada a fossa incisiva, contudo esse vai ter 2 inserções uma na região alar e outra na região transversa, a primeira, como bem diz o nome, insere-se na asa do nariz, e a segunda por sua vez, tem sua fixação na parte dorsal do nariz. Músculo risório: Origina-se na pele da bochecha e na fáscia massetérica e insere- se na pele da bochecha, é responsável principalmente pelo riso forçado, pois vai tracionar súpero- lateralmente o ângulo da boca. 33 MASSETER Origem Arco zigomático Inserção Fascículo Superficial: Ângulo e ramo da mandíbula. Fascículo Profundo: Ramo e processo coronóide da mandíbula Inervação Nervo massetérico (Ramo mandibular do nervo Trigêmeo – V Par Craniano). Ação Elevação (oclusão) da mandíbula. TEMPORAL 34 Origem Face externa do temporal. Inserção Processo coronóide da mandíbula e face anterior do ramo da mandíbula. Inervação Nervo temporal (Ramo mandibular do nervo Trigêmeo – V Par Craniano). Ação Elevação (oclusão) e retração da mandíbula. PTERIGÓIDEO LATERAL Origem Cabeça Superior: Asa maior do esfenóide. Cabeça Inferior: Face lateral da lâmina lateral do processo pterigóide do osso esfenóide. Inserção Cabeça Superior: Face anterior do disco articular Cabeça Inferior: Côndilo da mandíbula Inervação Nervo do pterigoideo lateral (Ramo mandibular do nervo Trigêmeo – V par craniano). Ação Abertura da boca e protrusão da mandíbula. Move a mandíbula de um lado para o outro 35 PTERIGOIDEO MEDIAL Origem Face medial da lâmina lateral do processo pterigóideo do osso esfenóide Inserção Face medial do ângulo e ramo da mandíbula. Inervação Nervo do pterigóideo medial (Ramo mandibular do nervo Trigêmeo – V par craniano). Ação Elevação (oclusão) da mandíbula 36 MÚSCULOS DO PESCOÇO ESTERNOCLEIDOMASTOIDEO Origem manúbrio do esterno, e a cabeça clavicular, da porção média da clavícula. Inserção Inserção Superior: Processo mastoide e linha nucal superior Inserção Inferior: Face anterior do manúbrio do esterno junto à face superior e borda anterior do 1/3 medial da clavícula Inervação C2, C3 e parte espinhal do nervo Acessório (11º par craniano) Ação Fixo Superiormente: Ação Inspiratória 37 Contração Unilateral: Flexão, Inclinação Homolateral e rotação com a face virada para o lado oposto Contração Bilateral: Flexão da Cabeça ESCALENO ANTERIOR Origem tubérculo anterior das apófises transversais de C3 a C6. Inserção Inserção Superior: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 3ª à 6ª vértebras cervicais Inserção Inferior: Face superior da 1ª costela (tubérculo do escaleno anterior) Inervação Ramos dos nervos cervicais inferiores Ação Elevação da primeira Costela e inclinação Homolateral do Pescoço – Ação Inspiratória ESCALENO MÉDIO Origem tubérculo posterior dos processos (apófises) transversos da terceira à sétima vértebras cervicais Inserção Inserção Superior: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 2ª à 7ª vértebras cervicais Inserção Inferior: Face superior da 1ª costela Inervação Ramos dos nervos cervicais inferiores Ação Elevação da primeira Costela e Inclinação Homolateral do Pescoço – Ação Inspiratóriaface virada para o lado 38 oposto. Contração Bilateral: Flexão da Cabeça ESCALENO POSTERIOR Origem tubérculo posterior dos processos (apófises) transversos da quinta à sétima vértebras cervicais Inserção Inserção Superior: Processo jugular do occipital Inserção Inferior: Processo transverso de atlas Inervação Ramo da alça cervical entre o 1º e 2º nervos cervicais Ação Inclinação Homolateral da Cabeça. RETO LATERAL DA CABEÇA Origem superfície superior do processo transverso do atlas (C1) Inserção Inserção Superior: Processo mastoide e linha nucal superior Inserção Inferior: Face anterior do manúbrio do esterno junto à face superior e borda anterior do 1/3 medial da clavícula Inervação C2, C3 e parte espinhal do nervo Acessório (11º par craniano) Ação Fixo Superiormente: Ação Inspiratória Contração Unilateral: Flexão, Inclinação Homolateral e rotação com a face virada para o lado oposto Contração Bilateral: Flexão da Cabeça 39 LONGO DA CABEÇA Origem tubérculos anteriores dos processos transversos da terceira à sexta vértebras cervicais Inserção Inserção Superior: Processo basilar do occipital Inserção Inferior: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 3ª à 6ª vértebras cervicais Inervação C1, C2 e C3 Ação Flexão da Cabeça. RETO ANTERIOR DA CABEÇA Origem superfície anterior da massa lateral do atlas (primeira vértebra cervical) e na raiz de seu processo transverso Inserção Inserção Superior: Processo basilar do occipital Inserção Inferior: Processo transverso e superfície anterior de atlas Inervação Ramo da alça cervical entre C1 e C2 Ação Flexão da Cabeça. LONGO DO PESCOÇO Origem possui várias origens da terceira à quinta vértebras cervicais Inserção Inserção Superior: Tubérculo do arco anterior do Atlas Inserção Inferior: Tubérculo anterior dos processos transversos de C3 e C5 40 Inervação ramos anteriores dos nervos espinhais de C2 a C6 Ação auxilia PORÇÃO OBLÍQUO INFERIOR Origem Processo espinhoso do áxis Inserção Inserção Superior: Tubérculo anterior dos processos transversos de C5 e C6 Inserção Inferior: Corpos vertebrais de T1 a T3 Inervação Ramo posterior do nervo espinhal C1 (nervo suboccipital) Ação Contraçãpo bilateral - Artculação atlanto-occipital: extensão da cabeça Contração unilateral - Articulação atlanto-axial: rotação da cabeça (ipsilateral) PORÇÃO VERTICAL Origem Inserção Inserção Superior: Corpos vertebrais de C2 a C4 Inserção Inferior: Corpos vertebrais de C5 a T3 Inervação Ramos de C2 à C7 Ação Flexão do Pescoço e Inclinação Homolateral MÚSCULOS SUPRA-HIÓIDEOS 41 DIGÁSTRICO Origem O ventre anterior se origina da fossa digástrica da mandíbula, enquanto o ventre posterior se origina do eminência mastóidea do osso temporal. Inserção INSERÇÃO SUPERIOR: Ventre Anterior: Fossa digástrica da mandíbula Ventre Posterior: Processo mastoide 42 INSERÇÃO INFERIOR: Corpo do osso hioide Inervação Nervo Facial (ventre posterior) e Nervo Mandibular (ventre anterior) Ação Elevação do Osso Hioide e Abaixamento da Mandíbula (abertura da boca). O ventre anterior traciona o osso hioide para frente e o ventre posterior para trás. ESTILOIDEO Origem superfície posterior do processo estiloide do osso temporal Inserção Inserção Superior: Processo estiloideInserção Inferior: Corpo do osso hioide Inervação Nervo Facial (VII par craniano) Ação Elevação e Retração do Osso Hioide. MILOIÓDEO Origem se origina por todo o comprimento da linha milo-hióidea na superfície interna da mandíbula Inserção Inserção Superior: Linha milo-hioidea da mandíbula Inserção Inferior: Corpo do osso hioide Inervação Nervo Mandibular (Ramo do nervo Trigêmeo – V par craniano) Ação Elevação do osso Hioide e da Língua. 43 GENIO-HIÓIDEO Origem espinha mentual (espinha mentoniana) na superfície interna da mandíbula, de onde se irradia para o corpo do osso hioide Inserção Inserção Superior: Espinha mentoniana da mandíbula Inserção Inferior: Corpo do osso hioide Inervação Nervo Hipoglosso (C1) Ação Tração Anterior do osso Hioide e da Língua. MÚSCULOS INFRA-HIÓIDEOS 44 ESTERNO HIÓIDEO Origem face pósterosuperior do manúbrio do esterno e da superfície posterior da extremidade medial da clavícula Inserção Inserção Superior: Corpo do osso hioide Inserção Inferior: Face posterior do manúbrio do esterno e ¼ medial da clavícula Inervação Ramos da Alça Cervical (N. do Hipoglosso) com fibras de C1 à C3 Ação Baixar o Osso Hioide. ESTERNOTIREOIÓIDEO Origem Origina-se na borda posterior da cartilagem costal da primeira costela, assim como na superfície posterior do manúbrio do esterno 45 Inserção Inserção Superior: Cartilagem tireoide Inserção Inferior: Face posterior do manúbrio do esterno Inervação Inervação: Ramos da Alça Cervical (N. do Hipoglosso) com fibras de C1 à C3 Ação Baixar a Cartilagem Tireoide TIREÓIDEO Origem se origina por todo o comprimento da linha milo-hióidea na superfície interna da mandíbula Inserção Inserção Superior: Corno maior do osso hioide Inserção Inferior: Cartilagem tireoide Inervação Nervo do Hipoglosso (C1 e C2) Ação Baixar o Osso Hioide. OMOIOIDEO Origem se origina da borda superior da escápula, medial à incisura supraescapular. Inserção Inserção Superior: Corpo do osso hioide Inserção Inferior: Borda superior da escápula Inervação Ramos da Alça Cervical (N. do Hipoglosso) com fibras de C1 à C3 Ação Baixar o Osso Hioide 46 ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR ATM: A articulação temporomandibular (ATM) é a principal conexão entre o crânio e a mandíbula. Ela é formada por um conjunto de estruturas: • a fossa mandibular do osso temporal • o disco articular • a cabeça e o côndilo da mandíbula • os ligamentos adjacentes Cápsula articular: se origina da borda da fossa mandibular, envolve o tubérculo articular do osso temporal e se insere no colo da mandíbula, acima da fóvea pterigóidea. A cápsula articular é frouxa, permitindo que a mandíbula se desloque anteriormente de forma natural, sem danificar suas fibras. Disco articular: separa a articulação temporomandibular em dois compartimentos:O compartimento superior é limitado superiormente pela fossa mandibular do osso temporal e inferiormente pelo próprio disco articular. Ele contém 1,2 ml de líquido sinovial e é responsável pelo movimento de translação da articulação. Compartimento inferior: é limitado superiormente pelo disco articular, e inferiormente pelo côndilo da mandíbula. Ele é ligeiramente menor que o compartimento superior, contendo em média 0,9 ml de líquido sinovial. O compartimento inferior permite movimentos rotacionais. 47 Movimentação: A.T.M é uma das articulações mais complexas do corpo, ela proporciona um movimento de dobradiça em um plano, uma articulação ginglimoidal, ao mesmo tempo que promove movimentos de deslizamento, o que classifica também como artroidal, sendo a denominação mais completa, uma articulação: Ginglimoartrodial. A ATM recebe o sangue de três artérias • O suprimento principal vem da artéria auricular profunda (ramo da artéria maxilar) • Artéria temporal superficial (um ramo terminal da artéria carótida externa). • Artéria timpânica anterior (também ramo da artéria maxilar). • A drenagem venosa se dá através da veia temporal superficial e da veia maxilar. Nervo mandibular (terceiro ramo do nervo trigêmeo): é o principal responsável pela inervação da ATM. O nervo massetérico e os nervos temporais profundos também auxiliam na inervação desta articulação. Fibras parassimpáticas do gânglio ótico: estimulam a produção de líquido sinovial. Neurônios simpáticos do gânglio cervical superior atingem a articulação juntamente com os vasos, e possuem um papel na percepção da dor e na monitorização do volume sanguíneo. 48 A ATM é sustentada pelos seguintes ligamentos: • Os ligamentos colaterais medial e lateral: (também conhecidos como ligamentos discais) conectam os lados medial e lateral do disco articular com os lados correspondentes do côndilo mandibular. • O ligamento temporomandibular: está localizado no aspecto lateral da cápsula, e sua função inclui a prevenção de deslocamentos laterais ou posteriores do côndilo. • O ligamento estilomandibular: se origina do processo estiloide e se insere no ângulo da mandíbula. Ele é responsável por permitir a protrusão da mandíbula. • O ligamento esfenomandibular: se estende entre a espinha do osso esfenoide e a língula da mandíbula. Ele contribui para a limitação dos movimentos de protrusão extensa e abertura da boca. 49 50 VASCULARIZAÇÃO Artérias carótidas externas: artérias tireóidea superior, faríngea ascendente, lingual, facial, occipital, auricular posterior, maxilar e temporal superficial. Artérias carótidas internas: artérias caroticotimpânica, vidiana, tentorial basal, tentorial marginal, meníngea, clival, hipofisária inferior, oftálmica, hipofisária superior, comunicante posterior, coroidéia anterior, cerebral anterior, cerebral média. Artérias vertebrais: cursam superiormente até ao cérebro dentro dos forames (buracos) transversos das vértebras cervicais, dando ramos meníngeos, musculares e espinhais para as estruturas adjacentes. 51 Tronco tireocervical: artérias tireóidea inferior, cervical ascendente, cervical transversa e supraescapular Principais Veias da Face: Veias facial, vertebral e tireóidea (inferior, média e superior) que drenam para as veias jugulares (interna, externa) 52 REFERÊNCIAS • MADEIRA, M. C. Anatomia da face. 7 ed. São Paulo: Sarvier, 2010. • NETTER, Frank H.. Atlas de anatomia humana. 7ª ed. RIO DE JANEIRO: Elsevier, 2019. • SOBOTTA, Atlas de Anatomia Humano. Vol.1, 22ed., 2002 • Ralf J. Radlanski , Karl H. Wesker - A Face - Atlas Ilustrado de Anatomia Clínica 2ªEd - 2016 • PHF Caria - Anatomia Geral e Odontológica - 2014 • Texeira, Souza - Anatomia Aplicada a Odontologia - 2008