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CONTEÚDO 
Planos de secção (pág. 3) 
 
Cavidade oral (pág. 4) 
 
Ossos da cabeça (pág. 9) 
 
Foramas intracanianos: localização e estruturas que passam por eles (pág. 22) 
 
Principais nervos crânianos (pág. 25) 
 
Músculos (pág. 29) 
 
Articulação temporomandibular (pág. 46) 
 
Vascularização (pág. 50) 
 
Referências (pág. 52) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
PLANOS DE SECÇÃO 
O termo “secção” significa cortar. Portanto, os planos de secção são planos que dividem (cortam) 
o corpo do indivíduo em partes menores. 
Planos sagitais: são aqueles planos de secção do corpo feitos paralelamente ao plano. 
Plano frontal ou coronal: são todas aquelas secções paralelas aos planos ventral ou dorsal que 
dividem o corpo do indivíduo em duas partes: uma anterior (ventral) e a outra posterior (dorsal). 
 
 
Plano transversal ou axial: são todas aquelas secções paralelas aos planos superior ou inferior. 
Este plano de secção divide o corpo do indivíduo em duas partes: superior e inferior. 
 
 
 
 
4 
CAVIDADE ORAL 
Elemento dentário e periodonto 
 
 
 
 
5 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
 
 
7 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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OSSOS DA CABEÇA 
 
 
VISTA FRONTAL 
 
 
 
 
 
 
9 
VISTA LATERAL 
 
ÓRBITA 
 
 
 
10 
 
 
 
VISTA INFERIOR 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
 
 
 
VISTA INTERNA 
 
 
 
 
12 
MAXÍLA
 
 
 
13 
 
 
 
 
14 
MANDÍBULA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ESFENÓIDE E OCCIPITAL 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
ETMÓIDE 
 
 
 
 
18 
ZIGOMÁTICO 
 
 
 
19 
TEMPORAL 
 
 
 
20 
FRONTAL 
 
 
 
 
 
 
 
21 
PARIETAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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FORAMAS INTRACANIANOS: LOCALIZAÇÃO E 
ESTRUTURAS QUE PASSAM POR ELES 
TEMPORAL 
Canal Carotídeo: pode ser encontrado na porção petrosa do osso temporal, e contém a artéria 
carótida interna e o plexo nervoso carotídeo interno, que possui fibras simpáticas. 
O hiato para o nervo petroso superior: na proporção petrosa do osso abriga o nervo petroso 
menor. 
O hiato para o nervo petroso maior: também na proporção petrosa do osso, contém de forma 
semelhante, o nervo petroso maior. 
Meato acústico interno: envolve o nervo fácil (NC VII), o nervo vestibulococlear (NC VIII) e a 
artéria labiríntica. 
Abertura do aqueduto vestibular: inclui o ducto endolinfático. 
Forame mastoideo: na porção mastoidea, que contém a veia emissária e alguns ramos da artéria 
occipital. 
Canalículo timpânico: abriga o ramo timpânico do nervo glossofaríngeo (NC IX) e reside no 
interior do forame jugular do osso temporal. 
Forame estilomastóideo: abriga o nervo fácil (NC VII) e a artéria estilomastóidea. 
Fissura petrotimpânica: inclui a corda timpânica e a artérias timpânica anterior. 
Fissura timpanomastóidea: ramo auricular do nervo vago 
OSSO FRONTAL 
Forame supraorbitário: contém o nervo supraorbitário e seus vasos correspondentes, e é o único 
marco anatômico que se encontra completamente no interior do osso frontal. 
OSSO ESFENÓIDE 
Canal óptico: envolve o nervo óptico e a artéria oftálmica. 
Fissura orbitária superior: nas asas, maior e menor osso esfenoide, estes permitem que muitas 
estruturas passem através do crânio, incluindo o ramo nasociliar, o ramo frontal e o ramo lacrimal 
 
 
23 
da divisão oftálmica do nervo trigêmeo (NC V/I), e o nervo oculomotor (NC III), e o nervo troclear 
(NC IV), o nervo abducente (NC VI) e as veias oftálmicas superior e inferior. 
Forame redondo: envolve a divisão maxilar do nervo trigêmeo (N V/II). 
Forame oval: abriga a divisão mandibular do nervo trigêmeo (NC V/III), e as artérias meníngea 
acessória, o nervo petroso inferior e a veia emissária. 
Forame espinhoso: circunda os vasos meníngeos médios e o ramo meníngeo da divisão 
mandibular do nervo trigêmeo (NC V/III). 
Forame esfenoide: contém a veia emissária 
OSSO PALATINO 
Forame palatino maior: contém a artéria, veia e nervo palatinos maiores. 
Forame palatino menor: abriga os vasos e o nervo palatinos menores. 
OSSO OCCIPITAL 
Canal condilar: contém a veia emissária e os ramos meníngeos da artéria faríngea 
ascendente. 
Canal do hipoglosso: envolve o nervo hipoglosso (NC XIII). 
Forame magno: é o maior forame em todo o crânio, e contém o bulbo, as artérias 
vertebrais e as raízes espinhais dos nervos espinhais acessórios (NC XI) 
FORAMES SITUADOS ENTRE DOIS OU MAIS OSSOS 
Forame cego: pode ser encontrado entre o osso frontal e o osso etmoide, e nele 
cursa a veia emissária da cavidade nasal para o seio sagital superior. 
Forame etmoidal anterior: também se encontra entre o osso frontal e o etmoide, 
e contém o nervo etmoidal posterior e seus vasos correspondentes. 
Forame etmoidal posterior: encontra-se entre o osso frontal e etmoidal, e envolve 
o nervo etmoidal posterior e seus vasos correspondentes. 
 
 
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Forame lacerado: está situado entre várias articulações, incluindo a asa maior e o 
corpo do osso esfenoide, bem como a porção petrosa do osso temporal e a porção 
basilar do osso occipital. Ele não leva nenhum vaso, mas está preenchido por 
fibrocartilagem e possui uma abertura anterior para o canal pteriogoide e uma 
abertura posterior para o canal carotídeo. 
Osso temporal e osso esfenoide: envolvem a abertura da tuba auditiva, que 
abriga a porção cartilaginosa da tuba auditiva. 
Forame jugular: é cercado pela porção petrosa do osso temporal e o osso occipital. 
Ele permite que muitas estruturas passem através dele, incluindo o nervo 
glossofaríngeo (NC IX), e o nervo vago (NC X), o nervo espinhal acessório (NC XI), e 
o seio petroso inferior, o seio sigmoide e a artéria maníngea posterior. 
Fissura orbitária inferior: cursa entre a asa maior do osso esfenoide, a maxila e a 
porção orbital dos ossos palatinos. Ela abriga a divisão maxilar do nervo trigêmeo (NC 
V/II), o nervo zigomático e os vasos infraorbitários. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
PRINCIPAIS NERVOS CRÂNIANOS 
Nervo Trigêmeo (V): As duas raízes do V par têm origem aparente na face anterior (ântero- 
lateral) da ponte, no nível da união do terços inferiores e no limite com os pedúnculos cerebelares 
médios. 
• As raiz sensitiva é a mais lateral e volumosa das duas. Apresenta um aspecto achatado e tem 
uma espessura de aproximadamente 5 mm. 
• A raiz motora, situada medialmente à precedente, distingue-se por ser menos espessa; 
compõe-se de tronco arredondado de 2 mm de espessura. 
• Entre ambas as raízes se intercala uma ponte de substância nervosa: a língua. 
Função mista: É um nervo com função mista (motora e sensitiva), porém há o predomínio de 
função sensitiva. Controla, principalmente, a musculatura da mastigação e a sensibilidade facial. 
Parte motora do trigêmeo: é formada por fibras que pertencem ao ramo mandibular, assim 
inervando os músculos mastigadores (temporal, masseter, pterigoideo lateral e pterigoideo medial), 
além de emitir também ramos nervosos para os músculos: milo-hióideo e ventre anterior do músculo 
digástrico. 
 
 
26 
Parte sensitiva: inerva os 2/3 anteriores da língua, dos dentes, da conjuntiva ocular, da pele da 
face, dura-máter craniana e da parte ectodérmica da mucosa da cavidade bucal, nariz e seios 
paranasais. 
O nervo oftálmico (V1): é o primeiro ramo do nervo trigêmeo, sendo responsável pela inervação 
da porção do terço superior da face, compreendendo principalmente a região da cavidade orbital, 
como o próprio nome sugere. Emerge da porção superior do gânglio trigeminal e adentra a órbita 
através da fissura orbital superior. Para inervação de tais estruturas, divide-se em: 
• Nervo supra orbital: responsável pela inervação da pálpebra superior, parte do couro 
cabeludo e a pele da fronte. 
• Nervo supra troclear: responsável pela inervação da região da glabela, da pálpebra 
superior e da pele do nariz. 
 
 
27 
• Nervo frontal: responsável pela abrangência da área cutânea da fronte ea porção ântero-
posterior do couro cabeludo. 
• Nervo nasociliar e nervo lacrimal: responsáveis pela inervação do conteúdo da órbita 
(da glândula lacrimal pelo nervo lacrimal) e parte da cavidade nasal (pelo nervo nasociliar). 
• Nervo infra troclear: responsável pela inervação da raiz do nariz e da pele das pálpebras. 
• Ramo nasal externo: responsável pela inervação da pele do dorso do nariz. 
O nervo maxilar (V2): é o segundo ramo do nervo trigêmeo, sendo responsável pela inervação 
da porção do terço médio da face, compreendendo as maxilas, abrangendo a área cutânea da 
fronte, porção ântero-posterior do couro cabeludo e lábio superior. Diante das suas atribuições, 
divide-se da seguinte forma: 
• Nervo infra orbital: responsável pela inervação da região lateral do nariz, pele e mucosa 
do lábio superior e pele da pálpebra inferior. 
• Nervo zigomático facial: responsável pela inervação da pele que recobre o osso 
zigomático. 
• Nervo zigomático temporal: responsável pela inervação da porção mais anterior da pele 
da fossa temporal, além da pele da porção lateral da fronte. 
• Nervos alveolares superiores: responsáveis pela inervação dos dentes da arcada dentária 
superior, possuindo ainda, uma subdivisão (nervo alveolar superior posterior, nervo alveolar 
superior médio e nervo alveolar superior anterior). A título de curiosidade, são de extrema 
importância para a área odontológica, uma vez que as técnicas anestésicas possuem estes 
ramos como referência. 
• Nervo palatino maior: responsável pela inervação da região de palato duro, no interior da 
cavidade oral. 
• Nervo palatino menor: responsável pela inervação da região de palato mole, no interior 
da cavidade oral. 
• Nervo nasopalatino: responsável pela inervação da região de extremidade do palato, 
próximo aos dentes incisivos da arcada dentária superior. 
O nervo mandibular: é o terceiro e último ramo do nervo trigêmeo, sendo considerado o seu 
maior ramo. Possui duas raízes: uma sensitiva, que tem origem no ângulo inferior do trigêmeo e 
outra motora, que tem origem no núcleo motor localizado no bulbo e no tronco encefálico. Estes se 
unem logo após a saída deste nervo pelo forame oval, na parte interna do crânio. 
Raiz sensitiva: as áreas inervadas são a pele da região temporal, orelha, bochecha, lábio inferior 
e a porção inferior da face, além da mucosa da bochecha, 2/3 anteriores da língua, os dentes 
inferiores, a própria mandíbula e a articulação temporomandibular (ATM). 
Raiz motora: é responsável pela inervação dos músculos da mastigação, tais como o músculo 
masseter, o músculo temporal, o músculo pterigoideo lateral e o pterigoideo medial. Além disso, 
 
 
28 
também abrange os músculos milo-hioideo, digástrico (ventre anterior), tensor do tímpano e tensor 
do véu palatino. 
• Visto que possui a função de inervar o terço inferior da face, o nervo mandibular pode ser 
dividido em ramos anteriores e posteriores: 
• Ramos anteriores: responsáveis pela inervação motora dos músculos da mastigação e 
sensitiva das mucosas da bochecha e da gengiva. 
• Ramos posteriores: responsáveis pela inervação sensitiva, possuindo um pequeno 
componente motor, abrangendo áreas como a língua, os dentes inferiores e a pele do mento. 
O nervo facial constitui o sétimo (VII): par de nervos cranianos. É constituido por uma raiz 
motora (nervo facial propriamente dito) e uma raiz sensitiva (nervo intermédio). Ele controla os 
músculos da expressão facial e a sensação gustativa dos dois terços anteriores da língua. Também 
é responsável por levar as fíbras parassimpáticas para as glândulas submandibular e sublingual, 
através do nervo corda do tímpano e do gânglio submandibular; e também das glândulas lacrimais 
através do gânglio esfenopalatino 
• O ramo temporal do Nervo facial: emerge da margem superior da glândula parótida e 
cruza o arco zigomático para suprir os músculos auricular superior e auricular anterior; o 
ventre frontal do músculo occipitofrontal; e a parte superior do músculo orbicular do olho. 
• O ramo zigomático do Nervo facial: segue através de dois ou três ramos superiormente 
e, em especial, inferiormente ao olho para suprir a parte inferior do músculo orbicular do 
olho e outros músculos faciais inferiores à órbita. 
• O ramo bucal do Nervo facial: segue externamente ao músculo bucinador para suprir 
este músculo e os músculos do lábio superior (partes superiores do músculo orbicular da 
boca e fibras inferiores do músculo levantador do lábio superior). 
• O ramo marginal da mandíbula do Nervo facial: supre os músculos risório e do lábio 
inferior e do queixo. Emerge da margem inferior da glândula parótida e cruza a margem 
inferior da mandíbula profundamente ao músculo platisma até chegar à face. 
• O ramo cervical do Nervo facial: segue inferiormente a partir da margem inferior da 
glândula parótida e posteriormente à mandíbula para suprir o músculo platisma. 
 
 
 
 
 
 
29 
MÚSCULOS 
MÚSCULOS FACIAIS 
 
 
 
 
30 
 
Músculo orbicular da boca: Esse é o responsável por comprimir os lábios contra 
os dentes, fechar a boca e protair os lábios, sua origem são nas fossas incisivas e no 
tecido cutâneo da mandíbula e da maxila e ele insere-se nos lábios. Ocorre uma 
divisão em 3 partes, a semiorbicular superior, a semiorbicular inferior e o modíolo, é 
muito utilizado para indicar raiva ou ira. 
Músculo levantador do lábio superior e asa do nariz: Origina-se no processo 
frontal do osso maxilar e insere-se na asa do nariz e no lábio superior, e responsável 
pelo levantamento desses dois (asa e lábio) dilatando a narina e favorecendo 
expressões faciais 
 
 
31 
Músculo levantador do lábio superior: Como o nome sugere, ele é responsável 
pelo levantamento do lábio superior, comum em expressões faciais de riso, insulto ou 
desaprovação, sua origem é na margem infraorbital e sua inserção no lábio superior. 
Músculo zigomático menor: É responsável por realizar a tração do lábio superior 
também agindo do sorriso, origina-se no corpo do osso zigomático e insere-se no 
lábio superior. 
Músculo zigomático maior: É responsável pela tração do ângulo da boca 
facilitando o sorriso, origina-se no processo temporal do osso zigomático e insere-se 
no ângulo da boca 
Músculo levantador do ângulo da boca: É responsável por realizar elevar o 
ângulo da boca durante o riso, origina-se na fossa canina e insere-se no ângulo da 
boca. 
Músculo zigomático maior: É responsável pela tração do ângulo da boca 
facilitando o sorriso, origina-se no processo temporal do osso zigomático e insere-se 
no ângulo da boca. 
O músculo bucinador: Origina-se na região dos processos alveolares da maxila e 
da mandíbula e vai se inserir no ângulo da boca, tem como função tracionar o ângulo 
da boca lateralmente, distender a bochecha e fazer parte de movimentos como 
sucção, sorriso, beijo e assobio. 
Músculo abaixador/depressor do ângulo da boca: É responsável por realizar a 
tração do ângulo da boca para baixo, expressando sentimentos negativos, origina-se 
na porção anterior da linha oblíqua e insere-se no ângulo da boca. 
Músculo abaixador/depressor do lábio inferior: É responsável por realizar a 
tração do lábio inferior, para baixo e para os lados, origina-se na porção anterior da 
linha oblíqua e se insere no lábio inferior. 
Músculo mentoniano/mentual: É responsável por realizar a tração superiormente 
do mento e dobrar para fora o lábio inferior, em expressões duvidosas ou de choro, 
tem sua origem na fossa mentual e sua inserção no lábio inferior 
 
 
32 
Músculo occipitofrontal: faz parte do couro cabeludo e é responsável pela tração 
desse para trás, elevando os supercílios. A parte occipital fixa a aponeurose 
epicraniana para a ação do frontal à medida que a parte frontal eleva o supercílio, o 
que origina as rugas da expressão facial. 
Músculos auriculares: Como o nome deixa bem claro, são responsáveis pela 
movimentaçãodas orelhas, são 3, o auricular anterior, o auricular médio e o auricular 
posterior. O anterior origina-se na aponeurose epicrânica e insere-se na espinha da 
hélice; o médio também tem sua origem na aponeurose epicrânica, porém insere-se 
na face medial da orelha e por fim o posterior origina-se no processo mastóide e tem 
sua inserção na iminência da concha da orelha. 
Músculos orbitais: São aqueles responsáveis por fechar os olhos e auxiliar no 
escoamento da lágrima, sua origem se dá em 3 pontos, a margem medial da órbita, 
no osso lacrimal e no processo frontal do osso maxilar e ele vai inserir-se em volta da 
órbita ocular e nas pálpebras. 
Músculo corrugador do supercílio: É responsável por tracionar a sobrancelha 
medialmente, causando uma expressão de concentração ou seriedade, sua origem é 
na região medial do arco superciliar e sua inserção na lateral da pele do supercílio. 
Músculo prócero: Vai tracionar inferiormente, aproximando assim os supercílios e 
enrugando a glabela, ele vai ter sua origem ligada à sutura frontonasal, além da 
cartilagem do nariz e vai se inserir na glabela. 
Músculo nasal: Tem sua origem atrelada a fossa incisiva, contudo esse vai ter 2 
inserções uma na região alar e outra na região transversa, a primeira, como bem diz 
o nome, insere-se na asa do nariz, e a segunda por sua vez, tem sua fixação na parte 
dorsal do nariz. 
Músculo risório: Origina-se na pele da bochecha e na fáscia massetérica e insere-
se na pele da bochecha, é responsável principalmente pelo riso forçado, pois vai 
tracionar súpero- lateralmente o ângulo da boca. 
 
 
 
33 
MASSETER 
 
Origem Arco zigomático 
Inserção 
Fascículo Superficial: Ângulo e ramo da 
mandíbula. 
Fascículo Profundo: Ramo e processo 
coronóide da mandíbula 
Inervação 
Nervo massetérico (Ramo mandibular 
do nervo Trigêmeo – V Par Craniano). 
Ação 
Elevação (oclusão) da mandíbula. 
 
 
 TEMPORAL 
 
 
 
34 
Origem Face externa do temporal. 
Inserção 
Processo coronóide da mandíbula e face 
anterior do ramo da mandíbula. 
Inervação 
Nervo temporal (Ramo mandibular do 
nervo Trigêmeo – V Par Craniano). 
Ação 
Elevação (oclusão) e retração da 
mandíbula. 
 
PTERIGÓIDEO LATERAL 
 
Origem 
Cabeça Superior: Asa maior do 
esfenóide. 
Cabeça Inferior: Face lateral da lâmina 
lateral do processo pterigóide do osso 
esfenóide. 
Inserção 
Cabeça Superior: Face anterior do disco 
articular 
Cabeça Inferior: Côndilo da mandíbula 
Inervação 
Nervo do pterigoideo lateral (Ramo 
mandibular do nervo Trigêmeo – V par 
craniano). 
Ação 
Abertura da boca e protrusão da 
mandíbula. Move a mandíbula de um 
lado para o outro 
 
 
 
35 
PTERIGOIDEO MEDIAL 
 
Origem 
Face medial da lâmina lateral do 
processo pterigóideo do osso esfenóide 
Inserção 
Face medial do ângulo e ramo da 
mandíbula. 
Inervação 
Nervo do pterigóideo medial (Ramo 
mandibular do nervo Trigêmeo – V par 
craniano). 
Ação Elevação (oclusão) da mandíbula 
 
 
36 
MÚSCULOS DO PESCOÇO 
 
ESTERNOCLEIDOMASTOIDEO 
Origem 
manúbrio do esterno, e a cabeça 
clavicular, da porção média da clavícula. 
Inserção 
Inserção Superior: Processo mastoide 
e linha nucal superior 
Inserção Inferior: Face anterior do 
manúbrio do esterno junto à face 
superior e borda anterior 
do 1/3 medial da clavícula 
Inervação 
C2, C3 e parte espinhal do nervo 
Acessório (11º par craniano) 
Ação Fixo Superiormente: Ação Inspiratória 
 
 
37 
Contração Unilateral: Flexão, Inclinação 
Homolateral e rotação com a 
face virada para o lado oposto 
Contração Bilateral: Flexão da Cabeça 
 
ESCALENO ANTERIOR 
Origem 
tubérculo anterior das apófises 
transversais de C3 a C6. 
Inserção 
Inserção Superior: Tubérculos 
anteriores dos processos transversos da 
3ª à 6ª vértebras cervicais 
Inserção Inferior: Face superior da 1ª 
costela (tubérculo do escaleno 
anterior) 
Inervação 
Ramos dos nervos cervicais inferiores 
Ação 
Elevação da primeira Costela e 
inclinação Homolateral do 
Pescoço – Ação Inspiratória 
 
ESCALENO MÉDIO 
Origem 
tubérculo posterior dos processos 
(apófises) transversos da terceira à 
sétima vértebras cervicais 
Inserção 
Inserção Superior: Tubérculos 
anteriores dos processos transversos da 
2ª à 7ª vértebras cervicais 
Inserção Inferior: Face superior da 1ª 
costela 
Inervação 
Ramos dos nervos cervicais inferiores 
Ação 
Elevação da primeira Costela e 
Inclinação 
Homolateral do Pescoço – Ação 
Inspiratóriaface virada para o lado 
 
 
38 
oposto. Contração Bilateral: Flexão da 
Cabeça 
 
ESCALENO POSTERIOR 
Origem 
tubérculo posterior dos processos 
(apófises) transversos da quinta à 
sétima vértebras cervicais 
Inserção 
Inserção Superior: Processo jugular do 
occipital 
Inserção Inferior: Processo transverso 
de atlas 
Inervação 
Ramo da alça cervical entre o 1º e 2º 
nervos cervicais 
Ação Inclinação Homolateral da Cabeça. 
 
RETO LATERAL DA CABEÇA 
Origem 
superfície superior do processo 
transverso do atlas (C1) 
Inserção 
Inserção Superior: Processo mastoide 
e linha nucal superior 
Inserção Inferior: Face anterior do 
manúbrio do esterno junto à face 
superior e borda anterior 
do 1/3 medial da clavícula 
Inervação 
C2, C3 e parte espinhal do nervo 
Acessório (11º par craniano) 
Ação 
Fixo Superiormente: Ação Inspiratória 
Contração Unilateral: Flexão, Inclinação 
Homolateral e rotação com a 
face virada para o lado oposto 
Contração Bilateral: Flexão da Cabeça 
 
 
 
39 
LONGO DA CABEÇA 
Origem 
tubérculos anteriores dos processos 
transversos da terceira à sexta 
vértebras cervicais 
Inserção 
Inserção Superior: Processo basilar do 
occipital 
Inserção Inferior: Tubérculos anteriores 
dos processos transversos da 3ª à 6ª 
vértebras cervicais 
Inervação 
C1, C2 e C3 
Ação Flexão da Cabeça. 
 
RETO ANTERIOR DA CABEÇA 
Origem 
superfície anterior da massa lateral do 
atlas (primeira vértebra cervical) e na 
raiz de seu processo transverso 
Inserção 
Inserção Superior: Processo basilar do 
occipital 
Inserção Inferior: Processo transverso e 
superfície anterior de atlas 
Inervação 
Ramo da alça cervical entre C1 e C2 
Ação Flexão da Cabeça. 
 
LONGO DO PESCOÇO 
Origem 
possui várias origens da terceira à 
quinta vértebras cervicais 
Inserção 
Inserção Superior: Tubérculo do arco 
anterior do Atlas 
Inserção Inferior: Tubérculo anterior 
dos processos transversos de C3 e C5 
 
 
40 
Inervação 
ramos anteriores dos nervos espinhais 
de C2 a C6 
Ação auxilia 
 
PORÇÃO OBLÍQUO INFERIOR 
Origem Processo espinhoso do áxis 
Inserção 
Inserção Superior: Tubérculo anterior 
dos processos transversos de C5 e C6 
Inserção Inferior: Corpos vertebrais de 
T1 a T3 
Inervação 
Ramo posterior do nervo espinhal C1 
(nervo suboccipital) 
Ação 
Contraçãpo bilateral - Artculação 
atlanto-occipital: extensão da cabeça 
Contração unilateral - Articulação 
atlanto-axial: rotação da cabeça 
(ipsilateral) 
 
PORÇÃO VERTICAL 
Origem 
Inserção 
Inserção Superior: Corpos vertebrais de 
C2 a C4 
Inserção Inferior: Corpos vertebrais de 
C5 a T3 
Inervação 
Ramos de C2 à C7 
Ação 
Flexão do Pescoço e Inclinação 
Homolateral 
 
MÚSCULOS SUPRA-HIÓIDEOS 
 
 
41 
 
 
DIGÁSTRICO 
Origem 
O ventre anterior se origina da fossa 
digástrica da mandíbula, enquanto o 
ventre posterior se origina do eminência 
mastóidea do osso temporal. 
Inserção 
INSERÇÃO SUPERIOR: 
Ventre Anterior: Fossa digástrica da 
mandíbula 
Ventre Posterior: Processo mastoide 
 
 
42 
INSERÇÃO INFERIOR: Corpo do osso 
hioide 
Inervação 
Nervo Facial (ventre posterior) e Nervo 
Mandibular (ventre anterior) 
Ação 
Elevação do Osso Hioide e Abaixamento 
da Mandíbula (abertura da boca). O 
ventre anterior traciona o osso hioide 
para frente e o ventre posterior para 
trás. 
 
ESTILOIDEO 
Origem 
superfície posterior do processo 
estiloide do osso temporal 
Inserção 
Inserção Superior: Processo estiloideInserção Inferior: Corpo do osso hioide 
Inervação 
Nervo Facial (VII par craniano) 
Ação Elevação e Retração do Osso Hioide. 
 
MILOIÓDEO 
Origem 
se origina por todo o comprimento da 
linha milo-hióidea na superfície interna 
da mandíbula 
Inserção 
Inserção Superior: Linha milo-hioidea da 
mandíbula 
Inserção Inferior: Corpo do osso hioide 
Inervação 
Nervo Mandibular (Ramo do nervo 
Trigêmeo – V par craniano) 
Ação Elevação do osso Hioide e da Língua. 
 
 
 
43 
GENIO-HIÓIDEO 
Origem 
espinha mentual (espinha mentoniana) 
na superfície interna da mandíbula, de 
onde se irradia para o corpo do osso 
hioide 
Inserção 
Inserção Superior: Espinha mentoniana 
da mandíbula 
Inserção Inferior: Corpo do osso hioide 
Inervação 
Nervo Hipoglosso (C1) 
Ação 
Tração Anterior do osso Hioide e da 
Língua. 
 
MÚSCULOS INFRA-HIÓIDEOS 
 
 
 
44 
 
ESTERNO HIÓIDEO 
Origem 
face pósterosuperior do manúbrio do 
esterno e da superfície posterior da 
extremidade medial da clavícula 
Inserção 
Inserção Superior: Corpo do osso hioide 
Inserção Inferior: Face posterior do 
manúbrio do esterno e ¼ medial da 
clavícula 
Inervação 
Ramos da Alça Cervical (N. do 
Hipoglosso) com fibras de C1 à C3 
Ação 
Baixar o Osso Hioide. 
 
ESTERNOTIREOIÓIDEO 
Origem 
Origina-se na borda posterior da 
cartilagem costal da primeira costela, 
assim como na superfície posterior do 
manúbrio do esterno 
 
 
45 
Inserção 
Inserção Superior: Cartilagem tireoide 
Inserção Inferior: Face posterior do 
manúbrio do esterno 
Inervação 
Inervação: Ramos da Alça Cervical (N. 
do Hipoglosso) com fibras de C1 à C3 
Ação Baixar a Cartilagem Tireoide 
 
TIREÓIDEO 
Origem 
se origina por todo o comprimento da 
linha milo-hióidea na superfície interna 
da mandíbula 
Inserção 
Inserção Superior: Corno maior do osso 
hioide 
Inserção Inferior: Cartilagem tireoide 
Inervação 
Nervo do Hipoglosso (C1 e C2) 
Ação Baixar o Osso Hioide. 
 
OMOIOIDEO 
Origem 
se origina da borda superior da 
escápula, medial à incisura 
supraescapular. 
Inserção 
Inserção Superior: Corpo do osso hioide 
Inserção Inferior: Borda superior da 
escápula 
Inervação 
Ramos da Alça Cervical (N. do 
Hipoglosso) com fibras de C1 à C3 
Ação Baixar o Osso Hioide 
 
 
 
 
46 
ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR 
ATM: A articulação temporomandibular (ATM) é a principal conexão entre o crânio e a mandíbula. 
Ela é formada por um conjunto de estruturas: 
• a fossa mandibular do osso temporal 
• o disco articular 
• a cabeça e o côndilo da mandíbula 
• os ligamentos adjacentes 
Cápsula articular: se origina da borda da fossa mandibular, envolve o tubérculo articular do osso 
temporal e se insere no colo da mandíbula, acima da fóvea pterigóidea. A cápsula articular é frouxa, 
permitindo que a mandíbula se desloque anteriormente de forma natural, sem danificar suas fibras. 
 
Disco articular: separa a articulação temporomandibular em dois compartimentos:O compartimento 
superior é limitado superiormente pela fossa mandibular do osso temporal e inferiormente pelo 
próprio disco articular. Ele contém 1,2 ml de líquido sinovial e é responsável pelo movimento de 
translação da articulação. 
Compartimento inferior: é limitado superiormente pelo disco articular, e inferiormente pelo 
côndilo da mandíbula. Ele é ligeiramente menor que o compartimento superior, contendo em média 
0,9 ml de líquido sinovial. O compartimento inferior permite movimentos rotacionais. 
 
 
47 
 
Movimentação: A.T.M é uma das articulações mais complexas do corpo, ela proporciona um 
movimento de dobradiça em um plano, uma articulação ginglimoidal, ao mesmo tempo que promove 
movimentos de deslizamento, o que classifica também como artroidal, sendo a denominação mais 
completa, uma articulação: Ginglimoartrodial. 
A ATM recebe o sangue de três artérias 
• O suprimento principal vem da artéria auricular profunda (ramo da artéria maxilar) 
• Artéria temporal superficial (um ramo terminal da artéria carótida externa). 
• Artéria timpânica anterior (também ramo da artéria maxilar). 
• A drenagem venosa se dá através da veia temporal superficial e da veia maxilar. 
Nervo mandibular (terceiro ramo do nervo trigêmeo): é o principal responsável pela 
inervação da ATM. O nervo massetérico e os nervos temporais profundos também auxiliam na 
inervação desta articulação. 
Fibras parassimpáticas do gânglio ótico: estimulam a produção de líquido sinovial. Neurônios 
simpáticos do gânglio cervical superior atingem a articulação juntamente com os vasos, e possuem 
um papel na percepção da dor e na monitorização do volume sanguíneo. 
 
 
 
48 
 
A ATM é sustentada pelos seguintes ligamentos: 
• Os ligamentos colaterais medial e lateral: (também conhecidos como ligamentos discais) 
conectam os lados medial e lateral do disco articular com os lados correspondentes do côndilo 
mandibular. 
• O ligamento temporomandibular: está localizado no aspecto lateral da cápsula, e sua função 
inclui a prevenção de deslocamentos laterais ou posteriores do côndilo. 
• O ligamento estilomandibular: se origina do processo estiloide e se insere no ângulo da 
mandíbula. Ele é responsável por permitir a protrusão da mandíbula. 
• O ligamento esfenomandibular: se estende entre a espinha do osso esfenoide e a língula da 
mandíbula. Ele contribui para a limitação dos movimentos de protrusão extensa e abertura 
da boca. 
 
 
49 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
50 
VASCULARIZAÇÃO 
 
Artérias carótidas externas: artérias tireóidea superior, faríngea ascendente, 
lingual, facial, occipital, auricular posterior, maxilar e temporal superficial. 
Artérias carótidas internas: artérias caroticotimpânica, vidiana, tentorial basal, 
tentorial marginal, meníngea, clival, hipofisária inferior, oftálmica, hipofisária superior, 
comunicante posterior, coroidéia anterior, cerebral anterior, cerebral média. 
Artérias vertebrais: cursam superiormente até ao cérebro dentro dos forames 
(buracos) transversos das vértebras cervicais, dando ramos meníngeos, musculares 
e espinhais para as estruturas adjacentes. 
 
 
51 
Tronco tireocervical: artérias tireóidea inferior, cervical ascendente, cervical 
transversa e supraescapular 
 
Principais Veias da Face: Veias facial, vertebral e tireóidea (inferior, média e 
superior) que drenam para as veias jugulares (interna, externa) 
 
 
 
 
 
 
52 
REFERÊNCIAS 
 
• MADEIRA, M. C. Anatomia da face. 7 ed. São Paulo: Sarvier, 2010. 
 
• NETTER, Frank H.. Atlas de anatomia humana. 7ª ed. RIO DE JANEIRO: Elsevier, 
2019. 
 
• SOBOTTA, Atlas de Anatomia Humano. Vol.1, 22ed., 2002 
 
• Ralf J. Radlanski , Karl H. Wesker - A Face - Atlas Ilustrado de Anatomia Clínica 
2ªEd - 2016 
 
• PHF Caria - Anatomia Geral e Odontológica - 2014 
 
• Texeira, Souza - Anatomia Aplicada a Odontologia - 2008

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