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O filme Apocalypto retrata o período pré-colonial onde existia a prevalência das tribos Maias na Mesoamérica pré-colombiana e destaca uma sociedade complexa, marcada por rituais com sacrifícios humanos, estratificação social e exploração ambiental, antes do “descobrimento” da América pelos colonizadores espanhóis. O filme retrata costumes de uma tribo local, a caça que era desenvolvida pelos jovens caçadores, os rituais e as interações sociais e com os familiares. O surgimento dos Maias e sua estrutura urbana predatória, aprisionavam as pequenas tribos pelos caçadores com maior agilidade e através de combates violentos, pois possuíam maior agilidade e armamento. A vida urbana era muito diversa da vida tribal simples e caçadora. A vida urbana, elitizada, monopolizava o conhecimento para realizar sacrifícios humanos e essas práticas refletem uma complexidade social e religiosa desses povos conhecidos como Maias e Astecas antes do contato com o colonizador europeu. A caça de humanos e o medo imposto pelos guerreiros certificavam uma organização política de dominação. Os prisioneiros mais fortes eram selecionados para participarem de um ritual e as mulheres prisioneiras eram negociadas. Os Maias acreditavam que o ritual de sacrifício agradava ao Deus Sol, denominado por Kulkulkan, e o meio de dar continuidade ao seu povo com a prosperidade nas colheitas era realizando esses rituais de sacrifício. Fica evidente com a cena final, quando os primeiros navios espanhóis aparecem na costa, o choque entre culturas tão diversas, o “novo” mundo é engolido de forma bem sutil num primeiro momento pelo “velho” mundo, simbolizando o fim da civilização pré-colombiana e marcando a transição violenta para a colonização, cuja a superioridade tecnológica europeia e a doença dizimaria como um verdadeiro apocalipse esses povos.