Logo Passei Direto
Buscar

Artigo DAC

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Journal of Medical and Biosciences Research 
Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. 
Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. 
 
 
 
Doença Arterial Coronariana: Causas, 
diagnóstico e abordagens 
terapêuticas 
 
 
Amanda Henrique Santana* 
Residente de Clínica Médica do Hospital 
Dr. Carlos Macieira 
 
Ana Flávia Nobre Farias 
Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação – IBMR 
 
Raul Felipe Oliveira Véras 
Universidade Regional do Cariri - URCA 
 
Wandemario Lira de Brito 
UCP - PY 
 
Jonathan Sousa Amorim 
FAMENE 
 
Amanda Gomes Sobrinho 
Universidade de Cuiabá – UNIC 
 
Carolina Simas Melo 
UNIFAP 
 
Pedro Castro Cardoso 
Universidade do Estado do Rio de Janeiro 
 
Ana Luize Aguiar Macedo 
Universidade Nilton Lins 
 
Tayná Lima Rodrigues Silva 
Universidade Nilton Lins 
 
Lenartson Torres Barbosa 
Centro Universitário Unifacisa 
 
Ana Flávia da Silva Rodrigues Alves Ramos 
Médica 
 
Renato Martins Antunes 
Médico 
 
RESUMO: A Doença Arterial Coronariana (DAC) 
é uma condição cardiovascular prevalente e de 
alto impacto global, incluindo no Brasil, 
caracterizada pela obstrução das artérias 
coronárias devido à acumulação de placas de 
gordura. Esta doença não apenas representa uma 
das principais causas de morbidade e 
mortalidade, mas também impõe custos 
econômicos significativos aos sistemas de saúde. 
As abordagens terapêuticas para a DAC são 
multifacetadas e incluem mudanças no estilo de 
vida, como dieta saudável, exercício físico regular 
e cessação do tabagismo, fundamentais para 
reduzir os fatores de risco. Além disso, 
tratamentos farmacológicos, como estatinas e 
antiagregantes plaquetários, são essenciais para 
controlar sintomas e prevenir complicações. 
Procedimentos invasivos, como angioplastia e 
cirurgia de revascularização miocárdica, são 
realizados quando necessário para restaurar o 
fluxo sanguíneo ao coração. A gestão eficaz de 
comorbidades, como diabetes e hipertensão, 
também desempenha um papel crucial no manejo 
da DAC. Educação e conscientização pública são 
componentes essenciais para promover 
mudanças de comportamento e prevenir o 
desenvolvimento da doença. Em resumo, a 
abordagem integrada e multidisciplinar da DAC 
visa não apenas tratar os sintomas, mas também 
reduzir a incidência da doença através da 
promoção de hábitos de vida saudáveis e do 
manejo eficaz de fatores de risco 
cardiovasculares, destacando-se como uma 
estratégia vital na melhoria dos resultados de 
saúde cardiovascular em escala global. 
 
Palavras-chave: Doença Arterial Coronariana; 
Diagnóstico; Fatores de risco. 
Journal of Medical and Biosciences Research 
Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. 
Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. 
 
 
Journal of Medical and Biosciences Research 
vol. 1, núm. 2, 2024 
 
Amanda Henrique Santana 
*Autor correspondente: 
amanda.chemmel@gmail.com 
 
Recepção: 08/06/2024 
Aprovação: 21/06/2024 
Publicação: 11/07/2024 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Journal of Medical and Biosciences Research, 
2024, vol. 1, núm. 2. 
 
 
 
 
ABSTRACT: Coronary Artery Disease (CAD) is a 
prevalent and high-impact cardiovascular condition 
globally, including in Brazil, characterized by 
obstruction of the coronary arteries due to the 
accumulation of fatty plaques. This disease not only 
represents a leading cause of morbidity and 
mortality, but also imposes significant economic 
costs on healthcare systems. Therapeutic 
approaches for CAD are multifaceted and include 
lifestyle changes, such as a healthy diet, regular 
exercise and smoking cessation, which are 
fundamental to reducing risk factors. Furthermore, 
pharmacological treatments, such as statins and 
antiplatelet agents, are essential to control 
symptoms and prevent complications. Invasive 
procedures, such as angioplasty and coronary artery 
bypass surgery, are performed when necessary to 
restore blood flow to the heart. Effective 
management of comorbidities such as diabetes and 
hypertension also play a crucial role in the 
management of CAD. Education and public 
awareness are essential components to promote 
behaviour changes and prevent the development of 
the disease. In summary, the integrated and 
multidisciplinary approach to CAD aims not only to 
treat the symptoms, but also to reduce the incidence 
of the disease through the promotion of healthy 
lifestyle habits and the effective management of 
cardiovascular risk factors, standing out as a vital 
strategy in the improving cardiovascular health 
outcomes on a global scale. 
 
 
Keywords: Coronary artery disease; Diagnosis; 
Risk factors. 
mailto:amanda.chemmel@gmail.com
Journal of Medical and Biosciences Research 
Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. 
Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. 
 
 
INTRODUÇÃO 
A Doença Arterial Coronariana (DAC) é uma condição cardiovascular 
prevalente e de significativa importância clínica e social. Caracterizada pela formação 
de placas de ateroma nas artérias coronárias, a DAC é a principal causa de morte em 
muitos países desenvolvidos. A sua complexidade reside na interação de múltiplos 
fatores de risco, incluindo hipertensão, hiperlipidemia, tabagismo e diabetes mellitus, 
que contribuem para o desenvolvimento e progressão da doença (Précoma et al., 
2019; Sá et al., 2024). 
Além dos fatores de risco tradicionais, como idade avançada e história familiar 
de doença cardiovascular, a DAC pode manifestar-se de diversas formas, desde 
angina estável até síndromes coronarianas agudas graves, como o infarto agudo do 
miocárdio (Pesaro et al., 2004). Essas manifestações refletem a complexidade da 
interação entre a obstrução das artérias coronárias e a demanda aumentada de 
oxigênio pelo miocárdio. A compreensão detalhada da patofisiologia da DAC revela 
um processo gradual de acumulação de placas ateroscleróticas nas paredes dos 
vasos, que pode eventualmente resultar em obstrução parcial ou total do fluxo 
sanguíneo coronariano. A isquemia resultante pode desencadear sintomas como dor 
no peito, dispneia e, em casos mais graves, arritmias cardíacas e morte súbita (Bocchi 
et al., 2009; Pinho et al., 2010). 
As estratégias de prevenção e tratamento da DAC envolvem não apenas 
intervenções farmacológicas, como antiagregantes plaquetários e estatinas para 
controlar fatores de risco lipídicos, mas também mudanças no estilo de vida, incluindo 
dieta saudável, exercício físico regular e cessação do tabagismo (Sá et al., 2024). 
Além disso, procedimentos invasivos, como angioplastia coronariana e cirurgia de 
revascularização miocárdica, são utilizados para restaurar o fluxo sanguíneo 
coronariano em casos de obstrução significativa (Holanda et al., 2023). Portanto, a 
DAC representa um desafio contínuo para a saúde pública, exigindo abordagens 
integradas e personalizadas para prevenção, diagnóstico e manejo eficaz, com o 
objetivo de reduzir sua incidência e impacto devastador na qualidade de vida dos 
indivíduos afetados. 
MATERIAIS E MÉTODOS 
Journal of Medical and Biosciences Research 
Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. 
Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. 
 
 
Esta revisão da literatura abrangeu artigos científicos publicados entre 2002 e 
2024, indexados nas bases de dados PubMed, Web of Science, Latindex e Scopus. 
A busca utilizou os descritores "Doença Arterial Coronariana", "Diagnóstico", 
"Internações" e "Abordagens Terapêuticas", combinados com os operadores 
booleanos "AND" e "OR". Este estudo visa compilar e analisar as evidências mais 
recentes sobre diagnóstico, gestão hospitalar e opções terapêuticas para DAC, 
proporcionando uma visão abrangente das práticas atuais e das tendências 
emergentes no campo. 
Foi empregada uma abordagem predominantemente quantitativa na 
pesquisa, complementada pela inclusão de estudos qualitativosrelevantes para uma 
compreensão abrangente do tema. Este estudo envolveu principalmente 
análises de estudos bibliográficos e de campo, incluindo ensaios clínicos 
randomizados, estudos de coorte, estudos de caso-controle e revisões sistemáticas 
RESULTADOS 
Os resultados desta revisão fornecem uma análise dos aspectos fundamentais 
da Doença Arterial Coronariana, incluindo dados epidemiológicos, causas, fatores de 
risco, diagnóstico, abordagens terapêuticas e a importância no contexto de saúde 
pública. Essa análise fornecerá uma compreensão abrangente da situação atual 
da doença no Brasil, destacando desafios e oportunidades para o controle e 
prevenção 
DIAGNÓSTICO 
O diagnóstico da Doença Arterial Coronariana (DAC) geralmente envolve uma 
combinação de histórico médico detalhado, exame físico, testes não invasivos e, em 
alguns casos, procedimentos invasivos (Mansur et al., 2004; César et al., 2015). Aqui 
estão alguns dos principais métodos utilizados (Tabela 1). 
Tabela 1. Principais métodos utilizados no diagnóstico da Doença Arterial Coronariana. 
História Clínica e Exame Físico O médico irá realizar uma entrevista 
detalhada para avaliar sintomas como dor 
no peito (angina), dispneia, fadiga ou 
sintomas de insuficiência cardíaca. O 
exame físico pode revelar sinais de doença 
Journal of Medical and Biosciences Research 
Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. 
Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. 
 
 
cardiovascular, como hipertensão arterial, 
sopro cardíaco, entre outros. 
Eletrocardiograma (ECG) Um ECG registra a atividade elétrica do 
coração e pode mostrar alterações 
sugestivas de isquemia ou infarto do 
miocárdio. 
Testes de Esforço Também conhecido como teste 
ergométrico, é um exame no qual o 
paciente é submetido a esforço físico 
gradual enquanto monitora-se o ECG e, em 
alguns casos, a pressão arterial. Alterações 
no ECG durante o exercício podem indicar 
comprometimento coronariano 
Ecocardiograma Utiliza ultrassom para avaliar o 
funcionamento do coração, incluindo a 
contratilidade do músculo cardíaco e a 
presença de áreas de isquemia. 
Cintilografia Miocárdica Envolve a injeção de uma substância 
radioativa que é captada pelo músculo 
cardíaco durante o repouso e após o 
estresse induzido por exercício ou 
medicamento. Isso permite avaliar o fluxo 
sanguíneo coronariano e identificar áreas 
de isquemia 
Tomografia Computadorizada (CT) 
Coronariana 
Utiliza raios-X para criar imagens 
detalhadas das artérias coronárias, 
avaliando a presença de placas de ateroma 
e estreitamentos. 
Angiografia Coronariana Considerada o padrão ouro para 
diagnóstico, a angiografia é um 
procedimento invasivo no qual um cateter é 
inserido em uma artéria periférica e 
avançado até as artérias coronárias. Um 
Journal of Medical and Biosciences Research 
Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. 
Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. 
 
 
contraste é injetado para visualizar 
obstruções e estreitamentos das artérias 
coronárias. 
 
ABORDAGENS TERAPÊUTICAS 
As abordagens terapêuticas para a DAC são amplas e incluem intervenções 
destinadas a controlar sintomas, reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida 
dos pacientes. Essas abordagens abrangem desde mudanças no estilo de vida até 
tratamentos farmacológicos e procedimentos invasivos, conforme necessário 
(Carvalho et al., 2020). 
A adoção de uma dieta saudável, rica em frutas, vegetais e grãos integrais, e a 
redução do consumo de gorduras saturadas e trans são fundamentais. O controle do 
peso corporal, a prática regular de exercícios físicos e a cessação do tabagismo 
também são estratégias cruciais para reduzir o risco cardiovascular (Rique et al., 
2002). Medicamentos também desempenham um papel crucial no manejo da DAC. 
Isso inclui o uso de estatinas para reduzir o colesterol LDL, antiagregantes 
plaquetários como a aspirina para prevenir a formação de coágulos, betabloqueadores 
para controlar a pressão arterial e reduzir a carga no coração, e inibidores da enzima 
conversora de angiotensina (IECAs) ou bloqueadores dos receptores da angiotensina 
(BRAs) para gerenciar a pressão arterial e proteger os rins (Précoma et al., 2019). 
Quando indicado, procedimentos como angioplastia coronariana com 
colocação de stent são realizados para abrir artérias estreitadas e restaurar o fluxo 
sanguíneo adequado ao coração. Em casos mais graves, a cirurgia de 
revascularização miocárdica (CRM), comumente conhecida como ponte de safena ou 
mamária, pode ser realizada para criar novas vias de circulação sanguínea ao redor 
das obstruções (Rochitte, 2006). É essencial controlar comorbidades como diabetes, 
hipertensão e dislipidemia, pois essas condições podem agravar a DAC. A gestão 
cuidadosa desses fatores de risco é crucial para melhorar os resultados clínicos e 
reduzir o risco de complicações cardiovasculares (Sá et al., 2024). A escolha da 
abordagem terapêutica depende da gravidade da doença, dos sintomas 
apresentados, das características individuais do paciente e das preferências pessoais. 
É fundamental que o tratamento seja personalizado e monitorado de perto por 
Journal of Medical and Biosciences Research 
Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. 
Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. 
 
 
profissionais de saúde, garantindo assim os melhores resultados a longo prazo para 
os pacientes com DAC. 
CAUSAS E FATORES DE RISCO 
A DAC é uma condição cardiovascular complexa e multifatorial, cujas causas e 
fatores de risco são amplamente estudados devido à sua prevalência e impacto 
significativo na saúde pública. A principal causa da DAC é a aterosclerose, um 
processo progressivo no qual placas de gordura, colesterol e outras substâncias se 
acumulam nas paredes das artérias coronárias. Essas placas podem endurecer, 
estreitar e, em casos avançados, bloquear parcial ou completamente o fluxo 
sanguíneo para o músculo cardíaco (Castro et al., 2022). 
A pressão arterial elevada é um dos principais fatores de risco, aumenta o 
estresse nas paredes das artérias coronárias, predispondo à formação de placas 
ateroscleróticas; 2) Hiperlipidemia, quando os níveis elevados de colesterol LDL 
(lipoproteína de baixa densidade) e baixos níveis de colesterol HDL (lipoproteína de 
alta densidade) estão associados ao depósito de colesterol nas artérias, promovendo 
o desenvolvimento de placas; 3) Tabagismo, representado pelas substâncias tóxicas 
presentes no cigarro que danificam as células endoteliais das artérias, acelerando o 
processo de aterosclerose; Diabetes Mellitus que está intimamente ligada à disfunção 
endotelial e à inflamação crônica das artérias, predispondo à formação de placas 
ateroscleróticas e Obesidade e Inatividade Física associada ao excesso de peso 
corporal, especialmente quando associado à falta de exercício físico regular, contribui 
para o desenvolvimento de resistência à insulina, dislipidemia e aumento da pressão 
arterial. Além desses fatores, idade avançada, histórico familiar de doença 
cardiovascular precoce e estresse psicossocial também são considerados 
importantes predisponentes para o desenvolvimento da DAC (Alves; Marques, 2009). 
PREVALÊNCIA E CUSTOS ECONÔMICOS 
Estudar a DAC é de suma importância devido ao seu impacto significativo na 
saúde pública e individual. Esta condição cardiovascular é a principal causa de morte 
em muitos países desenvolvidos, representando uma carga substancial para os 
sistemas de saúde e para a qualidade de vida dos pacientes afetados. A DAC está 
associada a uma série de desfechos adversos, incluindo infarto agudo do miocárdio, 
Journal of Medical and Biosciences Research 
Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. 
Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. 
 
 
angina instável e morte súbita. Além disso, pacientescom DAC frequentemente 
enfrentam complicações crônicas, como insuficiência cardíaca e arritmias, que podem 
ser debilitantes e exigir cuidados médicos contínuos (Bocchi et al., 2009; Pinho et al., 
2010). 
A prevalência da DAC continua a aumentar globalmente, impulsionada por 
fatores como envelhecimento populacional, mudanças nos estilos de vida e aumento 
da prevalência de fatores de risco, como diabetes e obesidade. Essa tendência coloca 
uma pressão substancial nos recursos de saúde, aumentando os custos associados 
ao tratamento e manejo da doença. A prevalência da DAC varia amplamente conforme 
os países e os grupos populacionais estudados. Em países desenvolvidos, como os 
Estados Unidos, estima-se que cerca de 16,5 milhões de adultos tenham DAC 
diagnosticada, com milhões mais em risco de desenvolvê-la devido a fatores de risco 
como hipertensão, diabetes e obesidade (American Heart Association, 2022). Em 
termos de custos econômicos, a DAC impõe um ônus substancial para os sistemas 
de saúde. Um estudo nos Estados Unidos estimou que os custos diretos relacionados 
à DAC, incluindo hospitalizações, procedimentos médicos e medicamentos, 
totalizaram aproximadamente $165 bilhões em 2019. Além dos custos diretos, há 
também os custos indiretos, como perda de produtividade devido à incapacidade de 
trabalhar ou morte prematura, que elevam ainda mais o impacto econômico dessa 
condição (Benjamin et al., 2020). Portanto, a DAC não só representa um desafio 
significativo para a saúde pública devido à sua alta prevalência e impacto na qualidade 
de vida dos indivíduos afetados, mas também exerce uma pressão considerável sobre 
os recursos financeiros dos sistemas de saúde em todo o mundo. 
Os custos econômicos associados à DAC no Brasil são significativos. Embora 
dados específicos de custos diretos e indiretos possam variar, sabe-se que a DAC 
contribui substancialmente para os gastos com saúde pública, incluindo 
hospitalizações, procedimentos médicos, medicamentos e custos relacionados à 
perda de produtividade e incapacidade de trabalho. Um estudo realizado no estado 
de São Paulo estimou que as doenças cardiovasculares, incluindo a DAC, foram 
responsáveis por uma parte substancial dos custos totais com internações 
hospitalares no sistema público de saúde (Ministério da Saúde, 2021). 
EDUCAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO 
Journal of Medical and Biosciences Research 
Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. 
Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. 
 
 
A educação sobre a DAC envolve informar o público em geral, profissionais 
de saúde e pacientes sobre os fatores de risco, sintomas, métodos de diagnóstico 
precoce e opções de tratamento. Para a população em geral, isso pode incluir 
campanhas de conscientização em mídias tradicionais e digitais, distribuição de 
material educativo em unidades de saúde e escolas, e programas comunitários para 
promover estilos de vida saudáveis. Para os profissionais de saúde, a educação 
contínua é crucial para melhorar o diagnóstico e manejo da DAC. Isso pode ser 
alcançado através de cursos de atualização, conferências médicas, e diretrizes 
clínicas atualizadas que incorporam as últimas evidências científicas. Os fatores de 
risco, sintomas, métodos de diagnóstico precoce e opções de tratamento (Costa et 
al., 2023). 
A conscientização sobre a DAC visa aumentar a compreensão pública sobre 
os fatores de risco modificáveis, como tabagismo, dieta inadequada, sedentarismo, 
hipertensão e diabetes. Ao conscientizar a população sobre esses fatores de risco e 
os benefícios de hábitos de vida saudáveis, pode-se incentivar mudanças 
comportamentais positivas que reduzam o risco de desenvolver DAC. Além disso, é 
importante conscientizar sobre os sinais e sintomas da DAC, como dor no peito, falta 
de ar e fadiga inexplicável, para incentivar a busca precoce por cuidados médicos e 
diagnóstico oportuno. 
CONCLUSÕES 
Em conclusão, a Doença Arterial Coronariana representa um desafio 
significativo para a saúde pública global, incluindo o Brasil, com suas altas taxas de 
prevalência e os custos econômicos associados ao seu manejo e tratamento. 
Abordagens terapêuticas abrangentes são essenciais para enfrentar essa condição 
complexa e multifacetada. As estratégias terapêuticas incluem mudanças no estilo 
de vida, como dieta saudável, exercício físico regular e cessação do tabagismo, que 
são fundamentais para reduzir os fatores de risco e melhorar a saúde cardiovascular. 
Além disso, tratamentos farmacológicos, como estatinas, antiagregantes 
plaquetários e betabloqueadores, desempenham um papel crucial no controle dos 
sintomas e na prevenção de complicações. 
Quando necessário, procedimentos invasivos, como angioplastia coronariana 
e cirurgia de revascularização miocárdica, são realizados para restaurar o fluxo 
Journal of Medical and Biosciences Research 
Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. 
Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. 
 
 
sanguíneo adequado ao coração. O manejo eficaz de comorbidades, como diabetes 
e hipertensão, também é essencial para otimizar os resultados clínicos e reduzir o 
risco de eventos cardiovasculares graves. No entanto, o sucesso no tratamento da 
DAC não depende apenas da aplicação de intervenções médicas, mas também de 
esforços contínuos em educação e conscientização pública. Educar a população 
sobre os fatores de risco, sintomas e medidas preventivas é crucial para promover 
mudanças de comportamento que possam reduzir a incidência da doença. 
Em suma, a abordagem integrada e multidisciplinar da DAC, que combina 
medidas preventivas, tratamentos médicos avançados e gestão eficaz de 
comorbidades, é fundamental para enfrentar esse importante problema de saúde 
pública e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos afetados. Portanto, 
investimentos contínuos em pesquisa, educação e políticas de saúde são 
necessários para mitigar o impacto da DAC e promover melhores resultados de 
saúde cardiovascular para a população global. 
REFERÊNCIAS 
ALVES, A.; MARQUES, I. R. Fatores relacionados ao risco de doença arterial 
coronariana entre estudantes de enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, 
v. 62, n. 6, p. 883–888, nov. 2009. 
BENJAMIN, E. J. et al. Heart disease and stroke statistics—2020 update: a report from 
the American Heart Association. Circulation, 141(9), e139-e596; 2020. 
BOCCHI, E. A. et al. III Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica. Arquivos 
Brasileiros de Cardiologia, v. 93, n. 1, p. 3–70, 2009. 
CARVALHO, T. et al.. Diretriz Brasileira de Reabilitação Cardiovascular – 2020. 
Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 114, n. 5, p. 943–987, maio 2020. 
CASTRO, T.F.V.F. et al. Disfunção endotelial e Aterosclerose. Brazilian Journal of 
Health Review, Curitiba, v. 5, n. 6, p. 25410-25410, nov./dec., 2022 
CÉSAR, L. A. M.; MANSUR, A. DE P.; FERREIRA, J. F. M.. Executive Summary of 
the Guidelines on Stable Coronary Disease. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 
105, n. 4, p. 328–338, out. 2015. 
COSTA, A. C. et al.. Factores que influyen en la alfabetización en salud de los 
pacientes con enfermedad arterial coronaria. Revista Latino-Americana de 
Enfermagem, v. 31, p. e3878, jan. 2023. 
HOLANDA, L.M.A et al. Importância da angioplastia no tratamento do infarto agudo 
do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST. Brazilian Journal of Health 
Review, Curitiba, v. 6, n. 6, p. 30692-30708, nov./dec., 2023 
Journal of Medical and Biosciences Research 
Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. 
Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. 
 
 
MANSUR, A.P. et al. Diretrizes de doença coronariana crônica angina estável. 
Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 83, p. 2–43, set. 2004. 
MINISTÉRIO DA SAÚDE DO BRASIL. Vigitel Brasil 2020: vigilância de fatores de risco 
e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília:Ministério da 
Saúde, 2021. 
PESARO, A. E. P.; SERRANO JR., C. V.; NICOLAU, J. C. Infarto agudo do miocárdio: 
síndrome coronariana aguda com supradesnível do segmento ST. Revista da 
Associação Médica Brasileira, v. 50, n. 2, p. 214–220, jan. 2004. 
PINHO, R. A. et al. Doença arterial coronariana, exercício físico e estresse oxidativo. 
Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 94, n. 4, p. 549–555, abr. 2010. 
PRÉCOMA, D. B. et al. Updated Cardiovascular Prevention Guideline of the Brazilian 
Society of Cardiology - 2019. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 4, p. 
787–891, out. 2019. 
RIQUE, A. B. R.; SOARES, E. DE A.; MEIRELLES, C. DE M.. Nutrição e exercício na 
prevenção e controle das doenças cardiovasculares. Revista Brasileira de Medicina 
do Esporte, v. 8, n. 6, p. 244–254, nov. 2002. 
ROCHITTE, C. E. A avaliação do stent coronariano pela tomografia computadorizada 
cardiovascular. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 87, n. 5, p. 560–561, nov. 
2006. 
SÁ, I. B. de; SILVA, D. R.; ROCHA, M. R.; FORTUNA, A. F. L.; ANDRADE, M. de F. 
Importância da prevenção primária e secundária na doença arterial 
coronariana. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 2, p. e68756, 2024. 
DOI: 10.34119/bjhrv7n2-313.

Mais conteúdos dessa disciplina