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A segurança deA segurança de
AcolhidaAcolhida
Profa Tamara Almeida
E-BOOK
Copyright © 2021 - Todos os direitos
reservados. Nenhuma parte desta obra
pode ser reproduzida, armazenada em um
sistema de recuperação ou transmitida de
qualquer forma ou por qualquer meio,
eletrônico, mecânico, fotocópia, gravação,
digitalização ou outro, sem a permissão
prévia por escrito do editor. 
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Assistente Social, Professora e Servidora Pública. ComAssistente Social, Professora e Servidora Pública. Com
mais de 12 anos de experiência no SUAS tendo atuadomais de 12 anos de experiência no SUAS tendo atuado
em todas as complexidades das Proteções Sociais doem todas as complexidades das Proteções Sociais do
Sistema Único. Especialista em Gestão Pública.Sistema Único. Especialista em Gestão Pública.
Especialista em Políticas Públicas: Gestão,Especialista em Políticas Públicas: Gestão,
Interdisciplinaridade e Famílias. Especialista em SaúdeInterdisciplinaridade e Famílias. Especialista em Saúde
Mental e Dependência Química. Mais de 2400 alunas A.SMental e Dependência Química. Mais de 2400 alunas A.S
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AUTORAAUTORA
Profa Tamara Almeida
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Com Carinho 
Profa Tamara
1   | Sobre o A.S. Transforma..............................07
2   | check List Acolhida.....................................09
SUMÁRIOSUMÁRIO
2 . 1 |
O que é vulnerabilidade
social..........................................................14
2 . 2 |
Usuários da Política de
Assistência Social...............................18
2 . 3 | A Acolhida Particularizada............21
2 . 4 | A Acolhida em Grupo......................22
2 . 5 | Oficina com Famílias.......................22
2 . 6 | Ações Comunitárias.........................23
2 . 9 | Mapa Mentais.......................................25
2 . 8 | Encaminhamentos............................24
2 . 7 | Ações Particularizadas....................23
3 . | Acolhida com os
diferentes......................................................27
S O B R E O A . S . T R A N S F O R M A
C A P Í T U L O 1
@ A S T R A N S F O R M A | 0 7
Prazer, Tamara. Eu estudei a maior parte da vida em Escolas
Públicas, sempre fui estudiosa quando fui para Escola Particular
(com bolsa de estudos, depois de fazer prova) me lembro
perfeitamente que me sentia inferior e envergonhada por não
possuir “varias coisas”. Não esqueço o dia que a professora de
português perguntou na sala coisas do tipo: “Quem não tem
computador” e só eu levantei a mão. “Quem escuta rádio” e só
eu levantei a mão.
Parecia que eu era o ET da sala, como assim você não tem
computador?? Todo mundo já tinha seus grupos formados e eu
por acaso não me “encaixava” em nenhum nesta época.
Quando eu lembro disso hoje eu tenho muita vontade de
compartilhar com vocês que através do estudo e da busca pelo
conhecimento a gente tem possibilidades de transformar a
nossa vida e a de outras pessoas.
A que antes era “ET” envergonhada por não ter roupa e
presente para ir na festa da amiga, computador para imprimir
os trabalhos, ultrapassou essas barreiras através do estudo.
Foi o meu conhecimento crítico que me fez ter coragem de abrir
a boca em plateias com mais de 200 pessoas, foi ele que não me
deixou duvidar que eu era capaz e que ninguém poderia me
inferiorizar.
Por isso, eu promovo através desse Instagram a sementinha
pela busca do conhecimento. Promovo a colaboração e a união
entre mulheres (Assistentes Sociais) que estão compartilhando
entre si experiencias no nosso Clube do Telegram e grupos dos
cursos, vocês se ajudam todos os dias. 
Tenho orgulho da Comunidade que criamos. 
U E 
C A P Í T U L O 1 | S O B R E O A . S . T R A N S F O R M A
C H E C K L I S T D A A C O L H I D A
C A P Í T U L O 2
@ A S T R A N S F O R M A | 0 9
@ A S T R A N S F O R M A | 
C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A
5 Habilidades Fundamentais
para Atuar como AS 
Linguagem boa e
simplificada;
Empatia;
Conhecimento: se
qualificar;
Comprometimento;
Franqueza: não prometer,
nao omitir;
@ A S T R A N S F O R M A | 
C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A
Como desenvolver uma boa acolhida?
1- Se não conhece o (a) usuário se apresenta, apresenta serviço, cria um
clima descontraído;
2 - Chamar pelo nome (costumo olhar no prontuário antes de começar o
atendimento, porque nem sempre a gente lembra mesmo, linguagem
acessível);
3- Optar pelo estilo de entrevista semi estruturada/ estruturada/ aberta
(planejamento/ horário/ local/ instrumento/ objetivo, sempre deixo espaço
em aberto);
4- Livre-se de preconceitos e pare de formar impressões antecipadas e
distorcidas dos usuários, se possível descontrair a conversa; 
5- Escuta Qualificada, mais ouvir do que falar, propor ações baseadas no
que a família trouxe de demandas. A escuta e valorização das informações
repassadas;
7- Local de trabalho organizado e humanizado. Falar do Sigilo, local do
atendimento adequado (criar relação de confiança);
8– Orientação Embasada, se não sabe seja sincera e diga que vai pesquisar
ou consultar um colega;
9 – Instituição com acessibilidade e recursos estruturais para trabalho; 
10 – Relacionamento de respeito (se usuário não quiser responder, não
precisa pressionar, pode colocar não informado no relatório); 
11- Silêncio Sensível (observar gestos, ouvir ativamente, sem muitas
interrupções)
Checklist 11 Pontos Práticos:
@ A S T R A N S F O R M A | 
C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A
Como desenvolver uma boa acolhida?
Acolher no serviço de proteção social básica significa receber e
reconhecer as demandas, interesses e possibilidades do indivíduo
ou família, conceder orientações e encaminhamentos para
assegurar os direitos sociais e o trabalho realizado nos serviços;
deve respeitar e ter compromisso com a história do indivíduo ou
família.
O acolhimento é realizado tendo em vista três objetivos: 
a) acesso a direitos sociais; 
b) criação de vínculos e; 
c)captar informações que embasem as decisões acerca das
intervenções a serem realizadas. 
Por que acolhida é importante?
Uma boa acolhida envolve olhar empático e respeitoso, ela favorece o vínculo
técnico e usuário, dessa forma a pessoa que você está atendendo vai se sentir
mais a vontade para trazer questões importantes e relativas aos seus desafios
diários, vulnerabilidades e potencialidades. 
Nessa etapa do atendimento normalmente acontece a coleta de dados iniciais
sobre essa família ou usuário que está atendendo. 
É no momento da acolhida que o profissional levanta quais são as demandas da
família, quais vão ser as ações e encaminhamentos propostos para as situações
trazidas? Trata-se de uma família para acompanhamento do serviço, ou
atendimento pontual? Essas questões já são explicitadas nessa etapa. 
@ A S T R A N S F O R M A | 
C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A
7 passos para realizar uma boa acolhida 
Apresentação Pessoal;
Chamar o usuário do
serviço pelo nome;
Escutar as demandas;
Repasse de informações
solicitadas/necessárias;
Encaminhamento caso a
demanda não esteja no
escopo do serviço;
Valorização do sujeito.
Responsabilização pelo
processo de atendimento
e/ou acompanhamento.
V U L N E R A B I L I D A D E S O C I A L 
C A P Í T U L O 2
@ A S T R A N S F O R M A | 1 4
O Q U E É V U L N E R A B I L I D A D E S O C I A L :
Vulnerabilidade social
Insuficiência de
renda 
Presença de tráfico
no entorno 
Outrasdimensões 
Pessoas sem
condição de
assegurar sua
subsistência 
Presença de
pessoas incapaz de
desenvolver
atividades de
autocuidado
Relações
familiares
fragilizadas
Os primeiros estudos compreenderam a vulnerabilidade somente a
partir do viés econômico partindo do pressuposto de que o fator
econômico influencia na redução de oportunidades, interfereindo
diretamente nas possibilidades de acesso a bens e serviço. 
A antropóloga Caroline Moser destaca que não é somente a
população pobre que sofre com as inseguranças, mas, a população
em geral, sendo destaque a proteção que essa tem e os recuros que 
@ A S T R A N S F O R M A | 
C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A
O que é vulnerabilidade social:
O conceito de vulnerabilidade social está relacionado a caracterização
da situação da população e começa a aparecer a partir da década de
1990. Em um primeiro momento, ele é multifacetado, com várias
dimensões que identificam situações de vulnerabilidade de
indivíduos, famílias e coletividades. Entre estas dimensões: a sócio
demográficas-ambientais, bens materiais e afetivo relacionais. 
podem mobilizar para o enfrentamento de situações de desproteção e
insegurança. 
Também no Caderno de Orientações do PAIF (MDS, 2012) publicado
pelo Ministério de Desenvolvimento Social é realizado um percurso
sobre o conceito de vulnerabilidade social.
Para Kaztman (apud MDS, 2012) o entendimento é de que as
vulnerabilidades resultam da relação entre duas variáveis: estrutura de
oportunidades e capacidades dos lugares-territórios.
Em relação ao conceito de capacidade dos lugares (territórios) diz
respeito às possibilidades de acesso a condições habitacionais,
sanitárias, de transporte, serviços públicos, entre outros fatores que
incidem diretamente no acesso diferencial à informação e às
oportunidades e, consequentemente, no acesso a direitos.
Nos estudos realizados pelo DIEESE (apud MDS, 2012) a condicação
de vulnerabilidade deve considerar a situação das pessoas e famílias 
@ A S T R A N S F O R M A 
C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A
a partir dos seguintes elementos: a inserção e estabilidade no mercado
de trabalho, a debilidade de suas relações sociais e, por fim, grau de
regularidade e de qualidade de acesso aos serviços públicos ou outras
formas de proteção social.
Para Mandarola Jr. e Hogan (apud MDS, 2012) vulnerabilidade é um
novo termo utilizado para compor estudos sobre a probreza,
relacionando aos utilizados no passado, tais como: 
> Exclusão/Inclusão
> Marginalidade
> Apartheid
> Periferização 
> Segregação 
> Dependência, entre outros. 
Também explicam que tem sido empregado para tratar da restrição dos
bens de cidadania, seja em função de uma diminuição de renda ou de
perda de capital social.
A vulnerabilidade tem como fator determinante o acesso a estrutura de
orportunidades, ou seja, é necessário que tenha disponível um conjunto
de recursos, bens, serviços, programas e benefícios que sejam capazes
de prover proteção para que os indivíduos não entrem em situação de
vulnerabilidade social.
A PNAS, ao se referir aos usuários, explicita quem deve ser acolhido por
essa política, ou seja, a quais sujeitos deve ser garantida a segurança de
acolhida. 
Para melhor explicar o conceito de vulnerabilidade social cabe explicitar
qual o público ao qual se destina a política de assistência social, que em
primeiro momento nos remete a questão da probreza aliada a ausência
de renda. Considerando que a pobreza é reconhecida como uma das
características das vulnerabilidades sociais, há que se levar em conta
estudos já consolidados sobre este tema considerado multidimensional
e complexo. A probreza não se reduz somente à insuficiência de renda,
posto que desencadeia outras dimensões. 
Yazbek (2009) realiza um estudo que trata da pobreza para além da
ausência de renda, afirma que ela cria a situação de subalternidade. 
C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A
Usuários da Política de Assistencia Social:
A subalternidade faz parte do mundo dos dominados, dos submetidos à
exploração e à exclusão social, econômica, política, ao nível cultural e no
processo de interiorização das condições objetivas vividas por estes
sujeitos.
Diante disso, existe um vasto contingente de população que não é
pobre de acordo com sua renda, mas é vulnerável, ou seja, nem todos os
que se encontram em situação de vulnerabilidade são pobres - situados 
abaixo de alguma linha monetária da pobreza - nem todos os pobres são
vulneráveis da mesma forma. 
As manifestações de vulnerabilidade são caracterizadas tanto pela
ausência de recursos, quanto pela ausência de defesas do indivíduo
para enfrentar as situações de incertezas no ciclo de vida. 
Os usuários da política de assistência social no Brasil, são os cidadãos
que estão fora dos canais de proteção pública, ou seja, trabalho, serviços
sociais públicos e as redes sociorrelacionais
@ A S T R A N S F O R M A | 1 8 
C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A
Para compreendermos a proteção da assistência social como a forma de
enfrentamento e prevenção das vulnerabilidades sociais, é preciso
relacioná-la ao território, pois é nele que ocorrem tanto as
vulnerabilidades quanto os mecanismos de seus enfrentamento e
proteção. 
Compreender as vulnerabilidades sociais significa entender a mediação
entre o acesso a direitos, rede de serviços e políticas públicas e a
capacidade de sujeitos e grupos sociais 
acessar esse conjunto de bens e serviços, exercendo a sua cidadania. 
A vulnerabilidade social está associada à insuficiência de uma rede de
proteção que garanta às famílias o acesso aos direitos. A partir do que o
território tem para ofertar, pode contribuir com clareza das situações que
podem levar indivíduos e famílias a situações de vulnerabilidade social e
risco social. 
A PNAS (2004) apresenta como sendo um desafio a capacidade de criar 
indicadores de vulnerabilidade social territorial, pois ela não está
limitada ao acesso à renda, mas também à capacidade de dar respostas
as diversas situações vivenciadas pelos sujeitos e famílias em situação
de queda de bem-estar. 
A organização dos serviços da política de assitência social na
perspectiva da territorialidade, prevê a possibilidade de superação da
fragmentação das ações, serviços e a proximidade da poupulação. 
Além de considerar a privação de renda como central nas análises
realizadas, a vulnerabilidade considera também a composição familiar,
as condições de saúde e o acesso a serviços médicos, o acesso e a
qualidade do sistema educacional, a possibilidade de obter trabalho
com qualidade e remuneração adequadas, a existência de garantias
legais e políticas etc.
A proteção social garantida pela política de assistência social é
afiançada pelas seguranças sociais
@ A S T R A N S F O R M A | 
C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A
de acolhida, renda e convivência familiar, comunitária e social,
desenvolvimento de autonomia, individual, familiar e social e
segurança de sobrevivência a riscos circunstanciais. 
Segundo a PNAS (2004) por segurança de acolhida, etende-se como um
das seguranças primordias da política de assistência social. Ela opera com
a provisão de necessidades humanas que começa com os direitos à
alimentação, ao vestuário e ao abrigo, próprios à vida humana em
sociedade. 
A acolhida expressa ser capaz de responder a todas as necessidades e
demandas do usuário, pois prevê desde respostas às necessidades
imediatas dos usuários quando chegam ao serviço como também à
conquista de sua autonomia. 
Almeida (2008) descreve que a acolhida consiste na escuta qualificada
das necessidades e demandas trazidas pela população, com oferta de
informações sobre serviços, programas e demais benefícios da rede
socioassistencial. 
É direito do usuário e usuária da rede socioassistencial à escuta, ao
acolhimento e de ser protagonista na construção de respostas dignas,
clarase elucidativas ofertadas por serviços de ação continuada
localizados próximos à sua moradia operados por profissionais
qualificados, capacitados e permanentes, em espaços com
insfraestrutura adequeada e acessibildiade que garantam atendimento
privativo. 
Em agosto de 2012, o MDS publicou dois cadernos de Orientações
Técnicas sobre o PAIF, sendo que o volume II 
"Trabalho Social com Famílias do Serviço de Proteção e Atendimento
Integral à Família - PAIF" qualifica a acolhida como uma ação dentre o
conjunto de ações que compõem o PAIF: 
> Acolhida
> Oficinas com famílias
@ A S T R A N S F O R M A | 
A Acolhida Particularizada
A recepção que antecede a acolhida, poder ser realizada por
funcionários de nível médio capacitados para responder às demandas
de forma solicitada e respeitosa.
Nesse primeiro momento são colhidas informações gerais sobre a
família, para subsidiar a acolhida, podendo ser realizada no momento
em que a família chega ao serviço, como também agendada de acordo
com a urgência apresentada. 
A acolhida pode ser implementada de forma particularizada e/ou em
grupo.
@ A S T R A N S F O R M A | 2 1
C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A
> Ações comunitárias
> Ações particularizadas e encaminhamentos.
As normativas esclarecem que a acolhida se distingue da recepção, que
é a primeira atenção que o usuário recebe ao adentrar no CRAS (ou
outro equipamento da proteção especial).
É preciso ter um local adequado, podendo ser uma sala de atendimento
com condições para resguardar o sigilo das informações repassadas
pela família realizada no domicílio em que as famílias são atendidas na
própria residência em situações específicas tais como: as famílias que
não respondem ao convite para comparecer ao CRAS ou estão
vivenciando situações de vulnerabilidade e risco e não procuram o
serviço. 
A abertura ao que é trazido é essencial, sem pré-concepções sobre a
pessoa e seu contexto específico e sem pressa para colocar as respostas
às demandas imediatas.
Na acolhida, o profissional deve "responsabilizar-se" pela resposta às
demandas e vulnerabilidades apresentadas pela família usuária,
buscando, dessa forma, ampliar o caráter protetivo do trabalho
realizado. 
C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A
A Acolhida em Grupo
Utilizada como estratégia para o repasse de informações sobre o serviço, a
escuta de demandas gerais das famílias, a compreensão dos impactos do
território sobre tais demandas e a publicização e discussão dos assuntos de
interesse da comunidade em geral a acolhida se materialize no cotidiano
dos CRAS deve ser pautada em algumas atitudes tais como: 
> A apresentação do profissional; 
> O reconhecimento dos usuários pelo nome;
> A prestação de informações;
> A realização de encaminhamentos;
> A escuta e valorização das informações repassadas;
> A participação das famílias na construção do planejamento de
atendimento e acompanhamento;
> O diálogo franco, uma escuta sem julgamento ou preconceitos, que
permita à família falar de sua intimidade com segurança.
A efetividade da segurança de acolhida no âmbito do PAIF ocorre não
somente em um processo de escuta, orientações e encaminhamentos,
mas também nas respostas às demandas apresentadas pela família,
assegurando o seu reconhecimento como sujeito de direitos. 
Oficina com Famílias
Compreende-se como um espaço de reflexão sobre temas de
interesse das famílias sobre vulnerabilidades e riscos ou
potencialidades. As oficinas com famílias 
@ A S T R A N S F O R M A | 
C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A
devem buscar articular três dimensões: 
> A dimensão reflexiva que prevê o foco no desenvolvimento da
capacidade das famílias em sistematizar e refletir sobre uma dada temática
que diz respeito às experiências por elas vivenciadas;
> A dimensão da convivência que visa potencializar a troca de experiências
e vivências e por meio desta estratégia promover o sentimento de pertença; 
> A dimensão da ação que tem por objetivo central o desenvolvimento da
participação social, do protagonismo e da autonomia dos participantes. 
Ações Comunitárias
Constituem-se em ações de caráter coletivo que têm por especificidade o
fato de mobilizar um número maior de pessoas do que as demais ações do
PAIF. Por meio das ações comunitárias, o PAIF consegue potencializar o
alcance de seus objetivos, pois, através delas pode promover a comunicação
comunitária, a mobilização social e o protagonismo da comunidade. 
As ações comunitárias devem ser planejadas e organizadas a partir de
objetivos bem claros e definidos decorrentes de diagnóstico do território
podendo ser realizadas a partir de palestras, campanhas e eventos
comunitários.
Ações Particularizadas
Atendimento prestado pela equipe técnica dos CRAS à família, seja a
algum (s) de seus membros ou a todo o grupo familiar. 
Podem ser realizadas através do atendimento individual ,por exemplo. 
@ A S T R A N S F O R M A | 
Os encaminhamentos são os processos de orientação e direcionamento
das famílias, ou algum de seus membros, para serviços e/ou benefícios
socioassistenciais ou de outros setores, com vistas à promoção do
acesso aos direitos e à conquista da cidadania.
Deve ser formalizado por meio de algum tipo de documento ou
formulário que possa ser entregue ao usuário e/ou enviado para a outra
unidade; devendo conter, no mínimo, identificação da pessoa
encaminhada, a unidade de origem, a unidade de destino e o motivo do
encaminhamento. 
Se possivel é sempre importante entrar em contato com o local para o
qual se está encaminhando para verificar as informações ou repassar
dados que sejam pertinentes. 
C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A
individualizado, seja por meio do atendimento a um núcleo familiar ou a
um de seus membros. 
A acolhida, nesse caso, compreende oferecer escuta qualificada e
elaborar juntamento com os usuários as estratégias para lidar com as
demandas apresentadas, encaminhamentos e o que mais for
identificado como necessário à viabilização de direitos.
No caso da saúde, a acolhida faz toda diferença à pessoa sendo
atendida num hospital após sofrer violência, à pessoa que enfrenta
preconceito por seu transtorno mental, ao familiar da pessoa que esta na
UTI, por exemplo. 
E mesmo para os atendimentos na saúde primária, há indícios que a
acolhida contribui para melhor vínculo e índice de cura de pacientes,
tendo sua autonomia valorizada.
Encaminhamentos
@ A S T R A N S F O R M A | 
C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A
Direitos Socioassistenciais 
Todo os direitos de proteção
social e de assistência social
consagrados em Lei para
todos; 
Direito de equidade social
e de manifestação pública;
Direito do usário à
acessibilidade, qualidade
e continuidade;
Direito de equidade rural-
urbana na proteção social
não contributiva;
Direito em ter garantida
a convivência familiar,
comunitária e social;
Direito à igualdade do
cidadão e cidadã de acesso
à rede socioassistencial;
Direito ao cofinanciamento
da proteção social não
contributiva;
Direito à proteção social por
meio da intersetorialidade
das políticas públicas; 
Direito a renda;
Direito ao controle social
e defesa dos direitos
socioassistenciais.
Mapa Mentais
A seguir montamos alguns mapa mentais para sintetizar o conteúdo.
@ A S T R A N S F O R M A | 2 5 
A C O L H I D A C O M O S D I F E R E N T E S 
C A P Í T U L O 3
@ A S T R A N S F O R M A | 2 7
C A P Í T U L O 3 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A
Termos que não utilizamos: deficiente, doente, retardado, coitadinho, débil;
Refira-se à pessoa sempre e não ao seu familiar; quando tiver dificuldades
de comunicação, peça permissão para solicitar auxílio do familiar;
Fale num volume de voz natural, não é necessário gritar e nem usar termos
que infantilize as pessoas com deficiência, principalmente se ela não for
mais criança;
Para as pessoas com surdez:fale sempre de frente, articulando bem as
palavras, permitindo que sua boca e face estejam sempre visíveis para a
pessoa, pois isso auxilia na leitura labial; use bastante expressões faciais,
gestos, escrita e /ou Libras. Se necessário, peça ajuda do familiar para
mediar a comunicação. O importante é você se mostra interessado em se
comunicar com ela e demostrar seu esforço para isso – a pessoa se sentirá
valorizada (veja o vídeo em anexo com alguns sinais em LIBRAS que
poderão ser úteis);
Para pessoas cegas: não chegue ao ambiente ou se ausente dele sem
comunicar a pessoa, pois ela não está te vendo; não precisa evitar palavras
como veja, olhe, pois elas têm seu modo de ver;
Para pessoas em cadeira de rodas: converse no mesmo nível que ela, para
que ela não tenha desconforto de ficar olhando para cima o tempo todo;
Não movimente a cadeira de rodas sem antes permitir;
Mantenha muletas, bengalas sempre próximos da pessoa: estes
instrumentos, assim como, a cadeira de rodas, fazem parte do espaço
corporal da pessoa com deficiência, por isso, é preciso respeitar este
espaço: não se apoie, encoste ou pendure objetos;
PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
@ A S T R A N S F O R M A | 
C A P Í T U L O 3 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A
Pessoas com paralisia cerebral geralmente tem dificuldades para falar, se
locomover, podendo ainda apresentar movimentos corporais involuntários.
No entanto, costumam ter inteligência normal ou acima da média;
Com pessoas com deficiência intelectual, use palavras mais simples, frase
mais curtas e repetição para facilitar seu entendimento;
Pessoas com problemas mentais são aquelas que apresentam desordens
em nível psiquiátrico (esquizofrenia, transtorno bipolar, entre outros) e não
em nível de inteligência – a estas nos referenciamos como pessoas com
deficiência intelectual;
Aja com Respeito, gentileza e bom senso cabe em qualquer situação!
Não seja capacitista: expressões a evitar:
O capacitismo é a discriminação contra pessoas com deficiência,
desumanizando e subestimando a capacidade e aptidão desses indivíduos
devido às suas deficiências. 
Capacitismo pressupõe que existe um corpo padrão perfeito, denominado
como “normal” e as pessoas com deficiência são tidas como exceções.
Contudo, estima-se que 45,6 milhões de brasileiros possuem algum tipo de
deficiência (seja física, intelectual, múltipla etc.). 
 
PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
@ A S T R A N S F O R M A | 
C A P Í T U L O 3 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A
Há muitas falas que são carregadas de preconceito, mas não analisamos.
Por exemplo:
·“Você não tem cara de autista”
·“Achei que você era normal”
·"Nem a cadeira de rodas apaga sua beleza"
·"Quando penso em reclamar, lembro de você"
·"Você é um exemplo de superação"
·"Você nasceu assim?"
E ditados como “fingir demência”, “desculpa de aleijado é muleta”, "dar
uma de João sem braço" etc. Também devem ser excluídos do nosso
vocabulário. 
Atitudes capacitistas a evitar: considerar as pessoas com deficiência como
coitadas ou como super-herói, oferecer ajuda sem que a pessoa solicite, se
dirigir ao acompanhante de pessoa com deficiência invés de falar
diretamente com ela, assumir que ela não tenha relacionamentos afetivos
etc.
E claro, incentive a inclusão de todos nas atividades oferecidas pelo serviço
onde você atua, sem assumir que a pessoa com deficiência não conseguirá
participar e pensando as possíveis adaptações que podem se fazer
necessária para garantir essa inclusão.
 
CAPACITISMO
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estudando, tira foto e me
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#vamosjuntas
#conhecimentotransforma
BRASIL. LOAS. Lei Orgânica de Assistência Social, Nº 8742 de
1993.
Orientações Técnicas sobre o PAIF (v.1 e 2). Link para baixar:
______. Política Nacional de Assistência Social. Resolução de 15 de
outubro de 2004. Publicada no DOU de 28/11/2004.
______. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS). Proteção Básica
do Sistema Único de Assistência Social. Orientações para o
acompanhamento das famílias beneficiárias do Programa Bolsa
Família no âmbito do Suas. Brasília, 2006.
______. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS). Proteção Básica
do Sistema Único de Assistência Social. Orientações técnicas para
o Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Brasília, 2006.
https://www.diocesesaocarlos.org.br/dicas-de-como-acolher-bem/
Comitê juntes – Comitê de Diversidade da Paulista Jr. e
deficienteciente.com.br
C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A
Referências :
clique aqui
@ A S T R A N S F O R M A | 
https://fpabramo.org.br/acervosocial/estante/orientacoes-tecnicas-sobre-o-paif-v-1/
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AUTORAAUTORA
Profa Tamara Almeida

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