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A segurança deA segurança de AcolhidaAcolhida Profa Tamara Almeida E-BOOK Copyright © 2021 - Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida, armazenada em um sistema de recuperação ou transmitida de qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico, mecânico, fotocópia, gravação, digitalização ou outro, sem a permissão prévia por escrito do editor. AVISO LEGAL Assistente Social, Professora e Servidora Pública. ComAssistente Social, Professora e Servidora Pública. Com mais de 12 anos de experiência no SUAS tendo atuadomais de 12 anos de experiência no SUAS tendo atuado em todas as complexidades das Proteções Sociais doem todas as complexidades das Proteções Sociais do Sistema Único. Especialista em Gestão Pública.Sistema Único. Especialista em Gestão Pública. Especialista em Políticas Públicas: Gestão,Especialista em Políticas Públicas: Gestão, Interdisciplinaridade e Famílias. Especialista em SaúdeInterdisciplinaridade e Famílias. Especialista em Saúde Mental e Dependência Química. Mais de 2400 alunas A.SMental e Dependência Química. Mais de 2400 alunas A.S Tranformadoras Raiz.Tranformadoras Raiz. AUTORAAUTORA Profa Tamara Almeida Toque nos ícones para interagir Youtube Comunida AS Tranformadores Telegram Instagram Twitter Pinterest TikTok https://www.instagram.com/astransforma/ https://www.youtube.com/channel/UC7g4Ui9zQWeuPpyMIHoXoqg https://www.youtube.com/c/Astransforma https://t.me/joinchat/UVFDvNBCiLPKEJYj https://www.instagram.com/astransforma/ https://twitter.com/profatamara https://br.pinterest.com/astransforma/_saved/ https://www.tiktok.com/@astransforma Com Carinho Profa Tamara 1 | Sobre o A.S. Transforma..............................07 2 | check List Acolhida.....................................09 SUMÁRIOSUMÁRIO 2 . 1 | O que é vulnerabilidade social..........................................................14 2 . 2 | Usuários da Política de Assistência Social...............................18 2 . 3 | A Acolhida Particularizada............21 2 . 4 | A Acolhida em Grupo......................22 2 . 5 | Oficina com Famílias.......................22 2 . 6 | Ações Comunitárias.........................23 2 . 9 | Mapa Mentais.......................................25 2 . 8 | Encaminhamentos............................24 2 . 7 | Ações Particularizadas....................23 3 . | Acolhida com os diferentes......................................................27 S O B R E O A . S . T R A N S F O R M A C A P Í T U L O 1 @ A S T R A N S F O R M A | 0 7 Prazer, Tamara. Eu estudei a maior parte da vida em Escolas Públicas, sempre fui estudiosa quando fui para Escola Particular (com bolsa de estudos, depois de fazer prova) me lembro perfeitamente que me sentia inferior e envergonhada por não possuir “varias coisas”. Não esqueço o dia que a professora de português perguntou na sala coisas do tipo: “Quem não tem computador” e só eu levantei a mão. “Quem escuta rádio” e só eu levantei a mão. Parecia que eu era o ET da sala, como assim você não tem computador?? Todo mundo já tinha seus grupos formados e eu por acaso não me “encaixava” em nenhum nesta época. Quando eu lembro disso hoje eu tenho muita vontade de compartilhar com vocês que através do estudo e da busca pelo conhecimento a gente tem possibilidades de transformar a nossa vida e a de outras pessoas. A que antes era “ET” envergonhada por não ter roupa e presente para ir na festa da amiga, computador para imprimir os trabalhos, ultrapassou essas barreiras através do estudo. Foi o meu conhecimento crítico que me fez ter coragem de abrir a boca em plateias com mais de 200 pessoas, foi ele que não me deixou duvidar que eu era capaz e que ninguém poderia me inferiorizar. Por isso, eu promovo através desse Instagram a sementinha pela busca do conhecimento. Promovo a colaboração e a união entre mulheres (Assistentes Sociais) que estão compartilhando entre si experiencias no nosso Clube do Telegram e grupos dos cursos, vocês se ajudam todos os dias. Tenho orgulho da Comunidade que criamos. U E C A P Í T U L O 1 | S O B R E O A . S . T R A N S F O R M A C H E C K L I S T D A A C O L H I D A C A P Í T U L O 2 @ A S T R A N S F O R M A | 0 9 @ A S T R A N S F O R M A | C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A 5 Habilidades Fundamentais para Atuar como AS Linguagem boa e simplificada; Empatia; Conhecimento: se qualificar; Comprometimento; Franqueza: não prometer, nao omitir; @ A S T R A N S F O R M A | C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A Como desenvolver uma boa acolhida? 1- Se não conhece o (a) usuário se apresenta, apresenta serviço, cria um clima descontraído; 2 - Chamar pelo nome (costumo olhar no prontuário antes de começar o atendimento, porque nem sempre a gente lembra mesmo, linguagem acessível); 3- Optar pelo estilo de entrevista semi estruturada/ estruturada/ aberta (planejamento/ horário/ local/ instrumento/ objetivo, sempre deixo espaço em aberto); 4- Livre-se de preconceitos e pare de formar impressões antecipadas e distorcidas dos usuários, se possível descontrair a conversa; 5- Escuta Qualificada, mais ouvir do que falar, propor ações baseadas no que a família trouxe de demandas. A escuta e valorização das informações repassadas; 7- Local de trabalho organizado e humanizado. Falar do Sigilo, local do atendimento adequado (criar relação de confiança); 8– Orientação Embasada, se não sabe seja sincera e diga que vai pesquisar ou consultar um colega; 9 – Instituição com acessibilidade e recursos estruturais para trabalho; 10 – Relacionamento de respeito (se usuário não quiser responder, não precisa pressionar, pode colocar não informado no relatório); 11- Silêncio Sensível (observar gestos, ouvir ativamente, sem muitas interrupções) Checklist 11 Pontos Práticos: @ A S T R A N S F O R M A | C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A Como desenvolver uma boa acolhida? Acolher no serviço de proteção social básica significa receber e reconhecer as demandas, interesses e possibilidades do indivíduo ou família, conceder orientações e encaminhamentos para assegurar os direitos sociais e o trabalho realizado nos serviços; deve respeitar e ter compromisso com a história do indivíduo ou família. O acolhimento é realizado tendo em vista três objetivos: a) acesso a direitos sociais; b) criação de vínculos e; c)captar informações que embasem as decisões acerca das intervenções a serem realizadas. Por que acolhida é importante? Uma boa acolhida envolve olhar empático e respeitoso, ela favorece o vínculo técnico e usuário, dessa forma a pessoa que você está atendendo vai se sentir mais a vontade para trazer questões importantes e relativas aos seus desafios diários, vulnerabilidades e potencialidades. Nessa etapa do atendimento normalmente acontece a coleta de dados iniciais sobre essa família ou usuário que está atendendo. É no momento da acolhida que o profissional levanta quais são as demandas da família, quais vão ser as ações e encaminhamentos propostos para as situações trazidas? Trata-se de uma família para acompanhamento do serviço, ou atendimento pontual? Essas questões já são explicitadas nessa etapa. @ A S T R A N S F O R M A | C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A 7 passos para realizar uma boa acolhida Apresentação Pessoal; Chamar o usuário do serviço pelo nome; Escutar as demandas; Repasse de informações solicitadas/necessárias; Encaminhamento caso a demanda não esteja no escopo do serviço; Valorização do sujeito. Responsabilização pelo processo de atendimento e/ou acompanhamento. V U L N E R A B I L I D A D E S O C I A L C A P Í T U L O 2 @ A S T R A N S F O R M A | 1 4 O Q U E É V U L N E R A B I L I D A D E S O C I A L : Vulnerabilidade social Insuficiência de renda Presença de tráfico no entorno Outrasdimensões Pessoas sem condição de assegurar sua subsistência Presença de pessoas incapaz de desenvolver atividades de autocuidado Relações familiares fragilizadas Os primeiros estudos compreenderam a vulnerabilidade somente a partir do viés econômico partindo do pressuposto de que o fator econômico influencia na redução de oportunidades, interfereindo diretamente nas possibilidades de acesso a bens e serviço. A antropóloga Caroline Moser destaca que não é somente a população pobre que sofre com as inseguranças, mas, a população em geral, sendo destaque a proteção que essa tem e os recuros que @ A S T R A N S F O R M A | C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A O que é vulnerabilidade social: O conceito de vulnerabilidade social está relacionado a caracterização da situação da população e começa a aparecer a partir da década de 1990. Em um primeiro momento, ele é multifacetado, com várias dimensões que identificam situações de vulnerabilidade de indivíduos, famílias e coletividades. Entre estas dimensões: a sócio demográficas-ambientais, bens materiais e afetivo relacionais. podem mobilizar para o enfrentamento de situações de desproteção e insegurança. Também no Caderno de Orientações do PAIF (MDS, 2012) publicado pelo Ministério de Desenvolvimento Social é realizado um percurso sobre o conceito de vulnerabilidade social. Para Kaztman (apud MDS, 2012) o entendimento é de que as vulnerabilidades resultam da relação entre duas variáveis: estrutura de oportunidades e capacidades dos lugares-territórios. Em relação ao conceito de capacidade dos lugares (territórios) diz respeito às possibilidades de acesso a condições habitacionais, sanitárias, de transporte, serviços públicos, entre outros fatores que incidem diretamente no acesso diferencial à informação e às oportunidades e, consequentemente, no acesso a direitos. Nos estudos realizados pelo DIEESE (apud MDS, 2012) a condicação de vulnerabilidade deve considerar a situação das pessoas e famílias @ A S T R A N S F O R M A C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A a partir dos seguintes elementos: a inserção e estabilidade no mercado de trabalho, a debilidade de suas relações sociais e, por fim, grau de regularidade e de qualidade de acesso aos serviços públicos ou outras formas de proteção social. Para Mandarola Jr. e Hogan (apud MDS, 2012) vulnerabilidade é um novo termo utilizado para compor estudos sobre a probreza, relacionando aos utilizados no passado, tais como: > Exclusão/Inclusão > Marginalidade > Apartheid > Periferização > Segregação > Dependência, entre outros. Também explicam que tem sido empregado para tratar da restrição dos bens de cidadania, seja em função de uma diminuição de renda ou de perda de capital social. A vulnerabilidade tem como fator determinante o acesso a estrutura de orportunidades, ou seja, é necessário que tenha disponível um conjunto de recursos, bens, serviços, programas e benefícios que sejam capazes de prover proteção para que os indivíduos não entrem em situação de vulnerabilidade social. A PNAS, ao se referir aos usuários, explicita quem deve ser acolhido por essa política, ou seja, a quais sujeitos deve ser garantida a segurança de acolhida. Para melhor explicar o conceito de vulnerabilidade social cabe explicitar qual o público ao qual se destina a política de assistência social, que em primeiro momento nos remete a questão da probreza aliada a ausência de renda. Considerando que a pobreza é reconhecida como uma das características das vulnerabilidades sociais, há que se levar em conta estudos já consolidados sobre este tema considerado multidimensional e complexo. A probreza não se reduz somente à insuficiência de renda, posto que desencadeia outras dimensões. Yazbek (2009) realiza um estudo que trata da pobreza para além da ausência de renda, afirma que ela cria a situação de subalternidade. C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A Usuários da Política de Assistencia Social: A subalternidade faz parte do mundo dos dominados, dos submetidos à exploração e à exclusão social, econômica, política, ao nível cultural e no processo de interiorização das condições objetivas vividas por estes sujeitos. Diante disso, existe um vasto contingente de população que não é pobre de acordo com sua renda, mas é vulnerável, ou seja, nem todos os que se encontram em situação de vulnerabilidade são pobres - situados abaixo de alguma linha monetária da pobreza - nem todos os pobres são vulneráveis da mesma forma. As manifestações de vulnerabilidade são caracterizadas tanto pela ausência de recursos, quanto pela ausência de defesas do indivíduo para enfrentar as situações de incertezas no ciclo de vida. Os usuários da política de assistência social no Brasil, são os cidadãos que estão fora dos canais de proteção pública, ou seja, trabalho, serviços sociais públicos e as redes sociorrelacionais @ A S T R A N S F O R M A | 1 8 C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A Para compreendermos a proteção da assistência social como a forma de enfrentamento e prevenção das vulnerabilidades sociais, é preciso relacioná-la ao território, pois é nele que ocorrem tanto as vulnerabilidades quanto os mecanismos de seus enfrentamento e proteção. Compreender as vulnerabilidades sociais significa entender a mediação entre o acesso a direitos, rede de serviços e políticas públicas e a capacidade de sujeitos e grupos sociais acessar esse conjunto de bens e serviços, exercendo a sua cidadania. A vulnerabilidade social está associada à insuficiência de uma rede de proteção que garanta às famílias o acesso aos direitos. A partir do que o território tem para ofertar, pode contribuir com clareza das situações que podem levar indivíduos e famílias a situações de vulnerabilidade social e risco social. A PNAS (2004) apresenta como sendo um desafio a capacidade de criar indicadores de vulnerabilidade social territorial, pois ela não está limitada ao acesso à renda, mas também à capacidade de dar respostas as diversas situações vivenciadas pelos sujeitos e famílias em situação de queda de bem-estar. A organização dos serviços da política de assitência social na perspectiva da territorialidade, prevê a possibilidade de superação da fragmentação das ações, serviços e a proximidade da poupulação. Além de considerar a privação de renda como central nas análises realizadas, a vulnerabilidade considera também a composição familiar, as condições de saúde e o acesso a serviços médicos, o acesso e a qualidade do sistema educacional, a possibilidade de obter trabalho com qualidade e remuneração adequadas, a existência de garantias legais e políticas etc. A proteção social garantida pela política de assistência social é afiançada pelas seguranças sociais @ A S T R A N S F O R M A | C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A de acolhida, renda e convivência familiar, comunitária e social, desenvolvimento de autonomia, individual, familiar e social e segurança de sobrevivência a riscos circunstanciais. Segundo a PNAS (2004) por segurança de acolhida, etende-se como um das seguranças primordias da política de assistência social. Ela opera com a provisão de necessidades humanas que começa com os direitos à alimentação, ao vestuário e ao abrigo, próprios à vida humana em sociedade. A acolhida expressa ser capaz de responder a todas as necessidades e demandas do usuário, pois prevê desde respostas às necessidades imediatas dos usuários quando chegam ao serviço como também à conquista de sua autonomia. Almeida (2008) descreve que a acolhida consiste na escuta qualificada das necessidades e demandas trazidas pela população, com oferta de informações sobre serviços, programas e demais benefícios da rede socioassistencial. É direito do usuário e usuária da rede socioassistencial à escuta, ao acolhimento e de ser protagonista na construção de respostas dignas, clarase elucidativas ofertadas por serviços de ação continuada localizados próximos à sua moradia operados por profissionais qualificados, capacitados e permanentes, em espaços com insfraestrutura adequeada e acessibildiade que garantam atendimento privativo. Em agosto de 2012, o MDS publicou dois cadernos de Orientações Técnicas sobre o PAIF, sendo que o volume II "Trabalho Social com Famílias do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família - PAIF" qualifica a acolhida como uma ação dentre o conjunto de ações que compõem o PAIF: > Acolhida > Oficinas com famílias @ A S T R A N S F O R M A | A Acolhida Particularizada A recepção que antecede a acolhida, poder ser realizada por funcionários de nível médio capacitados para responder às demandas de forma solicitada e respeitosa. Nesse primeiro momento são colhidas informações gerais sobre a família, para subsidiar a acolhida, podendo ser realizada no momento em que a família chega ao serviço, como também agendada de acordo com a urgência apresentada. A acolhida pode ser implementada de forma particularizada e/ou em grupo. @ A S T R A N S F O R M A | 2 1 C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A > Ações comunitárias > Ações particularizadas e encaminhamentos. As normativas esclarecem que a acolhida se distingue da recepção, que é a primeira atenção que o usuário recebe ao adentrar no CRAS (ou outro equipamento da proteção especial). É preciso ter um local adequado, podendo ser uma sala de atendimento com condições para resguardar o sigilo das informações repassadas pela família realizada no domicílio em que as famílias são atendidas na própria residência em situações específicas tais como: as famílias que não respondem ao convite para comparecer ao CRAS ou estão vivenciando situações de vulnerabilidade e risco e não procuram o serviço. A abertura ao que é trazido é essencial, sem pré-concepções sobre a pessoa e seu contexto específico e sem pressa para colocar as respostas às demandas imediatas. Na acolhida, o profissional deve "responsabilizar-se" pela resposta às demandas e vulnerabilidades apresentadas pela família usuária, buscando, dessa forma, ampliar o caráter protetivo do trabalho realizado. C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A A Acolhida em Grupo Utilizada como estratégia para o repasse de informações sobre o serviço, a escuta de demandas gerais das famílias, a compreensão dos impactos do território sobre tais demandas e a publicização e discussão dos assuntos de interesse da comunidade em geral a acolhida se materialize no cotidiano dos CRAS deve ser pautada em algumas atitudes tais como: > A apresentação do profissional; > O reconhecimento dos usuários pelo nome; > A prestação de informações; > A realização de encaminhamentos; > A escuta e valorização das informações repassadas; > A participação das famílias na construção do planejamento de atendimento e acompanhamento; > O diálogo franco, uma escuta sem julgamento ou preconceitos, que permita à família falar de sua intimidade com segurança. A efetividade da segurança de acolhida no âmbito do PAIF ocorre não somente em um processo de escuta, orientações e encaminhamentos, mas também nas respostas às demandas apresentadas pela família, assegurando o seu reconhecimento como sujeito de direitos. Oficina com Famílias Compreende-se como um espaço de reflexão sobre temas de interesse das famílias sobre vulnerabilidades e riscos ou potencialidades. As oficinas com famílias @ A S T R A N S F O R M A | C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A devem buscar articular três dimensões: > A dimensão reflexiva que prevê o foco no desenvolvimento da capacidade das famílias em sistematizar e refletir sobre uma dada temática que diz respeito às experiências por elas vivenciadas; > A dimensão da convivência que visa potencializar a troca de experiências e vivências e por meio desta estratégia promover o sentimento de pertença; > A dimensão da ação que tem por objetivo central o desenvolvimento da participação social, do protagonismo e da autonomia dos participantes. Ações Comunitárias Constituem-se em ações de caráter coletivo que têm por especificidade o fato de mobilizar um número maior de pessoas do que as demais ações do PAIF. Por meio das ações comunitárias, o PAIF consegue potencializar o alcance de seus objetivos, pois, através delas pode promover a comunicação comunitária, a mobilização social e o protagonismo da comunidade. As ações comunitárias devem ser planejadas e organizadas a partir de objetivos bem claros e definidos decorrentes de diagnóstico do território podendo ser realizadas a partir de palestras, campanhas e eventos comunitários. Ações Particularizadas Atendimento prestado pela equipe técnica dos CRAS à família, seja a algum (s) de seus membros ou a todo o grupo familiar. Podem ser realizadas através do atendimento individual ,por exemplo. @ A S T R A N S F O R M A | Os encaminhamentos são os processos de orientação e direcionamento das famílias, ou algum de seus membros, para serviços e/ou benefícios socioassistenciais ou de outros setores, com vistas à promoção do acesso aos direitos e à conquista da cidadania. Deve ser formalizado por meio de algum tipo de documento ou formulário que possa ser entregue ao usuário e/ou enviado para a outra unidade; devendo conter, no mínimo, identificação da pessoa encaminhada, a unidade de origem, a unidade de destino e o motivo do encaminhamento. Se possivel é sempre importante entrar em contato com o local para o qual se está encaminhando para verificar as informações ou repassar dados que sejam pertinentes. C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A individualizado, seja por meio do atendimento a um núcleo familiar ou a um de seus membros. A acolhida, nesse caso, compreende oferecer escuta qualificada e elaborar juntamento com os usuários as estratégias para lidar com as demandas apresentadas, encaminhamentos e o que mais for identificado como necessário à viabilização de direitos. No caso da saúde, a acolhida faz toda diferença à pessoa sendo atendida num hospital após sofrer violência, à pessoa que enfrenta preconceito por seu transtorno mental, ao familiar da pessoa que esta na UTI, por exemplo. E mesmo para os atendimentos na saúde primária, há indícios que a acolhida contribui para melhor vínculo e índice de cura de pacientes, tendo sua autonomia valorizada. Encaminhamentos @ A S T R A N S F O R M A | C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A Direitos Socioassistenciais Todo os direitos de proteção social e de assistência social consagrados em Lei para todos; Direito de equidade social e de manifestação pública; Direito do usário à acessibilidade, qualidade e continuidade; Direito de equidade rural- urbana na proteção social não contributiva; Direito em ter garantida a convivência familiar, comunitária e social; Direito à igualdade do cidadão e cidadã de acesso à rede socioassistencial; Direito ao cofinanciamento da proteção social não contributiva; Direito à proteção social por meio da intersetorialidade das políticas públicas; Direito a renda; Direito ao controle social e defesa dos direitos socioassistenciais. Mapa Mentais A seguir montamos alguns mapa mentais para sintetizar o conteúdo. @ A S T R A N S F O R M A | 2 5 A C O L H I D A C O M O S D I F E R E N T E S C A P Í T U L O 3 @ A S T R A N S F O R M A | 2 7 C A P Í T U L O 3 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A Termos que não utilizamos: deficiente, doente, retardado, coitadinho, débil; Refira-se à pessoa sempre e não ao seu familiar; quando tiver dificuldades de comunicação, peça permissão para solicitar auxílio do familiar; Fale num volume de voz natural, não é necessário gritar e nem usar termos que infantilize as pessoas com deficiência, principalmente se ela não for mais criança; Para as pessoas com surdez:fale sempre de frente, articulando bem as palavras, permitindo que sua boca e face estejam sempre visíveis para a pessoa, pois isso auxilia na leitura labial; use bastante expressões faciais, gestos, escrita e /ou Libras. Se necessário, peça ajuda do familiar para mediar a comunicação. O importante é você se mostra interessado em se comunicar com ela e demostrar seu esforço para isso – a pessoa se sentirá valorizada (veja o vídeo em anexo com alguns sinais em LIBRAS que poderão ser úteis); Para pessoas cegas: não chegue ao ambiente ou se ausente dele sem comunicar a pessoa, pois ela não está te vendo; não precisa evitar palavras como veja, olhe, pois elas têm seu modo de ver; Para pessoas em cadeira de rodas: converse no mesmo nível que ela, para que ela não tenha desconforto de ficar olhando para cima o tempo todo; Não movimente a cadeira de rodas sem antes permitir; Mantenha muletas, bengalas sempre próximos da pessoa: estes instrumentos, assim como, a cadeira de rodas, fazem parte do espaço corporal da pessoa com deficiência, por isso, é preciso respeitar este espaço: não se apoie, encoste ou pendure objetos; PESSOAS COM DEFICIÊNCIA @ A S T R A N S F O R M A | C A P Í T U L O 3 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A Pessoas com paralisia cerebral geralmente tem dificuldades para falar, se locomover, podendo ainda apresentar movimentos corporais involuntários. No entanto, costumam ter inteligência normal ou acima da média; Com pessoas com deficiência intelectual, use palavras mais simples, frase mais curtas e repetição para facilitar seu entendimento; Pessoas com problemas mentais são aquelas que apresentam desordens em nível psiquiátrico (esquizofrenia, transtorno bipolar, entre outros) e não em nível de inteligência – a estas nos referenciamos como pessoas com deficiência intelectual; Aja com Respeito, gentileza e bom senso cabe em qualquer situação! Não seja capacitista: expressões a evitar: O capacitismo é a discriminação contra pessoas com deficiência, desumanizando e subestimando a capacidade e aptidão desses indivíduos devido às suas deficiências. Capacitismo pressupõe que existe um corpo padrão perfeito, denominado como “normal” e as pessoas com deficiência são tidas como exceções. Contudo, estima-se que 45,6 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência (seja física, intelectual, múltipla etc.). PESSOAS COM DEFICIÊNCIA @ A S T R A N S F O R M A | C A P Í T U L O 3 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A Há muitas falas que são carregadas de preconceito, mas não analisamos. Por exemplo: ·“Você não tem cara de autista” ·“Achei que você era normal” ·"Nem a cadeira de rodas apaga sua beleza" ·"Quando penso em reclamar, lembro de você" ·"Você é um exemplo de superação" ·"Você nasceu assim?" E ditados como “fingir demência”, “desculpa de aleijado é muleta”, "dar uma de João sem braço" etc. Também devem ser excluídos do nosso vocabulário. Atitudes capacitistas a evitar: considerar as pessoas com deficiência como coitadas ou como super-herói, oferecer ajuda sem que a pessoa solicite, se dirigir ao acompanhante de pessoa com deficiência invés de falar diretamente com ela, assumir que ela não tenha relacionamentos afetivos etc. E claro, incentive a inclusão de todos nas atividades oferecidas pelo serviço onde você atua, sem assumir que a pessoa com deficiência não conseguirá participar e pensando as possíveis adaptações que podem se fazer necessária para garantir essa inclusão. CAPACITISMO @ A S T R A N S F O R M A | Quando tiver lendo ou estudando, tira foto e me marca! Ou me envia a foto inbox. Adoro ver vocês utilizando os materiais que eu produzo e disponibilizo gratuitamente. #vamosjuntas #conhecimentotransforma BRASIL. LOAS. Lei Orgânica de Assistência Social, Nº 8742 de 1993. Orientações Técnicas sobre o PAIF (v.1 e 2). Link para baixar: ______. Política Nacional de Assistência Social. Resolução de 15 de outubro de 2004. Publicada no DOU de 28/11/2004. ______. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS). Proteção Básica do Sistema Único de Assistência Social. Orientações para o acompanhamento das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família no âmbito do Suas. Brasília, 2006. ______. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS). Proteção Básica do Sistema Único de Assistência Social. Orientações técnicas para o Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Brasília, 2006. https://www.diocesesaocarlos.org.br/dicas-de-como-acolher-bem/ Comitê juntes – Comitê de Diversidade da Paulista Jr. e deficienteciente.com.br C A P Í T U L O 2 | A S E G U R A N Ç A D A A C O L H I D A Referências : clique aqui @ A S T R A N S F O R M A | https://fpabramo.org.br/acervosocial/estante/orientacoes-tecnicas-sobre-o-paif-v-1/ #VAMOSJUNTAS#VAMOSJUNTAS BONITA (O)BONITA (O) AUTORAAUTORA Profa Tamara Almeida