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138 Cinética e Equilíbrio químico (Cap. 14 e 15) Até agora, focamos no começo e no fim das reações químicas: iniciamos com certos reagentes e vemos quais produtos eles produziram. Esse ponto de vista é útil, mas não nos diz o que acontece durante a reação - isto é, quais ligações químicas são quebradas, formadas e em que ordem esses eventos ocorrem. A velocidade com que uma reação química acontece é chamada de velocidade da reação e depende do mecanismo da reação. 139 Cinética e Equilíbrio químico (Cap. 14 e 15) Para Investigar a maneira com que as reações acontecem, devemos examinar a velocidade da reação (cinética) e os fatores que a influenciam. Informações experimentais sobre a velocidade de determinada reação fornecem evidências importantes que ajudam a formular um mecanismo de reação, ou seja, uma visão em nível molecular que apresenta um passo a passo do caminho que transforma reagentes em produtos. 140 Cinética e Equilíbrio químico (Cap. 14 e 15) 1) Estado físico (Natureza) dos reagentes: quanto mais facilmente as moléculas dos reagentes colidem umas com as outras, mais rapidamente elas reagem. De modo geral, as reações podem ser classificadas com homogêneas, envolvendo apenas gases ou líquidos, ou como heterogêneas, nas quais os reagentes se encontram em fases diferentes. Sob condições heterogêneas, uma reação é limitada pela área de contato dos reagentes. Assim, a superfície de contato interfere entre os reagentes interfere na velocidade da reação. 2) Concentração dos reagentes: a maioria das reações químicas ocorrem mais rapidamente se a concentração de um ou mais reagentes aumenta. Com o aumento da concentração dos reagentes, a frequência com que as moléculas de reagente colidem aumenta, levando ao aumento da velocidade. 3) Temperatura da reação: a velocidade das reações geralmente aumenta à medida que a temperatura aumenta. O aumento da temperatura eleva a energia cinética das moléculas. A medida que as moléculas se movem com maior velocidade, elas colidem com mais frequência e energia, levando a velocidades de reação mais altas. 4) Presença de um catalisador: os catalisadores são agentes que aumentam a velocidade das reações sem que eles mesmos sejam consumidos. Eles afetam os tipos de colisão (e, portanto, alteram o mecanismo) que levam à reação. FATORES QUE AFETAM A VELOCIDADE DA REAÇÃO 141 Cinética e Equilíbrio químico (Cap. 14 e 15) Em nível molecular, a velocidade das reações depende da frequência das colisões entre as moléculas. Quanto maior for a frequência das colisões, maior será a velocidade da reação. No entanto, para que uma colisão leve a uma reação, ela deve ocorrer com energia suficiente para quebrar ligações e com orientação adequada para que novas ligações sejam formadas nos locais apropriados. A energia mínima necessária para iniciar uma reação química é chamada de energia de ativação Ea. FATORES QUE AFETAM A VELOCIDADE DA REAÇÃO 142 Cinética e Equilíbrio químico (Cap. 14 e 15) VELOCIDADE DAS REAÇÕES Efeito da temperatura • Arrhenius: as moléculas devem possuir uma quantidade mínima de energia para que elas reajam. Por quê? • Para que formem produtos, as ligações devem ser rompidas nos reagentes. • A quebra de ligação requer energia. • A energia de ativação, Ea, é a energia mínima necessária para iniciar uma reação química. 143 Cinética e Equilíbrio químico (Cap. 14 e 15) Efeito da temperatura 144 k é a constante de velocidade; Ea é a energia de ativação; R é a constante dos gases (8,3145 J K-1 mol-1); e T é a temperatura absoluta (K). • A é chamado de fator de freqüência e engloba os termos relacionados à frequência de colisões e ao fator estérico. • A é uma medida da probabilidade de uma colisão favorável. • Tanto A como Ea são específicos para uma determinada reação. Cinética e Equilíbrio químico (Cap. 14 e 15) 145 Cinética e Equilíbrio químico (Cap. 14 e 15) CONCENTRAÇAO E LEIS DE VELOCIDADE A equação que mostra como a velocidade depende das concentrações dos reagentes, é chamada de lei de velocidade. Para a reação geral: a lei de velocidade geralmente tem a forma: Observe que somente as concentrações dos reagentes costumam aparecer na lei de velocidade. A constante k é chamada de constante de velocidade. A magnitude de k é alterada com a temperatura T (portanto, determina como a temperatura afeta a velocidade) e pela energia de ativação Ea. Os expoentes m e n definem a ordem da reação em função de cada reagente e são tipicamente números inteiros e pequenos. Se conhecermos os valores de m e n em uma reação, podemos ter uma boa noção de cada etapa dessa reação. De modo geral, m e n são determinados experimentalmente. Se a reação for elementar (ocorre em apenas uma etapa), m e n corresponderão aos coeficientes estequiométricos da reação. Equação de Arrhenius Leis de Velocidade e Ordem da Reação Reação de 2ª ordem com relação ao NO2 Reação de ordem zero com relação ao CO 146 Cinética e Equilíbrio químico (Cap. 14 e 15) Como pode uma lei da velocidade ser determinada? Série de experiências: A concentração de cada reagente é sistematicamente variada A B velocidade = k[A]x Se x = 1: velocidade = k[A] 1ª ordem Se dobrarmos a concentração de A, a velocidade também aumentaria por um fator de 2. Se x = 2: velocidade = k[A]2 2ª ordem Se dobrarmos a concentração de A, a velocidade aumentaria por um fator de 4. 147 Cinética e Equilíbrio químico (Cap. 14 e 15) Exercício-Exemplo Abaixo estão alguns dados, coletados em uma série de experiências, sobre a reação do óxido nítrico com o bromo. 2NO(g) + Br2(g) 2NOBr(g) Velocidade mol dm-3 s-1 Br2 mol dm-3 NO mol dm-3 Experiência 120,100,101 240,200,102 360,300,103 480,100,204 1080,100,305 Determinar a Lei de Velocidade para a reação e calcular o valor da constante de velocidade. 148 Cinética e Equilíbrio químico (Cap. 14 e 15)