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Aula 09
PRF (Policial) Passo Estratégico de
Português
Autor:
Carlos Roberto Correa
22 de Janeiro de 2026
02929969504 - Nivaldo Neves De Araújo
 
 
 
 
 1 
40 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS; REESCRITA DE FRASES 
Análise Estatística .......................................................................................................................................... 2 
O que é mais cobrado dentro do assunto? ............................................................................................... 2 
Roteiro de revisão e pontos do assunto que merecem destaque .................................................... 3 
Interpretação de textos ............................................................................................................................... 3 
Reescrita de frases ....................................................................................................................................... 7 
Significação das Palavras ............................................................................................................................ 8 
Demais recursos para retextualização .................................................................................................... 11 
Coerência e Coesão .................................................................................................................................... 15 
Expressões que causam dúvidas .............................................................................................................. 18 
Aposta estratégica....................................................................................................................................... 24 
Questões estratégicas ................................................................................................................................ 25 
Questionário de revisão e aperfeiçoamento ....................................................................................... 38 
Perguntas .................................................................................................................................................... 38 
Perguntas com respostas .......................................................................................................................... 38 
Gabarito ......................................................................................................................................................... 40 
Bibliografia .................................................................................................................................................... 40 
 
 
Carlos Roberto Correa
Aula 09
PRF (Policial) Passo Estratégico de Português
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 2 
40 
ANÁLISE ESTATÍSTICA 
Com o intuito de fazer um estudo direcionado, de acordo com as especificidades da banca, fizemos um 
ranking com os percentuais de incidência segregados por assunto e subassunto, baseando-nos nos seguintes 
critérios: 
• Banca examinadora: Cebraspe 
• Período da análise: 2022 a 2025 
• Área: Policial 
• Escolaridade: Nível Superior 
• Quantidade de questões analisadas: 251 
 
Isso nos permite visualizar os assuntos “preferidos” da banca examinadora. 
 
Assunto Percentual (%) 
Interpretação de textos; reescrita de frases; coesão e coerência 28,1% 
Tempos e modos verbais 14,5% 
Concordância verbal; concordância nominal; vozes verbais 11,2% 
Semântica; regência verbal; regência nominal 10,4% 
Relação de coordenação e subordinação das orações; pontuação 8,8% 
Ortografia; acentuação gráfica; crase 7,6% 
Pronomes: função sintática e colocação 6,8% 
Vocábulos “se”, “que” e “como” 5,2% 
Classes de palavras; formação e estrutura das palavras 3,6% 
Termos da oração 2,4% 
Redação Oficial 0,7% 
Linguagem; tipologia textual; fonética 0,7% 
Essa tabela mostra a ordem decrescente de incidência dos assuntos, ou seja, quanto maior o percentual de 
cobrança de um dado assunto, maior sua importância. 
 
O QUE É MAIS COBRADO DENTRO DO ASSUNTO? 
Os assuntos interpretação de textos e reescrita de frases possuem um grau de incidência de 28,1% nas 
questões colhidas (período da análise: 2022 a 2025; banca Cebraspe), possuindo importância muito alta no 
contexto geral da nossa matéria, de acordo com o esquema de classificação que adotaremos, qual seja: 
 
Carlos Roberto Correa
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 3 
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% de Cobrança Importância do Assunto 
Até 1,9% Baixa a Mediana 
De 2% a 4,9% Média 
De 5% a 9,9% Alta 
10% ou mais Muito Alta 
Dividindo-se em subassuntos, 
Subassunto 
Percentual 
(%) 
Detalhamento dos conteúdos mais 
cobrados 
Interpretação literal e inferencial 54% 
Inferência de ideias; interpretação global 
e específica do texto 
Reescrita com preservação de sentido 28% 
Substituições lexicais, pronominais e 
sintáticas 
Reorganização textual 10% Reordenação de períodos e parágrafos 
Reconhecimento de propósito e ponto 
de vista 
8% Intenção comunicativa; voz do autor 
 
ROTEIRO DE REVISÃO E PONTOS DO ASSUNTO QUE MERECEM DESTAQUE 
A ideia desta seção é apresentar um roteiro para que você realize uma revisão completa do assunto e, ao 
mesmo tempo, destacar aspectos do conteúdo que merecem atenção. 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS 
Interpretar é entender o que está escrito no texto. Para falar em interpretação textual é fundamental saber 
o que é texto. A palavra texto é originada do latim textum e significa tecido, ou seja, um texto é um tecido 
de ideias, por isso, um texto escrito não é apenas uma enumeração de frases e de orações, mas um conjunto 
de informações conectadas entre si que estabelecem a coesão e a coerência textual. 
Informações Explícitas e Implícitas 
Muitos candidatos se perguntam como melhorar sua capacidade de interpretação dos textos. 
Primeiramente, é preciso ter em mente que um texto é formado por informações explícitas e implícitas. As 
informações explícitas são aquelas manifestadas pelo autor no próprio texto. As informações implícitas não 
são manifestadas pelo autor no texto, mas podem ser subentendidas. Muitas vezes, para efetuarmos uma 
leitura eficiente, é preciso ir além do que foi dito, ou seja, ler nas entrelinhas. 
A partir de elementos presentes no texto, é possível ao leitor recuperar as informações implícitas, para que 
possa, efetivamente, chegar à produção de sentido. Por isso, o leitor precisa estabelecer relações dos mais 
diversos tipos do texto e o contexto, de forma a interpretar adequadamente o enunciado. 
Veja este exemplo: 
Carlos Roberto Correa
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 4 
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▪ Carlos começou a estudar neste mês para concursos públicos. 
A informação explícita é “Carlos começou a estudar neste mês para concursos públicos.” Entretanto, há uma 
informação implícita: “Carlos não estava estudando para concursos antes”. 
Agora, veja este outro exemplo: 
▪ Felizmente, Carlos começou a estudar neste mês para concursos públicos. 
A informação explícita é “Carlos começou a estudar neste mês para concursos públicos.” Entretanto, o 
advérbio “Felizmente” indica que há uma interpretação positiva sobre o fato de Carlos iniciar seus estudos 
para concursos públicos. Essa é a informação implícita! 
Percebe-se, pois, que podemos inferir informações a partir de um texto. Fazer uma inferência significa 
concluir alguma coisa a partir de outra já conhecida. Em provas de concursos públicos, fazer inferências é 
uma habilidade fundamental para a interpretação adequada dos textos e dos enunciados. 
Pressupostos Textuais 
Há de se considerar, também, os pressupostos textuais. Uma informação é considerada pressuposta quando 
um enunciado depende dela para fazer sentido. 
Veja este exemplo: 
▪ Quandoitem está errado. 
Gabarito: ERRADO 
 
Questão 4: Interpretação de Textos (Compreensão) 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRF 6ª Região) / 2025 – nível superior 
De acordo com o Plano das Nações Unidas sobre Discursos de Ódio, a prática do discurso de ódio se 
caracteriza como um tipo de comunicação falada, escrita ou comportamental que ataca ou utiliza 
linguagem pejorativa ou discriminatória em referência a uma pessoa ou grupo, com base em fatores de 
identidade, como religião, etnia, gênero, entre outros. Diferentemente da desinformação (prática não 
intencional de compartilhamento de informações imprecisas), ou da distribuição intencional de 
informações falsas com o intuito de provocar dano, o discurso de ódio se expressa de forma violenta contra 
grupos delimitados. 
O discurso de ódio online pode ser reproduzido em diferentes formatos, mas geralmente contém 
características típicas do meio digital, como o anonimato do(a) autor(a), o alcance expandido do ataque, a 
instantaneidade da mensagem e a formação de comunidades em torno do discurso. 
Eduardo Georjão Fernandes e Valentina Fonseca da Luz. O papel das 
políticas públicas no combate ao discurso de ódio na Internet. Internet: 
 (com adaptações). 
Considerando aspectos linguísticos do texto precedente e as ideias nele veiculadas, julgue o item a seguir. 
O texto informa que discursos de ódio são um tipo de comunicação que se materializa de modo violento e 
que ataca uma pessoa ou grupos específicos. 
Carlos Roberto Correa
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Certo 
Errado 
Comentário: 
O item afirma que o texto informa que os discursos de ódio são um tipo de comunicação violenta que ataca 
indivíduos ou grupos específicos. Essa interpretação está de acordo com o conteúdo expresso no texto. 
No trecho: “A prática do discurso de ódio se caracteriza como um tipo de comunicação falada, escrita 
ou comportamental que ataca ou utiliza linguagem pejorativa ou discriminatória em referência a uma 
pessoa ou grupo, com base em fatores de identidade [...]” 
E ainda: “O discurso de ódio se expressa de forma violenta contra grupos delimitados.” 
Essas passagens deixam claro que: 
• O discurso de ódio é uma forma de comunicação; 
• Tem conteúdo ofensivo, discriminatório ou pejorativo; 
• E se expressa de maneira violenta, voltando-se contra pessoas ou grupos com base em 
identidade (gênero, etnia, religião etc.). 
Logo, o item não extrapola nem distorce o texto — ele resume fielmente as ideias apresentadas. 
O item está correto. 
Gabarito: CERTO 
 
Questão 5: Interpretação de Textos (Compreensão) 
CEBRASPE (CESPE) - Perito Médico Previdenciário (INSS) / 2025 – nível superior 
Em Tratado de medicina legal, Agostinho José de Souza Lima define a perícia médica como toda 
sindicância promovida por autoridade policial ou judiciária acompanhada de exame e cujos peritos, dada a 
natureza do exame, são ou devem ser médicos. Disso decorre que o perito médico é a pessoa entendida e 
experimentada em temas de medicina que, designada pela autoridade competente, deverá esclarecer um 
fato de natureza médica mais ou menos duradouro. 
A perícia médico-legal surgiu da necessidade de solução para casos concretos. A princípio, havia apenas 
alguns vestígios de perícia médica nas legislações primitivas; depois, os indícios da prática ficaram mais 
evidentes, principalmente na Idade Média, até a atividade definir-se e concretizar-se na Renascença, com a 
sua instituição oficial no Código Carolino, em 1532. 
A perícia médico-legal já era tarefa do Estado desde o tempo dos egípcios, conforme consta dos papiros da 
época. Embora a medicina egípcia estivesse impregnada de magia e divindade, e empregasse, na cura das 
doenças, os encantamentos, os amuletos e o exorcismo, alguns historiadores veem indícios de perícia no 
Antigo Egito. Os sacerdotes médicos verificavam, por exemplo, se a morte fora violenta ou natural; a prática 
do embalsamento exigia a mesma verificação. As leis de Menés, o mais antigo faraó da história, mandavam 
Carlos Roberto Correa
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adiar o castigo das mulheres grávidas, excluindo-as das penas aflitivas, o que implicava a intervenção do 
perito para o diagnóstico da gravidez. O Código de Hamurabi, uma compilação de leis sumerianas, previa 
penas severas para os casos de erro médico, o que subtendia a prova do erro. 
A legislação hebraica, superior às precedentes — porque exigia duas testemunhas para a condenação do 
suspeito, a responsabilidade das testemunhas e do juiz, a garantia dos tribunais, a publicidade dos debates, 
a igualdade perante a lei e a ausência de meios de tortura —, mostrava o sentimento de justiça unido à 
rigidez do dogma religioso. Segundo essa legislação, os conhecimentos médicos deveriam ser aplicados 
pelo sacerdote, que também exercia a função de médico 
Julgue o item que se segue, com base nas ideias veiculadas no texto acima. 
 A necessidade de solução para casos concretos originou a prática da perícia médico-legal. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
O item afirma que a necessidade de solução para casos concretos originou a prática da perícia médico-
legal, e essa ideia está explicitamente apresentada no texto. 
Veja o início do segundo parágrafo: “A perícia médico-legal surgiu da necessidade de solução para casos 
concretos.” 
Portanto, o item repete com outras palavras o que está dito de forma direta no texto. Não há extrapolação, 
suposição nem inferência indevida — trata-se de afirmação fiel ao conteúdo textual. 
Gabarito: CERTO 
 
Questão 6: Interpretação de Textos (Compreensão) 
CEBRASPE (CESPE) - Analista de Previdência Complementar (FUNPRESP-EXE) / 2025 – nível superior 
Sentimos a dor, mas não a ausência da dor; sentimos a inquietação, mas não a ausência da inquietação; o 
temor, mas não a segurança. Sentimos o desejo e o anelo, como sentimos a fome e a sede; mas, uma vez 
satisfeitos, tudo acaba, assim como o bocado que, uma vez engolido, deixa de existir para a nossa sensação. 
Enquanto possuímos os três maiores bens da vida, saúde, mocidade e liberdade, não temos consciência 
deles, e só os apreciamos depois de os havermos perdido, porque esses também são bens negativos. Só 
notamos os dias felizes da nossa vida passada depois de darem lugar aos dias de tristeza. À medida que os 
nossos prazeres aumentam, tornam-nos cada vez mais insensíveis; o hábito já não é um prazer. Por isso 
mesmo, a nossa faculdade de sofrer é mais viva; todo hábito suprimido causa um sentimento doloroso. As 
horas correm tanto mais rápidas quanto mais agradáveis são, tanto mais demoradas quanto mais tristes, 
porque o gozo não é positivo, diferentemente da dor, cuja presença se faz sentir. O aborrecimento dá-nos 
a noção do tempo; a distração tira-a. Não se poderia absolutamente imaginar uma grande e viva alegria se 
esta não sucedesse a uma grande miséria, porque nada há que possa atingir um estado de alegria serena e 
durável; o mais que se consegue fazer é distrair, satisfazer a vaidade. É por este motivo que todos os poetas 
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são obrigados a colocar os seus heróis em situações cheias de ansiedades e de tormentos, a fim de os 
livrarem delas: drama e poesia épica só nos mostram homens que lutam, que sofrem mil torturas, e cada 
romance oferece-nos em espetáculo os espasmos e as convulsões do pobre coração humano. Voltaire, o 
feliz Voltaire, que tão favorecido foi pela natureza, pensa como eu, quando diz: “A felicidade não passa de 
um sonho; só a dor é real”. E acrescenta: “Há oitentaanos que o experimento; não sei fazer outra coisa senão 
resignar-me e dizer a mim mesmo que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas, e os homens, 
para serem devorados pelos pesares”. 
Arthur Schopenhauer. Dores do mundo. Rio de Janeiro: Edições de Ouro – 
Coleção Universidade (com adaptações). 
Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. 
O autor sugere que o sofrimento deve ser tolerado em prol de um bem maior, uma vez que os prazeres da 
vida só são apreciados quando os perdemos ou quando passamos por momentos dolorosos. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
O item afirma que o autor sugere que o sofrimento deve ser tolerado em prol de um bem maior, porque 
os prazeres da vida só são apreciados após a dor ou a perda. 
Essa afirmação é parcialmente compatível com as ideias do texto, mas contém uma extrapolação 
relevante. Vejamos: 
De fato, há trechos que sustentam a ideia de que os prazeres só são reconhecidos após sua ausência ou 
contraposição com a dor, como: 
• “Enquanto possuímos os três maiores bens da vida, saúde, mocidade e liberdade, não temos consciência 
deles, e só os apreciamos depois de os havermos perdido...” 
• “Só notamos os dias felizes da nossa vida passada depois de darem lugar aos dias de tristeza.” 
Essas passagens demonstram claramente que a valorização do prazer e da felicidade depende da 
experiência da dor ou da perda. Porém, isso não significa que o autor defenda que o sofrimento deva ser 
aceito ou tolerado em prol de um bem maior, como diz o item. 
Schopenhauer — autor do texto — é conhecido por seu pessimismo filosófico: ele entende o sofrimento 
como inerente à condição humana, e não como algo que leva à elevação ou recompensa futura. 
Portanto, dizer que o sofrimento “deve ser tolerado em prol de um bem maior” implica uma visão 
finalista ou compensatória, ausente no pensamento exposto no trecho. 
Assim, embora o item acerte em parte ao reconhecer que a dor torna o prazer perceptível, ele extrapola 
ao afirmar que o texto sugere tolerância ao sofrimento como caminho para um bem maior — algo que 
não está presente nem implícito nas ideias de Schopenhauer aqui reproduzidas 
Gabarito: ERRADO 
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Questão 7: Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRF 6ª Região) / 2025 – nível superior 
Uma curiosa característica da historiografia geral, política e social foi a relativamente pequena atenção dada 
à história da justiça ou, se quisermos ser mais limitados, à história do Poder Judiciário. 
Pode-se levantar uma hipótese: a justiça foi percebida como um poder alheio àquilo que se chamou 
comumente política a partir do século XIX, ou seja, a luta e a disputa para ocupar posições de governo, de 
mando em geral e de decisão em lugar dos outros. 
Uma segunda hipótese: os historiadores não se sentem à vontade com um campo muito específico, como 
são o direito e o dos juristas. O direito se constitui em esfera especial e profissional à qual se tem acesso 
apenas por meio de um curso universitário, enquanto a política permite acesso aos lugares de poder por 
meio de eleições e não exige, pois, nenhum preparo intelectual determinado. Qualquer um do povo pode 
ser político, mas nem todos podem ser juristas ou juízes profissionais. 
José Reinaldo de Lima Lopes. História da justiça e do processo no Brasil do 
século XIX. Curitiba: Juruá, 2017, p. 9-10 (com adaptações). 
Julgue o item a seguir, relativo ao conteúdo do texto precedente e a aspectos linguísticos a ele pertinentes. 
 Seriam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto se o primeiro parágrafo fosse reescrito da 
seguinte forma: Uma característica curiosa da historiografia geral, política e social, se quisermos ser 
mais limitados, foi a atenção relativamente pequena dada à história da justiça ou à história do Poder 
Judiciário. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
A questão avalia se a reescrita do primeiro parágrafo mantém o sentido original do texto. O trecho original 
afirma: “Uma curiosa característica da historiografia geral, política e social foi a relativamente pequena atenção 
dada à história da justiça ou, se quisermos ser mais limitados, à história do Poder Judiciário.” 
Nessa construção, a expressão “se quisermos ser mais limitados” está claramente associada ao segundo 
termo da enumeração — “à história do Poder Judiciário” — indicando que este é um recorte mais específico 
dentro de um campo mais amplo, que é a história da justiça. 
Na reescrita proposta: “Uma característica curiosa da historiografia geral, política e social, se quisermos ser 
mais limitados, foi a atenção relativamente pequena dada à história da justiça ou à história do Poder Judiciário.” 
A posição da vírgula muda o referente da expressão “se quisermos ser mais limitados”, que passa a se aplicar 
à própria historiografia geral, política e social, e não ao conteúdo da enumeração. Isso altera o foco da 
restrição e compromete o sentido original. 
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Outro problema é que a reescrita trata “história da justiça” e “história do Poder Judiciário” como equivalentes, 
o que o texto original não faz. Na versão original, há uma relação de inclusão: a história do Judiciário é uma 
parte mais restrita dentro do campo mais amplo da história da justiça. 
Portanto, embora a reescrita esteja gramaticalmente correta, ela altera o sentido pretendido pelo autor ao 
mudar o foco da limitação e ao nivelar dois conceitos que originalmente são hierarquizados. 
O item está errado. 
Gabarito: ERRADO 
 
Questão 8: Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRT 10ª Região) / 2025 – nível superior 
Em um mundo cada vez mais acelerado e hiperconectado, que recompensa o imediatismo, a cultura da 
urgência obscurece a linha entre o que é realmente importante e o que não é. No trabalho, a cultura da 
urgência pode envolver lidar com solicitações frequentes de última hora, prazos ou carga de trabalho 
irrealistas e estimular a expectativa de que se esteja disponível mesmo depois do expediente. Na vida 
pessoal, as manifestações da cultura da urgência incluem estender-se demais nos relacionamentos, verificar 
com frequência as atualizações das mídias sociais, por medo de perder alguma coisa, e responder 
imediatamente a chamadas e mensagens de texto, mesmo quando isso for inconveniente. 
Fazer parte da cultura do “sempre ligado” muitas vezes exige a realização de várias tarefas. No entanto, 
pesquisas mostram que o cérebro humano não tem a arquitetura neurocognitiva para realizar duas ou mais 
tarefas simultaneamente. Portanto, toda vez que realizamos uma multitarefa, o cérebro fica mais lento e 
sua produtividade pode ser reduzida em até 40%. 
Além disso, “a atração pela distração que impulsiona a maioria das multitarefas pode ser difícil de ser 
desligada”, afirma a neurocientista Friederike Fabritius. “Como resultado, você pode achar difícil se 
concentrar mesmo quando não está realizando multitarefas”, ela diz. 
Enquanto isso, a superestimulação constante — um contribuinte significativo para a cultura da urgência — 
dessensibiliza o sistema de dopamina. Em resumo, “quanto mais superestimulada uma pessoa estiver, 
menos alegria poderá sentir”, diz Fabritius. 
A superestimulação constante também impede o pensamento reflexivo. Quando o cérebro está 
sobrecarregado pela necessidade constante de processar informações e tomar decisões rapidamente, ele 
geralmente recorre ao pensamento superficial. Isso compromete sua capacidade de se envolver em um 
trabalho profundoque exija longos períodos de concentração sem distrações. 
Por fim, a cultura da urgência, com o passar do tempo, também pode ser prejudicial à saúde física, 
contribuindo para hipertensão, privação do sono, colesterol alto e distúrbios inflamatórios. 
Internet: (com adaptações). 
A respeito das ideias veiculadas no texto apresentado e de seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir. 
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 Seria coerente com as ideias do texto a substituição da palavra ‘ligado’ pela expressão a postos. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
O item propõe substituir a palavra “ligado” por “a postos” na seguinte frase: “Fazer parte da cultura do 
‘sempre ligado’ muitas vezes exige a realização de várias tarefas.” 
No contexto do texto, “sempre ligado” se refere a estar constantemente atento, disponível, alerta e 
conectado, tanto em ambiente profissional quanto pessoal — algo típico da cultura contemporânea 
marcada pela hiperconexão e pela exigência de respostas imediatas. 
A expressão “a postos” tem sentido semelhante: designa alguém pronto para agir, em estado de 
prontidão, preparado para responder a demandas imediatas. Assim, do ponto de vista semântico, há 
correspondência suficiente para que a substituição seja considerada coerente com as ideias do texto. 
Portanto, a substituição mantém o sentido geral da mensagem e está de acordo com o conteúdo temático 
abordado. 
O item está correto. 
Gabarito: CERTO 
 
Questão 9: Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Ministerial (MPE CE) / 2025 – nível superior 
Em um mundo cada vez mais acelerado e hiperconectado, que recompensa o imediatismo, a cultura da 
urgência obscurece a linha entre o que é realmente importante e o que não é. No trabalho, a cultura da 
urgência pode envolver lidar com solicitações frequentes de última hora, prazos ou carga de trabalho 
irrealistas e estimular a expectativa de que se esteja disponível mesmo depois do expediente. Na vida 
pessoal, as manifestações da cultura da urgência incluem estender-se demais nos relacionamentos, verificar 
com frequência as atualizações das mídias sociais, por medo de perder alguma coisa, e responder 
imediatamente a chamadas e mensagens de texto, mesmo Em 2015, o professor Robert Waldinger 
participou de uma conferência apresentando uma palestra chamada “O que torna uma vida boa? Lições 
sobre o mais longo estudo sobre felicidade”. O tema se tornou, anos depois, um livro do palestrante sobre 
o assunto, que entrou na lista dos mais vendidos, segundo o jornal The New York Times. 
Professor de psiquiatria em Harvard, Waldinger é o quarto pesquisador a dirigir o Estudo sobre 
Desenvolvimento Adulto, que existe na universidade desde 1938 e está em andamento até hoje. O trabalho 
é o maior já realizado sobre o tema e monitora questões relativas a bem-estar, desenvolvimento e 
felicidade.Atualmente, a pesquisa está na segunda geração e dela participam os filhos dos primeiros 
participantes. 
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O principal achado da pesquisa chama a atenção: a chave para uma vida mais feliz e saudável são os 
relacionamentos que cultivamos. Boas relações ajudam a reduzir os níveis de estresse e também 
influenciam a maneira como lidamos com dificuldades e situações desafiadoras. 
Waldinger afirma que cultivar relacionamentos recíprocos, que contam com apoio mútuo e espaço para 
crescimento, é o que traz mais felicidade. Por outro lado, passar muito tempo no trabalho é um constante 
arrependimento dos participantes do estudo. 
Além desses, há outros fatores que interferem na saúde mental e na sensação de felicidade — e um deles 
pode ser dinheiro. 
O pesquisador ressalta que ter muito dinheiro ou fama não tem relação direta com a felicidade. Contudo, a 
pobreza impacta a satisfação com a vida. Waldinger aponta que, enquanto não se tem as necessidades 
básicas garantidas, sentir-se feliz e pleno é uma tarefa difícil. 
Por outro lado, a partir do momento em que necessidades como alimentação, moradia e educação estão 
garantidas, ganhar mais dinheiro não significa sentir felicidade. É aí que está a importância de cultivar bons 
relacionamentos. 
Internet: (com adaptações). 
Em relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do acima, julgue o item a seguir. 
Estaria mantida a correção gramatical do texto caso se suprimisse a preposição “a” em “ajudam a reduzir os 
níveis de estresse”. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
A questão analisa o uso da preposição “a” no trecho: “Boas relações ajudam a reduzir os níveis de estresse 
[...]” 
Aqui, o verbo “ajudar” está seguido de outro verbo no infinitivo: “reduzir”. Nesses casos, a regência 
normativa do verbo “ajudar” exige o uso da preposição “a”. Trata-se de um caso típico de verbo transitivo 
indireto com infinitivo regido. 
Segundo a gramática e obras de referência como o Dicionário Prático de Regência Verbal de Celso Pedro Luft, 
o verbo “ajudar” pode ter duas construções principais: 
• Com a preposição “a” + verbo no infinitivo: “Ajudar a resolver o problema”, “ajudar a organizar a 
casa”. 
→ Exatamente o caso do trecho analisado: ajudam a reduzir. 
• Com a preposição “em” + substantivo: “Ajudar em casa”, “ajudar nos estudos”, “ajudar em tarefas 
difíceis”. 
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Se retirássemos a preposição “a” da construção original, teríamos “ajudam reduzir os níveis de estresse”, o 
que violaria a regência padrão e comprometeria a correção gramatical. 
Portanto, a supressão da preposição não manteria a correção gramatical do texto. 
Gabarito: ERRADO 
 
Questão 10: Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. 
CEBRASPE (CESPE) - Analista (InoversaSul) / 2025 – nível superior 
No Brasil, pode dizer-se que só excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um corpo de 
funcionários puramente dedicados a interesses objetivos e fundados nesses interesses. Ao contrário, é 
possível acompanhar, ao longo de nossa história, o predomínio constante das vontades particulares que 
encontram seu ambiente próprio em círculos fechados e pouco acessíveis a uma ordenação impessoal. 
Dentre esses círculos, foi sem dúvida o da família aquele que se exprimiu com mais força e desenvoltura em 
nossa sociedade. E um dos efeitos decisivos da supremacia incontestável, absorvente, do núcleo familiar — 
a esfera, por excelência, dos chamados “contatos primários”, dos laços de sangue e de coração — está em 
que as relações que se criam na vida doméstica sempre forneceram o modelo obrigatório de qualquer 
composição social entre nós. Isso ocorre mesmo onde as instituições democráticas, fundadas em princípios 
neutros e abstratos, pretendem assentar a sociedade em normas antiparticularistas. 
Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das 
Letras, 1995, p. 146. 
Em relação às propriedades linguísticas e semânticas do texto precedente, julgue o item seguinte. 
 O terceiro período do texto poderia ser reescrito, sem prejuízo dos seus sentidos e da correção gramatical, 
da seguinte forma: O círculo familiar foi o único de nossa sociedade a se exprimir com vigor e vivacidade. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
A proposta de reescrita do terceiro período do texto é a seguinte: 
“O círculo familiar foi o único de nossa sociedade a se exprimir com vigor e vivacidade.” 
Comparemos com o texto original: 
“Dentre esses círculos, foi sem dúvida o da família aquele que se exprimiu com mais força edesenvoltura em 
nossa sociedade.” 
Embora a versão reescrita esteja gramaticalmente correta, ela altera o sentido original do enunciado. 
No texto original, o autor afirma que o círculo familiar foi, entre os diversos círculos fechados e particulares 
mencionados anteriormente, aquele que mais se destacou. Isso é marcado por expressões como “dentre esses 
círculos”, que estabelece um conjunto de referência, e “com mais força e desenvoltura”, que indica uma 
comparação, não exclusividade. O trecho “sem dúvida” ainda adiciona uma ênfase à afirmação. 
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==242f73==
 
 
 
 
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Na reescrita sugerida, a construção “foi o único de nossa sociedade a se exprimir...” elimina a ideia de 
comparação e introduz uma ideia de exclusividade que não existe no texto original. Além disso, ao omitir 
“dentre esses círculos”, a frase deixa de indicar que o círculo familiar faz parte de um grupo já mencionado. 
E, ao usar “vigor e vivacidade” no lugar de “força e desenvoltura”, ainda que os sentidos sejam próximos, 
ocorre uma sutil alteração na nuance do enunciado. 
Portanto, embora gramaticalmente correta, a reescrita compromete os sentidos originais, o que torna o 
item errado. 
Gabarito: ERRADO 
QUESTIONÁRIO DE REVISÃO E APERFEIÇOAMENTO 
A ideia do questionário é elevar o nível da compreensão e da retenção do assunto estudado a partir de 
perguntas que exigem respostas subjetivas, estimulando a conexão entre diversos pontos do conteúdo, bem 
como a memorização da matéria, e, consequentemente, facilitando a resolução de questões objetivas (e 
discursivas também). 
PERGUNTAS 
1. Sabe-se que um texto é formado por informações implícitas e explícitas. Diante disso, explique as 
expressões "ler nas entrelinhas" e "fazer inferências". 
2. O que são as condições de textualidade? E como isso ocorre? 
3. Conceitue coerência e especifique suas propriedades fundamentais. 
4. Conceitue coesão e cite alguns elementos de coesão. 
5. Diferencie tipo textual e gênero textual. 
6. Quais os tipos textuais mais cobrados em provas na atualidade? 
7. Muitas vezes o texto narrativo é montado com conversas entre os personagens. Essas conversas, a 
depender da forma como são estruturadas no texto, são chamadas de discursos. Quais tipos de discurso 
podemos encontrar em textos? 
8. O que é parafrasear? 
PERGUNTAS COM RESPOSTAS 
1. Sabe-se que um texto é formado por informações implícitas e explícitas. Diante disso, explique as 
expressões "ler nas entrelinhas" e "fazer inferências". 
Saber ler nas entrelinhas e fazer inferências, ambas as expressões têm o mesmo significado, é a mesma coisa 
que saber identificar as informações implícitas em um texto. Para que isso seja possível, o leitor precisa 
estabelecer relações dos mais diversos tipos no texto e entender o contexto. 
2. O que são as condições de textualidade? E como isso ocorre? 
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São aquelas que permitem que redator avalie a qualidade do que lê e do que escreve. As condições de 
textualidade são medidas com base na coerência e na coesão textuais. 
3. Conceitue coerência e especifique suas propriedades fundamentais. 
Também chamada de conectividade textual, a coerência é a interdependência semântica entre os elementos 
constituintes de um texto, ou seja, é a relação que deve existir entre as partes desse texto e que resulta em 
uma unidade de sentido. Para que a coerência se realize, suas propriedades fundamentais são continuidade 
ou repetição, não contradição e progressão 
4. Conceitue coesão e cite alguns elementos de coesão. 
Pode ser entendida como o modo pelo qual frases ou partes delas se combinam para criar uma relação 
semântica entre os elementos do texto. Alguns elementos de coesão são: conjunções, pronomes relativos, 
preposições e advérbios. 
5. Diferencie tipo textual e gênero textual. 
Tipo textual é medido pelo conjunto de características de um texto. Já gênero textual é uma espécie, uma 
vertente do tipo textual. Então, tipo textual é mais abrangente que gênero textual, o que significa dizer que 
um mesmo texto pode ser classificado quanto a sua tipologia e quanto a seu gênero, exemplo: dissertação 
(tipo) dissertação-argumentativa (gênero). 
6. Quais os tipos textuais mais cobrados em provas na atualidade? 
Narração, dissertação, descrição. 
7. Muitas vezes o texto narrativo é montado com conversas entre os personagens. Essas conversas, a 
depender da forma como são estruturadas no texto, são chamadas de discursos. Quais tipos de discurso 
podemos encontrar em textos? Discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre. 
8. O que é parafrasear? 
Parafrasear é reescrever um texto com outras palavras preservando seu conteúdo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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GABARITO 
BIBLIOGRAFIA 
• BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática da Língua Portuguesa. 38. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: 
Nova Fronteira, 2022. 
• CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionário de dificuldades da língua portuguesa. 8. ed. São Paulo: 
Companhia Editora Nacional, 2009. 
• CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 6. ed. Rio de Janeiro: 
Lexikon, 2020. 
• FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 5. ed. Curitiba: 
Positivo, 2010. 
• ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. Gramática Normativa da Língua Portuguesa. 48. ed. São Paulo: 
José Olympio, 2017. 
• SACCONI, Luiz Antonio. Nossa Gramática. 3. ed. São Paulo: Atual, 2007. 
• Ministério da Educação. Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa – VOLP, da Academia 
Brasileira de Letras. Disponível em: https://www.academia.org.br. 
• Interministerial da Língua Portuguesa. Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (Decreto nº 6.583, 
de 29 de setembro de 2008). 
• Manual de Redação da Presidência da República. 4. ed. Brasília: Imprensa Nacional, 2022. 
 
Nº Assunto Banca/Concurso/Ano Gabarito 
1 Interpretação de Textos 
(Compreensão) 
CEBRASPE - Especialista em Recursos Minerais (ANM) 
/ 2025 
CERTO 
2 Interpretação de Textos 
(Compreensão) 
CEBRASPE - PC DF / 2025 ERRADO 
3 Interpretação de Textos 
(Compreensão) 
CEBRASPE - Analista Judiciário (TRF 6ª Região) / 2025 ERRADO 
4 Interpretação de Textos 
(Compreensão) 
CEBRASPE - Analista Judiciário (TRF 6ª Região) / 2025 CERTO 
5 Interpretação de Textos 
(Compreensão) 
CEBRASPE - Perito Médico Previdenciário (INSS) / 
2025 
CERTO 
6 Interpretação de Textos 
(Compreensão) 
CEBRASPE - Analista de Previdência Complementar 
(FUNPRESP-EXE) / 2025 
ERRADO 
7 Reescrita de Frases / Substituição 
de Palavras 
CEBRASPE - Analista Judiciário (TRF 6ª Região) / 2025 ERRADO 
8 Reescrita de Frases / Substituição 
de Palavras 
CEBRASPE - Analista Judiciário (TRT 10ª Região) / 2025 CERTO 
9 Reescrita de Frases / Substituição 
de Palavras 
CEBRASPE - Analista Ministerial (MPE CE) / 2025 ERRADO 
10 Reescrita de Frases / Substituição 
de Palavras 
CEBRASPE - Analista (InoversaSul) / 2025 ERRADO 
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02929969504 - Nivaldo Neves De AraújoCarlos retomará os estudos para concursos públicos? 
Esse enunciado só faz sentido se considerarmos que Carlos estava estudando, mas suspendeu sua 
preparação, ao menos temporariamente – essa é a informação pressuposta. Caso Carlos se encontre em 
ritmo constante de estudos, o pressuposto não é válido, o que torna o enunciado sem sentido. 
Repare que as informações pressupostas estão marcadas mediante palavras e expressões presentes no 
próprio enunciado e resultam de um raciocínio lógico. Portanto, no enunciado “Carlos ainda não voltou a 
estudar”, a palavra “ainda” indica que a volta de Carlos aos estudos é dada como certa pelo falante. 
Informações Subentendidas 
Ao contrário das informações pressupostas, as informações subentendidas não são marcadas no próprio 
enunciado, são apenas sugeridas, ou seja, podem ser entendidas como insinuações. 
O uso de subentendidos faz com que o enunciador se esconda atrás de uma afirmação, pois não quer se 
comprometer com ela. Por isso, dizemos que os subentendidos são de responsabilidade do receptor, 
enquanto os pressupostos são partilhados por enunciadores e receptores. 
Em nosso cotidiano, somos cercados por informações subentendidas. A publicidade, por exemplo, parte de 
hábitos e pensamentos da sociedade para criar subentendidos. 
Veja este exemplo: 
▪ Carlos busca o caminho da aprovação! 
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Uma simples e curta frase declarativa, interpretada adequadamente, desencadeia uma série de relações 
entre ela e o leitor, a partir de uma informação explícita de que Carlos busca uma forma de ser aprovado. 
Estabelecidas essas relações, o leitor encontra outros sentidos além do que foi explicitado. 
A primeira dessas relações, que se estabelece entre texto e contexto, leva à compreensão de que, para ser 
aprovado, é preciso ter uma estratégia de estudos, sentido oculto em “caminho da aprovação”. 
A segunda, linguística por natureza, requer que o leitor reconheça o valor do artigo definido o: ele permite 
entender que o caminho existe, que é um preciso e determinado caminho, que só ele conduzirá à aprovação. 
A terceira, ainda no âmbito da linguagem, está centrada no significado de busca. Quem busca é porque 
perdeu ou porque nunca teve. 
Condições de Textualidade 
Para que uma sequência de enunciados seja reconhecida como texto, é preciso que ela forme um todo 
significativo, nas circunstâncias de uso em que os enunciados ocorrem. É sobre as condições de textualidade, 
ou seja, aquelas que permitem que você avalie a qualidade do que lê e do que escreve. 
A primeira dessas condições é alcançada com a coerência, isto é, o fator responsável pela unidade de sentido; 
a segunda é a coesão, que permite a harmoniosa articulação entre os diferentes constituintes do texto. 
A coerência ou conectividade conceitual é a interdependência semântica entre os elementos constituintes 
de um texto, isto é, a relação entre as partes desse texto e que resulta em unidade de sentido. A coerência 
decorre da continuidade do sentido, do compromisso entre as partes que formam a macroestrutura 
(estrutura semântica global do texto) e está ligada à compreensão, possibilidade de Interpretação do que 
dizemos, escrevemos, ouvimos ou lemos. 
Para que a coerência se realize, há três propriedades fundamentais – continuidade ou repetição, não 
contradição e progressão. 
A coesão pode ser entendida como o modo pelo qual frases ou partes delas se combinam para assegurar o 
desenvolvimento textual, ou seja, é o modo como as palavras estão ligadas entre si, dentro de uma 
sequência, a fim de criar uma relação semântica entre um elemento do texto e outro elemento que é 
fundamental para sua interpretação. 
A coesão – isto é, a articulação – será eficaz quando estabelecer não apenas a ligação de uma ideia a outra, 
mas também que tipo de relação específica se institui a partir desse recurso. A coesão é marcada 
linguisticamente quando, para isso, empregamos nomes, conjunções, pronomes relativos, preposições, 
advérbios, locuções adverbiais, elementos de transição adequados. 
Tipologia Textual 
Refere-se fundamentalmente ao tipo de texto e à sua estrutura e apresentação. As classificações mais 
cobradas em concurso são: a narração, a descrição e a dissertação. 
1. Narração - Modalidade em que um narrador conta um fato, real ou fictício, que ocorreu num determinado 
tempo e lugar. Há uma relação de anterioridade e posterioridade. O tempo verbal predominante é o passado. 
É o tipo predominante nos gêneros: conto, fábula, crônica, romance, novela, depoimento, piada, relato, etc. 
2. Descrição – Texto no qual se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. 
A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, pela sua função caracterizadora. Não há 
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relação de anterioridade e posterioridade. Tem predominância em gêneros como: cardápio, folheto turístico, 
anúncio classificado, etc. 
3. Dissertação – Texto por meio do qual se desenvolve, explica-se, discorre-se sobre determinado assunto. 
Dependendo do objetivo do autor, pode ter caráter expositivo ou argumentativo. 
Importante fazer a distinção entre tipo e gênero textuais. O tipo textual é o conjunto de características de 
um texto, onde os principais são os listados acima. Por sua vez, o gênero textual seria uma espécie do tipo 
textual. Por exemplo, um texto narrativo (tipo) pode ser uma crônica, um romance, um depoimento etc. 
(gêneros). 
 Tipos de Discursos 
Discurso Direto – o narrador dá uma pausa na sua narração e passa a citar fielmente a fala do personagem. 
O objetivo é transmitir autenticidade, afastando o narrador da responsabilidade pelo que é dito. Tem como 
principais características: 
✓ Utilização de verbos como falar, responder, perguntar, indagar, declarar, exclamar, entre outros; 
✓ Utilização dos sinais de pontuação – travessão, exclamação, interrogação, dois pontos, aspas; 
✓ Inserção do discurso no meio do texto; 
Exemplos: 
▪ João me perguntou: – Carlos, você irá à aula? 
▪ Carlos foi enfático: João, não adianta insistir, porque não sairei hoje. 
▪ A aluna afirmou: “Preciso estudar muito para a prova.” 
Discurso Indireto – o narrador da história interfere na fala do personagem, proferindo suas palavras. Aqui, 
não encontramos as palavras do personagem. Tem como principais características: 
✓ O discurso é narrado em 3ª pessoa; 
✓ Algumas vezes, são utilizados verbos de elocução, tais como, falar, responder, perguntar, indagar, 
declarar, exclamar. Porém, não há utilização do travessão, pois, geralmente, as orações são 
subordinadas, ou seja, dependem de outras orações. Por esse motivo, é comum o uso de conjunções. 
Exemplos: 
▪ João perguntou se eu irei à aula hoje. 
▪ Carlos esclareceu que não sairá hoje! 
▪ A aluna afirmou que precisava estudar muito para a prova. 
Discurso Indireto Livre - consiste na mescla dos discursos. Simultaneamente à fala do narrador, também se 
faz presente a fala do personagem. O discurso indireto livre mantém a expressividade do discurso direto, 
contudo, simultaneamente, conserva as transposições de pronomes, verbos e advérbios típicos do discurso 
indireto. Tem como principais características: 
• Não há marcas que indiquem a separação da fala do narrador da fala do personagem, como verbos 
de elocução, sinais de pontuação e as conjunções que aparecem nos discursos direto e indireto. 
• Conforme o desenvolvimento da narração, as falas dos personagens surgem espontaneamente na 1ª 
pessoa do discurso do narrador, que se encontra na 3ª pessoa. 
• O narrador é onisciente de todas as falas, sentimentos, reações e pensamentos do personagem. 
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▪ Carlos recebeu a notícia de que passou no concurso. Maravilha, consegui realizar meu sonho! 
REESCRITA DE FRASES 
Paráfrase é a reescrita de frases, a qual ocorre quando há mudança da forma de um texto, sem que ocorra 
a alteração de seu significado. 
Dessa forma, para que o texto construído por meio da paráfrase seja considerado correto, é necessário o 
respeito tanto à correção redacional (aspectos gramaticais) quanto ao sentido do texto originalmente 
apresentado (aspectos semânticos). 
Assim, para resolver uma questão que envolve reescrita de trechos de um texto, é preciso averiguar os 
aspectos gramaticais (pontuação, elementos coesivos, ortografia, emprego de pronomes, concordância, 
colocação pronominal, regência, etc.) e os aspectos semânticos (significação de palavras, alteração de 
sentido, etc.). 
A paráfrase pode ser analisada sob dois aspectos principais: 
• Aspectos gramaticais: dizem respeito à correção da linguagem, envolvendo pontuação, ortografia, 
concordância, uso de elementos coesivos, emprego de pronomes, colocação pronominal, entre 
outros. 
• Aspectos semânticos: relacionam-se ao sentido do texto, considerando o significado das palavras e 
possíveis alterações de sentido durante a reformulação. 
A substituição de palavras ou trechos de texto ocorre no processo de reescrita. Porém, é imprescindível 
averiguar se tal substituição não altera o significado e o sentido do texto original. 
Diversos recursos podem ser utilizados para parafrasear um texto. Vejamos, a seguir, os mais recorrentes. 
Palavras e Locuções 
É possível observar que, em alguns casos, uma única palavra pode substituir uma locução, sem que haja 
alteração de significado ou incorreção gramatical. 
Exemplo: 
▪ Ana tinha escolhido o concurso que queria prestar quando conheceu José. 
▪ Ana escolhera o concurso que queria prestar quando conheceu José. 
Observe que, em ambas as formas, há um fato ocorrido antes (tinha escolhido/escolhera) do fato já 
consumado (conheceu José). 
Nesse exemplo, portanto, utilizando o pretérito mais-que-perfeito, substituímos uma expressão por uma 
palavra. 
▪ Os professores estão buscando a melhor maneira de transmitir conhecimento aos alunos. 
▪ Os professores buscam a melhor maneira de transmitir conhecimento aos alunos. 
Ambas as frases têm sentido atemporal, ou seja, expressam ações perenes, que não têm fim. A expressão 
“estão buscando” é substituída pela palavra “buscam”. 
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SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS 
A fim de verificar a significação das palavras, é importante revisar os sinônimos, antônimos, polissemia, 
homônimos e parônimos. 
Sinônimos 
Os sinônimos são palavras que possuem escrita diferente e significação idêntica ou semelhante. 
 
Exemplos: 
▪ belo – bonito; semelhante – análogo; automóvel – carro; plácida – serena; antítese – oposição; 
investigar – pesquisar; jogar – arremessar; carrasco – algoz; chefia – comando; cara – rosto; pegar 
– apanhar; caro – oneroso 
 
É muito importante destacar a importância de compreender o significado contextual para verificar se a 
substituição possui validade. 
 
Veja o seguinte exemplo: 
▪ Meu time não vai jogar amanhã. (Nesse caso, jogar não é sinônimo de arremessar.) 
Antônimos 
Os antônimos são palavras que possuem sentidos diametralmente opostos. 
Exemplos: 
▪ belo – feio; semelhante – diferente; fraco – forte; triste – feliz; inteligência – burrice; antítese – tese; 
cara – barata; jogar – apanhar; sabedoria – ignorância; quente – frio; saboroso – detestável; chefe 
– subordinado 
Uso de termos anafóricos 
Usar termos anafóricos significa fazer remissão a um ou mais termos já mencionados no texto. 
▪ O aluno e o professor adquirem conhecimento. O aluno o adquire estudando. O professor o adquire 
lecionando. 
▪ O aluno e o professor adquirem conhecimento. Aquele o adquire estudando; este, lecionando. 
Polissemia 
A polissemia ocorre quando o vocábulo tem mais de um significado, o qual só pode ser compreendido 
quando analisamos o contexto no qual fora empregado, ou seja, a polissemia ocorre quando o mesmo 
vocábulo apresenta diferentes significados, dependendo da situação em que for utilizado. A existência de 
significados diversos pode depender da afinidade etimológica da palavra, do seu uso metafórico e do 
contexto no qual é apresentada. Em tal contexto a palavra será monossêmica, ou seja, terá um único 
significado. 
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Exemplos: 
▪ O curso foi muito caro para você não fazer os exercícios. (caro= oneroso) 
▪ Meu caro, estude e conhecerá a vitória. (caro= prezado) 
▪ A carteira estava cheia de dinheiro. (carteira= objeto pessoal para guardar dinheiro e documentos) 
▪ Sentei na última carteira no dia da prova. (carteira= móvel que composto por uma cadeira e 
pequena mesa, utilizado em sala de aula) 
▪ Finalmente recebi minha carteira da Ordem dos Advogados. (carteira= documento) 
▪ Preciso diversificar minha carteira de investimentos. (carteira= grupo de ativos e um investidor) 
▪ O banco de sangue precisa de sua doação. (local onde se conserva material orgânico) 
▪ Sentado naquele banco, concluiu que poderia doar sangue. (banco= tamborete) 
▪ De lá, avistava o banco no rio. (banco= ilhota de aluvião no meio de um rio) 
▪ Tudo isso ocorreu depois que saí do banco e vi que dinheiro não compra saúde. (banco= 
estabelecimento financeiro) 
▪ Banco minhas contas, mas de nada adianta o dinheiro sem a solidariedade. (banco= sustento, pago) 
Homônimos 
Os homônimos são palavras que possuem a mesma pronúncia (e em alguns casos, a mesma grafia), todavia 
possuem diferentes significados. 
Observe a tabela a seguir apresentada: 
 
 
HOMÔNIMOS PERFEITOS GRAFIA SOM SIGNIFICADO 
IGUAL IGUAL DIFERENTE 
Exemplos: 
▪ Viva São Miguel! (são= santo) 
▪ Eles são muito religiosos. (são = verbo ser) 
▪ A procissão acabou e ele chegou ao destino são e salvo. (são= com saúde) 
▪ Ele era uma pedra. (pedra= forte) 
▪ Não deixe que as pedras no seu caminho o derrote. (pedras= problemas) 
▪ Estou com uma pedra no rim direito. (pedra= cálculo renal) 
▪ Pare de atirar pedras nos carros! (pedra= rocha) 
▪ Adoro comer manga verde com sal. (manga= fruta) 
▪ Gosto daquela blusa com uma só manga. (manga= parte da vestimenta que cobre 
parcialmente o corpo) 
PALAVRAS HOMÓFONAS GRAFIA SOM SIGNIFICADO 
DIFERENTE IGUAL DIFERENTE 
Exemplos: 
▪ Mandei o carro para o conserto. (conserto= reparo) 
▪ O concerto é inédito no Brasil. (concerto= espetáculo musical) 
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▪ Tenho algumas habilidades domésticas: sei cozer, mas na hora de coser peço ajuda à 
minha mãe. (cozer= cozinhar; coser= costurar) 
▪ Decidi ser candidato quando trabalhei pela primeira vez em uma seção eleitoral. (seção= 
repartição) 
▪ Depois da cessão de meus bens, restou apenas o meu salário. (cessão= doação) 
▪ Não perco uma sessão da Câmara, desde que fui eleito. (sessão= reunião) 
PALAVRAS HOMÓGRAFAS GRAFIA SOM SIGNIFICADO 
IGUAL DIFERENTE DIFERENTE 
Exemplos: 
▪ Gosto de comer brigadeiro de colher. (colher= utensílio de cozinha) 
▪ Você só irá colher aquilo que plantar. (colher= verbo) 
▪ O começo da dieta foi o período mais difícil. (começo= início) 
▪ Mas quando começo uma coisa, não desisto até atingir meus objetivos. (começo= verbo) 
É comum a confusão entre polissemia e homonímia. A polissemia ocorre quando a mesma palavra possui 
diversos significados. A homonímia ocorre quando há duas ou maispalavras com origens e significados 
distintos, porém com a mesma grafia e som. Como vimos nos exemplos: em "manga" há homonímia. Não 
se trata de polissemia, pois os diversos significados da palavra manga têm origens diferentes; em "carteira" 
há polissemia. Letra pode significar o elemento básico do alfabeto, o texto de uma canção ou a caligrafia de 
um determinado indivíduo. Neste caso, os diferentes significados estão interligados porque remetem para o 
mesmo conceito, o da escrita. 
Parônimos 
Os parônimos são as palavras que possuem diferentes significados, porém com grafia e som parecidos. 
▪ O prazo foi dilatado depois que a fraude do aluno foi delatada. (dilatado= ampliado; delatado= 
denunciado) 
▪ O dirigente foi muito diligente ao receber a encomenda do cliente. (dirigente= quem gere; 
diligente= eficiente; aplicado) 
▪ As pessoas que são a favor de descriminar o uso da maconha se sentem discriminadas no Brasil. 
(descriminar= descriminalizar; discriminadas= segregadas) 
▪ Depois que o problema no casamento emergiu, ele não mais imergiu no lago aos fins de semana. 
(emergiu= surgiu; imergiu= mergulhou) 
▪ O aumento do índice pluvial naquela semana impediu a utilização do transporte fluvial. (pluvial= de 
chuvas; fluvial= de rio) 
▪ É notório o aumento do tráfico de drogas no período em que o tráfego aéreo é mais intenso. 
(tráfico= comércio clandestino; tráfego= trânsito) 
A polissemia e a ambiguidade são muito relevantes para a interpretação de um texto! Isso porque 
determinado período ou trecho de um texto pode ser ambíguo, possuindo mais de uma interpretação. Tal 
ambiguidade pode ser marcada, por exemplo, pela colocação específica de uma palavra em uma frase. 
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▪ Ex.: Biscoitos frescos vendem mais. (Os biscoitos vendem mais porque são frescos ou são frescos 
porque vendem mais?) 
De maneira análoga, quando ocorre a polissemia, o leitor pode ser induzido a fazer mais do que uma 
interpretação. Por isso, saber o contexto no qual a oração foi proferida é fundamental para interpretá-la 
corretamente. 
DEMAIS RECURSOS PARA RETEXTUALIZAÇÃO 
Vimos, até agora, vários recursos que podem ser utilizados com o intuito de parafrasear um texto. 
Retextualizar é produzir um novo texto partindo de um ou de mais de um textos-base. Dependendo da 
finalidade da transformação proposta, o nível de linguagem pode ser alterado pela retextualização 
(linguagem informal e formal). 
Troca de termo nominal por verbal, e vice-versa 
▪ É necessário que todos visualizem as mensagens de texto enviadas pelo chefe. (termo verbal) 
▪ É necessária a visualização das mensagens do chefe. (termo nominal) 
▪ É proibida a entrada com animais na drogaria. (termo nominal) 
▪ É proibido entrar com animais na drogaria. (termo verbal) 
Vozes verbais 
A voz ativa ocorre quando o sujeito é o agente. A voz passiva ocorre quando o sujeito é paciente, ou seja, 
é o receptor da ação do verbo. 
▪ Eu fiz aquele bolo que você achou delicioso. (voz ativa) 
▪ Aquele bolo delicioso foi feito por mim. (voz passiva) 
Caso o sujeito seja indeterminado (verbo na 3ª pessoa do plural sem o sujeito expresso na frase), haverá 
duas alterações possíveis. 
▪ Roubaram uma motocicleta. (voz ativa) 
▪ Uma motocicleta foi roubada. (voz passiva analítica) 
▪ Roubou-se uma motocicleta. (voz passiva sintética) 
Transformação da voz ativa para a voz passiva 
A voz passiva é dividida em voz passiva analítica ou voz passiva sintética. 
Nota-se que apenas os verbos transitivos diretos, que possuem como complemento verbal objetos diretos, 
podem expressar a voz passiva. 
Na voz passiva analítica, temos: 
Verbo auxiliar (geralmente o verbo ser + particípio do verbo principal). 
▪ O professor rasgou o livro. (voz ativa) 
▪ O livro foi rasgado pelo professor. (voz passiva) 
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▪ Ele faz aquele bolo gostoso. (voz ativa) 
▪ Aquele bolo gostoso é feito por ele. (voz passiva) 
▪ Ela usará todos os recursos para desenvolver a pesquisa. (voz ativa) 
▪ Todos os recursos serão utilizados por ela para desenvolver a pesquisa (voz passiva) 
Nota-se que a variação de tempo é determinada pelo verbo auxiliar (SER), pois o particípio é invariável. 
Presente 
▪ Voz ativa: Ele não faz as questões mais complexas. 
▪ Voz passiva: As questões mais complexas não são feitas por ele. 
Pretérito Perfeito 
▪ Voz ativa: Ele não fez as questões mais complexas. 
▪ Voz passiva: As questões mais complexas não foram feitas por ele. 
Futuro do Presente 
▪ Voz ativa: Ele não fará as questões mais complexas. 
▪ Voz passiva: As questões mais complexas não serão feitas por ele. 
Na voz passiva sintética: o verbo aparece na 3ª pessoa, seguido da partícula apassivadora “se”. 
▪ Estipulou-se um horário para a entrega da prova. 
▪ Descobre-se a sabedoria de um homem pelos livros que ele lê. 
Oração reduzida e oração desenvolvida 
As orações subordinadas podem ser reduzidas ou desenvolvidas. De fato, não há mudança de sentido quando 
ocorre a substituição de uma pela outra. 
Exemplos 
1. Reduzida de infinitivo 
▪ Reduzida: Ao terminar a corrida, todos ganharão uma medalha. 
▪ Desenvolvida: Quando terminarem a corrida, todos ganharão uma medalha. 
2. Reduzida de gerúndio 
▪ Reduzida: Os fiscais viram um atleta chegando sem tênis. 
▪ Desenvolvida: Os fiscais viram um atleta que chegava sem tênis. 
3. Reduzida de particípio 
▪ Reduzida: Terminada a corrida, todos ganharam uma medalha. 
▪ Desenvolvida: Assim que terminou a corrida, todos ganharam uma medalha. 
Observação didática 
▪ Orações reduzidas: verbos no infinitivo, gerúndio ou particípio, sem conectivos. 
▪ Orações desenvolvidas: trazem o verbo conjugado + conectivo (quando, que, assim que etc.). 
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Dupla regência 
Há verbos que exigem a presença da preposição, enquanto outros não a exigem. Atenção ao fato de que a 
regência pode influenciar no significado de um verbo. 
Exemplos 
Verbo Aspirar 
✓ Aspirar a algo → sentido de desejar (transitivo indireto, exige preposição). 
▪ Aspiro ao cargo de enólogo. 
✓ Aspirar algo → sentido de inspirar o ar (transitivo direto, sem preposição). 
▪ Aspirei muitos vinhos famosos. 
Verbo Assistir 
O verbo assistir pode ser transitivo direto ou indireto, variando conforme o sentido: 
✓ Ver / Presenciar → exige preposição (transitivo indireto) 
▪ Assistimos ao jogo de futebol. 
✓ Caber / Pertencer → exige preposição (transitivo indireto) 
▪ Este gramado assiste ao time adversário. 
✓ Atender / Dar assistência → pode ser transitivo direto ou indireto 
▪ O médico assiste os jogadores. (sem preposição) 
▪ O médico assiste aos jogadores. (com preposição) 
Assim, tanto aspirar quanto assistir mudam de regência e exigência de preposição de acordo com o sentido 
empregado. Como vimos no exemplo anterior, há alguns verbos que, de acordo com a mudança de 
transitividade, têm o sentido alterado. 
Omissão de termos facilmente subentendidos (elipse). 
A elipse é a omissão de termo subtendido em oração. 
▪ Eles queriam que o edital fosse publicado logo. 
▪ Queriam que o edital fosse publicado logo. Elipse do sujeito (eles) 
Troca de discurso 
Vamos ver agora, por meio de exemplos, a troca de discurso direto para o discurso indireto. 
✓ Sujeito na 1ª pessoa → sujeito na 3ª pessoa 
▪ Direto: Vou estudar bem o conteúdo desta aula. 
▪ Indireto: Ele disse que vai estudar bem o conteúdo desta aula. 
✓ Pretérito perfeito → pretérito mais-que-perfeito 
▪ Direto: Não estudei o suficiente na aula passada. 
▪ Indireto: Ele disse quenão tinha estudado o suficiente na aula passada. 
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✓ Presente → pretérito imperfeito 
▪ Direto: Sou o candidato mais bem preparado para o concurso. 
▪ Indireto: Ele disse que era o candidato mais bem preparado para o concurso. 
✓ Imperativo → subjuntivo 
▪ Direto: Prepare uma festa para comemorar! 
▪ Indireto: Pediu que preparassem uma festa para comemorar. 
Troca de locuções por palavras e vice-versa 
▪ Ela tem um rosto de anjo. 
▪ Ela tem um rosto angelical. 
▪ As crianças da cidade não conhecem os animais da fazenda. 
▪ As crianças urbanas não conhecem os animais rurais. 
Importante destacar que, na reescrita de um trecho do texto ou de uma oração, diversos recursos podem 
ser utilizados ao mesmo tempo. Além dos recursos aqui abordados, há outros menos recorrentes ou que 
podem surgir no cotidiano. 
Em questões de prova, LEIA com muita atenção o trecho e suas possíveis paráfrases. 
Caso haja alteração de sentido, a reescritura não pode ser considerada uma paráfrase. 
Por isso, TENHA EM MENTE QUE: 
1) A mudança de posição dos termos ou expressões pode alterar totalmente o sentido de um texto. 
Encontrei certos professores que gostam de videoaulas. 
(certos = pronome indefinido que significa “uns”) 
Encontrei professores certos que gostam de videoaulas. 
(certos = adjetivo que significa “decididos”). 
Tenha muita atenção com a pontuação na reescrita de orações. A alteração de pontuação pode mudar o 
sentido. 
O aluno inteligente chegou meia hora antes do início da prova. 
(inteligente= adjunto adnominal que indica característica restritiva do sujeito “aluno”, ou seja, é um adjetivo 
que expressa característica inerente ao sujeito) 
O aluno, inteligente, chegou meia hora antes do início da prova. 
(Aqui as vírgulas demonstram que o adjetivo “inteligente” possui valor transitório. É o chamado predicativo 
do sujeito deslocado e dentro de um predicado verbo-nominal). 
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COERÊNCIA E COESÃO 
Coerência 
Quando se produz um texto com vistas a determinado objetivo, faz-se de modo que o conteúdo nele 
expresso produza algum sentido. Fazer sentido, em outras palavras, é ser coerente! Este é um critério 
essencial para que a compreensão seja estabelecida. 
Há alguns tipos de coerência, dentre as quais destaco as seguintes: coerência sintática, coerência semântica 
e coerência temática. 
A coerência sintática é aquela que prima pelo uso correto das estruturas linguísticas, ou seja, da combinação 
das escolhas lexicais com os recursos de coesão (pronomes, conectores etc.). Este tipo de coerência é 
responsável por deixar cada elemento do texto em seu devido lugar, na ordem correta. 
▪ Concursos públicos tornou-se estudar para um grande desafio dos jovens brasileiros na vida recém-
formados. (Texto incoerente sintaticamente) 
▪ Estudar para concursos públicos tornou-se um grande desafio na vida dos jovens brasileiros recém-
formados. (Texto coerente sintaticamente) 
A coerência semântica preocupa-se com a relação de sentido entre as expressões num determinado texto. 
Este tipo de coerência é responsável por colaborar para a construção de argumentos harmônicos e livres de 
contradição. 
▪ Tenho preferência por disciplinas de exatas, tais como Geografia, História e Biologia. (Texto 
incoerente semanticamente) 
▪ Tenho preferência por disciplinas de exatas, tais como Matemática e Física. (Texto coerente 
semanticamente) 
Outro tipo de coerência que deve ser considerado é a coerência temática. Quando se escreve acerca de 
determinado tema, espera-se que o interlocutor condicione sua resposta ao que está sendo perguntado ou 
abordado. Todas as ideias devem ser pertinentes e relevantes para o desenvolvimento do tema. O não 
atendimento a essa coerência é erro gravíssimo em concursos públicos e pode atribuir nota zero à redação 
por Fuga ao Tema. 
▪ Se o tema abordar VIOLÊNCIA E SEGURANÇA PÚBLICA: 
Argumentos incoerentes tematicamente: 
1. a realidade do sistema prisional brasileiro; 
2. o desafio da reinserção social do preso; 
3. propostas de solução para a crise do sistema prisional brasileiro. 
Argumentos coerentes tematicamente: 
1. causas da violência urbana e da criminalidade no Brasil; 
2. efeitos econômicos e pessoais da violência generalizada; 
3. possíveis políticas públicas para reduzir a violência e a criminalidade no Brasil 
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O emprego inadequado de qualquer tipo de coerência compromete o outro, porquanto existe uma relação 
direta entre eles. Se você peca na coerência sintática, escolhendo de forma errônea os conectivos que ligam 
os períodos, provavelmente danificará a coerência semântica, pois haverá comprometimento do sentido. 
Assim, é necessário conhecer e fazer o uso adequado de todos os tipos para que o produto seja coerente. 
Trabalharemos bastante alguns aspectos gramaticais para que você se sinta seguro nas construções textuais. 
Coesão 
A coesão textual é a conexão linguística que permite a amarração das ideias dentro de um texto. Se bem 
utilizada, permite a eficiência na transmissão da mensagem ao interlocutor e, por consequência, o 
entendimento. 
Coesão é algo fundamental para que você consiga fazer uma dissertação com qualidade. Enquanto a unidade 
seleciona ideias, centrais e secundárias, escolhendo as mais importantes, a coerência organiza a sequência 
das ideias, de modo que o leitor perceba como são importantes para o desenvolvimento dos parágrafos. 
Quando falamos em coesão, estamos falando sobre uma ligação harmoniosa que deve haver entre os 
parágrafos, criando uma relação de significância entre eles. Já a coerência refere-se à lógica interna do texto. 
Coerência é também sinônimo de organização. A coesão é a afinidade, por assim dizer, entre ideias e 
palavras. 
Dentro do texto, a coesão pode ser compreendida pelas relações linguísticas, como os advérbios, pronomes, 
o emprego de conectivos, sinônimos, dentre outros. Para ser melhor empregada, a coesão necessita de 
recursos, como palavras e expressões que têm como objetivo estabelecer a interligação entre os segmentos 
do texto. Esses recursos são chamados de elementos de coesão textual. 
Vejamos os tipos de coesão textual: 
Coesão por Referência: os pronomes, advérbios e os artigos são os elementos de coesão que proporcionam 
a unidade do texto. 
▪ O Auditor Fiscal do Trabalho foi à operação de combate trabalho escravo. Na operação de combate 
ao trabalho escravo, o Auditor Fiscal do Trabalho fez diversos questionamentos aos donos da 
propriedade. (texto desconexo) 
Note que o texto é repetitivo e sem coesão. Observe a atuação do advérbio e do pronome no processo de 
elaboração do texto. 
▪ O Auditor Fiscal do Trabalho foi à operação de combate trabalho escravo. Lá, ele fez diversos 
questionamentos aos donos da pripriedade. (texto coeso) 
Veja que o texto ganhou agilidade e estilo. Os termos “Lá” e “ele” referem-se à operação de combate ao 
trabalho escravo e Auditor Fiscal do Trabalho, que foram usados a fim de tornar o texto coeso. 
Coesão por Elipse: acontece quando se omite um termo a fim de evitar sua repetição. 
▪ O auditor foi ao departamento de inteligência. Lá, o Auditor recebeu a documentação. (texto 
desconexo) 
▪ O auditor foi ao departamento de inteligência. Lá, recebeu a documentação. (texto coeso) 
Observe que, neste caso, omitiu-se a expressão “o auditor”, pois está subentendida no contexto. 
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Coesão Lexical: ocorre quando são utilizadas palavras ou expressões sinônimas de algum termo 
subsequente. 
▪ O Presidente do Banco Central do Brasil participou da conferência em Basileia. Na cidade de Basileia, 
foi homenageado pelo seu excelente trabalho. (texto desconexo) 
▪ O Presidente do Banco Central do Brasil participou da conferência em Basileia. Na capital cultural 
da Suíça, foi homenageado pelo seu excelente trabalho. (texto coeso) 
Veja que “Basileia” foi substituída por “capital cultural da Suíça” para evitar repetição e dar um efeito mais 
significativo ao texto. 
▪ A Constituição Federal de 1988 é a lei fundamental e suprema do Brasil. Por ter sido concebida no 
processo de redemocratização, a Constituição Federal de 1988 ficou conhecida como “Constituição 
Cidadã”. (texto desconexo) 
▪ A Constituição Federal de 1988 é a lei fundamental e suprema do Brasil. Por ter sido concebida no 
processo de redemocratização, a Carta Magna ficou conhecida como “Constituição Cidadã”. (texto 
coeso) 
Aqui, a expressão “Constituição Federal de 1988” foi substituída por “Carta Magna” para evitar repetição e 
dar mais dinâmica ao texto. 
Coesão por Substituição: é utilizada para abreviar sentenças inteiras, substituindo-as por uma expressão 
com significado equivalente. 
▪ O advogado reclamou do juiz. O réu, indignado, também reclamou do juiz. (texto desconexo) 
▪ O advogado reclamou do juiz. O réu, indignado, também o fez. (texto coeso) 
A expressão “também o fez” retoma a sentença “reclamou do juiz”. 
Coesão por Oposição: a coesão por oposição ocorre quando se utilizam alguns termos com valor de negação 
ou oposição (mas, contudo, todavia, porém, entretanto, contudo) para tornar o texto compreensível. 
▪ Fomos reprovados, mas não desistiremos de continuar lutando pelo nosso sonho. 
Coesão por Concessão ou Contradição: ocorre quando utilizamos termos que expressam concessão ou 
contradição (embora, ainda que, se bem que, apesar de, conquanto, mesmo que) a fim de conferir sentido 
ao período. Observe que, ao contrário da oposição, aqui não há negação explícita. 
▪ Embora o Brasil tenha instituições financeiras resilientes, não podemos descuidar do cumprimento 
de normativos legais importantes. 
Coesão por Causa: ocorre quando empregamos as expressões: porque, pois, como, já que, visto que, uma 
vez que. 
▪ Tornar-nos-emos servidores públicos, porque o País precisa de pessoas comprometidas com o 
progresso. 
Coesão por Condição: ocorre quando há evidência de alguma condição para que determinada situação se 
concretize: 
▪ Caso a inflação dê indícios de alta, provavelmente o Comitê de Política Monetária aumentará a taxa 
básica de juros. 
Coesão por Finalidade: exprime-se a intenção final/intuito acerca de determinada ação. 
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▪ Seremos servidores públicos com o objetivo de contribuir com o progresso do País. 
EXPRESSÕES QUE CAUSAM DÚVIDAS 
ACERCA DE/ A CERCA DE/ CERCA DE/ HÁ CERCA DE 
Acerca de é locução prepositiva equivalente a sobre, a respeito de: 
▪ Já tenho informações acerca da taxa de juros; 
▪ A discussão acerca da legalidade da posse do ministro será no âmbito do Supremo Tribunal Federal. 
A cerca de indica distância ou tempo futuro aproximado: 
▪ Os manifestantes estão a cerca de dois quilômetros deste quarteirão; 
▪ O ciclista desistiu da prova a cerca de dez quilômetros da linha de chegada; 
▪ De hoje a cerca de um mês, estudarei com contumácia para concursos públicos. 
Cerca de corresponde a próximo de, perto de, quase, aproximadamente: 
▪ Cerca de cinco mil manifestantes protestaram contra o governo; 
▪ A instituição financeira teve cerca de cinquenta fraudes comprovadas no exercício anterior. 
Há cerca de corresponde a faz aproximadamente (tempo decorrido): 
▪ Há cerca de três anos, a lei foi promulgada; 
▪ Há cerca de seis meses, o Banco Central mantém a taxa de juros alta. 
ADVÉRBIOS TERMINADOS EM “MENTE” 
Quando há mais de um advérbio terminado em mente na oração, usa-se o sufixo apenas no último, ficando 
os demais na forma original do adjetivo ou no feminino, quando houver: 
▪ O auditor agiu ilegal, fraudulenta e injustamente; 
▪ O diretor da instituição respondeu as indagações dos inspetores calma, tranquila e prudentemente. 
Quando se quer dar ênfase às circunstâncias, costuma-se omitir a conjunção e pôr o sufixo em todos os 
advérbios: 
▪ O auditor agiu fraudulentamente, injustamente, ilegalmente. 
A FIM DE / A FIM DE QUE / AFIM 
A locução prepositiva a fim de e a locução conjuntiva a fim de que são usadas para indicar propósito, 
intenção, finalidade: 
▪ O agente fiscalizador aplicou a penalidade a fim de suspender as práticas ilícitas na instituição 
financeira; 
▪ Solicitei a documentação a fim de embasar o parecer; 
▪ Poupamos durante a vida a fim de que possamos dar maior conforto aos nossos filhos. 
O adjetivo afim é usado para significar parecido, semelhante ou para exprimir relação de parentesco: 
▪ Durante a preparação para concursos públicos, estudamos diversas disciplinas afins; 
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▪ A cultura brasileira não tem nada afim com a do povo japonês; 
▪ Os parentes afins também foram lembrados em seu discurso de aniversário. 
AFORA / A FORA 
Afora pode significar “para o lado de fora”, “além de”, “exceto”, “em frente”: 
▪ O deputado fugiu porta afora com a mala de dinheiro (para o lado de fora); 
▪ O diretor abordou diversos temas, afora instituições não bancárias (além de); 
▪ No dia da posse dos diretores, compareceram todas as chefias, afora (exceto, à exceção de) a 
presidência; 
▪ Continuarei estudando pela vida afora (em frente). 
A fora é expressão somente usada em oposição a dentro: 
▪ Os policiais revistaram a empresa de dentro a fora. 
 A MAIOR / A MENOR 
A expressão a maior significa em excesso, a mais, além do devido: 
▪ As multas pagas a maior pela instituição financeira serão restituídas; 
▪ Apresentaram-se documentos a maior do que fora solicitado pelos auditores. 
A menor significa a menos, em quantidade inferior: 
▪ Preparou slides a menor do que lhe fora solicitado para a reunião; 
▪ Os impostos foram cobrados a menor pelo fiscal de tributos. 
À MEDIDA QUE / NA MEDIDA EM QUE 
A locução conjuntiva à medida que, de caráter proporcional, é usada com o sentido de à proporção que, 
conforme (verbo indicativo): 
▪ À medida que a taxa de juros subia, a inflação era controlada; 
▪ À medida que o Banco Central aumenta a fiscalização, o Sistema Financeiro Nacional torna-se mais 
estável. 
A locução na medida em que pode ser usada com valor condicional, causal e proporcional: 
▪ Só é possível utilizar a inteligência na medida em que ela exista (condicional); 
▪ Aprender línguas estrangeiras é útil na medida em que possamos praticá-las constantemente 
(condicional); 
▪ Na medida em que não houve tempo para que finalizássemos o trabalho, vamos solicitar a 
prorrogação do prazo (causal); 
▪ Na medida em que há leis, não se pode agir com arbitrariedade (causal); 
▪ Na medida em que os alunos estudam, os resultados aparecem gradativamente (proporcional). 
ANTE / ANTI 
Ante como preposição nunca vem acompanhado da preposição a (jamais ante à, ante ao): 
▪ Ficou nervoso ante a chefia; 
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▪ Não disse toda a verdade ante o juiz. 
Ante como prefixo significa anterioridade, e anti, ação contrária. Ligam-se por hífen somente a palavras 
iniciadas por h ou pelas vogais e e i respectivamente. Se antecederem palavras iniciadas por r ou s, essasconsoantes são dobradas: 
Ante-histórico, anti-horário, ante-estreia, anti-ibérico, anterrosto, antirroubo, antessocrático, antissemita, 
anteprojeto, antidemocrático. 
ANTES DE / ANTES QUE 
A locução prepositiva antes de (tempo anterior) precede palavras ou orações reduzidas: 
▪ Antes da palestra, os bombeiros vistoriaram o auditório; 
▪ Antes de sair, apague as luzes da sala de reunião; 
▪ Antes de contratar os novos funcionários, os gerentes fizeram prolongada entrevista; 
▪ Antes de assinar o cheque, verificou-se se o cliente era bom pagador. 
A locução conjuntiva antes que (antevisão, prioridade no tempo) é usada para encabeçar orações 
desenvolvidas com o verbo no subjuntivo: 
▪ Antes que os presos se confrontem, é melhor separá-los; 
▪ Chame a polícia antes que o banco seja assaltado. 
AO ANO / POR ANO 
Quando em referência a taxas de juros, deve-se usar a expressão ao ano, bem como outras similares (ao dia, 
ao mês): 
▪ Paguei juros de 9% ao ano no financiamento do meu apartamento; 
▪ Pagarei juros de 3,5% ao mês no empréstimo bancário. 
Nos demais casos, usam-se por ano, por mês, por dia: 
▪ Os analistas do Banco Central faziam inspeções quatro vezes por ano; 
▪ Teremos quatro aulas por mês; 
▪ A ginástica laboral será, no mínimo, uma vez por dia. 
AO ENCONTRO DE / DE ENCONTRO A 
Ao encontro de significa em procura de, na direção de ou indica situação favorável: 
▪ A mãe foi ao encontro da filha; 
▪ Suas ideias de gestão vieram ao encontro das minhas. 
De encontro a significa contra, em oposição a: 
▪ O aumento da taxa de juros foi de encontro ao anseio da sociedade; 
▪ As propostas do governo vão de encontro ao desejo dos cidadãos. 
AO INVÉS DE / EM VEZ DE 
Usa-se ao invés de para indicar ideias antônimas (contrárias); significa, pois, ao contrário de: 
▪ Ao invés de fazer sol, como disse a previsão do tempo, choveu; 
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▪ Ao invés de entrar na agência bancária, saiu; 
▪ Ao invés de emagrecer, engordou. 
Em vez de significa em lugar de: 
▪ Em vez de chamar a atenção do funcionário, o gerente preferiu ajudá-lo; 
▪ Em vez de ir à reunião, a supervisora teve de cuidar do filho. 
Em vez de também pode significar ao contrário de, ao inverso de: 
▪ Em vez de ficar feliz, demonstrou tons de tristeza; 
▪ Em vez de acelerar, freou. 
Se estiver em dúvida com relação a qual expressão usar, use sempre em vez de. 
AONDE / ONDE 
Usa-se aonde com verbos que expressam movimento. Tem o valor de a que lugar, para que lugar: 
▪ Aonde iremos chegar com essa crise econômica? 
▪ Os policiais não sabem aonde foram os bandidos. 
Emprega-se onde para indicar lugar fixo. Tem o valor de em que lugar: 
▪ Onde encontro os dados bancários? 
▪ Sei exatamente onde deixei os documentos. 
AO NÍVEL DE / EM NÍVEL DE / EM NÍVEL 
A expressão ao nível de deve ser utilizada quando significar à altura de: 
▪ Sua declaração o colocou ao nível dos ignorantes; 
▪ Salvador localiza-se ao nível do mar. 
As expressões em nível / em nível de significam na instância, na esfera, no âmbito, no grau de e são 
empregadas quando se sabe que há diferentes níveis de uma escala: 
▪ Em nível administrativo (na instância), o servidor poderá sofrer punições; 
▪ Em nível estadual (no âmbito), não há leis que disciplinem essa matéria; 
▪ O futuro da taxa de juros será discutido em nível de (no âmbito) diretoria; 
▪ Os novos concursados prestarão serviços em nível de (em grau de) excelência. 
 AO TEMPO QUE 
Trata-se de uma locução conjuntiva temporal que significa na mesma ocasião que, quando: 
▪ Agradeço o atencioso convite, ao tempo que lhe envio cumprimentos; 
▪ Aguardo o recebimento do ofício, ao tempo que começarei a redigir a resposta. 
A PAR DE / AO PAR (DE) 
A par de significa ao lado um do outro, ciente: 
▪ A par dessa resolução, o regimento interno da instituição bancária também prevê as 
responsabilidades dos diretores; 
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▪ O gerente está a par do problema? 
Ao par (de) é utilizada para indicar equivalência cambial: 
▪ Houve apreciação deixando o real ao par do dólar; 
▪ Elevou a moeda deixando o câmbio ao par. 
A PARTIR DE 
Essa locução significa a começar de e só deve ser usada quando se referir ao início de uma ação progressiva: 
▪ Ela iniciará as apresentações a partir de janeiro; 
▪ O prazo para impetração do recurso começará a partir de segunda-feira; 
▪ A lei vigorará a partir de amanhã (certo, pois a lei vigorará a partir de amanhã por um prazo que se 
estenderá no tempo). 
É inadmissível o uso da expressão em construções como estas: 
▪ A lei entrará em vigor a partir de amanhã (errado, pois a lei entra em vigor em um único dia); 
▪ O curso terá início a partir da próxima semana (errado, pois o início ocorrerá em um dado momento, 
e não de forma contínua). 
A PRINCÍPIO / EM PRINCÍPIO 
A princípio significa na fase inicial, inicialmente: 
▪ A princípio, faremos uma análise dos controles internos; 
▪ A princípio, é necessário conferir o caixa da instituição. 
Em princípio significa de maneira geral, antes de qualquer consideração, em tese: 
▪ Em princípio, não encontramos irregularidades na instituição financeira em análise; 
▪ Em princípio, não podemos aplicar multa sem comprovar a irregularidade. 
AQUELE DE / AQUELES DE 
Aquele de exige o verbo no singular: 
▪ Aquele de nós que saiu primeiro não estava se sentindo bem; 
▪ Aquele de vocês que solicitou participação no curso será dispensado do trabalho; 
▪ Aquele dentre os escriturários que não atingir a meta fará hora extra. 
Aqueles de exige que o verbo concorde com a palavra que o persegue: 
▪ Aqueles de nós que trabalhamos no feriado teremos dias de folga; 
▪ Aqueles dentre os novos empregados que se destacarem serão promovidos. 
Entretanto, há uma tendência moderna de deixar o verbo sempre na terceira pessoa do plural: 
▪ Aqueles de nós que foram trabalhar serão recompensados; 
▪ Aqueles de vós que estudaram passarão no próximo concurso. 
A TEMPO / HÁ TEMPO 
A tempo significa no momento oportuno, dentro do prazo, em boa hora: 
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▪ Chegamos ao jogo do Brasil a tempo de ouvir o hino nacional; 
▪ Aplicamos o dinheiro a tempo de conseguirmos bons rendimentos. 
Há tempo indica tempo decorrido e pode ser substituído por faz tempo: 
▪ Esta agência bancária possui o mesmo gerente há tempo; 
▪ O Banco não contrata novos escriturários há tempo. 
ATRAVÉS DE 
Essa locução deve ser usada para significar de um lado para outro, ao longo de: 
▪ Um feixe de luz passou através da fechadura da porta; 
▪ A bala perdida passou através da janela; 
▪ Através dos anos, ele adquiriu muita experiência no trabalho; 
Deve-se evitar, pois, seu uso com o sentido de por intermédio de, por meio de, mediante: 
▪ Conseguimos as informações através do site (inadequado); 
▪ Obtivemos proteção através da equipe de segurança (inadequado). 
BASTANTE 
Como advérbio, bastante acompanha verbos, advérbios e adjetivos. Nesses casos, é invariável e significa 
muito, satisfatoriamente, de maneira acima da média: 
▪ Estudamos bastante para o concurso e fomos aprovados; 
▪ Na prova discursiva, deve-se escrever bastante bem para conseguir uma boa pontuação; 
▪ Para defender sua opinião, a pessoa ficou bastante irritada. 
Como adjetivo, bastante acompanha substantivo e é variável. Significa suficiente, satisfatório, numeroso, 
abundante: 
▪ Separamos informações bastantes para fazermos o trabalho; 
▪ Assistimos a aulas bastantes para esclarecer o assunto. 
Como pronome indefinido, também acompanha o substantivoe é variável. Significa muito: 
▪ A supervisora dedica bastantes horas ao trabalho; 
▪ Ele comeu bastantes docinhos na festa de aniversário. 
BEM COMO 
A concordância do verbo com o sujeito composto ligado por bem como pode ser feita de duas formas: 
i. No singular, quando se quer destacar o primeiro elemento: 
▪ O presidente, bem como os ministros, emitiu parecer favorável; 
▪ O diretor, bem como os funcionários, assistiu ao vídeo educativo. 
ii. No plural, retiram-se as vírgulas para atribuir a mesma importância aos dois elementos: 
▪ O presidente bem como os ministros emitiram parecer favorável; 
▪ O diretor bem como os funcionários assistiram ao vídeo educativo. 
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TRATA-SE DE 
A dúvida aqui é se a construção admite plural. Não confunda a voz passiva pronominal com o sujeito 
indeterminado pela partícula “se”. 
▪ Encaminham-se provas com gabarito. (certo) 
▪ As provas com gabarito são encaminhadas. (certo) 
Por sua vez: 
▪ Trata-se de provas com gabarito. (certo. Não admite variação) 
▪ Tratam-se de provas com gabarito. (errado) 
A DISTÂNCIA 
Atenção! Você deve utilizar “à distância” quando a distância estiver determinada. Caso não esteja, esqueça 
a crase e utilize “a distância”. Simples assim! 
Exemplos: 
▪ Moro à distância de 100 metros da escola. (certo) 
▪ Já eu, estudo a distancia. E a distancia, tudo é mais difícil. (certo) 
APOSTA ESTRATÉGICA 
A ideia desta seção é apresentar os pontos do conteúdo que mais possuem chances de serem cobrados em 
prova, considerando o histórico de questões da banca em provas de nível semelhante à nossa, bem como a 
experiência do professor. 
Aposta Estratégica: Interpretação literal e inferencial 
Justificativa da escolha: 
Esse subassunto lidera o levantamento estatístico, o que indica sua recorrência e relevância em provas de 
Língua Portuguesa em concursos públicos. A predominância dessa cobrança demonstra a intenção das 
bancas de avaliar a capacidade de leitura crítica, compreensão textual e construção de sentidos com base 
nas informações explícitas e implícitas do texto. 
Como esse assunto é cobrado em prova: 
As questões de interpretação literal e inferencial envolvem a identificação de informações expressas 
diretamente no texto (interpretação literal) e a formulação de conclusões baseadas em pistas textuais ou 
conhecimento prévio (inferência). A banca exige que o candidato compreenda tanto a mensagem geral 
quanto aspectos pontuais do texto. Questões comuns abordam a interpretação de ideias centrais, relações 
entre partes do texto, e deduções a partir de trechos específicos. 
Cuidados que o aluno deve ter: 
O candidato deve evitar responder com base em opiniões pessoais ou achismos, concentrando-se no que o 
texto efetivamente apresenta. É fundamental ler atentamente o enunciado e os itens, identificando 
palavras-chave que remetam à ideia central ou às inferências requeridas. Outro ponto crítico é não se 
prender a leituras apressadas; muitas bancas criam distrações com alternativas plausíveis, mas que não se 
sustentam com base no texto. 
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Esquema visual da aposta estratégica (tabela): 
Aspecto Detalhamento 
Conteúdos mais 
cobrados 
Inferência de ideias implícitas- Interpretação global (sentido geral do texto). 
Interpretação específica (detalhes, intenções locais). 
Como a banca cobra 
Questões com base em trechos do texto ou no todo. Itens que pedem 
deduções a partir de pistas textuais. Alternativas com sutis distorções. 
Riscos para o candidato 
Fazer leitura superficial do texto. Interpretar com base em conhecimentos 
de mundo, e não no que está no texto. Cair em pegadinhas de vocabulário 
ou de estrutura frasal. 
Habilidades exigidas 
Identificar informações explícitas. Relacionar ideias ao longo do texto. 
Deduzir sentidos implícitos. Analisar relações lógicas. 
Estratégias de estudo 
Praticar com textos de diferentes gêneros (narrativos, dissertativos, 
informativos). Treinar leitura ativa com grifos e anotações. Refazer questões 
anteriores com análise dos distratores. 
Técnicas recomendadas 
em prova 
Ler primeiro o enunciado da questão antes do texto, para ter foco. Voltar ao 
texto sempre que necessário. Eliminar alternativas com palavras exageradas 
ou genéricas (“sempre”, “nunca”, “todos”). 
Fontes de treino 
indicadas 
Provas anteriores da banca- Questões de interpretação em livros de 
preparação- Simulados com correção comentada. 
Conclusão da aposta estratégica: 
O subassunto “Interpretação literal e inferencial” deve ser tratado como prioridade absoluta na preparação, 
dada sua alta frequência nas avaliações. O domínio dessa habilidade contribui significativamente para a 
pontuação em Língua Portuguesa, uma vez que ela aparece em diversos tipos de questões e impacta 
diretamente a capacidade do candidato de compreender e resolver itens com eficiência. Trata-se de um 
conteúdo transversal, que sustenta a interpretação de enunciados, textos motivadores e até de comandos 
de outras disciplinas. 
QUESTÕES ESTRATÉGICAS 
Nesta seção, apresentamos e comentamos uma amostra de questões objetivas selecionadas 
estrategicamente: são questões com nível de dificuldade semelhante ao que você deve esperar para a sua 
prova e que, em conjunto, abordam os principais pontos do assunto. A ideia, aqui, não é que você fixe o 
conteúdo por meio de uma bateria extensa de questões, mas que você faça uma boa revisão global do 
assunto a partir de, relativamente, poucas questões. 
Questão 1: Interpretação de Textos (Compreensão) 
CEBRASPE (CESPE) - Especialista em Recursos Minerais (ANM) / 2025 – nível superior 
Globalmente, as mulheres representam de 8% a 17% da força de trabalho na mineração. O Brasil está na 
ponta positiva do espectro, com representação média feminina de 17% — aindaque os números sejam mais 
baixos que os do setor industrial brasileiro em geral, em que esse percentual fica em torno de 25%. Na alta 
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liderança, as mulheres representam 20% dos cargos de chefia e 21% dos conselhos administrativos na 
mineração. 
De acordo com uma pesquisa global da McKinsey, além de colocar em prática valores de igualdade e 
equidade, a diversidade melhora o desempenho operacional. Equipes diversas são mais produtivas, 
aderindo 11% mais ao cronograma de produção; têm práticas mais seguras, com uma frequência de 
acidentes 67% menor; e são mais criativas e resilientes. 
Signatária dos Princípios de Empoderamento da Mulher da ONU, uma mineradora global criou, em 2018, 
um programa de trainee 100% feminino e, no ano seguinte, realizou seu primeiro processo seletivo exclusivo 
para mulheres engenheiras, analistas e gestoras. A medida tem impulsionado o índice de participação 
feminina da empresa, que passou de 13% para 22% entre 2019 e 2022. 
Há, ainda, um obstáculo anterior, como aponta uma gerente de governança do setor: “A mineração tem 
muitos cargos em ciências exatas, mas não encontramos muitas universitárias nesses cursos”. 
De fato, se, por um lado, as brasileiras têm maior grau de escolaridade do que os homens, por outro, elas 
são minoria nos cursos de STEM (ciências, tecnologia, engenharias ematemática): 10% das universitárias e 
28% de homens universitários estão matriculados em graduações nessas áreas. 
A fim de vencer esse obstáculo, mineradoras globais passaram a oferecer, em parceria com universidades, 
bolsas de estudos para mulheres nas áreas de engenharia e ciências exatas. 
Internet: (com adaptações).Julgue o item que se segue, referente às ideias do texto acima. 
Nas equipes de trabalho, a diversidade pode ser considerada um fator de alavancagem do desempenho 
operacional, segundo a pesquisa citada no texto. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
O item avalia se a diversidade nas equipes de trabalho, segundo o texto, está relacionada à melhoria do 
desempenho operacional. 
O trecho relevante é: “De acordo com uma pesquisa global da McKinsey, além de colocar em prática 
valores de igualdade e equidade, a diversidade melhora o desempenho operacional.” 
O texto ainda reforça essa ideia com dados concretos: 
• Equipes diversas aderem 11% mais ao cronograma de produção; 
• Têm frequência de acidentes 67% menor; 
• São mais criativas e resilientes. 
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Esses dados indicam que a diversidade não só tem valor social (igualdade e equidade), mas também 
impacta positivamente nos resultados práticos da operação, ou seja, funciona como fator de 
alavancagem do desempenho operacional, como afirma o item. 
Assim, o item está correto. 
Gabarito: CERTO 
 
Questão 2: Interpretação de Textos (Compreensão) 
CEBRASPE (CESPE) - PC DF / 2025 – nível superior 
O renomado linguista e filósofo Noam Chomsky e outros dois especialistas em linguística, Ian Roberts e 
Jeffrey Watumull, escreveram um artigo para o jornal The New York Times, em março de 2023, 
compartilhando sua visão sobre os avanços que vêm ocorrendo no campo da inteligência artificial (IA). 
Para os intelectuais, os avanços “supostamente revolucionários” apresentados pelos desenvolvedores da IA 
são motivo “tanto para otimismo como para preocupação”. 
No primeiro caso, porque as ferramentas de IA podem ser úteis para resolver certas problemáticas, ao passo 
que, no segundo, “tememos que a variedade mais popular e em voga da inteligência artificial (aprendizado 
automático) degrade nossa ciência e deprecie nossa ética ao incorporar à tecnologia uma concepção 
fundamentalmente errônea da linguagem e do conhecimento”. 
 Embora os linguistas reconheçam que as IA são eficazes na tarefa de armazenar imensas quantidades de 
informação, que não necessariamente são verídicas, elas não possuem uma “inteligência” como a das 
pessoas. “Por mais úteis que esses programas possam ser em alguns campos específicos (como na 
programação de computadores, por exemplo, ou na sugestão de rimas para versos rápidos), sabemos, pela 
ciência da língua e pela filosofia do conhecimento, que diferem profundamente do modo como os seres 
humanos raciocinam e utilizam a linguagem”, alertaram. “Essas diferenças impõem limitações significativas 
ao que podem fazer, que pode ser codificado com falhas inerradicáveis”. 
 Nesse sentido, os autores detalharam que, diferentemente de mecanismos de aplicativos como o ChatGPT, 
que operam com base na coleta de inúmeros dados, a mente humana pode funcionar com pequenas 
quantidades de informação, por meio das quais “não busca inferir correlações abruptas entre pontos (...), 
mas, sim, criar explicações”. 
 Nessa linha, manifestam que esses aplicativos não são realmente “inteligentes”, pois carecem de 
capacidade crítica. Embora possam descrever e prever “o que é”, “o que foi” e “o que será”, não são capazes 
de explicar “o que não é” e “o que não poderia ser” 
Internet: (com adaptações). 
Julgue o item a seguir, a partir das ideias veiculadas no texto acima. 
 Um aspecto negativo da IA mencionado pelos pesquisadores citados no texto diz respeito aos princípios 
éticos, uma vez que, segundo eles, as descobertas e criações científicas nem sempre serão adequadamente 
atribuídas a seus autores. 
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40 
Certo 
Errado 
Comentário: 
O item afirma que um dos aspectos negativos da inteligência artificial, segundo o texto, seria o risco de que 
descobertas e criações científicas não sejam adequadamente atribuídas aos seus autores — o que não 
encontra qualquer respaldo nas informações apresentadas no texto. 
O que o texto efetivamente traz como crítica está no seguinte trecho: “[...] tememos que a variedade mais 
popular e em voga da inteligência artificial (aprendizado automático) degrade nossa ciência e deprecie 
nossa ética ao incorporar à tecnologia uma concepção fundamentalmente errônea da linguagem e do 
conhecimento.” 
Ou seja, a preocupação ética levantada pelos autores não diz respeito à autoria de descobertas, mas sim 
ao fundamento equivocado sobre o qual a IA opera, especialmente no que se refere à linguagem e ao 
raciocínio humano. 
A questão da atribuição de autoria de descobertas científicas não é mencionada em nenhum momento, 
o que torna o conteúdo do item uma extrapolação indevida das ideias do texto. 
Portanto, o item está errado. 
Gabarito: ERRADO 
 
Questão 3: Interpretação de Textos (Compreensão) 
CEBRASPE (CESPE) - Analista Judiciário (TRF 6ª Região) / 2025 – nível superior 
Analisando-se a literatura produzida sobre justiça restaurativa desde o final da década de 70 do século 
passado, verifica-se que há diferentes abordagens, produzidas por estudiosos dos mais diversos campos do 
conhecimento (filosofia, psicologia social, antropologia, ciências jurídicas, pedagogia, assistência social, 
entre outros), incluídos acadêmicos, facilitadores de justiça restaurativa, servidores públicos e entusiastas 
da justiça restaurativa que buscam disseminar e fortalecer a sua implementação em nível institucional. 
Dada essa pluralidade de abordagens, surgiram diversas definições de justiça restaurativa na literatura ao 
longo das últimas décadas, razão pela qual alguns autores atuais apontam que o conceito de justiça 
restaurativa ainda estaria “em aberto”. Contudo, parece haver na literatura certo consenso de que tal 
pluralidade seria algo positivo, por possibilitar a adaptação do conceito a diferentes contextos culturais. 
Alguns autores também sugerem que a justiça restaurativa seria um conceito “guarda-chuva”, ou seja, um 
conceito que abarca uma vasta gama de formulações, desde que sejam conservados os elementos 
essenciais da justiça restaurativa. 
Fernanda Carvalho Dias de Oliveira Silva. A experiência e o saber da 
experiência da justiça restaurativa no Brasil: práticas, discursos e desafios. 
São Paulo: Blucher, 2021, p. 37-38 (com adaptações). 
Julgue o item a seguir, a partir das ideias veiculadas no texto acima. 
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 A respeito das ideias e de aspectos discursivos e linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. 
No texto, a autora sugere tratar a justiça restaurativa como um conceito “guarda-chuva”, isto é, aplicável a 
várias formulações, devido à existência de diferentes definições desse instituto na literatura. 
Certo 
Errado 
Comentário: 
O item afirma que a autora do texto sugere tratar a justiça restaurativa como um conceito “guarda-chuva”, 
aplicável a várias formulações. No entanto, essa atribuição está equivocada. 
Veja o que o texto diz literalmente: “Alguns autores também sugerem que a justiça restaurativa seria um 
conceito ‘guarda-chuva’, ou seja, um conceito que abarca uma vasta gama de formulações, desde que 
sejam conservados os elementos essenciais da justiça restaurativa.” 
Fica claro que a sugestão parte de "alguns autores", e não da própria autora do texto. A autora apenas 
relata ou expõe a existência dessa visão dentro da literatura especializada, sem endossá-la diretamente. 
Assim, o item incorre em extrapolação, ao atribuir à autora uma posição que ela não assume no texto. 
Portanto, o

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