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MAPAS MENTAIS
DIREITODIREITO
por @viciodeumaestudante
PENAL
elementos do 
fato típico
conduta
resultado
nexo 
causal
tipicidade
Todo comportamento humano, positivo 
ou negativo, consciente e voluntário, 
dirigido a uma finalidade específica 
(teoria finalista).
o dolo e a culpa fazem 
parte do fato típicoEXCLUI A CONDUTA:
- Coação FÍSICA 
irresistível;
- Caso fortuito ou 
força maior;
- Sonambulismo e 
hipsone;
- Atos reflexos.
É a 
consequência 
da conduta 
humana.
resultado naturalístico a conduta resulta na modificação 
do mundo exterior.
a conduta resulta na lesão ou 
perigo de lesão ao bem jurídico.
É a subsunção entre o fato concreto e a norma penal.
tipicidade formal tipicidade material
resultado normativo
é o mero enquadramento 
do fato à norma.
relevância da lesão ou perigo 
de lesão ao bem jurídico.
Elo entre a conduta praticada pelo 
indivíduo e o resultado. É a condição 
sem a qual o crime não teoria ocorrido. 
No princípio da insignificância, não 
há tipicidade material, por isso é 
considerado uma excludente de 
tipicidade.
crime omissivo
PRÓPRIO OU PURO IMPRÓPRIO, IMPURO OU 
COMISSIVO POR OMISSÃO
É uma espécie do elemento CONDUTA. A 
conduta pode ser por ação ou por omissão.
O tipo penal descreve uma 
omissão. O sujeito tem o 
dever legal de agir. 
São crimes comuns (qualquer 
pessoa pode praticar) e de 
mera conduta (não tem 
resultado naturalístico).
São crimes unissubsistentes, por 
isso não admitem tentativa.
O tipo penal descreve uma ação. O 
sujeito tem o dever jurídico de 
proteção. Aqui o agente não é 
responsável por ter causado o 
resultado, mas por não ter impedido.
São crimes próprios (somente as 
pessoas descritas na norma podem 
praticar) e materiais (aqueles que 
exigem resultado naturalístico).
 Admitem tentativa.
- Quando tenha, por lei, obrigação de 
cuidado, proteção e vigilância;
- Quando, de outra forma, assumiu a 
responsabilidade de impedir o 
resultado, assumindo a posição de 
garantidor;
- Quando, com seu comportamento 
anterior, criou risco para ocorrência de 
resultado.
Art. 13, § 2º, CP.
Art. 135, CP: omissão de 
socorro.
crime 
doloso
DIRETO
INDIRETO
O agente quer praticar a conduta 
descrita no tipo penal, digirindo-se 
à produção do resultado.
Adota-se a teoria da 
vontade: é a vontade 
consciente de produzir o 
resultado!
O agente não busca 
resultado certo e 
determinado.
alternativo
dolo eventual
O agente quer alcançar um 
ou outro resultado. Se 
alcançar o menos grave, 
responderá pelo mais grave, 
porque responde de acordo 
com o seu dolo.
O agente não quer o 
resultado, mas assume 
o risco de produzi-lo.
Adota-se a teoria do assentimento: há dolo 
quando houver previsão do resultado e o agente 
optar por assumir o risco de produzi-lo.
crime 
culposo
Elementos 
CONDUTA 
VOLUNTÁRIA
VIOLAÇÃO DO 
DEVER OBJETIVO 
DE CUIDADO 
RESULTADO 
INVOLUNTÁRIO
NEXO CAUSAL
PREVISIBILIDADE 
OBJETIVA
TIPICIDADE
Considera-se culposo o crime que 
o agente dá causa ao resultado 
por imprudência, negligência ou 
imperícia.
possibilidade do homem 
médio prever o resultado.
o agente quer realizar a 
ação ou omissão.
o agente não quis o resultado, mas 
foi causado pela imprudência, 
imperícia e negligência.
Os crimes culposos são 
crimes materiais 
(necessitam de um 
resultado naturalístico)
nexo que liga a 
conduta ao resultado.
a forma culposa deve estar 
expressamente prevista em lei .
 IMPRUDÊNCIA NEGLIGÊNCIA IMPERÍCIA
Conduta positiva. 
O agente age sem 
cautela. 
Conduta negativa. 
O agente deixa de 
fazer algo que 
deveria ter feito.
Culpa profissional. 
O agente realiza algo 
sem aptidão técnica 
para tanto.
Ex: motorista dirige 
em alta velocidade.
Ex: motorista que 
deixa de fazer 
manutenção nos 
freios.
Ex: médico que 
durante a cirurgia, 
corta uma artéria e 
leva o paciente a 
óbito.
crime 
culposo
própria
imprópria
culpa consciente
culpa inconsciente
O agente, em virtude de erro evitável 
quanto à ilicitude do fato, prevê um 
resultado e deseja sua produção, 
porque acredita que está acobertado 
por uma excludente de ilicitude.
O agente não quer o 
resultado e não assume o 
risco de produzi-lo.
O agente acredita sinceramente que o 
resultado não irá acontecer, embora o 
preveja. É A CULPA COM PREVISÃO.
O agente não prevê o resultado, 
embora seja previsível de acordo 
com o homem médio. É A CULPA 
SEM PREVISÃO.
Na verdade é DOLO, mas 
é punido a título de culpa 
pela polícia criminal.
- São crimes materiais (exigem a 
ocorrência do resultado 
naturalistico);
- Não é admitida a compensação 
de culpas;
- Não admitem tentativa.
CARACTERÍSTICAS 
DO CRIME CULPOSO
relação de 
causal idade concausas
causas 
absolutamente 
independentes
causas 
relativamente 
independentes
PREEXISTENTES
CONCOMITANTES
SUPERVENIENTES
A causa efetiva do 
resultado antecede o 
comportamento paralelo.
A causa efetiva do 
resultado acontece 
simultaneamente com 
comportamento paralelo.
A causa efetiva do 
resultado é posterior ao 
comportamento paralelo.
Adota-se a TEORIA DA 
EQUIVALÊNCIA DOS 
ANTECEDENTES/ 
CAUSALIDADE SIMPLES: para 
todos as formas, o agente do 
comportamento parelelo só 
responde pelo que praticou, não 
respondendo pelo resultado final.
PREEXISTENTES
CONCOMITANTES
SUPERVENIENTES
A causa efetiva 
preexistente soma-se 
ao comportamento 
paralelo e, juntos, 
produzem o resultado.
A causa efetiva e o 
comportamento paralelo 
ocorrem no mesmo 
instante e, juntos, 
produzem o resultado.
Adota-se a TEORIA DA 
EQUIVALÊNCIA DOS 
ANTECEDENTES/ 
CAUSALIDADE 
SIMPLES: os agentes 
respondem pelo 
resultado produzido.
não produziu por 
si só o resultado
produziu por si 
só o resultado
a causa efetiva 
superveniente está na 
linha de desdobramento da 
conduta inicial do agente.
a causa efetiva 
superveniente é um 
evento que sai da linha de 
desdobramento causal.
Adota-se a TEORIA DA 
EQUIVALÊNCIA DOS 
ANTECEDENTES/ 
CAUSALIDADE SIMPLES: 
o agente responde pelo 
resultado produzido.
Adota-se a TEORIA 
DA CAUSALIDADE 
ADEQUADA: o agente 
responde somente 
pelos atos até então 
praticados.
O agente errou, mas, em seu lugar, o 
?homem médio? também erraria. Portanto, 
não há culpa do agente.
erro do tipo
Há a falsa percepção da realidade 
pelo agente (não sabe que pratica 
um crime).
ERRO DE TIPO ESSENCIAL 
ERRO DE TIPO ACIDENTAL 
escusável / invencível / inevitável
inescusável /vencível /evitável
É aquele erro que recai sobre as 
cincunstâncias e dados 
irrelevantes ao crime.
erro sobre a pessoa
erro sobre o objeto
EXCLUI O DOLO 
E A CULPA (fato 
atípico).
O agente errou, mas o ?homem médio? não 
erraria. Portanto, revela culpa do agente.
EXCLUI O DOLO, MAS 
PERMITE A PUNIÇÃO POR 
CRIME CULPOSO, SE 
PREVISTO EM LEI. Art. 20, CP. 
O agente confunde a pessoa que queria atingir 
com uma pessoa diversa. (PESSOA X PESSOA)
Aqui, a vítima virtual NÃO corre nenhum perigo. 
Consideram-se, na dosimetria da pena, as 
condições e qualidades da vítima contra a qual o 
agente queria praticar o crime. Art. 20, §3º, CP. 
O agente queria praticar o crime contra 
uma coisa, mas, por erro, acabou 
praticando contra coisa diversa.
(COISA X COISA)
O agente queria produzir o resultado por 
determinada causa, mas acaba produzindo 
esse resultado por causa diversa.
O agente, por acidente ou erro no uso dos 
meios de execução, ao invés de atingir a 
pessoa que pretendia ofender, atinge 
pessoa diversa (PESSOA X PESSOA)
Aqui, a vítima virtual corre perigo.
Consideram-se, na dosimetria da pena, as 
condições e qualidades da vítima contra a qual 
o agente queria praticar o crime (vítima virtual). 
Art. 73, CP.
O agente queria praticar um 
determinado crime, mas, por erro, 
acabou praticando crime diverso. 
(CRIME X CRIME). Art. 74, CP. 
É aquele erro que recai sobre um ou 
mais elementos do tipo legal de crime.
error in persona
erro sobre O nexo causal
aberratio causae
erro na execução
resultado diverso dopretendido
aberratio ictus
EXCLUDENTE DE 
TIPICIDADE, SE FOR 
ESSENCIAL E 
ESCUSÁVEL!
erro dE 
PROIBIÇÃO
escusável / invencível / inevitável
inescusável /vencível /evitável
O agente conhece a lei, mas 
desconhece o caráter ilícito do 
fato, adquirido através da cultura 
ou da vivência em sociedade.
EXCLUDENTE DE 
CULPABILIDADE, SE FOR 
ESCUSÁVEL!
O agente errou e, por mais que se 
esforçasse no caso concreto, ainda 
assim o erro teria ocorrido.
O agente errou, mas se ele tivesse se 
esforçado no caso concreto, o erro 
não teria ocorrido.
ISENTA DE PENA.
Exclui a culpabilidade pela 
FALTA DE POTENCIAL 
CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE.
CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE 
PENA: 1/6 a 1/3. Art. 21, CP. 
erro do tipo erro dE PROIBIÇÃO
Há a falsa percepção da realidade 
pelo agente.
O agente conhece a realidade e sabe o que 
faz, mas não sabe que a conduta é ilícita.
Ex: Levar, para casa, celular alheio, 
acreditando ser o seu.
Ex: Holandês traz maconha para o Brasil.
Incide sobre os elementos do tipo.
Incide sobre a potencial consciência da 
ilicitude. 
Excludente de tipicidade, caso seja 
um erro essencial e escusável.
Excludente de culpabilidade, 
caso o erro seja escusável.
iter crimins 
tentativa
COGITAÇÃO
ATOS 
PREPARATÓRIOS
ATOS 
EXECUTÓRIOS CONSUMAÇÃO
É o pensamento do agente 
quando cogita praticar o 
crime. É impunível.
Atos que o agente pratica para 
preparar a execução do crime. 
Em regra , é impunível.
Exceção: associação criminosa.
É quando o agente começa a 
praticar ato executório: é 
aquele que inicia a realização 
do núcleo do tipo.
(teoria objetiva formal)
Crime reune todos os 
elementos do tipo penal.
- Crime material: são os que exigem o 
resultado naturalístico para a 
consumação do crime.
- Crime formal: são os que, embora 
exista o resultado naturalístico, este não 
é necessário para a consumação do 
crime.
- Crime de mera condura: são os que 
não possuem resultado naturalistico. 
Consumam-se com a mera atividade.
A tentativa ocorre quando, 
iniciada a execução, o crime não 
se consuma por circunstâncias 
alheias à vontade do agente.Diminui a pena 
de 1/3 a 2/3.
não admitem tentativa:
crime 
impossível
Acontece quando a consumação do 
crime torna-se impossível em virtude 
da absoluta ineficácia do meio 
empregado ou pela inapropriedade 
absoluta do objeto material do crime.
Também chamada de tentativa 
impossível, tentativa inidônea, tentativa 
inedequada ou quase crime.
- Crimes culposos;
- Crimes preterdolosos;
- Contravenções penais;
- Crimes omissivos próprios;
- Crimes unissubsistentes;
- Crimes habituais;
- Crimes de atentado (recebem o mesmo 
tratamento que o crime consumado).
desistência 
voluntária
arrependimento 
eficaz
arrependimento 
posteriorX X
O agente, voluntariamente, 
desiste de prosseguir com 
a execução do crime.
O agente, depois de ter esgotado 
todos os atos executórios do crime, 
impede a consumação deste.
REQUISITOS:
- Crime cometido sem violência ou grave 
ameça;
- Conduta voluntária do agente;
- Reparação integral do dano OU 
restituição da coisa até o RECEBIMENTO 
da denúncia ou queixa.
O agente, embora tenha cometido o crime, 
arrepende-se e busca minorar os efeitos 
do delito praticado. Trata-se de uma causa 
genérica de diminuição de pena.
Se for depois, incidirá como 
uma atenuante genérica (art. 
65, III CP).
O agente responderá somente pelos 
atos praticados, não respondendo 
pela "tentativa" do crime que 
pretendia, inicialmente, consumar.
O agente responderá somente pelos 
atos praticados, não respondendo 
pela "tentativa" do crime que 
pretendia, inicialmente, consumar.
excludentes de il icitude (antijuricidade)
É a contradição entre o comportamento 
praticado pelo agente e aquilo que o 
ordenamento jurídico diz.
l egítima 
defesa
estado de 
necessidade
Repelir injusta agressão, atual ou iminente, 
a direito próprio ou alheio, usando, 
moderadamente, os meios necessários.
Salvar, de perigo atual, direito próprio ou alheio, que 
não provocou e nem pode evitar, cujo sacrifício, nas 
circunstâncias, não era razoável exigir-se.
REQUISITOS:
- CONHECIMENTO DA SITUAÇÃO JUSTIFICANTE;
- AGRESSÃO INJUSTA (a conduta aqui é sempre 
humana);
- ATUAL OU IMINENTE;
- USO MODERADO DOS MEIOS NECESSÁRIOS;
- PROTEÇÃO DE DIREITO PRÓPRIO OU ALHEIO 
(tendo opção, deve-se utilizar do meio menos 
lesivo e sem excessos). 
REQUISITOS:
- CONHECIMENTO DA SITUAÇÃO JUSTIFICANTE
- PERIGO ATUAL (a doutrina entende que o 
imimente também pode ser protegido; a conduta 
pode ser humana, ato de animal ou eventos da 
natureza);
- AMEAÇA A DIREITO PRÓPRIO OU DE TERCEIRO;
- PERIGO NÃO PROVOCADO VOLUNTARIAMENTE 
PELO AGENTE;
- INEGIXIBILIDADE DE SACRIFÍCIO DO DIREITO 
AMEAÇADO (o bem jurídico que se pretende salvar 
do perigo deve ser igual ou de maior relevância do 
que aquele que será sacrificado);
- AUSÊNCIA DE DEVER LEGAL DE ENFRENTAR O 
PERIGO (ex: bombeiros e policiais).
ATENÇÃO!! Parágrafo único. Observados os requisitos previstos no 
caput deste artigo, considera-se também em legítima 
defesa o agente de segurança pública que repele 
agressão ou risco de agressão a vítima mantida refém 
durante a prática de crimes.
incluido pelo 
Pacote Anticrime 
(Lei 13.964/19)
excludentes de il icitude (antijuricidade)
estrito 
cumprimento de 
dever legal
exercício 
regular do 
direito
consentimento 
do ofendido
É uma causa 
SUPRALEGAL 
de exclusão de 
ilicitude. 
O titular do bem jurídico (pessoa 
física ou jurídica) renuncia à 
proteção do direito penal. 
O consentimento deve ser 
expresso, livre, mora e prévio 
à consumação do delito e 
emanado por pessoa capaz.
Cabível apenas 
em relação a 
bens jurídicos 
DISPONÍVEIS.
É a prática de um fato típico em razão 
de cumprir uma obrigação direta ou 
indiretamente imposta pela lei.
O destinatário é o 
funcionário público. 
caso aja fora dos limites 
legais, responderá pelo 
excesso ou abuso de 
autoridade.
Quem está autorizado a praticar um ato 
reputado como exercício de um direito, 
previsto direta ou indiretamente em lei, 
age de forma lícita.
Ex: intervenções cirurgicas e 
práticas desportivas.
caso exerça 
abusivamente do direito, 
responderá pelo excesso.
	6M - fato t�pico (semana 02)
	Página 1
	Página 2
	Página 3
	Página 4
	Página 5
	Página 6
	3M - erro de tipo e de proibição (semana 02)
	Página 1
	Página 2
	Página 3
	2M - iter crimins e tentativa (semana 02)
	Página 1
	Página 2
	2M - excludente de ilicitude (semana 2)
	Página 1
	Página 2

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