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Introdução a Cromatografia Sumário Qual a importância da cromatografia para a aromaterapia? 6 O que é Cromatografia? 9 Quais são os métodos existentes? 14 Como a Cromatografia gasosa funciona? 4 Como interpretar um laudo cromatográfico? 21 Por que existem variações de analise à analise? 26 É possível acontecer alguma falha ao se realizar a cromatografia? 28 Introdução Nos estudos dos óleos essenciais, podemos perceber que estas incríveis e complexas substâncias possuem em uma única gota, centenas de estruturas químicas diferentes, cada uma interagindo de maneira diferente nas estruturas de nosso corpo. Pensando nisso, dentre as várias técnicas de controle de qualidade a cromatografia é o método que permite não só identificarmos quais são as estruturas químicas presentes no óleo mas também quantificar as concentrações destas substâncias presentes. Introdução Com as crescentes demandas de nossos consumidores em solicitar a cromatografia de nossos óleos e pelas inúmeras dúvidas que surgem por conta deste assunto, elaboramos este e-book, como forma de fazer com que você entenda melhor sobre o funcionalidade de uma cromatografia e entender como o método funciona. Esperamos que este material possa trazer um bom embasamento para sua busca por conhecimentos em aromaterapia. . Introdução Como forma de tornar o e-book mais claro e funcional ele foi elaborado em esquema de perguntas e respostas, sendo que você poderá se nortear pelo sumário, contido na página seguinte. Qual a importância da cromatografia para a aromaterapia? A partir da cromatografia, podemos mapear quais são as estruturas químicas presentes no óleo essencial e a concentração destes metabólitos secundários, isso é útil tanto para indicar a aplicação terapêutica, mas também a confirmação de quimiotipos e geotipos botânicos, que podem aumentar ou diminuir a concentração de algum dos metabólitos presente. 6 A partir da cromatografia, é possível também estabelecer relações úteis referente a trocas de óleos essenciais para uma finalidade terapêutica, dado que, a partir do estudos dos metabólitos secundários, o aromaterapeuta pode escolher os óleos de uma sinergia mediante ao produto químico que ele precisa. Qual a importância da cromatografia para a aromaterapia? 7 As empresas que comercializam óleos essenciais podem a partir da cromatografia realizar a qualificação de fornecedores, pelo qual as empresas podem tanto optar por fazer tal análise lote a lote, porém tal prática geralmente encarece o produto. Ou optar por fazer periodicamente como forma de instituir uma média dos resultados obtidos ao longo do histórico de compra. Porém em nosso país não existe um direcionamento legislativo referente a como tais empresas devem proceder, portanto cada uma estabelece a própria forma de conduzir. Qual a importância da cromatografia para a aromaterapia? 8 O que é Cromatografia? A cromatografia é um método físico químico que permite a separação, identificação e quantificação de substâncias em uma mistura. Ela foi desenvolvida inicialmente por um botânico chamado Mikhail S Tsweet , que usava a cromatografia como forma de separar a clorofila de extratos de plantas. Porém o método foi muito bem adaptado para a química por Khun e Lederer, sendo esta aprimorada para diversos métodos que permitem aplicação em vários compostos dentro do mesmo princípio. A Cromatografia se baseia no princípio de separação fundamentada pela migração diferencial dos componentes de uma mistura. Mas calma! Que iremos nos aprofundar nesse conceito com maior detalhamento. 9 O que é Cromatografia? Substâncias químicas desenvolvem afinidade uma com as outras por diferentes formas: por exemplo a água que interage facilmente com vinagre formando uma mistura miscível. Já com o óleo a água formará uma mistura imiscível (não homogênea). Vários são os fatores que podem influenciar no quesito afinidade de substâncias como por exemplo: Solubilidade, Polaridade, Ionização. Precisamos primeiramente de um “caminho”, pelo qual a substância a ser identificada ou separada, irá passar, neste “caminho”, que pode ser uma coluna cilíndrica ou um papel, a substância terá contato com o primeiro componente necessário para que a cromatografia ocorra: que é a fase estacionária ou também chamada de fase fixa. 10 O que é Cromatografia? A Fase Fixa serve como uma “peneira” para reter as substâncias da mistura a ser analisada, a velocidade pelo qual a substância a ser analisada percorre a fase estacionária, delimita a afinidade que esta substância tem por ela. A fase estacionária geralmente é composta por substâncias ou liquidas. Ainda no “caminho” mencionado no parágrafo anterior. A substância a ser analisada também terá contato com a fase móvel, sendo este um liquido ou um gás, com a finalidade de servir como um carreador, para facilitar que esta substância percorra todo o caminho preenchido pela fase estacionária. Ainda está confuso? Temos um jeito mais simples para explicar: basta seguir o seguinte esquema: 11 Coluna Cromatográfica Substância a ser analisada Fase estacionária (parte clara que preenche a coluna) Fase Móvel (Indicada pelas setas em roxo) Nota-se que a substância a ser analisada possui diversas estruturas diferentes Ao inserirmos a substância na parte superior do cromatógrafo ele começará a percorrer a fase estacionária. A fase móvel irá ajudar a “empurrar” as substâncias até o fim da coluna cromatográfica As estruturas químicas com maior afinidade pela fase estacionária demoraram mais tempo para percorrer a coluna cromatográfica A partir daí as substâncias são separadas e conforme passam pela coluna, elas são catalogadas por um sistema informatizado capaz de identificar a partir da combinação de padrões, qual é a estrutura química encontrada 12 2 1 3 4 5 O que é Cromatografia? Bom agora deve ter ficado mais claro, mas o importante saber é que a cromatografia é uma análise muito recorrida para separação, identificação e quantificação de compostos, utilizada na indústria química, farmacêutica, botânica, alimentícia e em diversos outros nichos. E para os óleos essenciais, um item indispensável para análise de um óleo. 13 Quais são os métodos existentes? Por se tratar de uma técnica muito empregada em diversos nichos de mercado como método de análise de controle de qualidade, a cromatografia foi adaptada ao longo de sua existência, onde para cada tipo de substância geralmente o que é alterado são a composição e os componentes das fases móvel e fixa, ou o circuito cromatográfico que pode ser alterado para o uso de papel (planar) ou de colunas cromatográficas. O esquema a seguir mostra os principais métodos usados para realização da cromatografia: 14 Cromatografia Planar Coluna Fase Móvel Liquida Fase Móvel Gasosa Fase Móvel Liquida Cromatografia de Papel Cromatografia de Camada delgada O sistema acontece em um meio plano (exemplo papel) O sistema acontece em colunas cromatográficas Cromatografia Gasosa Cromatografia em coluna clássica Cromatografia Líquida de alta eficiência Análise de Óleos Essenciais e vegetais são feitos por este método Quais são os métodos existentes? 15 Quais são os métodos existentes? Para os estudos dos óleos essenciais e vegetais o método mais empregado e de maior qualidade de análise é a cromatografia gasosa, que por possuir em sua fase móvel um gás é ideal para análise de substâncias voláteis, além de conseguir analisar moléculas que estão em baixa concentração. Além de possuir diversos detectores capazes de detectar um grande número de substâncias. 16 Cromatografia Gasosa Na cromatografia gasosa, a fase móvel é composta por um gás. Ao injetarmos o óleo essencial ao sistema, ele segue pela coluna cromatográfica preenchida com a fase estacionária. Ao entrar em contato com a fase estacionária, o óleo essencial começará a migrar por ela até chegarao fim da coluna. D Fase móvel (gasoso) Detector Sistema informatizado capaz de interpretar os picos cromatográficos Inserção do óleo essencial realizadas por microseringas 17 Cromatografia Gasosa D Fase móvel (gasoso) Detector Sistema informatizado capaz de interpretar os picos cromatográficos Inserção do óleo essencial realizadas por microseringas Ao chegar no fim da coluna, tanto pela interação com a fase fixa quanto com a fase móvel permite a separação do óleo essencial em seus metabólitos, pelo qual cada metabólito percorrerá a coluna em diferentes velocidades A fase móvel serve para auxiliar tanto na separação dos metabolitos secundários contido no óleo essencial mas também para potencializar o percurso do óleo pela coluna cromatográfica 18 D Fase móvel (gasoso) Detector Sistema informatizado capaz de interpretar os picos cromatográficos Inserção do óleo essencial realizadas por microseringas A forma com que esse reconhecimento acontece, leva em consideração o tempo pelo qual a substância passa pela coluna cromatográfica e também consequentemente a velocidade com que isso ocorre. Ao chegar no fim da coluna cromatográfica os metabólitos secundários passam por um detector capaz de reconhecer quimicamente este metabólito através de picos. Cromatografia Gasosa 19 D Fase móvel (gasoso) Detector Sistema informatizado capaz de interpretar os picos cromatográficos Inserção do óleo essencial realizadas por microseringas Os detectores estabelecem o resultados das análises em picos cromatográficos, a partir desses picos um sistema informatizado permite a interpretação desses picos com substâncias químicas previamente catalogadas no equipamentos (isso acontece a partir de padrões, pelo qual o equipamento estabelece a relação entre o pico cromatográfico encontrado com o padrão já existente). Cromatografia Gasosa 20 Como interpretar um Laudo Cromatográfico Iremos a partir da análise de um dos nossos óleos essenciais mostrar a você quais são os componentes principais existentes em um laudo cromatográfico, abordando parte a parte como extrair as informações existentes. 21 Informações do óleo que está sendo analisado 22 Este gráfico é a representação dos picos cromatográficos, onde cada um dos picos é condizente a um metabólito secundário encontrado 23 Esta tabela, é a interpretação dos picos cromatográficos encontrados onde da esquerda para a direita temos: A identificação do pico por números. Índice de Retenção, calculado, Nome do constituinte químico encontrado e a concentração na amostra em porcentagem 24 Aqui encontramos como a analise foi feita, tal como a coluna cromatográfica utilizada e as do tempo de ingestão, tempo de análise e outros informativos. 25 Por que existem variações de analise à analise? Neste tópico é importante ressaltarmos que, por mais que existam literaturas que determinam uma faixa de concentração esperada nos laudos cromatográficos. Por se tratar de substâncias naturais produzidas por plantas. E essas plantas possuírem taxas metabólicas diferentes de um espécime para outro ou até mesmo de plantação para plantação, isso justificaria as variações encontradas quando analisamos cromatografias diferentes de um mesmo óleo essencial. 26 Por que existem variações de analise à analise? Pensando nisso, variações nas concentrações dos metabólitos podem ocorrer, já que as plantas sofrem variações de suas taxas metabólicas ( sendo que pelas vias metabólicas ás substâncias químicas de um óleo essencial são produzidas) em função de clima, temperatura, umidade e solo. E se houver mudanças mesmo que sazonais durante o desenvolvimento a produção de um dado metabólito pode aumentar ou diminuir além do esperado. 27 Esta pergunta é um tanto quanto delicada, porém em relação ao procedimento de análise de cromatografia, as chances de ocorrer algum tipo de erro é relativamente baixa, dado que as análises são feitas em pelo menos duplicata e a maior parte do processo ocorre de maneira automatizada. É possível acontecer alguma falha ao se realizar a cromatografia? 28 Situações mais passíveis de erro referente a cromatografia realizada seriam por exemplo, envio de amostras erradas para o laboratório de análise ou de amostras adulteradas com a inclusão de componentes químicos sejam eles sintéticos ou não (pois é possível isolar metabólitos secundários de um óleo essencial ou reproduzi-lo em laboratório). É possível acontecer alguma falha ao se realizar a cromatografia? 29 Nesta situação não seria possível identificar tal erro pelo cromatógrafo, dado que a substância seja ela natural do óleo essencial ou acrescentada de fonte exógena o cromatógrafo não constaria a adulteração. É possível acontecer alguma falha ao se realizar a cromatografia? 30 Conclui-se A cromatografia é uma ferramenta útil para analisar o óleo essencial e até mesmo servir como base para que o aromaterapêuta possa se direcionar a sua prática terapêutica a partir da ação dos metabólitos secundários ao organismo. Entender a ação de um óleo essencial considerando que este é uma sinergia complexa de centenas de estruturas químicas diferentes e que este “mix” de estruturas desempenha uma ação muitas vezes diferentes do estudo isolado de cada metabólito é tão importante quanto o estudo desses metabólitos de maneira isolada. 31 Referências Bibliográficas CHERIYEDATH, Susha. Chromatography Overview. 2019. 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Cromatografia Gasosa Cromatografia Gasosa Cromatografia Gasosa Cromatografia Gasosa Como interpretar um Laudo Cromatográfico Número do slide 22 Número do slide 23 Número do slide 24 Número do slide 25 Por que existem variações de analise à analise? Por que existem variações de analise à analise? É possível acontecer alguma falha ao se realizar a cromatografia? É possível acontecer alguma falha ao se realizar a cromatografia? É possível acontecer alguma falha ao se realizar a cromatografia? Conclui-se Referências Bibliográficas Número do slide 33