Prévia do material em texto
1 15 1 Prof. Péricles Varella Gomes Desenho de Observação Aula 6 15 2 Programa INTRODUÇÃO AO DESENHO LUZ, SOMBRA E TEXTURA TRAÇO A MÃO LIVRE PERSPECTIVA PROPORÇÃO E PRECISÃO TÉCNICAS DE DESENHO 15 3 Conversa Inicial 15 4 Vamos relembrar que o conteúdo central da nossa disciplina continua sendo o desenho de observação Voce deve, sempre que possível, desenhar cenas do seu cotidiano Não faça nenhum desenho de memória A cena CRÉDITO: PÉRICLES GOMES 15 5 As técnicas mistas! Todos os desenhos são de autoria do professor Péricles Gomes Veremos: 15 6 Vamos entender algumas técnicas simples, desde o uso do carvão até técnicas mais complexas, chegando ao desenho digital. A ideia central é apresentar um leque de opções para você criar os seus croquis de observação ou criar novas ideias projetuais nas disciplinas futuras Técnicas de desenho 1 2 3 4 5 6 2 15 7 Técnica do carvão 15 8 Exemplo de croquis feito com carvão CRÉDITO: PÉRICLES GOMES 15 9 A tecnica do carvão nada mais é do que literalmente desenhar com um pedaço de carvão! Ele permite borrar e fazer traços e manchas vigorosas, o que possibilita um trabalho plástico bem lúdico. Essa técnica, se usada de forma inteligente e criativa, permite fazer desenhos rápidos e expressivos. Sempre que possível, não use a borracha 15 10 Com carvão, é praticamente impossível usar borracha, o que vai forçar você a perder o medo do papel e olhar e marcar no papel a essência daquilo que pretende desenhar 15 11 Você pode usar o bastão mas também pode usar o próprio dedo para espalhar o carvão no papel CRÉDITO: PÉRICLES GOMES 15 12 Técnica do pastel 7 8 9 10 11 12 3 15 13 Você pode comprar bastões avulsos ou em caixas Os pastéis... CRÉDITO: PÉRICLES GOMES 15 14 Exemplo de pintura em pastel oleoso em papel canson Desenhando com pastel CRÉDITO: PÉRICLES GOMES 15 15 Basicamente, existem duas modalidades de pastel: o seco e o oleoso. Fáceis e baratos de serem comprados, a diferença fundamental entre os dois seria a viscosidade Se você já deu aula e usou giz no quadro negro, já usou o pastel seco! Por outro lado, se você ganhou aqueles bastões para desenhar no colégio ou em restaurantes, você também já usou o pastel oleoso! Desenhando com pastel 15 16 Desenhando com técnicas mistas 15 17 Técnicas mistas consistem em usar vários tipos de materiais num mesmo desenho. Uma técnica mista pode ser definida como a criação da obra com materiais diferentes ao mesmo tempo! AS TECNICAS MISTAS CRÉDITO: PÉRICLES GOMES 15 18 Um exemplo de técnica mista seria o desenho de paisagem com pastel e canetas marcadores. O resultado mostra a grande versatilidade de misturar materiais diferentes Técnicas mistas CRÉDITO: PÉRICLES GOMES 13 14 15 16 17 18 4 15 19 Desenhando digitalmente 15 20 Decida qual a sua “praia” digital e nade nela. Se você gosta de desenhar no seu iPhone X, naquele aplicativo gratuito, ótimo. Mas não complique a vida. Simplique, lembre-se de que menos é mais! Tente aprender a usar um tablet (com ou sem caneta digital)! Busque sempre, de forma criativa, combinar técnicas, inclusive desenhando em papel, fotografando e depois importando para o mundo digital Desenhando digitalmente CRÉDITO: PÉRICLES GOMES 15 21 Exemplo de arte de retrato feito em aplicativo em celular, usando a técnica de colagem Gosto desta obra porque ela representa bem o potencial da arte digital. Copiar e colar é uma característica da nossa era digital e, se você for criativo, poderá gerar ótimas imagens a partir de suas fotos e rabiscos Desenhando digitalmente CRÉDITO: PÉRICLES GOMES 15 22 Técnica de markers (ou canetas marcadoras) 15 23 Essa técnica tem como característica a versatilidade e eficiência, em especial para desenhos de produto e automóveis Mas pode ser utilizada em moda e em arquitetura e urbanismo. A vantagem dela seria a capacidade de preencher grandes áreas de seu desenho rapidamente Desenhando com markers CRÉDITO: PÉRICLES GOMES 15 24 As canetas marcadores servem tanto para definir o esboço da árvore como para preencher as grandes áreas da forma e do fundo (árvore e céu, no caso). Note que eu usei uma caneta de tom amarelo para iniciar o contorno geral da árvore. A partir do contorno, fui estabelecendo a luz, a sombra e as grandes áreas dos ramos. É muito rápido o processo Desenhando uma árvore com markers CRÉDITO: PÉRICLES GOMES 19 20 21 22 23 24 5 15 25 Finalmente, lancei o fundo azul com pinceladas rápidas e nervosas. Este é o meu estilo de trabalhar com marcadores. Você deve buscar o seu próprio estilo. Procure exemplos na internet de outros designers e urbanistas que desenvolvem trabalhos similares 15 26 Na Prática 15 27 Criar croquis a mão livre usando técnicas mistas e alternativas Identificar a melhor técnica para uma tema quando for fazer desenhos de observação Você será capaz de: 15 28 Finalizando 15 29 Foram apresentados os princípios, conceitos e ferramentas do desenho de observação e da perspectiva. Esses conceitos, se corretamente aplicados, podem trazer benefícios aos estudantes, no sentido de poder representar visualmente não somente aquilo que observam no cotidiano, mas também permitir criar novas ideias e projetos, assim como promover a criatividade interna, qualidade indispensável para a indástria criativa do design, da arte e da arquitetura 15 30 Desejamos a todos uma ótima jornada no maravilhoso universo da representação grafica. Lembre-se de que qualquer talento deve ser cultivado com disciplina, curiosidade e confiança. Seja sempre proativo na sua forma de aprender novas habilidades Boa sorte! 25 26 27 28 29 30 6 15 31 Referências 15 32 BUCHAN, S. Claro e escuro (chiaroscuro). 2014. Traduzido por Ricardo Martins. Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2019. DOMINGUES, F. Croquis e perspectivas. Porto Alegre: Nobuko, 2011. GOMES, P. V. Os dez mandamentos - na avaliação do desenho de observação. 2010. Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2018. 15 33 MONTENEGRO, G. Desenho de projetos. São Paulo: Blucher, 2007. MOLLIERE, B. A perspectiva em urban skerching: truques e técnicas para desenhistas. 1. ed. São Paulo: Gustavo Gili, 2017. NOGUEIRA, L. Luz e sombra. 2018. Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2018. 15 34 OLEQUES, L. C. Renascimento. 2016. Disponível em: . Acesso em: 7 mar. 2019. ZAGONEL, B.; DORIA, L.; DIAZ, M. Metodologia do ensino em artes. Curitiba: Intersaberes, 2014. 15 35 31 32 33 34 35