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Caderno de erros PROCESSO PENAL PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. O princípio do Juiz natural desdobra-se nos subprincípios da ORALIDADE, IMEDIATIDADE e CONCENTRAÇÃO DO ATOS PROCESSUAIS. PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL NÃO É VIOLADO pela existência de Órgão colegiado de 1º grau para julgamento de crimes por Organizações Criminosas, bem como não é violado pela convocação de juízes do 1º grau para compor Órgão julgador no 2º grau. O princípio da motivação das decisões judiciais NÃO EXCLUI A MOTIVAÇÃO PER RELATIONEM na decisão que decreta a prisão preventiva. O julgamento em prazo razoável está previsto na CF e pode ter como termo inicial ato realizado na fase de inquérito policial. Linchamento de indivíduo acusado de roubo ofende o princípio da jurisdicionalidade/necessidade, pois não foi submetida à apreciação do Poder Judiciário. Princípio in dubio pro societate não prejudica o in dubio pro reu, mas autoriza a decisão de PRONÚNCIA por mero juízo de admissibilidade, não sendo necessária prova incontroversa do crime. Restrição ao princípio da PUBLICIDADE depende de Reserva de jurisdição. Presunção de inocência pode ser vista em 3 esferas: TRATAMENTO – JULGAMENTO – GARANTIA. SISTEMAS PROCESSUAIS. NUCCI PREVÊ SISTEMA MISTO como adotado pelo Brasil, de forma minoritária. DOUTRINA MAJORITÁRIA E STF PREVEEM A ADOÇÃO DO SISTEMA ACUSATÓRIO. Sistema MISTO também é conhecido como ACUSATÓRIO FORMAL. No sistema INQUISITIVO, A CONFISSÃO É CONSIDERADA A RAINHA DAS PROVAS e predominam nele procedimentos exclusivamente escritos. 1) Sistema INQUISITIVO ou inquisitório. Tem origem no Direito. Principal característica é a concentração das funções de JULGAR, ACUSAR E DEFENDER NAS MÃOS DO JUIZ. 2) Sistema ACUSATÓRIO ou acusatório puro. É o sistema adotado pelo Brasil, segundo entendimento majoritário. Principal Característica é a SEPARAÇÃO DAS FUNÇÕES DE JULGAR, ACUSAR E DEFENDER. 3) Sistema MISTO ou acusatório formal. Em um entendimento minoritário sobre o tema, o Professor Guilherme de Souza Nucci entende que o Brasil adotou esse sistema. Principal característica: A INVESTIGAÇÃO OCORRE DENTRO DO PROCESSO E É CONDUZIDA POR UM JUIZ. INQUÉRITO POLICIAL Instauração. Nos crimes de sequestro e cárcere privado: MP e Delegado podem requisitar, de quaisquer órgãos do poder público ou de empresas da iniciativa privada, dados e informações cadastrais da vítima ou de suspeitos – DISPENSA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. Já nos processos que envolva crime de tráfico de pessoas, MP e DELEGADO podem ter acesso até a LOCALIZAÇÃO do suspeito, desde que autorizado judicialmente (30 + 30 dias, e nesse caso IP deve ser instaurado em 72 h). Nos crimes que envolvam organizações criminosas, a lei permite que o Juiz determine o sigilo das investigações só podendo o advogado acessar os autos através de autorização judicial – EXCEÇÃO! Para saber qual é a autoridade policial competente para um certo inquérito policial, utiliza-se o CRITÉRIO RATIONE LOCI OU RATIONE MATERIAE – local da consumação ou matéria. O artigo 6º do CP, que prevê as diligências a serem realizadas pelo DP ao constatar a ocorrência de uma infração é DEVER – A autoridade policial DEVERÁ. Foro no STF: AUTORIZAÇÃO para instaurar IP. Foro nos demais tribunais: há apenas CONTROLE do IP pelo Tribunal responsável. Se autoridade policial NÃO EXPEDE NOTA DE CULPA – MP deve, na denúncia, pedir o RELAXAMENTO DA PRISÃO tendo em vista flagrante ilegalidade. Indiciamento. Indiciamento é ato VINCULADO da autoridade policial. TODOS QUE POSSUEM FORO: precisa de AUTORIZAÇÃO para indiciar. Resulta de um juízo de PROBABILIDADE e não de mera POSSIBILIDADE. É cabível a hipótese de DESINDICIAMENTO. MP NÃO PODE requerer retorno do IP à delegacia para determinar que o delegado promova o indiciamento. Prazos. Justiça Estadual: · PRESO 10 DIAS + PRORROGA 15 (PACOTE ANTICRIME) · SOLTO 30 DIAS + prorroga prazo necessário. Justiça Federal: · PRESO 15 dias + prorroga 15. · SOLTO 30 dias + prorroga 30. Justiça Militar: · PRESO 20 dias. · SOLTO 40 dias + prorroga 20. Economia Popular: · PRESO/SOLTO 10 dias. Lei de Drogas: · PRESO 30 dias x2. · SOLTO 90 dias x2. Características. Autos do IP são SIGILOSOS. Já os autos de PROCESSO CRIMINAL são públicos. Crimes em que NÃO COUBER A INICIATIVA PÚBLICA – Delegado manda os autos do IP para o juízo e espera atuação do ofendido, no sentido de promover a representação. Inquérito Policial não possui observância PLENA do contraditório e da ampla defesa. Porém, as medidas invasivas realizadas, deferidas judicialmente, devem ser submetidas a esses princípios quando cessadas e reunidas as provas colhidas por esses meios – CONTRADITÓRIO DIFERIDO. Destinatário IMEDIATO do IP: Ministério Público ou Querelante (ação penal privada). Interrogatório do réu por VIDEOCONFERÊNCIA é possível apenas na FASE JUDICIAL, não cabendo sua aplicação no INQUÉRITO. Arquivamento do IP. Arquivamento IMPLÍCITO: quando órgão do MP deixa de incluir crime (OBJETIVO) ou acusado (SUBJETIVO) nos termos de sua denúncia. Arquivamento INDIRETO: por entender que o Tribunal a que se vincula não é órgão competente, deixa de promover a denúncia. Nenhuma das teorias acima são aceitas pela jurisprudência. Arquivamento ORIGINÁRIO: PGJ ou PGR, em sua competência originária -> Os Tribunais competentes não podem contrariar decisão de arquivamento (não aplica artigo 28 CPP). Nova sistemática pós pacote anticrime: MP comunica vítima, acusado e autoridade policial acerca da decisão de arquivamento (AGORA EM ÂMBITO ADMINISTRATIVO) e envia autos para instância de revisão – CCR. Cada um desses que foram comunicados possui 30 dias, contados da data da comunicação, para questionar a decisão de arquivamento na Instância Superior – CCR. Caso MP tenha manifestado pelo arquivamento, autoridade judiciária não pode determinar diligências de ofício. Procedimentos de investigação criminal + TCO. STF decidiu que a instauração de investigação pelo MP é EXCEPCIONAL E SUBSIDIÁRIA. Se há Inquérito Policial já instaurado, CABE AO MP REQUISITAR DILIGÊNCIAS ao invés de instaurar PIC. Mesmo sem previsão de PPL, cabe HC contra PIC do MP que não segue os parâmetros legais. AÇÃO PENAL. Lei que altera a natureza da ação penal e a transforma de ação penal privada para ação penal pública, embora tenha aparência processual, influencia inúmeros aspectos materiais (extinção da punibilidade, perempção, perdão e decadência), logo NÃO PODE SER APLICADA RETROATIVAMENTE. Entendimento majoritário é de que a mudança da ação penal do crime de estelionato NÃO SE APLICA AOS CASOS EM QUE A DENÚNCIA JÁ HAVIA SIDO OFERECIDA – EX NUNC. Conceitos. Ação penal sem demanda: aquela iniciada de ofício pelo juiz ou jurisdição sem ação (de ofício pelo delegado). Não é mais aceita pelo CPP, nem para crimes e nem para contravenções penais – processo judicialiforme. Substanciação: Causa de Pedir = fatos + fundamentos jurídicos. Individualização: Causa de Pedir = apenas os fundamentos jurídicos. Incondicionada. Crime de desacato é de AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA. Ação penal instaurada com base em inquérito formado por 1 PROVA ILÍCITA toda ação penal deve ser declarada nula, por que não há outras provas que corroborem a justa causa. Se tiver sido tentada ação pública nos casos em que só se admite ação privada, a AP PÚBLICA poderá prosseguir desde que a parte legítima ratifique os autos e prossiga com o processo. Condicionada à representação. Representação do ofendido é CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE para exercício da ação penal condicionada, podendo ser oferecida por PROCURADOR COM PODERES ESPECIAIS. A representação do ofendido contra um dos autores do crime autoriza o MP a oferecer denúncia contra todos os coautores, uma vez que o princípio da indivisibilidade é o que guia a ação penal privada. Eficácia objetiva da representação: é a obrigação do MP em DENUNCIAR TODOS OS COAUTORES da infração QUANDO PRESENTE A REPRESENTAÇÃO da vítima ou dos legitimados. Até mesmo na ação penal privada, o MP pode aditar a queixa. Crime contra a honra de funcionário público – legitimidade CONCORRENTE:por meio de queixa do próprio servidor ou de representação ao MP. Privada. Aqui NÃO se aplica o princípio da legalidade processual – por que não há obrigatoriedade do ajuizamento da ação penal, que se pauta pela CONVENIÊNCIA e OPORTUNIDADE. Vício na procuração utilizada na propositura da ação penal privada deve ser corrigido ANTES DO TÉRMINO DO PRAZO DECADENCIAL DE 6 MESES. O único caso de ação penal privada PERSONALÍSSIMA é o caso do crime de INDUZIMENTO A ERRO ESSENCIAL E OCULTAÇÃO DE IMPEDIMENTO AO CASAMENTO – nesse caso, o prazo decadencial começa a correr a partir do trânsito em julgado da decisão que anula o casamento. Se o MP, por escolha própria, deixa de denunciar algum dos autores do crime NÃO CABE ação penal privada subsidiária da pública, por que nesse caso NÃO HOUVE INÉRCIA. MP não adita queixa para incluir novos crimes ou coautores esquecidos pela querelante. Se na própria queixa o autor oferece proposta de composição civil dos danos APENAS PARA PARTE DOS AUTORES, a queixa deve ser rejeitada em sua integralidade, em relação a todos os acusados – INDIVISIBILIDADE. Aqui a legitimação da parte é EXTRAORDINÁRIA. Privada Subsidiária da Pública. Nos casos de ação pública incondicionada, caso haja inércia do MP, a ação penal subsidiária da pública pode ser proposta por qualquer pessoa do povo, não se restringindo ao C-A-D-I. As entidades e os órgãos da Administração Pública, direta e indireta, ainda que sem personalidade jurídica, especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos do consumidor, são legitimadas para o ajuizamento de ação penal privada subsidiária, nos crimes e nas contravenções que envolvam relação de consumo. Na subsidiária da pública, se querelante desiste, NÃO EXTINGUE A PUNIBILIDADE – a titularidade da ação volta para as mãos do MP. Perdão, renúncia e perempção. Nos casos de perdão extrajudicial não se faz necessária a ratificação em juízo. Não cabe PERDÃO DO OFENDIDO nos casos de Ação Penal Privada Subsidiária da Pública, por que de início essa ação era PÚBLICA, portanto incompatível. Não ocorre perempção nas ações penais privadas subsidiárias da pública, por que essa, inicialmente, possui natureza PÚBLICA, incompatível com a PEREMPÇÃO. A renúncia ocorre em relação apenas à QUEIXA. Quanto à representação, o que cabe é a RETRATAÇÃO. Ação penal popular, preventiva e adesiva. Na ação penal preventiva pode haver, além de sentença absolutória, as sentenças declaratórias, como aquelas que extinguem a punibilidade. Denúncia. Decisão que recebe a denúncia ou queixa prescinde/dispensa fundamentação. Instauração da instância é o recebimento da denúncia – é a formação completa da relação processual – ato complexo: recebe denúncia e procede à citação. NÃO SE ADMITE A IMPUTAÇÃO ALTERNATIVA, que é aquela em que se imputa ao acusado a ocorrência de um crime OU de outro – NÃO HÁ DUVIDA SOBRE O FATO – não vale! EXCEÇÕES: conduta ilícita for satisfatoriamente suprida pela descrição dos fatos ou houver a imputação de crime de ação múltipla. Nos crimes societários complexos, desde que a denúncia narre os fatos de forma clara, É DISPENSÁVEL a descrição minuciosa e detalhada da conduta de cada um dos acusados. Ajuizamento de queixa, MESMO QUE EM JUÍZO INCOMPETENTE, OBSTA A OCORRÊNCIA DE DECADÊNCIA. Caso o MP esqueça de denunciar um dos acusados por crime de roubo, não se considera arquivamento implícito, uma vez que a denúncia pode ser aditada a qualquer tempo para suprir possíveis omissões. Criptoimputação: é a denúncia COM GRAVE DEFICIÊNCIA NA NARRAÇÃO DO FATO. Imputação alternativa ORIGINÁRIA: na peça acusatória, fatos delituosos são imputados ao agente de forma alternativa. INADMISSÍVEL, pois viola o princípio da ampla defesa, consoante entendimento doutrinário. Ex: na dúvida entre furto e receptação, narra-se os dois fatos. Imputação alternativa SUPERVENIENTE: hipóteses de mutatio libelli, quando o MP adita a peça acusatória. Lei que altera a natureza da ação penal não retroage, salvo para beneficiar o réu. Nesse caso a norma é híbrida, não se aplicando o princípio da imediatidade do CPP. 5 dias – réu preso // 15 dias – réu solto // 10 dias na Lei de Drogas – Prazo DENÚNCIA. AÇÃO CIVIL EX DELICTO. Sentença absolutória que reconheça a INEXISTÊNCIA MATERIAL DO FATO ou QUE O ACUSADO NÃO CONCORREU PARA PRÁTICA DO CRIME impedem a ação civil. Conduta atípica não impede propositura de ação ex delicto. Nas localidades em que existam Defensorias Públicas, essas são responsáveis pela propositura da ação ex delicto, caso haja requerimento do interessado pobre – INCONSTITUCIONALIDADE PROGRESSIVA. MP não age de ofício no caso da execução da sentença ou propositura da ação ex delicto, ou seja, tem que haver requerimento da pessoa pobre. Extinção da punibilidade não impede propositura de ação civil ex delicto. Embora a ação penal que reconheça prática do ato nas circunstâncias do artigo 23 do CP – excludente de ilicitude, NÃO FAZ COISA JULGADA NO CÍVEL se a vítima ou o dono da coisa não forem responsáveis pelo perigo, devendo ser indenizados. Absolvição imprópria não impede a propositura de ação civil. Estado de necessidade AGRESSIVO – quando atinge terceiro não responsável pelo fato. AUTORIZA A AÇÃO NO CIVIL para reparação do dano. Legítima defesa por erro de execução, embora seja excludente de ilicitude, AUTORIZA A AÇÃO CIVIL. Se a sentença penal reconhece estado de necessidade, mas não atribui a culpa a terceiro ou ao dono da coisa, NÃO OBSTA A AÇÃO CIVIL. JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA. Órgãos colegiados de 1º grau para julgar crimes de organização criminosa não viola as garantias da Imparcialidade e do Juiz Natural. Não viola o princípio do juiz natural a convocação de juízes de primeiro grau para compor órgão julgador do respectivo Tribunal, na apreciação de recursos em segundo grau de jurisdição. Fixação da competência. Antes de iniciar a ação penal não há que se falar em CONFLITO DE COMPETÊNCIA, e sim em conflito de ATRIBUIÇÃO. Delegado e Promotor de Justiça possuem ATRIBUIÇÃO, ao invés de COMPETÊNCIA. Não conhece local dos fatos Domicílio do Réu + de 1/ incerto/ desconhecido PREVENÇÃO. Domicílio do réu desconhecido = local do juiz que primeiro tomar conhecimento do fato. É DIFERENTE DA PREVENÇÃO!! Prevenção é daquele juiz que se ADIANTA NA PRÁTICA DE ALGUM ATO RELACIONADO AO CASO, mesmo antes da denúncia ou queixa. A jurisdição penal brasileira: exercida pelo STF, e em todos os graus de jurisdição das justiças militar e eleitoral, e das justiças comuns estadual e federal. Órgão de 1º grau que concede HC contra ato de delegado NÃO SE TORNA PREVENTO. HC é ação autônoma e não torna juízo prevento. A redistribuição de processos pela instalação de novas varas NÃO ofende os princípios do devido processo legal, do juiz natural e da perpetuatio jurisdictionis; Foro de eleição no CPP – Domicílio do réu no caso de ação exclusivamente privada. Crime de extorsão é formal, consuma no momento do constrangimento, ou seja, quando a vítima recebe a ligação em seu celular – logo, na comarca em que a VÍTIMA SE ENCONTRA. Membro do MP não decide sobre desmembramento de processos de réu com foro/réu sem foro – denuncia ambos no mesmo Tribunal. Orgão da 1ª instância não decide acerca do desmembramento (não pode mandar ao Tribunal apenas os autos que se referem ao agente com foro). Manda tudo e quem decide sobre desmembramento é o TRIBUNAL COMPETENTE. Em regra, quem julga a EXCEÇÃO DA VERDADE é o próprio juiz competente para ação penal, porém nos casos em que vítima tenha foro, exceção deve ser julgado pelo tribunal competente. Crimes qualificados pelo resultado: STJ: competência fixada pelo lugar onde ocorreu o EVENTO QUALIFICADOR. (resultado) Nos crimes plurilocais (delitos em que a conduta e o resultado ocorrem em locais distintos, dentro do mesmo país): se for crime material, a regra é competência pelo local da consumação (resultado); se crime formal, a competência é a do local da ação/omissão. Furto mediante fraude: agência em SP e saques realizados em RJ – competência é SP. Nos casos de furto mediantefraude pelo uso da internet, a competência é do local em que se situa a CONTA FRAUDADA. Falso testemunho em caso de carta precatória -- > competência é do JUÍZO DEPRECADO. Conexão e Continência. Separação de processos é obrigatória no caso de SUPERVENIÊNCIA DE DOENÇA MENTAL. Regra de conexão não se aplica se alguns dos crimes já tiver sido DEFINITIVAMENTE SENTENCIADO, com ou sem trânsito em julgado da sentença, a não ser para fins de soma e unificação das penas. Na hipótese de conexão entre crime federal e crime estadual, em que existiu atração do processamento/julgamento para a Justiça Federal, sobrevindo a extinção da punibilidade do agente pela prática do delito federal, desaparece o interesse da União, devendo haver o deslocamento da competência para a Justiça Estadual. Em caso de conexão de crimes com rito procedimental diferente, adota-se o procedimento mais abrangente. Justiça Estadual. Verba federal transferida e incorporada ao patrimônio municipal = competência TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO. A Justiça ESTADUAL será competente para julgamento de ação penal relativa a crime de CONCUSSÃO praticado por médico contra paciente do SUS. HC impetrado contra indiciamento do Delegado – Juiz de 1º grau. Não está presente interesse da União nos crimes praticados contra CONCESSIONÁRIA de serviço público federal, razão pela qual ficam sob a competência da Justiça Estadual. Banco POSTAL / PERMISSIONÁRIA / AGÊNCIA FRANQUEADA é tudo da Justiça Estadual. Compete à Justiça Estadual o julgamento de ação penal em que se apure a prática de sonegação de ISSQN pelos representantes de pessoa jurídica privada, ainda que esta mantenha vínculo com entidade da administração direta federal. Justiça Federal. Instauração de inquérito requisitada por Procurador da República: em caso de ilegalidade, o HC compete ao TRF, por que a requisição veio do Procurador e não de decisão do Delegado. Correios é empresa pública federal = competência da justiça FEDERAL. Não é de competência da JF crimes cometidos contra bens de CONCESSIONÁRIA de serviço público FEDERAL. Não são todos os casos de estelionato mediante falsificação de guia de recolhimento previdenciário que serão de competência da JF, apenas se causarem prejuízo ao INSS. REQUISITOS FIXAÇÃO DA COMPETÊNCIA NA JF: · Previsão em TRATADO OU CONVENÇÃO INTERNACIONAL; · INTERNACIONALIDADE territorial do RESULTADO em relação à conduta. Compete à Justiça Federal julgar crime de divulgação e publicação na rede mundial de computadores de imagens com conteúdo pornográfico envolvendo criança ou adolescente – Uso da internet pressupõe a transnacionalidade. Não é qualquer crime contra a flora que atrai a competência da JF – o dano deveria gerar reflexos em âmbito regional ou nacional, afetando trecho do rio que se alongasse por mais de um Estado da Federação. Não basta que o crime tenha sido cometido pela rede de computadores para que se configure a competência da JF – logo, crimes pelo Orkut, Twitter ou mensagens privadas, não atraem, por si só, a competência FEDERAL. Desacato à Juiz de Direito no exercício de FUNÇÕES ELEITORAIS – competência da JF. Tribunal do Júri. - Na 1º fase do júri, NÃO CABERÁ AO JUIZ SUMARIANTE O JULGAMENTO DO CRIME CONEXO SE IMPRONUNCIAR, ABSOLVER SUMARIAMENTE OU DESCLASSIFICAR A INFRAÇÃO DA SUA COMPETÊNCIA. REMETE OS AUTOS AO JUIZ COMPETENTE (Art. 81, pú, CPP). - Na 2º fase do júri, se o Conselho de Sentença DESCLASSIFICAR o crime doloso contra a vida, o juiz presidente julga o crime conexo e a infração. Exceção: Se desclassificar para um crime militar remete a justiça militar, o juiz presidente não julga. - Na 2º fase do júri, se o Conselho de Sentença ABSOLVER o acusado pelo crime doloso contra a vida, também cabe aos jurados o julgamento dos crimes conexos. É que, no caso da absolvição, os jurados reconheceram a sua competência e por arrastamento julgam os crimes conexos. Crime contra a vida praticado por Deputado Estadual, sem que haja relação com o exercício do cargo – JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DO JURI (sem foro privilegiado). Crime plurilocal contra a vida: competência do Júri do local da atividade, onde ocorreu o homicídio – teoria do ESBOÇO DO RESULTADO – exceção ao local da consumação. Foro por Prerrogativa de Função. Foro por prerrogativa de função pode estar prevista na CF, CE e leis ordinárias federais/estaduais. Info STF 940: Vice-governador, secretário de estado e comandantes dos militares estaduais possuem foro por prerrogativa de função, independente da constituição estadual fixa-lo ou não. GOVERNADOR = STJ // VICE GOVERNADOR: TJ. Prefeito que comete corrupção ativa contra Policial Rodoviário Federal será julgado pelo TRF competente. SÚMULA 702, STF: A competência do TJ para julgar prefeitos restringe-se aos crimes de competência da justiça comum estadual; nos demais casos, a competência originária caberá ao respectivo tribunal de segundo grau, TRF ou TRE. STF: usurpação de sua competência, porque indevidamente investigado também um parlamentar federal em primeiro grau e presente a coautoria em tese dos demais envolvidos, o provimento da reclamação ajuizada pelo parlamentar não autoriza o deferimento do pedido de extensão de nulidade formulado pelos advogados dos demais investigados. Da mesma forma que a declaração de imprestabilidade das provas obtidas contra parlamentar que não foi julgado por órgão competente, NÃO SE ESTENDE ÀS PROVAS PRODUZIDAS CONTRA OS DEMAIS RÉUS SEM FORO. A competência do STF cessa quando do exaurimento do mandato de parlamentar federal do investigado, mas o julgamento dos embargos declaratórios contra o acórdão do Tribunal Pleno ainda compete ao STF. STF tem competência para processar e julgar pedido de explicação contra as autoridades que lá possuem foro por prerrogativa de função / Mesmo entendimento se aplica para exceção da verdade. QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTES. Exceções. Questão sobre legitimidade de posse não obriga suspensão do processo penal, que pode ser decidido incidenter tantum – incidentalmente no processo penal. Exceção de suspeição não cabe RESE, mas juiz pode oportunizar produção de provas no prazo de 3 dias – se for sobre atuação de membro do MP. A finalidade do incidente de falsidade é UNICAMENTE constatar a idoneidade do documento. Logo, NÃO SERVE PARA APURAR DELITO DE FALSIDADE DOCUMENTAL. Restituição de coisas apreendidas. Hipoteca legal NÃO PODE SER DETERMINADA DE OFÍCIO. Sequestro PODE. Apenas 3 medidas assecuratórias: SEQUESTRO, ARRESTO e HIPOTECA LEGAL. Denúncia deve ser ofertada, no máximo, dentro de 60 dias, após o deferimento de medida cautelar de sequestro – se não DEVE SER LEVANTADA. Hipótese de levantamento do sequestro: · Caução. · Prova da idoneidade da origem dos bens; · Não oferecimento da denúncia em 60 dias; · Absolvição ou extinção da punibilidade. TEORIA GERAL DAS PROVAS Argumentos para possível inconstitucionalidade do artigo 156 do CPP: · Transfere para o juiz as funções típicas do delegado de polícia; · É atividade própria das partes e não do órgão jurisdicional; · Não se admite verdade real. Fatos que independem de prova: Presunções legais + axiomáticos + notórios + inúteis. Fatos incontroversos (aqueles que a parte contrária NÃO REFUTA) devem ser provados, NÃO SEGUE A REGRA DO CPC sobre REVELIA. Por mais que as presunções legais independam de prova, os fatos que as embasam, as vezes, precisam ser provados, para que se considere verdadeiro o que se presume. NÃO HÁ INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL. Em casos de receptação, encontrados os bens na posse do acusado, ele deve provar a LICITUDE das coisas, SEM QUE SE POSSA FALAR EM INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. Conceitos. A regra é a adoção do SISTEMA DA LIVRE APRECIAÇÃO MOTIVADA / PERSUASÃO RACIONAL DO JUIZ. A exceção fica com o sistema da prova legal/tarifada, nos casos previstos em lei + sistema da íntima convicção, nos casos do Tribunal do Juri. A distinção entre provas ILÍCITAS e ILEGÍTIMAS é feita pela doutrina, sendo que o legislador se afastou desse panorama quando da reforma processual de 2008. FONTE DE PROVA -é utilizada para designar as PESSOAS OU COISAS DAS QUAIS SE CONSEGUE A PROVA. São anteriores ao processo e dele não dependem. a) Fontes pessoais (ofendido, perito, acusado, testemunhas). b) Fonte reais (documentos, em sentido amplo). Sua introdução no processo se dá através dos meios de prova. MEIOS DE PROVA - são os instrumentos através dos quais as fontes de provas são introduzidas no processo / procedimento para obtenção de elemento de prova. É uma atividade endoprocessual que se desenvolve perante o juiz, com o conhecimento e a participação das partes. Ex: colheita de testemunho. Somente existem no processo. Vício acarreta nulidade. MEIOS DE OBTENÇÃO DE PROVA - referem a certos procedimentos regulados por lei, com o objetivo de conseguir provas materiais. Ex. busca pessoal ou domiciliar. Esses meios de investigação devem ser produzidos sem prévia comunicação à parte contrária, funcionando a surpresa como importante traço peculiar. Vício acarreta a inadmissibilidade no processo. São atividades extraprocessuais. PROVAS CAUTELARES: Risco de desaparecimento do objeto --> depende de autorização judicial. Contraditório postergado. – No IP ou AP. Ex: busca e apreensão/interceptação. PROVAS NÃO REPETÍVEIS: Não tem como serem produzidas novamente --> Não depende de autorização judicial. Contraditório postergado. – No IP ou AP. Ex: corpo de delito/perícia. PROVAS ANTECIPADAS: Possuem contraditório real --> Depende de autorização judicial. – No IP ou AP. Ex: depoimento de pessoa quase morta. Prova NOMINADA: é aquela que possui nomen iuris previsto em lei. Prova TÍPICA: é aquela que possui procedimento previsto em lei. Prova IRRITUAL: é aquela que, apesar de ter rito próprio previsto em lei, é produzida sem seguir o procedimento legal. Prova ANÔMALA: é aquela utilizada para fins diversos daqueles que lhes são próprios, com características de outra prova típica. Vestígios: DADOS OU ELEMENTOS BRUTOS que tenham relação com o fato criminoso. Indício: circunstância conhecida e provada que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias. Provas ilícitas. Prova ilícita: violação à direito material – é INADMISSÍVEL, deve ser DESENTRANHADA. Prova ilegítima: violação à direito processual – deve ser declarada NULA. Reforma processual de 2008 não mais se importou com distinção entre ilícita e ilegítima. Não juntada de laudo cadavérico não obsta a propositura da denúncia, tendo em vista que tal laudo pode ser juntado posteriormente, até a prolação da sentença, sendo necessário, apenas a certidão de óbito da vítima. Não configura nulidade a ausência de advogado em tomada de depoimento sem dano de criança vítima de violência sexual. NARCOANÁLISE é prova ILÍCITA. Não basta que a prova ilícita esteja no processo, ela deve ser utilizada pelo magistrado para fundamentação de sua decisão, para que possa ser declarada sua nulidade e desentranhamento. Provas ILÍCITAS SÃO INADMISSÍVEIS E NÃO ESTÃO SOB O REGIME DAS NULIDADES (nem possível sanatória) – é uma sanção mais rigorosa – DESENTRANHADA. Provas ilegítimas podem ser refeitas, sanando o vício que as maculava e estabelecendo seu valor legal – REGIME DE NULIDADES. Decisão judicial que reconhece a ilicitude da prova – cabe RESE. Decisão judicial que não reconhece a ilicitude – não cabe recurso, no máximo MS ou HC. JURIS NOVA – DIZER O DIREITO: O consentimento do morador para a entrada dos policiais no imóvel será válido apenas se documentado por escrito e, ainda, for registrado em gravação audiovisual. Na falta de comprovação de que o consentimento do morador foi voluntário e livre de qualquer coação e intimidação, impõe-se o reconhecimento da ilegalidade na busca domiciliar e consequentemente de toda a prova dela decorrente (fruits of the poisonous tree). Na hipótese de suspeita de crime em flagrante, exige-se, em termos de standard probatório para ingresso no domicílio do suspeito sem mandado judicial, a existência de fundadas razões (justa causa), aferidas de modo objetivo e devidamente justificadas, de maneira a indicar que dentro da casa ocorre situação de flagrante delito. Apenas será permitido o ingresso em situações de urgência, quando se concluir que do atraso decorrente da obtenção de mandado judicial se possa objetiva e concretamente inferir que a prova do crime (ou a própria droga) será destruída ou ocultada. A prova da legalidade e da voluntariedade do consentimento para o ingresso na residência do suspeito incumbe, em caso de dúvida, ao Estado, e deve ser feita com declaração assinada pela pessoa que autorizou o ingresso domiciliar, indicando-se, sempre que possível, testemunhas do ato. Em todo caso, a operação deve ser registrada em áudio-vídeo e preservada tal prova enquanto durar o processo. Exceção à vedação da prova ilícita. Teoria da FONTE INDEPENDENTE: art. 157, §1º - “quando puderem ser obtidas por uma fonte independente da primeira.” Teoria da DESCOBERTA INEVITÁVEL: art. 157, §2 – “aquela que por si só seria capaz de conduzir ao fato objeto de prova.” – CPP faz bagunça e chama de fonte independente. Teoria da LIMITAÇÃO DA CONEXÃO ATENUADA / MANCHA PURGADA: apesar de já estar contaminado um determinado meio de prova em face da ilicitude da prova ou da ilegalidade da situação que o gerou, um acontecimento posterior ou decurso do tempo expurga esta contaminação, permitindo-se o aproveitamento da prova. Serendipidade NÃO autoriza persecução penal nos casos em que o crime descoberto seja processado por ação penal condicionada a representação/privada, por que nesses casos depende de representação/queixa do ofendido. · DE 1º GRAU: crime descoberto tem conexão com o inicialmente investigado. · DE 2º GRAU: crime descoberto não é conexo com o inicialmente investigado. Obtenção de provas e autorização judicial. As cartas poderão ser exibidas em juízo pelo respectivo destinatário, para a defesa de seu direito, ainda que não exista consentimento do signatário Relação de cumplicidade entre casal significa autorização tácita para acesso a mensagens do computador e extratos de conta bancária do namorado/cônjuge. Mandado de busca e apreensão que inclua celular do acusado DISPENSA POSTERIOR AUTORIZAÇÃO JUDICIAL para que se tenha acesso aos dados do celular. Diferente da prisão em flagrante, que não autoriza acesso aos dados da comunicação do celular do preso, devendo tal medida ser autorizada pela autoridade judiciária. Entrevista concedida espontaneamente à jornalista, na qual acusado narra modus operandi de 2 homicídios É PROVA VÁLIDA ao ser juntada pelo MP aos autos da ação penal e não viola garantia constitucional ao silêncio. Admissível que as declarações extrajudiciais colhidas sem garantia do contraditório constem nos autos; contudo, só poderão ser levadas em conta como elementos informativos de produção unilateral. Box de garagem em condomínio residencial é considerado extensão da residência, e pode ser filmado por câmera instalada pelo morador. A obtenção de provas, até mesmo quando se trata de métodos com pouca invasão não pode ser aceita, uma vez que ocorre a violação da dignidade da pessoa humana. Provas específicas. Exame de Corpo de Delito. Nos crimes contra a liberdade sexual cometidos mediante grave ameaça ou com violência presumida, não se impõe, necessariamente, o exame de corpo de delito direto, podendo sem realizado exame de corpo delito indireto, qual seja, depoimento de testemunha. Corpo de delito é o conjunto de vestígios materiais e sensíveis deixados pela prática delituosa. Exame cadavérico NÃO SE CONFUNDE com exame de corpo de delito. DIVERGÊNCIA: Há quem diga que apenas prova TESTEMUNHAL pode suprir exame de corpo de delito nos crimes que deixam vestígios. Há quem diga que qualquer prova é capaz de suprir o exame de corpo de delito. Prova Pericial. Furto qualificado pela E SCALADA exige a realização de perícia, por que deixa vestígios. Na Lei de Drogas, a ausência de perito oficial para realização do exame da natureza e quantidade da droga PODE SER SUPRIDA POR APENAS 1 PERITOOFICIAL. Já no procedimento previsto no CPP, a ausência de perito oficial é suprida POR 2 PESSOAS IDÔNEAS, com diploma de curso superior, PREFERENCIALMENTE na área. Perito, oficial ou não, deve prestar compromisso de bem desempenhar suas funções. É desnecessária a autorização judicial para realização de EXUMAÇÃO, bastando, para tanto, a determinação da autoridade policial. Não é obrigatória a participação da defesa na produção de prova pericial na fase investigatória – indicação de assistente técnico se dá apenas na FASE JUDICIAL. Perícia por precatória – nomeação do perito, em regra, pelo juízo DEPRECADO. AÇÃO PRIVADA + ACORDO JUIZO DEPRECANTE. Prova testemunhal. Por mais que se adote cross examination, se o juiz iniciar a oitiva da testemunha com suas perguntas, haverá apenas NULIDADE RELATIVA. Testemunha de beatificação são aquelas que só vão pra falar bem do acusado, prestam informações apenas sobre os antecedentes. Aos familiares previstos no artigo 203 do CPP não se prestará o compromisso, salvo se não houver outro meio de obter as informações – se não tem compromisso, não entra na contagem das 8 testemunhas. Regra em caso de PRECATÓRIA: Juízo DEPRECADO, salvo se a ação for privada e houver entendimento entre as partes, aí é Juízo DEPRECANTE. Testemunhas extranumerárias: REFERIDAS + INÓCUAS (nada sabe sobre o fato) + BEATIFICAÇÃO/LAUDADORES/CANONIZAÇÃO. Testemunhas da COROA: são os AGENTES INFILTRADOS. Testemunhas fedatárias/instrumentárias: são aquelas que validam/assistem a realização de algum ato oficial – ex: apresentação do preso à autoridade policial, em caso de ausência de testemunhas do fato; leitura do APF caso acusado não queira/não saiba assinar. Membros do MP e VEREADORES não possuem a prerrogativa de ajustar dia e hora para testemunhar. A preferência é que o depoimento das testemunhas seja colhido por videoconferência, antes de se determinar o interrogatório do réu por videoconferência. Há previsão de utilização de videoconferência para substituir a expedição de CARTA PRECATÓRIA, mas não dispões sobre CARTA ROGATÓRIA. Da decisão da realização de interrogatório por videoconferência, as partes deverão ser intimadas com 10 DIAS DE ANTECEDÊNCIA. Vereadores não possuem privilégio de prestar depoimento por escrito, muito menos de marcar dia/hora para ser ouvido. Busca e apreensão. Busca e apreensão PESSOAL sem necessidade de autorização judicial: · Em caso de prisão; · Fundada suspeita de posse de arma de fogo de uso proibido; · Durante a realização de busca e apreensão domiciliar; Mandado de busca e apreensão deve ser subscrito por ESCRIVÃO DO CARTÓRIO e não ESCRIVÃO DA DELEGACIA. Não há nulidade na busca e apreensão efetuada por policiais, sem prévio mandado judicial, em apartamento que não revela sinais de habitação, nem mesmo de forma transitória ou eventual, se a aparente ausência de residentes no local se alia à fundada suspeita de que o imóvel é utilizado para a prática de crime permanente Quebra do Sigilo de Comunicações Telefônicas. Gravação ambiental, realizada por um dos interlocutores, DISPENSA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. O parâmetro para se aferir a necessidade ou não de autorização judicial é a PRESENÇA DE 3º entre a relação de comunicação estabelecida entre as partes. ESCUTA/GRAVAÇÃO AMBIENTAL: Terceira pessoa grava COM consentimento de uma das partes. INTERCEPTÇÃO TELEFÔNICA Terceira pessoa grava SEM consentimento das partes – é necessário autorização judicial. É incabível em caso de crime de AMEAÇA – só tem pena de detenção. Crime descoberto no 16º dia de interceptação telefônica – PROVA ILÍCITA, por que o prazo de duração é de 15 DIAS e sua prorrogação deve ser feita dentro do prazo. Transcrição das conversas: não precisa ser integral, APENAS TRECHOS DA DENÚNCIA. Disponibilização para parte: precisa ser integral, de TODO O CONTEÚDO GRAVADO. INFILTRAÇÃO POR AGENTES DE POLÍCIA. A) Lei de Drogas: COM autorização judicial e ouvido o Ministério Público; Não prevê prazo máximo; Não disciplina procedimento a ser adotado. B) Lei de Organizações Criminosas: COM autorização judicial e ouvido o Ministério Público; Prazo de até 6 meses (podendo ser prorrogado); Só poderá ser adotado se a prova não puder ser produzida por outros meios. C) ECA:COM autorização judicial e ouvido o Ministério Público; Infiltração na internet; Prazo de 90 dias, podendo ser prorrogado sucessivas vezes não excedendo a 720 dias; Só poderá ser adotado se a prova não puder ser produzida por outros meios; Com o fim de investigar os crimes previstos nos arts.: 218, 218-A, 280, 217-A, 154-A do CP; art. 240 e 241 do ECA (crimes contra a dignidade sexual de criança e de adolescente, crimes relacionados com pedofilia na internet) JUIZ, MINISTÉRIO PÚBLICO, ACUSADO, DEFENSOR, ASSISTENTE E AUXILIARES DA JUSTIÇA. Suspeição: circunstância EXTERNA + SUBJETIVA – ROL EXEMPLIFICATIVO. Impedimento: incapacidade INTERNA + OBJETIVA – ROL TAXATIVO. Juiz. MP. Quando atua COMO CUSTUS LEGIS MP não tem legitimidade para ocorrer de sentença absolutória (ex: ação penal privada). DP. Em regra, não depende de procuração para representar os hipossuficientes. EXCEÇÃO: será necessária procuração nos casos em que a lei exige, ex: exceção de suspeição. Nomeação de núcleo de prática jurídica DISPENSA PROCURAÇÃO POR ELE OUTORGADA. Igual independe de procuração caso a nomeação do advogado ocorra POR OCASIÃO DO INTERROGATÓRIO DO ACUSADO. Se provar que o defensor público agiu com desídia, e que isso foi responsável pela condenação, a sentença poderá ser anulada. Auxiliares e assistentes. Assistente da acusação é admitido a partir do RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. Assistente de acusação NÃO PODE RECORRER, EXTRAORDINARIAMENTE, de decisão concessiva de HC. Do despacho que admitir, ou não, o assistente, não caberá recurso, devendo, entretanto, constar nos autos o pedido e a decisão – CABE MS se flagrante ilegalidade. ASSISTENTE PODE INGRESSAR APENAS NAS AÇÕES PÚBLICAS, condicionada ou incondicionada. É admitido até o TRÂNSITO EM JULGADO da sentença, E NÃO ATÉ A PROLAÇÃO DE SENTENÇA DO 1º GRAU. PRISÃO E LIBERDADE PROVISÓRIA. Medidas cautelares diversas da prisão. Relaxamento da prisão em flagrante não impede a adoção das medidas cautelares diversas da prisão. No caso de descumprimento de medida cautelar imposta é cabível a decretação da prisão preventiva, desde que haja provocação dos legitimados e dada ciência à parte que sofrerá a medida. Detração penal nas medidas cautelares: 2 correntes. a) Se as medidas forem compatíveis: é possível a detração pelo tempo de prisão cautelar com posterior decisão definitiva. Ex: cautelar de internação provisória + medida de segurança imposta na sentença. b) Se as medidas não forem compatíveis: Há quem diga que sim, há quem diga que não. Entrega do passaporte e CNH Passaporte (avião) – Rápido – 24 horas (Art. 320, CPP) CNH (carro) – Demora - 48 horas (Art. 293, § 1º do CTB) Flagrante. Possui natureza de: 2 correntes na doutrina – em ambas é vista como medida ADMINISTRATIVA. · Prisão CAUTELAR, igual a preventiva e a temporária. · Medida PRÉ-CAUTELAR. Flagrante PREPARADO = Delito putativo por obra do agente provocador. Flagrante DIFERIDO/RETARDADO/POSTERGADO. É possível a prisão em flagrante mesmo que já tenha sido iniciado o inquérito policial. Ex: crimes PERMANENTES. É possível nos casos de CRIME CONTINUADO o chamado flagrante fracionado, que é realizado em cada um dos delitos parcelares que compõe o crime continuado. No caso de prisão originária do Tribunal, o preso pode ser apresentado ao Juiz que o Tribunal designar, para realização da audiência de custódia. Info 809 do STF – Possibilidade de prisão em flagrante de agente que integra organização criminosa, por que é crime permanente que se protrai no tempo. Relaxamento da prisão é INCONDICIONAL, logo não pode ser cumulado com medida cautelar. A jurisprudência é firme no sentido de que policiais condutores podem exercer o papel de testemunhas da prisão em flagrante, de modo a atender os requisitos do art. 304 do Código de Processo Penal. Preventiva. Diplomatassujeitam-se à prisão preventiva quando o país acreditante RENUNCIA à imunidade de jurisdição. A garantia da ordem pública, como pressuposto para decretação de prisão preventiva, pode ser traduzido como o RISCO DE REITERAÇÃO DELITUOSA. A fundamentação de que o Tráfico de Drogas é um delito de origem para vários outros, especialmente que envolvem violência ou grave ameaça à pessoa, com grave perturbação da paz social NÃO É SUFICIENTE para embasar prisão preventiva. A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes da organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva. A prisão preventiva é ILEGÍTIMA nos casos em que a sanção penal prevista ou imposta, na sentença, NÃO RESULTE EM CONSTRIÇÃO DA LIBERDADE PESSOAL. A garantia da aplicação da lei penal exige o risco concreto de que o acusado possa fugir para evitar ser penalizado. FUGA é diferente de AUSÊNCIA MOMENTÂNEA. A mera evasão do distrito da culpa não basta para justificar a privação cautelar da liberdade do acusado. Caso o réu descumpra medida cautelar diversa da prisão, pode ser decretada a prisão preventiva AINDA QUE A PENA DO CRIME SEJA INFERIOR A 4 ANOS. Não cabe preventiva para crimes CULPOSOS, logo não cabe para lesões corporais decorrentes de veículo automotor / homicídio na direção de veículo automotor. Superveniência de prisão preventiva AFASTA vício da não realização da audiência de custódia. Inquéritos policiais e ações penais em curso NÃO PODEM FUNDAMENTAR EXASPERAÇÃO DA PENA BASE, mas podem ser utilizados para subsidiar decretação da prisão preventiva (juntamente com a prática pretérita de atos infracionais). O descumprimento da regra do parágrafo único do art. 316 do CPP NÃO gera, para o preso, o direito de ser posto imediatamente em liberdade A decretação ou a manutenção da prisão preventiva, para a garantia da ordem pública, pode ser fundamentada com base no risco de reiteração delitiva do agente em crimes COM GRAVIDADE CONCRETA, justificada por meio da existência de processos criminais em andamento. A decisão de revisão periódica da prisão preventiva deve analisar de modo motivado, ainda que objetivo, se os motivos que a fundamentaram se mantêm e se não há excesso de prazo, sendo vedada a mera alusão genérica à não alteração do quadro fático. Temporária. Prazo para conclusão do IP começa a contar APÓS O TÉRMINO DA PRISÃO TEMPORÁRIA, caso essa tenha sido decretada. Uma vez RECEBIDA A DENÚNCIA, não pode subsistir a prisão TEMPORÁRIA. Prisão temporária não se justifica caso o acusado esteja embaraçando ou comprometendo as investigações. Havendo conversão de prisão temporária em prisão preventiva no curso da investigação policial, o prazo para a conclusão das investigações, no âmbito do competente inquérito policial, iniciar-se-á a partir da decretação da prisão preventiva. Temporária não pode ser requerida pelo ofendido ou seu representante legal, cabendo apenas em face de REQUERIMENTO DO MINISTÉRIO PÚBLICO ou REPRESENTAÇÃO DA AUTORIDADE POLICIAL. Habeas corpus interposto contra prisão temporária PERDE SEU OBJETO caso haja a conversão em PREVENTIVA, por que a segregação, nesse caso, é baseada em outro fundamento. Domiciliar. Na LEP, a prisão domiciliar é forma de cumprimento de pena cabível aos sentenciados ao regime aberto. No CPP é cabível em substituição à prisão PREVENTIVA. LEP: acima de 70 anos. CPP: acima de 80 anos. Análise da prisão domiciliar para gestante deve ser feita de OFÍCIO pelo juiz, dispensado pedido do advogado ou defensor. Fiança. Nos casos de decisão que julgar extinta a punibilidade pela prescrição, a fiança que fora paga é restituída ao infrator, DEDUZIDOS OS GASTOS LEGAIS. Em caso de absolvição, a fiança é integralmente restituída a quem pagou. Não será conduzida em caso de prisão civil ou militar. Ausência de reforço da fiança NÃO É HIPÓTESE em que ocorre o seu QUEBRAMENTO. Autoridade policial NÃO PODE DISPENSAR O PAGAMENTO DE FIANÇA, ainda que as condições pessoais do acusado recomendem – é atribuição do JUIZ. Por outro lado, a autoridade policial pode reduzir o pagamento da fiança em até 2/3. Liberdade Provisória. Autoridade policial pode conceder fiança aos crimes com pena MÁXIMA NÃO SUPERIOR A 4 ANOS. A concessão de liberdade provisória pela autoridade policial NÃO IMPEDE A DECRETAÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA pela autoridade judiciária. CITAÇÃO E INTIMAÇÃO. MP não possui prazo em dobro em suas manifestações recursais, por que isso é prerrogativa do processo civil / DP possui prazo em dobro no processo penal. Não cabe citação por meio eletrônico no processo penal. Citação no dia do interrogatório não é causa de nulidade absoluta, ou seja, deve ser provado o efetivo prejuízo para que haja a anulação. No processo penal tem a PRESENÇA DE PRECATÓRIA ITINERANTE (artigo 355, CPP). Não intimação da expedição de precatória é NULIDADE RELATIVA. Expedição de carta PRECATÓRIA NÃO SUSPENDE prazo da instrução processual. Se a citação for por edital, O PRAZO PARA DEFESA COMEÇA A CORRER A PARTIR DO COMPARECIMENTO PESSOAL do acusado ou de sua defesa. As videoconferências não são substitutas da carta precatória, e só podem ser efetivadas em razão desta. PROCESSO COMUM. Disposições Gerais. Aos crimes praticados com violência contra a mulher, independentemente da pena, NÃO SE APLICAM AS DISPOSIÇÕES DA LEI 9.099/95. Pendência de cumprimento de carta precatória não impede oitiva de outras testemunhas, interrogatório do acusado e, até mesmo, julgamento da causa. Ordinário: igual ou superior a 4 anos / Sumário: inferior a 4 anos. Sumaríssimo: pena máxima inferior a 2 anos e Contravenção Penal. ORDINÁRIO: AIJ em 60 dias / SUMÁRIO: AIJ em 30 dias / SUMARÍSSIMO: AIJ em 90 dias. Se pede diligência – partes respondem em memoriais em 5 e Juiz sentencia em 10. Testemunhas: Rito Ordinário: 8 testemunhas Rito Sumário: 5 testemunhas Rito Sumaríssimo: 3 testemunhas (para lembrar: 8-5 rs) As diferenças entre o rito ordinário e sumário resumem-se no NÚMERO DE TESTEMUNHAS, POSSIBILIDADE DE CONVERSÃO DE DEBATES ORAIS EM MEMORIAIS e a POSSIBILIDADE DE REQUERER DILIGÊNCIAS cuja necessidade surge na instrução. Oferta/Recebimento da Denúncia. Rejeição da Inicial. Para parte da doutrina, a existência de causa excludente de ilicitude torna possível a rejeição da denúncia, pela ausência de justa causa, ou até mesmo pressuposto processual. Inexistência de litispendência é exemplo de pressuposto processual que, uma vez ausente, impede o recebimento da inicial. A legitimidade das partes é questão que, se não estiver presente, desafia a REJEIÇÃO DA DENÚNCIA. Hipóteses: · Ausência de justa causa; · Faltar pressuposto processual ou condição para exercício da ação; · Inépcia da Inicial. Absolvição Sumária. Para que haja absolvição sumária, deve haver, previamente, citação do acusado e apresentação de resposta á acusação. Dentre as causas de exclusão de culpabilidade, a INIMPUTABILIDADE não é elencada para autorizar a absolvição sumária. Inimputabilidade, como causa de exclusão da culpabilidade, não autoriza a ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA no procedimento comum. A conclusão de que o réu não foi o autor do crime/inexistência de fato típico não comporta absolvição sumária. A Decisão que não absolve sumariamente o réu deve ser fundamentada, mas não pode ser extensiva sob pena de antecipar o mérito da instrução criminal. Inimputabilidade não autoriza absolvição sumária, mas pode ser utilizada como ÚNICA tese defensiva no Procedimento do JURI. Tribunal do Júri. Rito do Juri: 8 testemunhas (1 fase) 5 testemunhas (2 fase) Quem determina o desaforamento do julgamento para outra comarca é o TRIBUNAL, e não o Juiz. Não cabe desaforamento na pendência de recurso ou efetivado o julgamento, SALVO NESSE ÚLTIMO CASO, se referir a fato ocorrido durante ou após realização do julgamento anulado. PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO. LEI 9.099/95. Disposições gerais. Ação penal pública incondicionada nos Juizados Especiais – vigora o Princípio da DISCRICIONARIEDADE REGRADA/MITIGADA.Lesão corporal praticada em âmbito doméstico não atrai competência do Juizado Especial, por que a pena ultrapassa o limite legal. Em caso de violência doméstica contra a mulher, não se fala, nem mesmo, em lavratura de TCO, por que é crime de ação pública incondicionada. Agravantes e atenuantes não interferem na fixação de competência dos Juizados. A conexão, que transfere a ação para juízo comum, é considerada causa de EXCLUSÃO da competência dos juizados. Benefícios. Transação: não concede se CONDENADO. Suspensão: não concede se PROCESSADO. Descumprimento de transação penal não impede a extinção da punibilidade pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva, por que na transação penal o prazo não é suspenso. Não oferecida proposta de suspensão condicional do processo e proferida sentença, opera-se preclusão de tal benefício. Aceitação de proposta de transação penal NÃO GERA PRESUNÇÃO DE CULPA no juízo civil, razão pela qual pode-se questionar a existência e autoria do fato na ação civil ex delicto. Aceitação de transação penal NÃO SUSPENDE A FLUÊNCIA DO PRAZO PRESCRICIONAL. A prestação de serviços comunitários pode ser fixada como condição especial à concessão do sursi processual, desde que de forma proporcional e adequada ao caso concreto. Perda da fiança não pode ser fixada pelo juiz como condição para concessão do sursi processual. Sursi não é direito subjetivo do acusado, mas sim poder-dever do Ministério Público. Para STJ oferecimento de proposta de suspensão condicional do processo EM CRIMES DE AÇÃO PRIVADA deve ser feito pelo próprio ofendido. DIVERGÊNCIA Enunciado 112 FONAJE: Compete ao MP oferecer suspensão e transação penal. Condenação anterior por CONTRAVENÇÃO PENAL não impede a concessão da suspensão condicional do processo, apenas a condenação por CRIME. Juiz pode deixar de homologar a transação penal em razão de ATIPICIDADE DO FATO, PRESCRIÇÃO ou FALTA DE JUSTA CAUSA – assemelha à rejeição da denúncia. Há jurisprudência do STJ que permite a aplicação do SURSI PROCESSUAL aos crimes em que a PENA DE MULTA SEJA APLICADA ALTERNATIVAMENTE à pena privativa/restritiva É possível a fixação de pena restritiva de direito como condição para obtenção de sursi processual. O benefício que requer a ausência de processo em curso contra o acusado é SUSPENSÃO Procedimento judicial. As audiências no juizados especiais criminais só podem ser instruídas por Juizes Togados. Conciliações podem ser feitas por juízes togados ou conciliadores. Não cabe RESP das decisões tomadas no Juizado Especial. MS contra ato do Juizado ou da Turma Recursal – competência da própria Turma Recursal. É cabível MS para para que o TJ exerça o controle sobre a competência dos juizados especais estaduais, desde que não ocorra análise subjetiva do mérito do processo. Reclamação contra ato do Juizado ou da Turma Recursal – competência da própria Turma Recursal. HC contra Juizado Especial sobe para ser julgado no TJ ou no TRF. A necessidade de representação nos crimes de lesão corporal leve ou culposa é norma HÍBRIDA, sendo regida pela retroatividade. O rito dos juizados especiais não aceita o cumprimento de carta precatória para para produção e coleta de provas oriundas do procedimento comum. PROCEDIMENTO CRIMES AFIANÇÁVEIS COMETIDOS POR SERVIDORES PÚBLICOS. Quando tais crimes forem cometidos com VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA, a ausência de defesa preliminar não viola o contraditório, por que nesse caso a infração é INAFIANÇÁVEL e não se aplica a garantia de defesa preliminar. Se há concurso de crimes praticados pelo agente público (crime que cabe o procedimento especial e crime que não admite), A AMBOS NÃO DEVE SER APLICADO O PROCEDIMENTO ESPECIAL. O mesmo ocorre caso haja concurso de agentes, com corréu que não detenha prerrogativa de função para receber rito especial dos crimes afiançáveis. A posição de agente público deve ser aferida no momento do recebimento denúncia. STJ dispensa o oferecimento de prazo para defesa prévia se o procedimento está instaurado com base em inquérito prévio. Já o STF não dispensa defesa prévia, como regra, mesmo que haja inquérito policial como base, ocorrendo apenas nos casos em que o ACUSADO TENHA SE MANIFESTADO NO IP, contando sua versão dos fatos. SENTENÇA. Em caso de duplo julgamento, prevalece a sentença que tiver transitado em primeiro lugar. Sentença suicida: contém DISPOSITIVO DIVERGENTE de sua fundamentação – é NULA! Sentença autofágica: reconhece a imputação, mas extingue a punibilidade. Ex: sentença que concede perdão judicial. Sentença que declara extinta a punibilidade não pode ser impugnada pela parte beneficiada, uma vez que essa não dispõe de interesse recursal, por que já fora beneficiada com a sentença de 1º grau. Sentença absolutória ou que extingue a punibilidade são consideradas SOBERANA/ABSOLUTAMENTE coisa julgada material, uma vez que não comportam revisão criminal. Emendatio e Mutatio. Se pelas provas nos autos percebe-se a existência de AGRAVANTE, MP tem que fazer o MUTATIO LIBELLI. O caso de emendatio libelli não prevê possibilidade de arrolamento de mais testemunhas, tendo em vista que a inicial nem precisa ser aditada. Fato não contido na denúncia: MUTATIO + ADITAMENTO + 3 TESTEMUNHAS+ 5 DIAS Mutatio vai ocorrer quando houver surgimento de nova elementar ou circunstância não prevista na inicial acusatória. EMENDATIO LIBELLI é para suprimir a errônea capitulação jurídica definida pelo MP. Regra é que Emendatio e Mutatio ocorram na prolação da sentença, mas, excepcionalmente, podem ocorrer no recebimento da denúncia ou queixa PARA BENEFICIAR O RÉU ou PERMITIR CORRETA FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA. Nos casos de EMENDATIO não é necessário o aditamento da denúncia, por que o próprio juiz altera a capitulação dos fatos. Mutatio não ocorre em 2ª grau, pois ocorreria a supressão de instâncias. A exceção está nos casos em que há foro por prerrogativa de função, nos quais a competência já é originária de Tribunal. RECURSO. Características. Deserção, por falta de preparo recurso, é uma forma de EXTINÇÃO ANÔMALA deste. Há hipóteses, em que, o JUÍZO DE PRELIBAÇÃO é feito pelo próprio JUIZO AD QUEM, nos casos em que o recurso é interposto direto na 2ª instância. PRELIBAÇÃO – análise dos PRESSUPOSTOS recursais. DELIBAÇÃO – análise do MÉRITO recursal. Hipóteses em que há RECURSO DE OFÍCIO: · >> decisão concessiva de HC · >> decisão concessiva de MS · >> decisão concessiva de reabilitação criminal · >> decisão absolutória em crime contra a economia popular/saúde pública · >> decisão de arquivamento em crime contra a economia popular/saúde pública Efeitos. RESE. Há divergência quanto às hipóteses de cabimento do RESE: · ROL TAXATIVO: não se estende a demais casos; · ROL EXEMPLIFICATIVO: se estende a casos semelhantes aos previstos em lei, quando há lacuna legislativa acerca daquele tema. Recurso invertido é o nome que se dá ao recurso interposto pela outra parte QUANDO O JUIZ REFORMA SEU ENTENDIMENTO, mediante efeito regressivo, ao julgar RESE. Ausência de juízo de retratação é considerado MERA IRREGULARIDADE. Em sua segunda interposição, RESE POR SIMPLES PETIÇÃO contra RESE ANTERIORMENTE INTERPOSTO, o juiz não poderá modificar sua decisão Apelação. Em caso de contravenção penal, interposição da apelação ocorrem em 5 dias e as razões são juntadas em 3 dias. O Tribunal de Apelação não poderia conhecer de ofício nulidade em prejuízo do acusado nem qualquer matéria que não foi expressamente impugnada em recurso de apelação de decisão do Tribunal do Júri. A exceção reside nos recursos interpostos de ofício, caso em que o efeito devolutivo ao Tribunal É AMPLO, podendo deliberar sobre toda a matéria apresentada em 1º grau. Para decisão de 1º grau que DEFERE SEQUESTRO DE BENS – cabível APELAÇÃO. Rejeição da denúncia na LEI 9.099/95 APELAÇÃO + RAZÕES NO PRZO DE 10 DIAS. Eventual excesso de prazo no julgamento do recurso de apelação deve ser aferido em face da quantidade da pena imposta na sentença condenatória. Agravo em execução. Único caso em que será cabível EFEITO SUSPENSIVO NO AGRAVO EM EXECUÇÃOé se a decisão for de LIBERAÇÃO DO INIMPUTÁVEL (põe fim à medida de internação ou tratamento). Carta Testemunhável. Pode ser interposta pelo MP, pela Defesa ou pelo Assistente de Acusação. Na instância superior, segue o rito do recurso que foi DENEGADO. Após ser aceita na instância superior, segue o procedimento do recurso denegado. Crime contra a economia popular: hipótese de RECURSO DE OFÍCIO. Revisão criminal contra as decisões de Juizado Especial/Turma Recursal dos Juizados são julgadas pelo TJ. Duplo grau de jurisdição não é garantia do acusado, apenas do réu. Recurso especial e recurso extraordinário não são exemplos de duplo grau de jurisdição: 1) Por que não oferecem possibilidade de reexame da matéria probatória; 2) Por que se destinam a verificar violação das normas da CF ou infraconst. RESE pra decisão do juiz que NÃO RECEBE DENÚNCIA ou QUEIXA. Decisão que decide pelo QUEBRAMENTO ou PERDA DA FIANÇA – RESE. Prazo do ROC pro STF: 5 DIAS. Todo recurso é VOLUNTÁRIO + PROLONGA A MESMA RELAÇÃO + IMPUGNA DECISÃO AGRAVO na execução penal tem efeito REGRESSIVO – igual RESE. No Juizado a parte não pode interpor razões perante o juízo recursal – razões já são juntadas com a peça de interposição. Termo inicial do prazo para MP impugnar decisão: DATA DA ENTREGA DOS AUTOS NA REPARTIÇÃO ADMINISTRATIVA DO ÓRGÃO. Revisão Criminal de decisões do Juizado Especial Criminal ou Turma Recursal: STF: Vai para TJ // STJ: Vai para a Turma Recursal. Em regra, agravo na execução penal possui apenas EFEITO REGRESSIVO. Porém, terá efeito SUSPENSIVO quando se tratar de DESINTERNAÇÃO ou LIBERAÇÃO DE PESSOA SUJEITA À MEDIDA DE SEGURANÇA. Tribunal não reconhece nulidade que não foi alegada pela parte na APELAÇÃO, mesmo que seja NULIDADE ABSOLUTA. Mesmo que a defesa tenha pedido só diminuição de pena na apelação, Tribunal pode absolve-lo (REFORMATIO IN MELLIUS). Não há PREVISÃO LEGAL de efeitos infringentes aos embargos de declaração oposto pelo réu ou seu defensor. Não cabe retratação da retratação no RESE. No mandado de segurança impetrado pelo Ministério Público contra decisão proferida em processo penal, é obrigatória a citação do réu como litisconsorte passivo. Efeito REGRESSIVO = EFEITO ITERATIVO Juizo de prelibação: admissibilidade recursal / Juizo delibação: juízo de legalidade. MP não tem legitimidade para apelar da sentença absolutória proferida em ação de iniciativa privada, pois só atua como fiscal da lei. Princípio da REFORMATIO IN PEJUS = Efeito PRODÔMICO DA SENTENÇA Prazo para assistente ou sucessor NÃO HABILITADO recorrer é de 15 dias, após decurso de prazo do MP. CORREIÇÃO PARCIAL: Error in procedendo decorrente de ilegalidade praticada pelo Juiz: · Inversão tumultuária dos atos processuais; · Dilatação abusiva de prazos; · Paralisação injustificada de processos. · Possui caráter subisidiário / Cabível pelos envolvidos no IP ou na AP. NÃO SE ADMITE EMBARGOS INFRINGENTES EM SEDE DE HABEAS CORPUS. Ainda que haja recurso parcial do MP, Tribunal não pode agravar DE OFÍCIO a pena do Réu. Reformatio in pejus indireta: proibição de agravar a pena em recurso exclusivo da defesa. Recursos com efeito REGRESSIVO/ITERATIVO: RESE + Carta testemunhável + Agravo. Recursos ex officio possuem efeito TRANSLATIVO, ou seja, devolução ao juízo ad quem de toda matéria NÃO ATINGIDA PELA PRECLUSÃO Nesse caso, Juiz pode julgar qualquer matéria, a favor ou contra as partes, inclusive contra o réu. Se o STJ, negar um REsp mediante fundamento constitucional, mas tendo sido ajuizado RE de forma simultânea, haverá usurpação da competência do STF MP não possui legitimidade para recorrer de sentença absolutória proferida em ação penal de iniciativa privada, pois nesse caso atua apenas como FISCAL DA LEI. HABEAS CORPUS. EM REGRA, não se admite INTERVENÇÃO DE TERCEIROS em HABEAS CORPUS. A EXCEÇÃO ESTÁ NAS AÇÕES PENAIS PRIVADAS, por que ele tem interesse jurídico.