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DIREITO PROCESSUAL PENAL 
por Hen rique de Lara Morais 
RESUMO 
Direito Processual Penal 
H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s 
concurseiroforadacaixa.com.br | 02
Sumário 
Glossário de Siglas ........................................................................................................................................................................ 4 
Introdução ..................................................................................................................................................................................... 6 
Sistemas Processuais ................................................................................................................................................................................... 6 
Garantias Constitucionais do Processo Penal.......................................................................................................................................... 6 
Aplicação da Lei Processual........................................................................................................................................................................ 6 
Princípios Processuais Penais .................................................................................................................................................................... 7 
Interpretação e Integração da Lei Processual .......................................................................................................................................... 8 
Inquérito Policial (IP) ................................................................................................................................................................... 9 
Conceitos e Definição .................................................................................................................................................................................. 9 
Instauração do IP ......................................................................................................................................................................................... 9 
Destinatário do IP ...................................................................................................................................................................................... 10 
Arquivamento do IP .................................................................................................................................................................................. 10 
Tramitação do IP ........................................................................................................................................................................................ 11 
Ação Penal (AP) .......................................................................................................................................................................... 13 
Conceito ...................................................................................................................................................................................................... 13 
Condições da Ação Penal .......................................................................................................................................................................... 13 
Pressupostos Processuais ......................................................................................................................................................................... 13 
Espécies de Ação Penal .............................................................................................................................................................................. 14 
Acordo de Não Persecução Penal (art. 28-A) .......................................................................................................................................... 16 
Competência Processual Penal .................................................................................................................................................. 18 
Critérios de Fixação da Competência ...................................................................................................................................................... 18 
Da Prova ..................................................................................................................................................................................... 20 
Disposições Gerais ..................................................................................................................................................................................... 20 
Corpo de Delito e Perícias ......................................................................................................................................................................... 21 
Interrogatório do Acusado ....................................................................................................................................................................... 22 
Testemunhas .............................................................................................................................................................................................. 22 
Busca e Apreensão ..................................................................................................................................................................................... 23 
Indícios ........................................................................................................................................................................................................ 23 
Confissão ..................................................................................................................................................................................................... 24 
Perguntas ao Ofendido ............................................................................................................................................................................. 24 
Acareação .................................................................................................................................................................................................... 24 
Documentos ............................................................................................................................................................................................... 25 
Reconhecimento de Pessoas e Coisas ...................................................................................................................................................... 25 
Da Cadeia de Custódia ............................................................................................................................................................................... 26 
Sujeitos do Processo Penal ......................................................................................................................................................... 27 
Juiz ............................................................................................................................................................................................................... 27 
Ministério Público ...................................................................................................................................................................................... 28 
Acusado e seu Defensor ............................................................................................................................................................................ 28 
Assistentes (de acusação) ......................................................................................................................................................................... 29 
Peritos e Intérpretes ..................................................................................................................................................................................anotação da data, hora e nome de quem realizou a coleta e o acondicionamento. 
6 
TRANSPORTE 
Ato de transferir o vestígio de um local para o outro, utilizando as condições adequadas, de modo a garantir a 
manutenção de suas características originais, bem como o controle de sua posse; 
7 
RECEBIMENTO 
Ato FORMAL de transferência da posse do vestígio, que deve ser documentado com, no mínimo, informações 
referentes ao nº de procedimento e unidade de polícia judiciária relacionada, local de origem, nome de quem 
transportou, código de rastreamento, natureza do exame, tipo do vestígio, protocolo, assinatura e identificação de 
quem o recebeu; 
8 
PROCESSAMENTO 
EXAME pericial em si, manipulação do vestígio de acordo com a metodologia adequada às suas características 
biológicas, físicas e químicas, a fim de se obter o resultado desejado, que deverá ser formalizado em laudo do perito; 
 O recipiente só poderá ser aberto pelo perito que vai proceder à análise e, motivadamente, por pessoa autorizada. 
9 
ARMAZENAMENTO 
Procedimento referente à guarda, em condições adequadas, do material a ser processado, guardado para 
CONTRAPERÍCIA, descartado ou transportado, com vinculação ao número do laudo correspondente. 
10 
DESCARTE 
Procedimento referente à LIBERAÇÃO do vestígio, respeitando a legislação vigente e, quando pertinente, mediante 
autorização judicial. 
 
 
 
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Direito Processual Penal 
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SUJEITOS DO PROCESSO PENAL 
 
JUIZ 
Aqui não tem muito para onde fugir, temos que decorar as hipóteses de impedimento e suspeição. Em regra as questões são 
simples, tentando confundir uma causa de impedimento com uma de suspeição e vice-versa. 
Impedimento: são hipóteses em que ensejam a incapacidade ABSOLUTA do juiz de participar do processo. Trata-se de um rol 
TAXATIVO. Ocorrendo uma das situações o juiz DEVE se declarar impedido, mas se não o fizer, as partes podem argui-la. 
Suspeição: são hipóteses SUBJETIVAS, que podem ser que afetem a imparcialidade do juiz. Nestes casos o juiz PODE se declarar 
suspeito (não é uma obrigação), e não o fazendo as partes podem argui-la. Um último detalhe: 
Art. 256. A suspeição não poderá ser declarada nem reconhecida, quando a parte injuriar o juiz OU de propósito der 
motivo para criá-la. 
 
IM
P
E
D
IM
E
N
T
O
 
 Ele próprio ou seu cônjuge ou parente [...] até o 3º grau, inclusive, for parte ou diretamente interessado no feito. 
 Nos juízos coletivos (Tribunais), não poderão servir no mesmo processo os juízes que forem entre si parentes [...] 
até o 3º grau, inclusive. 
 Tiver funcionado seu cônjuge ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral até o 3º grau, inclusive, 
como defensor ou advogado, órgão do MP, autoridade policial, auxiliar da justiça ou perito; 
- Ele próprio houver desempenhado qualquer dessas funções ou servido como testemunha; 
- Tiver funcionado como juiz de outra instância, pronunciando-se, de fato ou de direito, sobre a questão; 
 
S
U
S
P
E
IÇ
Ã
O
 
 Se ele, seu cônjuge, ascendente ou descendente, estiver respondendo a processo por fato análogo, sobre cujo 
caráter criminoso haja controvérsia – Cuidado! Aqui não fala de “consanguíneo até 3º grau...” 
 Se ele, seu cônjuge, ou parente [...] até o 3º grau, inclusive, sustentar demanda ou responder a processo que tenha 
de ser julgado por qualquer das partes; 
- Se for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer deles; 
- Se tiver aconselhado qualquer das partes; 
- Se for credor ou devedor, tutor ou curador, de qualquer das partes; 
- Se for sócio, acionista ou administrador de sociedade interessada no processo. 
 Nesses casos, a suspeição / impedimento cessará pela dissolução do casamento, SALVO sobrevindo descendentes; 
mas, ainda que dissolvido o casamento sem descendentes, não funcionará como juiz o sogro, o padrasto, o cunhado, o 
genro ou enteado de quem for parte no processo. 
Art. 274. As prescrições sobre suspeição dos juízes estendem-se aos serventuários e funcionários da justiça, no que Ihes for 
aplicável. 
 
 
Sujeitos 
Processuais
Essenciais
(DEVEM participar)
Juiz MP / Querelente
Acusado e seu 
Defensor
Acessórios
(PODEM participar)
Assistente de 
acusação
Peritos Etc.
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MINIST É RIO PÚ BLI CO 
Quais as funções do MP no processo penal? 
1. Promover, privativamente, a AÇÃO PENAL PÚBLICA 
2. Fiscalizar a execução da lei (custo legis) 
Cuidado! Apesar do que muitos pensam, o papel do MP 
não é sempre de buscar a condenação, pois há hipóteses 
em ele poderá opinar pela absolvição (art. 385) 
Impedimento e Suspeição: aplica-se os mesmos casos dos juízes e também quando o juiz ou qualquer das partes for seu cônjuge, 
ou parente [...] até o 3º grau, inclusive. 
STJ (Súmula 234): A participação de membro do MP na fase investigatória criminal não acarreta o seu impedimento ou 
suspeição para o oferecimento da denúncia. 
ACUS ADO E S EU DE FENSO R 
ACUS ADO 
Pessoa Jurídica pode figurar no polo passivo (ser acusado)? SIM (atualmente STF entende que apenas em crimes ambientais). 
A impossibilidade de identificação do acusado (ex: nome verdadeiro) retarda a AP? NÃO, desde que certa sua identificação física 
Atenção! Condução coercitiva (art. 260): Se o acusado não atender à intimação para o interrogatório, reconhecimento ou 
qualquer outro ato que, sem ele, não possa ser realizado, a autoridade poderá mandar conduzi-lo à sua presença. 
STF (APDF 395/2018): [...] pronunciar a não recepção da expressão "para o interrogatório", constante do art. 260 do 
CPP, e declarar a incompatibilidade com a Constituição Federal da condução coercitiva de investigados ou de réus para 
interrogatório, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de ilicitude das 
provas obtidas, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado. 
DEFENS OR 
A participação do defensor é obrigatória? SIM, pois nenhum acusado será processado ou julgado sem quem o defenda. 
STF (Súmula 523): No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade ABSOLUTA, MAS a sua deficiência só o 
anulará se houver prova de prejuízo para o réu. 
Defensor pode abandonar processo? NÃO, salvo motivo imperioso, previamente comunicado ao Juiz 
Defensor não compareceu, audiência pode ser adiada? SIM, desde que ausência justificada. Caso não justifique, o Juiz NÃO adiará 
ato algum e nomeará defensor substituto, ainda que provisoriamente para determinado ato. 
STF (HC 165534/2019): A ausência de defensor, devidamente intimado, à sessão de julgamento não implica, por si só, 
nulidade processual. 
 
 
 
DEFENSOR
Autodefesa
(próprio acusado)
Próprio acusado se defende. Para tanto precisa 
estar devidamente habilitado
Constituído
(acusado nomeia)
É necessário apresentar procuração (mandato)? SIM, 
salvo se nomeado no interrogatório
Dativo
(juiz nomeia)
Defensor dativo pode recusar nomeação? NÃO, salvo 
motivo relevante
Acusado pode, A QUALQUER TEMPO, nomear 
defensor ou defender-se
Se não for pobre, o acusado DEVERÁ pagar 
honorários arbitrados pelo juiz
Defensoria Pública
(manifestadamente pobres)
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ASSIS TENT ES (DE ACU SAÇÃO ) 
Quem é? Trata-se do ofendido (vítima) ou seu representante legal, que, em uma AÇÃO PÚBLICA pode assistir o MP. Para atuar 
ele deve estar assistido por advogado ou defensor público. 
O co-réu no mesmo processo não poderá intervir como assistente do Ministério Público 
Quando ele pode seradmitido? Em qualquer fase, enquanto não passar em julgado a sentença, ouvido previamente o MP. 
Do despacho que concede ou não a admissão cabe recurso? NÃO, devendo apenas constar dos autos o pedido e a decisão. 
Como se dá a atuação do assistente? 
• Propor meios de prova – juiz decide, ouvido o MP 
• Requerer perguntas às testemunhas 
• Aditar os articulados 
• Participar do debate oral 
• Arrazoar recursos interpostos pelo MP e por ele mesmo 
• Atenção! Requerer prisão preventiva 
PE RITO S E INT ÉRPRETES 
Para o CPP, peritos e intérpretes são equiparados e devem ser IMPARCIAIS, portanto são aplicáveis a eles as mesmas regras de 
impedimento e suspeição dos juízes. 
• Quem nomeia perito? O juiz, sendo que as partes não intervêm. 
• Perito pode recusar nomeação? NÃO, sob pena de multa, salvo motivo relevante. 
• Pode condução coercitiva de perito? SIM, no caso de não comparecimento sem justa causa 
NÃO PODEM SER PERITOS 
 Quem prestou depoimento ou opinou anteriormente sobre o objeto da perícia 
 Analfabetos e menores de 21 (essa é a literalidade; hoje a regra é 18) 
DO S FUN CI ON ÁRI OS DA J USTI ÇA 
 
As prescrições sobre suspeição dos juízes ESTENDEM-SE aos serventuários e funcionários da justiça, no que 
Ihes for aplicável. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PRISÃO, MEDIDAS CAUTELARES E LIBERDADE PROVISÓRIA 
DIS POS I ÇÕ ES G ERAI S 
ME DI DAS CAUT E LARES DIFERENT ES DA PRISÃO 
 
A medida cautelar deve observar a ADEQUAÇÃO à gravidade do crime, circunstâncias do fato e condições pessoais do 
indiciado ou acusado, podendo ser aplicadas ISOLADA ou CUMULATIVAMENTE. 
São DECRETADAS pelo juiz [Atenção! Não há mais decretação de cautelar de ofício] 
1) A requerimento das partes 
2) No curso da investigação criminal, por representação da autoridade policial (delegado) ou a requerimento do MP; 
São REVOGADAS ou SUBSTITUÍDAS pelo juiz: 
1) De OFÍCIO 
2) A pedido das partes 
PRIS ÃO 
Art. 283. Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária 
competente, em decorrência de PRISÃO CAUTELAR ou em virtude de condenação criminal TRANSITADA EM JULGADO1. 
 
1STF (ADCs 43, 44 e 54/2019): Foi julgado constitucional o art. 283 do CPP, portanto, o cumprimento da pena somente pode 
ter início com o esgotamento de todos os recursos. Assim, é proibida a execução provisória da pena, salvo nas hipóteses de 
prisão preventiva. 
1STJ (Súmula 643): A execução da pena restritiva de direitos depende do trânsito em julgado da condenação. 
PRISÃO CAUTELAR
Prisão em 
FLAGRANTE
Prisão
PREVENTIVA
Somente em ÚLTIMA hipótese (não for cabível outra medida cautelar)
Prisão 
TEMPORÁRIA
(Lei 7.960)
NÃO é punição, mas medida 
de natureza cautelar 
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PRIS ÃO E M FLAG RANTE 
FLAG RANTE 
Art. 301. Qualquer do povo PODERÁ e as autoridades policiais e seus agentes DEVERÃO prender quem quer que seja 
encontrado em flagrante delito. 
Flagrante Delito (expresso no CPP): 
Flagrante 
Próprio 
• Está cometendo a infração penal 
• Acaba de cometê-la 
Flagrante 
Impróprio 
• É perseguido, logo após, em situação que faça presumir ser autor da infração 
Flagrante 
Presumido 
• É encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam PRESUMIR ser ele 
autor da infração 
OUT ROS TIP OS DE FLAG RANT E 
CRIMES 
Habituais NÃO cabe prisão em flagrante 
Permanentes Flagrante realizado em QUALQUER momento da execução 
Continuados Flagrante pode ocorrer em QUALQUER dos crimes 
Flagrante 
Esperado 
Autoridade sabe que ocorrerá crime e 
vai até o local onde acontecerá 
VÁLIDO 
Flagrante 
Forjado 
Não há nem fato típico. A autoridade 
“planta” provas para incriminar. 
ILEGAL 
Flagrante 
Diferido 
Autoridade aguarda para ver se obtém 
mais informações antes de prender 
ADMITIDO EM DETERMINADOS CASOS 
Flagrante 
Provocado 
Autoridade incita ao infrator a cometer 
crime (cria todo um ambiente para tal) 
INVÁLIDO 
STF (Súmula 145): Não há crime, quando a preparação do 
flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PRO CE DI MEN TO DA PRIS ÃO E M FLAG RANTE 
 
1 
Caso não haja testemunhas: NÃO há impedimento do auto de prisão em flagrante, bastando que o condutor e mais 2 
pessoas assinem que testemunharam a apresentação do preso à autoridade. 
2 
Acusado se recusa / não sabe / não pode assinar o auto de prisão: o auto será assinado por 2 testemunhas que tenham 
ouvido a leitura do auto na presença do acusado 
3 
STJ (CC 168.522/19): NÃO é cabível a realização de audiência de custódia por meio de videoconferência. 
Agente reincidente ou integra organização criminosa armada ou milícia, ou que porta arma de fogo de uso restrito? Juiz 
DEVERÁ denegar a liberdade provisória, com ou sem medidas cautelares. 
4 
O que ocorre caso não seja realizada audiência de custódia, sem motivação idônea, no prazo de 24h? 
1) Autoridade que deu causa responde administrativa, civil e penalmente 
2) Prisão considerada ILEGAL, a ser relaxada pela autoridade competente, sem prejuízo da possibilidade de 
imediata decretação de prisão preventiva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PRIS ÃO P RE VEN TIV A 
JUIZ 
pode decretar, 
sempre motivada 
 • Requerimento do MP 
• Requerimento do querelante 
• Requerimento do assistente 
• Representação da autoridade policial 
 
Em QUALQUER fase 
da investigação policial 
OU do processo penal 
Muito Cuidado! NÃO cabe mais a prisão preventiva DE OFÍCIO, entretanto: 
STJ (RHC 136.708/21): O POSTERIOR REQUERIMENTO da autoridade policial pela segregação cautelar OU 
manifestação do MP favorável à preventiva SUPREM o vício da inobservância da formalidade de prévio requerimento. 
PRESSU POS TOS , RE QUISIT OS E HI PÓT E SES 
PRESSUPOSTOS 
MATERIALIDADE 
+ 
INDÍCIOS DE AUTORIA 
REQUISITOS (art. 312) 
a) Garantia da ordem pública, 
b) Garantia da ordem econômica, 
c) Por conveniência da instrução criminal 
d) Para assegurar a aplicação da lei penal 
e) [Novidade 2019] Perigo gerado pelo 
estado de liberdade do imputado 
f) Descumprimento de qualquer das 
obrigações impostas por força de 
outras medidas cautelares 
HIPÓTESES (art. 313) 
a) Crimes dolosos com pena máx. superior a 4 
anos – crime culposo não tem preventiva! 
b) Condenado por outro crime doloso 
(transitada em julgado), SALVO art. 64, I, CP. 
c) Crime envolve violência doméstica e familiar 
contra mulher, criança / adolescente, idoso, 
enfermo, deficientes 
d) Dúvida sobre a identidade civil, sendo posto 
em liberdade imediatamente após 
identificação, salvo uma das hipótese acima 
[Novidade 2019] A decisão de decretar a preventiva deve ser MOTIVADA e FUNDAMENTADA em receio perigo E existência 
concreta de FATOS NOVOS ou CONTEMPORÂNEOS que a justifiquem. 
[Novidade 2019] NÃO será admitida a preventiva: 
 Com finalidade de antecipação de cumprimento de pena 
 Como decorrência imediata de investigação criminal, ou da apresentação ou recebimento da denúncia 
Art. 314. A prisão preventiva em NENHUM CASO SERÁ DECRETADA se o juiz verificar pelas provas constantes dosautos ter o agente praticado o fato nas condições de excludente de ilicitude. 
MOTI VAÇÃO E FU N DAM ENT AÇÃO 
[Novidade 2019] Art. 315. A decisão que decretar, substituir ou denegar a preventiva será MOTIVADA e FUNDAMENTADA. 
Motivação: juiz deverá indicar concretamente a existência de FATOS NOVOS ou CONTEMPORÂNEOS que a justifiquem. 
Fundamentação: NÃO serão consideradas fundamentas as decisões que: 
 Se limita a indicar ato normativo, sem explicação relação com a causa ou questão decidida 
 Emprega conceitos jurídicos indeterminados, sem explicar motivo concreto no caso 
 Invoca motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão (= genérica) 
 NÃO enfrente todos os argumentos capazes de infirmar (enfraquecer) a conclusão adotada pelo julgador 
 Limita-se a invocar precedente / súmula sem indicar a sua adequação ao caso 
 Deixa de seguir precedente / súmula / jurisprudência invocada pela parte, sem demonstrar a existência de distinção 
no caso em julgamento ou a superação do entendimento 
REV OG AÇÃO 
COMO 
OFÍCIO ou a 
requerimento 
das partes 
QUANDO 
Não há mais 
motivo para que 
ela subsista 
REVISÃO1 
[Novidade 2019] Decretada a preventiva, deve-se revisar 
sua necessidade a cada 90 dias, por decisão fundamentada, 
de ofício, sob pena de tornar a prisão ilegal. 
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1STF (SL 1395 MC): A inobservância do prazo nonagesimal NÃO implica automática revogação da prisão preventiva, 
devendo o juízo competente ser instado a reavaliar a legalidade e a atualidade de seus fundamentos. 
CO NVE RS ÃO DA P RE VENTI VA E M DO MI CILI AR 
Para tanto basta um dos seguintes casos (art. 318 e 318-A, incluído em 2018): 
 Maior de 80 anos Gestante; 
 Extremamente debilitado por doença grave; MULHER com filho de até 12 anos incompletos; 
 Imprescindível aos cuidados especiais de pessoa 
menor de 6 anos de idade ou com deficiência; 
 HOMEM, caso seja o único responsável pelos cuidados do 
filho de até 12 anos incompletos 
 
Art. 318-A. A prisão preventiva imposta à mulher gestante ou que for mãe ou responsável por 
crianças ou pessoas com deficiência será substituída por prisão domiciliar, desde que: 
I - NÃO TENHA cometido crime com violência ou grave ameaça a pessoa; 
II - NÃO TENHA cometido o crime contra seu filho ou dependente. 
Art. 318-B. A substituição de que tratam os arts. 318 e 318-A poderá ser efetuada sem prejuízo da aplicação 
concomitante de outras medidas cautelares. 
LIB ERDADE P ROV IS ÓRI A E FIAN ÇA 
AUSENTES os requisitos que autorizam a preventiva, o JUIZ deverá conceder liberdade provisória, impondo, se for o caso, 
medidas cautelares (art. 319) – fiança é medida cautelar, prevista no inciso VIII e PODE ser acumulada com outras medidas. 
FI AN ÇA 
Hipótese Quem concede? Qual valor? Dependendo da situação econômica do preso a 
fiança pode ser: 
▪ Dispensada (só juiz, casos do art. 350) 
▪ Aumentada até 1000x 
▪ Reduzida em 2/3 
Infração cuja pena máxima 
seja MENOR do que 4 anos 
- Autoridade policial 
- Juiz 
1 a 100 salários 
mínimos 
Infração cuja pena máxima 
seja MAIOR do que 4 anos 
- Apenas o juiz 
(que decide em 48h) 
10 a 200 salários 
mínimos 
NÃO há necessidade de audiência do MP para concessão da fiança. 
NÃO CABE FI AN ÇA 
NÃO 
CABE 
FIANÇA 
  Racismo (Pegadinha! Injúria racial cabe) 
 Tortura 
 Tráfico 
 Terrorismo 
 Crimes hediondos 
 Grupos armados (civis ou militares) contra ordem constitucional 
 Prisão civil ou militar 
 Presentes motivos que autorizem a preventiva 
 Se anteriormente tiver havido quebra1 de fiança no mesmo processo 
 
Se concedida em uma 
dessas hipóteses ela 
deverá ser CASSADA 
1Quebra de Fiança 
 Regularmente intimado, deixar de comparecer, sem motivo justo 
 Deliberadamente praticar ato de obstrução ao andamento do processo 
 Descumprir medida cautelar imposta cumulativamente com a fiança; 
 Resistir injustificadamente a ordem judicial; 
 Praticar nova infração penal DOLOSA. 
 
 
Atenção! 
Como consequência, pode ocorrer 
1 – Perda da METADE do valor da fiança 
2 – Juiz fixa outra medida cautelar 
3 – Juiz determina preventiva 
4 – Impossibilidade de prestar nova fiança 
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RE FO RÇO DE FI AN ÇA 
1) Quando a autoridade tomar, por engano, fiança insuficiente; 
2) Quando houver depreciação material ou perecimento dos bens hipotecados ou caucionados, 
3) Quando houver depreciação dos metais ou pedras preciosas; 
4) Quando for inovada a classificação do delito. 
A fiança ficará sem efeito e o réu será recolhido à prisão, quando, na conformidade dos itens acima, não for reforçada. 
DESTIN AÇÃO DA FI AN ÇA 
 
BAN CO NACION AL DE MON ITO RAME N TO DE P RISÕ ES – BNM P (LE I 12.403/ 11 E 
RES OLU ÇÃO CNJ 251 /19 ) 
FIN ALI DADES DO B NMP 
 
Réu 
ABSOLVIDO
Valor DEVOLVIDO a quem pagou
Réu condenado NÃO 
se apresenta para 
cumprir pena
Pagamento de custas do processo e indenizações. 
Se houver saldo, vai para o FUNDO PENITENCIÁRIO
Réu condenado SE 
APRESENTA para 
cumprir pena
Pagamento de custas do processo e indenizações. 
Se houver saldo, valor devolvido para quem pagou
F
in
a
li
d
a
d
e
s 
d
o
 B
N
M
P
Identificar, em tempo real e de forma individualizada, as pessoas privadas de liberdade, procuradas e
foragidas
Verificar se em diferentes comarcas, seções judiciárias ou unidades da Federação foram cumpridas ou
pendem de cumprimento ordens de prisão e se há outros documentos cadastrados em relação à mesma pessoa.
Identificar a natureza jurídica das prisões decretadas e em cumprimento, e o tipo penal atribuído na
investigação, acusação ou condenação
Possibilitar a produção de relatórios de gestão para os membros e servidores do Poder Judiciário
Permitir ao Judiciário a produção de estatísticas sobre o cumprimento das ordens de prisão e da população
prisional
Permitir o cadastramento das vítimas e dos familiares para que estes sejam cientificados do cumprimento
das ordens de prisão e de soltura da pessoa
Permitir a notificação por agente policial e penitenciário para que seja comunicado o cumprimento das ordens
de prisão
Permitir o monitoramento dos prazos da prisão provisória
Permitir a identificação das pessoas privadas de liberdade que devem ser recambiadas para outras unidades
da Federação
Promover a interoperabilidade entre os dados do BNMP 2.0 com o Documento Nacional de Identidade (DNI)
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PRO CE DI MEN TO 
P
R
O
C
E
D
IM
E
N
T
O
 
1 Juiz expede mandado de prisão, providenciando IMEDIATO registro no BNMP (mantido pelo CNJ). 
2 
QUALQUER agente policial poderá efetuar a prisão, ainda que fora da competência territorial do juiz que expediu 
o mandado. 
A prisão pode ser efetuada por qualquer policial, ainda que não haja registro no CNJ, comunicando ao juiz 
que a decretou. O juiz, por sua vez deve, em seguida, providenciar o registro no BNMP. 
3 
A prisão deve ser IMEDIATAMENTE comunicada ao juiz do LOCAL DO CUMPRIMENTO DA MEDIDA (local da 
prisão). Ele, por sua vez, deve informar ao juízo que a decretou. 
Realizada a prisão, o preso será informado dos seus direitos. Caso não possua advogado, será comunicado 
à Defensoria Pública. 
AB RANGÊN CIA DO B NMP 
O BNMP.2.0 abrangerá TODAS as pessoas privadas de liberdade1 por ordem judicial proferida em procedimentos de natureza 
criminal e civil. Inclui também aquelas procuradas ou foragidas. 
Considera-seprivada de liberdade a pessoa: 
1. O preso e o internado provisório 
2. O condenado cumprindo pena em regime fechado, semiaberto ou aberto 
3. Cumpridor de medida de segurança na modalidade internação 
 
O Banco NÃO ALCANÇA 
1. Pessoas que estiverem no cumprimento de medida cautelar diversa da prisão 
2. Condenados monitorados eletronicamente, sem recolhimento, ou prisão domiciliar 
3. Adolescentes apreendidos em razão de ato infracional 
CADASTRO DA P ESS OA 
Toda pessoa privada de liberdade, procurada ou foragida será cadastrada no BNMP e receberá um número de registro único, 
denominado Registro Judicial Individual (RJI), no seguinte formato: 
A A N N N N N N N D V 
Ano 7 dígitos sequenciais 
2 dígitos 
verificadores 
A responsabilidade pelo cadastro de pessoa, expedição de documentos, classificação, atualização e exclusão de dados 
no sistema, é EXCLUSIVA dos tribunais e das autoridades judiciárias responsáveis pelo cadastro da pessoa e pela 
expedição de documentos. 
Autoridade Executora: cabe à autoridade responsável pelo cumprimento de mandado de prisão ou de internação, alvará de 
soltura, ordem de liberação e ordem de desinternação, averiguar a autenticidade do doc. e assegurar a identidade da pessoa. 
ACES SO ÀS I NFORM AÇÕ ES DO SIST EM A 
 
As informações NÃO SIGILOSAS ou RESTRITAS, constantes do BNMP 2.0, serão DISPONIBILIZADAS na 
internet a TODA PESSOA, independente de prévio cadastramento ou demonstração de interesse. Exemplo: 
O Portal de Consulta Pública deverá permitir, também, o cadastramento da vítima, sujeito à validação do órgão judicial, 
permitindo que receba informações relativas à prisão e soltura do agressor. 
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Acesso por Entidades Públicas: o acesso à base de dados do BNMP deverá ser objeto de termo de cooperação técnica, sendo de 
responsabilidade das entidades públicas o cadastro de identificação de seus usuários e a proteção das informações recebidas 
de natureza sigilosa, reservada ou pessoal. 
Exemplo de consulta realizada: 
 
 
 É VEDADA a comercialização, total ou parcial, dos dados do BNMP 2.0 e a possibilidade de envios de informações NÃO 
CONSTANTES do Portal de Consulta Pública de acesso para bancos de dados geridos por entidades privadas. 
DO E MP REG O DE ALGEM AS (LEI 13 .434 / 07 E LEI 7 .21 0/84 ) 
LEI 13 .434 /07 – ALT ERA O CÓ DIG O DE P RO CESSO P ENAL 
Uso de algemas VEDADO em: 
• Mulher grávida durante ato médico preparatório para parto e durante o parto 
• Mulher durante o período de puerpério imediato 
LEI 7.210/ 84 – LE I DE E XE CU ÇÃO P EN AL 
No seu art. 199, a Lei de Execução Penal (LEP) diz que o emprego de algemas será disciplinado por DECRETO FEDERAL. Trata-
se do Decreto 8.858/16. Apesar de não ser diretamente citado no edital pela FGV, vou colocá-lo aqui por segurança, já que é um 
texto bem tranquilo e pequeno. 
 
O emprego de algemas terá como diretrizes: 
• O art. 1º, III (dignidade da Pessoa humana) da CF/88 
• O art. 5º, III (vedação ao tratamento desumano e degradante) da CF/88 
• A Resolução nº 2010/16 da ONU (tratamento de mulheres presas) 
• Pacto de San José da Costa Rica (tratamento humanitário de presos) 
 
PERMITIDO o emprego de algemas APENAS em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou 
de perigo à integridade física própria ou alheia, causado pelo preso ou por terceiros, JUSTIFICADA 
a sua excepcionalidade por escrito. 
 
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AUT O DE RESIST ÊN CI A E RES OLU ÇÃO CONJUN TA Nº 02 /201 5 
AUT O DE RESIST ÊN CI A – ART. 292 DO CÓDIGO DE PRO CESS O P EN AL 
 
Quando é aplicável? Na hipótese de haver, ainda que por parte de terceiros, RESISTÊNCIA à prisão em 
flagrante ou à determinada por autoridade competente. 
O que é? É o uso dos meios necessários para defender-se ou para vencer a resistência, do que tudo se 
lavrará auto subscrito também por 2 testemunhas. 
RES OLU ÇÃO CO NJU NTA Nº 02 /201 5 (CO NSE LHO S UP ERI OR DE P OLÍ CIA) 
A Resolução define os procedimentos internos a serem adotados pelas polícias judiciárias em face de ocorrências em que haja 
resultado lesão corporal ou morte decorrentes de oposição intervenção policial – basicamente disciplina o Auto de Resistência. 
 
 
Os dirigentes dos órgãos de polícia judiciária providenciarão para que as ocorrências sejam registradas com a 
classificação "lesão corporal ou homicídio decorrente de oposição à intervenção policial" – não pode haver 
genericamente o termo “Auto de Resistência”. 
PRO CE DI MEN TO BÁSICO 
Havendo resistência à legítima ação policial: 
 
DELEGADO verifica se houve uso MODERADO dos meios necessários para defender-se ou vencer a resistência. 
Os fatos serão noticiados preferencialmente ao delegado da “Delegacia de Crimes contra a Pessoa” ou repartição 
da polícia judiciária (federal ou civil) com atribuição assemelhada. 
 
Ofensa à integridade corporal ou à vida? Instaura-se imediatamente inquérito policial, com tramitação prioritária. 
Resultado morte? Delegado deverá requisitar o exame periciado local, independentemente da remoção de pessoas e 
coisas. É obrigatória a juntada do laudo necroscópico aos autos do IP. 
 Comunica-se a instauração do IP ao Ministério Público e à Defensoria Pública, bem como à corregedoria da polícia 
 
O delegado poderá requisitar a apresentação dos policiais envolvidos, bem como de todos os objetos que possam 
interessar à investigação, sob pena de responsabilidade administrativa e criminal em caso de descumprimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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COMUNICAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS 
CIT AÇÕ ES 
O que é citação? é o ato processual que dá ciência ao acusado de que houve uma denúncia ou queixa a ele endereçada e o chama 
a se defender. Art. 363. O processo terá completada a sua formação quando realizada a citação do acusado. 
 
Atenção! O comparecimento espontâneo do acusado sana eventual nulidade ou falta da citação, desde que não tenha 
havido prejuízo para a defesa. 
INTIM AÇÕ ES 
O que é intimação? São diversas ao longo do processo e ocorrem sempre que for necessário comunicar / dar ciência a alguém 
(acusados, testemunhas, etc.) da prática de um ato processual. Aplicam-se as mesmas regras das citações, no que couber. 
Intimação do defensor constituído, do advogado do querelante e do assistente: feita mediante publicação em Diário Oficial. 
Atenção, pois o defensor nomeado e o MP serão intimados pessoalmente (pelo escrivão), dispensando-se publicação. 
Se na localidade não há Diário Oficial: intimação feita diretamente pelo escrivão, por mandado, OU via postal com 
comprovante de recebimento, OU por qualquer outro meio idôneo. 
 
 
 
C
IT
A
Ç
Õ
E
S
Citação por 
MANDADO 
(regra)
Réu localizado na 
jurisdição do juiz
Citação por Carta 
PRECATÓRIA
Réu localizado fora do 
território de jurisdição
Réu encontrado? Faz-se a citação e DEVOLVE-SE a 
carta ao juiz deprecante (= aquele que enviou a 
carta)
Verificou-se que o réu não reside na jurisdição: 
juiz NÃO devolve a carta, mas a remete ao juízo 
do local onde o réu de fato reside
Citação por Carta 
ROGATÓRIA
Réu no estrangeiro, com 
endereço CONHECIDO. 
Se não conhecido = edital
Citação 
PESSOAL
Réu PRESO
Funcionário público - data e 
hora comunicadas ao chefe
Citação por 
REQUISIÇÃO
Feita ao militar, por 
intermédio do superior
Citação por 
EDITAL
(prazo de 15 dias)
Réu NÃO 
ENCONTRADO
Réu foi citado,mas NÃO compareceu nem constituiu 
advogado? Processo e prazo prescricional suspensos. 
Além de determinar a produção antecipada das provas 
urgentes, pode-se decretar a prisão preventiva.
STF (Súmula 351): é nula a citação por edital de 
réu preso na mesma unidade da federação em 
que o juiz exerce a sua jurisdição.
STF (Súmula 366): não é nula a citação por edital 
que indica o dispositivo da lei penal, embora não 
transcreva a denúncia ou queixa, ou não resuma os 
fatos em que se baseia
Citação com 
HORA CERTA
Réu se OCULTA 
para não ser 
citado
Réu foi citado, mas NÃO compareceu nem constituiu 
advogado? Nomeia-se um defensor dativo
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PROCESSOS CRIMINAIS EM ESPÉCIE 
 
RITO O RDIN ÁRI O 
 
Procedimento 
Comum
ORDINÁRIO
Pena máxima igual ou
superior a 4 anos
SUMÁRIO
Pena máxima 
inferior a 4 anos
SUMARÍSSIMO
Infrações de menor 
potencial ofensivo 
(Juizado Especial)
Há também os procedimentos 
especiais, como nos casos do 
Crime de Responsabilidade do 
Funcionário Público e dos Crimes 
Dolosos Contra a Vida (Júri). Eles 
utilizam subsidiariamente as 
regras do procedimento comum 
ordinário. 
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1 
Hipóteses de rejeição da denúncia/queixa: 
 For manifestamente inepta; 
 Faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação penal; ou 
 Faltar justa causa para o exercício da ação penal. 
2 
Prazo começa a fluir da data em que citado. Caso seja feita por edital, o prazo flui a partir do comparecimento pessoal 
do acusado ou do defensor constituído. É a oportunidade da defesa alegar preliminares, apresentar provas e 
documentos e arrolar testemunhas. 
Acusado não apresentada a resposta, ou, citado, não constituir defensor, o juiz nomeará defensor para oferecê-la, 
concedendo-lhe vista dos autos por 10 dias. 
STF (Súmula 523): No processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, MAS a sua deficiência só 
o anulará se houver prova de prejuízo para o réu. 
3 
Hipóteses de absolvição sumária: 
 Existência de excludente da ilicitude; 
 Existência de excludente da culpabilidade, salvo inimputabilidade; 
 Fato não constitui crime; 
 Extinta a punibilidade do agente. 
4 
Provas: todas as provas devem ser produzidas numa só audiência. 
Esclarecimento de peritos: requerimento das partes. 
Testemunhas: não são computadas as que desistiram e aquelas que não prestaram compromisso. Se julgar 
necessário, o juiz PODE requerer ouvir outras testemunhas, além das indicadas. 
STF (HC 166.373/2019): Embora inexistente previsão legal específica, o réu delatado tem o direito de apresentar suas 
ALEGAÇÕES FINAIS somente após o réu delator. 
RITO SU MÁRIO 
Basicamente a estrutura é idêntica, com algumas pequenas alterações, quais sejam: 
 Audiência de instrução: prazo de 30 dias (e não de 60) 
 Testemunhas: no máximo 5 (e não 8), INCLUI as desistentes e as que não prestaram compromisso 
 NÃO há fase de requerimento de diligências 
 As alegações finais são SEMPRE ORAIS 
PRO CE DI MEN TO NO CRIM E DE RES PONS ABI LI DADE DE FUN CION ÁRI O P ÚB LI CO 
 
Produz coisa 
julgada MATERIAL 
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TRIB UN AL DO J ÚRI 
CO MP ET ÊN CI A DO T RIB UNAL DO JÚ RI 
A I D S 
Aborto Infanticídio 
Dolosos 
contra a vida 
Suicídio 
(instigação/auxílio) 
 
STF (Súmula Vinculante 45): A competência constitucional do Tribunal do Júri PREVALECE sobre o foro por 
prerrogativa de função estabelecido EXCLUSIVAMENTE pela Constituição ESTADUAL. 
ACUS AÇÃO 
 
AU DI ÊN CI A DE INS T RU ÇÃO PRELIMI NAR 
 
• O procedimento será concluído no prazo máximo de 90 dias. 
• As provas serão produzidas em UMA só audiência 
• Juiz pode indeferir as provas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias. 
• Ao assistente do MP, após a manifestação deste, serão concedidos 10 min, prorrogando-se por igual período o tempo de 
manifestação da defesa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DE CIS ÃO DO JUÍ Z – PRONÚN CIA, I MP RO NÚN CI A E ABSO LVI ÇÃO SUM ÁRIA 
 
• Havendo indícios de autoria ou participação de outras pessoas NÃO incluídas na acusação, o juiz, ao pronunciar ou 
impronunciar o acusado, determinará o retorno dos autos ao MP, por 15 dias. 
 
• O juiz PODERÁ dar ao fato definição jurídica diversa da constante da acusação, embora o acusado fique sujeito a pena mais 
grave. 
 
• Quando o juiz se convencer, em DISCORDÂNCIA com a acusação, da existência de crime diverso e não for competente 
para o julgamento, remeterá os autos ao juiz que o seja. 
Pronúncia 
Decisão de Pronúncia 
A fundamentação da pronúncia LIMITAR-SE-Á à indicação da materialidade do fato e da existência de 
indícios suficientes de autoria ou de participação. A decisão deve conter: 
1. Dispositivo legal em que julgar incurso o acusado 
2. Especificar as circunstâncias qualificadoras 
3. Especificar circunstâncias de aumento de pena 
Intimação da Decisão de Pronúncia 
• PESSOALMENTE ao acusado, ao defensor nomeado e ao MP; 
• Por PUBLICAÇÃO OFICIAL ao defensor constituído, ao querelante e ao assistente do MP 
• Por EDITAL o acusado SOLTO que não for encontrado. 
Preclusão 
Ainda que PRECLUSA a decisão de pronúncia, havendo circunstância SUPERVENIENTE que altere a 
classificação do crime, o juiz ordenará a remessa dos autos ao MP. 
Jurisprudência 
STJ (Súmula 191): A pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha 
desclassificar o crime. 
Absolvição 
Sumária 
No caso de inimputabilidade por “doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado” NÃO 
se aplica a hipótese de causa de isenção de pena ou exclusão de crime (itens 4 e 5), SALVO quando esta for 
a ÚNICA tese defensiva. 
Apelação 
STF (Súmula 713): O efeito devolutivo da apelação contra decisões do júri é adstrito aos fundamentos da 
sua interposição. 
Arquivamento 
Enquanto não ocorrer a extinção da punibilidade, PODERÁ ser formulada nova denúncia ou queixa se 
houver PROVA NOVA. 
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JULG AM ENT O E M PLENÁRI O 
 
CO MP OSI ÇÃO DO T RIBUN AL DO J ÚRI 
 
1 juiz togado 
(presidente) 
+ 
25 jurados (sorteados dentre os alistados), 7 dos quais constituirão 
o Conselho de Sentença em cada sessão de julgamento 
 
O jurado que tiver integrado o Conselho de Sentença nos 12 meses que antecederem à publicação da lista geral fica dela 
excluído. 
STF (Súmula 206): É nulo o julgamento ulterior pelo júri com a participação de jurado que funcionou em julgamento 
anterior do mesmo processo 
Jur ados 
 
O serviço do júri é OBRIGATÓRIO. O alistamento compreenderá os cidadãos maiores de 18 anos 
de notória idoneidade. Aplicar-se-á aos jurados o disposto sobre os impedimentos, a suspeição e 
as incompatibilidades dos juízes togados. 
• Os jurados sorteados serão convocados pelo correio ou por qualquer outro meio hábil 
• O exercício efetivo da função de jurado constituirá serviço público relevante e estabelecerá 
presunção de idoneidade moral. 
 
• RECUSA do serviço de júri fundada em convicção religiosa, filosófica ou política importará no 
dever deprestar serviço alternativo, sob pena de suspensão dos direitos políticos, enquanto 
não prestar o serviço imposto. 
Impedi dos de s er vir no mes mo Conselho de S entença 
• Marido e mulher 
• Ascendente e descendente 
• Sogro e genro ou nora 
• Irmãos e cunhados, durante o cunhadio 
• Tio e sobrinho 
• Padrasto, madrasta ou enteado 
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Isentos do s er viço do júri 
• Presidente da República e os Ministros de Estado; 
• Governadores e seus respectivos Secretários; 
• Membros do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas e das Câmaras Distrital e Municipais; 
• Prefeitos Municipais; 
• Magistrados e membros do MP e da Defensoria; 
• Servidores do Judiciário, do MP e da Defensoria; 
• Autoridades e os servidores da polícia e da segurança pública; 
• Militares em serviço ATIVO; 
• Cidadãos maiores de 70 anos que requeiram sua dispensa – Cai bastante! 
• Aqueles que o requererem, demonstrando justo impedimento. 
DESAFO RAM ENT O 
 
Atenção! Esse tópico é MUITO cobrado. 
Quais as hipóteses: 
1. Interesse da ORDEM PÚBLICA o reclamar 
2. Dúvida sobre a IMPARCIALIDADE do júri 
3. SEGURANÇA pessoal do ACUSADO 
O desaforamento também poderá ser determinado, em razão do comprovado excesso de serviço, ouvidos o juiz 
presidente e a parte contrária, se o julgamento não puder ser realizado no prazo de 6 meses, contado do trânsito em 
julgado da decisão de pronúncia. 
NÃO SE ADMITIRÁ o pedido de desaforamento quando: 
• Houver pendência de recurso contra a decisão de pronúncia; ou 
• Efetivado o julgamento, SALVO quanto a fato ocorrido durante ou após a realização de julgamento anulado. 
O que é o desaforamento? 
É a “transferência” do julgamento para outra comarca da mesma região (preferindo-se as mais próximas), onde não 
existam os motivos acima. 
Como é feito? 
O Tribunal, a requerimento do MP, do assistente, do querelante ou do acusado ou mediante representação do juiz 
competente, poderá determinar o desaforamento do julgamento. Será ouvido o juiz presidente, quando a medida não 
tiver sido por ele solicitada. 
STF (Súmula 712): NULA a decisão que determina o desaforamento de processo da competência do júri sem audiência 
da defesa. 
PRO CE DI MEN TOS 
Salvo motivo relevante que autorize alteração na ordem dos julgamentos, terão PREFERÊNCIA: 
1. Os acusados PRESOS; 
2. Dentre os acusados presos, aqueles que estiverem há MAIS TEMPO NA PRISÃO; 
3. Em igualdade de condições, os precedentemente PRONUNCIADOS. 
 
 
 
Sendo relevantes os motivos alegados, o 
relator poderá determinar a SUSPENSÃO do 
julgamento pelo júri. 
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Debates 
 
Durante os debates as partes não poderão, sob pena de NULIDADE, fazer referências: 
• Ao silêncio do acusado ou à ausência de interrogatório por falta de requerimento, em seu prejuízo 
• À decisão de pronúncia, às decisões posteriores que julgaram admissível a acusação ou à 
determinação do uso de algemas 
Durante o julgamento NÃO SERÁ PERMITIDA a leitura de documento ou a exibição de objeto 
que não tiver sido juntado aos autos com a antecedência mínima de 3 (TRÊS) DIAS ÚTEIS, 
dando-se ciência à outra parte. 
Do Q ues tionário e sua V otação 
Decisão: MAIORIA de votos. 
Se a resposta a qualquer dos quesitos estiver em contradição com outra ou outras já dadas, o presidente, explicando aos 
jurados em que consiste a contradição, submeterá novamente à votação os quesitos a que se referirem tais respostas. 
Os quesitos serão formulados na SEGUINTE ORDEM, indagando sobre: 
SIM NÃO 
⃝ ⃝ Materialidade do fato 
⃝ ⃝ Autoria ou participação 
⃝ ⃝ Acusado deve ser absolvido 
⃝ ⃝ Existe causa de diminuição de pena alegada pela defesa 
⃝ ⃝ 
Existe circunstância qualificadora ou causa de aumento de pena reconhecidas na pronúncia ou em decisões 
posteriores que julgaram admissível a acusação 
 
 Absolvição resposta negativa, de mais de 3 jurados, em relação à materialidade e/ou autoria ou participação 
Respondidos afirmativamente por mais de 3 jurados os quesitos relativos à materialidade e/ou autoria ou participação, será 
formulada a seguinte questão: O jurado absolve o acusado? 
Outr as disp osi ções imp or tantes 
 Adiamento: o julgamento não será adiado pelo NÃO COMPARECIMENTO do acusado solto, do assistente ou do advogado 
do querelante, que tiver sido regularmente intimado. 
 NÃO SE PERMITIRÁ o uso de algemas no acusado enquanto permanecer no plenário do júri, SALVO se absolutamente 
necessário à ordem dos trabalhos, à segurança das testemunhas ou à garantia da integridade física dos presentes. 
DAS NULIDADES 
ART S. 563 AO 573 
 
Instrumentalidade das Formas (“pas de nullité sans grief”): NENHUM ato será declarado nulo, se da 
nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa. 
Contudo, a nulidade de um ato, uma vez declarada, causará a dos atos que dele diretamente 
dependam ou sejam consequência. 
 
Hipóteses
- Incompetência (só anula atos decisórios); 
- Suspeição; 
- Suborno do juiz.
Ilegitimidade de parte
(pode ser sanada a todo tempo)
Omissão de formalidade 
essencial do ato
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 [Despenca] Nenhuma das partes poderá arguir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou 
referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interesse. 
 [Cai Muito] Não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da verdade 
substancial ou na decisão da causa. 
 A falta ou a nulidade da citação, da intimação ou notificação estará sanada, desde que o interessado compareça, antes de 
o ato consumar-se, embora declare que o faz para o único fim de argui-la. 
 As omissões da denúncia ou da queixa, da representação, ou, nos processos das contravenções penais, da portaria ou do 
auto de prisão em flagrante, poderão ser supridas a todo o tempo, antes da sentença final. 
SÚMU LAS DO ST F 
 
É importantíssimo que você saiba as Súmulas do STF que se referem às nulidades. Elas são mais 
cobradas que a própria legislação. 
 
Súmula 155: É relativa a nulidade do processo criminal por falta de intimação da expedição de precatória para inquirição de 
testemunha. 
Súmula 156: É absoluta a nulidade do julgamento, pelo júri, por falta de quesito obrigatório. 
Súmula 160: É nula a decisão do Tribunal que acolhe, contra o réu, nulidade não arguida no recurso da acusação, ressalvados 
os casos de recurso de ofício. 
Súmula 162: É absoluta a nulidade do julgamento pelo júri, quando os quesitos da defesa não precedem aos das 
circunstâncias agravantes. 
Súmula 206: É nulo o julgamento ulterior pelo júri com a participação de jurado que funcionou em julgamento anterior do 
mesmo processo. 
Súmula 351: É nula a citação por edital de réu preso na mesma unidade da Federação em que o juiz exerce a sua jurisdição. 
Súmula 523: No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver 
prova de prejuízo para o réu. 
Súmula 706: É relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção. 
Súmula 707: Constitui nulidade a falta de intimação do denunciado para oferecer contrarrazões ao recurso interposto da 
rejeição da denúncia, não a suprindo a nomeação de defensor dativo. 
Súmula 708: É nulo o julgamento da apelação se, após a manifestação nos autos da renúncia do único defensor, o réu não foi 
previamente intimado para constituir outro.https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/
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RECURSOS EM ESPÉCIE 
DIS POS I ÇÕ ES G ERAI S 
 O Ministério Público NÃO PODERÁ DESISTIR de recurso que haja interposto. 
 Salvo a hipótese de má-fé, a parte não será prejudicada pela interposição de um recurso por outro. 
 O recurso será interposto por petição OU por termo nos autos, assinado pelo recorrente ou por seu representante. 
 Não serão prejudicados os recursos que, por erro, falta ou omissão dos funcionários, não tiverem seguimento OU não 
forem apresentados dentro do prazo. 
 Concurso de Agentes: a decisão do recurso interposto por um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de caráter 
exclusivamente pessoal, aproveitará aos outros. 
 O recurso poderá ser interposto pelo MP, OU pelo querelante, OU pelo réu, seu procurador ou seu defensor. NÃO SE 
ADMITIRÁ, entretanto, recurso da parte que não tiver interesse na reforma ou modificação da decisão. 
 Regra: recursos serão VOLUNTÁRIOS (exigem manifestação da parte) 
Exceção: casos em que deverão ser interpostos, de ofício, PELO JUIZ: 
• Da sentença que conceder Habeas Corpus 
• Da que absolver desde logo o réu, fundada na existência de circunstância que exclua o crime ou isente o réu de pena 
AP ELAÇÃO – ARTS . 593 A 60 6 
 
• Em REGRA, a apelação da sentença condenatória tem efeito suspensivo. 
• As apelações poderão ser interpostas quer em relação a todo o julgado, quer em relação a parte dele. 
• Prazos para oferecer razões após assinado o termo de apelação: 
a) Primeiramente 08 dias para o APELANTE – 03 dias se contravenção 
b) Depois 08 dias para o APELADO – 03 dias se contravenção 
c) Se houver assistente, 03 dias, após o MP 
C
A
B
IM
E
N
T
O
Caberá apelação no prazo de 5 dias
(Defensoria Pública tem prazo em dobro)
Contra a sentença de IMPRONÚNCIA ou de 
absolvição sumária
Sentenças definitivas de condenação ou 
absolvição proferidas por JUIZ SINGULAR
Decisões definitivas, ou c/ força de definitivas, 
por JUIZ SINGULAR quando não couber RESE
Decisões do 
TRIBUNAL DO JÚRI, quando
Ocorrer nulidade posterior à pronúncia
Sentença do juiz-presidente contrária à lei
ou à decisão dos jurados
Erro ou injustiça na aplicação da pena ou 
medida de segurança
Decisão dos jurados manifestamente 
contrária à prova dos autos
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JURIS PRU DÊ N CIAS 
STJ (Súmula 347): O conhecimento de recurso de apelação do réu independe de sua prisão. 
STF (Súmula 705): A renúncia do réu ao direito de apelação, manifestada sem a assistência do defensor, não impede o 
conhecimento da apelação por este interposta. 
STF (Súmula 708): É nulo o julgamento da apelação se, após a manifestação nos autos da renúncia do único defensor, o 
réu não foi previamente intimado para constituir outro. 
STF (Súmula 713): O efeito devolutivo da apelação contra decisões do Júri é adstrito aos fundamentos da sua 
interposição. 
RE CU RS O E M S ENTI DO ES TRIT O (RES E ) 
 
 
C
A
B
IM
E
N
T
O
Decisão, despacho ou
sentença que:
NÃO receber a denúncia ou a queixa - da que recebe a denúncia cabe HC!
Concluir pela INCOMPETÊNCIA do juízo
Julgar procedentes as exceções, salvo a de suspeição
PRONUNCIAR o réu - Pegadinha! De impronúncia cabe Apelação
Conceder, negar, arbitrar, cassar ou julgar inidônea a fiança
Indeferir requerimento de prisão preventiva ou revogá-la1
Conceder liberdade provisória ou relaxar a prisão em flagrante
Denegar a apelação ou a julgar deserta
Decretar a prescrição ou julgar, por outro modo, extinta a punibilidade
Conceder ou negar a ordem de HC
Julgar quebrada a fiança ou perdido o seu valor
Conceder, negar ou revogar a suspensão condicional da pena
Conceder, negar ou revogar livramento condicional
Anular o processo da instrução criminal, no todo ou em parte
Incluir / excluir jurado na lista
Ordenar a suspensão do processo, em virtude de questão prejudicial
Decidir sobre a unificação de penas
Decidir o incidente de falsidade
Decretar medida de segurança, depois de transitar a sentença em julgado
Impuser medida de segurança por transgressão de outra
Mantiver ou substituir a medida de segurança
Revogar a medida de segurança
Deixar de revogar a medida de segurança, nos casos em que a lei a admita
Converter a multa em detenção ou em prisão simples
Quando couber Apelação, 
NÃO se admite RESE, ainda 
que se recorra apenas de 
parte da decisão. 
Despenca! Prazo 
para interposição 
do RESE = 5 dias 
D
E
S
P
E
N
C
A
M
 
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CART A TEST EM UN HÁVE L 
 
Dar-se-á carta testemunhável: 
1. Da decisão que denegar o recurso 
2. Da que, admitindo embora o recurso, obstar à sua expedição e seguimento para o juízo ad quem 
A carta testemunhável será requerida ao escrivão, ou ao secretário do tribunal, nas 48h seguintes 
ao despacho que denegar o recurso. 
REV ISÃO CRIMI NAL 
 
EMB ARGOS 
 
REVISÃO 
CRIMINAL
Cabimento
Sentença condenatória CONTRÁRIA ao texto da lei penal ou à evidência dos autos
Sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos
COMPROVADAMENTE falsos
Quando, APÓS a sentença, se descobrirem novas provas de INOCÊNCIA ou de
circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena
Procedimento
Quando? A revisão poderá ser requerida em QUALQUER TEMPO, ANTES da extinção
da pena ou APÓS.
Obs: Não será admissível a reiteração do pedido, salvo se fundado em novas provas.
Quem? A revisão poderá ser pedida pelo próprio réu OU por procurador habilitado
OU, no caso de morte do réu, pelo cônjuge, ascendente, descendente ou irmão.
STF (Súmula 393): Para requerer revisão criminal, o condenado não é obrigado a
recolher-se à prisão.
Processo e julgamento:
STF: quanto às condenações por ele proferidas
Tribunal Federal de Recursos, TJ ou de Alçada: nos demais casos 
Quando, no curso da revisão, falecer a pessoa, cuja condenação tiver de ser revista, o
presidente do tribunal nomeará curador para a defesa.
Resultado
Julgando PROCEDENTE, tribunal poderá: alterar a classificação da infração, absolver
o réu, modificar a pena ou anular o processo.
★ De qualquer maneira, NÃO PODERÁ ser agravada a pena.
O tribunal, se o interessado o requerer, poderá reconhecer o direito a uma justa
indenização pelos prejuízos sofridos.
EMBARGOS
INFRINGENTES E 
DE NULIDADE
➤ Quando: não for unânime a decisão de segunda
instância, DESFAVORÁVEL AO RÉU
➤ Prazo para oposição: 10 dias, contados da publicação
Infringentes: sobre o MÉRITO
De Nulidade: sobre a FORMA processual
DE DECLARAÇÃO
➤ Opostos aos acórdãos dos Tribunais de Apelação,
câmaras ou turmas
➤ Quando: sentença ambígua, obscura, contraditória ou
omissa
➤ Prazo para oposição: 2 dias, contados da publicação
NÃO possui efeito suspensivo 
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HABEAS CORPUS 
Velando sempre pela eficiência, ao analisar os recursos em espécie mais cobrados, fica muito claro que (e não poderia ser diferente) 
o Habeas Corpus é, DE LONGE, o que tem maior incidência. Os demais como o RESE, a Apelação, os Embargos Infringentes, etc. 
são bem menos cobrados, portanto não entrarei nos meandros destes. Uma leitura da lei seca é suficiente. 
O que é o HC? O habeas corpus é um sucedâneo recursal externo, ou seja, apesar de aparecer no capítulo referente aos recursos, 
ele NÃO É UM RECURSO, tratando-se de um meio de impugnação de uma decisão judicial.É, pois, uma AÇÃO AUTÔNOMA. 
Art. 5º, LXVIII, CF - conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém SOFRER (HC repressivo) ou se ACHAR ameaçado 
de sofrer (HC preventivo) violência ou coação em sua LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO, por ilegalidade ou abuso de 
poder; 
TIPOS DE HC 
HC REPRESSIVO: é o HC liberatório, ou seja, a pessoa já se encontra presa sendo seu objetivo “soltá-la”. Conforme o art. 660 do 
CPP, terminadas as diligências e interrogado o paciente, o juiz decidirá em 24 horas. Se a decisão for favorável ao paciente, ele 
será posto em liberdade imediatamente, SALVO se por outro motivo dever ser mantido na prisão. 
HC PREVENTIVO: neste caso a pessoa não está “presa”, mas se acha ameaçada de ter seu direito tolhido. Para que a ação seja 
possível, é preciso que esse risco seja CONCRETO, ou seja, mero temor/suspeita não viabiliza a ação. Quando concedido o HC, 
diz-se que o juiz expediu um SALVO-CONDUTO. 
SUJEIT OS 
IMPETRANTE 
Trata-se da pessoa (inclusive pessoa 
jurídica!) que ajuíza a ação em favor de 
alguém ou dela mesma. 
NÃO se exige capacidade postulatória, 
ou seja, literalmente QUALQUER 
pessoa pode impetrar (analfabeto, 
estrangeiro, Ministério Público, 
doentes, inimputáveis, etc.) 
PACIENTE 
É a pessoa (sempre pessoa FÍSICA) em 
favor da qual se impetra a ação. 
Em outras palavras, é aquele que está 
tendo sua liberdade de locomoção 
violada. 
COATOR 
É contra quem se impetra a ação. Pode 
ser uma autoridade (juiz por exemplo) 
e até mesmo um particular 
Obs: juízes e tribunais não impetram HC, mas podem concedê-lo de ofício. 
CABI ME NTO 
Os casos em que se considera ilegal a privação da liberdade de locomoção são (art. 648): 
1) NÃO houver justa causa; 
2) Quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina a lei; 
3) Quando quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo; 
4) Quando houver cessado o motivo que autorizou a coação; 
5) Quando não for alguém admitido a prestar fiança, nos casos em que a lei a autoriza; 
6) Quando o processo for manifestamente nulo; 
7) Quando extinta a punibilidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LEI 9.099/95 – JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS 
DIS POS I ÇÕ ES G ERAI S 
 A Lei 9.099/95 não se aplica no âmbito da Justiça Militar 
Critérios | Princípios 
S O C E I 
Simplicidade Oralidade Celeridade 
Economia 
Processual 
Informalidade 
 
Juizado Especial Criminal: provido por juízes togados ou togados e leigos, tem competência para a conciliação, o julgamento 
e a execução das infrações penais de menor potencial ofensivo (IMPO), respeitadas as regras de conexão e continência. 
1) Aplicadas as regras de conexão e continência observar-se-ão a transação penal e a composição dos danos civis; 
2) IMPO contravenções e crimes com PENA MÁXIMA não superior a 2 anos, cumulada ou não com multa. 
STJ (HC 314.854/15): [...] deve ser levado em conta o somatório das penas máximas cominadas aos delitos no caso de concurso 
material de crimes, caso em que, ultrapassado o limite de 2 anos, encaminha-se o feito para a Justiça Comum. 
CO MP ET ÊN CI A E DO S AT OS PRO CESS UAI S 
Despenca! A competência do Juizado será determinada pelo LUGAR em que foi praticada a infração penal. 
1) São públicos e poderão realizar-se em horário noturno e em qualquer dia da semana 
2) Registro escrito exclusivamente os atos havidos por essenciais 
3) Atos em audiência de instrução e julgamento poderão ser gravados em fita magnética 
4) A prática de atos em outras comarcas poderá ser solicitada por qualquer meio hábil de comunicação 
FASE PRELIMI NAR E PRO CE DI ME NTO SU MARÍSSI MO 
 
Objetivando, sempre que possível: 
• Reparação dos danos 
• Aplicação de pena não 
privativa de liberdade 
ATOS PROCESSUAIS 
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1 
 
A autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência lavrará Termo Circunstanciado (não 
há inquérito policial) e o encaminhará imediatamente ao Juizado, com o autor do fato e a vítima, 
providenciando-se as requisições dos exames periciais necessários. 
Ao autor que, após a lavratura do termo, for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o 
compromisso de a ele comparecer, não se imporá prisão em flagrante, nem se exigirá fiança. 
Em caso de violência doméstica, o juiz PODERÁ determinar, como medida de cautela, seu 
afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a vítima. 
 
2 
Comp osição de Danos Ci vis (concili ação) 
1) Composição gera aceitação da proposta de aplicação imediata de pena NÃO privativa de liberdade 
2) Conciliação conduzida por juiz ou conciliador (auxiliar da Justiça, preferencialmente bacharel em Direito) 
3) Composição é reduzida a ESCRITO e homologada pelo juiz por sentença IRRECORRÍVEL 
4) A composição tem eficácia de título a ser executado no juízo civil competente 
5) AP privada ou pública condicionada: acordo acarreta RENÚNCIA ao direito de queixa ou representação 
6) E se não houver composição? É dada imediatamente ao ofendido a oportunidade de representar verbalmente. 
Contudo, a não representação não implica decadência, que ainda poderá ser exercida no prazo legal. 
Transação P enal [ Despenca ] 
 
Qual a lógica da transação penal? É uma forma de “desburocratização” tornando a justiça mais célere. 
Assim, na AP pública incondicionada ou havendo representação, o MP poderá oferecer uma 
pena alternativa imediata (restritiva de direitos ou multa). 
 
Aceita a proposta pelo autor e seu defensor, ela será submetida à apreciação do Juiz. Se a proposta 
de multa for a única aplicável, Juiz pode reduzi-la até a metade. 
 Juiz acolhe a proposta do MP 
Juiz aplicará a pena restritiva de direitos ou multa, que não importará em reincidência, sendo 
registrada apenas para impedir novamente o mesmo benefício no prazo de 5 anos. 
o Da sentença cabe APELAÇÃO1 
o A sanção NÃO constará de certidão de antecedentes 
o A imposição de sanção NÃO tem efeitos civis (ação cabível deve ser proposta no juízo cível) 
STF (Súmula Vinculante 35): A homologação da transação penal NÃO FAZ coisa julgada 
material e, descumpridas suas cláusulas, retoma-se a situação anterior, possibilitando-se ao 
MP a continuidade da persecução penal mediante oferecimento de denúncia ou requisição de 
inquérito policial. 
 
NÃO SE ADMITIRÁ A PROPOSTA SE FICAR COMPROVADO 
 Agente beneficiado anteriormente, no prazo de 5 anos, por pena restritiva ou multa 
 Agente condenado criminalmente à pena privativa de liberdade, por sentença definitiva 
 NÃO indicarem os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, bem como os 
motivos e as circunstâncias, ser necessária e suficiente à medida (CRITÉRIO SUBJETIVO) 
STJ (Súmula 536): A suspensão condicional do processo e a transação penal não se aplicam 
na hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha. 
 
3 
Tanto a DENÚNCIA quanto a QUEIXA podem ser feitas ORALMENTE. Ela será reduzida a termo, e o acusado receberá 
uma cópia, que assim será considerado citado e cientificado da data para audiência de instrução e julgamento. 
• Se acusado não estiver presente, será CITADO conforme “quadro 4”, abaixo. 
• Se ofendido e responsável civil não estiverem presentes, eles serão INTIMADOS conforme “quadro 4”, abaixo. 
• Da rejeição da denúncia ou queixa cabe APELAÇÃO1 
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4 
CITAÇÃO 
 PESSOAL (nunca por edital!) 
 Feita no próprio juizado ou por mandado 
Acusado não encontrado? Juiz encaminhapeças para 
Juízo comum para adoção do procedimento legal 
INTIMAÇÃO 
 Feita por correspondência com AR 
 Sendo necessário, por Oficial de Justiça 
 Ou ainda, por qualquer meio idôneo de comunicação 
Dos atos praticados em audiência considerar-se-ão 
desde logo cientes as partes, interessados e defensores. 
 
5 
Art. 80. Nenhum ato será adiado, determinando o Juiz, quando imprescindível, a condução coercitiva de quem deva 
comparecer [Cuidado!] 
A condução coercitiva foi declarada inconstitucional (não recepcionada pela CF/88) pelo STF nas ADPFs 395 e 
444. Um trecho do acórdão: “[...] incompatibilidade com a CF da condução coercitiva de investigados ou de réus 
para interrogatório, tendo em vista que o imputado não é legalmente obrigado a participar do ato”. 
6 
CONDIÇÕES PARA SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO 
1) Pena mínima igual ou INFERIOR a 1 ano 
2) Prazo de suspensão 2 a 4 anos 
3) Acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime 
4) Requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. 77, do CP) 
EFEITOS DA SUSPENSÃO 
• Não correrá a prescrição durante o prazo de suspensão 
• Expirado o prazo sem revogação, o Juiz declarará extinta a punibilidade 
JURISPRUDÊNCIAS COBRADAS 
STJ (Súmula 536): A suspensão condicional do processo e a transação penal não se aplicam na hipótese de 
delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha. 
STF (Súmula 723): Não se admite a suspensão condicional do processo por crime continuado, se a soma da pena 
mínima da infração mais grave com o aumento mínimo de um sexto for superior a um ano. 
STF (Súmula 696): Reunidos os pressupostos legais permissivos da suspensão condicional do processo, mas se 
recusando o promotor de justiça a propô-la, o juiz, dissentindo, remeterá a questão ao Procurador-Geral, 
aplicando-se por analogia o art. 28 do Código de Processo Penal. 
7 
Sentença: é dispensado o relatório e mencionará os elementos de convicção do Juiz. 
• Da sentença (condenatório / absolutória) cabe APELAÇÃO1 
• Havendo obscuridade, contradição ou omissão na decisão cabe EMBARGOS DE DECLARAÇÃO 
1 AP ELAÇÃO 
10 dias 
Para interpor o recurso 
Para recorrido responder 
 Julgamento 
• Turma composta de 3 Juízes do 1º grau 
• Partes intimadas da sessão de julgamento pela imprensa 
• Se sentença confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula servirá de acórdão 
JURIS PRU DÊ N CIAS 
STJ (Súmula 203): NÃO CABE Recurso Especial (REsp) contra decisão proferida por órgão de segundo grau (acórdão) 
dos Juizados Especiais. 
STF (Súmula 640): É CABÍVEL Recurso Extraordinário (RE) contra decisão proferida por juiz de primeiro grau nas causas 
de alçada, ou por turma recursal de juizado especial cível e criminal. 
STJ (Súmula 376): Compete a turma recursal processar e julgar o mandado de segurança contra ato de juizado especial. 
 
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EXTRA – QUESTÕES TEC 
 
São questões de várias bancas (basta excluir das questões as bancas que não te interessam) e níveis (questões 
simples às complexas). Complemente esse caderno com questões que você já selecionou como favoritas / 
importantes, para revisar nas semanas anteriores à prova. Aliando este resumo com a resolução de questões 
você certamente estará MUITO bem preparado(a)! Link: https://tec.ec/s/Qi3IO 
 
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https://www.concurseiroforadacaixa.com.br29 
Dos Funcionários da Justiça ..................................................................................................................................................................... 29 
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Prisão, Medidas Cautelares e Liberdade Provisória ................................................................................................................. 30 
Disposições Gerais ..................................................................................................................................................................................... 30 
Prisão em Flagrante ................................................................................................................................................................................... 31 
Prisão Preventiva ....................................................................................................................................................................................... 33 
Liberdade Provisória e Fiança .................................................................................................................................................................. 34 
Banco Nacional de Monitoramento de Prisões – BNMP (Lei 12.403/11 e Resolução CNJ 251/19) ............................................... 35 
Do Emprego de Algemas (Lei 13.434/07 e Lei 7.210/84) .................................................................................................................... 37 
Auto de Resistência e Resolução Conjunta nº 02/2015 ....................................................................................................................... 38 
Comunicação dos Atos Processuais .......................................................................................................................................... 39 
Citações ....................................................................................................................................................................................................... 39 
Intimações .................................................................................................................................................................................................. 39 
Processos Criminais em Espécie................................................................................................................................................ 40 
Rito Ordinário ............................................................................................................................................................................................ 40 
Rito Sumário ............................................................................................................................................................................................... 41 
Procedimento no Crime de Responsabilidade de Funcionário Público ............................................................................................. 41 
Tribunal Do Júri ......................................................................................................................................................................................... 42 
Das Nulidades ............................................................................................................................................................................. 46 
Arts. 563 ao 573 ......................................................................................................................................................................................... 46 
Súmulas do STF .......................................................................................................................................................................................... 47 
Recursos em Espécie .................................................................................................................................................................. 48 
Disposições Gerais ..................................................................................................................................................................................... 48 
Apelação – arts. 593 a 606 ........................................................................................................................................................................ 48 
Recurso em Sentido Estrito (RESE) ......................................................................................................................................................... 49 
Carta Testemunhável ................................................................................................................................................................................ 50 
Revisão Criminal ........................................................................................................................................................................................ 50 
Embargos .................................................................................................................................................................................................... 50 
Habeas Corpus ............................................................................................................................................................................ 51 
Lei 9.099/95 – Juizados Especiais Criminais ............................................................................................................................ 52 
Disposições Gerais ..................................................................................................................................................................................... 52 
Competência e dos Atos Processuais ...................................................................................................................................................... 52 
Fase Preliminar e Procedimento Sumaríssimo ..................................................................................................................................... 52 
Extra – Questões TEC ................................................................................................................................................................. 55 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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GLOSSÁRIO DE SIGLAS 
SIGLA SIGNIFICADO 
ADCT Ato das Disposições Constitucionais Transitórias 
ADM Administração / Administrativo / Administrador 
ADMD Administração Direta 
ADMI Administração Indireta 
ADMP Administração Pública 
ADMPF Administração Pública Federal 
ADMT Administração Tributária 
AMF Anexo de Metas Fiscais 
ARO Antecipação de Receita Orçamentária 
AUT Autarquia 
BRA Brasil 
C&T Ciência e Tecnologia 
CA Créditos Adicionais 
CASP Contabilidade Aplicada ao Setor Público 
CD Câmara dos Deputados 
CF Constituição Federal 
CMPOF Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização 
CN Congresso Nacional 
CS Capital Social ou Contribuições Sociais 
CTN Código Tributário Nacional 
DA Dívida Ativa 
DC Demonstrações Contábeis 
DK e DC Despesa de Capital e Despesa Corrente, respectivamente 
DOCC Despesa Obrigatória de Caráter Continuado 
DP Defensoria Pública 
DRU Desvinculação das Receitas da União 
EC Emenda Constitucional 
EP/SEM Empresa Pública / Sociedade de Economia Mista 
FAT Fundo de Amparo ao Trabalhador 
FPE Fundo de Participação dos Estados e DF 
FPM Fundo de Participação dos Municípios 
FUNDEF 
Fundo de Manutenção e Desenvolvimentodo Ensino Fundamental e de Valorização do 
Magistério 
FUP Fundação Pública 
i.e. Id Est = "Isto é" (ou seja, em outras palavras...) 
LC Lei Complementar 
LDO Lei de Diretrizes Orçamentárias 
LET Legislação Tributária 
LO Lei Ordinária 
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Direito Processual Penal 
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SIGLA SIGNIFICADO 
LOA Lei Orçamentária Anual 
LOAS Lei Orgânica da Assistência Social 
LRF Lei de Responsabilidade Fiscal 
LTN Letras do Tesouro Nacional 
MP Ministério Público 
MPV Medida Provisória 
OF Orçamento Fiscal 
OI Orçamento de Investimento 
ORC Outras Receitas Correntes 
OS Orçamento da Seguridade Social 
P.A.R.T Program Assessment Rating Tool 
PAC Programa de Aceleração do Crescimento 
PCPR Prestação de Contas do Presidente da República 
PEC Proposta de Emenda Constitucional 
PGFN Procuradoria Geral da Fazenda Nacional 
PL Patrimônio Líquido / Projeto de Lei Ordinária 
PLC Projeto de Lei Complementar 
PLEN Plenário 
PPA Plano Plurianual 
PR Presidente / Presidência da República 
RAP Restos a Pagar 
RCL Receita Corrente Líquida 
RGF Relatório de Gestão Fiscal 
RGPS Regime Geral de Previdência Social 
RK Receita de Capital 
RPPS Regime Próprio de Previdência Social 
RREO Relatório Resumido da Execução Orçamentária 
SF Senado Federal 
SI Sistema(s) de Informação(ões) 
SL Sessão Legislativa 
SOF Secretaria de Orçamento Federal 
STN Secretaria do Tesouro Nacional 
TC / TCM / TCE / TCU Tribunal de Contas (Municipal, Estadual e da União, respectivamente) 
TN Tesouro Nacional 
U, E, DF e M União, Estados, Distrito Federal e Municípios 
VPA Variações Patrimoniais Aumentativas 
VPD Variações Patrimoniais Diminutivas 
 
 
 
 
 
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Direito Processual Penal 
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INTRODUÇÃO 
SISTE MAS P RO CESS UAIS 
 
GARANT IAS CON STI TU CION AIS DO PRO CESSO P ENAL 
 NÃO ser preso senão em FLAGRANTE delito ou por ORDEM escrita e fundamentada de autoridade JUDICIÁRIA 
competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei. 
 Ter sua prisão e o local onde se encontre comunicados IMEDIATAMENTE ao juiz competente e à família do preso ou à 
pessoa por ele indicada. 
 Ser informado de seus direitos, entre os quais o de PERMANECER CALADO, sendo-lhe assegurada a assistência da 
família e de advogado. 
 Direito à IDENTIFICAÇÃO dos responsáveis por sua PRISÃO ou por seu INTERROGATÓRIO policial. 
 Relaxamento IMEDIATO, pelo Juiz, da prisão ilegal 
 NÃO ser preso quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança 
 
AP LI CAÇÃO DA LEI PRO CESS UAL 
ESP AÇO 
Art. 1º O processo penal reger-se-á, em TODO o território BRA (ABSOLUTA territorialidade – inadmite lei processual penal 
estrangeira), pelo CPP, ressalvados: 
• Tratados, as convenções e regras de direito internacional - não se confunde com lei processual estrangeira 
• Crimes de responsabilidade do PR, Ministros (crimes conexos c/ PR) e Ministros STF (procedimento na CF); 
• Os processos da competência da Justiça Militar e Justiça Eleitoral 
• Os processos da competência do Tribunal Especial; 
 
 
S
IS
T
E
M
A
S
 P
R
O
C
E
S
S
U
A
IS
INQUISITIVO
- Julgador acumula funções de juiz e acusador
- Predomínio do sigilo procedimental
- Confissão é tida como prova máxima
- Quase não há contraditório e ampla defesa
ACUSATÓRIO
- Separação clara entre juiz e acusador
- Garantia do contraditório, ampla defesa e isonomia entre partes
- Publicidade é regra
- Há as figuras da suspeição e impedimento
- Na fase investigatória, o papel do juiz é limitado
MISTO
É uma mistura dos outrs 2 sistemas. Comumente:
- 1ª fase (investigação): inquisitiva
- 2ª fase (processo judicial): acusatória
A doutrina majoritária considera que o sistema brasileiro é misto
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Direito Processual Penal 
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TEM PO 
Art. 2º A lei PROCESSUAL penal aplicar-se-á DESDE LOGO (ATOS FUTUROS) sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a 
vigência da lei anterior – tempus regit actum 
• Na norma processual-material (heterotopia) aplica-se a lei anterior – EX: norma material versa sobre prescrição, extinção 
da punibilidade, liberdade provisória, fiança, prisão preventiva. 
 
 
• Recursos: lei nova que altera prazo recursal, ela só será aplicada aos recursos futuros. Se já está fluindo o prazo recursal, 
NÃO se aplica a lei nova. 
PRI N CÍPI OS PRO CES SUAI S P EN AIS 
Inérci a 
Juiz não pode dar início ao processo, sendo o titular privativo da AP pública o MP; já na AP privada o titular é o ofendido. 
Esse princípio é o alicerce do sistema ACUSATÓRIO (adotado no BRA), i.e., existe uma figura que acusa e uma figura 
que julga – limita a atuação do juiz, por exemplo, na fase de IP; diferentemente do sistema INQUISITÓRIO, no qual o 
acusador e julgador se confundem na mesma pessoa, sendo a confissão tida como prova máxima e o processo sigiloso 
e predominantemente escrito 
Devi do P rocess o Legal 
Tem como corolários os postulados da Ampla Defesa1 e do Contraditório2. 
1Relaciona-se com os instrumentos disponíveis ao acusado a fim de realizar sua defesa – EXs: direito à produção de provas 
e assistência jurídica gratuita (nos casos da lei). 
2Acusados tem assegurado o direito de contradizer os argumentos trazidos pela parte contrária; existem algumas 
exceções, como a prisão preventiva. 
Autodefesa: defere-se da defesa técnica (adv) e consiste na oportunidade que o próprio réu tem de se defender, como por 
exemplo no interrogatório. O réu pode recusar-se a exercer a autodefesa, ficando em silêncio ou a não apresentação da 
resposta à acusação, por exemplo. 
Publici dade 
CF, Art. 93, IX - TODOS os julgamentos dos órgãos do Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena 
de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em 
casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação. 
Obri gatori edade da Fundamentação das Deci sões 
1. A decisão pelo recebimento da denúncia ou queixa NÃO precisa de fundamentação complexo 
2. Fundamentação referida é constitucional (órgão judiciário se remete à fundamentação de outro) 
3. As decisões do Tribunal do Júri NÃO são fundamentadas 
Presunção de I nocência ( i n du bi o p ro reo ; fav or rei ) 
CF, Art. 5º, LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória – transfere o 
ônus da prova para a ACUSAÇÃO. 
STF (ADCs 43, 44 e 54/2019): Foi julgado constitucional o art. 283 do CPP, portanto, o cumprimento da pena somente 
pode ter início com o esgotamento de todos os recursos. Assim, é proibida a execução provisória da pena, salvo nas 
hipóteses de prisão preventiva. 
STJ (Súmula 643/2021): A execução da pena restritiva de direitos depende do trânsito em julgado da condenação. 
Dup lo Grau de J uris dição 
As decisões judiciais devem estar sujeitas à reviso por outro órgão do Judiciário. NÃO está expresso na CF/88 (mas sim no Pacto 
de San Jose da Costa Rica). 
 
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Ver dade Real 
Determina que o Juiz deve buscar trazer para os autos do processo a verdade dos fatos, esclarecendo pontos obscuros, até 
mesmo através de diligências determinadas de ofício. NÃO É ABSOLUTO (afinal, não se pode fazer tudo para obter uma 
prova).Vedação à A utoi ncri minação 
Silêncio NÃO pode ser considerado confissão nem interpretado como prejuízo de defesa 
Vedação às Pr ovas Il ícitas 
Doutrina dominante admite a utilização de provas ilícitas quando esta for a ÚNICA forma de se obter a absolvição do réu. 
Juiz e Pr omotor N atur al 
CF, Art. 5º, LIII - ninguém será processado (MP) nem sentenciado (juiz) senão pela autoridade competente - varas e 
promotorias especializadas não ferem 
Igualdade das Ar mas (is onomi a process ual ) 
As partes devem ser tratadas igualmente, ou seja, aos litigantes deve ser igualmente garantido o acesso aos meios processuais. 
Alguns doutrinadores dizem que ele é MITIGADO na AP pública, uma vez que o MP atua tanto como parte (acusador), como 
fiscal da lei. 
Non bis in idem 
uma pessoa não pode ser punida duplamente pelo mesmo fato. 
INTE RP RET AÇÃO E I NTEG RAÇÃO DA LEI PRO CESS UAL 
Art. 3o A lei PROCESSUAL penal ADMITIRÁ (ainda que em prejuízo do réu) interpretação extensiva1 e aplicação analógica, bem 
como o suplemento dos princípios gerais de direito. 
1Exemplo seria o caso do art. 7o, c, da CLT, que exclui a aplicação da CLT aos servidores da U, E, M, sem mencionar os do 
DF. A interpretação extensiva leva a igualmente excluí-los da aplicação da CLT. 
SÚMU LAS 
STF, SV 45: competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função 
estabelecido exclusivamente pela constituição estadual. 
STF, Súmula 704: NÃO viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a atração por 
continência ou conexão do processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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INQUÉRITO POLICIAL (IP) 
CO N CEI TOS E DEFI N IÇÃO 
Definição: IP é o conjunto de diligências realizadas pela Polícia JUDICIÁRIA (PC e PF) para a apuração de uma infração penal, a 
fim de que o titular da ação penal (AP) possa ingressar em juízo. 
Formalidade 
em regra, todos os atos deverão ser escritos - Art. 9o Todas as peças do IP serão, num só processado, 
reduzidas a escrito ou datilografadas e, neste caso, rubricadas pela autoridade 
Procedimento 
ADMINISTRATIVO 
NÃO se trata de processo judicial, portanto NÃO é fase do processo, sendo então pré-processual 
Inquisitivo 
NÃO há direito ao contraditório nem à ampla defesa; assim, o juiz não pode fundamentar sua 
decisão SOMENTE com elementos do IP, SALVO para absolver (não há prejuízo ao denunciado) 
Dispensabilidade 
IP é DISPENSÁVEL, ou seja, não é obrigatório – caso em que o titular da AP já tem as informações 
necessárias ao oferecimento da mesma 
Discricionariedade 
na condução 
Autoridade policial pode conduzir o IP da maneira que entender mais frutífera, sem um padrão pré-
estabelecido – não se confunde com arbitrariedade 
Sigiloso 
IP é SEMPRE sigiloso a terceiros alheios à investigação, sendo seu acesso liberado ao ofendido, ao 
indiciado e seus advogados, podendo haver sigilo quanto a esses em certos casos 
INSTAURAÇÃO DO I P 
 
Foro Privilegiado: deve haver autorização do respectivo Tribunal para instaurar IP. 
AÇÃO PEN AL P ÚB LI CA IN CON DI CI ON ADA 
Art. 5o Nos crimes de AP pública INCONDICIONADA o IP será iniciado: 
OFÍCIO (oficiosidade) – mediante Portaria → ocorre diante da notitia criminis (mídia, povo, etc.). Qualquer pessoa pode 
comunicar (verbalmente ou por escrito) infração penal à autoridade policial. 
Denúncia Anônima: não se instaura o IP de imediato, unicamente com base em denúncia anônima, sendo necessária 
uma verificação prévia da procedência da denúncia 
REQUISIÇÃO da autoridade judiciária (juiz) ou do MP 
Formas de 
Instauração do IP
Ação Penal Pública 
Incondicionada
De Ofício
Requerimento da vítima
Requisição do MP ou Juiz
Auto de prisão em flagrante
Ação Penal Pública 
Condicionada
Representação da vítima
Requisição do Juiz ou MP
Acompanhada do 
requerimento do 
ofecndido autorizando
Auto de prisão em flagrante
Ação Penal Privada
Requerimento da vítma
Requisição do Juiz ou MP
Acompanhada do 
requerimento do 
ofecndido autorizando
Auto de prisão em flagrante
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REQUERIMENTO do ofendido ou de quem o represente, que conterá as informações necessárias para apuração da infração 
penal, como a narrativa do fato, características do suspeito, possíveis motivações, nomeação de testemunhas, etc. Do despacho 
que indeferir o REQUERIMENTO de IP caberá recurso para o Chefe de Polícia. 
AÇÃO PEN AL P ÚB LI CA CO N DI CIO NADA À RE PRESE NTAÇÃO 
AP pública condicionada é aquela na qual, embora ajuizada pelo MP, deve ser precedida de representação da vítima, i.e., a vítima 
deve querer que o autor do crime seja denunciado. 
§ 4o O IP, nos crimes em que a AP pública depender de representação, não poderá sem ela ser iniciado. 
Esse “ato de autorização – delatio ciminis postulatória” pode ser feita ao delegado, ao juiz ou ao MP, sem necessidade de 
formalidades; se não houver representação em ATÉ 6 meses, extingue-se a punibilidade. 
AÇÃO PEN AL P RIV ADA 
§ 5o Nos crimes de AP privada, a autoridade policial SOMENTE poderá proceder a IP a requerimento de quem tenha qualidade 
para intentá-la. 
DESTIN AT ÁRIO DO I P 
A maioria da doutrina entende que a previsão de remessa do IP ao juiz permanece em vigor (lembrar que CPP é antigo), 
devendo ele abrir vista ao MP para que tenha ciência da conclusão do IP. Doutrina majoritária: 
• Destinatário IMEDIATO: titular da ação penal (MP ou ofendido). 
• Destinatário MEDIATO: juiz, pois as provas servir-lhe-ão para formar seu convencimento. 
ARQUIV AMEN TO DO IP 
Indisponibilidade: Art. 17. A autoridade POLICIAL não poderá mandar arquivar autos de IP – NUNCA!! 
Ação 
Penal 
Pública 
[Nova redação 2019] Na redação antiga, o juiz decidia pelo arquivamento, a pedido do MP. Agora, 
o MP tem autonomia para decidir! Assim, o “novo procedimento” é: 
1) MP ORDENA o arquivamento e comunica à vítima, ao investigado e à autoridade policial 
2) Autos encaminhados para instância de revisão ministerial, para fins de homologação 
3) Vítima ou representante não concordo com arquivamento? Deve então submeter a matéria, em 
30 dias da comunicação, à revisão do órgão ministerial competente. 
Nos casos de AP relativas a crimes contra U, E, M, a revisão poderá ser provocada pela 
chefia do órgão a quem couber a sua representação judicial. 
 
Ação 
Penal 
Privada 
Art. 19. [...] autos do IP serão remetidos ao juízo competente, onde aguardarão a iniciativa do 
ofendido ou de seu representante, ou entregues ao requerente, se o pedir, mediante traslado. 
Atenção! O Juiz NUNCA poderá determinar o arquivamento do IP sem que haja manifestação do MP nesse sentido – STF: o 
sistema processual penal brasileiro NÃO prevê a figura do arquivamento implícito de IP. 
Art. 18. Depois de ordenado o arquivamento do IP pela autoridade judiciária, por falta de base para a denúncia, a autoridade 
policial PODERÁ proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver notícia. 
STF, Súmula 524: Arquivado o IP, por despacho do juiz, a requerimento do promotor de justiça, NÃO pode a AP ser iniciada, 
sem novas provas. 
Existem exceções, nas quais o arquivamento impede a reabertura do IP, de forma a fazer coisa julgada material. São os 
casos de atipicidade da conduta, a presença de causa extintiva da punibilidade e excludente de ilicitude. 
 
 
 
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TRAMIT AÇÃO DO I P 
DI LIG ÊN CI AS IN VES TIGAT ÓRI AS 
Art. 6o Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade policial DEVERÁ: 
• dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e conservação das coisas, até a chegada dos peritos; 
• apreender os objetos que tiverem relação com o fato, após liberados pelos peritos criminais; 
• colher todas as provas; 
• ouvir o ofendido; 
• ouvir o indiciado, devendo o respectivo termo ser assinado por duas testemunhas; 
• proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e a acareações; 
• se for caso, que se proceda a exame de corpo de delito e a quaisquer outras perícias; 
• ordenar a identificação do indiciado por datiloscopia, se possível, e fazer juntar aos autos sua folha de antecedentes; 
• averiguar a vida pregressa do indiciado 
• colher informações sobre a existência de filhos, respectivas idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o contato 
de eventual responsável pelos cuidados dos filhos, indicado pela pessoa presa – NOVIDADE! 
 
Reconstituição: Art. 7o [...] a autoridade policial poderá proceder à reprodução simulada dos fatos, desde que esta NÃO contrarie 
a moralidade ou a ordem pública – investigado não é obrigado a participar. 
Art. 14. O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado PODERÃO requerer qualquer diligência, que será realizada, ou 
não, a juízo da autoridade. 
Art. 16. MP não poderá requerer a devolução do IP à autoridade policial, senão para novas diligências, imprescindíveis ao 
oferecimento da denúncia. 
INQU ÉRI TO PO LI CI AL DE S E RVI DO RE S DA S EGU RAN ÇA PÚ B LI CA 
O indiciado poderá constituir defensor: 
Quem 
Servidores da segurança pública investigados em IP, IP militar e demais procedimentos 
extrajudiciais. 
Aplica-se também aos militares das Forças Armadas, desde que os fatos investigados 
digam respeito a missões para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO). 
Quando 
Em investigação de fatos relacionados ao uso da força letal praticados no EXERCÍCIO 
PROFISSIONAL, de forma consumada ou tentada, inclusive em estado de necessidade, 
legítima defesa, estrito cumprimento do dever legal ou no exercício regular de direito. 
• O investigado DEVERÁ ser citado da instauração do procedimento investigatório 
• Constituição do defensor: até 48h do recebimento da citação. Atenção! Essa é uma defesa ADMINISTRATIVA e não judicial. 
• A defesa caberá preferencialmente à Defensoria Pública. 
• Onde não houver Defensoria Pública, deverá ser disponibilizado profissional, custeado pelo orçamento próprio da 
instituição a qual o investigado era vinculado à época dos fatos. 
SIGILO N O IP 
Art. 20. A autoridade assegurará no IP o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade. 
§único. Nos atestados de antecedentes que lhe forem solicitados, a autoridade policial NÃO poderá mencionar quaisquer 
anotações referentes a instauração de IP contra os requerentes. 
STF, Súmula Vinculante nº 14: É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de 
prova que, JÁ DOCUMENTADOS em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia 
judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. 
 
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LEI 13 .245 /16 – ALT ERA O ES TAT UTO DA O AB 
Art. 7º, XIV. É direito do Advogado EXAMINAR, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo sem 
procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda que conclusos à 
autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital. 
 
Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado APRESENTAR PROCURAÇÃO para o exercício do direito acima 
citado. 
 
A autoridade competente PODERÁ delimitar o acesso do advogado aos elementos de prova relacionados a 
diligências em andamento e ainda não documentados nos autos, quando houver risco de comprometimento 
da eficiência, da eficácia ou da finalidade das diligências 
 
A inobservância ao direito acima, o fornecimento incompleto de autos ou o fornecimento de autos em que 
houve a retirada de peças já incluídas no caderno investigativo implicará RESPONSABILIZAÇÃO criminal e 
funcional por abuso de autoridade do responsável que impedir o acesso do advogado com o intuito de 
prejudicar o exercício da defesa, sem prejuízo do direito subjetivo do advogado de requerer acesso aos autos ao 
juiz competente. 
INTE RROGATÓ RIO P OLI CI AL 
Ainda não foi decidido pelos tribunais superiores. Existem, hoje, 2 correntes: 
1) O advogado é INDISPENSÁVEL durante o IP 
2) Caso o indiciado NÃO haja constituído um advogado, não há obrigatoriedade, logo, ausência de ADV não causa nulidade; 
INCOM UNI CABI LI DADE DO PRESO 
O art.21 do CPP NÃO foi recepcionado pela CF/88, pois esta VEDA a incomunicabilidade do preso. 
INDI CIAME NTO 
É o ATO pelo qual a autoridade policial (privativo do Delegado), de forma fundamentada, “direciona” a investigação para 
determinadas pessoas. Supondo que 10 estavam sendo investigados, indicia-se apenas 3. 
• NÃO pode ser feito após oferecimento da denúncia 
• Art. 15. Se o indiciado for menor, ser-lhe-á nomeado curador pela AUTORIDADE POLICIAL. 
CO N CLUSÃO DO IP 
A autoridade (delegado) fará minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviará autos ao JUIZ competente. 
 
Regra Geral 
Justiça 
Federal 
Lei de 
Drogas 
Economia 
Popular 
Indiciado preso em flagrante ou preso 
preventivamente 
10 dias improrrogáveis, contados 
da ordem de prisão (cabe HC) 
15 dias 
(+15 dias) 
30 dias 
(+30 dias) 
10 dias 
Indiciado solto (mediante fiança ou 
sem) – prorrogável a critério do juiz 
30 dias 30 dias 
90 dias 
(+90 dias) 
10 dias 
A eventual superação do prazo não gera o encerramento forçado da investigação, MAS pode gerar o relaxamento da 
prisão do indiciado. 
 
 
 
 
 
 
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AÇÃO PENAL (AP) 
CO N CEI TO 
É o direito de pedir ao Estado-Juiz a aplicação do direito penal objetivo a um caso concreto. É também o direito público 
subjetivo do Estado-Administração, único titular do poder-dever de punir (jus puniendi), de pleitear ao Estado-Juiz a aplicação 
do direito penal objetivo, com a consequente satisfação da pretensão punitiva. 
CO N DI ÇÕ ES DA AÇÃO P EN AL 
Atenção! Pela literalidade do CPP, a justa causa (lastro probatório mínimo) NÃO é condição da AP, sendo considerada 
apenas por parte da doutrina. 
POSSI BI LI DADE J URÍDI CA DO P E DI DO 
Para que esteja configurada essa condição da ação, basta que AP tenha sido ajuizada com base em conduta que se amolde em 
fato típico (AP deve possuir respaldo legal). A denúncia deverá ser rejeitada quando o fato narrado evidentemente não 
constituir crime (absolvição sumária). 
Cuidado! Não necessariamente a conduta foi típica, ilícita e o agente culpável, já que isso será decidido pelo juiz ao fim 
do processo. Analisa-se o fato tal qual narrado na inicial, sem avaliação de mérito. 
INTE RES SE DE AGI R 
Materializa-se no trinômio necessidade, adequação e utilidade. Deve haver NECESSIDADE para bater as portas do judiciário no 
intuito de solver a demanda, através do meio ADEQUADO, e este provimento deve ter o condão de trazer algo de relevo, ÚTIL 
ao autor. 
LEGI TIM AÇÃO PARA AGI R ( L E GITIM ATIO AD CAUS AM ) 
É a pertinência subjetiva da ação. Geralmente, no polo ATIVO, está o MP, titular exclusivo da AP pública, ou o particular 
(querelante); já no polo PASSIVO figura o réu (AP pública) ou querelado (AP privada). 
• Inimputáveis: não há ilegitimidadena proposição de ação contra inimputável, salvo menor de 18 anos (afinal, antes de 
propor a ação é completamente possível saber a idade do agente). 
 
• Pessoa Jurídica: 
a) pode figurar no polo ATIVO, inegavelmente; 
b) STF e STJ entendem que podem figurar no polo PASSIVO no caso de crime ambiental. 
PRESSU POS TOS PRO CESSU AIS 
S
U
B
JE
T
IV
O
S
 Juiz 
a) Investidura: juiz deve ser um agente oficial do Estado; 
b) Competência: poder de exercer a jurisdição nos limites da lei; 
c) Imparcialidade: própria do sistema acusatório, daí vem as causas de impedimento, suspeição e 
incompatibilidade do juiz; 
Partes 
a) Capacidade de ser parte: aptidão genérica para ser autor ou réu. No BRA, > 18 anos 
b) Capacidade processual: condição de exercer seus direitos 
c) Capacidade postulatória: aptidão para representar a parte – exceção: HC 
O
B
JE
T
IV
O
S
 
Extrínsecos Inexistência de fatos impeditivos, como litispendência e coisa julgada 
Intrínsecos Procedimento adequado, citação válida, intervenção do MP e da defesa, inexistência de nulidades, etc. 
 
 
 
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ESP É CIE S DE AÇÃO PEN AL 
 
AÇÃO PEN AL P ÚB LI CA 
INCON DI CI ON ADA 
Titular: MP, privativamente – única exceção é quanto à privada subsidiária 
Obrigatoriedade: MP está obrigado a propô-la sempre que presentes materialidade + indícios de autoria. 
A obrigatoriedade foi mitigada pela possibilidade de transação penal para infrações de menor potencial ofensivo. 
Indisponibilidade: oferecida a AP, o MP não pode desistir. 
Novamente, regra mitigada para infrações de menor potencial ofensivo, caso em que MP pode propor suspensão 
condicional do processo (de 2 a 4 anos). 
Oficialidade: AP pública será ajuizada por ORGÃO OFICIAL, no caso o MP, mas caso não seja intentada no prazo, pode ser ajuizada 
pela via privada. 
Divisibilidade: havendo +1 infrator, MP pode ajuizar a demanda somente em face de um ou algum deles, reservando para os 
outros o ajuizamento em momento posterior. 
CO N DI CIO NADA 
A regra é a AP pública INCONDICIONADA, sendo CONDICIONADA se a lei expressamente dispuser neste sentido, portanto a 
representação é condição imprescindível. 
Repr es entação do Of endi do 
• Prazo para representação: 6 meses da data que ofendido souber quem é autor; 
• A quem pode ser oferecida representação? Ao MP, Juiz ou autoridade policial; 
• Pode haver retratação da representação? SIM, somente até oferecimento da denúncia. 
• Pode haver retratação da retratação? SIM. 
• Representação pode ser dividida? NÃO, é “8 ou 80”, o que não impede MP de denunciar alguns e não outros. 
• AP sem representação; nulidade pode ser sanada? SIM, caso a vítima apresente em juízo (no prazo de 6 meses) 
• Ofendido faleceu, quem poderá representar? NESTA ORDEM: cônjuge, ascendente, descendente ou irmão (CADI) 
• Há forma específica p/ representação? NÃO, desde que se exponha claramente a intenção de representar (oral, reduzida a 
termo, ou escrita). Simples registro do BO, com intenção de representar já basta. 
 
• Legitimidade: ofendido, maior de 18 anos; se menor incapaz, seu representante legal; pode juiz nomear curador, estando 
este obrigado a representar. 
 
 
 
Ação Penal
Pública
(titular: MP)
Condicionada
Representação do 
Ofendido
Requisição do Ministro 
Justiça
Incondicionada
Privada
(titular: ofendido)
Exclusiva
Personalíssima
Subsidiária da Pública
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Requisi ção do Minis tr o da J us ti ça 
o Apenas determinados crimes, nos quais há juízo político de conveniência, como contra a honra do Presidente; 
o NÃO há prazo de decadência para oferecer a requisição; 
o NÃO cabe retratação da requisição; 
o Requisição vincula MP? NÃO. MP não está obrigado a ajuizar AP. 
AÇÃO PEN AL P RIV ADA 
EX CLUSIV A 
Oportunidade: compete ao ofendido ou aos demais legitimados proceder a análise da conveniência do ajuizamento; 
Disponibilidade: titular da AP (ofendido) PODE DESISTIR; 
Indivisibilidade: IMPOSSÍVEL fracionar o exercício da AP em relação aos infratores; 
Art. 48. A queixa contra qualquer dos autores do crime obrigará ao processo de todos, e o Ministério Público velará pela 
sua indivisibilidade. 
Prazo: decadencial de 6 meses; STF/STJ entendem que ajuizada no prazo, mas em juízo incompetente, ainda assim haverá 
interrompido o prazo, já que autor demonstra não estar inerte. 
Legitimados: ofendido ou via procurador com poderes especiais; caso ofendido venha a falecer (podem iniciar ou dar 
seguimento) → NESTA ORDEM: cônjuge, ascendente, descendente ou irmão (CADI) 
Renúnci a X P erdão X P erempção 
Atenção! RENÚNCIA: trata-se de ato unilateral ANTES do ajuizamento da demanda, podendo ser expressa ou tácita. Sendo 
oferecida a um dos infratores, estende-se aos demais. 
Atenção! PERDÃO: pode ser expresso ou tácito; judicial ou extrajudicial 
o APÓS ajuizamento, aproveitando os demais querelados. 
o Ato bilateral – querelado deve aceitar, em 3 dias, extinguindo a punibilidade 
Atenção! PEREMPÇÃO: perda do direito de prosseguir na ação como punição ao querelante que foi inerte ou negligente no 
processo. Hipóteses (art. 60): 
I – Iniciada AP, querelante deixar de promover o andamento durante 30 dias seguidos – várias vezes, mas por períodos 
inferiores a 30 dias não configura perempção. 
II - Falecendo querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do 
prazo de 60 dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo; 
III - Querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar 
de formular o pedido de condenação nas alegações finais; 
IV - Quando, sendo o querelante PJ, esta se extinguir sem deixar sucessor. 
SUBSI DI ÁRI A DA P Ú BLI CA 
CF, Art. 5º, LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal (geralmente 
15 dias, se indiciado solto | 5 dias, se preso). 
Art. 29. [...] cabendo ao MP aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva, intervir em todos os termos do 
processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso e, a todo tempo, no caso de negligência do querelante, retomar 
a ação como parte principal. 
 
Prazo: o particular tem prazo de 6 meses para oferecer a AP, contados do dia que se esgota prazo do MP para o fazer. 
o Durante esses 6 meses, tanto MP quanto particular podem ajuizar (legitimidade concorrente); 
o Ao final do prazo, o particular perde a legitimidade, entretanto, MP continua podendo ajuizar. 
Não configura inércia do MP: pedido de arquivamento do IP; MP realizar novas diligências; outras providências. 
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PE RSON ALÍSSI M A 
Única diferença para a Exclusiva é que, nesse caso, SOMENTE O OFENDIDO poderá ajuizar (não há “CADI”). Único caso: 
Art. 236 - Contrair casamento, induzindo em erro essencial o outro contraente, ou ocultando-lhe impedimento que não 
seja casamento anterior; 
ACO RDO DE N ÃO P E RSE CU ÇÃO P EN AL (ART . 2 8 -A) 
Basicamente o acordo de não persecução é firmado entre MP e investigado para que, cumpridas determinadas condições, não seja 
feita a denúncia e assim iniciada a iniciada a ação penal. Visa, assim, dar celeridade à resolução de casos menos graves. 
 
 
Acordo proposto pelo MP1 e firmado, por escrito, entre: 
• MP 
• Acusado 
• Defensor 
1Caso MP se recuse a propor o acordo, o investigado poderá requerer a remessa dosautos a órgão superior (instância de revisão 
ministerial), após 30 dias da comunicação. 
Condições possíveis (cumulativas e alternativas) 
▪ Reparar dano ou restituir a coisa; 
▪ Renunciar voluntariamente a bens e direitos (produto ou proveito do crime), propostos pelo MP 
▪ Prestar serviços à comunidade pelo período mínimo correspondente à pena, diminuída de 1/3 a 2/3 
▪ Pagar prestação pecuniária a entidade pública ou de interesse social 
▪ Outra condição indicada pelo MP, desde que proporcional e compatível com a infração 
 
HIPÓTESES DE NÃO CABIMENTO DO ACORDO 
 Quando cabível transação penal pelo JECrim 
 Investigado reincidente ou criminoso habitual / profissional, salvo se insignificantes as infrações passadas 
 Agente beneficiado nos 5 anos anteriores por acordo, transação ou suspensão condicional 
 Crimes de violência doméstica, familiar ou contra mulher 
 
CUMPRIMENTO E DESCUMPRIMENTO DO ACORDO 
Quais as consequências do DESCUMPRIMENTO das condições do acordo? 
MP comunica ao juiz para fins de rescisão e posterior oferecimento da denúncia. O descumprimento também pode 
ser usado pelo MP como justificativa para não oferecimento de suspensão condicional do processo. 
Quais as consequências do CUMPRIMENTO das condições do acordo? 
Juiz competente decreta EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE, sendo que sua celebração e cumprimento NÃO constarão 
de certidão de antecedentes criminais. 
 
Acordo de Não 
Persecução Penal
Investigado CONESSA formal e circunstancialmente
SEM violência ou grave ameaça
Penal mínima inferior a 4 anos
Consdera as causas de aumento e diminuição de pena
CUMULATIVAS 
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HOMOLOGAÇÃO DO ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO 
Como é feita a análise? 
Juiz realiza audiência, com investigado e seu defensor, para verificar VOLUNTARIEDADE e LEGALIDADE. 
Juiz concorda com a proposta? 
Acordo homologado, e os autos devolvidos ao MP para sua execução perante o juiz de execução penal. 
E se o juiz considerar inadequada, insuficiente ou abusiva as CONDIÇÕES do acordo? 
Autos devolvidos ao MP para reformulação da proposta, com a concordância do investigado e seu defensor. 
Quando o juiz pode RECUSAR a homologação da proposta? 
Sim, caso não atenda requisitos legais ou não for feita a adequação da proposta no caso de considera-la inadequada, 
insuficiente ou abusiva. 
Recusada a homologação, o juiz devolverá autos ao MP p/ análise da necessidade de complementação das 
investigações OU oferecimento da denúncia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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COMPETÊNCIA PROCESSUAL PENAL 
CRITÉ RI OS DE FIX AÇÃO DA COM PET ÊN CIA 
O que é a competência? são regras que estabelecem os limites em que cada Juiz pode exercer, de maneira válida, o seu Poder 
Jurisdicional. 
Basicamente pode-se dividir os critérios da seguinte forma: 
 
EM RAZÃO DA M AT É RIA 
Crime 
doloso 
contra a 
vida? 
NÃO Sujeito tem “foro 
privilegiado”? 
NÃO Crime eleitoral ou 
militar? 
NÃO 
O crime é de 
competência 
federal? 
NÃO Justiça 
Estadual 
SIM! 
Tribunal do 
Júri 
 
SIM! 
Ver competência 
razão da pessoa 
 
SIM! 
Justiça eleitoral 
ou militar 
 
SIM! 
Justiça Federal 
STF (RHC 177243/21): A Justiça Eleitoral é competente para processar e julgar crime comum conexo com crime 
eleitoral, ainda que haja o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva do delito eleitoral. 
Seguindo essa lógica, é preciso saber então quais são os crimes da justiça federal. Eles estão elencados no art. 109 da CF: 
 
 
COMPETÊNCIA
Em razão da
matéria
Justiça Comum 
(federal e estadual)
Justiça Especial 
(eleitoral e militar)
Em razão da pessoa
("foro privilegiado")
Competência 
Territorial
Em razão do local da 
infração
Em razão do domicílio do 
réu
C
ri
m
e
s 
d
a
Ju
st
iç
a
 F
e
d
e
ra
l
Contra bens e serviços da União, suas autarquias e empresas públicas. 
Pegadinha! Sociedade de Economia Mista NÃO
Crimes nos quais haja grave violação de direitos humanos. 
Atenção! O PGR deve sucitar deslocamento de competência
Contra organização do trabalho, sistema financeiro e ordem econômica-financeira
Crimes políticos e disputa sobre direitos indígenas
Atenção! Crimes políticos nem sempre são cometidos por políticos!
Crimes cometidos a bordo de navios e aeronaves
Obs: ressalvada a competência da justiça militar
Crime previsto em tratado ou convenção internacional
Execução de carta rogatória (após exequatur do STJ) 
Execução de sentença estrangeira (após homologada pelo STJ) 
Ingresso ou permanência irregular de estrangeiro
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EM RAZÃO DA P ESS OA 
 CRIME DE RESPONSAB. CRIME COMUM 
Presidente e Vice-Presidente 
 
 
Ministro do STF 
PGR 
AGU 
Ministros ou Comandantes FFAA conexo c/ PR 
Membros do CNJ e CNMP Trib. Origem do membro 
Membros dos Trib. Superiores (STJ, TSE, TST e STM) 
 
 
Embaixador 
Ministro do TCU 
Ministro ou Comandantes FFAA não conexo c/ PR 
1Deputados e Senadores (inclusive crimes eleitorais e 
crimes dolosos contra a vida) 
- 
2Governador de Estado e DF Legislativo Estadual / Distrital 
 
Conselheiro do TCE e TCM 
 
Desembargadores do TJ, TRF, TRE e TRT 
Membro do MPU que oficie perante tribunais 
Juízes Estaduais e do DF e T 
 
(TJ estaduais) 
 
(TJ estaduais) 
Membros do MP (oficiam perante juízes de 1º grau) 
Observação: Ações CÍVEIS não se sujeitam a prerrogativa de foro por função. 
STF, Súmula Vinculante 45: Competência Constitucional do Tribunal do Júri PREVALECE sobre o foro por prerrogativa 
de função estabelecido EXCLUSIVAMENTE por Constituição ESTADUAL. 
1STF (AP 937, 2018): o foro por prerrogativa de função conferido aos deputados federais e senadores se aplica apenas 
a crimes cometidos no exercício do cargo e em razão das funções a ele relacionadas 
2STF, 2017: INCONSTITUCIONAIS normas que exijam autorização da AL para que o STJ instaure AP contra 
governador. Outro ponto: afastamento do Gov. não é automático (STJ decide se o faz ou não). 
CO MP ET ÊN CI A T ERRITO RI AL 
Tudo bem, agora já sabemos a qual “ramo” da justiça cabe o julgamento, porém resta saber ONDE será julgado. Para isso temos 
as regras para definir o local. 
CO MP ET ÊN CI A P E LO LUG AR DA IN FRAÇÃO 
Regra Geral 
Adota-se a “Teoria do Resultado”, ou seja, o local do crime é aquele em que o 
RESULTADO ocorre 
Dolosos contra a 
vida, Juizados 
Especiais e Atos 
Infracionais 
Adota-se a “Teoria da Atividade”, ou seja, local do crime é aquele em que a 
CONDUTA é praticada 
Crimes 
Falimentares 
Considera-se local do crime aquele em que foi decretada a falência 
Praticados e 
consumados no 
exterior 
Lembra-se que no direito penal há crimes que, apesar de praticados no exterior 
são julgados sob a égide do sistema penal brasileiro? 
Nesses casos: eles serão julgados: 
• Na capital do estado em que o réu (acusado), no BRA, tenha último domicílio; 
• Caso nunca tenha sido domiciliado no BRA, na capital federal (TJDFT) 
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Aeronaves ou 
embarcações 
sujeitas à lei BRA 
• No local em que PRIMEIRO aportar ou pousar, OU; 
• No ÚLTIMO local em que tenha aportado ou pousado. 
CO MP ET ÊN CI A P E LO DOMI CÍLI O DO RÉU (ART . 7 2 E 73 )É um critério residual, ou seja, quando NÃO conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo domicílio ou 
residência do réu. 
 Réu tem mais de uma residência? Competência firmada por PREVENÇÃO 
 Réu não tem residência ou não se conhece seu paradeiro? Competente o juiz que primeiro tomar conhecimento do fato 
 Ação exclusivamente Privada: querelante escolhe foro de domicílio OU da residência do réu, ainda que conhecido 
lugar da infração. 
DA PROVA 
DIS POS I ÇÕ ES G ERAI S 
O juiz forma sua convicção pela LIVRE apreciação da prova produzida em CONTRADITÓRIO JUDICIAL. 
Ou seja, ele NÃO poderá fundamentar sua decisão exclusivamente em elementos colhidos na investigação (IP), SALVO 
no caso de provas cautelares, não repetíveis e antecipadas. 
A quem cabe a obrigação de produzir a prova sobre uma alegação? Cabe a quem fizer essa alegação, porém o juiz pode, de ofício: 
a) Ordenar (mesmo antes da AP) a produção antecipada de provas urgentes e relevantes; 
b) Determinar durante a instrução ou antes da sentença realização de diligência. 
 
1Fonte independente: aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução 
criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova 
 
PROVAS 
ILEGAIS
ILÍCITAS
Conceito: produzidas violando normas de direito MATERIAL 
(constitucionais ou legais)
São INADIMISSÍVEIS, portanto DEVEM ser desentranhadas
do processo
[Novidade 2019] O juiz que conhecer do conteúdo da prova 
inadmissível NÃO PODERÁ proferir a sentença ou acórdão 
ILÍCITAS POR DERIVAÇÃO
("teoria dos frutos da árvore 
envenenada")
Conceito: seriam lícitas, PORÉM derivam de prova ilícita, logo 
são INADIMISSÍVEIS e devem ser desentranhadas
EXCEÇÕES (são admissíveis):
1 - Não há nexo de causalidade entre uma e outra
2- derivadas puderem ser obtidas por fonte independente1
ILEGÍTIMAS
Conceito: obtidas mediante violação a normas de caráter 
PROCESSUAL 
NULIDADE
Absoluta: NÃO poderão ser 
utilizadas
Relativa: PODEM ser utilizadas se 
nulidade sanada ou nulidade não arguida 
em momento oportuno
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PROVAS E M ESP É CIE (T IPO S ) 
 
CO RPO DE DE LIT O E PE RÍ CI AS 
OBRIGATO RIE DADE DO CO RP O DE DE LIT O 
Art. 158. Quando a infração deixar vestígios, será 
indispensável o corpo de delito, direto ou 
indireto, NÃO PODENDO supri-lo a confissão DESPENCA 
Art. 167. Não sendo possível o exame de corpo de 
delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova 
testemunhal PODERÁ SUPRIR-LHE a falta 
PE RITO S E EX AMES 
REGRA 
Corpo de delito e perícias serão realizados 
por perito OFICIAL, com curso superior. 
Exames complexos, que envolvam mais 
de uma área de conhecimento, pode-se 
usar mais de um perito oficial. 
 
Na FALTA de perito oficial o exame é feito por 2 pessoas idôneas 
o Devem ter curso superior 
o PREFERENCIALMENTE na área relacionada c/ natureza do exame 
o DEVEM prestar compromisso 
Outros pontos relevantes: 
 MP, assistente de acusação, ofendido, querelante e o acusado PODEM formular de quesitos e indicar assistente técnico; 
 A admissão do assistente técnico é feita pelo juiz e se dará APÓS a conclusão dos exames e elaboração do laudo; 
 O exame de corpo de delito poderá ser feito em qualquer dia e a qualquer hora 
 Há prioridade na realização de corpo de delito? SIM, no caso de violência doméstica e familiar contra mulher e violência 
contra vulneráveis (criança, adolescente, idoso e pessoa com deficiência) – Atenção! Lei 13.721 de 2018 
LAU DO 
Prazo de elaboração: 10 dias, prorrogáveis a pedido do perito 
Alteração no estado das coisas: até a chegada dos peritos deve-se preservar ao máximo o local do crime. Se houver alteração 
no estado das coisas ela deve ser registrada no laudo. 
Divergência entre peritos: cada perito redigirá um laudo. O juiz então nomeará um terceiro 
▪ Esse terceiro concorda com um deles, ou; 
▪ Discorda de ambos: nesse caso o juiz manda fazer um novo exame por outros peritos 
O juiz é obrigado a aceitar o laudo? NÃO. O juiz pode aceita-lo ou rejeitá-lo (total ou parcialmente). Inclusive pode determinar 
que sejam feitas novos exames se julgar conveniente. 
PROVAS EM ESPÉCIE
Corpo de delito e 
Perícias
Interrogatório do 
acusado
Testemunhas
Busca e 
apreensão
Outras
Confissão Ofendido
Reconhecimento de 
pessoas e coisas
Acareação
Documentos Indícios
FOCO TOTAL NESSAS 
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INTE RROGATÓ RIO DO ACUS ADO 
Aqui temos poucos artigos com muitos parágrafos, porém basicamente o art. 185 é o que importa para a maioria das provas. 
 
 É uma medida EXCEPCIONAL, feita apenas no caso de RÉU PRESO. 
 Decisão tomada pelo juiz, de OFÍCIO ou a REQUERIMENTO das partes. 
 Parte serão intimadas 10 dias antes do interrogatório. 
 Para ser realizado, o interrogatório por videoconferência deve atender a uma das seguintes finalidades: 
a) Prevenir risco à segurança pública (suspeita-se que preso faça parte de ORCRIM ou que possa fugir no caminho) 
b) Há relevante dificuldade de comparecimento por enfermidade ou outra circunstância pessoal 
c) Gravíssima questão de ordem pública 
d) Impedir a influência do réu sobre a testemunha ou a vítima, desde que elas não possam depor via videoconferência 
Outros pontos relevantes: 
• Havendo mais de um acusado, serão interrogados separadamente; 
• Interrogatório divide-se em duas partes: sobre a pessoa do acusado e sobre os fatos 
• Antes do interrogatório o réu é informado pelo juiz do seu direito de permanecer calado e de não responder às perguntas; 
• Atenção! Silêncio NÃO IMPORTARÁ em confissão e NÃO PODE ser interpretado em prejuízo da defesa. 
TEST EMU N HAS 
Seguindo o exemplo acima – “Interrogatório do Acusado” –, vamos aos artigos mais relevantes e que importam para prova. O 
ponto mais importante é o art. 206 (obrigação de depor) seguido pelo art. 208 (quem não precisa prestar compromisso) 
Regra: TODA pessoa poderá ser testemunha. 
Porém, conforme art. 207, são PROIBIDAS de depor as pessoas que, em razão de função, ministério, ofício ou profissão, 
devam guardar segredo, SALVO SE, desobrigadas pela parte interessada, quiserem dar o seu testemunho. 
Obrigação de depor (art. 206): a testemunha NÃO PODERÁ eximir-se da obrigação de depor. Todavia, poderão recusar-se: 
 Ascendente ou descendente 
 O afim em linha reta (leia-se: parentes do cônjuge em linha reta) 
 O irmão, o pai e a mãe 
 Filho adotivo do acusado 
Compromisso: a testemunha fará, sob palavra de honra, a promessa de dizer a verdade. 
Atenção! De acordo com o art. 208, não precisam prestar o compromisso: doentes e deficientes mentais, menores de 14 
anos e os listados no art. 206 (acima) 
Forma: depoimento ORAL, não permitido por escrito. 
Todavia, segundo art. 221, §1º: Presidente e o Vice-Presidente da República, os presidentes do Senado, da Câmara e do 
STF (basta lembrar linha sucessória do presidente) PODERÃO optar pela prestação de depoimento por ESCRITO. 
Contradita: é uma impugnação à testemunha, que deve ocorrer ANTES do início do depoimento, quando a testemunha se 
enquadrar no art. 207 ou 208. 
Precatória: a testemunha que morar fora da jurisdição do juiz será inquirida pelo juiz do lugar de sua residência. 
➢ Cai Muito! A expedição da precatória NÃO SUSPENDERÁ a instrução criminal 
➢ Oitiva pode ser por videoconferência podendo ser realizada, inclusive, durante a audiência de instrução e julgamento 
STF (Súmula 155): é relativa a nulidade do processo criminal por falta de intimação da expedição de precatória para 
inquirição de testemunha. 
STJ (Súmula 273): intimada a defesa da expedição dacarta precatória, torna-se desnecessária intimação da data da 
audiência no juízo deprecado 
VIDEOCONFERÊNCIA 
DECORE 
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BUS CA E APREE NSÃO 
HI PÓT ESE S 
 Prender criminosos 
B
U
S
C
A
 D
O
M
IC
IL
IA
R
 
 Apreender pessoas vítimas de crimes 
B
U
S
C
A
 P
E
S
S
O
A
L
 
Apreender coisas achadas ou obtidas por meios criminosos 
Apreender instrumentos de falsificação ou de contrafação e objetos falsificados ou contrafeitos 
Apreender armas e munições, instrumentos utilizados na prática de crime ou destinados a fim delituoso 
Descobrir objetos necessários à prova de infração ou à defesa do réu 
Apreender cartas, abertas ou não, se houver suspeita de que o conhecimento do seu conteúdo possa ser útil 
Colher qualquer elemento de convicção 
Fundada suspeita de que alguém oculte consigo arma proibida 
CARACT ERÍ STI CAS 
Pode se dar de ofício ou a requerimento de qualquer das partes 
 
INDÍ CIOS 
 
Considera-se indício a circunstância CONHECIDA e PROVADA, que, tendo relação com o fato, autorize, por 
indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias. 
 
 
 
 
B
U
S
C
A
 E
 A
P
R
E
E
N
S
Ã
O
DOMICILIAR
DEVE ser precedida de mandado 
judicial, que especifica local e os 
motivos e fins da diligência
Execução: durante o DIA 
(morador pode permitir à noite)
Durante o dia: entre 06h e 20h
Caso não haja morador : vizinho 
intimado a assistir às diligências 
Desobediência: a porta pode ser 
arrombada
CASA
QUALQUER compartimento privado NÃO aberto ao 
públicoonde alguém exerce profissão ou atividade; 
QUALQUER compartimento habitado. 
Inclui hotel, barco, escritórios de contabilidade, 
consultório, aposentos de habitação coletiva. 
NÃO inclui bares e restaurantes
PESSOAL
("revista")
Deve haver FUNDADAS suspeitas, mas 
DISPENSA mandado judicial
Pode ser determinada por autoridade policial / 
agentes ou autoridade judicial
Busca em mulher: feita por outra mulher, 
SALVO se retardar ou prejudicar diligência
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CO NFISS ÃO 
A confissão é cabal e absoluta? 
NÃO 
Para a sua apreciação o juiz deverá confrontá-la com as demais provas do processo, verificando se entre 
ela e estas existe compatibilidade ou concordância. 
 
O silêncio importa em confissão? 
NÃO 
Entretanto, o silêncio do acusado PODERÁ constituir elemento para a formação do convencimento do 
juiz. 
 
A confissão é divisível e retratável? 
SIM 
O acusado pode “desdizer” o que disse anteriormente, retirando a confissão (sem prejuízo do livre 
convencimento do juiz). Pode também, o juiz, considerar como verdadeira apenas parte da confissão. 
 
Obs: a confissão feita fora do interrogatório, será tomada por termo nos autos. 
PE RGUNT AS AO O FE NDI DO 
 
Sempre que possível, o ofendido será qualificado e perguntado sobre as circunstâncias da infração, quem seja ou 
presuma ser o seu autor, as provas que possa indicar, tomando-se por termo as suas declarações. 
Condução Coercitiva: se intimado a depor e o OFENDIDO não comparecer, sem motivo justo, ele poderá ser conduzido à 
presença da autoridade. 
Atenção!! O STF (ADPF 395 e 444) decidiu pela inconstitucionalidade da condução coercitiva de investigados e réus, 
não do ofendido. 
O ofendido será comunicado: 
• Do ingresso e da saída do acusado da prisão 
• Da data para audiência 
• Da sentença e respectivos acórdãos 
ACARE AÇÃO 
A acareação tem a finalidade de apurar da verdade, por meio do confronto entre partes, testemunhas ou outros participantes 
de processo judicial, que prestaram informações divergentes sobre fatos ou circunstâncias relevantes. 
 
É admitida: 
• Entre acusados 
• Entre testemunhas 
• Entre pessoas ofendidas 
• Entre acusado x testemunha 
• Entre acusado ou testemunha x pessoa ofendida 
Considere a testemunha “A” e a testemunha “B”, cujas declarações divirjam. Supondo que “A” esteja presente na acareação, mas 
“B” não compareça. O que acontece? 
1. Dá-se conhecimento a “A” sobre os pontos de divergência; 
2. A divergência persiste? Expede-se precatória para autoridade onde “B” reside para colher sua declaração. 
Esta diligência só se realizará quando NÃO IMPORTE demora PREJUDICIAL ao processo e o juiz a entenda 
CONVENIENTE. 
 
 
O ofendido indica endereço para comunicações, podendo 
ela ser feita por meio eletrônico (opção do ofendido). 
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DO CUM ENT OS 
• Documentos: quaisquer escritos, públicos ou particulares. 
• A fotografia do documento tem mesma valor do original. 
• Documentos podem ser apresentados em qualquer fase do processo, salvo casos na lei. 
• NÃO serão admitidas: cartas particulares (salvo para defesa de direito) ou obtidas por meios criminosos. 
• Documentos em língua estrangeira: serão traduzidos por tradutor público; na sua falta, por pessoa idônea nomeada. 
• Documentos originais podem, mediante requerimento e ouvido o MP, ser entregue à parte que os produziu, ficando 
translado nos autos. 
 
RE CON HE CI ME NTO DE P ESS OAS E COIS AS 
 
Processo de Reconhecimento de Pessoas 
1. Quem tiver que fazer o reconhecimento descreve aquela a ser reconhecida. 
2. A pessoa a ser reconhecida é colocada ao lado de outras semelhantes. 
3. Autoridade pode providenciar que a pessoa a ser reconhecida não veja a que fará o 
reconhecimento – não se aplica na instrução criminal ou em plenário de julgamento. 
 
4. Lavra-se auto do ato de reconhecimento, subscrito pela autoridade, pela pessoa 
que realizou o reconhecimento e por 2 testemunhas. 
Se várias pessoas forem chamadas a realizar o reconhecimento, cada uma o fará separadamente, evitando comunicação 
entre elas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pontos Importantes 
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DA CADEI A DE CUS T ÓDIA 
Cadeia de Custódia: conjunto de todos os procedimentos utilizados para manter e documentar a história cronológica do 
vestígio coletado em locais ou em vítimas de crimes, para rastrear sua posse e manuseio a partir de seu reconhecimento 
até o descarte. 
ETAP AS 
 
O INÍCIO da cadeia de custódia dá-se com a preservação do local de crime ou com procedimentos policiais ou periciais 
nos quais seja detectada a existência de vestígio 
1 
RECONHECIMENTO 
Ato de distinguir um elemento como de potencial interesse para a produção da prova pericial, ficando o agente 
público que o reconhecer responsável por sua preservação. 
2 
ISOLAMENTO 
Ato de evitar que se altere o estado das coisas, devendo isolar e preservar o ambiente imediato, mediato e relacionado 
aos vestígios e local de crime. 
3 
FIXAÇÃO 
DESCRIÇÃO detalhada do vestígio conforme se encontra no local ou no corpo de delito, e a sua posição na área de 
exames, podendo ser ilustrada por fotografias, filmagens ou croqui, sendo INDISPENSÁVEL a sua descrição no laudo. 
4 
COLETA 
Ato de recolher o vestígio (preferencialmente por perito oficial), respeitando suas características e natureza. 
PROBIBIDA a entrada em locais isolados e a remoção de vestígios antes da liberação pelo perito (violação é 
considerada fraude processual). 
5 
ACONDICIONAMENTO 
Procedimento de embalar cada vestígio de forma individualizada, de acordo com suas características físicas, químicas 
e biológicas, com

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